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	<title>Arquivo de carbono incorporado - Edificios e Energia</title>
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	<description>A Revista especializada de referência nos sectores de AVAC, eficiência energética, materiais de construção e edifícios.</description>
	<lastBuildDate>Wed, 30 Apr 2025 17:21:18 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivo de carbono incorporado - Edificios e Energia</title>
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		<title>Schneider Electric acelera esforços de descarbonização dos clientes através da parceria com a One Click LCA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Edifícios e Energia]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 May 2025 07:00:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A Schneider Electric, líder global na transformação digital da gestão e automação da energia, estabeleceu uma parceria com a One Click LCA para disponibilizar os Perfis Ambientais de Produto das Declarações Ambientais de Produto ...</p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/empresas/schneider-electric-acelera-esforcos-de-descarbonizacao-dos-clientes-atraves-da-parceria-com-a-one-click-lca/">Schneider Electric acelera esforços de descarbonização dos clientes através da parceria com a One Click LCA</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
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<p class="has-text-align-center has-black-color has-text-color has-link-color has-small-font-size wp-elements-51d215e2689d3397f9d22436129eada2 wp-block-paragraph"><br></p>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-759ad9ed93092b22d4b87185741486d7 wp-block-paragraph">A <a href="https://www.se.com/pt/pt/">Schneider Electric</a>, líder global na transformação digital da gestão e automação da energia, estabeleceu uma parceria com a <a href="https://oneclicklca.com/" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">One Click LCA</a> para disponibilizar os Perfis Ambientais de Produto das Declarações Ambientais de Produto (EPD, na sua sigla em inglês) de tipo III para mais de 50.000 dos produtos elétricos na plataforma e soluções de sustentabilidade da One Click LCA, alimentadas por IA.</p>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-8fc7f5d439cfdf092136d60bc36a9fef wp-block-paragraph">Historicamente, os componentes mecânicos, elétricos e hidráulicos (MEP, na sua sigla em inglês) têm carecido de dados ambientais abrangentes, o que representa um desafio persistente na indústria da arquitetura, engenharia e construção (AEC, na sua sigla em inglês). Os profissionais do setor AEC têm tido dificuldade em avaliar de forma completa o carbono incorporado nos seus projetos de construção devido à inacessibilidade e escassez de dados ambientais para os serviços de construção.</p>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-567484bcf588f8dfba5189bd6f80d7cd wp-block-paragraph">A parceria da Schneider Electric com a One Click LCA colmata esta lacuna: oferece <em>insights</em> cruciais a arquitetos, engenheiros, designers e especialistas em sustentabilidade para tomarem decisões de <em>design</em> sustentável baseadas em dados. Com a EPD dos produtos elétricos da Schneider Electric agora amplamente disponível na plataforma One Click LCA, estes profissionais podem incorporar com confiança os impactos ambientais das suas escolhas de eletrificação nas avaliações do ciclo de vida do projeto, e mitigar ainda mais as emissões de carbono dos MEP.</p>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-176f2dcaa6c6dfd67614578c7f631b19 wp-block-paragraph"><em>“Ao partilhar esta ampla quantidade de EPDs dos nossos produtos elétricos na plataforma da One Click LCA, estamos a facilitar aos profissionais da indústria AEC a seleção dos produtos mais sustentáveis,”</em> afirmou Sorouch Kheradmand, <em>Global Head of Sustainability Partnerships</em> da Schneider Electric, salientando a importância desta parceria.</p>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-1342b212f6155a7834ad2ea6dade2307 wp-block-paragraph"><em>“A Schneider Electric está a liderar o caminho na indústria MEP ao disponibilizar uma grande quantidade de dados EPD para os seus produtos na nossa plataforma. Os empreiteiros e engenheiros precisam de compreender claramente o impacto de todos os seus materiais para construir de forma sustentável. Esperamos que o avanço significativo da Schneider Electric inspire outros a partilharem os seus dados EDP de forma mais ampla,”</em> notou Panu Pasanen, CEO &amp; Founder da One Click LCA.</p>



<div style="height:70px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<hr class="wp-block-separator aligncenter has-text-color has-alpha-channel-opacity has-background" style="background-color:#168e9c;color:#168e9c"/>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph" style="font-size:14px"><em><strong>O texto acima é da inteira responsabilidade das empresas/entidades em causa</strong></em><br><em><strong>Fonte: Press Release</strong></em></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Edifícios protagonizam a transformação sustentável das cidades do futuro</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/0410-edificios-protagonizam-a-transformacao-sustentavel-das-cidades-do-futuro-ee148/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sónia Sul]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Oct 2023 08:33:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Os edifícios zero emissões estão na luz da ribalta, com as políticas europeias a exigirem às cidades a neutralidade climática. Mas o que significa descarbonizar os edifícios e como podem estes, enquanto protagonistas, encenar a mudança para um futuro mais sustentável? Eficiência energética, renováveis, soluções digitais, design circular, conexões com a comunidade e soluções para as cidades são algumas das palavras-chave.</strong></p>
<p>Em 2015, a constituição do Acordo de Paris, que entrou em vigor no ano seguinte, foi um ponto decisivo no rumo do trajecto climático ao solicitar a limitação do aquecimento global e a redução das emissões de CO<sub>2</sub> em 40 % em relação aos valores de 1990, para travar os riscos e os impactos associados às alterações climáticas. Assinado pela União Europeia (UE), e por outros 194 países, serviu como catalisador para vários compromissos políticos que lhe sucederam no mesmo sentido, entre os quais pacotes estratégicos para enfrentar um dos maiores desafios nesta caminhada – a transição energética. Um deles, o pacote legislativo <em>Energia limpa para todos os europeus</em>, apresentado em 2016, definiu, por exemplo, que os Estados-Membros (EM) teriam de desenvolver um <em>Plano Nacional de Energia e Clima</em> (PNEC) para o horizonte 2030. Mais tarde, no final de 2019, o <em>Pacto Ecológico Europeu</em> entrou em cena como resposta à declaração de crise climática pelo Parlamento Europeu, estabelecendo um roteiro para a UE atingir a neutralidade climática até 2050 – ambição que, em 2021, passou a ser obrigatória para todos os EM na sequência da aprovação da Lei Europeia do Clima. Surgiu, então, ainda em 2021, outro pacote da Comissão Europeia, o <em>Fit for 55</em>, que, para assegurar a concretização desta meta, reforçou a ambição climática ao procurar uma redução de pelo menos 55 % das emissões líquidas de gases com efeito de estufa (GEE) até ao final da década.</p>
<p>Passo a passo, estes desenvolvimentos políticos para cidades mais sustentáveis foram trazendo crescentes exigências ao sector dos edifícios. Da <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/2509-estamos-dispostos-a-pagar-pela-descarbonizacao-dos-edificios-ee148/">descarbonização</a> dos consumos energéticos e da diminuição das necessidades de energia para reduzir desperdícios e emissões associadas à operação, passámos para uma visão que se expande a todo o ciclo de vida do edifício, que deve ser de emissões nulas, e coloca à lupa temas como energia incorporada e carbono incorporado dos materiais e equipamentos. Em paralelo, caminhamos cada vez mais para uma abordagem macro porque, segundo os especialistas, mais do que descarbonizar um edifício, é preciso escalar soluções e explorar sinergias ao nível local.</p>
<h4><strong>Edifícios de emissões nulas</strong></h4>
<p>“O sector dos edifícios e da construção não está no caminho certo para se descarbonizar até 2050. As emissões operacionais de CO<sub>2</sub> e a utilização de energia do sector atingiram [em 2021] um valor recorde, excedendo os picos pré-pandemia. Acções concretas são necessárias já.” O balanço é feito pela GlobalABC, a plataforma mundial que reúne diversos agentes em torno do objectivo de alcançar um sector dos edifícios e da construção zero emissões, eficiente e resiliente, num relatório anual de progresso, publicado em Novembro.</p>
<p>No <a href="https://globalabc.org/sites/default/files/2022-11/FULL%20REPORT_2022%20Buildings-GSR_1.pdf"><em>2022 Global Status Report for Buildings and Construction</em></a>, o cenário, considerando dados de 2021, é este: o sector, a nível mundial, é responsável por cerca de 37 % das emissões de CO<sub>2</sub> relacionadas com a energia e com os processos e por mais de 34 % da procura de energia, e a descarbonização do sector – “levada a cabo de forma pouco consistente” – parece cada vez mais longe, com o fosso entre o objectivo da neutralidade carbónica e o desempenho energético dos edifícios a aumentar. Na Europa, o sector dos edifícios apresenta-se com um peso ainda maior na procura de energia – com uma fatia de 40 % do consumo final de energia, de que 80 % diz respeito a energia de origem fóssil. É certo que o ano de 2022, com o eclodir da guerra na Ucrânia e com a consequente criação do plano europeu <em>RePowerEU</em>, poderá gerar outros resultados, mas os contornos do desafio mantêm-se.</p>
<p>Como parte do pacote <em>Fit for 55</em>, a revisão da Directiva Europeia para o Desempenho Energético dos Edifícios (<a href="https://edificioseenergia.pt/?s=epbd">EPBD</a>), ainda não finalizada, tem avançado com novas e mais ambiciosas normas de eficiência energética para edifícios novos e existentes. A ideia é ir além dos edifícios de necessidades quase nulas de energia e concretizar edifícios de emissões nulas, ou “zero emissões”, cujo Potencial de Aquecimento Global (PAG), com base em emissões de carbono durante todo o ciclo de vida, tem de ser explicitado num certificado energético. O prazo para que isto aconteça é que ainda não reúne consenso.</p>
<p>No caso das novas construções, a proposta da Comissão Europeia, apresentada no final de 2021, é que se aponte para 2030 ou, no caso dos novos edifícios detidos por organismos públicos, até 2027. O Conselho Europeu defende que os organismos públicos devem ter mais um ano para cumprir a meta, apontando para 2028 na proposta apresentada em Outubro de 2022. Já neste ano, o Parlamento Europeu fez saber que quer acelerar todo o processo, tendo em vista o ano de 2028 para os novos edifícios e o de 2026 para os públicos.</p>
<p>Nas construções existentes, o caminho deverá ser feito de forma faseada e com base em requisitos mínimos de desempenho de modo a melhorar os edifícios com classificação G, correspondendo aos 15 % com pior desempenho energético em cada EM. A Comissão Europeia quer que estes subam para, pelo menos, uma classificação F até 2027, no caso dos edifícios não-residenciais, e até 2030, para os habitacionais. Para o Parlamento Europeu, a melhoria deverá resultar numa classificação mínima de E até 2027 nos não-residenciais e 2030 nos residenciais, patamar que deverá subir até D em 2030 e 2033, respectivamente. O Conselho partilha a exigência de um desempenho energético D até 2033 nos edifícios residenciais e propõe, para os não-residenciais, outro método: estes têm de estar abaixo do limiar do consumo de energia primária dos 15 % edifícios deste tipo com pior desempenho do EM em questão até 2030 e dos 25 % até 2034.</p>
<p>Das discussões em trílogo, deverão ainda resultar outras exigências: criação de roteiros para monitorizar a renovação energética e os resultados climáticos, obrigatoriedade de certificados de desempenho energético – incluindo certificados A0 para edifícios de emissões nulas e certificados A+ para aqueles que são A0 e contribuem também para a rede energética com energia renovável produzida no local –, bem como de produção de energia solar nos edifícios novos, abandono dos combustíveis fósseis para aquecimento e arrefecimento, integração de infraestruturas verdes, e novos parâmetros para a qualidade do ambiente interior, para a capacidade de resiliência às alterações climáticas, para a segurança contra incêndios, entre outros.</p>
<p>Uma coisa é certa: a descarbonização vai continuar a fazer parte de uma das várias exigências sobre o sector dos edifícios, que, a partir de 2027 ou 2028, deverá passar a estar abrangido por um novo Sistema de Comércio de Licenças de Emissão, o <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/1606-carolina-silva-zero-edificios-e-construcao-podem-estar-na-vanguarda-do-mercado-voluntario-de-carbono/">CELE II</a>, que irá fixar um preço mais duro por tonelada de emissões de GEE ligadas a este sector e ao dos transportes.</p>
<blockquote>
<p>“É preciso ter um discurso narrativo, mas de compromisso, onde as coisas aconteçam. E isto não pode ser só do Governo; tem que ser da sociedade civil, porque não vai haver nenhum orçamento de Estado que consiga resolver os desafios da reabilitação.”</p>
</blockquote>
<h4><strong>Descarbonização dos edifícios de A a Z</strong></h4>
<p>Mas afinal o que significa realmente descarbonizar os edifícios? “É uma temática muito complicada”, refere Marco Pedroso, responsável pelo pilar da sustentabilidade no BUILT CoLAB, um laboratório colaborativo para alinhar o sector da construção com as transições ecológica e digital. Numa primeira vertente, relacionada directamente com a fase operacional, a descarbonização dos edifícios implica consumir energia limpa. “De uma forma simplista, toda a energia que nós consumimos nos edifícios terá que ser de origem renovável”, afirma, por sua vez, Manuela Almeida, investigadora na Universidade do Minho. Implica também, para facilitar esse caminho, reduzir necessidades energéticas, relevando a necessidade da eficiência energética dos aspectos construtivos e dos equipamentos.</p>
<p>“A arquitectura aplicada em Portugal, muitas vezes, não se coaduna com o clima que temos, actualmente, no país, nem com as alterações climáticas e com os fenómenos extremos expectáveis”, alerta Marco Pedroso. “É muito giro construir edifícios envidraçados, expostos a Sul, com uma vista privilegiada, mas se um sistema de climatização estiver a gastar muita energia eléctrica para dar conforto térmico às pessoas no seu interior, estaremos, naturalmente, a contribuir para nos distanciarmos daquilo que é um objectivo que não é facultativo. (&#8230;) Não podemos continuar a ter o mesmo nível de dispêndio ineficiente de energia, sem pensar nas consequências”, acrescenta João Moutinho, director do BUILT CoLAB.</p>
<p>Em matéria de eficiência energética, Helder Gonçalves, director do Laboratório de Energia do LNEG – Laboratório Nacional de Energia e Geologia, também lembra que o Grupo dos Sete considera este elemento o fuel primordial na rota para a neutralidade carbónica e que a Agência Internacional de Energia (AIE), na sua conferência sobre o tema, apelou a que se duplicasse o progresso em eficiência energética até 2030, lançando também o relatório <a href="https://www.iea.org/reports/energy-efficiency-the-decade-for-action"><em>Energy Efficiency – The decade for action</em></a> e um <a href="https://www.iea.org/reports/the-value-of-urgent-action-on-energy-efficiency/policy-toolkit"><em>toolkit</em> </a>de princípios e pacotes políticos para ajudar os governos a implementarem acções eficientes.</p>
<p>Não obstante este papel, e embora reconheça que a eficiência energética está contemplada nos programas dos governos, o responsável do LNEG argumenta que o tema “não está na ordem do dia” e que “é por isso que os resultados são sempre muito fraquinhos”. “Se olharmos para Portugal, as renováveis estão na agenda, nas ‘bocas do mundo’. A eficiência energética não está.” Então o que fazer?</p>
<p>Apostar na componente passiva, adoptando princípios do desenho bioclimático para adaptar o edifício às características do local e do clima, melhorando isolamentos, dimensionando envidraçados de forma adequada, é o caminho para os especialistas. Outra hipótese, também apontada pela <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/futuro-edificios-2505-sustentabilidade/">construção sustentável</a>, é a integração de fachadas e coberturas verdes, por exemplo, com benefícios a nível da mitigação do efeito ilha de calor e da compensação de emissões de CO<sub>2</sub>. Todavia, para Manuela Almeida, estas intervenções verdes ainda carecem de mais investimento e melhoria, para evitar que instalações desadequadas resultem em infiltrações ou ineficiências do ponto de vista do consumo de <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/2803-adene-nexus-agua-energia-nacoes-unidas-grupo-trabalho-aqua/">água</a>. O recurso hídrico é, aliás, um elemento que deverá fazer parte das preocupações nos edifícios, não só através da melhoria da eficiência, mas também do aproveitamento de águas pluviais para lavagem de pavimentos, rega de jardins, e descargas das sanitas, por exemplo. Esta opção, que torna os edifícios mais sustentáveis e pode contribuir para a descarbonização das cidades pela redução de necessidades de transporte de água, “já está posta em prática, só que ainda é uma solução singular, não generalizada”, refere.</p>
<p>Na componente activa, a aposta está em electrodomésticos e sistemas de iluminação e AVAC-R (aquecimento, ventilação, ar condicionado e refrigeração) mais eficientes. Neste último campo, Helder Gonçalves salienta ser “fundamental” alavancar a taxa de implementação dos colectores solares térmicos em Portugal (actualmente “entre 2 e 3 %”) para dar conta da fatia “importantíssima do consumo dos edifícios relativa às águas quentes sanitárias”. Destaca ainda o fotovoltaico enquanto elemento central, mas que já recebe mais atenção, tendo crescido nos últimos anos, e o ar condicionado como um equipamento que, com o <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/desafio-futuro-cidades-0303-hg/">sobreaquecimento das cidades</a>, terá uma utilização crescente.</p>
<p>As bombas de calor já fazem parte desta viagem, estando nas prioridades da Comissão Europeia, que prepara a publicação do primeiro<em> Plano de Acção para as Bombas de Calor</em>, para assegurar, em alinhamento com o <em>REPowerEU</em>, a instalação de mais 60 milhões de equipamentos na Europa até 2030 – um mercado que, segundo a EHPA, voltou a bater um recorde de vendas (cerca de três milhões) em 2022.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-24254 size-full" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/09/shutterstock_321045740.jpg" alt="" width="650" height="340" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/09/shutterstock_321045740.jpg 650w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/09/shutterstock_321045740-300x157.jpg 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/09/shutterstock_321045740-610x319.jpg 610w" sizes="(max-width: 650px) 100vw, 650px" /></p>
<p>“A certificação energética, muitas vezes, já mitiga algumas das ineficiências e resolve alguns dos problemas, mas o verdadeiro desafio está naquilo que são as contribuições do edifício ao longo de todo o ciclo de vida”, afirma João Moutinho. Neste ponto, e já “ultrapassada” a proposta dos edifícios de necessidades energéticas quase nulas, Manuela Almeida explica, por sua vez, que novas variáveis entram em jogo com os edifícios de emissões de carbono nulas. Neste cenário, os materiais de construção – com preponderância para os materiais de base natural – assumem um papel de destaque e conceitos como <a href="https://edificioseenergia.pt/entrevista/jose-silvestre-entrevista-calcular-energia-incorporada-materiais-construcao-sim-e-possivel-ee145-2103/">energia incorporada</a>, carbono incorporado, <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/edificios-energia-incorporada-e-pegada-ambiental-uma-nova-dimensao-da-sustentabilidade-1003/">pegada ambiental</a>, <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/2804-cristina-rocha-design-circular-aplicabilidade-varios-niveis-sector-edificios-circo-hub-portugal-lneg-iapmei-apa/">ecodesign</a>, Declaração Ambiental de Produto (um “passaporte” da pegada carbónica de um produto que se está a tornar cada vez mais comum), avaliação do ciclo de vida (ACV) e <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/3008-economia-circular-no-ambiente-construido-painel-modular-a-base-de-plastico-reciclado-para-renovacao-de-fachadas-de-edificios-ee147/">economia circular</a> passam a fazer parte do vocabulário do sector.</p>
<p><a href="https://edificioseenergia.pt/entrevista/0208-paulo-ferrao-chegou-o-momento-de-pensarmos-muito-a-serio-na-energia-entrevista-ee147/">Energia</a> e carbono incorporados “não são conceitos novos” e estão associados a todo o edifício, “desde paredes, janelas, pavimentos, até colectores solares, caldeiras, painéis solares, etc.”, uma vez que a extracção, a produção, o transporte, a operação, e a demolição têm uma pegada ambiental associada, realça. Para a especialista, o facto de a revisão da EPBD enfatizar a avaliação da sustentabilidade – sobretudo através do tal PAG – “é, no fundo, uma chamada de atenção para que se olhe para os materiais e se seja criterioso na escolha”. Embora ainda veja nos materiais de base natural alguns problemas, em particular, quanto à durabilidade, a investigadora felicita a decisão política. “É bom que haja pressão legislativa, porque obriga a mexer. As pessoas vão espernear, porque é tudo tão complicado. Não temos ainda as soluções óptimas, se calhar nem soluções boas, mas isto vai obrigar a que as pessoas pensem, a que invistam e procurem outras respostas até chegarmos às soluções ideais.”</p>
<p>Esta reflexão vai ter particular impacto na fase de concepção e não poderá estar dissociada da economia <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/1905-cirmat-mafalda-rodrigues-tratar-reintroduzir-residuos-subprodutos-construcao-indispensavel/">circular</a> e da ACV, afirma Marco Pedroso. “Esta fase permite, desde o início, simular e optimizar soluções a prescrever soluções para a construção e, assim, contribuir para a descarbonização”. Neste âmbito, João Moutinho remata que “a fase final do ciclo de vida, a desconstrução, que gera resíduos, é um dos principais desafios não só a nível ambiental, mas também a nível de sustentabilidade económica e social” – não só porque alguns resíduos de construção são perigosos, como o fibrocimento, ou porque alguns são depositados ilegalmente nos espaços periurbanos, mas também porque é preciso encontrar formas de valorizar os resíduos. O design para a desmontagem ou para a modularidade é uma hipótese para responder aos desafios, sobretudo nos próximos tempos em que, na visão do engenheiro eléctrico, se vai “deixar de construir e passar a fabricar e montar edifícios”.</p>
<h4><strong>Digitalização ao serviço da descarbonização</strong></h4>
<p>Como parte da dupla transição advogada pela UE, a transição digital anda de mãos dadas com a transição ecológica. E digitalização pode rimar, nos edifícios, com eficiência energética. “Na <a href="https://edificioseenergia.pt/entrevista/1809-thomas-kiessling-edificios-inteligentes-tem-enorme-potencial-de-reduzir-pegada-de-carbono-mundial-ee148/">operação dos edifícios</a>, nós sabemos que há todo um conjunto de soluções já disponíveis, portanto, electrodomésticos cada vez mais eficientes, equipamentos para medir o consumo e influenciar comportamentos, sistemas avançados de <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/0310-smart-readiness-indicator-novo-site-esclarece-questoes-frequentes-sobre-o-sri/">inteligência </a>que controlam edifícios para regular, por exemplo, o sombreamento ou a temperatura ou a luminosidade de uma forma eficiente relacionada com a ocupação de pessoas no interior”, descreve João Moutinho.</p>
<p>Na qualidade de representante institucional do BUILT CoLAB, este especialista afirma que a <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/2108-digitalizacao-industrializacao-e-renovacao-de-edificios/">digitalização</a>, um dos grandes pilares do laboratório, pode ser útil para muito mais: “o BUILT CoLAB, neste momento, está a desenvolver soluções para o sector da construção para todas as fases do ciclo de vida”, para que se possa, através de um abordagem holística, conceber edifícios mais sustentáveis e reabilitar consoante as melhores práticas de sustentabilidade, encontrando o melhor<em> trade-off</em> entre vantagens e desvantagens das intervenções. “Só se pode avaliar aquilo que se consegue medir – e temos mesmo que medir. E, quando não pudermos medir, temos que estimar com muito rigor porque o efeito multiplicativo de estimativas, principalmente subestimadas, pode ser também devastador.”</p>
<p>Para isso, poderá fazer-se uso de tecnologias-chave. “Estamos a falar de coisas como inteligência artificial, IoT [Internet das Coisas], BIM”, explicita João Moutinho, identificando-as como os “<em>basic building blocks</em>” daquilo que se pretende fazer no sector da construção. Na perspectiva da adopção da <a href="https://edificioseenergia.pt/entrevista/0210-claudia-antunes-bim-eficiencia-comunicacao-e-interoperabilidade-ee148/">metodologia BIM em Portugal</a>, o responsável vê um “importante” contributo por “funcionar como substrato essencial para se fazer a avaliação da sustentabilidade”. Perceber de início o impacto ambiental subjacente a diferentes opções de materiais e fazer simulações dos seus comportamentos higrotérmicos são duas das possibilidades levantadas pelo BIM que facilitam que se faça, desde logo, a prescrição de uma “escolha integradora e que contribua positivamente para a redução dos impactos do edifício”, adiciona Marco Pedroso.</p>
<p><img decoding="async" class="wp-image-24256  alignleft" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/09/shutterstock_2066675699.jpg" alt="" width="426" height="223" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/09/shutterstock_2066675699.jpg 650w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/09/shutterstock_2066675699-300x157.jpg 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/09/shutterstock_2066675699-610x319.jpg 610w" sizes="(max-width: 426px) 100vw, 426px" />Também os <em>digital twins</em> cabem nesta digitalização. “O<em> digital twin</em> utiliza BIM, sensorização, IoT para, em tempo real, conseguirmos avaliar o que se passa no edifício tanto na fase de construção, optimizando-a, poupando materiais e recursos, baixando emissões associadas, como na fase de utilização e na de desmontagem do edifício”, descreve o engenheiro civil.</p>
<p>Mas num “sector conservador, que resiste à introdução de tecnologia e de ferramentas”, João Moutinho diz que parte da mudança vai exigir capacitação e introdução de ferramentas que sejam “simples e utilizáveis”, a cujo contributo para a sustentabilidade se irão somar vantagens de “eficiência e competitividade”. Nesse sentido, o BUILT CoLAB, no âmbito do <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/revconstruction-projecto-verdadeiramente-mobilizador-para-digitalizar-construcao-termina-neste-mes/">projecto <em>REV@Construction</em></a>, trouxe à luz do dia, em Junho, instrumentos à disposição do sector. “As empresas têm de já estar a pensar preventivamente que a fase do pau [da obrigação] está para vir”, alerta, depois de o colega antever que as entidades bancárias vão deixar de querer estar associadas a actividades de grande carga carbónica quando o Banco Central Europeu, em Janeiro de 2026, passar a seguir a taxonomia europeia.</p>
<h4><strong>Desafio da reabilitação</strong></h4>
<p>Em 2050, a maior parte do parque edificado será composto por edifícios já existentes, incluindo os que hoje e nos próximos anos representam novas construções e que, mesmo assim, vão estar em incumprimento com a ambição plasmada na revisão da EPBD.</p>
<p>Assim, ainda com distância do horizonte de edifícios zero carbono, a AIE está a propor o conceito de<em> zero carbon ready buildings</em> (edifícios preparados para o zero carbono), que, segundo a agência, deverá ser atingido através da <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/2905-reabilitacao-termica-da-envolvente-opaca-de-edificios-vantagens-e-limitacoes-de-solucoes-correntes/">reabilitação</a> em pelo menos 20 % do edificado existente até 2030. “Ou seja, estes edifícios ainda podem emitir carbono, mas têm de já estar preparados para, num futuro a curto prazo, deixarem de o fazer”, explica Manuela Almeida, ilustrando que tal pode significar a substituição de uma fonte de energia não-renovável por uma 100 % renovável, por exemplo, o gás natural por biocombustível.</p>
<p>Para dar resposta ao desafio da reabilitação energética, a EPBD sob discussão parece estar também a criar espaço para directrizes que reforcem o processo através de um <em>Plano Nacional para a Reabilitação Energética</em>, um documento complementar à <em>Estratégia de Longo Prazo para a Renovação dos Edifícios</em> (ELPRE), aprovada pelo Governo português em 2021 no decorrer da Vaga de Renovação europeia.</p>
<p>Fala-se em planos e estratégias, mas, para Helder Gonçalves, não basta “ter intenções e porventura medidas”. Na sua visão, é preciso que o discurso narrativo e o compromisso mobilizem o Governo e a sociedade civil como um todo para fazer as coisas acontecerem, seja a reabilitação, seja a própria descarbonização. Mas no caso da reabilitação dos edifícios, é perentório: “não vai haver nenhum orçamento de Estado que consiga resolver os desafios da reabilitação. Os fundos [dispensados] são absolutamente impossíveis [para as necessidades]”. Partilhando da opinião de que o montante para lidar com a ineficiência de 80 % do parque edificado português só permite “tapar o sol com a peneira”, e notando os benefícios para o combate à pobreza energética, Manuela Almeida reitera que “a reabilitação dos edifícios é um must” e que será necessário encontrar novos modelos de negócio. “Uma das ideias da Comissão Europeia é taxar as petrolíferas e utilizar esse valor para a reabilitação do edificado”, refere.</p>
<p>Mas, afinal, como estamos em Portugal? Ana Brandão de Vasconcelos, enquanto membro do Laboratório Nacional de Engenharia Civil e da equipa responsável pela monitorização do progresso da ELPRE, faz o seguinte balanço: “o sector dos edifícios está a descarbonizar; as alterações são sobretudo a montante, na produção de energia, sendo que é necessário reforçar o investimento na reabilitação energética do parque de edifícios existentes.” A avaliação tem por base os dados do último relatório de monitorização da ELPRE, que traça um cenário positivo no que concerne à percentagem de energia renovável – “a produção aumentou consideravelmente em todo o parque de edifícios; [sendo que] já se atingiu, em 2021, 9,7 % dos 11 % definidos para 2030” – e também à percentagem de redução de emissões de CO<sub>2</sub> – “já se ultrapassou a meta definida para 2030 em todo o parque de edifícios, estando próximo da meta para 2040, de 47 %”. Na poupança de energia primária, o cenário de 2021 ainda é de recuperação do agravamento do consumo no residencial durante a pandemia, mas de redução de consumos nos edifícios não-residenciais. Já na questão da renovação em si, a trajectória demonstra que ainda se está “bastante aquém” da meta de 49 % para 2030. “Estamos só próximos de 1 %”, lamenta, ressalvando, porém, que o valor pode “estar subestimado” uma vez que a monitorização é feita a partir dos programas de financiamento existentes, podendo haver trabalhos de renovação fora desta esfera.</p>
<p>Para Manuela Almeida, a descarbonização rápida vai depender, precisa e principalmente, desta “reabilitação”. Vai também depender da capacidade de escalar soluções ao nível das comunidades, dos bairros e das cidades; soluções que, segundo João Moutinho, podem visar a “criação de dinâmicas de renovação histórica que beneficiam de economia de escala” através da análise de um conjunto de edifícios pela via tecnológica, para evitar que a renovação seja feita de forma insustentável do ponto de vista dos resíduos, mas não só.</p>
<h4><strong>Escalar soluções</strong></h4>
<p>“Quando se aborda a descarbonização das cidades, é preciso ver [a questão] no seu todo. Por um lado, podemos querer focar-nos nos edifícios, independentemente de serem de serviços ou residenciais, e [por outro] em como o <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/2709-temos-de-olhar-para-a-energia-como-uma-plataforma-sublinha-jorge-vasconcelos/">sistema energético</a> vai influenciar a descarbonização desse parque”, diz Helder Gonçalves. E é nesse último ponto que o representante do LNEG diz começarem a surgir oportunidades. “Tem de haver modelos de negócio atractivos, o que começa a haver, e opções legais mais ou menos atraentes, como as <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/2607-poder-as-pessoas-como-as-cer-estao-a-reformular-o-mercado-da-energia-ee147/">comunidades de energia renovável</a> (CER).” Este <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/1209-nova-base-de-dados-livre-agrega-as-abordagens-legais-de-cada-estado-membro-as-cer/">modelo</a>, cuja figura entrou em vigor em Portugal no início de 2020, também é apontado por Manuela Almeida como um caminho para pensar a “descarbonização em larga escala”, da comunidade e do bairro à cidade.</p>
<p>Apoiando-se naquilo que a EPBD elenca quanto aos edifícios estarem equipados com sistemas de produção de energia local, a engenheira reitera que “está mais do que provado que não é rentável ter esses sistemas de produção de energia renovável edifício em edifício”. “Para serem rentáveis, temos de construir sistemas que consigam abastecer não um edifício, nem dois, nem três, mas um conjunto grande. Quanto maior for, mais rentável é a solução.”</p>
<p>Num documento que preparou, Manuela Almeida incidiu também sobre as questões que surgem nesta área. Admitindo que é necessário “investir muito” para colmatar a lacuna nas soluções de armazenamento de energia, a docente diz que “as questões técnicas se resolvem”. Na sua visão, os “problemas de coordenação e gestão” na criação de CER são maiores, porque “há uma falta de interesse gerada por um desconhecimento generalizado e também porque nunca se investiu muito nisto”, sendo necessário que os municípios se envolvam mais e puxem os cidadãos para esta transição.</p>
<p><img decoding="async" class="alignright wp-image-24253 " src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/09/shutterstock_2183444657.jpg" alt="" width="480" height="251" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/09/shutterstock_2183444657.jpg 650w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/09/shutterstock_2183444657-300x157.jpg 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/09/shutterstock_2183444657-610x319.jpg 610w" sizes="(max-width: 480px) 100vw, 480px" /></p>
<p>Outro tema que surge é o das redes de <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/2306-irena-fornece-toolbox-para-electrificacao-inteligente-do-aquecimento-e-arrefecimento/">aquecimento e arrefecimento</a> urbanas. Em Portugal, há um único exemplo deste sistema na Expo lisboeta, já com mais de duas décadas, e “não se replicou a solução”. Mas poderia ser uma opção viável? A resposta, acredita a investigadora, poderá ser positiva – tanto para o aquecimento como para o <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/2405-actonheat-arrefecimento-urbano-pode-ser-alternativa-interessante-no-sul-da-europa-diz-juan-varo-lopes/">arrefecimento</a> –, mas a análise tem de ser feita “caso a caso”. “Fizemos um pequeno ensaio para uma pequena CER em Braga para ver se teria pernas para andar e mostrou-se que sim.” Ressalvando que é necessário realizar mais estudos, e mais a fundo, uma vez que não há historial suficiente no país e poucos exemplos no Sul da Europa, Manuela Almeida diz que um futuro renovável parece abrir novas oportunidades para estas redes. “Em relação à rentabilidade das redes, há algumas dúvidas, principalmente quando pensamos em fontes de energia fóssil, mas, como agora temos de pensar num futuro com energia renovável, o caso muda de figura. A rentabilidade aumenta por essa via.”</p>
<p>“Um edifício é apenas, e só, uma célula, quando consideramos que um quarteirão é um órgão”. A analogia de Marco Pedroso deixa patente o facto de o edifício ter um contexto onde há potencial de interacção. Tal como um poste de iluminação pública pode ser mais ou menos eficiente, ecológico, inteligente e pode servir a sua função básica de iluminar ou incluir outras ao integrar sensores de monitorização de trânsito ou de qualidade do ar, por exemplo, também o edifício pode ser mais ou menos bem concebido e servir uma ou mais funções. As sinergias são, muitas vezes, encontradas na ponte com a mobilidade eléctrica – sistemas de carregamento de veículos eléctricos a entrarem nas políticas – e com a própria rede eléctrica, percebendo como adaptar os consumos e o comportamento dos cidadãos para uma maior flexibilidade e estabilidade da rede. A ideia é caminhar para bairros de energia positiva (PED), um modelo que se baseia em edifícios eficientes do ponto de vista energético e numa maior produção do que consumo resultantes de sistemas de energia renovável hipocarbónicos e que vai ser testado pela AdEPorto – Agência de Energia do Porto no município portuense no âmbito do projecto europeu <em>ASCEND</em>. <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/making-city-ped-groningen-2710/">PED a PED</a>, a descarbonização dos edifícios e das cidades estará mais próxima.</p>
<p style="text-align: center;"><em>Este artigo foi originalmente publicado na <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/nova-edicao-julho-agosto-2023-edificios-os-protagonistas-da-descarbonizacao-das-cidades/">edição nº 148</a> da Edifícios e Energia (Julho/Agosto 2023).</em></p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/0410-edificios-protagonizam-a-transformacao-sustentavel-das-cidades-do-futuro-ee148/">Edifícios protagonizam a transformação sustentável das cidades do futuro</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
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		<title>Nova edição Setembro/Outubro &#124; O papel dos edifícios na economia circular</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/nova-edicao-setembro-outubro-o-papel-dos-edificios-na-economia-circular-ee149-1309/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Edifícios e Energia]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Sep 2023 00:15:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/nova-edicao-setembro-outubro-o-papel-dos-edificios-na-economia-circular-ee149-1309/">Nova edição Setembro/Outubro | O papel dos edifícios na economia circular</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-24199  aligncenter" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/09/EE-149-scaled.jpeg" alt="" width="402" height="527" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/09/EE-149-scaled.jpeg 916w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/09/EE-149-229x300.jpeg 229w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/09/EE-149-781x1024.jpeg 781w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/09/EE-149-768x1006.jpeg 768w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/09/EE-149-1172x1536.jpeg 1172w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/09/EE-149-610x799.jpeg 610w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/09/EE-149-1080x1415.jpeg 1080w" sizes="(max-width: 402px) 100vw, 402px" /></p>
<h4> </h4>
<h4><strong>O papel dos edifícios na economia circular<br /></strong></h4>
<p>A eficiência de recursos é uma nova abordagem que importa entender no âmbito do desempenho energético dos edifícios. Numa visão mais alargada, a economia circular está a chegar ao sector. Um conceito e um trajecto em que a quantificação da pegada carbónica incorporada nos materiais, a gestão e valorização de resíduos, a modularidade, a adaptabilidade, a durabilidade e o design para a desconstrução são alguns dos princípios orientadores.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ainda nesta edição:</p>
<p><strong>ENTREVISTA</strong></p>
<p><span class="TextRun SCXW45436985 BCX0" lang="PT-PT" xml:lang="PT-PT" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW45436985 BCX0">Alberto </span><span class="NormalTextRun SpellingErrorV2Themed SCXW45436985 BCX0">Reaes</span><span class="NormalTextRun SCXW45436985 BCX0"> Pinto</span><span class="NormalTextRun SCXW45436985 BCX0">, </span><span class="NormalTextRun SCXW45436985 BCX0">dirigente do CITAD</span><span class="NormalTextRun SCXW45436985 BCX0">, </span><span class="NormalTextRun SCXW45436985 BCX0">defende uma mudança de mentalidades para alinhar a </span><span class="NormalTextRun SpellingErrorV2Themed SCXW45436985 BCX0">arquitectura</span><span class="NormalTextRun SCXW45436985 BCX0"> e os edifícios com a economia circular;</span></span></p>
<p><span class="TextRun SCXW231802795 BCX0" lang="PT-PT" xml:lang="PT-PT" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW231802795 BCX0">José Silvestre</span></span><span class="TextRun SCXW231802795 BCX0" lang="PT-PT" xml:lang="PT-PT" data-contrast="none"><span class="NormalTextRun SCXW231802795 BCX0">: “A economia circular aponta pa</span></span><span class="TextRun SCXW231802795 BCX0" lang="PT-PT" xml:lang="PT-PT" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW231802795 BCX0">ra um potencial económico que pode ser decisivo</span></span><span class="TextRun SCXW231802795 BCX0" lang="PT-PT" xml:lang="PT-PT" data-contrast="none"><span class="NormalTextRun SCXW231802795 BCX0">”;</span></span></p>
<p><strong>DESTAQUE</strong></p>
<p><span class="TextRun SCXW151030082 BCX0" lang="PT-PT" xml:lang="PT-PT" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW151030082 BCX0">A maior rede urbana de calor geotérmico em Portugal Continenta</span><span class="NormalTextRun SCXW151030082 BCX0">l está a surgir em Chaves e vai alimentar 24 edifícios da zona histórica.</span></span></p>
<p><strong>OPINIÃO</strong></p>
<p>Eduardo Maldonado: “A renovação do ar nos edifícios num cenário pós-pandémico”;</p>
<p><span class="TextRun SCXW40053182 BCX0" lang="PT-PT" xml:lang="PT-PT" data-contrast="none"><span class="NormalTextRun SCXW40053182 BCX0">Carlos Oliveira: “</span></span><span class="TextRun SCXW40053182 BCX0" lang="PT-PT" xml:lang="PT-PT" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW40053182 BCX0">O que esperar </span></span><span class="TextRun SCXW40053182 BCX0" lang="PT-PT" xml:lang="PT-PT" data-contrast="none"><span class="NormalTextRun SCXW40053182 BCX0">do SCE </span></span><span class="TextRun SCXW40053182 BCX0" lang="PT-PT" xml:lang="PT-PT" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW40053182 BCX0">e do </span></span><span class="TextRun SCXW40053182 BCX0" lang="PT-PT" xml:lang="PT-PT" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW40053182 BCX0">Vale Eficiência</span></span><span class="TextRun SCXW40053182 BCX0" lang="PT-PT" xml:lang="PT-PT" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW40053182 BCX0">?</span></span><span class="TextRun SCXW40053182 BCX0" lang="PT-PT" xml:lang="PT-PT" data-contrast="none"><span class="NormalTextRun SCXW40053182 BCX0">”; </span></span><span class="EOP SCXW40053182 BCX0" data-ccp-props="{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559739&quot;:0,&quot;335559740&quot;:259}"> </span></p>
<p>Serafin Graña: “<span class="TextRun SCXW138807384 BCX0" lang="PT-PT" xml:lang="PT-PT" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW138807384 BCX0">Importância e benefícios da economia circular nos edifícios</span></span>”;</p>
<p><strong>EFICIÊNCIA E ENERGIA</strong></p>
<p><em><span class="TextRun SCXW51028734 BCX0" lang="PT-PT" xml:lang="PT-PT" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SpellingErrorV2Themed SCXW51028734 BCX0">One</span><span class="NormalTextRun SCXW51028734 BCX0">-stop-</span><span class="NormalTextRun SpellingErrorV2Themed SCXW51028734 BCX0">shops</span> </span></em><span class="TextRun SCXW51028734 BCX0" lang="PT-PT" xml:lang="PT-PT" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW51028734 BCX0">como ferramenta de combate à pobreza energética;</span></span><span class="EOP SCXW51028734 BCX0" data-ccp-props="{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559739&quot;:0,&quot;335559740&quot;:259}"> </span></p>
<p><span class="TextRun SCXW229898317 BCX0" lang="PT-PT" xml:lang="PT-PT" data-contrast="auto"><em><span class="NormalTextRun SpellingErrorV2Themed SCXW229898317 BCX0">Energiesprong</span></em><span class="NormalTextRun SCXW229898317 BCX0">: </span></span><span class="TextRun SCXW229898317 BCX0" lang="PT-PT" xml:lang="PT-PT" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW229898317 BCX0">Dez casas em Nottingham impulsionam a reabilitação energética no Reino Unido;</span></span></p>
<p><strong>ACTUALIDADES</strong></p>
<p><span class="TextRun SCXW16567083 BCX0" lang="PT-PT" xml:lang="PT-PT" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW16567083 BCX0">O que está em causa no novo apoio a edifícios mais sustentáveis?</span></span></p>
<p><strong>CONSTRUÇÃO SUSTENTÁVEL</strong></p>
<p><span class="TextRun SCXW31909454 BCX0" lang="PT-PT" xml:lang="PT-PT" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW31909454 BCX0">Transformando a indústria da construção: A economia circular em açã</span><span class="NormalTextRun SCXW31909454 BCX0">o.</span></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Não perca estes e outros temas na edição de Setembro/Outubro</strong><strong> de 2023 da <a href="https://edificioseenergia.pt/revista/"><em>Edifícios e Energia</em>.</a> Saiba mais <a href="http://loja.medialine.pt/Loja/?p=edificiosenergia">aqui</a>.</strong></p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/nova-edicao-setembro-outubro-o-papel-dos-edificios-na-economia-circular-ee149-1309/">Nova edição Setembro/Outubro | O papel dos edifícios na economia circular</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Carolina Silva: edifícios e construção podem estar &#8220;na vanguarda do Mercado Voluntário de Carbono de amanhã&#8221;</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/1606-carolina-silva-zero-edificios-e-construcao-podem-estar-na-vanguarda-do-mercado-voluntario-de-carbono/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sónia Sul]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Jun 2023 08:29:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
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		<category><![CDATA[zero emissões]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Assembleia da República recomendou, ao Governo, na Resolução n.º 62/2023, de 7 de Junho, a criação de condições para o desenvolvimento do Mercado Voluntário de Carbono em Portugal, uma proposta que tem sido discutida ao longo deste ano. Para perceber ...</p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/1606-carolina-silva-zero-edificios-e-construcao-podem-estar-na-vanguarda-do-mercado-voluntario-de-carbono/">Carolina Silva: edifícios e construção podem estar &#8220;na vanguarda do Mercado Voluntário de Carbono de amanhã&#8221;</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A Assembleia da República recomendou, ao Governo, na <a href="https://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/resolucao-assembleia-republica/62-2023-214100362">Resolução n.º 62/2023</a>, de <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/0906-assembleia-da-republica-propoe-mais-incentivos-ao-autoconsumo-e-as-cer-e-novo-programa-sol-para-todos/">7 de Junho</a>, a criação de condições para o desenvolvimento do Mercado Voluntário de Carbono em Portugal, uma proposta que tem sido discutida ao longo deste ano. Para perceber o impacto desta medida no sector dos edifícios, e também no da construção, e como é que as empresas se devem posicionar, convidámos Carolina Silva, <em>Policy</em><em style="font-weight: bold;"> Officer</em> da <a href="https://zero.ong/">ZERO – Associação Sistema Terrestre Sustentável</a>. Para a responsável, estes sectores &#8220;têm uma oportunidade real de aproveitar o ímpeto e de estarem na vanguarda do mercado voluntário de carbono de amanhã&#8221;, uma iniciativa que deverá também acelerar os objectivos de descarbonização.</strong></p>
<p><strong>Actualmente, o mercado de carbono é regulado através do Sistema de Comércio de Licenças de Emissão (CELE) europeu, que <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/2404-fit-for-55-parlamento-europeu-sistema-comercio-licencas-emissao-edificios-mecanismo-carbono-fundo-social-clima/">está a ser reformulado</a> de modo a incluir, em 2027 ou 2028, um novo sistema específico (CELE II) destinado aos sectores do transporte rodoviário e dos edifícios. Com a possibilidade da criação, em paralelo, de um Mercado Voluntário de Carbono em Portugal, que perspectivas se poderiam traçar para o sector dos edifícios?</strong></p>
<p>O Comércio Europeu de Licenças de Emissão não se cruza, nem poderá cruzar, com o Mercado Voluntário de Carbono, mas a inclusão do sector dos edifícios será um passo importante no sentido de acelerar a transição para a descarbonização ao impor um preço sobre as emissões associadas à utilização de combustíveis fósseis naquele sector. Naturalmente que esta disposição regulatória cria uma pressão adicional sobre o sector, obrigando-o a adoptar soluções mais limpas de aquecimento e arrefecimento, por exemplo. Além disso, com o <em>Pacote Objectivo 55</em> e com a revisão da Directiva sobre o Desempenho Energético dos Edifícios (<a href="https://edificioseenergia.pt/?s=epbd">EPBD</a>, na sigla inglesa), actualmente em trílogos nas instituições europeias, o sector dos edifícios terá que adoptar medidas cada vez mais rigorosas para cumprir com objectivos também eles mais rigorosos em termos de eficiência energética.</p>
<p>Neste quadro, a criação e comercialização de créditos de carbono poderá incentivar o uso de energia renovável, a construção de edifícios com necessidade nula de energia e a renovação profunda nos edifícios existentes. Sem dúvida que projectos de eficiência energética ou a instalação de soluções <a href="https://edificioseenergia.pt/?s=fotovoltaico">fotovoltaicas</a> nas fachadas de alguns edifícios apresentam uma excelente oportunidade para aplicar soluções que ainda não são verificadamente rentáveis.</p>
<p>Partindo do pressuposto que serão estabelecidos pontos de partida quantificáveis para calcular/verificar o impacte dos projectos e analisar/verificar a adicionalidade dos mesmos, este tipo de iniciativas poderá constituir não só uma verdadeira mitigação climática, como também uma oportunidade de rentabilizar e, consequentemente multiplicar, soluções para o sector dos edifícios que teriam que ser eventualmente implementadas devido às exigências climáticas cada vez mais rigorosas do enquadramento regulatório europeu e português.</p>
<p><strong>Como é que as empresas do sector dos edifícios se podem melhor preparar para tirarem o máximo proveito de uma eventual implementação deste Mercado Voluntário de Carbono?</strong></p>
<p>É crucial relevar, desde logo, que o foco do eventual Mercado Voluntário de Carbono em Portugal estará nos projectos de gestão florestal, mas, ainda assim, existe espaço para projectos de mitigação de emissões e é neste quadro que as empresas do sector dos edifícios podem e se devem posicionar.</p>
<p>Em primeiro lugar, o sector dos edifícios deve ter em consideração todo o ciclo de carbono dos edifícios, ou seja, [também] as emissões <a href="https://edificioseenergia.pt/entrevista/jose-silvestre-entrevista-calcular-energia-incorporada-materiais-construcao-sim-e-possivel-ee145-2103/">incorporadas</a>. Segundo algumas estimativas, os custos de carbono incorridos através do desenvolvimento, do transporte e da montagem de <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/1704-materiais-construcao-transicao-energetica-ee-145-opiniao-eduardo-maldonado/">materiais de construção</a>, bem como da manutenção e da eventual desactivação de activos de construção, podem ser responsáveis por até metade do impacto cumulativo de carbono do ambiente construído <span>–</span> aproximadamente 11 % do total anual global.</p>
<p>A eliminação do carbono incorporado num edifício não exigiria apenas a obtenção imediata de operações líquidas zero, mas, [de modo] mais importante, um avanço progressivo nas operações de carbono negativo. Neste quadro, o sector dos edifícios poderá usufruir de alguma vantagem com o Mercado Voluntário de Carbono no sentido de acelerar a transição para edifícios <i>net zero</i>. Além disso, este é um sector que detém uma riqueza de dados operacionais verificáveis, e, como tal, é propício para projectos de compensação de carbono de eficácia padronizada, bem como para processos de monitorização, relatórios e verificação mais duráveis.</p>
<p>Por outro lado, as emissões reduzidas, evitadas ou removidas através de projectos de compensação de carbono no ambiente construído são capazes de satisfazer os critérios centrais dos <a href="https://icvcm.org/consulta-publica-portugues/">Princípios Fundamentais de Carbono propostos pelo Conselho de Integridade para o Mercado Voluntário de Carbono</a> (ICVCM), sendo que os resultados de mitigação alcançados por esse tipo de projectos não teriam ocorrido sem o incentivo do crédito de carbono e são permanentes. Os sectores dos edifícios e da construção têm uma oportunidade real de aproveitar o ímpeto e de estarem na vanguarda do mercado voluntário de carbono de amanhã. O que é urgente agora é a vontade de agir e a coragem de experimentar. A participação neste mercado deverá ser especialmente interessante para empresas que queiram acelerar a sua descarbonização e que ao mesmo tempo desejam posicionar-se bem em <em>ratings</em> <a href="https://edificioseenergia.pt/empresas/1105-bem-estar-localizacao-esg-e-trabalho-hibrido-sao-as-quatro-grandes-tendencias-que-redefinem-os-espacos/">ESG</a>. Este último aspecto tem &#8220;grande potencial&#8221;, referindo a atractividade em termos do financiamento que ganham, do ponto de vista dos bancos, para futuros investimentos no modelo de negócio mais sustentável.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/1606-carolina-silva-zero-edificios-e-construcao-podem-estar-na-vanguarda-do-mercado-voluntario-de-carbono/">Carolina Silva: edifícios e construção podem estar &#8220;na vanguarda do Mercado Voluntário de Carbono de amanhã&#8221;</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
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