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	<title>Arquivo de cooperativas - Edificios e Energia</title>
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	<description>A Revista especializada de referência nos sectores de AVAC, eficiência energética, materiais de construção e edifícios.</description>
	<lastBuildDate>Tue, 28 Nov 2023 10:42:20 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivo de cooperativas - Edificios e Energia</title>
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		<title>João Crispim: cooperativas de energia são &#8220;passo na direcção certa da descentralização&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sónia Sul]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Nov 2023 10:38:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião/Análise]]></category>
		<category><![CDATA[cer]]></category>
		<category><![CDATA[comunidades de energia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No dia 25 de Novembro, a Coopérnico, cooperativa portuguesa de energias renováveis, assinalou os dez anos de existência com uma sessão sobre cooperativas de energia e outra sobre diferentes experiências de cooperativismo. João Crispim, presidente da direcção da ...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="v1v1pre"><strong>No dia 25 de Novembro, a Coopérnico, cooperativa portuguesa de energias renováveis, assinalou os dez anos de existência com uma sessão sobre cooperativas de energia e outra sobre diferentes experiências de cooperativismo. João Crispim, presidente da direcção da <a href="https://www.coopernico.org/artigo/352">Coopérnico para 2024-2027</a>, que esteve presente nas celebrações em Telheiras, parte das vantagens deste modelo para abordar o caminho que tem sido feito e o que ainda falta fazer neste contexto.</strong></p>
<p class="v1MsoNormal"><strong>Na primeira apresentação, Dirk Vansintjan, presidente da <a href="https://www.rescoop.eu/">Rescoop.EU</a> (Federação Europeia das Cooperativas de Energia), disse que há menos cooperativas de energia no Sul (e no Leste também) da Europa. Porque é que isto acontece?</strong></p>
<p>Há certamente vários factores políticos, económicos e culturais que podem justificar o crescimento muito desigual desta forma de organização cooperativa. Ainda assim, com os bons exemplos dados pelo Dirk e a nossa participação na Rescoop.EU não temos dúvidas sobre a aplicabilidade do modelo e as vantagens para os cooperantes e para a sociedade em geral que este modelo traz. Aplicado ao sector energético, está demonstrada a vantagem na aceitação popular pela energia renovável, na capacidade de mobilização de temas conexos como a eficiência energética e na dinamização da economia local. É também um passo na direcção certa da descentralização e organização de baixo para cima, que é uma parte integrante de como vemos o futuro do sector.</p>
<p><strong>A <a href="https://edificioseenergia.pt/?s=coop%C3%A9rnico">Coopérnico celebrou</a> dez anos de existência. Como se compara a  realidade de hoje com essa de há uma década? Que evolução tem havido nas questões que dizem respeito à energia e às comunidades energéticas?</strong></p>
<p>Há dez anos, as comunidades de energia eram ficção. Os equipamentos tinham outros custos e a digitalização do sistema energético em baixa tensão estava na infância. O autoconsumo individual estava a arrancar. Foram, entretanto, dados passos muito importantes no sentido certo. Embora lentamente, e certamente muito tarde. Mas avançou-se na digitalização da energia, com contadores inteligentes. A legislação também deu um passo, mas a regulamentação e a capacidade de resposta das instituições tarda ainda, dificultando o que tem de ser fácil e atrasando o que tem de ser rápido. Do ponto de vista social, a informação flui, e entidades como a Coopérnico têm tido um papel muito activo, tanto na divulgação, como em estabelecer [projectos] pilotos que têm vindo a demonstrar ineficiências e desafios na forma de implementação, que depois procuramos resolver com as instituições. Nesse sentido, também entidades como a ERSE ou a DGEG têm tido papéis interessantes, e têm tido a abertura para analisar e dar resposta ao que nós, do lado do cidadão, sofremos.</p>
<p><strong>O que prevê ou ambiciona para o futuro do sector das cooperativas de energia e para a Coopérnico, em particular? Quais os desafios e as oportunidades?</strong></p>
<p class="v1MsoNormal" style="text-align: left;">Ambicionamos um reconhecimento da diferença. O nosso impacto é local, e a nossa proximidade aos cooperantes é a nossa força. Queremos crescer, e estes dez anos de aprendizagem apontam na mesma direcção que o Dirk mencionou: a segurança das cooperativas de energia vem do acesso a activos de produção em mercado que permitem segurar os cooperadores-clientes mesmo em tempos de volatilidade de mercado. Nas condições actuais, e sem esse reconhecimento, estamos fora da nossa natureza, competindo em vez de cooperar.</p>
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		<title>Cooperativa irlandesa apoia reabilitação para combater pobreza energética e estimular economia local</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/3010-cooperativa-irlandesa-apoia-reabilitacao-para-combater-pobreza-energetica-e-estimular-economia-local/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Frederico Raposo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Oct 2023 10:21:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[cer]]></category>
		<category><![CDATA[cooperativas]]></category>
		<category><![CDATA[eficiência energética]]></category>
		<category><![CDATA[pobreza energética]]></category>
		<category><![CDATA[reabilitação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Surgiu há uma década a partir de um projecto-piloto de eficiência energética em quatro comunidades locais. A cooperativa do condado de Tipperary, na Irlanda, cresceu desde então, tendo promovido a reabilitação de mais de 800 habitações, com ...</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Surgiu há uma década a partir de um projecto-piloto de eficiência energética em quatro comunidades locais; a cooperativa do condado de Tipperary, na Irlanda, cresceu desde então, tendo promovido a reabilitação de mais de 800 habitações, com poupanças energéticas que superam os 10 GWh.</strong></p>
<p>Em 2010, ainda nas cinzas da crise financeira de 2008, nascia a ideia de uma cooperativa para combater a pobreza energética e evitar a saída de população. Duas pequenas vilas do condado de Tipperary, no interior da Irlanda, procuravam dar um novo impulso à economia local, numa altura em que não se vislumbravam oportunidades de emprego. A falta de trabalho afastava pessoas da região, predominantemente rural, mas um grupo de pessoas recusou-se a baixar os braços e reuniu a <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/2607-poder-as-pessoas-como-as-cer-estao-a-reformular-o-mercado-da-energia-ee147/">comunidade local à procura de soluções</a> capazes de trazer dinamismo económico à área.</p>
<p>É Derry O’Donnell quem nos conta a história daquela que viria a tornar-se na cooperativa <a href="https://energycommunitiestipp.ie/">Energy Communities Tipperary Cooperative</a> (ECTC). Entre as várias soluções colocadas em cima da mesa, recorda o coordenador de desenvolvimento da cooperativa, ficou a ideia de seleccionar um conjunto de habitações locais, a partir do universo total de cerca de quatro centenas, e promover a sua reabilitação energética.</p>
<p>Para aquecerem as suas habitações, os habitantes das duas vilas gastavam cerca de um milhão de euros todos os anos. A comunidade, para além de procurar dinamizar a economia local através de uma vasta operação de reabilitação energética cuja força estaria na mão-de-obra local, procurava <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/pobreza-energetica-da-estrategia-nacional-a-acao-local-adeporto-ee146/">combater a pobreza energética</a>, a falta de eficiência das habitações e as elevadas facturas energéticas.</p>
<p>Reunida a vontade popular, o financiamento para a concretização de um projecto-piloto chegou através de um fundo da <a href="https://www.seai.ie/">Autoridade de Energia Sustentável da Irlanda</a> (SEAI). O objectivo estava traçado – fazer as facturas energéticas descerem em 25 %, permitindo que o dinheiro ficasse na economia local.</p>
<h4>Reabilitar localmente, poupar localmente: nasce a cooperativa de energia</h4>
<p>A concretização local das primeiras reabilitações energéticas permitiu obter economias de escala com ganhos financeiros óbvios. Isto foi possível, explica Derry O’Donnell, porque o trabalho estava a ser levado a cabo com a máxima proximidade, isto é, em “casas juntas umas às outras ou pelo menos próximas”.</p>
<figure id="attachment_24792" aria-describedby="caption-attachment-24792" style="width: 321px" class="wp-caption alignright"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-24792 " src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/10/Josie-and-Paddy-Daly-outside-their-home-in-Cloughjordan-renovated-by-ECTC.jpg" alt="" width="321" height="168" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/10/Josie-and-Paddy-Daly-outside-their-home-in-Cloughjordan-renovated-by-ECTC.jpg 650w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/10/Josie-and-Paddy-Daly-outside-their-home-in-Cloughjordan-renovated-by-ECTC-300x157.jpg 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/10/Josie-and-Paddy-Daly-outside-their-home-in-Cloughjordan-renovated-by-ECTC-610x319.jpg 610w" sizes="(max-width: 321px) 100vw, 321px" /><figcaption id="caption-attachment-24792" class="wp-caption-text">Josie e Paddy Daly no exterior da sua casa em Cloughjordan, renovada pelo ECTC.</figcaption></figure>
<p>O sucesso da iniciativa comunitária não passou despercebido e, logo, foram várias as comunidades próximas que procuraram envolver-se em iniciativas idênticas. Estava aceso o rastilho que viria a permitir a fundação da cooperativa de energia do condado de Tipperary.</p>
<p>Em 2014, eram já quatro as comunidades que se juntavam e obtinham sucesso na captação de financiamento junto da SEAI, através do programa Better Energy Communities, para trabalhar na reabilitação energética do parque edificado habitacional mais envelhecido e de edifícios comunitários. No âmbito desta iniciativa, e com um financiamento de 643 mil euros, foram reabilitadas 111 habitações e dois edifícios comunitários, tendo como resultado uma poupança energética de 1 GWh.</p>
<p>Um ano depois, em 2015, participavam oito diferentes comunidades e era, por fim, formalizada a constituição da Energy Communities Tipperary Cooperative, com uma estrutura de direcção constituída por voluntários das diferentes comunidades participantes e por dois outros membros provenientes de uma empresa de desenvolvimento local e da agência local de energia.</p>
<p>A ideia fundadora é simples e pode ser replicada localmente, realça Derry O’Donnell. “Em vez de ter de ser cada comunidade a entrar em contacto com os empreiteiros, passa a haver apenas um coordenador de projecto responsável por gerir projectos para todas as comunidades, com uma ética de trabalho partilhada”. Desde a sua fundação, a cooperativa é responsável pela promoção de todo o tipo de reabilitações energéticas – das mais leves, com pequenas intervenções, até às mais profundas, incluindo, assim, obras para colocação de uma camada de isolamento térmico ou para instalação de painéis solares térmicos ou fotovol­taicos destinados à produção de electricidade para autoconsumo, por exemplo.</p>
<p>Derry O’Donnell, enquanto coordenador de desenvolvimento, acabou por tornar-se, em 2019, no primeiro empregado da cooperativa, responsável pelo recrutamento de mais comunidades para a cooperativa e por dar apoio aos voluntários.</p>
<figure id="attachment_24787" aria-describedby="caption-attachment-24787" style="width: 313px" class="wp-caption alignleft"><img decoding="async" class="wp-image-24787 " src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/10/Screenshot-2023-06-28-at-09.21.59.jpg" alt="" width="313" height="164" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/10/Screenshot-2023-06-28-at-09.21.59.jpg 650w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/10/Screenshot-2023-06-28-at-09.21.59-300x157.jpg 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/10/Screenshot-2023-06-28-at-09.21.59-610x319.jpg 610w" sizes="(max-width: 313px) 100vw, 313px" /><figcaption id="caption-attachment-24787" class="wp-caption-text">O café comunitário The Cottage, em Loughmore. Os painéis solares foram financiados pelo fundo comunitário da ECTC e pela SEAI.</figcaption></figure>
<p>A partir dessa altura, o ritmo de reabilitação energética do edificado local foi redobrado e o valor dos fundos obtidos cresceu na mesma escala. Até 2016, a cooperativa recebeu um apoio financeiro de dois milhões de euros que lhe permitiu concretizar reabilitações em 261 habitações e oito edifícios comunitários, que resultaram em poupanças energéticas para as comunidades locais estimadas em 2,1 GWh. Nos dois anos seguintes, o financiamento cresceu para os 2,8 milhões de euros e as poupanças energéticas alcançaram os 3 GWh.</p>
<p>O combate à pobreza energética está no centro da actuação da ECTC, sublinha o responsável, ilustrando como, em casos de proprietários a viverem em pobreza energética que pretendam avançar com a reabilitação energética, a cooperativa pode adiantar-se à comparticipação pública da reabilitação que o Estado garante – que só chega depois de concretizada a obra – e pagar ao empreiteiro no lugar do proprietário.</p>
<h4><strong>Modelo <em>one-stop-shop</em> para replicar na Europa</strong></h4>
<p>Actualmente, a cooperativa participa no projecto europeu One Stop Renovation Coop, no âmbito do fundo europeu para o ambiente e a acção climática (LIFE), com o objectivo de desenvolver um modelo de reabilitação energética liderado por comunidades e cidadãos e capaz de oferecer um serviço<a href="https://edificioseenergia.pt/?s=one+stop+shop"><em> One-Stop-Shop</em></a> – isto é, um serviço de paragem única que acompanha os proprietários em todas as etapas de um processo de reabilitação energética.</p>
<p>A Energy Communities Tipperary Cooperative junta-se, assim, a duas outras cooperativas europeias – a belga Energent e a francesa Les7Vents – no desenvolvimento de um modelo de reabilitação energética<em> One-Stop-Shop</em> que possa ser partilhado dentro do continente europeu. O objectivo final é o desenvolvimento de um conjunto de ferramentas orientado para o treino e para a disseminação do modelo de paragem única noutros <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/1209-nova-base-de-dados-livre-agrega-as-abordagens-legais-de-cada-estado-membro-as-cer/">países e noutras comunidades locais</a>.</p>
<p>Desde 2021 que a solução <em>One-Stop-Shop</em> é oferecida pela cooperativa para a reabilitação energética, garantindo um serviço que engloba a elaboração de avaliações técnicas e orçamentos, um controlo de qualidade, a gestão de projecto e as parcerias com instituições locais de financiamento, bem como o apoio técnico no processo de candidatura a fundos públicos, que, na Irlanda, comparticipam até 80 % do valor da reabilitação energética, no caso de proprietários que se encontrem em <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/0506-pobreza-energetica-projeto-reverter-combate-ee146/">situação de pobreza energética</a>.</p>
<p>“Tomamos conta de tudo, preenchemos a papelada e o proprietário só tem basicamente de dizer que pretende avançar com a reabilitação energética da sua casa. Depois, é essencialmente sentar-se”, explica Derry O’Donnell.</p>
<h4>Eventos comunitários para promover a reabilitação energética</h4>
<p>Apesar do interesse popular que ofereceu as bases para a fundação da cooperativa, nem sempre são as pessoas a virem ter com a ECTC. No seu trabalho, a cooperativa tem como derradeiro objectivo alavancar a reabilitação energética à escala da comunidade e, para isso, realiza um trabalho constante na procura de novos membros. Dentro da sua actividade regular, promove a realização de “eventos de informação energética” nas comunidades locais, informa Derry O’Donnell.</p>
<figure id="attachment_24791" aria-describedby="caption-attachment-24791" style="width: 411px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-24791 " src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/10/AGM-photo-31st-May-2022-Directors-Volunteers-and-staff-of-ECTC.jpg" alt="" width="411" height="215" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/10/AGM-photo-31st-May-2022-Directors-Volunteers-and-staff-of-ECTC.jpg 650w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/10/AGM-photo-31st-May-2022-Directors-Volunteers-and-staff-of-ECTC-300x157.jpg 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/10/AGM-photo-31st-May-2022-Directors-Volunteers-and-staff-of-ECTC-610x319.jpg 610w" sizes="(max-width: 411px) 100vw, 411px" /><figcaption id="caption-attachment-24791" class="wp-caption-text">Directores, funcionários e voluntários da ECTC.</figcaption></figure>
<p>Nestas ocasiões, a população é convidada a reunir-se em espaços providenciados pelas autarquias locais e é oferecida informação sobre o trabalho da cooperativa e sobre os incentivos financeiros públicos existentes destinados à reabilitação energética.</p>
<p>Porque a eficiência energética não depende apenas da reabilitação energética dos edifícios, a cooperativa oferece ainda aconselhamento energético a proprietários de habitações, procurando fazer descer o consumo de energia e de electricidade através da mudança de comportamentos.</p>
<p style="text-align: center;"><em>Este artigo foi originalmente publicado na <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/nova-edicao-julho-agosto-2023-edificios-os-protagonistas-da-descarbonizacao-das-cidades/">edição nº 148</a> da Edifícios e Energia (Julho/Agosto 2023).</em></p>
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		<title>Assembleia da República propõe mais incentivos ao autoconsumo e às CER e novo programa “Sol para todos”</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/0906-assembleia-da-republica-propoe-mais-incentivos-ao-autoconsumo-e-as-cer-e-novo-programa-sol-para-todos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sónia Sul]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Jun 2023 03:33:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Assembleia da República]]></category>
		<category><![CDATA[autoconsumo]]></category>
		<category><![CDATA[cer]]></category>
		<category><![CDATA[cooperativas]]></category>
		<category><![CDATA[PAN]]></category>
		<category><![CDATA[pobreza energética]]></category>
		<category><![CDATA[Sol para Todos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Numa resolução publicada nesta quarta-feira, a Assembleia da República avança com uma recomendação ao Governo no sentido de promover a produção de energia renovável para autoconsumo e as comunidades de energia renovável (CER), bem como a criação ...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Numa resolução publicada nesta quarta-feira, a Assembleia da República avança com uma recomendação ao Governo no sentido de promover a produção de energia renovável para autoconsumo e as <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/1310-coopernico-almada-comunidades-energia-guia-pratico-lancamento/">comunidades de energia renovável</a> (CER), bem como a criação do programa </span><em><span style="font-weight: 400;">Sol para todos</span></em><span style="font-weight: 400;">, uma iniciativa que pretende contribuir para o combate à pobreza energética.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Foram três os pontos propostos pela Assembleia da República na </span><a href="https://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/resolucao-assembleia-republica/61-2023-214100361"><span style="font-weight: 400;">Resolução n.º 61/2023, de 7 de Junho</span></a><span style="font-weight: 400;">, ao Governo com objectivo de fomentar a produção de energia renovável e a acessibilidade da energia limpa às comunidades.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No que diz respeito <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/comunidades-energia-renovavel-30milhoes-prr-2106/">ao autoconsumo</a>, a recomendação da Assembleia da República passa por simplificar “o esquema de venda de energia excedente produzida para autoconsumo a partir de fontes de energia renovável, por unidades de produção para o autoconsumo”, refere o documento. A ideia é promover, assim, a colocação de equipamentos <a href="https://edificioseenergia.pt/?s=fotovoltaico">fotovoltaicos</a> em prédios quer habitacionais, quer não habitacionais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já em relação às CER, a Assembleia da República aponta directamente para a necessidade de se criarem incentivos nesta área, sobretudo no que se refere às <a href="https://edificioseenergia.pt/?s=coop%C3%A9rnico">cooperativas</a> de energia renovável, que reúnem consumidores de energia eléctrica para produzir e distribuir energia de forma colectiva e sustentável no sentido da democratização energética.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Neste objectivo de garantir o acesso da comunidade alargada à energia, há uma terceira proposta: a criação do programa </span><em><span style="font-weight: 400;">Sol para todos</span></em><span style="font-weight: 400;">. Segundo a resolução da Assembleia da República, esta iniciativa seria uma medida para permitir que a energia renovável excedente produzida para autoconsumo fosse “investida de forma solidária, com a transmissão desse excedente de forma gratuita a famílias que vivem em <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/pobreza-energetica-nova-estrategia-em-cima-da-mesa-sera-desta/">pobreza energética</a>”. Tudo isto, lê-se, “com a consequente previsão de benefícios para os micro-produtores aderentes”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esta proposta da Assembleia da República surge na sequência de uma recomendação do PAN relativamente ao </span><em><span style="font-weight: 400;">Programa Nacional de Reformas 2023</span></em><span style="font-weight: 400;">, que foi aprovada em Abril com votos a favor do PAN, do PS, do Chega, da Iniciativa Liberal e do Livre. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na </span><a href="https://www.parlamento.pt/ActividadeParlamentar/Paginas/DetalheIniciativa.aspx?BID=172808"><span style="font-weight: 400;">iniciativa apresentada originalmente pelo PAN</span></a><span style="font-weight: 400;">, o partido argumentava que era necessário simplificar o processo burocrático de venda e aproveitar novos mecanismos para evitar o desinvestimento na tecnologia fotovoltaica e para apostar na garantia do acesso à energia renovável e acessível para todos. O partido referia, ainda, nessa iniciativa, a possibilidade de se adoptar um serviço de <a href="https://edificioseenergia.pt/empresas/1603-sistemas-baterias-inovadores-redes-isoladas-europa-operacao-acores/">baterias</a> virtuais, já utilizadas em Espanha, para criar um “saldo” de energia que pudesse ser utilizado, depois, pelo consumidor/micro-produtor.</span></p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/0906-assembleia-da-republica-propoe-mais-incentivos-ao-autoconsumo-e-as-cer-e-novo-programa-sol-para-todos/">Assembleia da República propõe mais incentivos ao autoconsumo e às CER e novo programa “Sol para todos”</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
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