108 municípios continuam sem Plano Municipal de Acção Climática 

O facto de 108 municípios portugueses ainda não terem Plano Municipal de Acção Climática (PMAC) está a limitar a capacidade de resposta das autarquias perante o agravamento dos fenómenos extremos, alerta a Quercus. A associação ambientalista considera positiva a criação de uma linha de apoio à implementação de refúgios climáticos, mas defende medidas urgentes para acelerar a adaptação das cidades. 

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Bombas de calor recuperam por toda a Europa à boleia de incentivos e do preço da electricidade

O mercado europeu das bombas de calor recuperou em 2025: depois de dois anos consecutivos de queda, as vendas cresceram 13% face ao ano anterior, com cerca de 2,9 milhões de unidades vendidas. A explicação vai além da procura por tecnologias mais eficientes: o ano foi marcado pela redução de impostos sobre a electricidade e por incentivos à aquisição destes equipamentos. As medidas estão a revelar-se determinantes para tornar competitiva a electrificação do aquecimentos. A Europa mostram querer aquecer e refrescar as casas com electricidade, mas ainda a taxa mais do que o gás.

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Empresas já podem testar novo registo do Passaporte Digital do Produto

A plataforma europeia de informação e rastreabilidade de produtos já está disponível para as empresas se inscreverem e testarem processos de criação e gestão de passaportes digitais. O chamado Passaporte Digital do Produto contém informações, entre as quais, sobre a origem e as opções de reutilização dos bens colocados no mercado da União Europeia. Esta é uma ferramenta importante para reforçar a transparência sobre os impactes ambientais e a pegada de carbono dos produtos ao longo do ciclo de vida, incluindo os utilizados no sector da construção. 

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Que ar respiramos dentro dos edifícios? O desafio da QAI na Europa

Passamos grande parte do tempo em espaços fechados, mas raramente pensamos na qualidade do ar que respiramos dentro de portas. Muito se fala sobre a poluição atmosférica, mas a verdade é que o ar no interior dos edifícios pode estar significativamente mais poluído do que o ar exterior, com impactos na saúde, no conforto e até na produtividade. A qualidade do ar interior surge, assim, como um dos grandes desafios a nível europeu.

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Qualidade do ar interior: a nova centralidade da QAI

A nova regulamentação térmica está a chegar e a saúde passa para a linha da frente. Um novo protagonista e um novo paradigma. Para além de energeticamente eficientes e zero emissões, os edifícios deverão ter uma boa qualidade do ar interior. Fomos ouvir o sector e as conclusões são unânimes. A nossa legislação actual é suficiente, mas falta um plano de fiscalização eficaz. “O modelo assenta em verificações ambientais insuficientes e desajustadas”.

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EPBD 2024: Eficiência energética ou continuação da fábrica de patologias?

A revisão da Directiva de Desempenho Energético dos Edifícios (EPBD 2024/1275) marca uma mudança de paradigma sem precedentes na política imobiliária europeia, abandonando a visão restritiva do quilowatt-hora para abraçar a saúde humana através do conceito de Qualidade do Ambiente Interior óptima. No entanto, este avanço legislativo coloca um espelho desconfortável perante a realidade portuguesa, onde a distância entre a legislação no papel e a prática no terreno é abismal. É sob esta temática que se desenvolve a conversa entre Ernesto Peixeiro Ramos (PR) e Jorge Manuel Carvalho (JC).

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Qualidade do ar e a EPBD: “Não é nada realmente de novo, vai ser mais do mesmo”

“Na regulamentação nacional já há obrigação de garantia de boa qualidade do ar em projeto, mas isto não passa de uma declaração de intenções pois, durante a operação do edifício, não há depois nenhuma verificação. Os mais responsáveis fazem a sua manutenção e o seu comissionamento de forma voluntária, e os edifícios funcionam bem, enquanto os outros, a maioria, tentam reduzir custos, poupam na manutenção e, se houver algum problema, paciência, resolve-se depois.”

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Descarbonização do edificado: uma estratégia conceptualmente confortável, mas estruturalmente errada

“A transposição da nova EPBD está, uma vez mais, a ser conduzida como um exercício regulamentar centrado na definição de requisitos de desempenho cada vez mais exigentes. Parte-se do princípio de que, estabelecendo metas ambiciosas, o setor responderá com soluções técnicas adequadas e que, por consequência, será alcançada a descarbonização do edificado. Esta abordagem é conceptualmente confortável, mas está errada na sua base.”

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Como a ACV pode ligar os passaportes de materiais e os passaportes de renovação, promovendo a circularidade no edificado

O Passaporte de Renovação e o Passaporte de Materiais, em teoria, deveriam complementar-se. Mas, na prática, falam línguas diferentes. O primeiro considera, sobretudo, o consumo de energia e a melhoria do desempenho energético. O segundo olha para os componentes do edifício, para a sua composição e para o seu potencial de reutilização ou reciclagem. Nenhum deles responde, por si só, à pergunta que deveria estar no centro de qualquer decisão de reabilitação responsável: qual é o impacte ambiental real desta intervenção, considerando não apenas a energia que se vai poupar, mas também os novos materiais que será necessário introduzir?

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