“Queremos contribuir para um mercado da instalação fácil, rápida e segura”

Foi na cidade espanhola de Córdova que ficámos a conhecer a história da Conex Bänninger. A marca, que hoje pertence ao IBP Group, celebra 110 anos a fabricar juntas e conexões em cobre e está disposta a entrar em força no mercado do ar condicionado e refrigeração português com uma solução que quer optimizar a instalação, tornando-a “previsível”.*

Entre as muralhas de Córdova, a herança islâmica de outros séculos integra-se hoje na perfeição com o legado católico mais recente. Património Mundial da Humanidade da UNESCO desde 1984, a monumentalidade e arquitectura cordoveses dizem-nos que esta não precisava do título para estar entre as mais bonitas da Península Ibérica. Actualmente, o turismo é a principal indústria da cidade, mas há espaço para outras. Beneficiando de uma localização estratégica, dada a proximidade das minas de cobre, Córdova é também a “casa” em território espanhol da Conex Bänninger, fabricante de juntas, conexões e outros acessórios para tubagens em cobre. A marca faz hoje parte do IBP Group, mas há muito mais para contar na sua história, que chegou, em 2019, ao marco dos 110 anos. Para assinalar a ocasião, a empresa convidou jornalistas de todo o mundo a visitar a fábrica da Conex Bänninger na cidade espanhola e partilhou experiências e conhecimento de mais de um século de vida, que começou na Alemanha, com o seu fundador, Carl Bänninger, de origem suíça. Mais tarde, em 1994, a fusão com a inglesa Conex, debaixo da chancela do IBP Group, abriu o caminho para uma nova etapa, com uma fase menos positiva durante a qual a marca esteve nas mãos de um fundo de venture capital e que viria a culminar na sua aquisição, em 2011, pelo IDD Group. Desde aí e com um forte investimento deste novo “dono”, a “empresa mudou drasticamente”, com uma nova dinâmica e aposta na inovação, revelou o actual CEO do IBP Group, Mano Bakhtiari.

Em 1975, a fábrica em Espanha empregava 15 trabalhadores e a tinha uma capacidade de produção de 600 mil peças no primeiro ano. Hoje, cerca de 240 colaboradores asseguram que saem dali, por ano, 250 milhões de peças, numa unidade fabril que está 85 % automatizada e que dispõe da maior prensadora do mundo, a T-Press – um equipamento que alcança pressões superiores a 2500 bar, recorrendo a uma emulsão de água e azeite. Das peças que saem de Córdova para cada um dos mercados de exportação, há ainda a necessidade de corresponder às exigências nacionais, prevendo-se certificações de qualidade em conformidade.

Com uma gama vasta de soluções, no que se refere ao ar condicionado e refrigeração, a grande aposta da Conex Banninger é o >B< MaxiPro, um sistema prensado para tubos de cobre que incide em três pontos específicos, concedendo uma união mais robusta das juntas de cobre. Capaz de suportar pressões de 48 bar e temperaturas entre os 40 ºC negativos e os 121 ºC, a empresa acredita que este é um sistema capaz “de revolucionar” o sector, permitindo poupanças ao nível do tempo de instalação entre os 5 e os 25 %, consoante o tamanho da instalação. Para os especialistas da Conex Bänninger, o “grande potencial” deste produto está no segmento VRF, inclusivamente um dos projectos de referência que contam já com o >B< MaxiPro é um armazém em Burgess Hill, no Reino Unido, no qual foram substituídos mais de 390 metros de tubos dos sistemas VRV Daikin com recuperação de calor em apenas dois dias. Outras gamas de produtos Conex Bänninger podem ser encontrados em obras de referência, tais como o estádio Wanda Metropolitano, casa do Atlético de Madrid, ou o edifício Turning Turso, em Malmö, Suécia.

 

No mercado português, o próximo desafio da marca será, exactamente, o de lançar o >B< MaxiPro, seguindo-se um período de formação. “É um produto que interessa dar a conhecer e interessa ao instalador porque é seguro e rápido. No mercado nacional e internacional, não há nenhum produto deste tipo”, explica Nuno Alves Moreira, Business Unit Director em Portugal. “Ao nível de segurança, é o melhor porque não usa gases, nem chama”, argumenta.

A par das formações que se prevêem para o mercado português, numa lógica mais global, a marca lançou, também em Maio deste ano, um módulo de e-learning para a utilização do >B< MaxiPro, destinado aos profissionais dos sectores do ar condicionado e refrigeração. Numa primeira fase, o portal está disponível para os mercados britânico e norte-americano, esperando-se que chegue a outros países em breve.

Ao longo dos seus 110 anos, mais de 22 mil milhões de peças foram “cunhadas” com o selo da Conex Bänninger. Actualmente, o volume de negócios da marca está na ordem dos 150 milhões de euros, sendo que 5 % é investido na produção, sempre com as responsabilidades ambientais em mente, garantem os dirigentes.

Mas nem só de passado e presente se falou e as intenções para o futuro foram também anunciadas por Bakhtiari: “[Temos] Novidades que permitem facilitar a vida ao instalador e melhorar o payback porque tornam tudo mais previsível”, afirmou o dirigente. Nos anos que se seguem, aumentar a sensibilização é o principal desafio, nomeadamente no que se refere à mudança – “os erros de instalação levam as pessoas a fazer de forma tradicional, mas a brasagem não é previsível, e o sistema de prensagem é. Torna o trabalho mais previsível e é possível atribuir-lhe um preço. Fazer uniões bem feitas significa que todos na cadeia são bem sucedidos”, referiu.

 

*A jornalista viajou a convite da Conex Bänninger/IBPGroup

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