Enquanto Aveiro se prepara para receber a 7ª conferência nacional Passivhaus, já nos dias 27 e 28 de Novembro, a cidade chinesa de Gaobeidian foi o palco do encontro internacional dos profissionais da norma de origem alemã. Na sua 23ª edição, a conferência internacional Passivhaus saiu da Europa, entre os dias 9 e 11 de Outubro, e encerrou com a convicção de que será possível limitar o aquecimento global a 1,5 ºC, cumprindo os objectivos definidos pelo Acordo de Paris para mitigar as alterações climáticas. 

No entanto, para que as metas sejam atingíveis, é necessário não enfraquecer a procura por um mundo mais sustentável e amigo do ambiente. E essa procura passa, necessariamente, pela forma de construir. A norma Passivhaus oferece uma opção para sustentabilidade, e acessível, com uma redução das necessidades energéticas. Segundo Diana Ürge-Vorsatz, vice-presidente do Grupo de Trabalho III do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas, e docente no Departamento de Ciências e Políticas Ambientais na Universidade Central Europeia, sublinhou que “os edifícios Passivhaus são possíveis de construir com o mesmo orçamento que os edifícios construídos de outra forma, para além de serem mais saudáveis” e questionou “porque é que continuamos a construir de forma diferente?”.

Nesta primeira conferência Passivhaus fora da Europa, grande parte do foco esteve nas casas passivas na China, onde a norma tem feito sucesso. Wolfgang Feist, fundador do PassivHaus Institut, na Alemanha, e um dos criadores do conceito, explicou que, em determinadas zonas da China, nomeadamente em zonas com uma temperatura um pouco superior, onde as necessidades de arrefecimento são ligeiramente maiores, “com  o isolamento apropriado e com cada vez melhores componentes, a qualidade do ar interior melhorará consideravelmente”, aproveitando também o académico germânico para destacar as quase 80 variedades de janelas produzidas na China que já receberam o selo de qualidade do instituto.

Esta conferência ficou também marcada pela implementação, por parte do PassivHaus Institut, do 2020 Passive House Award, um prémio que distingue “a excelência em termos de arquitectura Passivhaus”, e cuja cerimónia de entrega irá decorrer durante a 24ª edição da conferência internacional, que irá ter lugar em Berlim, na Alemanha, entre os dias 20 e 21 de Setembro do próximo ano. 

Em território português, a conferência nacional é organizada pela Associação Passivhaus Portugal, em parceria com a Homegrid, e prepara-se para acontecer pelo sétimo ano consecutivo. O evento tem lugar nos dias 27 e 28 de Novembro de 2019, no Centro Cultural e de Congressos de Aveiro.