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	<title>Arquivo de ADENE - Edificios e Energia</title>
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	<description>A Revista especializada de referência nos sectores de AVAC, eficiência energética, materiais de construção e edifícios.</description>
	<lastBuildDate>Wed, 08 Jul 2026 09:17:20 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivo de ADENE - Edificios e Energia</title>
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	<item>
		<title>Do planeamento à ação: Guimarães lidera no aquecimento e arrefecimento sustentável</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/conteudos-patrocinados/do-planeamento-a-acao-guimaraes-lidera-no-aquecimento-e-arrefecimento-sustentavel/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ADENE - Agência para a Energia]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 09:15:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Conteúdos Patrocinados]]></category>
		<category><![CDATA[ADENE]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Guimarães tem vindo a consolidar-se como um dos municípios portugueses com maior projeção na área da sustentabilidade urbana, com um percurso sustentado, no qual a ação climática integra de forma transversal o planeamento municipal e a estratégia de desenvolvimento territorial. ...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-67acfb42c6416f567b88b7f216ac3a68 wp-block-paragraph" style="font-size:14px;font-style:italic;font-weight:500;letter-spacing:0px"><br></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Guimarães</strong> tem vindo a consolidar-se como um dos municípios portugueses com maior projeção na área da sustentabilidade urbana, com um percurso sustentado, no qual a ação climática integra de forma transversal o planeamento municipal e a estratégia de desenvolvimento territorial. Entre os principais instrumentos destacam-se o <strong>Plano de Ação para a Energia Sustentável</strong> e a <strong>Estratégia Municipal de Adaptação às Alterações Climáticas,</strong> que estruturam a resposta local nas vertentes de mitigação e adaptação. A existência destes instrumentos é essencial uma vez que a transição energética local depende de continuidade institucional e da capacidade de execução e articulação entre políticas públicas setoriais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É neste contexto de dinamismo que <strong>Guimarães</strong> aceitou ser uma das cidades-piloto do projeto europeu <strong><a href="https://www.adene.pt/projeto/plan4cold/" type="link" id="https://www.adene.pt/projeto/plan4cold/" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">LIFE Plan4COLD</a></strong> liderado pela <strong><a href="https://www.adene.pt/" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">ADENE – Agência para a Energia</a></strong>. O projeto, em curso entre 2024 e 2027, visa apoiar municípios do sul da Europa na definição de Planos Locais de Aquecimento e Arrefecimento (PLAA), respondendo aos requisitos do artigo 25.º da Diretiva de Eficiência Energética aplicáveis a municípios com mais de 45 mil habitantes. Para as cidades do Sul da Europa, os PLAA são particularmente desafiantes dado o contexto geográfico e socioeconómico distinto do Centro e Norte da Europa. A maioria das cidades do Sul não dispõe de redes de distribuição de calor, existindo uma infraestrutura dispersa, descentralizada ao nível do edifício, ou da habitação. Acresce um parque edificado ineficiente, com necessidades profundas de reabilitação, e um stock de equipamentos para aquecimento (e arrefecimento) ineficiente e com taxas de substituição muito baixas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Atento a esta realidade, o projeto <strong>Plan4COLD </strong>propõe uma abordagem integrada, centrada no princípio da eficiência energética primeiro, focada em três dimensões: planeamento urbano e infraestruturas, edifícios e comportamentos. A dimensão do planeamento urbano foca o espaço exterior, a necessidade de minimizar o efeito ilha de calor nas cidades, de renovar os espaços com soluções de base natural e promover a criação de espaços termicamente mais confortáveis. A dimensão dos edifícios visa a consideração de medidas passivas, ao nível da envolvente do edifício, e de medidas ativas com recurso a equipamentos mais eficientes e tecnologias de aproveitamento de energias renováveis. A dimensão comportamental visa a sensibilização dos cidadãos para a adoção de comportamentos mais eficientes e adaptativos, em particular a eventos extremos tipo ondas de calor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para <strong>Guimarães</strong>, a participação no <strong>Plan4COLD</strong> representa uma oportunidade para definir o seu PLAA de modo acompanhado e alinhado com a visão do município e estratégias já em curso, através da capacitação técnica e da cooperação internacional com especialistas, num domínio crítico da transição energética.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o apoio técnico da <strong>ADENE</strong>, o <strong>Plan4COLD</strong> permitirá a <strong>Guimarães</strong> aprofundar o planeamento local do aquecimento e arrefecimento com soluções ajustadas à realidade do concelho. O projeto reforça ainda o papel do município como território de referência, com impacto na definição de modelos replicáveis a nível regional e nacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para saber mais sobre o projeto <strong>Plan4COLD</strong> visite <a href="https://www.adene.pt/projeto/plan4cold/" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">https://www.adene.pt/projeto/plan4cold/</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><a href="https://cinea.ec.europa.eu/programmes/life_en" target="_blank" rel=" noreferrer noopener"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="224" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/07/PT-Cofinanciado-pela-Uniao-Europeia_POS-1024x224.jpg" alt="" class="wp-image-37252" style="aspect-ratio:4.563279857397505;width:302px;height:auto" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/07/PT-Cofinanciado-pela-Uniao-Europeia_POS-1024x224.jpg 1024w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/07/PT-Cofinanciado-pela-Uniao-Europeia_POS-300x66.jpg 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/07/PT-Cofinanciado-pela-Uniao-Europeia_POS-768x168.jpg 768w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/07/PT-Cofinanciado-pela-Uniao-Europeia_POS-1536x337.jpg 1536w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/07/PT-Cofinanciado-pela-Uniao-Europeia_POS-2048x449.jpg 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<div style="height:66px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full is-resized"><img decoding="async" width="300" height="400" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/05/JoanaFernandes-Adene.png" alt="" class="wp-image-31271" style="width:168px;height:auto" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/05/JoanaFernandes-Adene.png 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/05/JoanaFernandes-Adene-225x300.png 225w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><figcaption class="wp-element-caption">Joana Fernandes<br><em>Coordenadora de Projetos Técnicos da ADENE</em></figcaption></figure>



<p class="has-text-align-center has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-6da066ba5d0ff0afae10c72a35473d48 wp-block-paragraph"><strong><em><strong><em>ESTE ARTIGO CONTA COM O APOIO DA&nbsp;<a href="https://www.adene.pt/" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">ADENE</a></em></strong></em></strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full is-resized"><img decoding="async" width="1777" height="637" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/07/Logo_Positivo_CMYK.png" alt="" class="wp-image-37250" style="aspect-ratio:2.790356394129979;width:170px;height:auto" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/07/Logo_Positivo_CMYK.png 1777w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/07/Logo_Positivo_CMYK-300x108.png 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/07/Logo_Positivo_CMYK-1024x367.png 1024w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/07/Logo_Positivo_CMYK-768x275.png 768w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/07/Logo_Positivo_CMYK-1536x551.png 1536w" sizes="(max-width: 1777px) 100vw, 1777px" /></figure>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-alpha-channel-opacity has-background is-style-wide" style="background-color:#07a1a6;color:#07a1a6"/>



<p class="has-text-align-center has-black-color has-text-color has-link-color has-small-font-size wp-elements-c15156a597b0e49e22da2f2e072b3a54 wp-block-paragraph"><strong><em>As opiniões expressas são da responsabilidade dos autores e<br>não reflectem necessariamente as ideias da revista Edifícios e Energia.</em></strong></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Ciclo de vida nos edifícios: Uma nova abordagem para a pegada de carbono</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/ciclo-de-vida-nos-edificios-uma-nova-abordagem-para-a-pegada-de-carbono/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rita Galego]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 08:39:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ADENE]]></category>
		<category><![CDATA[edifícios]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A União Europeia acabou de dar um passo relevante na forma como avalia o impacte ambiental dos edifícios. Pela primeira vez, foi definida uma metodologia comum para medir a pegada de carbono ao longo de todo o ciclo de vida das construções. Mas, primeiro que tudo, é importante esclarecer uma questão: o que é afinal o ciclo de vida dos edifícios?</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong><em>Este artigo foi originalmente publicado na <a href="https://leitor.medialine.pt/reader.html?p=edificiosenergia&amp;v=principal&amp;e=164" target="_blank" rel="noopener">edição nº 164 da Edifícios e Energia</a> (Março/Abril 2026).</em></strong></p>
<p><strong>A União Europeia acabou de dar um passo relevante na forma como avalia o impacte ambiental dos edifícios. Pela primeira vez, foi definida uma metodologia comum para medir a pegada de carbono ao longo de todo o ciclo de vida das construções. Mas, primeiro que tudo, é importante esclarecer uma questão: o que é afinal o ciclo de vida dos edifícios?</strong></p>
<p>Até agora, o foco da eficiência energética no parque edificado esteve essencialmente centrado na fase de uso — aquecimento, arrefecimento, iluminação e consumo de energia operacional. Como vimos no artigo de capa desta edição, a metodologia agora apresentada pela Comissão Europeia alarga este cenário. Na prática, a Comissão Europeia passa a considerar três grandes momentos no ciclo de vida de um edifício:</p>
<ul>
<li>As emissões incorporadas na produção e transporte dos materiais de construção e nas actividades no estaleiro;</li>
<li>A fase de utilização, incluindo o consumo energético e a substituição de componentes ao longo da vida útil;</li>
<li>O fim de vida, com demolição, transporte, tratamento de resíduos, reutilização e eliminação final.</li>
</ul>
<p>Resumidamente, o edifício deixa de ser avaliado apenas por aquilo que consome e passa a ser analisado também por aquilo que incorpora.</p>
<h5><strong>O regulamento e o cálculo do PAG</strong></h5>
<p>É neste contexto, no final de 2025, que a União Europeia estabelece um método comum para avaliar a pegada de carbono dos edifícios ao longo de todo o seu ciclo de vida. Esta abordagem assenta numa metodologia europeia enquadrada na norma EN 15978, que define um cálculo harmonizado para todos os Estados-Membros, com o objectivo de quantificar o impacte carbónico dos edifícios. O cálculo baseia-se no indicador Potencial de Aquecimento Global (PAG) e é previsto que, a partir de 2028, todos os novos edifícios com mais de mil metros quadrados tenham este indicador calculado e divulgado no certificado de desempenho energético. Dois anos depois, a exigência abrangerá todas as novas construções, independentemente da dimensão. A avaliação da pegada de carbono será realizada por projectistas ou outros profissionais do sector, com base em metodologias nacionais alinhadas com o quadro europeu comum.</p>
<p>É esperado que a aplicação do PAG permita que arquitectos, engenheiros e promotores identifiquem soluções de construção que reduzam emissões já na fase de projecto, influenciando escolhas de materiais, tecnologias e sistemas de energia desde o início.</p>
<p>Ao introduzir uma métrica comum, Bruxelas pretende criar critérios que sejam comparáveis entre Estados-Membros e, simultaneamente, enviar uma mensagem ao mercado. A medição do impacte climático ao longo do ciclo de vida deverá incentivar a utilização de materiais de baixo carbono — como cimentos e aços produzidos com menores emissões, tecnologias de captura de carbono ou soluções construtivas<br />
que reduzam o recurso a combustíveis fósseis.</p>
<p>O regulamento admite alguma flexibilidade nacional, permitindo a utilização de valores de referência e dados fornecidos pelos fabricantes, desde que coerentes com a legislação europeia. Antes de entrar plenamente em vigor, o texto será ainda analisado pelo Conselho e pelo Parlamento Europeu, que dispõem de um período limitado para apresentar objecções. Na ausência dessas objecções, esta metodologia tornar-se-á a referência obrigatória para avaliar o impacte climático dos edifícios na União Europeia.</p>
<h5><strong>O papel do Level(s) na análise do ciclo de vida</strong></h5>
<p>É neste enquadramento que se insere o Level(s), o quadro europeu de referência para a sustentabilidade dos edifícios, desenvolvido pela Comissão Europeia com base numa abordagem de ciclo de vida. O Level(s) funciona como um instrumento técnico de apoio à implementação da EPBD, ao disponibilizar metodologias, indicadores e definições harmonizadas que permitem avaliar, de forma consistente, o desempenho ambiental dos edifícios ao longo das suas várias fases.</p>
<p>A ligação entre o ciclo de vida dos edifícios e o Level(s) é particularmente evidente na integração da Avaliação do Ciclo de Vida como base metodológica para a quantificação dos impactes ambientais, incluindo o potencial de aquecimento global. Esta abordagem é reforçada pelo regulamento que altera o Anexo III da EPBD, no respeitante ao quadro da União para o cálculo nacional do potencial de aquecimento global do ciclo de vida. O regulamento estabelece princípios comuns e parâmetros harmonizados para o cálculo do PAG desde o fabrico até à demolição dos edifícios, assegurando maior comparabilidade, coerência e robustez nos resultados a nível europeu.</p>
<p>A implementação do Level(s) e do cálculo harmonizado do PAG traz consigo desafios como a necessidade de acesso a dados fiáveis e consistentes, a capacitação técnica de projectistas, engenheiros e auditores, e a utilização de ferramentas digitais que sejam adequadas para cálculos que necessitam de ser precisos e comparáveis entre os Estados-Membros.</p>
<p>Ao mesmo tempo, esta metodologia oferece oportunidades de inovação e melhoria no sector da construção: a medição detalhada do impacto de materiais, tecnologias e sistemas permite a adopção de materiais de baixo carbono, a integração de soluções construtivas inovadoras, a utilização de energias renováveis e a implementação de tecnologias digitais de optimização de projecto e operação, promovendo edifícios mais eficientes, resilientes e sustentáveis desde que são idealizados até ao seu fim de vida.</p>
<p>Neste contexto, o Level(s) assume um papel complementar e operacional, ao oferecer uma base técnica consistente com a EPBD e com o quadro regulamentar associado ao cálculo do PAG do ciclo de vida. Ao articular indicadores ambientais, metodologias de cálculo e princípios de avaliação ao longo do tempo, o quadro contribui para uma aplicação mais eficaz e harmonizada das exigências regulamentares nos diferentes Estados-Membros.</p>
<p>No essencial, o objectivo é claro: reduzir de forma estrutural as emissões de gases com efeito de estufa no sector da construção e dos edifícios, promovendo práticas mais sustentáveis e impulsionando a inovação industrial. Ao medir e tornar mais transparente o impacte climático completo dos edifícios, a União Europeia cria as bases para futuros requisitos de desempenho climático mais exigentes e aproxima-se da meta de um parque edificado com emissões líquidas nulas até 2050.</p>
<blockquote><p><strong>Calendário para o potencial de aquecimento global ao longo do ciclo de vida</strong></p>
<p><strong>Janeiro de 2030</strong></p>
<p>Todos os novos edifícios → o potencial de aquecimento global ao longo do ciclo de vida é calculado e divulgado no certificado de desempenho energético.</p>
<p><strong>Janeiro de 2028</strong></p>
<p>Novos edifícios com mais de 1 000 m² de área útil → o PAG ao longo do ciclo de vida é calculado e divulgado no certificado de desempenho energético.</p>
<p><strong>Janeiro de 2027</strong></p>
<p>Os países da UE publicam e notificam a Comissão sobre um roteiro para a introdução de valores-limite e metas.</p>
<p><strong>Dezembro de 2025</strong></p>
<p>A Comissão Europeia adoptou um acto delegado que estabelece um quadro da União para o cálculo nacional do PAG ao longo do ciclo de vida.</p>
<p><strong>Maio de 2024</strong></p>
<p>Publicação da Directiva sobre o Desempenho Energético dos Edifícios no Jornal Oficial da UE e entrada em vigor 20 dias depois.</p>
<p>Fotografia de destaque: © Shutterstock</p></blockquote>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/ciclo-de-vida-nos-edificios-uma-nova-abordagem-para-a-pegada-de-carbono/">Ciclo de vida nos edifícios: Uma nova abordagem para a pegada de carbono</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Como vamos medir a pegada ambiental dos edifícios?</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/como-vamos-medir-a-pegada-ambiental-dos-edificios/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rita Ascenso]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Jun 2026 10:00:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ADENE]]></category>
		<category><![CDATA[edifícios]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O novo PAG (Potencial de Aquecimento Global) para medir a pegada de carbono ao longo do ciclo de vida vai mudar a actividade do projecto no âmbito dos edifícios. Ao cálculo sobre o desempenho energético e a operação juntam-se novos requisitos no cálculo das emissões de carbono. Enquanto se espera pela introdução de normas harmonizadas, o caminho vai-se fazendo por etapas. Para já, os dados ambientais de produto vão ser muito importantes nesta contabilidade final, caso Portugal opte por ser mais ambicioso, já em 2028.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/como-vamos-medir-a-pegada-ambiental-dos-edificios/">Como vamos medir a pegada ambiental dos edifícios?</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong><em>Este artigo foi originalmente publicado na <a href="https://leitor.medialine.pt/reader.html?p=edificiosenergia&amp;v=principal&amp;e=164" target="_blank" rel="noopener">edição nº 164 da Edifícios e Energia</a> (Março/Abril 2026).</em></strong></p>
<p>O novo PAG (Potencial de Aquecimento Global) para medir a pegada de carbono ao longo do ciclo de vida vai mudar a actividade do projecto no âmbito dos edifícios. Ao cálculo sobre o desempenho energético e a operação juntam-se novos requisitos no cálculo das emissões de carbono. Enquanto se espera pela introdução de normas harmonizadas, o caminho vai-se fazendo por etapas. Para já, os dados ambientais de produto vão ser muito importantes nesta contabilidade final, caso Portugal opte por ser mais ambicioso, já em 2028.</p>
<p>No final de 2025, a União Europeia estabeleceu um método único para medir a pegada de carbono ao longo do ciclo de vida dos edifícios. A nova abordagem consta de uma metodologia europeia enquadrada na norma EN 15978, que introduz um cálculo comum a todos os Estados-Membros com o objectivo de medir a pegada carbónica dos edifícios ao longo do seu ciclo de vida. Para este cálculo é utilizado um indicador, o Potencial de Aquecimento Global (PAG), para um período de referência de 50 anos e cuja obrigatoriedade começa já em 2028 para os grandes edifícios (mais de mil metros quadrados) e em 2030 para todas as novas construções.</p>
<p>De forma a dar resposta à revisão da Directiva sobre o Desempenho Energético dos Edifícios (EPBD), esta medida procura a transparência, uniformização e estabelecimento de critérios comparáveis para avaliar as emissões de gases com efeito de estufa em todas as etapas dos edifícios. Sabemos que essa é a principal ambição da nova EPBD, que, com a sua última revisão, deixa de estar centrada apenas na operação e desempenho energético das soluções para passar a incluir uma dimensão mais alargada da energia e da sustentabilidade que se estende ao cálculo de todos os elementos e processos em matéria de pegada carbónica. Nomeadamente aos processos, materiais e sistemas.</p>
<p>Em 2050, todos os edifícios deverão ser carbono zero. Uma aventura porque ainda não estamos preparados para todas as suas fases. Ainda não estamos preparados para dar resposta ao cálculo das emissões de todos os elementos e operações que decorrem até ao fim de vida útil dos edifícios. Este trabalho será necessariamente realizado por etapas e já vamos perceber como.</p>
<p>Importa por isso olhar para aquilo que nos é exigido, entender todas as variáveis que fazem parte deste processo, saber em que fase estamos e como se vão desdobrar as várias etapas e desafios que ainda temos pela frente. É que a complexidade é grande e, para a realização deste artigo, consultámos duas associações e algumas fontes próximas deste processo em matéria de transposição e adaptação das novas regras e regulamentos para Portugal.</p>
<h5><strong>UM PAG AINDA INSUFICIENTE?</strong></h5>
<p>Como ponto de partida, há uma pergunta base que deve ser feita: como podemos ter uma análise de ciclo de vida e um PAG rigoroso associado a um edifício enquanto não tivermos a análise do ciclo de vida dos produtos/ sistemas e materiais de construção afinados e normalizados? O resultado será sempre curto enquanto não tivermos as outras peças que o complementam. Ou seja, a partir de 2028 vamos começar a apresentar um PAG (para todo o edifício) com base nos processos construtivos, na manutenção, na operação, na demolição e na gestão de resíduos, incluindo a reutilização e a reciclagem, mas ainda sem metodologias harmonizadas sobre o cálculo do ciclo de vida de muitas destas parcelas, uma a uma, e com destaque para uma muito importante: o carbono incorporado nos sistemas/ produtos e materiais de construção. Outro dado muito importante: a EPBD ainda não obriga a este cálculo da embodied energy referente aos materiais e, segundo conseguimos apurar, vários países já vão considerá-la no âmbito do ciclo de vida dos edifícios. E Portugal poderá ser um deles. E a razão é simples. Embora ainda não estejam harmonizados, existem instrumentos muito maduros e aceites sobre os dados ambientais de produtos e soluções construtivas.</p>
<p>A partir de 2028, os certificados de desempenho energético vão deixar de se centrar apenas no consumo/ desempenho durante a fase de utilização dos edifícios. O PAG vem introduzir uma dimensão nova da sustentabilidade com vista à descarbonização do parque edificado até 2050. Além de reforçar a transparência e a competitividade, a Comissão Europeia acredita que esta medida de uniformização irá incentivar o uso de materiais e soluções de baixo carbono, como aço e cimento com menores emissões, processos de construção mais eficientes e promover a reutilização e reciclagem de materiais.</p>
<p>Sabemos que o Grupo de Trabalho para a transposição da EPBD (GT-EPBD) já está a trabalhar nestas questões, nomeadamente na definição de valores por defeito para a fase de utilização e fim de vida dos edifícios. Sucede que, no roteiro que enquadra a estratégia para a definição do PAG, é possível assumir que nem tudo vai correr como seria desejável. Muita coisa vai ficar de fora e a definição do Potencial de Aquecimento Global não vai poder responder àquilo que era desejado.</p>
<p>De acordo com a EPBD e com os seus documentos orientadores posteriores, &#8220;prevê-se que, no início da implementação desta obrigatoriedade, possam existir lacunas de dados ambientais específicos que impossibilitem a realização de um cálculo detalhado&#8221;. Na prática, o regulador europeu assume a impossibilidade de se fazer um cálculo detalhado do PAG no início deste processo. Mas, para isso, são apontados caminhos e “devem ser acauteladas regras transitórias que equilibrem a abordagem de utilização de valores conservadores e específicos, de modo a não comprometer a identificação correcta dos principais pontos críticos de emissão de carbono&#8221;.</p>
<p>Mais, numa nota orientadora sobre o Roteiro do PAG, pode ler-se: “uma vez que algumas das etapas podem demorar muito tempo, são propostas, em alguns casos, vias aceleradas para ajudar todos os Estados-Membros a cumprir o objectivo da directiva até 2030, especialmente aqueles que, de outra forma, não têm a certeza de poder seguir todo o processo. No entanto, a via acelerada é um atalho inicial e os Estados-Membros terão, eventualmente, de passar para um processo nacional completo na primeira oportunidade. Os Estados-Membros que utilizarem a via rápida inicial devem detalhar no seu roteiro o calendário que seguirão para quaisquer ajustamentos posteriores”.</p>
<p>Em jeito de resumo, podemos dizer que o cálculo do PAG, em 2028/2030, não terá o detalhe desejado no âmbito da análise do ciclo de vida dos edifícios. Sabemos que o roteiro (fases e detalhe) do PAG é escalonado nas suas diversas aplicações e vai sendo aperfeiçoado ao longo do tempo. Sabemos também que a EPBD só deverá exigir o cálculo da energia incorporada nos materiais na sua próxima revisão (depois de 2030), mas os EM têm a possibilidade e a autonomia de seguir “vias aceleradas” desde que justifiquem e calendarizem os ajustamentos seguintes. Ou seja, o Grupo de Trabalho criado para a transposição da EPBD tem carta branca para ser mais ambicioso e o desafio para a implementação da metodologia e sua operacionalização está em gerar “dados ambientais” que suprimam as actuais lacunas, nomeadamente para os produtos de construção que ainda não possuem Declarações Ambientais de Produto (DAP) e para as etapas referentes ao transporte, construção, utilização, substituição, manutenção e fim de vida.</p>
<h5><strong>A FALTA DE NORMAS (CEN) COMUNS</strong></h5>
<p>Sabemos ainda que o regulamento dos Produtos de Construção na sua revisão de 2024 (EU) 2024/3110 estabelece, também de forma escalonada, a divulgação de dados ambientais, sendo o PAG o primeiro indicador a tornar-se obrigatório a partir de 2026. No entanto, relembramos que ainda não existe uma Norma harmonizada que acrescente regras adicionais e cenários comuns à actual norma EN 15804. A EPBD ainda não impõe este requisito, mas é provável que o CEN (Comité Europeu de Normalização) faça um terceiro mandato e, nesse caso, a harmonização sobre a energia CO2 embebida nos materiais e nos sistemas só deverá estar cá fora também daqui a dois ou três anos.</p>
<p>Nessa altura, e à medida que as especificações técnicas harmonizadas entrem em vigor, tornam-se juridicamente vinculativas e as regras associadas, incluindo a divulgação de dados ambientais, devem ser ajustadas e seguirem as novas regras. Na prática, saídas as normas, as exigências vão entrando em vigor categoria a categoria de produto, um ano após a criação/ actualização das normas. O rigor e a precisão da análise do ciclo de vida dos edifícios em matéria de cálculo de emissões vão sendo afinados com o tempo, à medida que vão ficando disponíveis os dados ambientais mais específicos e mais detalhados quer de produtos, quer de actividades associadas aos edifícios.</p>
<h5><strong>PORTUGAL PODE DAR RESPOSTA</strong></h5>
<p>A complexidade de todos estes processos é evidente. Gerar dados ambientais de cálculo de CO2 em todas as actividades relacionadas com o parque edificado poderá ser um trabalho muito exigente e criativo, mas há áreas em que os avanços já são muito grandes. Sabemos que estes trabalhos já estão adiantados no nosso país. O GT-EPBD está a trabalhar no cálculo das emissões embebidas nos materiais, e de acordo com a metodologia seguida, o cálculo das emissões operacionais resultam do cálculo da energia primária do edifício ou fracção alvo do certificado energético. Segundo conseguimos apurar, estão ainda a ser desenvolvidos os estudos necessários para encontar os valores para a fase de fim de vida dos edifícios.</p>
<p>É previsível que o PAG, numa fase inicial, vá assentar muito em valores pré-definidos e, por isso, será mais focado na redução das emissões operacionais.</p>
<h5><strong>AS DECLARAÇÕES AMBIENTAIS DE PRODUTO – DAP E O MERCADO</strong></h5>
<p>Quando falamos em análise de ciclo de vida de um edifício estamos a falar de muita coisa diferente, como já vimos, mas é na área da embodied energy nos materiais que existem os maiores avanços. As Declarações Ambientais de Produto – DAP, são documentos reconhecidos que apresentam os impactes ambientais dos produtos ao longo do seu ciclo de vida. Sucede que estas DAP (em inglês Environmental Product Declarations, EPD) não são obrigatórias, não fazem parte de uma metodologia, nem são baseadas numa harmonização definida como estratégia europeia comum. Se olharmos para este regulamento europeu do ciclo de vida, a Norma citada (N15978 &#8211; Sustainability of construction works &#8211; Assessment of environmental performance of buildings &#8211; Requirements and guidance) é muito genérica. Diz que tudo deverá ser feito numa perspectiva de Life Cycle, incluindo a energia embebida, mas não diz mais nada. Cada Estado-Membro (EM) deverá traçar o seu trajecto e apontar a forma como introduz esta variável na análise do Ciclo de Vida. Para o efeito, as DAP podem ser muito importantes, caso Portugal opte pela obrigatoriedade de incluir já esta informação para o cálculo do PAG nos materiais de construção. Mais, muitas DAP, para além da informação sobre o carbono incorporado, já apresentam informação detalhada sobre a pegada ambiental do produto ao longo do seu ciclo de vida no que se refere às fases da utilização e fim de vida.</p>
<p>Se Portugal decidir seguir este caminho, e mesmo que ainda existam várias etapas por percorrer, as DAP poderão ser uma ajuda, mas não são a única.</p>
<p>Fomos falar com José Matos, Secretário-Geral da Associação Portuguesa dos Comerciantes de Materiais de Construção (APCMC), e tentar perceber como estão as empresas a reagir a estas mudanças e se estamos preparados para dar mais este passo rumo à descarbonização dos edifícios. A confirmação é imediata: o “cálculo do carbono incorporado nos materiais pode ser feito com facilidade. O mais difícil é a análise das emissões dos produtos ao longo do seu ciclo de vida”. Para este especialista, “sem a análise do ciclo de vida do produto, é impossível também fazer a análise do ciclo de vida do edifício. O edifício é um sistema de produtos”. Mais, para José Matos, e se falarmos apenas no carbono incorporado nos produtos, não precisamos das DAP. “Existem outras metodologias aceites e aquilo que temos dito quando consultados sobre a regulamentação relativa à EPBD é que as DAP exigem tempo para serem feitas. Como o que se pretende saber é apenas o carbono incorporado e não o ciclo de vida do produto, existem outras metodologias aprovadas mais simples. Aquilo que é necessário é identificar essa metodologia de cálculo que é reconhecida e aprovada. Todos os produtos já têm informação sobre o carbono e vão ter de declarar o seu contributo para o equivalente de CO2 incorporado. Isso é suficiente”. José Matos recorda que os equipamentos também fazem parte desta equação. “Para a análise do ciclo de vida do edifício os materiais têm de contar, mas os sistemas também. É muito importante perceber os sistemas onde os materiais estão incluídos e os sistemas normalmente partem pelo elo mais fraco”. A reflexão sobre o ciclo de vida dos materiais é inevitável. Podemos ter um conjunto de materiais e sistemas diferentes e o comportamento dos seus elementos variar ao longo do tempo.</p>
<p>Depois, existem mais indicadores para além do CO2. “O carbono embebido nos materiais é um aspecto parcial em relação a uma DAP, que é muito mais completa. Existem 12 horizontais de sustentabilidade e o CO2 é um deles”, ou seja, o CO2 não é o único indicador de sustentabilidade nos materiais/ produtos de construção. “Toda a legislação está debaixo da nova directiva para o ecodesign já aprovada. Participei em duas sessões técnicas no âmbito do Habitat Sustentável sobre as metodologias que existem para calcular o CO2 incorporado. E, quando falamos em carbono, temos o CO2 do produto e o CO2 da solução construtiva”. De facto, uma coisa é o carbono embebido no produto, outra é o CO2 calculado ao longo da sua utilização. Mais, “há produtos incluídos em sistemas que têm diferentes exigências de manutenção ou até de substituição durante o seu período de vida num determinado edifício. Há um conjunto de produtos que vivem integrados em sistemas e essas actividades também são emissoras de CO2. A actividade da construção em si também emite CO2. O CO2 não existe apenas nos produtos incorporados”, esclarece o Secretário-Geral da APCMC.</p>
<p>Neste sentido, José de Matos chama ainda a atenção para a dimensão económica na escolha dos materiais ou produtos. &#8220;É preciso ter em conta as outras questões como a duração, a manutenção e substituições necessárias. As alternativas construtivas não são iguais”. Nestes cálculos, e de acordo com a APCMC, não podemos ir apenas pelo CO2 incorporado. “A própria durabilidade, o comportamento ou o desempenho dos produtos em sistemas são diferentes” e, portanto, uma opção que se tome hoje em função do CO2 do produto poderá revelar-se a menos interessante tendo em conta o ciclo de vida do próprio produto ao longo do tempo.</p>
<p>“As culturas são diferentes e as escolhas de produtos e sistemas construtivos também, se compararmos o Sul com o Norte da Europa. Muitos destes temas poderão vir a ser alterados com a industrialização da construção”, sublinha o Secretário-Geral da APCMC.</p>
<p>Neste contexto de mudança, de aperfeiçoamento permanente e de rapidez, estarão as empresas preparadas para dar resposta?</p>
<p>José de Matos acha que sim e ainda não há razões para estarmos preocupados. “As empresas têm feito o seu caminho ao nível da sustentabilidade. Não está a haver lentidão. Eu diria até que, em alguns casos, está a haver alguma precipitação. Todos os dias estão a sair novas DAP e as empresas fazem gala disso. É uma questão de competitividade e com isso a própria empresa tem uma forma de avaliação do seu trajecto”.</p>
<p>Não será pelo lado das empresas que as respostas vão tardar. O mercado já está em condições de responder sobre o carbono embebido nos materiais. A análise do seu ciclo de vida é mais difícil, mas já existem. Recorde-se que as DAP são construídas com base no ciclo de vida do produto, já existem normas que permitem vários cálculos, mas falta a metodologia comum, harmonizada e afinar uma série de outras regras e estratégias associadas a esta contabilidade. E Bruxelas já decidiu que temos de ir por fases e a reboque destas mesmas normas à medida que forem saindo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h5><strong>A CERTIFICAÇÃO PASSIVE HOUSE E O PAG: Uma entrevista a João Gavião</strong></h5>
<p><strong>Como está a Associação Passivhaus Portugal a gerir este processo de adaptação às exigências europeias junto dos associados, nomeadamente a obrigatoriedade de incluir o Potencial de Aquecimento Global (ciclo de vida) nos certificados energéticos já a partir de 2028/30?</strong></p>
<p>O padrão Passive House assenta unicamente no desempenho e está baseado nos princípios da física das construções. Obviamente que neste processo de 35 anos, desde a construção das primeiras Passive Houses em Darmstadt na Alemanha, houve adaptações, melhorias, desenvolvimentos, mas, na sua essência, no que respeita as necessidades de energia para termos edifícios com boa qualidade do ambiente interior, pouco mudou nos requisitos Passive House. Ou seja, uma Passive House construída há 30 anos hoje ainda é uma Passive House. E esta fundamentação científica do padrão Passive House permite-nos observar as alterações legislativas e regulamentares com tranquilidade.</p>
<p>Ao nível dos parceiros da rede Passive House em Portugal, há todo um trabalho que tem sido feito na caracterização do desempenho ambiental das suas soluções que nos deixa optimistas para implementar estas exigências.</p>
<p>Com estas novas exigências, que ainda falta perceber como irão de facto repercutir-se na construção em Portugal, é expectável que possam traduzir-se num maior esforço nas fases de projecto e de obra. O que vem reforçar a necessidade da optimização dos projectos ao nível da estandardização e sistematização de soluções, da racionalidade e simplicidade do desenho e da aplicação do conceito de suficiência.</p>
<p>Abordando de forma séria e afirmativa a dimensão da suficiência, focando no que é essencial, será possível reduzir os impactos e as emissões porque vamos conseguir evitar a procura de materiais e energia que, assim, se tornam desnecessários.</p>
<p>Para compensar a esperada maior exigência, será sem dúvida necessário colocar uma maior inteligência nos projectos.</p>
<p><strong>É possível que esta metodologia de medição da pegada de carbono ao longo do ciclo de vida dos edifícios venha alterar a forma como as soluções passivas serão projectadas e seleccionadas no mercado?</strong></p>
<p>Esta é uma questão que tem sido há muito discutida no âmbito da Passive House. Por um lado, a experiência demonstra que uma Passive House consegue ter baixas emissões associadas à operação do edifício. Logo, está dado um passo fundamental para a optimização da análise do ciclo de vida.</p>
<p>Por outro lado, como a Passive House é um padrão assente unicamente no desempenho, torna-se uma abordagem flexível e adaptável a qualquer solução e sistema construtivo. Como já acontece actualmente, o desempenho Passive House pode perfeitamente ser alcançado com soluções construtivas de base natural (que podem ter emissões negativas) ou com sistemas assentes em pré-fabricação ou sistemas modulares, que permitem reduzir as emissões no processo de construção e desmantelamento do edifício.</p>
<p>A atenção parece estar agora sobretudo virada para as emissões iniciais da fase de construção, mas não podemos descurar a fase de operação. Enquanto não existir uma redução drástica das necessidades de energia na operação dos edifícios e, por conseguinte, das emissões operativas, o impacto das emissões iniciais da fase de construção não trará a transformação necessária.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h5><strong>A pegada carbónica, o ciclo de vida e a indústria dos materiais</strong></h5>
<p>Com o contributo de vários técnicos do Itecons (Instituto de Investigação e Desenvolvimento Tecnológico para a Construção, Energia, Ambiente e Sustentabilidade): Inês Santos, responsável da Secção de Sustentabilidade; Catarina Serra, responsável da Secção de Energia; Andreia Gil, responsável da Unidade de Avaliação Técnica; Nuno Simões, Supervisor Técnico Científico.</p>
<p><strong>Potencial de Aquecimento Global</strong></p>
<p>A revisão da Directiva sobre o Desempenho Energético dos Edifícios (EPBD) introduz a obrigatoriedade de calcular e divulgar o Potencial de Aquecimento Global (PAG/GWP) dos edifícios novos. O indicador, associado à análise de ciclo de vida do edifício, será expresso em kg CO2 eq/metro quadrado de área útil, para um período de referência de 50 anos, de acordo com a metodologia europeia preconizada na norma EN 15978 e no sistema Level(s). Introduz-se uma lógica que vai muito além da contabilização dos impactes associados à energia operacional. A exigência começa em 2028 para edifícios de maior dimensão e estende-se a todos os novos edifícios em 2030. Para cumprir estes requisitos, os projectistas terão de recorrer, sempre que disponíveis, a dados ambientais de ciclo de vida específicos dos produtos, obtidos de acordo com a metodologia preconizada no Regulamento dos Produtos de Construção (RPC).</p>
<p>Importa, contudo, ter presente um aspecto fundamental, pois, embora o novo RPC já integre a necessidade de avaliar requisitos de ciclo de vida, o acervo de normas harmonizadas permanece em revisão, bem como os Documentos de Avaliação Europeus (EAD&#8217;s), num processo inevitavelmente demorado e progressivo. Enquanto essas normas e EAD’s não forem actualizados, ou enquanto não houver novos EAD&#8217;s citados em Jornal Oficial da União Europeia, não é obrigatório declarar estes indicadores ambientais na declaração de desempenho e conformidade dos produtos de construção. No entanto, a EPBD vai exigir resultados ao nível do edifício dentro de poucos anos, o que criará uma pressão real sobre fabricantes e fornecedores.</p>
<p>Neste contexto, as empresas precisam de iniciar, desde já, a avaliação ambiental dos seus produtos, uma vez que são processos que exigem investimento de tempo do lado da empresa e de especialistas. As Declarações Ambientais de Produto (DAP/EPD) constituem um ponto de partida natural, pois assentam na EN 15804, a norma de referência do RPC. Na prática, fabricantes com DAP ou informação ambiental verificada ganham vantagem competitiva, enquanto a ausência de dados pode traduzir-se em perda de mercado. O Itecons, enquanto instituto vocacionado para dar suporte aos fabricantes, tem testemunhado a preocupação de alguns fabricantes em realizar trabalho conducente à obtenção das DAP.</p>
<p>Com o intuito de apoiar ainda mais as empresas nesta transição, o Itecons está a desenvolver a Plataforma BuildingLCAcapacity – Capacitação das PME do sector da construção na avaliação e comunicação do desempenho ambiental de ciclo de vida (COMPETE2030-FEDER-01456900). Esta plataforma digital, de acesso gratuito, tem como objectivo transferir o vasto conhecimento técnico e científico detido pelo Itecons na área da Avaliação do Ciclo de Vida (ACV) e preparação de DAPs de produtos de construção. A plataforma reunirá informação sistematizada e ferramentas orientadas para responder a desafios comuns do sector, contribuindo para a capacitação das PMEs no cumprimento da nova legislação que exige a avaliação e a comunicação do desempenho ambiental de ciclo de vida dos produtos (e.g. RPC e EPBD).</p>
<p><strong>Passaporte Digital de Produto</strong></p>
<p>O Passaporte Digital de Produto (PDP ou DPP em inglês &#8211; Digital Product Passaport) surge como um elemento estruturante neste processo de transição. Ao criar um repositório digital normalizado de informação sobre os produtos, o DPP tem o potencial de ligar directamente a indústria dos produtos de construção às necessidades de projectistas e autoridades.</p>
<p>Para a indústria, o DPP representa simultaneamente um desafio e uma oportunidade. Exige organização de dados, rastreabilidade e transparência, mas reduz a fragmentação da informação e evita múltiplas solicitações redundantes ao longo da cadeia de valor. A médio prazo poderá tornar-se um elemento fundamental de ligação entre DAPs, requisitos regulamentares e ferramentas de cálculo do desempenho ambiental dos edifícios.</p>
<p>No contexto da transição associada ao RPC, o projecto ACCEPT+ (COMPETE2030-FEDER-01291900), desenvolvido pelo Itecons, destaca-se como um instrumento de apoio à adaptação da indústria aos novos desafios do RPC. A sua abordagem integrada articula normalização, avaliação de desempenho, sustentabilidade e digitalização, capacitando as empresas para responder a requisitos emergentes, nomeadamente através da implementação de uma lógica de circularidade dos produtos de construção, evitando a produção de resíduos, dando prioridade à reparação, à reutilização e à remanufactura, favorecendo a utilização de materiais secundários e abordando a reciclabilidade do produto e a produção de subprodutos.</p>
<h5><strong>Caminho Crítico</strong></h5>
<p>Esta nova preocupação com a introdução do conceito do PAG reflecte a preocupação da Comissão Europeia em transitar de metas focadas na redução dos consumos nos edifícios, através da melhoria da eficiência energética, para um objectivo mais geral centrado nas emissões zero. Fruto disso é também a passagem do conceito NZEB, Nearly Zero Energy Buildings, para ZEB, Zero Emissions Buildings. Refira-se, contudo, que no caminho crítico da transposição da directiva encontra-se também a necessidade de a metodologia de cálculo a adoptar por cada Estado-Membro ter em conta as normas europeias em vigor e abranger o desempenho energético do edifício ao longo de todo o ano (não apenas durante a estação de aquecimento ou de arrefecimento), devendo ter uma base mensal, horária (ou inferior) e permitir o recurso a medições de energia. Esta alteração à metodologia será, naturalmente, a mais fracturante no que se refere às actuais práticas no âmbito da Certificação Energética e irá obrigar os profissionais a um ajuste metodológico profundo. Tendo em conta o prazo de implementação da EPBD, que é já o mês de Maio do presente ano, e não havendo, até à data, a disponibilização de quaisquer directrizes nacionais com informação que sustente esta transição metodológica, prevê-se que a metodologia actual para habitações e pequenos edifícios de serviços se mantenha inalterada. Caso se ambicione uma transição metodológica sem a devida preparação de todos os agentes, em particular dos Peritos Qualificados, podem ocorrer sérias dificuldades do mercado da Certificação Energética aquando da publicação da nova legislação.</p>
<p>Os prazos definidos pela EPBD são exigentes e colocam pressão sobre um sector tradicionalmente fragmentado e com grande diversidade de agentes e uma implementação apressada de novas metodologias, exigências e sem maturidade técnica suficiente traduz-se num sério risco para o Sistema de Certificação Energética.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h5><strong>NORMAS:</strong></h5>
<p>• 15804 – Sustainability of construction works – Enviromental product declarations – Core rules for the product category of construction products.</p>
<p>Norma relativa aos produtos/ materiais de construção. Define as regras para as declarações ambientais de produto que inclui o indicador do potencial de aquecimento global (PAG).</p>
<p>• 15978 – Sustainability of construction works – Assessment of environmental performance of buildings – Requirements and guidance.</p>
<p>Norma que contempla as regras de cálculo para a avaliação do desempenho ambiental de edifícios novos e existentes. Essa avaliação incide sobre diversos indicadores, nomeadamente o potencial de aquecimento global (PAG).</p>
<p>Fotografia de destaque: © Shutterstock</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Processo de transposição da EPBD atrasa-se em Portugal </title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/processo-de-transposicao-da-epbd-atrasa-se-em-portugal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rita Galego]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 09:03:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ADENE]]></category>
		<category><![CDATA[edifícios]]></category>
		<category><![CDATA[epbd]]></category>
		<category><![CDATA[regulamentação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O prazo europeu relativo à Directiva sobre o Desempenho Energético dos Edifícios (EPBD) terminou a 29 de Maio, mas a regulamentação nacional continua por publicar. À Edifícios e Energia, a ADENE destaca a complexidade do processo. </p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p aria-level="1"><b><span data-contrast="auto">O prazo europeu relativo à Directiva sobre o Desempenho Energético dos Edifícios (EPBD) terminou a 29 de Maio, mas a regulamentação nacional continua por publicar. À </span></b><b><i><span data-contrast="auto">Edifícios e Energia</span></i></b><b><span data-contrast="auto">, a ADENE destaca a complexidade do processo.</span></b><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;134245418&quot;:true,&quot;134245529&quot;:true,&quot;335559738&quot;:322,&quot;335559739&quot;:322}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A União Europeia definiu o dia 29 de Maio como data-limite para a transposição da nova EPBD, mas Portugal ainda não concluiu o processo nem publicou a respectiva regulamentação nacional. A situação tem gerado expectativa junto dos profissionais dos sectores envolvidos, que aguardam esclarecimentos sobre as futuras regras.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Questionada pela </span><i><span data-contrast="auto">Edifícios e Energia</span></i><span data-contrast="auto"> sobre as razões do atraso, a ADENE – Agência para a Energia sublinha que a transposição da directiva envolve um trabalho técnico e institucional particularmente exigente: “A transposição da directiva EPBD constitui um processo de elevada complexidade, que envolve múltiplas dimensões técnicas, regulatórias e de articulação institucional, tanto a nível nacional como europeu”, afirmou a entidade.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Segundo a ADENE, os últimos meses foram marcados por um intenso trabalho de preparação e consulta dos diferentes agentes do sector, com o objectivo de assegurar que a futura regulamentação seja eficaz e aplicável na prática.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">“Ao longo dos últimos meses, tem sido desenvolvido um trabalho contínuo de análise, preparação e diálogo com os diferentes </span><i><span data-contrast="auto">stakeholders </span></i><span data-contrast="auto">do sector, reflectindo o compromisso de assegurar uma implementação robusta, eficaz e alinhada com os objectivos de descarbonização e melhoria do desempenho energético dos edifícios”, refere a agência.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Apesar de não avançar uma data concreta para a conclusão do processo, a ADENE enfatiza que a prioridade passa por garantir uma transposição sólida e sustentável, capaz de responder aos desafios da transformação do parque edificado nacional: “Importa sublinhar a necessidade de garantir que a transposição e a regulamentação nacional resultante sejam consistentes, exequíveis e promovam uma transição sustentável para todos os agentes do mercado”, acrescenta.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A entidade destaca ainda o seu papel de articulação entre os diferentes intervenientes do sector e garante que continuará a colaborar activamente na preparação das mudanças que resultarão da nova directiva europeia.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">“A ADENE tem mantido uma postura de abertura, interacção e colaboração com os diversos intervenientes, contribuindo activamente para este processo e reforçando o seu papel enquanto entidade facilitadora da transformação do sector.”</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Enquanto o mercado aguarda a publicação da regulamentação nacional, a ADENE prepara iniciativas de apoio destinadas aos profissionais que terão de aplicar as futuras exigências.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">“A ADENE encontra-se a preparar um conjunto de acções de formação dirigidas ao mercado, que serão disponibilizadas ainda durante o mês de Junho, com o objectivo de apoiar a capacitação dos profissionais e a adequada adaptação às futuras exigências.”</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Para os agentes do sector, a expectativa mantém-se centrada na publicação das regras nacionais que irão definir a forma como Portugal implementará os novos objectivos europeus de eficiência energética e descarbonização dos edifícios nas próximas décadas.</span></p>
<p>Fotografia de destaque: © Pexels</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>ADENE reúne especialistas europeus para acelerar eficiência energética na indústria </title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/adene-reune-especialistas-europeus-para-acelerar-eficiencia-energetica-na-industria/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rita Galego]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 May 2026 09:20:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ADENE]]></category>
		<category><![CDATA[indústria]]></category>
		<category><![CDATA[LEAPto11]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://edificioseenergia.pt/?p=36699</guid>

					<description><![CDATA[<p>O projecto LEAPto11 debateu em Lisboa os desafios da nova Directiva Europeia de Eficiência Energética, com foco nas pequenas e médias empresas (PME), descarbonização industrial e reforço da competitividade empresarial. </p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/adene-reune-especialistas-europeus-para-acelerar-eficiencia-energetica-na-industria/">ADENE reúne especialistas europeus para acelerar eficiência energética na indústria </a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><b><span data-contrast="auto">O projecto LEAPto11 debateu em Lisboa os desafios da nova Directiva Europeia de Eficiência Energética, com foco nas pequenas e médias empresas (PME), descarbonização industrial e reforço da competitividade empresarial.</span></b><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A implementação da nova Directiva Europeia de Eficiência Energética esteve no centro do debate promovido pela ADENE, que reuniu especialistas nacionais e internacionais em Lisboa para discutir os desafios e oportunidades da transição energética na indústria e nas pequenas e médias empresas (PME). A iniciativa integrou a segunda sessão do Observatório Internacional do projecto LEAPto11, realizada a 22 de Maio.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Na abertura dos trabalhos, Nelson Lage sublinhou que a eficiência energética “não é apenas uma questão técnica, mas um pilar da competitividade, resiliência e sustentabilidade” em Portugal. O responsável destacou ainda o papel estratégico do artigo 11.º da nova Directiva de Eficiência Energética (EED), defendendo a adopção de ferramentas custo-eficazes, o reforço do apoio às PME e a importância da cooperação entre os Estados-Membros.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">O encontro contou também com a intervenção de Enrico Biele, gestor de programas da ENEA (agência de energia italiana), que apresentou os principais objectivos do projecto europeu. Entre os temas abordados estiveram as auditorias energéticas, os sistemas de gestão de energia e o papel das PME e das associações empresariais na descarbonização da indústria.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Durante a sessão dedicada à transição verde das PME em Portugal, Marco Marchese, analista de políticas na OCDE, apresentou conclusões do relatório </span><i><span data-contrast="auto">The Green Transition of SMEs and Entrepreneurship in Portugal</span></i><span data-contrast="auto">, da OCDE. Segundo o especialista, as PME portuguesas têm vindo a reforçar a sua orientação estratégica para a sustentabilidade, embora persistam dificuldades na concretização de medidas efectivas, sobretudo devido ao impacto dos custos energéticos.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">O relatório identificou ainda oportunidades associadas à criação de redes de eficiência energética, à implementação de sistemas de gestão e ao desenvolvimento de competências verdes, consideradas essenciais para acelerar a transformação do tecido empresarial.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A adaptação da legislação portuguesa às novas exigências europeias foi outro dos temas em destaque. Jorge Paredes, assessor legal da ADENE, apresentou o processo de transposição da nova Directiva de Eficiência Energética para o enquadramento jurídico nacional, sublinhando os desafios regulatórios e operacionais associados à implementação das novas obrigações.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A sessão incluiu ainda uma mesa-redonda dedicada à eficiência energética nas PME industriais, moderada por Paulo Calau, coordenador da área da Indústria. O debate reuniu Rui Moreira, </span><span data-contrast="auto">do Centro Tecnológico do Calçado de Portugal, e Carla Pedro, da Associação Portuguesa da Química, Petroquímica e Refinação</span><span data-contrast="auto">, que discutiram os principais obstáculos e incentivos à transição energética no sector industrial.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Entre os temas abordados estiveram a relação entre competitividade e obrigações legais, a importância das auditorias energéticas enquanto ferramentas estratégicas e o papel das associações empresariais no apoio às PME durante o processo de descarbonização.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A dimensão europeia do projecto esteve igualmente em evidência através da partilha de experiências e boas práticas entre os países participantes no LEAPto11. Chiara Martini (da ENEA), Andrej Slancik (da SIEA </span><span data-contrast="auto">—</span><span data-contrast="auto"> agência de energia eslovaca) e George Goumas (da CRES </span><span data-contrast="auto">—</span><span data-contrast="auto"> agência de energia grega) apresentaram o trabalho desenvolvido pelos Observatórios Nacionais do projecto, que envolve decisores políticos, entidades públicas, associações empresariais e instituições financeiras e académicas de nove países europeus. Segundo os organizadores, a iniciativa já mobiliza mais de 300 participantes.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">No encerramento da sessão, Marina Alves, d</span><span data-contrast="auto">irectora de Estratégia, Políticas e Projectos da ADENE,</span><span data-contrast="auto"> destacou os progressos alcançados por Portugal na área da eficiência energética, apontando, no entanto, para a necessidade de reforçar redes de colaboração, competências verdes e a adopção de boas práticas no sector empresarial.</span></p>
<p>Fotografia de destaque: © ADENE</p>
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		<title>Portugal e Espanha criam Observatório Ibérico da Energia </title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/portugal-e-espanha-reforcam-cooperacao-energetica-com-criacao-do-observatorio-iberico-da-energia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rita Galego]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 May 2026 08:59:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ADENE]]></category>
		<category><![CDATA[eficiência energética]]></category>
		<category><![CDATA[IDAE]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório Ibérico da Energia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A ADENE – Agência para a Energia e o IDAE – Instituto para la Diversificación y Ahorro de la Energía assinaram, recentemente, um Memorando de Colaboração para o desenvolvimento do Observatório Ibérico da Energia. Em declarações à Edifícios e Energia, a ADENE explica que a criação desta plataforma conjunta permitirá “uma maior harmonização das políticas de eficiência energética e autoconsumo entre Portugal e Espanha”. </p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><b><span data-contrast="auto">A ADENE – Agência para a Energia e o IDAE – Instituto para la Diversificación y Ahorro de la Energía assinaram, recentemente, um Memorando de Colaboração para o desenvolvimento do Observatório Ibérico da Energia. Em declarações à </span></b><b><i><span data-contrast="auto">Edifícios e Energia</span></i></b><b><span data-contrast="auto">, a ADENE explica que a criação desta plataforma conjunta permitirá “uma maior harmonização das políticas de eficiência energética e autoconsumo entre Portugal e Espanha”.</span></b><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A plataforma destina-se a acompanhar, analisar e divulgar informação sobre a transição energética e a eficiência energética na Península Ibérica. O acordo foi assinado pelo presidente da ADENE, Nelson Lage, pela vice-presidente Ana Paula Rodrigues e pelo director-geral do IDAE, Miguel Rodrigo Gonzalo.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Segundo Nelson Lage, “o Observatório Ibérico da Energia representa um passo decisivo na construção de uma base comum de conhecimento entre Portugal e Espanha, essencial para apoiar políticas públicas mais eficazes, transparentes e orientadas para resultados”. O responsável sublinha ainda que “partilhar dados, metodologias e boas práticas é hoje uma condição indispensável para uma transição energética justa e competitiva”.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Também Miguel Rodrigo Gonzalo destacou a relevância estratégica da iniciativa, afirmando que “Espanha e Portugal partilham o compromisso com a agenda climática e, sem dúvida, o Observatório Ibérico da Energia, que hoje nos comprometemos a impulsionar, será um instrumento eficaz para intensificar a nossa cooperação e acelerar a implementação das energias renováveis e da eficiência energética”.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Entre os principais eixos de cooperação previstos no memorando encontram-se o intercâmbio de informação e dados públicos relevantes para a política energética, a partilha de experiências e boas práticas entre os dois países, bem como a promoção de estudos, análises e iniciativas conjuntas. O acordo prevê ainda contributos voluntários de ambas as entidades para o desenvolvimento do observatório, de acordo com as prioridades e recursos disponíveis.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Um dos domínios centrais desta colaboração será o combate à pobreza energética. Questionada pela revista </span><i><span data-contrast="auto">Edifícios e Energia</span></i><span data-contrast="auto"> sobre o impacto do observatório na harmonização das políticas ibéricas, a agência portuguesa explica que “o Observatório Ibérico da Energia poderá contribuir para uma maior harmonização das políticas de eficiência energética e autoconsumo entre Portugal e Espanha através da criação de uma base comum de dados comparáveis, da partilha de metodologias e boas práticas e do desenvolvimento de análises conjuntas”. A ADENE acrescenta que “este esforço é particularmente relevante em áreas como as comunidades de energia e o combate à pobreza energética, onde o intercâmbio de soluções permitirá reforçar a coerência das políticas públicas e acelerar a convergência ibérica”.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A cooperação técnica abrangerá igualmente áreas como a eficiência energética na indústria, o desempenho energético de produtos e processos e a promoção das comunidades de energia e do autoconsumo colectivo.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Apesar da assinatura do memorando, o Observatório encontra-se ainda numa fase preparatória. À questão sobre a previsão de lançamento da plataforma, a ADENE esclarece que “nesta fase inicial não está ainda definida uma data para o lançamento do Observatório Ibérico da Energia”. Segundo a entidade, “por agora prosseguem os trabalhos de âmbito institucional e técnico, preparando a futura disponibilização de uma plataforma de acesso público”.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p>Fotografia de destaque: © Pexels</p>
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		<title>Qual a estratégia que Portugal vai adotar para garantir a qualidade do ambiente interior?</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/empresas/qual-a-estrategia-que-portugal-vai-adotar-para-garantir-a-qualidade-do-ambiente-interior/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Margarida Pinto]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 May 2026 08:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[ADENE]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A revisão da Diretiva para o Desempenho Energético dos Edifícios (Diretiva (UE) 2024/1275, de 24 de abril) assinala uma evolução relevante do enquadramento europeu do setor dos edifícios, ao afirmar a Qualidade do Ambiente Interior (QAI) como um pilar essencial da transição para edifícios de emissões nulas de carbono (ZEB). ...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-black-color has-text-color has-link-color has-small-font-size wp-elements-d40b33503df926300139981399166ff2 wp-block-paragraph"><br></p>



<div style="height:38px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-dea53629ddbbe99665a29d9c1e16187b wp-block-paragraph"><strong>A revisão da Diretiva para o Desempenho Energético dos Edifícios (Diretiva (UE) 2024/1275, de 24 de abril) assinala uma evolução relevante do enquadramento europeu do setor dos edifícios, ao afirmar a Qualidade do Ambiente Interior (QAI) como um pilar essencial da transição para edifícios de emissões nulas de carbono (ZEB). A diretiva consagra uma abordagem integrada às condições interiores que influenciam a saúde, o conforto e o bem‑estar dos ocupantes, reconhecendo que a melhoria do desempenho energético não pode ser dissociada da garantia de níveis adequados de temperatura, humidade, renovação do ar e da presença de contaminantes.</strong></p>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-f66ba1fbea0943160eef8f519bf559fb wp-block-paragraph">Para Portugal, esta abordagem representa sobretudo o reforço de uma estratégia já consolidada. O enquadramento nacional integrou, desde cedo, a QAI na política energética, nomeadamente através do Sistema de Certificação Energética de Edifícios (SCE), que estabeleceu limiares para parâmetros como caudais mínimos de ventilação, níveis de proteção face a um conjunto de poluentes, requisitos de iluminação e critérios de conforto térmico, aplicáveis ao longo do ciclo de vida dos edifícios, com particular relevância nos edifícios não residenciais.</p>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-97aaf9f962054c9e9430fac7fa7d6f64 wp-block-paragraph">Neste contexto, a transposição da nova diretiva não implica uma alteração de estratégia, mas antes a consolidação e o aprofundamento do enquadramento já existente. Em termos práticos, significa reforçar a integração dos requisitos de QAI desde a fase de conceção e dimensionamento, renovação, passando pela execução, até à exploração e manutenção dos edifícios, com incidência em aspetos como:</p>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-604b25404911c25d748be564d9a54cd3 wp-block-paragraph">o controlo da temperatura ambiente e da humidade relativa, a ventilação e renovação controlada do ar novo, a filtragem eficaz e a recuperação de calor, aspetos críticos num contexto de edifícios cada vez mais eficientes e estanques.</p>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-21a4c35543c270521483fe56d718c1c3 wp-block-paragraph">Uma das novidades da diretiva é a ênfase clara na monitorização da QAI. Determina-se que os edifícios não residenciais de emissões nulas (ZEB) sejam concebidos com dispositivos de medição e controlo que permitam acompanhar, de forma permanente a qualidade do ambiente interior. Em cumprimento do disposto, &nbsp;preconiza-se em Portugal a obrigatoriedade de monitorização de parâmetros como a temperatura ambiente, a humidade relativa e a dióxido de carbono (CO<sub>2</sub>). Esta obrigação aplica-se, a partir de 2028, aos novos edifícios não residenciais detidos por entidades públicas e, a partir de 2030, a todos os novos edifícios não residenciais e aos edifícios sujeitos a grandes renovações ao nível ZEB, sempre que técnica e economicamente viável.</p>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-3b6c64985881a635fd5c3e3ce3134ea7 wp-block-paragraph">Adicionalmente, nos edifícios não residenciais novos com potência nominal útil superior a 70 kW, no âmbito da obrigatoriedade de instalação de sistemas de automação e controlo dos edifícios, está prevista a integração da funcionalidade de monitorização da QAI aquando da entrada em vigor do novo diploma, sem prejuízo das obrigações aplicáveis à avaliação do cumprimento dos limiares e condições de referência para um conjunto de poluentes, no momento da entrada em funcionamento dos edifícios.</p>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-d292d06177b6d9981985c30e3180ed06 wp-block-paragraph">O certificado energético assume, neste quadro, um papel relevante enquanto instrumento de política pública. Para além de informar sobre o desempenho energético, constitui um meio privilegiado para sinalizar situações de QAI potencialmente deficiente, detetadas quer no âmbito da avaliação energética, quer no contexto das inspeções aos sistemas técnicos, bem como para formular recomendações de melhoria, incluindo ao nível da QAI. Este enquadramento é complementado pela atuação das entidades competentes em matéria de fiscalização, assegurando a verificação do cumprimento regulamentar aplicável.</p>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-dd0d21b4b0045ce23a1efcb6b0472100 wp-block-paragraph">Garantir edifícios carbono zero implica, hoje, ir além da energia. Implica assegurar que a descarbonização do edificado se traduz em espaços mais saudáveis, confortáveis e resilientes, onde a Qualidade do Ambiente Interior se afirma como um elemento estrutural da política pública para os edifícios em Portugal.</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="575" height="575" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/05/MargaridaPinto_Adene.jpg" alt="" class="wp-image-36489" style="width:200px" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/05/MargaridaPinto_Adene.jpg 575w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/05/MargaridaPinto_Adene-300x300.jpg 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/05/MargaridaPinto_Adene-150x150.jpg 150w" sizes="(max-width: 575px) 100vw, 575px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Artigo da Autoria de <br>Margarida Pinto<br>Gestora de Equipa na Direção de Edifícios e Eficiência de Recursos da ADENE</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-center has-black-color has-text-color has-link-color has-small-font-size wp-elements-d9469652d98eb98b703031b2e15fc82b wp-block-paragraph"><strong><em>Conteúdo com o apoio </em></strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="1777" height="637" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/05/Logo_Positivo_CMYK.png" alt="" class="wp-image-36486" style="width:159px;height:auto" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/05/Logo_Positivo_CMYK.png 1777w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/05/Logo_Positivo_CMYK-300x108.png 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/05/Logo_Positivo_CMYK-1024x367.png 1024w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/05/Logo_Positivo_CMYK-768x275.png 768w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/05/Logo_Positivo_CMYK-1536x551.png 1536w" sizes="(max-width: 1777px) 100vw, 1777px" /></figure>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-alpha-channel-opacity has-background is-style-wide" style="background-color:#07a1a6;color:#07a1a6"/>



<p class="has-text-align-center has-black-color has-text-color has-link-color has-small-font-size wp-elements-3e6f99f48b56eae26c91e1e60b9b9c4e wp-block-paragraph"><strong><em>O texto acima é da inteira responsabilidade das empresas/entidades em causa</em></strong><br><strong><em>Créditos da Imagem © Pexels</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<item>
		<title>ADENE lança “Manual Poupança – Crise Energética”</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/empresas/adene-lanca-manual-poupanca-crise-energetica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Edifícios e Energia]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Apr 2026 16:39:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[ADENE]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://edificioseenergia.pt/?p=35997</guid>

					<description><![CDATA[<p>Perante o atual cenário de volatilidade nos mercados energéticos internacionais, a ADENE lança o “Manual Poupança – Crise Energética”, um guia com recomendações simples e imediatas para apoiar cidadãos, famílias, instituições e empresas. ...</p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/empresas/adene-lanca-manual-poupanca-crise-energetica/">ADENE lança “Manual Poupança – Crise Energética”</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Guia prático com recomendações simples e imediatas para ajudar cidadãos, famílias, instituições e empresas a enfrentar a instabilidade do mercado energético, reduzindo custos, aumentando a eficiência e respondendo de forma informada à atual crise.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Perante o atual cenário de volatilidade nos mercados energéticos internacionais, a <strong><a href="https://www.adene.pt/" type="link" id="https://www.adene.pt/" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">ADENE</a></strong> lança o “<strong><a href="https://www.adene.pt/Files/PDF/Crise_Energetica_Manual_Poupanca.pdf" type="link" id="https://www.adene.pt/Files/PDF/Crise_Energetica_Manual_Poupanca.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">Manual Poupança – Crise Energética”,</a></strong> um guia com recomendações simples e imediatas para apoiar cidadãos, famílias, instituições e empresas. O objetivo é capacitar os portugueses com ferramentas úteis para reduzir consumos, aumentar a eficiência e mitigar o impacto da subida de preços na economia doméstica e empresarial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O documento está organizado de forma a responder a diferentes níveis de pressão energética e estrutura-se em torno de quatro pilares fundamentais:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Famílias</strong> – Um “Top 10” de ações imediatas aplicáveis em casa, desde a regulação de termostatos à gestão eficiente da água quente.</li>



<li><strong>Empresas</strong> – Estratégias para gerir semanas de maior pressão energética e reduzir custos operacionais e melhorar a gestão energética.</li>



<li><strong>Mobilidade</strong> – Conselhos práticos para diminuir a dependência de combustíveis fósseis e otimizar deslocações.</li>



<li><strong>Autarquias</strong> – Orientações para a gestão da iluminação pública e dos edifícios municipais em cenários exigentes.</li>
</ul>



<div style="height:30px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph">Além das orientações práticas, o manual apresenta um sistema de cenários, do “Verde” ao “Vermelho”, que ajuda os utilizadores a ajustar comportamentos conforme a gravidade da situação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para facilitar a consulta e apoiar a comunicação em múltiplos setores, a <strong>ADENE</strong> desenvolveu ainda sete Guias Rápidos:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Cidadãos e Famílias </strong>– Foco na utilização eficiente de eletrodomésticos, iluminação e climatização.</li>



<li><strong>Transportes e Mobilidade</strong> – Estratégias de condução eficiente, partilha de recursos e redução de viagens não essenciais.</li>



<li><strong>Empresas e Organizações</strong> – Gestão de consumos em escritórios, serviços e operações de apoio.</li>



<li><strong>Autarquias e Serviços Públicos</strong> – Otimização da iluminação pública e das frotas municipais.</li>



<li><strong>IPSS e Instituições Sensíveis</strong> – Medidas específicas para lares, centros de apoio, hospitais e infraestruturas críticas.</li>



<li><strong>Indústria</strong> – Eficiência em processos térmicos, sistemas motores e organização de cargas.</li>



<li><strong>Comércio e Serviços</strong> – Gestão de montras, frio comercial e climatização de espaços abertos.</li>
</ul>



<div style="height:30px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“O objetivo deste Manual é ajudar os consumidores a tomar decisões mais informadas e a reduzir custos de forma imediata, num contexto particularmente exigente”<br><strong><em>Nelson Lage, Presidente da ADENE</em></strong></p>
</blockquote>



<div style="height:30px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph">Além das recomendações práticas, o guia enquadra o impacto da crise energética em Portugal e na Europa, destacando a importância da eficiência energética e da redução da dependência de combustíveis fósseis como pilares da resposta estrutural.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com este lançamento, a <strong>ADENE</strong> reforça o seu papel na promoção da literacia energética, disponibilizando ferramentas e informação que permitem aos cidadãos agir de forma simples, eficaz e com impacto direto no seu orçamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O <strong>“Manual Poupança – Crise Energética” </strong>está disponível <strong><a href="https://www.adene.pt/Files/PDF/Crise_Energetica_Manual_Poupanca.pdf" type="link" id="https://www.adene.pt/Files/PDF/Crise_Energetica_Manual_Poupanca.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">aqui</a></strong>!<br></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-alpha-channel-opacity has-background is-style-wide" style="background-color:#27a5b8;color:#27a5b8"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>O texto acima é da inteira responsabilidade das empresas/entidades em causa.<br>Fonte: Press Release</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/empresas/adene-lanca-manual-poupanca-crise-energetica/">ADENE lança “Manual Poupança – Crise Energética”</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>Plano de Acção para a Economia Circular reforça papel do eCIRCULAR da ADENE </title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/plano-de-accao-para-a-economia-circular-reforca-papel-do-ecircular-da-adene/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rita Galego]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 31 Mar 2026 09:05:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ADENE]]></category>
		<category><![CDATA[economia circular]]></category>
		<category><![CDATA[eCRCULAR]]></category>
		<category><![CDATA[PAEC 2030]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://edificioseenergia.pt/?p=35844</guid>

					<description><![CDATA[<p>O Plano de Acção para a Economia Circular 2030 (PAEC 2030), já publicado em Diário da República, estabelece um conjunto de medidas que Portugal deverá implementar até ao final da década. O objectivo passa por reduzir a produção de resíduos, optimizar o uso de recursos e acelerar a transição de empresas e entidades públicas para modelos mais sustentáveis. </p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/plano-de-accao-para-a-economia-circular-reforca-papel-do-ecircular-da-adene/">Plano de Acção para a Economia Circular reforça papel do eCIRCULAR da ADENE </a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><b><span data-contrast="auto">O Plano de Acção para a Economia Circular 2030 (PAEC 2030), já publicado em</span></b><b><i><span data-contrast="auto"> Diário da República</span></i></b><b><span data-contrast="auto">, estabelece um conjunto de medidas que Portugal deverá implementar até ao final da década. O objectivo passa por reduzir a produção de resíduos, optimizar o uso de recursos e acelerar a transição de empresas e entidades públicas para modelos mais sustentáveis.</span></b><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:0,&quot;335551620&quot;:0,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Entre as várias linhas de actuação definidas, o plano destaca o papel do eCIRCULAR, programa desenvolvido pela ADENE, enquanto ferramenta de apoio técnico à transição para a economia circular. O sistema de classificação associado ao programa permite às organizações avaliar o seu desempenho ao nível da circularidade, identificar oportunidades de melhoria e integrar práticas mais eficientes na gestão de recursos e materiais.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:0,&quot;335551620&quot;:0,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">O reconhecimento do eCIRCULAR tem vindo a crescer também a nível europeu. Em 2025, o programa foi distinguido com o prémio EEPA (European Enterprise Promotion Awards), atribuído pela Comissão Europeia a iniciativas que promovem a competitividade sustentável. Em comunicado, a ADENE considera que “esta distinção reforça a relevância do trabalho já realizado pela ADENE e os resultados alcançados até ao momento”, com mais de 150 profissionais formados em economia circular, cerca de 100 agentes de circularidade no terreno, 80 organizações avaliadas e classificadas e 32 classificações atribuídas ao sector industrial.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:0,&quot;335551620&quot;:0,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">“O país precisa de ferramentas claras e acessíveis para ajudar as empresas e entidades públicas a melhorar o uso de recursos e reduzir desperdícios. O eCIRCULAR apoia as organizações a avaliar o seu desempenho, formar equipas e avançar continuamente na eficiência e no uso responsável dos recursos”, afirmou Nelson Lage, no mesmo comunicado.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:0,&quot;335551620&quot;:0,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A adopção do eCIRCULAR tem vindo a expandir-se por diversos sectores de actividade, nomeadamente Água e Resíduos, Comércio &amp; Serviços, Construção, Transportes e Logística, registando-se também as primeiras adesões nos sectores do turismo, construção e agroalimentar. Entre as entidades públicas que já utilizam o programa encontram-se o Exército e a Transportes Sul do Tejo.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:0,&quot;335551620&quot;:0,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A ADENE reafirma, assim, o seu compromisso com a implementação do PAEC 2030, sobretudo nas áreas onde energia, recursos e eficiência se cruzam, sublinhando a importância de instrumentos que permitam formar pessoas, avaliar organizações e prestar apoio técnico qualificado.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:0,&quot;335551620&quot;:0,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">O Plano de Acção para a Economia Circular 2030 pode ser consultado </span><a href="https://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/resolucao-conselho-ministros/58-2026-1075988790?utm_source=chatgpt.com" target="_blank" rel="noopener"><span data-contrast="none">aqui</span></a><span data-contrast="auto">.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:0,&quot;335551620&quot;:0,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p>Fotografia de destaque: © Shutterstock</p>
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		<title>Lojas online europeias apresentam falhas na exibição de etiquetas energéticas, revela estudo </title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/lojas-online-europeias-apresentam-falhas-na-exibicao-de-etiquetas-energeticas-revela-estudo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rita Galego]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Mar 2026 09:49:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ADENE]]></category>
		<category><![CDATA[Compliance Services]]></category>
		<category><![CDATA[etiqueta energética]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um estudo europeu concluiu que muitas plataformas online de comércio da União Europeia continuam a não apresentar correctamente as etiquetas energéticas dos produtos, comprometendo uma ferramenta essencial para ajudar os consumidores a escolher opções mais eficientes e reduzir custos com energia. </p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/lojas-online-europeias-apresentam-falhas-na-exibicao-de-etiquetas-energeticas-revela-estudo/">Lojas online europeias apresentam falhas na exibição de etiquetas energéticas, revela estudo </a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><b><span data-contrast="auto">Um estudo europeu concluiu que muitas plataformas online de comércio da União Europeia continuam a não apresentar correctamente as etiquetas energéticas dos produtos, comprometendo uma ferramenta essencial para ajudar os consumidores a escolher opções mais eficientes e reduzir custos com energia.</span></b><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:0,&quot;335551620&quot;:0,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A análise, realizada em Janeiro deste ano, foi promovida pelo projecto europeu Compliance Services e envolveu organizações de sete países: Bélgica, Áustria, República Checa, Dinamarca, França, Itália e Portugal. Em território nacional, o trabalho foi conduzido pela ADENE – Agência para a Energia.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:0,&quot;335551620&quot;:0,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Ao todo, foram avaliadas 36 lojas online, incluindo grandes plataformas de comércio electrónico e retalhistas especializados, e analisados 377 modelos de produtos. O objectivo passou por verificar se as etiquetas energéticas e as fichas de informação do produto estavam correctamente disponíveis em todas as etapas da experiência de compra digital.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:0,&quot;335551620&quot;:0,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Embora as páginas individuais dos produtos apresentem frequentemente a etiqueta energética e o respectivo link informativo, essa informação tende a desaparecer nas páginas de catálogo e, sobretudo, no carrinho de compras. Segundo o estudo, esta inconsistência dificulta a comparação entre produtos e pode influenciar decisões menos informadas por parte dos consumidores.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:0,&quot;335551620&quot;:0,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Outra conclusão relevante indica que produtos com menor eficiência energética apresentam uma taxa mais baixa de exibição correcta das etiquetas, sugerindo uma possível omissão mais frequente em casos menos favoráveis do ponto de vista energético.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:0,&quot;335551620&quot;:0,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Entre as categorias analisadas, as máquinas de secar roupa destacam-se pelo melhor cumprimento das regras. Já os smartphones e tablets — incluídos recentemente na obrigatoriedade de etiquetagem — apresentam níveis ligeiramente inferiores de conformidade. Por outro lado, os equipamentos de aquecimento e arrefecimento, apesar de utilizarem o mesmo modelo de etiqueta desde 2015, registam um desempenho mais fraco na sua disponibilização.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:0,&quot;335551620&quot;:0,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Para Rosalinde van der Vlies, da Comissão Europeia, as etiquetas energéticas são uma ferramenta fundamental para os consumidores. “Permitem identificar os produtos mais eficientes, com impacto directo na factura energética. No entanto, isso só funciona se forem correctamente apresentadas, tanto nas lojas físicas como online”, afirmou, sublinhando que os resultados demonstram haver ainda margem para melhorias.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:0,&quot;335551620&quot;:0,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">As etiquetas energéticas fornecem não só informação sobre o consumo de energia, mas também sobre outros parâmetros relevantes, como o ruído ou o consumo de água. A sua correta apresentação é da responsabilidade dos distribuidores, enquanto fabricantes e importadores devem garantir a disponibilização dessa informação.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:0,&quot;335551620&quot;:0,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Os consumidores e profissionais podem aceder às etiquetas energéticas através da base de dados europeia EPREL (Registo Europeu de Produtos para a Etiquetagem Energética), que reúne informação sobre todos os produtos colocados no mercado da União Europeia.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:0,&quot;335551620&quot;:0,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">O projecto Compliance Services tem como missão apoiar empresas e profissionais no cumprimento das regras de ecodesign e etiquetagem energética, contribuindo para um mercado mais transparente e eficiente. Está prevista uma nova monitorização ainda este ano, com o objectivo de avaliar a evolução do cumprimento destas obrigações no comércio electrónico europeu.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:0,&quot;335551620&quot;:0,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p>Fotografia de destaque: © Shutterstock</p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/lojas-online-europeias-apresentam-falhas-na-exibicao-de-etiquetas-energeticas-revela-estudo/">Lojas online europeias apresentam falhas na exibição de etiquetas energéticas, revela estudo </a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
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