EPBD: Organizações europeias alertam que nova directiva para os edifícios arrisca ficar no papel sem condições para ser aplicada 

Várias organizações europeias alertam que a simples transposição da Directiva Europeia sobre o Desempenho Energético dos Edifícios (EPBD) arrisca ficar no papel se não forem dadas as condições necessárias aos Estados-Membros para aplicarem as novas regras. Sem orientações práticas, fiscalização, capacidade administrativa e financiamento, várias das medidas previstas para a descarbonização e melhoria do desempenho energético dos edifícios podem ser atrasadas ou até mesmo ficar sem aplicação.

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EPBD 2024: Eficiência energética ou continuação da fábrica de patologias?

A revisão da Directiva de Desempenho Energético dos Edifícios (EPBD 2024/1275) marca uma mudança de paradigma sem precedentes na política imobiliária europeia, abandonando a visão restritiva do quilowatt-hora para abraçar a saúde humana através do conceito de Qualidade do Ambiente Interior óptima. No entanto, este avanço legislativo coloca um espelho desconfortável perante a realidade portuguesa, onde a distância entre a legislação no papel e a prática no terreno é abismal. É sob esta temática que se desenvolve a conversa entre Ernesto Peixeiro Ramos (PR) e Jorge Manuel Carvalho (JC).

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Qualidade do ar e a EPBD: “Não é nada realmente de novo, vai ser mais do mesmo”

“Na regulamentação nacional já há obrigação de garantia de boa qualidade do ar em projeto, mas isto não passa de uma declaração de intenções pois, durante a operação do edifício, não há depois nenhuma verificação. Os mais responsáveis fazem a sua manutenção e o seu comissionamento de forma voluntária, e os edifícios funcionam bem, enquanto os outros, a maioria, tentam reduzir custos, poupam na manutenção e, se houver algum problema, paciência, resolve-se depois.”

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Descarbonização do edificado: uma estratégia conceptualmente confortável, mas estruturalmente errada

“A transposição da nova EPBD está, uma vez mais, a ser conduzida como um exercício regulamentar centrado na definição de requisitos de desempenho cada vez mais exigentes. Parte-se do princípio de que, estabelecendo metas ambiciosas, o setor responderá com soluções técnicas adequadas e que, por consequência, será alcançada a descarbonização do edificado. Esta abordagem é conceptualmente confortável, mas está errada na sua base.”

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Como a ACV pode ligar os passaportes de materiais e os passaportes de renovação, promovendo a circularidade no edificado

O Passaporte de Renovação e o Passaporte de Materiais, em teoria, deveriam complementar-se. Mas, na prática, falam línguas diferentes. O primeiro considera, sobretudo, o consumo de energia e a melhoria do desempenho energético. O segundo olha para os componentes do edifício, para a sua composição e para o seu potencial de reutilização ou reciclagem. Nenhum deles responde, por si só, à pergunta que deveria estar no centro de qualquer decisão de reabilitação responsável: qual é o impacte ambiental real desta intervenção, considerando não apenas a energia que se vai poupar, mas também os novos materiais que será necessário introduzir?

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Governo avança com elaboração da Estratégia Industrial Verde 

O Governo determinou, através de despacho publicado em Diário da República, o arranque da elaboração da proposta da futura Estratégia Industrial Verde. A medida enquadra-se na Lei de Bases do Clima e tem como objectivo criar um quadro estratégico que apoie a descarbonização do sector industrial, promovendo o crescimento económico sustentado e o reforço da competitividade das empresas nacionais. 

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Emissões incorporadas em estruturas de betão armado e de madeira em edifícios: fatores determinantes e valores-alvo

A implementação de regulamentação mais exigente e de estratégias de eficiência energética tem conduzido à redução do consumo de energia em fase de utilização. Como consequência, aumenta a importância relativa das emissões incorporadas, associadas aos materiais e aos processos de construção, particularmente em edifícios de elevado desempenho energético.

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Sector da geotermia aplaude plano de electrificação da UE, mas lamenta ausência de estratégia própria 

A Comissão Europeia apresentou o aguardado Plano de Acção para a Electrificação com um objectivo ambicioso: tornar a Europa no primeiro continente do mundo totalmente movido a electricidade renovável. A proposta foi bem recebida pelo sector da energia geotérmica, que lamenta, no entanto, a ausência de um plano equivalente dedicado à geotermia. 

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UE lança projecto para ajudar países a desenhar política climática sobre refrigeração e gases fluorados 

As ondas de calor registadas este ano estão a tornar-se “o novo normal” com um calor extremo que dura mais tempo, atinge com mais intensidade e ocorre com maior frequência. A pensar nesta realidade, a União Europeia lançou um novo projecto — o IMPACT-F (Plataforma Integrada de Mitigação para Avaliação de Metas Climáticas para Gases Fluorados) — com o objectivo de ajudar os decisores políticos a compreender melhor o que está realmente em jogo quando se fala sobre refrigeração. 

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