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	<title>Pesquisou por solar térmico - Edificios e Energia</title>
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	<description>A Revista especializada de referência nos sectores de AVAC, eficiência energética, materiais de construção e edifícios.</description>
	<lastBuildDate>Tue, 04 Aug 2026 15:46:00 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Pesquisou por solar térmico - Edificios e Energia</title>
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		<title>Habitação social de energia positiva nos Alpes</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/habitacao-social-de-energia-positiva-nos-alpes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Margarida Fialho]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Aug 2026 08:00:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[edifícios]]></category>
		<category><![CDATA[eficiência energética]]></category>
		<category><![CDATA[energia positiva]]></category>
		<category><![CDATA[pegada carbónica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A NEUE HEIMAT TIROL (NHT) gere cerca de 22 700 apartamentos. A sua actividade decorre sob um regime austríaco de habitação sem fins lucrativos particularmente exigente, o que condiciona o desenho, a operação e a manutenção do parque imobiliário. É precisamente nessa tensão entre missão social, sustentabilidade e custo controlado que a NHT tem vindo a transformar a eficiência energética num instrumento de política habitacional.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/habitacao-social-de-energia-positiva-nos-alpes/">Habitação social de energia positiva nos Alpes</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong><em>Este artigo foi originalmente publicado na <a href="https://leitor.medialine.pt/reader.html?p=edificiosenergia&amp;v=principal&amp;e=165" target="_blank" rel="noopener">edição nº 165 da Edifícios e Energia</a> (Maio/Junho 2026).</em></strong></p>
<p>A NEUE HEIMAT TIROL (NHT) gere cerca de 22 700 apartamentos. A sua actividade decorre sob um regime austríaco de habitação sem fins lucrativos particularmente exigente, o que condiciona o desenho, a operação e a manutenção do parque imobiliário. É precisamente nessa tensão entre missão social, sustentabilidade e custo controlado que a NHT tem vindo a transformar a eficiência energética num instrumento de política habitacional. Falámos com Harald Konrad Malzer, Chefe de Pesquisa e Desenvolvimento, Garantia da Qualidade em Eficiência Energética e Sustentabilidade do NHT, que se dedica há mais de 20 anos à “protecção climática através da construção.”</p>
<h5><strong>O ponto de partida: construir melhor para gastar menos ao longo de décadas</strong></h5>
<p>O ponto de partida da NHT é, simultaneamente, técnico e social. Na prática, isto significa pensar o edifício ao longo de todo o ciclo de vida e não apenas no momento da obra. A orientação para custos operacionais baixos, especialmente no aquecimento, surge como consequência directa de uma estratégia pensada para o longo prazo.</p>
<p>Essa lógica está bem patente no histórico da organização. Em 1997, a NHT construiu o primeiro projecto próximo da Passive House, o conjunto habitacional de Mitterweg, com uma necessidade de aquecimento de 21 kWh/m²a. Em 2000, avançou com Lohbach, já em 17 kWh/m²a, e, em 2009, entregou Lodenareal, o primeiro conjunto certificado de Passive House com 200 apartamentos.</p>
<p>“Desde 2011, temos vindo a construir de acordo com a norma Passive House, muito mais eficiente, estabelecida pelo Passive House Institute (Darmstadt), enquanto a norma nacional (segundo o OIB &#8211; Instituto Austríaco de Engenharia Civil) foi, durante muito tempo, muito menos exigente e ainda hoje apenas oferece a ventilação residencial com recuperação de calor como opção. Assim, na NHT, trabalhamos em contraste directo com os requisitos nacionais de eficiência, que são demasiado baixos”, explica.</p>
<p>Este ano, segundo os dados mais recentes da organização, mais de 7500 apartamentos foram construídos segundo as normas Passive House.</p>
<h5><strong>Da passive house à passive house premium</strong></h5>
<p>É neste contexto que se deve ler “o salto” para o conceito de edifício de energia positiva. Harald Konrad Malzer descreve o novo projecto residencial em construção no coração de Innsbruck como um edifício sem fins lucrativos que reúne oito pisos e 42 unidades habitacionais para 96 jovens residentes.</p>
<p>“Embora relativamente discreto por fora (não é um daqueles projectos emblemáticos chamativos e dourados), este edifício esconde no seu interior o sonho que todos partilhamos: Uma casa que gera mais energia do que consome!”.</p>
<p>O arquitecto explica-nos o que é necessário para tornar este sonho realidade:</p>
<p>• “Máxima eficiência energética, através do Passive House PREMIUM (construção altamente isolada com pontes térmicas mínimas e perda de calor mínima através da envolvente do edifício);</p>
<p>• Consumo mínimo de energia (electrodomésticos e iluminação de alta eficiência; recuperação de calor do ar interior; recuperação de calor da água quente; geração de calor de alta eficiência);</p>
<p>• Sombreamento solar passivo suficiente para proteger contra o sobreaquecimento no Verão, mas permitindo o máximo ganho solar possível no Inverno;</p>
<p>• Maximização da geração de energia renovável no edifício (painéis fotovoltaicos independentes no telhado (BAPV) e painéis fotovoltaicos integrados na fachada (BIPV));</p>
<p>• Um sistema de armazenamento sazonal de energia (o excesso de energia renovável gerado no Verão deve ser transferido com segurança para o Inverno, com requisitos mínimos de espaço e o mínimo de perdas possível);</p>
<p>• E, finalmente, um promotor imobiliário empenhado e, claro, residentes inteligentes.”</p>
<p>Algo que vai ser testado neste projecto é perceber se tudo isto funciona na região alpina, onde as condições climáticas são mais adversas. “Teremos de esperar para ver. É por isso que temos o apoio de um projecto de investigação europeu HORIZON focado precisamente nisto: REN+HOMES &#8211; casas de energia renovável plus”, explica.</p>
<p>A opção pela classe Passive House PREMIUM não é estética, mas sim estrutural. De acordo a NHT, a organização já tinha realizado o primeiro Passivhaus Plus certificado na Áustria e deu o passo seguinte com dois edifícios de energia zero no centro de Innsbruck, certificados segundo as orientações do Passive House Planning Package (PHPP) do Passive House Institute. Nesse enquadramento, a introdução da categoria PREMIUM significa trabalhar com uma exigência superior em termos de energia primária renovável, eficiência global e capacidade de produção no próprio edifício.</p>
<h5><strong>A envolvente térmica continua a ser o primeiro sistema energético</strong></h5>
<p>Quando questionado sobre o papel da envolvente térmica, Malzer destaca esta componente como “uma das mais importantes”, porque “impede a perda massiva de calor durante a época de aquecimento (nos Invernos frios dos Alpes, que persistem apesar da crise climática), mas também protege contra o sobreaquecimento no Verão. O isolamento funciona tanto em climas frios como quentes. Sem um isolamento adequado, com as dimensões correctas, ecológico e, ao mesmo tempo, altamente rentável, as restantes medidas necessárias teriam de ser sobredimensionadas de forma antieconómica.”</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-37602 size-large" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/08/RH_Austrian-Demo_PV-facade01_@NHT-Pauli-1024x768.jpg" alt="" width="800" height="600" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/08/RH_Austrian-Demo_PV-facade01_@NHT-Pauli-1024x768.jpg 1024w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/08/RH_Austrian-Demo_PV-facade01_@NHT-Pauli-300x225.jpg 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/08/RH_Austrian-Demo_PV-facade01_@NHT-Pauli-768x576.jpg 768w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/08/RH_Austrian-Demo_PV-facade01_@NHT-Pauli-1536x1152.jpg 1536w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/08/RH_Austrian-Demo_PV-facade01_@NHT-Pauli-2048x1536.jpg 2048w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /></p>
<p>No demo austríaco, a construção da envolvente térmica inclui isolamento, janelas triplas na camada de isolamento, execução com pontes térmicas reduzidas e elevada estanquidade ao ar, tudo segundo o padrão Passive House PREMIUM. São 28 centímetros de lã mineral ecológica na parede exterior, instalação complexa das janelas sem pontes térmicas e continuidade térmica cuidada nas zonas de ligação às loggias.</p>
<p>A importância desta abordagem é também visível no trabalho histórico da NHT em reabilitação. No projecto FP7 SINFONIA, a organização reabilitou cerca de 50 000 metros quadrados de edifícios residenciais dos anos 1930 a 1980, com redução do consumo energético até 80% e integração forte de fontes renováveis no local, como fotovoltaico, solar térmico e bombas de calor. Ou seja, a eficiência da envolvente não é um gesto isolado, mas sim a base de uma estratégia de descarbonização do parque edificado.</p>
<h5><strong>BAPV e BIPV: usar o telhado e a fachada como geradores</strong></h5>
<p>Para a primeira Passive House PREMIUM da NHT teve de se dar um passo além, como refere Malzer. “Na realidade, trata-se de painéis fotovoltaicos bastante comuns, com cerca de 440 Wp por painel. O único requisito é que os painéis instalados na fachada cumpram normas específicas de segurança contra incêndios. Este é o primeiro projecto da NHT a incluir painéis fotovoltaicos montados na fachada. Até agora, a utilização plena do nosso espaço no telhado tem sido suficiente para cumprir a norma de construção Passive House PLUS da NHT”. A fronteira deixou de ser apenas o consumo e passou a ser a capacidade do próprio edifício para produzir excedentes.</p>
<p>O telhado do demo austríaco recebeu BAPV com cobertura extensiva ajardinada e claraboia central para as áreas comuns, enquanto as fachadas Sul, Este e Oeste passaram a integrar BIPV.</p>
<h5><strong>Armazenar o Verão para o Inverno</strong></h5>
<p>O armazenamento sazonal de hidrogénio é “apenas uma bateria”, mas que tem um papel fundamental no sistema energético global: “Para satisfazer a procura, que se mantém elevada durante a época de aquecimento, utilizando o excedente de energia dos meses de Verão, ou para nos adaptarmos melhor à oferta fluctuante de energia renovável em climas mais quentes, precisamos de instalações de armazenamento sazonal. Estas lacunas de ‘energia’ renovável têm de ser colmatadas através de soluções de armazenamento de energia seguras, sustentáveis e eficientes, que possam ser produzidas a partir de matérias-primas europeias, com perdas de energia mínimas e a um custo razoável.”</p>
<p>O ponto decisivo, segundo Malzer, é que o hidrogénio não é armazenado sob a forma de gás, mas ligado molecularmente num pó especial de hidreto metálico. Esta solução evita a compressão energética pesada associada a pressões elevadas e procura tornar o armazenamento mais seguro, reciclável e compatível com uma utilização em contexto habitacional. O objectivo é reduzir perdas, melhorar a densidade energética útil e encontrar uma solução realmente adequada para a escala do edifício.</p>
<p>Este armazenamento “poderia ser utilizado para construir um edifício independente da rede. No entanto, para um edifício no centro da cidade, isso seria um completo disparate”, descreve o arquitecto. “Em vez disso, um sistema de armazenamento deste tipo permite-nos alcançar um elevado nível de flexibilidade da rede. Por outras palavras, minimizamos a pressão sobre a rede quando há um elevado volume de energia renovável e aliviamos a pressão sobre a rede quando a procura de energia é geralmente elevada.”</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-37603 size-large" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/08/RH_Austrian-Demo_PV-roof01_@NHT-Pauli-1024x768.jpg" alt="" width="800" height="600" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/08/RH_Austrian-Demo_PV-roof01_@NHT-Pauli-1024x768.jpg 1024w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/08/RH_Austrian-Demo_PV-roof01_@NHT-Pauli-300x225.jpg 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/08/RH_Austrian-Demo_PV-roof01_@NHT-Pauli-768x576.jpg 768w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/08/RH_Austrian-Demo_PV-roof01_@NHT-Pauli-1536x1152.jpg 1536w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/08/RH_Austrian-Demo_PV-roof01_@NHT-Pauli-2048x1536.jpg 2048w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /></p>
<p>“Em simultâneo, o próprio edifício deve gerir o consumo desta energia com a máxima eficiência (isto inclui uma redução significativa das necessidades de aquecimento e refrigeração através de uma arquitectura inteligente, sensível ao clima e atraente, bem como de um invólucro do edifício adequado; um sistema de ventilação com recuperação de calor de alta eficiência (mais de 90%), recuperação passiva de calor das águas residuais (cerca de 50%); só assim poderemos alcançar um elevado grau de autossuficiência e, consequentemente, aliviar o encargo financeiro dos nossos inquilinos a longo prazo.”</p>
<h5><strong>O papel das bombas de calor e da geotermia superficial</strong></h5>
<p>A lógica do sistema não se esgota no armazenamento. Malzer destaca a bomba de calor central alimentada por águas subterrâneas, descrevendo a tecnologia como uma combinação extremamente eficaz entre electricidade renovável e conversão térmica. Na sua formulação, a bomba de calor converte uma parte de electricidade em até seis partes de calor, desde que a fonte seja estável, a temperatura de descarga seja baixa e o cálculo da carga térmica seja rigoroso. “Parece uma daquelas típicas farsas das redes sociais, mas é verdade! A tecnologia das bombas de calor é realmente algo mágico. Na verdade, todos nós sempre tivemos uma bomba de calor nas nossas casas! É o frigorífico &#8211; estamos simplesmente a usar o princípio ao contrário aqui”, remata.</p>
<p>Este projecto austríaco incluiu a conceção e execução do poço de extracção e de retorno das águas subterrâneas para a bomba de calor central, incluindo as aprovações oficiais necessárias. Este tipo de solução reforça a ideia de que a eficiência energética não depende apenas de equipamentos de alto rendimento, mas sim da articulação entre edifício, terreno, recursos locais e enquadramento regulatório.</p>
<h5><strong>Recuperação de calor: do ar interior à água do duche</strong></h5>
<p>Malzer descreve o sistema de recuperação de calor da água do duche como simples e economicamente interessante: um tubo coaxial de cobre transfere o calor da água residual para a água fria ao longo de cerca de dois metros, pré-aquecendo-a de forma passiva. “Isto significa que, se eu começar a tomar banho a 36 °C através da misturadora termostática, o permutador de calor coaxial transfere o seu calor residual para a água fria a 10-13 °C em 10 segundos, pré-aquecendo-a até 25 °C. Assim, a misturadora termostática só precisa de adicionar uma pequena quantidade adicional de água quente para manter a temperatura desejada de 36 °C”. Este processo pode permitir poupanças de até 50% na água quente, precisamente porque a maior parte do consumo doméstico ocorre no duche e o sincronismo entre consumo e recuperação é muito favorável.</p>
<p>Também a ventilação surge como um elemento de conforto e de equidade habitacional. Malzer refere que a ventilação central com recuperação de calor é padrão na NHT desde 2011, e que a sua introdução foi consolidada depois do sucesso do Lodenareal, na Áustria. O inquérito aos inquilinos realizado seis meses após a ocupação desse conjunto, com 95% de respostas positivas, é usado como prova de que a eficiência energética, quando bem resolvida, melhora também a qualidade de vida.”</p>
<p><img decoding="async" class="size-large wp-image-37604 aligncenter" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/08/RENHOMES_System-schema_@NHT-1024x575.jpg" alt="" width="800" height="449" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/08/RENHOMES_System-schema_@NHT-1024x575.jpg 1024w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/08/RENHOMES_System-schema_@NHT-300x169.jpg 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/08/RENHOMES_System-schema_@NHT-768x432.jpg 768w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/08/RENHOMES_System-schema_@NHT-1536x863.jpg 1536w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/08/RENHOMES_System-schema_@NHT-2048x1151.jpg 2048w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /></p>
<h5><strong>Eficiência energética como política social</strong></h5>
<p>“Construir com eficiência energética é construir de forma socialmente responsável”, diz Malzer. A frase sintetiza a tese central da NHT: baixos consumos não são apenas uma meta ambiental, são um mecanismo de protecção contra a volatilidade dos preços da energia e contra a exclusão habitacional.</p>
<p>“Perante a crise climática, as crises políticas e militares que já se avizinham em todo o mundo em consequência disso, a necessidade de uma nova distribuição de recursos (sim, voltámos à Idade Média), os fluxos migratórios globais que não se deterão nas fronteiras da Europa, a futura desvalorização monetária e tudo o que mais possa estar por vir, já não podemos dar-nos ao luxo de construir edifícios que não cumpram os mais elevados padrões de eficiência e sustentabilidade e incluindo a reciclabilidade, no nosso ambiente. Fazer o contrário é altamente irresponsável e faz parte do problema. É tão simples quanto isso.”</p>
<p>Os números apresentados ajudam a perceber essa posição. A NHT afirma gerir cerca de 7500 apartamentos Passive House e que, durante a recente crise energética, enquanto muitos inquilinos austríacos dependentes de gás viram custos mensais adicionais de até 300 euros, os seus residentes enfrentaram acréscimos na ordem dos 15 a 25 euros. Para Malzer, a diferença não é marginal, mas sim uma prova de que o investimento em eficiência se traduz em resiliência económica para os moradores.</p>
<p>O próprio novo edifício segue essa lógica. A habitação em Innsbruck é pensada para jovens com recursos financeiros limitados, que entrarão no edifício em Janeiro de 2027. A expectativa é que a produção própria de energia, associada ao sistema de armazenamento sazonal e à envolvente de alto desempenho, anule ou reduza drasticamente os custos energéticos relevantes para o uso habitacional.</p>
<p>Quando confrontado com a pergunta sobre o futuro dos edifícios, Malzer evita respostas fáceis. Diz que a transformação terá de começar nas pessoas, no que estão dispostas a fazer e no grau de consumo que aceitam abandonar para reencontrar uma qualidade de vida mais real. Para este director, a tecnologia pode ajudar, mas não substitui a mudança cultural e política. “Talvez isso dependa menos da tecnologia e dos sistemas inteligentes que usamos, ou mesmo da inteligência artificial, e mais, no final, de nós próprios. Do que podemos prescindir juntos, e até que ponto cada um de nós pode reduzir o consumo para redescobrir a verdadeira qualidade de vida de que tantas vezes sentimos falta? A tecnologia não vai resolver o problema, mas, se usada com sabedoria e moderação, pode dar-nos um apoio significativo neste esforço”.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-37605 aligncenter" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/08/Captura-de-ecra-2026-08-04-164023-1024x598.png" alt="" width="800" height="467" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/08/Captura-de-ecra-2026-08-04-164023-1024x598.png 1024w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/08/Captura-de-ecra-2026-08-04-164023-300x175.png 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/08/Captura-de-ecra-2026-08-04-164023-768x449.png 768w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/08/Captura-de-ecra-2026-08-04-164023.png 1212w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /></p>
<h5><strong>Entre a engenharia e a responsabilidade pública</strong></h5>
<p>O caso da NHT mostra que a transição energética no edificado não depende apenas de novos materiais ou sistemas, mas da capacidade de integrar inovação com responsabilidade pública. A organização opera num quadro de habitação sem fins lucrativos, com forte foco em custos de exploração baixos, e faz da investigação uma ferramenta para proteger os moradores da volatilidade energética e das consequências sociais da crise climática. Ao mesmo tempo, os seus projectos demonstram que a descarbonização do parque imobiliário pode ser construída a partir da normalidade do uso habitacional, sem sacrificar conforto ou funcionalidade.</p>
<p>É por isso que o projecto em Innsbruck merece atenção para lá do seu carácter experimental. Ele condensa uma mudança de paradigma: a envolvente deixa de ser apenas uma barreira térmica e passa a ser parte da produção energética; o telhado deixa de ser um suporte e torna-se gerador; a fachada deixa de ser só imagem e converte-se em infraestrutura; a água do duche deixa de ser um resíduo e passa a ser recurso; e a habitação social deixa de ser apenas resposta à carência para se afirmar como laboratório de resiliência climática.</p>
<p>O que este projecto tenta demonstrar é que a energia positiva não é um luxo de vanguarda, mas uma hipótese concreta para o futuro da habitação, mesmo em contexto alpino e mesmo sob condições de forte contenção económica. E, tal como Harald Konrad Malzer refere, isso é uma questão de engenharia e de consciência cívica: eficiência, sim, mas sempre ao serviço de uma ideia mais ampla de responsabilidade social e climática.</p>
<p>Fotografia de destaque: © NHT</p>
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			</item>
		<item>
		<title>COLD SURFACE: projecto europeu quer reduzir até 2º C a temperatura dos edifícios no Verão</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/cold-surface-projecto-europeu-quer-reduzir-ate-2c-a-temperatura-dos-edificios-no-verao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rita Galego]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Jul 2026 08:29:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://edificioseenergia.pt/?p=37535</guid>

					<description><![CDATA[<p>Todos os verões, as fachadas, os telhados e os pavimentos das cidades absorvem grande parte da radiação solar, funcionando como acumuladores de calor. O fenómeno aumenta a necessidade de refrigeração dos edifícios, disparando o consumo de energia e as emissões associadas. É este problema que o projecto COLD SURFACE se propõe resolver através do desenvolvimento de materiais fotoluminescentes capazes de manter as fachadas mais frias. </p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/cold-surface-projecto-europeu-quer-reduzir-ate-2c-a-temperatura-dos-edificios-no-verao/">COLD SURFACE: projecto europeu quer reduzir até 2º C a temperatura dos edifícios no Verão</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span data-contrast="auto">Todos os verões, as fachadas, os telhados e os pavimentos das cidades absorvem grande parte da radiação solar, funcionando como acumuladores de calor. O fenómeno aumenta a necessidade de refrigeração dos edifícios, disparando o consumo de energia e as emissões associadas. É este problema que o projecto COLD SURFACE se propõe resolver através do desenvolvimento de materiais fotoluminescentes capazes de manter as fachadas mais frias.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<h5 aria-level="2"><b><span data-contrast="auto">Como funcionam as fachadas fotoluminescentes</span></b><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;134245418&quot;:true,&quot;134245529&quot;:true,&quot;335559738&quot;:299,&quot;335559739&quot;:299}"> </span></h5>
<p><span data-contrast="auto">Contrariamente a outras soluções que se limitam a reflectir a radiação solar, os materiais desenvolvidos pelo COLD SURFACE funcionam de forma diferente: absorvem parte da radiação ultravioleta e reemitem-na como luz visível, reduzindo assim a energia que se transforma em calor. </span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Segundo Manuel Asensio, investigador em Construção e Energias Renováveis no Centro de Tecnologia de Plásticos (AIMPLAS) localizado em Valência, &#8220;o projecto COLD SURFACE está a promover uma nova geração de envolventes arquitectónicas capazes de se manterem mais frias através da utilização de materiais fotoluminescentes avançados&#8221;. Estas soluções, explica o investigador, &#8220;são concebidas para captar parte da radiação ultravioleta e transformá-la em luz visível, reduzindo assim a energia convertida em calor e limitando o aquecimento das superfícies expostas ao sol&#8221;.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A equipa está também a ter em conta as restrições europeias a matérias-primas críticas: &#8220;estamos também a trabalhar no desenvolvimento de compostos luminescentes que evitem a utilização de terras raras, consideradas matérias-primas críticas para a Europa, ao mesmo tempo que melhoram a sua durabilidade e compatibilidade com materiais de construção como o betão&#8221;, acrescenta Asensio.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<h5 aria-level="2"><b><span data-contrast="auto">Menos 2°C nas fachadas, menos 10% no consumo de arrefecimento</span></b><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;134245418&quot;:true,&quot;134245529&quot;:true,&quot;335559738&quot;:299,&quot;335559739&quot;:299}"> </span></h5>
<p><span data-contrast="auto">Coordenado pela construtora URDECON, com a participação da AIMPLAS e do Instituto Eduardo Torroja de Ciências da Construção (IETCC-CSIC), o projecto tem objectivos numéricos bem definidos: reduzir a temperatura da superfície das envolventes dos edifícios até 2°C, e diminuir entre 5% e 10% a procura energética associada ao arrefecimento dos edifícios, contribuindo, desta forma, para mitigar o efeito de ilha de calor urbana.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Este fenómeno, que se traduz em temperaturas mais elevadas nas cidades face às áreas circundantes devido à concentração de materiais que absorvem e armazenam calor, aumenta o consumo de energia, reduz o conforto térmico e agrava o impacto das ondas de calor nas populações urbanas.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Um dos desafios do projecto vai além da própria tecnologia: também é preciso criar formas de a testar. Segundo Gloria Pérez, do IETCC-CSIC, &#8220;não existem actualmente metodologias amplamente estabelecidas para avaliar este tipo de material em aplicações na construção civil&#8221;. Por isso, explica, &#8220;o projecto irá gerar novos protocolos de teste e simulação que nos ajudarão a compreender melhor o seu potencial para reduzir as temperaturas dos edifícios e combater o efeito de ilha de calor urbana&#8221;.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Esta componente de investigação metodológica é, segundo os responsáveis do projecto, tão importante quanto o próprio material. Ao desenvolver protocolos próprios de simulação e caracterização, a equipa espera gerar conhecimento que facilite a futura adopção destas soluções pelo sector da construção civil.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<h5 aria-level="2"><b><span data-contrast="auto">Do laboratório para a construção real</span></b><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;134245418&quot;:true,&quot;134245529&quot;:true,&quot;335559738&quot;:299,&quot;335559739&quot;:299}"> </span></h5>
<p><span data-contrast="auto">Para validar a tecnologia fora do ambiente controlado do laboratório, o COLD SURFACE vai desenvolver demonstradores à escala real, que permitirão avaliar o desempenho destas novas envolventes em condições reais de funcionamento e em diferentes alturas do ano. Segundo Antonio Jesús Martínez, director de Inovação da URDECON, empresa que coordena o projecto, &#8220;um dos principais objectivos do COLD SURFACE é validar esta tecnologia em soluções de construção reais e obter dados que facilitem a sua futura adopção no mercado&#8221;. </span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">O objectivo final é &#8220;desenvolver sistemas de envolvimento de edifícios que ajudem a reduzir o sobreaquecimento dos edifícios e forneçam novas ferramentas para enfrentar os desafios impostos pelas alterações climáticas nas cidades&#8221;.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p>Fotografia de destaque: © Pexels</p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/cold-surface-projecto-europeu-quer-reduzir-ate-2c-a-temperatura-dos-edificios-no-verao/">COLD SURFACE: projecto europeu quer reduzir até 2º C a temperatura dos edifícios no Verão</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
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		<title>Serão os edifícios flutuantes o futuro do crescimento urbano?</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/serao-os-edificios-flutuantes-o-futuro-do-crescimento-urbano/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Margarida Fialho]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Jul 2026 09:23:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[edifícios]]></category>
		<category><![CDATA[edifícios flutuantes]]></category>
		<category><![CDATA[pegada carbónica]]></category>
		<category><![CDATA[schoonschip]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Já se imaginou a viver por cima de água num edifício flutuante? Que benefícios traz? Quais os desafios? A abordagem tem vindo a ser desenvolvida, tendo já casos práticos úteis, como o de Schoonschip, em Amesterdão, onde existe a comunidade flutuante mais sustentável da Europa, e que podem ser replicados em países como Portugal.</p>
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<p class="has-text-align-center has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-607f0078ea6bfe9353b04d8ddfb1d1ca wp-block-paragraph" style="font-size:14px;font-style:italic;font-weight:500;letter-spacing:0px"></p>


<p style="text-align: center;"><strong><em>Este artigo foi originalmente publicado na <a href="https://leitor.medialine.pt/reader.html?p=edificiosenergia&amp;v=principal&amp;e=164" target="_blank" rel="noopener">edição nº 164 da Edifícios e Energia</a> (Março/Abril 2026).</em></strong></p>
<p><strong>Já se imaginou a viver por cima de água num edifício flutuante? Que benefícios traz? Quais os desafios?</strong></p>
<p>Num contexto de subida do nível da água do mar, de pressão sobre o solo urbano e a necessidade de reduzir as emissões de carbono e os custos operacionais dos edifícios, os projectos de urbanismo aquático têm vindo a ganhar expressão como alternativa técnica e estratégica. Ao deslocar parte da densidade urbana para plataformas flutuantes ou estruturas anfíbias, cria-se a oportunidade de repensar fundações, envolventes térmicas, redes energéticas e modelos de manutenção, não como adaptações provisórias, mas sim como sistemas concebidos desde a origem para o desempenho, a durabilidade e poupança energética.</p>
<p>A abordagem tem vindo a ser desenvolvida, tendo já casos práticos úteis, como o de Schoonschip, em Amesterdão, onde existe a comunidade flutuante mais sustentável da Europa, e que podem ser replicados em países como Portugal.</p>
<h5><strong>Da arquitectura ao HCPE: a cidade como um &#8220;sistema vivo&#8221;</strong></h5>
<p>A evolução conceptual é bem expressa por Koen Olthuis, fundador da Waterstudio, uma empresa de arquitectura que vê na água uma solução para enfrentar os desafios do presente e do futuro das cidades. “Sou arquitecto e urbanista, mas o meu trabalho evoluiu para aquilo a que chamo HCPE (Hydro-City Performance Engineering), um método e uma mentalidade que encaram a cidade como um sistema vivo, passível de ser medido, diagnosticado e melhorado”, define. “É também por isso que costumo dizer: sou um médico da cidade e utilizo a água como medicamento.”</p>
<p>A água deixou, assim, de ser apenas paisagem ou um factor de risco ou ameaça. É também um factor essencial para tornar as cidades mais “seguras, confortáveis e eficientes na utilização de recursos”. Desta forma é também possível prevenir cenários de tempestades, cheias ou ondas de calor, já que a vulnerabilidade das cidades também está relacionada com a falta de planeamento e este planeamento pode agora sair de terra firme e ser explorado no meio aquático.</p>
<p>A constante análise do desempenho do edifício contribui para que se passe de uma “solução de contingências para uma infraestrutura urbana programável”, com registo de “risco de inundação, stress térmico, procura energética, qualidade da água e vida útil dos materiais.”</p>
<p>A resiliência face às inundações é uma das vantagens imediatas deste tipo de construção sobre a água. E porquê? Koen Olthuis explica que, com a falta de solo, tem aumentado a construção sobre zonas propensas a inundações, já que se constrói em solos “fracos ou com elevados custos ecológicos e financeiros”. Esta lacuna permite expandir, de forma faseada, as cidades para a água.</p>
<p>Outra vantagem é a resiliência face às alterações climáticas e a adaptabilidade às mesmas, uma vez que se<br />“reduz as falhas e a disrupção futura ao projectar para a realidade da variabilidade da água. O HCPE é particularmente útil neste contexto porque obriga a colocar, desde cedo, uma questão clara: que solução oferece o melhor desempenho a longo prazo para a cidade, e não apenas a resposta mais rápida no curto prazo?”</p>
<p>Uma estrutura flutuante acompanha a variação do nível da água e mantém a funcionalidade durante eventos extremos, eliminando a necessidade de medidas de emergência que são dispendiosas e, muitas vezes, apenas temporárias.</p>
<p>Um exemplo prático é Schoonschip, em Amesterdão, que iremos abordar mais à frente, onde “as bases flutuantes em betão permitem que as habitações acompanhem a variação do nível da água, garantindo resiliência às inundações num território de baixa densidade, como o dos Países Baixos. As casas estão ancoradas através de grandes pilares de amarração e todas as habitações flutuam, no mínimo,<br />50 centímetros acima do fundo do canal”, explica Marteen Remmers, uma das fundadoras e actual porta-voz.</p>
<p>Além disso, a construção sobre a água pode reduzir a necessidade de aterros, dragagens extensas e fundações profundas, actividades que elevam tanto o custo económico como a pegada carbónica incorporada da obra. Como observa Olthuis, “a construção flutuante pode evitar a reconquista de terrenos, reduzir grandes movimentações de solo e ser concebida como um sistema reversível”. Essa reversibilidade é uma vantagem estratégica, já que fundações robustas e duradouras podem permanecer enquanto as superestruturas são actualizáveis, permitindo melhorias energéticas sem recriar as fundações.</p>
<h5><strong>Resiliência, resistência, autonomia e longevidade</strong></h5>
<p>Em ambiente aquático, a durabilidade depende tanto da selecção de materiais como, e sobretudo, do pormenor construtivo. “No caso das fundações flutuantes, soluções em betão de longa vida útil são frequentemente a base mais robusta, desde que concebidas para baixa permeabilidade e exposição marinha, com especial cuidado nas juntas e atravessamentos. Para a superestrutura, diversos sistemas funcionam bem, incluindo híbridos de madeira e aço, desde que as ligações e interfaces sejam projectadas para resistir à humidade, aos sais e à radiação UV”. Neste contexto, esta abordagem permite projectar infraestruturas com vida útil de referência mínima de 50 anos, conforme previsto para edifícios correntes pelo Eurocódigo 2.</p>
<p>Assim, a sustentabilidade e uma construção que permita uma longa vida útil ao edifício demonstra não só preocupação com o meio ambiente, como com os residentes que têm a garantia de viver ou trabalhar num local confortável e duradouro. “Se uma fundação flutuante durar várias décadas e puder receber múltiplos ciclos de actualização das habitações acima, a pegada ao longo do ciclo de vida melhora de forma significativa”. Olthuis acrescenta que “isto é o HCPE em prática: projectar para o desempenho ao longo do tempo.”</p>
<p>O comportamento térmico e higrotérmico de uma habitação flutuante tem dois vectores críticos: o desempenho da envolvente e as propriedades térmicas do meio aquático adjacente. A água tende a atenuar picos térmicos porque “varia a sua temperatura mais lentamente do que o solo”, o que pode reduzir a necessidade de condicionamento activo quando a envolvente é projectada com isolamento, estanquidade e controlo de pontes térmicas rigorosas.</p>
<p>Quanto à humidade, a prioridade técnica é a ventilação controlada com recuperação de calor e camadas de controlo de vapor posicionadas de forma a impedir migração de ar quente e húmido para cavidades frias. Como explica o arquitecto, “a base é a ventilação controlada, normalmente ventilação mecânica equilibrada com recuperação de calor, que mantém a humidade estável enquanto minimiza as perdas energéticas. Quando estes princípios são bem aplicados, uma casa flutuante pode ser tão seca e estável como qualquer habitação terrestre de elevado desempenho.”</p>
<p>No domínio energético, o argumento central é que a tipologia flutuante facilita soluções de partilha e de acoplamento térmico com o meio hídrico, mas a poupança real depende de um pacote técnico integrado: envolventes de alto desempenho, bombas de calor (idealmente com fonte aquática), sistemas de ventilação com recuperação e gestão de energia distribuída através de micro-redes, armazenamento comum e, por vezes, sistemas térmicos partilhados permitem reduzir o consumo total e aumentar a resiliência. “O objectivo mais escalável é aquilo a que chamo ‘autonomia ligada à rede’. Isso significa uma procura líquida muito baixa, gestão eficaz de picos e resiliência através de armazenamento e controlo inteligente, em vez de uma desconexão total da rede”, explica Olthuis.</p>
<h5><strong>Schoonschip: o caso prático da comunidade flutuante mais sustentável da Europa</strong></h5>
<p>Passando da teoria à prática, falemos da comunidade flutuante de Schoonschip, em Amesterdão. Este bairro, no canal Johan van Hasseltkanaal, foi desenvolvido por uma iniciativa colectiva que agrupa 46 agregados em 30 habitações flutuantes e que foi desenhado para alcançar a máxima eficiência e partilha de recursos.</p>
<p>A ideia surgiu em 2008 com o objectivo de “criar uma comunidade flutuante coesa e ecologicamente sustentável, em resposta à densidade urbana e aos desafios climáticos. A motivação inicial centrou-se na transformação de uma zona industrial de canal num bairro vibrante e de baixo impacte ambiental. O projecto enfatiza a circularidade, a partilha de energia e a coesão social através de um modelo de promoção colectiva privada”, explica Marteen Remmers.</p>
<p>O projecto integra uma micro-rede que, em termos agregados, inclui 516 painéis solares, 30 bombas de calor e 60 painéis solares térmicos, “conectados por uma única ligação à rede eléctrica nacional, permitindo trocas entre vizinhos, o que minimiza a dependência externa e utiliza apenas uma fracção da capacidade de rede que um distrito todo eléctrico típico exigiria”. A abordagem é holística, uma vez que o sistema coordena o armazenamento de excedentes em baterias e acumuladores térmicos, e equilibra a produção e o consumo no bairro.</p>
<p>A sustentabilidade esteve em cima da mesa desde o início do projecto com a utilização de materiais de origem local ou reciclados, “de forma a reduzir emissões associadas ao transporte e alinhar-se com os princípios da economia circular. A maioria dos materiais de isolamento é de origem renovável”, confirma.</p>
<p>Foram também implementadas soluções com o objectivo de alcançar a eficiência energética nas habitações, “como painéis solares associados a baterias domésticas, bombas de calor, sistemas solares térmicos e recuperação de calor das águas dos duches. A micro-rede inteligente optimiza o autoconsumo e o controlo dos equipamentos eléctricos, permitindo uma utilização mais eficiente da energia disponível”. Além disto, ainda foi desenvolvido um sistema GridFriends, que “coordena a energia através de contadores inteligentes que armazenam excedentes em baterias e acumuladores térmicos, enquanto equilibram a produção e o consumo entre as habitações. Os excedentes são armazenados ou comercializados, com o objectivo de alcançar a neutralidade energética ao nível do bairro. A electricidade pode fluir directamente de uma casa para outra, por exemplo dos painéis solares de um residente para a máquina de lavar de um vizinho.”</p>
<p>Os benefícios foram sentidos rapidamente pelos moradores, confirma Marteen: maior independência energética, menor dependência de serviços externos, mobilidade partilhada. “Utilizamos menos água graças ao sistema de saneamento a vácuo e usamos também menos capacidade da rede eléctrica, o que é particularmente relevante nos Países Baixos, onde a escassez de capacidade da rede é actualmente um problema significativo. Criámos ainda jardins flutuantes, procurando gerar mais espaços favoráveis à biodiversidade”.</p>
<p>O ambiente que se vive é também de confraternização, entreajuda e de um verdadeiro espírito comunitário, até porque partilham uma sala comum e espaços exteriores. “Nadamos juntos, convivemos no pontão e tomamos decisões de forma contínua. É um bairro coeso, dinâmico e muito próximo.”</p>
<p>Marteen acredita que além do retorno financeiro, uma vez que se verifica uma “redução de custos resultante da eficiência e da partilha”, também é visível uma “melhoria da qualidade de vida, através de uma rede social forte e uma diminuição da pegada ambiental graças a práticas colectivas sustentáveis.”</p>
<h5><strong>Limitações, riscos e exigências de operação</strong></h5>
<p>Uma construção aquática tem também as suas limitações e riscos. Koen Olthuis identifica alguns, como<br />a “exposição ao vento, o envelhecimento acelerado de componentes em ambientes salinos e restrições de área útil para instalação de painéis solares por habitação”. Estes são factores que condicionam desempenho e custos.</p>
<p>Olthuis alerta para estes parâmetros, afirmando que “o vento pode aumentar as perdas térmicas e afectar o conforto percepcionado, os sais e a humidade podem reduzir a vida útil dos componentes se o detalhe for  inadequado”. Por isso, um projecto flutuante de sucesso requer definições rigorosas de especificação de materiais, medidas de protecção anti-corrosão, estratégias de massa e orientação urbanística para reduzir exposição, e planos de manutenção preventiva com inspecções programadas das fundações e amarrações.</p>
<p>A componente normativa e o processo de licenciamento podem alongar prazos, como foi o caso do Schoonschip. Marteen Remmers revela que “os principais obstáculos incluíram um processo burocrático prolongado ao longo de cerca de uma década, nomeadamente, a obtenção de um concurso público em 2013, as aprovações regulamentares para as licenças de construção e para a micro-rede eléctrica experimental, bem como desafios logísticos na construção, como a navegação sob pontes.”</p>
<h5><strong>Replicabilidade em Portugal: oportunidades e condicionantes</strong></h5>
<p>Portugal enfrentou, com as tempestades consecutivas, mais um período crítico de cheias. Alguns locais foram inundados como há muito não tinham memória, pessoas perderam a sua casa, o seu carro, muitas zonas foram evacuadas por precaução e muitas pessoas ficaram sem saber o que vão encontrar quando conseguirem voltar.</p>
<p>O país mostra-se pouco preparado para enfrentar as consequências do agravamento das alterações climáticas, que demonstra cada vez mais extremos, no Inverno e no Verão. Habitações flutuantes podem ser uma solução para conviver com a água e não deixar que ela se torne num inimigo.</p>
<p>Koen Olthuis considera que Portugal é um país onde podem ser implementadas comunidades aquáticas, “especialmente em águas abrigadas como zonas ribeirinhas, estuários, lagoas e frentes costeiras protegidas”. Deve-se ter em conta vários factores, como as condições de ondulação, correntes e uma escolha de sistemas de amarração e infraestruturas adequadas, “com prioridades climáticas em que o conforto de Verão e o controlo do sobreaquecimento, o sombreamento, a ventilação e o arrefecimento eficiente se tornam centrais.”</p>
<p>É relevante pensar, planear e adaptar as políticas públicas para a replicação destes projectos. Alguns pontos cruciais são os regimes de licenciamento, instrumentos de financiamento e modelos de incentivo que internalizem poupanças operacionais e benefícios de resiliência, salvaguardando sempre o meio ambiente e a zona onde se implementa este tipo de construção. “A lógica subjacente mantém-se: utilizar o urbanismo baseado na água para melhorar o desempenho e a habitabilidade a longo prazo, tendo o HCPE como método para medir, comprovar e escalar esse desempenho de forma responsável.”</p>
<h5><strong>A água como um aliado no futuro das cidades</strong></h5>
<p>Os edifícios flutuantes envolvem várias características específicas, materiais, ambiente envolvente e condicionantes climáticos, mas representam um conjunto de soluções para problemas concretos, como a escassez de solo, necessidade de resiliência a eventos extremos e oportunidade de redesenhar o consumo energético na comunidade.</p>
<p>A conceção deve partir de metas de desempenho mensuráveis (HCPE), combinação de soluções térmicas acopladas à água e gestão energética partilhada, que podem contribuir para poupanças operacionais relevantes e que beneficiam também os habitantes destas casas a curto e longo prazo.</p>
<p>O caminho para a replicação exige atenção técnica rigorosa, detalhe e adaptação regulatória, mas, quando esses requisitos são cumpridos, a água deixa de ser apenas uma ameaça à construção e passa a integrar-se como uma componente activa de uma cidade mais eficiente, menos invasiva e menos intensiva na utilização de recursos.</p>
<p>Fique também a par de projectos inovadores, onde a construção por cima de água é encarada como o novo passo a dar pela sustentabilidade, diminuição da pegada carbónica, melhoria da qualidade de vida e uma gestão mais inteligente dos recursos.</p>
<h5><strong>L&#8217;Île Ô &#8211; Teatro flutuante em Lyon (França)</strong></h5>
<p>O L’Île Ô é um teatro flutuante permanente localizado no rio Rhône, em Lyon. Considerado um dos primeiros grandes espaços culturais flutuantes da Europa, une inovação arquitectónica e vida urbana junto à água.</p>
<p>• Sustentabilidade e materiais: a estrutura usa madeira laminada cruzada (CLT) e outros materiais com menor impacte ambiental para reduzir emissões e integrar estética e funcionalidade;</p>
<p>• Benefícios: revitalização cultural às margens do rio e inclusão social através de programação educativa e artística.</p>
<h5><strong>Cidade flutuante das Maldivas</strong></h5>
<p>A Cidade Flutuante das Maldivas (Maldives Floating City) é um projecto urbano pioneiro no país, destinado a criar uma cidade habitável (para 10 mil pessoas) sobre água para combater desafios como a subida do nível do mar e falta de espaço em terra. Numa lagoa com 200 hectares a 10 minutos de barco de Malé, capital das Maldivas, o plano prevê uma malha de estruturas flutuantes inspirada em corais que une habitação, comércio e serviços.</p>
<p>• Sustentabilidade e materiais: o conceito inclui design modular e urbano que favorece integração com o ambiente marinho, sistemas de energia renovável, gestão inteligente de água e resíduos e estruturas que promovem crescimento de corais sob as plataformas para apoiar a biodiversidade;</p>
<p>• Benefícios esperados: resposta inovadora às alterações climáticas, criação de habitações resilientes à subida do nível do mar e desenvolvimento urbano sustentável com baixa pegada carbónica.</p>
<h5><strong>SeaPod &#8211; Casas flutuantes inteligentes</strong></h5>
<p>O SeaPod é um conceito de casa flutuante modular desenvolvido para oferecer habitação inteligente directamente sobre o mar. Uma das prioridades foram as frequências electromagnéticas (EMF), emitidas por telemóveis e torres de telecomunicações: “Viver sobre a água reduz naturalmente a exposição à radiação electromagnética típica de zonas urbanas densas, e fomos ainda mais longe ao criar um sistema de casa inteligente de baixa emissão de EMF, para maior tranquilidade”, refere a Ocean Builders.</p>
<p>• Sustentabilidade e materiais: utiliza uma estrutura modular leve, grandes janelas panorâmicas e sistemas inteligentes que optimizam o consumo de água e energia, incluindo tecnologias de reciclagem e gestão inteligente do lar;</p>
<p>• Benefícios esperados: permitir uma vida flutuante mais sustentável e integrada com o ambiente marinho, com câmaras debaixo de água, que permitem uma experiência imersiva.</p>
<p>Fotografia de destaque: © Schoonschip</p><p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/serao-os-edificios-flutuantes-o-futuro-do-crescimento-urbano/">Serão os edifícios flutuantes o futuro do crescimento urbano?</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
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		<title>O Fator Solar como Eixo Central da Eficiência Energética em Portugal</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/empresas/o-fator-solar-como-eixo-central-da-eficiencia-energetica-em-portugal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Edifícios e Energia]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2026 14:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[COVIPOR]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://edificioseenergia.pt/?p=37226</guid>

					<description><![CDATA[<p>No sector da arquitetura e da construção sustentável, a avaliação do desempenho térmico exige um rigor científico que ultrapassa as métricas tradicionais. ...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"></p>



<div style="height:45px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h6 class="wp-block-heading"><strong>A Realidade da Nossa Latitude</strong> </h6>



<p class="wp-block-paragraph">No sector da arquitetura e da construção sustentável, a avaliação do desempenho térmico exige um rigor científico que ultrapassa as métricas tradicionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante décadas, a escolha de vãos envidraçados <em>baseou-se quase exclusivamente<br>no coeficiente de transmissão térmica (valor U)</em>. Contudo, este indicador foi importado do <strong>centro e norte da Europa — onde a prioridade é reter o calor no Inverno</strong> —, ignorando a exposição solar e a latitude da Península Ibérica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portugal caracteriza-se por elevados índices de radiação solar e um elevado número de horas de sol por ano. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Paralelamente, os dados oficiais do Serviço Copernicus para as Alterações Climáticas (C3S) alertam que a <strong>Europa é o continente que regista o aquecimento mais rápido do planeta</strong>, com uma subida térmica de 0,56 °C por década desde os<br>anos 90 (o dobro da média global).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este aumento das temperaturas de referência, combinado com a radiação natural, intensifica as vagas de calor e pressiona severamente o conforto térmico no Verão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Limitar a análise da eficiência de uma janela ao isolamento contra o frio é, por isso, um anacronismo técnico que ignora a realidade física do nosso país.</p>



<div style="height:24px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h6 class="wp-block-heading"><strong>O Colapso das Soluções Convencionais e o Abuso do Ar</strong> <strong>Condicionado</strong> </h6>



<p class="wp-block-paragraph">Este desfasamento entre o projeto tradicional e as mutações climatéricas está a gerar a&nbsp;<strong>falência funcional de milhares de vãos envidraçados</strong>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A prática generalizada de prescrever vidros&nbsp;<strong>estritamente incolores ou soluções baixo-emissivas simples</strong>&nbsp;— como as referências Climaguard da Guardian e o Planitherm XN da SGG, sem propriedades de controlo solar — transforma as habitações modernas em autênticas armadilhas térmicas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O impacto direto reflete-se num&nbsp;<strong>flagelo contemporâneo: o abuso massivo dos sistemas de ar condicionado</strong>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Incapazes de gerir a carga térmica que penetra livremente pelo vidro, as habitações exigem um&nbsp;<strong>consumo extraordinário de eletricidade</strong>&nbsp;para arrefecimento, gerando um ciclo vicioso que&nbsp;<strong>anula a poupança energética obtida no Inverno</strong>.<br><br>O custo energético real de um edifício já não se prende, apenas, com o isolamento face ao frio, mas sim com a vulnerabilidade do vidro perante a radiação solar diurna.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A proliferação de&nbsp;<strong>soluções paliativas</strong>, como a&nbsp;<strong>aplicação a posteriori de películas solares</strong>&nbsp;adesivas, é o sintoma inequívoco desta falha. Contudo, depender de películas plásticas compromete a durabilidade e introduz riscos de choque térmico.&nbsp; A falha técnica atual não reside na caixilharia, mas sim no&nbsp;<strong>elemento que ocupa a maior superfície do vão: o vidro</strong>.</p>



<div style="height:24px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h6 class="wp-block-heading"><strong>O Fator Solar como Métrica Preponderante</strong> <br></h6>



<p class="wp-block-paragraph">A solução exige que o fator solar (valor g) passe a ser&nbsp;<strong>adotado como a principal característica térmica a ter em conta num vão envidraçado</strong>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O controlo térmico e a redução de custos dependem agora, e sobretudo, apenas do vidro, filtra a radiação solar, impedindo-a de aquecer o edifício.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao prescrever vidros técnicos com proteção solar integrada, atua-se directamente na raiz do problema,&nbsp;<strong>eliminando a dependência de películas de recurso e reduzindo drasticamente o consumo de climatização ativa</strong>.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/07/Lumiglass-1024x576.png" alt="" class="wp-image-37229" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/07/Lumiglass-1024x576.png 1024w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/07/Lumiglass-300x169.png 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/07/Lumiglass-768x432.png 768w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/07/Lumiglass.png 1200w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<div style="height:42px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fontes de Informação Consultadas:</strong></p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">Análise Climática Europeia (Serviço Copernicus): <a href="http://url8289.covipor.pt/ls/click?upn=u001.abERTeRQITj5RF7dAZrF5sRNS8qDKioRoWL7I-2FIsYkfH6H4SzObBOihTgA-2FqTzJGhXp0QvCDXiAGOm83-2FoTzFQ-3D-3D6v0F_tcRvOBRzniSANkocEb27K2zWj-2FH1lBrHxClJ6qhNO7imp7XwfvnaUDXCq0sA7rnK5WJAUnRJe9a7dGY8hpjL70XWGMGbq8nTzmWxHX-2F-2FrkZXrpV0SD-2F9yML-2BQXxpmEZT6psB7eGiRe9K4IGg9FQZGvhE7-2Bs8OrE5aQqkQdSFPOvIsc-2BUfGCorYUp210iLxT-2FfWjQjD9CO33Guf45wJ6cPbiCUJY5WROnRPETqWGIVnKnSQKDCSF6s6jkw7FGIOFsBynOf3s9mevQDumxBTXgg7VBRamSMa-2FNNx4Ou4T4KQWn5VDYu93jkbBcIH50R59ZYkAd1ud0RIT70HYH4p2LULdP-2BJvK9fjS1TAZx-2FvhOW9Y75IEwhrVX5Fd5JhthI90sJUvERNjA2Woh6IQevlk-2Bxrb3I93TN227Darj0qvuBfxeP3eEYMMSspvrurBRN4wPwNNOmYWDmawtyD92e-2BfdEXWiEkUOAxtMYagOWg-2BaoGhqy3qfA5sfQ9fBTnmhEA9FKAqg8ddc0bnZ2yPjG0Rvsu7J587bmPJ7YL18l2mBZ4jnrSZdzj4ZQaZgGSvURmpopsnIoQyPFMxJmnB4YXhu2xr08XrDp9JWyTP20UoYNyGRzoPLxyHHjHTdYXZXozAQZESeQfrvuRws-2FiEgYzNuLkV19TtpbHRfGmheaIv0iU6z5zkfILoKJ4X6p6Yl5CTzv9xATEVXQH2cBCrRN4sZ3hlFe9utz86DNoz2BYDBu3VC1RlSroWnXfL4ulJpMmcc2qHGgH0xe11jZriTE-2BbEIqFpJ27j5FytTdwgcAm8hlA4xT1dbvZKM871LgHITYzYLbzENIK6XFvoa7SHK4pE-2BcBkEleJmKe6zIFQNZ6TXdGX2TXBrii-2F6spCjsxLDYDuxFm3sOrsJLkqMsqJ8hD-2BRZnPME0wS0nn9-2Br5r0XhFQ4LG0NKS4Ddz-2FqaVQRhbr2eyUwv5h6CbFD7FLLT58jve8-2FY-2BrBvRmOeD8cfFOw7Ac-3D" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Copernicus ESOTC &#8211; European State of the Climate Report</a><br>Monitorização de Ondas de Calor (WMO): World Meteorological Organization &#8211; Climate Trends and Heat Stress<br>Modelos de Procura Energética e Refrigeração (ENTSO-E/Copernicus): <a href="http://url8289.covipor.pt/ls/click?upn=u001.abERTeRQITj5RF7dAZrF5sRNS8qDKioRoWL7I-2FIsYkcsgOMrDz1SQHKHJvFiZgDytm9qH78BYLiafEaIoHOy8ZOpllLZTjibglXElKtLV8Iv3PvUD5V4xxwQ7gXPoJBg9EZK_tcRvOBRzniSANkocEb27K2zWj-2FH1lBrHxClJ6qhNO7imp7XwfvnaUDXCq0sA7rnK5WJAUnRJe9a7dGY8hpjL70XWGMGbq8nTzmWxHX-2F-2FrkZXrpV0SD-2F9yML-2BQXxpmEZT6psB7eGiRe9K4IGg9FQZGvhE7-2Bs8OrE5aQqkQdSFPOvIsc-2BUfGCorYUp210iLxT-2FfWjQjD9CO33Guf45wJ6cPbiCUJY5WROnRPETqWGIVnKnSQKDCSF6s6jkw7FGIOFsBynOf3s9mevQDumxBTXgg7VBRamSMa-2FNNx4Ou4T4KQWn5VDYu93jkbBcIH50R59ZYkAd1ud0RIT70HYH4p2LULdP-2BJvK9fjS1TAZx-2FvhOW9Y75IEwhrVX5Fd5JhthI90sJUvERNjA2Woh6IQevlk-2Bxrb3I93TN227Darj0qvuBfxeP3eEYMMSspvrurBRN4wPwNNOmYWDmawtyD92e-2BfdEXWiEkUOAxtMYagOWg-2BaoGhqy3qfA5sfQ9fBTnmhEA9FKAqg8ddc0bnZ2yPjG0Rvsu7J587bmPJ7YL18l2mBZ4jnrSZdzj4ZQaZgGSvURmpopsnIoQyPFMxJmnB4YXhu2xr08XrDp9JWyTP20UoYNyGRzoPLxyHHjHTdYXZXozAQZESeQfrvuRws-2FiEgYzNuLkV19TtpbHRfGmheaIv0iU6z5zkfILoKJ4X6p6Yl5CTzv9xATEVXQH2cBCrRN4sZ3hlFe9utz86DNoz2BYDBu3VC1RlSroWnXfL4ulJpMmcc2qHGgH0xe11jZriTE-2BbEIqFpJ27j5FytTdwgcAm8hlA4xT1dbvZKM871LgHITYze22XcbFAfQF1Fa0yU9Lf6BFIqCbuokfmus3h-2Bg6kJtfqf4RNHAeAgPs8BlLsRkEfqawU9r1qxOXFa6mhagV1a343DvzoDcUsy8DEES2ZxGSR99tZT0imDqRHb57AjsewN8Z-2FfVuPtpWEqQniEiwqXApDCdIYp0ZquIHExJ3IJgo-3D" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Copernicus Energy Sector Studies &#8211; Powering Europe</a> <a href="http://url8289.covipor.pt/ls/click?upn=u001.abERTeRQITj5RF7dAZrF5sRNS8qDKioRoWL7I-2FIsYkcsgOMrDz1SQHKHJvFiZgDytm9qH78BYLiafEaIoHOy8ZOpllLZTjibglXElKtLV8Iv3PvUD5V4xxwQ7gXPoJBg9EZK_tcRvOBRzniSANkocEb27K2zWj-2FH1lBrHxClJ6qhNO7imp7XwfvnaUDXCq0sA7rnK5WJAUnRJe9a7dGY8hpjL70XWGMGbq8nTzmWxHX-2F-2FrkZXrpV0SD-2F9yML-2BQXxpmEZT6psB7eGiRe9K4IGg9FQZGvhE7-2Bs8OrE5aQqkQdSFPOvIsc-2BUfGCorYUp210iLxT-2FfWjQjD9CO33Guf45wJ6cPbiCUJY5WROnRPETqWGIVnKnSQKDCSF6s6jkw7FGIOFsBynOf3s9mevQDumxBTXgg7VBRamSMa-2FNNx4Ou4T4KQWn5VDYu93jkbBcIH50R59ZYkAd1ud0RIT70HYH4p2LULdP-2BJvK9fjS1TAZx-2FvhOW9Y75IEwhrVX5Fd5JhthI90sJUvERNjA2Woh6IQevlk-2Bxrb3I93TN227Darj0qvuBfxeP3eEYMMSspvrurBRN4wPwNNOmYWDmawtyD92e-2BfdEXWiEkUOAxtMYagOWg-2BaoGhqy3qfA5sfQ9fBTnmhEA9FKAqg8ddc0bnZ2yPjG0Rvsu7J587bmPJ7YL18l2mBZ4jnrSZdzj4ZQaZgGSvURmpopsnIoQyPFMxJmnB4YXhu2xr08XrDp9JWyTP20UoYNyGRzoPLxyHHjHTdYXZXozAQZESeQfrvuRws-2FiEgYzNuLkV19TtpbHRfGmheaIv0iU6z5zkfILoKJ4X6p6Yl5CTzv9xATEVXQH2cBCrRN4sZ3hlFe9utz86DNoz2BYDBu3VC1RlSroWnXfL4ulJpMmcc2qHGgH0xe11jZriTE-2BbEIqFpJ27j5FytTdwgcAm8hlA4xT1dbvZKM871LgHITYze22XcbFAfQF1Fa0yU9Lf6BFIqCbuokfmus3h-2Bg6kJtfqf4RNHAeAgPs8BlLsRkEfqawU9r1qxOXFa6mhagV1a343DvzoDcUsy8DEES2ZxGSR99tZT0imDqRHb57AjsewN8Z-2FfVuPtpWEqQniEiwqXApDCdIYp0ZquIHExJ3IJgo-3D" target="_blank" rel="noreferrer noopener">through Climate Uncertainty</a> </p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<div style="height:24px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<hr class="wp-block-separator aligncenter has-text-color has-alpha-channel-opacity has-background is-style-wide" style="margin-top:2px;margin-bottom:2px;background-color:#27a5b8;color:#27a5b8"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>O texto acima é da inteira responsabilidade das empresas/entidades em causa.<br>Fonte: Press Release</em></strong></p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/empresas/o-fator-solar-como-eixo-central-da-eficiencia-energetica-em-portugal/">O Fator Solar como Eixo Central da Eficiência Energética em Portugal</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>CIN dá voz a campanha internacional que apela à adopção de tintas ‘cool roofs’</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/empresas/cin-da-voz-a-campanha-internacional-que-apela-a-adopcao-de-tintas-cool-roofs/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Edifícios e Energia]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 10:19:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[cin]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A CIN, líder ibérica no mercado de tintas e vernizes, anuncia hoje o lançamento da campanha internacional “Cool Roofs. Smart Choice”, com o intuito de acelerar a adopção de coberturas reflectivas para mitigar o efeito do aquecimento global. ...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Numa altura em que a Península Ibérica aquece 1ºC acima da média europeia, a CIN apresenta as soluções’ para tornar os edifícios mais sustentáveis e confortáveis e dar resposta às ondas de calor.</em><br></p>



<div style="height:45px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph">A <strong><a href="https://cin.com/deco/pt/pt" type="link" id="https://cin.com/deco/pt/pt" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">CIN</a></strong>, líder ibérica no mercado de tintas e vernizes, anuncia hoje o lançamento da campanha internacional <strong><em>“Cool Roofs. Smart Choice”</em></strong>, com o intuito de acelerar a adopção de coberturas reflectivas para mitigar o efeito do aquecimento global. Os revestimentos <em>‘cool roofs’</em> são o mote desta iniciativa, comunicada como uma solução inteligente – baixo custo e alto impacto – para enfrentar o aumento das temperaturas nas cidades, reduzir o consumo energético e melhorar o conforto térmico nos edifícios.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os <em>‘cool roofs’</em> são revestimentos para telhados e coberturas, desenvolvidos com tecnologias inovadoras que permitem reflectir uma elevada percentagem de luz solar e minimizar a absorção de calor. Graças à sua elevada capacidade de reflectir a luz e emissividade térmica, estas tintas permitem manter as superfícies dos telhados mais frescas, reduzir a temperatura interior dos edifícios, diminuindo, por consequência, o consumo energético. Além disso, contribuem para prolongar a vida útil das coberturas e optimizar o desempenho dos painéis solares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Impulsionada pela organização <a href="https://www.novapaint.org/" type="link" id="https://www.novapaint.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">Nova Paint Club</a>, da qual a <strong>CIN</strong> é membro fundador, a iniciativa “<em>Cool Roofs. Smart Choice.”</em> é lançada em simultâneo pelos 14 países-membros da Nova Paint Club, com uma forte componente digital e partilha coordenada de conteúdos, envolvendo fabricantes independentes de tintas e revestimentos de todo o mundo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Enquanto membro-fundador da organização, temos o papel de partilhar conhecimento, tecnologia e boas práticas para responder a desafios globais com impacto local. Acreditamos que a inovação tem de ser útil e com impacto real. É precisamente isso que a iniciativa ‘cool roofs’ traduz: uma solução simples, de baixo custo e de elevado impacto para enfrentar os desafios energéticos e climáticos que afectam as nossas cidades. Ao dar voz a esta campanha global, reforçamos o papel das tintas como parte activa da solução para um futuro mais ecoeficiente, demonstrando que um gesto tão simples como pintar um telhado de branco melhora o conforto, reduz o consumo energético e contribui para cidades mais sustentáveis”, afirma&nbsp;<strong>Liliana Leis Soares, Directora de Marketing da CIN.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Cada escolha de cor importa. As cores utilizadas nos nossos telhados e edifícios podem tornar as cidades mais quentes ou mais frias, afectando o consumo de energia, o conforto e a resiliência ao aumento das temperaturas&#8221;, afirma&nbsp;<strong>João Luis Serrenho, Presidente do Nova Paint Club e Vice-Presidente Executivo da CIN.</strong>&nbsp;&#8220;Queremos capacitar os profissionais da construção civil com o conhecimento necessário para fazerem escolhas mais inteligentes que beneficiem tanto as pessoas como o planeta.&#8221;</p>



<div style="height:23px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/07/CoolRoofs2-1024x576.png" alt="" class="wp-image-37160" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/07/CoolRoofs2-1024x576.png 1024w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/07/CoolRoofs2-300x169.png 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/07/CoolRoofs2-768x432.png 768w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/07/CoolRoofs2.png 1200w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<div style="height:23px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Benefícios das tintas ‘cool roofs’</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A tecnologia patente nestes revestimentos oferece vantagens imediatas e de longo prazo, com impacto directo no desempenho dos edifícios, no bem-estar das pessoas e na sustentabilidade das cidades:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Maior eficiência nos edifícios:</strong> redução média de 2 a 5°C da temperatura interior, podendo chegar aos 5ºC, na temperatura interior, diminuindo o consumo energético, com estudos a apontarem para uma redução na fatura de energia que pode variar entre 10 a 20%. Isto traduz-se em poupança, menor desgaste dos sistemas de climatização e maior durabilidade das coberturas;</li>



<li><strong>Valor acrescentado para profissionais:</strong> arquitectos, engenheiros e construtores podem oferecer aos seus clientes soluções de baixo custo e alto impacto;</li>



<li><strong>Conforto e segurança para todos:</strong> ambientes interiores mais frescos e estáveis que, em períodos de calor extremo, têm um impacto directo na qualidade de vida das pessoas, contribuindo para um maior bem-estar e para a saúde pública;</li>



<li><strong>Cidades mais preparadas para o calor extremo:</strong> ao reduzir o efeito ‘ilha de calor’ urbano, verifica-se uma redução de temperatura média das zonas densamente construídas;</li>



<li><strong>Benefícios ambientais globais:</strong> menor consumo energético significa menos emissões de gases de efeito de estufa, contribuindo para mitigar o aquecimento global e proteger o planeta. Para além disso, a tecnologia tem um efeito de arrefecimento direto: cada metro quadrado de telhado branco pode compensar o efeito de aquecimento de 280kg de CO2.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<hr class="wp-block-separator aligncenter has-text-color has-alpha-channel-opacity has-background is-style-wide" style="margin-top:2px;margin-bottom:2px;background-color:#27a5b8;color:#27a5b8"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>O texto acima é da inteira responsabilidade das empresas/entidades em causa.<br>Fonte: Press Release</em></strong></p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/empresas/cin-da-voz-a-campanha-internacional-que-apela-a-adopcao-de-tintas-cool-roofs/">CIN dá voz a campanha internacional que apela à adopção de tintas ‘cool roofs’</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
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		<item>
		<title>Comissão Europeia atribui 400 milhões de euros a projectos para descarbonização do aquecimento industrial</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/comissao-europeia-atribui-400-milhoes-de-euros-a-projectos-para-descarbonizacao-do-aquecimento-industrial/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rita Galego]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Jun 2026 08:53:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento industrial]]></category>
		<category><![CDATA[descarbonização]]></category>
		<category><![CDATA[descarbonização industrial]]></category>
		<category><![CDATA[indústria]]></category>
		<category><![CDATA[Transição energética]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Comissão Europeia seleccionou 65 projectos inovadores para receber cerca de 400 milhões de euros em financiamento destinados à descarbonização da produção de calor na indústria, no âmbito do primeiro Leilão do Fundo de Inovação para o Calor realizado à escala da União Europeia. </p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/comissao-europeia-atribui-400-milhoes-de-euros-a-projectos-para-descarbonizacao-do-aquecimento-industrial/">Comissão Europeia atribui 400 milhões de euros a projectos para descarbonização do aquecimento industrial</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><b><span data-contrast="auto">A Comissão Europeia seleccionou 65 projectos inovadores para receber cerca de 400 milhões de euros em financiamento destinados à descarbonização da produção de calor na indústria, no âmbito do primeiro Leilão do Fundo de Inovação para o Calor realizado à escala da União Europeia.</span></b><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Os projectos, distribuídos por dez países do Espaço Económico Europeu — Áustria, Bélgica, República Checa, Dinamarca, França, Alemanha, Hungria, Portugal, Eslovénia e Espanha —, visam acelerar a adopção de tecnologias limpas para a produção de calor industrial, considerado um dos sectores mais difíceis de descarbonizar.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">As iniciativas seleccionadas irão recorrer a diferentes soluções tecnológicas, incluindo aquecimento eléctrico por resistência, bombas de calor, energia solar térmica, aquecimento electromagnético e dieléctrico, bem como sistemas híbridos. O objectivo é substituir processos actualmente dependentes de gás natural por alternativas alimentadas por electricidade limpa ou fontes renováveis.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Segundo a Comissão Europeia, os projectos deverão evitar a emissão de mais de 6,6 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO₂) ao longo dos próximos dez anos. Durante os primeiros cinco anos de operação, prevê-se que gerem cerca de 16,3 terawatts-hora (TWh) de calor descarbonizado, apoiados por uma capacidade térmica total de 766 megawatts (MW).</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Quanto ao impacto energético, a Comissão estima que os projectos permitam substituir mais de 1,5 mil milhões de metros cúbicos de gás natural em cinco anos, volume equivalente ao consumo anual de aproximadamente quatro milhões de famílias europeias.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">O financiamento será assegurado pelo Fundo de Inovação, instrumento alimentado pelas receitas do Sistema de Comércio de Licenças de Emissão da União Europeia (ETS). Bruxelas considera que este apoio será determinante para reforçar a competitividade industrial, acelerar a transição ecológica e aumentar a independência energética do bloco comunitário.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<h5 aria-level="3"><b><span data-contrast="auto">Os sectores industriais abrangidos</span></b><span data-ccp-props="{&quot;134245418&quot;:true,&quot;134245529&quot;:true,&quot;335559738&quot;:160,&quot;335559739&quot;:80}"> </span></h5>
<p><span data-contrast="auto">Os projectos abrangem um conjunto diversificado de actividades económicas. Entre os sectores contemplados destacam-se a pasta e papel, vidro, cerâmica, materiais de construção, ferro e aço, áreas tradicionalmente mais difíceis de electrificar e que até agora tinham uma presença reduzida nos apoios do Fundo de Inovação.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Também serão beneficiados sectores como a indústria alimentar e de bebidas, têxtil e farmacêutica.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">O leilão foi organizado em três categorias distintas, definidas em função da temperatura do calor produzido e da capacidade das instalações. Cinco projectos foram seleccionados na categoria de calor de alta temperatura, recebendo um total de 62,1 milhões de euros. A categoria de calor de média temperatura para instalações superiores a 5 MW concentrou a maioria das candidaturas aprovadas, com 44 projectos e um financiamento de 286,5 milhões de euros. Já a categoria destinada a projectos entre 3 e 5 MW contará com 16 iniciativas apoiadas, num montante global de 47,9 milhões de euros.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<h5 aria-level="3"><b><span data-contrast="auto">As próximas etapas</span></b><span data-ccp-props="{&quot;134245418&quot;:true,&quot;134245529&quot;:true,&quot;335559738&quot;:160,&quot;335559739&quot;:80}"> </span></h5>
<p><span data-contrast="auto">A Agência Executiva Europeia para o Clima, as Infraestruturas e o Ambiente (CINEA) iniciará agora as negociações para formalizar os acordos de subvenção com os promotores seleccionados. A assinatura dos contratos está prevista para o segundo semestre de 2026.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Após a assinatura, os beneficiários terão dois anos para assegurar o fecho financeiro dos projectos e quatro anos para os colocar em funcionamento. A Comissão Europeia acompanhará a execução das iniciativas para garantir o cumprimento dos objectivos e das condições de financiamento.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A lista definitiva dos projectos que venham a assinar os contratos deverá ser divulgada no último trimestre de 2026.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<h5 aria-level="3"><b><span data-contrast="auto">Resposta positiva da indústria</span></b><span data-ccp-props="{&quot;134245418&quot;:true,&quot;134245529&quot;:true,&quot;335559738&quot;:160,&quot;335559739&quot;:80}"> </span></h5>
<p><span data-contrast="auto">O primeiro leilão europeu dedicado exclusivamente à descarbonização do aquecimento industrial recebeu 85 candidaturas. Os 65 projectos seleccionados apresentam capacidades entre 3 e 45 MW térmicos e pedidos de financiamento que variam entre 444 mil euros e 37,1 milhões de euros.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:1,&quot;335551620&quot;:1,&quot;335559685&quot;:0,&quot;335559737&quot;:0,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:279}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Com um orçamento global estimado em 40 mil milhões de euros para o período 2020-2030, o Fundo de Inovação já apoiou cerca de 260 projectos inovadores em todo o Espaço Económico Europeu.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:1,&quot;335551620&quot;:1,&quot;335559685&quot;:0,&quot;335559737&quot;:0,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:279}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Para o Comissário Europeu para o Clima, Zero Emissões Líquidas e Crescimento Limpo, Wopke Hoekstra, a iniciativa representa “uma verdadeira viragem para a descarbonização da UE. Os projectos abrangem tecnologias que vão desde as bombas de calor e a energia solar térmica até ao aquecimento por resistência eléctrica. Em conjunto, prevê-se que substituam mais de 1,5 mil milhões de metros cúbicos de gás natural nos próximos cinco anos — o que equivale, aproximadamente, ao consumo anual de gás de 4 milhões de famílias da UE. Uma vitória para o clima, a competitividade e a independência energética.&#8221;</span></p>
<p>Fotografia de destaque: © Unsplash</p>
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		<title>Entidades reúnem-se para debater soluções de proximidade para mitigar a pobreza energética </title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/entidades-reunem-para-debater-solucoes-de-proximidade-para-mitigar-a-pobreza-energetica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rita Galego]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 08:42:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[edifícios]]></category>
		<category><![CDATA[energia]]></category>
		<category><![CDATA[ONPE]]></category>
		<category><![CDATA[pobreza energética]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A importância das respostas locais, da proximidade aos cidadãos e da cooperação entre entidades esteve em destaque na 3.ª Sessão do Ciclo de Conferências da Comissão Consultiva do Observatório Nacional da Pobreza Energética, realizada em formato online e dedicada ao eixo estratégico "Promover a acção territorial integrada". </p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A importância das respostas locais, da proximidade aos cidadãos e da cooperação entre entidades esteve em destaque na 3.ª Sessão do Ciclo de Conferências da Comissão Consultiva do Observatório Nacional da Pobreza Energética, realizada em formato <i>online </i>e dedicada ao eixo estratégico &#8220;Promover a acção territorial integrada&#8221;. </strong></p>
<p><span data-contrast="auto">A sessão reuniu representantes de organismos públicos, municípios, agências de energia e entidades do sector para discutir medidas concretas de mitigação da pobreza energética, partilhar resultados alcançados e apresentar projectos que procuram garantir melhores condições de conforto térmico e acesso à energia para as populações mais vulneráveis.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Na abertura do evento, o vice-presidente da Câmara Municipal de Braga, Altino Bessa, destacou o compromisso do município nesta área, referindo o papel do Balcão Único da Energia de Braga no apoio à população. &#8220;A pobreza energética é algo que nos preocupa&#8221;, afirmou, sublinhando a necessidade de continuar a desenvolver respostas eficazes para as famílias em situação de vulnerabilidade.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<h5 aria-level="2"><b><span data-contrast="auto">A necessidade de reforçar a acção local</span></b><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;134245418&quot;:true,&quot;134245529&quot;:true,&quot;335559738&quot;:299,&quot;335559739&quot;:299}"> </span></h5>
<p><span data-contrast="auto">Na intervenção de enquadramento, Rute Torres, da Direcção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), explicou que o ciclo de conferências tem como objectivos a promoção de instrumentos de acção previstos nos vários eixos estratégicos, divulgação de actividades e casos concretos de pobreza energética que foram atenuados pelas acções previstas na Estratégia Nacional de Longo Prazo para o Combate à Pobreza Energética (ELPPE), bem como a apresentação de indicadores de monitorização e oportunidades de melhoria.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A responsável destacou que esta terceira sessão visa reforçar o papel das estruturas locais no apoio aos cidadãos, promover a integração da pobreza energética nas políticas públicas municipais, facilitar o desenvolvimento de comunidades de energia renovável e aumentar a oferta de habitação pública com elevado desempenho energético.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Entre os exemplos apresentados, salientou-se o crescimento da rede Espaço Energia, que conta actualmente com 129 balcões em funcionamento, mais de seis mil atendimentos realizados e mais de 600 técnicos formados. Foi ainda referido o caso da Região de Coimbra, onde foi lançado um concurso público para a criação do Sistema Intermunicipal de Autoconsumo Colectivo de Energia da Região de Coimbra (SIAC-RC), associado à constituição de Comunidades de Energia Renovável.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<h5><b><i><span data-contrast="auto">Vouchers </span></i></b><b><span data-contrast="auto">ajudam a melhorar o conforto das habitações</span></b><span data-contrast="auto"> </span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559685&quot;:0,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:0}"> </span></h5>
<p><span data-contrast="auto">Um dos momentos centrais da conferência foi a apresentação do Programa Municipal de Combate à Pobreza Energética (PMCPE), por André Macedo, da BragaHabit.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">O responsável apresentou as linhas gerais do programa, que já conta com três edições, e explicou os objectivos, destinatários e tipologias de intervenção apoiadas.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">O programa prevê a atribuição de </span><i><span data-contrast="auto">vouchers </span></i><span data-contrast="auto">até 2500 euros para a realização de melhorias nas habitações, contribuindo para aumentar a eficiência energética e o conforto térmico dos agregados familiares beneficiários.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Segundo os dados apresentados, ao longo das três edições foram atribuídos 488 </span><i><span data-contrast="auto">vouchers</span></i><span data-contrast="auto">, correspondendo a um valor médio de 2464 euros por apoio. O investimento global realizado pelo Município de Braga ascendeu a 1 203 145 euros.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<h5><b><span data-contrast="auto">Save Energy Together desenvolve acções junto de bairros municipais</span></b><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559685&quot;:0,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:0}"> </span></h5>
<p><span data-contrast="auto">A sessão prosseguiu com a apresentação do projecto europeu Save Energy Together, conduzida por Sílvia Remédios, da ADENE – Agência para a Energia.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">O projecto decorre entre Janeiro de 2024 e Dezembro de 2026 e envolve um consórcio internacional composto por entidades da Áustria, Alemanha, Eslovénia, Lituânia e Portugal.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Braga foi escolhida como região piloto para a implementação das acções previstas, tendo sido desenvolvido um plano de actuação dirigido a cidadãos vulneráveis residentes em bairros municipais. As medidas abrangem áreas como o aquecimento e arrefecimento das habitações, a produção de águas quentes sanitárias, a electricidade e a mobilidade.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Além das intervenções técnicas, o projecto inclui campanhas de informação e sensibilização dirigidas às escolas, à população sénior, a grupos vulneráveis e ao público em geral, procurando reforçar a literacia energética.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<h5 aria-level="2"><b><span data-contrast="auto">Apoios existem, mas persistem obstáculos</span></b><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;134245418&quot;:true,&quot;134245529&quot;:true,&quot;335559738&quot;:299,&quot;335559739&quot;:299}"> </span></h5>
<p><span data-contrast="auto">A mesa-redonda dedicada à mitigação da pobreza energética permitiu conhecer diferentes perspectivas e experiências de actuação no terreno.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">José Costa, da Agência para o Clima (ApC), apresentou o enquadramento do Plano Social para o Clima e as medidas de apoio previstas para responder aos desafios enfrentados.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Já Jorge Mendes, da CCDR Norte, centrou a sua intervenção nas consequências da pobreza energética para a saúde pública, alertando para os impactos particularmente significativos junto da população idosa.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A experiência de proximidade foi destacada por Juliana Delfes, do Espaço Energia de Braga, que defendeu a necessidade de respostas integradas e adaptadas às necessidades concretas das famílias. A responsável sublinhou que os apoios disponíveis nem sempre chegam a quem mais precisa devido à complexidade burocrática dos processos.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">O Balcão Espaço Energia de Braga iniciou a sua actividade junto do público em 2025 e, segundo Juliana Delfes, embora o foco do espaço esteja centrado em Braga, a procura crescente demonstra que o serviço está a atrair cidadãos de toda a região do Minho.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<h5 aria-level="2"><b><span data-contrast="auto">Comunidades de energia ganham dimensão no Norte</span></b><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;134245418&quot;:true,&quot;134245529&quot;:true,&quot;335559738&quot;:299,&quot;335559739&quot;:299}"> </span></h5>
<p><span data-contrast="auto">Também Rui Pimenta, da AdEPorto, apresentou o trabalho desenvolvido na Área Metropolitana do Porto, onde a mitigação da pobreza energética constitui um dos principais eixos de actuação da agência.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">O responsável recordou que, em 2022, foi iniciado um processo de diagnóstico da pobreza energética no município do Porto, cujos resultados foram disponibilizados através desta </span><a href="https://porto.pobrezaenergetica.pt/" target="_blank" rel="noopener"><span data-contrast="none">plataforma</span></a><span data-contrast="auto">. O trabalho está agora a ser alargado a outros municípios da região.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Entre as iniciativas em curso destacam-se os balcões de aconselhamento que prestam apoio técnico, legal e financeiro a cidadãos, empresas e entidades públicas. Só em 2025 foram realizados mais de 450 atendimentos.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A AdEPorto tem igualmente promovido acções de literacia energética e encontra-se envolvida no desenvolvimento de projectos de autoconsumo colectivo nos municípios do Porto, Matosinhos, Maia e Póvoa de Varzim.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Durante a sessão foi ainda apresentada a iniciativa Solar Solidário, actualmente na sua segunda fase. O projecto prevê apoiar 300 habitações e proporcionar uma poupança anual na factura energética na ordem dos 200 euros por agregado familiar beneficiário.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Outro dos destaques foi a apresentação da ENNO – Energias do Norte, descrita como a maior comunidade de energia de Portugal. Constituída em Maio de 2025, integra 28 entidades e cerca de nove mil instalações de consumo.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A encerrar o painel, José Campos, da ADENE, abordou as principais áreas de actuação da agência e destacou o potencial das Comunidades de Energia Renovável para ultrapassar diversas barreiras económicas e sociais, promovendo uma participação mais activa dos cidadãos na produção e gestão de energia.</span></p>
<p>Fotografia de destaque: © <em>Shutterstock</em></p>
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		<title>A Panasonic participa num projeto residencial Passivhaus Plus de referência na Península Ibérica</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/empresas/a-panasonic-participa-num-projeto-residencial-passivhaus-plus-de-referencia-na-peninsula-iberica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Edifícios e Energia]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 May 2026 07:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[panasonic]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://edificioseenergia.pt/?p=36707</guid>

					<description><![CDATA[<p>A habitação Can Naiades, em Sant Julià d’Alfou (Barcelona), conta com a bomba de calor Panasonic Aquarea EcoFleX, de elevada eficiência, que climatiza toda a casa com uma única unidade interior, apoiando as certificações Passivhaus Plus e CO₂ Nulo. ...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<div style="height:45px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph">A habitação Can Naiades, situada em Sant Julià d’Alfou (Barcelona), consolidou-se como um projeto de referência em termos de conforto, eficiência energética e descarbonização, após ter recebido recentemente a certificação Passivhaus Plus e o selo CO₂ Nulo. Neste projeto residencial de energia positiva, a <strong><a href="https://www.aircon.panasonic.eu/PT_pt/" type="link" id="https://www.aircon.panasonic.eu/PT_pt/" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">Panasonic Heating &amp; Cooling Solutions</a></strong> participou com a instalação de uma bomba de calor <strong>Aquarea EcoFleX</strong>, uma solução de elevada eficiência que permite climatizar toda a habitação através de uma única unidade interior.<br> <br>Can Naiades é uma moradia unifamiliar com 130 m², construída com uma estrutura de madeira industrializada e concebida de acordo com critérios bioclimáticos e de máxima eficiência energética. O projeto contou com o <strong>design Passivhaus</strong>, a engenharia de instalações e os <a href="https://praxis-rb.com/en/blower-door/" type="link" id="https://praxis-rb.com/en/blower-door/" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">ensaios Blower Door da Praxis Resilient Buildings</a>; a arquitetura da <a href="https://tigges.es/" type="link" id="https://tigges.es/" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">Tigges Architekt</a>; as instalações executadas pela <a href="https://www.fontalgar-instalaciones.es/" type="link" id="https://www.fontalgar-instalaciones.es/" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">Fontalgar Instalaciones</a> e a construção da <a href="https://www.househabitat.es/" type="link" id="https://www.househabitat.es/">House Habitat</a>.<br> <br>A climatização e a produção de água quente sanitária são asseguradas por uma bomba de calor <strong><a href="https://www.aircon.panasonic.eu/PT_pt/happening/aquarea-ecoflex/" type="link" id="https://www.aircon.panasonic.eu/PT_pt/happening/aquarea-ecoflex/" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">Panasonic Aquarea EcoFleX</a></strong> de primeira geração. O sistema destaca-se pela sua capacidade de recuperar o calor gerado durante o funcionamento em modo de refrigeração e reutilizá-lo para a produção de água quente sanitária, melhorando significativamente o rendimento energético global da instalação.<br> <br><em>«Em Can Naiades, instalámos uma bomba de calor Panasonic Aquarea EcoFleX capaz de climatizar toda a moradia unifamiliar de 130 m² através de uma única unidade interior. «Um dos aspetos mais notáveis do sistema é que, quando a bomba de calor funciona no modo de refrigeração, o calor recuperado é aproveitado para produzir água quente sanitária, em vez de ser expelido para o exterior, melhorando assim o rendimento global da instalação e reduzindo o consumo energético no verão»</em>, explica <strong>Olivier Styles</strong>, <strong>arquiteto do projeto</strong>.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/05/ProjectoPassivHaus2-1024x576.png" alt="" class="wp-image-36709" style="width:686px;height:auto" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/05/ProjectoPassivHaus2-1024x576.png 1024w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/05/ProjectoPassivHaus2-300x169.png 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/05/ProjectoPassivHaus2-768x432.png 768w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/05/ProjectoPassivHaus2.png 1200w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph">O sistema também utiliza o circuito ar-água para alimentar um pequeno piso radiante no rés-do-chão e vários pontos de água em ambos os andares, além de permitir a monitorização integral da instalação e do consumo energético da habitação.<br> <br>Para garantir a qualidade do ar interior e maximizar a eficiência energética, a habitação integra ventilação mecânica de duplo fluxo com recuperação de calor e humidade, a par de diversas estratégias passivas, tais como a otimização do isolamento, o controlo das pontes térmicas, a ventilação cruzada natural, o efeito de chaminé e sistemas de sombreamento e controlo solar.<br> <br>A produção de energia fotovoltaica transforma Can Naiades numa habitação com energia positiva, capaz de gerar aproximadamente mais 25% de eletricidade do que a que consome num ano normal. Durante o seu primeiro verão de funcionamento, a equipa da Praxis Resilient Buildings registou elevados níveis de conforto térmico, cobrindo cerca de 96% do consumo de eletricidade através de energia fotovoltaica. No inverno, a habitação atingiu um nível de autossuficiência de 68% graças à eletricidade gerada e armazenada em baterias.<br> <br>«Com o Can Naiades, demonstramos que o conforto no verão e um ambiente interior saudável podem andar de mãos dadas com um consumo energético mínimo e um balanço elétrico anual muito favorável», afirma<strong> Bega Clavero Bosque</strong>, <strong>consultora de sustentabilidade da Praxis</strong>.<br> <br>A certificação CO₂ Nulo, concedida pela Ecómetro, atesta um processo integral de descarbonização baseado na medição e redução da pegada de carbono, na eletrificação do consumo e na utilização de energias renováveis.<br> <br>O Can Naiades representa, assim, um modelo de habitação eficiente e sustentável, onde a arquitetura, o design passivo e as soluções avançadas de climatização atuam em conjunto para reduzir o impacto ambiental, sem comprometer o conforto nem a saúde dos utilizadores.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<hr class="wp-block-separator aligncenter has-text-color has-alpha-channel-opacity has-background is-style-wide" style="margin-top:2px;margin-bottom:2px;background-color:#27a5b8;color:#27a5b8"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>O texto acima é da inteira responsabilidade das empresas/entidades em causa.<br>Fonte: Press Release</em></strong></p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/empresas/a-panasonic-participa-num-projeto-residencial-passivhaus-plus-de-referencia-na-peninsula-iberica/">A Panasonic participa num projeto residencial Passivhaus Plus de referência na Península Ibérica</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
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		<title>Sector solar térmico reclama maior protagonismo nas medidas apresentadas pela Comissão Europeia </title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/sector-solar-termico-reclama-maior-protagonismo-nas-medidas-apresentadas-pela-comissao-europeia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rita Galego]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 May 2026 08:32:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[energia solar térmica]]></category>
		<category><![CDATA[indústria]]></category>
		<category><![CDATA[sector solar térmico]]></category>
		<category><![CDATA[Solar Heat Europe]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A associação Solar Heat Europe saudou o Pacote Energético para os Cidadãos e a Estratégia de Investimento em Energia Limpa da Comissão Europeia, destacando a mobilização de mais de 75 mil milhões de euros para a transição energética. Contudo, a associação alerta que Bruxelas remete o aquecimento renovável para segundo plano. </p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><b><span data-contrast="auto">A associação Solar Heat Europe saudou o Pacote Energético para os Cidadãos e a Estratégia de Investimento em Energia Limpa da Comissão Europeia, destacando a mobilização de mais de 75 mil milhões de euros para a transição energética. Contudo, a associação alerta que Bruxelas remete o aquecimento renovável para segundo plano.</span></b><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:1,&quot;335551620&quot;:1,&quot;335559685&quot;:0,&quot;335559737&quot;:0,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240,&quot;335559740&quot;:279}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A Comissão Europeia apresentou o Pacote Energético para os Cidadãos e a Estratégia de Investimento em Energia Limpa, dois instrumentos que procuram acelerar a transição energética na União Europeia. Enquanto um se concentra na adopção de tecnologias livres de combustíveis fósseis, o outro pretende reforçar o fabrico e o investimento em soluções energéticas sustentáveis.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:1,&quot;335551620&quot;:1,&quot;335559685&quot;:0,&quot;335559737&quot;:0,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240,&quot;335559740&quot;:279}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A iniciativa foi recebida com expectativa pelo sector das energias renováveis, embora algumas organizações ligadas ao solar térmico considerem que Bruxelas continua a privilegiar excessivamente a electrificação, deixando em segundo plano o potencial do aquecimento renovável.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A associação europeia Solar Heat Europe considera que os dois documentos seguem uma direcção positiva ao defenderem a descarbonização do consumo energético com tecnologias produzidas na Europa. Durante o debate no Parlamento Europeu, o comissário europeu da Energia, Dan Jørgensen, afirmou que a União Europeia deve “mobilizar todas as ferramentas ao nosso dispor para criar um sistema energético mais limpo, mais seguro e mais acessível”.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Segundo o sector, as tecnologias solares térmicas respondem a esses três objectivos: reduzem emissões, são fabricadas na Europa e apresentam uma vida útil superior a 25 anos, o que contribui para reduzir custos a longo prazo.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<h5 aria-level="2"><b><span data-contrast="auto">Críticas ao foco na electrificação</span></b><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;134245418&quot;:true,&quot;134245529&quot;:true,&quot;335559738&quot;:299,&quot;335559739&quot;:299}"> </span></h5>
<p><span data-contrast="auto">Apesar do apoio geral às medidas anunciadas, a Solar Heat Europe critica o facto de o Pacote Energético para os Cidadãos centrar grande parte das soluções na electricidade e na electrificação do consumo.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:1,&quot;335551620&quot;:1,&quot;335559685&quot;:0,&quot;335559737&quot;:0,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240,&quot;335559740&quot;:279}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A organização lembra que o aquecimento representa cerca de 65% das necessidades energéticas dos cidadãos europeus, enquanto a água quente corresponde a outros 15%. Na sua perspectiva, ignorar as tecnologias de aquecimento renovável significa não responder à realidade do consumo energético europeu nem ao combate à pobreza energética. “O empoderamento do consumidor e a luta contra a pobreza energética dependem também destas tecnologias”, sustenta a associação.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Entre as principais preocupações identificadas está a chamada “Acção 3”, dedicada à promoção de tecnologias limpas e energeticamente eficientes. O sector defende que esta medida deve incluir soluções fora da rede eléctrica, como o solar térmico, para reduzir os picos de consumo energético através do aquecimento renovável directo.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Outra recomendação incide sobre a “Acção 5”, relativa à autoprodução e partilha de energia entre cidadãos. A Solar Heat Europe propõe que as comunidades energéticas passem igualmente a incentivar a partilha de calor renovável, facilitando a adopção de tecnologias solares térmicas.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Já no âmbito da “Acção 8”, dedicada ao combate à pobreza energética, a associação considera que Bruxelas deve reconhecer que a pobreza energética está fortemente ligada à incapacidade de aquecer habitações. Nesse sentido, defende que a futura recomendação europeia sobre pobreza energética destaque o papel do aquecimento renovável.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<h5 aria-level="2"><b><span data-contrast="auto">Investimento privado ganha destaque</span></b><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;134245418&quot;:true,&quot;134245529&quot;:true,&quot;335559738&quot;:299,&quot;335559739&quot;:299}"> </span></h5>
<p><span data-contrast="auto">Na Estratégia de Investimento em Energia Limpa, a Comissão Europeia aposta na mobilização de capital privado para acelerar a transição energética. Apesar de o documento dar prioridade às tecnologias eléctricas e às redes de energia, o sector solar térmico considera positiva a abertura ao financiamento de soluções limpas.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Um dos pontos mais relevantes é a intenção do Banco Europeu de Investimento de disponibilizar mais de 75 mil milhões de euros em financiamento ao longo dos próximos três anos para apoiar os objectivos climáticos e energéticos da União Europeia.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A Solar Heat Europe defende que parte desses fundos deve apoiar tecnologias solares térmicas produzidas na Europa, reforçando simultaneamente a indústria europeia e a independência energética do bloco.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">O documento europeu destaca ainda iniciativas ligadas à eficiência energética, incluindo um projecto-piloto destinado a mobilizar 500 milhões de euros para acelerar modelos de “eficiência energética como serviço”, bem como programas específicos dirigidos às pequenas e médias empresas.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Ainda assim, o sector alerta para uma lacuna importante na “Acção 3” da estratégia de investimento, dedicada à redução de riscos em tecnologias inovadoras de produção e armazenamento de energia limpa. Segundo a associação, o texto continua demasiado centrado em soluções eléctricas, ignorando que metade das necessidades energéticas europeias está associada ao aquecimento.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Para os defensores do solar térmico, a transição energética europeia só será plenamente eficaz se integrar de forma mais ambiciosa as tecnologias de aquecimento renovável no centro das políticas públicas e dos mecanismos de financiamento.</span></p>
<p>Fotografia de destaque: © Solar Heat Europe</p>
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		<title>Sector solar térmico europeu critica exclusão de nova lei industrial da UE </title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/sector-solar-termico-europeu-critica-exclusao-de-nova-lei-industrial-da-ue/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rita Galego]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 May 2026 09:04:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[empresas]]></category>
		<category><![CDATA[energia solar térmica]]></category>
		<category><![CDATA[indústria]]></category>
		<category><![CDATA[indústria Net-Zero]]></category>
		<category><![CDATA[sector solar térmico]]></category>
		<category><![CDATA[Solar Heat Europe]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O sector europeu da energia solar térmica lançou um apelo aos líderes europeus e nacionais para que revertam a exclusão desta tecnologia das principais disposições da nova Lei do Acelerador Industrial (Industrial Accelerator Act). Fabricantes, associações e apoiantes da indústria alertam que a decisão poderá fragilizar ainda mais um sector encarado como estratégico para a transição energética e para a autonomia industrial da Europa. </p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/sector-solar-termico-europeu-critica-exclusao-de-nova-lei-industrial-da-ue/">Sector solar térmico europeu critica exclusão de nova lei industrial da UE </a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><b><span data-contrast="auto">O sector europeu da energia solar térmica lançou um apelo aos líderes europeus e nacionais para que revertam a exclusão desta tecnologia das principais disposições da nova Lei do Acelerador Industrial (Industrial Accelerator Act). Fabricantes, associações e apoiantes da indústria alertam que a decisão poderá fragilizar ainda mais um sector encarado como estratégico para a transição energética e para a autonomia industrial da Europa.</span></b><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Num comunicado conjunto, os representantes da indústria afirmam que a retirada “de última hora” das referências à energia solar térmica contradiz os objectivos da própria IAA e do Regulamento da Lei da Indústria Net-Zero, aprovado em 2024, que reconhece explicitamente esta tecnologia como parte essencial das soluções de emissões líquidas nulas.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">O sector sublinha que cerca de 90% da procura europeia de tecnologias solares térmicas é actualmente satisfeita por fabricantes sediados na Europa, através de mais de uma centena de unidades industriais espalhadas pelo continente. A maioria das empresas são pequenas e médias empresas, fortemente ligadas às economias locais e responsáveis por milhares de empregos qualificados.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Apesar disso, os produtores denunciam um “declínio preocupante” do mercado europeu nos últimos anos. Entre os factores apontados estão a instabilidade das políticas públicas, a falta de incentivos consistentes para o sector da construção e do aquecimento urbano, bem como a pressão crescente da concorrência internacional.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Segundo o comunicado, fabricantes extraeuropeus beneficiam de condições mais favoráveis de acesso aos mercados e de matérias-primas vendidas a preços considerados de </span><i><span data-contrast="auto">dumping</span></i><span data-contrast="auto">. A indústria denuncia ainda a concorrência indirecta dos módulos fotovoltaicos importados a baixo custo, que disputam o mesmo espaço nos telhados utilizados pelos colectores solares térmicos.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Os signatários defendem que a exclusão da tecnologia solar térmica da IAA poderá enfraquecer os sinais de procura para produtos fabricados na União Europeia, favorecendo importações mais baratas e colocando em risco toda a cadeia de valor europeia ligada ao sector.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Assim, o sector pede aos decisores políticos europeus e nacionais que reintroduzam os colectores solares térmicos nas disposições da IAA relacionadas com requisitos de origem em contratos públicos e outras formas de apoio estatal. Os representantes da indústria apelam igualmente à criação de um quadro regulatório mais estável e coerente, que inclua metas ambiciosas e uma estratégia europeia dedicada à energia solar térmica.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:1,&quot;335551620&quot;:1,&quot;335559685&quot;:0,&quot;335559737&quot;:0,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240,&quot;335559740&quot;:279}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Os responsáveis defendem ainda maior visibilidade política para esta tecnologia renovável, em pé de igualdade com outras soluções energéticas limpas, destacando o potencial da combinação entre diferentes fontes renováveis.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">“A energia solar térmica pode dar um contributo vital para a transição energética e para a independência energética da Europa”, refere o comunicado. “Apelamos aos decisores políticos para que passem das palavras à acção.”</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A associação Solar Heat Europe e os seus membros manifestaram disponibilidade para manter um diálogo com as instituições europeias e os governos nacionais, com o objectivo de reforçar o apoio a uma tecnologia que consideram “verdadeiramente </span><i><span data-contrast="auto">made in Europe</span></i><span data-contrast="auto">” e pronta para crescer à escala continental.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p>Fotografia de destaque: © Solar Heat Europe</p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/sector-solar-termico-europeu-critica-exclusao-de-nova-lei-industrial-da-ue/">Sector solar térmico europeu critica exclusão de nova lei industrial da UE </a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
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