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	<title>Arquivo de comunidade de energia - Edificios e Energia</title>
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	<description>A Revista especializada de referência nos sectores de AVAC, eficiência energética, materiais de construção e edifícios.</description>
	<lastBuildDate>Fri, 08 Aug 2025 20:37:57 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivo de comunidade de energia - Edificios e Energia</title>
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	<item>
		<title>Sabadell cria comunidade energética local com participação de cidadãos, empresas e serviços públicos</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/sabadell-cria-comunidade-energetica-local-com-participacao-de-cidadaos-empresas-e-servicos-publicos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Edifícios e Energia]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Aug 2025 08:00:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[cer]]></category>
		<category><![CDATA[comunidade de energia]]></category>
		<category><![CDATA[eficiência energética]]></category>
		<category><![CDATA[energia renovável]]></category>
		<category><![CDATA[Sabadell]]></category>
		<category><![CDATA[Transição energética]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A cidade de Sabadell, em Barcelona, está prestes a tornar-se uma referência em transição energética local. A Câmara Municipal anunciou a criação de uma comunidade energética local, um projecto que procura produzir e distribuir energia renovável a partir de painéis fotovoltaicos instalados nos telhados da cidade. </p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/sabadell-cria-comunidade-energetica-local-com-participacao-de-cidadaos-empresas-e-servicos-publicos/">Sabadell cria comunidade energética local com participação de cidadãos, empresas e serviços públicos</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A cidade de Sabadell, em Barcelona, está prestes a tornar-se uma referência em transição energética local. A Câmara Municipal anunciou a criação de uma comunidade energética local, um projecto que procura produzir e distribuir energia renovável a partir de painéis fotovoltaicos instalados nos telhados da cidade.</strong></p>
<p><span data-contrast="auto">A iniciativa envolve directamente cidadãos, empresas e serviços públicos, que irão beneficiar de electricidade mais barata, limpa e produzida localmente. Cada participante poderá consumir parte da energia gerada, o que se traduzirá numa redução da factura de electricidade e numa maior independência energética.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">“Trata-se de um modelo baseado na cooperação e na participação activa de toda a comunidade, com vantagens para o ambiente, para a economia local e para a coesão social”, destaca a autarquia.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A comunidade será constituída como uma sociedade mista, com a seguinte repartição de capital: 40% para a Câmara Municipal; 30% para investidores locais; 15% para uma associação de consumidores domésticos; 15% para uma associação de consumidores empresariais.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Esta estrutura pretende garantir uma gestão partilhada e representativa, onde todos os sectores envolvidos têm voz e responsabilidade.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p aria-level="3"><strong>O impacte ambiental e económico</strong></p>
<p><span data-contrast="auto">Do ponto de vista ambiental, o projecto contribuirá para a redução das emissões de dióxido de carbono e da poluição urbana, promovendo a produção de energia limpa e local.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Em termos económicos, prevê-se uma poupança de 25% de poupança nos equipamentos municipais (que actualmente consomem cerca de 8160 MWh (Megawatt-hora) por ano), 50% no sector terciário (com consumo anual de 271 mil MWh) e 25% por residência participante, cuja média de consumo é de 3,5 MWh/ano.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">O processo de criação da comunidade energética será feito em duas fases principais. A primeira será a abertura formal do processo de actividade económica, prevista para o final do ano, para criar legalmente a entidade com participação da Câmara Municipal. A segunda fase será a definição do modelo de funcionamento, incluindo selecção das entidades participantes, regras de operação e formas de financiamento.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Paralelamente, a autarquia está a avaliar mais de 70 edifícios municipais para a instalação de painéis solares fotovoltaicos, com o objectivo de expandir progressivamente a capacidade de produção de energia renovável em toda a cidade.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A comunidade energética de Sabadell será aberta à participação de todos, e existem várias formas de colaborar:</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<ul>
<li aria-setsize="-1" data-leveltext="" data-font="Symbol" data-listid="4" data-list-defn-props="{&quot;335552541&quot;:1,&quot;335559685&quot;:720,&quot;335559991&quot;:360,&quot;469769226&quot;:&quot;Symbol&quot;,&quot;469769242&quot;:[8226],&quot;469777803&quot;:&quot;left&quot;,&quot;469777804&quot;:&quot;&quot;,&quot;469777815&quot;:&quot;hybridMultilevel&quot;}" data-aria-posinset="1" data-aria-level="1"><strong>Ceder o telhado</strong><span data-contrast="auto"><strong>:</strong> Proprietários de edifícios podem disponibilizar o telhado para instalação dos painéis. A comunidade energética assume o investimento e gestão, e os proprietários beneficiam de energia mais barata;</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></li>
</ul>
<ul>
<li aria-setsize="-1" data-leveltext="" data-font="Symbol" data-listid="4" data-list-defn-props="{&quot;335552541&quot;:1,&quot;335559685&quot;:720,&quot;335559991&quot;:360,&quot;469769226&quot;:&quot;Symbol&quot;,&quot;469769242&quot;:[8226],&quot;469777803&quot;:&quot;left&quot;,&quot;469777804&quot;:&quot;&quot;,&quot;469777815&quot;:&quot;hybridMultilevel&quot;}" data-aria-posinset="2" data-aria-level="1"><strong>Investimento directo</strong><span data-contrast="auto"><strong>:</strong> Cidadãos ou empresas podem investir em instalações próprias e partilhar os excedentes com a comunidade;</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></li>
</ul>
<ul>
<li aria-setsize="-1" data-leveltext="" data-font="Symbol" data-listid="4" data-list-defn-props="{&quot;335552541&quot;:1,&quot;335559685&quot;:720,&quot;335559991&quot;:360,&quot;469769226&quot;:&quot;Symbol&quot;,&quot;469769242&quot;:[8226],&quot;469777803&quot;:&quot;left&quot;,&quot;469777804&quot;:&quot;&quot;,&quot;469777815&quot;:&quot;hybridMultilevel&quot;}" data-aria-posinset="3" data-aria-level="1"><strong>Consumidores associados</strong><span data-contrast="auto"><strong>:</strong> Pessoas e empresas podem aderir como consumidores de energia renovável através das respectivas associações, mesmo sem instalações próprias.</span></li>
</ul>
<p><span data-contrast="auto">Com este projecto, a cidade de Sabadell espera servir de exemplo para outras localidades que procuram soluções concretas e inclusivas para a transição energética.</span></p>
<p>Fotografia de destaque: © Shutterstock</p>
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		<item>
		<title>Comunidade Solar de Vilamoura entrou em funcionamento</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/comunidade-solar-de-vilamoura-entrou-em-funcionamento/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Edifícios e Energia]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 May 2025 08:00:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[comunidade de energia]]></category>
		<category><![CDATA[Comunidade Solar]]></category>
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		<category><![CDATA[produção de energia]]></category>
		<category><![CDATA[Vilamoura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com o objectivo de apostar no potencial solar da região do Algarve e num sistema energético mais sustentável e centrado no cidadão, Vilamoura já estreou a sua Comunidade Solar. No primeiro ano de funcionamento, estima-se uma produção de 713,40 megawatts-hora, evitando mais de 120 toneladas de dióxido de carbono. </p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Com o objectivo de apostar no potencial solar da região do Algarve e num sistema energético mais sustentável e centrado no cidadão, Vilamoura já estreou a sua Comunidade Solar. No primeiro ano de funcionamento, estima-se uma produção de 713,40 megawatts-hora, evitando mais de 120 toneladas de dióxido de carbono. </strong></p>
<p><span data-contrast="none">A Comunidade Solar de Vilamoura é constituída por consumidores que, através de instalações partilhadas, produzem parte ou a totalidade da energia eléctrica que consomem, podendo, em alguns casos, gerar excedentes e maximizar os benefícios económicos da produção de energia. Isto representa uma redução substancial nas contas de energia para mais de mil famílias.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="none">O Projecto Âncora – UPAC Victoria &#8211; conta com 1008 painéis solares numa área de 1924 metros quadrados. Durante o primeiro ano de funcionamento, é estimada uma produção de 713,40 megawatts-hora, evitando 120,57 toneladas de dióxido de carbono (CO₂), o equivalente a 722 árvores plantadas.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="none">A comunidade solar faz parte da estratégia ambiental global de *Vilamoura, que inclui sistemas avançados de tratamento de águas residuais, com planos para a ETAR fornecer água não potável para irrigação, até 2026; implementação de Certificações AQUA+ para todos os novos desenvolvimentos residenciais e turísticos; adesão a padrões internacionais de construção sustentável, incluindo BREEAM, LEED, e Lider A; e uso extensivo de espécies de plantas nativas de baixa procura de água na paisagem.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="none">Em conformidade com o Plano Nacional de Energia e Clima (PNEC) de Portugal, que tem como objectivo alcançar 80% de energia renovável na produção de electricidade até 2030, “a estratégia para posicionar Vilamoura como o principal destino no Algarve para viver, passar férias e investir está profundamente ligada à sustentabilidade”, asseguram os promotores desta iniciativa em comunicado.</span></p>
<p>Fotografia de destaque: © *Vilamoura</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Autódromo Internacional do Algarve inaugura Comunidade de Energia Renovável pioneira em circuitos</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/autodromo-internacional-do-algarve-inaugura-comunidade-de-energia-renovavel-pioneira-em-circuitos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Edifícios e Energia]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 Nov 2024 08:00:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[AIA]]></category>
		<category><![CDATA[cer]]></category>
		<category><![CDATA[comunidade de energia]]></category>
		<category><![CDATA[energia descentralizada]]></category>
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		<category><![CDATA[neutralidade carbónica]]></category>
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		<category><![CDATA[SES Energia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A energia renovável chegou ao circuito do Algarve através da criação de uma Comunidade de Energia Renovável (CER). Esta é a primeira vez que uma comunidade é criada por um circuito a nível mundial.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A energia renovável chegou ao circuito do Algarve através da criação de uma Comunidade de Energia Renovável (CER). Esta é a primeira vez que uma comunidade é criada por um circuito a nível mundial.</strong><span data-ccp-props="{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559740&quot;:276}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">O projecto, fruto de uma parceria entre o Autódromo Internacional do Algarve (AIA) e a empresa SES Energia, levou à instalação de 2000 painéis fotovoltaicos, o que se traduz numa capacidade de produção de energia de 1 Megawatt.</span><span data-ccp-props="{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559740&quot;:276}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Para além de alimentar o circuito, a energia que for gerada poderá ser também partilhada com outros equipamentos do complexo, tal como referiu Jaime Costa, administrador da empresa detentora do AIA, na cerimónia de inauguração: “esta capacidade permite abastecer não apenas o circuito, mas igualmente o hotel, os apartamentos, o kartódromo e o Celerator, o pólo tecnológico que será em breve inaugurado”.</span><span data-ccp-props="{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559740&quot;:276}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Para Paulo Silva, administrador da SES Energia, esta é uma CER “muito especial”, uma vez que “é a primeira criada tendo como ‘núcleo’ um circuito, o que mostra que o desporto motorizado pode ser igualmente sustentável do ponto de vista energético. Os painéis agora instalados concluem a criação da CER e surgem depois dos painéis colocados sobre o Media Centre e Centro Médico, aquando da prova do mundial de MotoGP neste ano de 2024.”</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:150,&quot;335559739&quot;:150,&quot;335559740&quot;:276}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Na cerimónia de inauguração esteve também presente o secretário de estado adjunto da Presidência, Rui Freitas, que afirmou que esta comunidade de energia “é uma das muitas que estão a nascer em Portugal, cerca de duas centenas, e é uma referência não só por aliar a neutralidade carbónica ao desporto motorizado, mas igualmente por mostrar aquilo que podem ser as CER. Queremos que mais projectos continuem a ser inaugurados e, neste momento, são já mais de meia centena as CER que estão operacionais”.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:150,&quot;335559739&quot;:150,&quot;335559740&quot;:276}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Esta iniciativa de energia descentralizada resulta de um investimento totalmente privado de cerca de 1 milhão de euros. </span><span data-contrast="auto">Com este projecto, o Autódromo Internacional do Algarve alcança a certificação ambiental ISO 20121, à qual se candidatou em 2024, que confirma as boas práticas ambientais seguidas pelo circuito, que foram analisadas e observadas ao longo de todo o ano, especialmente durante as provas do campeonato Mundial de MotoGP, de Superbike, e da European Le Mans Series.</span></p>
<p>Fotografia de destaque: © SES Energia</p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/autodromo-internacional-do-algarve-inaugura-comunidade-de-energia-renovavel-pioneira-em-circuitos/">Autódromo Internacional do Algarve inaugura Comunidade de Energia Renovável pioneira em circuitos</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
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		<item>
		<title>Na Alta de Lisboa, um condomínio transforma-se numa comunidade de energia renovável</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/2010-na-alta-de-lisboa-um-condominio-transforma-se-numa-comunidade-de-energia-renovavel/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Frederico Raposo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Oct 2023 09:53:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[cer]]></category>
		<category><![CDATA[comunidade de energia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Tudo começou com uma proposta numa reunião de condomínio; o sucesso da primeira instalação de autoconsumo colectivo levou a uma segunda e a uma terceira e, eventualmente, à constituição de uma Comunidade de Energia Renovável. Neste ano, ...</p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/2010-na-alta-de-lisboa-um-condominio-transforma-se-numa-comunidade-de-energia-renovavel/">Na Alta de Lisboa, um condomínio transforma-se numa comunidade de energia renovável</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Tudo começou com uma proposta numa reunião de condomínio; o sucesso da primeira instalação de autoconsumo colectivo levou a uma segunda e a uma terceira e, eventualmente, à constituição de uma Comunidade de Energia Renovável. Neste ano, o condomínio tem a ambição de quase triplicar o potencial instalado e de fazer descer ainda mais a factura energética dos moradores.</strong></p>
<p>É um grande condomínio da Alta de Lisboa e é também um exemplo num dos países do continente europeu com mais horas anuais de exposição solar e que só agora dá os primeiros passos na promoção de Comunidades de Energia Renovável (CER).</p>
<p>Na Alta de Lisboa, há um condomínio como muitos outros. São oito blocos, oito entradas e, não surpreendentemente, vastas áreas comuns, entre garagem e outros espaços de circulação. Ao todo, são cerca de 185 fogos e um número ainda maior de moradores. Em relação a tantos outros <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/eduardo-maldonado-o-novo-programa-de-apoio-ao-isolamento-dos-condominios-sera-bom-ee147/">condomínios</a>, destaca-se uma particularidade – quem ali mora usufrui, há seis anos, de uma Unidade de Produção para Autoconsumo (UPAC) que tem vindo a aumentar a sua capacidade, passo a passo, e que está a ser prova viva do poder da organização comunitária e da importância da produção de energia descentralizada.</p>
<p>As vantagens alcançam-se em pouco tempo: independência energética e descida dos gastos com energia ao fim do mês. Só nas partes comuns, a poupança anual estará já nos oito mil euros.</p>
<p>Vasco Pimenta é o grande responsável pela promoção das várias instalações solares fotovoltaicas presentes na cobertura do condomínio. Vive neste condomínio da Alta de Lisboa desde 2010. É engenheiro espacial, mas está longe de ser especialista na questão da transição energética, diz-nos. Antes, acompanha-a com curiosidade. O interesse viria, depois, por conduzi-lo à acção. Tudo aconteceu quando se lembrou de sugerir o investimento numa modesta solução de painéis solares fotovoltaicos para a cobertura de dois dos oito blocos. Perante a necessidade de poupanças nos custos do condomínio, a proposta reuniu, para sua surpresa, um consenso inesperado. Assim, em 2017, foi instalado um potencial produtivo de apenas 3 kWp.</p>
<p>Desde então, as actualizações não pararam e somaram-se ao ritmo da vontade dos condóminos. Em 2021, a capacidade de produção de energia eléctrica chegava já aos 27,3 kWp e, neste ano, há uma ambição ainda maior. Com o apoio que se espera concretizar, depois de uma candidatura ao Fundo Ambiental, as largas dezenas de condóminos contam passar a beneficiar de um potencial instalado que quase triplicará os valores actuais, totalizando cerca de 77 kWp.</p>
<p>Encontrámos Vasco à porta de um dos blocos do condomínio. Apanhámos o elevador para o oitavo andar e, dali, uma pequena escada metálica deu-nos acesso ao alçapão que conduz à cobertura do edifício. Lá em cima, com vista privilegiada para a pista do aeroporto de Lisboa e com o ribombar constante dos motores que se preparam para descolar, estamos rodeados de painéis solares e expostos ao sol intenso de um dia quente de Junho.</p>
<p>As questões que se levantam nas reuniões deste condomínio não diferem em nada das que se levantam nos <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/3003-apegac-premio-condominio-verde-vitor-amaral-semana-reabilitacao-urbana/">condomínios do resto do país</a>. Alguns pagamentos em falta e a necessidade de reduzir custos podem ter ajudado a digerir a ideia de investir na produção de energia renovável para autoconsumo colectivo. Cortar na manutenção dos elevadores ou no salário das pessoas que trabalham no condomínio não era, naturalmente, uma opção, pelo que, conta Vasco, a ideia de poupar na factura energética através de um investimento pode ter ajudado ao resultado desta reunião de condomínio – um consenso quanto à proposta para a instalação dos primeiros painéis.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignleft wp-image-24676 " src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/10/Vasco-Pimenta-Alta-de-Lisboa-29.jpg" alt="" width="413" height="216" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/10/Vasco-Pimenta-Alta-de-Lisboa-29.jpg 650w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/10/Vasco-Pimenta-Alta-de-Lisboa-29-300x157.jpg 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/10/Vasco-Pimenta-Alta-de-Lisboa-29-610x319.jpg 610w" sizes="(max-width: 413px) 100vw, 413px" /></p>
<p>“É das poucas coisas que têm sido aprovadas por unanimidade no condomínio, o que é uma coisa estranha”, relata. A decisão de instalar os primeiros painéis solares fotovoltaicos foi tomada sem qualquer oposição. Com dívidas que foram sendo sanadas ao longo dos primeiros anos em que Vasco foi morador, a gestão financeira do condomínio estava a correr bem, facto que pode ter sido decisivo na hora da votação unânime. Com dinheiro que o condomínio tinha aforrado, foi possível dar o passo sem pedir mais dinheiro aos moradores.</p>
<p>Por ser interessado na questão e promotor inicial da iniciativa colectiva do condomínio, ficou desde então com esta pasta a seu cuidado. “Sou um bocadinho o campeão desta causa”, admite.</p>
<p>Tudo começou com a promessa de se ir “investindo devagarinho para começar a reduzir o custo da factura energética”. Na primeira intervenção, em 2017, foram instalados dois conjuntos de painéis de 1,5 kWp nos blocos F e G. Nesta primeira fase, não foram instalados quaisquer dispositivos de monitorização da produção; esses só chegariam mais tarde, quando o potencial de produção de energia a partir do sol ganhou maior escala. Apesar disso, foi rapidamente considerada um sucesso. “Não sabíamos se estávamos a produzir muito ou não, mas as pessoas gostaram da ideia.”</p>
<p>A acompanhar as várias fases de investimento e o sucesso reiterado das várias instalações, tem estado uma comissão de acompanhamento, constituída por “meia dúzia de condóminos”, e, entre os vizinhos, já se assume a normalidade do desenvolvimento da instalação solar por etapas. “Já assumiram um pouco que esse trabalho vai continuar a fazer-se”, diz.</p>
<h4><strong>Um condomínio que se tornou numa CER</strong></h4>
<p>As CER só agora começam a dar os primeiros passos em Portugal. A consagração das comunidades de energia renovável, na legislação de 2022, veio possibilitar e promover a produção, o consumo, a partilha, o armazenamento e a venda da energia produzida a partir de fontes de energia renovável, sendo que estas CER se assumem como actores com papel activo na transição energética.</p>
<p>Fala-se de comunidades de energia renovável desde 2019, mas, até aí, os registos de constituição de CER eram escassos. Agora, com a transposição da directiva europeia relativa à promoção de energia de fontes renováveis, materializada no Decreto-Lei n.º 15 de 2022, sem esquecer o contributo da crise energética, está em curso uma rápida mudança e uma reconfiguração da paisagem energética.</p>
<p>Até ao fim de Janeiro, tinham sido submetidos à DGEG 372 processos de licenciamento. Entre esses, 95 tinham já aprovação. Para além das centenas de processos em andamento, muitas outras CER e muitos outros projectos de autoconsumo colectivo estarão neste momento a dar passos seguros em frente. A CER da Alta de Lisboa é já um caso confirmado.</p>
<p>Em 2022, houve um esforço do Estado para a promoção de iniciativas cidadãs de autoconsumo colectivo e para a <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/2607-poder-as-pessoas-como-as-cer-estao-a-reformular-o-mercado-da-energia-ee147/">criação de comunidades de energia renovável</a>, e a CER da Alta de Lisboa esforçou-se por tirar partido disso mesmo, candidatando-se à chamada do Fundo Ambiental, com fundos do <em>Plano de Recuperação e Resiliência</em> (PRR) e com um orçamento de 30 milhões de euros para distribuir por comunidades de energia renovável, autoconsumidores e Entidades Gestoras de Autoconsumo (EGAC). No âmbito desta chamada, serão comparticipados investimentos em iniciativas desta natureza em edifícios residenciais, da administração pública central e de comércio e serviços. No caso dos edifícios residenciais, a comparticipação chega aos 70 %. A data-limite para as candidaturas chegou no final do mês de Fevereiro, decorrendo agora a respectiva análise.</p>
<p>O sector produtivo que comporta as CER e o Autoconsumo Colectivo – pilares essenciais para a descentralização da produção energética – só agora começa a dar de si no panorama energético nacional, mas o seu crescimento recente é já comprovado pelos números da DGEG.</p>
<p><img decoding="async" class="alignright wp-image-24675 " src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/10/Vasco-Pimenta-Alta-de-Lisboa-01.jpg" alt="" width="461" height="241" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/10/Vasco-Pimenta-Alta-de-Lisboa-01.jpg 650w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/10/Vasco-Pimenta-Alta-de-Lisboa-01-300x157.jpg 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/10/Vasco-Pimenta-Alta-de-Lisboa-01-610x319.jpg 610w" sizes="(max-width: 461px) 100vw, 461px" /></p>
<p>Se em 2016 a produção descentralizada de energia registava uma capacidade de produção de apenas cerca de 290,7 MWh, em 2019, esse valor já se situava nos 541,9 MWh e, em Abril de 2023, segundo o relatório da DGEG, foram alcançados 1436 MWh, um crescimento de 394 % face a 2016 e de 165 % relativamente a 2019.</p>
<p>A primeira instalação de uma UPAC do condomínio da Alta de Lisboa foi concretizada há já seis anos, mas só recentemente foi constituída a CER.</p>
<p>Questionado sobre a dificuldade de convencer as pessoas quanto à ideia de instalar capacidade de produção de energia nas coberturas do condomínio, Vasco explica, na sua experiência, que numa primeira fase “as pessoas olham mais para a parte financeira”. Existindo a disponibilidade financeira para um investimento faseado, como houve, tudo se torna mais fácil.</p>
<p>“Conto sempre esta história, que é um bocadinho uma caricatura, mas acaba por ser verdade, sobretudo em <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/0504-fundo-ambiental-lanca-programa-apoio-condominios-residenciais-isolamentos-termicos/">condomínios</a> muito grandes. Há sempre aquelas pessoas que não ligam aos assuntos do condomínio, mas que, quando há uma assembleia, vão queixar-se de que não sei quê está avariado.”</p>
<p>O “ruído” que reconhece passar-se na maioria das assembleias de condomínio pode descer de intensidade quando a proposta que se faz não requer uma despesa adicional, diz. Há seis anos, Vasco explicou o plano, o investimento que estaria envolvido na primeira fase e também como e quando o condomínio poderia recuperar o investimento. “É preciso que as coisas façam sentido economicamente – o que as pessoas não querem é ouvir falar de gastar dinheiro.”</p>
<p>Em 2017, quando apresentava a proposta ao condomínio, colocava as coisas desta forma: “o objectivo é gastar este dinheiro para depois, no médio prazo, recuperar-se esse dinheiro e poupar-se, no fim, para a perpetuidade, no consumo eléctrico do condomínio”. Hoje, e dependendo dos perfis de consumo, afirma Vasco, “é perfeitamente possível fazer uma instalação desta natureza que se amortiza em dois, três, quatro, cinco anos”.</p>
<h4><strong>Por fases: primeiro as partes comuns do condomínio, depois os consumos domésticos</strong></h4>
<p>Depois do sucesso da primeira pequena instalação, veio a segunda, em 2018. Instalou-se um potencial adicional total de cerca de 14,6 kWp nas coberturas dos blocos A, E e H, e, em 2021, foi feita a última instalação até ao momento. Nesta última etapa, foi instalado um potencial adicional de cerca de 9,7 kWp.</p>
<p>Actualmente, a capacidade instalada de 27,3 kWp está a alimentar oito Códigos de Ponto de Entrega (CPE) das partes comuns do condomínio, aqueles que hoje estão associados à CER, subtraindo a produção própria ao consumo que provém da rede.</p>
<p>Com o aumento previsto da produção de energia, os moradores têm planos mais ambiciosos para a recém-constituída CER.</p>
<p>Por agora, existe a certeza de não estar a ser produzido um excedente. A totalidade da produção está a alimentar as partes comuns, a sua iluminação e os seus equipamentos como são os extractores que se encontram em constante funcionamento nos edifícios.</p>
<p>Uma vez alcançada a capacidade de produção de 77 kWp, o objectivo é que os condóminos possam “beneficiar directamente nas suas próprias contas de electricidade”, explica Vasco. Com o aumento da produção, existe a ambição de instalar capacidade de armazenamento, já que a hipótese de existência de um excedente de produção vai crescer com o substancial aumento previsto da capacidade de produção de energia eléctrica. A importância da instalação de capacidade de armazenamento é explicada sobretudo pelo desfasamento horário que se verifica entre o pico de produção, registado “entre as 11 horas da manhã e as cinco da tarde”, e as horas de maior consumo, geralmente “entre as seis e as nove da noite”. Armazenando o excedente potencialmente produzido, “conseguiremos uma diferença do ponto de vista do custo”, refere Vasco.</p>
<p>“A ideia será manter 80 % da produção eléctrica alocada aos CPE das partes comuns”, passando a ser distribuídos os restantes 20 % da produção de acordo com a permilagem dos condóminos, facto que permitirá descontar directamente na factura energética dos moradores.</p>
<p>Antes ainda de serem instalados sistemas de monitorização da produção – estes, ao dia de hoje, só foram implementados nos equipamentos instalados mais recentemente –, Vasco Pimenta calculava cerca de oito mil euros de poupança anual na factura energética dos quadros afectos às partes comuns do condomínio.</p>
<table class=" aligncenter" style="height: 301px;" width="1089">
<tbody>
<tr>
<td style="width: 1079.73px;">
<p><img decoding="async" class="wp-image-24674 size-medium alignright" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/10/tabela-300x157.jpg" alt="" width="300" height="157" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/10/tabela-300x157.jpg 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/10/tabela-610x319.jpg 610w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/10/tabela.jpg 650w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" />No total, foram já instalados 27,3 kWp através de um investimento de cerca de 30 mil euros. Na próxima fase, a ambição é instalar um potencial que permita chegar a um potencial total de 77 kWp, através de um investimento de cerca de 15 mil euros, que deverá ser comparticipado pelo Fundo Ambiental e que deverá permitir um potencial adicional significativo de cerca de 50 kWp, praticamente triplicando a capacidade actual. Neste momento, o condomínio espera pelo resultado da candidatura à chamada do Fundo Ambiental para avançar com a instalação que possibilitará cobrir com painéis solares fotovoltaicos uma área “muito próxima” da totalidade da cobertura do condomínio dotada de potencial solar.</p>
<p>&nbsp;</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h4> </h4>
<h4><strong>Coopérnico e apoios públicos à criação de CER</strong></h4>
<p>Apesar de estar quase sozinho na promoção da CER, Vasco confessa que não lhe dá muito trabalho e que “agora as pessoas estão mais despertas, já fazem mais perguntas e querem saber [como funciona]”.</p>
<p>No meio de um universo que lhe desperta interesse, mas que não domina, Vasco “tropeçou” na <a href="https://www.coopernico.org/">Coopérnico</a>, uma <a href="https://edificioseenergia.pt/?s=coop%C3%A9rnico">cooperativa de energias renováveis portuguesa</a> que tem sido responsável pela instalação de capacidade produtiva e pela promoção das CER em Portugal.</p>
<p>Vasco tornou-se cooperante e, desde então, tem tirado partido do conhecimento e da disponibilidade dos membros da cooperativa, que se têm revelado fundamentais na <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/1209-nova-base-de-dados-livre-agrega-as-abordagens-legais-de-cada-estado-membro-as-cer/">navegação da legislação</a> e na burocracia associada à produção de energia para autoconsumo, bem como na constituição da CER.</p>
<p>Com a nova legislação em vigor, navega-se em território quase desconhecido e, afirma Vasco, “ninguém sabe muito bem quais é que são os passos. As pessoas vão descobrindo e as próprias entidades públicas não sabem o que fazer. [Há] Entraves do ponto de vista orgânico para os quais eu, enquanto cidadão, não teria tido tempo nem pachorra; não teria conseguido fazer nada disso [sem a ajuda da Coopérnico]”.</p>
<p>O impulso recentemente dado à constituição de CER pode ser apenas o início de um processo de descentralização da produção e de aumento da independência energética por parte dos cidadãos. É nisso que acredita Vasco Pimenta, que considera “um mistério ser tão rara” a constituição de comunidades de energia renovável.</p>
<p>“Faz sentido do ponto de vista da hierarquia das redes e das perdas de energia que se registam na rede distribuição; faz sentido do ponto de vista das pessoas alcançarem um pouco mais de independência financeira; faz sentido do ponto de vista ambiental. Faz sentido de todos os pontos de vista e, portanto, acho que seria óptimo que as pessoas estivessem mais despertas para isto.”</p>
<p style="text-align: center;"><em> Artigo publicado originalmente na edição de <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/nova-edicao-julho-agosto-2023-edificios-os-protagonistas-da-descarbonizacao-das-cidades/">Julho/Agosto de 2023</a> da Edifícios e Energia</em></p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/2010-na-alta-de-lisboa-um-condominio-transforma-se-numa-comunidade-de-energia-renovavel/">Na Alta de Lisboa, um condomínio transforma-se numa comunidade de energia renovável</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
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			</item>
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		<title>ADENE &#124; Autoconsumo e a sua implementação</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/empresas/adene-autoconsumo-e-a-sua-implementacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Paulo Nogueira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 May 2023 08:23:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[ACC]]></category>
		<category><![CDATA[ADENE]]></category>
		<category><![CDATA[autoconsumo]]></category>
		<category><![CDATA[cer]]></category>
		<category><![CDATA[comunidade de energia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com a publicação do Decreto-Lei n.º 15 de 14 de janeiro de 2022, que procede a alterações no sistema elétrico nacional, Portugal afirma-se na Europa como um país que promove a transição energética através da implementação de fontes de origem renovável, ...</p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/empresas/adene-autoconsumo-e-a-sua-implementacao/">ADENE | Autoconsumo e a sua implementação</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Com a publicação do Decreto-Lei n.º 15 de 14 de janeiro de 2022, que procede a alterações no sistema elétrico nacional, Portugal afirma-se na Europa como um país que promove a transição energética através da implementação de fontes de origem renovável, descentralizando e distribuindo a produção de energia elétrica.</p>
<p>Esta descentralização não irá ocorrer unicamente pela instalação de grandes parques de geração de energia e pelo Autoconsumo Individual (ACI), mas também pelo incentivo à implementação de projetos em Autoconsumo Coletivo (ACC) e de Comunidades de Energia Renovável (CER).</p>
<p>De acordo com os dados da Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), as políticas energéticas apresentam resultados positivos nos objetivos definidos no <em>Plano Nacional Energia e Clima 2030</em>, que preveem o alcance de uma quota de 47 % de energias renováveis no consumo final bruto de energia e perspetivam uma potência instalada de 9.0 GW de energia solar fotovoltaica até 2030, destacando a sua importância na disseminação da produção descentralizada de energia. Na tabela 1, é possível consultar a potência instalada através de instalação descentralizada.</p>
<figure id="attachment_22304" aria-describedby="caption-attachment-22304" style="width: 675px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-22304 " src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/05/Tabela-1-Potencia-Instalada-Descentralizada-kW-Fonte-DGEG.png" alt="" width="675" height="156" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/05/Tabela-1-Potencia-Instalada-Descentralizada-kW-Fonte-DGEG.png 1078w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/05/Tabela-1-Potencia-Instalada-Descentralizada-kW-Fonte-DGEG-300x69.png 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/05/Tabela-1-Potencia-Instalada-Descentralizada-kW-Fonte-DGEG-1024x237.png 1024w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/05/Tabela-1-Potencia-Instalada-Descentralizada-kW-Fonte-DGEG-768x177.png 768w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/05/Tabela-1-Potencia-Instalada-Descentralizada-kW-Fonte-DGEG-610x141.png 610w" sizes="(max-width: 675px) 100vw, 675px" /><figcaption id="caption-attachment-22304" class="wp-caption-text"><strong>Tabela 1 &#8211;</strong> Potência Instalada Descentralizada (kW) (Fonte DGEG)</figcaption></figure>
<p><span data-ccp-props="{}"> O tema de ACC e CER é relativamente recente! A primeira legislação data de 2019, pelo que o mercado e os consumidores veem nestes projetos uma oportunidade para novos modelos de negócio. De uma forma resumida, os cidadãos e as empresas dos diferentes setores de atividade podem partilhar entre si a energia produzida em cada Unidade de Produção de Autoconsumo (UPAC), unindo-se para um bem comum, reduzindo a fatura de energia elétrica. E, sempre que possível, podem usufruir de outros serviços a um custo mais vantajoso – carregamento de veículos elétricos, consultoria para apoio a candidaturas, reabilitação de edifícios, entre outros –, promovendo localmente benefícios ambientais, económicos e sociais. </span></p>
<p><span data-ccp-props="{}">Estima-se que, em média, este valor de redução possa rondar os 30 %. Estima-se também que, associando sistemas de gestão inteligente, alteração de comportamentos, bem como introdução de veículos elétricos, no seu todo, se possa gerar uma poupança ainda maior e, em alguns casos, completa independência energética. </span></p>
<p><span data-ccp-props="{}">Deste modo, é possível ao consumidor ter um maior poder de decisão sobre a origem dos seus consumos de energia, seja ao aderir a um regime de ACC ou CER ou até mesmo ao criar o seu próprio ACC ou CER, em conjunto com outros membros. Atualmente, já existem diversas empresas que oferecem este tipo de serviço, com várias possibilidades de financiamento. </span></p>
<p><span data-ccp-props="{}">De forma a dar a conhecer este tema e a desmistificar as dúvidas do mercado, a ADENE e a DGEG elaboraram documentos de apoio para o público em geral: <a href="https://adene-poupa-energia-cdn-prod.s3.amazonaws.com/app/uploads/2023/01/Manual-Digital-Autoconsumo-e-Comunidade-de-Energia-Renovavel-Guia-Legislativo_vs2-1.pdf">Guia Digital</a> / Autoconsumo e Comunidade de Energia Renovável e <a href="https://poupaenergia.pt/energia-verde/">Modelo de Regulamento Interno para ACC</a>. Foi também desenvolvida uma formação em sistemas fotovoltaicos (<a href="https://academia.adene.pt/">Academia ADENE</a>) com introdução ao ACC e à CER e encontra-se em preparação um Guia Prático / Equipamento para autoconsumo até 30 kW, bem como formação dedicada ao ACC e à CER. </span></p>
<p><span data-ccp-props="{}">São várias as iniciativas e atividades a serem desenvolvidas com o objetivo de esclarecer e apoiar os consumidores, mas se necessitar de algum apoio ou esclarecimento sobre o Autoconsumo e a CER contacte-nos através de <a href="mailto:cer@adene.pt">cer@adene.pt</a>.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><em>As opiniões expressas são da responsabilidade dos autores e não reflectem necessariamente as ideias da revista Edifícios e Energia.</em></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><em>ESTE ARTIGO CONTA COM O APOIO DA <a href="https://www.adene.pt/">ADENE</a></em></strong></p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/empresas/adene-autoconsumo-e-a-sua-implementacao/">ADENE | Autoconsumo e a sua implementação</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
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		<item>
		<title>Candidaturas ao apoio ao autoconsumo colectivo e às comunidades de energia têm novo prazo</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/0802-fundo-ambiental-comunidades-energia-renovavel-cer-autoconsumo-colectivo-acc-candidaturas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sónia Sul]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Feb 2023 09:34:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ACC]]></category>
		<category><![CDATA[autoconsumo colectivo]]></category>
		<category><![CDATA[avisos]]></category>
		<category><![CDATA[cer]]></category>
		<category><![CDATA[comunidade de energia]]></category>
		<category><![CDATA[Fundo Ambiental]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Fundo Ambiental estendeu o prazo de candidaturas ao programa de apoio ao autoconsumo colectivo e às comunidades de energia renovável até às 17h59 do dia 17 de Fevereiro. A informação consta da quarta republicação do respectivo aviso.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/0802-fundo-ambiental-comunidades-energia-renovavel-cer-autoconsumo-colectivo-acc-candidaturas/">Candidaturas ao apoio ao autoconsumo colectivo e às comunidades de energia têm novo prazo</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">O </span><a href="https://www.fundoambiental.pt/listagem-noticias/prorrogacao-do-prazo-para-a-submissao-de-candidaturas-do-aviso-cer-para-17-de-fevereiro-de-2023.aspx"><span style="font-weight: 400;">Fundo Ambiental estendeu o prazo</span></a><span style="font-weight: 400;"> de candidaturas ao programa de apoio ao autoconsumo colectivo e às comunidades de energia renovável até às 17h59 do dia 17 de Fevereiro. A informação consta da quarta republicação do respectivo aviso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para apoiar financeiramente a concretização de projectos de autoconsumo colectivo e de comunidades de energia renovável em Portugal Continental, o Fundo Ambiental </span><a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/comunidades-energia-renovavel-30milhoes-prr-2106/"><span style="font-weight: 400;">lançou, em Junho de 2022</span></a><span style="font-weight: 400;">, um programa de apoio com uma dotação de 30 milhões de euros. As candidaturas têm estado a decorrer desde então, sendo que a </span><a href="https://www.fundoambiental.pt/ficheiros/2023/aviso-prr-c13_cer_4-republicacao_31012023-pdf.aspx"><span style="font-weight: 400;">última versão do Aviso</span></a><span style="font-weight: 400;"> veio alterar o prazo limite de 31 de Janeiro para dia 17 de Fevereiro, até às 17h59, ou até a verba esgotar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Recorde-se que o </span><em><a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/0901-fundo-ambiental-adene-sessao-esclarecimento-programa-apoio-aviso-comunidades-energia-renovavel-autoconsumo-colectivo-cer-acc/"><span style="font-weight: 400;">Programa de Apoio</span></a><span style="font-weight: 400;"> à Concretização de Comunidades de Energia Renovável e Autoconsumo Colectiv</span><span style="font-weight: 400;">o</span></em><span style="font-weight: 400;"> destina-se a edifícios da Administração Pública Central, a edifícios residenciais e a edifícios de comércio e serviços, aos quais são atribuídas taxas de comparticipação de até 100 %, 70 % e 50 %, respectivamente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Financiado pelo </span><em><span style="font-weight: 400;">Plano de Recuperação e Resiliência</span></em><span style="font-weight: 400;">, o programa divide os 30 milhões de euros em partes iguais para cada tipologia de edifício. Estabelece ainda limites máximos de incentivo quer por unidade de produção, incluindo armazenamento, quer por ACC e CER, nomeadamente 200 mil euros no primeiro caso e 500 mil no último.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Através deste apoio, o Fundo Ambiental </span><a href="https://www.fundoambiental.pt/apoios-prr/c13-eficiencia-energetica-em-edificios/c13-i01-02-03-apoio-a-concretizacao-de-comunidades-de-energia-renovavel-e-autoconsumo-coletivo.aspx"><span style="font-weight: 400;">pretende alcançar</span></a><span style="font-weight: 400;">, até 2025, três metas para a produção de energia eléctrica a partir de fontes renováveis. São elas 35 MW para os edifícios residenciais, 28 MW para os edifícios da Administração Pública Central, e 30 MW para os edifícios de serviços. Desse modo, tem ainda como objectivo “conduzir, em média, a pelo menos 30 % da redução do consumo de energia primária nos edifícios beneficiados”.</span></p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/0802-fundo-ambiental-comunidades-energia-renovavel-cer-autoconsumo-colectivo-acc-candidaturas/">Candidaturas ao apoio ao autoconsumo colectivo e às comunidades de energia têm novo prazo</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Vanguard Properties e Energia Unida avançam com “maior comunidade energética da Europa” na Comporta</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/vanguard-properties-energia-unida-terras-da-comporta-maior-comunidade-energetica-europa-fotovoltaico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sónia Sul]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Apr 2022 09:25:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[comunidade de energia]]></category>
		<category><![CDATA[Energia Unida]]></category>
		<category><![CDATA[GreenVolt]]></category>
		<category><![CDATA[Terras da Comporta]]></category>
		<category><![CDATA[Vanguard Properties]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As empresas Vanguard Properties e Energia Unida anunciaram, na sexta-feira, uma parceria para criarem em Setúbal, no âmbito do projecto imobiliário Terras da Comporta, a “maior comunidade energética da Europa”. Segundo ...</p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/vanguard-properties-energia-unida-terras-da-comporta-maior-comunidade-energetica-europa-fotovoltaico/">Vanguard Properties e Energia Unida avançam com “maior comunidade energética da Europa” na Comporta</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">As empresas </span><a href="https://www.vangproperties.com/pt/"><span style="font-weight: 400;">Vanguard Properties</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://energiaunida.pt/"><span style="font-weight: 400;">Energia Unida</span></a><span style="font-weight: 400;"> anunciaram, na sexta-feira, uma parceria para criarem em Setúbal, no âmbito do projecto imobiliário Terras da Comporta, a “maior comunidade energética da Europa”. Segundo os promotores, terá 35 mil m² de </span><a href="https://edificioseenergia.pt/?s=pain%C3%A9is+fotovoltaicos"><span style="font-weight: 400;">painéis fotovoltaicos</span></a><span style="font-weight: 400;">, permitindo uma autonomia energética de pelo menos 80 % e uma redução potencial da factura energética de cerca de 40 %.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Estendendo-se por 1376 hectares, em Alcácer do Sal e em Grândola, a nova comunidade de energia renovável e descentralizada irá apostar na instalação de 35 mil m² de painéis fotovoltaicos para assegurar uma produção própria de cerca de 7 MW. Através da optimização da produção e do consumo de energia nesta lógica, as entidades promotoras esperam obter uma autonomia energética de pelo menos 80 % e facilitar aos consumidores uma redução do custo de energia de cerca de 40 %.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Trata-se de um empreendimento de 11 milhões de euros, dos quais sete serão investidos pela </span><a href="https://www.greenvolt.pt/pt/noticia/2022/04/05/greenvolt-lanca-energia-unida-para-criar-comunidades-de-energia-limpa-e-mais-barata"><span style="font-weight: 400;">Energia Unida, empresa lançada recentemente</span></a><span style="font-weight: 400;"> pela </span><a href="https://www.greenvolt.pt/"><span style="font-weight: 400;">GreenVolt</span></a><span style="font-weight: 400;"> com o objectivo de dinamizar, num processo “chave-na-mão”, a criação de </span><a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/comunidades-energia-0102/"><span style="font-weight: 400;">comunidades de energia</span></a><span style="font-weight: 400;"> baseadas em painéis fotovoltaicos. Já os restantes quatro milhões de euros serão aplicados pela Vanguard Properties em estruturas de </span><em><span style="font-weight: 400;">car park</span></em><span style="font-weight: 400;">, sobre os quais serão instalados os painéis. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Subjacente a esta iniciativa encontra-se o projecto imobiliário Terras da Comporta, da Vanguard Properties. Englobando a construção de mil casas, cinco hotéis, três hotéis-apartamentos e várias instalações comerciais, culturais e desportivas em dois loteamentos localizados nos municípios setubalenses, o Terras da Comporta apoia-se numa equipa de consultadoria coordenada pela </span><a href="https://www.greenlab.com.pt/"><span style="font-weight: 400;">GreenLab</span></a><span style="font-weight: 400;"> para definição de requisitos ambientais, sociais e económicos a aplicar a todo o ciclo de vida do projecto. A parceria com a Energia Unida para a criação da “maior comunidade energética da Europa” surge, assim, com o objectivo de tornar o Terras da Comporta numa “referência não apenas a nível nacional, mas também internacional”, refere o CEO da Vanguard Properties, José Cardoso Botelho.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><b>Ambição </b><em><b>net zero</b></em></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesta comunidade de energia, onde todos os edifícios do Terras da Comporta estarão interligados, a ambição é de que todos os edifícios construídos sejam </span><a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/ashrae-investe-20-milhoes-de-dolares-para-renovar-sede-e-torna-la-net-zero-energy/"><span style="font-weight: 400;">neutros em emissões de carbono</span></a><span style="font-weight: 400;">. Para isso, além da integração de fotovoltaicos em todas as casas, unidades hoteleiras ou espaços comerciais, as casas terão uma “estrutura em madeira, que tem uma pegada de carbono negativa, contrariamente ao cimento”. O responsável da Vanguard Properties acrescenta, em comunicado, que só as mil casas, com uma potência instalada de 2 MW, irão evitar “entre 512 toneladas a 600 toneladas de gases de efeito de estufa actualmente”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já o CEO da Energia Unida, que já acordou a criação de outras comunidades de energia, salienta que o desenvolvimento desta iniciativa com “impacto ambiental, económico e social” tem mais do que um objectivo </span><em><span style="font-weight: 400;">net zero</span></em><span style="font-weight: 400;">. José Queirós de Almeida diz que o objectivo desta “maior comunidade energética da Europa” é “assegurar uma </span><a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/atelier-bep-2812/"><span style="font-weight: 400;">abordagem </span><em><span style="font-weight: 400;">net positive</span></em></a><span style="font-weight: 400;"> que </span><a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/comunidades-energia-renovavel-2010/"><span style="font-weight: 400;">chegue a todos</span></a><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
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