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	<title>Arquivo de RNC - Edificios e Energia</title>
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	<description>A Revista especializada de referência nos sectores de AVAC, eficiência energética, materiais de construção e edifícios.</description>
	<lastBuildDate>Tue, 31 Dec 2024 15:58:47 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivo de RNC - Edificios e Energia</title>
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	<item>
		<title>7.º Relatório de Progresso da ELPRE regista “avanços na descarbonização, mas desafios exigem acção urgente”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Edifícios e Energia]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 31 Dec 2024 08:00:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ADENE]]></category>
		<category><![CDATA[descarbonização]]></category>
		<category><![CDATA[edifícios]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Grupo de Coordenação da Estratégia de Longo Prazo para a Renovação dos Edifícios (ELPRE) publicou recentemente o seu 7.º Relatório de Progresso. O destaque vai para a redução no consumo de energia primária e o aumento da produção de energias renováveis. Ainda assim, o relatório continua a alertar para a necessidade de acelerar a taxa de renovação dos edifícios, especialmente no sector residencial.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/7-o-relatorio-de-progresso-da-elpre-regista-avancos-na-descarbonizacao-mas-desafios-exigem-accao-urgente/">7.º Relatório de Progresso da ELPRE regista “avanços na descarbonização, mas desafios exigem acção urgente”</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>O Grupo de Coordenação da <em>Estratégia de Longo Prazo para a Renovação dos Edifícios</em> (ELPRE) publicou recentemente o seu <a href="https://www.adene.pt/wp-content/uploads/2024/12/7.o-Relatorio-Grupo-Coordenacao-ELPRE_Nov2024.pdf" target="_blank" rel="noopener">7.º Relatório de Progresso</a>, O destaque vai para a redução no consumo de energia primária e o aumento da produção de energias renováveis. Ainda assim, o relatório continua a alertar para a necessidade de acelerar a taxa de renovação dos edifícios, especialmente no sector residencial.</strong></p>
<p><span data-contrast="auto">O 7.º Relatório da ELPRE incide sobre o período de Junho a Novembro de 2024, reflectindo o desempenho na descarbonização do parque edificado em Portugal, em alinhamento com o </span><em>Roteiro para a Neutralidade Carbónica 2050</em><span data-contrast="auto"> (RNC 2050) e o </span><em>Plano Nacional Energia e Clima 2030</em><span data-contrast="auto"> (PNEC 2030). No documento, o combate à pobreza energética é referido como o grande desafio, ao mesmo tempo que é feito um alerta para a falta de dados detalhados sobre a renovação dos edifícios, vista como a maior dificuldade na monitorização dos progressos da ELPRE.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335557856&quot;:16777215,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:216}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">O documento destaca os principais resultados: a redução de consumo de energia primária em 6,5 %, tendo como meta da ELPRE 11 % até 2030; a produção de energia renovável local regista um aumento significativo de 25,5 % em 2023, ultrapassando a meta de 11 % para 2030; a redução de emissões de CO2 em 45,7 %, evidenciando uma trajectória favorável para a descarbonização do edificado nacional; quanto à área de edifícios renovados, revela um progresso acumulado de 3,9 % em 2023, mas longe da meta de 49 % para 2030, sublinhando-se a necessidade de aceleração na renovação do edificado; o conforto térmico regista melhorias no parque habitacional, com uma redução acumulada de 0,54 % nas horas de desconforto térmico.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335557856&quot;:16777215,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:216}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">O relatório enfatiza a importância de melhorar a recolha e partilha de dados que permitam um acompanhamento mais preciso do progresso da estratégia, assinalando que o sucesso da ELPRE depende da colaboração entre o Governo, os municípios, as empresas e os cidadãos.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335557856&quot;:16777215,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:216}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A ADENE &#8211; Agência para a Energia refere no seu </span><em>site</em><span data-contrast="auto"> que “o 7.º relatório deixa claro que o actual ritmo de renovação em curso será insuficiente para atingir as metas de 2030, em especial no sector residencial. Além disso, a pobreza energética persiste como uma preocupação, reflectindo a necessidade de acções mais inclusivas e abrangentes”.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335557856&quot;:16777215,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:216}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Perante o actual cenário de cumprimento da ELPRE, o Grupo de Coordenação reforça a importância de:</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335557856&quot;:16777215,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:216}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">– Reforçar os mecanismos financeiros e os incentivos fiscais de promoção da eficiência energética;</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335557856&quot;:16777215,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:216}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">– Criar programas específicos de combate à pobreza energética;</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335557856&quot;:16777215,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:216}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">– Aumentar a formação de profissionais especializados na renovação energética;</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335557856&quot;:16777215,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:216}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">– Reforçar um plano de acção dedicado à reabilitação dos edifícios da Administração Pública.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335557856&quot;:16777215,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:216}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Por fim, o relatório sublinha a urgência de reforçar os esforços para a renovação energética do parque edificado, garantindo que Portugal está no caminho certo para alcançar as suas metas de descarbonização e conforto térmico.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335557856&quot;:16777215,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:216}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">O relatório foi elaborado pela DGEG – Direção Geral de Energia e Geologia, pela ADENE – Agência para a Energia e pelo LNEC – Laboratório Nacional de Engenharia Civil.</span></p>
<p>Fotografia de destaque: © Shutterstock</p>
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		<title>ADENE &#124; Edifícios sustentáveis: Mais do que um contributo para a descarbonização</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/empresas/adene-edificios-sustentaveis-mais-do-que-um-contributo-para-a-descarbonizacao-ee148/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rui Fragoso]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Jul 2023 08:08:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[ADENE]]></category>
		<category><![CDATA[descarbonização]]></category>
		<category><![CDATA[elpre]]></category>
		<category><![CDATA[pobreza energética]]></category>
		<category><![CDATA[reabilitação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em 2016, a Comissão Europeia (CE) apresentou o pacote Energia Limpa para todos os Europeus, um passo para a transição energética e para o cumprimento do Acordo de Paris. Dois anos mais tarde, em 2018, a União Europeia (UE) aprovou o regulamento da Governação, ...</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em 2016, a Comissão Europeia (CE) apresentou o pacote <em>Energia Limpa para todos os Europeus</em>, um passo para a transição energética e para o cumprimento do Acordo de Paris. Dois anos mais tarde, em 2018, a União Europeia (UE) aprovou o regulamento da Governação, o qual estabeleceu, entre outras metas, uma redução das emissões de gases com efeito de estufa (GEE), relativamente aos níveis de 1990, de 40 %. O pacote <em>Objetivo 55</em>, apresentado pela CE em 2021, visa permitir que a UE reduza as suas emissões líquidas de gases com efeito de estufa em, pelo menos, 55 % até 2030, em comparação com os níveis de 1990, e alcance a neutralidade climática em 2050, facto tornado obrigatório através da Lei Europeia do Clima.</p>
<p>Portugal assumiu também um compromisso ambicioso através do <em>Roteiro para a Neutralidade Carbónica 2050</em>: uma redução dos GEE de entre 85 % e 90 % até 2050, face aos valores registados em 2005, em grande medida alavancado pelo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/0307-primeira-revisao-do-pnec-2030-reforca-ambicao-para-renovaveis-e-cer/"><em>Plano Nacional Energia e Clima 2030</em></a>.</p>
<p>Os edifícios são naturalmente parte desta equação, tendo, por isso, sido estabelecida uma<em> Estratégia de Longo Prazo para a Renovação os Edifícios</em> (ELPRE). Se bem que a ELPRE pretenda ir ao encontro dos objetivos, europeus e nacionais, para alcançar a neutralidade carbónica, o seu propósito é bem maior, procurando promover a eficiência energética dos edifícios existentes com vista a melhorar as condições de vida e a oportunidade de crescimento económico.</p>
<p>Como estamos em matéria de resultados da ELPRE? Com base no 4.º relatório de acompanhamento, é possível observar os seguintes valores para 2021 face a 2018:</p>
<p>• Redução do consumo de energia primária no parque de edifícios residencial de -0,01 %, e no caso do parque de edifícios não-residencial -15,7%, para um total cumulativo de -7,6 %;<br />• Aumento da produção de energia renovável local de +9,7 %;<br />• Aumento da produção de energia renovável total de +8,5 %;<br />• Redução nas emissões de CO2eq de -45,5 %;<br />• Aumento na percentagem de edifícios renovados, para 2020, de +6,2 % e na de edifícios não-residenciais, para 2021, de +2,9 %.</p>
<p>Se bem que os dados de monitorização da ELPRE continuem a ser robustecidos e complementados a todo do tempo, a análise dos resultados sugere que “aparentemente o setor dos edifícios está a ‘descarbonizar’ pelas alterações a montante na <a href="https://edificioseenergia.pt/empresas/0407-energia-em-numeros-relatorio-da-adene-e-dgeg-ja-disponivel/">produção de energia</a>, sendo que, no entanto, é necessário reforçar o investimento na reabilitação energética do parque de edifícios existente. Cumpre ainda referir que a pobreza energética poderá não estar a ser mitigada na medida do necessário, uma vez que o caminho para um parque de edifícios descarbonizado não significa necessariamente um parque de edifícios com condições de conforto aceitáveis.”</p>
<p>Apesar de a ELPRE ter como horizonte 2050, estes dados iniciais dão um panorama do estado relativamente à renovação dos edifícios (ou, pelo menos, daquilo que é possível monitorizar até ao momento). É de prever que, com os instrumentos financeiros que se avizinham e com o lançamento da <em>Estratégia Nacional de Longo Prazo para o Combate à Pobreza Energética</em>, seja possível chegar ainda mais longe, indo assim além da descarbonização e multiplicando os efeitos da renovação do parque edificado.</p>
<p style="text-align: center;"><strong><em>As opiniões expressas são da responsabilidade dos autores e não reflectem necessariamente as ideias da revista Edifícios e Energia.</em></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><em>ESTE ARTIGO CONTA COM O APOIO DA <a href="https://www.adene.pt/">ADENE</a></em></strong></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Pobreza energética: energia e (des)conforto do setor doméstico</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/0707-pobreza-energetica-energia-e-desconforto-do-setor-domestico-isabel-sarmento-ee146/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Isabel Sarmento]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Jul 2023 07:48:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião/Análise]]></category>
		<category><![CDATA[elpre]]></category>
		<category><![CDATA[ENLPCPE]]></category>
		<category><![CDATA[pobreza energética]]></category>
		<category><![CDATA[RNC]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A pobreza energética dá uma dimensão da “não-capacidade” das famílias para manterem a sua casa adequadamente aquecida. Nunca o tema, como hoje, teve a importância devida. Infelizmente, todos os anos, em Portugal, os meios de comunicação social noticiam ...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="et_pb_module et_pb_text et_pb_text_0  et_pb_text_align_left et_pb_bg_layout_light">
<div class="et_pb_text_inner">
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<div class="et_pb_text_inner">
<p style="text-align: center;"><em>Artigo publicado originalmente na edição de Março/Abril de 2023 da Edifícios e Energia</em></p>
<p><span data-contrast="none">A </span><span data-contrast="none">pobreza energética dá uma dimensão da “não-capacidade” das famílias para manterem a sua casa adequadamente aquecida.</span><span data-ccp-props="{&quot;134245417&quot;:false,&quot;201341983&quot;:2,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559740&quot;:240}"> </span><span data-contrast="none">Nunca o tema, como hoje, teve a importância devida. Infelizmente, <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/1906-a-pobreza-energetica-que-teima-em-ficar-serafin-grana-ee146/">todos os anos, em Portugal</a>, os meios de comunicação social noticiam que, devido a ocorrências relacionadas com chaminés, lareiras e braseiras, morrem pessoas numa tentativa de sobreviver ao frio que se faz sentir no interior das suas habitações. </span><span data-contrast="none"><a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/1306-diagnosticar-a-pobreza-energetica-dois-projectos-portugueses-recebem-assistencia-do-epah/">Vários fatores contribuem</a> para esta dramática situação:</span><span data-ccp-props="{&quot;134245417&quot;:false,&quot;201341983&quot;:2,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559731&quot;:170,&quot;335559740&quot;:240}"> </span></p>
</div>
</div>
</div>
</div>
<p>• <span class="TextRun SCXW116406616 BCX0" lang="PT-PT" xml:lang="PT-PT" data-contrast="none"><span class="NormalTextRun SCXW116406616 BCX0" data-ccp-parastyle="* texto">Fraco desempenho térmico e energético das habitações;</span></span><span class="EOP SCXW116406616 BCX0" data-ccp-props="{&quot;134245417&quot;:false,&quot;201341983&quot;:2,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559685&quot;:160,&quot;335559740&quot;:240,&quot;335559991&quot;:160}"> </span></p>
<p>• <span class="TextRun SCXW198187513 BCX0" lang="PT-PT" xml:lang="PT-PT" data-contrast="none"><span class="NormalTextRun SCXW198187513 BCX0" data-ccp-parastyle="* texto">Baixo rendimento das famílias;</span></span><span class="EOP SCXW198187513 BCX0" data-ccp-props="{&quot;134245417&quot;:false,&quot;201341983&quot;:2,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559685&quot;:160,&quot;335559740&quot;:240,&quot;335559991&quot;:160}"> </span></p>
<p>• <span class="TextRun SCXW16576379 BCX0" lang="PT-PT" xml:lang="PT-PT" data-contrast="none"><span class="NormalTextRun SCXW16576379 BCX0" data-ccp-parastyle="* texto" data-ccp-parastyle-defn="{&quot;ObjectId&quot;:&quot;af52f327-dcbc-428d-b71b-abb12c08209b|9&quot;,&quot;ClassId&quot;:1073872969,&quot;Properties&quot;:[469775450,&quot;* texto&quot;,201340122,&quot;2&quot;,134233614,&quot;true&quot;,469778129,&quot;texto0&quot;,335572020,&quot;99&quot;,201342448,&quot;3&quot;,469777841,&quot;Dax-Light&quot;,469777842,&quot;Dax-Light&quot;,469777843,&quot;ＭＳ 明朝&quot;,469777844,&quot;Dax-Light&quot;,469769226,&quot;Dax-Light,ＭＳ 明朝&quot;,335551500,&quot;0&quot;,268442635,&quot;19&quot;,335551547,&quot;2070&quot;,335559740,&quot;240&quot;,201341983,&quot;2&quot;,335551550,&quot;6&quot;,335551620,&quot;6&quot;,134245417,&quot;false&quot;,469778324,&quot;[No Paragraph Style]&quot;]}">Elevado custo da energia;</span></span></p>
<p>• <span class="TextRun SCXW39521787 BCX0" lang="PT-PT" xml:lang="PT-PT" data-contrast="none"><span class="NormalTextRun SCXW39521787 BCX0" data-ccp-parastyle="* texto" data-ccp-parastyle-defn="{&quot;ObjectId&quot;:&quot;af52f327-dcbc-428d-b71b-abb12c08209b|9&quot;,&quot;ClassId&quot;:1073872969,&quot;Properties&quot;:[469775450,&quot;* texto&quot;,201340122,&quot;2&quot;,134233614,&quot;true&quot;,469778129,&quot;texto0&quot;,335572020,&quot;99&quot;,201342448,&quot;3&quot;,469777841,&quot;Dax-Light&quot;,469777842,&quot;Dax-Light&quot;,469777843,&quot;ＭＳ 明朝&quot;,469777844,&quot;Dax-Light&quot;,469769226,&quot;Dax-Light,ＭＳ 明朝&quot;,335551500,&quot;0&quot;,268442635,&quot;19&quot;,335551547,&quot;2070&quot;,335559740,&quot;240&quot;,201341983,&quot;2&quot;,335551550,&quot;6&quot;,335551620,&quot;6&quot;,134245417,&quot;false&quot;,469778324,&quot;[No Paragraph Style]&quot;]}">Desigualdade no acesso à energia;</span></span></p>
<p><span class="TextRun SCXW63298306 BCX0" lang="PT-PT" xml:lang="PT-PT" data-contrast="none"><span class="NormalTextRun SCXW63298306 BCX0" data-ccp-parastyle="* texto">• Baixa <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/1805-coopernico-promove-visitas-domiciliarias-gratuitas-para-combater-pobreza-energetica-powerpoor/">literacia energética</a>.</span></span><span class="EOP SCXW63298306 BCX0" data-ccp-props="{&quot;134245417&quot;:false,&quot;201341983&quot;:2,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559685&quot;:160,&quot;335559740&quot;:240,&quot;335559991&quot;:160}"> </span></p>
<p><span data-contrast="none">Ao estar, agora e bem, a pobreza energética na ordem do dia, parece-me interessante olhar para alguns indicadores, a partir dos dados que são divulgados e que nos podem fazer refletir sobre o muito que há a fazer para a mitigação do problema.</span></p>
<p><span data-contrast="none">A vertente social da sustentabilidade pressupõe assegurar, ou pelo menos melhorar, a qualidade de vida das populações. E melhorar a qualidade de vida das pessoas é, também, garantir-lhes conforto e que esta melhoria seja feita em segurança.</span></p>
<figure id="attachment_23357" aria-describedby="caption-attachment-23357" style="width: 414px" class="wp-caption alignleft"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-23357  alignright" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/07/Screenshot-2023-07-03-at-16.28.20.png" alt="" width="414" height="289" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/07/Screenshot-2023-07-03-at-16.28.20.png 1348w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/07/Screenshot-2023-07-03-at-16.28.20-300x210.png 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/07/Screenshot-2023-07-03-at-16.28.20-1024x716.png 1024w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/07/Screenshot-2023-07-03-at-16.28.20-768x537.png 768w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/07/Screenshot-2023-07-03-at-16.28.20-610x426.png 610w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/07/Screenshot-2023-07-03-at-16.28.20-1080x755.png 1080w" sizes="(max-width: 414px) 100vw, 414px" /><figcaption id="caption-attachment-23357" class="wp-caption-text"><strong>Figura 1 &#8211;</strong> População portuguesa que vive em situação de pobreza energética e outros. Fonte: <em>Estratégia Nacional de Longo Prazo para o Combate à Pobreza Energética 2021-2050.</em></figcaption></figure>
<p><span data-contrast="none">A <a href="https://www.iea.org/">Agência Internacional de Energia</a> estima que cerca de dois mil milhões de pessoas em todo o mundo vivem em situação de pobreza energética, sendo que, na União Europeia, esse valor varia entre 50 e 125 milhões de pessoas. Isto é, entre 11 % e 28 % dos <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/0603-estrategia-combate-pobreza-energetica-melhoria/">europeus vivem em pobreza energética</a>.</span></p>
<p><span data-contrast="none">Já em Portugal, estima-se que haja entre 1,9 a três milhões de pessoas em pobreza energética, ainda que em diferentes patamares (Figura 1).</span><span data-ccp-props="{&quot;134245417&quot;:false,&quot;201341983&quot;:2,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559731&quot;:170,&quot;335559740&quot;:240}"> </span><span data-contrast="none">Daí resulta que, pelo menos, entre 20 a 30 % dos portugueses vivem em situação de desconforto, o que revela a importância da<em> Estratégia Nacional de Longo Prazo para o Combate à Pobreza Energética 2021-2050</em>, ao estabelecer objetivos e estratégias com vista a mitigar a atual realidade.</span></p>
<p><span data-contrast="none">A<em><a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/pobreza-energetica-da-estrategia-nacional-a-acao-local-adeporto-ee146/"> Estratégia Nacional</a> de Longo Prazo para o Combate à Pobreza Energética 2021-2050</em> assenta em:</span><span data-ccp-props="{&quot;134245417&quot;:false,&quot;201341983&quot;:2,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559731&quot;:170,&quot;335559740&quot;:240}"> </span></p>
<p>• <span data-contrast="none">reforço da eficiência energética das habitações;</span><span data-ccp-props="{&quot;134245417&quot;:false,&quot;201341983&quot;:2,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559685&quot;:160,&quot;335559740&quot;:240,&quot;335559991&quot;:160}"> </span></p>
<p>• <span data-contrast="none">promoção de mecanismos de proteção e apoio ao consumidor;</span></p>
<p>• <span data-contrast="none">reforço das dinâmicas de informação;</span></p>
<p>• <span data-contrast="none">promoção de e apoio a projetos piloto com caráter inovador e à adoção de novas tecnologias.</span></p>
<p><span class="TextRun SCXW18714181 BCX0" lang="PT-PT" xml:lang="PT-PT" data-contrast="none"><span class="NormalTextRun SCXW18714181 BCX0" data-ccp-parastyle="* texto" data-ccp-parastyle-defn="{&quot;ObjectId&quot;:&quot;af52f327-dcbc-428d-b71b-abb12c08209b|9&quot;,&quot;ClassId&quot;:1073872969,&quot;Properties&quot;:[469775450,&quot;* texto&quot;,201340122,&quot;2&quot;,134233614,&quot;true&quot;,469778129,&quot;texto0&quot;,335572020,&quot;99&quot;,201342448,&quot;3&quot;,469777841,&quot;Dax-Light&quot;,469777842,&quot;Dax-Light&quot;,469777843,&quot;ＭＳ 明朝&quot;,469777844,&quot;Dax-Light&quot;,469769226,&quot;Dax-Light,ＭＳ 明朝&quot;,335551500,&quot;0&quot;,268442635,&quot;19&quot;,335551547,&quot;2070&quot;,335559740,&quot;240&quot;,201341983,&quot;2&quot;,335551550,&quot;6&quot;,335551620,&quot;6&quot;,134245417,&quot;false&quot;,469778324,&quot;[No Paragraph Style]&quot;]}">O reforço da eficiência energética das habitações pressupõe, desde logo, a melhoria da qualidade térmica da envolvente do parque residencial, que, de um modo geral, é antigo e de fraca qualidade térmica. Tendo por base o <em>Inquérito ao Consumo de Energia no Sector Doméstico</em> (ICESD 2020), realizado pelo Instituto Nacional de Estatística, conclui-se que (Figura 2):</span></span><span class="EOP SCXW18714181 BCX0" data-ccp-props="{&quot;134245417&quot;:false,&quot;201341983&quot;:2,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559731&quot;:170,&quot;335559740&quot;:240}"> </span></p>
<p>• <span data-contrast="none">55 % do parque construído, correspondente a 290 km²</span><span data-contrast="none"> de habitação, não foi objeto de qualquer requisito térmico à sua envolvente, já que foi construído antes da publicação do primeiro RCCTE [Regulamento das Características de Comportamento Térmico dos Edifícios &#8211; <a href="https://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/decreto-lei/40-1990-334611">Decreto de Lei n.º 40/1990, de 6 de Fevereiro</a>]</span><span data-contrast="none">;</span><span data-ccp-props="{&quot;134245417&quot;:false,&quot;201341983&quot;:2,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559685&quot;:160,&quot;335559740&quot;:240,&quot;335559991&quot;:160}"> </span></p>
<p>• <span data-contrast="none">100 % do parque construído, equivalente a 529 km²</span><span data-contrast="none"> de habitação, não cumprirá com o requisito NZEB [edifícios de habitação de necessidades quase nulas de energia]</span><span data-contrast="none">, um dos objetivos da <em>Estratégia de Longo Prazo de Renovação de Edifícios</em> (ELPRE).</span></p>
<p><span data-contrast="none">O <em>Plano de Recuperação e Resiliência</em> (PRR) destina à promoção da eficiência energética de edifícios, nos próximos cinco anos, 300 milhões de euros (Investimento TC-C13-i01). Se, em termos absolutos, este valor parece muito, já em termos relativos resulta em:</span><span data-ccp-props="{&quot;134245417&quot;:false,&quot;201341983&quot;:2,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559731&quot;:170,&quot;335559740&quot;:240}"> </span></p>
<p>• <b></b> <span data-contrast="none">1,94 euros /m²</span><span data-contrast="none">, para 53,6 % de área do parque construído até 1990, provavelmente, aquele que está afeto aos três milhões da população com algum grau de pobreza energética;</span></p>
<p><span data-contrast="none">• 1,65 euros /m²</span><span data-contrast="none">, considerando 50 % da área do edificado habitacional prevista a ser renovada até 2030 no âmbito da ELPRE;</span></p>
<p><span data-contrast="none">• 0,62 euros /m²</span><span data-contrast="none">, tomando em consideração o parque construído até 2005; ou</span></p>
<p><span data-contrast="none">• 0,57 euros /m²</span><span data-contrast="none">, tomando em consideração o parque construído até 2021 (até esta data, não há NZEB).</span></p>
<figure id="attachment_23338" aria-describedby="caption-attachment-23338" style="width: 516px" class="wp-caption alignleft"><img decoding="async" class="wp-image-23338  aligncenter" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/07/Isabel-Sarmento-2-scaled.jpg" alt="" width="633" height="291" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/07/Isabel-Sarmento-2-scaled.jpg 1200w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/07/Isabel-Sarmento-2-300x138.jpg 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/07/Isabel-Sarmento-2-1024x471.jpg 1024w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/07/Isabel-Sarmento-2-768x353.jpg 768w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/07/Isabel-Sarmento-2-1536x706.jpg 1536w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/07/Isabel-Sarmento-2-2048x941.jpg 2048w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/07/Isabel-Sarmento-2-610x280.jpg 610w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/07/Isabel-Sarmento-2-1080x496.jpg 1080w" sizes="(max-width: 633px) 100vw, 633px" /><figcaption id="caption-attachment-23338" class="wp-caption-text"><strong>Figura 2 &#8211;</strong> Estado do parque edificado português. Fonte: Dados ICESD 2020 (adaptação)</figcaption></figure>
<p><span data-contrast="none">Analisando estas possibilidades, o valor do PRR para a eficiência energética de edifícios parece, de todo, insuficiente, em qualquer dos cenários! Ainda mais, tomando em conta, apenas, a reabilitação da envolvente. Mas a eficiência energética das habitações pressupõe, também, reabilitar ou, até, dotar as habitações de sistemas de aquecimento energeticamente eficientes e em linha com a tão ambicionada descarbonização dos edifícios.</span><span data-ccp-props="{&quot;134245417&quot;:false,&quot;201341983&quot;:2,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559731&quot;:170,&quot;335559740&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="none">Apesar de o aquecimento ambiente estar presente na quase totalidade das habitações portuguesas, dificilmente tal significa estar em conforto térmico, como, facilmente, se pode depreender pelo tipo de sistemas em aquecimento que equipam os alojamentos (Figura 3).</span><span data-ccp-props="{&quot;134245417&quot;:false,&quot;201341983&quot;:2,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559731&quot;:170,&quot;335559740&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="none">Efetivamente, apenas 16,6 % dos alojamentos terão, à partida, garantia de conforto em todos os seus espaços, ao serem dotados de um sistema de aquecimento centralizado. Os demais 83 % são caraterizados por possuírem sistemas individuais que garantirão apenas algum conforto no espaço onde se localizam. Alojamentos haverá que nada terão e o arrefecimento ambiente, quando assegurado, é 60 % promovido por ventoinhas.</span><span data-ccp-props="{&quot;134245417&quot;:false,&quot;201341983&quot;:2,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559731&quot;:170,&quot;335559740&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="none">Ainda de acordo com os dados ICDES 2020, 81,2 % da energia para aquecimento é biomassa, da qual 92 % é lenha e apenas 18,8 % da energia para aquecimento tem origem fóssil. Disto resulta que 75 % do aquecimento ambiente dos alojamentos em Portugal é assegurado por lenha (o que nos leva ao início deste texto) e apenas 2,7 % do aquecimento ambiente é assegurado por gás natural.</span><span data-ccp-props="{&quot;134245417&quot;:false,&quot;201341983&quot;:2,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559731&quot;:170,&quot;335559740&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="none">Por seu lado, o <em>Roteiro para a Neutralidade Carbónica</em> proposto para Portugal, com vista à transição energética, tem como meta atingir essa neutralidade em 2050. No caso do setor residencial, aquela neutralidade tem como objetivos:</span></p>
<p><span data-contrast="none">• </span>a eletrificação dos sistemas de aquecimento e arrefecimento;</p>
<p><span data-contrast="none">• </span>a redução do consumo energético;</p>
<p><span data-contrast="none">• </span>a redução das emissões de gases com efeito de estufa.</p>
<figure id="attachment_23337" aria-describedby="caption-attachment-23337" style="width: 722px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="wp-image-23337  aligncenter" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/07/Isabel-Sarmento-3-scaled.jpg" alt="" width="722" height="187" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/07/Isabel-Sarmento-3-scaled.jpg 1200w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/07/Isabel-Sarmento-3-300x78.jpg 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/07/Isabel-Sarmento-3-1024x265.jpg 1024w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/07/Isabel-Sarmento-3-768x199.jpg 768w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/07/Isabel-Sarmento-3-1536x398.jpg 1536w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/07/Isabel-Sarmento-3-2048x531.jpg 2048w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/07/Isabel-Sarmento-3-610x158.jpg 610w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/07/Isabel-Sarmento-3-1080x280.jpg 1080w" sizes="(max-width: 722px) 100vw, 722px" /><figcaption id="caption-attachment-23337" class="wp-caption-text"><strong>Figura 3 &#8211;</strong> Alojamentos em Portugal com sistema de aquecimento ambiente por tipo. Fonte: Dados ICESD 2020.</figcaption></figure>
<p><span data-contrast="none">Há muito a reabilitar no setor doméstico: não só na envolvente dos edifícios, mas, também, ao nível dos sistemas de aquecimento e arrefecimento ambiente que os equipam ou que os alojamentos, maioritariamente, não detêm. Pelo que dúvidas quanto à suficiência do valor estabelecido à promoção da eficiência energética de edifícios residenciais, tomando em consideração apenas a sua envolvente, se existirem, desvanecem quando avaliamos as necessidades de intervenção ao nível dos sistemas de aquecimento ambiente – já para não falar dos sistemas de produção de água quente sanitária!</span><span data-ccp-props="{&quot;134245417&quot;:false,&quot;201341983&quot;:2,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559731&quot;:170,&quot;335559740&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="none">Mas, tomando como fundamental a <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/0506-pobreza-energetica-projeto-reverter-combate-ee146/">reabilitação energética dos edifícios</a>, importa perceber o peso do custo da energia no rendimento das famílias. Tendo, ainda, por base o ICESD 2020, a despesa média anual em energia por alojamento ascendia, a preços de 2020, a 1 080 euros, o que, em função da atividade profissional, rondava entre 1 e 1,4 vezes o rendimento mensal de um trabalhador por conta de outrem, valores que, necessariamente, já foram ultrapassados, com a atualização em alta dos preços da energia e a estagnação dos ordenados. Tal representa um elevado esforço financeiro àqueles que poucos recursos têm.</span><span data-ccp-props="{&quot;134245417&quot;:false,&quot;201341983&quot;:2,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559731&quot;:170,&quot;335559740&quot;:240}"> </span></p>
<blockquote>
<p><span data-contrast="none">&#8220;Em suma, não bastará reabilitar energeticamente o edificado residencial. Há que garantir acesso às melhores fontes de energia e a custos comportáveis para as famílias. As famílias portuguesas “vivem em ausência de conforto”, de facto, e não só nas suas casas!&#8221;</span></p>
</blockquote>
<p><span data-contrast="none">Dessa despesa, 25 % (ICESD 2020) </span><span data-contrast="none">é associada ao aquecimento ambiente, ainda que, como já concluído, o conforto não seja assegurado será, antes, para garantir um mínimo que permita a sobrevivência. Ora, a ser assim, o reabilitar só por si, ainda que reduza a despesa energética para uma situação de conforto pleno e melhore significativamente o conforto das habitações, poderá não ser suficiente. A realidade é que a fatura energética dos agregados familiares terá tendência a aumentar se se pretender o pleno conforto, o que será incomportável.</span><span data-ccp-props="{&quot;134245417&quot;:false,&quot;201341983&quot;:2,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559731&quot;:170,&quot;335559740&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="none">A desigualdade no acesso a fontes de energia é, também, um problema, já que apenas 27,9 % dos alojamentos têm acesso a gás natural, enquanto 99,7 % dos alojamentos têm acesso a eletricidade.</span><span data-ccp-props="{&quot;134245417&quot;:false,&quot;201341983&quot;:2,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559731&quot;:170,&quot;335559740&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="none">Em suma, não bastará reabilitar energeticamente o edificado residencial. Há que garantir acesso às melhores fontes de energia e a custos comportáveis para as famílias. As famílias portuguesas “vivem em ausência de conforto”, de facto, e não só nas suas casas! </span><span data-ccp-props="{&quot;134245417&quot;:false,&quot;201341983&quot;:2,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559731&quot;:170,&quot;335559740&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A realidade do desconforto em Portugal é bem mais alargada. É recorrente lermos manchetes a referirem que “crianças levam mantas para a escola para enganar o frio” (<em>Lusa</em>, 22 de janeiro de 2022) ou “julgamentos a decorrer ao frio em tribunal (…)” (<em>Jornal da tarde, RTP</em>, 15 de janeiro de 2023). Ou seja, o próprio Estado, a quem cabe a responsabilidade social de assegurar a qualidade de vida das populações, também não garante o conforto em muitos dos seus edifícios.  </span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p style="text-align: center;"><strong><em>As conclusões expressas são da responsabilidade dos autores.</em></strong></p>
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