Pegada Carbónica nos Edifícios: das novas regras à ação no terreno

A União Europeia está a redefinir a forma como avaliamos o desempenho ambiental dos edifícios. A nova abordagem à pegada carbónica passa a considerar o ciclo de vida completo, desde a produção dos materiais até à construção, utilização, manutenção e fim de vida. A partir de 2030, os certificados energéticos passarão a incluir o Potencial de Aquecimento Global (PAG), integrando as emissões incorporadas nos materiais.

Esta mudança altera profundamente o paradigma: já não basta construir edifícios energeticamente eficientes na fase de utilização. Torna-se essencial reduzir e quantificar as emissões associadas aos materiais de construção, promovendo transparência, comparabilidade e decisões informadas.

É neste contexto que os Green Buildings ganham centralidade. Certificações como LEED e BREEAM estruturam esta ambição, mas são os materiais e a informação ambiental que os acompanha que tornam os objetivos concretizáveis.

A Secil Betão tem vindo a antecipar esta transformação. Atualmente, dispõe de Declarações Ambientais de Produto (DAP) verificadas para vários produtos de betão, por central, permitindo quantificar de forma rigorosa os impactes ambientais ao longo do ciclo de vida. Estes dados são fundamentais para o cálculo da pegada carbónica dos edifícios e para a obtenção de créditos nas categorias de Materiais e Recursos no âmbito do LEED e do BREEAM.

Paralelamente, as centrais de produção operam com sistemas de gestão ambiental certificados segundo a ISO 14001, assegurando o controlo de impactes, a melhoria contínua e o alinhamento com os requisitos legais e normativos. Esta abordagem estruturada reforça a credibilidade e a robustez ambiental da cadeia de valor.

Ao nível do produto, a estratégia passa pela redução da intensidade carbónica e pela promoção da economia circular. O Betão de Baixo Carbono, produzido com cimento de menor teor de clínquer, contribui para a diminuição das emissões incorporadas. As soluções de betão leve com incorporação de materiais reciclados, como o UNILEVE® EPS e o UNILEVE® Cortiça, reforçam a valorização de recursos e otimizam o consumo de matérias-primas. Já os pavimentos drenantes, como o UNIDREN®, promovem a permeabilidade do solo e a gestão sustentável da água em meio urbano.

A própria natureza do betão é também um aliado da eficiência energética. A sua massa térmica permite absorver calor durante o dia e libertá-lo gradualmente quando a temperatura exterior desce, contribuindo para a estabilidade térmica do edifício. Esta característica pode reduzir as necessidades de aquecimento e arrefecimento, sendo valorizada em estratégias de eficiência energética no âmbito das certificações LEED e BREEAM.

Num setor em transformação, medir é tão importante quanto reduzir. A disponibilidade de DAP verificadas, unidades certificadas ISO 14001 e soluções de menor intensidade carbónica posicionam a Secil Betão como parceira técnica na concretização de edifícios mais sustentáveis.

“O Futuro em Construção” traduz precisamente esta visão: integrar desempenho estrutural, inovação e responsabilidade ambiental numa abordagem alinhada com as novas regras europeias e com as exigências do mercado.


O texto acima é da inteira responsabilidade das empresas/entidades em causa.
Fonte: Press Release

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