A Realidade da Nossa Latitude
No sector da arquitetura e da construção sustentável, a avaliação do desempenho térmico exige um rigor científico que ultrapassa as métricas tradicionais.
Durante décadas, a escolha de vãos envidraçados baseou-se quase exclusivamente
no coeficiente de transmissão térmica (valor U). Contudo, este indicador foi importado do centro e norte da Europa — onde a prioridade é reter o calor no Inverno —, ignorando a exposição solar e a latitude da Península Ibérica.
Portugal caracteriza-se por elevados índices de radiação solar e um elevado número de horas de sol por ano.
Paralelamente, os dados oficiais do Serviço Copernicus para as Alterações Climáticas (C3S) alertam que a Europa é o continente que regista o aquecimento mais rápido do planeta, com uma subida térmica de 0,56 °C por década desde os
anos 90 (o dobro da média global).
Este aumento das temperaturas de referência, combinado com a radiação natural, intensifica as vagas de calor e pressiona severamente o conforto térmico no Verão.
Limitar a análise da eficiência de uma janela ao isolamento contra o frio é, por isso, um anacronismo técnico que ignora a realidade física do nosso país.
O Colapso das Soluções Convencionais e o Abuso do Ar Condicionado
Este desfasamento entre o projeto tradicional e as mutações climatéricas está a gerar a falência funcional de milhares de vãos envidraçados.
A prática generalizada de prescrever vidros estritamente incolores ou soluções baixo-emissivas simples — como as referências Climaguard da Guardian e o Planitherm XN da SGG, sem propriedades de controlo solar — transforma as habitações modernas em autênticas armadilhas térmicas.
O impacto direto reflete-se num flagelo contemporâneo: o abuso massivo dos sistemas de ar condicionado.
Incapazes de gerir a carga térmica que penetra livremente pelo vidro, as habitações exigem um consumo extraordinário de eletricidade para arrefecimento, gerando um ciclo vicioso que anula a poupança energética obtida no Inverno.
O custo energético real de um edifício já não se prende, apenas, com o isolamento face ao frio, mas sim com a vulnerabilidade do vidro perante a radiação solar diurna.
A proliferação de soluções paliativas, como a aplicação a posteriori de películas solares adesivas, é o sintoma inequívoco desta falha. Contudo, depender de películas plásticas compromete a durabilidade e introduz riscos de choque térmico. A falha técnica atual não reside na caixilharia, mas sim no elemento que ocupa a maior superfície do vão: o vidro.
O Fator Solar como Métrica Preponderante
A solução exige que o fator solar (valor g) passe a ser adotado como a principal característica térmica a ter em conta num vão envidraçado.
O controlo térmico e a redução de custos dependem agora, e sobretudo, apenas do vidro, filtra a radiação solar, impedindo-a de aquecer o edifício.
Ao prescrever vidros técnicos com proteção solar integrada, atua-se directamente na raiz do problema, eliminando a dependência de películas de recurso e reduzindo drasticamente o consumo de climatização ativa.

Fontes de Informação Consultadas:
Análise Climática Europeia (Serviço Copernicus): Copernicus ESOTC – European State of the Climate Report
Monitorização de Ondas de Calor (WMO): World Meteorological Organization – Climate Trends and Heat Stress
Modelos de Procura Energética e Refrigeração (ENTSO-E/Copernicus): Copernicus Energy Sector Studies – Powering Europe through Climate Uncertainty
O texto acima é da inteira responsabilidade das empresas/entidades em causa.
Fonte: Press Release




