Uso de energia renovável para aquecimento e arrefecimento atinge 26 %, segundo dados do Eurostat

Os dados do Serviço de Estatísticas da Comissão Europeia demonstram que continua a aumentar a utilização de fontes de energia renováveis para aquecimento e arrefecimento na União Europeia (UE).  

A quota de energia proveniente de fontes renováveis nestas áreas atingiu 26,2 % em 2023, o valor mais elevado desde que foi iniciado o processo de monitorização em 2004 (11,7 %). Em comparação com o ano anterior, 2022, a quota aumentou 1,2 pontos percentuais (p.p).  

De acordo com o Eurostat, a biomassa e as bombas de calor têm sido os principais impulsionadores do aumento gradual do consumo final bruto de energia renovável para aquecimento e arrefecimento na Europa, em termos absolutos. 

Portugal encontra-se acima da média europeia nesta área, com 47,1% em 2023, um aumento de 1,6 pontos percentuais face a 2022 (45,5 %). 

A Suécia voltou a liderar em 2023 no que diz respeito às energias renováveis no aquecimento e arrefecimento, com uma quota de 67,1 %, seguida da Estónia (66,7 %). O Eurostat indica que ambos os países utilizam sobretudo biomassa e bombas de calor. Seguiu-se-lhes a Letónia (61,4 %), que utiliza principalmente biomassa. 

Em contrapartida, as quotas mais baixas de fontes renováveis no aquecimento e arrefecimento foram registadas na Irlanda (7,9 %), nos Países Baixos (10,2 %) e na Bélgica (11,3 %). 

Comparativamente com 2022, 21 países da UE registaram um aumento nas percentagens de energias renováveis utilizadas no aquecimento e arrefecimento. A Áustria (+8,1 p.p.), Malta (+7,5 p.p.) e a Grécia (+4,9 p.p.) foram os que apresentaram um maior aumento entre 2022 e 2023. Em sentido inverso, foram registadas diminuições na Suécia (-2,7 pp), Polónia (-2,2 pp), Eslováquia (-1,1 pp), Croácia (-1,0 pp), Alemanha (-0,5 pp) e Luxemburgo (-0,1 pp). 

A Directiva relativa à promoção da utilização de energia proveniente de fontes renováveis exige que os países da UE aumentem a sua quota média anual de energias renováveis no aquecimento e arrefecimento em, pelo menos, 0,8 pontos percentuais de 2021 a 2025 e em, pelo menos, 1,1 pontos percentuais de 2026 a 2030.

Fotografia de destaque: © Freepik

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