A Associação Europeia de Bombas de Calor (EHPA) entende que os planos da Comissão Europeia para impulsionar indústrias “limpas” competitivas e energia acessível “identificam várias áreas cruciais para impulsionar a adopção de bombas de calor”.
Para a EHPA, é positivo que a descarbonização industrial e a produção de tecnologias “limpas” sejam temas presentes no Acordo para a Indústria Limpa, assim como o facto de o Plano de Acção para a Energia Acessível enfatizar a importância da redução das facturas de electricidade e a valorização da flexibilidade da rede energética.
“Todos estes factores são fundamentais para acelerar a transição para o aquecimento e arrefecimento limpos nas habitações e nas indústrias através de bombas de calor. O aumento da utilização destes equipamentos pode reduzir a dependência da Europa de combustíveis fósseis importados e, por conseguinte, proporcionar uma maior segurança energética”, indica a associação através de um comunicado de imprensa, acrescentando que a comunicação da Comissão Europeia menciona que as despesas com importações poderiam ser reduzidas em 60 mil milhões de euros com mais bombas de calor.
Contudo, a EHPA não deixa de salientar que, tanto o Acordo para a Indústria Limpa como o Plano de Acção para a Energia Acessível, não abordam directamente o “contributo crítico que o sector das bombas de calor, uma tecnologia madura e comprovada, pode dar para a segurança energética, a competitividade industrial e o caminho para o net zero”. A associação assegura que a previsibilidade da procura a longo prazo também não foi considerada e defende que estas são questões que têm de ser abordadas no próximo Plano de Acção para a Electrificação e na Estratégia de Aquecimento e Arrefecimento da União Europeia.
Paul Kenny, director-geral da EHPA, entende que “não podemos esperar que as pessoas e a indústria instalem uma bomba de calor quando pagam menos pelo aquecimento com combustíveis fósseis. É necessário oferecer aos consumidores um preço de electricidade competitivo e flexível em troca da escolha de uma bomba de calor, reforçando assim a segurança energética europeia”.
O responsável acrescenta que o sector das bombas de calor deve ser reconhecido como uma “importante estratégia europeia” nos referidos planos para que seja definida uma “orientação política clara que tranquilize os fabricantes, os investidores e os consumidores”.
Fotografia de destaque: © Shutterstock





