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	<title>David Alvito, autor em Edificios e Energia</title>
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	<link>https://edificioseenergia.pt/author/david-alvito/</link>
	<description>A Revista especializada de referência nos sectores de AVAC, eficiência energética, materiais de construção e edifícios.</description>
	<lastBuildDate>Thu, 12 Sep 2019 14:14:37 +0000</lastBuildDate>
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	<title>David Alvito, autor em Edificios e Energia</title>
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	<item>
		<title>ZERO estima poupanças de mais de 1330 euros com o fim das lâmpadas ineficientes</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/zero-lampadas1818/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[David Alvito]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Sep 2019 09:04:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>ZERO – Associação Sistema Terrestre Sustentável deu a conhecer um estudo que indica que uma família europeia média, composta por dois adultos e uma criança, alcançou uma poupança de até 1330 euros com a proibição das lâmpadas ineficientes...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A ZERO – Associação Sistema Terrestre Sustentável deu a conhecer um estudo que indica que uma família europeia média, composta por dois adultos e uma criança, alcançou uma poupança de até 1330 euros com a proibição das lâmpadas ineficientes.</p>
<p>De acordo com o documento, encomendado ao Öko-Institut pela ANEC – a voz do consumidor europeu na normalização – e a BEUC – organização europeia de consumidores –, desde que, em Setembro de 2009, as lâmpadas incandescentes e halógenas ineficientes foram, de forma progressiva, saindo do mercado e abrindo caminho para as lâmpadas LED, as famílias europeias têm vindo a sentir poupanças nas suas carteiras. O que este trabalho agora publicado veio permitir foi a quantificação dessa poupança, durante estes dez anos. Assim, o estudo conclui que uma família europeia média terá poupado, entre 2009 e 2019, cerca de 1330 euros, se tiver mudado de lâmpadas incandescentes para halogénio (2009 e 2013) e de halogénio para LED (2013 e 2019), aproveitando quando a redução de preço destas últimas. Este foi o cenário de poupança máxima aferido pelo estudo, que apontou ainda outros cenários: quem mudou para LED logo em 2009 terá poupado até 1259 euros, ao passo que as famílias que substituíram as lâmpadas incandescentes por lâmpadas de halogénio mas que ainda não tenham feito a transição para LED, terão poupado 745 euros nos últimos dez anos.</p>
<p>Ainda assim, e apesar de todos os dados positivos apontados pela mudança para lâmpadas mais eficientes, a ZERO sublinha a falta de informação para o consumidor em termos de etiquetas energéticas, o que acaba por influenciar na escolha da lâmpada.</p>
<p>Recorde-se que, a 1 de Setembro de 2009, entrou em vigor um novo regulamento europeu de Ecodesign, que levou a uma progressiva eliminação das lâmpadas incandescentes e halógenas mais ineficientes, abrindo espaço para a iluminação de tipo LED, dez vezes mais eficiente do que as lâmpadas incandescentes e com uma maior durabilidade. </p>
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		<title>Conferência &#8220;Oil &#038; Money&#8221; muda de nome para se adaptar aos desafios ambientais</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/oil-muda-nome0909/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[David Alvito]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Sep 2019 14:00:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Para ir ao encontro das mais recentes preocupações com o meio ambiente e com a sustentabilidade, a conferência internacional “Oil &#038; Money” vai mudar de nome...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Para ir ao encontro das mais recentes preocupações com o meio ambiente e com a sustentabilidade, a conferência internacional “Oil &amp; Money” vai mudar de nome. O evento, que durante 40 anos foi um dos mais importantes no que ao sector do petróleo diz respeito, irá passar a ter a denominação de “Energy Intelligence Forum”, a partir da edição do próximo ano.</p>
<p>Segundo a agência de notícias <em>Bloomberg</em>, a nova designação pretende dotar a conferência de novas abordagens à problemática actual com as questões ambientais e de sustentabilidade.  “O mundo necessita de energia, mas a indústria da energia tem de encontrar essas necessidades energéticas de uma forma mais sustentável. Sentimos que a nossa conferência precisava de uma nova identidade e de um novo mandato”, explicou, em comunicado, a Energy Intelligence, organizadora da conferência,</p>
<p>Esta é uma mudança que se pretende venha amenizar o ambiente que, todos os anos, envolve o evento e que tem levado muitos a questionarem se o mesmo engloba os novos desafios ambientais. Recorde-se que, nos últimos tempos, e à medida que a problemática das alterações climáticas se tornou mais premente, a conferência passou a ser um dos alvos dos protestos a favor do ambiente. No ano passado, os protestantes marcaram presença em grande número nas imediações do local onde se realizou a conferência com uma tarja onde se podia ler “Climate Criminals Enter Here”.</p>
<p>A edição deste ano, a última com o nome de “Oil &amp; Money”, irá decorrer entre os dias 8 e 10 de Outubro, em Londres, com o tema “Strategies for the Energy Transition”.</p>
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		<title>Mercado português dos ventiloconvectores com o maior crescimento a nível europeu</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/ventiloconvetores1289/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[David Alvito]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Sep 2019 08:01:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Portugal foi, a nível europeu, o país que maior crescimento teve, entre 2017 e 2018, no mercado de ventiloconvectores. De acordo com o Eurovent Market Intelligence (EMI), o gabinete de estatísticas europeu para o mercado AVAC e refrigeração, Portugal registou...</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Portugal foi, a nível europeu, o país que maior crescimento teve, entre 2017 e 2018, no mercado de ventiloconvectores. De acordo com o Eurovent Market Intelligence (EMI), o gabinete de estatísticas europeu para o mercado AVAC e refrigeração, Portugal registou um aumento de 40 % nas vendas desses equipamentos, entre os anos de 2017 e 2018, perfazendo, em vendas, um total de 15 800 unidades.</p>
<p>Ainda segundo do documento do EMI, que recolheu dados relativamente às vendas em 2018 na Europa, Médio Oriente e África, baseando-se em informações recolhidas junto de um leque bastante alargado de fabricantes da indústria, a nível europeu o mercado manteve-se praticamente inalterado, com um total de 1,35 milhões de unidades vendidas, muito por culpa da Turquia e da Rússia, que decresceram 24,9 % e 7,1 %, respectivamente. No entanto, a nível da União Europeia, houve um aumento de quase 5 %, com Espanha (13,1 %) e Reino Unido (6,5 %) a destacarem-se.</p>
<p>Os modelos cassete e parede, assim como as unidades a 4 tubos, foram os modelos com mais saída a nível europeu. Ainda assim, o aumento sentido entre 2017 e 2018 nestes modelos não foi suficiente para destronar o líder de mercado, que continua a ser o segmento de modelos de 2 tubos.</p>
<p> </p>
<p><em>Não perca mais informações sobre o mercado AVAC &amp; R na edição de Setembro/Outubro da Edifícios e Energia.</em></p>
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		<item>
		<title>Uma plataforma para a cidadania e cultura da energia solar</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/solis-plataforma0409/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[David Alvito]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Sep 2019 08:27:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Colocar Lisboa no pelotão da frente em termos de aproveitamento da energia solar, ao mesmo tempo que reforça a cultura e cidadania solares dos cidadãos, é a missão da SOLIS. A plataforma foi apresentada em Maio e quer desbloquear o potencial solar da capital portuguesa...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Colocar Lisboa no pelotão da frente em termos de aproveitamento da energia solar, ao mesmo tempo que reforça a cultura e cidadania solares dos cidadãos, é a missão da SOLIS. A plataforma foi apresentada em Maio e quer desbloquear o potencial solar da capital portuguesa.</strong></p>
<p> </p>
<p>A elevada quantidade de horas de luz solar é uma das principais bênçãos deste “cantinho à beira-mar plantado”. De facto, ao longo de um ano, Portugal dispõe de cerca de 2500 a 3200 horas de sol, um potencial enorme e valiosíssimo que não poderá ser, de todo, desaproveitado. Assim, com toda a potencialidade que o nosso país dispõe através deste recurso, é natural que, cada vez mais, este seja aproveitado.</p>
<p>Como se sabe, o sol é uma das principais formas de obtenção de energia renovável, quer seja para fins de aquecimento, quer seja para electricidade. No entanto, nem sempre é fácil percorrer o caminho que leva ao aproveitamento máximo do potencial climático do nosso país.</p>
<p>“Qual é o custo de um sistema fotovoltaico? Qual é o tempo de recuperação do investimento? Será que o telhado do meu imóvel tem potencial solar suficiente?”. Estas são algumas questões que, muitas vezes, passam pela mente de um qualquer cidadão, não só preocupado com o ambiente, mas também preocupado com a sua carteira, sempre à procura de formas de poupar o ambiente e alguns euros. Nem sempre é fácil ter respostas concretas e assertivas para estas perguntas. Tudo depende de diversos factores e, por vezes, a informação não chega ao cidadão da forma mais clara e certeira.</p>
<p><strong>SOLIS: a informação à disposição do cidadão</strong></p>
<p>Lisboa é conhecida pela sua “luz” especial, beneficiando da boa exposição solar. De facto, se toda a energia solar que a capital portuguesa recebe fosse aproveitada e transformada em electricidade, a cidade era, em termos energéticos, autossuficiente. Foi com este propósito que a Lisboa E-Nova, a Agência de Energia e Ambiente de Lisboa, lançou o projecto SOLIS – a Plataforma Solar de Lisboa.</p>
<p>Esta nova iniciativa desenvolvida pela câmara municipal de Lisboa (CML), surgiu no seguimento da <em>Carta do Potencial Solar de Lisboa</em>, de 2012, promovida no âmbito do projecto europeu POLIS (<em>Identification and Mobilization of Solar Potentials Via Local Strategies</em>), cujo objectivo passava por promover o estudo do potencial de integração/adopção de tecnologias solares na Europa, com vista ao planeamento urbano solar, de forma a maximizar o aproveitamento da energia solar. Esse estudo, que avaliou várias cidades parceiras na iniciativa (para além de Lisboa, faziam parte Paris, Lyon, Munique, Malmo e Victoria), identificou e compilou os dados das várias metrópoles, que foram publicados no <em>Manual de Planeamento Urbano e Solar</em>. Em Lisboa, este Manual levou ao surgimento do Plano de Acção Solar, que a CML acabou por aprovar em 2010. Este documento dotou-se de crucial importância para a capital portuguesa, já que serve de orientação para várias políticas públicas, a nível de regulamentação de planeamento urbano e de mecanismos financeiros e legais para apoiar a adopção de tecnologias solares em meio urbano. Assim, e na sequência do Plano de Acção Solar, acabou por surgir o projecto SOLIS, que vem, de certa forma, actualizar a iniciativa anterior.</p>
<p>Em 2018, a Lisboa E-Nova juntou-se à empresa Municípia, que fornece, entre outras, várias soluções de sistema de informação geográfica (SIG), e desenvolveu o projecto SOLIS – a Plataforma Solar de Lisboa, após a aprovação pela CML da <em>Lisboa Cidade Solar®</em>, uma “estratégia de Lisboa para a energia solar fotovoltaica que integra o Plano de Acção para a Energia Sustentável e Clima (SECAP)&#8221;.</p>
<p>Desde logo, foi claro o objectivo e o âmbito desta plataforma: esclarecer os interessados acerca do potencial solar da capital portuguesa, e de que forma esse mesmo potencial pode ser utilizado. “(Esta) é, sobretudo, uma plataforma de informação à cidade, para as pessoas perceberem que têm este potencial e que podem aproveitá-lo”, afirmou José Sá Fernandes, vereador da Estrutura Verde da CML, durante a apresentação da iniciativa, no passado mês de Maio, no Dia Internacional do Sol – data criada na esfera do Programa para o Ambiente das Nações Unidas e que tem como pano de fundo a importância do sol como fonte de vida.</p>
<p>A plataforma SOLIS quer ser o eixo fulcral da promoção da tecnologia solar na sociedade lisboeta, contribuindo de forma decisiva para que a sua utilização seja, cada vez mais, uma prioridade, “no sentido da emergência e consolidação de uma cultura e espírito de cidadania solar”.</p>
<p>A iniciativa é uma das mais inovadoras a nível internacional, colocando ao dispor dos cidadãos da capital várias informações essenciais. Desde logo, a disponibilidade de três mapas informativos, com dados relativos à exposição solar, electricidade solar e evolução do número de instalações solares fotovoltaicas na cidade, mapas esses que poderão ser visualizados em três layers diferentes: cidade, freguesia e edifício. De acordo com Filipa Cabral Sacadura, secretária-geral da Lisboa E-Nova, para além destes mapas, a SOLIS “oferece ainda meios para a comunidade lisboeta participar e informar sobre a dinâmica solar da cidade, informação sobre as regras de mercado e sua dinâmica, conteúdos e produtos educacionais”, entre eles a curta-metragem de animação <em>GIRA-SOLIS</em>, o jogo <em>SOLIS.app</em>. Todos estes dados vão permitir que os cidadãos possam comparar o seu perfil actual de consumo com o potencial solar fotovoltaico que existe na sua zona de residência.</p>
<p>A SOLIS surge, assim, como uma reacção ao aumento de soluções com base em energia desta fonte renovável que se tem vindo a verificar na capital portuguesa. De facto, nos dias de hoje, existem mais de 300 painéis fotovoltaicos nos telhados lisboetas, levando a capacidade de produção de energia eléctrica para os 4 megawatts (MW). Entre 2008 e 2018, Lisboa passou dos 94 kW para os 4063 kW, o que representa um aumento muito significativo. Mas a cidade anseia mais e o objectivo passa por, daqui a dois anos, ter 12 MW de capacidade de energia solar fotovoltaica, elevando para 103 em 2030. Uma meta ousada e audaz, mas que a edilidade lisboeta acredita ser possível de atingir. Para isso, os edifícios municipais e das juntas de freguesia vão passar a ter estes painéis e está prevista a construção de uma central fotovoltaica em Carnide. Este equipamento irá alimentar a frota de autocarros eléctricos da Carris e os veículos eléctricos utilizados para a gestão de resíduos no município, conforme avançou José Sá Fernandes no passado mês de Setembro, aquando da passagem por Lisboa da exposição itinerante “Eficiência Energética”. Na altura, o vereador sublinhou a importância da central, garantindo que “era uma novidade”, sendo “a primeira central deste género”. Recorde-se que quase 40 % dos veículos do município lisboeta são eléctricos.</p>
<p>Lisboa segue, desta forma, a jornada rumo a 2020, ano em que será a “Capital Verde Europeia”. A capital portuguesa irá, no próximo ano, ser o centro das atenções europeu em termos de ambiente e sustentabilidade e a aposta nas energias verdes e na diminuição das emissões de gases com efeitos de estufa é um azimute fulcral na promoção da iniciativa. Segundo a CML, “pretende-se (…) o aumento da centralização de serviços nos edifícios para melhoria da performance, a aposta no solar térmico e fotovoltaico”.</p>
<p><strong>Passo a passo</strong></p>
<p>A SOLIS foi disponibilizada há poucos meses. Está, por isso, numa fase bastante prematura e embrionária. Mas, segundo Filipa Cabral Sacadura, “a sua promoção junto dos cidadãos será intensificada a partir de Setembro de 2019, não havendo ainda um balanço sobre a sua aceitação pelos cidadãos”. Mas a intenção é que a SOLIS não tenha prazo. “Pretende ser uma plataforma evolutiva ao longo do tempo, reforçando o seu papel de promoção da cidadania solar em Lisboa”, refere a responsável. Mas os dados estão lançados e a finalidade é clara: colocar a Plataforma Solar de Lisboa como o pilar referencial, a nível nacional, no contexto da energia solar, tornando Lisboa um exemplo a nível de eficiência energética e de diminuição das emissões de gases com efeito de estufa.</p>
<p>Esta é mais uma iniciativa que se posicionará ao lado das ambições do Plano Nacional Energia e Clima 2030 (PNEC 2030), que coloca o contributo das energias renováveis no consumo final bruto de energia em Portugal, em 2030, nos 47 %, sendo que o documento prevê que a energia solar represente um quarto da energia renovável, contribuindo de forma decisiva para que o nosso país diminua a dependência energética do exterior.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Instituto Politécnico de Setúbal organiza conferência sobre energia e sustentabilidade</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/setubal-62politecnico3/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[David Alvito]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Sep 2019 10:01:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Escola Superior de Tecnologia de Setúbal (ESTSetúbal), pertencente ao Instituto Politécnico de Setúbal (IPS), recebe, no próximo dia 17 de Setembro, a 1ª Conferência Internacional de Setúbal sobre Energia e Sustentabilidade...</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Escola Superior de Tecnologia de Setúbal (ESTSetúbal), pertencente ao Instituto Politécnico de Setúbal (IPS), recebe, no próximo dia 17 de Setembro, a 1ª Conferência Internacional de Setúbal sobre Energia e Sustentabilidade.</p>
<p>O evento, que será organizado em parceria entre o Centro de Investigação em Energia e Ambiente do IPS (CINEA – IPS) e a Agência de Energia e Ambiente da Arrábida (ENA), pretende ser um espaço para a troca de ideias e debates sobre diferentes pontos de vista acerca das temáticas da Energia e da Sustentabilidade. </p>
<p>Esta primeira edição da Conferência Internacional de Setúbal sobre Energia e Sustentabilidade irá contar com a apresentação de vários projectos de investigação desenvolvidos pelo CINEA – IPS (CGF4Cheese, Ostraqual, RFGAS e FURNACE), assim como iniciativas desenvolvidas a nível europeu (TESSE2be e SCORES).</p>
<p>A conferência traz, igualmente, até à cidade de Setúbal um conjunto de investigadores e especialistas em diversas áreas, e que estão comprometidos com diversos projectos de investigação, nomeadamente no âmbito da energia geotérmica. O envolvimento nestas iniciativas é também uma realidade à uma escala regional e local, o que permite uma maior abrangência do encontro, que, de acordo com o comunicado oficial<i>, </i>“propõe uma reflexão sobre a importância estratégica das novas soluções e tecnologias de produção de energia e seu armazenamento, tendo em vista, não só a optimização dos recursos locais, como também o desenvolvimento de um tecido industrial e empresarial com elevado potencial de competitividade e inovação”.</p>
<p>A participação no evento é gratuita, mas carece de inscrição através do e-mail <a href="mailto:eventos.cinea@ips.pt">eventos.cinea@ips.pt</a>.</p>
<p>Para saber mais sobre o CINEA-IPS, visite o portal da iniciativa, disponível em <a href="https://investigacao.ips.pt/cinea">https://investigacao.ips.pt/cinea</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>SolarPower Europe apresenta campanha para instalar energia solar em todos os edifícios da União Europeia</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/2908aas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[David Alvito]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Aug 2019 14:13:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://edificioseenergia.pt/?p=7932</guid>

					<description><![CDATA[<p>A associação industrial europeia SolarPower Europe lançou uma campanha que visa promover a instalação de equipamentos de energia solar em todos os edifícios novos e renovados na União Europeia...</p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/2908aas/">SolarPower Europe apresenta campanha para instalar energia solar em todos os edifícios da União Europeia</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A associação industrial europeia SolarPower Europe lançou uma campanha que visa promover a instalação de equipamentos de energia solar em todos os edifícios novos e renovados na União Europeia.</p>
<p>A acção, que pretende ser uma arma determinante no combate às alterações climáticas e que engloba uma petição, conta já com a participação de diversos decisores políticos, associações e instituições, e o objectivo é que o público em geral se junte à campanha, de modo a que seja possível introduzir, na legislação europeia, medidas que obriguem à instalação de energia solar em todos os edifícios, quer sejam novos, quer sejam renovados ou reabilitados.</p>
<p>Para Walburga Hemetsberger, CEO da SolarPower Europe<i>, </i>“é urgente tomar medidas urgentes para mitigar as alterações climáticas. Instalar energia solar em todos os novos e renovados edifícios da União Europeia faz todo o sentido já que pode impedir a emissão, para a atmosfera, de mais de 4 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2) e ajudar a baixar a factura energética dos europeus”.</p>
<p>A utilização deste tipo de equipamento traz enormes benefícios, não só a nível ambiental, como também a nível económico. A nível de exemplo, na Alemanha, uma família composta por quatro elementos, e com um consumo anual médio de 3600 kWh, poderá poupar até 500 euros, se utilizar um sistema adequado para a sua habitação, segundo a associação.</p>
<p>A campanha está aberta à participação de todos os interessados através da utilização da hashtag #Solar4Buildings e da utilização do kit de campanha disponível <a href="http://www.solarpowereurope.org/campaigns/solar-for-eu-buildings/?utm_source=Master+List&amp;utm_campaign=90df5b0136-EMAIL_CAMPAIGN_9_27_2018_15_43_COPY_04&amp;utm_medium=email&amp;utm_term=0_c76dca7a55-90df5b0136-70071043&amp;ct=t(EMAIL_CAMPAIGN_9_27_2018_15_43_COPY_04)&amp;mc_cid=90df5b0136&amp;mc_eid=798130c214.">aqui.</a> Para assinar a petição, que será apresentada em Novembro deste ano, poderá visitar o portal.</p>
<p>A instalação de equipamentos de energia solar ainda é bastante negligenciada a nível europeu, apesar de todo o seu impacto positivo. Actualmente, na União Europeia, mais de 90 % dos telhados não tem qualquer tipo de equipamento deste tipo. </p></p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/2908aas/">SolarPower Europe apresenta campanha para instalar energia solar em todos os edifícios da União Europeia</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Smart Readiness Indicator em consulta pública</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/smart-readiness2208/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[David Alvito]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Aug 2019 10:32:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://edificioseenergia.pt/?p=7880</guid>

					<description><![CDATA[<p>A Comissão Europeia colocou em consulta pública o Smart Readiness Indicator (SRI), uma ferramenta introduzida pela directiva europeia para o desempenho energético...</p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/smart-readiness2208/">Smart Readiness Indicator em consulta pública</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Comissão Europeia colocou em consulta pública o <em>Smart Readiness Indicator</em> (SRI), uma ferramenta introduzida pela directiva europeia para o desempenho energético dos edifícios e que pretende medir a adequabilidade do edificado à introdução de soluções <i>smart</i> e tecnologias de informação e comunicação (TIC).</p>
<p>Esta consulta pública, que decorre até 3 de Outubro, surge com a finalidade de recolher uma ampla panóplia de opiniões e contributos sobre o SRI, de forma a fornecer os melhores e mais fidedignos dados aos decisores políticos. </p>
<p>O sector da habitação é um dos maiores consumidores de energia da União Europeia. No entanto, e apesar do seu altíssimo consumo, a eficiência é ainda pobre, com 75 % do parque habitacional a ser energicamente ineficiente. Nesse sentido, foi aprovada a Directiva Europeia para o Desempenho Energético dos Edifícios (EPBD, na versão em inglês), que, ao longo dos anos, foi sofrendo várias revisões, até à sua última versão, apresentada em 2018. Foi sob a alçada desta última EPBD que surgiu o SRI, cujo propósito é, no fundo, ler a inteligência dos edifícios, tendo em conta uma verdadeira modernização do parque habitacional da União Europeia.</p>
<p>Recorde-se que a revisão da EPBD obriga os Estados-Membros a adotarem medidas de eficiência energética para irem ao encontro de metas pré-estabelecidas para a energia e clima. Esta directiva, que prevê um reforço da melhoria energética dos edifícios existentes, surge com o objectivo de incentivar à renovação e reabilitação dos imóveis, de forma a atingir a descarbonização de longo prazo, apresentando-se como uma ferramenta decisiva para que as metas de eficiência energética, definidas para 2030 sejam atingidas, e para que, em 2050, toda a União Europeia esteja descarbonizada. </p>
<p>A consulta pública está disponível para os interessados até ao próximo dia 3 de Outubro, e encontra-se acessível <a href="https://ec.europa.eu/energy/en/consultations/consultation-establishment-smart-readiness-indicator-buildings">aqui</a>.</p>
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		<title>Renováveis com integração lenta no sector do aquecimento e do arrefecimento</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/ren2197aquecimento-arrefecimento/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[David Alvito]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Aug 2019 10:10:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O sector do aquecimento e do arrefecimento, a nível global, continua a integrar de forma lenta as energias renováveis. Esta é uma das conclusões do relatório anual publicado pela...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O sector do aquecimento e do arrefecimento, a nível global, continua a integrar de forma lenta as energias renováveis. Esta é uma das conclusões do <a href="https://www.ren21.net/gsr-2019/pages/summary/summary/">relatório anual</a> publicado pela REN21, um <em>think thank</em> cujo propósito é promover políticas relativamente às energias renováveis.</p>
<p>De acordo com o documento, apenas cerca de 10 % da energia utilizada no sector do aquecimento e arrefecimento é proveniente de fontes renováveis, o que abre uma grande panóplia de oportunidades neste sector. O relatório não deixa de alertar para os motivos para a fraca aposta neste ramo e que se fica a dever, em grande medida, a um decréscimo das políticas de apoio e incentivos existentes.</p>
<p>Em 2018, apenas cerca de 20 % dos países tinham definidas metas nacionais para o sector. Houve, inclusive, uma redução do número de países com políticas regulatórias para o aquecimento e arrefecimento renováveis, de 21 para 20.</p>
<p>O documento alerta para um certo abrandamento das políticas a nível de energias renováveis no geral, apontando os benefícios, em forma de subsídio, dados aos combustíveis fósseis, em mais de 100 países, e que totalizaram cerca de 300 mil milhões de dólares, impedindo, assim, um desenvolvimento cada vez maior da implementação das energias renováveis.</p>
<p>“Poderia haver um avanço importante se os países eliminassem os seus subsídios aos combustíveis fósseis, que estão a impulsionar a energia suja”, refere Rana Adib, secretária executiva da REN21.</p>
<p> </p>
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		<title>Eurovent recomenda introdução de limites à concentração de partículas nos sistemas de ventilação</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/eurovent-0908particulas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[David Alvito]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Aug 2019 09:00:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Eurovent – Associação Europeia para a Indústria AVAC recomendou à Comissão Europeia a introdução de limites à concentração de partículas nos sistemas de ventilação...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Eurovent – Associação Europeia para a Indústria AVAC recomendou à Comissão Europeia a introdução de limites à concentração de partículas nos sistemas de ventilação.</p>
<p>A recomendação está patente num documento publicado pela associação que tem na qualidade do ar interior (QAI) um dos seus cavalos de batalha. Este documento, que reflecte a posição do organismo acerca da temática, tem o seu foco nas partículas PM, que têm um impacto maior nas pessoas do que qualquer outro poluente. Estas partículas, cujo diminuto diâmetro faz com que possam entrar no aparelho respiratório e na corrente sanguínea, podem levar ao desenvolvimento de várias doenças, respiratórias e não só. </p>
<p>“Desenvolver um regime regulatório em qualidade do ar interior é complexo e nós reconhecemos que não existem balas de prata. No entanto, sem legislação concreta, as necessidades de ar limpo dos ocupantes (…), vão permanecer subvalorizadas”, segundo Jan Andersson, da empresa Camfil, e membro da Eurovent.</p>
<p>Como referido, a qualidade do ar interior sempre foi uma das preocupações da Eurovent, que sempre defendeu uma legislação cada vez mais apertada e exigente em termos de purificação do ar. E, apesar de terem sido introduzidas várias normas e determinações na mais recente directiva em termos de desempenho energético dos edifícios, não existem ainda requisitos concretos, no que à legislação europeia diz respeito, relativamente à qualidade do ar interior. Por isso, Jan Andersson espera que “seja dado um primeiro passo concreto para a introdução de limites a determinadas partículas poluentes. Longe de ser perfeita, esta solução é melhor que a actual. A Eurovent tem, e continua a apoiar, iniciativas, que tornem o sector da construção mais eficiente em termos energéticos, e mais sustentável, mas sem perder de vista a funcionalidade, a saúde e as considerações de segurança”. </p>
<p>A Eurovent é a Associação Europeia da Indústria para a Climatização Interior, Processos de Arrefecimento e Tecnologias de Cadeias de Refrigeração de Alimentos, e tem membros na Europa, Médio Oriente e África, e representa mais de 1000 empresas, a esmagadora maioria pequenas e médias empresas. </p>
<p> </p>
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		<title>Leed for Cities: A marca da  sustentabilidade  para a escala  urbana</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/leed-for-cities013/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[David Alvito]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Aug 2019 09:03:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://edificioseenergia.pt/?p=7814</guid>

					<description><![CDATA[<p>Depois da certificação de sustentabilidade para edifícios, o U.S. Green Building Council lançou um selo de qualidade para cidades...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Depois da certificação de sustentabilidade para edifícios, o U.S. Green Building Council lançou um selo de qualidade para cidades. Acima de tudo, o LEED for Cities quer ser um instrumento para melhorar a qualidade de vida dos cidadãos.</strong></p>
<p>É ponto assente que a principal missão de um líder de uma cidade é torná-la num espaço cada vez melhor e mais apelativo quem nela mora, trabalha ou, simplesmente, a visita. Ao longo dos anos, presidentes de câmara e os mais variados líderes das grandes metrópoles têm vindo a procurar as melhores e mais eficientes soluções para que a vida dos seus cidadãos seja progressivamente mais agradável. Nos últimos tempos, os temas da sustentabilidade e da adaptação e mitigação das alterações climáticas tornaram-se questões prementes na vida quotidiana e, naturalmente, nos objectivos dos líderes das cidades, que não querem perder o comboio da luta contra o aquecimento global, a favor de um ambiente mais sustentável e eficiente. Mas de que forma é que as grandes cidades poderão vender a sua imagem de localidade sustentável?</p>
<p><strong>LEED for Cities: o que é e como funciona?</strong></p>
<p>Em 1998, o U.S. Green Building Council (USGBC) colocou em prática um sistema de certificação intitulado LEED, ou seja, Leadership in Energy and Environmental Design (Liderança em Energia e Design Ambiental, em português). Esta certificação surgiu como forma de quantificar o sucesso e valorização do comportamento ambiental dos mais variados projectos. Por exemplo, nos edifícios, a certificação LEED avalia a sua sustentabilidade, tendo em conta vários parâmetros de racionalização de recursos, como a água, energia, qualidade do ar interior, importância regional, inovação na concepção, entre outros.</p>
<p>Com a criação deste selo, o USGBC deu a entender que considera necessário promover e estimular a expansão de construções sustentáveis. Desde o primeiro momento que aquele organismo deduziu ser fundamental abranger a indústria, colocando-a dentro da própria certificação, garantindo, assim, que uma objectivação das práticas em termos de construções sustentáveis.</p>
<p>Nessa linha, foi imperioso desenvolver um método específico, que o USGBC designou como LEED, de forma a criar técnicas e procedimentos para a concepção de edifícios sustentáveis. O propósito passou, entre outros aspectos, por: reconhecer a indústria da construção como líder em termos ambientais, estabelecer um padrão universal de medição para definir o que é um edifício verde, estimular as melhoras práticas em termos de projecto e construção que promova a integração, transformar o mercado de construção, dar a conhecer e sensibilizar os cidadãos para as vantagens da construção verde, etc. Ao longo dos anos, entre 1994 e 2013, a certificação evoluiu, deixando o campo da construção nova e abraçando um sistema mais amplo, onde configuram todas as vertentes do processo de desenvolvimento e construção.</p>
<p><strong>O exigente caminho para chegar à certificação</strong></p>
<p>O trajecto para ser distinguido com a certificação LEED for Cities não é fácil. As cidades que se proponham a obter essa distinção têm, obrigatoriamente, de seguir determinados parâmetros, rigorosamente estabelecidos pela USGBC, e quantificáveis.</p>
<p>De acordo com o U.S. Green Building Council, para garantir a certificação LEED, são necessárias várias medidas, de modo a obter uma pontuação mínima, em vários critérios de construção verde, e que se encontram divididos em várias em subcategorias de cinco categorias principais: implantação sustentável (26), utilização racional da água (10), energia e atmosfera (35), materiais e recursos (14) e qualidade do ambiente interior (15). Além desta pontuação, existem bónus de 6 pontos para a concepção e inovação e 4 pontos para a componente regional. Cada categoria tem pré-requisitos que são obrigatórios para que a certificação seja garantida.</p>
<p>Para as cidades, a avaliação para obtenção da certificação LEED for Cities é feita através de 14 parâmetros, como energia, resíduos, água, transporte, educação, saúde, igualdade e segurança. As autoridades de cada cidade submetem, através de uma plataforma própria (Arc), que, automaticamente gera uma pontuação de desempenho entre 0 e 100, e que retrata os resultados das medidas adoptadas pelas cidades. Os níveis LEED possíveis de obter são: Certificado (40-49 pontos), Prata (50-59 pontos), Ouro (60-79 pontos) e Platina (&gt;79 pontos).</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-7828 aligncenter" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2019/08/0608leed02.png" alt="" width="650" height="340" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2019/08/0608leed02.png 650w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2019/08/0608leed02-300x157.png 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2019/08/0608leed02-610x319.png 610w" sizes="(max-width: 650px) 100vw, 650px" /></p>
<p><strong>O mundo vai acolhendo a certificação LEED for Cities</strong></p>
<p>Este sistema de certificação desenvolvido pela USGBC tem vindo, aos poucos, a ser uma medida procurada pelas grandes cidades, como sinónimo de preocupação com a sustentabilidade e com a problemática das alterações climáticas.</p>
<p>Actualmente, apenas uma cidade europeia obteve a certificação LEED for Cities. Savona, em Itália, junta-se, assim, a um restrito grupo de metrópoles com esta certificação. Para Ilaria Caprioglio, mayor da cidade de Savona, é um orgulho “a cidade ter sido reconhecida como a primeira cidade europeia LEED. O nosso compromisso é moldar um ambiente urbano sustentável e resiliente e uma cidade mais segura e equitativa. Acreditamos que o LEED for Cities é o instrumento adequado para que aumente a consciencialização sobre o desempenho actual, e o resultado futuro das cidades, de modo a apoiar os decisores”.</p>
<p>Se, na Europa, Savona é um “oásis num deserto”, nos Estados Unidos da América, algumas cidades já receberam a distinção. A começar pela capital do país, Washington D.C. “É do melhor interesse em termos de segurança, economia e futuro levar a sustentabilidade e resiliência a sério, já que é a capital do país. Temos uma especial obrigação de liderar as questões ambientais. Estamos orgulhosos por sermos reconhecidos como a primeira cidade mundial com a distinção LEED Platinum City. O nosso compromisso com estas questões não termina aqui. Esperamos continuar a construir uma cidade mais verde, mais resiliente e mais sustentável”, afirmou o mayor da cidade, Muriel Bowser. Para além da capital do país, também Phoenix e Arlington receberam a distinção LEED for Cities. Noutras latitudes, Songdo, na Coreia do Sul, também já se encontra certificada, desta feita, com o selo para comunidades. “Nos mandamentos de sustentabilidade que definimos para a Songdo IBD, sempre imaginamos como a qualidade de vida dos nossos residentes, trabalhadores e visitantes poderia ser reforçada por um compromisso com um desenvolvimento ambiental responsável. A certificação LEED for Communities vai validar o compromisso de Songdo para estar na vanguarda da transformação urbana sustentável”, explica Stan Gale, chairman da Gale International, um dos fomentadores da Songdo International Business District (IBD).</p>
<p><strong>LiderA: o caso português</strong></p>
<p>Em Portugal, existe, igualmente, um sistema que avalia e certifica o ambiente construído, tendo em vista a sustentabilidade. O LiderA surgiu em 2000, por intermédio de Manuel Duarte Pinheiro, docente do Instituto Superior Técnico (IST) e fundador da IPA – Inovação e Projetos em Ambiente, no âmbito de uma investigação para atingir e desenvolver um sistema de avaliação em termos de sustentabilidade, não só em edifícios, mas igualmente em espaços exteriores e zonas construídas.</p>
<p><img decoding="async" class="size-full wp-image-7824 aligncenter" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2019/08/0608leed01.png" alt="" width="650" height="340" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2019/08/0608leed01.png 650w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2019/08/0608leed01-300x157.png 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2019/08/0608leed01-610x319.png 610w" sizes="(max-width: 650px) 100vw, 650px" /></p>
<p>O sistema LiderA é, segundo o portal das iniciativa, um sistema voluntário desenvolvido para avaliar a construção sustentável, e assenta em seis eixos principais em termos de bom desempenho ambiental: integração local, recursos, gestão das cargas ambientais, qualidade do serviço e resiliência, vivências socioeconómicas e uso sustentável. Este sistema, que se destina aos vários players do mercado da construção (promotores, projetistas, empreiteiros, gestores de empreendimentos, etc.), organiza-se entre os níveis G e A+++, sendo que, actualmente, o nível E é o mais usado.</p>
<p>Manuel Pinheiro, fundador da iniciativa, sublinhou, em declarações exclusivas à <em>Edifícios e Energia</em>, que o LiderA é um tipo de certificação “ajustado à realidade nacional e que se foca no desempenho ambiental, social e económico, desempenho passivo, reabilitação, entre outros. Tem uma estrutura de programas comuns para as diferentes tipologias (residencial, turismo, serviços) e uma escala de desempenho que permite efectivamente compreender qual o grau de procura da sustentabilidade e criar valor para as várias partes”, mas “tem um foco de contexto” diferente da certificação LEED. Em Portugal, o hábito de certificação ainda está pouco enraizado. Segundo o docente do IST, estas ferramentas “ainda são pouco conhecidas e utilizadas. O seu conhecimento é superficial e, por vezes, impreciso”.</p>
<p>Ainda assim, no nosso país, entre as certificações existentes, destaca-se o Belas Clube de Campo, do promotor André Jordan Group. O empreendimento surgiu com uma preocupação premente em manter a beleza natural do local, adequando-a a um projecto urbano e, em 2012, tornou-se no primeiro empreendimento, em Portugal, a garantir a certificação de sustentabilidade do LiderA com a classe A+. Posteriormente, as novas townhouses foram distinguidas, também pelo LiderA, com a certificação A++, o que eleva o estatuto do Belas Clube de Campo a líder na questão da sustentabilidade.</p>
<p>Existe, é certo, ainda um longo caminho a percorrer, até que certificações com vista à sustentabilidade se tornem uma prática usual e uma ferramenta diária dos vários intervenientes do mercado. No entanto, já vão sendo dados pequenos passos. A ADENE &#8211; Agência para a Energia disponibiliza, na sua oferta formativa, duas formações de certificação internacional em construção sustentável: Green Associate (LEED GA), que tem como intuito dotar os profissionais dos melhores conhecimentos na área da construção sustentável e boas práticas de design; e o LEED Accredited Professional (LEED AP BD+C), que coloca o destaque na certificação de novas construções e grandes reabilitações, com apresentação de todas as fases e pontos-chave deste tipo de projectos. Ambas as formações dão destaque à certificação em construção sustentável LEED.</p>
<p>O espaço para evoluir é amplo, mas é igualmente imperativo que os diversos elementos do mercado comecem a colocar o tema da certificação como uma questão primordial, com vista a atingir o objectivo último: a sustentabilidade. “É preciso iniciar a aplicação [da certificação] desde a fase mais inicial possível e olhar a sustentabilidade como uma oportunidade de melhoria de desempenho”, remata Manuel Pinheiro.</p>
<p> </p>
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