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DSTGroup assume liderança científica da construção industrial em Portugal

Posted by Edifícios e Energia | Jan 23, 2026 | Empresas

DSTGroup assume liderança científica da construção industrial em Portugal

O dstgroup continua a dar provas do seu investimento na qualificação avançada dos seus trabalhadores através do financiamento integral do doutoramento de uma trabalhadora, Sara Costa, Gestora de Inovação da dte, empresa de instalações especiais do grupo bracarense. O projeto, que será defendido esta sexta-feira, foi realizado no âmbito do Programa Doutoral em Engenharia Industrial e de Sistemas da Universidade do Minho, com foco num dos temas mais determinantes para o futuro do setor: a Industrialização da Construção. 

Num contexto em que Portugal enfrenta desafios estruturais de produtividade, falta de mão de obra especializada e necessidade urgente de inovação no setor da construção, este doutoramento representa um contributo científico inédito para o país, estabelecendo uma nova forma de compreender, definir e operacionalizar a industrialização da construção, tanto na teoria como na prática.

“Este doutoramento mostra que industrializar a construção vai muito além de erguer sistemas construtivos: é moldar mentes, culturas e futuros; é industrializar o pensamento, a colaboração e a ambição coletiva. A grande questão já não é se a construção pode ser industrializada. A verdadeira questão é se a indústria e a sociedade estão preparadas para abraçar essa transformação com consciência e propósito”, admite a doutoranda, Sara Costa. 

Apoiar projetos de doutoramento de trabalhadores é, para o dstgroup, uma política assumida: desenvolver conhecimento para transformar a indústria. Este doutoramento reflete precisamente essa visão: um estudo de fronteira que liga a engenharia à gestão, a prática à teoria e a academia à indústria, propondo um novo enquadramento conceptual e operativo para a construção industrial, um dos pilares estratégicos de crescimento do grupo.

“As empresas precisam de mais ciência para aumentarem a produtividade e aumentarem os produtos inventados em Portugal. Só assim se podem aumentar os salários. As parcerias com universidades, centros de investigação e institutos politécnicos são essenciais, mas são uma etapa do processo. As empresas têm de ter, para além de mestres e pós-graduados, muitos mais doutorados nos seus quadros. Temos de ter muito mais artigos publicados em revistas científicas e é esse caminho que estamos a fazer. Temos de ser mais citados e isso está a acontecer no dstgroup. É esse o caminho que estamos a fazer no grupo para inventarmos, para registarmos patentes – temos mais de uma dezena submetidas na área da construção industrial. Continuaremos determinados a apostar na formação em toda a cadeia de valor do trabalho como a solução para melhorar a vida dos que connosco trabalham”, esclarece José Teixeira, Presidente do Conselho de Administração do dstgroup.

Atualmente, o grupo bracarense conta com 10 trabalhadores com doutoramento concluído, distribuídos por diferentes empresas do grupo e áreas de especialização, refletindo uma aposta consistente na qualificação avançada e na integração do conhecimento científico na prática empresarial. Em paralelo, para além da Sara, dois outros trabalhadores encontram-se a frequentar programas de doutoramento, integralmente financiados pelo grupo, reforçando uma estratégia de longo prazo que valoriza a investigação, a produção de conhecimento e a sua aplicação direta nos desafios contemporâneos da engenharia, da construção e da inovação industrial.

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Um contributo pioneiro para o mercado da construção industrial

A investigação em causa evidencia que a industrialização da construção é, ainda, um conceito que permanece fragmentado, ambíguo e frequentemente reduzido a soluções técnicas como a prefabricação, a modularização ou a construção off-site. Esta leitura simplista, amplamente difundida na literatura e no discurso setorial, tem contribuído para resistências profundas à mudança e para a dificuldade de implementação consistente deste paradigma.

O estudo sustenta que a industrialização não pode ser entendida apenas como inovação produtiva. Pelo contrário, trata-se de uma transformação organizacional profunda, que afeta simultaneamente estruturas, processos, modelos de negócio e sistemas produtivos, mas também, e de forma decisiva, competências, comportamentos, lideranças, culturas internas e mentalidades individuais, num setor que tradicionalmente resiste à mudança. 

O doutoramento cruzou uma revisão sistemática de mais de uma centena de artigos científicos internacionais com dois anos de investigação empírica, envolvendo profissionais de arquitetura, engenharia, construção tradicional e construção industrial, em Portugal, Espanha e Reino Unido. Este trabalho foi desenvolvido em estreita articulação com diversas equipas do dstgroup e com o Living Lab que o grupo está a promover em parceria com a equipa do arquiteto Norman Foster, que permitiu a integração de conhecimento interno e contributos externos, reforçando a ligação entre academia e indústria.

As conclusões são inequívocas: a maior barreira à industrialização da construção é social, não técnica. A resistência à mudança reside menos na ausência de tecnologia e mais nos comportamentos enraizados, nos modelos de liderança, nos hábitos organizacionais e na dificuldade de alinhar pessoas, processos e propósito. Sempre que estas dimensões falham, ou não são trabalhadas de forma integrada, a transformação falha.

A investigação propõe, assim, um novo enquadramento conceptual, posicionando a Industrialização da Construção como um processo técnico-social indissociável, capaz de alterar estruturalmente empresas, processos, profissões e cadeias de valor. Entre as contribuições de elevado impacto destacam-se:

  • A introdução de novos princípios basilares da industrialização, como a estética, a criatividade, a colaboração, a experimentação e a sustentabilidade;
  • A distinção entre mudanças técnicas e mudanças sociais nas organizações;
  • A criação de uma ferramenta prática para orientar empresas na implementação efetiva da industrialização;
  • Um estudo empírico internacional que escuta profissionais de Portugal, Espanha e Reino Unido.

De ressalvar, ainda, que este estudo já deu origem a um conjunto notável de publicações científicas, todas com forte impacto internacional. Entre elas destacam-se três artigos publicados em jornais de Quartil 1, o nível de excelência máxima na avaliação académica global: 

  • A Systematic Literature Review and Conceptual Framework of Construction Industrialization (2023), no Journal of Construction Engineering and Management, que ultrapassou as 400 leituras e já reúne 50 citações; 
  • Conceptualizing the Phenomenon of Construction Industrialization (2024), no International Journal of Construction Management; 
  • The Construction Industrialization Process (2025), no Engineering, Construction, and Architectural Management Journal. 

A investigação originou ainda uma comunicação científica apresentada na 5th International Conference on Production Economics and Project Evaluation (2022) e um artigo de reflexão publicado na revista DEcivil do ISEP (2023), reforçando a relevância académica e profissional do estudo e consolidando o dstgroup como produtor ativo de conhecimento com impacto no futuro da construção industrial.

Impacto direto no setor e no futuro do emprego

A investigação posiciona-se como uma peça central para a evolução da construção industrial em Portugal, num momento em que o país enfrenta pressão para aumentar a produtividade, necessidade de acelerar a resposta à habitação, urgência em atrair novos perfis profissionais e exigência crescente de sustentabilidade e digitalização.

Ao demonstrar que a construção industrial é mais limpa, mais organizada e tecnologicamente assistida, o estudo destaca também o seu potencial para atrair mais mulheres e promover um mercado de trabalho mais inclusivo e qualificado.

Com este doutoramento, o dstgroup afirma-se como agente influente na transformação da indústria e reforça a sua posição como produtor ativo de conhecimento pioneiro em Portugal, o que lhe permite consolidar a visão inovadora da marca ZETHAUS e do Living Lab. 


O texto acima é da inteira responsabilidade das empresas/entidades em causa
Fonte: Press Release

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