Organizações denunciam falhas graves nos apoios públicos para combater a pobreza energética 

Entre 1,8 e 3 milhões de pessoas vivem em situação de pobreza energética em Portugal, com mais de 600 mil em privação severa, enquanto programas como Edifícios Mais Sustentáveis, Vale Eficiência e E-Lar enfrentam críticas por burocracia, atrasos e exclusão dos mais vulneráveis. Um conjunto de organizações e investigadores exige reformas urgentes para garantir uma transição energética justa e eficaz. 

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Pagamentos do Programa Edifícios Mais Sustentáveis já arrancaram

Depois de um longo período de espera e de prazos não cumpridos, os candidatos ao Programa Edifícios Mais Sustentáveis começam agora a receber o reembolso dos seus investimentos em melhorias na eficiência energética das suas casas. O mesmo acontece com os beneficiários do Programa Vale Eficiência II. 

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Pobreza energética: o que se sabe sobre o plano de acção da ELPPE?

A aprovação da Estratégia Nacional de Longo Prazo para o Combate à Pobreza Energética 2023-2050 (ELPPE) foi publicada em Diário da República em Janeiro. As medidas práticas a aplicar estarão plasmadas num Plano de Acção para 2030. Uma das principais preocupações é saber que novos apoios haverá para além do programa Vale Eficiência ou da Tarifa Social de Energia.

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Um em cada cinco portugueses vive em pobreza energética e nem sempre os apoios chegam às famílias mais vulneráveis

Em Portugal, uma em cada cinco pessoas não consegue pagar a energia necessária para satisfazer as necessidades em sua casa. A ineficiência do parque habitacional, os obstáculos no acesso aos apoios públicos e a dificuldade em chegar às famílias mais vulneráveis continuam a dificultar o combate à pobreza energética, alertam a DECO e os investigadores do CENSE, da NOVA FCT. Os especialistas, ouvidos pela Edifícios e Energia, defendem respostas que vão além do apoio às despesas e passam pela reabilitação energética das habitações. 

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