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	<title>Arquivo de elppe - Edificios e Energia</title>
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	<description>A Revista especializada de referência nos sectores de AVAC, eficiência energética, materiais de construção e edifícios.</description>
	<lastBuildDate>Mon, 23 Sep 2024 15:40:13 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivo de elppe - Edificios e Energia</title>
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	<item>
		<title>ANFAJE reivindica IVA a 6% para janelas eficientes</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/anfaje-reivindica-iva-a-6-para-janelas-eficientes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Edifícios e Energia]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Sep 2024 08:00:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[anfaje]]></category>
		<category><![CDATA[Associação Nacional dos Fabricantes de Janelas Eficientes]]></category>
		<category><![CDATA[descarbonização]]></category>
		<category><![CDATA[edifícios]]></category>
		<category><![CDATA[eficiência energética]]></category>
		<category><![CDATA[elppe]]></category>
		<category><![CDATA[Estratégia Nacional de Longo Prazo para o Combate à Pobreza Energética]]></category>
		<category><![CDATA[Fundo Ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[IVA]]></category>
		<category><![CDATA[janelas eficientes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A propósito do Orçamento de Estado para 2025, a Associação Nacional dos Fabricantes de Janelas Eficientes (ANFAJE) sublinha a necessidade da redução da taxa de IVA de janelas eficientes para 6%.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/anfaje-reivindica-iva-a-6-para-janelas-eficientes/">ANFAJE reivindica IVA a 6% para janelas eficientes</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A propósito do Orçamento de Estado para 2025, a Associação Nacional dos Fabricantes de Janelas Eficientes (ANFAJE) sublinha a necessidade da redução da taxa de IVA de janelas eficientes para 6%. </strong></p>
<p><span data-contrast="none">Num momento em que decorrem as negociações para o Orçamento de Estado do próximo ano, a ANFAJE mostra-se preocupada com o apoio à melhoria do conforto e da eficiência energética dos edifícios. A medida do IVA reduzido à taxa de 6% já está prevista na Estratégia Nacional de Longo Prazo para o Combate à Pobreza Energética (ELPPE) 2023-2050. Contudo, a medida ainda não foi implementada.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335557856&quot;:16777215,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:0,&quot;335559740&quot;:360}"> </span></p>
<p><span data-contrast="none">Perante as metas exigentes que Portugal terá de alcançar na descarbonização e melhoria da eficiência energética dos edifícios, João Ferreira Gomes, presidente da ANFAJE, refere, em comunicado, que muito continua por fazer e que, por isso, espera que “o Governo dê um contributo fundamental com a introdução de benefícios fiscais em sede de IRS e a introdução do IVA à taxa reduzida de 6% para a instalação de novas janelas eficientes”. Contributo esse que, segundo o responsável, pode e deve começar já neste Orçamento de Estado.</span></p>
<p><span data-contrast="none">Certos equipamentos já dispõem de uma taxa de IVA a 6%. É o caso dos aparelhos de ar condicionado. A ANFAJE diz não entender a razão pela qual as janelas eficientes continuam com uma taxa de 23%, sendo que a sua instalação “tem comprovados benefícios em termos de eficiência energética, conforto e segurança, enquanto os aparelhos de ar condicionado, tendo os seus benefícios, consomem mais energia”, conclui o presidente da associação.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335557856&quot;:16777215,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:0,&quot;335559740&quot;:360}"> </span></p>
<p><span data-contrast="none">A reivindicação da ANFAJE é orientada por três objectivos: </span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335557856&quot;:16777215,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:0,&quot;335559740&quot;:360}"> </span></p>
<ul>
<li data-leveltext="-" data-font="Aptos" data-listid="1" data-list-defn-props="{&quot;335552541&quot;:1,&quot;335559683&quot;:0,&quot;335559684&quot;:-2,&quot;335559685&quot;:720,&quot;335559991&quot;:360,&quot;469769226&quot;:&quot;Aptos&quot;,&quot;469769242&quot;:[8226],&quot;469777803&quot;:&quot;left&quot;,&quot;469777804&quot;:&quot;-&quot;,&quot;469777815&quot;:&quot;hybridMultilevel&quot;}" aria-setsize="-1" data-aria-posinset="1" data-aria-level="1"><span data-contrast="none">Melhorar o conforto térmico e acústico das habitações portuguesas, com consequente melhoria da eficiência energética dos edifícios, cumprindo a Estratégia de Longo Prazo para a Renovação dos Edifícios (ELPRE) e a Estratégia de Longo Prazo de Combate à Pobreza Energética (ELPPE);</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335557856&quot;:16777215,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:0,&quot;335559740&quot;:360}"> </span></li>
</ul>
<ul>
<li data-leveltext="-" data-font="Aptos" data-listid="1" data-list-defn-props="{&quot;335552541&quot;:1,&quot;335559683&quot;:0,&quot;335559684&quot;:-2,&quot;335559685&quot;:720,&quot;335559991&quot;:360,&quot;469769226&quot;:&quot;Aptos&quot;,&quot;469769242&quot;:[8226],&quot;469777803&quot;:&quot;left&quot;,&quot;469777804&quot;:&quot;-&quot;,&quot;469777815&quot;:&quot;hybridMultilevel&quot;}" aria-setsize="-1" data-aria-posinset="2" data-aria-level="1"><span data-contrast="none">Combater a evasão fiscal em pequenas obras, diminuindo os fatores de concorrência desleal entre empresas e perda de receita fiscal para o Estado;</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335557856&quot;:16777215,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:0,&quot;335559740&quot;:360}"> </span></li>
</ul>
<ul>
<li data-leveltext="-" data-font="Aptos" data-listid="1" data-list-defn-props="{&quot;335552541&quot;:1,&quot;335559683&quot;:0,&quot;335559684&quot;:-2,&quot;335559685&quot;:720,&quot;335559991&quot;:360,&quot;469769226&quot;:&quot;Aptos&quot;,&quot;469769242&quot;:[8226],&quot;469777803&quot;:&quot;left&quot;,&quot;469777804&quot;:&quot;-&quot;,&quot;469777815&quot;:&quot;hybridMultilevel&quot;}" aria-setsize="-1" data-aria-posinset="3" data-aria-level="1"><span data-contrast="none">Incentivar os portugueses a realizar pequenas obras de melhoria das suas habitações, nas quais a instalação de novas janelas eficientes deve ter o mesmo tratamento fiscal do que a instalação de um ar condicionado.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335557856&quot;:16777215,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:0,&quot;335559740&quot;:360}"> </span></li>
</ul>
<p><span data-contrast="none">A ANFAJE pronunciou-se ainda quanto aos milhares de candidaturas aos programas de apoio do Fundo Ambiental. Embora essas candidaturas comprovem que os portugueses entendem as vantagens de realizarem obras de instalação de janelas eficientes, “continuam a existir dificuldades, burocracias e atrasos incompreensíveis na aprovação e pagamento das candidaturas aprovadas”. Problemas que a associação apela para que sejam corrigidos urgentemente e complementados com benefícios fiscais em sede de IRS e a introdução do IVA a 6% para a instalação de novas janelas eficientes.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335557856&quot;:16777215,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:360}"> </span></p>
<p>Fotografia de destaque: © <em>Shutterstock</em></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Combate à pobreza energética: ZERO apresenta recomendações para uma estratégia eficaz</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/combate-a-pobreza-energetica-zero-apresenta-recomendacoes-para-uma-estrategia-eficaz/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Edifícios e Energia]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Jul 2024 08:00:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[elppe]]></category>
		<category><![CDATA[Estratégia Nacional de Longo Prazo para o Combate à Pobreza Energética 2023-2050]]></category>
		<category><![CDATA[Plano de Acção]]></category>
		<category><![CDATA[pobreza energética]]></category>
		<category><![CDATA[serviços energéticos]]></category>
		<category><![CDATA[Tarifa Social de Energia]]></category>
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		<category><![CDATA[ZERO]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um estudo da associação ZERO analisou a Estratégia Nacional de Longo Prazo de Combate à Pobreza Energética 2023- 2050 (ELPPE) e concluiu que o plano necessita de maior abrangência, transparência e análise.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Um estudo da associação ZERO analisou a Estratégia Nacional de Longo Prazo de Combate à Pobreza Energética 2023- 2050 (ELPPE) e concluiu que o plano necessita de maior abrangência, transparência e análise. </strong></p>
<p><span data-contrast="auto">“A pobreza energética, que actualmente afecta entre 35 e quase 100 milhões de pessoas na União Europeia, é uma preocupação crescente. Em Portugal, a percentagem da população incapaz de manter a sua habitação aquecida aumentou em 2022 em comparação com 2021, atingindo 17,5%, um valor significativamente superior à média europeia de 9,3%”, refere a associação ZERO em comunicado. </span><span data-ccp-props="{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:279}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">E, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), em 2023 registou-se um aumento de 3,3 pontos percentuais face a 2022. Portugal também ultrapassa a média europeia nos sinais de deterioração das habitações e, levando também este aspecto em consideração, a ZERO considera que “a pobreza energética deve ocupar um lugar de destaque na agenda política nacional”. </span><span data-ccp-props="{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:279}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Neste contexto, a associação ambiental analisou a Estratégia Nacional de Longo Prazo de Combate à Pobreza Energética 2023- 2050 (ELPPE) e identificou os seus desafios. Com base na análise, é destacada a “necessidade de medidas mais robustas para combater a pobreza energética em Portugal”, assegurando que os valores de apoios e investimentos presentes na estratégia são bem utilizados &#8211; até 2040, podem ser atingidos 14 mil milhões de euros em apoios.</span><span data-ccp-props="{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:279}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">O estudo defende que são necessárias melhorias significativas para atingir os objectivos traçados pela ELPPE. Desde logo, a ZERO indica que Portugal precisa de adoptar uma abordagem mais abrangente na definição do conceito de pobreza energética: “é crucial qualificar os serviços energéticos não apenas em termos de níveis, mas também de qualidade, segurança e sustentabilidade, garantindo que o acesso à energia não comprometa outras necessidades básicas. A definição deve destacar o impacto real da pobreza energética na vida das pessoas, relacionando-a com as suas consequências. Além de identificar e analisar os fatores contextuais, como clima, localização geográfica e condições socioeconómicas, que influenciam a pobreza energética, é fundamental entender as causas directas e indirectas”, explica o documento.</span><span data-ccp-props="{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:279}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Quanto à medição e monitorização da pobreza energética, a associação alerta para a escolha de indicadores não apropriados à realidade portuguesa</span><span data-contrast="auto"> e utilizados individualmente, considerando que resultam em estimativas menos precisas. É também apontada a “falta de análise de aspectos relevantes como a adequação dos serviços energéticos, a pobreza energética escondida, a oferta de energia, a regionalidade do problema, e a escolha forçada entre energia e outros serviços básicos”.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335557856&quot;:16777215,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:240,&quot;335559740&quot;:279}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">O estudo indica ainda que algumas medidas da ELPPE precisam de maior detalhe e direccionamento para as pessoas em pobreza energética: “recomenda-se mecanismos de salvaguarda do direito à habitação após acções de renovação, maior ligação entre eficiência energética e descarbonização, revisão da abrangência territorial dos incentivos fiscais, revisão dos critérios de elegibilidade das tarifas sociais, e maior apoio à descarbonização dos consumos para confecção de alimentos”.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335557856&quot;:16777215,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:240,&quot;335559740&quot;:279}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Por último, para que seja possível comparar o sucesso de cada medida, a ZERO sugere que a monitorização das medidas implementadas inclua a avaliação do impacto das mesmas em relação aos objectivos estabelecidos, exigindo a recolha de dados e novos inquéritos.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335557856&quot;:16777215,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:240,&quot;335559740&quot;:279}"> </span></p>
<p>Fotografia de destaque: © <em>Shutterstock</em></p>
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		<item>
		<title>Pobreza energética: o que se sabe sobre o plano de acção da ELPPE?</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/pobreza-energetica-o-que-se-sabe-sobre-o-plano-de-accao-da-elppe/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Andreia Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Jun 2024 08:15:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[elppe]]></category>
		<category><![CDATA[Estratégia Nacional de Longo Prazo para o Combate à Pobreza Energética 2023-2050]]></category>
		<category><![CDATA[Plano de Acção]]></category>
		<category><![CDATA[pobreza energética]]></category>
		<category><![CDATA[Tarifa Social de Energia]]></category>
		<category><![CDATA[Transição energética]]></category>
		<category><![CDATA[Vale Eficiência]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A aprovação da Estratégia Nacional de Longo Prazo para o Combate à Pobreza Energética 2023-2050 (ELPPE) foi publicada em Diário da República em Janeiro. As medidas práticas a aplicar estarão plasmadas num Plano de Acção para 2030. Uma das principais preocupações é saber que novos apoios haverá para além do programa Vale Eficiência ou da Tarifa Social de Energia.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/pobreza-energetica-o-que-se-sabe-sobre-o-plano-de-accao-da-elppe/">Pobreza energética: o que se sabe sobre o plano de acção da ELPPE?</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><em>Este artigo foi originalmente publicado na <a href="https://leitor.medialine.pt/reader.html?p=edificiosenergia&amp;v=principal&amp;e=152" target="_blank" rel="noopener">edição nº 152 da Edifícios e Energia</a> (Março/Abril 2024).</em></p>
<p><strong>A aprovação da Estratégia Nacional de Longo Prazo para o Combate à Pobreza Energética 2023-2050 (ELPPE) foi publicada em Diário da República em Janeiro. As medidas práticas a aplicar estarão plasmadas num Plano de Acção para 2030. Uma das principais preocupações é saber que novos apoios haverá para além do programa Vale Eficiência ou da Tarifa Social de Energia.</strong></p>
<p>Em Portugal, entre 1,8 e três milhões de pes­soas encontram-se em situação de pobreza energética. Dessas, estima-se que entre 609 mil e 660 mil vivam em pobreza energéti­ca severa. Para que estes números mudem drasticamente, é necessária uma alteração estrutural que se traduza na erradicação da pobreza energética. O Governo português quer que esta meta seja uma realidade até 2050 e, por isso, aprovou a Estratégia Nacional de Longo Prazo para o Combate à Pobreza Energética 2023-2050, publicada em Diário da República no dia 8 de Janeiro deste ano.</p>
<p>“Há um caminho a fazer, mas estamos comprometidos [com ele]”, afirmou a secretária de Estado da Energia e [do] Clima, Ana Fontoura Gouveia, durante a apre­sentação do projecto. Os objectivos são ambiciosos. A ideia é que, em 2050, a percentagem de população sem capacidade para manter a sua habitação adequadamente aquecida seja menos de 1 % e que tanto a percentagem de população a viver em habitações não confortavel­mente frescas durante o Verão como a de população a viver em habitações com problemas de infiltrações, humidade ou elementos apodrecidos sejam menos de 5 %. Além disso, a estratégia aponta para a meta de eliminar as situações em que a despesa com energia representa mais de 10 % do total de rendimentos dos agregados familiares. Até lá, são exigidas várias metas intermédias, como se pode observar na Tabela 1.</p>
<p>Para lá chegar, a ELPPE divide-se nos seguintes quatro eixos estratégicos: promover a sustentabilidade ener­gética e ambiental da habitação; promover o acesso universal a serviços energéticos essenciais; promover a acção territorial integrada; promover o conhecimento e a actuação informada. A tarefa cabe à Direcção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), apoiada pela ADENE – Agência para a Energia. “No total, estão previstos 84 instrumentos de acção, divididos pelos quatro eixos, que, correspondendo às actividades no terreno, vão assegurar o cumprimento das metas e dos objectivos previstos para 2030”, explica Bruno Veloso, vice-presidente da ADENE, à Edifícios e Energia.</p>
<p>“Nesta fase, é prioritário garantir o integral cumpri­mento dos instrumentos de acção que se encontram em execução no âmbito do PRR [Plano de Recuperação e Resiliência], como sejam os programas Vale Eficiência, Edifícios Mais Sustentáveis 2023, e [o relativo às] Co­munidades de Energia [Renovável e ao Autoconsumo Colectivo], garantir as actividades que asseguram a acção territorial integrada, com instrumentos de acção como os Espaços Cidadão Energia, que visam potenciar a proximidade local com as autarquias e freguesias, chegando mais próximo das pessoas”, diz.</p>
<p>Parte do trabalho da ADENE passa por “garantir o acompanhamento da ELPPE de uma forma global, mas também em cada um dos seus instrumentos de acção”. Para tal, conta com “as ferramentas e colaboração da entidade nacional que coordena toda essa área, o INE [Instituto Nacional de Estatística].” Esses instrumentos de acção, os respectivos timings e os responsáveis pela sua execução estarão detalhados no Plano de Acção para 2030.</p>
<h4><strong>QUAL É O PLANO?</strong></h4>
<p>Muita coisa pode ser feita, começando logo por melho­rias na construção, no que diz respeito, por exemplo, aos materiais utilizados e aos métodos de isolamento. Mas há mais. Outras melhorias podem estar relacio­nadas com o financiamento para o recurso a energias renováveis, como a energia solar fotovoltaica e a solar térmica, com o incentivo à redução do consumo de energia e à colocação de bombas de calor. Nada disto pode funcionar se não houver sensibilização e infor­mação disponível para todos. Tudo será dissecado de forma mais concreta no Plano de Acção para 2030. A ideia é que no segundo trimestre deste ano as medidas comecem já a ser implementadas, com um programa pensado para o período de 2024 a 2030.</p>
<figure id="attachment_27224" aria-describedby="caption-attachment-27224" style="width: 706px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-27224" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/06/Captura-de-ecra-2024-06-28-083924.png" alt="" width="706" height="217" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/06/Captura-de-ecra-2024-06-28-083924.png 1372w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/06/Captura-de-ecra-2024-06-28-083924-300x92.png 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/06/Captura-de-ecra-2024-06-28-083924-1024x315.png 1024w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/06/Captura-de-ecra-2024-06-28-083924-768x236.png 768w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/06/Captura-de-ecra-2024-06-28-083924-610x188.png 610w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/06/Captura-de-ecra-2024-06-28-083924-1080x332.png 1080w" sizes="(max-width: 706px) 100vw, 706px" /><figcaption id="caption-attachment-27224" class="wp-caption-text">Calendarização dos objectivos a que a ELPPE se propõe. Além destes, a estratégia também aponta para a ambição de conseguir que a fracção de edifícios habitacionais com classe energética C ou inferior seja de 30 % em 2050 (em 2020, era de 69,6 %), alcançando metas intermédias de 50 % e 40 % em 2030 e 2040, respectivamente.</figcaption></figure>
<p>Sobre esta calendarização, a ADENE faz um ponto da situação. “O Plano de Acção para 2030 encontra-se em avançado estado de desenvolvimento, sob a coordenação da ADENE, envolvendo a participação de diversas entidades. Conforme previsto, no início de Março o ONPE-PT [Observatório Nacional da Pobreza Energética] apresentará a sua proposta à Comissão Estratégica, composta por vários ministérios e presidida pela Secretaria de Estado da Energia e Clima”, revela Bruno Veloso.</p>
<p>Para a ZERO, o Plano tem ideias “simultaneamente muito boas, mas extremamente ambiciosas”, alerta Francisco Ferreira, presidente da Associação Sistema Terrestre Sustentável. “O facto de haver metas não apenas para 2050, mas também para 2030 e 2040 torna-o muito mais exigente.”</p>
<p>Depois de implementado, o Plano de Acção será reavaliado no quarto trimestre de 2027 e, de novo, em 2030. Em 2031 avança o segundo Plano de Acção da ELPPE, cuja implementação está prevista para o período que vai de 2031 a 2040. Para esse documento, estão marcadas revisões em 2042, 2045 e 2048.</p>
<blockquote><p>“A relação entre a pobreza e a pobreza energética tem de ser encarada. É essencial que as pessoas possam ter rendimentos suficientes para pagarem as facturas da electricidade ou do gás. As medidas que já existem representam pouco. O Vale Eficiência, por exemplo, tem um limite de cinco mil euros, o que é muito curto.” Francisco Ferreira</p></blockquote>
<p>Enquanto nada disto se materializa, as famílias mais vulneráveis podem ter apoios através do Vale Eficiência ou da Tarifa Social de Energia. Mas “é crucial perceber o quanto se vai fazer além do que já existe”, apela Francisco Ferreira. “Para nós, o que é mais dramático diz respeito ao edificado, ao programa de reabilitação do edificado, principalmente aquele em que as condições são piores em termos de isolamento. A relação entre a pobreza e a pobreza energética tem de ser encarada. É essencial que as pessoas possam ter rendimentos suficientes para pagarem as facturas da electricidade ou do gás. As medidas que já existem representam pouco. O Vale Eficiência, por exemplo, tem um limite de cinco mil euros, o que é muito curto.”</p>
<p>A expectativa de conhecer o documento é, por isso, grande, admite Francisco Ferreira. “Que indicadores vamos usar para, de forma fiável, termos o seguimento da estratégia? Como será feito o acompanhamento? Como é que tudo será mais acelerado? O conteúdo do Plano vai ser um elemento crucial.”</p>
<h4>UM OBSERVATÓRIO E UM ESPAÇO CIDADÃO</h4>
<p>A ELPPE produziu também duas novas entidades, o Observatório Nacional da Pobreza Energética e o Espaço Cidadão Energia. O primeiro tem pela frente a implementação dos eixos definidos na ELPPE, como promover a sustentabilidade energética e ambiental na habitação, garantir o acesso universal a serviços energéticos essenciais, fomentar a acção territorial integrada e promover o conhecimento informado e a actuação. A sua principal missão é acompanhar a evolução da pobreza energética a nível nacional.</p>
<p>“Temos um problema e temos que o encarar de frente”, afirmou Duarte Cordeiro, ministro do Ambiente e da Acção Climática, em Janeiro de 2024, durante a apresentação do projecto. “A criação deste Observatório é uma peça central para irmos acompanhando com informação e transparência a evolução das respostas a nível local e nacional.”</p>
<p>Este organismo terá de coordenar a execução dos quatro eixos de actuação definidos na ELPPE. Os trabalhos passam ainda por elaborar planos de acção com metas decenais (2030, 2040 e 2050), propô-los ao Governo e sugerir instrumentos financeiros, fiscais e/ou de financiamento, público ou privado, de medidas de eficiência energética adequados ao perfil dos agregados familiares. Promover a literacia energética, recorrendo a mais campanhas e material de divulgação e esclarecimento, é outra das prioridades.<br />
O Observatório Nacional da Pobreza Energética é composto por uma Unidade de Gestão, presidida pela DGEG e apoiada em termos técnicos e operacionais pela ADENE, por uma Comissão Estratégica, constituída pelas áreas governativas relevantes – em particular nos domínios de energia, habitação, solidariedade e segurança social, saúde, educação, coesão territorial e finanças –, e por uma Comissão Consultiva, com re­presentantes de diferentes áreas de conhecimento da sociedade civil, como a DECO.</p>
<p>Para a ADENE, é “fundamental assegurar o cumpri­mento dos prazos e metas definidos, em colaboração com as entidades envolvidas, públicas e privadas”, refere Bruno Veloso. “Temos a obrigação de garantir a execução do Plano, bem como a monitorização de todo o processo”, explica o vice-presidente da agência, acrescentando que está a ser feito um esforço para que os resultados se encontrem disponíveis para consulta, no portal do Observatório, “já em Maio”.</p>
<p>Já o Espaço Cidadão Energia vai traduzir-se em estru­turas locais de apoio ao cidadão. O objectivo é inaugurar 50 balcões até Março de 2025 e formar 300 pessoas para os postos de trabalho necessários. Até esse número ser atingido, estarão a funcionar cinco testes-piloto, que deverão abrir portas no terceiro trimestre deste ano.</p>
<p>De acordo com Ana Fontoura Gouveia, nestes espa­ços, os cidadãos poderão “recolher informações sobre diversas áreas da energia e promover a conscienciali­zação sobre a importância da eficiência energética”. Além disso, estarão disponíveis “soluções de apoios para os cidadãos e as empresas que procurem reduzir o seu impacto ambiental, melhorar o conforto térmico, aceder a incentivos e financiamento, e, em simultâneo, pagar menos na sua factura energética”.</p>
<p>Segundo o Inquérito às Condições de Vida e Rendi­mento, publicado pelo Instituto Nacional de Estatística, em 2021, quase duas em cada dez pessoas não conse­guiam manter a casa aquecida e três em cada dez viviam em casas com necessidades de reparação.</p>
<p>Pessoas idosas, desempregadas e com menores ní­veis de escolaridade eram as principais afectadas, bem como mulheres, famílias numerosas ou monoparentais. Em todo o território nacional, as regiões dos Açores e da Madeira concentravam a maior percentagem de famílias em pobreza energética; considerando apenas o continente português, o problema está mais concen­trado nas regiões do Algarve e do Norte. A Estratégia Nacional de Longo Prazo para o Combate à Pobreza Energética 2023-2050 foi pensada para erradicar todas estas situações.</p>
<p>Fotografia de destaque: © <em>Shutterstock</em></p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/pobreza-energetica-o-que-se-sabe-sobre-o-plano-de-accao-da-elppe/">Pobreza energética: o que se sabe sobre o plano de acção da ELPPE?</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
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		<title>Luz verde para o Observatório Nacional da Pobreza Energética</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/luz-verde-para-o-observatorio-nacional-da-pobreza-energetica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Andreia Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Feb 2024 07:55:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[elppe]]></category>
		<category><![CDATA[literacia energética]]></category>
		<category><![CDATA[observatório nacional da pobreza energética]]></category>
		<category><![CDATA[pobreza energética]]></category>
		<category><![CDATA[sustentabilidade energética]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Despacho de 2 de Fevereiro determina a composição e o funcionamento da entidade. Terá pela frente tarefas como promover a sustentabilidade energética e ambiental na habitação, garantir o acesso universal a serviços energéticos essenciais e fomentar a acção territorial integrada.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="p1"><span class="s1">2 de Fevereiro de 2024 é uma data importante no caminho para erradicar a pobreza energética em Portugal. Nesse dia foi publicado o <a href="https://www.dgeg.gov.pt/media/m4ujb1cl/despacho-1335-2024-2-de-fevereiro.pdf">despacho n.º 1335/2024</a> que determina a composição e o funcionamento do Observatório Nacional da Pobreza Energética. </span></p>
<p class="p1"><span class="s1">A decisão sucede à aprovação da Estratégia Nacional de Longo Prazo para o Combate à Pobreza Energética 2023-2050 (ELPPE), <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/0901portugal-quer-eliminar-pobreza-energetica-ate-2050/">publicada</a> em Diário da República a 8 de Janeiro. </span></p>
<p class="p1"><span class="s1">O Observatório tem pela frente a implementação dos eixos definidos na ELPPE, como promover a sustentabilidade energética e ambiental na habitação, garantir o acesso universal a serviços energéticos essenciais, fomentar a acção territorial integrada e promover o conhecimento informado e a actuação. </span></p>
<p class="p1"><span class="s1">Na sua composição há uma Unidade de Gestão – presidida pela Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) e com o apoio técnico e operacional da Agência para a Energia (ADENE) –, uma Comissão Estratégica (constituída pelas áreas governativas relevantes, em particular nos domínios da energia, habitação, solidariedade e segurança social, saúde, educação, coesão territorial e finanças) e uma Comissão Consultiva (com representantes de diferentes áreas de conhecimento da sociedade civil).</span></p>
<p class="p1"><span class="s1">O <a href="https://www.dgeg.gov.pt/pt/destaques/observatorio-nacional-da-pobreza-energetica/">plano</a> de acção foi desenhado do ano 2023 ao ano 2050 e é ambicioso. O Observatório Nacional da Pobreza Energética terá de definir novos indicadores estratégicos com desagregação territorial; articular a acção entre as áreas de energia, habitação, solidariedade e segurança social, economia, saúde, educação, coesão territorial e finanças; promover a literacia energética através de mais campanhas e material; elaborar e propor ao governo planos de acção com metas decenais (2030, 2040, 2050); propor instrumentos financeiros, fiscais e/ou de financiamento, público ou privado, de medidas de eficiência energética adequados ao perfil dos agregados familiares; entre outras coisas. </span></p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/luz-verde-para-o-observatorio-nacional-da-pobreza-energetica/">Luz verde para o Observatório Nacional da Pobreza Energética</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
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		<title>Pobreza energética: É preciso ter um plano de acção &#8220;o mais rápido possível&#8221;, alerta ZERO</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/1101pobreza-energetica-e-preciso-ter-um-plano-de-accao-o-mais-rapido-possivel-alerta-zero/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Edifícios e Energia]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Jan 2024 08:41:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ADENE]]></category>
		<category><![CDATA[associação zero]]></category>
		<category><![CDATA[DGEG]]></category>
		<category><![CDATA[diário da república]]></category>
		<category><![CDATA[elppe]]></category>
		<category><![CDATA[francisco ferreira]]></category>
		<category><![CDATA[INE]]></category>
		<category><![CDATA[LNEG]]></category>
		<category><![CDATA[pobreza energética]]></category>
		<category><![CDATA[ZERO]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Para a Associação Sistema Terrestre Sustentável, a primeira preocupação é saber o que fazer, na prática. A segunda é o investimento.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/1101pobreza-energetica-e-preciso-ter-um-plano-de-accao-o-mais-rapido-possivel-alerta-zero/">Pobreza energética: É preciso ter um plano de acção &#8220;o mais rápido possível&#8221;, alerta ZERO</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="p1"><span class="s1">Depois de vários meses e consultas públicas foi divulgado em <a href="https://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/resolucao-conselho-ministros/11-2024-836222486">Diário da República</a>, a 8 de janeiro, a Estratégia Nacional de Longo Prazo para o Combate à Pobreza Energética 2023-2050 (ELPPE). </span></p>
<p class="p1"><span class="s1">Com quatro prioridades definidas (sustentabilidade energética e ambiental da habitação, acesso universal a serviços energéticos, acção territorial integrada e promoção do conhecimento e actuação informada), “não vai ser um desafio fácil”, alerta Francisco Ferreira, presidente da <a href="https://zero.ong/">ZERO</a>.</span></p>
<p class="p1"><span class="s1">Para a Associação Sistema Terrestre Sustentável, “a principal preocupação agora é colocar cá fora, o mais rapidamente possível, o plano de acção e mais indicadores. A outra preocupação é o investimento. Neste momento, na prática, a única medida que temos a funcionar é o Vale Eficiência. Não chega.”</span></p>
<p class="p1"><span class="s1">Criado em 2021, o programa <a href="https://www.fundoambiental.pt/apoios-prr/c13-eficiencia-energetica-em-edificios/02c13-i01-programa-vale-eficiencia.aspx">Vale Eficiência</a> tem como objectivo entregar, até 2025, 100 mil cheques a famílias carenciadas que vivem em habitações em situação de pobreza energética. Os vales servem para melhorar o conforto térmico, através de obras ou compra de equipamentos.</span></p>
<p class="p1"><span class="s1">Porém, investir em aquecedores ou bombas de calor só resolve parte do problema, já que depois muitas famílias não conseguem fazer face às despesas do consumo. </span></p>
<p class="p4"><span class="s1">“Neste momento, temos um edificado dramático. Muitas famílias estão com dificuldade em garantir facturas pagas”, explica Francisco Ferreira.</span></p>
<p class="p4"><span class="s1">As metas da ELPPE estão traçadas a cada dez anos (2020, 2040, 2050) e incluem identificar, caracterizar e acompanhar (juntamente com o INE, Instituto Nacional de Estatística) os agregados familiares em situação de pobreza energética; encontrar medidas financeiras, fiscais e/ou de financiamento público para esses agregados; e promover campanhas para o aumento da literacia energética. A ideia é também articular sectores de energia, habitação, solidariedade e segurança social, saúde, educação, coesão territorial e finanças, assim como desenvolver acções de capacitação dos agentes nacionais, regionais e locais, públicos e privados.</span></p>
<p class="p1"><span class="s3">De acordo com os dados mais recentes, em 2020 havia 17,5% da população a viver sem capacidade para aquecer devidamente a casa. O objectivo é que esse número chegue aos 10% em 2030, descendo para 5% em 2040 e para menos de 1% em 2050.</span></p>
<p class="p1"><span class="s1">A meta é “muito ambiciosa”, diz o presidente da ZERO, e são necessários “mais indicadores rapidamente” para que se perceba, na prática, o que pode ser feito para lá chegar. </span></p>
<p class="p1"><span class="s1">A associação ressalva ainda outro aspecto: “Enquanto tenho 1,8 milhões de pessoas a não conseguirem o conforto térmico no Inverno, tenho mais de três milhões durante o verão [a não serem capazes de manter casas frescas]”.</span></p>
<p class="p1"><span class="s1">Para que esses problemas sejam identificados, caso a caso, e resolvidos, “o INE também tem um papel muito importante, sobretudo num clima em mudança como o que vivemos”.</span></p>
<p><img decoding="async" class="wp-image-25473 alignleft" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/01/pobreza-energetica-2-1-300x159.png" alt="" width="385" height="204" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/01/pobreza-energetica-2-1-300x159.png 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/01/pobreza-energetica-2-1-610x324.png 610w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/01/pobreza-energetica-2-1.png 640w" sizes="(max-width: 385px) 100vw, 385px" /></p>
<p class="p1"><span class="s1">Para implementar a Estratégia Nacional de Longo Prazo para o Combate à Pobreza Energética 2023-2050 será criado o Observatório Nacional da Pobreza Energética, presidido pela DGEG (Direção-Geral de Energia e Geologia), com o apoio técnico e operacional da ADENE (Agência para a Energia). No entanto, os esforços precisam de ser ainda mais alargados, de forma mais cirúrgica e local.</span></p>
<p class="p1"><span class="s1">“Terá de ser feita uma ligação estreita entre os vários agentes e isso ainda não sabemos como vai acontecer”, diz Francisco Ferreira.</span></p>
<p class="p1"><span class="s1">Ainda com muita coisa por definir e à espera de novos indicadores, a associação ZERO elogia, contudo, o programa.</span></p>
<p class="p1"><span class="s1">“Estamos satisfeitos com esta estratégia dentro do clima de 2023. Já devia estar cá fora há uma série de tempo. Portanto, ainda bem que conseguiu ir à Presidência da República e ser promulgada.” Mas, garante Francisco Ferreira, isto “é apenas o começo”.</span></p>
<h4 class="p1"><span class="s1">O que pode ser feito </span></h4>
<p class="p1"><span class="s1">Na edição da <b>Edifícios e Energia</b> de <a href="https://leitor.medialine.pt/reader.html?p=edificiosenergia&amp;v=principal&amp;e=146=">Março/Abril</a> de 2023, já Isabel Façanha, analista da ZERO, identificava algumas mudanças que podiam fazer toda a diferença. Abordar a “unidade habitacional, cuja unidade mínima é o edifício, e não apenas o cidadão ou agregado familiar, uma vez que a envolvente do edifício é frequentemente apontada como uma das causas para a pobreza energética” seria um começo.</span></p>
<p class="p1"><span class="s1">Aproveitando como exemplo as remodelações feitas na envolvente dos edifícios dos anos 1950 e 1960 na Europa Central, Helder Gonçalves, dirigente do LNEG (Laboratório Nacional de Energia e Geologia), deixava outra sugestão. </span></p>
<p class="p1"><span class="s1">“Temos edifícios comuns que têm dezenas, nalguns casos centenas, de apartamentos, mas os avisos do Fundo Ambiental vêem isto de forma individual ou unifamiliar”, lamentava. Para Helder Gonçalves, encarar este desafio em conjunto podia ser uma medida a adoptar sobretudo no caso dos edifícios de habitação social, “que têm um peso muito grande em Portugal”, e podia ser complementada com outras soluções: </span></p>
<p class="p1"><span class="s1">“Ao mesmo tempo que se reabilita todo o edifício, pode haver a inclusão de caldeiras comuns ou de um sistema solar comum, por exemplo; e isso, sim, será uma dupla medida não só em termos de melhoria da qualidade de vida dos utentes, mas também nos eventuais consumos energéticos.”</span></p>
<p><img decoding="async" class="size-medium wp-image-25472 alignright" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/01/pobreza-energetica-3-300x159.png" alt="" width="300" height="159" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/01/pobreza-energetica-3-300x159.png 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/01/pobreza-energetica-3-610x324.png 610w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/01/pobreza-energetica-3.png 640w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p class="p3"><span class="s1">Helder Gonçalves apontava ainda para outra medida que considerava ser merecedora de desagregação das restantes. “Nestas medidas todas, devia haver uma que dissesse respeito à água quente solar – da qual já se falou muito (&#8230;). O raciocínio é simples: nós gastamos 20% do consumo energético para aquecer água nas nossas casas; (&#8230;) [e] os colectores solares, hoje, têm um preço muito competitivo.” </span></p>
<p class="p3"><span class="s1">Lembrando que Portugal é “dos países com maior radiação [solar] que utiliza menos colectores solares”, ficando atrás “da Grécia, da Espanha, da Itália e até da Áustria”, o especialista defendia mesmo que devia haver uma campanha nacional para incentivar a adopção destes equipamentos, cujo impacto é logo sentido. “Aqueles que são identificados com pobreza extrema têm de ser ajudados de modo a terem melhores condições nos seus edifícios, nas suas habitações, e não a comprarem bombas de calor com os Vales Eficiência – isso não diminui o consumo energético porque essas pessoas não podem pagar pela utilização.” </span></p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/1101pobreza-energetica-e-preciso-ter-um-plano-de-accao-o-mais-rapido-possivel-alerta-zero/">Pobreza energética: É preciso ter um plano de acção &#8220;o mais rápido possível&#8221;, alerta ZERO</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
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		<item>
		<title>Portugal quer eliminar pobreza energética até 2050</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/0901portugal-quer-eliminar-pobreza-energetica-ate-2050/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Andreia Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Jan 2024 09:50:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ADENE]]></category>
		<category><![CDATA[DGEG]]></category>
		<category><![CDATA[diário da república]]></category>
		<category><![CDATA[elppe]]></category>
		<category><![CDATA[energia]]></category>
		<category><![CDATA[pobreza energética]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Foi publicada, em Diário da República, a Estratégia Nacional de Longo Prazo para o Combate à Pobreza Energética 2023-2050 (ELPPE). Sustentabilidade energética e ambiental da habitação, acesso universal a serviços energéticos, acção territorial integrada e promoção do conhecimento e actuação informada são as quatro prioridades.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/0901portugal-quer-eliminar-pobreza-energetica-ate-2050/">Portugal quer eliminar pobreza energética até 2050</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="p1"><span class="s1">Acaba de ser publicada, em <a href="https://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/resolucao-conselho-ministros/11-2024-836222486">Diário da República</a>, a Estratégia Nacional de Longo Prazo para o Combate à Pobreza Energética 2023-2050 (ELPPE). Sustentabilidade energética e ambiental da habitação, acesso universal a serviços energéticos, acção territorial integrada e promoção do conhecimento e actuação informada são as quatro vertentes da iniciativa.</span></p>
<p class="p1"><span class="s1">Para que tudo isto aconteça, vai nascer o Observatório Nacional da Pobreza Energética, presidido pela DGEG (Direção-Geral de Energia e Geologia), com o apoio técnico e operacional da ADENE (Agência para a Energia).</span></p>
<p class="p1"><span class="s1">“A pobreza energética é uma problemática complexa e multidimensional, que resulta da combinação de um conjunto de factores, em particular de baixos rendimentos, dificuldade em aceder a serviços energéticos eficientes e com qualidade e do baixo desempenho energético das habitações, sendo, transversalmente, potenciada por baixos níveis de literacia energética”, pode ler-se na resolução do Conselho de Ministros, publicada em Diário da República a 8 de Janeiro de 2024.</span></p>
<p class="p1"><span class="s1">As metas são claras e estão traçadas a cada dez anos (2030, 2040, 2050). As tarefas incluem identificar, caracterizar e acompanhar (juntamente com o INE, Instituto Nacional de Estatística) os agregados familiares em situação de pobreza energética; encontrar medidas financeiras, fiscais e/ou de financiamento público para esses agregados; e promover campanhas para o aumento da literacia energética adequada a cada perfil. </span></p>
<p class="p1"><span class="s1">De acordo com os números mais recentes (de 2020), 17,5% da população vive sem capacidade para manter a casa devidamente aquecida. O objectivo é que esse número chegue aos 10% em 2030, descendo para 5% em 2040 e para menos de 1% em 2050.</span></p>
<p class="p1"><span class="s1">Há também directivas concretas no que diz respeito a casas com problemas de infiltrações e humidade e habitações pouco frescas no verão. </span></p>
<p class="p1"><span class="s1">Além disso, a ELPPE vai dinamizar a articulação entre diferentes áreas de política pública, como energia, habitação, solidariedade e segurança social, saúde, educação, coesão territorial e finanças. Também será promovida a actuação territorial descentralizada em rede com os Espaços Cidadão Energia e com outras estruturas e entidades locais relevantes, uma vez que o pretendido é desenvolver acções de capacitação dos agentes nacionais, regionais e locais, públicos e privados. A tudo isto junta-se a vontade de promover, valorizar e divulgar trabalhos relacionados com o fenómeno da pobreza energética.</span></p>
<p class="p1"><span class="s1">Todos estes passos pretendem proteger os consumidores mais vulneráveis, garantindo que estão integrados nas transições energética e climática. </span></p>
<p class="p1"><span class="s1">Os baixos rendimentos, a dificuldade de acesso a serviços energéticos eficientes e um desempenho energético pouco eficiente nas habitações são os principais responsáveis pela pobreza energética. Esta afecta a qualidade de vida, a saúde e a produtividade e não diz apenas respeito a famílias em carência económica, refere o documento. </span></p>
<p class="p1"><span class="s1">“No conceito de pobreza energética incluem-se também as famílias que, para evitar custos com energia, adoptam práticas de restrição do seu uso, prejudicando o seu conforto e bem-estar, e ainda as famílias que não dispõem de rendimento disponível que lhes permita aceder a serviços de energia mais eficientes ou implementar medidas para o aumento do conforto térmico das suas habitações.”</span></p>
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