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	<title>Arquivo de resíduos - Edificios e Energia</title>
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	<description>A Revista especializada de referência nos sectores de AVAC, eficiência energética, materiais de construção e edifícios.</description>
	<lastBuildDate>Thu, 07 Aug 2025 09:00:28 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivo de resíduos - Edificios e Energia</title>
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		<title>UE prepara nova Lei da Economia Circular com impacto nos materiais de construção</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/ue-prepara-nova-lei-da-economia-circular-com-impacto-nos-materiais-de-construcao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Edifícios e Energia]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Aug 2025 09:00:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[economia circular]]></category>
		<category><![CDATA[edifícios]]></category>
		<category><![CDATA[Lei da Economia Circular]]></category>
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		<category><![CDATA[sector da construção]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Comissão Europeia lançou recentemente uma consulta pública e um convite à apresentação de informações para a elaboração da futura Lei da Economia Circular, um instrumento legislativo entendido como crucial para acelerar a transição da União Europeia rumo a uma economia mais circular, resiliente e descarbonizada.  </p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/ue-prepara-nova-lei-da-economia-circular-com-impacto-nos-materiais-de-construcao/">UE prepara nova Lei da Economia Circular com impacto nos materiais de construção</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A Comissão Europeia lançou recentemente uma consulta pública e um convite à apresentação de informações para a elaboração da futura Lei da Economia Circular, um instrumento legislativo entendido como crucial para acelerar a transição da União Europeia rumo a uma economia mais circular, resiliente e descarbonizada.  </strong></p>
<p><span data-contrast="auto">O foco central da proposta é a valorização de matérias-primas secundárias, como materiais reciclados de alta qualidade — um tema particularmente relevante para o sector da construção. Com adopção prevista para 2026, esta nova legislação pretende criar “um mercado único para matérias-primas secundárias, aumentar a oferta de materiais reciclados de alta qualidade e estimular a procura por esses materiais na União Europeia”, refere a Comissão Europeia.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A futura lei surge num momento em que o sector da construção enfrenta uma pressão crescente para reduzir a sua pegada ambiental, melhorar a eficiência dos recursos e adoptar práticas sustentáveis, como a reutilização de resíduos de demolição e a incorporação de materiais reciclados em novas obras.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Ao alinhar-se com outras iniciativas já em curso, como por exemplo o Regulamento de Conceção Ecológica de Produtos Sustentáveis e o Plano de Acção para o Aço e os Metais, prevê-se que a Lei da Economia Circular dê um maior estímulo económico à utilização de produtos reciclados, inclusivamente no sector da construção.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A proposta da Lei da Economia Circular segue as recomendações dos relatórios Letta e Draghi, a Declaração de Antuérpia da indústria europeia, a Declaração de Budapeste do Conselho Europeu e pareceres do Parlamento Europeu.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A Comissão Europeia convida todas as partes interessadas a participarem na consulta pública até 6 de Novembro de 2025, através deste </span><a href="https://ec.europa.eu/info/law/better-regulation/have-your-say/initiatives/14812-Circular-Economy-Act_en" target="_blank" rel="noopener"><span data-contrast="none">portal</span></a><span data-contrast="auto"> da Comissão Europeia.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Esta consulta permitirá recolher contributos técnicos, económicos e ambientais para apoiar a avaliação de impacto e garantir que a futura legislação seja eficaz e apoiada pelos sectores envolvidos.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p>Fotografia de destaque: © Freepik</p>
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		<title>ISQ integra projecto de aço “verde” produzido com hidrogénio</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/isq-integra-projecto-de-aco-verde-produzido-com-hidrogenio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Edifícios e Energia]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Apr 2025 08:00:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[aço]]></category>
		<category><![CDATA[circularidade]]></category>
		<category><![CDATA[descarbonização]]></category>
		<category><![CDATA[economia circular]]></category>
		<category><![CDATA[indústria]]></category>
		<category><![CDATA[ISQ]]></category>
		<category><![CDATA[resíduos]]></category>
		<category><![CDATA[TransZeroWaste]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A iniciativa europeia TransZeroWaste visa conceber soluções circulares para a indústria do aço. O ISQ - Centro de Interface Tecnológico faz parte do projecto e será responsável pela avaliação económica e ambiental das novas tecnologias, bem como pelo aconselhamento quanto a indicadores de circularidade. </p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A iniciativa europeia TransZeroWaste visa conceber soluções circulares para a indústria do aço. O ISQ &#8211; Centro de Interface Tecnológico faz parte do projecto e será responsável pela avaliação económica e ambiental das novas tecnologias, bem como pelo aconselhamento quanto a indicadores de circularidade. </strong></p>
<p><span data-contrast="auto">A indústria do aço quer transitar de métodos produtivos tradicionais, baseados em combustíveis fósseis, para métodos mais sustentáveis e de baixo teor em carbono. O TransZeroWaste propõe a criação de novas rotas de reciclagem que permitam a utilização eficaz dos resíduos gerados nas instalações industriais de produção de aço, como calamina, resíduos oleosos e minérios de qualidade inferior, auxiliando na continuidade do abastecimento de matérias-primas e contribuindo para uma economia circular.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:0,&quot;335551620&quot;:0,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Em comunicado, Marco Estrela, responsável de Investigação e Desenvolvimento do ISQ, explicou que esta iniciativa “centra-se no desenvolvimento e implementação de tecnologias inovadoras para a reciclagem de resíduos, subprodutos e minérios de baixa qualidade, que se tornam cada vez mais relevantes face à crescente transição para o aço ‘verde’ produzido com hidrogénio”. </span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:0,&quot;335551620&quot;:0,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A abordagem integrada do projecto visa não só a melhoria dos processos técnicos, como também a avaliação dos seus impactes ambientais e económicos, através de análises e ferramentas digitais de suporte à decisão. Neste contexto, “o ISQ estará encarregue da definição de um conjunto de indicadores de circularidade, que permitem medir o desempenho dos produtores na gestão dos fluxos de materiais, promovendo uma utilização mais eficiente e sustentável dos recursos, bem como pela realização da análise de Custo de Ciclo de Vida (CCV), que avalia os custos ao longo de todo o ciclo de vida dos processos desenvolvidos, oferecendo uma visão integrada dos benefícios económicos e dos desafios associados à transição para estes processos industriais mais limpos”, acrescentou Marco Estrela.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:0,&quot;335551620&quot;:0,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Adicionalmente, o ISQ está encarregue da investigação dos diferentes cenários de transição para dois casos de estudo de implementação industrial, na Alemanha (Dillinger Hüttenwerke) e em Espanha (Celsa Barcelona), simulando a alteração dos fluxos de massa com a introdução de novos processos de peletização (a frio e a quente), briquetagem e redução directa, vistos pela entidade como essenciais para a adaptação às exigências da produção de aço “verde”. Está ainda responsável pela elaboração de modelos de negócio sustentáveis para a comercialização e a exploração dos resultados do projecto. “Este contributo é essencial para que as inovações desenvolvidas possam ser rapidamente adoptadas pelo sector, promovendo um impacto significativo na competitividade e na sustentabilidade da indústria do aço em toda a Europa”, refere o comunicado.</span></p>
<p>Fotografia de destaque: © Unsplash</p>
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		<title>Emissões do sector da construção pararam de crescer pela primeira vez desde 2020, conclui a ONU</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/emissoes-do-sector-da-construcao-pararam-de-crescer-pela-primeira-vez-desde-2020-conclui-a-onu/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Edifícios e Energia]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Mar 2025 08:00:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[construção]]></category>
		<category><![CDATA[edifícios]]></category>
		<category><![CDATA[eficiência energética]]></category>
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		<category><![CDATA[resíduos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Relatório sobre a Situação Global dos Edifícios e da Construção 2024/2025 destaca os progressos alcançados em relação aos objectivos climáticos globais e apela a uma maior ambição em seis áreas, incluindo os códigos de energia para edifícios, as energias renováveis e o financiamento. </p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e a Aliança Global para Edifícios e Construção (GlobalABC) publicaram esta semana o relatório que, ano após anos, analisa o panorama do sector dos edifícios e da construção. O <em><a href="https://wedocs.unep.org/handle/20.500.11822/47214" target="_blank" rel="noopener">Relatório sobre a Situação Global dos Edifícios e da Construção 2024/2025</a></em> destaca os progressos alcançados em relação aos objectivos climáticos globais e apela a uma maior ambição em seis áreas, incluindo os códigos de energia para edifícios, as energias renováveis e o financiamento. </strong></p>
<p><span data-contrast="auto">Analisando a década desde a assinatura do Acordo de Paris em 2015, o relatório conclui que 2023 foi o primeiro ano em que o crescimento contínuo da construção de edifícios foi dissociado das emissões de gases com efeito de estufa associadas ao sector, que já se encontravam estáveis. </span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">O documento conclui que, embora um número crescente de países esteja a trabalhar para descarbonizar os edifícios, “a lentidão dos progressos e do financiamento põe em risco os objectivos climáticos globais”. Citada em comunicado, Inger Andersen, directora executiva do PNUMA, considera que “a boa notícia é que as acções governamentais estão a resultar. Mas temos de fazer mais e mais depressa. Encorajo todos os países a incluírem planos para reduzir rapidamente as emissões dos edifícios e da construção nas suas novas Contribuições Nacionalmente Determinadas (contribuição a que cada país se propõe para baixar as emissões de gases com efeito de estufa, decorrente do Acordo de Paris)”.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Ao adoptar a obrigatoriedade de códigos de energia para a construção alinhados com a meta de emissões líquidas zero, padrões de desempenho obrigatórios e o potenciar dos investimentos em eficiência energética, a intensidade energética do sector foi reduzida em quase 10 %, enquanto a participação das energias renováveis na procura final de energia aumentou em quase 5 %. </span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">As práticas de construção circular, os arrendamentos ecológicos, a adaptação dos edifícios existentes com eficiência energética e a prioridade à utilização de materiais com baixo teor de carbono são vistas como medidas adicionais que podem reduzir ainda mais o consumo de energia, melhorar a gestão dos resíduos e reduzir as emissões em geral.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Apesar dos progressos assinalados no relatório, é reforçada a ideia de que “o sector da construção continua a ser um dos principais motores da crise climática, consumindo 32 % da energia global e contribuindo para 34 % das emissões globais de CO2”. Para além disso, é uma área que depende de materiais como o cimento e o aço, “responsáveis por 18 % das emissões globais e constituem uma importante fonte de resíduos de construção”.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">O relatório da ONU lança um desafio aos principais países emissores de carbono para que adoptem códigos energéticos de construção sem emissões de carbono até 2028, aos quais se seguirão todos os outros países, o mais tardar, em 2035. “Os códigos de construção e a integração dos planos de reforma dos códigos de construção na apresentação em curso das Contribuições Nacionalmente Determinadas são fundamentais para cumprir o compromisso global da COP28 em matéria de energias renováveis e eficiência energética”, lê-se no documento.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">É referido ainda que todos os governos, instituições financeiras e empresas devem trabalhar em conjunto para duplicar o investimento global na eficiência energética dos edifícios de 270 mil milhões de dólares para 522 mil milhões de dólares até 2030. A adopção do princípio da responsabilidade alargada do produtor e de práticas de economia circular &#8211; incluindo o prolongamento da vida útil dos edifícios, a melhoria da eficiência e reutilização dos materiais, a reciclagem e a gestão de resíduos &#8211; são “fundamentais para ajudar a colmatar as lacunas de financiamento, enquanto os programas de desenvolvimento da mão de obra são essenciais para colmatar as lacunas de competências no sector”.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p>Fotografia de destaque: © Unsplash</p>
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		<item>
		<title>Investigação recorre à inteligência artificial para reduzir os resíduos do sector da construção</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/investigacao-recorre-a-inteligencia-artificial-para-reduzir-os-residuos-do-sector-da-construcao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Edifícios e Energia]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Mar 2025 08:00:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[construção]]></category>
		<category><![CDATA[edifícios]]></category>
		<category><![CDATA[inteligência artificial]]></category>
		<category><![CDATA[renovação]]></category>
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		<category><![CDATA[união europeia]]></category>
		<category><![CDATA[Universidade de Northumbria]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Universidade de Northumbria, no Reino Unido, está a liderar uma investigação pioneira para tornar o sector da construção mais sustentável. A inteligência artificial (IA) e estratégias inovadoras de gestão de resíduos fazem parte da equação.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/investigacao-recorre-a-inteligencia-artificial-para-reduzir-os-residuos-do-sector-da-construcao/">Investigação recorre à inteligência artificial para reduzir os resíduos do sector da construção</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A Universidade de Northumbria, no Reino Unido, está a liderar uma investigação pioneira para tornar o sector da construção mais sustentável. A inteligência artificial (IA) e estratégias inovadoras de gestão de resíduos fazem parte da equação. </strong></p>
<p><span data-contrast="auto">No Reino Unido, os resíduos de construção, demolição e escavação são responsáveis por 62 % do total de resíduos do país, o equivalente a 137,8 milhões de toneladas, segundo dados da Universidade de Northumbria. Em toda a União Europeia (UE), os resíduos de construção e demolição são o maior fluxo de resíduos, totalizando 374 milhões de toneladas. </span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Em comunicado, a instituição de ensino salienta que, “apesar das elevadas taxas de recuperação, grande parte destes resíduos é depositada em aterros ou reutilizada em aplicações de baixa qualidade, o que sublinha a necessidade de uma reciclagem e utilização de recursos mais eficazes”.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A investigação da universidade britânica obteve um financiamento de 250 mil libras (perto de 300 mil euros) através da iniciativa Horizonte Europa Marie Sklodowska-Curie (MSCA), um fundo para projectos de pesquisa e inovação da Comissão Europeia. Melhorar a eficiência da reciclagem de resíduos, reduzir a dependência dos aterros e promover os princípios da economia circular no Reino Unido são os principais objectivos da investigação.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">No âmbito do projecto, serão desenvolvidos sistemas avançados de apoio à decisão baseados em inteligência artificial para ajudar os gestores de construções a identificar os pontos críticos de geração de resíduos, a implementar estratégias de tratamento eficazes e a avaliar a sustentabilidade dos projectos através de novos indicadores-chave de desempenho. Estes indicadores irão medir a eficiência no gerenciamento de resíduos, a utilização de recursos e a adesão a práticas sustentáveis.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Citado em comunicado, Pablo Martinez Rodriguez, do Departamento de Arquitectura e Ambiente Construído na Universidade de Northumbria, salientou a importância do projecto: “A construção sustentável é essencial para enfrentar os desafios ambientais globais. Esta investigação aproveita a IA para rastrear com precisão a produção de resíduos, optimizar a utilização de recursos e fornecer aos gestores de construção informações em tempo real e baseadas em dados para melhorar a eficiência da gestão de resíduos”.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Para além dos avanços tecnológicos, a investigação pretende estabelecer as melhores práticas e orientações para o sector industrial e estruturas políticas para facilitar a adopção de métodos de construção sustentáveis. A Universidade de Northumbria garante que será dada grande ênfase à reutilização de materiais e à conceção de edifícios que possam ser desmontados e remontados.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:1,&quot;335551620&quot;:1,&quot;335559685&quot;:0,&quot;335559737&quot;:0,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:279}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">“Ao promover os princípios da economia circular, o nosso objectivo é catalisar uma mudança global para práticas de construção sustentáveis. Esta investigação não só beneficiará o Reino Unido e a UE, como também estabelecerá uma referência para a construção responsável a nível mundial”, acrescentou Pablo Martinez Rodriguez.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Os resultados e as recomendações do estudo serão partilhados com os decisores políticos, os líderes do sector e os defensores da sustentabilidade, no sentido de “promover uma mudança significativa na gestão dos resíduos da construção”.</span></p>
<p>Fotografia de destaque: © Getty Images</p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/investigacao-recorre-a-inteligencia-artificial-para-reduzir-os-residuos-do-sector-da-construcao/">Investigação recorre à inteligência artificial para reduzir os resíduos do sector da construção</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Centro Comum de Investigação foca atenções na circularidade das tecnologias de energia limpa</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/centro-comum-de-investigacao-foca-atencoes-na-circularidade-das-tecnologias-de-energia-limpa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Edifícios e Energia]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Jan 2025 08:00:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[CCI]]></category>
		<category><![CDATA[economia circular]]></category>
		<category><![CDATA[emissões de GEE]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O estudo Circular Economy Strategies for the EU's Renewable Electricity (Estratégias de Economia Circular para a Electricidade Renovável na UE) do Centro Comum de Investigação da Comissão Europeia (CCI) oferece uma nova perspectiva e novos dados sobre os fluxos de resíduos que resultam da transição energética na União Europeia (UE).</p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/centro-comum-de-investigacao-foca-atencoes-na-circularidade-das-tecnologias-de-energia-limpa/">Centro Comum de Investigação foca atenções na circularidade das tecnologias de energia limpa</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>O estudo <em>Circular Economy Strategies for the EU&#8217;s Renewable Electricity</em> (Estratégias de Economia Circular para a Electricidade Renovável na UE) do Centro Comum de Investigação da Comissão Europeia (CCI) oferece uma nova perspectiva e novos dados sobre os fluxos de resíduos que resultam da transição energética na União Europeia (UE). </strong></p>
<p><span data-contrast="auto">A transição para a electricidade renovável levada a cabo pela União Europeia tem criado diversos fluxos de resíduos de materiais recicláveis. Aço, cobre, alumínio, betão, fibra de vidro e vidro são alguns exemplos. De acordo com o CCI, “os futuros volumes de resíduos provenientes da produção de electricidade solar e eólica na UE são complexos e serão produzidos em quantidades muito maiores e a ritmos diferentes dos anteriormente estimados”.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">É referido que, desde 2019, o mercado solar da UE tem crescido a um “ritmo exponencial” que ultrapassou todas as projecções anteriores. Uma rápida implementação da energia fotovoltaica irá traduzir-se numa quantidade significativa de resíduos. O documento estima que a UE-27 irá acumular entre 6 e 13 milhões de toneladas de resíduos fotovoltaicos até 2040 e entre 21 e 35 milhões de toneladas até 2050, caso a reciclagem não seja implementada numa fase anterior.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Neste contexto, “é necessária uma análise pormenorizada das quantidades de resíduos previstas para planear a gestão dos resíduos fotovoltaicos”, assinala o CCI. Se os componentes dos painéis fotovoltaicos existentes forem devidamente tratados e reciclados, estes sistemas contêm “materiais suficientes para satisfazer as necessidades de abastecimento da indústria de produção fotovoltaica da UE”. A prata é dada como exemplo: “Materiais-chave como a prata que existe nos painéis fotovoltaicos, se recolhidos e reciclados adequadamente, poderiam satisfazer a nova procura de fabrico fotovoltaico se fossem produzidos na UE”.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A reutilização também pode ser promovida para satisfazer a crescente procura. O CCI refere que a renovação e/ou reutilização de painéis fotovoltaicos usados em funcionamento ainda não dispõe de regulamentação e não é particularmente rentável devido ao </span><em>design</em><span data-contrast="auto"> dos módulos, algo que não facilita a reparação, e que esta lacuna regulamentar requer atenção a curto prazo.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559685&quot;:0,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Aos decisores políticos, o relatório oferece dados que podem ser úteis e estratégias políticas viáveis a ter em conta aquando da elaboração de regulamentação e orçamentos futuros. Para além da energia fotovoltaica, o documento olha também para os resíduos gerados pela energia eólica e pelo desmantelamento de centrais energéticas alimentadas a combustíveis fósseis. Os principais temas políticos comuns a todos os sectores são a harmonização da legislação relativa à gestão de resíduos, a análise das opções de reutilização e a promoção da reciclagem. </span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Por último, o relatório sublinha a importância das políticas de resíduos e do incentivo aos mercados de materiais secundários para acompanharem os níveis de materiais recicláveis úteis e valiosos que estão presentes nos fluxos de resíduos emergentes.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">O documento pode ser consultado na íntegra </span><a href="https://publications.jrc.ec.europa.eu/repository/handle/JRC138570" target="_blank" rel="noopener"><span data-contrast="none">aqui</span></a><span data-contrast="auto">.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p>Fotografia de destaque: © Shutterstock</p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/centro-comum-de-investigacao-foca-atencoes-na-circularidade-das-tecnologias-de-energia-limpa/">Centro Comum de Investigação foca atenções na circularidade das tecnologias de energia limpa</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
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		<title>Projecto DISCOVER: a tecnologia em prol de um sector da construção mais circular</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/projecto-discover-a-tecnologia-em-prol-de-um-sector-da-construcao-mais-circular/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Edifícios e Energia]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Dec 2024 08:00:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[BIM]]></category>
		<category><![CDATA[construção]]></category>
		<category><![CDATA[demolição]]></category>
		<category><![CDATA[descarbonização]]></category>
		<category><![CDATA[DISCOVER]]></category>
		<category><![CDATA[GEE]]></category>
		<category><![CDATA[inteligência artificial]]></category>
		<category><![CDATA[resíduos]]></category>
		<category><![CDATA[UPC]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Universidade Politécnica da Catalunha (UPC) lidera o projecto europeu DISCOVER, uma iniciativa inovadora para reduzir os resíduos de construção e demolição através de tecnologias de inteligência artificial, robótica avançada e Building Information Modeling (BIM). Com o objectivo de tornar o sector da construção mais sustentável e eficiente, o projecto está empenhado na reutilização de materiais e na redução das emissões de gases com efeito de estufa.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A Universidade Politécnica da Catalunha (UPC) lidera o projecto europeu DISCOVER, uma iniciativa inovadora para reduzir os resíduos de construção e demolição através de tecnologias de inteligência artificial, robótica avançada e <em>Building Information Modeling </em>(BIM). Com o objectivo de tornar o sector da construção mais sustentável e eficiente, o projecto está empenhado na reutilização de materiais e na redução das emissões de gases com efeito de estufa.</strong><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">O sector da construção é um dos maiores consumidores de recursos e um dos principais geradores de resíduos a nível mundial. É também responsável por cerca de 40 % das emissões globais de gases com efeito de estufa. Este sector carece ainda de processos eficientes para a identificação, reutilização e reciclagem de materiais, especialmente durante os processos de demolição. É neste contexto que surge o DISCOVER, um projecto que visa desenvolver uma solução abrangente para resolver os problemas de resíduos e emissões do sector da construção. A combinação de ferramentas e tecnologias foi a chave encontrada para gerir os materiais de construção de uma forma eficiente, sustentável e circular.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">“Esta situação [do sector da construção] resultou numa gestão fragmentada que não explora o potencial das tecnologias emergentes. Actualmente, o processo de demolição gera frequentemente grandes quantidades de resíduos e as opções de reciclagem ou reutilização são limitadas”, pode ler-se num comunicado de imprensa do DISCOVER.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">O projecto está assente em três pilares. O primeiro é a análise de dados em tempo real: com tecnologias avançadas de robótica, sensores e inteligência artificial, os materiais e componentes das construções existentes serão identificados e analisados de forma contínua. Serão desenvolvidos sistemas robóticos autónomos para a captação e análise de dados e implementados algoritmos de inteligência artificial para classificar e quantificar os materiais de construção.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">O segundo pilar do projecto será a optimização dos processos de demolição com protocolos baseados em BIM. Através do uso desta ferramenta, o sistema permitirá a medição e gestão de materiais, a optimização dos processos de demolição e a recuperação de materiais para minimizar os custos e os impactes ambientais. Esta tecnologia facilita a identificação dos materiais que podem ser recuperados e reutilizados, assim como a forma de o fazer da maneira mais eficiente possível.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559685&quot;:0}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">O terceiro e último pilar prende-se com a criação de uma base de dados de materiais secundários, para fornecer rastreabilidade e acessibilidade aos materiais recuperados, promovendo a sua reutilização e reciclagem em novos projectos.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559685&quot;:0}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Alba Pérez Gracia, líder do projecto e investigadora do Departamento de Engenharia Mecânica da UPC, afirma que este projecto visa “contribuir para a incorporação de tecnologias digitais, automatização e robótica no sector da construção”, acrescentando que o projecto quer “ajudar a criar uma demolição de precisão baseada no acesso à informação por parte de todos os intervenientes, melhorando a eficiência dos processos e a recuperação e reutilização de materiais”.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Financiado pelo programa Horizonte Europa, o DISCOVER tem uma duração de quatro anos e um orçamento total de quase 6 milhões de euros. O projecto conta ainda com a participação de um consórcio de 14 parceiros de oito países europeus.</span></p>
<p>Fotografia de destaque: © Unsplash</p>
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		<title>Smart Waste Portugal debate circularidade nas cidades e indústrias em Serralves</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/smart-waste-portugal-debate-circularidade-nas-cidades-e-industrias-em-serralves/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Edifícios e Energia]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 Nov 2024 08:15:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Associação Smart Waste Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[cidades]]></category>
		<category><![CDATA[circularidade]]></category>
		<category><![CDATA[descarbonização]]></category>
		<category><![CDATA[economia circular]]></category>
		<category><![CDATA[epbd]]></category>
		<category><![CDATA[indústria]]></category>
		<category><![CDATA[regeneração]]></category>
		<category><![CDATA[resíduos]]></category>
		<category><![CDATA[Serralves]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No dia 26 de Novembro irá realizar-se a Conferência ASWP/Serralves 2024 “Regenerar o Futuro: Estratégias para Cidades e Indústrias Circulares”. Entre as 14h00 e as 18h30, o Auditório do Museu de Serralves, no Porto, será o palco do evento organizado pela Associação Smart Waste Portugal (ASWP), em parceria com a Fundação de Serralves (FS), e onde será debatido o caminho para cidades e indústrias descarbonizadas e mais circulares até 2050. ...</p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/smart-waste-portugal-debate-circularidade-nas-cidades-e-industrias-em-serralves/">Smart Waste Portugal debate circularidade nas cidades e indústrias em Serralves</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>No dia 26 de Novembro irá realizar-se a Conferência ASWP/Serralves 2024 “Regenerar o Futuro: Estratégias para Cidades e Indústrias Circulares”. Entre as 14h00 e as 18h30, o Auditório do Museu de Serralves, no Porto, será o palco do evento organizado pela Associação Smart Waste Portugal (ASWP), em parceria com a Fundação de Serralves (FS), e onde será debatido o caminho para cidades e indústrias descarbonizadas e mais circulares até 2050. </strong></p>
<p><span data-contrast="auto">As sociedades modernas enfrentam um desafio global – a urgência de avançar para um paradigma mais sustentável e circular. “São vários os obstáculos que precisamos de superar para garantir um futuro sustentável”, assegura a Associação Smart Waste Portugal. Os desafios passam pela necessidade de descarbonizar as cidades e as indústrias, sempre com a circularidade presente. Algo já reiterado também para o sector dos edifícios através da Directiva sobre o Desempenho Energético dos Edifícios (EPBD), que incorpora a dimensão da economia circular no âmbito da reutilização de materiais e produtos de construção.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:276}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">É neste sentido que a conferência vai dedicar-se à importância de um dos alicerces da economia circular: a regeneração. Especialistas irão reunir-se para discutir não só os desafios, mas também as soluções que já existem e a forma como as mesmas podem ser escaladas nas cidades e indústrias. Segundo a Associação Smart Waste Portugal, “as estratégias regenerativas representam um papel essencial para que seja possível manter os materiais e produtos em uso durante o máximo tempo possível na economia, reduzir o desperdício e devolver os recursos ao solo, preservando a biodiversidade”.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:276}"> </span></p>
<p><span data-contrast="none">No seguimento da conferência, os resultados de um inquérito recentemente realizado pela Associação Smart Waste Portugal demonstram que </span><span data-contrast="none">62 % dos inquiridos consideram que as cidades portuguesas estão pouco ou nada preparadas para adoptar estratégias de regeneração da natureza. Apenas 2 % diz que estão muito preparadas e 14 % refere que estão moderadamente preparadas.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:276}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">O inquérito aferiu ainda o facto de 41 % dos participantes considerar que a prioridade para que as cidades se tornem mais circulares deve ser a gestão de resíduos e uma reciclagem eficaz, enquanto 32,5 % indica como prioritária uma mobilidade urbana sustentável e 18 % escolhe a requalificação dos espaços urbanos e dos edifícios.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:276}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A Associação Smart Waste Portugal é composta por mais de 150 associados e incentiva a cooperação entre diversas entidades, públicas e privadas, nacionais e internacionais, tendo como missão “potenciar a economia circular nas várias cadeias de valor, através da educação, inovação, colaboração e criação de novos negócios”.</span></p>
<p>Fotografia de destaque: © ASWP</p>
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		<title>Project BuildZero investiga o potencial da economia circular nos edifícios do Reino Unido</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/project-buildzero-investiga-o-potencial-da-economia-circular-nos-edificios-do-reino-unido/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Edifícios e Energia]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Sep 2024 08:40:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[BuildZero]]></category>
		<category><![CDATA[economia circular]]></category>
		<category><![CDATA[edifícios]]></category>
		<category><![CDATA[emissões de GEE]]></category>
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		<category><![CDATA[materiais]]></category>
		<category><![CDATA[reciclagem]]></category>
		<category><![CDATA[Reino Unido]]></category>
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		<category><![CDATA[reutilização]]></category>
		<category><![CDATA[sector da construção]]></category>
		<category><![CDATA[Universidade de Sheffield]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O projecto BuildZero, liderado pela Universidade de Sheffield, explora o potencial da economia circular para revolucionar o sector da construção do Reino Unido: anular a extração de novos materiais, a emissão de carbono e produzir zero resíduos na indústria da construção. A iniciativa conta com um financiamento de 6 milhões de libras. </p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/project-buildzero-investiga-o-potencial-da-economia-circular-nos-edificios-do-reino-unido/">Project BuildZero investiga o potencial da economia circular nos edifícios do Reino Unido</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>O projecto BuildZero, liderado pela Universidade de Sheffield, explora o potencial da economia circular para revolucionar o sector da construção do Reino Unido: anular a extração de novos materiais, a emissão de carbono e produzir zero resíduos na indústria da construção. A iniciativa conta com um financiamento de 6 milhões de libras. </strong></p>
<p><span data-contrast="auto">A Universidade de Sheffield indica que, no Reino Unido, os edifícios e as infraestruturas são responsáveis por mais de 40% das emissões de carbono do país, 60% dos seus resíduos e consomem aproximadamente 50% de todos os materiais extraídos a nível mundial. Perante estas percentagens, a economia circular é vista como uma solução promissora que poderá trazer mudanças significativas a este cenário, dando prioridade à reutilização e reciclagem de materiais.</span><span data-ccp-props="{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:279}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">O BuildZero pretende apresentar uma abordagem de maior escala, ao nível dos sistemas, para introduzir alterações no sector da construção, e analisará quais são as opções para o desenvolvimento de métodos de construção sem a extração de novos recursos, eliminando os resíduos e reduzindo as emissões de carbono provenientes da extração e produção de materiais. O projecto avaliará em que medida a visão de uma economia circular é exequível a nível regional e nacional e fornecerá uma plataforma para a demonstração destas soluções à escala.</span><span data-ccp-props="{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:279}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Iniciado em Junho deste ano, o projecto irá examinar o parque imobiliário existente, os fluxos de recursos e os padrões de resíduos, bem como os factores económicos em torno de potenciais modelos empresariais de economia circular para o sector da construção. </span><span data-ccp-props="{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:279}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">O BuildZero é financiado pelo Engineering and Physical Sciences Research Council (em português, Conselho de Pesquisa em Engenharia e Ciências Físicas) com um montante de 6 milhões de libras. Danielle Densley Tingley, professora catedrática do Departamento de Engenharia Civil e Estrutural da Universidade de Sheffield, é a dirigente deste programa e, a propósito do financiamento, a responsável afirmou num comunicado que “constitui uma excelente oportunidade para explorar se, e em que prazos, é possível alcançar uma economia circular para o parque imobiliário do Reino Unido, satisfazendo simultaneamente necessidades sociais essenciais. Trabalharemos em estreita colaboração com parceiros da indústria para apoiar mudanças na prática e ajudar a catalisar a mudança para uma economia circular generalizada no ambiente construído”.</span><span data-ccp-props="{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:279}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">No projecto BuildZero estão envolvidos especialistas de várias áreas para contribuírem para a investigação: arquitectura, engenharia, ciência dos materiais e ciências sociais são algumas das disciplinas presentes para desenvolver uma compreensão abrangente do parque imobiliário existente, assim como do sector da construção.</span><span data-ccp-props="{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:279}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">O projecto é liderado por investigadores da Universidade de Sheffield, mas conta com a colaboração de entidades como as universidades de Bath, Manchester, Cardiff, Cambridge, o parceiro de política e implementação ReLondon e colaboradores industriais que terão um papel a desempenhar no decorrer desta iniciativa.</span><span data-ccp-props="{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:279}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Rick Lupton, professor catedrático do Departamento de Engenharia Mecânica de Bath e membro do Instituto para a Sustentabilidade, refere no comunicado de imprensa que a Universidade de Bath terá como principal tarefa “mapear a disponibilidade de fluxos de recursos relevantes no Reino Unido e aplicar métodos de avaliação do ciclo de vida para quantificar os impactos ambientais das estratégias de economia circular.”</span><span data-ccp-props="{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:279}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Já na Universidade de Cambridge, o objectivo é “melhorar a compreensão das caraterísticas físicas do actual parque imobiliário e desenvolver ferramentas para ajudar na tomada de decisões de várias partes interessadas”, afirmou André Cabrera Serrenho, professor universitário de Engenharia, Ambiente e Desenvolvimento Sustentável.</span><span data-ccp-props="{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:279}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Também Maria Sharmina, do Centro Tyndall de Investigação sobre Alterações Climáticas da Universidade de Manchester, aplaude a iniciativa: “estamos entusiasmados por embarcar no programa BuildZero com o objectivo de transformar o sistema linear do ambiente construído do Reino Unido num sistema circular”. A professora acrescenta que, em Manchester, irão basear-se “nos fundamentos materiais, sociais e de engenharia do BuildZero para avaliar a viabilidade económica de uma economia circular para a construção e trabalharemos com empresas de toda a cadeia de abastecimento para co-desenhar novos modelos de negócio circulares”.</span><span data-ccp-props="{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:279}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">O projecto terá a duração de 5 anos, terminando em Junho de 2029.</span><span data-ccp-props="{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:279}"> </span></p>
<p>Fotografia de destaque: © Unsplash</p>
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		<title>Acelerando a transição da construção para a economia circular</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/acelerando-a-transicao-da-construcao-para-a-economia-circular/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luís Bragança]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Aug 2024 08:00:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[construção]]></category>
		<category><![CDATA[COST]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolvimento sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[economia circular]]></category>
		<category><![CDATA[Plano de Ação para a Economia Circular da UE]]></category>
		<category><![CDATA[reciclagem]]></category>
		<category><![CDATA[resíduos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A transição para a economia circular na construção é uma das alavancas para o desenvolvimento sustentável, tanto a nível ambiental como económico. Acelerar este processo implica, entre outros aspetos, desenvolver e promover políticas concretas e adequadas e análises de custo-benefício que considerem as perspectivas dos diferentes stakeholders.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><em>Este artigo foi originalmente publicado na <a href="https://leitor.medialine.pt/reader.html?p=edificiosenergia&amp;v=principal&amp;e=153" target="_blank" rel="noopener">edição nº 153 da Edifícios e Energia</a> (Maio/Junho 2024).</em></p>
<p><strong>Autor:</strong> Luís Bragança, Universidade do Minho, ISISE, ARISE, Departamento de Engenharia Civil, Guimarães, Portugal</p>
<p>A transição para a economia circular na construção é uma das alavancas para o desenvolvimento sustentável, tanto a nível ambiental como económico. Acelerar este processo implica, entre outros aspetos, desenvolver e promover políticas concretas e adequadas e análises de custo benefício que considerem as perspectivas dos diferentes <em>stakeholders.</em></p>
<h4><strong>INTRODUÇÃO</strong></h4>
<p>Na União Europeia (UE), o setor da construção não é apenas um pilar económico, contribuindo com aproximadamente 11,5 % do valor acrescentado bruto e empregando quase 25 milhões de pessoas em mais de cinco milhões de empresas. É também uma área primordial para a inovação sustentável e para a transformação ecológica. Sendo a maioria dessas empresas PMEs, o impacto e a oportunidade para a adoção de práticas de economia circular são imensos, prometendo não apenas reduzir significativamente os impactos ambientais, mas também impulsionar a inovação e a eficiência em toda a indústria.</p>
<p>Em consonância com o Plano de Ação para a Economia Circular (CEAP) da UE, a transição para uma economia circular na construção emerge como uma força motriz para reter mais valor dentro das cadeias de valor da indústria, enquanto simultaneamente indica o caminho para reduzir a pegada ambiental de uma das indústrias mais materialmente intensivas e de alto impacto do mundo.</p>
<p>Na sequência da implementação do CEAP, têm sido realizados vários esforços para aplicar o pensamento circular às práticas de construção e incluir a circularidade de recursos em quadros de sustentabilidade. No âmbito deste movimento encontra-se a Ação COST CircularB, uma iniciativa pioneira destinada a estabelecer uma metodologia comum europeia para avaliar a circularidade no ambiente construído. Apresentada na edição n.º 149 da revista Edifícios e Energia, esta iniciativa tem por objetivo desenvolver um quadro comum e uma ferramenta de classificação de circularidade com indicadores-chave de desempenho (KPIs) baseados nas melhores práticas atuais da construção, do estado da arte e do CEAP. A estrutura da ferramenta permitirá a aplicação local e a sua adaptação aos diferentes países<br />
e regiões do programa COST. Ao desenvolver uma base de dados de referência, baseada nas condições, cultura e tradições de cada país/região, é possível a utilização direta da ferramenta, apoiando tanto os projetistas no desenvolvimento de edifícios mais sustentáveis como os governos nacionais/locais na avaliação e promoção dos seus objetivos de economia circular. Além disso, a Ação CircularB proporá diretrizes de construção, montagem, adaptabilidade, desconstrução e modelos de negócios para edifícios novos e existentes para melhorar a implementação da economia circular no ambiente construído e promover o conhecimento dos diversos <em>stakeholders</em>.</p>
<p>Um ano e meio após o início da atividade da Ação COST CircularB, de entre as múltiplas atividades de investigação e desenvolvimento realizadas, destacam-se duas atividades principais: i) o levantamento de normas, regulamentos e políticas existentes para a implementação<br />
da economia circular no ambiente construído, e ii) a análise do custo-benefício da implementação de práticas de economia circular no setor da construção, baseada nas perspetivas dos diversos <em>stakeholders.</em></p>
<blockquote><p>&#8220;Em consonância com o Plano de Ação para a Economia Circular da UE, a transição para uma economia circular na construção emerge como uma força motriz para reter mais valor dentro das cadeias de valor da indústria, enquanto simultaneamente indica o caminho para reduzir a pegada ambiental de uma das indústrias mais materialmente intensivas e de alto impacto do mundo.&#8221;</p></blockquote>
<h4>LEVANTAMENTO DE NORMAS, REGULAMENTOS E POLÍTICAS</h4>
<p>Uma das principais atividades realizadas foi o levantamento de normas, regulamentos e políticas existentes nos países-membros do programa COST. Este levantamento forneceu uma visão abrangente das abordagens adotadas para incorporar a economia circular no ambiente construído. Identificou-se que, embora haja uma base comum de entendimento resultante do plano de ação europeu e um compromisso com a economia circular, há diferenças na implementação e exemplos importantes de países líderes em práticas de economia circular.</p>
<p><strong>Abordagem comum nos diversos países</strong></p>
<p>Em toda a UE, uma estratégia universal é o desenvolvimento de instrumentos nacionais que tentam promover a integração da economia circular no setor da construção. Os principais instrumentos são os seguintes:</p>
<ul>
<li>Quadros regulamentares: Os países europeus estão a reformular os regulamentos para darem prioridade à minimização de resíduos, à reciclagem de materiais e a metodologias de construção sustentáveis. Estes quadros são a espinha dorsal dos esforços nacionais para<br />
incorporar a circularidade nos processos de construção.</li>
<li>Planos estratégicos de ação nacional: Países como a Finlândia lideraram a adoção de guias detalhados e planos de ação que delineiam objetivos e medidas de forma clara para integrar os princípios da economia circular na indústria da construção. Estes planos apresentam frequentemente metas ambiciosas para a redução de resíduos em aterros e para o aumento da utilização de materiais reciclados.</li>
<li>Colaboração dos <em>stakeholders:</em> Um tema recorrente é o papel central da colaboração entre órgãos governamentais, <em>stakeholders</em> da indústria e o público. Este esforço concertado é crucial para promover um compromisso partilhado com os princípios da economia circular e garantir a implementação bem-sucedida das estratégias nacionais.</li>
</ul>
<p><strong>Estratégias divergentes e inovações nacionais</strong></p>
<p>Apesar dos pontos em comum anteriormente referidos, algumas estratégias nacionais revelam-se como abordagens únicas adaptadas para ultrapassarem desafios e oportunidades locais específicos. Algumas dessas abordagens são as seguintes:</p>
<ul>
<li>Práticas inovadoras: A iniciativa <em>Material Passport</em> da Alemanha exemplifica a inovação, fornecendo dados abrangentes sobre a reciclabilidade e a recuperabilidade dos materiais de construção. Este sistema aumenta a transparência e a eficiência da reutilização de materiais em projetos de construção.</li>
<li>Avanços tecnológicos: O investimento da Suécia na digitalização e em técnicas de construção sustentável sublinha o papel crítico das tecnologias de informação no avanço da circularidade no setor. O programa <em>Smart Built Environment</em> exemplifica como as ferramentas digitais podem otimizar o uso de recursos e minimizar o desperdício.</li>
<li>Desafios da força de trabalho: Os Países Baixos tentam superar os desafios demográficos através da promoção da construção inteligente e da inovação dos materiais, com o objetivo de aliviarem a escassez de mão de obra e de se adaptarem a uma força de trabalho envelhecida. Esta abordagem sublinha os benefícios multifacetados das práticas de economia circular, que vão além da sustentabilidade ambiental para abordar questões sociais e económicas.</li>
</ul>
<p><strong>Práticas exemplares de países líderes</strong></p>
<p>Certos países distinguem-se através de implementações abrangentes e eficazes da economia circular. Alguns desses exemplos são os seguintes:</p>
<ul>
<li>Lei AGEC de França: A França promulgou a ambiciosa Lei Antirresíduos para uma Economia Circular, estabelecendo um modelo com medidas amplas que incluem todo o ciclo de vida do produto, incluindo resíduos de construção e demolição. Esta lei ilustra o potencial da ação legislativa para impulsionar a mudança sistémica no sentido da circularidade.</li>
<li>A estratégia colaborativa de Espanha: <em>España Circular 2030</em> mostra o foco de Espanha nas parcerias público-privadas para alcançar os objetivos da economia circular. A ênfase da estratégia nos contratos públicos ecológicos e no desenvolvimento de clusters de economia circular demonstra a importância de uma ação coesa em todos os setores da sociedade.</li>
<li>Estratégia holística: Portugal adota uma estratégia holística com a sua iniciativa <em>Portugal + Verde</em>, reduzindo significativamente os resíduos e melhorando a recuperação de materiais na construção. A adoção de tecnologias inovadoras de reciclagem e a colaboração entre os setores público e privado destacam o compromisso de Portugal na integração dos princípios da economia circular.</li>
<li>Plataforma <em>CB’23</em> dos Países Baixos: Ao estabelecerem normas para a construção circular, os Países Baixos proporcionam um quadro claro para a indústria, facilitando a adoção de práticas circulares e incentivando a inovação no setor.</li>
</ul>
<blockquote><p>Com foco no impacto financeiro das estratégias de economia circular, os participantes apontaram para a necessidade de haver mais investigação para quantificar melhor o efeito nos custos e benefícios da construção.</p></blockquote>
<p>Este exercício destacou áreas potenciais para melhoria e normalização, sugerindo que uma maior harmonização das políticas e regulamentações poderia facilitar uma transição mais suave para práticas de construção circulares em toda a Europa.</p>
<h4>ANÁLISE CUSTO-BENEFÍCIO</h4>
<p>Outro destaque das atividades da Ação COST CircularB foi a análise do custo-benefício da implementação de práticas de economia circular no setor da construção. Baseando-se num inquérito amplo, que reuniu 382 respostas válidas de um conjunto variado de intervenientes no ambiente construído, esta análise permitiu obter uma visão alargada das perceções dos diversos <em>stakeholders</em> acerca dos desafios e das oportunidades associados à transição para a economia circular.</p>
<p>Os entrevistados desempenhavam diversas funções essenciais na indústria da construção, cada um contribuindo com as suas próprias perceções sobre o cenário da economia circular.</p>
<ul>
<li>As empresas de construção relataram as experiências no terreno, partilhando as suas perspetivas sobre os impactos da economia circular nos processos e nos resultados de construção;</li>
<li>Os gestores de projeto partilharam pontos de vista práticos sobre os desafios e as oportunidades apresentados pela economia circular, refletindo sobre as particularidades da sua implementação em projetos de construção;</li>
<li>Os projetistas (arquitetos e engenheiros) relataram as perspetivas técnicas e criativas, destacando a integração dos princípios da economia circular no projeto de construção e nos processos de engenharia;</li>
<li>Os fabricantes e os fornecedores de materiais destacaram a cadeia de fornecimento e as considerações sobre materiais essenciais para o sucesso da economia circular na indústria da construção;</li>
<li>Os clientes e os investidores contribuíram com preocupações financeiras e estratégicas, enfatizando os aspetos económicos e de investimento da adoção da economia circular em projetos de construção;</li>
<li>Os investigadores trouxeram uma abordagem holística, enriquecendo o estudo com as perspetivas académicas sobre práticas de economia circular e suas implicações mais amplas.</li>
</ul>
<p>Este variado leque de participantes mostra o amplo interesse e o potencial impacto das práticas de economia circular em todo o setor da construção. Os principais resultados do estudo efetuado são apresentados de seguida.</p>
<p><strong>Importância do envolvimento dos <em>stakeholders</em></strong></p>
<p>Reconhecendo a resistência à mudança do setor da construção, o estudo destaca a necessidade de integrar as diversas opiniões dos <em>stakeholders.</em> As barreiras financeiras são uma grande preocupação, com as empresas muitas vezes hesitantes em adotarem novas práticas devido aos potenciais custos associados. Esta hesitação salienta a importância de superar barreiras para promover a inovação e garantir a integração eficaz das práticas de economia circular.</p>
<p><strong>Obstáculos financeiros e como superá-los</strong></p>
<p>Analisando os custos associados à economia circular, o inquérito categoriza-os em desenvolvimento de mercado, métodos de medição, políticas e conhecimento, enfatizando a variação nos custos e benefícios em função das diferenças geográficas. O estudo evidencia que os principais desafios para a adoção de práticas de economia circular estão essencialmente relacionados com os substanciais investimentos iniciais necessários, tais como os associados às fábricas de processamento de resíduos e aos equipamentos de reciclagem.</p>
<p><strong>Vantagens e desafios</strong></p>
<p>Os benefícios da adoção da economia circular são significativos, variando desde a redução de resíduos e menores impactos ambientais até ganhos económicos, como novas oportunidades de negócio. No entanto, o estudo também identifica desafios como a qualidade dos materiais recuperados e a necessidade de novos métodos de conceção de produtos.</p>
<p><strong>Sopesando custos e benefícios</strong></p>
<p>Apesar dos desafios, a maioria dos entrevistados considera que, a médio prazo, os benefícios da economia circular superam significativamente os custos. Envolver os decisores e todas as partes interessadas em discussões transparentes sobre estes custos e benefícios é fundamental para o sucesso da implementação da economia circular.</p>
<p><strong>Estudos futuros e recomendações de políticas</strong></p>
<p>Com foco no impacto financeiro das estratégias de economia circular, os participantes apontaram para a necessidade de haver mais investigação para quantificar melhor o efeito nos custos e benefícios da construção. Além disso, os participantes também apontaram para a necessidade de serem desenvolvidas políticas concretas adaptadas às especificidades regionais, defendendo a produção interna nos países europeus, promovendo a reutilização otimizada de materiais e melhorias na gestão de resíduos.</p>
<p>Este estudo sobre o custo-benefício da implementação de práticas de economia circular no setor da construção, apoiado por dados de uma vasta gama de participantes em países do programa <em>COST</em> (membros e não membros da UE), apresenta argumentos convincentes para a adoção de princípios de economia circular.</p>
<blockquote><p>Acelerando a Transição da Construção para a Economia Circular não é apenas o título do projeto; é um apelo à ação! É uma chamada para que todos os atores da indústria da construção, bem como da sociedade em geral, colaborem e inovem juntos na busca por um modelo mais sustentável e circular.</p></blockquote>
<h4>CONCLUSÃO</h4>
<p>À medida que se avança para 2030, um marco definidor para as ambiciosas metas de desenvolvimento sustentável da ONU, torna-se cada vez mais evidente a necessidade de ações concretas e imediatas em todos os setores. No setor da construção, esta década representa uma oportunidade crítica para alinhar práticas e políticas com os objetivos globais de sustentabilidade, visando não apenas mitigar os impactos ambientais adversos, mas também promover um desenvolvimento económico que seja inclusivo, resiliente e sustentável. A transição para a economia circular na construção emerge, portanto, não apenas como um imperativo ambiental, mas também como uma oportunidade económica imensa, constituindo-se como uma estratégia essencial para contribuir para esses objetivos globais, impulsionando transformações significativas no modo como se constrói e habita o nosso mundo.</p>
<p>Os esforços empreendidos até agora, destacados neste artigo, ilustram claramente o potencial de transformação da indústria da construção através da adoção de práticas de economia circular. A Ação COST CircularB, juntamente com outras iniciativas internacionais e nacionais em cada país, demonstra que, apesar dos desafios, a mudança é possível e já está em curso.</p>
<p>Acelerar esta transição, contudo, requer uma abordagem multifacetada que envolva a cooperação de todos os stakeholders – governos, indústrias, comunidade científica e sociedade civil. As barreiras financeiras, culturais e tecnológicas, embora significativas, não são intransponíveis. A chave para superá-las reside na inovação, nas políticas públicas incentivadoras, na educação para a sustentabilidade e, sobretudo, na vontade coletiva de agir para [alcançarmos] um futuro mais sustentável.</p>
<p>Os benefícios de uma transição bem-sucedida para a economia circular na construção são claros: redução dos impactos ambientais, maior eficiência e inovação, criação de novos empregos e de novos negócios, e promoção de um desenvolvimento económico mais resiliente e sustentável. No entanto, para que estes benefícios sejam plenamente realizados, é necessário um compromisso renovado e reforçado por parte de todos os envolvidos. É imprescindível que se continue a promover a investigação, a inovação e a colaboração transfronteiriça, bem como a implementação de políticas que apoiem efetivamente a economia circular.</p>
<p>Olhando para o futuro, é essencial que sejam desenvolvidas mais políticas concretas adaptadas às especificidades regionais, promovendo não apenas as melhorias significativas na gestão de resíduos, mas também a reutilização otimizada de materiais. Além disso, a continuação e expansão de estudos sobre o custo-benefício da economia circular na construção ajudarão a ilustrar ainda mais o seu valor e a incentivar a adoção de suas práticas.</p>
<p>Em conclusão, Acelerando a Transição da Construção para a Economia Circular não é apenas o título do projeto; é um apelo à ação! É uma chamada para que todos os atores da indústria da construção, bem como da sociedade em geral, colaborem e inovem juntos na busca por um modelo mais sustentável e circular. O momento para agir é agora e juntos podemos construir um futuro onde a economia circular na construção seja a norma, não a exceção.</p>
<p>Fotografia de destaque: © <em>Shutterstock</em></p>
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		<title>“Temos de olhar para a energia como uma plataforma”, sublinha Jorge Vasconcelos</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/2709-temos-de-olhar-para-a-energia-como-uma-plataforma-sublinha-jorge-vasconcelos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sónia Sul]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Sep 2023 13:05:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Associação Smart Waste Portugal]]></category>
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		<category><![CDATA[calor]]></category>
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		<category><![CDATA[economia circular]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com a reformulação do mercado eléctrico europeu em discussão, Jorge Vasconcelos, presidente da NEWES – New Energy Solutions, defende que a energia tem de ser cada vez mais perspectivada como uma plataforma que garante a integração de sistemas e que a...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Com a reformulação do mercado eléctrico europeu em discussão, Jorge Vasconcelos, </span><span style="font-weight: 400;">presidente </span><span style="font-weight: 400;">da NEWES – New Energy Solutions, defende que a energia tem de ser cada vez mais perspectivada como uma plataforma que garante a integração de sistemas e que a escala tem de ser cada vez mais local. Esta foi uma das ideias principais apresentadas ontem pelo responsável durante o evento “Energia e Economia Circular”, organizado pela Associação Smart Waste Portugal (ASWP), no qual foram também debatidos temas como a crise das matérias-primas, a <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/apoio-a-descarbonizacao-da-industria-podera-ser-reforcado-ainda-neste-ano/">descarbonização da indústria</a> e os resíduos como fonte de energia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Para chegarmos à <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/electrificacao-renovaveis-eficienciaenergetica-1910/">descarbonização</a> do sector da energia, a geração de electricidade sem CO</span><span style="font-weight: 400;">2</span><span style="font-weight: 400;"> tem de crescer três vezes [mais do que] aquilo que tem crescido”, disse Jorge Vasconcelos, ontem, aquando da sua intervenção no evento da ASWP a propósito da crise energética. Isto porque, como explicou o especialista, o futuro reserva-nos “um aumento substancial da procura de electricidade”, sobretudo como resultado da electrificação da mobilidade e do <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/2306-irena-fornece-toolbox-para-electrificacao-inteligente-do-aquecimento-e-arrefecimento/">aquecimento</a>, sem que a eficiência energética consiga compensar essa subida.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Também com base nesse pressuposto, a Europa tem avançado com discussões em torno da reforma do mercado eléctrico europeu. “Foi a crise dos preços [de energia] que veio permitir que esta reforma fosse discutida&#8221;, sublinhou Jorge Vasconcelos, afirmando, contudo, que esta já era uma necessidade antes da crise, alavancada pela agressão da Rússia à Ucrânia e pela necessidade de garantir a segurança energética.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Recorde-se que a proposta para a reforma do mercado da electricidade europeu foi </span><a href="https://ec.europa.eu/commission/presscorner/detail/en/IP_23_1591"><span style="font-weight: 400;">avançada pela Comissão Europeia no dia 14 de Março</span></a><span style="font-weight: 400;"> deste ano, depois de uma consulta pública lançada no início do ano, com o objectivo de acelerar o recurso a energias renováveis, eliminando progressivamente o gás, e de conferir maior protecção aos consumidores no acesso à energia a preços acessíveis. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entretanto, já neste mês de Setembro, o </span><a href="https://www.europarl.europa.eu/news/pt/press-room/20230914IPR05103/creating-a-more-stable-affordable-and-sustainable-electricity-market"><span style="font-weight: 400;">Parlamento Europeu deu luz verde</span></a><span style="font-weight: 400;"> para se iniciarem as negociações com o Conselho da União Europeia sobre esta reforma. Depois de este último adoptar a sua posição, poderão iniciar-se as conversações sobre a forma final da reforma do mercado de electricidade europeu com os governos nacionais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para aquele que foi também o primeiro presidente da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos, este caminho vai ter de passar por uma visão mais integradora dos múltiplos sistemas de energia. “Temos de olhar para a energia como uma plataforma que nos permite uma coisa fundamental: a integração de sistemas” e, nesta visão, assente também na digitalização do sector, será preciso “olhar sobretudo para as nossas cidades, para as nossas regiões, porque é aí que estão três quartos da população e a maior parte da procura de energia”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Neste cenário, a capacitação dos municípios para a concepção e gestão de plataformas integradoras, a reforma “muito profunda” das redes de distribuição de energia eléctrica, e a redefinição de “novos espaços onde várias transacções [competitivas e cooperativas] possam coexistir” serão alguns dos desafios, sabendo que, na opinião do especialista, não deverá haver uma solução única para toda a Europa.</span></p>
<h4><b>Tecnologias renováveis e a crise de matérias-primas</b></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">O aumento substancial da procura de electricidade vai levantar também questões de acesso a matérias primas para os equipamentos de produção de energia. De acordo com o relatório </span><em><a href="https://www.iea.org/reports/critical-minerals-market-review-2023"><span style="font-weight: 400;">Critical Minerals Market Review 2023</span></a></em><span style="font-weight: 400;">, da Agência Internacional de Energia (AIE), “a implementação recorde de tecnologias de energia limpa como o solar fotovoltaico e as baterias estão a impulsionar um crescimento sem precedentes nos mercados de minerais críticos” e esta procura para as tecnologias de baixo carbono “deverá continuar a crescer rapidamente em todos os cenários da AIE”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“As tecnologias renováveis são muito </span><a href="https://www.oecd-ilibrary.org/docserver/c6bb598b-en.pdf?expires=1695814210&amp;id=id&amp;accname=guest&amp;checksum=3592E9F04CF69F43DE5B5E0005266D89"><span style="font-weight: 400;">mais intensivas em </span><span style="font-weight: 400;"><em>inputs</em> </span><span style="font-weight: 400;">minerais</span></a><span style="font-weight: 400;">. Uma central eólica </span><em><span style="font-weight: 400;">onshore</span></em><span style="font-weight: 400;"> exige em média nove vezes mais recursos [minerais] do que uma central a gás e um carro eléctrico </span><em><span style="font-weight: 400;">standard</span></em><span style="font-weight: 400;"> seis vezes mais do que um convencional”, realçou Maria Isabel Soares, professora da Universidade do Porto, que também apresentou uma sessão gravada sobre a crise das matérias-primas durante a conferência da ASWP. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Caracterizando como “absolutamente assustador” este cenário que aumenta substancialmente a necessidade de matérias-primas para tecnologias que ajudem a avançar na transição energética, Maria Isabel Soares acrescentou que “pior ainda é a velocidade a que tudo isto se está a passar”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Se comparar 2020 e 2023, as matérias-primas críticas [em cada ano] mudaram significativamente (&#8230;) A evolução tecnológica é aceleradíssima e, por vezes, a dinâmica tecnológica, política e geoestratégica tem uma </span><span style="font-weight: 400;"><em>décollage</em> </span><span style="font-weight: 400;">que pode ser muito problemática e que pode prejudicar os objectivos”, reforçou.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Recorde-se que, também a este propósito, tem havido desenvolvimentos a nível de políticas europeias para tentar assegurar a segurança e a sustentabilidade das cadeias de fornecimento destas matérias-primas. Sendo um agente sobretudo importador (e, por isso, mais vulnerável), a União Europeia quer, até 2030, satisfazer internamente pelo menos 10 % do consumo anual no âmbito da extracção, pelo menos 40 % da transformação e refinação destas matérias-primas críticas e pelo menos 15 % da respectiva reciclagem.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><a href="https://commission.europa.eu/strategy-and-policy/priorities-2019-2024/european-green-deal/green-deal-industrial-plan/european-critical-raw-materials-act_pt"><span style="font-weight: 400;">Acto legislativo europeu sobre as Matérias-Primas Críticas</span></a><span style="font-weight: 400;">, para o qual a Comissão Europeia apresentou uma proposta em Março deste ano, tal como a Comissão para a Indústria, Investigação e Energia (ITRE) do Parlamento Europeu neste mês de Setembro, faz parte do</span><em><span style="font-weight: 400;"> Plano Industrial do Pacto Ecológico</span></em><span style="font-weight: 400;">, que visa a transição climática e a competitividade da indústria europeia.</span></p>
<h4><b>Descarbonização da indústria e resíduos como fonte de energia</b></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Foi também sobre a indústria que a conferência da ASWP acabou por incidir, preparando um painel sobre “a <a href="https://edificioseenergia.pt/?s=economia+circular">economia circular</a> como estratégia da descarbonização da indústria”. Com a Secil, a Vidrala, a Vista Alegre Atlantis, a EDP Geração e o Grupo Brisa representados, a sessão contou com a experiência de empresas de diferentes sectores na transição climática. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre desafios e oportunidades, a dificuldade em optimizar o uso do hidrogénio pelo seu grau de menor desenvolvimento na indústria e pelos preços elevados, a aposta no autoconsumo e na <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/aie-net-zero-2050/">eficiência energética</a> e a estratégia de aproveitamento de resíduos, sejam eles <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/1807-atlas-dos-materiais-e-dos-oficios-da-construcao-e-lancado-amanha-na-sede-da-ordem-dos-arquitectos/">materiais</a> ou energéticos, resultantes dos processos industriais foram alguns dos temas de discussão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De acordo com Carlos Medeiros Abreu, vogal do conselho de administração da Secil, empresa de produção e comercialização de cimento, betão, agregados, argamassas e cal hidráulica, o aproveitamento de calor residual para energia e para secagem de combustíveis alternativos produzidos a partir de resíduos permitiu alcançar uma eficiência energética dos fornos de 85 %. No caso da Vidrala, por sua vez, algumas fábricas italianas estão a aproveitar o calor dos fornos para aquecer redes de água no país.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Foi precisamente na perspectiva do “resíduo como recurso para a produção de energia” que a ASWP organizou também um segundo painel, no qual participaram representantes do grupo Greenvolt, da Floene, da Veolia Portugal, da PRIO Bio e da LIPOR. “Temos resíduos a serem produzidos onde a energia está a ser consumida”, destacou Sandra Silva, directora de resíduos da Veolia Portugal, como forma de sublinhar que é preciso encontrar formas de “fechar este </span><em><span style="font-weight: 400;">loop</span></em><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Questões relacionadas com a biomassa como complemento às renováveis, a descarbonização do gás natural, a necessidade de tecnologias como o fotovoltaico, as eólicas e as baterias incluírem material reciclado, o ecodesign dos produtos, a desclassificação de resíduos, bem como a valorização energética de resíduos urbanos e industriais foram alguns dos tópicos em discussão. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Neste campo, a LIPOR – Associação de Municípios para a Gestão Sustentável de Resíduos do Grande Porto partilhou que está a constituir uma comunidade energética intermunicipal, incluindo as autarquias associadas à LIPOR e outras três, que irá ficar desagregada da rede nacional de energia. Isto porque, explicou Fernando Leite, CEO da entidade, actualmente, a LIPOR produz energia que “dá para abastecer uma comunidade com cerca de 150 mil habitantes”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O evento “Energia e Economia Circular”, organizado pela Associação Smart Waste Portugal (ASWP), teve lugar, ontem, no Auditório da EDP, em Lisboa. Também a EDP, como entidade que acolheu a conferência, teve oportunidade de partilhar as preocupações e os planos da empresa para a transição climática, referindo-se, por exemplo, a aposta reforçada nas renováveis e na inovação, bem como a questão do reaproveitamento dos painéis solares e das turbinas no fim do ciclo de vida.</span></p>
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