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	<title>Nelson Jerónimo Rodrigues, autor em Edificios e Energia</title>
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	<description>A Revista especializada de referência nos sectores de AVAC, eficiência energética, materiais de construção e edifícios.</description>
	<lastBuildDate>Fri, 22 Mar 2024 00:08:15 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Nelson Jerónimo Rodrigues, autor em Edificios e Energia</title>
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		<title>Sonae Tech Hub: um edifício minimalista comprometido com a máxima eficiência</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/sonae-tech-hub-um-edificio-minimalista-comprometido-com-a-maxima-eficiencia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Nelson Jerónimo Rodrigues]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Mar 2024 09:00:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[adaptação climática]]></category>
		<category><![CDATA[certificação LEED]]></category>
		<category><![CDATA[certificação WELL]]></category>
		<category><![CDATA[edifícios sustentáveis]]></category>
		<category><![CDATA[eficiência energética]]></category>
		<category><![CDATA[sonae tech hub]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ao receber as certificações internacionais WELL e LEED ao nível platina, o Sonae Tech Hub apresenta-se como “um dos edifícios mais sustentáveis do mundo” e mostra credenciais em várias frentes.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/sonae-tech-hub-um-edificio-minimalista-comprometido-com-a-maxima-eficiencia/">Sonae Tech Hub: um edifício minimalista comprometido com a máxima eficiência</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><em><strong><span class="s1">Artigo publicado originalmente na edição de <a href="https://leitor.medialine.pt/reader.html?p=edificiosenergia&amp;v=principal&amp;e=151"><span class="s2">Janeiro/Fevereiro de 2024</span></a> da Edifícios e Energia.</span></strong></em></p>
<p><strong>Ao receber as certificações internacionais WELL e LEED ao nível platina, o Sonae Tech Hub apresenta-se como “um dos edifícios mais sustentáveis do mundo” e mostra credenciais em várias frentes, nomeadamente ao nível da eficiência energética e hídrica, da qualidade do ar e da utilização de materiais. Embora inspirado no código binário, este edifício é muito mais do que zeros e uns.  </strong></p>
<p><span data-contrast="auto">Juntar eficiência, sustentabilidade e bem-estar é o desígnio de qualquer edifício, mas fazê-lo ao nível dos mais exigentes critérios internacionais tornou-se o compromisso do Sonae Tech Hub. Já depois de concluído, em 2019, o imóvel do Sonae Campus, na Maia, tem acumulado certificações que fizeram dele uma referência em Portugal. </span><span data-ccp-props="{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:259}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Primeiro foi a certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), um dos mais importantes sistemas de avaliação da sustentabilidade do ciclo de vida dos edifícios, cuja metodologia exige que só possam ser considerados eco-eficientes os que conseguirem oferecer um ambiente saudável, confortável e atractivo, sem que isso penalize (mais do que o estritamente necessário) o ambiente exterior.</span><span data-ccp-props="{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:259}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Em todo o mundo, apenas 50 mil edifícios construídos de raiz alcançaram o nível Platinum e o Sonae Tech Hub, mais do que o conseguir, recebeu uma das 100 melhores pontuações (89 pontos em 110 possíveis), algo inédito no nosso país. Entre os pré-requisitos obrigatórios estão, por exemplo, a eficiência hídrica, a energia e atmosfera, os materiais e recursos e a qualidade ambiental interior. </span><span data-ccp-props="{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:259}"> </span></p>
<blockquote>
<p style="text-align: center;"><em><strong>“O Sonae Tech Hub, além de optar por um sistema de isolamento térmico e por vidros com factor solar e coeficiente de transmissão térmica reduzidos, para reduzir consumos de energia para aquecimento/arrefecimento dos espaços, aposta na eficiência dos equipamentos de geração de água quente e das unidades de tratamento de ar (classe A).” </strong></em></p>
</blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<figure id="attachment_26278" aria-describedby="caption-attachment-26278" style="width: 285px" class="wp-caption alignleft"><img fetchpriority="high" decoding="async" class=" wp-image-26278" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/03/foto-2-300x200.jpg" alt="" width="285" height="190" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/03/foto-2-300x200.jpg 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/03/foto-2-1024x683.jpg 1024w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/03/foto-2-768x512.jpg 768w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/03/foto-2-1536x1024.jpg 1536w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/03/foto-2-610x407.jpg 610w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/03/foto-2-1080x720.jpg 1080w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/03/foto-2-scaled.jpg 1200w" sizes="(max-width: 285px) 100vw, 285px" /><figcaption id="caption-attachment-26278" class="wp-caption-text">Com seis pisos (quatro acima do solo e dois abaixo), o Sonae Tech Hub junta eficiência e sustentabilidade num edifício de características únicas no país.</figcaption></figure>
<p>Já neste ano foi a vez de obter a certificação WELL na classificação mais elevada, um estatuto exclusivo de apenas 300 edifícios mundiais. Atribuída pelo International WELL Building Institute e pelo US Green Building Council, é considerada a primeira do mundo focada unicamente em critérios de saúde e bem-estar, como o ar, a água, a iluminação, os materiais e o conforto térmico, mas também a nutrição, a mente, a mobilidade, a acústica e a comunidade. <span data-ccp-props="{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:259}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Com seis pisos e uma área total de 7 673 metros quadrados, este imóvel inspirado nos zeros e uns do código binário (ou não fosse ele ocupado por equipas tecnológicas e de inovação) é, para já, o único edifício de escritórios em Portugal com ambas as certificações. Mas, afinal, o que faz dele um caso singular no país?</span><span data-ccp-props="{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:259}"> </span></p>
<h4></h4>
<h4><span data-contrast="auto">CIRCULARIDADE, EFICIÊNCIA E TECNOLOGIA </span><span data-ccp-props="{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:259}"> </span></h4>
<p><span data-contrast="auto">O foco do Sonae Tech Hub na sustentabilidade começou logo na fase inicial do projecto, com a escolha de materiais de impacto reduzido no meio ambiente, e prolongou-se por todos os momentos do ciclo de vida do edifício. De acordo com Marco Aurélio Nunes, management director da Sonae Sierra (empresa do grupo dedicada ao sector imobiliário), “95% dos resíduos de construção foram reaproveitados ou reciclados, 30% dos materiais utilizados são de origem local e houve também uma incorporação de materiais reciclados em 15%”. </span><span data-ccp-props="{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:259}"> </span></p>
<figure id="attachment_26277" aria-describedby="caption-attachment-26277" style="width: 321px" class="wp-caption alignright"><img decoding="async" class=" wp-image-26277" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/03/soane-campus-300x159.jpg" alt="" width="321" height="170" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/03/soane-campus-300x159.jpg 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/03/soane-campus-1024x544.jpg 1024w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/03/soane-campus-768x408.jpg 768w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/03/soane-campus-610x324.jpg 610w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/03/soane-campus-1080x573.jpg 1080w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/03/soane-campus-scaled.jpg 1200w" sizes="(max-width: 321px) 100vw, 321px" /><figcaption id="caption-attachment-26277" class="wp-caption-text">Sonae Campus</figcaption></figure>
<p><span data-contrast="auto">A eficiência energética é outro dos principais atributos do edifício, expressa numa poupança de 40% no consumo de electricidade e numa igual percentagem na redução de emissões de CO2 (face a um edifício de referência). Para isso contribuem, por exemplo, os 570 metros quadrados de painéis fotovoltaicos, a iluminação 100% LED de baixo consumo, a regulação automática em função da luz exterior e da ocupação dos espaços, a função de </span><i><span data-contrast="auto">automatic shut-off</span></i><span data-contrast="auto"> e um sistema de contagem que permite aferir consumos em cada área. Mas a lista não fica por aqui, diz Marco Aurélio Nunes, que menciona ainda “um sistema de isolamento térmico e a tipologia de vidros utilizados (com factor solar e coeficiente de transmissão térmica reduzidos), que ajudam a reduzir consumos de energia para aquecimento/arrefecimento dos espaços, bem como a eficiência dos equipamentos de geração de água quente e das unidades de tratamento de ar (classe A)”. Também por isso “o edifício é classificado com um </span><i><span data-contrast="auto">nearly zero energy building</span></i><span data-contrast="auto"> [edifício com necessidades quase nulas de energia]”, conclui. </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Já em matéria de eficiência hídrica, destaca-se a utilização de equipamentos sanitários de baixo consumo e de um sistema de recolha de águas pluviais (a partir de um reservatório na cobertura), que são depois reutilizadas para descargas sanitárias e para rega. Com este sistema, é possível assegurar 30% dos consumos totais de água e uma redução em 75% no consumo de água potável usada em descargas sanitárias. Nesta linha, o responsável da Sonae Sierra nota ainda que os sistemas de irrigação por sectores de gota-a-gota possibilitam uma maior eficiência na rega das espécies herbáceas e subarbustivas. “Devido às espécies autóctones e à irrigação exterior eficiente, o edifício apresenta ainda menos 60% de consumo de água para irrigação face a um edifício de referência”, acrescenta. Por fim, todo o sistema de rega automático está ligado a um programador, que tem capacidade de zonamento e de controlo horário. </span><span data-ccp-props="{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:259}"> </span></p>
<blockquote>
<p style="text-align: center;"><em><strong>“A qualidade do ar interior é assegurada através de sensores de velocidade do ar instalados na admissão de ar exterior nas unidades de tratamento de ar e sensores de CO2 nos espaços mais ocupados.”  </strong></em></p>
</blockquote>
<p><span data-contrast="auto">Ao nível de AVAC, o Sonae Tech Hub está equipado com sensores de ocupação em gabinetes, com temporização, controlo horário e ajuste da velocidade em função da temperatura média dos espaços abertos. Há ainda controlo termostático nos </span><i><span data-contrast="auto">open spaces</span></i><span data-contrast="auto"> com regulação de temperatura via GTC (Gestão Técnica Centralizada), com base em sensores de temperatura ambiente. “Todos os sistemas/unidades de zona têm o seu arranque em função da temperatura exterior, mediante programação predefinida na GTC2”, explica Marco Aurélio Nunes. O </span><i><span data-contrast="auto">management director</span></i><span data-contrast="auto"> da Sierra faz ainda questão de sublinhar que “a qualidade do ar interior é assegurada através de sensores de velocidade do ar instalados na admissão de ar exterior nas unidades de tratamento de ar e sensores de CO2 nos espaços mais ocupados”.</span></p>
<h4><span data-contrast="auto">SUSTENTABILIDADE E BEM-ESTAR EM TONS DE BRANCO </span><span data-ccp-props="{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:259}"> </span></h4>
<p><span data-contrast="auto">Com linhas minimalistas, grandes áreas abertas dominadas pelo branco e uma fachada dupla que também teve em consideração os requisitos acústicos, o Sonae Tech Hub cruza a componente construtiva com uma série de espaços e serviços que procuram assegurar o máximo conforto e bem-estar das 600 pessoas que trabalham no edifício. Essa é, de resto, uma das razões que explicam a obtenção da certificação WELL, lembra Marco Aurélio Nunes, ou não fosse ela “a primeira do mundo focada exclusivamente na saúde e no bem-estar humano, considerando as pessoas o centro do projecto, da construção e do uso dos edifícios”.</span></p>
<figure id="attachment_26276" aria-describedby="caption-attachment-26276" style="width: 294px" class="wp-caption alignleft"><img decoding="async" class=" wp-image-26276" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/03/solar-300x200.jpg" alt="" width="294" height="196" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/03/solar-300x200.jpg 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/03/solar-1024x683.jpg 1024w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/03/solar-768x512.jpg 768w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/03/solar-1536x1024.jpg 1536w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/03/solar-610x407.jpg 610w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/03/solar-1080x720.jpg 1080w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/03/solar-scaled.jpg 1200w" sizes="(max-width: 294px) 100vw, 294px" /><figcaption id="caption-attachment-26276" class="wp-caption-text">O Sonae Tech Hub conta com 570 metros quadrados de painéis solares,<br />que fazem parte dos 12 mil painéis existentes em todo o Sonae Campus.</figcaption></figure>
<p><span data-contrast="auto">Para tal, descreve, contribuíram factores como “a grande exposição solar – 95% dos colaboradores estão expostos à luz natural – e a ventilação correcta de todos os espaços, mas também uma oferta alimentar saudável e a existência de balneários para suporte à prática desportiva no Sonae Campus e na sua envolvente”. </span><span data-ccp-props="{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:259}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Com o objectivo de promover a transição para a mobilidade sustentável, o parque do edifício está equipado com vários postos de carregamento eléctrico, existindo também um </span><i><span data-contrast="auto">shuttle </span></i><span data-contrast="auto">que liga o Sonae Campus às principais estações de metro da Maia, além de vários espaços e diversas acções que visam promover a mobilidade suave, nomeadamente a utilização da bicicleta.</span><span data-ccp-props="{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:259}"> </span></p>
<h4></h4>
<h4></h4>
<h4><span data-contrast="auto">UM LABORATÓRIO VIVO DE SUSTENTABILIDADE </span><span data-ccp-props="{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:1,&quot;335551620&quot;:1,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:259}"> </span></h4>
<p><span data-contrast="auto">O Sonae Tech Hub está integrado no Sonae Campus, a sede do grupo, que ocupa mais de 30 hectares distribuídos por edifícios de escritórios, armazéns de logística, uma fábrica de painéis derivados de madeira e diversas áreas verdes no exterior. Aqui, existe mais um edifício com certificação LEED, o Sonae Maia Business Center, que foi o primeiro da Península Ibérica a receber uma classificação de nível Gold, em 2010. Também neste caso a eficiência energética e a hídrica são uma prioridade, uma vez que o projecto alcança uma poupança de 50% no consumo de energia para iluminação (face a um edifício de referência) e uma de 40% no consumo de água potável, com a totalidade das descargas sanitárias a serem asseguradas por água reciclada de lavatórios e chuveiros. </span><span data-ccp-props="{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:1,&quot;335551620&quot;:1,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:259}"> </span></p>
<figure id="attachment_26279" aria-describedby="caption-attachment-26279" style="width: 200px" class="wp-caption alignright"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26279" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/03/exterior-200x300.jpg" alt="" width="200" height="300" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/03/exterior-200x300.jpg 200w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/03/exterior-683x1024.jpg 683w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/03/exterior-768x1152.jpg 768w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/03/exterior-1024x1536.jpg 1024w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/03/exterior-610x915.jpg 610w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/03/exterior-1080x1620.jpg 1080w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/03/exterior-scaled.jpg 800w" sizes="(max-width: 200px) 100vw, 200px" /><figcaption id="caption-attachment-26279" class="wp-caption-text">As áreas de jardim são compostas por espécies vegetais nativas e<br />adaptadas ao local.</figcaption></figure>
<p><span data-contrast="auto">O Sonae Campus integra ainda uma cobertura verde de 20 mil metros quadrados no topo de um dos armazéns de logística, que, além de funcionar como isolamento térmico, possibilita a absorção das águas das chuvas. Em paralelo, foram instalados 12 mil painéis fotovoltaicos que, de acordo com Marco Aurélio Nunes, “permitem-lhe ser auto-suficiente em 32% e evitar anualmente a emissão de mais de 1 600 toneladas de CO2”. No exterior, também foram criadas paredes verdes 100% naturais, charcas, uma zona de compostagem e uma horta, equipada com um reservatório que ajudou a poupar mais de 100 mil litros de água e mais de 1 300 kg de CO2 em pouco mais de ano e meio (de Abril de 2022 até Novembro de 2023). Além deste, existem outros reservatórios para a água captada nas coberturas de edifícios, em poços e num ribeiro, que é utilizada para irrigação de zonas verdes, sistemas de incêndio e refrigeração de equipamentos. </span><span data-ccp-props="{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:1,&quot;335551620&quot;:1,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:259}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Todos estes espaços e edifícios integram a estratégia da Sonae em tornar a sede da empresa num laboratório vivo de inovação e sustentabilidade. Nesse sentido, o grupo integra um projecto europeu, o PROBONO, que junta 47 parceiros de 15 países e é financiado pelo Horizonte 2020 na vertente “Construir e renovar com eficiência em termos de energia e recursos”. Com um investimento total de 25 milhões de euros, destinados à criação de áreas sustentáveis e de referência para o futuro, o projecto prevê que até 2026 sejam realizadas diversas experimentações na área da energia e biodiversidade, bem como exploradas as “mais recentes tecnologias de energia verde e ferramentas de gestão e controlo para redução de emissões”. No caso específico da Maia, um dos quatro laboratórios vivos que integram o projecto, estão a ser testadas soluções em áreas como a biodiversidade, a sustentabilidade e a energia. Neste âmbito, o </span><i><span data-contrast="auto">management director</span></i><span data-contrast="auto"> da Sonae Sierra lembra “os resultados muito positivos da horta, nomeadamente em matéria da poupança de água e do consumo de CO2”, e acrescenta que “ao nível da energia também serão criadas soluções integradas, eficientes e sustentáveis nas áreas de mobilidade eléctrica, solar e armazenamento, promovendo sempre a inovação e a sustentabilidade e facilitando a transição energética e a descarbonização”.</span></p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/sonae-tech-hub-um-edificio-minimalista-comprometido-com-a-maxima-eficiencia/">Sonae Tech Hub: um edifício minimalista comprometido com a máxima eficiência</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
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		<title>Almada arrefece a cidade para combater ondas de calor</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/almada-arrefece-a-cidade-para-combater-ondas-de-calor/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Nelson Jerónimo Rodrigues]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Mar 2024 10:10:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[adaptação climática]]></category>
		<category><![CDATA[áreas verdes]]></category>
		<category><![CDATA[ondas de calor]]></category>
		<category><![CDATA[programa life]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://edificioseenergia.pt/?p=26130</guid>

					<description><![CDATA[<p>Um corredor verde local, coberturas e fachadas verdes em edifícios e um protótipo de arrefecimento passivo do espaço público através da geotermia são algumas das respostas de Almada para enfrentar os riscos das ondas de calor.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/almada-arrefece-a-cidade-para-combater-ondas-de-calor/">Almada arrefece a cidade para combater ondas de calor</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><em><strong><span class="s1">Artigo publicado originalmente na edição de <a href="https://leitor.medialine.pt/reader.html?p=edificiosenergia&amp;v=principal&amp;e=151"><span class="s2">Janeiro/Fevereiro de 2024</span></a> da Edifícios e Energia.</span></strong></em></p>
<p><strong>Um corredor verde local, coberturas e fachadas verdes em edifícios e um protótipo de arrefecimento passivo do espaço público através da geotermia são algumas das respostas de Almada para enfrentar os riscos das ondas de calor. Juntas, fazem parte do COOLIFE ALMADA, um dos sete projectos portugueses financiados pelo programa LIFE.</strong></p>
<p>Num cenário em que os fenómenos climáticos extremos são cada vez mais recorrentes, Almada prepara-se para enfrentar uma das principais ameaças para as cidades: as ondas de calor urbanas. Para isso, o município desenvolveu o COOLIFE ALMADA, um projecto de demonstração de boas práticas de adaptação climática a eventos de calor extremo, que poderá arrefecer o ar em até 3 °C. Depois de vários estudos da autarquia terem identificado as principais ilhas de calor da cidade, a iniciativa surgiu como resposta, numa procura por um conjunto de possíveis soluções de adaptação, entretanto financiadas pelo programa europeu LIFE para o ambiente e a acção climática.</p>
<p>O projecto abrange, sobretudo, quatro praças principais onde a vegetação é escassa e, de acordo com a presidente da Câmara Municipal de Almada, Inês de Medeiros, “propõe-se a contribuir com soluções de ensombramento e muito especialmente de redução de áreas pavimentadas em favor de novas tipologias de estrutura verde, desde logo muito arvoredo, mas também coberturas e paredes verdes em dois edifícios municipais, respondendo de uma forma consistente à necessidade de baixar a temperatura”. A autarca sublinha que as intervenções acontecem no centro da cidade, “um espaço privilegiado onde decorrem os grandes eventos e onde a comunidade se encontra”, por isso, procura-se “encontrar respostas para baixar a temperatura com bom custo-benefício, capazes de contribuírem para uma maior resiliência dos mais frágeis e de manterem a sua centralidade e a sua função urbanística de ponto de encontro”</p>
<p style="text-align: center;"><strong>“<em>Trata-se de uma conquista muito importante para Almada: o reconhecimento internacional de uma estratégia para o centro da cidade, assente numa ideia de proteger as pessoas contra os efeitos das alterações climáticas em áreas muito construídas, neste caso respondendo ao problema crescente das ondas de calor.</em>” Inês de Medeiros, presidente da Câmara Municipal de Almada</strong></p>
<p>Uma das ideias principais passa por melhorar a ligação entre duas áreas verdes de Almada, o Parque Municipal da Juventude e o Parque Urbano Comandante Júlio Ferraz, através de um corredor verde local, onde arvoredo e pequenas zonas verdes criam em conjunto um contínuo biológico durante a sua extensão (cerca de 0,5 km). Este corredor incorpora várias intervenções “relevantes e inovadoras”, diz o director do departamento de Intervenção Ambiental, Clima e Sustentabilidade da câmara municipal de Almada, Duarte d’Araújo Mata. Entre elas estão, por exemplo, “a despavimentação de uma parte significativa de áreas de circulação pedonal e a sua substituição por espaços verdes, o adensamento da arborização em áreas que o permitam, o uso de soluções de maior reflectância em áreas de circulação rodoviária, e o uso de ensombramento com telas em áreas nas quais o mesmo não possa ser atingido com infraestrutura verde”.</p>
<p>Simultaneamente, está prevista a criação de coberturas e fachadas verdes em dois edifícios municipais do centro da cidade, a Oficina da Cultura e o Fórum Romeu Correia. Destes, o primeiro espaço apresenta-se como prioritário, devido à necessidade de impermeabilizar a cobertura, que sofria de infiltrações. O objectivo final é dar origem ao “que se assemelha a um pequeno jardim, que proporcionará aos utentes da Associação de Reformados adjacente uma melhor estada, mas também, a qualquer visitante, a oferta de uma vista desafogada sobre as Praças da Liberdade e S. João Batista e sobre a baía do Tejo, que dali se oferece como um elemento cénico particularmente aprazível”, refere o responsável da autarquia.</p>
<p><strong><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-26133 alignleft" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/03/destaque-1-2-300x225.jpg" alt="" width="339" height="254" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/03/destaque-1-2-300x225.jpg 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/03/destaque-1-2-1024x768.jpg 1024w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/03/destaque-1-2-768x576.jpg 768w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/03/destaque-1-2-1536x1152.jpg 1536w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/03/destaque-1-2-2048x1536.jpg 2048w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/03/destaque-1-2-610x458.jpg 610w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/03/destaque-1-2-1080x810.jpg 1080w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/03/destaque-1-2-scaled.jpg 1200w" sizes="(max-width: 339px) 100vw, 339px" /></strong></p>
<p><strong>TESTAR PARA REPLICAR O COOLIFE ALMADA:</strong> deverá ser desenvolvido em articulação com a Área Metropolitana de Lisboa de modo a possibilitar a replicação das soluções testadas pelo projecto. Isso irá acontecer assim que as várias soluções estiverem implementadas e houver resultados da sua monitorização, como é prática em todos os projectos financiados pelo programa LIFE.</p>
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<h4>REFRESCAR, PROTEGER, INFORMAR: DO POTENCIAL DA GEOTERMIA AOS REFÚGIOS CLIMÁTICOS</h4>
<p>De todas as soluções estudadas no projecto COOLIFE ALMADA, a mais disruptiva é o desenho de um protótipo de arrefecimento passivo do espaço público através da geotermia (Passive Open-Air Geothermal Open-Air Passive Cooling), assente no conceito dos poços provençais, já utilizados para esse fim, mas destinado a arrefecimento de interiores. O mesmo “baseia-se num conceito muito utilizado para a climatização passiva de edifícios e recorre às diferenças de temperatura sempre existentes entre o subsolo e a superfície para proporcionar passivamente fluxos de ar que amenizem a temperatura do ar”, explica Duarte d’Araújo Mata. “A solução em causa é utilizada tanto para arrefecer o ar do edifício – com ar mais fresco vindo do subsolo no Verão – como para aquecê-lo – com ar mais quente no Inverno”, acrescenta. Neste caso pretende-se avaliar a hipótese de utilizar uma solução de geotermia passiva para gerar fluxos de ar mais fresco em áreas específicas do espaço público, ao ar livre. De qualquer forma, a autarquia está consciente de que as diferenças térmicas nunca serão muito grandes (tendo em conta o volume de ar disponível), daí procurar conciliar esta ideia com outras intervenções, como o ensombramento ou a despavimentação, mas também a instalação de vaporizadores e bebedouros de água.</p>
<p>Complementarmente, está ainda previsto o apoio a estabelecimentos do pequeno comércio local desta área, no sentido de se instalarem toldos e equipamentos de ar condicionado que ajudem a refrescar o ambiente. Já alguns edifícios públicos poderão ser utilizados como refúgios climáticos, a exemplo do que acontece em cidades como Barcelona, de modo a poderem abrigar as populações mais vulneráveis por ocasião das ondas de calor. Como tal, “as intervenções do projecto passam, sobretudo, por identificar quais os melhores refúgios existentes na área de intervenção e disponibilizar informação sobre as condições e soluções que os mesmos oferecem”. Esta acção acaba por ter relação directa com outra enumerada no COOLIFE ALMADA, o desenvolvimento de uma app que forneça informação útil em tempo real, por exemplo, sobre alertas de calor extremo, mas também recomendações à população sobre o que fazer e a onde recorrer nestes casos.</p>
<p>Além das intervenções na “infraestrutura cinzenta” da área de intervenção, Duarte d’Araújo Mata revela que também serão melhoradas algumas áreas verdes pré-existentes, de modo a complementar a adaptação climática da cidade. Por exemplo, em algumas áreas de relvado “irá procurar-se densificar a presença de espécies arbustivas, menos consumidoras de água. Da mesma forma, e replicando o que já está a ser feito noutros espaços verdes do concelho, serão promovidas áreas de microfloresta diversificada, algumas das quais serão na realidade as primeiras intervenções físicas do projecto”, conta.</p>
<figure id="attachment_26134" aria-describedby="caption-attachment-26134" style="width: 254px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26134" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/03/almada2-225x300.jpg" alt="" width="254" height="338" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/03/almada2-225x300.jpg 225w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/03/almada2-768x1024.jpg 768w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/03/almada2-1152x1536.jpg 1152w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/03/almada2-1536x2048.jpg 1536w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/03/almada2-610x813.jpg 610w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/03/almada2-1080x1440.jpg 1080w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/03/almada2-scaled.jpg 900w" sizes="(max-width: 254px) 100vw, 254px" /><figcaption id="caption-attachment-26134" class="wp-caption-text">O projecto COOLIFE ALMADA quer enfrentar as ondas de calor através de acções de arrefecimento nos pontos críticos da cidade</figcaption></figure>
<p><strong>OS SETE ELEITOS:</strong> Além do COOLIFE ALMADA, o programa LIFE para o ambiente e a acção climática seleccionou mais seis projectos portugueses (que assim terão apoio financeiro da União Europeia), distribuídos por quatro categorias. Na mesma área da iniciativa de Almada – “Adaptação às alterações climáticas” – foi escolhido o projecto LIFE ResLand, que pretende introduzir práticas sustentáveis no Parque Natural de Sintra-Cascais, promovendo uma paisagem resiliente e sustentável. Na categoria “Transição energética limpa” foram escolhidos três. O HORIS vai desenvolver um balcão único (one-stop -shop) digital de serviços integrados de renovação de casas. Já a iniciativa RAISE-PT quer promover o debate sobre como melhorar a política de acção e investimento em energia sustentável, enquanto a WENexus se propõe a financiar investigação que ajude a aumentar a inovação energética nas infraestruturas das concessionárias de água. Por sua vez, o projecto SeagrassRIAwild, na categoria “Natureza e biodiversidade”, tem por missão cultivar e conservar a zostera marina (uma das três espécies de ervas marinhas sob ameaça em Portugal) na Ria de Aveiro, enquanto o LIFE Fitting, na categoria “Ambiente e eficiência na utilização dos recursos”, tem como foco o tratamento das águas residuais.</p>
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<h4>PRÓXIMAS ETAPAS</h4>
<p>Com um orçamento de quase três milhões de euros (e financiamento aprovado pelo programa LIFE), o projecto apresenta um horizonte temporal de cinco anos, por isso ainda tem vários passos a dar até à sua concretização, a começar por uma fase de preparação e de consulta junto de diversas entidades e mesmo da sociedade civil. “Esse trabalho de bastidores irá, obviamente, produzir resultados, mas muito provavelmente só serão reconhecidos dentro de dois anos quando as maiores intervenções no terreno começarem”, avança o director do departamento de Intervenção Ambiental, Clima e Sustentabilidade. Ainda assim, o arquitecto garante que há alguns pequenos elementos que terão já execução física ao longo do seu primeiro ano, nomeadamente a instalação de uma primeira microfloresta no Parque Urbano Comandante Júlio Ferraz. O mesmo poderá acontecer com a nova área verde da Oficina da Cultura e, eventualmente, com a cobertura verde do Fórum Romeu Correia, “que contribuirá significativamente para a eficiência energética do edifício, complementando os investimentos que já nele foram feitos ao nível do uso de energias renováveis”. Sendo assim, e “considerando os prazos associados à contratação pública de obras, não esperamos que haja intervenções significativas no espaço público antes de 2025”, admite a autarquia.</p>
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<p>Fotografia de destaque: © Shutterstock</p>
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		<title>Sistema português de construção modular inova com blocos de betão armado</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/1001sistema-portugues-de-construcao-modular-inova-com-blocos-de-betao-armado/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Nelson Jerónimo Rodrigues]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jan 2024 09:29:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[betão armado]]></category>
		<category><![CDATA[construção modular]]></category>
		<category><![CDATA[ddn]]></category>
		<category><![CDATA[nzeb]]></category>
		<category><![CDATA[psp]]></category>
		<category><![CDATA[simba]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ao conseguir que 80 % do processo seja realizado em fábrica, o SIMBA permite reduzir significativamente o prazo de execução da obra, além de diminuir custos, mão-de-obra e resíduos.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Quem passa pela nova residência dos Serviços Sociais da PSP na Amadora dificilmente acredita que os 52 apartamentos daquele edifício de cinco pisos foram montados em 22 dias. Dizemos montados e não construídos porque se trata do primeiro projecto a utilizar o SIMBA – Sistema Construtivo em Módulos Autoportantes de Betão Armado, uma solução 100 % portuguesa que se apresenta como “uma nova forma de pensar a construção”.</p>
<p>Este é um sistema altamente industrializado em que 80 % do processo construtivo acontece em fábrica, de onde os módulos já saem preparados com quase todos os elementos, desde a infraestrutura eléctrica, de água e saneamento, aos acabamentos e pinturas, passando pela instalação das janelas. Depois, os diferentes blocos são transportados para o local do estaleiro, onde se fazem a montagem (utilizando gruas) e a interligação quer dos módulos em betão armado quer das estruturas metálicas das escadas e elevadores, também modulares, bem como os trabalhos de carpintaria. Em obra são, necessariamente, efectuadas as fundações do edifício (e as caves com garagens, se for o caso) através do método tradicional de construção, pelo que esta alternativa não dispensa o contributo do empreiteiro.</p>
<p>De acordo com Carlos Oliveira, director-geral da DDN, a empresa portuguesa que desenvolveu o SIMBA, a solução difere de outros sistemas de construção modular já disponíveis no mercado. “Enquanto os outros são em madeira ou metal, o nosso sistema é em betão armado e dispensa mais estruturas. Comparativamente com o metal, o betão armado é mais económico e, em relação à madeira, permite chegar a nove pisos, sem contar com o problema dos incêndios.” Para o responsável, as principais inovações estão relacionadas com o sistema de conexão de todas as infraestruturas de águas, esgotos, electricidade, telefones e águas quentes e, sobretudo, com a solução encontrada para as ligações entre módulos, já patenteada internacionalmente (em 2021), que garante a estabilidade estrutural do edifício. “São cinco ligações em betão e aço com geometrias criteriosamente definidas e posicionadas estrategicamente para que um edifício montado em blocos possa ter um comportamento ao sismo equivalente ao de um edifício com estrutura convencional”, explica.</p>
<figure id="attachment_25456" aria-describedby="caption-attachment-25456" style="width: 319px" class="wp-caption alignright"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-25456" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/01/imagem-2-300x225.jpg" alt="" width="319" height="239" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/01/imagem-2-300x225.jpg 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/01/imagem-2-1024x768.jpg 1024w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/01/imagem-2-768x576.jpg 768w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/01/imagem-2-1536x1152.jpg 1536w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/01/imagem-2-610x458.jpg 610w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/01/imagem-2-1080x810.jpg 1080w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/01/imagem-2-scaled.jpg 1200w" sizes="(max-width: 319px) 100vw, 319px" /><figcaption id="caption-attachment-25456" class="wp-caption-text">A montagem dos módulos faz lembrar um puzzle gigante.</figcaption></figure>
<p>Estas ligações foram desenvolvidas em conjunto com a Global Engineering, a empresa que apoiou e agora comercializa o SIMBA, e ensaiadas no Instituto Superior Técnico, outro parceiro do projecto desde o início, em 2018. Segundo Fernando Branco, professor catedrático do Departamento de Engenharia Civil, este sistema assenta, em boa parte, nos princípios da linha de montagem industrial, “a exemplo do que acontece numa fábrica de automóveis, mas neste caso cria-se uma linha de montagem para módulos de prédios, com todos os benefícios que daí advêm”. Com muitas décadas ao serviço da engenharia, o antigo presidente do Colégio de Engenharia Civil da Ordem dos Engenheiros diz não conhecer outros “sistemas de construção modular como este, em que se faz quase tudo em fábrica”. “Ao contrário do que acontece noutros, neste não se trata só de alguns elementos, como pilares ou casas de banho, mas de deixar praticamente tudo prontinho para a obra”, acrescenta.</p>
<h4>Menos tempo, menos custos, menos resíduos</h4>
<p>A rapidez na execução da obra é uma das grandes vantagens do SIMBA, uma vez que poderá durar metade do tempo de uma construção tradicional, estima Carlos Oliveira, sobretudo porque enquanto estão a ser preparados os apoios para assentamento dos módulos já a produção em fábrica decorre há algum tempo, com o benefício adicional de esta produção ser feita em ambiente controlado. A demonstrá-lo está a residência dos Serviços Sociais da PSP na Amadora, para a qual se “demorou quatro meses e meio a construir duas caves de estacionamento e, depois, 22 dias a montar 120 blocos, correspondentes aos 52 apartamentos, de que resultou um total de oito meses”.</p>
<p>Neste caso concreto, houve também uma redução dos custos finais da obra, cerca de 20 % comparativamente com a construção convencional, bem como poupanças significativas de energia no processo de construção: “estas decorrem do ponto de vista da logística, porque as entregas são 80 % feitas em fábrica através de grandes remessas onde o processo de descarga e armazenamento é muito mais eficiente. Mas a maior poupança deve-se ao facto de termos uma redução de 70 % dos operários em obra e à consequente redução de deslocações diárias”, diz Carlos Oliveira. Além disso, os resíduos “são praticamente inexistentes em fábrica pois tudo é aproveitado, inclusivamente a água das lavagens dos equipamentos de manuseamento de betão. Na obra praticamente não se produzem resíduos”, sublinha o responsável da DDN, empresa nacional que está no mercado há 29 anos.</p>
<p>E que limitações poderá ter um sistema como o SIMBA? Como seria de esperar, um modelo assente em pré-fabricação modular não pressupõe grandes customizações ou diferenciações, por exemplo, para uma moradia que implique muitas alterações ou pedidos de personalização. Isso não significa, no entanto, que não seja uma solução aplicável a moradias de habitação, até porque recentemente ficou concluída uma moradia piloto construída com este sistema, a primeira de um condomínio de dez. Depois desta, a DDN tem já mais 12 projetos contratados, nomeadamente para residências de estudantes, residências para seniores em Almada e na Amadora, um hotel de quatro estrelas em Cascais e edifícios residenciais, bem como muitos mais em negociação, incluindo para unidades de cuidados intensivos e escolas. O mercado estrangeiro também já se mostrou interessado, pelo que a exportação poderá ser uma realidade em breve.</p>
<figure id="attachment_25458" aria-describedby="caption-attachment-25458" style="width: 242px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-25458" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/01/imagem-6-257x300.png" alt="" width="242" height="283" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/01/imagem-6-257x300.png 257w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/01/imagem-6.png 548w" sizes="(max-width: 242px) 100vw, 242px" /><figcaption id="caption-attachment-25458" class="wp-caption-text">O SIMBA também é aplicável à habitação de luxo.</figcaption></figure>
<p>Para que o sistema possa continuar a ser melhorado, a DDN e a Global Engineering continuam a contar com vários projectos de Investigação Desenvolvimento, coordenados pelo Instituto Superior Técnico e com aplicação a vários níveis. Por exemplo, está em estudo a substituição do aço por fibras de vidro na composição do betão armado, “o que ajudaria a aumentar a durabilidade, porque o aço corrói ao longo do tempo e o vidro não tem esse problema, além de este ser reciclável”, explica Fernando Rocha. Outro objectivo passa por aligeirar o peso dos blocos em cerca de 40 % (os módulos actuais pesam entre 20 e 30 toneladas), por exemplo, com betão leve, pois isso facilitaria a movimentação das gruas. Pretende-se ainda aperfeiçoar o sistema de ligações, aumentando a resistência anti-sísmica, bem como fazer crescer o nível de robotização no processo fabril dos módulos.</p>
<h4></h4>
<h4>Dos isolamentos à eficiência energética</h4>
<p>Em matéria de isolamentos, o SIMBA pode usar, preferencialmente, a lã de rocha de alta densidade (ou outro), “podendo o isolamento ser aplicado por dentro, permitindo que os paramentos exteriores [do sistema] venham já acabados e pintados, ou por fora com uma solução de capoto, fachada ventilada ou outra”, diz Carlos Oliveira. No entanto, os isolamentos pelo exterior obrigam à instalação de andaimes, o que acaba por tornar a obra mais cara e demorada, contrariando a vocação original deste sistema. Em termos de ar condicionado e ventilação, o SIMBA acomoda qualquer um dos sistemas disponíveis no mercado, havendo apenas que proceder à sua integração no sistema de construção modular. Carlos Oliveira faz ainda questão de lembrar que os projectos são todos executados em BIM, “começando desde o início com uma forte integração da arquitectura modular com a estrutura”. “Depois são integradas as restantes especialidades, que, ficando maioritariamente embebidas nas paredes e lajes de betão, têm de ser estudadas nos seus traçados com todo o rigor, de forma a que, com as acoplagens, fiquem devidamente posicionadas.”</p>
<figure id="attachment_25460" aria-describedby="caption-attachment-25460" style="width: 387px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-25460" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/01/IMAGEM-4-300x169.jpg" alt="" width="387" height="218" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/01/IMAGEM-4-300x169.jpg 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/01/IMAGEM-4-610x343.jpg 610w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/01/IMAGEM-4.jpg 640w" sizes="(max-width: 387px) 100vw, 387px" /><figcaption id="caption-attachment-25460" class="wp-caption-text">Uma residência universitária em Benfica é o próximo grande projecto.</figcaption></figure>
<p>A eficiência energética também não é descurada, tal como acontece no próximo projecto a utilizar este sistema: uma residência de estudantes em Benfica (Lisboa), encomendada no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência pela Junta de Freguesia de Benfica e construída pela empresa Edivisa, do grupo Visabeira, com blocos SIMBA produzidos e comercializados pela Global Engineering. Com quase 2 500 metros quadrados de área de construção coberta e capacidade para 120 camas, este edifício irá integrar um sistema de produção de energia fotovoltaica, o que ajudará a assegurar as necessidades de energia primária e a garantir um desempenho 20 % superior ao nível NZEB (edifícios com necessidades de energia quase nulas). A ele, junta-se um sistema de tratamento, recolha e reutilização de águas cinzentas, para usos sanitários, e outro de recolha das águas da chuva gravítico (sem recurso a bombas), de modo a reaproveitar as águas pluviais para a rega do jardim. Enquanto o primeiro possibilita uma redução de até 50% no consumo de água, o outro pode alcançar uma poupança no consumo de água para rega a rondar a mesma percentagem. As preocupações com a sustentabilidade neste edifício passam ainda pela instalação de postos de carregamento de veículos eléctricos, de uma horta urbana e de um jardim vertical.</p>
<p style="text-align: center;"><strong><em>Este artigo foi originalmente publicado na <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/nova-edicao-novembro-dezembro-o-dominio-do-fotovoltaico/" target="_blank" rel="noopener">edição nº 150</a> da Edifícios e Energia (Novembro/Dezembro 2023).</em></strong></p>
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		<item>
		<title>European City Facility: 6.ª call apoia projectos de energias limpas e eficiência energética</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/european-city-facility-6-a-call-apoia-projectos-de-energias-limpas-e-eficiencia-energetica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Nelson Jerónimo Rodrigues]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Jan 2024 09:01:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[eficiência energética]]></category>
		<category><![CDATA[EUCF]]></category>
		<category><![CDATA[municípios]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A partir do dia 15 de Janeiro, estão abertas as candidaturas à segunda ronda da European City Facility (EUCF), iniciativa europeia que apoia o desenvolvimento de projectos de energia sustentável nos municípios portugueses.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A partir do dia 15 de Janeiro, estão abertas as candidaturas à segunda ronda da <a href="https://www.eucityfacility.eu/home.html" target="_blank" rel="noopener"><em>European City Facility</em></a> (EUCF), iniciativa europeia que apoia o desenvolvimento de projectos de energia sustentável nos municípios portugueses.</p>
<p>Nesta nova ronda, a decorrer até 15 de Março, está previsto um apoio monetário de 60 mil euros a 75 propostas de municípios ou autoridades locais (candidatas isoladamente ou agrupadas) da União Europeia, Ucrânia e Islândia, o que perfaz um valor global de 4,5 milhões de euros. Os seleccionados recebem também consultoria no desenvolvimento de conceitos de investimento, acções de reforço de capacitação e estabelecimento de parcerias. As acções especificas ficam ao critério de cada município, mas os financiamentos de rondas anteriores serviram, por exemplo, para apoiar estudos de viabilidade técnica e análises de mercado, jurídicas e económicas.</p>
<p>Tal como nas fases anteriores, o processo de candidatura começa com um rápido questionário em que cada candidato avalia a sua auto-elegibilidade. Segue-se um formulário que tem em consideração vários pontos, como o compromisso político ou o plano de investimento do projecto. É também necessário que os candidatos disponham de um plano de acção para a sustentabilidade energética (ou equivalente) aprovado.</p>
<p>Para os interessados, a EUCF organiza sessões de informação nacionais que ajudam a esclarecer dúvidas sobre o procedimento de candidatura, através de especialistas nacionais e outros agentes previamente seleccionados.</p>
<p>Depois desta ronda de candidaturas, está prevista mais uma (a 7.ª), lançada possivelmente em Novembro ou Dezembro deste ano (datas ainda por confirmar). A EUCF prevê apoiar mais de 200 cidades nestas últimas três <em>calls</em>, que se juntarão às 213 das fases anteriores. No total, mais de duas dezenas de candidaturas portuguesas já foram aprovadas. A de Cascais foi a primeira, logo na ronda inaugural, seguindo-se Torres Vedras, Sintra, Braga, Vila Nova de Famalicão, Porto, Guarda, Guimarães e Vila Nova de Gaia, na segunda <em>call</em>. No terceiro concurso foram escolhidas as candidaturas de Bragança e municípios da Terra Fria (Nordeste transmontano), Arcos de Valdevez, Oeiras, Ovar, Maia e São João da Madeira. Na quarta <em>call </em>(que decorreu entre Junho e Setembro de 2022) o júri seleccionou Almada, Valongo, Matosinhos, Azambuja, Alto Alentejo, municípios da Terra Quente transmontana e Arruda dos Vinhos. Ainda não foram anunciados os municípios eleitos no quinto concurso, que decorreu entre Março e Junho de 2023.</p>
<p>Financiada pelo programa Horizonte 2020 (Programa de investigação e inovação da União Europeia), a <em>European City Facility</em> é coordenada pela Energy Cities e composta por um consórcio europeu que integra também a FEDARENE – Federação Europeia de Agências e Regiões para a Energia e o Ambiente, a Climate Alliance, a Adelphi, a Enviros, a GNE Finance e o ICLEI.</p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><em>Este artigo foi originalmente publicado na revista <a href="https://smart-cities.pt/noticias/nova-ronda-da-eucf-apoia-projetos-de-energias-limpas-e-eficiencia-energetica-das-cidades-04-01/" target="_blank" rel="noopener">Smart Cities</a>, aqui com as devidas adaptações.<br /></em></p>
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		<title>Cidade de Chaves utiliza geotermia para aquecer edifícios</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/2011-cidade-de-chaves-utiliza-geotermia-para-aquecer-edificios-ee149/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Nelson Jerónimo Rodrigues]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Nov 2023 10:42:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[AQS]]></category>
		<category><![CDATA[energia geotérmica]]></category>
		<category><![CDATA[geotermia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O município transmontano de Chaves está a finalizar a maior rede urbana de calor geotérmico em Portugal Continental, que vai distribuir energia térmica a 24 edifícios públicos e privados da zona histórica. Cinco já demonstram as vantagens económicas e ambientais do projecto flaviense, enquanto ...</p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/2011-cidade-de-chaves-utiliza-geotermia-para-aquecer-edificios-ee149/">Cidade de Chaves utiliza geotermia para aquecer edifícios</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>O município transmontano de Chaves está a finalizar a maior rede urbana de calor geotérmico em Portugal Continental, que vai distribuir energia térmica a 24 edifícios públicos e privados da zona histórica. Cinco já demonstram as vantagens económicas e ambientais do projecto flaviense, enquanto os restantes vão começar a fazê-lo em breve.</strong></p>
<p>Numa das cidades portuguesas com as temperaturas mais baixas do país durante o Inverno, ter águas que brotam da Terra a 76 graus Celsius (ºC) é mais do que uma bênção. É uma autêntica oportunidade. Na antiga <em>Aquae Flaviae</em>, os romanos já as utilizavam com fins termais, mas agora, mais de dois mil anos depois, chegou a altura de Chaves tirar partido máximo das propriedades geotérmicas locais.</p>
<p>A construção da nova rede arrancou em Janeiro de 2021, embora o aproveitamento do calor geotérmico para edifícios na cidade tenha começado nos anos 80 do século passado, nomeadamente nas piscinas municipais e no complexo termal. Este aproveitamento da água com vista à administração de tratamentos termais obrigava, devido à elevada temperatura, a um arrefecimento prévio do recurso hídrico. Para isso, recorria-se a energia eléctrica que alimentava uma torre de arrefecimento, o que no final do mês correspondia a uma factura superior a três mil euros, só para esse fim.</p>
<figure id="attachment_25041" aria-describedby="caption-attachment-25041" style="width: 261px" class="wp-caption alignright"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-25041 size-medium" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/11/IMG-20230719-WA0010-1-scaled-e1700476583975-261x300.jpg" alt="" width="261" height="300" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/11/IMG-20230719-WA0010-1-scaled-e1700476583975-261x300.jpg 261w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/11/IMG-20230719-WA0010-1-scaled-e1700476583975-610x702.jpg 610w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/11/IMG-20230719-WA0010-1-scaled-e1700476583975.jpg 678w" sizes="(max-width: 261px) 100vw, 261px" /><figcaption id="caption-attachment-25041" class="wp-caption-text">Um das captações, com águas a 76 ºC e um caudal de 17 litros.</figcaption></figure>
<p>A solução encontrada para melhorar a situação foi utilizar um permutador principal, instalado numa central geotérmica, que tanto permite arrefecer a água das termas como aquecer a água da rede. Através de um circuito fechado de distribuição, há vários anos que esta última segue para cinco grandes edifícios da cidade: o balneário termal, as piscinas municipais, o Hotel Premium (Aquae Flaviae), a Residencial geriátrica Nova Geração e o Hotel Ibis Styles Chaves.</p>
<p>Uma vez que as três captações de água disponíveis (AC1, AC2 e CC3) apresentam um potencial energético de 3,3 MW de potência térmica (ver Tabela 1), facilmente se constatou que a rede inicial estava subdimensionada, e, por isso, decidiu-se expandi-la para outros locais do centro histórico. Assim, foi construída uma nova rede com dois mil metros de condutas subterrâneas que permite levar calor (água a 65 ºC) até mais 19 edifícios. Entre eles estão, por exemplo, a Biblioteca Municipal, o Lar Residencial da Santa Casa da Misericórdia, o Hotel Petrus, o tribunal, o Edifício dos Paços do Concelho, o edifício Paço do Duque de Bragança e o Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso.</p>
<p>A pandemia e a descoberta de achados arqueológicos no centro histórico da cidade atrasaram a conclusão dos trabalhos, cujo projecto tem um investimento de um milhão e duzentos mil euros, comparticipado por fundos comunitários. Mas, nesta altura, a rede de distribuição já está totalmente concluída, o que irá permitir colocar o sistema em funcionamento em breve, provavelmente até ao fim deste ano.</p>
<figure id="attachment_25045" aria-describedby="caption-attachment-25045" style="width: 300px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-25045 size-medium" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/11/tabela1-300x135.png" alt="" width="300" height="135" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/11/tabela1-300x135.png 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/11/tabela1.png 544w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><figcaption id="caption-attachment-25045" class="wp-caption-text">Tabela 1 – Potência disponível em cada furo e respectivas capacidades caudais e temperaturas de água. Fonte: Município de Chaves.</figcaption></figure>
<p>Joaquim Esteves, engenheiro mecânico de formação e responsável pelo funcionamento e pela manutenção dos diferentes equipamentos, adiantou à <em>Edifícios e Energia</em> que apenas se aguarda a instalação dos permutadores secundários nos edifícios. “Estes são essenciais para aquecer a água que chega aos edifícios em circuito fechado. Ou seja, cada edifício apenas consome água da rede – não a termal, utilizada exclusivamente para os tratamentos das termas –, e, em vez de a aquecer através de uma caldeira convencional, a gás ou a gasóleo, irá fazê-lo por via do seu permutador”, explicou o técnico, que trabalha com Brigite Bazenga, administradora da empresa municipal de gestão de equipamentos do município de Chaves.</p>
<p>Quando toda a rede de<em> district heating</em> de Chaves estiver operacional, arrancará o ensaio de um projecto-piloto, que deverá ter um período de avaliação de cinco anos. E como serão feitas a contabilização individual da energia consumida e a monitorização das condições de utilização? “Para isso, serão instalados sistemas que permitem a medição do caudal consumido, assim como das temperaturas de ida e retorno, através de um contador de entalpia, que não é mais do que um contador de água com duas sondas de temperatura, permitindo transformar o valor em KWh”, acrescentou Joaquim Esteves. Certa é a intenção da autarquia em cobrar ao utilizador um valor muito abaixo do preço tradicional de forma a impulsionar a economia local e a descarbonização do território.</p>
<table>
<tbody>
<tr>
<td>
<p><strong>Poupança e retorno</strong></p>
<p>O município de Chaves tem uma factura energética anual a rondar os três milhões de euros (entre iluminação pública e consumo dos edifícios) e a energia geotérmica poderá vir a representar uma poupança de 200 mil euros/ano. Além disso, a autarquia também terá retorno financeiro com o fornecimento aos consumidores.</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h4>Quais as vantagens?</h4>
<p>De acordo com os estudos efectuados pela câmara municipal, que tiveram em consideração os consumos médios de energia para aquecimento ambiente e aquecimento de águas sanitárias do conjunto de edifícios, a nova rede geotérmica poderá significar uma poupança total superior a 600 mil euros por ano (só o município reduz 200 mil euros/ano). Esta diz respeito à substituição das anteriores fontes de energia fóssil, sobretudo gás natural e gasóleo.</p>
<figure id="attachment_25044" aria-describedby="caption-attachment-25044" style="width: 300px" class="wp-caption alignright"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-25044 size-medium" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/11/Edificio-Termas-4-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/11/Edificio-Termas-4-300x200.jpg 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/11/Edificio-Termas-4-1024x683.jpg 1024w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/11/Edificio-Termas-4-768x512.jpg 768w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/11/Edificio-Termas-4-1536x1024.jpg 1536w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/11/Edificio-Termas-4-2048x1365.jpg 2048w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/11/Edificio-Termas-4-610x407.jpg 610w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/11/Edificio-Termas-4-1080x720.jpg 1080w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/11/Edificio-Termas-4-scaled.jpg 1200w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><figcaption id="caption-attachment-25044" class="wp-caption-text">O balneário das Termas de Chaves é um dos cinco edifícios que já recorrem à geotermia.</figcaption></figure>
<p>Além de ajudar a reduzir os gastos energéticos e a aumentar o conforto térmico dos utilizadores, o projecto apresenta também uma grande importância ambiental, já que se estima uma redução superior a 1 400 toneladas de dióxido de carbono por ano. “Queremos contribuir não só para a descarbonização, e isso é um papel importante [a desempenhar], mas também para podermos ter uma fonte de energia mais sustentável e, sob o ponto de vista financeiro, mais atractiva”, disse à agência Lusa o presidente da câmara de Chaves, Nuno Vaz, em finais do ano passado.</p>
<p>Além de ser 100 % limpa, a energia geotérmica em Chaves é também auto-sustentável e 100 % renovável, uma vez que as três captações de água se reenchem naturalmente, caso não sejam ultrapassados os caudais permitidos. De acordo com Joaquim Esteves, o compromisso ambiental é também a principal razão para não se utilizar a energia geotérmica como fonte para a produção de energia eléctrica: “Nós temos a água a 76 ºC e o [nível de temperatura] ideal para essa produção [eléctrica] é a partir dos 100 ºC. Aqui, até seria possível – e mesmo rentável – atingir esse valor através da queima de combustíveis fósseis, mas não é isso que o município quer, porque a ambição sempre foi a de criar um projecto de grande valor ambiental.”</p>
<h4>Do piso radiante e chillers às piscinas e lavandarias</h4>
<p>Nesta rede de Chaves, a energia geotérmica tem uma utilização final em diversas aplicações. Uma delas é o aproveitamento do calor em sistemas de piso radiante, como já acontece, por exemplo, com o Hotel Ibis Styles Chaves, que também recorre ao calor gerado para aquecer as águas sanitárias. Antes de abrir, em 2019, a unidade realizou obras no edifício e aproveitou para fazer a adaptação à rede, além de ter construído um ramal de ligação às termas. O resultado imediato é uma poupança energética na ordem dos 25 a 30 %.</p>
<p>Já o Hotel Petrus faz parte da lista de edifícios que se junta à rede na segunda fase do projecto. À <em>Edifícios e Energia</em>, o director e proprietário, Pedro Teixeira, revelou que a unidade vai começar por utilizar o novo sistema para o aquecimento de águas sanitárias e da piscina interior, mas que também já está a projectar a instalação de chillers com soluções de arrefecimento e aquecimento para diversos espaços. À data da entrevista, ainda não tinha uma estimativa da poupança energética (aguardava pelo valor das tarifas, definido pela autarquia), mas acreditava que poderia chegar aos 50 %. Arquitecto de formação, Pedro Teixeira elogia a instalação da rede e defende que esta também deveria chegar às habitações particulares: “eu já digo há muitos anos que toda a zona histórica deveria beneficiar deste sistema, porque seria uma grande mais-valia para uma parte da cidade algo despovoada. Este já foi um projecto interessante e bom, mas , uma vez que temos uma dádiva da Terra tão grande, podíamos utilizá-la muito mais”.</p>
<figure id="attachment_25042" aria-describedby="caption-attachment-25042" style="width: 356px" class="wp-caption alignright"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-25042" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/11/maquete-do-complexo-termal-de-chaves-foto-dr82298350defaultlarge_1024-1.jpg" alt="" width="356" height="267" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/11/maquete-do-complexo-termal-de-chaves-foto-dr82298350defaultlarge_1024-1.jpg 1024w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/11/maquete-do-complexo-termal-de-chaves-foto-dr82298350defaultlarge_1024-1-300x225.jpg 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/11/maquete-do-complexo-termal-de-chaves-foto-dr82298350defaultlarge_1024-1-768x576.jpg 768w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/11/maquete-do-complexo-termal-de-chaves-foto-dr82298350defaultlarge_1024-1-610x458.jpg 610w" sizes="(max-width: 356px) 100vw, 356px" /><figcaption id="caption-attachment-25042" class="wp-caption-text">Paralelamente à nova rede urbana de energia geotérmica, o município de Chaves está a desenvolver outro projecto com recurso à água termal, o Aquae Salutem. Trata-se do primeiro complexo termal hidrodinâmico exterior do país (com água quente) e também deverá estar concluído até ao final do ano.</figcaption></figure>
<p>A autarquia já admitiu ter a ambição de fornecer energia aos consumidores domésticos, caso a utilização sustentável do recurso e as verbas disponíveis permitam ampliar a rede, embora afirme que esse investimento não está, por enquanto, no horizonte. Ainda assim, já se estão a estudar outras possíveis captações de água.</p>
<p>Várias unidades hoteleiras também tiram partido da rede para utilização nas lavandarias e o mesmo acontece no complexo das Termas de Chaves. “Lá, existe uma lavandaria de grandes dimensões, que chega a lavar mil quilos de roupa por dia, sendo que a água já entra quente nas máquinas. Assim, o seu único consumo eléctrico é para a rotação dos motores, o que ajuda a poupar tempo e energia”, afirma Joaquim Esteves.</p>
<table>
<tbody>
<tr>
<td>
<h4>Os casos de São Pedro do Sul e dos Açores</h4>
<p>Além de Chaves, também São Pedro do Sul tem procurado apostar na energia geotérmica, tirando partido das águas que por lá brotam a 67,9 ºC. Neste momento, já existe uma pequena rede de distribuição de calor que faz o aquecimento ambiente e de águas sanitárias de dois hotéis junto às termas, ao mesmo tempo que se desenvolve um novo projecto, mais ambicioso, para a criação de uma rede de distribuição que chegará a 16 edifícios (14 hotéis e dois balneários termais). Em entrevista à Edifícios e Energia, o presidente do conselho de administração das Termas de São Pedro do Sul, Victor Leal, adiantou que os trabalhos estão a decorrer a bom ritmo: “Toda a parte das condutas de distribuição já foi colocada e agora estamos a trabalhar na construção da central, por isso, esperamos que o projecto esteja em total execução até ao final do ano”. Este consiste em 16 linhas independentes, com dois circuitos (um de ida e o outro de chegada), pelo que cada um dos utilizadores terá uma linha dedicada própria que depois se vai interceptar na central, responsável pela distribuição do calor.</p>
<p>Enquanto presidente da direcção da Associação das Termas de Portugal, Victor Leal falou, no final de Julho, sobre este tema com a secretária de Estado da Energia, Ana Fontoura, realçando a importância do aviso que permitiu financiar Chaves e São Pedro do Sul. Já na altura houve outros candidatos, “nomeadamente Caldas da Rainha e Carvalhal, mas existem mais interessados nesta área, nomeadamente Gerês, Alcafache ou Aregos”. Também por isso, durante o encontro, Victor Leal procurou sensibilizar a governante para a abertura de um novo concurso que possa apoiar outros projectos geotérmicos em mais estâncias termais do país.</p>
<p>Nos Açores, a geotermia é explorada há mais de três décadas, mas, neste caso, o clima moderado do arquipélago não justifica uma utilização para aquecimento. Juntando esse facto a um grande potencial energético, optou-se pela produção de energia eléctrica gerada a partir de três centrais geotérmicas. Duas ficam na ilha de São Miguel, a da Ribeira Grande (16,6 MW) e a do Pico Vermelho (13 MW), enquanto na ilha Terceira há outra de menor potência (4,7 MW), situada no Pico Alto. Em conjunto, são responsáveis por mais de 23 % das necessidades energéticas dos Açores.</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Diagnosticar a pobreza energética: dois projectos portugueses recebem assistência do EPAH</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/1306-diagnosticar-a-pobreza-energetica-dois-projectos-portugueses-recebem-assistencia-do-epah/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Nelson Jerónimo Rodrigues]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Jun 2023 08:13:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[EPAH]]></category>
		<category><![CDATA[pobreza energética]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Entre as candidaturas seleccionadas pelo Energy Poverty Advisory Hub (EPAH) no âmbito do apoio técnico com vista à mitigação da pobreza energética a nível local, estão duas iniciativas portuguesas. Enquanto a região Centro de Portugal se vai focar no desenvolvimento ...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Entre as candidaturas seleccionadas pelo <a href="https://energy-poverty.ec.europa.eu/index_en" target="_blank" rel="noopener">Energy Poverty Advisory Hub (EPAH)</a> no âmbito do apoio técnico com vista à <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/pobreza-energetica-nova-estrategia-em-cima-da-mesa-sera-desta/">mitigação da pobreza energética</a> a nível local, estão duas iniciativas portuguesas. Enquanto a região Centro de Portugal se vai focar no desenvolvimento de uma ferramenta de diagnóstico e mapeamento, as freguesias da Baixa da Banheira e Vale da Amoreira vão, em conjunto, liderar um projecto de diagnóstico da pobreza energética envolvendo o centro de saúde local.</p>
<p>As duas representantes portuguesas fazem parte de uma lista de 49 municípios e regiões de 12 países da Europa, que integra 28 propostas eleitas, seleccionadas após o <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/0303-webinar-epah-cense-pobreza-energetica-candidaturas-apoio-tecnico/">segundo aviso do EPAH</a>, cuja fase de candidaturas terminou no final do mês de Março.</p>
<p>“Esta colaboração tem como missão capacitar os governos locais, fornecendo-lhes a assistência técnica necessária para <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/1404-pergunta-manuela-almeida-situacoes-pobreza-energetica-estao-muito-longe-de-serem-resolvidas/">alcançar resultados tangíveis</a> e com impacto. Ao abordar a questão da pobreza energética nas suas comunidades, estes municípios estão a abrir caminho para que outros sigam o exemplo e se envolvam em iniciativas semelhantes”, explica o <em>site</em> do <em>hub </em>financiado pela União Europeia com o objectivo de combater a pobreza energética e acelerar a transição energética.</p>
<p>A proposta da Região Centro está relacionada com uma ferramenta de diagnóstico e mapeamento que permite identificar as situações de pobreza energética em cada município. “A ideia é começar a desenvolver uma ferramenta mais alargada, aplicável a larga escala e replicável, e depois testá-la num município da região, que neste caso será Arganil”, explica João Pedro Gouveia, do <a href="https://www.dcea.fct.unl.pt/investigacao/cense" target="_blank" rel="noopener">Centro de Investigação em Ambiente e Sustentabilidade (CENSE FCT-Nova)</a>, um dos parceiro do EPAH.</p>
<p>Já a candidatura da União de Freguesias da Baixa da Banheira e Vale da Amoreira (concelho da Moita) é “um projecto altamente inovador, mesmo a nível europeu, e claramente a nível nacional”, que procura fazer um diagnóstico de pobreza energética envolvendo o centro de saúde local. “Este explora a ligação entre a pobreza energética e os impactos na saúde, bem como o papel dos médicos, que pode ser importante para referenciação de casos e diagnóstico do problema”. Por exemplo, “os clínicos poderão encaminhar os utentes para plataformas de diversas redes que, depois, tentarão ajudar as pessoas com vulnerabilidades ligadas ao desconforto térmico, ao frio, ou ao calor”, acrescenta o investigador.</p>
<p>Além de <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/0506-pobreza-energetica-projeto-reverter-combate-ee146/">Portugal</a>, foram eleitas candidaturas de <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/1603-enr-apresenta-estudo-pobreza-energetica-europa-e-papel-comunidades-energia-renovavel-cer/">mais 11 países</a>: Chipre, Dinamarca, França, Grécia, Hungria, Irlanda, Itália, Polónia, Roménia, Espanha (o mais representado) e Suécia.</p>
<p>Recorde-se que o primeiro aviso de candidaturas escolheu 23 propostas, referentes a 34 autoridades locais da Europa, também duas delas portuguesas: a Junta de Freguesia do Lumiar (Lisboa) e a Junta de Freguesia de Mértola. A primeira está a desenvolver uma comunidade de energia renovável, em colaboração com a <a href="https://www.coopernico.org/" target="_blank" rel="noopener">Coopérnico</a>, integrando <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/1805-coopernico-promove-visitas-domiciliarias-gratuitas-para-combater-pobreza-energetica-powerpoor/">famílias em pobreza energética</a>. Quanto ao caso de Mértola, procura fazer o diagnóstico da pobreza energética no centro histórico da vila, de forma a serem planeadas diversas acções de mitigação. Para isso, estão a ser realizadas entrevistas ao habitantes que, numa primeira fase, ajudem a identificar e compreender as experiências locais.</p>
<p>Além do CENSE, o <em>Energy Poverty Advisory Hub</em> conta com outros quatro parceiros europeus: a rede de acção climática <a href="https://www.climatealliance.org/en/home.html" target="_blank" rel="noopener">Climate Alliance</a> (Bélgica e Alemanha), a agência para a inovação, desenvolvimento e educação<a href="https://www.aisfor.it/" target="_blank" rel="noopener"> AISFOR</a> (Itália), a empresa de desenvolvimento de <em>software </em>e tecnologias de informação <a href="https://akaryon.com/" target="_blank" rel="noopener">Akaryon</a> (Áustria) e a organização sem fins lucrativos <a href="https://www.ecoserveis.net/" target="_blank" rel="noopener">Ecoserveis</a> (Espanha).</p>
<p style="text-align: center;"><em>Fotografia de destaque: Shutterstock</em></p>
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<p style="text-align: center;"><em>Este artigo foi originalmente publicado <a href="https://smart-cities.pt/noticias/pobreza-energetica-comissao-europeia-escolhe-projectos-portugueses-para-apoio-tecnico-2/" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>.</em></p>
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<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/1306-diagnosticar-a-pobreza-energetica-dois-projectos-portugueses-recebem-assistencia-do-epah/">Diagnosticar a pobreza energética: dois projectos portugueses recebem assistência do EPAH</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
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		<title>Medida +Eficiência financia soluções de iluminação e AQS no Terceiro Sector e Sector Municipal</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/medida-eficiencia-financia-solucoes-de-iluminacao-e-aqs-no-erceiro-sector-e-sector-municipal-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Nelson Jerónimo Rodrigues]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 May 2023 08:12:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[AQS]]></category>
		<category><![CDATA[iluminação]]></category>
		<category><![CDATA[Medida +Eficiência]]></category>
		<category><![CDATA[sector municipal]]></category>
		<category><![CDATA[terceiro sector]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://edificioseenergia.pt/?p=22684</guid>

					<description><![CDATA[<p>Implementar tecnologia e equipamentos mais eficientes, tanto ao nível da iluminação interior como do Aquecimento de Águas Sanitárias (AQS), é o principal objectivo da Medida +Eficiência...</p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/medida-eficiencia-financia-solucoes-de-iluminacao-e-aqs-no-erceiro-sector-e-sector-municipal-2/">Medida +Eficiência financia soluções de iluminação e AQS no Terceiro Sector e Sector Municipal</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Implementar tecnologia e equipamentos mais eficientes, tanto ao nível da iluminação interior como do Aquecimento de Águas Sanitárias (AQS), é o principal objectivo da Medida <em>+Eficiência</em>, financiada no âmbito da 7.ª edição do <a href="https://www.dgeg.gov.pt/pt/areas-setoriais/energia/eficiencia-energetica/financiamentos/plano-de-promocao-da-eficiencia-no-consumo-de-energia-eletrica-ppec/" target="_blank" rel="noopener">Plano de Promoção da Eficiência no Consumo de Energia (PPEC)</a>.</span></p>
<p>Até finais de Julho, para a iluminação, e de Dezembro, no caso das soluções de AQS, é possível apresentar candidaturas a esta medida tangível, direccionada para entidades do Terceiro Sector ou Sector da Economia Social e Sector Municipal. Tem, assim, como principais interessados os municípios, detentores de inúmeras instalações de produção de água quente (nomeadamente em piscinas, pavilhões ou campos de jogos), mas também as IPSS (para lares, por exemplo) e outras associações e colectividades.</p>
<p>Estas poderão concorrer a dois tipos de soluções de melhoria &#8211; Iluminação e AQS -, cada uma com as suas regras e especificações técnicas. Quanto à primeira, prevê a substituição directa de lâmpadas fluorescentes tubulares (T8), de balastros ferromagnéticos, por lâmpadas de tecnologia LED, que são mais eficientes. Ao nível da potência, devem ser utilizados três pares de tecnologia fluorescentes/LED distintos na substituição das lâmpadas: 18 W por 9,5 W; 36 W por 20 W; 58 W por 30 W.</p>
<p>Já no caso do aquecimento de águas sanitárias, pretende-se dotar instalações, produtoras de AQS a gás natural, com equipamentos complementares baseados num <em>kit</em> de tecnologias de energia renovável. Este <em>kit</em> é composto por uma bomba de calor e um painel fotovoltaico dedicado, tendo sido dimensionado para uma relação de 70 % &#8211; 70 %. Ou seja, a supressão de 70 % das necessidades globais de energia final pela bomba de calor e 70 % da energia eléctrica ainda necessária para o seu funcionamento ser garantido pelo sistema solar fotovoltaico.</p>
<p>Com uma dotação global próxima dos 700 mil euros, a Medida <em>+Eficiência</em> prevê um apoio financeiro de 71 % dos custos, ficando o restante a cargo das entidades beneficiárias. Além disso, corresponde a uma redução no consumo de energia primária em 4910 tep, o que resulta num benefício ambiental valorizado em 402.827 €/ano.</p>
<p>A <a href="http://www.rnae.pt/" target="_blank" rel="noopener">RNAE &#8211; Associação das Agências de Energia e Ambiente</a> é o promotor desta medida, enquanto a parceria técnica está a cargo da <a href="http://www.senergia.pt/contactos-e-localizacao/" target="_blank" rel="noopener">S.ENERGIA – Agência Regional de Energia Barreiro, Moita, Montijo e Alcochete</a>.</p>
<p>As candidaturas poderão ser efectuadas através do preenchimento de formulário, disponível <a href="https://forms.office.com/pages/responsepage.aspx?id=h7Q37vPwnkWiPW7o4c5t4ax4vP3LmMtBkkKDNktlyPlUQVdXS05aUFJKQzhPWEJOU0dGN0pWUkpERCQlQCN0PWcu" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-22706 size-full" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/05/edi650x340.jpg" alt="" width="650" height="340" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/05/edi650x340.jpg 650w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/05/edi650x340-300x157.jpg 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/05/edi650x340-610x319.jpg 610w" sizes="(max-width: 650px) 100vw, 650px" /></p>
<p style="text-align: center;"><em>Fotografia de destaque: Shutterstock</em></p>
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