Arrefecer o futuro da Inteligência Artificial e da Computação: Energia, AVAC e Engenharia

Capacidades de Inteligência Artificial expandidas no sistema Openblue(1)

A Johnson Controls, (NYSE:JCI), anunciou um incremento significativo nas capacidades da IA no ecossistema digital OpenBlue focadas em padrões de desempenho aceites a nível global, desempenho otimizado dos equipamentos para redução de custos e maior conformidade regulamentar. Juntamente com atualizações de equipamentos e serviços proativos, os clientes beneficião de até 30% na redução dos gastos com energia, até 20% na redução nos gastos com manutenção e 10% na otimização da utilização de espaços – uma vitória para o ambiente e para os resultados financeiros(1).

Quando a IA sabe exatamente onde cada semente foi semeada

Na Alemanha, um robot de Semeadora Automática Mark, desenvolvido no Institute for Mobile Machines and Commercial Vehicles at Braunschweig Technical University (TU) – por iniciativa do Julius Kuhn Institute (JKI) – é capaz de semear com geolocalização com uma exatidão de 2 cm. No futuro, este tipo de robot deverá ser capaz de espalhar fertilizantes também e analisar raízes das culturas plantadas. A intenção é que os nutrientes só sejam aplicados às culturas que apresentem sinais de deficiência de nutrientes. Este projeto de IA tem o potencial de poupar 50% dos fertilizantes e pesticidas e produzir o mesmo com apenas metade do número de sementes.

Foto de Felix Bischoff / TU Braunschweig
Fonte: Instituto Julius Kohn

As oportunidades futuras no desenvolvimento da AI e os seus limites

Um futuro cheio de oportunidades onde o equilíbrio entre inovação tecnológica, responsabilidade ambiental e segurança operacional será o grande desafio.

A crescente complexidade da IA exigirá cada vez mais capacidade de computação, o que significa que terão de ser construídos novos centros de dados, com resultado no aumento da procura de energia.

Foto de Aerps.com na Unsplash

De acordo com um estudo da McKinsey de 2024, a energia consumida pelos centros de dados aumentará significativamente até 2030 – e esta procura não pode ser satisfeita por fontes de energia renováveis. Só na UE, a procura de energia dos Data Centers quase triplicará até 2030. Para mais de 150 TW. Isto equivale a 5% da procura total de energia na Europa; o número é atualmente de 2%.

Foto de Brett Sayles no Pexels

As grandes empresas de tecnologia estão à procura de fontes de energia e a solução atual são as centrais nucleares. Umas optam por usar reatores existentes ou reativados, outras adotam a última tendência – reatores modulares de pequena escala – com uma produção de cerca de 300 MW.

Para que se tenha uma noção, segundo o estudo, estes são os dados dos consumos de energia na União Europeia(2).

Total em 2022 – ~ 2.701 TWh
Data centers em 2022 – 45 a 65 TWh
Data centers em 2030 – 150 TWh

Free-cooling TROX específico para Datacenters

Os Datacenters necessitam também de uma enorme capacidade de arrefecimento. Veja-se o caso de estudo do Datacenter de Sines que utiliza a água do mar para o seu arrefecimento, onde a continuidade de operação é absolutamente essencial.

Foto de İsmail Enes Ayhan na Unsplash

Quanto maior a temperatura, menor a capacidade computacional e maior o risco de paragem por sobreaquecimento dos componentes eletrónicos. Empresas como a Trox Technik focaram-se no desenvolvimento de soluções especificas para Datacenter. Para além da redução dos níveis de calor gerado nestes ambientes, é indispensável manter níveis rigorosos de temperatura, humidade e pressão do ar. O controlo preciso dos fluxos de ar assume um papel central na eficiência energética e na fiabilidade do sistema. Os Registos JZ-DC(dampers) são fundamentais neste controlo, permitindo gerir o ar exterior, o ar de retorno e a distribuição interna do ar de forma segura. Para além dos fatores ambiente, a tecnologia “fail-safe” desempenha um papel preponderante, já que, em caso de emergência – incêndio; corte de energia – ou falha, os registos movem os seus componentes mecânicos para uma posição de segurança pré-estabelecida, reforçando a segurança e a fiabilidade global do data center.

Os registos JZ-DC foram concebidos como soluções prontas a operar e dimensionadas para elevados caudais de ar, com velocidades de ar de até 8 m/s. As lâminas opostas, garantem a aerodinâmica e um controlo preciso do caudal de ar, podendo ainda ser fornecidas com isolamento em lã mineral de alta densidade, de forma a evitar a formação de condensação e a reduzir a transmissão térmica. Sem descurar o fator de estanquidade cumprindo a norma EN 1751, com classe 4 para fugas de ar no registo fechado e classe C para fugas na caixa. Podem ainda controlar a admissão de ar exterior, promovendo a entrada de ar fresco e reduzindo a dependência do ar “recirculado”, com ganhos ao nível da eficiência energética.

Equipamento Trox JZ-DC


Conclusão

O futuro passará inevitavelmente pela integração entre sistemas digitais avançados, como a IA, e soluções AVAC cada vez mais especializadas, robustas e energeticamente eficientes. Encontrar o equilíbrio entre inovação tecnológica, responsabilidade ambiental e segurança operacional será o grande desafio — e simultaneamente a grande oportunidade — para os profissionais do sector.

(1) MILWAUKEE, Nov. 12, 2024 /PRNewswire. Johnson Controls Expands AI Features in OpenBlue digital ecosystem. Disponível em: www.johnsoncontrols.com
(2) TROX. 2025. IA: A tecnologia do futuro. TROX Life, nº 25: AI + air conditioning technology – The potential of intelligent algorithms.


Artigo da autoria do Grupo CONTIMETRA | SISTIMETRA


O texto acima é da inteira responsabilidade das empresas/entidades em causa.
Fonte: Press Release

PARTILHAR

PUBLICIDADE

REVISTA

AGENDA

SOBRE O AUTOR