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	<title>Pesquisou por transição energética - Edificios e Energia</title>
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	<description>A Revista especializada de referência nos sectores de AVAC, eficiência energética, materiais de construção e edifícios.</description>
	<lastBuildDate>Wed, 21 Oct 2026 09:54:46 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Pesquisou por transição energética - Edificios e Energia</title>
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		<title>O calor dos centros de dados é um recurso ainda por aproveitar em Portugal</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/o-calor-dos-centros-de-dados-e-um-recurso-ainda-por-aproveitar-em-portugal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ines Malhado]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Oct 2026 10:44:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A expansão dos centros de dados em Portugal está a colocar novas exigências aos sistemas de climatização e refrigeração. Para além de melhorar a eficiência dos equipamentos, o sector procura soluções para aproveitar o calor residual destas instalações, uma possibilidade que começa a dar os primeiros passos no país. Mas o crescimento destas infra-estruturas levanta também questões sobre o consumo de energia, o uso de água e os impactes ambientais. Esta foi uma das questões abordadas nas 26.as Jornadas de Climatização e Refrigeração, que decorreram, a semana passada, em Lisboa.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/o-calor-dos-centros-de-dados-e-um-recurso-ainda-por-aproveitar-em-portugal/">O calor dos centros de dados é um recurso ainda por aproveitar em Portugal</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><b>A expansão dos centros de dados em Portugal está a colocar novas exigências aos sistemas de climatização e refrigeração. Para além de melhorar a eficiência dos equipamentos, o sector procura soluções para aproveitar o calor residual destas instalações, uma possibilidade que começa a dar os primeiros passos no país. Mas o crescimento destas infra-estruturas levanta também questões sobre o consumo de energia, o uso de água e os impactes ambientais. Esta foi uma das questões abordadas nas 26.as Jornadas de Climatização e Refrigeração, que decorreram, a semana passada, em Lisboa.</b><b></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O desenvolvimento de centros de dados, impulsionado pela digitalização e pela procura crescente de capacidade de computação para a inteligência artificial (IA), está a reforçar a importância dos sistemas de climatização e refrigeração. Aquela que é uma necessidade técnica pode também constituir uma oportunidade para aproveitar energia que, de outra forma, seria desperdiçada. </span><b></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Luís Pedro Duarte chama a atenção para a relação entre o consumo eléctrico destas instalações e as necessidades de arrefecimento. Nas instalações mais eficientes, explica, por cada megawatt de electricidade entregue à instalação, é gerado cerca de um megawatt de calor que é necessário rejeitar. “É aqui que entra o <em>cooling</em>, isto é, a climatização e o arrefecimento. O calor pode ser uma perda, mas pode acabar por ser um bom modelo de negócio”, afirma o presidente da Associação Portuguesa de Centros de Dados &#8211; Portugal DC, apontando para o potencial de recuperação e utilização deste calor noutras actividades.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span>líder da Portugal DC <span style="font-weight: 400;">participava num painel dedicado ao papel dos centros de dados, no âmbito das<a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/descarbonizacao-dos-edificios-e-qualidade-do-ar-interio-em-debate-nas-jornadas-de-climatizacao-e-refrigeracao/" target="_blank" rel="noopener"> 26.as Jornadas de Climatização e Refrigeração</a>, organizadas pela Comissão de Especialização em Climatização e Refrigeração da Ordem dos Engenheiros, em colaboração com a secção nacional da Federação Europeia das Associações de Aquecimento, Ventilação e Ar Condicionado (REHVA, na sigla em inglês) e o capítulo português da Associação Americana de Engenheiros de Aquecimento, Refrigeração e Ar Condicionado (ASHRAE). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com o tema “Climatização e Refrigeração na Transição Energética: Qualidade Ambiental Interior e Sustentabilidade”, o evento, que decorreu, na passada quinta-feira, no Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), em Lisboa, juntou cerca de uma centena de especialistas, investigadores, projetistas, fabricantes, instaladores, gestores de edifícios, e representantes da indústria em torno dos desafios e das oportunidades da transição energética.  </span></p>
<h6><b>Recuperar o calor ainda é um desafio</b><span style="font-weight: 400;"> </span></h6>
<p><span style="font-weight: 400;">A viabilidade de soluções para recuperar o calor residual depende, contudo, de vários factores, sobretudo da tecnologia necessária para o aproveitar e, sobretudo, da existência de consumidores próximos com necessidades térmicas que sejam compatíveis. Em Portugal, este aproveitamento ainda está numa fase inicial, reconhece, em declarações à </span><i><span style="font-weight: 400;">Edifícios e Energia,</span></i><span style="font-weight: 400;"> Luís Pedro Duarte. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O responsável identifica dificuldades na compreensão do potencial destas soluções, nomeadamente por parte dos municípios, embora alguns promotores já estão a desenvolver trabalho nesta área. Acredita, por isso, que existe potencial para seguir os passos de </span><span style="font-weight: 400;">Frankfurt, Londres, Amsterdão, Paris e Dublin, “geografias onde já vão uns anos à frente neste sector”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Luís Pedro Duarte considera que os parques industriais podem constituir contextos particularmente favoráveis. </span><span style="font-weight: 400;">“</span><span style="font-weight: 400;">Pode existir muito mais reaproveitamento. Por um lado, podemos ter um </span><i><span style="font-weight: 400;">data center</span></i><span style="font-weight: 400;"> que está a dissipar calor, e, por outro lado, uma indústria que precisa de calor e liberta frio. As duas [infra-estruturas] podem complementar-se, ao passo que, se  estivessem instaladas de forma isolada, pode ser mais difícil. Essa complementariedade é algo que deve ser explorado”, sublinha. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O exemplo de outros mercados europeus mostra que esta possibilidade pode passar da teoria à prática. Luís Pedro Duarte refere o caso de Paris, onde o calor de centros de dados próximos foi utilizado para aquecer água durante os Jogos Olímpicos de Verão, em 2024. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A recuperação do calor exige, porém, que se tenha em conta a procura térmica ao longo do ano, as distâncias envolvidas entre estas infra-estruturas e industriais existentes, os custos associados e a eventual necessidade de outros equipamentos, como bombas de calor para elevar a temperatura disponível.</span></p>
<h6><b>A eficiência começa na escolha dos equipamentos</b></h6>
<p><span style="font-weight: 400;">A redução dos consumos energéticos dos centro de dados passa também pela escolha dos equipamentos e pela forma como são dimensionados e utilizados. Luís Pedro Duarte salienta que, num sector caracterizado por consumos elevados e períodos de vida útil longos, a eficiência tem um peso determinante nas decisões de investimento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><span style="font-weight: 400;">Este é um sector que aposta muito em investigação e desenvolvimento porque toda a poupança conta muito quando estamos a falar de consumos [energéticos] grandes”, sublinha. </span><span style="font-weight: 400;">A aquisição de equipamentos como </span><i><span style="font-weight: 400;">chillers</span></i><span style="font-weight: 400;"> e sistemas de alimentação ininterrupta de energia (os chamados UPS) implica comparar o respectivo desempenho energético e ponderar os custos ao longo do ciclo de vida. Um equipamento mais caro à partida poderá revelar-se a opção mais vantajosa se permitir poupanças significativas durante os anos de funcionamento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><span style="font-weight: 400;">Um </span><i><span style="font-weight: 400;">chiller</span></i><span style="font-weight: 400;"> podem ter um período de vida útil de 20 anos. Ou seja, são 20 anos em que não vai ser necessário trocar o equipamento, por isso, interessa ter o equipamento o mais eficiente possível. O equipamento até pode ser mais caro na fase de investimento, mas se houver esse retorno, é uma melhor aposta optar por um que consuma menos”, explica. </span></p>
<h6><b><em>Free-cooling:</em> reduzir a energia necessária para o arrefecimento</b></h6>
<p><span style="font-weight: 400;">O responsável destaca ainda a utilização de </span><i><span style="font-weight: 400;">free-cooling</span></i><span style="font-weight: 400;">, uma solução que aproveita as condições exteriores para dissipar o calor e reduzir a necessidade de recorrer a arrefecimento mecânico. “</span><span style="font-weight: 400;">A exploração que se faz numa infraestrutura destas é dinâmica ao longo das horas do dia. É uma operação muito dinâmica, onde é possível balancear cargas e perceber quando aproveitar o </span><i><span style="font-weight: 400;">free-cooling</span></i><span style="font-weight: 400;">. No fundo, é preciso procurar todas as peças para que, no fim, o resultado seja o mais eficiente possível”, sintetiza. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Guilherme Matias </span><span style="font-weight: 400;">salientou que esta solução tem um alto benefício natural no Norte da Europa. “O clima é sem dúvida uma grande vantagem é o clima. </span><span style="font-weight: 400;">Cerca de 90% das horas são de <em>free-cooling</em>, não total, mas parcial. Em centros de dados que estamos a construir em países nórdicos, conseguimos temperaturas [exteriores] a rondar, por exemplo, os -1.5ºC”, explicou o consultor da Navitas Portugal, que também participou no painel das jornadas dedicado aos centros de dados. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O consultor refere também que outras das vantagens dos países no Norte da Europa é uma maior facilidade nos processos de licenciamento, que faz com que “tudo comece a funcionar muito rápido”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A escolha de soluções que garantam uma maior eficiência energética dos centros de dados depende, por isso, da localização e do clima local. “</span><span style="font-weight: 400;">É impossível instalar um </span><i><span style="font-weight: 400;">data center</span></i><span style="font-weight: 400;"> com um sistema com arrefecimento com recurso à água do mar no Interior do país. Se calhar no Alentejo também vamos ter acesso a menos horas de </span><i><span style="font-weight: 400;">free-cooling</span></i><span style="font-weight: 400;"> do que numa região mais a Norte, embora também seja possível usar, mesmo nos dias de calor ou primaveris, se a temperatura exterior estiver a um nível mais baixo do que aquela que está no interior. Na região de Lisboa, conseguimos ter horas de </span><i><span style="font-weight: 400;">free-cooling</span></i><span style="font-weight: 400;"> praticamente todos os dias do ano”, exemplifica Luís Pedro Duarte. </span></p>
<h6><strong>Modelação energética deve continuar na operação</strong></h6>
<p><span style="font-weight: 400;">A importância da modelação energética foi outro dos temas abordados no painel. Guilherme Matias defende que os modelos energéticos não devem ficar limitados à fase de projecto. Quando utilizados durante a exploração, permitem comparar os consumos reais com os valores esperados para as mesmas condições de funcionamento e identificar eventuais desvios.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><span style="font-weight: 400;">Até agora estamos a falar como calcular o consumo de energia. Mas isto é só o princípio. O verdadeiro valor de um modelo energético começa depois de os centros [de dados] já estarem em funcionamento, o modelo deve passar a fazer parte da caixa de ferramentas diária das equipas de operação. Todos os dias, os operadores sabem quanta energia a instalação consome”, explica o consultor da Navitas Portugal.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esta comparação pode ajudar as equipas técnicas a perceber, por exemplo, se um </span><i><span style="font-weight: 400;">chiller</span></i><span style="font-weight: 400;"> está a consumir mais energia do que seria expectável e a investigar as causas. </span><span style="font-weight: 400;">“Se os dois valores baterem certo, ótimo. Se não baterem, tem de simplificar a porquê. Talvez o </span><i><span style="font-weight: 400;">chiller</span></i><span style="font-weight: 400;"> não esteja a ter a eficiência que seria de esperar. Em vez de perguntarmos quanta energia estamos a gastar, passamos a perguntar o que é que estamos a gastar mais do que devíamos. E é aí que um modelo energético se torna uma ferramenta de diagnóstico. Se um modelo energético só é usado na fase de projeto, estamos a perder a maior parte do seu valor”, adverte Guilherme Matias, salientando que</span><span style="font-weight: 400;"> a eficiência depende não só das soluções adoptadas inicialmente, mas também da capacidade de acompanhar e melhorar o seu desempenho ao longo do tempo.</span></p>
<h6><b>Portugal prepara-se para expandir centros de dados</b></h6>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante a apresentação, o presidente da Portugal DC apresentou dados preliminares que a associação prevê tornar públicos até ao final do ano. As estimativas dizem respeito à potência instalada, ao investimento necessário e à criação de milhares de postos de trabalho até 2032. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por agora, sabe-se que o potencial de investimento ajuda a explicar a crescente atenção dada a estas infraestruturas. Já o ano passado, a <a href="https://www.startcampus.pt/sines" target="_blank" rel="noopener">Start Campus</a> inaugurou em Sines o SIN01, um centro de dados com 26 MW de capacidade, sendo este apenas o primeiro edifício de um campus que prevê atingir os 1,2 GW de IT. A instalação de centros de dados está a contecer em zonas com infra-estruturas eléctricas existentes. Além de Sines, o mesmo pode acontecer com a antiga Central Termoeléctrica do Pego, em Abrantes,  a última central a carvão a encerrar em Portugal, em 2021.   </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A expansão do sector também ganhou impulso com a aprovação, em Abril deste ano, do <a href="https://digital.gov.pt/pt/documentos/plano-nacional-de-centros-de-dados" target="_blank" rel="noopener">Plano Nacional de Centros de Dados</a>, que estabelece iniciativas para 2026 e 2027 com o objectivo de posicionar Portugal como um pólo europeu de infraestruturas digitais. O Governo identifica a procura crescente associada à inteligência artificial e as condições energéticas do país como factores de oportunidade, defendendo, simultaneamente, a sustentabilidade ambiental, a eficiência energética e o equilíbrio territorial.</span></p>
<h6><b>O crescimento exige garantias ambientais</b></h6>
<p><span style="font-weight: 400;">A disponibilidade de electricidade de origem renovável é uma vantagem para Portugal, mas não elimina outros impactes ambientais associados, como tem alertado a ZERO. A associação ambientalista tem salientado que dimensão ambiental não se esgotana origem da electricidade que é utilizada, e, recentemente, <a href="https://zero.ong/noticias/centros-de-dados-podem-ser-aliados-da-transicao-verde-mas-arriscam-ser-predadores-de-recursos-sem-retorno-social/" target="_blank" rel="noopener">num parecer divulgado em Agosto</a>, contestou a necessidade de critérios mais exigentes quanto ao consumo de água, à utilização do território e ao contributo efectivo dos projectos para a transição climática. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A questão é particularmente relevante em zonas como Sines, onde se concentram projectos de grande dimensão e onde a disponibilidade de infraestruturas energéticas e industriais constitui uma vantagem, mas não dispensa a avaliação destes impactes ao longo do tempo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A utilização de água do mar, por exemplo, pode reduzir a dependência de água potável em determinados sistemas de arrefecimento, mas exige uma análise dos efeitos da captação e devolução de água nos ecossistemas. </span><span style="font-weight: 400;">Questionado no final do painel precisamente sobre os impactos nos ecossistemas, Luís Pedro Duarte referiu a existência de parâmetros para controlar a diferença de temperatura da água devolvida ao meio, através de medições e auditorias. A eficácia destas medidas terá, contudo, de ser aferida à luz das condições concretas do projecto e da respectiva avaliação ambiental, aponta.</span></p>
<h6><b>Acesso à rede entre os desafios da expansão</b></h6>
<p><span style="font-weight: 400;">A expansão dos </span><i><span style="font-weight: 400;">data centers </span></i><span style="font-weight: 400;">coloca também questões sobre a capacidade de resposta da rede eléctrica. Questionado sobre isso, Luís Pedro Duarte apontou que os pedidos de ligação à rede eléctrica nacional terão passado de cerca de 40 GW para menos de 4 GW, após um procedimento de filtragem. Para o responsável, os valores mostram a importância de distinguir a procura inicialmente manifestada pelos promotores dos projectos e os que conseguem reunir condições para avançar. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Do lado da oferta, o presidente da Portugal DC considera que o país dispõe de margem para reforçar a produção de energia renovável, nomeadamente através da produção solar fotovoltaica e eólica, mas identifica entraves à sua concretização. Luís Pedro Duarte disse ainda que não acreditar que os centros de dados em Portugal venham a depender de energia nuclear, embora esta surja no &#8220;<em>mix</em>&#8221; da electricidade consumida em Portugal, sendo importada de Espanha. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O responsável da associação também rejeitou a ideia de que serão necessárias </span>centrais de produção de energia elétrica isoladas para cada centro de dados, à semelhança do que acontece nos Estados Unidos da América. <span style="font-weight: 400;">“</span><span style="font-weight: 400;">Não estamos, claramente, numa situação em que se trate do <em>bring your own power</em>”, defendeu.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Luís Pedro Duarte terminou ao partilhar que, actualmente, um dos grandes desafios que Portugal enfrenta é o armazenamento </span><span style="font-weight: 400;">de energia. “Toda esta transformação tem que ser acompanhada pela criação das licenças para a implementação dos bancos de baterias, que, no fundo, permitam armazenar o resto da energia [renovável que não foi utilizada] para depois ser usada [durante outros períodos do dia]”, resume. </span></p>
<p>Fotografia de destaque: © Start Campus</p>
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			</item>
		<item>
		<title>O futuro da construção: três tendências que estão a transformar os edifícios</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/empresas/o-futuro-da-construcao-tres-tendencias-que-estao-a-transformar-os-edificios/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Edifícios e Energia]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Oct 2026 13:41:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Rockwool]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Passive House, descarbonização e arquitetura sustentável são três tendências que estão a transformar o setor. A ROCKWOOL defende uma abordagem integrada à construção, em que o desempenho da envolvente assume um papel central na eficiência, no conforto, na segurança e na durabilidade dos edifícios. ...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<ul class="wp-block-list">
<li>A transição para uma construção mais eficiente e sustentável está a transformar a forma como os edifícios são projetados e construídos.</li>



<li>Passive House, descarbonização e arquitetura sustentável são algumas das tendências que deverão marcar o futuro do setor.</li>



<li>Da eficiência energética ao conforto e à durabilidade, a envolvente dos edifícios assume um papel central na construção preparada para os desafios do futuro.</li>
</ul>



<div style="height:45px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph">O setor da construção está a atravessar uma transformação profunda, impulsionada pela necessidade de reduzir o consumo energético e as emissões dos edifícios, mas também de criar espaços mais confortáveis, duráveis e preparados para responder aos desafios ambientais das próximas décadas. Neste contexto, conceitos como Passive House, descarbonização e arquitetura sustentável estão a ganhar uma importância crescente e a redefinir a forma como pensamos os edifícios.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta evolução exige uma abordagem integrada à construção, em que a eficiência e o desempenho dos edifícios sejam considerados desde a fase de projeto. A escolha dos materiais e a qualidade da envolvente assumem, neste contexto, um papel determinante para garantir edifícios mais eficientes, seguros e confortáveis ao longo do seu ciclo de vida.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h6 class="wp-block-heading"><strong>Passive House: construir para consumir menos</strong></h6>



<p class="wp-block-paragraph">O conceito Passive House representa uma das abordagens mais exigentes à eficiência energética dos edifícios, assente numa envolvente altamente eficiente e numa redução significativa das necessidades de energia para aquecimento e arrefecimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais do que reduzir o consumo energético, este modelo procura assegurar elevados níveis de conforto interior através de uma combinação de isolamento adequado, controlo das perdas de calor e uma construção cuidadosamente pensada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A evolução deste conceito demonstra uma mudança de paradigma no setor: a eficiência energética deixa de ser uma característica adicional do edifício para passar a estar integrada na sua própria conceção.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h6 class="wp-block-heading"><strong>Descarbonizar os edifícios começa na forma como construímos</strong></h6>



<p class="wp-block-paragraph">A redução das emissões associadas ao setor da construção é outro dos grandes desafios para as próximas décadas. Para além do consumo energético durante a utilização dos edifícios, torna-se cada vez mais relevante considerar o impacto dos materiais e das diferentes etapas do ciclo de vida de uma construção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste contexto, a seleção de materiais duráveis e com elevado desempenho pode contribuir para uma abordagem mais eficiente aos recursos, ajudando a prolongar a vida útil dos edifícios e a reduzir a necessidade de intervenções futuras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A descarbonização implica, assim, uma visão mais abrangente sobre o desempenho dos edifícios, que considere não apenas a energia que consomem, mas também a forma como são projetados, construídos e utilizados ao longo do tempo.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h6 class="wp-block-heading"><strong>Arquitetura sustentável: pensar além da eficiência energética</strong></h6>



<p class="wp-block-paragraph">O futuro da construção passa também por uma visão mais ampla de sustentabilidade. Um edifício sustentável deve responder às necessidades energéticas e ambientais, mas também proporcionar conforto, segurança, qualidade acústica e durabilidade aos seus ocupantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É neste equilíbrio que a arquitetura assume um papel fundamental, procurar integrar soluções que permitam criar edifícios adaptados às necessidades atuais sem comprometer a capacidade de responder aos desafios futuros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a <strong><a href="https://www.rockwool.com/pt/" data-type="link" data-id="https://www.rockwool.com/pt/" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">ROCKWOOL</a></strong>, esta transformação reforça importância de olhar para o edifício como um sistema integrado, onde cada elemento da envolvente pode contribuir para o desempenho global da construção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O futuro da construção não passa apenas por construir edifícios que consumam menos, mas por reduzir a procura energética através de uma envolvente eficiente, criando espaços que sejam mais confortáveis, seguros e preparados para as próximas décadas. A transformação do setor exige uma visão integrada, em que a escolha dos materiais e odesempenho da envolvente assumem um papel fundamental” <strong>Miguel Ángel Gallardo, Business Unit ROCKWOOL Peninsular</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">À medida que o setor evolui para modelos de construção mais eficientes e sustentáveis, conceitos como Passive House, descarbonização e arquitetura sustentável deixam de ser tendências isoladas para passar a integrar uma mesma visão: a de edifícios pensados para responder aos desafios ambientais e às necessidades das pessoas, hoje e no futuro.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/10/RockwoolPassiveHouse-1024x576.png" alt="" class="wp-image-38466" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/10/RockwoolPassiveHouse-1024x576.png 1024w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/10/RockwoolPassiveHouse-300x169.png 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/10/RockwoolPassiveHouse-768x432.png 768w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/10/RockwoolPassiveHouse.png 1200w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



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<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<hr class="wp-block-separator aligncenter has-text-color has-alpha-channel-opacity has-background is-style-wide" style="margin-top:2px;margin-bottom:2px;background-color:#27a5b8;color:#27a5b8"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>O texto acima é da inteira responsabilidade das empresas/entidades em causa.<br>Fonte: Press Release</em></strong></p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/empresas/o-futuro-da-construcao-tres-tendencias-que-estao-a-transformar-os-edificios/">O futuro da construção: três tendências que estão a transformar os edifícios</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Alto Alentejo ensaia planeamento energético com o auxílio dos cidadãos </title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/alto-alentejo-ensaia-planeamento-energetico-com-o-auxilio-dos-cidadaos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rita Galego]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Oct 2026 08:19:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Ordem dos Arquitectos]]></category>
		<category><![CDATA[parque edificado]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O projecto europeu LIFE ENTRACK, que termina este mês, testou em municípios rurais de quatro países uma metodologia para desenhar planos de transição energética com quem vive no território. O kit de ferramentas fica agora disponível a quem apoia as autarquias.  </p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/alto-alentejo-ensaia-planeamento-energetico-com-o-auxilio-dos-cidadaos/">Alto Alentejo ensaia planeamento energético com o auxílio dos cidadãos </a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><b><span data-contrast="auto">O projecto europeu </span></b><a href="https://entrack-project.eu/home/" target="_blank" rel="noopener"><b><span data-contrast="none">LIFE ENTRACK</span></b></a><b><span data-contrast="auto">, que termina este mês, testou em municípios rurais de quatro países uma metodologia para desenhar planos de transição energética com quem vive no território. O </span></b><a href="https://www.areanatejo.pt/recursos-gratuitos-e-apoio-a-concecao-conjunta-de-planos-para-a-transicao-energetica-em-municipios-rurais/" target="_blank" rel="noopener"><b><span data-contrast="none">kit de ferramentas</span></b></a><b><span data-contrast="auto"> fica agora disponível a quem apoia as autarquias. </span></b><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:1,&quot;335551620&quot;:1,&quot;335559685&quot;:0,&quot;335559737&quot;:0,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240,&quot;335559740&quot;:279}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">De que forma pode um município rural integrar melhor as necessidades dos cidadãos e do território no planeamento energético? Esta foi a pergunta que guiou, durante três anos, o projecto LIFE ENTRACK. Trabalhou com oito municípios de Espanha, Portugal, Itália e Grécia. Em Portugal, o ensaio decorreu no Alto Alentejo, mais precisamente nos municípios de Gavião e Ponte de Sor.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Nos territórios de baixa densidade, o conforto das casas e o custo da energia para as famílias cruzam-se com o envelhecimento da população e com a pobreza energética. Um plano desenhado sem ouvir quem lá vive arrisca-se a falhar as necessidades reais. O ENTRACK parte dessa premissa e propõe que os planos de energia nasçam de um processo participado.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<h5><b><span data-contrast="auto">Uma metodologia testada no terreno</span></b><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></h5>
<p><span data-contrast="auto">Aprovado na call LIFE22-CET (Clean Energy Transition) do Programa LIFE, o projecto é coordenado pela italiana AISFOR. Em Portugal, conta com a AREANATejo e a Universidade Nova de Lisboa. O objectivo é dar às autoridades locais e regionais do Mediterrâneo conhecimento e uma abordagem metodológica para desenhar políticas e planos de transição energética com a participação activa de todas as partes envolvidas. Visa, em concreto, acelerar a neutralidade carbónica através do reforço das capacidades de política energética dos municípios rurais de pequena e média dimensão.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">O trabalho assenta nas Parcerias Município-Região (MRP), colaborações entre governos locais e regionais que juntam autarcas, empresas, sobretudo do sector energético, cidadãos (incluindo grupos vulneráveis), organizações da sociedade civil e associações ambientais. Em Portugal, a MRP é coordenada pela NOVA FCT em parceria com a AREANATejo.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A lista de participantes é vasta: além dos municípios de Gavião e Ponte de Sor, integram também a parceria a Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo, a CCDR Alentejo, a Sociedade Portuguesa de Inovação, o centro de investigação CENSE e a Rede Europeia Antipobreza (EAPN). Participam também entidades de proximidade: a Comissão de Protecção de Crianças e Jovens e a Universidade Sénior de Gavião, o Centro de Reabilitação e Inclusão de Ponte de Sor, o Centro Interpretativo de Molinologia Foros de Arrão, o Centro Distrital da Segurança Social de Portalegre e o Arquivo Digital e Imaterial da Comenda. Este último trata-se de uma iniciativa filantrópica sem fins lucrativos dedicada ao desenvolvimento sustentável de comunidades rurais, nomeadamente em Gavião, onde se tem vindo a criar uma Comunidade de Energias Renováveis para reforçar a coesão social e combater a pobreza energética.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:1,&quot;335551620&quot;:1,&quot;335559685&quot;:0,&quot;335559737&quot;:0,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240,&quot;335559740&quot;:279}"> </span></p>
<h5><b><span data-contrast="auto">Cinco passos, do inquérito ao plano</span></b><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></h5>
<p><span data-contrast="auto">Em cada região, dois municípios piloto percorreram o mesmo caminho. Primeiro, criou-se um grupo misto de </span><i><span data-contrast="auto">stakeholders</span></i><span data-contrast="auto">, públicos e privados, para apoiar o desenvolvimento da metodologia, depois alargado a um grupo maior. Seguiu-se um inquérito quali-quantitativo a cidadãos e </span><i><span data-contrast="auto">stakeholders </span></i><span data-contrast="auto">para recolher o conhecimento e a perspectiva sobre as políticas de transição energética. Os resultados foram analisados pelos municípios, com o apoio dos parceiros, para aferir se a aplicação das políticas está alinhada com os impactos e objectivos esperados. A partir dessa autoanálise, avançou-se para a conceção de novos Planos de Energia ou a revisão dos que estão em execução. Os planos são depois ajustados com base nas opiniões</span> <span data-contrast="auto">da comunidade.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<h5><b><span data-contrast="auto">Do piloto à replicação</span></b><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></h5>
<p><span data-contrast="auto">O legado do projecto fica no Kit de Exploração do ENTRACK, um recurso digital gratuito. Inclui metodologias, ferramentas e modelos para apoiar a conceção conjunta, recursos de formação e exemplos práticos, um calendário orientador para a implementação e materiais para divulgar e replicar a experiência noutros territórios.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">O kit destina-se a autoridades supramunicipais, agências de energia, grupos de acção local, redes de municípios e outras organizações que apoiam as autarquias.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<h5><b><span data-contrast="auto">Bruxelas fecha o ciclo</span></b><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></h5>
<p><span data-contrast="auto">A Conferência Final do ENTRACK realizou-se a 30 de Setembro, em Bruxelas. Reuniu parceiros do projecto, decisores políticos, investigadores, profissionais e outras partes interessadas de toda a Europa. Serviu para apresentar as principais conquistas e reflectir sobre o conhecimento, as experiências e as perspectivas geradas ao longo da execução. Os participantes trocaram experiências, debateram as implicações políticas e exploraram abordagens que apoiem transições energéticas socialmente justas e inclusivas em zonas rurais. Estiveram representadas instituições europeias, autoridades regionais e locais, a academia, a sociedade civil e as comunidades energéticas.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Depois de Bruxelas, a equipa continua a promover, durante este mês, reuniões bilaterais </span><i><span data-contrast="auto">online </span></i><span data-contrast="auto">para apresentar os recursos e explorar em conjunto como cada organização os pode utilizar, adaptar ou transferir para os municípios com os quais trabalha.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fotografia de destaque: © Projecto Life ENTRACK</p>
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		<title>Turim vence prémio de sustentabilidade com projecto contra o desperdício alimentar. Primeiro fundo verde do país fez de Cascais finalista </title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/turim-vence-premio-de-sustentabilidade-com-projecto-contra-o-desperdicio-alimentar-primeiro-fundo-verde-do-pais-fez-de-cascais-finalista/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ines Malhado]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Oct 2026 08:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A cidade italina de Turim foi a vencedora da edição deste ano do Prémio de Sustentabilidade Local da ICLEI Europa, com um projecto contra o desperdício alimentar. Cascais foi uma das cidades finalistas por ter lançado o primeiro fundo verde municipal do país para apoiar financeiramente as famílias vulneráveis do concelho a aceder a melhorias de eficiência energética. Os prémios foram entregues em Bruxelas, durante a Semana Europeia das Regiões e Cidades.  </p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><b><span data-contrast="auto">A cidade italina de Turim foi a vencedora da edição deste ano do Prémio de Sustentabilidade Local da ICLEI Europa, com um projecto contra o desperdício alimentar. Cascais foi uma das cidades finalistas por ter lançado o primeiro fundo verde municipal do país para apoiar financeiramente as famílias vulneráveis do concelho a aceder a melhorias de eficiência energética. Os prémios foram entregues em Bruxelas, durante a Semana Europeia das Regiões e Cidades. </span></b><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">O <a href="https://award.iclei-europe.org/" target="_blank" rel="noopener">Prémio de Sustentabilidade Local 2026 da ICLEI</a> &#8211; Governos Locais para a Sustentabilidade foi atribuido a Turim, na Itália, com o projecto <a href="https://www.youtube.com/watch?v=X_hA6sORhQQ" target="_blank" rel="noopener">RePoPP &#8211; Progetto Organico Porta Palazzo</a>. Lançado em 2016, o modelo recupera excedentes alimentares dos mercados urbanos e dá aos refugiados e requerentes de asilo um papel activo nesse trabalho, revelou, em <a href="https://iclei-europe.org/news/?City_of_Turin_wins_2026_Local_Sustainability_Award_with_transformative_food_waste_project_&amp;newsID=tpZaXBNS" target="_blank" rel="noopener">comunicado</a>, a rede europeia. </span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A edição dos prémios deste ano distinguiu o projecto italiano de combate ao desperdício alimentar, cujo objectivo é reforça a inclusão social, reunindo mercados, serviços sociais, organizações da sociedade civil, voluntários e refugiados e requerentes de asilo como participantes ativos na recuperação de alimentos.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Os prémios foram entregues esta semana, em Bruxelas, durante a Semana Europeia das Regiões e Cidades. A distinção é uma iniciativa anual liderada pela ICLEI Europa pela cidade de Aalborg (Dinamarca) e pelo <a href="https://www.cor.europa.eu/en" target="_blank" rel="noopener">Comité Europeu das Regiões</a> (CoR, na sigla em inglês), que distingue ações transformadoras em matéria de sustentabilidade em cidades, vilas e regiões de toda a Europa. </span></p>
<p><span data-contrast="auto">O ano passado o prémio foi atribuido à cidade de Grenoble, em França, com o projecto Breath of Schools, que </span><span data-contrast="none">recuperou mais de 20 mil m² de ruas, substituindo os pisos de alcatrão por espaços verdes e interativos, projectados em conjunto com pais, moradores e as próprias crianças.</span><span data-contrast="auto"> </span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<h6><b><span data-contrast="auto">Evitou centenas de toneladas de alimentos no lixo</span></b><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></h6>
<p><span data-contrast="auto">Ao final de cada dia de mercado, os voluntários recolhem os alimentos comestíveis não vendidos antes que se tornem desperdício. Os bens alimentares são separados e redistribuídos por organizações comunitárias e iniciativas de solidariedade, enquanto alguns alimentos recuperados são transformados em refeições. Já os materiais orgânicos não comestíveis são destinados à compostagem. </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Só em 2025, a iniciativa recuperou mais de 220 toneladas de alimentos, o que permitiu apoiar cerca de 5 mil beneficiários por mês e contribuir para aproximadamente 30 mil refeições para abrigos e programas alimentares comunitários. </span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Na edição deste ano, concorreram 13 países europeus. Entre os três finalistas do título houve uma cidade portuguesa: Cascais lançou o <a href="https://www.cascais.pt/area/fundo-verde-de-apoio-familias-de-cascais" target="_blank" rel="noopener">primeiro fundo verde municipial do país</a> para apoiar financeiramente aos agregados famíliares do concelho a aceder a melhorias de eficiência energética nas suas casas, em edifícios ou espaços de trabalho.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<h6><b><span data-contrast="auto">Cascais já apoiou mais de 760 famílias vulneráveis</span></b><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></h6>
<p><span data-contrast="auto">O mecanismo, com uma verba disponível de três milhões de euros, foi criado no âmbito do <a href="https://www.youtube.com/watch?v=4Bz5SSgNaGE" target="_blank" rel="noopener">projecto Ecossistema de Transição Energética Justa</a>, que procura tornar a transição energética acessível às famílias vulneráveis. Por agora, já apoiou mais de 760 famílias residentes no concelho, das quais 384 receberam financiamento a 100%. O projecto contribui, assim, para combater a pobreza energética, com uma </span><span data-contrast="none">uma poupança energética anual de 496 MWh</span><span data-contrast="auto">, e para uma redução estimada de 64 toneladas de emissões de CO2 por ano. </span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Entre os equipamentos financiados destacam-se bombas de calor, caldeiras e recuperadores a biomassa, eletrodomésticos mais eficientes, painéis fotovoltaicos para autoconsumo, sistemas solares térmicos para aquecimento de águas e termoacumuladores em troca de esquentadores a gás. O fundo apoia ainda a troca de janelas, de isolamento térmico nas coberturas, pavimentos, paredes e portas de entrada.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p><img decoding="async" class="alignleft wp-image-38440 size-full" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/10/Just-Energy-Transition-Ecosystem-project.jpg" alt="" width="624" height="351" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/10/Just-Energy-Transition-Ecosystem-project.jpg 624w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/10/Just-Energy-Transition-Ecosystem-project-300x169.jpg 300w" sizes="(max-width: 624px) 100vw, 624px" /></p>
<p><span data-contrast="auto">Para o vice-presidente da Câmara Municipal de Cascais, este reconhecimento é “particularmente significativo” no momento em que o municipio se aproxima das quase mil famílias apoiadas. Luís Almeida Capão acredita que o fundo se tem traduzido “em melhorias concretas nas casas das pessoas, combatendo diretamente a pobreza energética e reforçando a resiliência”. </span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">“Ao reunir organizações sociais, os nossos Balcões Únicos e conhecimento académico num ecossistema local forte, estamos a garantir que os benefícios da transição energética cheguem a quem mais precisa e que nenhuma família fique para trás”, refere o autarca, citado no comunicado.  </span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Este fundo de Cascais destaca-se por ter sido o primeiro fundo público a adoptar um modelo de transparência antecipada para os municipes mais carenciados, do 1.º ao 4.º escalões do IRS. Para esses escalões, as candidaturas são feitas através das instituições particulares de solidariedade social &#8211; IPSS, que apoiam na formulação de candidaturas e garantem o pré-financiamento, e abrangem habitação permanente própria ou arrendada, com uma taxa de comparticipação até 100%. </span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Já para os munícipes dos 5.º e 6.º escalões, as candidaturas são realizadas através da plataforma de benefícios públicos de Cascais, para habitação permanente própria ou arrendada. Nestes casos, o reembolso pode chegar até aos 10 mil euros, com uma taxa de comparticipação de 80%. </span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<h6><b><span data-contrast="auto">Promover a circularidade no sector da construção</span></b><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></h6>
<p><span data-contrast="auto">O outro projecto finalista foi desenvolvido na cidade de Muğla, na Turquia. A iniciativa <a href="https://www.youtube.com/watch?v=XF9S4Z2Esbo" target="_blank" rel="noopener">Modelo Circular de Gestão e Valorização de Resíduos de Construção e Demolição</a> mostra como a governação local e as ferramentas digitais podem apoiar uma economia mais circular. O projecto turco geriu mais de 809 mil m³ de resíduos de construção e recuperou mais de 27 m³ de materiais para reutilização, evitando cerca de 60 toneladas de emissões de CO2 por ano.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Desde 2016, ano em que foi criado o projecto, que </span><span data-contrast="none">o município coordena a gestão de resíduos de construção em todos os seus 13 distritos, identificando e classificando os materiais e priorizando a reutilização direta antes da reciclagem.</span><span data-contrast="auto"> </span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">“As ambições de sustentabilidade da Europa têm, em última análise, de tornar-se tangíveis nas comunidades”, afirmou Matthew Bach, também em comunicado. “Estes projetos mostram o que acontece quando os governos locais têm espaço para inovar, trabalhar com as comunidades e construir soluções em torno de necessidades locais reais. São exemplos de democracia local em prática e de como as cidades e regiões podem ajudar a transformar as ambições europeias numa mudança concreta”, resume o diretor da ICLEI Europa.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A ICLEI Europa sublinha que os três projetos mostram como a colaboração entre autoridades públicas, comunidades, sociedade civil e outros atores locais pode transformar ambições políticas em ação. Para a rede europeia, são  também exemplo do papel da democracia local na transição sustentável da Europa por criarem espaços onde as soluções são moldadas em função das necessidades locais, ao mesmo tempo que envolvem diferentes actores. </span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Por outro lado, traduzir ainda “compromissos políticos em melhorias visíveis na vida das pessoas”, o que a ICLEI Europa sublinhou ser “particularmente relevante durante a Semana Europeia das Regiões e Cidades, que reúne líderes locais e regionais, decisores políticos e profissionais para debater como as prioridades europeias podem ser concretizadas a nível local e regional”. </span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p>Fotografia de destaque: © Just Energy Transition Ecosystem Project</p>
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		<title>Miguel Margarido: “A tecnologia já existe. O desafio é saber aplicá-la a novas soluções”</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/empresas/miguel-margarido-a-tecnologia-ja-existe-o-desafio-e-saber-aplica-la-a-novas-solucoes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Edifícios e Energia]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Oct 2026 07:45:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[mitsubishi electric]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://edificioseenergia.pt/?p=38429</guid>

					<description><![CDATA[<p>Num momento em que a descarbonização, a digitalização e a eletrificação estão a redefinir o setor AVAC, Miguel Margarido, o novo presidente da Mitsubishi Electric Portugal, partilha a sua visão sobre os principais desafios da indústria. Nesta entrevista, defende que a tecnologia já não constitui a principal barreira à transição energética e sublinha que o sucesso dependerá, cada vez mais, da qualificação dos profissionais e da capacidade de todo o setor acompanhar o ritmo da inovação. ...</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-left wp-block-paragraph"></p>



<div style="height:45px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph">Num momento em que a descarbonização, a digitalização e a eletrificação estão a redefinir o setor AVAC, <strong>Miguel Margarido</strong>, o <strong>novo presidente da <a href="https://mitsubishielectric.pt/" data-type="link" data-id="https://mitsubishielectric.pt/" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">Mitsubishi Electric Portugal</a></strong>, partilha a sua visão sobre os principais desafios da indústria. Nesta entrevista, defende que a tecnologia já não constitui a principal barreira à transição energética e sublinha que o sucesso dependerá, cada vez mais, da qualificação dos profissionais e da capacidade de todo o setor acompanhar o ritmo da inovação.<br></p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Assumiu recentemente a presidência da Mitsubishi Electric Portugal numa fase de profunda transformação do mercado AVAC. Como encara este desafio?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Assumo esta responsabilidade com entusiasmo e com um profundo reconhecimento pelo trabalho desenvolvido ao longo dos últimos anos. A <strong>Mitsubishi Electric</strong> construiu uma posição sólida em Portugal e a minha prioridade é dar continuidade a esse percurso, preparando simultaneamente a empresa para os desafios que o setor enfrenta. Queremos continuar a crescer de forma sustentada, reforçando a proximidade aos clientes e parceiros e mantendo aquilo que sempre nos distinguiu: qualidade, inovação tecnológica e uma visão de longo prazo.</p>



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<p class="wp-block-paragraph"><strong>Como caracteriza o momento que o setor AVAC vive atualmente em Portugal?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O setor AVAC está a viver uma mudança de paradigma. Durante muito tempo foi visto essencialmente como um conjunto de tecnologias de conforto; hoje é um elemento central da eficiência energética dos edifícios e da descarbonização da economia. Essa transformação está a alterar as prioridades dos investidores, dos projetistas e dos utilizadores finais, que procuram soluções cada vez mais eficientes, inteligentes e conectadas. Portugal tem acompanhado esta evolução e continua a apresentar um elevado potencial de crescimento.</p>



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<p class="wp-block-paragraph"><strong>Que impacto terão a descarbonização, a digitalização e a Inteligência Artificial na evolução do setor?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Estamos perante uma transformação estrutural. O desafio deixou de ser apenas desenvolver equipamentos mais eficientes; passa agora por reduzir o consumo energético dos edifícios ao longo de todo o seu ciclo de vida. Os fluidos frigorígenos de baixo impacto ambiental e os sistemas inteligentes de gestão energética terão um papel determinante.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante muitos anos, a inovação no AVAC mediu-se sobretudo pela eficiência dos equipamentos. Nos próximos anos será, cada vez mais, medida pela inteligência dos sistemas. A integração entre equipamentos, sensores e Inteligência Artificial permitirá otimizar consumos, antecipar necessidades de manutenção e melhorar continuamente o desempenho das instalações. Vejo estas tecnologias como ferramentas que reforçam a capacidade de decisão dos profissionais e tornam os edifícios mais eficientes, resilientes e sustentáveis.</p>



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<p class="wp-block-paragraph"><strong>É comum afirmar-se que o maior desafio do setor está na tecnologia. Partilha dessa visão?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na minha opinião, é uma visão demasiado redutora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hoje o setor dispõe de tecnologias muito evoluídas para responder às exigências da eficiência energética e da descarbonização. O verdadeiro desafio já não é apenas desenvolver melhores soluções, mas garantir que são corretamente projetadas, instaladas, colocadas em funcionamento e mantidas ao longo do seu ciclo de vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É aqui que a qualificação dos profissionais assume um papel decisivo. A evolução tecnológica, a digitalização e a nova regulamentação europeia exigem competências cada vez mais especializadas e uma atualização permanente dos conhecimentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os fabricantes têm, por isso, uma responsabilidade que vai além da inovação. Devem disponibilizar tecnologia, mas também conhecimento, formação e apoio técnico, contribuindo para que todo o mercado evolua de forma consistente.</p>



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<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quais são hoje as principais prioridades estratégicas da Mitsubishi Electric Portugal?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A nossa estratégia assenta num crescimento sustentado e na criação de valor para os clientes e parceiros. Queremos continuar a liderar pela tecnologia, pela fiabilidade, mas também pela confiança. Num mercado em constante evolução, a capacidade de construir relações duradouras e de apoiar tecnicamente os profissionais é tão importante como a qualidade das soluções que desenvolvemos. É essa combinação que continuará a diferenciar a <strong>Mitsubishi Electric</strong>.</p>



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<p class="wp-block-paragraph"><strong>Podemos esperar novidades ao nível da organização e da estratégia da empresa nos próximos anos?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">As organizações não se transformam por tendência; transformam-se para responder melhor ao mercado. É esse princípio que continuará a orientar a nossa evolução. Continuaremos a investir na transformação digital, na modernização dos processos e no reforço da proximidade aos diferentes segmentos de clientes, preservando a agilidade necessária para responder a um setor em permanente mudança.</p>



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<p class="wp-block-paragraph"><strong>Como imagina a Mitsubishi Electric Portugal e o mercado AVAC nacional daqui a cinco anos?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Vejo um mercado mais digital, mais eletrificado e orientado para a descarbonização, totalmente integrado na gestão energética dos edifícios. Daqui a cinco anos será natural que os sistemas AVAC aprendam continuamente a forma como um edifício é utilizado e ajustem automaticamente o seu funcionamento para maximizar a eficiência e o conforto. A inovação deixará de estar apenas nos equipamentos e passará cada vez mais pela inteligência com que todo o sistema funciona. Seguramente, a <strong>Mitsubishi Electric</strong> continuará a ter um papel determinante nesse novo contexto.</p>



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<p class="wp-block-paragraph"><strong>Que mensagem gostaria de deixar aos profissionais do setor AVAC?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Vivemos um momento decisivo para o setor AVAC. A transição energética exigirá inovação, conhecimento técnico e uma colaboração cada vez mais estreita entre todos os intervenientes da cadeia de valor. A tecnologia continuará a evoluir rapidamente, mas o verdadeiro fator diferenciador será a capacidade das pessoas para a transformar em valor acrescentado.</p>



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<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img decoding="async" width="1024" height="576" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/10/MiguelMargarido2-1024x576.png" alt="" class="wp-image-38433" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/10/MiguelMargarido2-1024x576.png 1024w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/10/MiguelMargarido2-300x169.png 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/10/MiguelMargarido2-768x432.png 768w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/10/MiguelMargarido2.png 1200w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



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<hr class="wp-block-separator aligncenter has-text-color has-alpha-channel-opacity has-background is-style-wide" style="margin-top:2px;margin-bottom:2px;background-color:#27a5b8;color:#27a5b8"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>O texto acima é da inteira responsabilidade das empresas/entidades em causa.<br>Fonte: Press Release</em></strong></p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/empresas/miguel-margarido-a-tecnologia-ja-existe-o-desafio-e-saber-aplica-la-a-novas-solucoes/">Miguel Margarido: “A tecnologia já existe. O desafio é saber aplicá-la a novas soluções”</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Um em cada cinco portugueses vive em pobreza energética e nem sempre os apoios chegam às famílias mais vulneráveis</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/um-em-cada-cinco-portugueses-vive-em-pobreza-energetica-e-nem-sempre-os-apoios-chegam-as-familias-mais-vulneraveis/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ines Malhado]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Oct 2026 09:03:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://edificioseenergia.pt/?p=38423</guid>

					<description><![CDATA[<p>Em Portugal, uma em cada cinco pessoas não consegue pagar a energia necessária para satisfazer as necessidades em sua casa. A ineficiência do parque habitacional, os obstáculos no acesso aos apoios públicos e a dificuldade em chegar às famílias mais vulneráveis continuam a dificultar o combate à pobreza energética, alertam a DECO e os investigadores do CENSE, da NOVA FCT. Os especialistas, ouvidos pela Edifícios e Energia, defendem respostas que vão além do apoio às despesas e passam pela reabilitação energética das habitações. </p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/um-em-cada-cinco-portugueses-vive-em-pobreza-energetica-e-nem-sempre-os-apoios-chegam-as-familias-mais-vulneraveis/">Um em cada cinco portugueses vive em pobreza energética e nem sempre os apoios chegam às famílias mais vulneráveis</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><b>Em </b><b>Portugal, uma em cada cinco pessoas não consegue pagar a energia necessária para satisfazer as necessidades em sua casa. A ineficiência do parque habitacional, os obstáculos no acesso aos apoios públicos e a dificuldade em chegar às famílias mais vulneráveis continuam a dificultar o combate à pobreza energética, alertam a DECO e os investigadores do CENSE, da NOVA FCT. Os especialistas, ouvidos pela </b><b><i>Edifícios e Energia</i></b><b>, defendem respostas que vão além do apoio às despesas e passam pela reabilitação energética das habitações. </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma em cada cinco pessoas em Portugal (19%) não consegue pagar os recursos energéticos necessários para satisfazer as necessidades em casa. Este é um dos resultados do estudo “</span><span style="font-weight: 400;">Pobreza energética na Europa &#8211; Quem são os perdedores no nosso sistema energético?”</span><span style="font-weight: 400;">, divulgado, o mês passado, pela Fundação Friedrich Ebert Stiftung Portugal (FES), com base num inquérito à população, realizado no âmbito do <a href="https://genesys-project.eu/" target="_blank" rel="noopener">projeto europeu gEneSys</a>.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Miguel Macias Sequeira, parceiro científico neste projeto, envolvido no enquadramento para o contexto português, considera que o estudo permite aprofundar o conhecimento sobre as desigualdades associadas à pobreza energética.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Este estudo tem uma parte muito interessante que nos permite ter dados para comprovar o que já sabíamos pela experiência prática e pela investigação de outros países: pessoas mais idosas, com problemas de saúde ou portadoras de deficiência, e com níveis de educação mais baixos, acabam por estar mais expostas a estes factores de vulnerabilidade que levam à pobreza energética. Muitas vezes, estes grupos são os mais difíceis de alcançar pelas políticas [públicas], explica, à Edifícios e Energia, o investigador do Centro de Investigação em Ambiente e Sustentabilidade &#8211; CENSE, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (NOVA FCT). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No caso português, os resultados mostram que as mulheres com problemas de saúde mental que vivem em zonas rurais ou cidades de média dimensão constituem o grupo mais vulnerável, com uma incidência de 33%. Em contrapartida, o valor desce para 7% entre pessoas sem problemas de saúde mental, com níveis de escolaridade elevados e residentes em grandes cidades.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O estudo da FES comparou a situação em Portugal, França, Alemanha, Itália, Polónia e Suécia. Entre os países analisados, Portugal encontra-se entre aqueles onde a pobreza energética tem maior incidência. De forma geral, os resultados eram expectáveis, tendo em conta a recolha de dados destes indicadores por parte do Instituto Nacional de Estatística (INE). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante o Inverno, 15,7% da população não consegue manter a casa adequadamente aquecida, face a uma média da União Europeia próxima dos 8%. Na estação quente, 29,9% vive em habitações que não são confortavelmente frescas. Segundo o Observatório Nacional da Pobreza Energética, estes números traduzem-se numa estimativa entre 699 mil e 1,7 milhões de pessoas vivam em situação de pobreza energética.</span></p>
<h6><b>Situações de pobreza energética escondida</b></h6>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos últimos anos, a subida dos preços da energia e o aumento do custo de vida agravam as dificuldades, sobretudo entre as famílias com menores rendimentos. “Cada vez mais os consumidores procuram a DECO e pedem ajuda para analisarmos a sua fatura de energia, de forma a reduzir o valor total pago, por ter já um peso considerável nas despesas mensais”, refere Ingride Pereira, jurista da associação de defesa dos consumidores.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A pobreza energética não se mede apenas pela capacidade de pagar a factura da electricidade ou do gás. Há famílias que, apesar de conseguirem suportar as despesas energéticas, são obrigadas a reduzir o consumo para evitar encargos incomportáveis, abdicando, assim, de condições adequadas de conforto térmico. “Frequentemente, ouvimos testemunhos de consumidores que evitam ligar equipamentos de aquecimento no Inverno para não receberem uma conta de eletricidade elevada”, revela. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pedro Palma salienta também situações escapam aos indicadores tradicionais. “Portugal tem uma percentagem da população em pobreza energética que, na literatura, se chama pobreza energética escondida”, explica. O investigador do CENSE/NOVA FCT refere-se aos agregados familiares que consomem menos energia do que aquela de que necessitam, não por serem mais eficientes, mas porque não conseguem suportar os custos associados ao conforto térmico.</span></p>
<h6><b>Um problema também habitacional</b></h6>
<p><span style="font-weight: 400;">A ineficiência energética dos edifícios é uma das dimensões estruturais desta problemática. Pedro Palma salienta que “quase 70% dos edifícios foram construídos antes de regulamentação térmica”, que estabeleceu os requisitos térmicos na construção, em 1990. “Nas décadas de 60 e 70, há uma grande variabilidade de qualidade de construção. A prioridade claramente não era construir casas eficientes energeticamente, mas sim dar casas às pessoas. Especialmente nos centros urbanos, onde se verificou muita construção rápida”, explica. </span></p>
<p>Segundo os dados do último Inquérito às Condições de Vida e Rendimentos do INE, referentes a 2023, 29% da população portuguesa vive em habitações com problemas de infiltrações, humidade ou elementos apodrecidos.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">O investigador observa ainda que os certificados energéticos são sinal da ineficiência do parque habitacional português: entre 65% e 70% dos alojamentos têm classe energética C ou inferior, sendo que em edifícios existentes a classe C é a mínima exigida. Já os edifícios novos, isto é, construídos agora, tem de ter, pelo menos, a classe B-. “Grande parte das casas portuguesas estão abaixo dos requerimentos, do considerado </span><i><span style="font-weight: 400;">standard</span></i><span style="font-weight: 400;"> ideal para uma habitação”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Miguel Macias Sequeira identifica igualmente a qualidade do edificado como um dos factores determinantes para esta problemática, a par dos rendimentos e da eficiência dos equipamentos. “Não há como escapar. Se as pessoas têm pouco rendimento disponível, cortam nos custos e um dos que podem cortar é na energia. Mas é algo aplicável a todos os tipos de pobreza, quer seja pobreza económica, pobreza habitacional, pobreza energética. A qualidade do edificado e da falta de eficiência energética são duas peças importantes, e sabemos que em Portugal mais de dois terços dos edifícios não são eficientes”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A falta de equipamentos adequados de aquecimento e arrefecimento agrava as dificuldades, observa o investigador, acrescentando que a realidade em Portugal contrasta com a presença generalizada de aquecimento central em habitações e outros edifícios em países do Norte da Europa.</span></p>
<h6><b>Necessário renovar o parque habitacional </b></h6>
<p><span style="font-weight: 400;">A renovação do parque habitacional surge, assim, como uma medidas prioritárias. O isolamento térmico, a melhoria das coberturas e a substituição de janelas podem aumentar a eficiência energética das habitações, reduzindo as necessidades energéticas e a exposição das famílias às oscilações dos preços da energia. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“A combinação de baixos rendimentos, habitações com baixo desempenho energético e os custos elevados na energia constituem um fator de agravamento da situação de pobreza energética, por isso é urgente agir e intervir nas habitações sociais para melhorar o seu desempenho energético”, defende Ingride Pereira. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A jurista da DECO nota que as famílias portuguesas têm procurado apoios para melhorar a eficiência energética das suas habitações, nomeadamente substituir eletrodomésticos e janelas, “mas são confrontadas com burocracia e obstáculos”. Actualmente, não existe, nem se encontra anunciado, qualquer programa que permita ao consumidor aceder a apoio para a renovação e reabilitação energética da sua habitação, sublinha. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pedro Palma acredita que, embora seja difícil de implementar, a renovação do edificado é das soluções maior impacto a longo prazo. “É uma medida que nos dá resultados duradouros porque permite reduzir as necessidades energéticas, ao mesmo tempo que se reduz também a dependência dos preços de energia”, explica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Todavia, estas intervenções no edificado devem ser acompanhada por financiamento público e capacidade de execução no terreno. O investigador concluíu, no âmbito da sua investigação de douturamento, que a renovação do parque habitacional de famílias em situação de pobreza energética exigiria cerca de 10 mil milhões de euros, mesmo num cenário de menor custo para o conjunto dos edifícios considerados.</span></p>
<h6><b>Apoios nem sempre chegam a quem precisa</b></h6>
<p><span style="font-weight: 400;">No último processamento automático da tarifa social de energia o número de beneficiários ultrapassou os 800 mil, sendo que a maioria beneficia da tarifa de energia elétrica, revelou, em Agosto, a Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para Ingride Pereira, a adesão crescente a este instrumento de proteção social e de apoio às famílias com menores rendimentos “é reveladora da dimensão das dificuldades económicas que afetam muitos consumidores e da necessidade de manter e reforçar mecanismos de apoio à população mais vulnerável”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora a tarifa social de energia permita reduzir o peso da factura para as famílias elegíveis, não resolve, por si só, o problema da pobreza energética, alerta a jurista da DECO. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“A pobreza energética não afeta apenas os consumidores economicamente vulneráveis, mas também muitos outros que, atendendo a distintos fatores, não têm ainda mecanismos para participar na transição energética”, sublinha. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por outro lado, apesar da existência de instrumentos de apoio, persistem obstáculos à sua utilização pelas famílias mais vulneráveis. A DECO tem acompanhado, ao longo dos últimos anos, programas como o Programa de Apoio Edifícios Mais Sustentáveis e o Vale Eficiência, geridos pelo Fundo Ambiental. Do contacto com os consumidores, a associação identifica dificuldades relacionadas com a burocracia, os atrasos na análise das candidaturas e a necessidade de adiantar dinheiro para realizar as intervenções.</span></p>
<h6><b>Famílias não conseguem suportar os custos iniciais </b></h6>
<p><span style="font-weight: 400;">Pedro Palma identifica as barreiras semelhantes. Os agregados familiares em situação de pobreza energética não dispõem de poupanças que lhes permitam suportar o investimento inicial, mesmo quando existe a possibilidade de serem reembolsadas posteriormente. “</span><span style="font-weight: 400;">Há uma boa prática que já tem vindo a ser adoptada noutros países que são os </span><i><span style="font-weight: 400;">vouchers</span></i><span style="font-weight: 400;"> de fundo de perdido, ou seja, a 100%. Caro que depois pode haver uma diferenciação, e as pessoas em maior vulnerabilidade têm um apoio maior, a nível percentual e do valor absoluto”</span><span style="font-weight: 400;">, afirma.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Miguel Macias Sequeira chama a atenção para a diferença entre os resultados dos programas dirigidos à população em geral com vista à transição energética e os que procuram apoiar especificamente as famílias em pobreza energética. &#8220;O Vale Eficiência, especificamente dirigido a famílias em pobreza energética, com a tarifa social da eletricidade, tinha disponíveis, na última fase, 100 milhões de euros, mas só foram gastos cerca de 30 milhões”, nota o investigador. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de ter admitido a existência de falhas e a introdução de alterações ao programa, o Governo acabou por cancelar a atribuição dos vales de apoio para mudar janelas, colocar bombas de calor ou instalar dispositivos de eficiência hídrica, deixando 28 mil candidaturas consideradas elegíveis sem resposta. Tal como foi noticiado em Fevereiro,o Ministério do Ambiente e Energia justificou a decisão com fraca execução do programa e o prazo limitado para cumprir a meta prevista no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), até 30 de Junho de 2026.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já o programa E-Lar distribuiu mais de 66 milhões de euros para apoiar a compra de equipamentos elétricos, mas apenas um terço destas verbas chegou às mãos de beneficiários da tarifa social de energia, revelou, recentemente, o</span><i><span style="font-weight: 400;"> Jornal de Notícias. </span></i><span style="font-weight: 400;"> Mas afinal, o que é que pode explicar este desfasamento? </span></p>
<h6><b>Falta de apoio e processos complexos afastam candidatos</b></h6>
<p><span style="font-weight: 400;">Miguel Macias Sequeira considera que os procedimentos demasiado complexos, a falta de informação e a insuficiência de apoio durante o processo ajudam a explicar a reduzida execução dos programas. “Sabemos que não é por falta de necessidade das pessoas, nem por falta de interesse. Mas é realmente por causa destas barreiras que tornam o acesso mais difícil. É preciso que as pessoas saibam o que é que podem usufruir e que consigam ter o apoio necessário para fazer a candidatura”, acrescenta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A questão é também social. Idosos, pessoas com problemas de saúde ou portadoras de deficiência, pessoas com baixos níveis de escolaridade e que residem em zonas rurais podem enfrentar maiores dificuldades no acesso. Isto porque a baixa literacia digital e energética, a distância aos serviços e a falta de recursos financeiros tornam mais difícil iniciar e acompanhar uma candidatura.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Este grupo de pessoas vulneráveis que a FES identificou no estudo não serão os primeiros a ir a um portal </span><i><span style="font-weight: 400;">online</span></i><span style="font-weight: 400;">, fazer uma candidatura complexa e a coordenar toda uma instalação na sua casa”, observa o investigador do CENSE/NOVA FCT.</span></p>
<h6><b>A importância de chegar às pessoas no terreno</b></h6>
<p><span style="font-weight: 400;">A intervenção de proximidade é, por isso, um dos pontos centrais da resposta defendida pelo investigador do CENSE. Mais do que disponibilizar financiamento, é necessário identificar as famílias, explicar-lhes as possibilidades de apoio e acompanhá-las durante todo o processo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“É preciso recursos no terreno que saibam quem é que são as pessoas que podem beneficiar deste apoio”, defende Miguel Macias Sequeira, apontando as instituições particulares de solidariedade social (IPSS), as associações de moradores, as juntas de freguesia e as agências de energia como potenciais parceiros. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O CENCE tem desenvolvido iniciativas nesse sentido &#8211; tal como o <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/locatee-cruzar-dados-para-descobrir-em-que-habitacoes-se-esconde-a-pobreza-energetica/" target="_blank" rel="noopener">LOCATEE</a>. Anteriormente, criou um projecto na Baixa da Banheira e no Vale da Amoreira, na Moita, em Setúbal, em colaboração com a Unidade de Saúde Familiar  Querer Mais e uma agência de energia local. A iniciativa procurou identificar pessoas com necessidades energéticas através de profissionais de saúde, num contexto em que já existia uma relação de confiança com a população.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Realizámos essa tentativa de identificar as pessoas [em vulnerabilidade energética] num sítio onde elas já vão normalmente e onde existe pessoas em quem confiam, neste caso os profissionais de saúde que lhes prestam apoio. Na altura, conseguímos identificar 70 pessoas”, relata. Nem todas, porém, conseguiram obter uma resposta suficiente para as suas necessidades, devido à falta de financiamento adequado ou à inexistência de soluções que pudessem ser implementadas naquele momento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A intenção é aproximar o conhecimento sobre as necessidades concretas das populações dos processos de decisão. Já Pedro Palma alerta ainda para a necessidade de melhorar a comunicação das estruturas de apoio já existentes. «</span><span style="font-weight: 400;">Existem mais de 120 espaços de energia pelo país, mas muitos deles estão ainda inactivos. É preciso investir em recursos humanos e formar intermediários. Este é todo um processo que vai desde os fundos que existem à escala nacional, até à distribuição desses fundos a nível local. Para isso é necessário existir um ecossistema de partilha, e activar as infraestruturas que já existem”. </span></p>
<h6><b>Reduzir o IVA e apostar no autoconsumo e nas comunidades energéticas </b></h6>
<p><span style="font-weight: 400;">A DECO defende, entre outras medidas, a aplicação da taxa reduzida de IVA. Por agora essa redução existe com limitações, nota Ingride Pereira. Desde janeiro de 2025, passou a aplicar-se a taxa mínima de IVA (6%) para os consumidores cuja potência contratada não exceda 6,9 kVa, apenas nos primeiros 200 kWh consumidos e 300 kWh no caso de famílias numerosas. “Continuaremos a reivindicar a aplicação da taxa mínima de IVA em todas as componentes da factura de energia e sem limitações de consumo, o que representará um alívio significativo para os consumidores portugueses, tornando a eletricidade mais acessível e impulsionando a transição energética para fontes mais limpas”, adverte.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por outro lado, a associação defende a implementação de programas, apoios e facilidades de financiamento, os chamados “créditos verdes”, com condições suficientemente acessíveis, para todos aqueles que pretendam melhorar a eficiência energética das suas casas, resume a jurista. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Miguel Macias Sequeira acrescenta a importância de diversificar as respostas energéticas, através do autoconsumo de energia solar, das comunidades de energia renovável (CER) e da mudança de comercializador, sem perder de vista a necessidade de renovar o edificado e de garantir capacidade técnica para executar as medidas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A<em> Edifícios e Energia</em> solicitou uma entrevista </span><span style="font-weight: 400;">à Equipa para os Consumidores de Energia Vulneráveis da DGEG,</span><span style="font-weight: 400;"> para contextualizar a problemática da pobreza energética em Portugal, incluindo o enquadramento das políticas públicas e medidas actualmente em vigor. No entanto, o pedido foi recusado. </span></p>
<p>Fotografia de destaque: © Shutterstock</p>
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		<title>ENEFIRST+ testa como tornar a eficiência energética uma prioridade nos edifícios, redes elétricas e planos municipais</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/enefirst-testa-como-tornar-a-eficiencia-energetica-uma-prioridade-nos-edificios-redes-eletricas-e-planos-municipais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ines Malhado]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Oct 2026 09:28:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://edificioseenergia.pt/?p=38397</guid>

					<description><![CDATA[<p>A redução dos consumos de energia nem sempre ocupa um lugar central no planeamento das infra-estruturas e outras decisões de investimento. O projecto europeu ENEFIRST+ está a testar como alterar esta lógica, com oito casos-piloto em quatro países para demonstrar como o princípio da prioridade à eficiência energética pode ser aplicado aos edifícios, às redes eléctricas, ao aquecimento e arrefecimento e à gestão da procura.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/enefirst-testa-como-tornar-a-eficiencia-energetica-uma-prioridade-nos-edificios-redes-eletricas-e-planos-municipais/">ENEFIRST+ testa como tornar a eficiência energética uma prioridade nos edifícios, redes elétricas e planos municipais</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><b>A redução dos consumos de energia nem sempre ocupa um lugar central no planeamento das infra-estruturas e outras decisões de investimento. O projecto europeu ENEFIRST+ está a testar como alterar esta lógica, com oito casos-piloto em quatro países para demonstrar como o princípio da prioridade à eficiência energética pode ser aplicado aos edifícios, às redes eléctricas, ao aquecimento e arrefecimento e à gestão da procura.</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Descarbonizar os sistemas energéticos europeus não depende, apenas, da substituição de combustíveis fósseis por fontes renováveis ou da modernização das infra-estruturas que já existem. Esta transição exige também uma mudança na forma como se identificam as necessidades energéticas e se decidem os investimentos necessários para lhes dar resposta. É neste contexto que ganha relevância o princípio de <em>e</em></span><em><span style="font-weight: 400;">nergy efficiency first</span></em><span style="font-weight: 400;"> (EE1st, na sigla em inglês), ou princípio da prioridade à eficiência energética. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Este princípio &#8211; consagrado na legislação europeia &#8211; pressupõe que a redução da procura de energia e as soluções de eficiência energética sejam consideradas </span>desde as fases iniciais do planeamento, <b>antes de se decidir investir em novas capacidades de produção, redes ou outras infra-estruturas. </b><span style="font-weight: 400;">A sua aplicação tem vindo a ser testada pelo <a href="https://ee1st.eu/" target="_blank" rel="noopener">ENEFIRST+</a>, projecto europeu que procura então aproximar o enquadramento legislativo das decisões tomadas por entidades públicas, operadores energéticos e outros intervenientes do sector. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde Novembro de 2023 que o ENEFIRST+ testou metodologias e instrumentos para aplicar este princípio em <a href="https://ee1st.eu/resources/the-8-enefirst-pilot-cases-at-a-glance/" target="_blank" rel="noopener">oito casos-piloto</a> na Croácia, Grécia, Itália e Polónia. O objectivo é garantir que a eficiência energética é avaliada em condições que são comparáveis com outras alternativas a investimentos do lado da oferta. Para determinar se essa opção é preferível, é necessário comparar os custos, benefícios e efeitos a longo prazo. Por outras palavras, o projecto está a testar, na prática, que metodologias podem permitir perceber se, por exemplo, uma medida de redução do consumo vai adiar ou redimensionar um investimento, diminuir os custos ou os riscos associados à evolução da procura. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A iniciativa &#8211; coordenada pelo Instituto para a Política Europeia de Energia e Clima (IEECP) &#8211; partiu de desafios identificados pelo próprio sector, nomeadamente o facto de as decisões de investimento serem frequentemente tomadas por entidades diferentes, com responsabilidades e critérios de avaliação próprios. Além disso, os benefícios da eficiência energética podem distribuir-se por vários intervenientes, enquanto os custos iniciais recaem sobre uma entidade específica.</span></p>
<h6><b>Como é que surgiu o EE1st? </b></h6>
<p><span style="font-weight: 400;">O princípio da prioridade à eficiência energética não é novo no quadro legislativo europeu, uma vez que já estava contemplado no Regulamento (UE) 2018/1999, criado para garantir que a União Europeia cumpre com os objetivos energéticos e climáticos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Foi reforçado, em 2023, com a reformulação da directiva da eficiência energética, cujo artigo 3.º estabelece que os Estados-Membros devem assegurar que o princípio EE1st é considerado nas decisões de planeamento, de política e de investimento nos sectores energético e não energético. Na prática, isto significa que, antes de decidir construir ou ampliar uma infra-estrutura, importa avaliar se existem alternativas capazes de garantir uma utilização mais eficiente da energia. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já </span><span style="font-weight: 400;">em Março deste ano, a Comissão Europeia adoptou uma nova recomendação  com orientações para criar metodologias de análise custo-benefício. Num momento em que urge cumprir as políticas de eficiência energética por toda a Europa, o desafio passa, agora, por assegurar que estas metodologias são utilizadas nos processos de decisão e não permanecem apenas como instrumentos de orientação.</span></p>
<h6><b>Oito casos-piloto para integrar a eficiência energética </b></h6>
<p><span style="font-weight: 400;">Em <a href="https://ee1st.eu/resources/embedding-the-ee1st-principle-into-secaps-findings-from-the-enefirst-plus-italian-pilot-case/" target="_blank" rel="noopener">Itália</a>, um dos casos-piloto focou-se na integração do princípio EE1st nos planos locais de energia e clima (conhecidos como SECAP). Segundo o IEECP, a análise procurou perceber até que ponto o princípio já se reflectia nos planos municipais, neste caso da cidade de Nápoles, e de que forma podia passar de referências genéricas para critérios explícitos na selecção e priorização das medidas de mitigação e adaptação às alterações climáticas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A experiência italiana mostrou que muitos destes planos locais já incluem medidas favoráveis, nomeadamente no que toca aos edifícios e à mobilidade, mas nem sempre resultam na aplicação concreta do princípio EE1st. Os resultados evidenciaram que a existência de um plano climático não garante, por si só, que a eficiência energética seja utilizada como um critério transversal de decisão. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já na <a href="https://ee1st.eu/resources/applying-energy-efficiency-first-in-transmission-grid-planning-and-cost-benefit-analysis-findings-from-the-enefirst-plus-croatian-pilot-case/" target="_blank" rel="noopener">Croácia</a>, o projecto avaliou a aplicação do princípio ao planeamento da rede de transporte de electricidade. A análise de um projecto de revitalização de uma linha de 220 kV permitiu testar uma metodologia de análise custo-benefício usada pelo operador croata HOPS. A experiência mostrou que a aplicação do EE1st não exclui a expansão ou modernização das redes, mas procura assegurar que as decisões são tomadas após a avaliação das alternativas relevantes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na <a href="https://ee1st.eu/resources/implementing-ee1st-in-heating-and-cooling-plans-findings-from-the-enefirst-plus-greek-pilot-case/" target="_blank" rel="noopener">Grécia</a>, o foco esteve nos planos de aquecimento e arrefecimento do edificado. A metodologia usada comparou soluções tecnológicas e medidas de eficiência energética, tendo em conta os respectivos custos e benefícios. Mais uma vez, os resultados apontaram para um desempenho favorável de várias soluções de eficiência energética, com destaque para as bombas de calor aerotérmicas, bem como outros soluções que integram sistemas fotovoltaicos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A abordagem desenvolvida na Grécia reforçou, assim, ser preciso avaliar as necessidades térmicas dos edifícios e as diferentes combinações tecnológicas possíveis antes de definir as opções de fornecimento de energia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por sua vez, um dos casos-piloto na <a href="https://ee1st.eu/resources/getting-small-end-users-part-of-demand-side-response-findings-from-the-enefirst-plus-polish-pilot-case/" target="_blank" rel="noopener">Polónia</a> centrou-se na participação dos pequenos consumidores em mecanismos de resposta da procura. Estes permitem ajustar o consumo às necessidades do sistema e podem constituir um recurso adicional para a gestão energética. A experiência polaca procurou identificar formas de ultrapassar barreiras à participação dos consumidores, sobretudo agregados familiares e outros pequenos utilizadores, para demonstrar que a flexibilidade do lado da procura também deve ser considerada no planeamento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O ENEFIRST+ deverá terminar no final deste mês. O IEECP espera que o projecto sirva para replicar as metodologias utilizadas nos casos-piloto noutros países europeus. Todavia, apesar de fornecerem uma base comum, a sua aplicação irá sempre depender dos enquadramentos regulatórios locais, das características dos sistemas energéticos, da capacidade das entidades públicas e dos mecanismos de financiamento disponíveis. </span></p>
<h6><b>O que está a impedir a aplicação do princípio?</b></h6>
<p><span style="font-weight: 400;">As experiências dos casos-piloto apontam para barreiras que ultrapassam a dimensão tecnológica, aponta o IEECP. Uma das dificuldades na aplicação do EE1st consiste na disponibilidade de informação, uma vez que comparar alternativas exige dados sobre consumos, custos, desempenho energético, evolução da procura e impactes ambientais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por outro lado, os diferentes benefícios nem sempre são considerados pela mesma entidade. Isto é, apesar dos benefícios para os consumidores, estas medidas de eficiência energética nem sempre são aprovadas se o seu valor global for superior ao benefício financeiro recebido por quem suporta o investimento inicial.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A fase final do ENEFIRST+ foi assinalada <a href="https://ieecp.org/2026/10/08/energy-efficiency-first-seeding-change-and-maximising-multiple-impacts-after-event-materials-enefirst-plus-and-seed-micat/" target="_blank" rel="noopener">num encontro</a>, em Bruxelas, no início deste mês, em que foram discutidos resultados e a importância de avaliar os múltiplos benefícios da eficiência energética. Para avaliar o impacto do projecto, o próximo passo será acompanhar a incorporação das metodologias nos procedimentos das entidades responsáveis, a revisão dos planos, a aprovação de medidas e os resultados obtidos com a sua execução. </span></p>
<p>Fotografia de destaque: © Pexels</p>
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		<title>Descarbonização dos edifícios e QAI em debate nas Jornadas de Climatização e Refrigeração</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/descarbonizacao-dos-edificios-e-qualidade-do-ar-interio-em-debate-nas-jornadas-de-climatizacao-e-refrigeracao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ines Malhado]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 12 Oct 2026 09:51:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ashrae]]></category>
		<category><![CDATA[climatização]]></category>
		<category><![CDATA[descarbonização]]></category>
		<category><![CDATA[ordem dos engenheiros]]></category>
		<category><![CDATA[REHVA]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A descarbonização dos edifícios e da indústria está a colocar novas exigências ao sector da climatização e da refrigeração, desde a escolha dos equipamentos e de fluidos frigorigéneos, até à qualificação dos profissionais. As 26.as Jornadas de Climatização e Refrigeração, que irão decorrer no próximo dia 15 de Outubro, em Lisboa, vão debater os desafios e as oportunidades da transição energética, com especial atenção à qualidade do ar interior (QAI) e à sustentabilidade. </p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/descarbonizacao-dos-edificios-e-qualidade-do-ar-interio-em-debate-nas-jornadas-de-climatizacao-e-refrigeracao/">Descarbonização dos edifícios e QAI em debate nas Jornadas de Climatização e Refrigeração</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><b>A descarbonização dos edifícios e da indústria está a colocar novas exigências ao sector da climatização e da refrigeração, desde a escolha dos equipamentos e de fluidos frigorigéneos, até à qualificação dos profissionais. As 26.as Jornadas de Climatização e Refrigeração, que irão decorrer no próximo dia 15 de Outubro, em Lisboa, vão debater os desafios e as oportunidades da transição energética, com especial atenção à qualidade do ar interior (QAI) e à sustentabilidade. </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A transição energética está a transformar o sector da climatização e da refrigeração, com novas exigências regulamentares sobre a redução dos consumos energéticos e a substituição progressiva de <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/gases-fluorados-fiscalizacao-e-transicao-para-alternativas-naturais-trazem-novos-desafios-para-o-sector/" target="_blank" rel="noopener">gases fluorados</a>, bem como a qualificação dos profissionais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Estes são alguns dos temas que vão estar no centro do debate das <a href="https://www.ordemdosengenheiros.pt/pt/eventos/26-as-jornadas-de-climatizacao-e-refrigeracao/" target="_blank" rel="noopener">26.as Jornadas de Climatização e Refrigeração</a>, organizadas pela Comissão de Especialização em Climatização e Refrigeração da Ordem dos Engenheiros, em colaboração com a secção nacional da Federação Europeia das Associações de Aquecimento, Ventilação e Ar Condicionado (REHVA, na sigla em inglês) e o capítulo português da Associação Americana de Engenheiros de Aquecimento, Refrigeração e Ar Condicionado (ASHRAE). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Na Europa, a EPBD [Directiva do Desempenho Energético dos Edifícios] e o Regulamento F-Gas [relativo aos gases fluorados com efeito de estufa] estão a influenciar diretamente a escolha dos equipamentos e das soluções técnicas a implementar”, refere, à </span><i><span style="font-weight: 400;">Edifícios e Energia</span></i><span style="font-weight: 400;">, Odete Almeida. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A coordenadora da Comissão de Especialização em Climatização e Refrigeração da Ordem dos Engenheiros acrescenta que, em Portugal, “um dos principais desafios é a existência de muitos edifícios antigos, nos quais a reabilitação energética exige um investimento significativo e nem sempre é fácil de executar”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A responsável alerta, por isso, para a necessidade de “encontrar um equilíbrio entre o cumprimento das exigências legais, os custos e a disponibilidade de técnicos qualificados no mercado”, o que se torna particularmente relevante num contexto de transformação tecnológica e de crescente complexidade dos sistemas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com o tema “Climatização e Refrigeração na Transição Energética: Qualidade Ambiental Interior e Sustentabilidade”, o evento, que irá decorrer a 15 de Outubro, no Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), em Lisboa, quer reunir especialistas, investigadores, projetistas, fabricantes, instaladores, gestores de edifícios, e representantes da indústria em torno dos desafios e das oportunidades da transição energética. </span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-38381" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/10/sem_titulo_1_7043047276a7464d2ae70c.png" alt="Jornadas Ordem dos Engenheiros" width="633" height="464" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/10/sem_titulo_1_7043047276a7464d2ae70c.png 573w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/10/sem_titulo_1_7043047276a7464d2ae70c-300x220.png 300w" sizes="(max-width: 633px) 100vw, 633px" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">No primeiro painel, Eduardo Maldonado, professor da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) e DRC da Região Europa XIV da ASHRAE, abordará a reabilitação dos edifícios e dos sistemas AVAC existentes para a descarbonização. A sessão contará também com uma apresentação de Chandra Sekhar, professor da Universidade Nacional de Singapura, dedicada à auditoria da QAI nos edifícios e ao conceito de zonas de sistemas. </span></p>
<h6><b>Bombas de calor, integrar renováveis e automação dos edifícios </b></h6>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre as soluções com potencial para acelerar a transição energética, Odete Almeida destaca as bombas de calor de elevada eficiência, sobretudo quando utilizam fluidos frigorigéneos com baixo potencial de aquecimento global. A recuperação de calor pode, igualmente, assumir um papel relevante em instalações com necessidades simultâneas de aquecimento e arrefecimento, nota a responsável. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A integração destes sistemas com fontes de energia renovável, como a solar fotovoltaica, permite também aumentar o aproveitamento da energia produzida localmente e reduzir o consumo de electricidade proveniente da rede, sublinha. Também “a utilização plena dos sistemas de automação [dos edifícios]” podem optimizar o funcionamento dos equipamentos, ajustando os horários e as condições de operação à ocupação dos espaços, e analisar os consumos.</span></p>
<h6><b>Novas competências para os profissionais </b></h6>
<p><span style="font-weight: 400;">A crescente complexidade dos sistemas exige também uma actualização das competências técnicas para </span><span style="font-weight: 400;">garantir que os trabalhos de instalação, comissionamento e manutenção são realizados por profissionais devidamente qualificados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para Odete Almeida, nos próximos anos os profissionais vão ter de reforçar os conhecimentos em ferramentas de simulação energética, modelação BIM e análise do comportamento térmico dos edifícios. Mas também “a capacidade de utilizar a inteligência artificial de forma crítica e responsável, </span><span style="font-weight: 400;">validando os resultados obtidos e garantindo a sua aplicação adequada a cada situação”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Em termos práticos, o reforço da competência do profissional passará por desenvolver continuamente os conhecimentos técnicos ao longo da carreira, articulando-os com a experiência no terreno, a capacidade de análise e o domínio das novas tecnologias”, afirma a responsável.</span></p>
<h6><b>Centros de dados, sistemas frigoríficos e QAI</b></h6>
<p><span style="font-weight: 400;">O programa das jornadas coloca em discussão a forma como a engenharia pode conciliar a eficiência energética e a descarbonização com a saúde e o bem-estar dos ocupantes dos edifícios. Além da vertente tecnológica, entre as questões identificadas pela organização estão a necessidade de garantir uma climatização acessível, combater a pobreza energética, optimizar a cadeia de frio e acelerar a adopção de refrigerantes naturais. O financiamento, o papel das políticas públicas e a eficiência dos sistemas são outras das dimensões que integram a programação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Estão previstos painéis dedicados aos centros de dados. Luís Pedro Duarte, presidente da Associação Portuguesa de Centros de Dados &#8211; Portugal DC, abordará o papel estratégico destas instalações na economia digital, enquanto Carlos Lisboa, fundador e CEO da Navitas Portugal, apresentará a perspectiva de um consultor sobre a modelação energética destas infra-estruturas, cujo funcionamento coloca exigências específicas ao consumo energético e à gestão térmica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já no período da tarde, Marco Madureira, engenheiro projectista da Chilltek, dedicada às instalações de refrigeração com dióxido de carbono. </span>Seguir-se-á uma apresentação de Ángel Ros Dolz, director de Área da Tewis Portugal, apresentará soluções de sistemas frigoríficos transcríticos com subarrefecimento mecânico inteligente.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">A programação abrange igualmente o controlo das condições ambientais interiores em edifícios com requisitos específicos. Michel Grabon, director de área de Data Centers da Carrier, apresentará o caso da Capela Sistina, no Vaticano. Já </span><span style="font-weight: 400;">Daniel Malveiro, responsável de soluções da Baxi Portugal, abordará soluções integradas de climatização para a transição energética, enquanto Vita Nils Baumann, director da unidade de negócio de gestão de produto da Delta Controls Alemanha, analisará o impacto dos sistemas BMS na transição digital.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A organização prevê também a distribuição de um livro técnico em língua portuguesa aos participantes, destinado a apoiar a consulta e a actualização de conhecimentos no sector. Por agora, as inscrições para as jornadas ainda estão abertas. </span></p>
<p>Fotografia de destaque: © iStock</p>
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		<title>Aliança para a Transição Energética prevê 134 milhões de euros em vendas até 2028</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/agenda-para-a-transicao-energetica-preve-134-milhoes-de-euros-em-vendas-ate-2028/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rita Galego]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Oct 2026 09:53:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[arquitectura]]></category>
		<category><![CDATA[edifícios]]></category>
		<category><![CDATA[Ordem dos Arquitectos]]></category>
		<category><![CDATA[parque edificado]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Agenda para a Transição Energética (ATE) fechou com um balanço de 68 activos de exploração, entre produtos, serviços, processos, protótipos e pilotos, a que associa um impacto económico estimado em 134 milhões de euros em vendas e 96 milhões de euros em exportações até 2028. Os resultados foram apresentados esta semana, no Porto, no encontro "Da Estratégia ao Legado", que assinalou o encerramento da agenda. ... </p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A <a href="https://aate.pt/agenda/" target="_blank" rel="noopener">Aliança para a Transição Energética (ATE)</a> fechou com um balanço de 68 activos de exploração, entre produtos, serviços, processos, protótipos e pilotos, a que associa um impacto económico estimado em 134 milhões de euros em vendas e 96 milhões de euros em exportações até 2028. Os resultados foram apresentados esta semana, no Porto, no encontro &#8220;Da Estratégia ao Legado&#8221;, que assinalou o encerramento da agenda.</strong></p>
<p>Entre os resultados estão 29 produtos prontos para entrar no mercado, 18 serviços comercializáveis, 12 processos concluídos, 10 protótipos e nove pilotos testados em ambiente real. Cerca de 30% das soluções já se encontram no mercado ou têm data prevista de entrada, o que, segundo a organização, mostra a evolução de parte dos projectos da fase de desenvolvimento tecnológico para a aplicação comercial.</p>
<p>O potencial económico assenta em soluções desenvolvidas em áreas como redes inteligentes, mobilidade eléctrica, sistemas de monitorização, equipamentos eléctricos, plataformas digitais e tecnologias para a gestão inteligente da energia.</p>
<h6><strong>Emprego qualificado e produção científica</strong></h6>
<p>Ao longo da execução da agenda foram contratados 834 profissionais, 65% dos quais para entidades do sistema científico e tecnológico e 35% para empresas. As contratações incidiram em áreas como engenharia, inteligência artificial, ciência de dados, digitalização, electrónica de potência, hidrogénio e sistemas energéticos.</p>
<p>No campo da ciência e da inovação, a agenda originou 219 artigos científicos, 51 teses e dissertações, 15 pedidos de patente e nove registos de marca. Realizaram-se ainda 43 demonstrações públicas de protótipos e pilotos, o que permitiu testar as soluções em contexto operacional e aproximar o desenvolvimento tecnológico das necessidades do mercado.</p>
<h6><strong>O impacte ambiental</strong></h6>
<p>As estimativas apontam para mais de 76 mil toneladas de dióxido de carbono equivalente de emissões evitadas depois de os produtos, processos e serviços chegarem ao mercado. As soluções incorporam princípios de eficiência energética, integração de energias renováveis e circularidade, com aplicação em redes eléctricas, indústria, edifícios e mobilidade eléctrica.</p>
<h6><strong>O começo de mais uma etapa</strong></h6>
<p>Para a <a href="https://aate.pt/agenda/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Aliança para a Transição Energética</strong></a>, os números demonstram a capacidade de transformar investigação e desenvolvimento em tecnologias, produtos e serviços com aplicação no mercado. Na sua leitura, a agenda reforçou a ligação entre empresas e sistema científico e tecnológico e criou condições para a valorização económica do conhecimento produzido.</p>
<p>Com o fim da agenda, surge uma nova fase para os projectos. Parte das soluções está já disponível para exploração comercial, enquanto outras se encontram em diferentes estádios de validação e industrialização. A concretização do potencial estimado depende agora da capacidade de avançar com processos de industrialização, certificação, internacionalização e expansão comercial.</p>
<p>A agenda ATE reuniu 77 entidades, entre as quais empresas, universidades, centros de investigação, CoLABs, centros tecnológicos, <i>clusters </i>e entidades públicas, reforçando as redes de colaboração entre ciência e indústria e criando competências nas áreas estratégicas da transição energética.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fotografia de destaque: © Magnific</p>
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		<item>
		<title>Cluster Habitat Sustentável reúne cadeia de valor para discutir os desafios da sustentabilidade</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/cluster-habitat-sustentavel-reune-cadeia-de-valor-para-discutir-os-desafios-da-sustentabilidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ines Malhado]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Oct 2026 08:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Cluster Habitat Sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[construção]]></category>
		<category><![CDATA[dap]]></category>
		<category><![CDATA[descarbonização]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://edificioseenergia.pt/?p=38321</guid>

					<description><![CDATA[<p>Como é que se pode transformar a sustentabilidade numa característica mensurável dos produtos, edifícios e empresas? Para António Baio Dias, presidente do Cluster Habitat Sustentável, a resposta passa por se usar ferramentas para quantificar a sustentabilidade, informação verificável e criar condições que permitam acelerar esta transição. Este é um dos temas em debate na conferência anual da organização, que promete juntar, dia 29 de Outubro em Coimbra, intervenientes de toda a cadeia de valor para discutir os desafios, bem como as soluções e abordagens capazes de responder às necessidades e exigências do futuro do sector. </p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/cluster-habitat-sustentavel-reune-cadeia-de-valor-para-discutir-os-desafios-da-sustentabilidade/">Cluster Habitat Sustentável reúne cadeia de valor para discutir os desafios da sustentabilidade</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><b>Como é que se pode transformar a sustentabilidade numa característica mensurável dos produtos, edifícios e empresas? Para António Baio Dias, presidente do Cluster Habitat Sustentável, a resposta passa por se usar ferramentas para quantificar a sustentabilidade, informação verificável e criar condições que permitam acelerar esta transição. Este é um dos temas em debate na conferência anual da organização, que promete juntar, dia 29 de Outubro em Coimbra, intervenientes de toda a cadeia de valor para discutir os desafios, bem como as soluções e abordagens capazes de responder às necessidades e exigências do futuro do sector. </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A sustentabilidade já não é uma questão recente para o sector da construção e do habitat. Mas, à medida que se multiplicam as exigências ambientais e as metas de descarbonização na Europa, surge um novo desafio: distinguir aquilo que é efectivamente sustentável daquilo que apenas é apresentado como tal. É neste ponto que o <a href="https://clusterhabitat.pt/" target="_blank" rel="noopener">Cluster Habitat Sustentável</a> tem procurado intervir. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Criada em 2007, a organização tem vindo a trabalhar com diferentes actores da cadeia de valor do habitat para promover a adopção de ferramentas que permitam quantificar e verificar os impactes ambientais dos produtos e processos. </span><span style="font-weight: 400;">O objectivo, explica António Baio Dias, é evitar que a sustentabilidade fique dependente de declarações genéricas ou de estratégias de marketing, ao mesmo tempo que se combate o </span><i><span style="font-weight: 400;">greenwashing</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“A nossa preocupação é que esta informação sobre a sustentabilidade seja sempre baseada em aspectos objetivos, em ferramentas normalizadas, e que possa ser verificada, em vez de uma simples informação de que um produto ou, portanto, um processo ou uma empresa é sustentável. Tem de ser quantificada, não chega dizer que o produto é sustentáve”, explica, à <em>Edifícios e Energia</em>, o presidente do Cluster Habitat Sustentável. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É neste contexto que o cluster promove, a 29 de Outubro, a <a href="https://clusterhabitat.pt/29-outubro-conferencia-do-cluster-habitat-sustentavel-2026/" target="_blank" rel="noopener">Conferência do Cluster Habitat Sustentável 2026</a>. O evento terá lugar no Departamento de Engenharia Civil da Universidade de Coimbra, reunindo profissionais, empresas, autarquias, entidades do sistema científico e tecnológico, entre outros intervenientes que pretendem contribuir para um habitat mais inovador, competitivo e sustentável.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na edição deste ano, o evento dá especial relevância à discussão dos desafios da sustentabilidade ao longo da cadeia de valor do habitat, de soluções e abordagens capazes de responder às necessidades e exigências do futuro do sector. A conferência pretende ser também uma oportunidade de </span><i><span style="font-weight: 400;">networking </span></i><span style="font-weight: 400;">e a troca de experiências entre os participantes, reforçando a cooperação entre os diferentes actores da cadeia de valor.</span></p>
<h6><strong>Acompanhar o produto ao longo do ciclo de vida</strong></h6>
<p><span style="font-weight: 400;">A preocupação passa por criar uma base objectiva para avaliar o desempenho ambiental, através de mecanismos como as Declarações Ambientais de Produto (DAP), que permita acompanhar o produto para lá da sua fase de fabrico, ao contabilidar os recursos utilizados, emissões e outros impactes ambientais ao longo do seu ciclo de vida. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Cluster Habitat Sustentável é o operador do Programa de Registo Europeu de DAP/EPD, sendo conhecido pela Agência para a Competitividade e Inovação (IPMEI) para a emissão de pareceres sobre candidaturas a projetos financiados de formação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Actualmente, a organização está a trabalhar numa ferramenta de cálculo da pegada carbónica que pretende tornar mais acessível a quantificação das emissões de dióxido de carbono associadas aos produtos. Face às DAP, que envolvem um conjunto mais alargado de indicadores, a nova abordagem procura concentrar-se especificamente nas emissões de CO2 ao longo do ciclo de vida.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">”Podemos ter aqui um passo mais rápido para chegar a um valor de emissões de CO2, que depois vai ser utilizado para a certificação energética dos edifícios”, revela António Baio Dias. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desta forma, caminha-se para uma avaliação dos edifícios que irá deixar de estar centrada apenas na energia consumida durante a utilização. A quantidade de carbono incorporado nos produtos e sistemas utilizados na construção pode assumir um peso maior na avaliação do desempenho ambiental dos edifícios, nota o responsável. Essa mudança surge em linha com as metas de emissões nulas em todos os novos edifícios a partir de 2030 e, posteriormente, em todo o parque edificado da União Europeia até 2050, como estabelece a Diretiva relativa ao Desempenho Energético dos Edifícios (EPBD).</span></p>
<h6><strong>Entre a ambição e a capacidade de resposta</strong></h6>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar da evolução registada, a transição está longe de ser simples. O Cluster Habitat Sustentável conta actualmente com cerca de 180 associados, abrangendo empresas de materiais e produtos para o habitat, arquitectos e projectistas, empresas de promoção imobiliária, instituições de ensino e autarquias. Para António Baio Dias, esta adesão demonstra uma evolução positiva. “É um trabalho de alguma forma lento, mas com passos seguros e regulares”, afirma.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">António Baio Dias nota, sobretudo, uma preocupação das empresas associadas em melhorar o seu consumo de energia durante a produção. </span><span style="font-weight: 400;">Entre as estratégias que começam a ganhar espaço estão a utilização de energias renováveis, sobretudo sistemas fotovoltaicos, e a procura de combustíveis com menores emissõe, sublinha. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><span style="font-weight: 400;">Há também uma interação com o setor primário, a agricultura, cujos resíduos podem ser transformados em energia, em biogás, que depois é transformado em biometano. As empresas que fazem recolha de resíduos sólidos urbanos também estão a procurar transformar esses resíduos em energia. Portanto, há muitas acções que estão a ser levadas a cabo no sentido de ter produtos mais sustentáveis”, exemplifica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas a capacidade de resposta das empresas não depende apenas da sua vontade de mudar. Um dos principais obstáculos está precisamente na disponibilidade das alternativas tecnológicas e energéticas e nas condições económicas necessárias à sua adopção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“É uma mudança que depende de quem produz, mas depende também do Estado querer fomentar e auxiliar o início de um novo processo. Estamos a falar de mudanças radicais. Neste momento, as empresas querem mudar porque há essa necessidade, mas não conseguem porque estas novas soluções não existem no mercado. E quando se criam são sempre mais caras. É necessário algum apoio e ncentivo para que essas mudanças ocorram. Se não houver, é difícil de fazer essas mudanças”, adverte o responsável. </span></p>
<h6><strong>Uma transição a várias velocidades</strong></h6>
<p><span style="font-weight: 400;">Há ainda uma outra dimensão neste processo a ter em conta: a competitividade da indústria europeia. À medida que aumentam as exigências ambientais aplicadas às empresas europeias, o António Baio Dias alerta para o risco de estas ficarem em desvantagem face a concorrentes externos sujeitos a regras diferentes. Se os custos associados a esta transição forem suportados apenas pelos produtores europeus, corre-se o risco de aumentar a deslocalização de empresas nacionais para mercados com menores exigências.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> “A Europa pode ficar numa situação de consumo e não de produção”, resume o presidente do Cluster, defendendo uma maior valorização da indústria europeia e regras que assegurem condições de concorrência mais equilibradas. </span></p>
<h6><strong>Combater o <i>greenwashing</i></strong></h6>
<p><span style="font-weight: 400;">É também neste contexto que ganha importância o combate ao </span><i><span style="font-weight: 400;">greenwashing</span></i><span style="font-weight: 400;">. A preocupação deverá tornar-se ainda mais relevante com a evolução da regulamentação europeia e com a futura introdução de mecanismos como o passaporte digital dos produtos (DPP). Embora a sua aplicação ao sector da construção ainda esteja a ser concretizada, a tendência aponta para uma maior disponibilidade de informação sobre os produtos, incluindo aspectos relacionados com emissões, energia e consumo de recursos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Directiva (UE) 2024/825, que reforça a protecção dos consumidores contra práticas de </span><i><span style="font-weight: 400;">greenwashing</span></i><span style="font-weight: 400;"> e estabelece novas regras para as alegações ambientais e os rótulos de sustentabilidade, deveria ter sido transposta para as legislações nacionais até ao final de Março deste ano para ser aplicada a partir de Setembro.  Portugal está entre os países que, segundo a Comissão Europeia, ainda não tinham comunicado a transposição completa. “Aguardamos com ansiedade essa transposição porque é fundamental”, afirma António Baio Dias. </span></p>
<h6><strong>Uma conferência para cruzar perspectivas</strong></h6>
<p><span style="font-weight: 400;">Mais do que apresentar uma visão única sobre sustentabilidade, o programa da conferência deste ano procura colocar em diálogo diferentes intervenientes da cadeia de valor. O evento contará com intervenções dedicadas ao valor económico da sustentabilidade, ao futuro da certificação dos edifícios e às práticas de sustentabilidade nas organizações, seguindo-se uma mesa-redonda com representantes da academia, indústria, arquitectura e projecto, promoção imobiliária e administração local.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A escolha dos intervenientes reflecte, aliás, uma das ideias centrais defendidas pelo Cluster: a transformação do habitat não poderá ser feita isoladamente por um único sector. Fabricantes de materiais, arquitectos, projectistas, promotores, academia e municípios enfrentam problemas diferentes, mas as suas decisões estão interligadas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A conferência pretende também dar espaço às soluções concretas que estão já a ser testadas. “Vão ser apresentados casos práticos de sucesso, o que é que fizeram, como é que resolveram situações e que podem ser, de alguma forma, utilizadas por outros actores da cadeia de valor para que possam também melhorar”, conclui António Baio Dias.</span></p>
<p>Fotografia de destaque: © Shutterstock</p>
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