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	<title>Arquivo de Carolina Silva - Edificios e Energia</title>
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	<description>A Revista especializada de referência nos sectores de AVAC, eficiência energética, materiais de construção e edifícios.</description>
	<lastBuildDate>Fri, 16 Jun 2023 09:08:24 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Carolina Silva: edifícios e construção podem estar &#8220;na vanguarda do Mercado Voluntário de Carbono de amanhã&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sónia Sul]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Jun 2023 08:29:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
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		<category><![CDATA[Opinião/Análise]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Assembleia da República recomendou, ao Governo, na Resolução n.º 62/2023, de 7 de Junho, a criação de condições para o desenvolvimento do Mercado Voluntário de Carbono em Portugal, uma proposta que tem sido discutida ao longo deste ano. Para perceber ...</p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/1606-carolina-silva-zero-edificios-e-construcao-podem-estar-na-vanguarda-do-mercado-voluntario-de-carbono/">Carolina Silva: edifícios e construção podem estar &#8220;na vanguarda do Mercado Voluntário de Carbono de amanhã&#8221;</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A Assembleia da República recomendou, ao Governo, na <a href="https://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/resolucao-assembleia-republica/62-2023-214100362">Resolução n.º 62/2023</a>, de <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/0906-assembleia-da-republica-propoe-mais-incentivos-ao-autoconsumo-e-as-cer-e-novo-programa-sol-para-todos/">7 de Junho</a>, a criação de condições para o desenvolvimento do Mercado Voluntário de Carbono em Portugal, uma proposta que tem sido discutida ao longo deste ano. Para perceber o impacto desta medida no sector dos edifícios, e também no da construção, e como é que as empresas se devem posicionar, convidámos Carolina Silva, <em>Policy</em><em style="font-weight: bold;"> Officer</em> da <a href="https://zero.ong/">ZERO – Associação Sistema Terrestre Sustentável</a>. Para a responsável, estes sectores &#8220;têm uma oportunidade real de aproveitar o ímpeto e de estarem na vanguarda do mercado voluntário de carbono de amanhã&#8221;, uma iniciativa que deverá também acelerar os objectivos de descarbonização.</strong></p>
<p><strong>Actualmente, o mercado de carbono é regulado através do Sistema de Comércio de Licenças de Emissão (CELE) europeu, que <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/2404-fit-for-55-parlamento-europeu-sistema-comercio-licencas-emissao-edificios-mecanismo-carbono-fundo-social-clima/">está a ser reformulado</a> de modo a incluir, em 2027 ou 2028, um novo sistema específico (CELE II) destinado aos sectores do transporte rodoviário e dos edifícios. Com a possibilidade da criação, em paralelo, de um Mercado Voluntário de Carbono em Portugal, que perspectivas se poderiam traçar para o sector dos edifícios?</strong></p>
<p>O Comércio Europeu de Licenças de Emissão não se cruza, nem poderá cruzar, com o Mercado Voluntário de Carbono, mas a inclusão do sector dos edifícios será um passo importante no sentido de acelerar a transição para a descarbonização ao impor um preço sobre as emissões associadas à utilização de combustíveis fósseis naquele sector. Naturalmente que esta disposição regulatória cria uma pressão adicional sobre o sector, obrigando-o a adoptar soluções mais limpas de aquecimento e arrefecimento, por exemplo. Além disso, com o <em>Pacote Objectivo 55</em> e com a revisão da Directiva sobre o Desempenho Energético dos Edifícios (<a href="https://edificioseenergia.pt/?s=epbd">EPBD</a>, na sigla inglesa), actualmente em trílogos nas instituições europeias, o sector dos edifícios terá que adoptar medidas cada vez mais rigorosas para cumprir com objectivos também eles mais rigorosos em termos de eficiência energética.</p>
<p>Neste quadro, a criação e comercialização de créditos de carbono poderá incentivar o uso de energia renovável, a construção de edifícios com necessidade nula de energia e a renovação profunda nos edifícios existentes. Sem dúvida que projectos de eficiência energética ou a instalação de soluções <a href="https://edificioseenergia.pt/?s=fotovoltaico">fotovoltaicas</a> nas fachadas de alguns edifícios apresentam uma excelente oportunidade para aplicar soluções que ainda não são verificadamente rentáveis.</p>
<p>Partindo do pressuposto que serão estabelecidos pontos de partida quantificáveis para calcular/verificar o impacte dos projectos e analisar/verificar a adicionalidade dos mesmos, este tipo de iniciativas poderá constituir não só uma verdadeira mitigação climática, como também uma oportunidade de rentabilizar e, consequentemente multiplicar, soluções para o sector dos edifícios que teriam que ser eventualmente implementadas devido às exigências climáticas cada vez mais rigorosas do enquadramento regulatório europeu e português.</p>
<p><strong>Como é que as empresas do sector dos edifícios se podem melhor preparar para tirarem o máximo proveito de uma eventual implementação deste Mercado Voluntário de Carbono?</strong></p>
<p>É crucial relevar, desde logo, que o foco do eventual Mercado Voluntário de Carbono em Portugal estará nos projectos de gestão florestal, mas, ainda assim, existe espaço para projectos de mitigação de emissões e é neste quadro que as empresas do sector dos edifícios podem e se devem posicionar.</p>
<p>Em primeiro lugar, o sector dos edifícios deve ter em consideração todo o ciclo de carbono dos edifícios, ou seja, [também] as emissões <a href="https://edificioseenergia.pt/entrevista/jose-silvestre-entrevista-calcular-energia-incorporada-materiais-construcao-sim-e-possivel-ee145-2103/">incorporadas</a>. Segundo algumas estimativas, os custos de carbono incorridos através do desenvolvimento, do transporte e da montagem de <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/1704-materiais-construcao-transicao-energetica-ee-145-opiniao-eduardo-maldonado/">materiais de construção</a>, bem como da manutenção e da eventual desactivação de activos de construção, podem ser responsáveis por até metade do impacto cumulativo de carbono do ambiente construído <span>–</span> aproximadamente 11 % do total anual global.</p>
<p>A eliminação do carbono incorporado num edifício não exigiria apenas a obtenção imediata de operações líquidas zero, mas, [de modo] mais importante, um avanço progressivo nas operações de carbono negativo. Neste quadro, o sector dos edifícios poderá usufruir de alguma vantagem com o Mercado Voluntário de Carbono no sentido de acelerar a transição para edifícios <i>net zero</i>. Além disso, este é um sector que detém uma riqueza de dados operacionais verificáveis, e, como tal, é propício para projectos de compensação de carbono de eficácia padronizada, bem como para processos de monitorização, relatórios e verificação mais duráveis.</p>
<p>Por outro lado, as emissões reduzidas, evitadas ou removidas através de projectos de compensação de carbono no ambiente construído são capazes de satisfazer os critérios centrais dos <a href="https://icvcm.org/consulta-publica-portugues/">Princípios Fundamentais de Carbono propostos pelo Conselho de Integridade para o Mercado Voluntário de Carbono</a> (ICVCM), sendo que os resultados de mitigação alcançados por esse tipo de projectos não teriam ocorrido sem o incentivo do crédito de carbono e são permanentes. Os sectores dos edifícios e da construção têm uma oportunidade real de aproveitar o ímpeto e de estarem na vanguarda do mercado voluntário de carbono de amanhã. O que é urgente agora é a vontade de agir e a coragem de experimentar. A participação neste mercado deverá ser especialmente interessante para empresas que queiram acelerar a sua descarbonização e que ao mesmo tempo desejam posicionar-se bem em <em>ratings</em> <a href="https://edificioseenergia.pt/empresas/1105-bem-estar-localizacao-esg-e-trabalho-hibrido-sao-as-quatro-grandes-tendencias-que-redefinem-os-espacos/">ESG</a>. Este último aspecto tem &#8220;grande potencial&#8221;, referindo a atractividade em termos do financiamento que ganham, do ponto de vista dos bancos, para futuros investimentos no modelo de negócio mais sustentável.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/1606-carolina-silva-zero-edificios-e-construcao-podem-estar-na-vanguarda-do-mercado-voluntario-de-carbono/">Carolina Silva: edifícios e construção podem estar &#8220;na vanguarda do Mercado Voluntário de Carbono de amanhã&#8221;</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
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