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	<title>Ines Malhado, autor em Edificios e Energia</title>
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	<description>A Revista especializada de referência nos sectores de AVAC, eficiência energética, materiais de construção e edifícios.</description>
	<lastBuildDate>Thu, 01 Oct 2026 07:38:57 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Ines Malhado, autor em Edificios e Energia</title>
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		<title>Citizens’ Energy Forum debate como levar a transição energética aos cidadãos</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/citizens-energy-forum-debate-como-levar-a-transicao-energetica-aos-cidadaos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ines Malhado]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Oct 2026 08:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[edifícios]]></category>
		<category><![CDATA[epbd]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Citizens’ Energy Forum reúne, esta quinta-feira, em Bruxelas, diferentes actores do sector energético para discutir como passar da ambição definida pelo novo pacote de medidas da Comissão Europeia para acções concretas no terreno. Energias renováveis, comunidades de energia, pobreza energética, a participação dos cidadãos e a protecção dos consumidores são alguns dos temas em cima da mesa. Para a Associação Ambientalista ZERO, o desafio passa por garantir que a transição energética se traduz em preços mais baixos e em benefícios reais para as populações.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/citizens-energy-forum-debate-como-levar-a-transicao-energetica-aos-cidadaos/">Citizens’ Energy Forum debate como levar a transição energética aos cidadãos</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><b><span data-contrast="auto">O Citizens’ Energy Forum reúne, esta quinta-feira, em Bruxelas, diferentes actores do sector energético para discutir como passar da ambição definida pelo novo pacote de medidas da Comissão Europeia para acções concretas no terreno. Energias renováveis, comunidades de energia, pobreza energética, a participação dos cidadãos e a protecção dos consumidores são alguns dos temas em cima da mesa. Para a Associação Ambientalista ZERO, o desafio passa por garantir que a transição energética se traduz em preços mais baixos e em benefícios reais para as populações.</span></b></p>
<p>Da política energética para a realidade vivida na casa de cada família europeia. É esta a transição que está, esta quinta-feira, no centro do <a href="https://energy.ec.europa.eu/events/citizens-energy-forum-2026-10-01_en" target="_blank" rel="noopener">Citizens’ Energy Forum</a>, em Bruxelas. Sob o mote de transformar a ambição do novo pacote de medidas energéticas numa realidade na vida dos cidadãos, cidades e comunidades europeias, o encontro procura discutir não apenas o que a Europa pretende fazer, mas sobretudo como concretizar esta mudança no terreno.</p>
<p>Organizado anualmente pela Comissão Europeia (CE), o Fórum pretende colocar em diálogo consumidores, organizações da sociedade civil, comunidades de energia, empresas, reguladores e outros actores locais. A edição deste ano é particularmente marcada pela implementação do <a href="https://energy.ec.europa.eu/topics/markets-and-consumers/energy-consumers-and-prosumers/citizens-energy-package_en" target="_blank" rel="noopener">Plano de Energia para Cidadãos</a>, apresentado em Março de 2026, que se integra na estratégia europeia para tornar a energia mais acessível.</p>
<p>O evento vai ser transmitido, <a href="https://www.youtube.com/watch?v=DnKZ0APJl5U&amp;list=PLst-Hb6W0Mn-BbzlGdBYmr-jiw6uCBxbP&amp;index=2" target="_blank" rel="noopener">em direto</a>. Na sexta-feira, haverá uma mesa-redonda fechada com a participação dos representantes dos países da União Europeia (UE) e reguladores de energia.</p>
<p>“Num contexto particularmente tumultuoso, em que os preços dos combustíveis fósseis, a competitividade e as questões geopolíticas estão no centro das atenções, este Fórum deve recordar-nos da urgência de responder às necessidades concretas das pessoas”, afirma, à Edifícios e Energia, Islene Façanha, que participará no evento à distância.</p>
<p>A porta-voz da ZERO aponta que a implementação do pacote europeu está nas mãos dos Estados-Membros, que devem actuar sobre as principais causas dos preços elevados da energia que continuam a afectar a população europeia, nomeadamente a persistente dependência dos combustíveis fósseis.</p>
<p>Para a Associação Ambientalista ZERO, esta fase de implementação é determinante  para que a transição energética se traduza em energia mais acessível e em benefícios concretos para as populações. “É uma oportunidade para discutir temas como as energias renováveis, a electrificação e a flexibilidade do sistema [energético], e de que forma estas soluções podem contribuir para garantir preços de energia mais acessíveis”, explica.</p>
<p>Islene Façanha considera ainda essencial que a expansão das energias renováveis seja acompanhada por uma distribuição dos benefícios a nível local, maior participação dos cidadãos, criação de emprego e reforço da protecção dos consumidores. “A única forma de proteger de forma duradoura as famílias europeias dos choques nos preços da energia é reduzir progressivamente a dependência dos combustíveis fósseis e aumentar o investimento em energias renováveis, redes, armazenamento e eletrificação que beneficiem diretamente as pessoas”, considera.</p>
<p>O programa do encontro prevê uma sessão plenária dedicada à questão “Making the Citizens Energy Package a reality for all” e, durante a manhã, quatro sessões paralelas sobre o papel dos cidadãos e das comunidades, a protecção dos consumidores vulneráveis face a cortes de energia, a possibilidade de escolha entre diferentes ofertas e a confiança dos consumidores, e ainda a remuneração dos serviços de flexibilidade do lado da procura.</p>
<p>A Comissão Europeia já definiu a direcção e, desde Abril passado, tem vindo a acrescentar um conjunto de recomendações e outros instrumentos para a concretizar.  Agora, a discussão passa por saber quem consegue transformar essas orientações em mudanças efectivas nas casas, nas cidades e nas comunidades europeias. Será esse o tema discutido na sessão de encerramento</p>
<h6><b>Reforçar as comunidade de energia renovável</b></h6>
<p>Entre os pontos que a ZERO pretende acompanhar está precisamente a sessão “Unlocking the power of citizens and communities”, dedicada ao papel das comunidades de energia, à partilha de energia e à produção renovável local. A discussão deverá também abordar os obstáculos colocados pela electrificação num contexto de congestionamento das redes.</p>
<p>A aposta nas comunidades de energia (CER) surge, aliás, como uma das componentes do próprio pacote europeu. A CE estabeleceu o objectivo de aumentar até 90 GW a capacidade de produção renovável instalada por CER, identificando como áreas de intervenção a criação de condições favoráveis, o acesso a financiamento, a capacitação, a inclusão social e a participação pública.</p>
<h6><b>Falta de informação e financiamento afasta populações</b></h6>
<p>Apesar da ambição de colocar os cidadãos no centro da transição, continuam a existir barreiras à sua participação. Na perspectiva da porta-voz da ZERO, a falta de literacia energética, de informação e de capacidade técnica, mas também a insuficiência de incentivos e financiamento são obstáculos que continuam a afastar as populações.</p>
<p>“Muitas pessoas não sabem por onde começar, nem que soluções existem, pelo que precisam de orientação e apoio”, afirma Islene Façanha. Nesse contexto, a associação considera fundamentais as chamadas one-stop shops &#8211; balcões únicos dedicados à transição energética &#8211; e o apoio de proximidade para garantir que estes mecanismos chegam efectivamente a todos.</p>
<h6><b>Combater a pobreza energética pela raiz</b></h6>
<p>A questão social será outro dos eixos do debate, nomeadamente numa sessão apenas dedicada à protecção dos consumidores vulneráveis contra cortes de energia. Para a ZERO, a resposta para consumidores em situação de vulnerabilidade ou pobreza energética não se deve limitar a medidas de emergência ou compensações temporárias.</p>
<p>“É importante passar da ambição à implementação concreta, avançando numa eliminação socialmente justa dos combustíveis fósseis e garantindo estratégias integradas para erradicar a pobreza energética,  nomeadamente através de uma implementação robusta das novas Diretivas Europeias da Energia”, defende Islene Façanha.</p>
<p>Os portugueses são particularmente afectados pela pobreza energética: um quinto da população (20,8%) não tem capacidade para manter a casa adequadamente aquecida, o que equivale a mais de dois milhões de pessoas, segundo os dados do último Inquérito às Condições de Vida e Rendimentos do Instituto Nacional de Estatística, referentes a 2023. “Portugal deve passar de medidas paliativas para soluções bem integradas e estruturais, que atuem sobre as causas da pobreza energética”, alerta a porta-voz.</p>
<p>Para não deixar ninguém para trás, a Zero aponta como prioridades uma renovação profunda das habitações, sobretudo das famílias mais vulneráveis, e garantir o acesso a tecnologias energeticamente eficientes. A redução das facturas de electricidade também é outra das soluções apontadas, bem como a utilização eficaz dos fundos disponíveis. Mas todas estas acções só podem vir a ter resultados através de um reforço da monitorização e governação, com articulação entre os níveis nacional, regional e local, nota.</p>
<h6><b>O que esperar de Bruxelas?</b></h6>
<p>Mais do que produzir novas metas, a expectativa da ZERO é que o encontro em Bruxelas permita identificar soluções concretas e experiências que possam ser replicadas pelos países da UE. “Esperamos que este fórum proporcione boas discussões e uma partilha efectiva de experiências, que possam servir de base para uma forte implementação do pacote nos Estados-Membros”, afirma Islene Façanha.</p>
<p>Para a ZERO, o resultado mais relevante seria, por isso, que a discussão de Bruxelas “contribuísse para uma implementação que coloque as pessoas e o planeta no centro da transição energética, promovendo soluções que reduzam a dependência dos combustíveis fósseis, diminuam os custos energéticos e garantam uma transição socialmente justa”, resume a porta-voz.</p>
<p>Fotografia de destaque: © EUnion</p>
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		<title>LOCATEE: cruzar dados para descobrir em que habitações se esconde a pobreza energética</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/locatee-cruzar-dados-para-descobrir-em-que-habitacoes-se-esconde-a-pobreza-energetica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ines Malhado]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Sep 2026 09:05:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>E se fosse possível saber em que edifícios se concentra a pobreza energética? É esse o desafio a que o projecto europeu Locatee procura responder. O consórcio europeu está a desenvolver uma nova ferramenta que cruza dados estatísticos, certificados energéticos e outras informações administrativas para identificar, à escala do edifício, onde se concentram os agregados famíliares mais vulneráveis à pobreza energética. Torres Vedras é o piloto português de uma investigação que pretende apoiar os municípios a definir prioridades de reabilitação e a integrar esta problemática nas políticas locais.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/locatee-cruzar-dados-para-descobrir-em-que-habitacoes-se-esconde-a-pobreza-energetica/">LOCATEE: cruzar dados para descobrir em que habitações se esconde a pobreza energética</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><b>E se fosse possível saber em que edifícios vivem famílias em situação de pobreza energética? É esse o desafio a que o projecto europeu LOCATEE procura responder. O consórcio europeu está a desenvolver uma nova ferramenta que cruza dados estatísticos, certificados energéticos e outras informações administrativas para identificar, à escala do edifício, onde se concentram os agregados mais vulneráveis. Torres Vedras é o piloto português de uma investigação que pretende apoiar os municípios a definir prioridades de reabilitação e a integrar esta problemática nas políticas locais</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A pobreza energética não se distribui de forma igual no mesmo município, nem no mesmo bairro. Mesmo em zonas consideradas menos vulneráveis, podem existir habitações degradadas, energeticamente ineficientes e famílias sem capacidade para assegurar o consumo de energia de que necessitam. É precisamente esta dimensão à escala do edifício que está no centro do projecto europeu <a href="https://ibs.org.pl/en/research/locatee-local-authorities-tackling-energy-poverty-in-private-multi-apartment-buildings/" target="_blank" rel="noopener">LOCATEE </a>&#8211; </span><i><span style="font-weight: 400;">Local authorities tackling energy poverty in private multi-apartment buildings. </span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Iniciado em 2024, o projecto europeu procura desenvolver um programa computacional &#8211; o EPMS &#8211; </span><i><span style="font-weight: 400;">Energy Poverty Monitoring System</span></i><span style="font-weight: 400;"> &#8211; capaz de localizar, à escala do edifício, onde a vulnerabilidade à pobreza energética poderá ser maior. Neste caso, foram considerados apenas os edifícios residenciais multifamiliares. A investigação está a decorrer em três municípios-piloto: Pireu, na Grécia, Rumia, na Polónia, e Torres Vedras, em Portugal. O consórcio científico envolve como parceiros científicos a Universidade Nova de Lisboa, através do CENSE &#8211; Centro de Investigação em Ambiente e Sustentabilidade, o Centro de Investigação da Universidade de Pireu (UPRC), na Grécia, e o Instituto de Investigação Estrutural (IBS), na Polónia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> “O grande objetivo do projecto é dar ferramentas aos governos locais para o melhor diagnóstico da pobreza energética à escala local, ou seja, para identificarem os bairros e os edifícios onde se encontram as pessoas mais vulneráveis e depois apoiar o desenvolvimento de instrumentos de apoio à renovação dos edifícios multifamiliares, e até a priorização de algumas medidas em específico, para mitigar essa vulnerabilidade”, explica, à </span><i><span style="font-weight: 400;">Edifícios e Energia,</span></i><span style="font-weight: 400;"> Pedro Palma, investigador do CENSE/NOVA envolvido no projecto. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em Portugal, um quinto da população (20,8%) não tem capacidade para manter a casa adequadamente aquecida, o que equivale a mais de dois milhões de pessoas, segundo os dados do último Inquérito às Condições de Vida e Rendimentos do Instituto Nacional de Estatística, referentes a 2023. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esta média continua a ser superior à da União Europeia, sendo Portugal, aliás, um dos países europeus em que a pobreza energética é das mais elevadas. de pobreza energética superiores à média europeia. </span><span style="font-weight: 400;">A problemática está também relacionada com a qualidade do parque habitacional: 29% da população portuguesa vive em habitações com problemas de infiltrações, humidade ou elementos apodrecidos.</span></p>
<h6><strong>Integrar ferramenta nos sistemas dos municípios</strong></h6>
<p><span style="font-weight: 400;">O projecto procura, assim, responder à falta de informação suficientemente detalhada sobre onde estão as situações de maior vulnerabilidade a nível local. “É uma abordagem inovadora que integra uma combinação de dados de estatísticas nacionais, dados de eficiência energética, como os certificados energéticos, e dados administrativos dos municípios”, explica. A ideia é integrar esta ferramenta de monitorização, que, neste momento, já se encontra numa versão avançada para as três cidades-piloto, nos próprios sistemas dos municípios. O sistema permite identificar os edifícios e zonas onde a vulnerabilidade à pobreza energética poderá ser muito alta, alta, moderada, baixa e muito baixa. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A ferramenta não pretende, contudo, substituir a verificação no terreno nem determinar automaticamente onde devem ser realizadas obras de renovação, sublinha Pedro Palma, acrescentando que os resultados devem ser interpretados como um instrumento de apoio à decisão, nomeadamente na elaboração e revisão dos planos de ação para a energia sustentável e o clima.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Recorde-se que a Estratégia Nacional de Longo Prazo para o Combate à Pobreza Energética 2023-2050, aprovada, em Janeiro de 2024, estabelece como meta a erradicação da pobreza energética até 2050. Entre as metas intermédias está a redução para 10% até 2030, 5% até 2040 e menos de 1% até 2050 a população sem capacidade para manter a casa adequadamente aquecida.</span></p>
<h6><b>Identificadas vulnerabilidades em todas as freguesias</b></h6>
<p><span style="font-weight: 400;">No caso de Torres Vedras, o diagnóstico foi desenvolvido e validado através de quatro abordagens diferentes. Uma das abordagem baseia-se na microssimulação estatística para estimar probabilidades de ocorrência de situações de pobreza energética. Outra numa análise de vulnerabilidade à escala da subsecção, recorrendo a dados administrativos e estatísticos. Já uma terceira foi baseada na identificação por diversos participantes locais num </span><i><span style="font-weight: 400;">workshop </span></i><span style="font-weight: 400;">das zonas que consideravam mais vulnerávei. E, por último, foi feita uma autoavaliação da problemática a nível local por representantes das juntas de freguesia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os diferentes mapas, que abrangem o município na sua totalidade, foram depois comparados. “O curioso é que há muitas semelhanças entre os mapas”, afirma Pedro Palma, que revela também que foram identificados pontos de vulnerabilidade em todas as freguesias do município. É na zona Norte e Este desta cidade do distrito de Lisboa que existe uma maior concentração destes casos. </span></p>
<figure id="attachment_38246" aria-describedby="caption-attachment-38246" style="width: 1200px" class="wp-caption alignleft"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-38246 size-full" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/09/1.3-Vista-do-Sistema-de-Monitorizacao-da-Pobreza-Energetica.jpg" alt="" width="1200" height="675" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/09/1.3-Vista-do-Sistema-de-Monitorizacao-da-Pobreza-Energetica.jpg 1200w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/09/1.3-Vista-do-Sistema-de-Monitorizacao-da-Pobreza-Energetica-300x169.jpg 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/09/1.3-Vista-do-Sistema-de-Monitorizacao-da-Pobreza-Energetica-1024x576.jpg 1024w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/09/1.3-Vista-do-Sistema-de-Monitorizacao-da-Pobreza-Energetica-768x432.jpg 768w" sizes="(max-width: 1200px) 100vw, 1200px" /><figcaption id="caption-attachment-38246" class="wp-caption-text">Vista do sistema de monitorização da pobreza energética</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre as freguesias que surgem como particularmente vulneráveis, Pedro Palma destaca as Uniões de Freguesias de Maxial e Monte Redondo e de Carvoeira e Carmões. Ainda assim, a leitura deste mapeamento não deve ser feita como uma divisão entre territórios vulneráveis e territórios onde o problema não existe. “Existem pessoas em pobreza energética em todo o município. Em certas freguesias há mais pessoas em vulnerabilidade do que noutras, mas mesmo em zonas consideradas menos vulneráveis há sempre alguém que tem dificuldade em assegurar os serviços energéticos que necessita”, alerta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A ferramenta está a ser cocriada e desenvolvida através do contacto com os diferentes </span><i><span style="font-weight: 400;">stakeholders</span></i><span style="font-weight: 400;"> locais. Município, juntas de freguesia, serviços sociais, e associações nacionais e locais têm feito parte deste processo. O objectivo é também envolver, em particular, os proprietários e actores ligadis à gestão dos edifícios.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Os proprietários dos edifícios têm poder no processo de renovação do edificado e, por isso, têm um papel muito relevante na transformação do edificado”, explica Pedro Palma. No entado, há dificuldades no envolvimento deste grupo nas actividades do projecto, reconhece. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em Torres Vedras, a equipa de investigadores tem realizado </span><i><span style="font-weight: 400;">workshops</span></i><span style="font-weight: 400;"> para apresentar versões preliminares da ferramenta e recolher contributos. “Agora já pudemos integrar essas melhorias na ferramenta”, conta o investigador. Este trabalho de contacto também permitiu identificar preocupações partilhadas pelos actores locais, como a inexistência de um programa especificamente dedicado à pobreza energética.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Existem, segundo o investigador, programas de renovação destinados a agregados com dificuldades económicas acentuadas e a habitações em estado de degradação elevado. Mas a pobreza energética, enquanto problema específico e multidimensional, não dispõe ainda de um instrumento municipal próprio. “É algo para o qual gostaríamos de contribuir se houver essa oportunidade”, admite. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre outros problemas está também a falta de monitorização da renovação das habitações. “A inspecção da qualidade das obras é limitada. Há certos actores sociais que podem ter um papel importante também na promoção da renovação. Temos falado sobre as administrações de condomínio. Mas faltam também fundos para apoiar as pessoas”, explica Pedro Palma. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A realidade encontrada no município evidencia também como a pobreza energética é um problema multidimensional. “Muitas vezes até há a vontade de fazer um programa dedicado à pobreza energética, mas se ainda existem pessoas dentro do município que vivem em casas completamente degradadas, é um problema ainda maior, de privação multidimensional, não só energética, mas também económica, habitacional e social”, sublinha. </span></p>
<h6><b>Tecnologia pensada para chegar a mais municípios</b><span style="font-weight: 400;"> </span></h6>
<p><span style="font-weight: 400;">O projecto &#8211; financiado através do Programa LIFE &#8211; pretende levar a ferramenta a mais de 32 municípios nos três países envolvidos, embora com um nível de detalhe inferior ao conseguido nos territórios-piloto, uma vez que envolve o uso de dados que podem não estar disponíveis.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Queremos, pelo menos, ter uma versão que pode não ser tão desenvolvida, mas que esteja a um nível intermédio para ser replicada a larga escala pela Europa toda”. A ferramenta deverá ser apresentada publicamente em breve. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas a missão do LOCATEE não termina com a sua conclusão, prevista para Setembro de 2027. A equipa está já a preparar a divulgação dos resultados, novas publicações científicas e a estabelecer contactos com municípios interessados em adoptar a ferramenta, nomeadamente Lisboa. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Vamos reunir um conjunto de municípios que tenham interesse e vamos também ter sessões de capacitação para mostrar a ferramenta e até ajudar a implementá-la para que possa ser útil para outros municípios já a curto prazo”, afirma Pedro Palma. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em paralelo, o consórcio apresentou uma proposta para dar continuidade ao trabalho através de um novo projecto. Mas, mesmo que esse financiamento não avance, o investigador acredita que a ferramenta desenvolvida tem potencial para continuar a ser utilizada e que o conhecimento produzido ao longo destes últimos anos seja incorporado em </span><span style="font-weight: 400;">instrumentos de política local para tentar tornar visível uma vulnerabilidade que, muitas vezes, os indicadores gerais não conseguem localizar.</span></p>
<p>Fotografia de destaque: © Shutterstock</p>
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			</item>
		<item>
		<title>IDEAL: cluster europeu quer colocar a qualidade do ar interior no centro da saúde pública e dos edifícios </title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/ideal-cluster-europeu-quer-colocar-a-qualidade-do-ar-interior-no-centro-da-saude-publica-e-dos-edificios/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ines Malhado]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Sep 2026 09:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[edifícios]]></category>
		<category><![CDATA[epbd]]></category>
		<category><![CDATA[IDEAL Cluster]]></category>
		<category><![CDATA[Investigação]]></category>
		<category><![CDATA[QAI]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os europeus passam a maior parte do tempo em espaços fechados, mas a qualidade do ar que respiram dentro das suas casas, escolas, locais de trabalho e transportes públicos continua a ser menos visível do que a poluição do ar exterior. É precisamente para investigar o que está presente no ar interior e os seus efeitos na saúde que surgiu o IDEAL - Cluster on Indoor Air and Health, uma iniciativa europeia que reúne sete projectos por toda a Europa. As descobertas estão agora a ser transformadas em ferramentas e recomendações que colocam a QAI no centro da saúde pública e do desempenho dos edifícios.  </p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/ideal-cluster-europeu-quer-colocar-a-qualidade-do-ar-interior-no-centro-da-saude-publica-e-dos-edificios/">IDEAL: cluster europeu quer colocar a qualidade do ar interior no centro da saúde pública e dos edifícios </a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><b><span data-contrast="auto">Os europeus passam a maior parte do tempo em espaços fechados, mas a qualidade do ar que respiram dentro das suas casas, escolas, locais de trabalho e transportes públicos continua a ser menos visível do que a poluição do ar exterior. É precisamente para investigar o que está presente no ar interior e os seus efeitos na saúde que surgiu o IDEAL &#8211; Cluster on Indoor Air and Health, uma iniciativa europeia que reúne sete projectos por toda a Europa. As descobertas estão agora a ser transformadas em ferramentas e recomendações que colocam a QAI no centro da saúde pública e do desempenho dos edifícios. </span></b><span data-ccp-props="{&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">É no interior dos edifícios que a maioria da população europeia respira diariamente: estima-se que os europeus passam cerca de 90% do seu tempo em ambientes interiores, desde as suas casas, escritórios, escolas, hospitais, a meios de transporte, de acordo com a Associação Europeia da Indústria de Ventilação (EVIA, na sigla em inglês). Porém, a qualidade do ar interior (QAI) continua a ficar em segundo plano quando se fala de saúde pública e do desempenho dos edifícios. </span><span data-ccp-props="{&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Foi precisamente para preencher esta lacuna que surgiu, em 2022, <a href="https://www.idealcluster.eu/" target="_blank" rel="noopener">o IDEAL &#8211; Cluster on Indoor Air and Health</a>. Financiado pelo programa Horizon Europe, esta rede europeia de investigação tem como objectivo aprofundar o conhecimento sobre os factores que determinam a QAI e os seus efeitos na saúde, bem como procurar soluções para melhorar o ar em ambientes fechados. </span><span data-ccp-props="{&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">O </span><i><span data-contrast="auto">cluster</span></i><span data-contrast="auto"> junta sete projectos por toda a Europa &#8211; o INCHILDHEALTH, INQUIRE, K-HEALTHinAIR, LEARN, SynAir-G, TwinAIR e o EDIAQ -, e oito grupos de trabalho, cujas investigações incidem sobre diferentes ambientes interiores, desde habitações e escolas a locais de trabalho e transportes públicos, e procuram analisar tanto poluentes químicos como factores microbiológicos, bem como as suas fontes e efeitos. Actualmente, o IDEAL conta ainda com mais de 120 organizações e parceiro. </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Durante os primeiros anos de actividade do <em>cluster,</em> os investigadores dedicaram-se a identificar no interior dos edifícios fontes de poluição específicas, que muitas vezes são invisíveis, nomeadamente materiais de construção, produtos de limpeza utilizados nos espaços, sistemas de ventilação inadequados, combustão, humidade, partículas, compostos orgânicos voláteis (COV) e microrganismos, bem como certas actividades dos próprios ocupantes. Entre os grupos considerados mais vulneráveis encontram-se crianças, idosos, grávidas e pessoas com doenças respiratórias ou cardiovasculares.</span><span data-ccp-props="{&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<h6><b><span data-contrast="auto">Da investigação à criação de tecnologias de monitorização</span></b></h6>
<p><span data-contrast="auto">Já este ano, os investigadores começaram a transformar as descobertas e as boas práticas testadas nos projectos em ferramentas e recomendações destinadas a profissionais dos vários sectores e decisores políticos para apoiar a gestão da QAI. Em todos os projetos estão a ser desenvolvidas e testadas tecnologias de monitorização do ar, incluindo sensores de baixo custo e sistemas multissensoriais.  </span><span data-ccp-props="{&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">No caso do projecto <a href="https://k-healthinair.eu/" target="_blank" rel="noopener">K-HEALTHinAIR</a>, os investigadores desenvolveram uma ferramenta para monitorizar a qualidade do ar que utiliza um sistema de semáforo. Já o <a href="https://ediaqi.eu/" target="_blank" rel="noopener">EDIAQI</a> resultou na criação de um <a href="https://iaqsim.ascalia.io/" target="_blank" rel="noopener">simulador </a></span><i><span data-contrast="auto">online</span></i><span data-contrast="auto"> que tem como objetivo estimar a QAI em diferentes edifícios com base na localização e outros fatores. No âmbito do <a href="https://synairg.eu/" target="_blank" rel="noopener">SynAir-G</a>, foi testado um sistema de filtragem do ar que utiliza plantas vivas, cujos dados preliminares sugerem um impacto positivo na saúde.  </span><span data-ccp-props="{&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">No seu primeiro </span><i><span data-contrast="auto">policy brief</span></i><span data-contrast="auto">, o IDEAL defendeu uma definição comum de QAI, uma estratégia europeia &#8220;coerente&#8221; e uma maior articulação entre políticas de construção, renovação, eficiência energética e saúde.</span><span data-ccp-props="{&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A</span> <span data-contrast="auto">saúde das crianças é uma das áreas que tem ganho particular destaque nas investigações levadas a cabo pelo <em>cluster.</em> Num <a href="https://www.idealcluster.eu/ideal-cluster-publishes-second-joint-policy-brief-on-childrens-health-and-indoor-air-quality/?utm" target="_blank" rel="noopener">segundo </a></span><i><span data-contrast="auto">policy brief</span></i><span data-contrast="auto">, publicado em Março passado, o IDEAL</span><span data-contrast="auto"> alertou para o facto de as crianças passarem entre 80 e 90% do seu tempo em espaços interiores, nomeadamente em casa, creches e escolas. Os projectos de investigação identificaram desafios recorrentes relacionados com a presença de CO2, partículas finas, COV e microrganismos no ar interior. Com base nos resultados, os investigadores recomendam uma maior monitorização e a definição de padrões mínimos de QAI baseados na saúde para novos edifícios escolares.</span><span data-ccp-props="{&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<h6><b><span data-contrast="auto">Uma nova dimensão na política europeia para os edifícios</span></b><span data-ccp-props="{&quot;134245418&quot;:false,&quot;134245529&quot;:false,&quot;335559738&quot;:280}"> </span></h6>
<p><span data-contrast="auto">A QAI está também a ganhar espaço na legislação europeia através da<a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/qualidade-do-ar-interior-a-nova-centralidade-da-qai/" target="_blank" rel="noopener"> revisão da Directiva do Desempenho Energético dos Edifícios (EPBD)</a>. A Directiva (UE) 2024/1275, em vigor desde Maio de 2024, veio estabelecer uma visão mais integrada do desempenho dos edifícios, associando a eficiência energética à qualidade do ambiente interior. Assim, a EPBD introduziu o conceito de QAI no enquadramento europeu dos edifícios, abrangendo as condições interiores que afectam a saúde e o bem-estar dos ocupantes, mas também parâmetros como a temperatura, a humidade, a taxa de ventilação e presença de contaminantes. </span><span data-ccp-props="{&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A legislação prevê ainda mudanças ao nível da monitorização. Nos edifícios não residenciais com emissões nulas vai passar a ser obrigatório o uso de  dispositivos de medição e de controlo da QAI. Já nos edifícios não residenciais istentes sujeitos a grandes renovações a instalação destes sistemas deve também ser considerada, mas se for uma opção técnica e economicamente viável.</span></p>
<p>Fotografia de destaque: © Shutterstock</p>
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		<title>Associação cria novo grupo de trabalho para tornar sector da construção mais circular   </title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/associacao-cria-novo-grupo-de-trabalho-para-tornar-sector-da-construcao-mais-circular/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ines Malhado]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Sep 2026 08:35:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[construção circular]]></category>
		<category><![CDATA[economia circular]]></category>
		<category><![CDATA[impactes ambientais]]></category>
		<category><![CDATA[Smart Waste Portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O sector da construção é um dos maiores consumidores de matérias-primas e com maior impacto na produção de resíduos. Para acelerar a transição para uma construção mais circular em Portugal, a associação Smart Waste criou um grupo de trabalho que reune empresas, entidades públicas, membros da academia e outros intervenientes da cadeia de valor na procura de soluções para o futuro de um dos sectores com maior impacte ambiental, tanto a nível nacional como global. </p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><b><span data-contrast="auto">O sector da construção é um dos maiores consumidores de matérias-primas e de maior impacto na produção de resíduos. Para acelerar a transição para uma construção mais circular em Portugal, a associação Smart Waste criou um grupo de trabalho que reúne empresas, entidades públicas, membros da academia e outros intervenientes da cadeia de valor na procura de soluções para um futuro mais sustentável de um dos sectores com maior impacte ambiental, tanto a nível nacional como global. </span></b><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="none">Fomentar a colaboração, promover a partilha de conhecimento e desenvolver soluções para aumentar a circularidade do sector da construção. É com este propósito que a associação <a href="https://smartwasteportugal.com/" target="_blank" rel="noopener">Smart Waste Portugal</a> (ASWP) anunciou, esta semana, ter criado o grupo de trabalho Construção Circular, uma iniciativa que quer reunir empresas, autarquias locais, institutos públicos, universidades, centros de investigação, organizações não-governamentais e restantes intervenientes da cadeia de valor em torno da economia circular num dos sectores que continua a ter maior impacto na utilização de recursos e na produção de resíduos.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="none">Na Europa, o sector da construção é responsável por 50% do consumo de matérias-primas, por 33% do consumo de água e cerca de 39% das emissões CO2, sublinha, em comunicado, a ASWP. À escala nacional, os resíduos de construção e demolição representam cerca de 30% do total de resíduos produzidos. Apesar deste impacto, apenas 40% dos resíduos são reutilizados ou reciclados em Portugal, “evidenciando a necessidade de acelerar a adopção de práticas mais circulares e sustentáveis”, defende a associação. </span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="none">A primeira sessão deste grupo de trabalho, que se focou nos principais desafios e oportunidades para a circularidade na construção, reuniu mais de 30 </span><i><span data-contrast="none">stakeholders</span></i><span data-contrast="none">, no passado dia 22 de setembro, segundo a associação. A diretora-executiva da ASWP acredita que o sector “tem um enorme potencial para acelerar a transição para a economia circular”, mas nota que “só será possível através de uma maior colaboração entre todos os intervenientes”. </span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="none">“Com este grupo de trabalho queremos criar um espaço de diálogo, inovação e ação, capaz de transformar desafios em soluções concretas e contribuir para um setor mais competitivo, eficiente e sustentável&#8221;, sublinha Luísa Magalhães. </span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<h6>Reúne-se de três em três meses</h6>
<p><span data-contrast="none">O grupo de trabalho prevê a realização de reuniões trimestrais e a criação de </span><i><span data-contrast="none">task-forces</span></i><span data-contrast="none"> temáticas, onde serão abordados desafios técnicos, regulatórios e de mercado em áreas como a incorporação de materiais reciclados, o </span><i><span data-contrast="none">ecodesign</span></i><span data-contrast="none">, a demolição selectiva, as compras públicas ecológicas e o <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/empresas-ja-podem-testar-novo-registo-do-passaporte-digital-do-produto/" target="_blank" rel="noopener">Passaporte Digital do Produto</a>. Entre outros temas prioritários, destacam-se ainda as auditorias pré-demolição e cadernos de encargos, os sistemas construtivos alternativos, a prefabricação, bem como projetar para a desconstrução.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Em Portugal, a transição para uma economia mais circular encontra-se enquadrada através do Plano de Ação para a Economia Circular (PAEC) 2030, aprovado em março deste ano, que veio substituir o anterior plano de 2017-2020. O sector da construção é identificado como um dos prioritários no plano, que prevê integrar a circularidade desde a fase de projecto. </span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Entre as medidas previstas estão a certificação da circularidade dos edifícios, a avaliação prévia de sustentabilidade dos projectos, o incentivo à incorporação de materiais reciclado, o desenvolvimento de orientações de </span><i><span data-contrast="auto">ecodesign</span></i><span data-contrast="auto"> e de um passaporte digital de materiais e edifícios, tal como consta na <a href="https://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/resolucao-conselho-ministros/58-2026-1075988790" target="_blank" rel="noopener">Resolução do Conselho de Ministros n.º 58/2026.</a></span></p>
<p><span data-contrast="none">Além da promoção de um fórum permanente de partilha de conhecimento, a ASWP sublinha ainda que o grupo de trabalho irá desenvolver guias, estudos e ações de capacitação, bem como contribuir com recomendações para políticas públicas que reforcem a economia circular e sustentabilidade no sector da construção.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160}"> </span></p>
<p>Fotografia de destaque: © Shutterstock</p>
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		<title>Renovação energética chega a um terço dos portugueses, mas parque habitacional continua ineficiente  </title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/renovacao-energetica-chega-a-um-terco-dos-portugueses-mas-parque-habitacional-continua-ineficiente/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ines Malhado]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Sep 2026 08:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[eficiência energética]]></category>
		<category><![CDATA[Eurostat]]></category>
		<category><![CDATA[pobreza energética]]></category>
		<category><![CDATA[renovação]]></category>
		<category><![CDATA[união europeia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Portugal está entre os países da União Europeia que aumentaram a melhoria da eficiência energética das habitações nos últimos cinco anos. Em 2025, 32,8% da população portuguesa diz ter beneficiado de intervenções que contribuíram para aumentar o conforto térmico. Apesar de o país apresentar um dos melhores resultados, 80% das casas portuguesas continuam a ser energeticamente ineficientes. As intervenções não eliminam desigualdades, nem a pobreza energética.  </p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><b><span data-contrast="auto"><span class="TextRun SCXW144392334 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW144392334 BCX0">Portugal está entre os países da União Europeia que aumentaram a melhoria da eficiência energética das habitações nos últimos cinco anos</span><span class="NormalTextRun SCXW144392334 BCX0">. </span><span class="NormalTextRun SCXW144392334 BCX0">Em 2025, </span><span class="NormalTextRun SCXW144392334 BCX0">32,8%</span><span class="NormalTextRun SCXW144392334 BCX0"> da população portuguesa diz ter beneficiado d</span><span class="NormalTextRun SCXW144392334 BCX0">e</span> <span class="NormalTextRun SCXW144392334 BCX0">intervenções que contribuíram para aumentar o conforto térmico</span><span class="NormalTextRun SCXW144392334 BCX0">. </span><span class="NormalTextRun SCXW144392334 BCX0">Apesar </span><span class="NormalTextRun SCXW144392334 BCX0">d</span><span class="NormalTextRun SCXW144392334 BCX0">e o</span><span class="NormalTextRun SCXW144392334 BCX0"> país apresentar um dos melhores resultados</span><span class="NormalTextRun SCXW144392334 BCX0">, </span><span class="NormalTextRun SCXW144392334 BCX0">80% das</span><span class="NormalTextRun SCXW144392334 BCX0"> </span><span class="NormalTextRun SCXW144392334 BCX0">casas portuguesas continuam a ser energeticamente ineficientes</span><span class="NormalTextRun SCXW144392334 BCX0">. As intervenções não eliminam desigualdades, nem a pobreza energética. </span></span><span class="EOP Selected SCXW144392334 BCX0" data-ccp-props="{}"> </span></span></b></p>
<p><span data-contrast="auto">Mais de um terço dos portugueses (32,8%) dizem ter beneficiado de melhorias na eficiência energética das suas habitações nos últimos cinco anos. O resultado é superior à média da União Europeia (UE):  no ano passado apenas 23,9% da população europeia (com mais de 16 anos) vivia em casas nas quais a eficiência energética melhorou nos cinco anos anteriores, um resultado inferior ao que se registou em 2023 (25,5%), mostram os <a href="https://ec.europa.eu/eurostat/statistics-explained/index.php?title=Living_conditions_in_Europe_-_energy_efficiency_in_households" target="_blank" rel="noopener">dados mais recentes do Eurostat</a>. Portugal é, assim, o 5º país com mais população a melhorar a eficiência energética do parque habitacional entre os 27 Estados-Membros da UE. </span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Porém, a maioria do parque habitacional português é antigo e apresenta necessidades de reabilitação. Segundo a Estratégia Nacional de Longo Prazo para o Combate à Pobreza Energética 2023-2030, cerca de 80% das casas é energeticamente ineficiente. Parte da população portuguesa continua a viver em habitações cujas condições térmicas são inadequadas: 15,7% da população não consegue manter a casa adequadamente aquecida e 29,9% vive em habitações não confortavelmente frescas durante o verão, de acordo com o Observatório Nacional da Pobreza Energética (ONPE-PT). Estima-se que pobreza energética afeta, assim, entre 699 mil a 1,7 milhões de portugueses.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Este indicador do Eurostat inclui reformas que tenham melhorado o desempenho energético e as condições térmicas das habitações, como intervenções no envolvente dos edifícios (onde se inclui o isolamento térmico em paredes externas, telhados ou pisos), a substituição de janelas com vidro simples por janelas com vidro duplo ou triplo, e a instalação de sistemas de aquecimento e refrigeração mais eficientes. </span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">As diferenças entre os Estados-Membros são significativas. Os melhores resultados foram registados nos Países Baixos (60,5%), seguindo-se a Dinamarca (34%), a França e a Eslovénia (ambas com 33,3%). No outro extremo, Itália (2,6%), Malta (7,8%) e Grécia (9,5%) registaram as menores taxas de residentes em habitações recentemente melhoradas. </span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Embora a maiorida dos proprietários europeus reconheça a importância de melhorar a eficiência energética das suas casas, renovações consideradas profundas não acontecem. Os custos associados à surgem com o principal obstáculo, mostra um <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/europeus-querem-melhorar-eficiencia-energetica-dos-edificios-mas-renovacao-profunda-nao-acontece/" target="_blank" rel="noopener">outro inquérito europeu</a> também recente.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<h6><b><span data-contrast="auto">Melhorias não são distribuídas de forma equitativa </span></b><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></h6>
<p><span data-contrast="auto">A nível europeu, apenas 17,4% das pessoas em risco de pobreza ou exclusão social viviam, em 2025, numa habitação que tinha sido alvo de melhorias de eficiência energética, enquanto entre as pessoas que não estavam nessa situação, a proporção é de 25,6%. A diferença é de 8,2% entre estes dois grupos. Os dados mostram que esta parte da população mais vulnerável é a que vive em imóveis antigos e que tem mais dificuldade em manter as casas adequadamente aquecidadas. </span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Em Portugal, essa discrepância é de 10%: 24,7% das pessoas de pobreza ou exclusão social viviam, no ano passado, em habitações cuja eficiência energética foi melhorada nos últimos cinco anos, em comparação com 34,7% de pessoas que não estão nessa situação. </span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<h6><b><span data-contrast="auto">Pobreza energética predomina em habitações mais antigas</span></b><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></h6>
<p><span data-contrast="auto">Os dados do Eurostat mostram também uma relação entre a idade dos edifícios e a capadidade de os manter quentes. No ano passado, apenas 4,8% dos europeus que viviam em habitações construídas a partir de 2011 diziam não conseguir manter a casa adequadamente quente. Este número aumenta para 10,1% entre os europeus que vivem em edifícios construídos a partir de 1960 ou antes. </span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<h6><b><span data-contrast="auto">Menos melhorias em casas alugadas e apartamentos</span></b><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></h6>
<p><span data-contrast="auto">Outro dado do relatório conclui que são feitas menos melhorias de eficiência energética em casas alugadas e em apartamentos do que em moradias e casas compradas. Em 2025, 16,7% dos inquilinos europeus viviam numa casa que tinha beneficiado de intervenções, enquanto no caso dos proprietários este valor sobe para os 26,9%. Em Portugal, apenas 25,2% dos portugueses que arrendavam casa diz viver em condições de eficiência energética.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p>Fotografia de destaque: © Shutterstock</p>
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		<item>
		<title>Modelos virtuais testam como reaproveitar o calor na indústria   </title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/modelos-virtuais-testam-como-reaproveitar-o-calor-na-industria/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ines Malhado]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Sep 2026 08:35:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Digital Twins]]></category>
		<category><![CDATA[eficiência energética]]></category>
		<category><![CDATA[SPIRIT]]></category>
		<category><![CDATA[união europeia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://edificioseenergia.pt/?p=38145</guid>

					<description><![CDATA[<p>A indústria alimentar e de produção de papel está a utilizar modelos virtuais para perceber como pode utilizar bombas de calor de forma mais eficiente e aproveitar o calor residual da fabricação. Os testes estão a decorrer no âmbito do projecto europeu SPIRIT,  que está a desenvolver réplicas virtuais – os chamados digital twins -, capazes de reproduzir como funcionariam estes sistemas em diferentes operações ainda antes de serem instalados, bem como antecipar consumos, custos e emissões de gases com efeito de estufa. </p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><b><span data-contrast="auto">A indústria alimentar e de produção de papel está a utilizar modelos virtuais para perceber como pode utilizar bombas de calor de forma mais eficiente e aproveitar o calor residual da fabricação. Os testes estão a decorrer no âmbito do projecto europeu SPIRIT,  que está a desenvolver réplicas virtuais – os chamados </span></b><b><i><span data-contrast="auto">digital twins</span></i></b><b><span data-contrast="auto"> -, capazes de reproduzir como funcionariam estes sistemas em diferentes operações ainda antes de serem instalados, bem como antecipar consumos, custos e emissões de gases com efeito de estufa. </span></b><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">O projecto europeu <a href="https://spirit-heat.eu/" target="_blank" rel="noopener">SPIRIT Heat</a> está a desenvolver modelos virtuais 3D, designados </span><i><span data-contrast="auto">digital twins</span></i><span data-contrast="auto">, de sistemas industriais de bombas de calor, para reproduzir digitalmente a resposta que estes equipamentos podem ter a diferentes condições de operação em instalações reais. </span></p>
<p><span data-contrast="auto">O objectivo é observar, antes de qualquer alteração no terreno, o que pode acontecer em diferentes condições de funcionamento e prever resultados em termos de desempenho energético, poupanças energéticas, custos e reduções de gases com efeito de estufa com a adopção de bombas de calor na indústria. </span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:1,&quot;335551620&quot;:1,&quot;335559685&quot;:0,&quot;335559737&quot;:0,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:279}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Além disso, o uso destas réplicas virtuais pode também reduzir o risco associado a essa utilização. Este é um dos projectos que a Associação Europeia de Bombas de Calor (EHPA, na sigla em inglês) destacou <a href="https://ehpa.org/news-and-resources/projects/from-shrimps-to-sugar-how-digital-heat-pump-twins-offer-new-insights/" target="_blank" rel="noopener">no âmbito de um conjunto de </a></span><i><span data-contrast="auto">webinars </span></i><span data-contrast="auto">que estão a decorrer durante este mês, com base na experiência de iniciativas dedicadas ao uso de bombas de calor indústriais e financiadas pela União Europeia. </span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:1,&quot;335551620&quot;:1,&quot;335559685&quot;:0,&quot;335559737&quot;:0,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:279}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Em curso desde 2022, o SPIRIT partiu da <a href="https://cordis.europa.eu/project/id/101069672" target="_blank" rel="noopener">missão de reutilizar o calor residual da indústria</a> dentro da mesma. Para aproveitar essa fonte de calor, este projecto europeu está a testar três protótipos em escala real de bombas de calor industriais que convertem o calor residual em temperaturas úteis ao funcionamento da fabricação, entre os 135-160 ºC. Os protótipos foram desenvolvidos pela Spilling Projects Partner, a GEA Refrigeration Germany e pela Mayekawa. </span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Neste caso, a digitalização não é usada apenas para representar ou simular o uso destes sistemas: a partir destes modelos, as empresas conseguem obter dados reais de operação, nomeadamente sobre as temperaturas dentro das instalações, comparar o desempenho energético esperado com o observado, bem como testar e optimizar o sistema antes sequer de o instalar. </span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:1,&quot;335551620&quot;:1,&quot;335559685&quot;:0,&quot;335559737&quot;:0,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:279}"> </span></p>
<h6><b><span data-contrast="auto">Industrias com necessidades térmicas diferentes </span></b><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:1,&quot;335551620&quot;:1,&quot;335559685&quot;:0,&quot;335559737&quot;:0,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:279}"> </span></h6>
<p><span data-contrast="auto">O projecto está a testar a tecnologia numa fábrica de processamento de camarão (Stella Polaris), na Noruega, outra de produção de açúcar (Tiense Suikerraffinaderij), na Bélgica, e uma de produção de papel (Smurfit Westrock Morava), na República Checa. Por agora, os testes têm demonstrado como é que as bombas de calor industriais podem ser incorporadas em processos que já existiam sem interromper a produção.  Esta abordagem está a ser testada em diferentes industrias precisamente para que, no futuro, possa vir a ser adaptada a processos com necessidades térmicas também diferentes. </span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:1,&quot;335551620&quot;:1,&quot;335559685&quot;:0,&quot;335559737&quot;:0,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:279}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Como parte do projecto, foi também desenvolvida uma <a href="https://spirit-heat.eu/project-materials/pinch-analysis-tool/" target="_blank" rel="noopener">ferramenta online</a> e de acesso livre para apoiar a análise das necessidades de aquecimento, bem como de resfriamento em processos industriais. </span></p>
<p><span data-contrast="auto">“Esta é uma nova técnica com enorme potencial. Os programadores encontram-se a aperfeiçoar e a aprimorar os modelos, e o futuro poderá testemunhar uma implementação muito mais ampla deste tipo de tecnologia no sector das bombas de calor industriais”, considerou a EHPA. </span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:1,&quot;335551620&quot;:1,&quot;335559685&quot;:0,&quot;335559737&quot;:0,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:279}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A EHPA nota que esta pode tornar-se uma ferramenta adicional para aumentar a eficiência das instalações, bem como para acelerar a electrificação dos processos indústrias.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A aplicação de soluções tecnológicas como a que o SPIRIT está a desenvolver é particularmente importante num contexto em que a indústria procura reduzir o uso de combustíveis fósseis e recuperar o calor gerado durante a sua operação. A indústria é responsável por quase 40% do consumo final de energia no mundo, sendo, por isso, o maior consumidor de energia a nível global, de acordo com os <a href="https://www.iea.org/reports/energy-efficiency-2025/industry?utm_source" target="_blank" rel="noopener">dados mais recentes</a> da  Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês). </span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Em meados de Dezembro, a Comissão Europeia prevê abrir novas candidaturas ao Heat Auction , para financiar tecnologias inovadoras na indústria, entre as quais bombas de calor industriais, caldeiras elétricas, sistemas solares térmicos, sistemas geotérmicos e reatores nucleares modulares. </span></p>
<p>Fotografia de destaque: © SPIRIT</p>
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		<title>Aerotermia: edifícios caminham para sistemas energéticos integrados  </title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/aerotermia-edificios-caminham-para-sistemas-energeticos-integrados/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ines Malhado]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Sep 2026 08:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[aerotermia]]></category>
		<category><![CDATA[climatização]]></category>
		<category><![CDATA[eficiência energética]]></category>
		<category><![CDATA[Macodestaques]]></category>
		<category><![CDATA[Macolis]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A transição de equipamentos alimentados por combustíveis fósseis para soluções aerotérmicas está a transformar o sector da climatização. Mas a evolução vai mais além do que conseguir novos equipamentos autónomos mais eficientes: a aerotermia, a produção de electricidade através do solar fotovoltaico, a climatização, o aquecimento de águas sanitárias e a mobilidade elétrica começam a ser pensadas para funcionar de forma integrada dentro dos edifícios. Estas é uma das tendência em destaque na 4ª edição do MacoDestaques, que decorre nos dias 25 e 26 de Setembro, em Leiria.  </p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><b><span data-contrast="auto"><span class="TextRun SCXW228421331 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW228421331 BCX0">A </span><span class="NormalTextRun SCXW228421331 BCX0">transição</span><span class="NormalTextRun SCXW228421331 BCX0"> de equipamentos alimentados por combustíveis fósseis para soluções</span> <span class="NormalTextRun SpellingErrorV2Themed SCXW228421331 BCX0">aerotérmicas</span><span class="NormalTextRun SCXW228421331 BCX0"> está a transformar o sector da climatização</span><span class="NormalTextRun SCXW228421331 BCX0">. </span><span class="NormalTextRun SCXW228421331 BCX0">Mas a </span><span class="NormalTextRun SCXW228421331 BCX0">evolução</span><span class="NormalTextRun SCXW228421331 BCX0"> vai mais além do que conseguir novos equipamentos autónomos mais eficientes: </span><span class="NormalTextRun SCXW228421331 BCX0">a</span><span class="NormalTextRun SCXW228421331 BCX0"> </span><span class="NormalTextRun SpellingErrorV2Themed SCXW228421331 BCX0">aerotermia</span><span class="NormalTextRun SCXW228421331 BCX0">, a </span><span class="NormalTextRun SCXW228421331 BCX0">produção de </span><span class="NormalTextRun SpellingErrorV2Themed SCXW228421331 BCX0">electricidade</span><span class="NormalTextRun SCXW228421331 BCX0"> através do solar fotovoltaico, a climatizaç</span><span class="NormalTextRun SCXW228421331 BCX0">ão, o aquecimento de águas sanitárias </span><span class="NormalTextRun SCXW228421331 BCX0">e a mobilidade elétrica </span><span class="NormalTextRun SCXW228421331 BCX0">começam a ser pensadas </span><span class="NormalTextRun SCXW228421331 BCX0">para funcionar </span><span class="NormalTextRun SCXW228421331 BCX0">de forma integrada dentro dos edifícios. </span><span class="NormalTextRun SCXW228421331 BCX0">E</span><span class="NormalTextRun SCXW228421331 BCX0">sta</span><span class="NormalTextRun SCXW228421331 BCX0"> é uma </span><span class="NormalTextRun ContextualSpellingAndGrammarErrorV2Themed SCXW228421331 BCX0">das tendências</span><span class="NormalTextRun SCXW228421331 BCX0"> em destaque </span><span class="NormalTextRun SCXW228421331 BCX0">na 4ª edição do </span><span class="NormalTextRun SCXW228421331 BCX0">MacoDestaques</span><span class="NormalTextRun SCXW228421331 BCX0">, que </span><span class="NormalTextRun SCXW228421331 BCX0">decorre</span> <span class="NormalTextRun SCXW228421331 BCX0">nos dias 25 e 26 de </span><span class="NormalTextRun ContextualSpellingAndGrammarErrorV2Themed SCXW228421331 BCX0">Setembro</span><span class="NormalTextRun SCXW228421331 BCX0">, em Leiria. </span></span><span class="EOP Selected SCXW228421331 BCX0" data-ccp-props="{}"> </span></span></b></p>
<p><span data-contrast="auto">O sector da climatização continua a evoluir para tecnologias que permitem reduzir o uso de combustíveis fósseis, como é o caso de sistemas aerotérmicos alimentados a eletricidade produzida através de renováveis. “O mercado caminha para as soluções aerotérmicas que evoluem no sentido de integrar e produzir água quente sanitária [AQS] de forma rápida e muito eficiente, integrando as soluções fotovoltaicas na produção de eletricidade local. Muito provavelmente se perspetiva a mobilidade como suporte a estas soluções”, explica, à <em>Edifícios e Energia</em>, o director comercial e administrador da Macolis, Bruno Carreira. </span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A aerotermia é uma tecnologia que aproveita a energia térmica presente no ar exterior para aquecer ou arrefecer os edifícios, bem como para produzir AQS. Os sistemas aerotérmicos são constituídos por uma unidade exterior, que capta o ar quente, e uma unidade interior, que distribui o calor ou o frio no interior das habitações. É através de bombas de calor aerotérmicas que o calor é transferido de um meio para o outro. Para a produção de AQS, o sistema é interligados a um acumulador para armazenar a água. </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Actualmente, a transformação no sector não passa apenas pela substituição dos equipamentos por alternativas mais eficientes, mas também pela articulação entre as diferentes tecnologias de climatização, de produção de AQS, sistemas fotovoltaicos e mobilidade elétrica. Na prática, a electricidade produzida por painéis fotovoltaicos pode ser utilizada para alimentar as bombas de calor aerotérmicas, que são responsáveis pelo aquecimento ou arrefecimento dos espaços, bem como pela produção de AQS. </span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Assim, todas essas soluções podem funcionar de forma integrada num único edifício, que, por sua vez, acaba por assumir um papel cada vez mais activo na produção e consumo de energia. A Macolis está também a “aprofundar” estas soluções através do seu departamento de investigação e desenvolvimento (I&amp;D), revelou o responsável.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<h6><strong>Eficiência começa na fase de projecto</strong></h6>
<p><span data-contrast="auto">Esta tendência acompanha uma preocupação cada vez maior com a eficiência  energética e a descarbonização dos edifícios, que está a alterar as escolhas dos profissionais. “Sentimos existir uma vontade muito grande de evoluir no sentido da eficiência energética, contudo desde a base do projeto é preciso ter em conta estas soluções e arquitetonicamente também existir essa evolução”, observa Bruno Carreira, acrescentando, no entanto, que devem ser “exequíveis pelos profissionais da construção e instalação”. </span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">“</span><span data-contrast="auto">A transição, eficiência energética e a maior preocupação com a qualidade do ar traduz-se numa evolução do sector e do tipo de equipamentos que se utiliza nas habitações. É importante que quem projeta e decide perceba essa evolução e as soluções existentes no mercado para que nesta linha entre o início da obra e o fim exista um maior alinhamento na fase de instalação pelos profissionais do sector”, defende o responsável.</span></p>
<p><span data-contrast="auto">É neste contexto que, nos próximos dias 25 e 26, decorre o <a href="https://readymag.website/u340208417/macodestaques/" target="_blank" rel="noopener">MacoDestaques’26</a>, evento dedicado ao sector da climatização, canalização, construção e energias renováveis, organizado pela Macolis. O certame irá reunir mais de 30 expositores  nacionais e internacionais dos sectores do aquecimento, ventilação e ar condicionado (AVAC) e das renováveis, em representação das principais marcas parceiras da empresa. Nesta 4ª edição do evento, a empresa organizadora espera que cerca mil visitantes de diferentes regiões do país passem pela Quinta do Paul, em Ortigosa, Leiria. </span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<figure id="attachment_38127" aria-describedby="caption-attachment-38127" style="width: 1200px" class="wp-caption alignleft"><img decoding="async" class="wp-image-38127 size-full" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/09/09.jpg" alt="" width="1200" height="900" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/09/09.jpg 1200w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/09/09-300x225.jpg 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/09/09-1024x768.jpg 1024w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/09/09-768x576.jpg 768w" sizes="(max-width: 1200px) 100vw, 1200px" /><figcaption id="caption-attachment-38127" class="wp-caption-text">Macolis espera que cerca mil visitantes nesta 4ª edição do evento</figcaption></figure>
<p><span data-contrast="auto">Apesar desta evolução, </span><span data-contrast="auto">o principal desafio está em criar condições que permitam acelerar a</span><span data-contrast="auto"> adopção destas soluções. Bruno Carreira sublinha que “</span><span data-contrast="auto">os fabricantes dispõem das soluções eficientes, os distribuidores têm produto em stock e capacidade de os introduzir no mercado, com garantias de funcionamento e manutenção, e os instaladores têm interesse e conhecimento para os instalar”. Contudo, “faltam medidas de apoio para que estas soluções sejam mais rapidamente implementadas”, considera.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Bruno Carreira considera relevantes medidas como o regresso da taxa reduzida de IVA  para equipamentos aerotérmicos e energias renováveis, bem como uma maior clareza relativamente aos apois  públicos disponíveis, nomeadamente os associados ao Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). A questão ganha particular importância tendo em conta o custo inicial associado à adopção destes equipamentos, sobretudo aos consumidores em situações socioeconómicas vulneráveis. “O Estado trem abandonado estas dinâmicas. Ainda assim, o sector continua a implementá-las e fazer crescer autonomamente”, nota.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Este ano, a iniciativa foi alargada a dois dias. O primeiro dia, focado no futuro e na prescrição, será mais direcionado a arquitectos, projetistas, engenheiros, directores de obra, grandes instaladores, estudantes de cursos profissionais e superiores da área, e consumidores finais. Enquanto o segundo dia estará reservado </span><span data-contrast="auto">a clientes profissionais e empresários do sector.</span></p>
<p><span data-contrast="auto">O objetivo é “ajudar o mercado” a implementar algumas destas tendências, explica Bruno Carreira. O responsável olha para o certame como  “uma oportunidade dos jovens estudantes visitarem e sentirem que o setor está tecnicamente inovador, evoluído e apelativo”, e para “despertar a necessidade do setor em integrar jovens promissores”. </span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Muitas destas soluções tecnológicas que acompanham a transformação do mercado vão estar em exposição no evento. Os participantes vão ter oportunidade de assistir ainda a demonstrações técnicas e iniciativas comerciais promovidas pelos expositores. </span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p>Fotografia de destaque: © Magnific</p>
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		<title>Europeus querem melhorar eficiência energética dos edifícios, mas renovação profunda não acontece </title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/europeus-querem-melhorar-eficiencia-energetica-dos-edificios-mas-renovacao-profunda-nao-acontece/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ines Malhado]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Sep 2026 09:12:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[descarbonização]]></category>
		<category><![CDATA[eficiência energética]]></category>
		<category><![CDATA[inquérito]]></category>
		<category><![CDATA[proprietários]]></category>
		<category><![CDATA[renovação]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://edificioseenergia.pt/?p=38097</guid>

					<description><![CDATA[<p>A maioria dos proprietários europeus considera importante melhorar a eficiência energética das suas casas, mas apenas 13% dizem ter realizado uma renovação profunda que permitiu atingir elevados padrões de desempenho energético, de acordo com um inquérito levado a cabo pela União Internacional da Propriedade Imobiliária. Ao mesmo tempo, os primeiros planos nacionais para este fim, avaliados pela Comissão Europeia, revelam lacunas. </p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong><span class="TextRun SCXW13813049 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW13813049 BCX0">A maioria dos proprietários europeus considera importante melhorar a eficiência energética das suas casas,</span><span class="NormalTextRun SCXW13813049 BCX0"> mas apenas 13% dizem ter realizado uma renovação profunda que permitiu atingir elevados padrões de desempenho energético</span><span class="NormalTextRun SCXW13813049 BCX0">, de acordo com um inquérito levado a cabo </span><span class="NormalTextRun SCXW13813049 BCX0">pela União Internacional da Propriedade Imobiliária. </span><span class="NormalTextRun SCXW13813049 BCX0">Ao mesmo tempo, os primeiros planos nacionais para este fim, avaliados pela Comissão Europeia, revelam lacunas.</span></span><span class="EOP Selected SCXW13813049 BCX0" data-ccp-props="{}"> </span></strong></p>
<p><span data-contrast="auto">A vontade de melhorar a eficiência energética existe: 78% dos proprietários europeus reconhecem os benefícios dessa transição,  84% já renovaram os seus imóveis na última década, estão a renovar ou planeiam fazê-lo nos próximos dez anos, revela a União Internacional da Propriedade Imobiliária (UIPI). Mas a renovação profunda das casas dos europeus não acontece: apenas 13% dos proprietários dizem ter realizado uma renovação profunda que lhes permitiu atingir elevados padrões de desempenho energético. Os dados são resultado de um <a href="https://build-up.ec.europa.eu/system/files/2026-08/34-2026-26_Understanding%20property%20owners%20perspectives%20on%20Europe%20s%20renovation%20path.pdf" target="_blank" rel="noopener">inquérito</a> a 5 540 proprietários e senhorios em 32 países europeus, que decorreu em 2025. </span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Entre as principais motivações dos proprietários que realizarem estas renovações estão questões relacionadas com a manutenção e preservação dos imóveis (62%), com a melhoria do conforto térmico (54%) e as reduções nas despesas mensais em energia (46%),</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Cinco em cada dez dos inquiridos que já renovaram ou estão a renovar os imóveis optaram por mudar a fonte para aquecimento.</span><span data-contrast="auto"> A energia eléctrica (42%) foi a mais adoptada,</span><span data-contrast="auto"> seguindo-se a energia solar (26%), a energia geotérmica (20%) e o gás (19%).</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<h6><b><span data-contrast="auto">Sem financiamento ou apoio suficiente para avançar</span></b><span data-ccp-props="{}"> </span></h6>
<p><span data-contrast="auto">De acordo com a UIPI, os custos associados à renovação energética surgem com o principal obstáculo, sendo que mais de um terço dos proprietários inquiridos afirma não dispor de financiamento ou apoio suficiente para avançar. Os proprietários mostraram ainda ter dúvidas sobre o retorno que esse investimento terá a longo prazo. </span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Embora, de forma geral nos países analisados, os recursos públicos sejam cada vez mais limitados, a UIPI observa uma “tendência clara de direccionar subsídios e subvenções, principalmente para as famílias mais vulneráveis ou para reformas profundas e de grande escala”, pode ler-se no relatório. </span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Embora cerca de 39% dos proprietários inquiridos tenham realizado reformas sem receber qualquer apoio financeiro, uma parte significativa beneficiou de deduções fiscais, subsídios ou subvenções, bem como como empréstimos e financiamentos “verdes”. Os dados mostram que entre aqueles que concluíram as reformas ou estão a realizá-las actualmente, as deduções fiscais (37%) são a forma de apoio mais comum, seguidas por subsídios ou subvenções (19%). </span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A associação europeia aponta, por isso, para uma lacuna entre a vontade e a capacidade de agir dos proprietários. Para acelerar a renovação do parque edificado europeu, a UIPI destaca a necessidade de se criaram incentivos financeiros estáveis, de assistência técnica que seja confiável e serviços integrados para esta transição mais visíveis. </span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<h6><b><span data-contrast="auto">Reformas são faseadas</span></b></h6>
<p><span data-contrast="auto">Os resultados mostram ainda que a maioria destas reformas (71%) é executada por etapas, em vez de ser feita de uma só vez. Essa abordagem faseada também é a preferida pela maioria dos inquiridos que planeiam fazer renovações nos imóveis nos próximos anos. </span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A IUPI observa também que o apoio técnico é insuficiente: apenas 54% dos inquiridos receberam aconselhamento profissional durante o processo de renovação das suas casas. Apenas 11% dizem conhecer as </span><i><span data-contrast="auto">one-stop shops </span></i><span data-contrast="auto">que existem na sua região</span><i><span data-contrast="auto">, </span></i><span data-contrast="auto">isto é, estruturas de apoio técnico e orientação sobre financiamento especificamente criadas para este tipo de intervenções. Os proprietários que conhecem estes serviços fazem uma avaliação positiva do apoio que lhes foi prestado. </span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<h6><b><span data-contrast="auto">Maioria não possui certificado de desempenho energético</span></b><span data-ccp-props="{}"> </span></h6>
<p><span data-contrast="auto">O relatório mostra ainda que a maioria dos proprietários inquiridos (54%) não tem certificado de desempenho energético dos imóveis. A certificação tem como objetivo avaliar de forma padronizada a eficiência energética de um edifício, sendo, geralmente, classificada numa escala de A+ (muito eficiente) a F (pouco eficiente) e são obrigatórios em toda a União Europeia (UE) sempre que um imóvel é vendido, alugado, passa por uma grande renovação, isto é, intervenções superiores a 25% do seu valor, ou para edifícios novos.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Em Portugal, a emissão do certificado energético é obrigatório desde 2008 para edifícios novos e desde 2013 para casas já existentes que sejam colocadas à venda ou para arrendamento, tendo uma validade de dez anos para habitação e pequenos  edifícios de comércio e serviços e de oito anos para grandes edifícios de comércio e serviços. </span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A renovação do parque edificado será obrigatória por via da <a href="https://energy.ec.europa.eu/topics/energy-efficiency/energy-performance-buildings/energy-performance-buildings-directive_en" target="_blank" rel="noopener">Directiva sobre o Desempenho Energético dos Edifícios</a> (EPBD), nos próximos anos. Recorde-se que a EPBD estabelece como principal objetivo descarbonizar os edifícios europeus até 2050, através da redução progressiva do consumo energético e de emissões de gases com efeito de estufa. </span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Entre várias metas está também </span><span data-contrast="auto">a redução do consumo médio de energia primária dos edifícios residenciais  na Europa em 16% até 2030 e entre 20% e 22% até 2035, bem como emissões zero em todas as novas construções a partir de 2030, para todos os edifícios em 2050, e no caso dos edifícios públicos a partir de 2028. </span><span data-contrast="auto">Os Estados-Membros devem ainda renovar 16% dos edifícios não residenciais com pior desempenho energético até 2030 e 26% até 2033.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<h6><b><span data-contrast="auto">Planos nacionais ainda não demonstram como renovação vai acontecer</span></b><span data-ccp-props="{}"> </span></h6>
<p><span data-contrast="auto"> Os países da UE encontram-se numa fase de revisão dos novos Planos Nacionais de Renovação dos Edifícios (PNRE)  nos quais têm de definir estratégia para 2030, 2040 e 2050, e que entregaram recentememente à Comissão Europeia. Os Estados-Membros ainda dispõem de alguns meses para rever os projectos antes da apresentação das versões finais, previstas para Dezembro de 2026.  </span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Por agora, sabe-se que, na maioria dos casos, os Estados-Membro não conseguem ainda demostrar de forma suficientemente clara como e em quanto é que essas medidas vão, efetivamente,  reduzir o consumo energético e as emissões de carbono, segundo o Joint Research Centre (JRC), num <a href="https://build-up.ec.europa.eu/en/resources-and-tools/publications/assessment-first-draft-national-building-renovation-plans" target="_blank" rel="noopener">primeiro relatório de avaliação</a> da Comissão Europeia (CE) a 16 versões preliminares de planos, completas até junho passado. A análise revelou ainda lacunas na capacidade de combater a pobreza energética, sendo que apenas 30% dos planos estabelecem metas nessa matéria para todo o seu período de implementação. </span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto"><a href="https://webgate.ec.europa.eu/circabc-ewpp/d/d/workspace/SpacesStore/088e7ab2-5742-4428-a7c7-d244da3d266f/download" target="_blank" rel="noopener">No caso de Portugal</a>, a CE  pede, entre vários aspectos, uma maior articulação entre as metas nacionais de descarbonização e o objetivo de descarbonização dos edifícios até 2050, bem como uma descrição mais completa das políticas e medidas previstas, incluindo orçamentos, fontes de financiamento, os impactos previstos e outros aspectos como a calendarização das medidas. Bruxelas identificou também lacunas como a falta de medidas específicas para a renovação dos edifícios com pior desempenho energético, edifícios públicos, o combate à pobreza energética, a descarbonização do aquecimento dos edifícios e a adopção de fontes de energia renováveis no edificado. </span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Por outro lado, a renovação energética dos edifícios e o planeamento dos sistemas urbanos de aquecimento e arrefecimento continuam a ser tratados de forma pouco articulada na UE. Portugal está entre os países cuja primeira versão do PNRE <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/portugal-entre-os-paises-da-ue-onde-a-renovacao-dos-edificios-ainda-nao-esta-articulada-com-o-aquecimento-e-arrefecimento-urbano/" target="_blank" rel="noopener">não estabelece uma ligação clara com os Planos Locais de Aquecimento e Arrefecimento</a> (LHCP), segundo a análise da CE.  </span></p>
<p>Fotografia de destaque: © Shutterstock</p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/europeus-querem-melhorar-eficiencia-energetica-dos-edificios-mas-renovacao-profunda-nao-acontece/">Europeus querem melhorar eficiência energética dos edifícios, mas renovação profunda não acontece </a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
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		<title>Plano de Acção do BIM avança para validação do Governo, mas falta preparar o sector para 2030</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/plano-de-accao-do-bim-avanca-para-validacao-do-governo-mas-falta-preparar-o-sector-para-2030/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ines Malhado]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Sep 2026 09:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Cláudia Antunes]]></category>
		<category><![CDATA[IMPIC]]></category>
		<category><![CDATA[Metodologia BIM]]></category>
		<category><![CDATA[Plano de Acção BIM]]></category>
		<category><![CDATA[PortugalBIM]]></category>
		<category><![CDATA[StratBIM]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Plano de Acção para a implementação da metodologia BIM já foi apresentado e aguarda agora validação do Governo. Mas a sua concretização exige mais do que a definição de acções e metas. Para a directora-executiva da StartBIM, os principais desafios na adopção deste instrumento que vai concretizar a estratégia nacional já não são tecnológicos. Cláudia Antunes acredita que o desafio que se segue é sobretudo organizacional: formar mais profissionais, apoiar as empresas e criar regras comuns que permitam uma adopção proporcional à realidade do sector em Portugal serão determinantes para transformar esta estratégia numa prática normalizada nos próximos anos. </p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><b><span data-contrast="auto">O Plano de Acção para a implementação da metodologia BIM já foi apresentado e aguarda agora validação do Governo. Mas a sua concretização exige mais do que a definição de acções e metas. Para a directora-executiva da StratBIM, os obstáculos à adopção deste instrumento, que vai concretizar a estratégia nacional, já não são sobretudo tecnológicos. Cláudia Antunes acredita que o desafio que se segue é sobretudo organizacional: formar mais profissionais, apoiar as empresas e criar regras comuns, que permitam uma adopção proporcional à realidade do sector em Portugal, são medidas determinantes para transformar esta estratégia numa prática normalizada nos próximos anos. </span></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Num contexto internacional em que a metodologia é já uma prática consolidada, e depois de anos de uma adopção a diferentes ritmos, Portugal prepara-se agora para uma nova fase de implementação do BIM &#8211; Building Information Modelling </span><span style="font-weight: 400;">(ou Modelação da Informação da Construção)</span><span style="font-weight: 400;">, cuja utilização tornar-se-á obrigatória nos próximos anos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Plano de Acção para a implementação desta metodologia já foi apresentado, revelou, em resposta escrita à <em>Edifícios e Energia</em>, o Instituto dos Mercados Públicos, do Imobiliário e da Construção (IMPIC), que ficou responsável pela elaboração deste documento. Questionado se a elaboração deste plano detalhado estaria concluída, o instituto garantiu que foi entregue dentro do prazo previsto na <a href="https://files.diariodarepublica.pt/1s/2026/05/09800/0000800013.pdf" target="_blank" rel="noopener">Resolução do Conselho de Ministros n.º 89/2026</a>, de 21 de maio, que aprovou a Estratégia Nacional para a Implementação da Metodologia BIM (PortugalBIM). O prazo máximo estabelecido na legislação era de 90 dias, pelo que o documento foi entregue até 20 de Agosto.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O IMPIC afirmou ainda que o documento encontra-se agora &#8220;em fase de validação pelas áreas governativas identificadas na resolução&#8221; &#8211; neste caso, Economia, Reforma do Estado, Educação, Ciência e Inovação, Finanças, Ambiente e Energia -, sob coordenação da área governativa da Habitação. Após essa aprovação, será divulgado e publicado em Diário da República, acrescenta. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O conteúdo deste plano detalhado permanece, para já, reservado. O IMPIC resume apenas que, tal como definido na resolução, o plano de acção incluí &#8220;a informação dos recursos necessários para a execução das ações previstas que se traduzirão na implementação da metodologia BIM, bem como indicadores e metas monitorizar”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Com a aprovação do Plano de Acção, iniciar-se-ão os trabalhos previstos no mesmo, dos quais temos a convicção que permitirão uma adoção progressiva da metodologia, que irá permitir a transição digital do sector AECO (Arquitetura, Engenharia, Construção e Operação)”, remata o instituto público.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esta fase de conclusão do plano de acção acontece num momento em que o mercado português começa a sentir de forma mais evidente a necessidade de passar da experimentação à uma adopção efectiva do BIM. Depois de anos em que a metodologia era sobretudo procurada por empresas que precisavam de responder a requisitos específicos de determinados projectos nacionais e internacionais, a realidade está a mudar, explica, à <em>Edifícios e Energia</em>, a arquitecta e directora-executiva da <a href="https://www.stratbim.com/" target="_blank" rel="noopener">StratBIM</a> e também </span><span style="font-weight: 400;">coordenadora de um grupo de trabalho da Ordem dos Arquitectos dedicado ao BIM.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Actualmente, a questão é mais estrutural. “Hoje, a perspectiva já é mais de como é que vou poder integrar esta metodologia na minha organização para já estar preparado para esta transição. E ter uma maior autonomia, ou, pelo menos, uma progressiva autonomia, ao longo do tempo”, afirma Cláudia Antunes. A mudança é particularmente visível na procura que a consultora em BIM tem vindo a observar ao longo de 10 anos a trabalhar com o sector. &#8220;</span><span style="font-weight: 400;">Há muita procura por formação, e esse é um dos pontos que está precisamente na estratégia. Diria que muito rapidamente possa ser o primeiro ponto da lista em termos de urgência&#8221;, considera a especialista. </span></p>
<h6><strong>Uma transição que já não é apenas tecnológica</strong></h6>
<p><span style="font-weight: 400;">A metodologia BIM é uma abordagem de trabalho colaborativa que envolve a criação, a gestão e o uso de informações digitais num projecto de construção ou infraestruturas.  Ao contrário dos métodos tradicionais baseados em desenhos 2D, o BIM utiliza modelos 3D inteligentes e informações detalhadas que permitem aos intervenientes do sector trabalhem num ambiente digital partilhado, onde podem visualizar, analisar e colaborar de forma mais eficiente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com a utilização da metodologia, os profissionais podem criar simulações, realizar análises de desempenho, detectar conflitos e realizar um planeamento mais preciso durante todas as fases do projecto, desde a concepção, até à construção e à operação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">&#8220;O que tem feito o sucesso desta metodologia em todo o mundo tem a ver com a possibilidade de simular em ambiente digital a construção e detetar erros e problemas que iríamos encontrar depois em obra. Estamos, no fundo, a antecipar custos elevados que iríamos ter em obra&#8221;, aponta Cláudia Antunes. </span><span style="font-weight: 400;">O <a href="https://eubim.eu/" target="_blank" rel="noopener">manual relativo à aplicação do BIM</a> no sector público Europeu mostra precisamente essas vantagens: a digitalização dos processos de AECO permite economias entre 10% e 20% nas despesas de capital dos empreendimentos de construção de edifícios e de infraestruturas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> Também facilita a gestão e a manutenção do edifício ao longo do seu ciclo de vida, fornecendo informações precisas e actualizadas sobre os componentes e sistemas da construção, o que resulta em economia de tempo, redução de custos e melhoria da qualidade do projecto e da construção. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora a adopção do BIM continue a ser &#8220;muitas vezes reduzida à componente da tecnologia&#8221;, essa componente é apenas a ponta do icebergue. “Os principais obstáculos agora são cada vez menos tecnológicos”, afirma Cláudia Antunes. A tecnologia, considera, já está suficientemente desenvolvida e existe uma grande variedade de <em>softwares</em> disponíveis no mercado. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O</span><span style="font-weight: 400;"> desafio está agora sobretudo dentro das próprias organizações. </span>&#8220;A metodologia assenta em três pilares, a tecnologia, os processos e as pessoas. Sem estes pilares, não conseguiríamos ter BIM. P<span style="font-weight: 400;">recisamos que os processos estejam normalizados, que a informação circule, ou seja, que exista interoperabilidade entre todos. Mas também que estejam muito bem definidos os papéis e as responsabilidades das pessoas, ou seja, que todos saibam exatamente o seu papel e a sua responsabilidade dentro desta forma nova de colaborar&#8221;, sublinha Cláudia Antunes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se inicialmente o foco do BIM era, sobretudo, a modelação, hoje está cada vez mais centrado na gestão da informação, sublinha a consultora. A questão passa, assim, por perceber “quem cria, quem gere, quem é que é o dono da informação e para quem vai ser essa informação”, explica Cláudia Antunes. </span><span style="font-weight: 400;">Neste contexto, a interoperabilidade e o OpenBIM ganham importância. A utilização de formatos abertos é particularmente relevante na contratação pública, onde “não faria sentido existirem formatos fechados”, defende.</span></p>
<p>Ainda assim, Cláudia Antunes considera que é importante <span style="font-weight: 400;">perceber qual é realmente o nível de maturidade digital das empresas e dos profissionais de forma a &#8220;</span><span style="font-weight: 400;">traçar um plano que consiga responder à realidade actual&#8221;. </span><span style="font-weight: 400;">A razão é simples: se o plano de acção for construído apenas tendo em conta as entidades que já estão avançadas, poderá deixar de fora quem ainda está a dar os primeiros passos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A consultora recorda situações em que profissionais procuraram a StratBIM depois de encontrarem requisitos BIM em concursos públicos sem saberem sequer interpretá-los e sem terem ainda capacidade interna para o fazer. </span><span style="font-weight: 400;">“O problema é que não está incluído, normalmente, nos honorários. Assume-se que é só um projecto de arquitectura ou arquitectura especialidade, mas depois entra aqui a componente BIM, que pode, em determinados momentos, por exigir  um nível de desenvolvimento muito alto, ser mais caro do que o projecto de arquitectura&#8221;, explica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para a arquitecta, estes casos demonstram que a adopção do BIM não pode ser reduzida à capacidade de adquirir uma ferramenta ou responder formalmente a um requisito.&#8221;</span><span style="font-weight: 400;">Esta literacia é necessária, todos precisam saber do que é que se está a falar uma vez que, se é para acontecer, que seja melhor forma possível&#8221;, defende. </span></p>
<h6><strong>Plano traz a linguagem comum necessária</strong></h6>
<p><span style="font-weight: 400;">É na passagem da estratégia à execução que o plano de acção pode vir a assumir um papel central. Para Cláudia Antunes, uma das suas principais funções do documento será estabelecer uma linguagem comum a nível nacional para um sector que avançou até agora a diferentes velocidades. &#8220;A</span><span style="font-weight: 400;">té agora, cada um ia ao seu ritmo e um pouco à sua maneira, daí os diferentes níveis, <em>timings </em>e, até mesmo, diferentes formas de implementação porque não havia este guia comum”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa uniformização não significa, contudo, aplicar exactamente as mesmas exigências a todas as empresas. Pelo contrário, a especialista considera que esta transição deve ter em conta a dimensão e capacidade do tecido empresarial português, onde predominam principalmente as micro e pequenas empresas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“É muito diferente uma grande empresa implementar o BIM, porque tem uma folga financeira grande, investe na sua competitividade internacional ou está envolvida em grandes projectos internacionais ou megaprojectos de infra-estruturas, do que um arquitecto ou engenheiro que está sozinho no seu gabinete”, aponta, acrescentando que garantir essa proporcionalidade é </span><span style="font-weight: 400;">fundamental. </span></p>
<h6><strong>Preciso capacitar profissionais para a estratégia sair do papel</strong></h6>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre os principais desafios está a capacitação dos profissionais. A procura por formação BIM tem aumentado, mas a capacidade instalada não parece acompanhar o ritmo dessa procura. </span><span style="font-weight: 400;">“Há muita procura por formação”, afirma a directora-executiva da StratBIM. Ao mesmo tempo, “não há muitos formadores” com experiência suficiente nestas matérias e os profissionais e entidades que já trabalham na área encontram-se, em muitos casos, com capacidade limitada para responder a todos os pedidos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O problema torna-se ainda mais complexo porque não existe um único perfil BIM, sendo que as competências necessárias são diferentes para cada interveniente. </span><span style="font-weight: 400;">“É diferente o BIM para arquitecto, o BIM para alguém que está numa câmara municipal, o BIM para uma entidade pública que está a contratar e que precisa de saber o que pedir e como validar a informação que lhe vai chegando&#8221;. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A necessidade de capacitação começa ainda nas universidades. Cláudia Antunes, que durante vários anos esteve ligada à formação da Ordem dos Arquitectos, considera que muitos recém-formados chegam ao mercado sem conhecimentos suficientes sobre BIM. A solução passa por uma integração mais generalizada do BIM nos currículos, defende.</span></p>
<h6><strong>Contratação pública tem de saber pedir BIM</strong></h6>
<p><span style="font-weight: 400;">A mudança tem também de acontecer do lado das entidades que contratam. Cláudia Antunes considera que a capacitação das entidades adjudicantes será essencial para uma implementação efectiva. &#8220;Deve-se começar principalmente por quem está a pedir BIM e principalmente entidades públicas, que têm esta responsabilidade grande, que é saber o que pedir e como pedir”, explica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A arquitecta espera que o plano de acção traga essas orientações para a contratação BIM. </span><span style="font-weight: 400;">“Se existir um guia para a contratação BIM, onde todos soubessem exactamente responder como é que podem pedir BIM, e se isso estiver normalizado em orientações para todos, seria excelente”, considera.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Do lado dos fornecedores, o objectivo seria igualmente claro para que consigam interpretar os requisitos e calcular correctamente os recursos necessários para responder ao que é pedido. </span><span style="font-weight: 400;">“Tem de ser muito mais do que um anexo BIM”, alerta a especialista.</span></p>
<p>Outra das barreiras que continua a condicionar a adopção do BIM são os custos e o investimento associados. Além da formação e da reorganização interna das entidades, para fazer uso da metodologia é necessário actualizar equipamentos capazes de suportar a tecnologia. Cláudia Antunes defende que a existência de apoios deve ser uma possibilidade a considerar, pelo menos para ajudar as empresas no investimento inicial que será necessário. &#8220;Seria muito importante para se conseguir que todos começassem a percorrer este caminho&#8221;</p>
<h6><strong>BIM passa a ser obrigatório a partir de 2030</strong></h6>
<p>A partir de 1 de Janeiro de 2030, os projectos de arquitectura abrangidos pelo RJUE &#8211; Regime Jurídico da Urbanização e Edificação, devem passar a ser modelados segundo a metodologia BIM. Em paralelo, a estratégia nacional estabelece um período de implementação de seis anos, ou seja, até 2032, durante o qual devem ser concretizadas medidas e metas previstas para a transição do sector AECO.</p>
<p>&#8220;Acredito que a data de <span style="font-weight: 400;">2030 está bastante ajustada ao nosso contexto e já é confortável para quem inicie agora&#8221;, afirma Cláudia Antunes. Mas quem ainda não começou, também não deve encarar a actual fase como uma oportunidade perdida. “Tenho tido algumas conversas com clientes nossos que estão a iniciar o processo agora. E eu compreendo o sentimento de que já estão em falta ou que já deviam ter começado isto há muito tempo, mas acredito sinceramente que o momento é agora, porque agora, sim, vão existir estas directrizes para estarmos todos alinhados”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A diferença face aos primeiros anos em que uma parte reduzida do sector começou a aplicar o BIM está na experiência entretanto acumulada. &#8220;Já tudo foi testado em termos de aplicabilidade das normas. Já algumas entidades estão à frente na definição dos requisitos, como a BuildingSMART Portugal que definiram também os requisitos de contratação. Os EIR [requisitos de troca de informação] para entidades públicas e privadas também já foram testados. Já não estamos a inventar nada&#8221;.</span></p>
<h6><strong>Cumprir metas para não perder a confiança do sector</strong></h6>
<p><span style="font-weight: 400;">A execução será, contudo, determinante para que PortugalBIM e o plano de acção não se transformem apenas num conjunto de intenções. Cláudia Antunes adverte que </span><span style="font-weight: 400;">as metas devem ser &#8220;metas exequíveis&#8221;, que sejam calendarizadas ao longo do tempo e acompanhadas por indicadores que permitam perceber se há efectivamente avanços.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O IMPIC prevê que, depois da aprovação do plano de acção, se iniciem os trabalhos previstos no documento, com o objectivo de promover uma adopção progressiva da metodologia BIM e a transição digital do sector AECO. Por agora, a Ordem dos Arquitectos tem manifestado a sua disponibilidade junto ao IMPIC para que seja também integrada neste processo. &#8220;Com esta notícia de que de facto o plano [de acção] está para validação política, o que nos resta agora é esperar  que a ordem seja envolvida para apoio à aprovação deste plano&#8221;, remata Cláudia Antunes. </span></p>
<h6></h6>
<h6><strong>O que se sabe sobre a PortugalBIM?</strong></h6>
<p><span style="font-weight: 400;">A Estratégia Nacional para a Implementação da Metodologia BIM, também designada como PortugalBIM, prevê, entre várias medidas, a criação de guias de aplicação prática, o desenvolvimento de  uma plataforma nacional de conhecimento e ferramentas BIM e de um repositório de modelos BIM de obras públicas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> Na área da capacitação, o Governo quer formar, pelo menos, 3 mil profissionais dos sectores público e privado. É estabelecido também o objectivo de apoiar a implementação nas pequenas e médias empresas. No caso dos municípios, estabeleceu como meta a promoção da integração do BIM em, pelo menos, 50 municípios por ano durante o período de implementação da estratégia.</span></p>
<p>Fotografia de destaque: © Shutterstock</p>
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		<title>Solar térmico residencial recua nos edifícios europeus, mas ganha terreno na indústria e no aquecimento urbano </title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/solar-termico-residencial-recua-nos-edificios-europeus-mas-ganha-terreno-na-industria-e-no-aquecimento-urbano/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ines Malhado]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Sep 2026 08:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Solar Heat Europe]]></category>
		<category><![CDATA[solar térmico]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://edificioseenergia.pt/?p=38062</guid>

					<description><![CDATA[<p>O solar térmico para uso residencial recuou 6,5% em 2025, embora a tecnologia esteja a crescer nos sectores da indústria e do aquecimento urbano. A instabilidade de incentivos e políticas públicas pode ajudar a explicar este decréscimo, aponta a Solar Heat Europe. Os fabricantes europeus já asseguram cerca de 90% da procura no velho continente e querem triplicar a produção destes equipamentos para evitar uma dependência de importações. </p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/solar-termico-residencial-recua-nos-edificios-europeus-mas-ganha-terreno-na-industria-e-no-aquecimento-urbano/">Solar térmico residencial recua nos edifícios europeus, mas ganha terreno na indústria e no aquecimento urbano </a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><b><span data-contrast="auto">O solar térmico para uso residencial recuou 6,5% em 2025, embora a tecnologia  esteja a crescer nos sectores da indústria e do aquecimento urbano. A instabilidade de incentivos e políticas públicas pode ajudar a explicar este decréscimo, aponta a Solar Heat Europe. Os fabricantes europeus já asseguram cerca de 90% da procura no velho continente e querem triplicar a produção destes equipamentos para evitar uma descarbonização dependente de importações. </span></b><span data-ccp-props="{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:1,&quot;335551620&quot;:1,&quot;335559740&quot;:360}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Em 2025, foram instalados 1,18 milhões de m2 de sistemas solares térmicos de uso residencial, equivalentes a 830 MWth, menos 6,5% do que em 2024. Os resultados constam </span><span data-contrast="auto">no novo relatório <a href="https://solarheateurope.eu/wp-content/uploads/2026/09/Market_outlook_2025_2026_297mm_x_210mm_0910c_single_pages.pdf" target="_blank" rel="noopener"><em>“Descarbonising heat with solar thermal &#8211; European Solar Thermal Market Report and Outlook 2026&#8243;</em></a>, divulgado pela Solar Heat Europe (SHE). Este recuo acontece num contexto em que o calor representa cerca de metade da procura energética da União Europeia (UE)</span><span data-contrast="auto">, mas apenas 27% desse consumo provém de energias renováveis. </span><span data-ccp-props="{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:1,&quot;335551620&quot;:1,&quot;335559740&quot;:360}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Os <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/investigacao-procura-novas-solucoes-para-melhorar-desempenho-e-durabilidade-dos-sistemas-solares-termicos/" target="_blank" rel="noopener">sistemas solares térmicos para aquecimento de água</a> são soluções simples e de baixo custo e de elevado potencial em climas amenos e soalheiros. Estes equipamentos funcionam por meio da circulação natural da água, quando as partes quentes sobem e as frias descem, pelo que dispensam bombas mecânicas. Possuem como base placas ou colectores solares, que captam a energia solar para gerar calor, e um reservatório térmico, onde a água é armazenada. </span><span data-ccp-props="{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:1,&quot;335551620&quot;:1,&quot;335559740&quot;:360}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">No total, existem já 12 milhões de telhados europeus equipados com sistemas solares térmicos, com uma capacidade em operação que se tem mantido estável, nos 43,6 GW térmicos. Todavia, há todo um potencial que permanece largamente por explorar, sublinha a SHE. </span><span data-ccp-props="{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:1,&quot;335551620&quot;:1,&quot;335559740&quot;:360}"> </span></p>
<p id="tw-target-text" class="tw-data-text tw-text-large tw-ta" dir="ltr" tabindex="-1" role="text" data-placeholder="Tradução" data-ved="2ahUKEwiO0KCfgvCWAxXW-gIHHaiuJYUQ3ewLegQIDhAV" aria-label="Texto traduzido: O Plano de Ação da UE para Aquecimento e Refrigeração e a futura estrutura legislativa representam oportunidades fundamentais para que os líderes da UE confiram visibilidade específica e definam vias de implementação para o calor solar. O calor responde por metade das nossas necessidades energéticas e, no entanto, permanece como o aspecto mais negligenciado da transição. As metas da Europa em matéria de clima e segurança energética só serão alcançadas mediante a promoção de todas as fontes de energia limpa para atender à sua maior demanda energética. A tecnologia solar térmica — uma tecnologia renovável desenvolvida e fabricada na UE, capaz de operar fora da rede e fornecer calor limpo e economicamente eficiente — deve ocupar um lugar central na segurança energética da Europa."><span class="Y2IQFc" lang="pt">A directora-geral da SHE alerta que o calor responde por metade das necessidades energéticas da UE e, no entanto, &#8220;permanece como o aspecto mais negligenciado da transição&#8221;. Para Valérie Séjourné, as metas da Europa em matéria de clima e segurança energética &#8220;só serão alcançadas mediante a promoção de todas as fontes de energia limpa para atender à sua maior procura energética&#8221;, sublinhou, em comunicado. </span></p>
<p class="tw-data-text tw-text-large tw-ta" dir="ltr" tabindex="-1" role="text" data-placeholder="Tradução" data-ved="2ahUKEwiO0KCfgvCWAxXW-gIHHaiuJYUQ3ewLegQIDhAV" aria-label="Texto traduzido: O Plano de Ação da UE para Aquecimento e Refrigeração e a futura estrutura legislativa representam oportunidades fundamentais para que os líderes da UE confiram visibilidade específica e definam vias de implementação para o calor solar. O calor responde por metade das nossas necessidades energéticas e, no entanto, permanece como o aspecto mais negligenciado da transição. As metas da Europa em matéria de clima e segurança energética só serão alcançadas mediante a promoção de todas as fontes de energia limpa para atender à sua maior demanda energética. A tecnologia solar térmica — uma tecnologia renovável desenvolvida e fabricada na UE, capaz de operar fora da rede e fornecer calor limpo e economicamente eficiente — deve ocupar um lugar central na segurança energética da Europa."><span class="Y2IQFc" lang="pt">&#8220;A tecnologia solar térmica &#8211; uma tecnologia renovável desenvolvida e fabricada na UE, capaz de operar fora da rede e fornecer calor limpo e economicamente eficiente &#8211; deve ocupar um lugar central na segurança energética da Europa&#8221;, defendeu a responsável. </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A instabilidade dos incentivos e políticas públicas é uma das principais causas que estão a travar a adopção destes sistemas, segundo a análise da SHE. Os mercados têm sido particularmente afectados por políticas de <i>stop-start</i>, isto é, políticas e incentivos que são interrompidos ou alterados, criando incerteza quer para os consumidores quer para as empresas.  </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Na Alemanha, registou-se uma quebra de 30% em comparação com 2025. Este, que é o maior mercado europeu, foi afectado pela legislação alemã sobre o aquecimento de edifícios. </span><span data-contrast="auto">Já na Grécia, os atrasos na execução de num programa nacional de subsídios fizeram para  instalações de novos sistemas solar térmicos durante parte do ano passado, pelo que o mercado grego estagnou.</span><span data-ccp-props="{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:1,&quot;335551620&quot;:1,&quot;335559740&quot;:360}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">O relatório mostra que os resultados variam significamente entre os diferentes mercados europeus. Foi nos Países Baixos que se registou o maior aumento, acima das 148%, com a excecução de projectos de aquecimento urbano como o que se verificou na cidade de Groningen, seguindo-se o Chipre (+6%) e a França (+3,9%).</span><span data-ccp-props="{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:1,&quot;335551620&quot;:1,&quot;335559740&quot;:360}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Apesar de uma tendência de decréscimo no uso residencial, o relatório mostra que o solar térmico está a ganhar força no sector da indústria. O ano passado registaram-se novas instalações na UE no âmbito de 50 novos projectos de Solar Heat for Industrial Processes (SHIP), que, tal como o nome indica, estão destinados ao fornecimento de calor a processos industriais europeus. </span><span data-ccp-props="{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:1,&quot;335551620&quot;:1,&quot;335559740&quot;:360}"> A SHE considera que estes projectos demonstram que o uso desta tecnologia pode acelerar quando estão reunidas condições adequadas de procura, licenciamento e financiamento. </span></p>
<h6>16 mil redes de aquecimento urbano na Europa</h6>
<p><span data-contrast="auto">Além da indústria, novos sistemas de aquecimento urbano também podem vir a constribuir para acelerar a expansão desta tecnológia.  Foram 11 novos projectos de aquecimento urbano que ajudaram a Alemanha a compensar parcialmente a queda que se registou a nível residencial. De acordo com a SHE, existem 16 mil redes de aquecimento urbano na Europa que precisam de recorrer a fontes de energia renovável.</span><span data-ccp-props="{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:1,&quot;335551620&quot;:1,&quot;335559740&quot;:360}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Por agora, os fabricantes europeus já asseguram cerca de 90% da procura na Europa, mas afirmam ter capacidade para triplicar a produção.</span><span data-ccp-props="{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:1,&quot;335551620&quot;:1,&quot;335559740&quot;:360}"> O</span> presidente SHE defende que a Europa já dispõe de uma base industrial capaz de responder ao aumento da procura. &#8220;Este ano, mais do que nunca, testemunhamos os efeitos das mudanças climáticas, com ondas de calor recordes e incêncios florestais que se espalharam pela Europa. O momento de agir é agora, e a tecnologia solar térmica está pronta para oferecer resultados&#8221;, advertiu, também em comunicado, Guglielmo Cioni.</p>
<p>Para o responsável, a prioridade deverá passar por criar condições de mercado estáveis nos diferentes Estados-membros, evitando simultaneamente uma nova dependência das importações e reforçando a segurança energética europeia.</p>
<p>Neste sentido, a associação apela a uma implementação mais rápida do pacote <a href="https://commission.europa.eu/topics/climate-action/delivering-european-green-deal/fit-55-delivering-proposals_pt" target="_blank" rel="noopener"><em>&#8220;Objectivo para 55&#8221;</em></a> &#8211; que visa reduzir as emissões de gases com efeito de estufa da União Europeia em 55% até 2030 -, e a um forte Plano de Acção Europeu para o Aquecimento e Arrefecimento, considerando que estes instrumentos podem contribuir para dar maior previsibilidade ao mercado e estimular o investimento no solar térmico para edifícios, indústria e redes de aquecimento urbano.</p>
<p>Fotografia de destaque: © Shutterstock</p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/solar-termico-residencial-recua-nos-edificios-europeus-mas-ganha-terreno-na-industria-e-no-aquecimento-urbano/">Solar térmico residencial recua nos edifícios europeus, mas ganha terreno na indústria e no aquecimento urbano </a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
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