Eduardo Maldonado, cronista habitual da Edifícios e Energia, foi nomeado director da ASHRAE para a Europa, considerada uma das mais influentes organizações internacionais na área da engenharia de aquecimento, ventilação, ar condicionado e eficiência energética em edifícios.
A associação, fundada nos Estados Unidos e espalhada pelo mundo, dedica-se ao desenvolvimento de normas técnicas, investigação e boas práticas que orientam a conceção, operação e manutenção de edifícios.
A nomeação representa, segundo o próprio conta à Edifícios e Energia, “uma honra pessoal e uma prova de confiança dos membros europeus da ASHRAE”. O cargo tem também peso institucional: integra automaticamente o Board of Directors da organização, o órgão máximo onde são decididas as principais políticas e orientações estratégicas.
Com esta função, Eduardo Maldonado passa a ser o quarto director europeu desde a criação da Região XIV (Europa), em 2018. O novo responsável considera que a sua principal missão passa por consolidar a estrutura regional, que tem registado um crescimento significativo nos últimos anos. “A região cresceu muito depressa, de seis capítulos em 2018 para 12 no presente, quatro dos quais recentes”, explica. Nesse contexto, pretende trabalhar para reforçar a articulação entre as diferentes estruturas nacionais e promover uma maior cooperação entre os membros europeus.
Outro eixo do mandato será o fortalecimento da colaboração com a REHVA — Federação Europeia de Associações de Aquecimento, Ventilação e Ar Condicionado. “Vejo como fundamental o fortalecimento das relações de colaboração com a REHVA, aumentando as sinergias entre ambas as organizações que estão presentes e convivem nos mesmos países”, afirma o professor catedrático da FEUP (Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto).
No plano global, a ASHRAE tem vindo a assumir um papel relevante na resposta aos desafios climáticos no sector dos edifícios. De acordo com Eduardo Maldonado, a organização definiu como objectivo estratégico contribuir para que as comunidades sejam sustentáveis em 2050: “Mais do que definir políticas, que cabem a cada governo nacional adoptar, a ASHRAE tem como missão desenvolver e disponibilizar as melhores técnicas, ferramentas e bases regulamentares para que todos possam descarbonizar o sector dos edifícios”, sublinha.
Este trabalho envolve diferentes intervenientes da cadeia de valor da construção e operação de edifícios. As orientações técnicas destinam-se, por exemplo, aos projectistas que trabalham em novos edifícios ou em processos de reabilitação, aos responsáveis pela operação e manutenção dos sistemas técnicos e também aos decisores públicos.
“Os responsáveis pela formulação das políticas públicas podem recorrer à informação mais avançada e moderna que está disponível para estabelecer metas realistas e ambiciosas”, explica, acrescentando que a transição energética não deve comprometer um aspecto essencial — uma boa qualidade do ambiente interior.
Fotografia de destaque: © Fotografia cedida por Eduardo Maldonado





