<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivo de BIM - Edificios e Energia</title>
	<atom:link href="https://edificioseenergia.pt/tag/bim/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://edificioseenergia.pt/tag/bim/</link>
	<description>A Revista especializada de referência nos sectores de AVAC, eficiência energética, materiais de construção e edifícios.</description>
	<lastBuildDate>Wed, 26 Nov 2025 09:35:56 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-PT</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.0</generator>

<image>
	<url>https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2019/02/cropped-icon_001-32x32.png</url>
	<title>Arquivo de BIM - Edificios e Energia</title>
	<link>https://edificioseenergia.pt/tag/bim/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>buildingSMART Portugal: “Sempre considerámos esta implementação [do BIM] uma inevitabilidade, mas que tem tardado em Portugal”</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/buildingsmart-portugal-sempre-consideramos-esta-implementacao-do-bim-uma-inevitabilidade-mas-que-tem-tardado-em-portugal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rita Galego]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Nov 2025 09:35:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[BIM]]></category>
		<category><![CDATA[buildingSMART]]></category>
		<category><![CDATA[construção]]></category>
		<category><![CDATA[digitalização]]></category>
		<category><![CDATA[habitacao]]></category>
		<category><![CDATA[projecto]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://edificioseenergia.pt/?p=33786</guid>

					<description><![CDATA[<p>Depois de a Estratégia Nacional para a Implementação da Metodologia BIM – PortugalBIM ter sido aprovada em Conselho de Ministros, José Carlos Lino, presidente da buildingSMART Portugal, contou à Edifícios e Energia as expectativas da associação para esta estratégia e os avanços da implementação da metodologia BIM em Portugal. </p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/buildingsmart-portugal-sempre-consideramos-esta-implementacao-do-bim-uma-inevitabilidade-mas-que-tem-tardado-em-portugal/">buildingSMART Portugal: “Sempre considerámos esta implementação [do BIM] uma inevitabilidade, mas que tem tardado em Portugal”</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>Depois de a Estratégia Nacional para a Implementação da Metodologia BIM – PortugalBIM ter sido aprovada em Conselho de Ministros, José Carlos Lino, presidente da buildingSMART Portugal, contou à <i>Edifícios e Energia</i> as expectativas da associação para esta estratégia e os avanços da implementação da metodologia BIM em Portugal. </strong></p>
<p><span data-contrast="auto">O Conselho de Ministros aprovou, no final do mês de Setembro, um novo conjunto de medidas integradas na estratégia Construir Portugal, um plano que, segundo o Governo, visa “dinamizar e reforçar a oferta de habitação, em especial no mercado privado”. Entre as decisões tomadas, destaca-se o anúncio da Estratégia Nacional para a Implementação da Metodologia BIM – PortugalBIM. </span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:0,&quot;335551620&quot;:0,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">O BIM (B</span><i><span data-contrast="auto">uilding Information Modeling</span></i><span data-contrast="auto">) trata-se de uma abordagem de trabalho colaborativa baseada em modelos digitais que acompanha todas as fases de vida de um edifício — do projecto à construção, passando pela utilização e pela desconstrução. Segundo dados do Governo, a digitalização dos processos “permite economias entre 10 e 20% nas despesas de capital dos empreendimentos de construção de edifícios e de infraestruturas”.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:0,&quot;335551620&quot;:0,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Num contexto internacional em que o BIM é já uma prática consolidada, Portugal prepara-se para tornar a sua utilização obrigatória nos próximos anos. A buildingSMART Portugal, uma associação sem fins lucrativos, tem unido esforços para </span><span data-contrast="auto">promover a eficiência no sector da construção através da utilização de normas abertas de interoperabilidade no BIM para alcançar novos níveis de redução de custos, tempos de execução e aumentar a qualidade das construções.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:0,&quot;335551620&quot;:0,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Conversámos com o presidente da buildingSMART Portugal, José Carlos Lino, sobre a Estratégia Nacional para a Implementação da Metodologia BIM e para perceber como está a correr a implementação desta abordagem a nível nacional:</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:0,&quot;335551620&quot;:0,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><strong>Quais são as principais expectativas da buildingSMART relativamente à Estratégia Nacional para a Implementação da Metodologia BIM? Acredita que poderá trazer mudanças significativas na forma como se planeiam e executam projectos de construção em Portugal? </strong></p>
<p><span data-contrast="auto">Foi anunciada publicamente pelo Governo a Estratégia Portugal BIM, mas ainda há que esperar pela versão final em Diário da República. Mas as expectativas são altas. Desde logo, a buildingSMART Portugal congratula-se por constatar que a implementação do BIM a uma escala nacional entra na agenda política. Por tudo o que se tem desenvolvido nas últimas duas décadas neste sector e pelo que se está a fazer a nível internacional e, em particular, na União Europeia, sempre considerámos esta implementação uma inevitabilidade, mas que tem tardado em Portugal.</span></p>
<p><span data-contrast="auto">É nossa expectativa que esta estratégia nacional, à semelhança de muitas outras, abranja as principais áreas de implementação do BIM: políticas, processos, tecnologias e pessoas. Como recomendação, o Manual de apoio à Contratação Pública em BIM, emitido pela União Europeia, elenca o âmbito que pode abranger cada uma destas componentes, nomeadamente aspectos jurídicos e contratuais, trocas de informação, aspectos técnicos de validação e utilização, bem como aumento das competências e apoio à capacitação, sendo só alguns dos vectores a considerar neste tipo de estratégias.</span></p>
<p><span data-contrast="auto">Outro aspecto muito importante é o da interoperabilidade. Uma implementação desta natureza deveria ter como denominador comum o uso de formatos abertos que permitam o trabalho integrado e colaborativo, numa metodologia conhecida como OpenBIM. Estamos muito expectantes relativamente a este ponto.</span></p>
<p><span data-contrast="auto">Além disso, é importante que seja constituída uma pequena equipa profissional, mas exclusivamente dedicada à implementação da estratégia e conhecedora do tema, que assegure a gestão e a curadoria de todos os eixos e objectivos e garanta o cumprimento de um plano de acções. É ainda importante que o faça envolvendo todo o sector e todos os actores. O risco de tentar uma implementação a esta escala, confiando os processos aos departamentos estatais que já estão sobrecarregados e não têm competências nem experiência neste novo tópico, deveria ser evitado.</span></p>
<p><span data-contrast="auto">Se assim for, ficaremos com um planeamento onde a legislação, o conhecimento, e as exigências contratuais vão gradualmente aumentar a sua maturidade até chegarmos a um ponto em que todo o ecossistema da construção estará a projectar, licenciar, construir e operar de modo integrado em BIM e OpenBIM.</span></p>
<p><strong>Sabendo que o custo da habitação é um dos maiores desafios actuais, como avalia o potencial da implementação do BIM para reduzir os custos associados à construção e ao preço final das habitações?</strong></p>
<p><span data-contrast="auto">Estão mais do que identificados e cientificamente comprovados os benefícios do BIM e os ganhos que esta metodologia acarreta. Seja em reduções directas de custos e prazos devido à antecipação de conflitos e à correcção de erros e omissões, seja na redução do risco por meio de um rigoroso modelo de objectos, seja na integração de trabalho colaborativo ou na aceleração dos processos de licenciamento. Mas também existem múltiplos ganhos indirectos, como uma colectânea de informações sobre o nosso activo, a capacidade de determinarmos e optimizarmos gastos energéticos e o custo do ciclo de vida da construção, até à possível redução de seguros e responsabilidades por termos uma base de dados garante do construído, são apenas alguns exemplos.</span></p>
<p><span data-contrast="auto">Agora, o que não podemos fazer é construir o mesmo edifício duas vezes com e sem BIM para, no final, fazermos a comparação de quanto poupamos. Então, é preciso que os donos de obra, os promotores e todos os empreendedores conheçam e compreendam estes ganhos e os imponham aos seus fornecedores e às suas equipas. Se houver esta vontade e compreensão, e todos trabalharmos integradamente para esse objectivo final, é seguro dizer que uma construção em BIM será mais barata que uma sem BIM. Depois, só nos resta esperar que estes ganhos tecnológicos e a optimização do processo não sejam indevidamente ocultados e absorvidos por tantas margens que fazem com que o preço final da construção, muitas vezes, não tenha correlação directa com o preço de construção.</span></p>
<p><strong>De um modo geral, como está a correr a adesão ao BIM? Os gabinetes de projecto e a as empresas estão mais sensibilizadas?</strong></p>
<p><span data-contrast="auto">Quem está a pugnar pela inovação através do BIM e tem consciência da sua inevitabilidade tende a achar que a adesão integral poderia sempre ser mais rápida, mas temos evidências de que o conhecimento e a prática estão a aumentar progressivamente. Os membros e associados da buildingSMART Portugal têm crescido continuamente, e os eventos e as formações em BIM têm cada vez mais interessados, que chegam com um nível de maturidade cada vez mais elevado.</span></p>
<p><span data-contrast="auto">Os gabinetes de projecto já estão sensibilizados, até porque começa a ser relativamente comum os projectos já serem solicitados, com maior ou menor detalhe, em BIM. Os construtores também já iniciaram muitos dos seus processos em BIM, em particular, os de controlos de custos e tempos, mas também a aplicação em tecnologias no local da obra. As fases de operação e manutenção não estão tão avançadas, mas talvez sejam as que demorarão menos tempo a transitar. Mas, se tivermos que escolher onde deveríamos investir na divulgação, disseminação e convencimento, é, sem dúvida, nos donos de obra. Sejam públicos ou privados. Só com a sua adesão teremos todo o ecossistema integrado e a produzir activos em que simultaneamente teremos o seu gémeo digital, tal como já temos em muitas outras indústrias.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:0,&quot;335551620&quot;:0,&quot;335557856&quot;:16777215,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:0}"> </span></p>
<p>Fotografia de destaque: © Shutterstock</p><p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/buildingsmart-portugal-sempre-consideramos-esta-implementacao-do-bim-uma-inevitabilidade-mas-que-tem-tardado-em-portugal/">buildingSMART Portugal: “Sempre considerámos esta implementação [do BIM] uma inevitabilidade, mas que tem tardado em Portugal”</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>&#8220;A visão de curto prazo tem dominado o mercado&#8221;</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/a-visao-de-curto-prazo-tem-dominado-o-mercado/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rita Ascenso]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Apr 2025 09:34:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[BIM]]></category>
		<category><![CDATA[eficiência energética]]></category>
		<category><![CDATA[emissões]]></category>
		<category><![CDATA[GWP]]></category>
		<category><![CDATA[nzeb]]></category>
		<category><![CDATA[projecto]]></category>
		<category><![CDATA[simplex urbanístico]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://edificioseenergia.pt/?p=31069</guid>

					<description><![CDATA[<p>Carlos Soares tem uma vasta experiência na actividade de projecto com várias obras conceituadas no currículo. Nesta conversa, fazemos um balanço sobre a qualidade dos edifícios e sobre os desafios que os projectistas têm à sua frente com a ambição da descarbonização.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/a-visao-de-curto-prazo-tem-dominado-o-mercado/">&#8220;A visão de curto prazo tem dominado o mercado&#8221;</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong><em>Este artigo foi originalmente publicado na <a href="https://leitor.medialine.pt/reader.html?p=edificiosenergia&amp;v=principal&amp;e=158" target="_blank" rel="noopener">edição nº 158 da Edifícios e Energia</a> (Março/Abril 2025).</em></strong></p>
<p>Carlos Soares tem uma vasta experiência na actividade de projecto com várias obras conceituadas no currículo. Nesta conversa, fazemos um balanço sobre a qualidade dos edifícios e sobre os desafios que os projectistas têm à sua frente com a ambição da descarbonização.</p>
<p><strong>Como foram estes últimos anos para a actividade do projecto? Os <em>nearly-zero energy buildings</em> (NZEB), uma maior penetração das renováveis&#8230;</strong></p>
<p>A minha convicção é que os projectos têm melhorado em termos gerais. Aquilo que tenho visto é que a complexidade e a qualidade, nalguns casos, têm aumentado substancialmente.</p>
<p><strong>A que nível podemos encontrar essa melhoria?</strong></p>
<p>Em vários aspectos. Há uma maior maturidade a nível técnico por parte das equipas nacionais e internacionais. Por outro lado, a forma de trabalhar também evoluiu muito com a introdução das metodologias BIM (<em>Building Information Modeling</em>), a certificação ambiental, etc&#8230; Estas novidades obrigaram os técnicos a ter outro tipo de intervenção, mais profunda. Há mais conhecimento e, se olharmos para as conferências técnicas que existem hoje, verificamos que há uma dinâmica forte e muita gente nova a aparecer e que já tem contacto com aquilo que se faz de melhor no país e fora do país. Existe também a questão da execução do projecto e por aí torna-se tudo mais complicado.</p>
<p><strong>Como tem sido trabalhar com estas ambições?</strong></p>
<p>No nosso racional do projecto existem questões, como é o caso dos NZEB (<em>Nearly-Zero Energy Buildings</em>), que tivemos de integrar e desenvolver. Sucede que nem sempre se conseguem atingir os resultados ideais e há parâmetros muito difíceis de alcançar. Nestes casos, e em relação aos edifícios com balanço energético positivo, existem constrangimentos que muitas vezes não conseguimos resolver. O espaço para considerar soluções renováveis, como os painéis fotovoltaicos, nem sempre é aquele de que precisaríamos para atingir ou superar a neutralidade carbónica. Um exemplo desta situação são os edifícios em altura que têm coberturas limitadas para a colocação de soluções renováveis. Depois existem outras abordagens como a compra de energia verde para colmatar as insuficiências da geração renovável local. Para as metas da descarbonização (2050), para vencer este desafio é essencial encontrar outras soluções de forma a podermos cumprir esta meta. De acordo com o estabelecido no PNEC (Plano Nacional de Energia e Clima), a economia deverá ser neutra em termos de emissões de carbono.</p>
<p><strong>Falou há pouco na execução do projecto. Em termos de responsabilidade, sente que a actividade do projectista poderá estar a ser atropelada pela pressão dos investimentos e que essa seja uma barreira à correcta execução do que foi concebido?</strong></p>
<p>A pressão existe a vários níveis. O enquadramento financeiro cria várias limitações e muitas vezes a solução ideal não se concretiza como nós, projectistas, a concebemos. Mas também existem outras limitações como a questão dos espaços disponíveis de que falámos. A pressão do orçamento disponível é, talvez, a maior dificuldade, a que se junta a pressão do tempo em vender o imóvel ou os imóveis. Muitas vezes este racional do lado dos promotores vai contra aquilo que o projecto propõe, e até contra aquilo que a regulamentação define. Muitas vezes cumprimos os mínimos sem conseguir ir mais além porque não há margem. Esta visão do curto prazo tem dominado o mercado. Nas excepções, que existem, os promotores têm também em atenção os custos de exploração e isso não tem a ver apenas com a eficiência energética, mas também com a criação de condições para que as operações de manutenção se realizem ao longo do ciclo de vida do edifício. A visão dos custos associados ao curto prazo ainda prevalece. Se pensarmos num edifício com sistemas de climatização com uma vida expectável de 25 anos, a parte da operação, incluindo a manutenção, será muito considerável e muito mais elevada do que o investimento inicial.</p>
<p><strong>Pode identificar outros constrangimentos ao nível da responsabilidade? A falta de acompanhamento do projectista em obra é um problema?</strong></p>
<p>Sim, esse é um problema com que nos debatemos. Claro que os projectos devem ser objectivos e claros, mas se houvesse um acompanhamento por parte do projectista em pontos-chave do desenvolvimento da obra, de certeza que facilitaria o trabalho e acrescentava qualidade à instalação executada.</p>
<p><strong>Os honorários não permitem que isso aconteça?</strong></p>
<p>Sim, os honorários de projecto são relativamente baixos, no geral. A componente da assistência técnica costuma ser um valor residual que, no limite, pode cobrir a participação em algumas reuniões e alguns esclarecimentos sobre a interpretação dos projectos. Os projectos deviam ser mais bem pagos e com mais margem para a fase de acompanhamento no terreno, isto é, assistência técnica.</p>
<p><strong>O tema do simplex urbanístico ainda vai agravar mais essa dificuldade?</strong></p>
<p>Temo que seja essa a tendência porque, com a metodologia das comunicações prévias, o projecto ganha logo de início um carácter final. No enquadramento interior, os projectos das especialidades tinham os seus prazos mais alargados e o projecto ia evoluindo ao longo das diferentes fases. No actual contexto, as grandes decisões têm de ser tomadas numa fase anterior à passagem de projecto de execução, com pouca margem para introdução de alterações significativas. A coordenação entre projectos de especialidades e a arquitectura têm menos tempo para amadurecimento.</p>
<p><strong>A colaboração entre as várias especialidades pode deixar de ser uma dificuldade a partir de agora com esta exigência?</strong></p>
<p>Há sempre dificuldades, normalmente relacionadas com “tempo”. A compatibilização e coordenação entre as diferentes disciplinas exige tempo e temos menos tempo agora. A vantagem do simplex consiste na aceleração do prazo para obtenção das licenças de construção e obviamente da obra, decorrente da sincronização entre os intervenientes na formalização do “Licenciamento”.</p>
<p><strong>O BIM não vem ajudar?</strong></p>
<p><figure id="attachment_31072" aria-describedby="caption-attachment-31072" style="width: 206px" class="wp-caption alignright"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-31072" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/04/Captura-de-ecra-2025-04-24-102239-e1745487085693.png" alt="" width="206" height="260" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/04/Captura-de-ecra-2025-04-24-102239-e1745487085693.png 669w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/04/Captura-de-ecra-2025-04-24-102239-e1745487085693-238x300.png 238w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/04/Captura-de-ecra-2025-04-24-102239-e1745487085693-610x770.png 610w" sizes="(max-width: 206px) 100vw, 206px" /><figcaption id="caption-attachment-31072" class="wp-caption-text">Carlos Soares</figcaption></figure></p>
<p>A metodologia do BIM tem esse potencial, ou seja, fazer uma coordenação mais afinada e rigorosa, mas, com o que de bom esta metodologia encerra, implica a necessidade de mais tempo para tarefas de “correcção de colisões” e “<em>design review</em>”. O BIM veio fazer uma ruptura na forma como se trabalha. Esta parte da coordenação não era uma preocupação do projectista com o detalhe que se exige agora. Trabalhar em duas dimensões era mais fácil porque uma das dimensões espaciais estava “oculta”. Em 3D, “todos” os pormenores (desde que tenham sido modelados) estão visíveis, não só na “nossa” especialidade, mas também nas outras especialidades. Há um esforço muito maior das equipas de projecto e coordenação, sendo preciso significativamente mais tempo com a metodologia BIM. Os honorários de projecto não acompanham essa mudança.<br />
Parece inevitável. O BIM veio para ficar e vai ser “obrigatório”, mais cedo ou mais tarde.<br />
A pressão do mercado impulsiona a transição. Em alguns países, nas obras públicas e na grande maioria dos concursos internacionais privados, isto já acontece há bastante tempo. No contexto nacional, ainda há quem não trabalhe em BIM, mas isso vai mudar nos próximos anos.<br />
Esta transição é mais difícil do que a transição de há trinta anos, quando passámos do desenho à mão para o Autocad, porque implica não só mudanças no “desenho” (modelação), mas também na utilização das ferramentas de cálculo residentes nas plataformas BIM.</p>
<p><strong>Um dos principais problemas, quando falamos em qualidade, tem sido a falta de espaço nos edifícios para as instalações técnicas. O BIM pode ajudar a minimizar esse e outros constrangimentos, na fase inicial do projecto, por estarem todos a trabalhar em conjunto?</strong></p>
<p>Sim, ajuda, mas o BIM é uma ferramenta e muitas vezes a pressão para construir mais metros quadrados na mesma área de implantação obriga a não termos os pés-direitos ideais. Claro que, com o BIM, temos uma melhor percepção do espaço, assim como é possível optimizar alguns aspectos e estudar variantes, mas não resolve tudo nem transforma o impossível em possível.</p>
<p><strong>Em termos de multidisciplinariedade, existe a possibilidade, com o BIM, de se olhar para o projecto como um todo logo numa fase inicial e isso poderia ajudar a sensibilizar as várias especialidades&#8230;</strong></p>
<p>Isso é verdade, porque passa a existir uma consciência maior dos vários aspectos da instalação. Ou seja, podemos trabalhar com modelos “federados”, onde é possível ver todos os aspectos (modelados) dum edifício e isso dá-nos a visão do todo. Invariavelmente, a afinação (compatibilização) das diferentes especialidades implica muito trabalho de coordenação e <em>redesign</em>.</p>
<p><strong>Os projectistas vão passar a ter de pensar também em emissões e quantidade de CO2. É preciso ir para outro patamar da sustentabilidade. Como vê esta mudança?</strong></p>
<p>Esse é o grande desafio das próximas décadas. Há proprietários de edifícios e promotores que anteciparam essas preocupações e objectivos, ou seja, não começamos do zero. As emissões de carbono (CO2) decorrem da utilização de energia, por um lado, e pelo fabrico dos equipamentos e componentes dos edifícios (na verdade, de todo o ambiente construído) e também dos sistemas de climatização, que usam duma ou doutra forma substâncias (fluidos refrigerantes não naturais) que contribuem para o aquecimento global.<br />
A regulação dos fluidos refrigerantes tem vindo a ser mais restritiva e em poucos anos passámos de GWP (<em>Global Warming Potential</em>) na ordem de 2000 para 750, continuando a baixar progressivamente.<br />
Falamos obviamente no contexto da União Europeia. Há países com um impacte no ambiente muito maior do que o conjunto dos países da União Europeia que não subscreveram ou saíram do Acordo de Paris e, como tal, fazem o que entendem nesta matéria…</p>
<p><strong>A escolha de qualquer solução ou equipamento já não depende apenas da eficiência energética, vai passar a incluir a pegada ambiental associada!</strong></p>
<p>Exactamente! Muitos fabricantes já têm um “cartão de identidade” ambiental do produto onde constam algumas destas informações.</p>
<p><strong>À data de hoje, já consegue fazer um projecto tendo em conta as três vertentes?</strong></p>
<p>Sim, é possível! A dificuldade está em saber se é possível atingir as emissões zero. Como referido anteriormente, uma componente está associada ao cálculo das emissões decorrentes do “consumo” de energia e é feito em função do <em>mix</em> energético do país e está relacionada com a eficiência energética.<br />
O contributo das formas renováveis de energia entra com sinal positivo no balanço, sendo por vezes possível equilibrar este balanço. A fatia das emissões relacionadas com a produção dos equipamentos e componentes é da responsabilidade do fabricante e deve ser disponibilizada como parte da informação dos produtos.<br />
Relativamente aos refrigerantes, caso não sejam naturais, deverão ser contabilizados igualmente no balanço de carbono.<br />
À medida que a economia vai sendo menos dependente do carbono, as emissões irão tender para zero, ou seja, a dimensão destes problemas vai ficando mais reduzida. No entanto, o horizonte de 2050 para chegar a uma economia descarbonizada parece utópico.</p>
<p><strong>Mas o projecto já consegue chegar lá perto?</strong></p>
<p>Uma solução totalmente descarbonizada é impossível no curto prazo.</p>
<p><strong>A indústria já está alinhada com estes objectivos em termos de informação?</strong></p>
<p>Ainda não estamos nesse ponto. Nem todos os fabricantes de equipamentos disponibilizam informação sobre energia incorporada e não conheço nenhum fabricante que apresente equipamentos (de climatização) que “reclame” ter atingido “carbono zero” no fabrico. O mesmo se aplica às condutas, tubagens e, em última análise, a todo e qualquer equipamento ou componente de AVAC ou de qualquer outra instalação, passando pelos próprios materiais de construção dos edifícios.</p>
<p><strong>E já existe informação por parte da indústria sobre a pegada carbónica dos seus produtos?</strong></p>
<p>Há fabricantes que já disponibilizam essa informação. Eu diria que os grandes fabricantes já têm todos esses dados. Como projectista, não estou em condições de fazer um projecto com zero emissões directamente, como explicado acima, mas posso encontrar medidas compensatórias através da compra de energia verde, por exemplo.</p>
<p><strong>Quais vão ser as maiores dificuldades do lado do projecto neste contexto da descarbonização?</strong></p>
<p>Repare que os edifícios são compostos por muitos elementos e materiais e essa é uma barreira muito grande neste caminho da descarbonização. Todo o ambiente construído é feito à custa de energia. Essa energia tem de vir de algum lado. Se o ambiente construído não tiver como base a energia renovável, terá de ser energia não renovável e voltamos ao ciclo. Esta é uma equação difícil de resolver, no actual contexto tecnológico e <em>mix</em> energético, do qual não faz parte a energia nuclear (no caso de Portugal), pelo que me parece ser utópico chegarmos à descarbonização da economia no curto ou médio prazo.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/a-visao-de-curto-prazo-tem-dominado-o-mercado/">&#8220;A visão de curto prazo tem dominado o mercado&#8221;</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>TEKTÓNICA 2025 reforçou posição como “plataforma de impulso” para o mercado da construção</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/tektonica-2025-reforcou-posicao-como-plataforma-de-impulso-para-o-mercado-da-construcao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Edifícios e Energia]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Apr 2025 08:00:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[BIM]]></category>
		<category><![CDATA[construção]]></category>
		<category><![CDATA[descarbonização]]></category>
		<category><![CDATA[digitalização]]></category>
		<category><![CDATA[eficiência energética]]></category>
		<category><![CDATA[gestão de edifícios]]></category>
		<category><![CDATA[inovação]]></category>
		<category><![CDATA[inteligência artificial]]></category>
		<category><![CDATA[Prémios Tektónica]]></category>
		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[tektonica]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://edificioseenergia.pt/?p=30947</guid>

					<description><![CDATA[<p>Terminou no passado sábado a 27 ª edição da Tektónica – Feira Internacional da Construção, promovida pela Fundação AIP. Em comunicado, a organização faz um balanço “extremamente positivo” de um evento que ficou marcado pelo “crescimento significativo no número de empresas participantes – nacionais e internacionais – e, sobretudo, pela forte adesão de visitantes profissionais e público em geral”. </p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/tektonica-2025-reforcou-posicao-como-plataforma-de-impulso-para-o-mercado-da-construcao/">TEKTÓNICA 2025 reforçou posição como “plataforma de impulso” para o mercado da construção</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Terminou no passado sábado a 27 ª edição da Tektónica – Feira Internacional da Construção, promovida pela Fundação AIP. Em comunicado, a organização faz um balanço “extremamente positivo” de um evento que ficou marcado pelo “crescimento significativo no número de empresas participantes – nacionais e internacionais – e, sobretudo, pela forte adesão de visitantes profissionais e público em geral”. </strong></p>
<p><span data-contrast="auto">Realizada entre os dias 10 e 12 de Abril na FIL – Feira Internacional de Lisboa, a Tektónica contou com a participação de cerca de 400 expositores &#8211; dos quais 15% de origem internacional &#8211; e através dos quais foram apresentadas soluções dedicadas, por exemplo, à eficiência energética e aos edifícios. Em conjunto com o SIL – Salão Imobiliário de Portugal, a decorrer em simultâneo, foram ocupados mais de 45 mil metros quadrados de área de exposição, recebendo um total de 33 500 visitantes, entre profissionais e público em geral.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">José Paulo Pinto, gestor da Tektónica, afirma que “os números alcançados nesta edição, quer ao nível da participação empresarial, quer na mobilização de visitantes, consolidam a feira como uma plataforma essencial para impulsionar o mercado da construção”. Destaca a inovação como pilar transversal a todos os sectores representados, e o compromisso do evento para valorizar produtos, serviços e equipamentos, “bem como promover e distinguir as empresas que apostam em soluções diferenciadoras num mercado em constante evolução”.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Durante o evento, decorreu a cerimónia de entrega de Prémios Tektónica Inovação. De um conjunto de mais de 40 candidaturas, foram atribuídos nove prémios e duas menções honrosas às seguintes empresas: </span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<ul>
<li data-leveltext="-" data-font="Aptos" data-listid="1" data-list-defn-props="{&quot;335552541&quot;:1,&quot;335559685&quot;:720,&quot;335559991&quot;:360,&quot;469769226&quot;:&quot;Aptos&quot;,&quot;469769242&quot;:[8226],&quot;469777803&quot;:&quot;left&quot;,&quot;469777804&quot;:&quot;-&quot;,&quot;469777815&quot;:&quot;hybridMultilevel&quot;}" aria-setsize="-1" data-aria-posinset="1" data-aria-level="1"><span data-contrast="auto">Jeremias, com “Genius Ekkoair”, na categoria de Eficiência Energética; </span><span data-ccp-props="{}"> </span></li>
</ul>
<ul>
<li data-leveltext="-" data-font="Aptos" data-listid="2" data-list-defn-props="{&quot;335552541&quot;:1,&quot;335559685&quot;:720,&quot;335559991&quot;:360,&quot;469769226&quot;:&quot;Aptos&quot;,&quot;469769242&quot;:[8226],&quot;469777803&quot;:&quot;left&quot;,&quot;469777804&quot;:&quot;-&quot;,&quot;469777815&quot;:&quot;hybridMultilevel&quot;}" aria-setsize="-1" data-aria-posinset="1" data-aria-level="1"><span data-contrast="auto">Pretensa – Inovação em Engenharia, com o sistema “Resisto 5.9”, na categoria Novos Processos Constructivos e Válvula Mecânica de Corte automático de Gás, na categoria de Novos Materiais;</span><span data-ccp-props="{}"> </span></li>
</ul>
<ul>
<li data-leveltext="-" data-font="Aptos" data-listid="2" data-list-defn-props="{&quot;335552541&quot;:1,&quot;335559685&quot;:720,&quot;335559991&quot;:360,&quot;469769226&quot;:&quot;Aptos&quot;,&quot;469769242&quot;:[8226],&quot;469777803&quot;:&quot;left&quot;,&quot;469777804&quot;:&quot;-&quot;,&quot;469777815&quot;:&quot;hybridMultilevel&quot;}" aria-setsize="-1" data-aria-posinset="2" data-aria-level="1"><span data-contrast="auto">Daikin Air Conditioning Portugal, com “Daikin Cloud Service Residencial”, na categoria de Serviços;</span><span data-ccp-props="{}"> </span></li>
</ul>
<ul>
<li data-leveltext="-" data-font="Aptos" data-listid="2" data-list-defn-props="{&quot;335552541&quot;:1,&quot;335559685&quot;:720,&quot;335559991&quot;:360,&quot;469769226&quot;:&quot;Aptos&quot;,&quot;469769242&quot;:[8226],&quot;469777803&quot;:&quot;left&quot;,&quot;469777804&quot;:&quot;-&quot;,&quot;469777815&quot;:&quot;hybridMultilevel&quot;}" aria-setsize="-1" data-aria-posinset="3" data-aria-level="1"><span data-contrast="auto">Nationalrev, com a solução “I.Geo Bx”, na categoria de Máquinas e Equipamentos;</span><span data-ccp-props="{}"> </span></li>
</ul>
<ul>
<li data-leveltext="-" data-font="Aptos" data-listid="2" data-list-defn-props="{&quot;335552541&quot;:1,&quot;335559685&quot;:720,&quot;335559991&quot;:360,&quot;469769226&quot;:&quot;Aptos&quot;,&quot;469769242&quot;:[8226],&quot;469777803&quot;:&quot;left&quot;,&quot;469777804&quot;:&quot;-&quot;,&quot;469777815&quot;:&quot;hybridMultilevel&quot;}" aria-setsize="-1" data-aria-posinset="4" data-aria-level="1"><span data-contrast="auto">Standard Hidráulica, com o sistema de fixação “Top Fix System”, na categoria Banho;</span><span data-ccp-props="{}"> </span></li>
</ul>
<ul>
<li data-leveltext="-" data-font="Aptos" data-listid="2" data-list-defn-props="{&quot;335552541&quot;:1,&quot;335559685&quot;:720,&quot;335559991&quot;:360,&quot;469769226&quot;:&quot;Aptos&quot;,&quot;469769242&quot;:[8226],&quot;469777803&quot;:&quot;left&quot;,&quot;469777804&quot;:&quot;-&quot;,&quot;469777815&quot;:&quot;hybridMultilevel&quot;}" aria-setsize="-1" data-aria-posinset="5" data-aria-level="1"><span data-contrast="auto">Frasa – Equipamentos de Cozinha e Energia, com o produto “Frasa Naturalair”, na categoria Cozinhas;</span><span data-ccp-props="{}"> </span></li>
</ul>
<ul>
<li data-leveltext="-" data-font="Aptos" data-listid="2" data-list-defn-props="{&quot;335552541&quot;:1,&quot;335559685&quot;:720,&quot;335559991&quot;:360,&quot;469769226&quot;:&quot;Aptos&quot;,&quot;469769242&quot;:[8226],&quot;469777803&quot;:&quot;left&quot;,&quot;469777804&quot;:&quot;-&quot;,&quot;469777815&quot;:&quot;hybridMultilevel&quot;}" aria-setsize="-1" data-aria-posinset="6" data-aria-level="1"><span data-contrast="auto">Revigrés, com o produto “Tech 3D”, na categoria de Pavimentos e Revestimentos;</span><span data-ccp-props="{}"> </span></li>
</ul>
<ul>
<li data-leveltext="-" data-font="Aptos" data-listid="2" data-list-defn-props="{&quot;335552541&quot;:1,&quot;335559685&quot;:720,&quot;335559991&quot;:360,&quot;469769226&quot;:&quot;Aptos&quot;,&quot;469769242&quot;:[8226],&quot;469777803&quot;:&quot;left&quot;,&quot;469777804&quot;:&quot;-&quot;,&quot;469777815&quot;:&quot;hybridMultilevel&quot;}" aria-setsize="-1" data-aria-posinset="7" data-aria-level="1"><span data-contrast="auto">Secil Sa, com o equipamento de estruturas de betão com tecnologia “Bewarm”, na categoria de Equipamentos de Exterior.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></li>
</ul>
<p><span data-contrast="auto">As menções honrosas foram atribuídas a Burger &amp; Cie., com o sistema de instalação de revestimentos “Groove Rail” (categoria de Pavimentos e Revestimentos) e na categoria de Novos Processos Constructivos, o sistema “Skinium – The Wall System”, desenvolvido pelas empresas Perfisa, Gyptec Volcalis, Amorim Cork Solutions e Mapei.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A organização confirmou que a TEKTÓNICA irá regressar em 2026, com data a anunciar.</span></p>
<p>Fotografia de destaque: © Tektónica</p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/tektonica-2025-reforcou-posicao-como-plataforma-de-impulso-para-o-mercado-da-construcao/">TEKTÓNICA 2025 reforçou posição como “plataforma de impulso” para o mercado da construção</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Tektónica 2025: evento cresceu para acolher sector da construção no caminho para a inovação</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/tektonica-2025-evento-cresceu-para-acolher-sector-da-construcao-no-caminho-para-a-inovacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Edifícios e Energia]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Apr 2025 09:11:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[BIM]]></category>
		<category><![CDATA[construção]]></category>
		<category><![CDATA[descarbonização]]></category>
		<category><![CDATA[digitalização]]></category>
		<category><![CDATA[eficiência energética]]></category>
		<category><![CDATA[gestão de edifícios]]></category>
		<category><![CDATA[inovação]]></category>
		<category><![CDATA[inteligência artificial]]></category>
		<category><![CDATA[Prémios Tektónica]]></category>
		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[tektonica]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://edificioseenergia.pt/?p=30930</guid>

					<description><![CDATA[<p>Entre os dias 10 e 12 de Abril, a Tektónica voltou a ocupar o recinto da Feira Internacional de Lisboa (FIL) para a sua 27ª edição. Crescimento, inovação e internacionalização foram as palavras-chave do certame. </p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/tektonica-2025-evento-cresceu-para-acolher-sector-da-construcao-no-caminho-para-a-inovacao/">Tektónica 2025: evento cresceu para acolher sector da construção no caminho para a inovação</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Entre os dias 10 e 12 de Abril, a Tektónica voltou a ocupar o recinto da Feira Internacional de Lisboa (FIL) para a sua 27ª edição. Crescimento, inovação e internacionalização foram as palavras-chave do certame. </strong></p>
<p><span data-contrast="auto">O evento, que, ano após ano, junta centenas de empresas nacionais e internacionais ligadas ao sector da construção, registou um aumento de 20% no número de expositores e cresceu para um terceiro pavilhão de exposição. Para além dos </span><i><span data-contrast="auto">stands</span></i><span data-contrast="auto"> de marcas, uma outra grande aposta da Tektonica são os <em>workshops</em>, sessões e debates espalhados pelos auditórios do evento. A </span><em>Edifícios e Energia</em><span data-contrast="auto"> esteve presente e destacamos os pontos-chave de alguns.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:276}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Organizada pela Associação Portuguesa de Empresas de Tecnologias Ambientais (APEMETA), a sessão “A Digitalização e Inteligência Artificial para a Descarbonização dos Edifícios” discutiu o papel e relevância da integração da digitalização e da inteligência artificial (IA) na construção e gestão dos edifícios e cidades. Foram destacados aspectos como a monitorização dos consumos em tempo real, a sua optimização através da IA, a manutenção dos equipamentos com o auxílio de um algoritmo e a conceção de gémeos digitais para uma melhor performance dos edifícios. Os desafios que a implementação desta transformação aporta também foram abordados, como a existência de sistemas datados e impreparados para a integração digital de outras soluções tecnológicas.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:276}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Adriana Almeida, da VEOLIA, destacou a relevância dos edifícios nas emissões de gases com efeito de estufa (GEE), dizendo que “é expectável que a área construída global duplique até 2060” e que, perante este cenário, a digitalização, a automatização e a IA podem ser verdadeiras “alavancas de mudança”, oferecendo oportunidades de redução de consumo na ordem dos 30%.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:276}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Ainda no primeiro dia do evento, a sessão “BIM: uma metodologia e não um software”, organizada pela Ordem dos Arquitectos, juntou um conjunto de especialistas para debater a implementação do BIM (</span><em>Building Information Modeling</em><span data-contrast="auto">) nos projectos arquitectónicos, desde a sua conceção até à execução. Foi destacada a necessidade de formação e de equipas responsáveis pela implementação desta metodologia para fazer face à falta de prática profissional e de incentivos externos para a aprendizagem do BIM.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:276}"> </span></p>
<p><img decoding="async" class="size-medium wp-image-30934 alignleft" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/04/tektonica_3-300x140.jpg" alt="" width="300" height="140" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/04/tektonica_3-300x140.jpg 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/04/tektonica_3-1024x477.jpg 1024w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/04/tektonica_3-768x358.jpg 768w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/04/tektonica_3-1536x716.jpg 1536w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/04/tektonica_3-2048x954.jpg 2048w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/04/tektonica_3-610x284.jpg 610w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/04/tektonica_3-1080x503.jpg 1080w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/04/tektonica_3-scaled.jpg 1200w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><span data-contrast="auto">O primeiro dia da Tektónica foi encerrado com o lançamento do sistema SKINIUM, uma solução constructiva para fachadas exteriores. Inspirado na estrutura da pele humana, o SKINIUM incorpora diferentes camadas de materiais, tendo como base uma estrutura em aço leve (</span><em>light steel framing</em><span data-contrast="auto"> – LSF). Todos os materiais usados são fabricados em Portugal e o sistema é compatível com métodos de construção como a pré-fabricação e a construção modular.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:276}"> O sistema SKINIUM é visto como uma inovação no sector da construção e surge de uma parceria entre as marcas Amorim Cork Solutions, Gyptec, Mapei e Perfisa. Recebeu uma menção honrosa na categoria de Novos Processos Constructivos dos Prémios Inovação Tektónica 2025.</span></p>
<p><img decoding="async" class=" wp-image-30935 alignright" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/04/tektonica_4-300x225.jpg" alt="" width="301" height="226" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/04/tektonica_4-300x225.jpg 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/04/tektonica_4-1024x768.jpg 1024w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/04/tektonica_4-768x576.jpg 768w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/04/tektonica_4-1536x1152.jpg 1536w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/04/tektonica_4-2048x1536.jpg 2048w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/04/tektonica_4-610x458.jpg 610w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/04/tektonica_4-1080x810.jpg 1080w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/04/tektonica_4-scaled.jpg 1200w" sizes="(max-width: 301px) 100vw, 301px" /></p>
<p><span data-contrast="auto">Na sessão “Coberturas Verdes e Resiliência nas Cidades”, da responsabilidade da Associação Nacional de Coberturas Verdes – ANCV, foi salientada a importância das coberturas verdes numa altura em que se agravam os efeitos das alterações climáticas. Esta solução tem como vantagens a redução do efeito da ilha de calor, a produção de oxigénio e captação de dióxido de carbono, a implantação de novos espaços verdes e aumento de biodiversidade e a retenção de água das chuvas.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:276}"> </span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30932 alignleft" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/04/tektonica_1-300x201.jpg" alt="" width="300" height="201" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/04/tektonica_1-300x201.jpg 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/04/tektonica_1-1024x684.jpg 1024w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/04/tektonica_1-768x513.jpg 768w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/04/tektonica_1-1536x1027.jpg 1536w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/04/tektonica_1-2048x1369.jpg 2048w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/04/tektonica_1-610x408.jpg 610w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/04/tektonica_1-1080x722.jpg 1080w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/04/tektonica_1-scaled.jpg 1200w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><span data-contrast="auto">Vera Clara, arquitecta paisagista e representante do Horto do Campo Grande, foi uma das oradoras desta sessão e apresentou um projecto de cobertura verde que tem vindo a ser desenvolvido nos últimos meses para o Centro Comercial Colombo e que se espera que, entretanto, entre num processo de faseamento de obra. O plano consiste em alcançar 1600 metros quadrados de novas coberturas verdes, a reconversão de 540 metros quadrados de canteiros em zonas verdes biodiversas e 200 metros quadrados de novos jardins verticais.  </span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:276}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A ANFAJE – Associação Nacional dos Fabricantes de Janelas Eficientes organizou a sessão “Os Desafios da Nova EPBD”, na qual Nuno Simões, do Itecons, destacou que “a pressão sobre o desempenho da envolvente tem de aumentar” e que, para além de janelas eficientes, são necessárias janelas inteligentes. Os passaportes de renovação de edifícios, a regulamentação e o financiamento foram alguns dos tópicos em cima da mesa.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:276}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Foram ainda abordadas algumas alterações e adições que serão feitas às etiquetas energéticas de janelas para que estas possam integrar mais informação em consonância com as indicações que derivam da EPBD: a revisão das classes; a prestação de informações sobre a circularidade das janelas (taxa de material reciclado, indicadores de impacte ambiental, por exemplo); a segurança das janelas e resiliência a eventos extremos (como classes de resistência ao vento ou de estanquidade à água).</span></p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/tektonica-2025-evento-cresceu-para-acolher-sector-da-construcao-no-caminho-para-a-inovacao/">Tektónica 2025: evento cresceu para acolher sector da construção no caminho para a inovação</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Crescimento, inovação e internacionalização marcam a Tektónica 2025</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/empresas/crescimento-inovacao-e-internacionalizacao-marcam-a-tektonica-2025/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Edifícios e Energia]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Apr 2025 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[BIM]]></category>
		<category><![CDATA[climatização]]></category>
		<category><![CDATA[conforto térmico]]></category>
		<category><![CDATA[descarbonização]]></category>
		<category><![CDATA[digitalização]]></category>
		<category><![CDATA[eficiência energética]]></category>
		<category><![CDATA[Fundação AIP]]></category>
		<category><![CDATA[gestão de edifícios]]></category>
		<category><![CDATA[industrialização da construção]]></category>
		<category><![CDATA[Prémios Tektónica]]></category>
		<category><![CDATA[soluções sustentáveis]]></category>
		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Tektónica 2025]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://edificioseenergia.pt/?p=30891</guid>

					<description><![CDATA[<p>Promovido pela Fundação AIP, a Tektónica regressa à FIL - Parque das Nações, de 10 a 12 de abril de 2025, com uma edição marcada pelo crescimento, inovação e internacionalização do sector da construção. ...</p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/empresas/crescimento-inovacao-e-internacionalizacao-marcam-a-tektonica-2025/">Crescimento, inovação e internacionalização marcam a Tektónica 2025</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center has-black-color has-text-color has-link-color has-small-font-size wp-elements-662980ec75afcf97ab207384f5b0e3c8 wp-block-paragraph"><br><strong><em>3 Pavilhões e mais 20% de Expositores</em></strong></p>



<div style="height:70px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-3a7386b3c78e3044ed3bafcd2ad9554d wp-block-paragraph">Promovido pela Fundação AIP, a <a href="https://tektonica.fil.pt/" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow"><strong>Tektónica</strong></a> regressa à FIL &#8211; Parque das Nações, de 10 a 12 de abril de 2025, com uma edição marcada pelo crescimento, inovação e internacionalização do sector da construção. Consolidando-se como o maior evento nacional da fileira da construção e um dos mais relevantes da Península Ibérica, a feira regista um aumento de 20% no número de expositores, reunindo cerca de 400 empresas nacionais e internacionais, e alargando-se a três pavilhões de exposição.</p>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-acd7383b0c4919abae9c8f3c9de3e7c9 wp-block-paragraph">Com uma oferta mais diversificada, a <strong>Tektónica</strong> integra novos sectores estratégicos, como os novos materiais e sistemas construtivos, com especial enfoque em soluções sustentáveis e tecnologias inteligentes aplicadas à construção e gestão de edifícios. Este ano, estarão representados 16 mercados internacionais, com empresas que trazem novas dinâmicas ao sector e reforçam o papel da Tektónica como plataforma de negócios cada vez mais global.</p>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-225a32edbdb0b1af47e0085efbb2dddb wp-block-paragraph">Para além da componente expositiva, a <strong>Tektónica</strong> aposta numa programação formativa intensa, com dezenas de talks a decorrerem ao longo dos três dias nos auditórios SKINIUM (Pav. 3) e S&amp;P PORTUGAL (Pav. 4). Especialistas, associações e empresas vão debater temas chave como a eficiência energética, a industrialização da construção, a digitalização, o conforto térmico, a sustentabilidade e a descarbonização do sector. O programa inclui ainda o lançamento de soluções tecnológicas e sistemas inovadores por parte de entidades como Mapei, Perfisa, Grupo Preceram, Gyptec, Amorim Cork Solutions, entre outras. Também os sectores da construção metálica, coberturas verdes e climatização inteligente terão presença de destaque, com contributos relevantes de empresas e associações de referência.</p>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-152d15cb2f1aa8da16362a7640fec1ff wp-block-paragraph">A vertente formativa ganha força com abordagens práticas a temas como o BIM, a construção industrializada, soluções residenciais e o armazenamento de energia, promovendo a capacitação dos profissionais e o alinhamento com os novos requisitos regulatórios e ambientais.</p>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-8f1367e4b31fcf4f72234cfcb4fef05b wp-block-paragraph">Os <a href="https://tektonica.fil.pt/premio-inovacao-tektonica-2/" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow"><strong>Prémios</strong> <strong>Tektónica</strong></a> Inovação estão de regresso para distinguir as soluções mais disruptivas e impactantes do mercado, numa iniciativa que reforça o compromisso da <strong>Tektónica</strong> com a modernização e a inovação no sector da construção em Portugal.</p>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-09e004b2c46151b0dbfd330f3d4d26d5 wp-block-paragraph"><strong>Tektónica</strong>, de 10 a 12 de Abril, das 10H00 às 19H00, na FIL!<br>Consulte o <a href="https://tektonica.fil.pt/programa_2025/"><strong>Programa</strong></a>!</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<hr class="wp-block-separator aligncenter has-text-color has-alpha-channel-opacity has-background" style="background-color:#168e9c;color:#168e9c"/>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph" style="font-size:14px"><em><strong>O texto acima é da inteira responsabilidade das empresas/entidades em causa.<br>Fonte: Press Release</strong></em></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/empresas/crescimento-inovacao-e-internacionalizacao-marcam-a-tektonica-2025/">Crescimento, inovação e internacionalização marcam a Tektónica 2025</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Paredes eficientes com o tijolo térmico PRO, agora também em BIM</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/empresas/paredes-eficientes-com-o-tijolo-termico-pro-agora-tambem-em-bim/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Edifícios e Energia]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Feb 2025 11:19:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[BIM]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento acústico]]></category>
		<category><![CDATA[eficiência energética]]></category>
		<category><![CDATA[grupo preceram]]></category>
		<category><![CDATA[Gyptec]]></category>
		<category><![CDATA[resistência ao fogo]]></category>
		<category><![CDATA[soluções construtivas]]></category>
		<category><![CDATA[tijolo térmico]]></category>
		<category><![CDATA[volcalis]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://edificioseenergia.pt/?p=29564</guid>

					<description><![CDATA[<p>As paredes exteriores desempenham um papel fundamental num edifício, sendo vários os requisitos regulamentares, técnicos e funcionais a ter em conta. ...</p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/empresas/paredes-eficientes-com-o-tijolo-termico-pro-agora-tambem-em-bim/">Paredes eficientes com o tijolo térmico PRO, agora também em BIM</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"></p>



<hr class="wp-block-separator aligncenter has-text-color has-alpha-channel-opacity has-background" style="background-color:#168e9c;color:#168e9c"/>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-7121fc45acf334be1660075a247fc4e7 wp-block-paragraph"> <br><br>As paredes exteriores desempenham um papel fundamental num edifício, sendo vários os requisitos regulamentares, técnicos e funcionais a ter em conta.<br>Desde logo a questão do comportamento térmico, para além do cumprimento da legislação existe a preocupação de termos edifícios que assegurem conforto com menor consumo de energia.<br>Ainda no âmbito do conforto, o comportamento acústico da envolvente é outro dos aspetos a considerar e cada vez mais valorizado.<br>Outras duas características, agora no âmbito da segurança, são o comportamento mecânico e ao fogo.</p>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-cc7ce13746ccb939ccd109897b1068b4 wp-block-paragraph">Embora em Portugal, habitualmente, os panos de alvenaria não desempenhem funções estruturais de suporte de carga, têm de assegurar estabilidade do conjunto e resistência estrutural às várias ações a que estão sujeitas: cargas permanentes, ações térmicas, vento, sismos e choques.<br>Infelizmente acontecimentos recentes (Londres, Valência) tem vindo a alertar-nos para a importância de escolhermos os materiais adequados tanto em termos de reação como de resistência ao fogo das soluções construtivas.<br>A todos estes aspetos as paredes em tijolos cerâmicos de furação vertical dão resposta e apresentam vantagens. Com uma resistência mecânica, térmica e acústica mais do dobro dos tijolos furados tradicionais, a família de tijolos térmicos <strong>Preceram</strong> foi recentemente atualizada com os novos PRO20 e PRO25.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="640" height="340" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/02/GYPTEC_PRECERAM_sistema-95-BA13A-PRO25.png" alt="" class="wp-image-29567" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/02/GYPTEC_PRECERAM_sistema-95-BA13A-PRO25.png 640w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/02/GYPTEC_PRECERAM_sistema-95-BA13A-PRO25-300x159.png 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/02/GYPTEC_PRECERAM_sistema-95-BA13A-PRO25-610x324.png 610w" sizes="(max-width: 640px) 100vw, 640px" /></figure>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-d5acacca33f0c7c6e49dc104141b2d4a wp-block-paragraph">Os novos formatos 40x19x20 e 40x19x25 vêm dar resposta às exigências do mercado, em vários aspetos, como sejam a racionalização de recursos, a eficiência energética e a redução do tempo e custo de aplicação. <br>As larguras de 20 cm e 25 cm (em vez dos habituais 19 cm e 24 cm) permitem o alinhamento com a estrutura e o comprimento de 40 cm (em vez dos tradicionais 30 cm) aumenta a rapidez de execução, diminui o número de juntas e diminui os custos em mão de obra.<br>Também em termos de apoio técnico, foi fundamental integrar estes novos formatos de tijolo na biblioteca de objetos BIM que o <strong>Grupo Preceram</strong> disponibiliza. Foram introduzidos dois objetos correspondentes a paredes com os tijolos PRO20 e PRO25 e outros em que as paredes são compostas também com sistemas de isolamento.</p>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-49bde56ac0b0963d7ad3e700a7535244 wp-block-paragraph">Temos assim que o tijolo térmico e acústico <strong>Preceram</strong> é um produto ideal para a construção de paredes mais eficientes, proporciona maior isolamento térmico e acústico, resistência ao fogo e elevada resistência mecânica.</p>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-d7179d242a9e10af9a3277b22a6cf297 wp-block-paragraph">Tem uma aplicação semelhante ao tijolo tradicional, contudo tratando-se de tijolos com furação vertical que encaixam lateralmente uns nos outros, favorecem o alinhamento e prumo da parede, reduzindo o tempo de execução e o consumo de argamassa de assentamento.<br>Complementadas com sistemas de isolamento, pelo exterior ou pelo interior, com as placas de gesso <strong>Gyptec</strong> e a lã mineral <strong>Volcalis</strong>, as soluções de paredes estão caracterizadas e agregadas no <a href="https://gyptec.eu/gestor-solucoes/" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">Gestor de Soluções</a>.</p>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-0a2153a9e4c4160b72f7c21b92ad9a50 wp-block-paragraph">Todas estas informações estão reunidas nas páginas das empresas do <strong>Grupo Preceram</strong> ou no portal: <strong><a href="http://www.solucoesparaconstrucao.com" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">S<em>olucoesParaConstrucao.com</em></a></strong> onde poderão ser descarregados também os objetos BIM.</p>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-9ac00cf961d1ea846fe5a532228b76c6 wp-block-paragraph"></p>



<hr class="wp-block-separator aligncenter has-text-color has-alpha-channel-opacity has-background" style="background-color:#168e9c;color:#168e9c"/>



<details class="wp-block-details is-layout-flow wp-block-details-is-layout-flow"><summary><em><strong>O texto acima é da inteira responsabilidade das empresas/entidades em causa.<br>Fonte: Press Release&nbsp;</strong></em><br>&nbsp;</summary>
<p class="wp-block-paragraph"></p>
</details>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/empresas/paredes-eficientes-com-o-tijolo-termico-pro-agora-tambem-em-bim/">Paredes eficientes com o tijolo térmico PRO, agora também em BIM</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>&#8220;O sector estará, como sempre esteve, pronto para responder às exigências do mercado&#8221;</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/o-sector-estara-como-sempre-esteve-pronto-para-responder-as-exigencias-do-mercado/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rita Ascenso]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Dec 2024 08:00:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[AICCOPN]]></category>
		<category><![CDATA[BIM]]></category>
		<category><![CDATA[construção]]></category>
		<category><![CDATA[construção sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[descarbonização]]></category>
		<category><![CDATA[edifícios]]></category>
		<category><![CDATA[eficiência energética]]></category>
		<category><![CDATA[epbd]]></category>
		<category><![CDATA[materiais]]></category>
		<category><![CDATA[UE]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://edificioseenergia.pt/?p=28834</guid>

					<description><![CDATA[<p>“Os edifícios são um reservatório de materiais significativo, constituindo depósitos de recursos ao longo de muitas décadas e as opções de conceção e a escolha de materiais influenciam de sobremaneira as emissões de todo o ciclo de vida dos edifícios novos e dos edifícios renovados”, lê-se na nova EPBD. Numa conversa com Manuel Reis Campos, presidente da CPCI e da AICCOPN, fomos conhecer a forma como o sector da construção está a olhar para estas mudanças.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/o-sector-estara-como-sempre-esteve-pronto-para-responder-as-exigencias-do-mercado/">&#8220;O sector estará, como sempre esteve, pronto para responder às exigências do mercado&#8221;</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong><em>Este artigo foi originalmente publicado na <a href="https://leitor.medialine.pt/reader.html?p=edificiosenergia&amp;v=principal&amp;e=156" target="_blank" rel="noopener">edição nº 156 da Edifícios e Energia</a> (Novembro/Dezembro 2024).</em></strong></p>
<p>“Os edifícios são um reservatório de materiais significativo, constituindo depósitos de recursos ao longo de muitas décadas e as opções de conceção e a escolha de materiais influenciam de sobremaneira as emissões de todo o ciclo de vida dos edifícios novos e dos edifícios renovados”, lê-se na nova Directiva sobre o Desempenho Energético dos Edifícios (EPBD). Numa conversa com Manuel Reis Campos, presidente da CPCI &#8211; Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário &#8211; e da AICCOPN &#8211; Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas, fomos conhecer a forma como o sector da construção está a olhar para estas mudanças.</p>
<p><strong>Estamos preparados para adoptar a EPBD como um farol para a construção sustentável?</strong></p>
<p>A nova Directiva sobre o Desempenho Energético dos Edifícios, conhecida como EPBD, representa um avanço significativo rumo à construção sustentável. A directiva estabelece metas ambiciosas, introduzindo conceitos e métricas inovadoras, como a contabilidade das emissões de gases com efeito de estufa (GEE) ao longo de todo o ciclo de vida dos edifícios e o Potencial de Aquecimento Global (PAG). Estas são mudanças que vão orientar o sector da construção em direcção a prácticas mais sustentáveis e à descarbonização do parque edificado até 2050.</p>
<p><strong>A eficiência energética e a construção estão dependentes uma da outra neste caminho para a descarbonização dos edifícios. A importância da energia incorporada neste processo também é uma boa notícia?</strong></p>
<p>A descarbonização dos edifícios vai depender, fundamentalmente, da implementação de medidas de eficiência energética que, além de reduzirem o consumo de energia operacional, promovem uma construção mais sustentável. No entanto, este progresso exige que tanto os materiais utilizados quanto os processos construtivos considerem a energia incorporada — a energia consumida desde a extração dos materiais até à sua aplicação e eventual demolição. Esta abordagem abrangente ao ciclo de vida dos edifícios vai exigir uma adaptação significativa do sector, para que as escolhas de materiais e métodos construtivos sejam feitas com o objectivo de minimizar o impacte ambiental.</p>
<p><strong>O PAG (Potencial de Aquecimento Global) vai ser um bom desafio?</strong></p>
<p>O PAG, enquanto indicador que avalia as emissões de CO2 em todas as fases do ciclo de vida dos edifícios, constitui um grande desafio. Este impõe uma maior exigência na selecção de materiais e processos construtivos, com foco em minimizar o impacte ambiental. Para as PMEs, esta transição poderá ser exigente, mas com os apoios e incentivos adequados, o sector da construção estará capacitado para superar as dificuldades e contribuir activamente para as metas de descarbonização do parque edificado estabelecidas pela União Europeia.</p>
<p><strong>Estará, de facto, o sector da construção preparado para as mudanças impostas pela nova EPBD?</strong></p>
<p>O sector da construção enfrenta, efectivamente, um desafio significativo com as mudanças impostas pela nova EPBD, mas, com a preparação adequada e os apoios necessários, estará, como sempre esteve, pronto para responder às exigências do mercado. A adaptação a uma visão que inclui a contabilização das emissões de gases com efeito de estufa (GEE) e o ciclo de vida completo dos edifícios exigirá uma transformação profunda em práticas e processos estabelecidos. As pequenas e médias empresas (PMEs), em particular, vão precisar de realizar um esforço significativo na capacitação dos seus recursos humanos, e para os quais defendemos ser necessária a criação de apoios e incentivos específicos por forma a minimizar os custos da transição verde. Estou convicto de que, com uma abordagem estratégica, o sector poderá aproveitar estas mudanças como uma oportunidade para inovar e contribuir de forma significativa para a sustentabilidade.</p>
<blockquote><p>A digitalização, com a adopção obrigatória de ferramentas como o Passaporte de Renovação dos Edifícios e o BIM, também traz desafios significativos. A implementação dessas tecnologias requer um investimento inicial considerável, além de formação especializada, o que pode ser oneroso para as empresas de menor dimensão.</p></blockquote>
<p><strong>O Sistema de Certificação Energética vai enfrentar dificuldades na adaptação a novos conceitos?</strong></p>
<p>O sistema de Certificação Energética também irá enfrentar desafios na adaptação aos novos conceitos introduzidos pela EPBD, como o Potencial de Aquecimento Global (PAG) e a incorporação da energia nos materiais. A complexidade adicional trazida pela análise de todo o ciclo de vida dos edifícios implica que o sistema actual terá de ser revisto e actualizado para incluir métricas mais rigorosas. Este processo pode ser desafiante, mas é fundamental para garantir que a certificação energética reflete com precisão o impacte ambiental dos edifícios.</p>
<p><strong>As empresas e o sector estão prontos para gerir mudanças como o passaporte de renovação?</strong></p>
<p>No que respeita à gestão de mudanças como o passaporte de renovação, é um desafio que exige, não só uma adaptação tecnológica, como também a capacitação das empresas para adoptarem ferramentas como o BIM e processos digitais. Embora o sector já tenha mostrado uma elevada resiliência em outras transições, a gestão eficaz destas mudanças vai depender de um significativo investimento em inovação, em formação e na criação de mecanismos de apoio para que as empresas, especialmente as PMEs, possam implementar estas novas exigências de forma eficaz e atempada.</p>
<p><strong>Quais os maiores desafios para implementar boas práticas na contabilidade das emissões nos materiais e processos?</strong></p>
<p>Um dos maiores desafios para implementar boas práticas virá da contabilidade de CO2 dos materiais e dos processos. Com efeito, embora haja avanços na medição das emissões ao longo do ciclo de vida dos edifícios, muitos dos pequenos fornecedores e construtores, especialmente as PMEs, ainda não têm acesso a ferramentas ou conhecimento técnico suficiente para integrar essas métricas nas suas actividades. Outro obstáculo será o custo e o tempo envolvidos na adaptação a estes novos métodos e tecnologias, especialmente quando se trata de processos de construção mais tradicionais e pouco industrializados.</p>
<blockquote><p>Para as PMEs, esta transição poderá ser exigente, mas com os apoios e incentivos adequados, o sector da construção estará capacitado para superar as dificuldades e contribuir activamente para as metas de descarbonização do parque edificado estabelecidas pela União Europeia.</p></blockquote>
<p><strong>A digitalização dos processos, o passaporte de renovação e o BIM vão ser obrigatórios. Que dificuldades serão enfrentadas?</strong></p>
<p>A digitalização, com a adopção obrigatória de ferramentas como o passaporte de renovação e o BIM, também traz desafios significativos. A implementação dessas tecnologias requer um investimento inicial considerável, além de formação especializada, o que pode ser oneroso para as empresas de menor dimensão. Acresce que a integração desses sistemas em projectos de construção existentes, bem como a colaboração entre diferentes <em>stakeholders,</em> pode revelar-se complexa, especialmente em empresas com menor grau de desenvolvimento digital e tecnológico.</p>
<p><strong>Será possível atingir a neutralidade carbónica nos edifícios europeus até 2050 e nos novos até 2030?</strong></p>
<p>Apesar desses desafios, a neutralidade carbónica nos edifícios europeus até 2050, e nos novos até 2030, é uma meta alcançável, desde que se verifique um esforço conjunto entre Governo, Autarquias, Empresas de Construção e do Imobiliário e Sociedade. Acresce que será ainda necessário um grande impulso em termos de financiamento, para acelerar as taxas de renovação e construir edifícios com materiais de baixo impacte ambiental, além de apoiar a transição tecnológica das pequenas e médias empresas.</p>
<p><strong>Como a nova dimensão da sustentabilidade vai mudar a forma de trabalhar das empresas?</strong></p>
<p>A nova dimensão da sustentabilidade, introduzida pela EPBD, vai exigir uma transformação profunda na forma de trabalhar da maioria das empresas no sector da construção. As empresas serão obrigadas a adoptar práticas que considerem todo o ciclo de vida dos edifícios, desde a escolha dos materiais até ao seu impacte ambiental ao longo do tempo. Esta realidade irá exigir uma maior integração de tecnologias digitais, como o BIM, e a implementação de sistemas mais rigorosos de contabilidade de emissões de gases com efeito de estufa (GEE). As empresas terão de se adaptar a novos processos, promovendo a eficiência energética e a escolha de materiais com baixo impacte ambiental, o que requer investimentos em inovação e em capacitação técnica.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-28839 alignleft" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/12/Presidente_ReisCampos_1-287x300.jpg" alt="" width="267" height="279" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/12/Presidente_ReisCampos_1-287x300.jpg 287w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/12/Presidente_ReisCampos_1-980x1024.jpg 980w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/12/Presidente_ReisCampos_1-768x803.jpg 768w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/12/Presidente_ReisCampos_1-1470x1536.jpg 1470w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/12/Presidente_ReisCampos_1-1960x2048.jpg 1960w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/12/Presidente_ReisCampos_1-610x638.jpg 610w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/12/Presidente_ReisCampos_1-1080x1129.jpg 1080w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/12/Presidente_ReisCampos_1-scaled.jpg 1148w" sizes="(max-width: 267px) 100vw, 267px" /></p>
<p><strong>Podemos falar de um sector mais alargado quando falamos em construção?</strong></p>
<p>O sector da construção está, de facto, a tornar-se mais alargado e multidisciplinar. A sustentabilidade e a descarbonização exigem a colaboração de várias áreas, como a energia, o ambiente e a tecnologia. Este novo cenário cria uma sinergia entre sectores que, antes, funcionavam de forma mais isolada. A construção agora abrange não só os processos tradicionais, mas também a gestão de recursos, a construção industrializada de segmentos importantes dos edifícios com recurso, designadamente, à construção modular ou <em>off-site</em> e à impressão 3D, a eficiência energética e a inovação tecnológica, o que expande o seu alcance e impacte.</p>
<p><strong>A cooperação entre empresas e indústria será essencial neste caminho?</strong></p>
<p>A cooperação entre empresas e a indústria será fundamental para enfrentar este novo desafio. A partilha de conhecimento, a criação de parcerias estratégicas e o desenvolvimento de redes de colaboração serão essenciais para garantir que as melhores práticas são adoptadas e que o sector possa evoluir de forma harmonizada, rumo às metas de descarbonização impostas pela UE.</p>
<p><strong>Todo o ciclo de vida do edifício entrará na contabilidade das emissões de GEE para efeitos de certificação energética. Concorda que o “primeiro traço” já não pode ser feito sem a engenharia?</strong></p>
<p>Com efeito, será imprescindível uma equipa multidisciplinar para projectar edifícios de acordo com as novas exigências de sustentabilidade e descarbonização. A complexidade acrescida, que resulta da necessidade de contabilizar as emissões de gases com efeito de estufa (GEE) ao longo de todo o ciclo de vida do edifício, implica a colaboração estreita entre arquitectos, engenheiros, especialistas em eficiência energética, peritos em materiais sustentáveis, e entre outros.</p>
<p>A nova directiva vai exigir que cada etapa do processo, desde a conceção inicial até à construção, operação e eventual desmantelamento do edifício, seja cuidadosamente planeada e gerida de modo a garantir que as emissões são minimizadas e que os recursos utilizados têm o menor impacte ambiental possível. Deste modo, considera-se essencial uma abordagem colaborativa para integrar todos os conhecimentos e tecnologias necessárias, assegurando que o edifício final cumpre as metas de sustentabilidade e eficiência energética impostas pelas novas directrizes europeias.</p>
<blockquote><p>A neutralidade carbónica nos edifícios europeus até 2050, e nos novos até 2030, é uma meta alcançável, desde que se verifique um esforço conjunto entre Governo, Autarquias, Empresas de Construção e do Imobiliário e Sociedade.</p></blockquote>
<p><strong>As acções já desencadeadas para a descarbonização dos edifícios estão aquém do esperado. O financiamento será suficiente?</strong></p>
<p>As acções até agora desencadeadas para a descarbonização dos edifícios, de facto, estão aquém das expectativas. De acordo com os Censos de 2021, há 1.278.826 edifícios a necessitar de obras de conservação, destes, o número de edifícios a necessitar de obras significativas aumentou 24,5 % em relação a 2011, totalizando cerca de 498 mil. Acresce que, no que diz respeito ao licenciamento municipal, a média anual de licenças para reabilitação de edifícios emitidas nos últimos três anos foi de apenas 6.170, o que revela um ritmo muito inferior ao necessário para inverter a tendência de deterioração do estado de conservação dos edifícios, pelo que grande parte do parque edificado continua a ser energeticamente ineficiente.</p>
<p>As verbas disponíveis no PRR para a eficiência energética totalizam 610 milhões de euros, pelo que se consideram insuficientes para atingir as metas ambiciosas. Neste contexto, importa salientar que a AICCOPN considera essencial a aplicação da taxa reduzida de IVA a todas as obras de reabilitação, independentemente da sua localização. Era o impulso fundamental para se iniciar uma vaga de reabilitação no nosso país. Com efeito, para que estas metas sejam alcançáveis, é necessária uma combinação de financiamento adequado, políticas fiscais de incentivo, formação e capacitação das empresas, bem como um apoio mais robusto do Estado e da União Europeia para facilitar a transição.</p>
<p><strong>Como vê o sector daqui a 10 anos?</strong></p>
<p>O sector da construção nos próximos 10 anos vai passar por uma transformação profunda, tornando-se mais industrializado, tecnológico e sustentável. A crescente pressão para atingir metas de descarbonização e a necessidade de uma cada vez maior eficiência energética farão com que as empresas adoptem processos mais industrializados, com a implementação de métodos de construção modular e <em>off-site,</em> permitindo uma maior rapidez na execução e uma redução significativa de resíduos.</p>
<p>A tecnologia terá um papel central neste processo. Ferramentas como o BIM, a inteligência artificial e a automação estarão integradas em todos os aspectos do ciclo de vida do edifício, desde a conceção até à operação e manutenção. Essa digitalização não só melhorará a eficiência e a precisão dos projectos, mas também facilitará a gestão de recursos, contribuindo para uma construção mais racional e menos dispendiosa.</p>
<p>Além disso, a sustentabilidade será um pilar fundamental do sector. A escolha de materiais com baixa pegada de carbono, a eficiência energética nas construções e a análise do ciclo de vida dos edifícios estarão no centro da actividade das empresas. O conceito de economia circular será amplamente adoptado, promovendo a reutilização e a reciclagem de materiais, e as práticas de construção verde serão, não apenas incentivadas, mas também exigidas. Em suma, o sector da construção estará mais alinhado com as necessidades ambientais e sociais, contribuindo para um futuro mais sustentável e resiliente.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/o-sector-estara-como-sempre-esteve-pronto-para-responder-as-exigencias-do-mercado/">&#8220;O sector estará, como sempre esteve, pronto para responder às exigências do mercado&#8221;</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Projecto DISCOVER: a tecnologia em prol de um sector da construção mais circular</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/projecto-discover-a-tecnologia-em-prol-de-um-sector-da-construcao-mais-circular/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Edifícios e Energia]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Dec 2024 08:00:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[BIM]]></category>
		<category><![CDATA[construção]]></category>
		<category><![CDATA[demolição]]></category>
		<category><![CDATA[descarbonização]]></category>
		<category><![CDATA[DISCOVER]]></category>
		<category><![CDATA[GEE]]></category>
		<category><![CDATA[inteligência artificial]]></category>
		<category><![CDATA[resíduos]]></category>
		<category><![CDATA[UPC]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://edificioseenergia.pt/?p=28794</guid>

					<description><![CDATA[<p>A Universidade Politécnica da Catalunha (UPC) lidera o projecto europeu DISCOVER, uma iniciativa inovadora para reduzir os resíduos de construção e demolição através de tecnologias de inteligência artificial, robótica avançada e Building Information Modeling (BIM). Com o objectivo de tornar o sector da construção mais sustentável e eficiente, o projecto está empenhado na reutilização de materiais e na redução das emissões de gases com efeito de estufa.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/projecto-discover-a-tecnologia-em-prol-de-um-sector-da-construcao-mais-circular/">Projecto DISCOVER: a tecnologia em prol de um sector da construção mais circular</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A Universidade Politécnica da Catalunha (UPC) lidera o projecto europeu DISCOVER, uma iniciativa inovadora para reduzir os resíduos de construção e demolição através de tecnologias de inteligência artificial, robótica avançada e <em>Building Information Modeling </em>(BIM). Com o objectivo de tornar o sector da construção mais sustentável e eficiente, o projecto está empenhado na reutilização de materiais e na redução das emissões de gases com efeito de estufa.</strong><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">O sector da construção é um dos maiores consumidores de recursos e um dos principais geradores de resíduos a nível mundial. É também responsável por cerca de 40 % das emissões globais de gases com efeito de estufa. Este sector carece ainda de processos eficientes para a identificação, reutilização e reciclagem de materiais, especialmente durante os processos de demolição. É neste contexto que surge o DISCOVER, um projecto que visa desenvolver uma solução abrangente para resolver os problemas de resíduos e emissões do sector da construção. A combinação de ferramentas e tecnologias foi a chave encontrada para gerir os materiais de construção de uma forma eficiente, sustentável e circular.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">“Esta situação [do sector da construção] resultou numa gestão fragmentada que não explora o potencial das tecnologias emergentes. Actualmente, o processo de demolição gera frequentemente grandes quantidades de resíduos e as opções de reciclagem ou reutilização são limitadas”, pode ler-se num comunicado de imprensa do DISCOVER.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">O projecto está assente em três pilares. O primeiro é a análise de dados em tempo real: com tecnologias avançadas de robótica, sensores e inteligência artificial, os materiais e componentes das construções existentes serão identificados e analisados de forma contínua. Serão desenvolvidos sistemas robóticos autónomos para a captação e análise de dados e implementados algoritmos de inteligência artificial para classificar e quantificar os materiais de construção.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">O segundo pilar do projecto será a optimização dos processos de demolição com protocolos baseados em BIM. Através do uso desta ferramenta, o sistema permitirá a medição e gestão de materiais, a optimização dos processos de demolição e a recuperação de materiais para minimizar os custos e os impactes ambientais. Esta tecnologia facilita a identificação dos materiais que podem ser recuperados e reutilizados, assim como a forma de o fazer da maneira mais eficiente possível.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559685&quot;:0}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">O terceiro e último pilar prende-se com a criação de uma base de dados de materiais secundários, para fornecer rastreabilidade e acessibilidade aos materiais recuperados, promovendo a sua reutilização e reciclagem em novos projectos.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559685&quot;:0}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Alba Pérez Gracia, líder do projecto e investigadora do Departamento de Engenharia Mecânica da UPC, afirma que este projecto visa “contribuir para a incorporação de tecnologias digitais, automatização e robótica no sector da construção”, acrescentando que o projecto quer “ajudar a criar uma demolição de precisão baseada no acesso à informação por parte de todos os intervenientes, melhorando a eficiência dos processos e a recuperação e reutilização de materiais”.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Financiado pelo programa Horizonte Europa, o DISCOVER tem uma duração de quatro anos e um orçamento total de quase 6 milhões de euros. O projecto conta ainda com a participação de um consórcio de 14 parceiros de oito países europeus.</span></p>
<p>Fotografia de destaque: © Unsplash</p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/projecto-discover-a-tecnologia-em-prol-de-um-sector-da-construcao-mais-circular/">Projecto DISCOVER: a tecnologia em prol de um sector da construção mais circular</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Iniciativas da ASHRAE em prol de mais sustentabilidade</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/iniciativas-da-ashrae-em-prol-de-mais-sustentabilidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Serafín Graña]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Nov 2024 11:10:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião/Análise]]></category>
		<category><![CDATA[ashrae]]></category>
		<category><![CDATA[AVAC]]></category>
		<category><![CDATA[BIM]]></category>
		<category><![CDATA[construção]]></category>
		<category><![CDATA[crise climática]]></category>
		<category><![CDATA[edifícios]]></category>
		<category><![CDATA[renovação]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://edificioseenergia.pt/?p=28358</guid>

					<description><![CDATA[<p>No decorrer da Conferência Anual da ASHRAE, que se realizou no final de junho em Indianapolis, pretende-se aqui destacar o discurso presidencial de M. Dennis Knight, P.E., BEMP, Fellow, Membro Vitalício ASHRAE e presidente desta associação americana ligada ao setor de Aquecimento, Ventilação, Ar Condicionado e Refrigeração (AVAC&#038;R) para o mandato do ano da sociedade 2024-25 (SY 2024-25), que decorre de julho de 2024 até junho de 2025. ...</p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/iniciativas-da-ashrae-em-prol-de-mais-sustentabilidade/">Iniciativas da ASHRAE em prol de mais sustentabilidade</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><em><strong><span class="s1">Artigo publicado originalmente na edição de <a href="https://leitor.medialine.pt/reader.html?p=edificiosenergia&amp;v=principal&amp;e=155" target="_blank" rel="noopener"><span class="s2">Setembro/Outubro de 2024</span></a> da Edifícios e Energia.</span></strong></em></p>
<p>No decorrer da Conferência Anual da ASHRAE, que se realizou no final de junho em Indianapolis, pretende-se aqui destacar o discurso presidencial de M. Dennis Knight, P.E., BEMP, <em>Fellow,</em> Membro Vitalício ASHRAE e presidente desta associação americana ligada ao setor de Aquecimento, Ventilação, Ar Condicionado e Refrigeração (AVAC&amp;R) para o mandato do ano da sociedade 2024-25 (SY 2024-25), que decorre de julho de 2024 até junho de 2025.</p>
<p>É sempre muito importante olharmos para o que pensam e dizem os nossos parceiros e influenciadores. Neste sentido, o discurso do presidente é, do meu ponto de vista, muito interessante e também de grande oportunidade, pelo que me permito disponibilizar, enquanto vice-presidente do ASHRAE Portugal Chapter e na qualidade de tradutor convidado, a tradução autorizada para português do manuscrito do discurso presidencial.</p>
<p>Este manuscrito, cujo título na versão portuguesa é <em>Capacitando a nossa força de trabalho para construir um futuro mais sustentável</em>, encontra-se também acessível integralmente em https://www.ashrae.org/about/leadership/ashrae-president.</p>
<p>Os próximos parágrafos, com exceção daqueles que dizem respeito ao último apelo deste texto, consistem na transcrição do discurso presidencial de M. Dennis Knight, já traduzido.</p>
<h4>O INÍCIO E O DESENVOLVIMENTO DA CARREIRA DO PRESIDENTE M. DENNIS KNIGHT</h4>
<p>A minha carreira no setor da construção civil começou em 1974 apenas duas semanas depois de ter terminado o liceu. Entrei no mercado de trabalho pronto a aprender e a contribuir. O meu novo cargo era projetista de sistemas de tubagem de centrais de produção de energia. É uma forma elegante de dizer desenhador. Um engenheiro chamado Fred Howard, que visitou a minha turma de desenho no liceu, ofereceu-me o lugar no meu primeiro ano, quando eu tinha apenas 16 anos.</p>
<p>Porque é que a maior empresa de energia dos EUA, que concebeu, construiu, teve sob sua propriedade e operou algumas das maiores centrais de produção de energia do mundo, falaria com um miúdo de 16 anos sobre emprego? A resposta é simples: DESENVOLVIMENTO DA FORÇA DE TRABALHO!</p>
<p>A empresa investiu e empenhou-se em atrair e reter pessoas que fizessem o trabalho necessário para se atingirem os objetivos comerciais. Ao começar no ensino secundário, [a empresa] estava a lançar uma rede mais ampla, acedendo a um maior número de candidatos a emprego e incluindo estudantes em percursos tradicionais e não tradicionais de ensino superior e desenvolvimento de carreira.</p>
<p>Então, porque é que nos devemos concentrar no desenvolvimento da força de trabalho?</p>
<p>Ao longo dos últimos anos, aceitámos o desafio de sermos intervenientes vitais na resposta às ameaças mais graves para o nosso planeta durante a nossa vida: a pandemia de Covid-19 e a crise climática. Dito isto, a nossa indústria está a enfrentar a sua própria crise. Uma crise que prejudicará a nossa capacidade de enfrentar os desafios que aceitámos, os objetivos que estabelecemos e os compromissos que assumimos. Essa crise tem a ver com a nossa força de trabalho, ou, mais propriamente, com a falta de pessoas qualificadas como vocês, que têm a capacidade e o desejo de escolher uma carreira no setor de AVAC&amp;R.</p>
<p>A verdade é que precisamos de mais pessoas como VOCÊS. As vossas competências, a vossa paixão e o vosso empenho são o que fará avançar o nosso setor e garantirá a sua viabilidade nos próximos anos.</p>
<p>Pessoas capazes. Pessoas apaixonadas. Pessoas que querem fazer a diferença. É uma questão de sobrevivência e de sustentabilidade do nosso planeta para as gerações futuras. Se quisermos enfrentar este desafio, primeiro precisamos de compreender como resolver os nossos problemas de desenvolvimento da força de trabalho.</p>
<h4>O FUTURO DA INDÚSTRIA DE AVAC&amp;R</h4>
<p>Comecemos pelas boas notícias – e são mesmo boas notícias. Somos uma indústria em crescimento e a procura futura é excecional. A Agência Internacional de Energia prevê que o número de sistemas AVAC em todo o mundo aumente dos cerca de dois mil milhões atuais para mais de seis mil milhões em 2050. Muitos desses sistemas serão instalados em novos edifícios residenciais multifamiliares de grande escala e em empreendimentos de utilização mista, à medida que as pessoas começarem a trabalhar mais em casa e a uma curta distância das suas casas. Muitos edifícios ligar-se-ão a grandes centrais de aquecimento e arrefecimento urbano e a instalações de armazenamento de energia.</p>
<p>Além disso, o <em>Global Status Report</em> das Nações Unidas estima que cerca de 2,5 mil milhões de metros quadrados de edifícios existentes — a maioria com mais de 20 anos — terão de ser renovados. Os projetos de edifícios existentes requerem ainda mais pessoas envolvidas no trabalho do que a construção de novos edifícios. A renovação é um trabalho complicado. Temos de conceber e renovar estes edifícios para que sejam saudáveis, energeticamente eficientes e neutros em termos de carbono. Consequentemente, precisamos de uma força de trabalho alargada, mais diversificada e com competências nas tecnologias mais recentes. No entanto, a nossa força de trabalho global está a diminuir.</p>
<p>Por isso, temos de nos interrogar [sobre o seguinte]: Porque é que a nossa indústria em rápido crescimento, com a sua capacidade direta de abordar o papel que os edifícios desempenham na melhoria da saúde humana e na crise climática, não consegue atrair novos talentos?</p>
<p>Os engenheiros e cientistas da construção seniores trazem uma riqueza de conhecimentos e experiência para a nossa indústria, mas estamos a envelhecer, deixando de fazer parte da força de trabalho. Infelizmente, não há um número suficiente de jovens interessados em seguir esta carreira.</p>
<h4>TEMOS UM PROBLEMA DE PERCEÇÃO</h4>
<p>Em parte, a nossa mensagem sobre a nossa visão de um futuro sustentável em que os edifícios sejam energeticamente eficientes, saudáveis e neutros em termos de carbono e o nosso papel nesse trabalho precisam de ser clarificados! Todos nós queremos estar envolvidos numa carreira que nos apaixone e na qual possamos encontrar significado e propósito. Talvez se resuma a isto – precisamos de demonstrar ao mundo o que fazemos e o impacto que a nossa indústria está a produzir hoje e é capaz de produzir no futuro de modo a abordar a qualidade ambiental dos espaços interiores, o desenvolvimento sustentável e as alterações climáticas. Temos de destacar o nosso setor de uma forma que enalteça as ideias e inovações que surgem quando abraçamos e encorajamos uma maior diversidade, equidade e inclusão.</p>
<p>A boa notícia é que VOCÊS estão no sítio certo à hora certa. Juntos, podemos aumentar as fileiras de profissionais empenhados e apaixonados e moldar o futuro da nossa indústria e do nosso planeta. Estamos a fazer a diferença agora, e precisamos de espalhar a palavra – gritá-la aos quatro ventos do cimo dos telhados!</p>
<p>Portanto, voltemos a 1974. Nesse primeiro dia de trabalho, as minhas ferramentas eram um lápis de grafite, um par de triângulos de plástico, uma régua e um pedaço de papel. Com estas ferramentas simples, aprendi a descrever, em duas dimensões, a construção de grandes e complexas centrais de produção de energia. Estas ferramentas são utilizadas há mais de 600 anos, pelo menos desde o Renascimento. No entanto, tornaram-se obsoletas em menos de 50 anos.</p>
<p>No final dos anos 70, aprendi Desenho Assistido por Computador, que foi quase completamente substituído pelo BIM (<em>Building Information Modeling</em>). Os ciclos de obsolescência e inovação são cada vez mais curtos. Por este motivo, temos de continuar a melhorar as nossas competências e a fornecer novas ferramentas à nossa força de trabalho atual. As oportunidades de aprendizagem contínua devem estar disponíveis a todos nós ao longo das nossas carreiras. Atualmente, as rápidas mudanças tecnológicas e a inteligência artificial (IA) estão a transformar a indústria das ciências da construção e a apresentar inúmeras oportunidades de carreira. A automação avançada e os sistemas orientados para a IA oferecerão soluções de sistemas de construção mais inteligentes e eficientes em termos energéticos, melhorarão simultaneamente o conforto e a qualidade ambiental interior. Os profissionais de AVAC&amp;R e das ciências da construção podem utilizar as suas competências e tirar partido destas tecnologias de ponta, criando uma procura de conhecimentos especializados. A crescente ênfase na sustentabilidade, resiliência e eficiência de recursos na conceção e no funcionamento dos edifícios abre oportunidades de carreira centradas nas tecnologias de construção ecológica e na integração de energias renováveis. O nosso trabalho tem um impacto direto na melhoria da condição humana.</p>
<p>Numerosos estudos demonstram a ligação entre a qualidade do ambiente interior e a saúde e o bem-estar dos ocupantes dos edifícios. Novos percursos profissionais criam oportunidades para estimular avanços em matéria de sustentabilidade, resiliência, saúde e bem-estar, conforto humano e produtividade. Aqueles que compreendem estas práticas e se tornam competentes na sua implementação terão muitas oportunidades de carreira.</p>
<p>À medida que a tecnologia avança, pessoas de todas as idades estão a ficar mais habituadas a adaptarem-se a novas ferramentas e novos processos. Ao aproveitarem estrategicamente o poder da tecnologia, juntamente com o poder da criatividade humana, tanto os profissionais experientes como os novos talentos podem colaborar para impulsionarem o progresso em todo o nosso setor.</p>
<h4>ENTÃO, COMO PODEMOS ATRAIR MAIS TALENTOS PARA O NOSSO SETOR?</h4>
<p>A ASHRAE vai introduzir três iniciativas neste SY 2024-25 para ajudar a resolver a nossa crise da força de trabalho. Primeiro, para aumentarmos a nossa visibilidade, funcionários e voluntários estão a colaborar numa campanha de base para educar os outros sobre o papel e as contribuições da nossa indústria. Iremos promover o trabalho atual e as oportunidades futuras em AVAC&amp;R que terão impacto na qualidade ambiental interior, nas alterações climáticas e no desenvolvimento sustentável para toda a humanidade. Este trabalho, o nosso trabalho, terá um impacto ainda mais significativo à medida que a população mundial for crescendo de oito mil milhões hoje para 9,7 mil milhões em 2050.</p>
<p>Cada membro da ASHRAE pode ser um mensageiro e um embaixador! Uma forma através da qual vamos promover isto é ir partilhando novas ferramentas e novos recursos que cada um de vós poderá adaptar para incluir histórias pessoais, observações, paixões e motivações. Estes recursos serão adicionados à secção do presidente do <em>website</em> ashrae.org e disponibilizados às nossas secções e aos nossos membros até 1 de julho.</p>
<p>Estas ferramentas permitir-nos-ão defender as vantagens de escolher uma carreira neste setor. Até ao final destes doze meses, todos os membros serão capazes de articular os nossos “Porquês”. Porque é que esta é uma boa carreira? Porque é que as pessoas se devem interessar por este trabalho? Porque é que a nossa área é essencial para a sobrevivência, uma vez que se compromete a proteger o nosso globo? Tal como eu conto a minha história hoje, todos nós podemos contar as nossas histórias – as vossas histórias.</p>
<p>Em segundo lugar, estamos a criar Grupos de Recursos de Membros (MRGs). O que vos parece? Outro novo acrónimo! Os MRGs ajudam a resolver problemas e aumentam a interação entre conjuntos semelhantes de membros da ASHRAE. Os MRGs promovem um sentimento de pertença e permitem um trabalho em rede mais eficiente. Eles não são novos para a ASHRAE. Desenvolvemos com sucesso MRGs, tais como Jovens Engenheiros na ASHRAE, Mulheres na ASHRAE, Membros Estudantes e os nossos muitos comités técnicos. A representação dentro desses grupos traz diferentes perspetivas, experiências e ideias que, em última análise, fazem avançar a nossa indústria. Dois novos grupos estão a ser testados aqui em Indianápolis, o Jovens Profissionais com Família e o Clube de Novos Membros.</p>
<p>Em terceiro lugar, estamos a investir e a empenhar-nos no desenvolvimento profissional individual e coletivo. Vamos mudar a nossa forma de pensar sobre o valor do desenvolvimento das pessoas.</p>
<p>Os dados mostram que investir no desenvolvimento das pessoas aumenta a sua lealdade, a sua retenção e o seu impacto. Queremos que os trabalhadores estejam motivados, sejam altamente produtivos, inovadores e rentáveis enquanto permanecerem nas nossas empresas.</p>
<p>Lembram-se do meu primeiro emprego como desenhador? Fred Howard e o meu empregador começaram a investir e a empenhar-se no meu crescimento e desenvolvimento pessoal quase um ano e meio antes de eu terminar o liceu. Esta iniciativa tem como objetivo desenvolver novos programas e modernizar as nossas plataformas de ensino para fornecer materiais técnicos de integração e formação destinados a engenheiros mecânicos, empreiteiros, fabricantes, técnicos e cientistas da construção. Alimentados pela reputação de 130 anos da ASHRAE dentro do ambiente construído, vamos continuar a ser o recurso de ponta da indústria no que diz respeito a AVAC&amp;R e educação em ciências da construção de novos funcionários e no que concerne a manter e aumentar as competências de profissionais a meio da carreira e de profissionais mais seniores.</p>
<p>Antes deste SY 2024-25, tivemos a sorte de começar a trabalhar em alguns programas para apoiar o desenvolvimento da força de trabalho.</p>
<p>1. Começámos a construir relações com agências federais dos EUA, sociedades associadas e a Aliança Global das Nações Unidas para a Construção Civil a propósito deste tópico. Como resultado, vamos organizar uma cimeira da indústria em torno do tema da avaliação global das necessidades da força de trabalho, a qual estará ligada à nossa conferência sobre a descarbonização da construção em Nova Iorque.</p>
<p>2. Estamos a criar fundos de bolsas de estudo para permitir que os profissionais em exercício tirem partido das nossas oportunidades de desenvolvimento profissional.</p>
<p>3. Ao longo deste SY 2024-25, o Desafio da ASHRAE na Descarbonização e o Prémio Presidencial de Excelência, ao nível dos capítulos, vão focar-se em palestras técnicas proferidas por profissionais locais que enfatizam temas como requalificação <em>[upskilling]</em> e reconversão <em>[reskilling],</em> visando engenheiros juniores e engenheiros a meio de carreira.</p>
<p>4. As Conferências Regionais dos nossos Capítulos acolherão Mesas Redondas da Indústria centradas no envolvimento dos trabalhadores e na força de trabalho do futuro.</p>
<p>Há cem anos, o desenvolvimento da força de trabalho parecia simples. Havia menos indústrias, menos especialização e requisitos educativos diferentes. Olhando para o meu mundo, cresci no sul dos Estados Unidos e cidades inteiras foram construídas principalmente em torno de uma indústria, a do algodão. Pequenas vilas e cidades em todos os Estados Unidos desenvolveram-se em torno do mesmo modelo de mão de obra, concentrando-se em indústrias como a siderurgia, o fabrico de automóveis e máquinas, a exploração mineira e a agricultura.</p>
<p>Durante, pelo menos, três gerações antes de mim, os meus antepassados trabalharam em explorações agrícolas que cultivavam algodão ou em fábricas de algodão. Era uma vida de subsistência que o meu pai pretendia que eu seguisse. Mas Fred Howard mudou tudo isso. Ele despertou uma paixão que acabaria por me levar a tornar-me engenheiro e líder empresarial. Recrutou-me para a indústria através de uma abordagem de contratação baseada nas <em>competências em primeiro lugar</em>.</p>
<p>Através do Fred e de outros empregadores, tirei partido da formação interna, dos cursos da ASHRAE, da orientação específica para o trabalho e de programas generosos de reembolso de propinas. Acabei por obter a minha licenciatura em Física no College of Charleston, tornei-me engenheiro diplomado, criei uma prática bem-sucedida de consultoria em engenharia, trabalhei para introduzir a tecnologia BIM na nossa indústria, ajudei a melhorar a qualidade do ar interior nas escolas do ensino básico e secundário e colaborei com os meus colegas da ASHRAE na produção de normas e na tomada de medidas em questões globais. Tudo porque Fred Howard estava a pensar fora da caixa para o seu tempo.</p>
<p>Para que possamos desenvolver e moldar a força de trabalho em AVAC&amp;R e nas ciências da construção dos próximos 50-100 anos, teremos de pensar fora da caixa de forma a satisfazer as necessidades da nossa indústria, as necessidades da nossa futura força de trabalho e as necessidades do nosso mundo em geral. Temos de analisar mais de perto o acesso à educação e à formação e alargar o nosso conceito de quem poderá ser um potencial candidato à mão de obra. Precisamos de pessoas de todas as disciplinas de ciências físicas, ciências da vida e ciências empresariais, bem como das profissões técnicas na indústria de AVAC&amp;R e na ASHRAE.</p>
<p>Querem ter impacto e influência? Querem fazer a diferença? Eu preciso da vossa ajuda, a nossa indústria precisa da vossa ajuda, e a ASHRAE precisa da vossa ajuda! Vocês são a solução!</p>
<p>Temos de levar esta mensagem para as ruas – todos os dias. Temos de nos preparar para participarmos em conversas e partilharmos as nossas histórias sobre como a indústria AVAC&amp;R cria ativamente um mundo sustentável para todos.</p>
<p>No seu livro <em>Fierce Conversations</em>, Susan Scott escreve o seguinte: “As nossas vidas têm sucesso ou fracassam, gradualmente e então subitamente, uma conversa de cada vez. E embora não seja garantido que uma única conversa possa mudar uma vida, um casamento, [uma indústria, o mundo], ela pode fazê-lo. A conversa É a relação.”</p>
<p>Vamos começar essas conversas. Vamos construir essas relações. Vamos contar as nossas histórias. Por favor, partilhem-nas com estudantes, colegas, funcionários, potenciais membros da ASHRAE, até mesmo familiares e amigos. Digam-lhes porque é que esta indústria é um lugar que tem modelos a seguir, mentores e colaboradores com os quais querem trabalhar e aos quais aspiram ser semelhantes.</p>
<p>Aceitámos o desafio! Vamos orgulhar-nos das nossas conquistas, contar as nossas histórias e fazer crescer a nossa força de trabalho! Obrigado!</p>
<h4>AGORA, O MEU – E NOSSO – APELO</h4>
<p>Reconhecemos que a sustentabilidade não é mais uma palavra da moda. É, hoje, uma necessidade premente que beneficia todos, pois não só atua nas três dimensões essenciais para a construção de um futuro mais sustentável – ambiental, social e económica – como visa equilibrá-las.</p>
<p>A todos… Todos! É sempre hora de conversar e agir!</p>
<p>Fotografia de destaque: © Shutterstock</p>
<p style="text-align: center;"><strong><em>As conclusões expressas são da responsabilidade do autor.</em></strong></p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/iniciativas-da-ashrae-em-prol-de-mais-sustentabilidade/">Iniciativas da ASHRAE em prol de mais sustentabilidade</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Reynaers Aluminium: &#8220;As soluções digitais que disponibilizamos já conseguem acompanhar de A a Z um projecto&#8221;</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/empresas/reynaers-aluminium-as-solucoes-digitais-que-disponibilizamos-ja-conseguem-acompanhar-de-a-a-z-um-projecto-170524-1/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Edifícios e Energia]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 May 2024 11:17:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[BIM]]></category>
		<category><![CDATA[eficiencia termica]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista Reynaers]]></category>
		<category><![CDATA[janelas]]></category>
		<category><![CDATA[Marta Ramos Directora Marketing]]></category>
		<category><![CDATA[reabilitação urbana]]></category>
		<category><![CDATA[Reynaers Aluminium]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade e Digitalização]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://edificioseenergia.pt/?p=26833</guid>

					<description><![CDATA[<p>Para a Reynaers Aluminium, a sustentabilidade e a digitalização são, sobretudo, uma promessa de benefícios no contexto do sector da construção. Com esta visão, Marta Ramos, directora de Marketing, dá a conhecer algumas das soluções digitais disponibilizadas pela empresa e reflecte sobre temas como a metodologia BIM, a eficiência térmica e a reabilitação. ...</p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/empresas/reynaers-aluminium-as-solucoes-digitais-que-disponibilizamos-ja-conseguem-acompanhar-de-a-a-z-um-projecto-170524-1/">Reynaers Aluminium: &#8220;As soluções digitais que disponibilizamos já conseguem acompanhar de A a Z um projecto&#8221;</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26836 aligncenter" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/05/martaramos-reynaers-300x157.png" alt="" width="419" height="219" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/05/martaramos-reynaers-300x157.png 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/05/martaramos-reynaers-610x319.png 610w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/05/martaramos-reynaers.png 650w" sizes="(max-width: 419px) 100vw, 419px" /></p>
<p class="p1" style="text-align: center;"><strong>Para a Reynaers Aluminium, a sustentabilidade e a digitalização são, sobretudo, uma promessa de benefícios no contexto do sector da construção. Com esta visão, Marta Ramos, directora de Marketing, dá a conhecer algumas das soluções digitais disponibilizadas pela empresa e reflecte sobre temas como a metodologia BIM, a eficiência térmica e a reabilitação.</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p class="p1"><strong>A sustentabilidade é uma marca da Reynaers há muitos anos …<br />
</strong>A Reynaers Aluminium tem-se comprometido firmemente com a sustentabilidade, integrando-a em todas as vertentes de actuação. Para nós, é desde muito cedo um driver do negócio e do  design de produto, o que tem facilitado o nosso percurso, construído de forma sólida, ponderada e consciente.<br />
Por um lado, pondo em prática acções que reduzam o impacto ambiental das nossas operações e, por outro, pelo desenvolvimento de sistemas de janelas, portas e fachadas que contribuam para mitigar a pegada ambiental dos edifícios, da sua construção e da sua utilização. O Grupo Reynaers, em Portugal, presente com as insígnias Reynaers Aluminium e Forster Profile Systems, foi recentemente reconhecido pelas Nações Unidas como pioneiro em sustentabilidade e também teve os seus objectivos oficialmente validados pela SBTi, uma colaboração entre o WWF [Fundo Mundial para a Natureza] e as Nações Unidas que estabelece metas e orienta a redução de emissões para empresas em todo o mundo, baseadas em factos. Entendemos estes reconhecimentos não como um ponto de chegada, mas como um impulso para continuarmos.</p>
<p><strong>Como pode o digital acelerar este caminho?<br />
</strong>Excelente pergunta. De facto, o mercado está em evolução acelerada e a digitalização é impulsionada pela necessidade de tomar o controlo dos processos, torná-los mais eficientes e com resultados mais previsíveis; com todos os benefícios que isso representa num sector fortemente afectado pela escassez de mão-de-obra qualificada, pela complexidade das cadeias de fornecimento, [um sector] muito dependente de várias partes e com projectos muito dilatados no tempo. No sector da construção, acho que informação e processos rastreáveis e transparentes estão na base desta aceleração. Actualmente, as soluções digitais que disponibilizamos já conseguem acompanhar de A a Z um projecto, desde o design, até ao pós-venda e futuramente fim de vida do edifício, com tudo o que isso traz de bom ao nível de sustentabilidade e articulação de tantos intervenientes.<br />
Temos feito um forte investimento no desenvolvimento de soluções digitais que “conectam” todas as fases do projecto e os intervenientes.</p>
<p><strong>Quais são as novidades mais recentes neste campo?<br />
</strong>Especificamente na fase de design, recentemente, disponibilizámos o BIM Studio, um configurador gratuito que simplifica a criação de modelos BIM [Building Information Modeling] mais detalhados e específicos, em complemento à nossa biblioteca de modelos-padrão. E, claro, Avalon – a nossa sala de realidade virtual, que não sendo recente continua a ser pioneira ao proporcionar uma experiência profundamente imersiva de um projecto modelado em 3D. Damos continuidade à fase do design com soluções digitais que suportam as fases comerciais, operacionais e de instalação a jusante. Neste ano, estamos a introduzir também o DigiTrace, que completa a jornada ao suportar digitalmente o processo de pós-venda já que utiliza um código QR exclusivo em cada janela e porta e permite identificar cada um dos elementos para proporcionar um acesso facilitado a um grande leque de informações – pode até incluir as relacionadas com a sustentabilidade, a manutenção adequada e a desmontagem. Liga todas as partes, do arquitecto ao utilizador, e traz, claro, mais agilidade e transparência. Na Reynaers, acreditamos que não se conseguirá alavancar a construção sustentável sem paralelamente se fazer esta transição digital. E, tal como no campo da sustentabilidade, queremos ser parceiros confiáveis, até porque ambos coexistem, naturalmente.</p>
<p class="p1"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26837 aligncenter" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/05/Reynaers-BIM-300x157.png" alt="" width="420" height="219" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/05/Reynaers-BIM-300x157.png 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/05/Reynaers-BIM-610x319.png 610w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/05/Reynaers-BIM.png 650w" sizes="(max-width: 420px) 100vw, 420px" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p class="p1"><strong>O BIM é decisivo e vai ser obrigatório. Como vê esta transição a acontecer?<br />
</strong>Vejo a transição para BIM como uma evolução natural do sector: decisiva e desafiante. A obrigatoriedade irá naturalmente impulsionar a utilização e, com isso, trazer desafios para todas as partes. No entanto, os benefícios de longo prazo em termos de eficiência, de redução de custos e de cooperação mais integrada e eficaz são substanciais e justificam este movimento, na minha opinião. Temos colaborado em projectos que já utilizam esta metodologia a um nível muito avançado e que ajudamos a explorar em Avalon. Continuamos a constatar que se conseguem mitigar desvios no orçamento e no planeamento se reunirmos todas as partes, prévia e simultaneamente, para explorar conjuntamente o projecto virtual. À medida que mais empresas forem reconhecendo esses benefícios, acredito que a adopção do BIM tornar-se-á uma prática padrão, incentivada pela regulamentação, mas sobretudo pelo valor que acrescenta. Mas é claro, para uma transição mais suave, é fundamental que os profissionais do sector sejam devidamente capacitados. Aqui, as entidades públicas e associativas, as academias e até os fornecedores de soluções têm uma missão a cumprir.</p>
<p><strong>A eficiência térmica é determinante quando falamos em eficiência energética. Um desafio contínuo?<br />
</strong>Quando discutimos a eficiência energética, a eficiência térmica é sem dúvida determinante. Penso que, actualmente, o maior desafio está em equilibrar as necessidades de eficiência energética com outras premissas inerentes a uma estratégia de construção sustentável, como as do carbono incorporado nos edifícios, da circularidade e até da transição digital de que falávamos há pouco.<br />
É importante questionar se é razoável construir com alta eficiência térmica, negligenciando um impacto ambiental significativo devido ao uso de materiais ou métodos mais poluentes. Em Portugal, o sector enfrenta muitos desafios nesta matéria.</p>
<p class="p1"><strong>Damos pouca importância aos aspectos construtivos e às janelas quando falamos em sustentabilidade. É uma situação que pode mudar?<br />
</strong>Acho que já está a mudar, embora devagar. Efectivamenkl,&#8217;.te, a importância dos componentes tem ganho destaque à medida que a consciência em torno da sustentabilidade cresce. As janelas, por exemplo, são críticas para a iluminação natural, para a ventilação, para o conforto [do espaço] interior, seja a nível térmico ou acústico, e para a qualidade do ar que respiramos dentro dos espaços em que vivemos e trabalhamos. Paralelamente, a descarbonização do sector passa necessariamente por mitigar o carbono incorporado nos materiais e nos edifícios, ainda antes de estes começarem a ser utilizados.<br />
No ano passado, em conjunto com a Saint-Gobain e a Confidencial Imobiliário, realizámos um inquérito à promoção imobiliária que demonstrou que a qualidade dos vãos envidraçados e das caixilharias já estão muito presentes na percepção de valor, com cerca de 84 % dos inquiridos a indicarem este componente como o mais valorizado pelo cliente final, exaequo em relação aos painéis solares ou a outras fontes de energias limpas. O principal desafio está, portanto, em criar condições para tornar a sustentabilidade mais acessível, adoptando práticas que já se verificam noutros países da Europa para capacitação de toda a fileira. Somente assim se conseguirá impulsionar a construção sustentável em Portugal.</p>
<p><strong>O maior desafio dos próximos anos está centrado na reabilitação urbana. Quais os maiores desafios que se apresentam?<br />
</strong>Por definição, reabilitar é mais sustentável do que construir de raiz. Existem, claro, excepções à regra. Em contra-ponto, apresenta, na maioria das vezes, grandes desafios sobretudo pelo binómio estética/desempenhos e pelas questões relacionadas com a ligação dos elementos ao edifício. Nesse sentido, as nossas equipas técnicas suportam todas as fases do projecto, trabalhando lado a lado para encontrar, e implementar, as melhores soluções para cada caso concreto.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><em>Este artigo foi originalmente publicado na <a href="https://edificioseenergia.pt/project/maio-junho-2024/" target="_blank" rel="noopener">Edição nº 153</a> da Edifícios e Energia (Maio/Junho 2024) e tem o apoio da Reynaers Alumimium.<br />
As ideias expressas são da responsabilidade dos autores.</em></strong></p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/empresas/reynaers-aluminium-as-solucoes-digitais-que-disponibilizamos-ja-conseguem-acompanhar-de-a-a-z-um-projecto-170524-1/">Reynaers Aluminium: &#8220;As soluções digitais que disponibilizamos já conseguem acompanhar de A a Z um projecto&#8221;</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
