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IA está a tornar sistemas AVAC mais inteligentes ao antecipar falhas e optimizar consumos de energia

A inteligência artificial (IA) está a abrir novas possibilidades para o sector do aquecimento, ventilação e ar-condicionado (AVAC), na forma como os edifícios são climatizados e geridos. Esta tecnologia já começa a ser integrada nos sistemas de climatização para garantir uma manutenção preditiva e para adaptar os consumos às necessidades reais dos ocupantes. Este foi um dos temas em destaque no V Congresso Internacional da Giacomini, onde se discutiram também a nova directiva europeia para o desempenho energético dos edifícios, uma nova geração de bombas de calor e os desafios do sector da construção em Portugal.

Telas finais nos sistemas AVAC: o mapa da eficiência ou uma bomba-relógio documental?

Estima-se que cerca de 80% do custo total de um sistema de AVAC seja gerado durante a fase de exploração e manutenção, ficando apenas uma fracção minoritária associada à instalação inicial. Ainda assim, é precisamente nesta fase inicial que se decide, muitas vezes de forma silenciosa, o desempenho económico e operacional de todo o ciclo de vida do sistema. Neste contexto, as Telas Finais (As-Built) assumem um papel crítico e frequentemente subvalorizado. Mais do que um simples registo da obra, são o elo entre o que foi construído e o que terá de ser operado durante décadas. Sem essa base, o sistema transforma-se numa “caixa negra”, difícil de interpretar, optimizar ou manter. Com ela, o gestor técnico dispõe de um verdadeiro mapa operacional, capaz de suportar decisões informadas, reduzir riscos e maximizar a eficiência energética. É sobre esta realidade - entre a engenharia construída e a engenharia documentada - que se desenvolve a conversa entre Ernesto Peixeiro Ramos (PR) e Jorge Manuel Carvalho (JC), explorando as consequências práticas, técnicas e económicas de documentar… ou não documentar.

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