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	<title>Arquivo de reabilitação térmica - Edificios e Energia</title>
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	<description>A Revista especializada de referência nos sectores de AVAC, eficiência energética, materiais de construção e edifícios.</description>
	<lastBuildDate>Wed, 16 Apr 2025 15:44:26 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivo de reabilitação térmica - Edificios e Energia</title>
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		<title>Projecto SUREFIT concluído com reunião final em Lisboa</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/projecto-surefit-concluido-com-reuniao-final-em-lisboa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Edifícios e Energia]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Apr 2025 08:00:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O projecto SUREFIT terminou recentemente em Lisboa, com um encontro entre todos os parceiros envolvidos, assinalando a conclusão desta iniciativa dedicada à reabilitação energética dos edifícios. Na reunião, foram debatidas as conquistas, os desafios e o impacto a longo prazo das soluções desenvolvidas.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/projecto-surefit-concluido-com-reuniao-final-em-lisboa/">Projecto SUREFIT concluído com reunião final em Lisboa</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>O projecto <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/isq-projecto2139/" target="_blank" rel="noopener">SUREFIT</a> terminou recentemente em Lisboa, com um encontro entre todos os parceiros envolvidos, assinalando a conclusão desta iniciativa dedicada à reabilitação energética dos edifícios. Na reunião, foram debatidas as conquistas, os desafios e o impacto a longo prazo das soluções desenvolvidas. </strong></p>
<p><span data-contrast="auto">O projecto chegou ao fim no final de Fevereiro, depois de quase cinco anos a trabalhar para melhorar a eficiência energética e a renovação de edifícios residenciais existentes, através da integração de </span><a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/1509-projecto-surefit-testa-tecnologias-para-reabilitar-habitacoes-de-forma-rapida-e-acessivel/" target="_blank" rel="noopener"><span data-contrast="none">tecnologias</span></a><span data-contrast="auto"> pré-fabricadas.</span></p>
<p><span data-contrast="auto">O consórcio, coordenado pelo ISQ – Instituto de Soldadura e Qualidade, é composto por várias empresas de investigação e entidades públicas de diversos países europeus. Cada parceiro partilhou as suas contribuições e experiências, destacando os resultados obtidos através das tecnologias do SUREFIT, como painéis fotovoltaicos, sistemas de fachada pré-fabricados, envidraçamento a vácuo fotovoltaico e membranas respiráveis.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:276}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Desenvolver este tipo de tecnologias inovadoras era um dos objectivos. Fabricadas pelos parceiros industriais do consórcio, as tecnologias foram aplicadas em cinco edifícios existentes em países localizados em climas distintos &#8211; Portugal, Reino Unido, Grécia, Espanha e Finlândia. No caso português, um edifício piloto no município de Mafra foi profundamente remodelado com a intenção de melhorar as condições de vida dos ocupantes, abordar questões como a humidade e a perda de calor e preparar a integração de tecnologias SUREFIT. A Câmara Municipal de Mafra, proprietária do edifício, ficou encarregue por uma parte da renovação.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:276}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Bomba de calor com painéis termodinâmicos, recuperador de calor em janela, janela fotovoltaica, persianas inovadoras de redireccionamento de luz e calor e ainda dispositivos inteligentes de controlo e medição </span><span data-contrast="auto">foram as tecnologias de renovação utilizadas neste edifício.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:276}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Um outro foco da reunião foi a análise de dados e a avaliação de desempenho, onde os membros do projecto reviram os ganhos de eficiência energética, as melhorias no ambiente interno e a viabilidade financeira das soluções implementadas. Além disso, as discussões centraram-se no impacto da divulgação, enfatizando o sucesso das actividades, tais como </span><i><span data-contrast="auto">workshops</span></i><span data-contrast="auto">, exposições, materiais de formação, publicações científicas e cobertura mediática.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:276}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Com a conclusão oficial do projecto, os parceiros exploraram oportunidades para a colaboração futura e ampliação das inovações do SUREFIT. As discussões incluíram possíveis caminhos para a comercialização, integração de políticas e investigação adicional para expandir a adopção de soluções de modernização sustentáveis.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:276}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Em comunicado, os responsáveis pelo projecto afirmam que a reunião do consórcio foi “uma conclusão adequada para um projecto ambicioso e impactante, reforçando a importância da investigação colaborativa e da inovação para atingir as metas energéticas e climáticas da Europa”. Embora o projecto tenha chegado ao fim, garantem que “o legado continuará a influenciar o futuro da renovação de edifícios sustentáveis na Europa e noutros locais”.</span></p>
<p>Fotografia de destaque: © SUREFIT</p>
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		<title>Projecto SUREFIT testa tecnologias para reabilitar habitações de forma rápida e acessível</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/1509-projecto-surefit-testa-tecnologias-para-reabilitar-habitacoes-de-forma-rapida-e-acessivel/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sónia Sul]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Sep 2023 12:12:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Cinco edifícios de diferentes países pretendem demonstrar o potencial de um conjunto de tecnologias para alavancar uma reabilitação rápida e rentável de edifícios residenciais por toda a Europa. Trata-se de...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<header class="entry-header">
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<p class="entry-header">Cinco edifícios de diferentes países pretendem demonstrar o potencial de um conjunto de tecnologias para alavancar uma reabilitação rápida e rentável de edifícios residenciais por toda a Europa. Trata-se de um trabalho desenvolvido no âmbito do <a href="https://surefitproject.eu/">projecto <em>SUREFIT</em></a>, coordenado pelo <a href="https://www.isq.pt/">ISQ</a>, para o qual se espera alcançar uma redução de 50 % nos custos e 40 % no tempo de reabilitação.</p>
<p class="entry-header">Como disponibilizar soluções sustentáveis para a <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/2806-projecto-portugues-de-reabilitacao-sustentavel-recebe-distincao-no-ambito-do-novo-bauhaus-europeu/">reabilitação de edifícios</a> residenciais que seja, simultaneamente, acessível e rentável para quem investe nesta renovação energética? A pergunta serve de base ao projecto <em>SUREFIT</em>, uma iniciativa enquadrada no programa <em>Horizonte 2020</em> que pretende demonstrar o potencial da integração de tecnologias pré-fabricadas inovadoras para este desígnio, diminuindo necessidades e consumos de energia e aumentando a utilização de energias renováveis nos edifícios.</p>
<p class="entry-header">Coordenado pelo centro de interface tecnológico português ISQ e contando com uma dotação em mais de 3,4 milhões de euros, o <em>SUREFIT </em>tem vindo a ser desenvolvido desde 1 de Setembro de 2020 numa abordagem sistémica que envolve proprietários e utilizadores de habitações, fabricantes e criadores de produtos e serviços em torno de soluções para aquecimento ambiente, arrefecimento, águas quentes sanitárias (AQS), iluminação e produção de energia.</p>
<p class="entry-header">Depois de uma análise de desempenho tendo por base simulações, o potencial destas soluções, organizadas em três pacotes – um pacote passivo, um de ventilação e outro de geração de energia –, vai ser avaliado em cinco edifícios, cada um representativo de um tipo de clima europeu diferente. Um desses climas é o de Portugal, que, a par com a Espanha, com a Grécia, com o Reino Unido e com a Finlândia, integram a análise do <em>SUREFIT</em>.</p>
<p class="entry-header">O objectivo, segundo um comunicado do ISQ, é &#8220;atingir um consumo de energia quase nulo por intermédio da redução das perdas de calor pela envolvente do edifício e do consumo de energia por aquecimento, arrefecimento, ventilação e iluminação, aumentando simultaneamente a utilização de energias renováveis nos edifícios&#8221;. Em particular, a expectativa é que as tecnologias a aplicar sejam capazes de reduzir a energia primária e as emissões de CO<sub>2</sub> em 60 %, o custo da <a href="https://edificioseenergia.pt/empresas/adene-pobreza-e-reabilitacao-energetica-1503/">reabilitação</a> em 50 % e o tempo da renovação em 40 %.</p>
<p class="entry-header">O projecto coordenado pelo ISQ, que irá desenvolver também ferramentas de apoio à decisão sobre as medidas mais adequadas em diferentes cenários de renovação, termina daqui a dois anos, no dia 31 de Agosto de 2024.</p>
</div>
</header>
<h4>Tecnologias em estudo</h4>
<p>No <em>SUREFIT, </em>serão investigadas várias tecnologias que, ao englobarem a <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/2905-reabilitacao-termica-da-envolvente-opaca-de-edificios-vantagens-e-limitacoes-de-solucoes-correntes/">envolvente dos edifícios</a> residenciais, conseguem diminuir as perdas energéticas. É o caso de um isolamento térmico de bio aerogel, um material ecológico feito de aerogel à base de amido, quando aplicado a paredes exteriores e telhados, ou o caso de uma membrana isolante respirável, que ao ser instalada nas paredes exteriores e na cobertura, também melhora a estanquidade do edifício. Quanto a esta última, refere o ISQ, &#8220;deve-se ter em conta que, devido à melhoria da estanquidade ao ar, nos espaços habitacionais que não estejam equipados com sistemas de ventilação mecânica, como as salas de estar e os quartos, o nível de concentração de CO<sub>2</sub> poderá ser mais elevado&#8221;.</p>
<header class="entry-header">
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<p>Na cobertura dos edifícios, também será alvo de investigação um material de mudança de fase, o PCM S27. Na prática, este material é capaz de fornecer calor ou frio úteis porque contém uma substância (hidrato de sal) que, perante a transição de fase entre sólido e líquido (18-36 ºC), tanto pode libertar ou absorver energia. &#8220;É utilizado como uma camada independente de PCM instalada sob o tecto para absorver o excesso de calor durante o dia de Verão, diminuindo a temperatura máxima interior e aumentando a massa térmica do edifício, reduzindo as necessidades de energia para aquecimento ambiente&#8221;, explica o ISQ.</p>
<p>Além destas tecnologias, vai ser também estudada uma janela de vácuo PV. Trata-se de um dispositivo que incorpora células solares fotovoltaicos, produzindo, por isso, energia, mas que consegue também gerir a luz. &#8220;Não só gera uma pequena quantidade de electricidade durante o dia, como também diminui a transferência de calor através dos envidraçados, devido ao seu baixo valor U (parâmetro de transferência de calor)&#8221;.</p>
<p>Ainda quanto a janelas, o consórcio vai avaliar uma medida de ventilação mecânica que permite a recuperação de calor. Esta medida vai ser aplicada por meio de um dispositivo composto por ventiladores e tubos de calor cuja instalação será feita em janelas. A ideia, segundo o ISQ, é que possa ajudar a &#8220;resolver eventuais problemas de qualidade do ar interior&#8221;, como a concentração de CO<sub>2</sub>. Embora seja &#8220;eficiente em termos energéticos&#8221;, este sistema implica gastos de energia – electricidade para os ventiladores e, no Inverno, energia térmica para aquecer o ar de alimentação.</p>
</div>
<p>A par destas soluções, o <i>SUREFIT </i>vai também incluir uma tecnologia de persiana de luz de dia, cuja parte exterior reflecte a luz solar para o céu, evitando o sobreaquecimento, sobretudo no Verão, e cuja parte interior orienta a luz difusa para o tecto, melhorando a iluminação interior diurna. As persianas funcionam com base em &#8220;grelhas ópticas espelhadas com um contorno de reflexão sofisticado&#8221;, facilitando uma óptica bifocal, e &#8220;são integradas na cavidade de uma janela composta, sem manutenção e protegidas do pó e da sujidade&#8221;.</p>
<p>Serão também contemplados neste projecto um sistema fotovoltaico/térmico (PV/T) e uma bomba de calor solar assistida (SAHP). O primeiro equipamento irá recorrer à energia do sol para disponibilizar energia térmica e eléctrica, combinando células solares fotovoltaicas &#8220;através de um colector solar térmico, o qual transfere o calor residual não utilizado do módulo fotovoltaico para um fluido de transferência de calor&#8221;. Já a bomba de calor vai servir para aquecimento ambiente, aquecimento de AQS ou ambos, incluindo, por isso, um evaporador que, através de um permutador de calor, está ligado a um colector solar térmico, que também irá transferir calor do ar ambiente através da convecção.</p>
<p>&#8220;Durante o tempo em que a radiação solar não está disponível, a SAHP adquire energia térmica do ar ambiente. Assim, em comparação com o sistema PV/T, o desempenho da SAHP é menos dependente da radiação solar local&#8221;, sublinha o ISQ.</p>
<p>O isolamento térmico de bio aerogel, a janela de vácuo PC e o material de mudança de fase integram o pacote passivo; a membrana respirável isolante e a janela de recuperação de calor enquadram-se no pacote de ventilação; e o PV/T, a SAHP e a tecnologia de persiana de luz de dia fazem parte do pacote de geração de energia.</p>
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<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/1509-projecto-surefit-testa-tecnologias-para-reabilitar-habitacoes-de-forma-rapida-e-acessivel/">Projecto SUREFIT testa tecnologias para reabilitar habitações de forma rápida e acessível</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
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		<item>
		<title>Comissão Europeia prepara workshop para potenciar o investimento na renovação energética dos edifícios</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/0709-comissao-europeia-prepara-workshop-para-potenciar-o-investimento-na-renovacao-energetica-dos-edificios/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sónia Sul]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Sep 2023 10:32:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[BPIE]]></category>
		<category><![CDATA[Comissão Europeia]]></category>
		<category><![CDATA[epbd]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Financiar a renovação energética dos edifícios é o tema do workshop que a Comissão Europeia está a preparar com o objectivo de recolher feedback sobre a influência da legislação neste tipo de investimentos. O evento...</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Financiar a renovação energética dos edifícios é o tema do <em>workshop</em> que a Comissão Europeia está a preparar com o objectivo de recolher <em>feedback</em> sobre a influência da legislação neste tipo de investimentos. O evento está agendado para a manhã do dia 19 de Setembro e será realizado em formato digital, estando aberto a inscrições até este domingo.</p>
<p>Como desenvolver um enquadramento legal que facilite o investimento em renovações energéticas mais profundas e aceleradas dos edifícios da União Europeu? Com esta questão em mente, e com o objectivo de obter contributos para dar resposta a esta questão, a Comissão Europeia está a preparar o <em>workshop </em>&#8220;<em>Financing the energy renovation of buildings</em>&#8220;.</p>
<p>O evento, que vai decorrer em formato digital e totalmente em inglês, está agendado para a manhã de dia 19 de Setembro, iniciando-se às 9h30 (8h30, em Portugal Continental). Do programa, consta uma sessão sobre o papel das autoridades públicas e da legislação na remoção de barreiras e no estímulo do investimento privado no sentido de financiar a renovação energética nos edifícios europeus e outra sessão sobre a normalização das carteiras de crédito hipotecário.</p>
<p>&#8220;Tendo em vista o apoio a taxas de renovação mais elevadas e à maior profundidade da renovação, a Comissão organiza um <em>workshop</em> para recolher <em>feedback</em> sobre como a legislação, incluindo a revisão da Directiva Europeia para o Desempenho Energético dos Edifícios (<a href="https://energy.ec.europa.eu/topics/energy-efficiency/energy-efficient-buildings/energy-performance-buildings-directive_en">EPBD</a>), pode ajudar a desenvolver um enquadramento facilitador para mobilizar os investimentos nas renovações energéticas&#8221;, lê-se na descrição do evento, <a href="https://energy.ec.europa.eu/events/workshop-financing-energy-renovation-buildings-2023-09-19_en">na página da Comissão Europeia</a>.</p>
<p>Sublinhe-se que, segundo um <a href="https://www.allianz.com/en/economic_research/publications/specials_fmo/buildings-sector-transition.html">estudo publicado pela Allianz </a><a href="https://www.allianz.com/en/economic_research/publications/specials_fmo/buildings-sector-transition.html">em Junho do ano passado</a>, na União Europeia, a &#8220;real taxa de renovação, considerando as poupanças energéticas efectivas, é perto de 1 % para edifícios residenciais e perto de 0,5 % para edifícios não residenciais&#8221;.</p>
<p>Recorde-se também que a <a href="https://edificioseenergia.pt/entrevista/1505-nelson-lage-vamos-intensificar-o-dialogo-para-uma-transposicao-celere-da-nova-epbd-ee146/">revisão da EPBD</a> continua por publicar, apesar de já serem conhecidas as propostas individuais da <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/revisao-epbd-1612/">Comissão Europeia</a>, do <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/2710-conselho-ue-acordo-revisao-epbd/">Conselho Europeu</a> e do <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/1002-proposta-epbd-parlamento-europeu-comissao-industria-investigacao-energia/">Parlamento Europeu</a>, e que, em Dezembro de 2022, vários dirigentes de empresas <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/epbd-eficiencia-energetica-0712/">líderes do mercado europeu da eficiência energética</a> apelaram a uma lei &#8220;ambiciosa&#8221; e &#8220;à prova de futuro&#8221;.</p>
<p>O <a href="https://www.bpie.eu/">BPIE &#8211; Instituto Europeu do Desempenho dos Edifícios</a>, que publicou em Maio deste ano uma <a href="https://www.bpie.eu/wp-content/uploads/2023/05/EPBD_Crunch-time-for-future-proof-buildings-legislation_final.pdf">análise das posições dos co-legisladores quanto à EPBD</a>, também tinha, <a href="https://www.bpie.eu/wp-content/uploads/2021/11/BPIE_Deep-Renovation-Briefing_Final.pdf">num estudo de Novembro de 2021</a>, apontado para a necessidade de se encarar a renovação profunda como o padrão de excelência para o investimento na melhoria dos edifícios e para a necessidade de haver uma definição clara, ambiciosa e vinculativa deste conceito a nível da União Europeia.</p>
<p>As inscrições no <em>workshop</em> promovido pela Comissão Europeia devem ser realizadas até dia 10 de Setembro, podendo ser efectuadas <a href="https://ec.europa.eu/eusurvey/runner/Financing_the_energy_renovation_of_buildings">aqui</a>.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/0709-comissao-europeia-prepara-workshop-para-potenciar-o-investimento-na-renovacao-energetica-dos-edificios/">Comissão Europeia prepara workshop para potenciar o investimento na renovação energética dos edifícios</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Reabilitação térmica da envolvente opaca de edifícios: vantagens e limitações de soluções correntes</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/2905-reabilitacao-termica-da-envolvente-opaca-de-edificios-vantagens-e-limitacoes-de-solucoes-correntes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Edifícios e Energia]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 May 2023 07:02:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião/Análise]]></category>
		<category><![CDATA[CERIS]]></category>
		<category><![CDATA[construção sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[reabilitação térmica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A reabilitação energética de edifícios existentes constitui uma importante via para a correção de situações de inadequação funcional, proporcionando uma melhoria na qualidade térmica e nas condições de conforto dos ocupantes. Estas intervenções permitem também ...</p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/2905-reabilitacao-termica-da-envolvente-opaca-de-edificios-vantagens-e-limitacoes-de-solucoes-correntes/">Reabilitação térmica da envolvente opaca de edifícios: vantagens e limitações de soluções correntes</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong>Autores: </strong><em>José Dinis Silvestre, Inês Flores-Colen e Cristina Matos Silva, <a href="https://ceris.pt/">CERIS</a>, Instituto Superior Técnico, </em><em>Universidade de Lisboa</em></p>
<p><strong>A <a href="https://edificioseenergia.pt/empresas/adene-pobreza-e-reabilitacao-energetica-1503/">reabilitação energética</a> de edifícios existentes constitui uma importante via para a correção de situações de inadequação funcional, proporcionando uma melhoria na qualidade térmica e nas condições de <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/qualidade-termica-edificios-3001-sgrana/">conforto</a> dos ocupantes. Estas intervenções permitem também reduzir o <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/1303-conselho-parlamento-europeus-acordo-provisorio-diminuir-consumo-energia-ue-directiva-eficiencia-energetica/">consumo de energia</a> para aquecimento, <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/2802-eurostat-graus-dias-anuais-arrefecimento-portugal-aquecimento-edificios-uniao-europeia/">arrefecimento</a>, <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/1901-rehva-proposta-taxas-design-ventilacao-saude-pos-covid/">ventilação</a> e <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/medida-eficiencia-financia-solucoes-de-iluminacao-e-aqs-no-erceiro-sector-e-sector-municipal-2/">iluminação</a>, possibilitando ainda, em muitos casos, a correção de anomalias ligadas à presença de humidade e à degradação do aspeto nos edifícios <sup>[1]</sup>.</strong></p>
<h4>Reabilitação térmica de paredes</h4>
<p>A reabilitação térmica de paredes inclui as seguintes intervenções, conforme a disposição do <a href="https://edificioseenergia.pt/?s=isolamento+t%C3%A9rmico">isolamento térmico</a>: i) pelo exterior; ii) pelo interior; e por injeção em caixa-de-ar (limitado ao caso de paredes duplas).</p>
<p>A <strong>reabilitação térmica de fachadas pelo exterior</strong> implica normalmente a utilização de uma menor espessura de isolante térmico (ou igual espessura e menores necessidades energéticas/maior economia de energia), e garante uma maior durabilidade da parede e uma correção mais eficaz de pontes térmicas planas e lineares, diminuindo assim o risco de condensações internas e superficiais (na face interior da parede).</p>
<p>O sistema compósito de isolamento térmico pelo exterior (<strong>ETICS</strong> &#8211; <em>External Thermal Insulation Composite System</em>) pode ser aplicado em reabilitação de paredes existentes, sem necessidade de intervenções no interior do edifício. Este sistema protege as alvenarias e os elementos estruturais das ações higrotérmicas (ciclos de absorção e evaporação de água e variações térmicas), que causam a degradação dos mesmos, aumentando a sua durabilidade. Também proporciona a renovação estética das fachadas com vários tipos de acabamentos finais, permitindo diversidade arquitetónica de fácil integração em diferentes ambientes. Por fim, é também uma solução eficaz para a resolução de anomalias em rebocos ou revestimentos antigos como fissuras, manchas ou irregularidades.</p>
<p>O <a href="https://edificioseenergia.pt/?s=etics">ETICS</a> não é aplicável em paredes sujeitas à ascensão da humidade e em suportes antigos muito espessos e porosos, por modificar as condições de evaporação da água nestas paredes. Em suportes antigos correntes, pode instalar-se um ETICS com um isolante permeável ao vapor de água (<a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/2903-renaturalnzeb-construcao-materiais-naturais-reciclados-procura-nao-puxa-oferta-paula-duarte-lneg/">ex.:</a> lã mineral ou aglomerado de cortiça expandida), para evitar que o sistema de isolamento impeça a evaporação da água que possa acumular-se na parede. No entanto, as restrições arquitetónicas e a presença de sais e humidade podem ser condicionantes na aplicação de ETICS nestes edifícios.</p>
<p>Pode ser uma solução onerosa em fachada com arquitetura mais peculiar (ex.: com um número elevado de vãos ou de pormenorização complexa) e incompatível com o aumento da espessura das paredes.</p>
<p>São sistemas particularmente suscetíveis ao desenvolvimento de colonização biológica e com menor resistência à ação de choque, em particular ações perfurantes.</p>
<p>A <strong>fachada ventilada</strong> serve de sistema de proteção e de revestimento envolvente exterior de edifícios, caracterizado pelo afastamento entre o suporte e o revestimento, criando assim uma caixa-de-ar que permite a ventilação natural e contínua da parede do edifício.</p>
<p>As fachadas ventiladas têm como vantagens:</p>
<ul>
<li>Caixa-de-ar bem ventilada por detrás do revestimento que permite a evacuação ou evaporação da água de infiltração ou condensação sem que esta afete os painéis de isolamento;</li>
<li>Proteção da placa isolante de solicitações mecânicas, através do revestimento exterior;</li>
<li>Soluções menos sujeitas à deterioração das superfícies e ao aparecimento de defeitos.</li>
</ul>
<p>Esta solução altera a imagem da fachada, pelo que pode ser condicionante em muitos edifícios existentes, em particular os com valor patrimonial ou histórico. O estado da alvenaria nos edifícios antigos pode também limitar a possibilidade de colocar a estrutura metálica de suporte para instalação da fachada ventilada. Por outro lado, o comportamento ao fogo da fachada ventilada é fortemente condicionado pela reação ao fogo do material isolante. Este sistema apresenta ainda as seguintes limitações adicionais:</p>
<ul>
<li>Ausência de normas, regulamentos e requisitos de desempenho que agreguem valor comercial ao produto;</li>
<li>Necessidade de <a href="https://edificioseenergia.pt/entrevista/hugo-santos-ferreira-141-entrevista/">mão-de-obra</a> qualificada e com experiência;</li>
<li>Exigência de projeto específico detalhado e que defina pormenorizadamente o processo de montagem;</li>
<li>Custos elevados relativamente a soluções mais tradicionais.</li>
</ul>
<figure id="attachment_22718" aria-describedby="caption-attachment-22718" style="width: 415px" class="wp-caption alignright"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-22718 " src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/05/Figura1.jpg" alt="" width="415" height="217" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/05/Figura1.jpg 650w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/05/Figura1-300x157.jpg 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/05/Figura1-610x319.jpg 610w" sizes="(max-width: 415px) 100vw, 415px" /><figcaption id="caption-attachment-22718" class="wp-caption-text"><strong>Figura 1</strong> &#8211; Aplicação de argamassas de desempenho térmico melhorado.</figcaption></figure>
<p>As <strong>argamassas de desempenho térmico melhorado</strong> podem aplicar-se diretamente sobre alvenaria de pedra em edifícios antigos ou sobre rebocos hidráulicos pintados. Além disso, permitem obter superfícies de textura lisa, oferecendo um confortável acabamento interior. Estas argamassas apresentam uma adequada permeabilidade ao vapor, compatibilidade com geometrias mais complexas da fachada e, em alguns casos, compatibilidade com os suportes mais antigos (Figura 1).</p>
<p>Estas <a href="https://edificioseenergia.pt/?s=argamassa">argamassas</a> apresentam problemas de resistência mecânica, sendo necessário na maioria das vezes a colocação de um revestimento/acabamento final armado. Estes rebocos são aplicados com espessuras muito limitadas, não sendo a sua condutibilidade térmica comparável à dos isolantes térmicos propriamente ditos. Assim o recurso a esta solução não é, de uma maneira geral, suficiente para conferir às paredes a reabilitar o nível de isolamento térmico pretendido, pelo que não dispensa a adoção simultânea de outras medidas. Por outro lado, espessuras elevadas são difíceis de conseguir sem problemas de aderência e coesão e sem aumentar significativamente os problemas de resistência ao choque.</p>
<p>A <strong>reabilitação térmica da fachada pelo interior</strong> recomenda-se especialmente nos seguintes casos (Figura 2):</p>
<ul>
<li>Quando está prevista a realização de outros trabalhos no interior do edifício (pisos, divisórias, janelas, entre outros);</li>
<li>Quando não é possível modificar o aspeto exterior do edifício (como é o caso de edifícios com interesse histórico ou arquitetónico), pelo que não haverá custos adicionais em elementos auxiliares como andaimes;</li>
<li>Sempre que compense a perda de espaço útil com a poupança energética e benefícios ambientais que a intervenção prevê.</li>
</ul>
<figure id="attachment_22717" aria-describedby="caption-attachment-22717" style="width: 377px" class="wp-caption alignleft"><img decoding="async" class="wp-image-22717 " src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/05/Figura2.jpg" alt="" width="377" height="197" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/05/Figura2.jpg 650w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/05/Figura2-300x157.jpg 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/05/Figura2-610x319.jpg 610w" sizes="(max-width: 377px) 100vw, 377px" /><figcaption id="caption-attachment-22717" class="wp-caption-text"><strong>Figura 2 &#8211;</strong> Aplicação de isolante na face interior da parede exterior.</figcaption></figure>
<p>Deve prestar-se especial atenção às ligações com compartimentos (janelas e portas) assim como à correção das pontes térmicas lineares, já que devido à presença da parede, divisórias e de outros elementos é difícil assegurar a continuidade do isolamento. Este sistema apresenta ainda a desvantagem de anular a inércia térmica correspondente à massa do suporte onde é aplicado.</p>
<p>Um fator chave para a reabilitação térmica da fachada pelo interior é a redução do espaço útil, pelo que os sistemas recomendados devem ter as máximas prestações com o mínimo de espessura, como é o caso de soluções integradas de isolamento e revestimento existentes no mercado. Nesta solução, a parede exterior fica mais sujeita a solicitações de natureza térmica decorrentes particularmente da exposição à radiação solar e variação da temperatura exterior (incluindo o fenómeno de choque térmico).</p>
<figure id="attachment_22716" aria-describedby="caption-attachment-22716" style="width: 276px" class="wp-caption alignright"><img decoding="async" class="wp-image-22716 size-medium" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/05/Figura3-276x300.jpg" alt="" width="276" height="300" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/05/Figura3-276x300.jpg 276w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/05/Figura3.jpg 527w" sizes="(max-width: 276px) 100vw, 276px" /><figcaption id="caption-attachment-22716" class="wp-caption-text"><strong>Figura 3 &#8211;</strong> Aplicação de isolante na caixa-de-ar da parede dupla exterior.</figcaption></figure>
<p>O <strong>reforço do isolamento térmico das paredes duplas</strong> pode realizar-se por incorporação de materiais isolantes soltos ou de espumas injetadas na caixa-de-ar, permitindo manter o aspeto exterior e interior das mesmas e reduzir ao mínimo as operações de reposição dos respetivos paramentos, que ficam limitadas à vedação dos furos de injeção (Figura 3). Existe neste caso também a redução da inércia térmica, e o tratamento de pontes térmicas é complexo. No caso de paredes duplas já existentes isoladas, o reforço de isolamento térmico das paredes através de isolante na caixa-de-ar encontra-se limitado, sendo a opção colocar o material isolante pelo interior ou exterior.</p>
<p>No caso de se optar por materiais injetados, estes poderão ser constituídos por espumas, cujas misturas são normalmente efetuadas no local, recorrendo a equipamento próprio. Esta técnica está reservada, em geral, a situações de reabilitação em que não é viável a alteração das faces exterior e interior da parede. A execução deve ser feita por pessoal especializado que tenha meios para garantir e verificar o integral preenchimento da caixa-de-ar, o que se torna particularmente difícil nas paredes recortadas ou de geometria irregular e nas paredes com ligadores entre os dois panos.</p>
<h4>Reabilitação térmica de coberturas</h4>
<p>Na definição das soluções construtivas a implementar, deve ser dada prioridade à eficiência energética e à integração de outros sistemas, como o de recolha de <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/2803-adene-nexus-agua-energia-nacoes-unidas-grupo-trabalho-aqua/">águas</a> pluviais. Se necessário, a estrutura da cobertura pode ser substituída, mas garantindo que as paredes-mestras ou vigas e pilares têm condições para receberem a nova solução de reabilitação. No entanto e sempre que possível, a estrutura existente deve ser aproveitada ou reabilitada. A opção por sistemas de energias renováveis deve privilegiar sempre uma boa integração arquitetónica. Para mais informação consultar a publicação <sup>[2]</sup>.</p>
<p><strong>i) Reabilitação térmica de coberturas em terraço</strong></p>
<p>Algumas das vantagens do <strong>sistema invertido</strong>, em que o isolante térmico é colocado por cima da camada de impermeabilização (Figura 4), residem em:</p>
<ul>
<li>Para além de melhorar a resistência desta camada às solicitações mecânicas, também melhora a inércia térmica do sistema de cobertura;</li>
<li>Nos casos em que a camada de impermeabilização da cobertura a reabilitar se encontre em bom estado, a aplicação de isolamento sobre esta dispensa a sua remoção;</li>
<li>A proteção pesada constitui não só uma proteção do sistema face às solicitações provocadas pela ação do vento, mas também confere proteção térmica, diminuindo a incidência direta de radiação solar, que provoca a degradação do isolante.</li>
</ul>
<figure id="attachment_22715" aria-describedby="caption-attachment-22715" style="width: 377px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-22715 " src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/05/Figura4.jpg" alt="" width="377" height="197" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/05/Figura4.jpg 650w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/05/Figura4-300x157.jpg 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/05/Figura4-610x319.jpg 610w" sizes="(max-width: 377px) 100vw, 377px" /><figcaption id="caption-attachment-22715" class="wp-caption-text"><strong>Figura 4 &#8211;</strong> Aplicação de isolante térmico em cobertura plana do tipo invertido.</figcaption></figure>
<p>Por oposição ao sistema invertido, a reabilitação térmica de <strong>coberturas tradicionais</strong> (sem isolamento ou em que se pretenda reforçar essa camada) pressupõe que se realize em simultâneo a substituição do sistema de impermeabilização. Trata-se assim da remoção total e substituição das camadas superiores existentes sobre a laje da cobertura. Em alternativa, essa reabilitação térmica poderá corresponder à transformação de uma cobertura tradicional numa cobertura invertida, com as vantagens atrás descritas.</p>
<p>Atualmente, as soluções de <strong>coberturas verdes</strong> apresentam substratos técnicos com muito menor espessura que as antigas coberturas ajardinadas, com maior leveza, sendo, por isso, mais adequadas para as intervenções de reabilitação.</p>
<p>Como vantagens da reabilitação térmica de coberturas recorrendo às <a href="https://edificioseenergia.pt/?s=coberturas+verdes">coberturas verdes</a> destacam-se (Figura 5):</p>
<ul>
<li>Retenção prolongada da água da chuva: com particular interesse nas zonas urbanas onde o aumento das superfícies “impermeabilizadas” é mais significativo;</li>
<li>Filtragem de poluentes, como metais pesados e poeiras, diminuindo os riscos de doenças respiratórias; retenção do dióxido de carbono no ar e libertação de oxigénio;</li>
<li>Desempenho térmico: incremento do isolamento térmico através do aumento da massa térmica e da resistência térmica;</li>
<li>Desempenho acústico: o substrato tende a aumentar o isolamento sonoro da cobertura e a vegetação contribui para minimizar o ruído urbano da cidade.</li>
</ul>
<figure id="attachment_22714" aria-describedby="caption-attachment-22714" style="width: 356px" class="wp-caption alignright"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-22714 " src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/05/Figura5.jpg" alt="" width="356" height="186" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/05/Figura5.jpg 650w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/05/Figura5-300x157.jpg 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/05/Figura5-610x319.jpg 610w" sizes="(max-width: 356px) 100vw, 356px" /><figcaption id="caption-attachment-22714" class="wp-caption-text"><strong>Figura 5 &#8211;</strong> Reabilitação térmica recorrendo a cobertura verde.</figcaption></figure>
<p>No caso das desvantagens desta solução, são de assinalar:</p>
<ul>
<li>Crescimento das raízes, que obriga a cuidados na escolha da membrana de impermeabilização e sua proteção, devendo escolher-se membranas antirraízes e usar mantas de proteção;</li>
<li>À semelhança de qualquer jardim, estas coberturas necessitam periodicamente de trabalhos de manutenção, claramente superiores aos das coberturas tradicionais;</li>
<li>A solução da cobertura verde é mais onerosa do que as outras soluções tradicionais pelo que exigirá um investimento inicial mais forte nesta parte da obra.</li>
</ul>
<p><strong>ii) Reabilitação térmica de coberturas inclinadas &#8211; isolante nas vertentes</strong></p>
<p>Destacam-se também as seguintes vantagens na reabilitação térmica de coberturas inclinadas, recorrendo à colocação do <strong>material isolante nas vertentes</strong> (pelo exterior ou interior):</p>
<ul>
<li>Rapidez na aplicação, permitindo um isolamento contínuo, sem pontes térmicas planas;</li>
<li>Com aplicação pelo exterior de placas de poliestireno expandido extrudido com perfis metálicos (chapa galvanizada) perfurados, que funcionam como ripado de suporte das telhas, é efetuado o isolamento térmico e a execução do ripado para assentamento da telha na mesma operação, sendo assim efetuadas duas tarefas de uma só vez.</li>
</ul>
<p>Com o aumento do isolamento da cobertura, deve assegurar-se meios adicionais de ventilação da cobertura para evitar a formação de condensações (para além de se colocar a barreira para-vapor sob o isolante), incluindo telhas de ventilação.</p>
<p>Por outro lado, no caso do isolamento pelo exterior deve assegurar-se a estanquidade em todas as ligações da nova cobertura com os elementos que se encontram nela (chaminés, janelas, mansardas, etc.). A alteração de dimensão da cobertura (aumento da espessura) e a necessidade de adaptação dos remates da pendente onde seja necessário, são aspetos a ter em conta na reabilitação térmica.</p>
<p>Na reabilitação térmica de coberturas inclinadas com <strong>isolante na laje de esteira</strong>, destacam-se as seguintes vantagens:</p>
<ul>
<li>Rápida e fácil aplicação;</li>
<li>Solução mais económica do que o isolamento térmico na vertente pelo exterior, por ser necessária uma menor área de isolamento e por não ser necessário o levantamento das telhas e reconstrução do telhado e fixação de placas de isolante;</li>
<li>Permite diminuir as necessidades energéticas de aquecimento e arrefecimento, quando garantida a franca ventilação do desvão.</li>
</ul>
<p>Como limitação, destaca-se a impossibilidade de utilizar o desvão da cobertura como uma área útil do edifício, dado que dificilmente serão garantidas as condições necessárias de habitabilidade.</p>
<h4><strong>Reabilitação térmica de pavimentos</strong></h4>
<p>Em todos os pavimentos é possível efetuar diferentes tipos de reabilitação. No entanto, a dificuldade em colocar o isolante nalgumas zonas, os transtornos criados, a valorização obtida e o custo que uma transformação desse tipo acarretará são condicionamentos à opção a tomar.</p>
<p>Em reabilitações com menor grau de intrusividade, a <strong>aplicação do isolante na zona inferior</strong> é a indicada, sempre que a zona inferior do pavimento seja acessível, uma vez que é mais fácil e rápido de aplicar, de menor custo, além de poder ser mais eficiente do ponto de vista térmico caso seja aplicado no lado exterior.</p>
<p>A <strong>colocação de um isolante na zona intermédia</strong> não se consegue sem que exista uma reabilitação com maior grau de intrusividade para que o material isolante possa ser introduzido no pavimento.</p>
<p>No caso do <strong>isolante na parte superior</strong>, a necessidade de o isolante aguentar um elevado nível de carga implica que deva ser capaz de manter o comportamento e a durabilidade de todas as suas propriedades ao longo do tempo. Deverá ter uma adequada resistência à compressão que permitirá a manutenção da sua espessura, fator decisivo para uma resistência térmica homogénea ao longo da sua vida útil. Esta solução é utilizada em casos de reabilitação com menor grau de intrusividade, apresentando a desvantagem de reduzir o pé direito da habitação e a inércia térmica interior.</p>
<p>Para mais informação, consultar a Dissertação <sup>[3]</sup>.</p>
<p><strong>Agradecimentos</strong></p>
<p>Agradece-se à <a href="https://www.adene.pt/">ADENE</a> (Agência para a energia), à <a href="https://www.apfac.pt/">APFAC</a> (Associação Portuguesa dos Fabricantes de Argamassas e ETICS) e aos fabricantes de materiais ou componentes para a construção (ACEPE, Amorim Isolamentos, Argex, Artebel, CIN, Diera, Dow, FassaLusa, Fibrosom, Foamglass, Grazimac, Gyptec, Iberfibran, LusoMapei, Onduline, Plastimar, Preceram, RockWool, Saint-Gobain Isover, Saint-Gobain Weber, Secil-Argamassas, Sika, Sival, Termolan) a disponibilização de documentação de apoio à elaboração deste artigo.</p>
<p><strong>Referências</strong></p>
<p>[1] Silvestre, J.D.; Flores-Colen, I.; Silva, C. M. (2016): “Manual: Instalador de isolantes térmicos na construção – iniciação” (In Portuguese), Editado pelo Laboratório Nacional de Energia e Geologia, 208 p. Projeto Europeu “Build UP Skills-FORESEE – Training for renewables and energy efficiency in building sector” – IEE/13/BWI 702/SI2.680177.</p>
<p>[2] Tirone, L. e Nunes, K. (2011). Coberturas Eficientes &#8211; Guias para reabilitação energético-ambiental do edificado. Lisboa: ADENE &#8211; Agência para a energia (www.adene.pt/sites/default/files/coberturaseficientes.pdf).</p>
<p>[3] Teixeira, F. (2008). Reabilitação do ponto de vista térmico em pavimentos &#8211; Actuais exigências, novos materiais e tecnologias construtivas. Dissertação de Mestrado em Engenharia Civil — especialização em Construções Civis, Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, Porto (<a href="https://repositorio-aberto.up.pt/bitstream/10216/59533/1/000129818.pdf">repositorio-aberto.up.pt/bitstream/10216/59533/1/000129818.pdf</a>).</p>
<p style="text-align: center;"><em>Este artigo foi originalmente publicado na <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/nova-edicao-marco-abril-2023-pobreza-energetica-uma-estrategia-pobre/">edição nº146 da Edifícios e Energia</a> (Março/Abril 2023)</em></p>
<p style="text-align: center;"><strong><em>As conclusões expressas são da responsabilidade dos autores.</em></strong></p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/2905-reabilitacao-termica-da-envolvente-opaca-de-edificios-vantagens-e-limitacoes-de-solucoes-correntes/">Reabilitação térmica da envolvente opaca de edifícios: vantagens e limitações de soluções correntes</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
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