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	<title>Pesquisou por central fotovoltaica - Edificios e Energia</title>
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	<description>A Revista especializada de referência nos sectores de AVAC, eficiência energética, materiais de construção e edifícios.</description>
	<lastBuildDate>Tue, 20 Oct 2026 11:42:08 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Pesquisou por central fotovoltaica - Edificios e Energia</title>
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		<title>O calor dos centros de dados é um recurso ainda por aproveitar em Portugal</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/o-calor-dos-centros-de-dados-e-um-recurso-ainda-por-aproveitar-em-portugal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ines Malhado]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Oct 2026 10:44:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A expansão dos centros de dados em Portugal está a colocar novas exigências aos sistemas de climatização e refrigeração. Para além de melhorar a eficiência dos equipamentos, o sector procura soluções para aproveitar o calor residual destas instalações, uma possibilidade que começa a dar os primeiros passos no país. Mas o crescimento destas infra-estruturas levanta também questões sobre o consumo de energia, o uso de água e os impactes ambientais. Esta foi uma das questões abordadas nas 26.as Jornadas de Climatização e Refrigeração, que decorreram, a semana passada, em Lisboa.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><b>A expansão dos centros de dados em Portugal está a colocar novas exigências aos sistemas de climatização e refrigeração. Para além de melhorar a eficiência dos equipamentos, o sector procura soluções para aproveitar o calor residual destas instalações, uma possibilidade que começa a dar os primeiros passos no país. Mas o crescimento destas infra-estruturas levanta também questões sobre o consumo de energia, o uso de água e os impactes ambientais. Esta foi uma das questões abordadas nas 26.as Jornadas de Climatização e Refrigeração, que decorreram, a semana passada, em Lisboa.</b><b></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O desenvolvimento de centros de dados, impulsionado pela digitalização e pela procura crescente de capacidade de computação para a inteligência artificial (IA), está a reforçar a importância dos sistemas de climatização e refrigeração. Aquela que é uma necessidade técnica pode também constituir uma oportunidade para aproveitar energia que, de outra forma, seria desperdiçada. </span><b></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Luís Pedro Duarte chama a atenção para a relação entre o consumo eléctrico destas instalações e as necessidades de arrefecimento. Nas instalações mais eficientes, explica, por cada megawatt de electricidade entregue à instalação, é gerado cerca de um megawatt de calor que é necessário rejeitar. “É aqui que entra o <em>cooling</em>, isto é, a climatização e o arrefecimento. O calor pode ser uma perda, mas pode acabar por ser um bom modelo de negócio”, afirma o presidente da Associação Portuguesa de Centros de Dados &#8211; Portugal DC, apontando para o potencial de recuperação e utilização deste calor noutras actividades.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span>líder da Portugal DC <span style="font-weight: 400;">participava num painel dedicado ao papel dos centros de dados, no âmbito das<a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/descarbonizacao-dos-edificios-e-qualidade-do-ar-interio-em-debate-nas-jornadas-de-climatizacao-e-refrigeracao/" target="_blank" rel="noopener"> 26.as Jornadas de Climatização e Refrigeração</a>, organizadas pela Comissão de Especialização em Climatização e Refrigeração da Ordem dos Engenheiros, em colaboração com a secção nacional da Federação Europeia das Associações de Aquecimento, Ventilação e Ar Condicionado (REHVA, na sigla em inglês) e o capítulo português da Associação Americana de Engenheiros de Aquecimento, Refrigeração e Ar Condicionado (ASHRAE). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com o tema “Climatização e Refrigeração na Transição Energética: Qualidade Ambiental Interior e Sustentabilidade”, o evento, que decorreu, na passada quinta-feira, no Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), em Lisboa, juntou cerca de uma centena de especialistas, investigadores, projetistas, fabricantes, instaladores, gestores de edifícios, e representantes da indústria em torno dos desafios e das oportunidades da transição energética.  </span></p>
<h6><b>Recuperar o calor ainda é um desafio</b><span style="font-weight: 400;"> </span></h6>
<p><span style="font-weight: 400;">A viabilidade de soluções para recuperar o calor residual depende, contudo, de vários factores, sobretudo da tecnologia necessária para o aproveitar e, sobretudo, da existência de consumidores próximos com necessidades térmicas que sejam compatíveis. Em Portugal, este aproveitamento ainda está numa fase inicial, reconhece, em declarações à </span><i><span style="font-weight: 400;">Edifícios e Energia,</span></i><span style="font-weight: 400;"> Luís Pedro Duarte. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O responsável identifica dificuldades na compreensão do potencial destas soluções, nomeadamente por parte dos municípios, embora alguns promotores já estão a desenvolver trabalho nesta área. Acredita, por isso, que existe potencial para seguir os passos de </span><span style="font-weight: 400;">Frankfurt, Londres, Amsterdão, Paris e Dublin, “geografias onde já vão uns anos à frente neste sector”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Luís Pedro Duarte considera que os parques industriais podem constituir contextos particularmente favoráveis. </span><span style="font-weight: 400;">“</span><span style="font-weight: 400;">Pode existir muito mais reaproveitamento. Por um lado, podemos ter um </span><i><span style="font-weight: 400;">data center</span></i><span style="font-weight: 400;"> que está a dissipar calor, e, por outro lado, uma indústria que precisa de calor e liberta frio. As duas [infra-estruturas] podem complementar-se, ao passo que, se  estivessem instaladas de forma isolada, pode ser mais difícil. Essa complementariedade é algo que deve ser explorado”, sublinha. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O exemplo de outros mercados europeus mostra que esta possibilidade pode passar da teoria à prática. Luís Pedro Duarte refere o caso de Paris, onde o calor de centros de dados próximos foi utilizado para aquecer água durante os Jogos Olímpicos de Verão, em 2024. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A recuperação do calor exige, porém, que se tenha em conta a procura térmica ao longo do ano, as distâncias envolvidas entre estas infra-estruturas e industriais existentes, os custos associados e a eventual necessidade de outros equipamentos, como bombas de calor para elevar a temperatura disponível.</span></p>
<h6><b>A eficiência começa na escolha dos equipamentos</b></h6>
<p><span style="font-weight: 400;">A redução dos consumos energéticos dos centro de dados passa também pela escolha dos equipamentos e pela forma como são dimensionados e utilizados. Luís Pedro Duarte salienta que, num sector caracterizado por consumos elevados e períodos de vida útil longos, a eficiência tem um peso determinante nas decisões de investimento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><span style="font-weight: 400;">Este é um sector que aposta muito em investigação e desenvolvimento porque toda a poupança conta muito quando estamos a falar de consumos [energéticos] grandes”, sublinha. </span><span style="font-weight: 400;">A aquisição de equipamentos como </span><i><span style="font-weight: 400;">chillers</span></i><span style="font-weight: 400;"> e sistemas de alimentação ininterrupta de energia (os chamados UPS) implica comparar o respectivo desempenho energético e ponderar os custos ao longo do ciclo de vida. Um equipamento mais caro à partida poderá revelar-se a opção mais vantajosa se permitir poupanças significativas durante os anos de funcionamento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><span style="font-weight: 400;">Um </span><i><span style="font-weight: 400;">chiller</span></i><span style="font-weight: 400;"> podem ter um período de vida útil de 20 anos. Ou seja, são 20 anos em que não vai ser necessário trocar o equipamento, por isso, interessa ter o equipamento o mais eficiente possível. O equipamento até pode ser mais caro na fase de investimento, mas se houver esse retorno, é uma melhor aposta optar por um que consuma menos”, explica. </span></p>
<h6><b><em>Free-cooling:</em> reduzir a energia necessária para o arrefecimento</b></h6>
<p><span style="font-weight: 400;">O responsável destaca ainda a utilização de </span><i><span style="font-weight: 400;">free-cooling</span></i><span style="font-weight: 400;">, uma solução que aproveita as condições exteriores para dissipar o calor e reduzir a necessidade de recorrer a arrefecimento mecânico. “</span><span style="font-weight: 400;">A exploração que se faz numa infraestrutura destas é dinâmica ao longo das horas do dia. É uma operação muito dinâmica, onde é possível balancear cargas e perceber quando aproveitar o </span><i><span style="font-weight: 400;">free-cooling</span></i><span style="font-weight: 400;">. No fundo, é preciso procurar todas as peças para que, no fim, o resultado seja o mais eficiente possível”, sintetiza. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Guilherme Matias </span><span style="font-weight: 400;">salientou que esta solução tem um alto benefício natural no Norte da Europa. “O clima é sem dúvida uma grande vantagem é o clima. </span><span style="font-weight: 400;">Cerca de 90% das horas são de <em>free-cooling</em>, não total, mas parcial. Em centros de dados que estamos a construir em países nórdicos, conseguimos temperaturas [exteriores] a rondar, por exemplo, os -1.5ºC”, explicou o consultor da Navitas Portugal, que também participou no painel das jornadas dedicado aos centros de dados. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O consultor refere também que outras das vantagens dos países no Norte da Europa é uma maior facilidade nos processos de licenciamento, que faz com que “tudo comece a funcionar muito rápido”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A escolha de soluções que garantam uma maior eficiência energética dos centros de dados depende, por isso, da localização e do clima local. “</span><span style="font-weight: 400;">É impossível instalar um </span><i><span style="font-weight: 400;">data center</span></i><span style="font-weight: 400;"> com um sistema com arrefecimento com recurso à água do mar no Interior do país. Se calhar no Alentejo também vamos ter acesso a menos horas de </span><i><span style="font-weight: 400;">free-cooling</span></i><span style="font-weight: 400;"> do que numa região mais a Norte, embora também seja possível usar, mesmo nos dias de calor ou primaveris, se a temperatura exterior estiver a um nível mais baixo do que aquela que está no interior. Na região de Lisboa, conseguimos ter horas de </span><i><span style="font-weight: 400;">free-cooling</span></i><span style="font-weight: 400;"> praticamente todos os dias do ano”, exemplifica Luís Pedro Duarte. </span></p>
<h6><strong>Modelação energética deve continuar na operação</strong></h6>
<p><span style="font-weight: 400;">A importância da modelação energética foi outro dos temas abordados no painel. Guilherme Matias defende que os modelos energéticos não devem ficar limitados à fase de projecto. Quando utilizados durante a exploração, permitem comparar os consumos reais com os valores esperados para as mesmas condições de funcionamento e identificar eventuais desvios.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><span style="font-weight: 400;">Até agora estamos a falar como calcular o consumo de energia. Mas isto é só o princípio. O verdadeiro valor de um modelo energético começa depois de os centros [de dados] já estarem em funcionamento, o modelo deve passar a fazer parte da caixa de ferramentas diária das equipas de operação. Todos os dias, os operadores sabem quanta energia a instalação consome”, explica o consultor da Navitas Portugal.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esta comparação pode ajudar as equipas técnicas a perceber, por exemplo, se um </span><i><span style="font-weight: 400;">chiller</span></i><span style="font-weight: 400;"> está a consumir mais energia do que seria expectável e a investigar as causas. </span><span style="font-weight: 400;">“Se os dois valores baterem certo, ótimo. Se não baterem, tem de simplificar a porquê. Talvez o </span><i><span style="font-weight: 400;">chiller</span></i><span style="font-weight: 400;"> não esteja a ter a eficiência que seria de esperar. Em vez de perguntarmos quanta energia estamos a gastar, passamos a perguntar o que é que estamos a gastar mais do que devíamos. E é aí que um modelo energético se torna uma ferramenta de diagnóstico. Se um modelo energético só é usado na fase de projeto, estamos a perder a maior parte do seu valor”, adverte Guilherme Matias, salientando que</span><span style="font-weight: 400;"> a eficiência depende não só das soluções adoptadas inicialmente, mas também da capacidade de acompanhar e melhorar o seu desempenho ao longo do tempo.</span></p>
<h6><b>Portugal prepara-se para expandir centros de dados</b></h6>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante a apresentação, o presidente da Portugal DC apresentou dados preliminares que a associação prevê tornar públicos até ao final do ano. As estimativas dizem respeito à potência instalada, ao investimento necessário e à criação de milhares de postos de trabalho até 2032. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por agora, sabe-se que o potencial de investimento ajuda a explicar a crescente atenção dada a estas infraestruturas. Já o ano passado, a <a href="https://www.startcampus.pt/sines" target="_blank" rel="noopener">Start Campus</a> inaugurou em Sines o SIN01, um centro de dados com 26 MW de capacidade, sendo este apenas o primeiro edifício de um campus que prevê atingir os 1,2 GW de IT. A instalação de centros de dados está a contecer em zonas com infra-estruturas eléctricas existentes. Além de Sines, o mesmo pode acontecer com a antiga Central Termoeléctrica do Pego, em Abrantes,  a última central a carvão a encerrar em Portugal, em 2021.   </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A expansão do sector também ganhou impulso com a aprovação, em Abril deste ano, do <a href="https://digital.gov.pt/pt/documentos/plano-nacional-de-centros-de-dados" target="_blank" rel="noopener">Plano Nacional de Centros de Dados</a>, que estabelece iniciativas para 2026 e 2027 com o objectivo de posicionar Portugal como um pólo europeu de infraestruturas digitais. O Governo identifica a procura crescente associada à inteligência artificial e as condições energéticas do país como factores de oportunidade, defendendo, simultaneamente, a sustentabilidade ambiental, a eficiência energética e o equilíbrio territorial.</span></p>
<h6><b>O crescimento exige garantias ambientais</b></h6>
<p><span style="font-weight: 400;">A disponibilidade de electricidade de origem renovável é uma vantagem para Portugal, mas não elimina outros impactes ambientais associados, como tem alertado a ZERO. A associação ambientalista tem salientado que dimensão ambiental não se esgotana origem da electricidade que é utilizada, e, recentemente, <a href="https://zero.ong/noticias/centros-de-dados-podem-ser-aliados-da-transicao-verde-mas-arriscam-ser-predadores-de-recursos-sem-retorno-social/" target="_blank" rel="noopener">num parecer divulgado em Agosto</a>, contestou a necessidade de critérios mais exigentes quanto ao consumo de água, à utilização do território e ao contributo efectivo dos projectos para a transição climática. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A questão é particularmente relevante em zonas como Sines, onde se concentram projectos de grande dimensão e onde a disponibilidade de infraestruturas energéticas e industriais constitui uma vantagem, mas não dispensa a avaliação destes impactes ao longo do tempo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A utilização de água do mar, por exemplo, pode reduzir a dependência de água potável em determinados sistemas de arrefecimento, mas exige uma análise dos efeitos da captação e devolução de água nos ecossistemas. </span><span style="font-weight: 400;">Questionado no final do painel precisamente sobre os impactos nos ecossistemas, Luís Pedro Duarte referiu a existência de parâmetros para controlar a diferença de temperatura da água devolvida ao meio, através de medições e auditorias. A eficácia destas medidas terá, contudo, de ser aferida à luz das condições concretas do projecto e da respectiva avaliação ambiental, aponta.</span></p>
<h6><b>Acesso à rede entre os desafios da expansão</b></h6>
<p><span style="font-weight: 400;">A expansão dos </span><i><span style="font-weight: 400;">data centers </span></i><span style="font-weight: 400;">coloca também questões sobre a capacidade de resposta da rede eléctrica. Questionado sobre isso, Luís Pedro Duarte apontou que os pedidos de ligação à rede eléctrica nacional terão passado de cerca de 40 GW para menos de 4 GW, após um procedimento de filtragem. Para o responsável, os valores mostram a importância de distinguir a procura inicialmente manifestada pelos promotores dos projectos e os que conseguem reunir condições para avançar. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Do lado da oferta, o presidente da Portugal DC considera que o país dispõe de margem para reforçar a produção de energia renovável, nomeadamente através da produção solar fotovoltaica e eólica, mas identifica entraves à sua concretização. Luís Pedro Duarte disse ainda que não acreditar que os centros de dados em Portugal venham a depender de energia nuclear, embora esta surja no &#8220;<em>mix</em>&#8221; da electricidade consumida em Portugal, sendo importada de Espanha. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O responsável da associação também rejeitou a ideia de que serão necessárias </span>centrais de produção de energia elétrica isoladas para cada centro de dados, à semelhança do que acontece nos Estados Unidos da América. <span style="font-weight: 400;">“</span><span style="font-weight: 400;">Não estamos, claramente, numa situação em que se trate do <em>bring your own power</em>”, defendeu.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Luís Pedro Duarte terminou ao partilhar que, actualmente, um dos grandes desafios que Portugal enfrenta é o armazenamento </span><span style="font-weight: 400;">de energia. “Toda esta transformação tem que ser acompanhada pela criação das licenças para a implementação dos bancos de baterias, que, no fundo, permitam armazenar o resto da energia [renovável que não foi utilizada] para depois ser usada [durante outros períodos do dia]”, resume. </span></p>
<p>Fotografia de destaque: © Start Campus</p>
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		<item>
		<title>Mobilidade elétrica: OBO Bettermann aposta na integração do carregamento com a gestão energética dos edifícios</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/empresas/mobilidade-eletrica-obo-bettermann-aposta-na-integracao-do-carregamento-com-a-gestao-energetica-dos-edificios/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Edifícios e Energia]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Oct 2026 08:57:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[obo bettermann]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nova gama ION Wallbox permite integrar energia fotovoltaica e ajustar a potência de carregamento à disponibilidade energética dos edifícios, com soluções para habitações, condomínios e espaços empresariais. ...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-left wp-block-paragraph"></p>



<div style="height:45px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><strong><strong><strong>Nova gama ION Wallbox permite integrar energia fotovoltaica e ajustar a potência de carregamento à disponibilidade energética dos edifícios, com soluções para habitações, condomínios e espaços empresariais.</strong></strong></strong></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A expansão da mobilidade elétrica coloca novos desafios à gestão energética dos edifícios. Mais do que disponibilizar pontos de carregamento, importa assegurar que estes se adaptam à potência elétrica disponível, aos restantes consumos e à produção local de energia renovável. É neste contexto que a <strong><a href="https://www.obo.pt/" data-type="link" data-id="https://www.obo.pt/" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">OBO Bettermann Portugal</a></strong> apresenta a gama <strong>ION Wallbox</strong> e uma nova coluna de suporte, destinadas a habitações, condomínios, parques de estacionamento e instalações empresariais.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h6 class="wp-block-heading"><strong><strong><strong>Carregamento inteligente e aproveitamento da energia solar</strong> circular</strong></strong></h6>



<p class="wp-block-paragraph">Uma das características diferenciadoras da <strong>ION Wallbox</strong> é a possibilidade de integração com sistemas fotovoltaicos. Em ligação com inversores compatíveis, o carregamento pode ser ativado quando existe produção solar excedentária e interrompido quando essa disponibilidade diminui. Assim, torna-se possível privilegiar o aproveitamento da eletricidade produzida no próprio edifício, em vez de depender exclusivamente da energia fornecida pela rede.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A solução permite ainda um nível mais avançado de gestão. Através de sistemas externos compatíveis, a potência de carregamento pode ser ajustada dinamicamente em função da produção fotovoltaica e do consumo do edifício. Em instalações com vários pontos de carregamento, esta funcionalidade permite distribuir a potência disponível entre os veículos e as restantes cargas elétricas, ajudando a evitar sobrecargas e a tirar melhor partido da capacidade da instalação. Trata-se de uma possibilidade especialmente relevante para empresas e condomínios, onde diferentes necessidades de consumo coexistem ao longo do dia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A gama inclui quatro variantes e oferece potência ajustável até 22 kW em ligação trifásica ou 7,3 kW em monofásica. A configuração básica é feita diretamente no equipamento, sem necessidade de internet ou software externo, o que simplifica a utilização em instalações que não requerem uma gestão energética centralizada. Quando essa integração é necessária, a comunicação através de Modbus RTU, porta RS485, permite a ligação a sistemas de controlo e gestão compatíveis, e integração em sistemas de domótica que possam existir.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="600" height="300" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/10/IONWallbox2.png" alt="" class="wp-image-38450" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/10/IONWallbox2.png 600w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/10/IONWallbox2-300x150.png 300w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /></figure>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Segurança, durabilidade e flexibilidade de instalação</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A segurança e a durabilidade são igualmente consideradas no desenvolvimento da solução. A <strong>ION Wallbox</strong> apresenta proteção IP66 contra poeiras e água e resistência ao impacto IK08. Estão também disponíveis versões com proteção integrada contra sobretensões nas linhas de alimentação e de comunicação, contribuindo para proteger a infraestrutura perante perturbações elétricas, e linhas de comunicação. A seleção do equipamento e as condições de montagem devem respeitar os requisitos de cada instalação, sobretudo em ambientes exteriores expostos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para locais onde a fixação à parede não é viável ou adequada, a <strong>OBO Bettermann </strong>desenvolveu uma coluna de suporte compatível com todos os modelos da gama. Fabricada em aço inoxidável, integra cobertura de proteção contra as condições meteorológicas, suporte para a ficha Tipo 2, arrumação para o cabo e passagem interna dos cabos de alimentação e dados. Esta solução amplia as possibilidades de instalação em parques de estacionamento, condomínios e áreas comerciais, mantendo uma apresentação organizada e funcional.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>“Esta solução oferece maior liberdade para instalar o carregador onde mais precisa, com uma estrutura robusta e duradoura que responde às necessidades atuais e futuras da mobilidade elétrica, promovendo também uma utilização mais sustentável dos equipamentos”,</em> afirma <strong>Paulo Dinis, Gestor de Produto de Mobilidade Elétrica da OBO Bettermann.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a gama <strong>ION Wallbox,</strong> a <strong>OBO Bettermann</strong> procura responder a um desafio cada vez mais presente nos edifícios: integrar o carregamento de veículos elétricos numa gestão de energia que tenha em conta a produção renovável, a potência disponível e a utilização simultânea de diferentes equipamentos. A eficiência, neste contexto, não depende apenas do carregador, mas da forma como este se articula com toda a infraestrutura elétrica.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="600" height="300" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/10/IONWallbox3.png" alt="" class="wp-image-38451" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/10/IONWallbox3.png 600w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/10/IONWallbox3-300x150.png 300w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /></figure>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="600" height="300" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/10/IONWallbox4.png" alt="" class="wp-image-38452" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/10/IONWallbox4.png 600w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/10/IONWallbox4-300x150.png 300w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<hr class="wp-block-separator aligncenter has-text-color has-alpha-channel-opacity has-background is-style-wide" style="margin-top:2px;margin-bottom:2px;background-color:#27a5b8;color:#27a5b8"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>O texto acima é da inteira responsabilidade das empresas/entidades em causa.<br>Fonte: Press Release</em></strong></p>
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		<item>
		<title>Portugal tem quase cinco vezes mais projectos de autoconsumo colectivo num ano</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/portugal-tem-quase-cinco-vezes-mais-projectos-de-autoconsumo-colectivo-num-ano/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ines Malhado]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Aug 2026 08:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[autoconsumo coletivo]]></category>
		<category><![CDATA[DGEG]]></category>
		<category><![CDATA[energia descentralizada]]></category>
		<category><![CDATA[governo]]></category>
		<category><![CDATA[solar fotovoltaico]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O autoconsumo coletivo (ACC) de energia renovável no país disparou no espaço de apenas um ano: Portugal passou para mais de dois mil projetos em exploração até ao passado mês de Julho. Feitas as contas, a Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) registou um crescimento de cerca de 393% desde julho de 2025. </p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>O autoconsumo colectivo (ACC) de energia renovável no país disparou no espaço de apenas um ano: Portugal passou para mais de dois mil projectos em exploração até ao passado mês de Julho. Feitas as contas, a Direcção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) registou um crescimento de cerca de 393% desde Julho de 2025. </strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há quase cinco vezes mais projectos de autoconsumo colectivo de energia face a Julho do ano passado, passando dos apenas 410 em curso para 2020 no mês passado, de acordo com os dados mais recentes, divulgados pela DGEG. Uma análise mensal dos números mostra que o país iniciou o ano de 2026 com 879 projetos de autoconsumo em exploração, sendo que em Março já se ultrapassavam os mil, registando-se 1040 destes projectos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A maior subida foi observada de Junho para Julho deste ano, com a criação de mais 837 projectos num só mês. Os aumentos sucessivos registados este ano acontecem num contexto de crescimento da potência solar fotovoltaica do país, que, até ao final de Maio deste ano, se situava em cerca de 6,7 GW. “Cada novo projecto representa mais energia produzida localmente, maior partilha entre consumidores e uma utilização mais eficiente dos recursos energéticos”, <a href="https://www.dgeg.gov.pt/pt/destaques/mais-de-2-000-projetos-de-autoconsumo-coletivo-acc-encontram-se-atualmente-em-exploracao-em-portugal/" target="_blank" rel="noopener">refere a DGEG, em comunicado</a>. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para a DGEG, “este resultado reflecte a crescente adesão de cidadãos, empresas, entidades públicas e comunidades a modelos de produção e consumo de energia renovável mais próximos, participativos e sustentáveis”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O autoconsumo colectivo permite que vários consumidores beneficiem de energia renovável gerada por uma ou mais unidades de produção de energia solar para autoconsumo (UPAC), que é partilhada entre vários pontos de consumo, nomeadamente entre vizinhos do mesmo condomínio. Este modelo contribui, assim, para descentralizar o sistema energético e reforçar a participação dos consumidores na transição energética, sublinha a DGEG. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Recorde-se que, em 2019, a legislação portuguesa transpôs parcialmente a Directiva Europeia das Renováveis, ao introduzir o regime jurídico aplicável ao autoconsumo de energia renovável e também às comunidades de energia renováveis (CER). Posteriormente actualizado, em 2022, o decreto-lei passou a contemplar a solução do autoconsumo colectivo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Note-se que estas duas modalidades não são iguais, uma vez que as CER se caracterizam por representarem um grupo de pessoas singulares ou colectivas, organizadas numa só entidade, neste caso sob a forma de cooperativas, associações e outras formas de participação colectiva, para produzir e gerir energia renovável na mesma zona geográfica. </span></p>
<h5><strong><b>Governo quer simplificar produção e partilha de energia </b></strong></h5>
<p><span style="font-weight: 400;">A ideia é que estas soluções descentralizadas contribuam cada vez mais para esses objectivos. Com o propósito de acelerar ainda mais este ritmo, o Governo anunciou, recentemente, novas regras que visam tanto os projectos de autoconsumo como as comunidades de energia. Entre as principais alterações trazidas pelo novo decreto-lei (n.º130/2026), publicado em Junho, destaca-se uma maior facilidade na entrada e saída de participantes nos projectos e o alargamento das </span><span style="font-weight: 400;">distâncias permitidas entre as unidades de produção e o local de consumo, o que permitirá a criação de projectos maiores e com mais participantes, <a href="https://portugal.gov.pt/gc25/comunicacao/comunicados/governo-torna-mais-simples-e-barato-produzir-e-partilhar-energia-renovavel" target="_blank" rel="noopener">partilhou o Executivo, em comunicado, aquando do anúncio das novas regras.</a> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por outro lado, “pela primeira vez, são fixados princípios orientadores do autoconsumo colectivo, que reforçam a transparência, a protecção dos consumidores e uma repartição justa dos benefícios entre os participantes”, sublinhou o Governo, acrescentando que “o papel de cada interveniente — operadores de rede, entidades gestoras e Administração Pública — fica também mais claro, dando mais segurança a quem quer avançar com um projecto”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para aproximar estas soluções das pessoas, será ainda criado um mapa nacional dos projectos em curso, para que os cidadãos possam localizar mais facilmente projectos de autoconsumo colectivo e comunidades de energia e aderir aos mesmos. Parte do pacote de alterações só passará a ter efeitos a partir de dia 28 de Agosto. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De forma a acelerar os processos, a licença de produção e a licença de exploração para unidades de produção para autoconsumo a partir de fontes renováveis têm de ser emitidas no prazo máximo de 90 dias. O pedido de licenciamento considera-se automaticamente aprovado se a Administração Pública não responder ao pedido dentro desse prazo. Esta alteração decorre da entrada em vigor da Lei n.º 29/2026, desde 1 de Julho.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Portugal tem estabelecida como meta, no âmbito do </span><span style="font-weight: 400;">Plano Nacional Energia e Clima 2021-2030 (PNEC 2030</span><span style="font-weight: 400;">), aumentar para 20,8 GW a sua potência instalada em solar fotovoltaico total até 2030, dos quais 15,1 GW centralizados e 5,7 GW descentralizados. Por agora, a DGEG diz continuar “a acompanhar o desenvolvimento destes projectos promovendo soluções que contribuem para um futuro energético mais sustentável”. </span></p>
<p>Fotografia de destaque: © Shutterstock</p>
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		<title>Serão os sistemas híbridos o futuro da eficiência energética nos edifícios?</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/serao-os-sistemas-hibridos-o-futuro-da-eficiencia-energetica-nos-edificios/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Margarida Fialho]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Aug 2026 08:00:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[edifícios]]></category>
		<category><![CDATA[eficiência energética]]></category>
		<category><![CDATA[pegada carbónica]]></category>
		<category><![CDATA[Prosolia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na unidade industrial da Grupel, em Vagos, Aveiro, foi instalado um sistema híbrido que combina painéis fotovoltaicos e baterias de armazenamento. Este é um sistema pioneiro em Portugal e está a ser desenvolvido pela própria Grupel, em conjunto com a Prosolia Energy. O projecto inclui 813 módulos solares (totalizando 500 kWp) e um sistema de baterias com 645 kWh de capacidade (300 kW de potência máxima).</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong><em>Este artigo foi originalmente publicado na <a href="https://leitor.medialine.pt/reader.html?p=edificiosenergia&amp;v=principal&amp;e=165" target="_blank" rel="noopener">edição nº 165 da Edifícios e Energia</a> (Maio/Junho 2026).</em></strong></p>
<p>Na unidade industrial da Grupel, em Vagos, Aveiro, foi instalado um sistema híbrido que combina painéis fotovoltaicos e baterias de armazenamento. Este é um sistema pioneiro em Portugal e está a ser desenvolvido pela própria Grupel, em conjunto com a Prosolia Energy. O projecto inclui 813 módulos solares (totalizando 500 kWp) e um sistema de baterias com 645 kWh de capacidade (300 kW de potência máxima). Trata-se de um sistema de gestão inteligente com modo de operação autónomo, concebido para maximizar o autoconsumo da energia gerada.</p>
<h5><strong>A independência da rede como o passo a seguir</strong></h5>
<p>Falámos com Pedro Silva, Country Manager da Prosolia em Portugal, que nos explica melhor qual o objectivo da empresa com este projecto. “O objectivo da Grupel é desenvolver a empresa como IPP (produtor independente de energias renováveis) no negócio de energias renováveis. Por um lado, desenhar grandes centrais de utilidade de escala que se ligam à rede pública nacional e que vendem essa energia para a rede e, por outro lado, que é, digamos assim, o lado talvez mais ‘querido’ da empresa, desenhar centrais de energia renovável — pode ser eólica, pode ser com baterias, podem ser e devem ser híbridas. Estas centrais podem ser instaladas localmente onde está o consumidor ou próximo da zona do consumidor, mas ambas são ligadas Behind The Meter (BTM) para dar energia autoconsumida ao cliente.”</p>
<p>Pedro acrescenta ainda que é fulcral a indústria portuguesa tornar-se independente da rede pública, porque “as tarifas são mais baratas, independentes da fluctuação da rede, do mercado e da vontade política.”</p>
<p>O núcleo desta solução pioneira é um sistema híbrido, que utiliza energia solar e de baterias. A instalação fotovoltaica de grande escala (500 kWp, 813 módulos solares) capta energia durante o dia. Essa energia pode ser consumida directamente na fábrica ou carregada nas baterias de lítio integradas (645 kWh), sendo libertada nos períodos de pico de consumo ou quando a produção solar é reduzida. As baterias permitem, assim, suavizar o perfil de carga e manter a unidade industrial autónoma mesmo em falhas de rede.</p>
<p>Entre as funcionalidades avançadas, o sistema inclui monitorização em tempo real, detecção automática de falhas e até um mecanismo automático de combate a incêndios, garantindo elevados níveis de segurança operacional. Adicionalmente, permite operar em modo ilha, isto é, tem independência total da rede, quando necessário.</p>
<p>O projecto apresenta um conjunto de soluções integradas (solar, armazenamento e controlo inteligente) desenhado para oferecer à indústria uma fonte mais eficaz e resiliente de energia renovável.</p>
<h5><strong>Impactes energéticos e ambientais</strong></h5>
<p>A nível energético e ambiental, o projecto permitirá à unidade industrial da Grupel alcançar 665,6 MWh de energia limpa produzida por ano, reduzir 314 toneladas de dióxido de carbono por ano (equivalente à plantação de 1945 árvores), aumentar significativamente a autonomia energética e a resiliência e continuidade operacional, mesmo em cenários de instabilidade da rede eléctrica.</p>
<p>Em termos energéticos, o projecto promete ganhos significativos de eficiência e fiabilidade. Ao armazenar a energia excedente, a fábrica pode reduzir substancialmente o consumo da rede pública. O custo reduzido de electricidade solar terá “um efeito de poupança económica” no fim do ano operacional. Aliás, Pedro Silva garante mesmo que esta solução “vai ser o futuro”.</p>
<p>“Para o actual perfil de produção em Portugal, ao dia de hoje, a energia no preço do mercado grossista é muito baixa, o que quer dizer que não tenho grande vantagem em fazer uma central fotovoltaica, porque nessas horas solares vai-se produzir uma energia que no mercado também está barata. Portanto, digamos que o mercado e a fotovoltaica concorrem directamente. Quando eu hibridizo, consigo fazer aquilo a que se chama de arbitragem tarifária, ou seja, toda esta energia, se eu necessitar, consumo-a num momento, se eu não necessitar, armazeno-a e liberto-a no meu consumo quando a rede já está muito mais cara. Assim, tenho dois efeitos: tenho um efeito de poupança económica porque consigo transportar energia para quando ela é mais cara na rede ou substituí-la; e tudo aquilo que não consigo aproveitar no momento posso guardar para usar outra vez e injecto na rede apenas quando faz sentido, para quando é necessária.”</p>
<p>Além dos benefícios locais, o projecto alinha-se com objectivos mais amplos de sustentabilidade. Ao aumentar a produção renovável no próprio local, diminui-se a dependência de energia importada.</p>
<h5><strong>“A energia é um dos poucos ouros de Portugal&#8221;</strong></h5>
<p>Portugal pode não ser o melhor país para produção de energia renovável, mas se houver uma mistura de várias fontes, o país mais ocidental da Europa pode ter condições mais do que favoráveis, na opinião do engenheiro. “Os melhores ventos estão na Escócia, o melhor sol está em África, mas o facto de Portugal ser um país ‘médio’ não quer dizer que é mau, quer dizer que a nossa ponderação de todas estas fontes de energia é muito equilibrada. Ou seja, se conseguirmos que, por um lado, as indústrias, os consumidores, consigam fazer esta fusão de solar com baterias, de eólico com baterias, de eólico, solar e baterias, e, por outro lado, a produção conseguir ter grandes centrais fotovoltaicas, grandes centrais eólicas, algumas mini-hídricas e conseguirmos tirar a nossa necessidade do petróleo e dos seus derivados, nós podemos ter aqui uma riqueza muito grande. Isto é algo muito importante porque, infelizmente, nós não temos nem petróleo, nem ouro, nem absolutamente nada nas nossas terras. A energia, esta fusão energética renovável, é um dos poucos ouros. Devemos aproveitar, realmente, os recursos que temos e utilizá-los bem porque existem vários que, quando conjugados, conseguem cobrir todas as necessidades e acho que não temos de ir para outras soluções, como a energia nuclear. Acho que o nuclear é muito bonito do ponto de vista técnico, mas, para as nossas gerações futuras, pode ser uma prenda muito envenenada.”</p>
<p>Esta combinação entre a energia solar e o armazenamento de baterias melhora a resiliência do sistema e permite integrar mais renováveis na rede, contribuindo para as metas do Plano Nacional de Energia e Clima 2030.</p>
<h5><strong>O futuro começa em Vagos</strong></h5>
<p>Quando questionado sobre os maiores entraves ou desafios inerentes à implementação deste projecto, Pedro Silva responde convictamente que “não há nenhum. É muito fácil de implementar”. No entanto, refere que ainda há clientes que demonstram alguma preocupação, pelo facto de se pôr uma bateria num edifício: “perguntam, em caso de incêndio, como é que o seguro vai reagir, mas não há problema nenhum, porque estas baterias já estão preparadas para ser postas no exterior, são modelares.”</p>
<p>O preço “é o único problema que existe”, diz. “O preço tem vindo a diminuir, mas, quando comparado com a utilização de apenas energia fotovoltaica, ainda é muito mais elevado.”</p>
<p>“A fotografia de hoje das cidades diz-me que todos os seus elementos constituintes são consumidores, mas, num futuro ponto próximo, vão ser consumidores e produtores: vão consumir por um lado, porque necessitam de ter a sua vida do dia-a-dia a funcionar, e isso significa consumir energia, mas, por outro lado, vão conseguir exportar para a rede, equilibrando a própria rede. Tem de se criar um sistema bidireccional, um sistema que seja dinâmico.”</p>
<p>O projecto híbrido entre a Prosolia e a Grupel, em Vagos, exemplifica como a integração de tecnologia renovável e armazenamento pode elevar a eficiência dos edifícios industriais. Segundo os responsáveis, esta solução não só optimiza o uso da energia gerada local, mas também fortalece a independência energética da unidade, alinhando-se com metas sustentáveis. Como destaca Pedro Silva, o sistema torna-se “mais completo, inteligente e resiliente”, trazendo inovação para a indústria portuguesa.</p>
<p>O projecto reforça que, no caminho da sustentabilidade urbana e industrial, a hibridização solar-baterias é uma das ferramentas chave para reduzir emissões e custos de energia sem prejudicar a operação.</p>
<p>Fotografia de destaque: © Prosolia</p>
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		<title>Lei cria novo regime para o aproveitamento energético renovável e simplifica licenciamento das UPAC </title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/lei-cria-novo-regime-para-o-aproveitamento-energetico-renovavel-e-simplifica-licenciamento-das-upac/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rita Galego]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2026 08:39:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[apirac]]></category>
		<category><![CDATA[energia]]></category>
		<category><![CDATA[upac]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Dez anos depois do lançamento do projecto ACCEPT, o Itecons – Instituto de Investigação e Desenvolvimento Tecnológico para a Construção, Energia, Ambiente e Sustentabilidade – dá continuidade ao apoio às empresas do sector da construção através do projecto ACCEPT+, que pretende reforçar o acompanhamento aos fabricantes no processo de marcação CE e responder às exigências do novo Regulamento dos Produtos de Construção (RPC). </p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><b><span data-contrast="auto">A entrada em vigor da Lei n.º 29/2026 cria um regime jurídico específico para os Contratos de Aproveitamento Energético Renovável (CAER), enquanto simplifica o licenciamento das Unidades de Produção para Autoconsumo (UPAC) e promove uma maior utilização da electricidade produzida a partir de fontes renováveis.</span></b><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Aprovada pela Assembleia da República e publicada a 23 de Junho, a nova legislação altera o Decreto-Lei n.º 15/2022 e o Código Civil, estabelecendo um conjunto de medidas destinadas a acelerar a produção descentralizada de energia renovável e a reduzir os entraves administrativos associados ao desenvolvimento de novos projectos.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Entre as principais novidades está a criação do Contrato de Aproveitamento Energético Renovável (CAER), um instrumento jurídico que permite aos proprietários cederem os direitos de aproveitamento energético dos seus imóveis, incluindo solos urbanos não construídos, áreas sem reconhecida aptidão agrícola, pecuária ou florestal e coberturas de edifícios, como telhados e terraços. O objectivo passa por facilitar a instalação de infraestruturas de produção de energia renovável em espaços até agora pouco valorizados para esse fim.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Outra das medidas previstas é o deferimento tácito dos pedidos de licença de produção e exploração das UPAC, quando aplicável, reduzindo os prazos administrativos e conferindo maior previsibilidade aos investimentos em autoconsumo. A lei prevê ainda a criação de uma plataforma de comparação das ofertas de agregadores, reforçando a transparência e a competitividade do mercado.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<h5 aria-level="2"><b><span data-contrast="auto">APIRAC vê oportunidade para soluções energéticas integradas</span></b><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;134245418&quot;:true,&quot;134245529&quot;:true,&quot;335559738&quot;:299,&quot;335559739&quot;:299}"> </span></h5>
<p><span data-contrast="auto">Na perspectiva da APIRAC, a nova legislação &#8220;representa um passo importante na aceleração da transição energética em Portugal&#8221;, ao promover &#8220;a produção descentralizada de electricidade renovável, simplificando o licenciamento das Unidades de Produção para Autoconsumo (UPAC) e criando o regime dos Contratos de Aproveitamento Energético Renovável (CAER)&#8221;.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A associação considera que o novo enquadramento legal abre espaço para soluções energéticas mais integradas, combinando produção fotovoltaica, armazenamento, autoconsumo colectivo e bombas de calor.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">&#8220;A evolução do sector energético mostra que não basta produzir electricidade renovável; é igualmente fundamental maximizar o seu aproveitamento local. É neste contexto que as bombas de calor assumem um papel estratégico&#8221;, sublinha a APIRAC.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Segundo a associação, as bombas de calor constituem actualmente uma das tecnologias mais eficientes para converter electricidade renovável em energia térmica, permitindo produzir aquecimento, arrefecimento e água quente sanitária com um elevado rendimento energético.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">&#8220;Ao contrário dos sistemas eléctricos convencionais, uma bomba de calor consegue produzir cerca de cinco kWh de energia térmica por cada kWh de electricidade consumida, graças ao seu elevado coeficiente de desempenho (COP)&#8221;, refere a APIRAC, salientando que esta característica potencia o aproveitamento da energia produzida pelos sistemas fotovoltaicos.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A associação entende ainda que a nova lei incentiva projectistas, instaladores e consultores energéticos a desenvolver projectos mais completos, integrando sistemas fotovoltaicos, armazenamento, monitorização e gestão energética, bem como soluções de autoconsumo colectivo ao abrigo dos CAER.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A APIRAC conclui que &#8220;a Lei n.º 29/2026 não é apenas uma medida de simplificação administrativa, trata-se de um instrumento que incentiva uma nova geração de projectos energéticos mais eficientes, mais descentralizados e mais sustentáveis&#8221;. Acrescenta ainda que &#8220;a combinação entre produção fotovoltaica em autoconsumo e bombas de calor de elevado rendimento constitui actualmente uma das soluções tecnicamente mais robustas para reduzir custos energéticos e emissões de carbono&#8221;.</span></p>
<p>Fotografia de destaque: © Unsplash</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>ZETA ZERO HP da BlueBox climatiza as novas instalações da ARFIT</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/empresas/zeta-zero-hp-da-bluebox-climatiza-as-novas-instalacoes-da-arfit/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Edifícios e Energia]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 08:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[arfit]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://edificioseenergia.pt/?p=37182</guid>

					<description><![CDATA[<p>A descarbonização dos edifícios deixou de ser uma tendência para se tornar uma prioridade. Atualmente, projetar um sistema AVAC implica encontrar o equilíbrio entre eficiência energética, conforto térmico, sustentabilidade e preparação para os desafios regulamentares que irão moldar o futuro do setor. ...</p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/empresas/zeta-zero-hp-da-bluebox-climatiza-as-novas-instalacoes-da-arfit/">ZETA ZERO HP da BlueBox climatiza as novas instalações da ARFIT</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"></p>



<div style="height:45px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph">A descarbonização dos edifícios deixou de ser uma tendência para se tornar uma prioridade. Atualmente, projetar um sistema AVAC implica encontrar o equilíbrio entre eficiência energética, conforto térmico, sustentabilidade e preparação para os desafios regulamentares que irão moldar o futuro do setor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi precisamente com esta visão que a <strong><a href="https://arfit.pt/pt/" type="link" id="https://arfit.pt/pt/">ARFIT</a></strong> definiu a solução de climatização para as suas novas instalações na Maia. O objetivo não era apenas garantir o conforto do edifício administrativo, da unidade fabril e do armazém, mas implementar uma solução tecnologicamente avançada, eficiente e preparada para responder às exigências da transição energética.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A escolha recaiu no <strong><a href="https://arfit.pt/pt/product/zeta-zero-hp/" type="link" id="https://arfit.pt/pt/product/zeta-zero-hp/" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">ZETA ZERO HP da BlueBox</a></strong>, uma bomba de calor reversível ar-água que assegura a climatização de todo o complexo e representa uma nova geração de equipamentos concebidos para edifícios mais sustentáveis e energeticamente eficientes.</p>



<div style="height:23px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h6 class="wp-block-heading"><strong>O papel das bombas de calor na transição energética</strong></h6>



<p class="wp-block-paragraph">As bombas de calor assumem hoje um papel determinante na descarbonização da climatização. Ao utilizarem energia renovável para produzir aquecimento e arrefecimento, permitem reduzir significativamente o consumo de energia primária e as emissões de carbono associadas aos edifícios.</p>



<p class="wp-block-paragraph">À medida que as metas europeias de neutralidade carbónica se tornam mais exigentes, esta tecnologia afirma-se como uma das soluções mais eficazes para substituir sistemas tradicionais baseados em combustíveis fósseis, tanto em edifícios novos como em projetos de reabilitação energética.</p>



<div style="height:23px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h6 class="wp-block-heading"><strong>A escolha pelo ZETA ZERO HP</strong></h6>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os vários fatores que sustentaram esta decisão, destaca-se a utilização do <strong>refrigerante natural R290 (propano)</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com um potencial de aquecimento global (GWP) praticamente nulo, ausência de impacto na camada de ozono e excelentes propriedades termodinâmicas, o R290 constitui uma resposta concreta aos atuais desafios ambientais e à evolução da regulamentação europeia relativa aos gases fluorados. Associado a uma reduzida carga de refrigerante, permite minimizar a pegada ambiental da climatização sem comprometer o desempenho do sistema.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Paralelamente, o <strong>ZETA ZERO HP</strong> combina elevada eficiência energética com uma arquitetura otimizada para aplicações exigentes. A gama disponibiliza potências entre <strong>30 e 230 kW</strong>, incorpora compressores scroll desenvolvidos para R290 e permite produzir água quente até <strong>70 °C com temperatura exterior de -10 °C</strong>, podendo atingir <strong>75 °C</strong> na versão Hi HP.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro dos aspetos diferenciadores é a tecnologia <strong>XR (Extreme Recovery)</strong>, concebida para manter elevados níveis de eficiência mesmo em condições climatéricas mais exigentes, reduzindo a perda de capacidade quando as temperaturas exteriores descem significativamente.</p>



<div style="height:23px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h6 class="wp-block-heading"><strong>Um investimento que reflete a visão da ARFIT</strong></h6>



<p class="wp-block-paragraph">A escolha do <strong>ZETA ZERO HP</strong> integra-se numa estratégia global de sustentabilidade implementada nas novas instalações da <strong>ARFIT</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O espaço foi desenvolvido para privilegiar a eficiência energética e a gestão inteligente dos edifícios, integrando Sistemas de Automação e Controlo de Edifícios (SACE), Gestão Técnica Centralizada (GTC), produção de energia através da instalação de uma central fotovoltaica e uma estratégia de eletrificação progressiva da frota automóvel.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais do que climatizar um edifício, a <strong>ARFIT</strong> procurou criar um espaço que traduzisse, na prática, aquilo que defende diariamente junto dos seus clientes: soluções tecnologicamente evoluídas, energeticamente eficientes e preparadas para os desafios da descarbonização.</p>



<div style="height:23px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h6 class="wp-block-heading"><strong>Uma solução preparada para o futuro</strong></h6>



<p class="wp-block-paragraph">A transformação do setor AVAC passa inevitavelmente pela adoção de tecnologias capazes de reduzir consumos, minimizar o impacto ambiental e aumentar a eficiência dos edifícios. Ao escolher o <strong>ZETA ZERO HP</strong> da <strong><a href="https://www.blueboxcooling.com/" type="link" id="https://www.blueboxcooling.com/en" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">BlueBox</a></strong> para climatizar as suas novas instalações, a <strong>ARFIT</strong> demonstra que acredita nesse caminho e que o futuro da climatização passa por soluções cada vez mais sustentáveis, inteligentes e alinhadas com os objetivos da transição energética.</p>



<div style="height:23px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A tecnologia BlueBox ao serviço dos edifícios</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A aposta da Arfit em soluções de climatização com <strong>refrigerante natural R290 (propano)</strong> vai muito além do ZETA ZERO HP. Enquanto parceiro BlueBox, disponibilizamos um portefólio de equipamentos desenvolvidos para responder aos desafios da eficiência energética, da descarbonização e da utilização de refrigerantes naturais. Além do <strong>ZETA ZERO HP</strong>, a nossa oferta inclui as gamas <strong>Geyser Sky</strong>, <strong>Titan Sky</strong>, <strong>Titan Zero</strong>, <strong>Omicron Zero</strong> e <strong>Sigma Zero</strong>, soluções concebidas para diferentes aplicações e necessidades de climatização, mantendo um compromisso comum: elevada eficiência energética, reduzido impacto ambiental e preparação para os desafios futuros do setor AVAC.</p>



<div style="height:23px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Gama BLUEBOX</strong></p>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-7387b849 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="600" height="550" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/07/BlueBoxGEYSERSkyR0.png" alt="" class="wp-image-37189" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/07/BlueBoxGEYSERSkyR0.png 600w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/07/BlueBoxGEYSERSkyR0-300x275.png 300w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /><figcaption class="wp-element-caption"><strong><a href="https://arfit.pt/pt/product/geyser-sky-r0/" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow"><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-black-color">Geyser Sky</mark></a></strong></figcaption></figure>
</div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="600" height="550" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/07/BlueBoxTITANSkyR0-1.png" alt="" class="wp-image-37190" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/07/BlueBoxTITANSkyR0-1.png 600w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/07/BlueBoxTITANSkyR0-1-300x275.png 300w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /><figcaption class="wp-element-caption"><strong><a href="https://arfit.pt/wp-content/uploads/2025/10/Ficha-Tecnica-TITAN-Sky-R0.pdf" type="link" id="https://arfit.pt/wp-content/uploads/2025/10/Ficha-Tecnica-TITAN-Sky-R0.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow"><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-black-color">Titan Sky</mark></a></strong></figcaption></figure>
</div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="600" height="550" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/07/BlueBoxTITANZero.png" alt="" class="wp-image-37188" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/07/BlueBoxTITANZero.png 600w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/07/BlueBoxTITANZero-300x275.png 300w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /><figcaption class="wp-element-caption"><strong><a href="https://arfit.pt/wp-content/uploads/2025/10/Ficha-Tecnica-TITAN-Zero.pdf" type="link" id="https://arfit.pt/wp-content/uploads/2025/10/Ficha-Tecnica-TITAN-Zero.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow"><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-black-color">Titan Zero</mark></a></strong></figcaption></figure>
</div>
</div>



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<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-7387b849 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="600" height="550" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/07/BlueBoxOMICRONZero.png" alt="" class="wp-image-37191" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/07/BlueBoxOMICRONZero.png 600w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/07/BlueBoxOMICRONZero-300x275.png 300w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /><figcaption class="wp-element-caption"><strong><a href="https://arfit.pt/wp-content/uploads/2025/10/Ficha-Tecnica-OMICRON-Zero-S4.pdf" type="link" id="https://arfit.pt/wp-content/uploads/2025/10/Ficha-Tecnica-OMICRON-Zero-S4.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow"><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-black-color">Omicron Zero</mark></a></strong></figcaption></figure>
</div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="600" height="550" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/07/BlueboxSIGMAZero.png" alt="" class="wp-image-37192" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/07/BlueboxSIGMAZero.png 600w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/07/BlueboxSIGMAZero-300x275.png 300w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /><figcaption class="wp-element-caption"><strong><a href="https://arfit.pt/pt/product/sigma-zero-hi/" type="link" id="https://arfit.pt/pt/product/sigma-zero-hi/" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow"><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-black-color">Sigma Zero</mark></a></strong></figcaption></figure>
</div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="600" height="550" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/07/EPSILONZeroNew.png" alt="" class="wp-image-37194" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/07/EPSILONZeroNew.png 600w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/07/EPSILONZeroNew-300x275.png 300w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /><figcaption class="wp-element-caption"><a href="https://arfit.pt/pt/todos-os-produtos/" type="link" id="https://arfit.pt/pt/todos-os-produtos/" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow"><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-black-color"><strong>Epsilon Zero</strong><br><strong>Lançamento oficial no dia 09 de julho</strong></mark></a><br><strong>&nbsp;</strong></figcaption></figure>
</div>
</div>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<div style="height:23px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



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<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<hr class="wp-block-separator aligncenter has-text-color has-alpha-channel-opacity has-background is-style-wide" style="margin-top:2px;margin-bottom:2px;background-color:#27a5b8;color:#27a5b8"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>O texto acima é da inteira responsabilidade das empresas/entidades em causa.<br>Fonte: Press Release</em></strong></p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/empresas/zeta-zero-hp-da-bluebox-climatiza-as-novas-instalacoes-da-arfit/">ZETA ZERO HP da BlueBox climatiza as novas instalações da ARFIT</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>ARFIT investe sete milhões de euros em novas instalações e prepara nova fase de crescimento</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/empresas/arfit-investe-sete-milhoes-de-euros-em-novas-instalacoes-e-prepara-nova-fase-de-crescimento/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Edifícios e Energia]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Jun 2026 08:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[arfit]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://edificioseenergia.pt/?p=37039</guid>

					<description><![CDATA[<p>A ARFIT inaugurou um novo complexo industrial na Maia, projeto integrado num plano de investimentos de cerca de sete milhões de euros, marcando uma das etapas mais significativas do seu percurso recente. ...</p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/empresas/arfit-investe-sete-milhoes-de-euros-em-novas-instalacoes-e-prepara-nova-fase-de-crescimento/">ARFIT investe sete milhões de euros em novas instalações e prepara nova fase de crescimento</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Infraestrutura na Maia reforça capacidade produtiva, acelera digitalização e posiciona a empresa para os desafios do setor AVAC em Portugal e nos mercados internacionais</strong></p>



<div style="height:45px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph">A <strong><a href="https://arfit.pt/pt/" type="link" id="https://arfit.pt/pt/" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">ARFIT</a></strong> inaugurou <strong>um novo complexo industrial na Maia</strong>, projeto integrado num <strong>plano de investimentos de cerca de sete milhões de euros</strong>, marcando uma das etapas mais significativas do seu percurso recente. Mais do que uma expansão física, o projeto traduz uma <strong>decisão estratégica orientada para o reforço da capacidade produtiva, a melhoria da eficiência operacional e a preparação da empresa para uma nova fase de crescimento sustentado.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O novo complexo é composto por <strong>três edifícios distintos</strong> — <strong>fábrica, armazém e edifício administrativo</strong> — projetados para otimizar processos e garantir uma organização mais eficiente. Esta separação funcional permite uma <strong>gestão mais fluida dos fluxos produtivos e logísticos</strong>, aumentando a capacidade de resposta e assegurando maior agilidade operacional.</p>



<div style="height:23px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-7387b849 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://arfit.pt/pt/" target="_blank" rel=" noreferrer noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/06/fabricaArfit-1024x576.png" alt="" class="wp-image-37043" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/06/fabricaArfit-1024x576.png 1024w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/06/fabricaArfit-300x169.png 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/06/fabricaArfit-768x432.png 768w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/06/fabricaArfit.png 1200w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>
</div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://arfit.pt/pt/" target="_blank" rel=" noreferrer noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/06/armazemArfit-1024x576.png" alt="" class="wp-image-37044" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/06/armazemArfit-1024x576.png 1024w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/06/armazemArfit-300x169.png 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/06/armazemArfit-768x432.png 768w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/06/armazemArfit.png 1200w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>
</div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://arfit.pt/pt/" target="_blank" rel=" noreferrer noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/06/Administrativo3-1024x576.png" alt="" class="wp-image-37045" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/06/Administrativo3-1024x576.png 1024w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/06/Administrativo3-300x169.png 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/06/Administrativo3-768x432.png 768w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/06/Administrativo3.png 1200w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>
</div>
</div>



<div style="height:23px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h6 class="wp-block-heading"><strong>Um investimento alinhado com o crescimento da empresa</strong></h6>



<p class="wp-block-paragraph">A evolução da <strong>ARFIT</strong> ao longo dos últimos anos tem sido marcada por um <strong>crescimento consistente</strong>, tanto a nível financeiro como organizacional. O reforço de equipas, o investimento em tecnologia e o desenvolvimento de novos produtos têm sustentado esta trajetória, à qual se junta agora <strong>um investimento estruturante em infraestruturas</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A necessidade de expansão surge diretamente da <strong>dinâmica do mercado AVAC</strong>, que tem registado uma evolução significativa em Portugal e a nível global. Esta realidade exigiu uma infraestrutura mais robusta, capaz de acompanhar o aumento da atividade e as exigências crescentes em termos de <strong>eficiência</strong>, <strong>qualidade</strong> e <strong>capacidade de entrega</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para <strong>Pedro Silva</strong> e <strong>Paulo Feyo </strong>(<strong>Administradores da Arfit</strong>), “<em>mais do que uma expansão física,</em> <em>estas novas instalações refletem a necessidade de preparar a empresa para os desafios</em> <em>futuros</em> ”</p>



<div style="height:23px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="768" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/06/Administradores-1-1024x768.png" alt="" class="wp-image-37046" style="width:603px;height:auto" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/06/Administradores-1-1024x768.png 1024w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/06/Administradores-1-300x225.png 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/06/Administradores-1-768x576.png 768w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/06/Administradores-1.png 1448w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<div style="height:23px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph">O projeto representa assim um marco estratégico, consolidando o percurso realizado até aqui e criando condições para sustentar o crescimento nos próximos anos.</p>



<div style="height:23px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h6 class="wp-block-heading"><strong>Eficiência operacional e organização integrada</strong></h6>



<p class="wp-block-paragraph">A nova organização industrial permite uma <strong>maior especialização e eficiência dos processos internos</strong>. A separação entre produção, logística e administração contribui para uma melhoria significativa dos fluxos operacionais, reduzindo tempos de resposta e aumentando a capacidade de planeamento e execução. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Para uma empresa industrial como a <strong>ARFIT</strong>, esta reorganização estrutural é determinante para manter elevados padrões de qualidade e competitividade. O impacto estende-se também ao serviço prestado aos clientes, que beneficiam de maior rapidez, maior capacidade de resposta e uma estrutura logística reforçada.</p>



<div style="height:23px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/06/Administrativo1-1024x576.png" alt="" class="wp-image-37047" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/06/Administrativo1-1024x576.png 1024w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/06/Administrativo1-300x169.png 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/06/Administrativo1-768x432.png 768w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/06/Administrativo1.png 1200w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<div style="height:23px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h6 class="wp-block-heading"><strong>Digitalização e inovação ao serviço do AVAC</strong></h6>



<p class="wp-block-paragraph">O setor AVAC encontra-se atualmente num processo de transformação profunda, impulsionado pela <strong>eficiência energética</strong>, pela <strong>digitalização</strong> e pela <strong>sustentabilidade</strong>. A <strong>ARFIT</strong> tem acompanhado esta evolução através do desenvolvimento <strong>de soluções tecnológicas que promovem a gestão inteligente dos edifícios e dos equipamentos</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre estas soluções destaca-se a <strong><a href="https://arfit.pt/pt/solucoes-inteligentes/be-on-be-smart/" type="link" id="https://arfit.pt/pt/solucoes-inteligentes/be-on-be-smart/" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">Be.On Be.Smart</a></strong>, desenvolvida para transformar equipamentos AVAC em sistemas inteligentes. Assente em <strong>quatro pilares</strong> — <strong>integração nativa, monitorização em tempo real, análise inteligente e gestão centralizada</strong> — esta solução permite <strong>melhorar a eficiência operacional, apoiar a manutenção preventiva e otimizar o desempenho energético</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As novas instalações refletem igualmente esta visão tecnológica, integrando <strong>sistemas de automação</strong>, <strong>controlo de edifícios (<a href="https://arfit.pt/pt/solucoes-inteligentes/sace/" type="link" id="https://arfit.pt/pt/solucoes-inteligentes/sace/" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">SACE</a>)</strong> e <strong>Gestão Técnica Centralizada (GTC)</strong>. Estes sistemas permitem monitorizar e controlar climatização, iluminação, energia e outros sistemas técnicos de forma integrada e automatizada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde sensores de luminosidade com ajuste automático até à gestão inteligente da rega exterior e à integração dos ventiloconvectores na GTC, todo o edifício foi concebido para funcionar de forma eficiente e adaptativo, reduzindo consumos e garantindo conforto térmico e qualidade do ar interior.</p>



<div style="height:23px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/06/Administrativo2-1024x576.png" alt="" class="wp-image-37048" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/06/Administrativo2-1024x576.png 1024w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/06/Administrativo2-300x169.png 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/06/Administrativo2-768x432.png 768w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/06/Administrativo2.png 1200w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<div style="height:23px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h6 class="wp-block-heading"><strong>Sustentabilidade como eixo estratégico</strong></h6>



<p class="wp-block-paragraph">A componente ambiental assume um papel central neste investimento. A climatização de todo o complexo é assegurada por um <strong>chiller com <a href="https://arfit.pt/pt/product/zeta-zero-hp/" type="link" id="https://arfit.pt/pt/product/zeta-zero-hp/" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">bomba de calor ZETA ZERO HP</a></strong>, da <strong>BlueBox</strong>, que utiliza o <strong>refrigerante natural R290 (propano)</strong>, contribuindo para uma redução significativa do impacto ambiental e alinhando-se com os objetivos de descarbonização do setor AVAC.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A estratégia de sustentabilidade da empresa inclui ainda a i<strong>nstalação de uma central fotovoltaica</strong> e a <strong>eletrificação progressiva da frota automóvel</strong>, atualmente com cerca de <strong>50% de veículos elétricos</strong> e com o objetivo de atingir <strong>100% até 2027.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">“<em>A eficiência energética e a sustentabilidade são hoje fatores determinantes na evolução do</em> <em>setor AVAC</em>”, segundo <strong>Pedro Silva</strong> e <strong>Paulo Feyo</strong>.</p>



<div style="height:23px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/06/Administrativo5-1024x576.png" alt="" class="wp-image-37050" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/06/Administrativo5-1024x576.png 1024w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/06/Administrativo5-300x169.png 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/06/Administrativo5-768x432.png 768w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/06/Administrativo5.png 1200w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<div style="height:23px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h6 class="wp-block-heading"><strong>Pessoas, talento e cultura organizacional</strong></h6>



<p class="wp-block-paragraph">Para além da vertente tecnológica e produtiva, o projeto foi igualmente desenhado para <strong>melhorar as condições de trabalho dos colaboradores</strong>. Os novos espaços privilegiam o <strong>conforto</strong>, a <strong>funcionalidade e a colaboração entre equipas</strong>, criando um ambiente mais moderno e orientado para o bem-estar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A <strong>ARFIT</strong> reforça ainda a aposta na <strong>valorização dos seus recursos humanos</strong> através de <strong>formação contínua</strong>, <strong>benefícios internos</strong> e <strong>oportunidades de progressão profissional.</strong> O objetivo passa por atrair, desenvolver e reter talento, assegurando que o crescimento da empresa é acompanhado pelo crescimento das suas equipas.</p>



<div style="height:23px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/06/Administrativo4-1024x576.png" alt="" class="wp-image-37049" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/06/Administrativo4-1024x576.png 1024w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/06/Administrativo4-300x169.png 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/06/Administrativo4-768x432.png 768w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/06/Administrativo4.png 1200w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<div style="height:23px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Crescimento sustentado e visão de futuro</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Com cerca de <strong>120 colaboradores</strong> e uma <strong>faturação anual na ordem dos 14 milhões de euros</strong>, a <strong>ARFIT</strong> mantém uma trajetória de crescimento médio anual na ordem dos 15%. A nova infraestrutura constitui uma base fundamental para sustentar esta evolução e reforçar a competitividade da empresa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A <strong>internacionalização</strong> assume um papel cada vez mais relevante na estratégia futura, com a empresa a apostar no <strong>reforço da exportação e na entrada em novos mercados</strong>, sem perder o foco na consolidação da sua posição em Portugal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais do que crescer em dimensão, a <strong>ARFIT</strong> pretende afirmar-se pela inovação, pela qualidade das suas soluções e pela capacidade de criar valor para clientes, colaboradores e parceiros, consolidando uma nova fase de desenvolvimento e maturidade empresarial.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<hr class="wp-block-separator aligncenter has-text-color has-alpha-channel-opacity has-background is-style-wide" style="margin-top:2px;margin-bottom:2px;background-color:#27a5b8;color:#27a5b8"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>O texto acima é da inteira responsabilidade das empresas/entidades em causa.<br>Fonte: Press Release</em></strong></p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/empresas/arfit-investe-sete-milhoes-de-euros-em-novas-instalacoes-e-prepara-nova-fase-de-crescimento/">ARFIT investe sete milhões de euros em novas instalações e prepara nova fase de crescimento</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Transposição da EPBD: A posição das associações europeias</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/transposicao-da-epbd-a-posicao-das-associacoes-europeias/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rita Galego]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Apr 2026 07:57:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[desempenho energético]]></category>
		<category><![CDATA[edifícios]]></category>
		<category><![CDATA[EHPA]]></category>
		<category><![CDATA[epbd]]></category>
		<category><![CDATA[Solar Heat Europe]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>À medida que a nova Directiva sobre o Desempenho Energético dos Edifícios (EPBD) se aproxima da fase da transposição nacional, as associações europeias do sector da construção, da energia e das tecnologias de climatização assumem um papel cada vez mais activo. Para estas organizações, que representam milhares de empresas, profissionais e cadeias de valor, a EPBD revista pode marcar um ponto de viragem decisivo na descarbonização do parque edificado europeu.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/transposicao-da-epbd-a-posicao-das-associacoes-europeias/">Transposição da EPBD: A posição das associações europeias</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong><em>Este artigo foi originalmente publicado na <a href="https://leitor.medialine.pt/reader.html?p=edificiosenergia&amp;v=principal&amp;e=163" target="_blank" rel="noopener">edição nº 163 da Edifícios e Energia</a> (Janeiro/Fevereiro 2026).</em></strong></p>
<p>À medida que a nova Directiva sobre o Desempenho Energético dos Edifícios (EPBD) se aproxima da fase da transposição nacional, as associações europeias do sector da construção, da energia e das tecnologias de climatização assumem um papel cada vez mais activo. Para estas organizações, que representam milhares de empresas, profissionais e cadeias de valor, a EPBD revista pode marcar um ponto de viragem decisivo na descarbonização do parque edificado europeu.</p>
<p>A revisão da Directiva sobre o Desempenho Energético dos Edifícios (EPBD), prestes a ser transposta para o nosso país, chega num momento decisivo para o futuro climático da Europa. Apesar de algumas das suas disposições terem perdido ambição ao longo das negociações, a EPBD permanece a peça central da estratégia legislativa da União Europeia (UE) para transformar o sector da construção, uma área responsável por cerca de 36% das emissões de gases com efeito de estufa e por 40% do consumo energético europeu.</p>
<p>Os dados mais recentes do EU Buildings Climate Tracker, do Buildings Performance Institute Europe (BPIE), confirmam a urgência: o parque imobiliário europeu está longe da trajectória necessária para alcançar a neutralidade climática até 2050. A revisão da EPBD aprovada em Março de 2024 procura inverter este atraso, ao introduzir novas normas para os edifícios novos e existentes, reforçar o planeamento estratégico dos Estados-Membros e criar melhores condições de informação, consultoria e financiamento para cidadãos e empresas. A transição, contudo, só ganhará o ritmo desejado se a legislação for aplicada de forma eficaz a nível nacional, transformando objectivos em acções reais e políticas em renovação energética concreta.</p>
<p>Com a definição dos edifícios com emissões zero como novo padrão para as construções novas a partir de 2030, a introdução de Requisitos Mínimos de Desempenho Energético para acelerar a renovação de edifícios existentes e o reforço dos Planos Nacionais de Renovação de Edifícios, a EPBD revista apresenta-se como um conjunto de oportunidades capaz de reorientar a UE rumo às metas de 2030 e 2050. Ao mesmo tempo, a directiva traz uma estrutura de apoio mais robusta para ajudar cidadãos e municípios a navegar a transição energética, desde o acesso a informação acessível, como a mecanismos de financiamento reforçados. Num continente onde a maioria dos edifícios é antiga, ineficiente e difícil de aquecer, a implementação desta directiva tem a ambição de definir o ritmo da descarbonização nas próximas décadas.</p>
<p>Mas o que têm as associações europeias a dizer sobre as principais questões da EPBD? Quais as preocupações e receios?</p>
<p>Entre as organizações que saudaram a aprovação da nova EPBD contam-se a Associação Europeia de Bombas de Calor (EHPA), a Associação Europeia para a Indústria AVAC (Eurovent) e a Solar Heat Europe, que representa a indústria de aquecimento e arrefecimento solar térmico, entre muitas outras associações. Numa declaração conjunta, publicada em Março de 2024, estas entidades agradeceram ao Parlamento Europeu a adopção da nova directiva e sublinharam o seu apoio ao texto final, que consideraram essencial para alinhar o parque imobiliário europeu com as metas climáticas e energéticas para 2050. Para estas associações, o sector da construção precisa de um quadro legislativo “ambicioso, mas prático e inequívoco”, capaz de responder às necessidades dos proprietários e ocupantes, sem comprometer a competitividade de pequenas e médias empresas e dos profissionais que operam no terreno.</p>
<h5><strong>A EPBD E AS REDES DE AQUECIMENTO URBANO</strong></h5>
<p>A Euroheat &amp; Power, uma associação que representa e promove o sector de energia térmica urbana, encara a revisão da Directiva sobre o Desempenho Energético dos Edifícios como um instrumento decisivo para acelerar a descarbonização do parque edificado europeu. A directiva estabelece que todos os edifícios novos deverão ser de emissões zero a partir de 2030 e que os edifícios existentes terão de cumprir normas mínimas nacionais de desempenho energético, evoluindo progressivamente para edifícios de emissão zero até 2050. “Estes objectivos estão em consonância com a transformação dos sistemas de aquecimento e arrefecimento urbanos e apoiam-na&#8221;, salientou a entidade num comunicado em Abril do ano passado.</p>
<p>Esta associação explica ainda que os edifícios são responsáveis por cerca de 42% do consumo energético total na União Europeia, sendo que aproximadamente 80% dessa procura está associada ao aquecimento e arrefecimento. Neste contexto, a Euroheat &amp; Power defende que apenas uma abordagem integrada, que combine “renovações ambiciosas de edifícios com a implementação de soluções de aquecimento limpas”, permitirá reduzir emissões, melhorar o conforto das habitações e colocar a UE numa trajectória credível rumo à neutralidade carbónica.</p>
<p>A nova EPBD é vista pela Euroheat &amp; Power como uma “legislação marcante que reconhece o papel do aquecimento e arrefecimento urbano eficiente (EDHC) na descarbonização de edifícios com emissões zero”. E acrescenta que a directiva ajudará proprietários e inquilinos a compreender melhor as oportunidades oferecidas pelas redes DHC eficientes nos seus bairros, “para maximizar o impacto das renovações das suas casas no clima e na segurança energética”.</p>
<p>András Takács, consultor político da Euroheat &amp; Power, reforça que “esta directiva abre caminho para que os futuros edifícios e habitações sejam descarbonizados até 2050. Esta transição será um desafio para as famílias, no entanto, a EPBD garantirá que estarão disponíveis sistemas eficientes de aquecimento e arrefecimento urbanos para contribuir para uma transição suave”.</p>
<p>Na mesma linha, Pauline Lucas, directora da Euroheat &amp; Power, destacou a urgência de actuar sobre o consumo de energia térmica dos edifícios: “80% do consumo energético de um edifício destina-se ao aquecimento e ao arrefecimento. Isto realça a necessidade urgente de adoptar amplamente soluções de aquecimento limpo acessíveis e económicas, como o aquecimento e arrefecimento urbanos (DHC). A nova EPBD abre caminho para redes DHC eficientes que abastecem edifícios com emissões zero. Isto simplificará a transição para proprietários e inquilinos, permitindo-lhes alcançar eficiência energética e adoptar fontes de aquecimento limpas”.</p>
<h5><strong>BOMBAS DE CALOR NO CENTRO DA NOVA EPBD</strong></h5>
<p>A Associação Europeia de Bombas de Calor (EHPA) considera que a revisão da EPBD, em vigor em todos os Estados-Membros desde Maio do ano passado, constitui um passo decisivo para acelerar a taxa de renovação do parque edificado europeu. Uma das medidas introduzidas pela directiva – e que mais importância tem para esta associação – é a eliminação progressiva das caldeiras a combustíveis fósseis até 2040.</p>
<p>A EHPA destaca ainda a pertinência da introdução de normas mínimas de desempenho energético, que visam em primeiro lugar os edifícios menos eficientes, &#8220;para garantir que estão preparados para as bombas de calor”. Esta abordagem permite alinhar as políticas de eficiência energética com a electrificação dos sistemas de aquecimento, o que cria as condições técnicas necessárias para uma adopção rápida e eficaz de soluções de aquecimento limpas e altamente eficientes.</p>
<p>A associação sublinha que a priorização dos edifícios mal isolados trará benefícios sociais claros, proporcionando “casas mais saudáveis e confortáveis para famílias vulneráveis”. Paralelamente, a criação de balcões únicos permitirá aos consumidores aceder a soluções com aconselhamento personalizado e “instalações de qualidade”. Neste contexto, a Associação Europeia de Bombas de Calor congratula-se e diz apoiar a EPBD, considerando-a “um passo importante para a descarbonização dos edifícios”.</p>
<p>No que respeita à fase de implementação, a EHPA salienta que a Estratégia Europeia para o Aquecimento e Arrefecimento oferece uma “oportunidade para compilar uma visão unificada e estratégica para o sector”. Em vez de se criarem iniciativas políticas, a associação defende que a prioridade deve ser a implementação completa, coerente e atempada das medidas já adoptadas no âmbito da EPBD, da Directiva da Eficiência Energética (EED) e da Directiva das Energias Renováveis (RED).</p>
<p>Por fim, a EHPA atribui particular importância ao papel dos balcões únicos, cuja criação é exigida pela directiva: “Estes serviços, quando dotados de recursos adequados e integrados localmente, desempenham um papel crucial na implementação de estratégias de descarbonização no terreno, ligando os cidadãos às tecnologias, aos incentivos e a orientações personalizadas”.</p>
<h5><strong>ARTIGO 10.º DA EPBD: A VISÃO DA SOLAR HEAT EUROPE</strong></h5>
<p>A Solar Heat Europe, a entidade que congrega empresas e associações do sector solar térmico na Europa, considera que os Estados-Membros devem assegurar que todos os novos edifícios sejam concebidos de modo a optimizar o seu potencial de geração de energia solar, “com base na irradiação solar do local, permitindo a instalação subsequente e economicamente viável de tecnologias solares”. Neste contexto, o artigo 10.º da directiva é encarado como uma “oportunidade fundamental”, tanto para o sector da energia solar, como para a transição energética do parque edificado europeu.</p>
<p>A associação sublinha que esta oportunidade é particularmente relevante à luz do perfil de consumo energético dos edifícios: o aquecimento dos espaços representa cerca de 65% das necessidades energéticas das famílias e o aquecimento de água corresponde a cerca de 15%. Perante estes valores, o calor proveniente de fonte solar é, para a Solar Heat Europe, “uma escolha óbvia para realizar a transição energética em muitos edifícios, satisfazendo as suas necessidades energéticas”.</p>
<p>Por essa razão, a associação defende que o artigo 10.º da EPBD deve ser implementado de forma justa, colocando as tecnologias solares em pé de igualdade &#8211; energia solar térmica, híbrida (PVT) e fotovoltaica.<br />
Em conjunto com os seus especialistas, a Solar Heat Europe desenvolveu um guia dedicado à implementação do artigo 10.º. O documento defende uma transposição que reconheça as características específicas das diferentes tecnologias solares, assegurando que as mesmas sejam tratadas de forma equitativa, em função da energia que fornecem aos edifícios e das necessidades que ajudam a satisfazer.<br />
A associação chama ainda a atenção para diferenças técnicas relevantes: a energia solar térmica necessita de cerca de três vezes menos área para produzir a mesma quantidade de energia solar do que a energia fotovoltaica. Por este motivo, a Solar Heat Europe considera ser essencial que as transposições nacionais tenham em conta esta diferença, evitando critérios baseados exclusivamente na ocupação de área ou em métricas que não reflitam a produtividade energética real das tecnologias.</p>
<p>A Solar Heat Europe destaca também a importância de considerar as necessidades energéticas específicas dos diferentes tipos de edifícios: “O aquecimento representa metade das nossas necessidades energéticas e 80% das necessidades energéticas das famílias. Alguns tipos de edifícios têm necessidades de electricidade muito baixas, mas necessidades de aquecimento muito elevadas (por exemplo, hospitais, lares de idosos, edifícios residenciais, centros desportivos, etc.)”.</p>
<p>Por último, a associação realça que o sector da energia solar térmica “está empenhado na reindustrialização do continente europeu”, uma vez que cerca de 90% da procura europeia é satisfeita por produtos fabricados na Europa. Consolidar esta forte base industrial passa por uma implementação ambiciosa e bem concebida do artigo 10.º da EPBD, capaz de reforçar simultaneamente a transição energética, a competitividade industrial e a autonomia estratégica da União Europeia.</p>
<p><em><strong>World Green Building Council lança orientações</strong></em></p>
<p><em>Em 2024, o World Green Building Council (WorldGBC) lançou fichas informativas para fornecer orientações e acções sobre duas medidas-chave introduzidas na Directiva sobre o Desempenho Energético dos Edifícios (EPBD): normas mínimas de desempenho energético e potencial de aquecimento global do ciclo de vida.</em></p>
<p><em>As normas mínimas de desempenho energético são medidas que visam impulsionar a renovação dos edifícios existentes na Europa, para os quais a EPBD introduziu diferentes abordagens para edifícios não residenciais e residenciais, conforme estabelecido nas fichas informativas. O potencial de aquecimento global do ciclo de vida, por vezes referido como carbono ao longo da vida útil, é um indicador que quantifica as contribuições para o potencial de aquecimento global de um edifício causadas pelas emissões de carbono ao longo de todo o seu ciclo de vida, incluindo as emissões operacionais e incorporadas.</em></p>
<p><em>As fichas informativas apresentam uma visão geral das medidas e definem como estas podem ser implementadas num calendário de acções. Incluem também uma lista de verificação simples que mostra as condições que devem ser cumpridas a nível nacional para estar pronto a cumprir as medidas da EPBD, juntamente com recomendações para os governos nacionais sobre regulamentos, informações e incentivos necessários para a implementação.</em></p>
<p>Fotografia de destaque: © Shutterstock</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Energia Solar Integrada</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/energia-solar-integrada/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carlos Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Feb 2026 08:00:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião/Análise]]></category>
		<category><![CDATA[BIPV]]></category>
		<category><![CDATA[edifícios]]></category>
		<category><![CDATA[eficiência energética]]></category>
		<category><![CDATA[energia]]></category>
		<category><![CDATA[fotovoltaico]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os sistemas de energia integrada chamados BIPV – Building Integrated Photovoltaics - estão a desenvolver-se rapidamente porque vão muito além da colocação de painéis sobrepostos em coberturas ou fachadas, que, por si só, desvirtuam a estética urbana e paisagem local. Com estes sistemas de energia solar integrada, os módulos solares são parte integrante da estrutura do edifício, sobrepondo-se a materiais convencionais como vidro, telha ou revestimentos. O resultado é duplo: produção de eletricidade limpa e integração arquitetónica harmoniosa.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><em><strong><span class="s1">Artigo publicado originalmente na edição 162 (<a href="https://leitor.medialine.pt/reader.html?p=edificiosenergia&amp;v=principal&amp;e=162" target="_blank" rel="noopener"><span class="s2">Novembro/Dezembro de 2025)</span></a> da Edifícios e Energia.</span></strong></em></p>
<p>A União Europeia definiu um roteiro claro: edifícios mais eficientes, inteligentes e sustentáveis. O Pacto Ecológico Europeu, a Estratégia Renovation Wave e a Diretiva de Desempenho Energético dos Edifícios (EPBD) traçam metas exigentes para um setor responsável por cerca de 40% do consumo energético e 36% das emissões de CO2 no continente.</p>
<p>Em Portugal, a ambição é clara. Segundo a versão final da revisão do Plano Nacional de Energia e Clima 2030 (PNEC 2030), o país quer atingir 5,7 GW (gigawatt) de capacidade instalada em sistemas descentralizados até ao final da década. Este número inclui as Unidades de Produção para Autoconsumo (UPAC) e as Unidades de Pequena Produção (UPP), somando-se à micro e mini produção.</p>
<p>As instalações de sistemas fotovoltaicos continuam a disparar, impulsionadas pela descida dos custos, pela pressão climática e pelas metas ambiciosas da União Europeia para a construção sustentável. Cada vez mais famílias em Portugal instalam painéis fotovoltaicos nas suas habitações. A ideia é simples e muito apelativa: aproveitar a energia gratuita do sol para reduzir a fatura elétrica. O caminho parece traçado: cidades inteligentes, edifícios autossuficientes e energia produzida onde é consumida. A revolução já começou, e está a acontecer nas nossas paredes, telhados e janelas.</p>
<p>Os sistemas de energia integrada chamados BIPV – Building Integrated Photovoltaics &#8211; estão a desenvolver-se rapidamente porque vão muito além da colocação de painéis sobrepostos em coberturas ou fachadas, que, por si só, desvirtuam a estética urbana e paisagem local. Com estes sistemas de energia solar integrada, os módulos solares são parte integrante da estrutura do edifício, sobrepondo-se a materiais convencionais como vidro, telha ou revestimentos. O resultado é duplo: produção de eletricidade limpa e integração arquitetónica harmoniosa.</p>
<p>Esta convergência entre tecnologia e design responde a uma tendência mais ampla — a democratização da energia. Cada vez mais consumidores tornam-se produtores e consumidores, gerando e consumindo a sua própria eletricidade. A descentralização do sistema elétrico está a ganhar forma, edifício a edifício, telhado a telhado.</p>
<p>Neste contexto, o BIPV surge como solução-chave e de enorme potencial. Além de gerar energia no ponto de consumo, reduz perdas de transporte, melhora a eficiência térmica e contribui para a autonomia energética dos edifícios. A integração estética, antes vista como um desafio, é hoje uma oportunidade: fachadas solares coloridas, vidros fotovoltaicos semitransparentes e curvos, e telhas solares já fazem parte do novo léxico da arquitetura europeia, permitindo adaptar o sistema ao projeto arquitetónico, sem comprometer o desempenho energético.</p>
<p>Mas há obstáculos a ultrapassar: o custo inicial ainda superior face aos sistemas tradicionais continua a travar alguns projetos. Faltam também normas técnicas claras, incentivos específicos e formação especializada para arquitetos e instaladores. A ausência de políticas consistentes de certificação e financiamento ainda limita a adoção em larga escala.</p>
<p>Apesar disso, o setor está a amadurecer rapidamente. A indústria já oferece soluções modulares e personalizáveis e os arquitetos começam a encarar o BIPV não como um acessório, mas como um elemento construtivo natural. À medida que os custos caem e as exigências ambientais aumentam, a integração solar nos edifícios tende a tornar-se uma norma — não uma exceção.</p>
<p>A energia solar integrada é hoje uma realidade em expansão, sustentada por avanços tecnológicos e políticas públicas de descarbonização. No entanto, persistem questões por resolver: como acelerar a certificação de produtos? Como garantir a compatibilidade com códigos de construção nacionais? E, sobretudo, como envolver o setor financeiro na escalada desta transição?</p>
<p>Outra vertente, a implementação fotovoltaica para aproveitar a energia gratuita do sol para carregar o carro elétrico sem depender da rede é bastante apelativa. Afinal, se temos sol durante o dia e um veículo elétrico na garagem, não faria sentido aproveitar ao máximo essa energia limpa e gratuita e reduzir a dependência energética?</p>
<p>Na teoria, sim.</p>
<p>Na prática, as contas têm de ser feitas porque nem sempre são simples e vantajosas para o consumidor. E a razão está na forma como funcionam os tarifários de eletricidade em Portugal, nas características técnicas dos veículos elétricos e na própria produção dos painéis fotovoltaicos.</p>
<p>Vejamos algumas contas:</p>
<p><strong>a) O papel dos tarifários</strong></p>
<p>Grande parte dos consumidores que instalam painéis solares mantém ou adere a um tarifário bi-horário. Nestes tarifários, a eletricidade consumida durante a noite (período chamado de “vazio”) é cerca de três vezes mais barata do que a eletricidade consumida durante o dia (período “fora de vazio”).</p>
<p>Um exemplo típico:</p>
<p>• Vazio (noite): 0,07 €/kWh (quilowatt-hora)</p>
<p>• Fora de vazio (dia): 0,21 €/kWh (valores indicativos, sem IVA)</p>
<p>Esta diferença faz com que, muitas vezes, carregar o carro à noite seja muito mais económico do que tentar aproveitar para carregar durante o dia com recurso ao sol.</p>
<p><strong>b) O exemplo de uma instalação típica</strong></p>
<p>Imaginemos uma habitação com 6 painéis solares de 450 W (watt) cada.</p>
<p>Na prática, esta instalação pode produzir:</p>
<p>• Cerca de 2,3 kW de pico em dias de verão, entre as 13h e as 15h.</p>
<p>• Valores mais modestos de produção, como 1 kW antes das 11h e após as 17h.</p>
<p>Vejamos alguns cenários reais de carregamento de um veículo elétrico:</p>
<p><strong>b1) Carregar à noite</strong></p>
<p>Um carregamento de 5 kWh durante a noite (vazio) custa:</p>
<p>• 5 kWh × 0,07 €/kWh = 0,35 €</p>
<p>Ou seja, carregar o equivalente a cerca de 25 km de autonomia pode custar menos de 40 cêntimos.</p>
<p><strong>b2) Carregar durante o dia, com excedente solar</strong></p>
<p>Se existir excedente solar de 1,4 kW durante 3h30, o carregamento é praticamente gratuito, já que não há consumo da rede.<br />
Mas raramente isso acontece. O consumo normal da casa (frigorífico, computador, box de TV, alarme, etc.) ronda 200 a 500 W. Logo, o excedente disponível para o carro pode ser inferior a 1,4 kW.</p>
<p><strong>Caso 1:</strong> excedente de 1 kW</p>
<p>• O carro precisa de 1,4 kW.</p>
<p>• 1 kW vem do sol, 0,4 kW vêm da rede.</p>
<p>• Em 3h30, o carro consome 5 kWh, mas 1,4 kWh vêm da rede.</p>
<p>• Custo: 1,4 kWh × 0,21 €/kWh = 0,30 €</p>
<p>Comparando:</p>
<p>• Noite → 0,35 €</p>
<p>• Dia (com excedente de 1 kW) → 0,30 €</p>
<p>Ou seja, a poupança é mínima: apenas 0,05 €.</p>
<p><strong>Caso 2:</strong> excedente de apenas 500 W</p>
<p>• O carro precisa de 1,4 kW.</p>
<p>• 0,5 kW vêm do sol, 0,9 kW vêm da rede.</p>
<p>• Em 3h30, 3,15 kWh vêm da rede.</p>
<p>• Custo: 3,15 × 0,21 € = 0,66 €</p>
<p>Comparando:</p>
<p>• Noite → 0,35 €</p>
<p>• Dia (com 500 W de excedente) → 0,66 €</p>
<p>Neste caso, carregar durante o dia é quase o dobro do preço de carregar durante a noite!</p>
<p><strong>c) O impacto da venda de excedentes</strong></p>
<p>Existe ainda um fator adicional a considerar: muitos contratos permitem vender o excedente solar à rede, recebendo em média cerca de 0,05 €/kWh.</p>
<p>Ou seja:</p>
<p>• Se, em vez de carregar o carro durante o dia, o consumidor optasse por vender 5 kWh de excedente à rede, receberia cerca de 0,25 €.</p>
<p>• Se depois carregasse o carro à noite, gastaria 0,35 €.</p>
<p>• No saldo final, o carregamento ficaria por 0,10 € (0,35 € – 0,25 €).</p>
<p>Aqui, paradoxalmente, usar o sol diretamente para carregar o carro pode ser menos vantajoso do que vendê-lo à rede e carregar durante a noite!</p>
<h4><strong>O QUE APRENDEMOS COM ESTAS CONTAS?</strong></h4>
<p>Estes exemplos mostram que a relação entre energia solar e veículos elétricos é mais complexa do que pode parecer à primeira vista.</p>
<p>Três pontos principais ficam claros:</p>
<p>1. O tarifário conta muito. Com preços noturnos três vezes mais baixos, o carregamento em vazio pode ser mais económico que usar o sol.</p>
<p>2. O mínimo de carregamento limita a flexibilidade. Se o carro pudesse carregar com 300 W ou 500 W, aproveitaria melhor o excedente solar. Mas, como precisa de 1,4 kW, acaba por puxar energia da rede.</p>
<p>3. A venda de excedentes pode inverter a lógica.</p>
<p><strong>d) Caminhos possíveis para o futuro</strong></p>
<p>Há várias formas de melhorar esta situação:</p>
<p>• Dimensionar bem o sistema fotovoltaico: mais painéis significam mais excedente disponível para atingir o limiar de 1,4 kW</p>
<p>• Carregadores inteligentes: alguns equipamentos já permitem ajustar o carregamento em função da produção solar, embora a limitação do mínimo de potência continue a existir;</p>
<p>• Baterias domésticas: são ainda caras, mas permitem armazenar o excedente do dia e usá-lo à noite, quando o preço da rede é mais baixo;</p>
<p>• Tarifários mais flexíveis: no futuro, poderemos ter preços diferenciados consoante a disponibilidade da rede, permitindo uma maior valorização da energia solar.</p>
<div class="post-wrap">
<div class="post-content entry-content">
<p style="text-align: center;"><em><strong>As conclusões expressas são da responsabilidade dos autores.</strong></em></p>
</div>
</div>
<p><span class="TextRun SCXW88395394 BCX0" lang="PT-PT" xml:lang="PT-PT" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW88395394 BCX0">Fotografia de destaque: © </span></span><span class="TextRun SCXW88395394 BCX0" lang="PT-PT" xml:lang="PT-PT" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SpellingErrorV2Themed SCXW88395394 BCX0">Freepik</span></span></p>
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			</item>
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		<title>Contextualização da Diretiva sobre o Desempenho Energético dos Edifícios (EPBD)</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/contextualizacao-da-diretiva-sobre-o-desempenho-energetico-dos-edificios-epbd/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Serafín Graña]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Feb 2026 08:00:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião/Análise]]></category>
		<category><![CDATA[BIPV]]></category>
		<category><![CDATA[edifícios]]></category>
		<category><![CDATA[energia]]></category>
		<category><![CDATA[energia fotovoltaica]]></category>
		<category><![CDATA[epbd]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Depois de o Conselho Europeu ter adotado a EPBD, este é o último passo que faltava para que o documento entrasse em vigor. A diretiva estabelece as linhas orientadoras para que os Estados-Membros reduzam as emissões de gases com efeito de estufa (GEE) e a utilização de energia nos edifícios – abrangendo edifícios destinados a habitação, de tipo unifamiliar ou multifamiliar, escritórios, escolas, hospitais e outros edifícios públicos. O impulso à independência energética da Europa é outro dos aspetos destacados.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong><em>Este artigo foi originalmente publicado na <a href="https://leitor.medialine.pt/reader.html?p=edificiosenergia&amp;v=principal&amp;e=162" target="_blank" rel="noopener">edição nº 162 da Edifícios e Energia</a> (Novembro/Dezembro 2025).</em></strong></p>
<p>A EPBD – Energy Performance of Buildings Directive é uma diretiva europeia que estabelece requisitos para melhorar o desempenho energético dos edifícios na União Europeia. Desde a sua criação, a EPBD tem sido alvo de sucessivas revisões, adaptando-se às necessidades emergentes do setor:</p>
<p>• Diretiva 2002/91/CE: Publicada em 16 de dezembro de 2002, foi a primeira versão da EPBD;</p>
<p>• Diretiva 2010/31/UE: Publicada em 19 de maio de 2010, substituiu a versão de 2002 e introduziu o conceito de edifícios com necessidades quase nulas de energia (NZEB);</p>
<p>• Diretiva (UE) 2018/844: Publicada em 30 de maio de 2018, trouxe atualizações para apoiar a digitalização e a renovação do parque edificado;</p>
<p>• Diretiva (UE) 2024/1275: Proposta do Parlamento Europeu e do Conselho Europeu, aprovada e assinada em 24 de abril e publicada oficialmente no Jornal Oficial da União Europeia (UE) no dia 8 de maio de 2024.</p>
<p>Esta última versão reforça os compromissos climáticos e energéticos, incluindo:</p>
<p>• Definição de edifícios de emissões nulas;</p>
<p>• Estabelecimento de padrões mínimos de desempenho energético;</p>
<p>• Obrigatoriedade de instalação de sistemas solares;</p>
<p>• Criação de Planos Nacionais de Renovação dos Edifícios.</p>
<p>Como nota relevante refere-se que os Estados-Membros têm de transpor o documento para a sua legislação até maio de 2026.</p>
<p>Depois de o Conselho Europeu ter adotado a EPBD, este é o último passo que faltava para que o documento entrasse em vigor. A diretiva estabelece as linhas orientadoras para que os Estados-Membros reduzam as emissões de gases com efeito de estufa (GEE) e a utilização de energia nos edifícios – abrangendo edifícios destinados a habitação, de tipo unifamiliar ou multifamiliar, escritórios, escolas, hospitais e outros edifícios públicos. O impulso à independência energética da Europa é outro dos aspetos destacados.</p>
<p>O principal foco são os edifícios com pior desempenho energético em cada um dos países, sendo que o aumento da taxa de renovação do parque edificado europeu é um dos objetivos traçados pelo documento, relevando as principais disposições regulamentares e instrumentos de financiamento da UE para cumprir as metas de eficiência energética da UE para 2030, incluindo o objetivo da Onda de Renovação (1) para renovar 35 milhões de edifícios.</p>
<p>Pretende apoiar igualmente a melhoria da qualidade do ar interior, potenciar a modernização e digitalização dos sistemas energéticos dos edifícios e a implantação de infraestruturas para a mobilidade sustentável.</p>
<h4><strong>PONTOS-CHAVE DA FLEXIBILIDADE NA REVISÃO DA EPBD</strong></h4>
<p>•<strong> Adaptação Tecnológica:</strong><br />
Incentivo à adoção de tecnologias inovadoras e inteligentes, promovendo flexibilidade face ao avanço tecnológico;</p>
<p>• <strong>Desempenho Energético Avançado:</strong><br />
Foco na redução das emissões de gases com efeito de estufa e na meta de emissões zero até 2050;</p>
<p><strong>• Sustentabilidade e Qualidade de Vida:</strong><br />
Promoção de um modelo sustentável, conciliando qualidade de vida com responsabilidade ambiental;</p>
<p><strong>• Reabilitação Energética:</strong><br />
Aceleração da renovação de edifícios, visando cortes de 50% a 80% no consumo energético em edifícios novos e renovados;</p>
<p><strong>• Produção de Energia:</strong><br />
Valorização dos edifícios como produtores de energia limpa, com potencial para injetar excedentes na rede elétrica.</p>
<h4><strong>A INTEGRAÇÃO DE ENERGIA FOTOVOLTAICA EM EDIFÍCIOS – BIPV</strong></h4>
<p>A integração de Energia Fotovoltaica em Edifícios (BIPV – Building Integrated PhotoVoltaics) emerge como uma tendência inovadora. Ao contrário das soluções convencionais, os BIPVs são incorporados desde o início no projeto arquitetónico, integrando-se de forma discreta em fachadas, coberturas, janelas e superfícies, aliando estética e funcionalidade.</p>
<p>Além de gerar energia limpa, os BIPVs contribuem para a redução da pegada de carbono dos edifícios e promovem a sustentabilidade ambiental. O funcionamento baseia-se em células fotovoltaicas que convertem a radiação solar em eletricidade, utilizada localmente no edifício.</p>
<p>Com a crescente procura por soluções sustentáveis, os BIPVs tornam-se uma tendência marcante. A transição energética, inadiável, representa um desafio para a arquitetura e engenharias. Nesse contexto, destaca-se o portal europeu BUILD UP (2), dedicado à eficiência energética e energias renováveis em edifícios, servindo de referência para a partilha de ideias e informações sobre energia solar no contexto da EPBD.</p>
<p>A equipa editorial do portal foca-se em tópicos como Normas Mínimas de Desempenho Energético (MEPS) e o papel dos balcões únicos no apoio ao consumidor, além de promover eventos práticos para a implementação da diretiva.</p>
<h4><strong>DESAFIOS E REFLEXÃO SOBRE A IMPLEMENTAÇÃO DA ENERGIA FOTOVOLTAICA</strong></h4>
<p>A implementação de soluções fotovoltaicas exige uma visão holística, privilegiando a eficiência energética e a produção descentralizada, aproveitando telhados, coberturas e instalações empresariais. Esta produção local é mais eficiente, reduz perdas e estimula práticas comunitárias de transição energética.</p>
<p>O crescimento das energias renováveis deve ser sustentável; não se trata de cobrir tudo com painéis solares, mas sim de estudar e avaliar os impactes ambientais, diretos e indiretos, das instalações fotovoltaicas. A decisão deve ser suportada por estudos e pela participação pública, assegurando legitimidade e transparência nas decisões.</p>
<h4><strong>FOTOVOLTAICAS SIM, MAS NÃO A QUALQUER PREÇO</strong></h4>
<p>Implementar soluções fotovoltaicas exige visão integrada e aposta na eficiência energética. A produção descentralizada, aproveitando edifícios e coberturas, é eficiente, reduz perdas e promove valores socioambientais através de práticas comunitárias. O crescimento das renováveis deve ser sustentável, evitando a massificação indiscriminada de painéis solares. Antes da sua implantação é indispensável avaliar impactes ambientais e envolver a população nas decisões, consolidando uma democracia participativa e transparente, com legitimidade social e garantia de direitos.</p>
<h4><strong>A IMPORTÂNCIA DA SEGURANÇA NO ABASTECIMENTO ENERGÉTICO</strong></h4>
<p>A segurança do abastecimento energético é fundamental para reduzir a dependência da UE de energia importada. Recentemente, foram observados comportamentos anómalos na rede elétrica em Espanha, como variações súbitas de tensão, que podem causar falhas em cadeia e apagões. Embora desmentida oficialmente, a imprevisibilidade persiste, tornando essencial prever sistemas robustos de acumulação de energia, como baterias, para garantir a fiabilidade do fornecimento.</p>
<h4><strong>O PAPEL DOS INCENTIVOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS</strong></h4>
<p>A implementação da EPBD requer a tradução dos seus princípios em soluções práticas para todos os intervenientes: proprietários, profissionais, decisores políticos, comunidades energéticas e entidades financeiras. É crucial divulgar e explorar os instrumentos financeiros e iniciativas locais, desde quadros regulamentares a regimes de incentivos.</p>
<p>A utilização estratégica destes mecanismos pode acelerar a renovação do parque edificado, apoiar a inovação e promover ambientes mais inclusivos e resilientes. O quadro político europeu orienta o financiamento de projetos de renovação, complementado, frequentemente, por subvenções não reembolsáveis.</p>
<p>As principais disposições regulamentares e instrumentos de financiamento da UE destinam-se a cumprir as metas de eficiência energética da UE para 2030, incluindo o objetivo de renovar 35 milhões de edifícios, suportado por legislação, regulamentação e incentivos, bem como assistência técnica e regimes de subvenções, em conformidade com a estratégia proposta no plano de ação definido na Onda de Renovação. (1) A análise destes instrumentos é enriquecida por exemplos práticos.</p>
<h4><strong>IMPORTÂNCIA DOS INSTRUMENTOS DE FINANCIAMENTO NA RENOVAÇÃO DE EDIFÍCIOS</strong></h4>
<p>Os instrumentos de financiamento, sob a forma de empréstimos, garantias ou capital próprio, são fundamentais para apoiar projetos de renovação. O papel destes mecanismos deverá crescer com a transposição da diretiva para a legislação nacional e a implementação dos Planos Nacionais de Renovação de Edifícios, que clarificam necessidades de investimento e libertam fluxos financeiros públicos e privados.</p>
<h4><strong>PANORAMA POLÍTICO DA UE E INSTRUMENTOS DE FINANCIAMENTO</strong></h4>
<p>Diversas diretivas europeias recentes reformulam o panorama de financiamento para a eficiência energética, com destaque para a revisão da EPBD (2024), que incentiva o investimento em renovações profundas e tecnologias sustentáveis.</p>
<p>Os Estados-Membros devem avaliar necessidades de investimento, criar incentivos, subsídios e mecanismos inovadores como contratos de desempenho energético, hipotecas ecológicas e parcerias público-privadas.</p>
<p>A diretiva sublinha ainda a importância de proteger agregados familiares vulneráveis e de criar balcões únicos para apoiar projetos de renovação. O artigo 30.º da Diretiva de Eficiência Energética (2023) reforça a necessidade de quadros políticos que promovam a agregação de projetos e a redução de riscos de investimento, assegurando o fluxo de capital para renovações de elevado impacto.</p>
<p>A taxonomia da UE, pelo Regulamento Delegado (UE) 2021/2178 (3), define critérios técnicos para determinar atividades económicas sustentáveis, incluindo construção e renovação de edifícios, reconhecendo o impacto destes no consumo energético e nas emissões de carbono.</p>
<p>Além das diretivas e regulamentos, programas e fundos como o Fundo de Modernização, Fundo de Inovação e Fundo Social para o Clima, oferecem financiamento adicional, facilitando o acesso ao capital, sobretudo para pequenas e médias empresas e proprietários residenciais, ampliando o impacto das políticas de renovação.</p>
<h4><strong>O ELO ENTRE ARQUITETURA E ENGENHARIAS</strong></h4>
<p>Por fim, todo este quadro legislativo e regulamentar só será efetivamente eficaz com a existência de um elo forte e permanente entre arquitetura e engenharias. Este desafio, mais do que um desejo, é um imperativo para tornar realidade os objetivos delineados para a transição energética e renovação do parque edificado europeu.</p>
<p><strong>Referências:</strong><br />
(1) energy.ec.europa.eu/topics/energy-efficiency/energy-performance-buildings/renovation-wave_en<br />
(2) build-up.ec.europa.eu<br />
(3) Regulamento Delegado (UE) 2021/2178</p>
<p style="text-align: center;"><em><strong>As conclusões expressas são da responsabilidade dos autores.</strong></em></p>
<p>Fotografia de destaque: © Freepik</p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/contextualizacao-da-diretiva-sobre-o-desempenho-energetico-dos-edificios-epbd/">Contextualização da Diretiva sobre o Desempenho Energético dos Edifícios (EPBD)</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
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