Nova norma ISO promove edifícios mais adaptáveis em nome da sustentabilidade

Em 2018, o sector dos edifícios foi responsável por 28 % do total de emissões de gases com efeito de estufa relacionados com energia. Para minimizar os efeitos negativos do sector no ambiente, a Organização Internacional de Normalização (ISO) introduziu uma nova norma com o objectivo de aumentar a vida útil dos edifícios, actuando na melhoria das condições de reconversão para diferentes usos, e aumentando a eficiência no desmantelamento dos componentes dos edifícios, através da reutilização e reciclagem de materiais.

A recém-publicada norma ISO 20887 pretende promover a optimização da utilização dos edifícios durante o seu período útil de vida, estendendo-o, e a reutilização e reciclagem dos seus componentes quando a sua vida chegar ao fim. Traçando princípios e impondo requisitos, a nova norma pretende “ajudar proprietários, arquitectos, engenheiros e quaisquer outros envolvidos no ciclo de vida de um edifício na melhoria da sua sustentabilidade e na poupança de tempo e recursos”.

Através da aplicação de princípios de desenho para o desmantelamento e a adaptabilidade, a adopção desta norma pretende dar “um contributo positivo para o desenvolvimento sustentável”. A ISO 20887 propõe-se, em primeiro lugar, a aumentar a eficiência do funcionamento e o tempo de vida de um edifício, ao aumentar a sua adaptabilidade e melhorando as condições de reconversão dos espaços para diferentes usos. Por fim, a norma visa dar nova vida aos recursos e componentes dos edifícios, no momento em que as suas vidas úteis chegam ao fim, através da “desmontagem eficaz, reutilização e descartamento de vários dos seus materiais”, lê-se em nota da ISO.

A organização responsável pela definição internacional de normas espera, com a aplicação da norma, a redução das emissões de gases com efeito de estufa no sector dos edifícios, contribuindo “directamente” para a concretização dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), definidos pela ONU.

As emissões de gases com efeito de estufa do sector dos edifícios ascendia, em 2018, segundo a Agência Internacional de Energia (AIE), a 28 % do total de emissões deste tipo de gases. Com a adopção da norma, a ISO espera, igualmente, a redução de custos e da quantidade de resíduos deste sector a acabar em aterro. A organização considera que os melhores resultados serão obtidos através da integração, no início dos projectos de edifícios, dos princípios de desmantelamento e adaptabilidade.

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