
As duas faces da sustentabilidade
Hoje, os grandes investidores estrangeiros que alavancam a economia vieram para ficar e não prescindem da qualidade. Aumenta a procura pelos sistemas de certificação voluntária.

Hoje, os grandes investidores estrangeiros que alavancam a economia vieram para ficar e não prescindem da qualidade. Aumenta a procura pelos sistemas de certificação voluntária.

Os assuntos são tantos que é difícil escolher. Podemos optar pelo humor ou pela indignação, pela crítica ou por qualquer outra coisa que nunca é aquela que queremos verdadeiramente. Porque aquilo que queremos é outra coisa.

As medidas que estavam previstas em termos de reabilitação energética nos edifícios do Estado não se concretizaram. Mas há contas que se deviam fazer. Quanto perdeu o mercado e o país?

De uma conversa informal com o Eduardo de Oliveira Fernandes nasce uma retrospectiva e uma reflexão tão próprias e tão marcantes de uma pessoa que dispensa apresentações.

O tema de capa desta edição leva-nos a pensar em várias coisas e, inevitavelmente, no papel do Estado e naquilo que são as suas obrigações, responsabilidades e competências.

António Raposo Soares é projectista, consultor e tem uma vasta experiência na actividade da fiscalização. Para este engenheiro, é fundamental “mudar de mentalidade e acabar com o insuportável ‘mais ou menos’. Senão, neste ‘caldo’ de imprecisão, um processo de Certificação não é sustentável”.

Falar de estatísticas, mostrar números ou encarar a realidade é um exercício que nos custa a todos. Fugimos deste confronto sistematicamente.

Ernesto Peixeiro Ramos dispensa apresentações no nosso mercado. Esteve ligado à construção do Sistema de Certificação Energética (SCE), nomeadamente na vertente da formação dos Peritos Qualificados (PQ). Para este especialista com uma vasta experiência nesta área, “uma legislação feita por pessoas que não conhecem os problemas não resulta, pela simples razão de que, mesmo quando há boa vontade, estas são tecnicamente incapazes de encontrar as melhores soluções”.

Na última nota de abertura, falámos de fragilidade. Falámos num início de ano de 2018 preso por fios nos mais variados domínios.

A reposição das auditorias à Qualidade do Ar Interior (QAI) já devia ser conhecida. Nada se sabe sobre a sua preparação.