
Investigação quer facilitar a reciclagem de módulos fotovoltaicos
Um consórcio de investigadores da Universidade Politécnica de Madrid está a desenvolver uma tecnologia para optimizar a reciclagem de equipamentos fotovoltaicos.

Um consórcio de investigadores da Universidade Politécnica de Madrid está a desenvolver uma tecnologia para optimizar a reciclagem de equipamentos fotovoltaicos.

A ADENE foi a entidade escolhida para coordenar a 1ª fase de transposição da Directiva sobre o Desempenho Energético dos Edifícios (EPBD) a nível nacional. À Edifícios e Energia, a Agência para a Energia conta como está a decorrer o processo.

A transição para a economia circular na construção é uma das alavancas do desenvolvimento sustentável, tanto a nível ambiental como económico. Acelerar este processo implica, entre outros aspectos, desenvolver e promover políticas concretas e adequadas e análises de custo-benefício que considerem as perspectivas dos diferentes stakeholders.

No seguimento da publicação do relatório sobre o Estado da União da Energia, o sector solar térmico apela aos decisores políticos para que seja dada mais prioridade às fontes de calor descarbonizadas e um maior apoio às tecnologias limpas produzidas na União Europeia (UE).

Todos os anos a Comissão Europeia tem publicado um relatório sobre o estado da União da Energia para fazer um balanço dos progressos realizados pela União Europeia (UE) em matéria de energia. O relatório deste ano destaca a necessidade de redobrar esforços especialmente no que toca à eficiência energética.

Nelson Lage, presidente da ADENE – Agência para a Energia, fala-nos dos desafios na implementação da nova directiva para os edifícios e das barreiras que devem ser eliminadas no âmbito da grande vaga de renovações de edifícios que é exigida. É preciso criar “condições facilitadoras e atractivas de financiamento”. Fala-se em “20 % de investimento público e 80 % de investimento privado. Sejam quais forem os números exactos, é evidente que será necessário usar os fundos públicos para alavancar os investimentos privados”.

A nova revisão da EPBD pretende englobar a qualidade do ambiente interior (QAmI), quer nos edifícios novos, quer nas reabilitações. Embora nos edifícios novos a ventilação controlada seja necessária para garantir o desempenho energético, verifica-se também um ligeiro desvio de foco na renovação, passando-se da prevenção de possíveis efeitos negativos para uma QAmI óptima.

Chamou-me a atenção uma curta notícia recente de que o mercado das bombas de calor se lamentava devido a uma forte redução de vendas na Europa em 2023. Mesmo antes de ler a notícia, só com base no título, eu perguntei-me logo: qual a surpresa? Acham que toda a população é rica e está motivada e disposta a esbanjar dinheiro, que muitas vezes não tem, para contribuir proativamente para facilitar a transição energética?

A ADENE – Agência para a Energia será a entidade responsável pela coordenação da 1ª fase de transposição nacional da Directiva do Desempenho Energético dos Edifícios (EPBD). Durante este período, irá promover interações com as principais associações do sector, assim como outras entidades consideradas relevantes na fase inicial dos trabalhos.

O tempo já começou a contar. Descarbonizar os edifícios até 2050 exige muita vontade e muito dinheiro! Todos os materiais de construção ou sistemas vão passar a ser contabilizados nesta corrida às emissões nulas. A qualidade do ar interior ganha nova vida, mas as incertezas são muitas. Conheça o que está em causa com a publicação da nova Directiva sobre o Desempenho Energético dos Edifícios.