O Governo determinou, através de despacho publicado em Diário da República, o arranque da elaboração da proposta da futura Estratégia Industrial Verde. A medida enquadra-se na Lei de Bases do Clima e tem como objectivo criar um quadro estratégico que apoie a descarbonização do sector industrial, promovendo o crescimento económico sustentado e o reforço da competitividade das empresas nacionais.
Segundo o diploma, a proposta será desenvolvida sob a coordenação conjunta da ADENE – Agência para a Energia e da Agência para a Competitividade e Inovação (IAPMEI), em articulação com outras entidades públicas, entre as quais o Laboratório Nacional de Energia e Geologia (LNEG), a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) e a Direcção-Geral da Economia (DGE).
Energia como factor de competitividade
Um dos eixos centrais da futura estratégia é o posicionamento da energia como factor central de competitividade da indústria nacional. O documento aponta para o incentivo ao uso de electricidade de origem renovável como forma de reduzir custos operacionais das empresas e, dessa forma, aumentar a produtividade do tecido industrial português.
Entre os restantes objectivos definidos, destacam-se a modernização da base industrial já existente, a atracção de novos investimentos para o sector e a criação de cadeias de valor de elevado valor acrescentado.
Conclusão prevista para Novembro
O processo de elaboração da proposta vai decorrer ao longo deste ano, prevendo-se a realização de fases de auscultação junto de entidades públicas e privadas, às quais se seguirá um período de consulta pública.
De acordo com o calendário estabelecido, a proposta da Estratégia Industrial Verde deverá estar concluída até ao final de Novembro, altura em que terão início os procedimentos de avaliação e aprovação por parte do Governo.
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