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	<title>Arquivo de REHVA - Edificios e Energia</title>
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	<description>A Revista especializada de referência nos sectores de AVAC, eficiência energética, materiais de construção e edifícios.</description>
	<lastBuildDate>Mon, 09 Feb 2026 11:28:46 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivo de REHVA - Edificios e Energia</title>
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	<item>
		<title>REHVA publica contributo para a revisão dos requisitos de ecodesign e rotulagem energética de sistemas de aquecimento</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/rehva-publica-contributo-para-a-revisao-dos-requisitos-de-ecodesign-e-rotulagem-energetica-de-sistemas-de-aquecimento/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rita Galego]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Feb 2026 08:00:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Comissão Europeia]]></category>
		<category><![CDATA[ecodesign]]></category>
		<category><![CDATA[REHVA]]></category>
		<category><![CDATA[rotulagem energética]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Comissão Europeia abriu uma nova fase de consulta pública para rever e actualizar as normas técnicas relativas ao ecodesign e à rotulagem energética de equipamentos de aquecimento de ambiente e de água em edifícios residenciais. As propostas estão disponíveis para comentários até 23 de Janeiro de 2026. </p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/rehva-publica-contributo-para-a-revisao-dos-requisitos-de-ecodesign-e-rotulagem-energetica-de-sistemas-de-aquecimento/">REHVA publica contributo para a revisão dos requisitos de ecodesign e rotulagem energética de sistemas de aquecimento</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>A Federação Europeia das Associações de Aquecimento, Ventilação e Ar Condicionado (REHVA) apresentou uma contribuição às consultas públicas da Comissão Europeia relativas à revisão dos requisitos de <i>ecodesign </i>e das regras de rotulagem energética aplicáveis aos aquecedores de espaços e aos aquecedores combinados. </strong></p>
<p><span data-contrast="auto">As duas iniciativas em consulta, requisitos de conceção ecológica para aquecedores e aquecedores combinados (</span><span data-contrast="auto">destinados tanto ao aquecimento ambiente como à produção de água quente sanitária)</span><span data-contrast="auto"> e requisitos de rotulagem de eficiência energética para o mesmo tipo de produtos, terão “um papel importante na definição do enquadramento europeu para as tecnologias de aquecimento, o acesso ao mercado e a informação ao consumidor até 2030 e décadas seguintes”, considera a REHVA.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">O </span><i><span data-contrast="auto">feedback </span></i><span data-contrast="auto">foi desenvolvido pelo Grupo Consultivo de Política da UE da REHVA (EU Policy Advisory Group – EU PAG) e baseia-se na experiência prática de engenheiros, projectistas, especialistas técnicos e fabricantes de AVAC de toda a Europa.</span><span data-contrast="auto"> </span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Na sua contribuição, a federação sublinha que os equipamentos de aquecimento não devem ser encarados como produtos “prontos a usar”, mas sim como componentes de sistemas integrados. O desempenho energético real depende, em grande medida, da conceção do sistema, do correcto dimensionamento, da instalação e das condições reais de funcionamento.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:1,&quot;335551620&quot;:1,&quot;335559685&quot;:0,&quot;335559737&quot;:0,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240,&quot;335559740&quot;:279}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A REHVA salienta que esta dimensão sistémica deve ser considerada mesmo em regulamentos centrados no produto, como a conceção ecológica e a rotulagem energética, que se baseiam em ensaios normalizados e pressupostos convencionais. Do ponto de vista dos profissionais de AVAC, os requisitos aplicáveis aos produtos não devem “limitar involuntariamente a capacidade de conceber sistemas eficientes, acessíveis e adequados à finalidade no local, especialmente em projectos de renovação, configurações híbridas e soluções integradas com energias renováveis”.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:1,&quot;335551620&quot;:1,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:276}"> </span></p>
<h4 aria-level="4"><b><span data-contrast="auto">Conceção ecológica: assegurar coerência</span></b><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;134245418&quot;:true,&quot;134245529&quot;:true,&quot;335559738&quot;:319,&quot;335559739&quot;:319}"> </span></h4>
<p><span data-contrast="auto">Relativamente à revisão das regras de conceção ecológica, a REHVA reconhece o papel essencial destes requisitos na definição de níveis mínimos de desempenho para os produtos colocados no mercado da UE. No entanto, alerta que estes critérios influenciam sobretudo o acesso ao mercado e são baseados em condições de ensaio padronizadas, que nem sempre reflectem o desempenho sazonal real dos sistemas AVAC.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A REHVA defende, por isso, a manutenção de uma abordagem tecnologicamente neutra, que preserve a flexibilidade necessária para projectistas e instaladores e evite a exclusão de produtos capazes de contribuir para soluções eficientes e de baixas emissões, incluindo sistemas híbridos e baseados em fontes renováveis. A federação destaca ainda a importância de assegurar coerência entre os métodos de ensaio dos produtos e as normas de cálculo ao nível do sistema utilizadas nos regulamentos de construção, de modo a alinhar o desempenho declarado com a aplicação no mundo real.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<h4 aria-level="4"><b><span data-contrast="auto">Rotulagem energética: mais clareza e utilidade</span></b><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;134245418&quot;:true,&quot;134245529&quot;:true,&quot;335559738&quot;:319,&quot;335559739&quot;:319}"> </span></h4>
<p><span data-contrast="auto">No domínio da rotulagem energética, a REHVA acolhe favoravelmente a intenção da Comissão Europeia de reajustar as classes de eficiência energética, restaurando a capacidade do rótulo para diferenciar de forma clara os produtos disponíveis no mercado. Ainda assim, a federação alerta que os limiares de classe propostos podem agrupar tecnologias muito distintas na mesma categoria, reduzindo a utilidade do rótulo para consumidores e profissionais.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:1,&quot;335551620&quot;:1,&quot;335559685&quot;:0,&quot;335559737&quot;:0,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240,&quot;335559740&quot;:279}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Um dos principais riscos identificados é a criação de uma “classe A vazia”, susceptível de gerar confusão junto dos utilizadores finais e de provocar efeitos indesejados nos regimes de apoio financeiro e subsídios frequentemente associados às classes energéticas mais elevadas. A REHVA propõe, por isso, limiares alternativos que reflictam melhor a diversidade e as gamas de desempenho das tecnologias de aquecimento actualmente disponíveis.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<h4 aria-level="4"><b><span data-contrast="auto">O que se segue?</span></b><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;134245418&quot;:true,&quot;134245529&quot;:true,&quot;335559738&quot;:319,&quot;335559739&quot;:319}"> </span></h4>
<p><span data-contrast="auto">A consulta sobre os projectos de actos delegados e de execução terminou a 23 de Janeiro de 2026, estando prevista a adopção final por parte da Comissão Europeia ainda no primeiro trimestre de 2026.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A REHVA assegura que “continuará a acompanhar de perto o processo e a colaborar com as instituições da UE para garantir que os regulamentos finais apoiem soluções de aquecimento de alto desempenho e baixas emissões, mantendo-se viáveis para os profissionais e fabricantes de AVAC”.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A contribuição completa da REHVA encontra-se disponível </span><a href="https://www.rehva.eu/fileadmin/user_upload/2025/REHVA_Comments_on_Ecodesign_Ecolabelling_for_space_heaters_final__1_.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span data-contrast="none">aqui</span></a><span data-contrast="auto">.</span></p>
<p>Fotografia de destaque: © Shutterstock</p><p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/rehva-publica-contributo-para-a-revisao-dos-requisitos-de-ecodesign-e-rotulagem-energetica-de-sistemas-de-aquecimento/">REHVA publica contributo para a revisão dos requisitos de ecodesign e rotulagem energética de sistemas de aquecimento</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>QAI: Saúde, produtividade e benefícios económicos</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/qai-saude-produtividade-e-beneficios-economicos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[REHVA]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Aug 2025 08:00:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[descarbonização]]></category>
		<category><![CDATA[edifícios]]></category>
		<category><![CDATA[QAI]]></category>
		<category><![CDATA[qualidade do ar interior]]></category>
		<category><![CDATA[REHVA]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os indivíduos passam a maior parte do seu tempo em ambientes interiores, onde uma má qualidade do ar interior (QAI) afeta significativamente a saúde, o bem-estar e a produtividade. A pandemia de COVID-19 destacou a importância da ventilação não apenas para o conforto, mas também para a QAI, o controlo de infeções e a saúde geral dos ocupantes, sublinhando a necessidade de abordagens integradas para lidar com a saúde, a segurança e a sustentabilidade.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/qai-saude-produtividade-e-beneficios-economicos/">QAI: Saúde, produtividade e benefícios económicos</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong><em>Este artigo foi originalmente publicado na <a href="https://leitor.medialine.pt/reader.html?p=edificiosenergia&amp;v=principal&amp;e=159" target="_blank" rel="noopener">edição nº 159 da Edifícios e Energia</a> (Maio/Junho 2025).</em></strong></p>
<p><strong>OS AUTORES</strong></p>
<p>YUNUS EMRE CETIN, Hermann-Rietschel-Institute, Technische Universität Berlin, Germany y.cetin@tu-berlin.de</p>
<p>MARTIN KRIEGEL, Hermann-Rietschel-Institute, Technische Universität Berlin, Germany</p>
<p>DONGYU S. WANG, Siemens Schweiz AG, 6300 Zug, Switzerland</p>
<p>MARTIN TACKENBERG, Siemens Schweiz AG, 6300 Zug, Switzerland</p>
<p>REHVA Journal <a href="https://www.rehva.eu/rehva-journal/chapter/indoor-air-quality-health-productivity-and-economic-gains" target="_blank" rel="noopener">01/25</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><strong>INTRODUÇÃO</strong></h4>
<p>Os indivíduos passam a maior parte do seu tempo em ambientes interiores, onde uma má qualidade do ar interior (QAI) afeta significativamente a saúde, o bem-estar e a produtividade [1,2]. A pandemia de COVID-19 destacou a importância da ventilação não apenas para o conforto, mas também para a QAI, o controlo de infeções e a saúde geral dos ocupantes, sublinhando a necessidade de abordagens integradas para lidar com a saúde, a segurança e a sustentabilidade [3]. Com os edifícios a representarem 40 % do consumo final de energia na Europa [4], há uma pressão crescente para a descarbonização. No entanto, medidas de eficiência energética, como a redução da entrada de ar exterior ou o reforço da estanquidade da envolvente dos edifícios, podem conduzir a uma ventilação insuficiente e, com isso, afetar negativamente a QAI.</p>
<p>Garantir uma ventilação adequada demonstrou melhorar o desempenho cognitivo, reduzir o absentismo e aumentar a satisfação dos ocupantes [5], evidenciando as amplas vantagens de uma gestão eficaz da QAI. Além disso, investimentos estratégicos em sistemas de ventilação podem proporcionar benefícios significativos para a saúde, ao mesmo tempo que geram poupanças energéticas e aumentam os ganhos de produtividade [6,7]. Apesar destes benefícios, tais melhorias frequentemente envolvem custos consideráveis, exigindo uma avaliação cuidadosa da sua viabilidade económica.</p>
<p>Este estudo analisa a importância multifacetada da QAI e os seus impactos nos ocupantes dos edifícios, conforme documentado na literatura científica. Especificamente, examina a relação entre QAI, ventilação e consumo energético, destacando os efeitos adversos de uma má QAI e os benefícios de uma ventilação eficaz. Além disso, foca-se em estudos que abordam a relação custo-benefício da gestão da QAI e das estratégias de ventilação, fornecendo uma perspetiva abrangente sobre a sua viabilidade e impacto.</p>
<h4>IMPLICAÇÕES DE UMA QUALIDADE DO AR INTERIOR INADEQUADA</h4>
<p>Certos poluentes interiores são conhecidos por representar riscos para a saúde: por exemplo, o formaldeído e os compostos aromáticos como o benzeno são frequentemente detetados em muitos edifícios [8]. O formaldeído, muitas vezes emitido por materiais de construção, pode atingir concentrações significativamente mais elevadas em interiores do que em exteriores, especialmente após novas construções ou renovações. A exposição aguda pode causar irritação nos olhos, nariz e garganta, desencadear sintomas respiratórios e agravar a asma [9]. De forma semelhante, o ozono, proveniente de fontes interiores e exteriores, pode irritar os tecidos respiratórios, reforçando a importância do controlo de poluentes.</p>
<p>A ventilação inadequada agrava estas questões, permitindo a acumulação de poluentes e aumentando o risco de transmissão de doenças pelo ar [10,11]. Uma ventilação deficiente resulta frequentemente em níveis elevados de CO2 – emitido pelos ocupantes – que estão associados a dores de cabeça, fadiga e redução do desempenho cognitivo [12]. Uma má QAI e ventilação também estão associadas à chamada “síndrome do edifício doente” (SED), caracterizada por sintomas como dores de cabeça e desconforto respiratório, que muitas vezes desaparecem quando os indivíduos saem do edifício [13].</p>
<p>As consequências de uma QAI deficiente vão além da saúde, afetando significativamente a produtividade através do absentismo e do presentismo – ou seja, a redução da eficiência no local de trabalho devido ao desconforto e à doença [14]. Condições respiratórias leves, como a sinusite, a asma e a rinite alérgica, estão associadas a um aumento das baixas por doença [15]. Estes efeitos são particularmente evidentes em ambientes como escritórios e escolas, onde os ocupantes passam longos períodos em espaços fechados e onde a qualidade da ventilação afeta diretamente tanto os resultados de saúde como o desempenho geral. Melhorar a qualidade do ar nestes ambientes demonstrou ser uma estratégia eficaz para mitigar estes problemas, promovendo melhores resultados de saúde e um desempenho global mais eficiente, como será discutido a seguir.</p>
<h4>ESCRITÓRIOS</h4>
<p>Uma vasta literatura relata que a melhoria da qualidade do ar interior através de uma ventilação adequada pode melhorar significativamente o bem-estar e a produtividade dos ocupantes em ambientes de escritório.</p>
<p>Caudais de ventilação de até 20 litros por segundo (L/s) por pessoa demonstraram mitigar os sintomas da Síndrome do Edifício Doente (SED) [16]. Uma meta-análise revelou que caudais de ventilação mais baixos (2,5 L/s por pessoa) estavam associados a um aumento dos efeitos adversos na saúde e a uma queda significativa na produtividade em comparação com caudais de ventilação mais elevados (30 L/s por pessoa) [17].</p>
<p>Com base nesta premissa, Wargocki e Wyon [18] investigaram os efeitos de diferentes caudais de ventilação (3, 10 e 30 L/s por pessoa) na perceção da qualidade do ar, nos sintomas da SED e na produtividade. Os seus resultados demonstram uma relação linear entre caudais de ventilação mais elevados e uma menor insatisfação com a qualidade do ar, menos sintomas de secura na boca e garganta e uma maior clareza cognitiva. Notavelmente, o desempenho em tarefas de escritório melhorou 1,7 % a cada duplicação do caudal de ar, evidenciando os benefícios concretos de uma ventilação reforçada.</p>
<p>Estudos semelhantes confirmam a ligação entre o aumento da ventilação de ar exterior e a melhoria da produtividade e do desempenho cognitivo. Por exemplo, foram reportadas melhorias cognitivas de até 101 % quando o caudal de ar exterior foi duplicado [19]. Além disso, registou-se um aumento de 26,4 % na função cognitiva entre ocupantes de edifícios certificados LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) em comparação com edifícios não certificados [20]. Os ganhos de desempenho devido ao aumento da ventilação são mais significativos no intervalo de 6 a 10 L/s por pessoa e diminuem consideravelmente quando o caudal de ventilação ultrapassa 45 L/s por pessoa [21].</p>
<p>Níveis elevados de CO2 no interior, indicativos de ventilação inadequada, estão associados à redução do desempenho no trabalho e ao aumento de sintomas de saúde [22,23]. Concentrações moderadas de CO2(~1000 ppm em comparação com ~600 ppm) comprometem significativamente o desempenho na tomada de decisões, com declínios ainda mais acentuados observados acima de 2500 ppm. Além disso, a exposição a ambientes interiores húmidos está ligada a doenças respiratórias e infeções. Intervenções direcionadas para a humidade e o bolor não só melhoraram o desempenho, como também reduziram os sintomas relatados pelos ocupantes e o absentismo [24,25]. Estima-se que medidas de melhoria da qualidade do ar interior – incluindo ventilação, filtragem e controlo da humidade – possam reduzir as baixas por doenças infeciosas entre 9 e 20 % [26].</p>
<h4>ESCOLAS</h4>
<p>Numerosos estudos destacam a maior suscetibilidade das crianças aos poluentes ambientais, influenciada por fatores fisiológicos e comportamentais. Em comparação com os adultos, as crianças respiram mais ar em relação ao seu peso corporal, e os seus tecidos e órgãos em desenvolvimento são particularmente vulneráveis a danos [27]. Dado que as crianças passam uma parte significativa do seu dia nas escolas, a manutenção de uma elevada qualidade do ambiente interior nestes espaços é crucial.</p>
<p>No entanto, a qualidade do ar interior em salas de aula é frequentemente inferior à de outros ambientes interiores, como habitações ou escritórios, principalmente devido à maior densidade de ocupação e duração da permanência. Numerosos estudos relataram os efeitos adversos de uma ventilação inadequada e de níveis elevados de contaminantes na saúde e no desempenho académico em ambientes escolares [28–31]. Por exemplo, estimou-se que o aumento das taxas de ventilação para 15 L/s por pessoa em escolas primárias pode reduzir as faltas por doença entre 11 e 17 % [32]. Foi documentada uma relação significativa entre a taxa de ventilação nas salas de aula e o desempenho académico, sendo que uma maior renovação de ar exterior melhora o desempenho cognitivo: tempos de execução de tarefas mais rápidos em crianças de 10 a 12 anos [18] e melhores resultados em testes de matemática [33] ilustram os benefícios concretos de uma ventilação adequada.</p>
<blockquote><p>O aumento das taxas de ventilação de ar exterior de 12 para 24 L/s por pessoa resultou numa poupança líquida anual de 400 dólares por colaborador, compensando os custos de ventilação [25]. De forma semelhante, os benefícios anuais provenientes da melhoria da QAI frequentemente superam os custos energéticos e de manutenção em 10 vezes, com períodos de retorno inferiores a quatro meses [37].</p></blockquote>
<p>Além disso, é particularmente importante manter os níveis de CO2 interiores abaixo de 1000 ppm. Vários estudos associam concentrações mais baixas de CO2 a tempos de resposta mais rápidos, maior precisão e melhor assiduidade entre alunos do ensino primário [34–36]. Estas conclusões enfatizam o papel crítico de uma qualidade do ar interior superior na promoção da saúde e do sucesso académico.</p>
<p>De um modo geral, as evidências sustentam fortemente que uma melhor qualidade do ar interior proporciona benefícios tanto tangíveis, como o aumento do desempenho e a redução do absentismo, como intangíveis, incluindo maior bem-estar e conforto. Isto levanta uma questão fundamental: quais são os custos para alcançar melhorias na qualidade do ar interior e como se comparam com os benefícios?</p>
<h4>CUSTO-BENEFÍCIO</h4>
<p>O retorno do investimento em melhorias da qualidade do ar interior (QAI) abrange tanto benefícios diretos como indiretos. A melhoria da QAI contribui para o aumento do valor dos imóveis, a redução das despesas com saúde e a melhoria da produtividade da força de trabalho, tornando-se um elemento crítico nas estratégias de gestão de edifícios. Vários estudos demonstram consistentemente que os benefícios económicos de uma QAI superior superam amplamente os custos associados. Por exemplo, o aumento das taxas de ventilação de ar exterior de 12 para 24 L/s por pessoa resultou numa poupança líquida anual de 400 dólares por colaborador, compensando os custos de ventilação [25]. De forma semelhante, os benefícios anuais provenientes da melhoria da QAI frequentemente superam os custos energéticos e de manutenção em 10 vezes, com períodos de retorno inferiores a quatro meses [37].</p>
<blockquote><p>As melhorias na QAI contribuem para vantagens operacionais e financeiras mais amplas, especialmente quando a produtividade e os salários dos colaboradores são considerados. Por exemplo, aumentar a ventilação para além dos valores recomendados acrescentou menos de 40 dólares anuais em custos energéticos por pessoa, ao mesmo tempo que aumentou a produtividade em 8%, o que equivale a 6500 dólares por trabalhador de escritório e 15 500 dólares por gestor [42].</p></blockquote>
<p>Um estudo realizado para edifícios de escritórios nos Estados Unidos da América (EUA) estimou que ambientes melhorados poderiam gerar benefícios económicos anuais entre 5 e 75 mil milhões de dólares, principalmente devido à melhoria da saúde [38]. Além disso, o aumento das taxas mínimas de ventilação acima de 8 L/s por pessoa poderia gerar benefícios económicos entre 13 mil milhões e 38 mil milhões de dólares nos edifícios de escritórios dos EUA, superando amplamente os custos energéticos [39]. Além disso, estudos de simulação sugerem que as melhorias na QAI podem proporcionar benefícios até 60 vezes superiores aos seus custos, com períodos de retorno médios de dois anos [40]. Por fim, estudos de casos práticos mostraram que duplicar a taxa de renovação de ar exterior reduziu as baixas por doença em 10 % e melhorou a produtividade em 1,5 %, demonstrando como pequenas alterações podem gerar benefícios significativos [41].</p>
<p>Para além destas constatações, as melhorias na QAI contribuem para vantagens operacionais e financeiras mais amplas, especialmente quando a produtividade e os salários dos colaboradores são considerados. Por exemplo, aumentar a ventilação para além dos valores recomendados acrescentou menos de 40 dólares anuais em custos energéticos por pessoa, ao mesmo tempo que aumentou a produtividade em 8 %, o que equivale a 6500 dólares por trabalhador de escritório e 15 500 dólares por gestor [42]. Estes resultados enfatizam a eficiência dos investimentos em QAI, onde custos operacionais mínimos resultam em retornos substanciais. Além disso, há estudos que mostram que os inquilinos estão dispostos a pagar prémios por uma QAI melhorada [43,44] e que edifícios certificados frequentemente apresentam valores de mercado mais elevados [44,45].</p>
<p>Apesar destes benefícios convincentes, a indústria da construção enfrenta desafios significativos na priorização dos investimentos em QAI. As principais barreiras incluem conceções erradas sobre o retorno do investimento e a insuficiência de análises financeiras durante as fases de conceção e operação [46]. Embora tenha havido um foco crescente na monitorização da QAI nas recentes diretrizes da Diretiva de Desempenho Energético dos Edifícios (EPBD) [4], a pressão regulamentar, em geral, continua limitada. Além disso, os benefícios para a saúde e a produtividade são frequentemente excluídos das avaliações tradicionais de custos, prejudicando o seu valor percebido. Por fim, embora os benefícios de um maior conforto, saúde e produtividade sejam significativos, a medição e a comparação abrangentes continuam limitadas devido à falta de métricas bem definidas e amplamente aceites.</p>
<h4>CONCLUSÃO</h4>
<p>Esta revisão destaca o papel fundamental da qualidade do ar interior (QAI) na promoção da saúde, no aumento da produtividade e no reforço do desempenho económico. Uma QAI inadequada, frequentemente resultante de uma ventilação insuficiente, afeta negativamente a função cognitiva, agrava problemas de saúde, aumenta o absentismo e impõe custos económicos significativos. Por outro lado, melhorias na QAI estão associadas a um melhor desempenho nas tarefas, melhores resultados de saúde, redução das ausências por doença e poupanças económicas mensuráveis.</p>
<p>Os resultados sugerem que as melhorias na QAI podem representar uma estratégia altamente rentável, com benefícios económicos que podem superar os custos em até 60 vezes. Além disso, o período de retorno do investimento em melhorias da QAI é frequentemente inferior a dois anos, dependendo das circunstâncias específicas. O reforço dos quadros regulamentares poderia impulsionar a adoção generalizada destas medidas, garantindo a sua implementação de forma consistente e eficaz, em vez de depender exclusivamente de ações voluntárias. Tais medidas proporcionariam benefícios substanciais, não apenas aos ocupantes individuais dos edifícios, mas também à sociedade como um todo, contribuindo para ambientes mais saudáveis, produtivos e economicamente sustentáveis.</p>
<h4>Referências</h4>
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<p>Fotografia de destaque: © Shutterstock</p>
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			</item>
		<item>
		<title>25.as Jornadas de Climatização e Refrigeração: Estratégias para Edifícios Sem Emissões e com Boa Qualidade do Ambiente Interior</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/empresas/25-as-jornadas-de-climatizacao-e-refrigeracao-estrategias-para-edificios-sem-emissoes-e-com-boa-qualidade-do-ambiente-interior/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Edifícios e Energia]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Jul 2025 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[25.as Jornadas de Climatização e Refrigeração]]></category>
		<category><![CDATA[capítulo português da ASHRAE]]></category>
		<category><![CDATA[Comissão de Especialização em Climatização e Refrigeração]]></category>
		<category><![CDATA[conforto ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[eficiência energética]]></category>
		<category><![CDATA[Estratégias para Edifícios de Zero Emissões]]></category>
		<category><![CDATA[QAI]]></category>
		<category><![CDATA[REHVA]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Comissão de Especialização em Climatização e Refrigeração, em colaboração com a secção nacional da REHVA e o capítulo português da ASHRAE, irá promover, no dia 25 de setembro de 2025, as 25.as Jornadas de Climatização e Refrigeração. ...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-d2cc9faa0f7274e598917be6d6fad409 wp-block-paragraph" style="font-size:14px;font-style:italic;font-weight:500;letter-spacing:0px"><br></p>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-be0bec813fefe4cd215a27c65120fa83 wp-block-paragraph">A <strong>Comissão de Especialização em Climatização e Refrigeração</strong>, em colaboração com a secção nacional da <strong>REHVA</strong> e o <strong>capítulo português da ASHRAE</strong>, irá promover, no dia 25 de setembro de 2025, as 25.<sup>as</sup>&nbsp;Jornadas de Climatização e Refrigeração.</p>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-cdb2d397a60fd45f7d6dfb31e546bf00 wp-block-paragraph">As Estratégias para Edifícios de Zero Emissões com Elevada Qualidade do Ambiente Interior visam eliminar as emissões de gases com efeito de estufa, garantindo, em simultâneo, o conforto e bem-estar dos ocupantes. Esta abordagem assenta em três princípios: elevada eficiência energética, eliminação das emissões diretas no local e promoção da saúde dos ocupantes, devendo, igualmente, considerar os impactos sociais e ambientais em comunidades vulneráveis.</p>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-e726b6efe47777df4dde20955eafd892 wp-block-paragraph">Estas estratégias oferecem benefícios significativos; contudo, enfrentam desafios relevantes, incluindo os elevados custos iniciais, a complexidade técnica, a escassez de mão de obra qualificada e as dificuldades na reabilitação de edifícios existentes.</p>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-93939d1bc694822ef8ccda153c1b0d78 wp-block-paragraph">A necessidade de conciliar a eficiência energética com o conforto ambiental constituirá o eixo central de reflexão e debate destas jornadas.</p>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-84702fc7df3e692c5d419b9f07fdd88f wp-block-paragraph">Este ano, as 25.<sup>as</sup>&nbsp;Jornadas de Climatização e Refrigeração serão realizadas em conjunto com a <strong>Conferência Regional da Região XIV da ASHRAE (CRC)</strong>, motivo pelo qual as sessões serão conduzidas em inglês. O evento trará oradores nacionais e internacionais, incluindo <strong>DLs da ASHRAE</strong>, os <strong>presidentes cessantes da REHVA</strong>, e da <strong>ASHRAE</strong>, professores e diversos convidados de empresas que partilharão casos práticos e perspetivas inovadoras do setor.<br><br>Inscreva-se já, através deste <strong><a href="https://www.ordemdosengenheiros.pt/pt/utilizador/login/?tipo=0&amp;urlreturn=%252Fpt%252Feventos%252Finscricao%252Fevento-3857%252F" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">link</a></strong>.</p>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-9ac00cf961d1ea846fe5a532228b76c6 wp-block-paragraph"></p>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-8451726bd928f09d3aacbfaddbefcd85 wp-block-paragraph"><strong>Programa:</strong></p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-black-color has-text-color has-link-color"><tbody><tr><td>09:00</td><td>Receção dos participantes</td></tr><tr><td>09:30</td><td>Sessão de Abertura:<br><strong>Odete Almeida |</strong> Coordenadora da Comissão de Especialização em Climatização e Refrigeração<br><strong>José Afonso | </strong>Representante Português REHVA<br><strong>José Luís Alexandre</strong> | Presidente-Eleito do ASHRAE Portugal ChapterP<br><strong>Mahroo Eftekhari</strong> | Presidente da ASHRAE Region XIV<br><strong>Fernando de Almeida Santos |</strong> Bastonário<br></td></tr><tr><td>10:00</td><td>Sessão da Manhã<br><strong>Moderador: Ana Fernandes |</strong>&nbsp;Membro da Direção da EFRIARC</td></tr><tr><td>10:10</td><td>Decarbonization in the Built Environment. What is it, and the Pros and Cons?<br><strong>Thomas Lawrence |</strong>&nbsp;DL ASHRAE &#8211; University of Georgia, USA</td></tr><tr><td>10:30</td><td>Advanced Energy Performance Assessment towards Smart Living in Buildings and District Level<br><strong>Catalin Lungu&nbsp;</strong>| Presidente cessante da REHVA</td></tr><tr><td>10:50</td><td>Health and Wellness in the Built Environment<br><strong>Dennis Knight&nbsp;</strong>| Presidente cessante da ASHRAE</td></tr><tr><td>11:10</td><td>Coffee-break</td></tr><tr><td>11:50</td><td>The Road to Decarbonization<br><strong>Wiliiam Doll </strong>| Diretor Europeu de Produto – Marketing da CARRIER</td></tr><tr><td>12:10</td><td>High-density racks: new refrigeration technologies<br><strong>Stefano Salvagnin&nbsp;</strong>| Engenheiro Técnico Comercial – VERTIV</td></tr><tr><td>12:30</td><td>Debate</td></tr><tr><td>13:00</td><td>Pausa para almoço</td></tr><tr><td>15:00</td><td>Sessão da Tarde<br><strong>Moderador:&nbsp;Tiago Rushwurth&nbsp;</strong>| Diretor Executivo da AIPOR</td></tr><tr><td>15:10</td><td>Temas<br><strong>Climate and Cooling Technologies</strong><br><strong>Paolo Falcioni |</strong>&nbsp;Director Geral da APPLIA<br><br><strong>Environment Social and Governance</strong><br><strong>António Grangeia</strong>&nbsp;| Eng. Sénior, Especialista em Refrigeração pela OE, Consultor externo do Grupo Centauro</td></tr><tr><td>15:30</td><td>Designing Zero Carbon Buildings &#8211; Embodied and Operational Emissions in Achieving True Zero<br><strong>Ljubomir Jankovic |&nbsp;</strong>University of Salford, UK</td></tr><tr><td>15:50</td><td>Improving Environmental Air In Commercial Spaces<br><strong>Kelly Jenkins |</strong> Diretora de Desenvolvimento de Negócio da Delta Controls/Geoterme</td></tr><tr><td>16:30</td><td>Coffee-Break</td></tr><tr><td>17:00</td><td>Chasing Tomorrow´s ZEB Solutions<br><strong>Daniel Malveiro |&nbsp;</strong>Delegado Solutions Portugal da BAXI</td></tr><tr><td>17:20</td><td>Towards climate neutral cities &#8211; the role of buildings in the present and in the future<br><strong>Paulo Ferrão |</strong>&nbsp;Instituto Superior Técnico e Presidente do Conselho da Missão da UE para Cidades Climaticamente Neutras e Inteligentes</td></tr><tr><td>17:40</td><td>Sessão de Encerramento<br><strong>Fernando Santos |</strong>&nbsp;Bastonário da Ordem dos Engenheiros<br><strong>Odete Almeida |</strong>&nbsp;Coordenadora da Comissão de Especialização em Climatização e Refrigeração</td></tr></tbody></table></figure>



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<p class="wp-block-paragraph"></p>



<hr class="wp-block-separator aligncenter has-text-color has-alpha-channel-opacity has-background is-style-wide" style="background-color:#0897a2;color:#0897a2"/>



<p class="has-text-align-center has-black-color has-text-color has-link-color has-small-font-size wp-elements-8a250923ac275d7f4c8daea01a5b94f9 wp-block-paragraph"><strong><em>A Edifícios e Energia é Media Partner deste Evento</em></strong></p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>AVAC e Solar Térmico: Como estão as indústrias a reagir?</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/avac-e-solar-termico-como-estao-as-industrias-a-reagir/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rita Ascenso]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Jun 2025 08:54:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[AVAC]]></category>
		<category><![CDATA[descarbonização]]></category>
		<category><![CDATA[EHPA]]></category>
		<category><![CDATA[indústria]]></category>
		<category><![CDATA[mercado]]></category>
		<category><![CDATA[REHVA]]></category>
		<category><![CDATA[Solar Heat Europe]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Preços da energia altos, taxas do IVA desfasadas e políticas pouco assertivas são alguns dos problemas com que se debatem estes sectores. Fomos falar com a REHVA, EHPA e Solar Heat Europe e conhecer a realidade destes mercados. Entre várias conclusões, ressalta a necessidade de investimento, inovação e capacidade produtiva. Os agentes de mercado têm de se manter na vanguarda para liderarem esta transformação. Sem eles não chegamos aos edifícios zero emissões.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/avac-e-solar-termico-como-estao-as-industrias-a-reagir/">AVAC e Solar Térmico: Como estão as indústrias a reagir?</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong><em>Este artigo foi originalmente publicado na <a href="https://leitor.medialine.pt/reader.html?p=edificiosenergia&amp;v=principal&amp;e=159" target="_blank" rel="noopener">edição nº 159 da Edifícios e Energia</a> (Maio/Junho 2025).</em></strong></p>
<p>Preços da energia altos, taxas do IVA desfasadas e políticas pouco assertivas são alguns dos problemas com que se debatem estes sectores. Fomos falar com a REHVA, EHPA e Solar Heat Europe e conhecer a realidade destes mercados. Entre várias conclusões, ressalta a necessidade de investimento, inovação e capacidade produtiva. Os agentes de mercado têm de se manter na vanguarda para liderarem esta transformação. Sem eles não chegamos aos edifícios zero emissões.</p>
<p>A s indústrias do AVAC (aquecimento, ventilação e ar condicionado) e do solar já viveram muitos momentos conturbados e de adaptação a vários contextos económicos. As estratégias ambientais e a promoção da eficiência energética têm orientado estes sectores tecnológicos no caminho da redução dos consumos energéticos, do conforto térmico ou da qualidade do ambiente interior. O mercado tem estado sempre à altura dos desafios e sido um aliado imprescindível. Sucede que esta cruzada ganha agora novos contornos. A fasquia está mais alta, as metas de Bruxelas são muito exigentes para os edifícios e estes sectores já poderiam estar com a vitalidade que seria desejada para dar resposta aos desafios da descarbonização. E porquê? Porque de um lado temos uma Europa que quer avançar para a dependência energética, incentivar a electrificação renovável e descarbonizar o parque edificado até 2050. E do outro lado, a ausência de políticas assertivas que resolvam os problemas energéticos de base. Bruxelas continua a promover indirectamente os usos de energia que não são endógenos ao manter uma fiscalidade elevada sobre os equipamentos renováveis. Os valores da energia na Europa continuam a ser incompatíveis com a promoção e aposta na electrificação. Um paradoxo que afecta um mercado decisivo e central na estratégia europeia.</p>
<p>Com a nova Directiva sobre o Desempenho Energético dos Edifícios (EPBD), os edifícios zero emissões vão marcar o ritmo dos projectos e a actividade do AVAC e solar já a partir de 2026. Com a transposição da EPBD para o domínio nacional, as estratégias para a descarbonização dos edifícios vão passar a ser obrigatórias. Mesmo que ainda não se conheçam as metodologias, as exigências vão aumentar em todos os sectores de actividade. Mas há uma coisa que sabemos à partida: sem as indústrias do AVAC e do solar térmico, Bruxelas não chega lá e a descarbonização do parque edificado europeu não se faz.</p>
<p>Tal como nos recorda Serafin Graña no seu habitual artigo de opinião (pág. 44), “a Agência Internacional de Energia (AIE) prevê que o número de sistemas de AVAC em todo o planeta aumente dos cerca de 2 mil milhões actuais para mais de 6 mil milhões em 2050”. Na Europa, estima-se que a procura vai disparar.</p>
<p>O apoio à indústria e a capacidade produtiva e inovadora destes sectores vão ser factores decisivos, mas já lá vamos. Antes, é preciso entender que a tecnologia não pode, por si só, resolver todos os problemas dos edifícios e, para que o caminho se faça, é preciso atacar as outras áreas, nomeadamente aspectos que devem ser acautelados para que cada um cumpra a sua missão e faça a sua parte sem comprometer um sector em toda a linha. A descarbonização dos edifícios, como sabemos, toca em muitas áreas que vão desde a circularidade de todos os elementos construtivos, ao fabrico e produção dos materiais e componentes, ao transporte, etc. É preciso minimizar as necessidades energéticas dos edifícios a nível conceptual e construtivo, logo num primeiro momento. Este é um ponto prévio, muito falado, mas obrigatório, antes de começarmos a falar em soluções activas ou da “corrida à tecnologia” como nos explica João Sousa, projectista, nesta edição (pág. 32).</p>
<p>Nada de novo, já que a principal novidade poderá estar naquilo que é exigido à indústria. Nesse sentido, fomos tentar perceber, junto das principais associações do sector, aquilo que está em cima da mesa. Para esta edição da revista <em>Edifícios e Energia</em>, a Federação Europeia das Associações de Aquecimento, Ventilação e Ar Condicionado (REHVA), a Associação Europeia de Bombas de Calor (EHPA) e a Associação Europeia da Indústria do Solar Térmico (Solar Heat Europe – SHE) confirmam que estão alinhadas e, de uma forma muito activa, a reivindicar um conjunto de questões indispensáveis ao desenvolvimento e crescimento destes sectores. Também do lado português, a Associação Portuguesa das Empresas dos Sectores Térmico, Energético, Electrónico e do Ambiente (APIRAC) e a Associação Portuguesa dos Engenheiros de Frio Industrial e Ar Condicionado partilham o posicionamento do sector em Portugal (EFRIARC) na pág. 18.</p>
<h4><strong>AVAC E SOLAR NO CENTRO DA DESCARBONIZAÇÃO</strong></h4>
<p>Investimento, inovação ou capacidade de produção são áreas determinantes nesta fase. Para a REHVA, o sector deixa de ser “periférico” com a reformulação da EPBD em 2024. Este diploma “coloca os profissionais do AVAC no centro da jornada da descarbonização da Europa&#8221;. Para os especialistas da REHVA, fundada em 1963 e que representa mais de 120 mil projectistas de AVAC, engenheiros, técnicos e especialistas em 26 países europeus, “os sistemas de aquecimento, ventilação e ar condicionado são agora fundamentais para alcançar edifícios com emissões zero, melhorar a qualidade do ambiente interior (IEQ &#8211; <em>Indoor Environmental Quality</em>) e garantir a resiliência energética”. Para responderem às ambições da directiva, “os agentes do mercado devem manter-se na vanguarda” e, por isso, a mensagem da REHVA é clara: “Aqueles que se adaptarem cedo irão liderar a transformação. Os que não o fizerem, arriscam-se a ficar para trás”. Mais, “a EPBD reformulada em 2024 marca uma mudança do desempenho energético no papel para o desempenho em funcionamento nos edifícios”.</p>
<blockquote><p>ELIMINAÇÃO PROGRESSIVA DOS COMBUSTÍVEIS FÓSSEIS<br />
Uma das preocupações mais prementes é a eliminação progressiva das caldeiras alimentadas por combustíveis fósseis. Associações como a REHVA sublinharam a necessidade de uma abordagem que inclua a indústria tecnológica e seja sensível ao contexto, permitindo sistemas híbridos ou adaptações faseadas nos casos em que a electrificação total ainda não é viável. Em resposta, muitos fabricantes estão a acelerar os portfólios de bombas de calor, sistemas híbridos e programas de formação para projectistas e instaladores.<br />
REHVA</p></blockquote>
<p>Para além das estratégias de descarbonização, é preciso ainda olhar para a maior abrangência da directiva. Como sublinha a REHVA, “a reformulação de 2024 da EPBD é mais do que uma actualização técnica”. Trata-se de uma “resposta da UE a uma cascata de crises que se sobrepõem. Desde as alterações climáticas, a segurança energética até à saúde em recintos fechados e à equidade social, a revisão da directiva reflecte um entendimento mais amplo e urgente naquilo que os edifícios devem proporcionar”. E no centro dessa transformação está “o desempenho dos sistemas de aquecimento, ventilação e ar condicionado”.</p>
<p>Proteger a saúde dos ocupantes dos edifícios, melhorar a qualidade de vida das pessoas e acelerar as taxas de reabilitação energética são, por isso, factores que a REHVA elege como prioritários neste processo. E alerta: “Esta mudança coloca novas responsabilidades e oportunidades aos profissionais de AVAC. Os projectistas, instaladores ou especialistas na actividade da manutenção já não estão a trabalhar nos bastidores. As suas decisões influenciam o cumprimento das metas das emissões zero, o conforto térmico e contribuem para a flexibilidade e digitalização da rede”.</p>
<p>Uma maior rapidez na resposta e produção, soluções flexíveis e facilmente adaptáveis às características dos edifícios, a facilidade na instalação ou as soluções modulares, são as respostas que o mercado tem de dar, confirmam estas instituições. A REHVA elege a “flexibilidade, a rapidez e o custo-eficácia” dos sistemas de AVAC como os motores que definem “a próxima geração de projectos e construção. O sucesso da EPDB depende desta capacidade do sector do AVAC”. A flexibilidade não pode estar apenas ao nível da conceção dos sistemas, defende a REHVA. “Os modelos de negócio também precisam de ser flexíveis”. Do ponto de vista comercial, “o <em>leasing</em>, os contratos de desempenho e as ofertas baseadas em serviços (<em>AVAC-as-a-Service</em>) estão a tornar-se opções atractivas, especialmente para os clientes do sector público que enfrentam restrições orçamentais, mas que estão sujeitos a prazos apertados”.</p>
<blockquote><p>QUALIDADE DO AMBIENTE INTERIOR (IEQ)</p>
<p>A tendência aponta para soluções integradas e com desempenho verificado, como a ventilação controlada por procura com monitorização de CO2, ou o aquecimento/arrefecimento por zonas com sensores de qualidade do ambiente interior (QAmI). Alguns fabricantes começam a incluir a QAmI como parte das suas ofertas de sistemas, enquanto associações como a REHVA estão a actualizar as orientações para apoiar os profissionais neste modelo de dupla abordagem: poupança de energia + bem-estar dos ocupantes.</p>
<p>REHVA</p></blockquote>
<p>Para estas indústrias, para as PME´s, para os projectistas e para os instaladores existem outros problemas de base que precisam de solução urgente. “No entanto, a par destas preocupações, há sinais de adaptação pragmática e de alinhamento estratégico com as ambições da directiva”, explica-nos a REHVA. Uma boa notícia, tendo em conta o caminho que está por fazer.</p>
<h4><strong>AS BOMBAS DE CALOR – PRECISAM-SE MEDIDAS URGENTES!</strong></h4>
<p>As bombas de calor estão a passar por grandes dificuldades com o mercado a cair para níveis que não eram esperados. A razão estará nos preços da energia e na manutenção elevada da taxa do IVA na maioria do espaço europeu. A electricidade continua cara e torna-se pouco vantajoso investir numa bomba de calor quando as pessoas ainda pagam menos pelo aquecimento com recurso a combustíveis fósseis. Uma reivindicação da EHPA que sublinha a previsibilidade da procura a longo prazo e denuncia a falta de atenção a estes temas, tanto no Acordo para a Indústria Limpa como no Plano de Acção para a Energia Acessível.</p>
<p>As vendas caíram em média 21% (em comparação com o ano de 2023) em 14 grandes mercados europeus, representando cerca de 90% do total do mercado europeu. Quem o avança é a EHPA. “O mercado passou de 2,8 milhões para 2,2 milhões de unidades vendidas”. No topo da lista, a associação europeia identifica três razões principais: o apoio governamental instável &#8211; as alterações nos regimes de subsídios enfraqueceram a confiança dos consumidores, tornando as bombas de calor menos atractivas; a recessão económica &#8211; a crise do custo de vida fez com que os consumidores hesitassem em investir em novos sistemas de aquecimento; o gás barato e subsidiado &#8211; os baixos preços do gás tornam as caldeiras a combustíveis fósseis uma opção mais acessível a curto prazo.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-31935  alignleft" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/06/shutterstock_2012493668-1-1-1024x679.jpg" alt="" width="366" height="243" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/06/shutterstock_2012493668-1-1-1024x679.jpg 1024w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/06/shutterstock_2012493668-1-1-300x199.jpg 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/06/shutterstock_2012493668-1-1-768x510.jpg 768w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/06/shutterstock_2012493668-1-1-1536x1019.jpg 1536w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/06/shutterstock_2012493668-1-1-2048x1359.jpg 2048w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/06/shutterstock_2012493668-1-1-610x405.jpg 610w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/06/shutterstock_2012493668-1-1-1080x717.jpg 1080w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/06/shutterstock_2012493668-1-1-scaled.jpg 1200w" sizes="(max-width: 366px) 100vw, 366px" /></p>
<p>Numa altura em que a dinamização das soluções renováveis é essencial para a Europa, a EHPA considera que, “em vez de acelerar a transição para um aquecimento limpo, as políticas estão inadvertidamente a empurrar os consumidores para caldeiras alimentadas a combustíveis fósseis, comprometendo os objectivos climáticos”. Para além de “limitar o abandono dos combustíveis fósseis”, a EHPA chama a atenção para “o aumento das instalações de caldeiras a combustíveis fósseis”, que resulta numa “inversão ao progresso” que Bruxelas promove.</p>
<p>Como consequência desta ausência de políticas eficazes, a associação explica à <em>Edifícios e Energia</em> que o sector das bombas de calor está com “grandes dificuldades”. Trata-se de uma indústria que “fabrica 60-73% dos seus produtos na Europa” e que se debate com “a perda de postos de trabalho” e a diminuição do investimento na sua capacidade de produção. Globalmente, e segundo dados fornecidos pela associação europeia, o sector das bombas de calor gera cerca de 416 mil empregos directos e indirectos. “O declínio da procura de bombas de calor também teve impacto no emprego, com pelo menos quatro mil postos de trabalho cortados e mais de seis mil afectados. “Estes contratempos estão, não só a prejudicar a indústria, mas também a enfraquecer a competitividade e a segurança energética da Europa”, reforçam os responsáveis pela EHPA.</p>
<p>Para dar resposta a estes problemas, a associação europeia pede medidas urgentes. A redução do IVA sobre as bombas de calor para 5% é uma medida possível “ao abrigo da legislação da UE desde 2022”. No entanto, a EHPA vai mais longe e pretende que esta redução seja ainda maior, apoia os 0% de IVA e incentiva os Estados-Membros a adoptá-la como estratégia.</p>
<p>“O sector das bombas de calor precisa de políticas estáveis e previsíveis”, no entanto, e numa altura em que os trabalhos de transposição da EPBD já começaram, existe a possibilidade de “este diploma ser aberto à legislação conexa”. Para a EHPA, esta realidade vai criar “incerteza regulamentar” que pode “minar a confiança dos investidores e atrasar projectos fundamentais”. Uma incerteza que poderá “resultar em mais perdas de postos de trabalho e atrasar significativamente os progressos e os objectivos climáticos e energéticos da Europa”, alerta a associação.</p>
<p>Ultrapassadas estas questões, é previsível que o sector esteja mais bem preparado para dar resposta àquilo que lhe é exigido. A EHPA relembra que, mesmo neste contexto, “as empresas já estão a alinhar as suas estratégias com os objectivos da EPBD”, com mais investimento na capacidade de fabrico, desenvolvimento de programas de formação e inovação. Nos últimos três anos, “os fabricantes de bombas de calor na Europa investiram quase sete mil milhões de euros em cerca de 300 locais de produção no espaço europeu. A indústria das bombas de calor está empenhada em melhorar ainda mais a eficiência, a acessibilidade e a flexibilidade, satisfazendo as exigências dos novos projectos de construção e renovação”. Mas para o efeito, e para “garantir o crescimento e a estabilidade a longo prazo, segundo a EHPA, “o sector precisa de clareza e continuidade no quadro regulamentar”.</p>
<blockquote><p>TORNAR A QAI (QUALIDADE DO AMBIENTE INTERIOR) VISÍVEL</p>
<p>A IEQ, ou Qualidade do Ambiente Interior, já não é opcional. À medida que os sensores se tornam obrigatórios em muitos edifícios novos e renovados, espera-se que os profissionais de AVAC especifiquem, instalem e interpretem os dados. Em vez de tratar esta actividade como trabalho extra, é importante olhar para esta oportunidade como a demonstração de um valor acrescentado: fornecer sistemas que não se limitam a reduzir o consumo de energia, mas que melhoram activamente o conforto, a produtividade e a saúde.</p>
<p>REHVA</p></blockquote>
<p>Com preços da electricidade e um IVA mais justos, os Sistemas de Automatização e Controlo de Edifícios (SACE) e a inteligência dos edifícios “permitem que as bombas de calor funcionem quando a electricidade é mais barata, ao mesmo tempo que a integração perfeita com painéis solares e outras fontes renováveis vai reduzir a dependência dos combustíveis fósseis e optimizar o consumo de energia”. A integração é um caminho inevitável e garante maior flexibilidade para as soluções, o que torna “as bombas de calor mais adaptáveis a diferentes tipos de edifícios&#8221;, explica esta associação europeia.</p>
<h4><strong>SOLAR TÉRMICO &#8211; SISTEMAS HÍBRIDOS SÃO A TENDÊNCIA</strong></h4>
<p>“Sem arrependimentos” é como a indústria do solar térmico se define no actual contexto. A razão, segundo Pedro Dias, Deputy Managing Director na Solar Heat Europe, é o facto de o solar térmico se destacar como uma solução híbrida no que toca a custos baixos e flexibilidade. “O solar térmico beneficia de uma vasta experiência em combinação com outras tecnologias, como o gás e a biomassa, e integra-se perfeitamente com sistemas existentes ou novos, como as bombas de calor”. Recorde-se de que, depois de vários incentivos no início deste século, o solar térmico foi sendo preterido por soluções que davam respostas directas à dinâmica da electrificação e com as quais foi concorrendo, nomeadamente as bombas de calor e o solar fotovoltaico. A produção de calor renovável para aquecimento de água e ambiente através dos colectores solares térmicos é obrigatória em Portugal para os edifícios novos residenciais e está a posicionar-se como um complemento importante para as metas da descarbonização, também para os edifícios comerciais e serviços. A seu favor está ainda o facto de a indústria estar maioritariamente concentrada na Europa e num mercado dominado por PME´s, “posicionados desde a Finlândia ao Chipre, incluindo Portugal”.</p>
<blockquote><p>SOLAR TÉRMICO: UMA TECNOLOGIA IMPRESCINDÍVEL</p>
<p>Actualmente, o sector solar térmico tem sido sujeito a muitos desenvolvimentos de I&amp;D, é uma tecnologia moderna e fiável que fornece calor renovável até 400 °C e é adequada para muitas aplicações diferentes. O sector tem uma forte base de produção europeia, capaz de satisfazer 90% da procura interna de sistemas solares térmicos e de exportar para todo o mundo. A Solar Heat Europe representa diferentes partes da cadeia de valor, sendo os seus membros constituídos por fornecedores, fabricantes, promotores de projectos, institutos de investigação e associações nacionais de 16 países europeus.</p>
<p>Solar Heat Europe</p></blockquote>
<p>O trabalho da SHE em promover o solar térmico tem sido muito activo e os argumentos técnicos são vários. “Para acelerar a sua implementação face às metas de renovação da EPBD, e mais especificamente tendo em conta os requisitos do ‘Artigo 10. Energia solar nos edifícios’, o sector está a concentrar-se na densidade energética superior do solar térmico em comparação com o fotovoltaico. Um sistema solar térmico (ST) gera 600-1000 kWh/m²/ano de energia térmica, essencial para diversas aplicações de calor, enquanto um painel solar fotovoltaico (PV) convencional produz 150-250 kWh/m²/ano de electricidade. Esta eficiência, resultante da capacidade do ST de converter até 80% da radiação solar em calor útil, torna-o prioritário para a descarbonização do consumo de calor, especialmente em espaços urbanos limitados”, explica Pedro Dias.</p>
<p><img decoding="async" class="wp-image-31936  alignright" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/06/shutterstock_2212908737-1-1024x683.jpg" alt="" width="408" height="272" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/06/shutterstock_2212908737-1-1024x683.jpg 1024w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/06/shutterstock_2212908737-1-300x200.jpg 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/06/shutterstock_2212908737-1-768x512.jpg 768w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/06/shutterstock_2212908737-1-1536x1024.jpg 1536w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/06/shutterstock_2212908737-1-2048x1365.jpg 2048w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/06/shutterstock_2212908737-1-610x407.jpg 610w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/06/shutterstock_2212908737-1-1080x720.jpg 1080w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/06/shutterstock_2212908737-1-scaled.jpg 1200w" sizes="(max-width: 408px) 100vw, 408px" /></p>
<p>Os sistemas híbridos são a tendência para este mercado que se quer reafirmar. “O desenvolvimento de tecnologias híbridas, tanto a nível de painéis PVT (fotovoltaico-térmico) como de sistemas híbridos como solar térmico/bomba de calor é uma prioridade, maximizando a densidade energética e a eficiência, particularmente em reabilitações com restrições de espaço”. Neste sentido, a SHE espera que a EPBD seja “justa e eficaz”. Para Pedro Dias, “é crucial estabelecer um´<em>level playing field</em>`entre as diferentes tecnologias de energia renovável, nomeadamente o solar térmico e o fotovoltaico. O uso do solar térmico nos edifícios não pode ser ignorado!”. Segundo a SHE, os enquadramentos legais não fazem a necessária referência concreta nem promovem esta solução “como previsto no artigo 10º da EPBD. É essencial criar condições equitativas, o que implica considerar a densidade energética de cada tecnologia, definindo critérios com base na capacidade instalada e não na área ocupada. Dessa forma, possibilita-se a valorização do contributo específico de cada tecnologia para a descarbonização do parque edificado, evitando um favorecimento implícito de uma tecnologia em detrimento de outra, e permitindo que os decisores e os consumidores escolham a solução mais adequada às suas necessidades e condições locais, maximizando assim o potencial de ambas as tecnologias na transição energética”.</p>
<blockquote><p>SISTEMAS DE AUTOMATIZAÇÃO E CONTROLO DE EDIFÍCIOS (SACE)</p>
<p>Os SACE já não são opcionais (mesmo para os novos edifícios residenciais até 2026). Em resposta, o sector está a investir na melhoria das competências, desde a formação a iniciativas financiadas pela UE no âmbito dos programas LIFE e Horizonte Europa. Os fabricantes estão também a simplificar as interfaces e a oferecer soluções pré-configuradas para reduzir as dificuldades de entrada no mercado. A interoperabilidade e os protocolos abertos estão a tornar&#8211;se pontos de venda, especialmente à medida que os <em>digital building logbooks</em> e o Indicador de Aptidão para Tecnologias Inteligentes (SRI) começam a ser associados a quadros de conformidade mais amplos.</p>
<p>REHVA</p></blockquote>
<p>Na base destas dificuldades poderá estar a fragmentação entre políticas nacionais e a implementação local, o que, para Pedro Dias, “dificulta a eficácia da EPBD”. A SHE aponta para a harmonização dos diferentes diplomas (com metas claras e adaptação local), a partilha do financiamento europeu entre os governos locais e os municípios e a promoção de plataformas colaborativas, como o Pacto de Autarcas para o Clima e a Energia. “A Solar Heat Europe defende uma cooperação multinível, onde os governos estabelecem normas, a UE apoia com recursos e os municípios implementam acções práticas. Esta sinergia, aliada a incentivos e capacitação, acelera a descarbonização, transformando a EPBD num motor da transição energética nos edifícios”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>ESTE ARTIGO CONTOU COM A COLABORAÇÃO DE:</strong></p>
<p><strong>REHVA:</strong> Andrei Vladimir Litiu (EPB Center Executive Director), Johann Zirngibl (REHVA Vice-president), Jarek Kurnitski (REHVA expert, TRC Chair Person), Jaap Hogeling (REHVA Journal Editor-in-chief, EPB Expert and Co-founder of EPB Center), Pablo Carnero Melero (REHVA Technical and EU project Officer Consultant) e Francesco Robimarga (REHVA Policy and Advocacy Officer)</p>
<p><strong>SOLAR HEAT EUROPE:</strong> Pedro Dias, Deputy Managing Director na Solar Heat Europe</p>
<p><strong>EHPA:</strong> especialistas e técnicos da Associação Europeia de Bombas de Calor</p>
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		<title>Normalização Europeia da Qualidade do Ar Interior</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/opiniao-analise/normalizacao-europeia-da-qualidade-do-ar-interior/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[REHVA]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Jun 2025 07:57:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião/Análise]]></category>
		<category><![CDATA[edifícios]]></category>
		<category><![CDATA[norma]]></category>
		<category><![CDATA[QAI]]></category>
		<category><![CDATA[qualidade do ar interior]]></category>
		<category><![CDATA[REHVA]]></category>
		<category><![CDATA[ventilação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Normalização na Qualidade do Ar Interior (QAI) está principalmente focada nos requisitos de saúde e nos requisitos para a ventilação. Os requisitos de saúde estão estabelecidos pela OMS e são muitas vezes referenciados nas normas de QAI. Atualmente, a norma europeia mais importante para a QAI é a EN 16798- 1/2. Esta norma foi desenvolvida na comissão técnica do CEN - TC156 e encontra-se agora em revisão.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong><em>Este artigo foi originalmente publicado na <a href="https://leitor.medialine.pt/reader.html?p=edificiosenergia&amp;v=principal&amp;e=158" target="_blank" rel="noopener">edição nº 158 da Edifícios e Energia</a> (Março/Abril 2025).</em></strong></p>
<p><strong>*Artigo cedido pelo REHVA <a href="https://www.rehva.eu/rehva-journal/chapter/european-standardisation-on-indoor-air-quality" target="_blank" rel="noopener">Journal de Junho</a></strong></p>
<p><strong>Autores do artigo:</strong></p>
<p><strong>Bjarne Wilkens Olesen</strong>, Professor emeritus, International Centre for Indoor Environment and Energy, Department of Environmental and Resource Engineering, Technical University of Denmark (DTU), bwol@dtu.dk</p>
<p>A Normalização na Qualidade do Ar Interior (QAI) está principalmente focada nos requisitos de saúde e nos requisitos para a ventilação. Os requisitos de saúde estão estabelecidos pela OMS e são muitas vezes referenciados nas normas de QAI. Atualmente, a norma europeia mais importante para a QAI é a EN 16798- 1/2. Esta norma foi desenvolvida na comissão técnica do CEN &#8211; TC156 e encontra-se agora em revisão. Uma norma semelhante, a ISO 17772-1/2 foi desenvolvida em paralelo pela ISO. A norma também inclui requisitos para conforto térmico, acústico e iluminação. O presente artigo concentrar-se-á nas partes que lidam com a QAI. Há centenas de substâncias no ar interior que podem influenciar a saúde dos ocupantes e a perceção da qualidade do ar, por isso, as normas geralmente prescrevem um determinado caudal de ar novo como critério para a QAI. O artigo explicará o uso da norma e dará exemplos de critérios, usando caudais de ar novo prescritos e critérios para substâncias individuais.</p>
<p><strong>Palavras-chave:</strong> Qualidade do Ar Interior (QAI), Ventilação (ar novo), Normas</p>
<h4><strong>INTRODUÇÃO</strong></h4>
<p>A primeira norma internacional que lidava com todos os parâmetros do ambiente interior (conforto térmico, qualidade do ar, iluminação e acústica) foi publicada em 2007 – a norma EN 15251. Esta norma prescreve parâmetros de entrada para a conceção e avaliação do desempenho energético dos edifícios e fazia parte do conjunto de normas desenvolvidas para apoiar a implementação da Diretiva sobre o Desempenho Energético dos Edifícios, EPBD (Energy Performance of Buildings Directive). Esta norma foi revista e publicada como EN 16789-1. Além da norma, foi desenvolvido para a apoiar e explicar com mais detalhe um Relatório Técnico &#8211; TR 16789-2:2017.</p>
<h4><strong>PARTE DA QUALIDADE DO AR INTERIOR CONTIDA NA EN 16798-1/2</strong></h4>
<p>A norma é escrita em linguagem normativa, com texto informativo incluído no relatório técnico. A norma inclui critérios padrão em 3-4 categorias (Quadro 1) para os parâmetros do ambiente interior, conforme descrito neste artigo. No entanto, encontra-se numa série de quadros no anexo informativo B. Cada país pode decidir se deseja utilizar esses valores padrão, usar apenas uma categoria ou usar valores bastante diferentes, que serão incluídos num anexo nacional normativo A com uma estrutura semelhante ao anexo B.</p>
<p><figure id="attachment_31780" aria-describedby="caption-attachment-31780" style="width: 395px" class="wp-caption alignleft"><img decoding="async" class="wp-image-31780 " src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/06/Captura-de-ecra-2025-06-11-083106.png" alt="" width="395" height="230" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/06/Captura-de-ecra-2025-06-11-083106.png 652w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/06/Captura-de-ecra-2025-06-11-083106-300x175.png 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/06/Captura-de-ecra-2025-06-11-083106-610x356.png 610w" sizes="(max-width: 395px) 100vw, 395px" /><figcaption id="caption-attachment-31780" class="wp-caption-text">Quadro 1. Descrição da aplicabilidade das categorias utilizadas</figcaption></figure></p>
<p>É importante enfatizar que os requisitos e critérios padrão são baseados na influência sobre os ocupantes e a norma não define critérios diretos dependendo do tipo de sistema (mecânico ou não mecânico) utilizado para condicionar o espaço.</p>
<p>O <em>draft</em> do relatório técnico TR 16789-2 inclui orientações para a norma nas seções semelhantes. Este relatório inclui também algumas secções e anexos adicionais com conceitos mais voluntários. Paralelamente, dois documentos semelhantes, ISO 17772 e ISO-TR17772, foram publicados como documentos quase idênticos.</p>
<p>Os requisitos para a qualidade do ar interior são expressos principalmente em termos de caudal mínimo de ar novo. Os requisitos gerais para o projetista em relação à qualidade do ar interior são os mesmos para edifícios residenciais e não residenciais. Os parâmetros de conceção para a qualidade do ar interior devem ser derivados utilizando um ou mais dos seguintes métodos:</p>
<p>• Método baseado na qualidade percebida do ar;</p>
<p>• Método utilizando critérios para concentração de poluentes;</p>
<p>• Método baseado em caudais de ar novo pré-definidos.</p>
<p>Dentro de cada método, o projetista deve escolher entre diferentes categorias de qualidade do ar interior e definir qual a categoria de edifício que será usada. O método utilizado deve ser documentado e deve ser explicado porque é que o método selecionado é adequado.</p>
<h4><strong>MÉTODO BASEADO NA QUALIDADE PERCEBIDA DO AR</strong></h4>
<p>O caudal total de ar novo na zona de respiração é encontrado combinando a ventilação para pessoas e edifício, calculada pela seguinte fórmula.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-31787" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/06/Screenshot-2025-02-24-at-17.46.07-300x68.png" alt="" width="300" height="68" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/06/Screenshot-2025-02-24-at-17.46.07-300x68.png 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/06/Screenshot-2025-02-24-at-17.46.07.png 462w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /> (1)</p>
<p>Onde:</p>
<p>qtot é o caudal total de ar novo na zona de respiração, l/s;</p>
<p>n é o valor de projeto para o número de pessoas na sala;</p>
<p>qp é o caudal de ar novo por ocupante, l/s/pessoa;</p>
<p>AR é a área do piso, m²;</p>
<p>qB é o caudal de ar novo para emissões do edifício, l/s/m²).</p>
<p>Os quadros básicos com os valores padrão são os Quadros 2 e 3. Os níveis de qualidade percebida do ar são definidos para pessoas não adaptadas. Se em casos especiais o projeto incluir pessoas adaptadas (ver TR 16789-2).</p>
<p>Um edifício é, por norma, considerado pouco poluente, a menos que atividades anteriores tenham resultado na poluição do edifício (por exemplo, fumo). Neste caso, o edifício deve ser considerado não pouco poluente. A categoria muito pouco poluente requer que a maioria dos materiais de construção utilizados para acabamento das superfícies interiores atenda aos critérios nacionais ou internacionais de materiais muito pouco poluentes.</p>
<p>O relatório técnico mostrará quadros com valores padronizados baseados nos dois quadros acima e uma densidade assumida de ocupação. Um exemplo é dado aqui no Quadro 4.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-31788 " src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/06/Captura-de-ecra-2025-06-11-083123.png" alt="" width="422" height="292" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/06/Captura-de-ecra-2025-06-11-083123.png 647w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/06/Captura-de-ecra-2025-06-11-083123-300x208.png 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/06/Captura-de-ecra-2025-06-11-083123-610x422.png 610w" sizes="(max-width: 422px) 100vw, 422px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-31789 " src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/06/Captura-de-ecra-2025-06-11-083134.png" alt="" width="433" height="300" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/06/Captura-de-ecra-2025-06-11-083134.png 644w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/06/Captura-de-ecra-2025-06-11-083134-300x208.png 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/06/Captura-de-ecra-2025-06-11-083134-610x422.png 610w" sizes="(max-width: 433px) 100vw, 433px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-31790 " src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/06/Captura-de-ecra-2025-06-11-083201-1024x680.png" alt="" width="721" height="478" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/06/Captura-de-ecra-2025-06-11-083201-1024x680.png 1024w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/06/Captura-de-ecra-2025-06-11-083201-300x199.png 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/06/Captura-de-ecra-2025-06-11-083201-768x510.png 768w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/06/Captura-de-ecra-2025-06-11-083201-610x405.png 610w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/06/Captura-de-ecra-2025-06-11-083201-1080x717.png 1080w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/06/Captura-de-ecra-2025-06-11-083201.png 1143w" sizes="(max-width: 721px) 100vw, 721px" /></p>
<h4><strong>MÉTODO USANDO CRITÉRIOS PARA CONCENTRAÇÃO DE POLUENTES</strong></h4>
<p>O caudal de ar novo necessário para diluir um poluente deve ser calculado pela seguinte equação:<br />
<img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-31791" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/06/Screenshot-2025-02-24-at-18.43.44-300x97.png" alt="" width="229" height="74" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/06/Screenshot-2025-02-24-at-18.43.44-300x97.png 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/06/Screenshot-2025-02-24-at-18.43.44-440x144.png 440w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/06/Screenshot-2025-02-24-at-18.43.44.png 446w" sizes="(max-width: 229px) 100vw, 229px" /> (2)</p>
<p>Onde:</p>
<p>Qh é o caudal de ar novo necessário para diluição, em litros por segundo;</p>
<p>Gh é a carga de poluição de um poluente, em microgramas por segundo;</p>
<p>Ch,i é o valor orientador de um poluente, ver Anexo B6, em microgramas por m³;</p>
<p>Ch,o é a concentração de poluentes na entrada de ar, em microgramas por m³;</p>
<p>εv é a eficácia da ventilação, 1.</p>
<p>NOTA. Ch,i e Ch,o podem também ser expressos como ppm (vol/vol). Neste caso, a carga de poluição Gh deve ser expressa em l/s. Para calcular o caudal de ar novo de projeto a partir da Eq. (2), o poluente (ou grupo de poluentes) mais crítico ou relevante deve ser identificado e a carga de poluição no espaço deve ser estimada. Quando este método é usado, é necessário que o CO2 seja utilizado como gás traçador para a emissão proveniente das pessoas (bio efluentes).</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-31792 " src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/06/Captura-de-ecra-2025-06-11-083244.png" alt="" width="489" height="542" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/06/Captura-de-ecra-2025-06-11-083244.png 684w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/06/Captura-de-ecra-2025-06-11-083244-271x300.png 271w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/06/Captura-de-ecra-2025-06-11-083244-610x676.png 610w" sizes="(max-width: 489px) 100vw, 489px" /></p>
<h4><strong>MÉTODO BASEADO EM CAUDAIS DE AR NOVO PRÉ-DEFINIDOS</strong></h4>
<p>Este é um método para determinar certos caudais mínimos de ar novo pré-definidos estimados para atender aos requisitos, tanto de qualidade percebida do ar, quanto de saúde na zona ocupada.</p>
<h4><strong>CAUDAIS DE AR NOVO DE PROJETO PARA EDIFÍCIOS RESIDENCIAIS</strong></h4>
<p>Os caudais de ar novo pré-definidos podem ser estabelecidos a nível nacional com base em um ou mais dos seguintes critérios: taxa total de renovação do ar para a habitação, caudais de ar novo para divisões específicas, caudais de ar de exaustão de divisões específicas. Num anexo da norma, são apresentados os valores padrão para os três critérios (ver Quadro 6). Pressupõe-se que o ar seja fornecido às salas de estar e extraído das zonas húmidas. Tanto o caudal total de ar novo para toda a habitação quanto o caudal de ar de exaustão das zonas húmidas devem ser calculadas. O maior dos dois valores deve ser utilizado. No relatório técnico, são apresentados vários exemplos de caudais de ar novo em edifícios residenciais.</p>
<p>A norma também descreve conceitos para edifícios com ventilação natural, nos quais os critérios baseados no CO2 podem ser utilizados. Num anexo, é apresentada uma metodologia para definir áreas padrão de abertura para sistemas de ventilação natural em habitações (ver Quadro 7). As áreas de abertura devem ser providenciadas na forma de grelhas de insuflação/extração, condutas de tiragem, grelhas de janelas ou sistemas similares.</p>
<h4><strong>FILTRAGEM E PURIFICAÇÃO DO AR</strong></h4>
<p>A norma também estabelece alguns requisitos sobre o uso de filtragem e purificação do ar. A influência da posição das entradas de ar exterior, da filtragem e da purificação do ar deve ser considerada de acordo com o projeto de norma prEN 16789-3 (revisão da EN 13779) e o draft do relatório técnico TR 16789-2. Se forem utilizados sistemas de filtragem e purificação do ar, devem ser considerados os seguintes pontos:</p>
<p>• Redução da quantidade de poluentes transportados pelo ar (pólenes, fungos, esporos, partículas, poeiras) provenientes da entrada de ar exterior, através da passagem do ar por um filtro.</p>
<p>• Circulação do ar secundário através de um filtro ou outra tecnologia de purificação do ar para reduzir a quantidade de poluentes no ar.</p>
<p>• Redução da concentração de odores e contaminantes gasosos através da circulação do ar secundário ou recirculação do ar de retorno (purificação do ar na fase gasosa).</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-31793 " src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/06/Captura-de-ecra-2025-06-11-083310.png" alt="" width="405" height="298" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/06/Captura-de-ecra-2025-06-11-083310.png 554w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/06/Captura-de-ecra-2025-06-11-083310-300x221.png 300w" sizes="(max-width: 405px) 100vw, 405px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-31794 " src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/06/Captura-de-ecra-2025-06-11-083324.png" alt="" width="403" height="194" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/06/Captura-de-ecra-2025-06-11-083324.png 554w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/06/Captura-de-ecra-2025-06-11-083324-300x145.png 300w" sizes="(max-width: 403px) 100vw, 403px" /></p>
<p>As diretrizes de projeto para purificação e filtragem do ar são apresentadas nas normas EN 16789-3 e ISO DIS 16814. A substituição parcial do ar exterior por sistemas de purificação do ar é descrita no draft do relatório técnico TR16789-2.</p>
<h4><strong>CONCLUSÃO</strong></h4>
<p>A norma apresenta valores para o projeto de sistemas de ventilação mecânica com base em caudais de ar novo recomendados. Para sistemas de ventilação natural, o projeto pode ser baseado nos níveis recomendados de CO2.</p>
<p>Há necessidade de atualizar a norma. No método 2, há apenas uma referência aos critérios da OMS para substâncias individuais, sendo que outros índices ou substâncias poderiam ser considerados. Um dos poluentes mais críticos, as partículas, não é abordado na norma.<br />
Por fim, o uso de purificação do ar precisa ser ampliado e incorporado como parte normativa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Bibliografia</strong></p>
<p>EN 16798-1:2019, Part 1: Indoor Environmental Input Parameters for Design and Assessment of Energy Performance of Buildings Addressing Indoor Air Quality, Thermal Environment, Lighting and Acoustics, CEN, 2019.</p>
<p>CEN/TR 16798-2:2019, Guideline for Using Indoor Environmental Input Parameters for the Design and Assessment of Energy Performance of Buildings, Draft for Working Group Red, CEN, 2019.</p>
<p>ISO 17772-1:2017. Energy performance of buildings &#8211; Indoor environmental Quality &#8211; part 1: Indoor environmental input parameters for the design and assessment of energy performance of buildings. ISO 2017.</p>
<p>ISO TR 17772-2:2017. Energy performance of buildings — Part 2: Guideline for using indoor environmental input parameters for the design and assessment of energy performance of buildings. ISO 2017.</p>
<p>B.W. Olesen et. al. :2020. The use of CO2 as an indicator for indoor air quality and control of ventilation according to EN 16798-1 and CEN/TR 16798-2. Roomvent2020.</p>
<p>D. Khovalyg, O. B. Kazanci, H. Halvorsen, I. Gundlach, W.P. Bahnfleth, J. Toftum, B.W. Olesen, 2020, Critical review of standards for indoor thermal environment and air quality, Energy and Buildings 213, pp. 109819</p>
<p>Fotografia de destaque: © Shutterstock</p>
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		<title>Nova edição Maio/Junho 2025 &#124; AVAC e Solar Térmico: Como estão as indústrias a reagir?</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/nova-edicao-maio-junho-2025-avac-e-solar-termico-como-estao-as-industrias-a-reagir/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Edifícios e Energia]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 May 2025 08:40:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[AVAC]]></category>
		<category><![CDATA[descarbonização]]></category>
		<category><![CDATA[edifícios]]></category>
		<category><![CDATA[EHPA]]></category>
		<category><![CDATA[indústrias]]></category>
		<category><![CDATA[REHVA]]></category>
		<category><![CDATA[Solar Heat Europe]]></category>
		<category><![CDATA[solar térmico]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Preços da energia altos, taxas do IVA desfasadas e políticas pouco assertivas são alguns dos problemas com que se debatem as empresas, numa altura em que é preciso investimento e inovação. Fomos falar com a REHVA, EHPA e Solar Heat Europe e conhecer a realidade de um mercado central para a descarbonização dos edifícios europeus.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h4 class="p1"><span class="s1"><b><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-31278 " src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/05/CapaEE159-768x1024.png" alt="" width="436" height="581" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/05/CapaEE159-768x1024.png 768w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/05/CapaEE159-225x300.png 225w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/05/CapaEE159-1152x1536.png 1152w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/05/CapaEE159-610x813.png 610w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/05/CapaEE159-1080x1440.png 1080w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/05/CapaEE159-scaled.png 900w" sizes="(max-width: 436px) 100vw, 436px" /></b></span></h4>
<h3></h3>
<h3>AVAC e Solar Térmico: Como estão as indústrias a reagir?</h3>
<p class="p2">Preços da energia altos, taxas do IVA desfasadas e políticas pouco assertivas são alguns dos problemas com que se debatem as empresas, numa altura em que é preciso investimento e inovação. Fomos falar com a REHVA, EHPA e Solar Heat Europe e conhecer a realidade de um mercado central para a descarbonização dos edifícios europeus.</p>
<p>Ainda nesta edição:</p>
<h4 class="p2"><span class="s1"><b>ENTREVISTA</b></span></h4>
<p class="p2"><span class="s1">João Sousa, projectista, explica os desafios da actividade do projecto e da nova EPBD<span data-teams="true">.</span></span></p>
<h4>ANÁLISE</h4>
<p>Qualidade do Ar Interior: saúde, produtividade e benefícios económicos.</p>
<h4 class="p2"><span class="s1"><b>OPINIÃO</b></span></h4>
<p class="p2">Eduardo Maldonado: &#8220;O Certificado Energético e o SCE estão a precisar de uma <em>major renovation</em>&#8220;;</p>
<p>Serafin Graña: “A indústria dos equipamentos de AVAC&amp;R – metas e desafios”;</p>
<p>Carlos Oliveira: “A certificação energética no contexto da nova habitação social ao abrigo do PRR”.</p>
<h4 class="p2"><span class="s1"><b>CONSTRUÇÃO SUSTENTÁVEL</b></span></h4>
<p class="p2">Gabriela Barbosa e Manuela Almeida, Universidade do Minho: &#8220;Passaportes de Renovação: a nova ferramenta para planear intervenções energéticas faseadas&#8221;.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p class="p6"><em><span class="s1"><strong>Não perca estes e outros temas na edição de Maio/Junho de 2025. </strong><strong>Saiba mais <a href="http://loja.medialine.pt/Loja/?p=edificiosenergia" target="_blank" rel="noopener"><span class="s5">aqui</span></a>.</strong></span></em></p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/nova-edicao-maio-junho-2025-avac-e-solar-termico-como-estao-as-industrias-a-reagir/">Nova edição Maio/Junho 2025 | AVAC e Solar Térmico: Como estão as indústrias a reagir?</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
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		<title>A Geoterme apoia as Jornadas de Climatização dedicadas à Neutralidade Carbónica</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/empresas/a-geoterme-apoia-as-jornadas-de-climatizacao-dedicadas-a-neutralidade-carbonica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Edifícios e Energia]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jan 2025 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[24ªs Jornadas de Climatização]]></category>
		<category><![CDATA[ashrae]]></category>
		<category><![CDATA[Comissão de Especialização em Climatização e Refrigeração - OE]]></category>
		<category><![CDATA[Deltacontrols]]></category>
		<category><![CDATA[edifícios]]></category>
		<category><![CDATA[geoterme]]></category>
		<category><![CDATA[ordem dos engenheiros]]></category>
		<category><![CDATA[reabilitação urbana]]></category>
		<category><![CDATA[REHVA]]></category>
		<category><![CDATA[SACE]]></category>
		<category><![CDATA[sustentabilidade ambiental]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Geoterme será patrocinadora Platinium da 24ª edição das Jornadas da Climatização, que têm lugar no Auditório da Sede  Nacional da Ordem dos Engenheiros, no dia 16 de janeiro de 2025, com o tema central;  “A NEUTRALIDADE CARBÓNICA NOS EDIFÍCIOS E NA INDÚSTRIA”  ...</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A <a href="https://www.geoterme.com/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Geoterme</strong></a> será patrocinadora Platinium da <strong>24ª edição das Jornadas da Climatização</strong>, que têm lugar no Auditório da Sede  Nacional da Ordem dos Engenheiros, no dia 16 de janeiro de 2025, com o tema central;  <strong>“A NEUTRALIDADE CARBÓNICA NOS EDIFÍCIOS E NA INDÚSTRIA”</strong>, organizado pela Comissão de Especialização em Climatização e Refrigeração, em colaboração com a secção nacional da REHVA e o capítulo português da ASHRAE.</p>
<p>Sendo a sustentabilidade ambiental uma das principais causas da <strong>Geoterme</strong>, concretizada na sua atividade através da descarbonização o sector dos edifícios de serviços com a implementação de sistemas SACE de alta eficiência, este forte suporte às Jornadas da Climatização reforça o alinhamento da empresa com este desígnio.</p>
<p>A participação da <strong>Geoterme</strong> irá ocorrer conjuntamente com um dos seus principais parceiros – a <strong>Deltacontrols</strong>, o que irá possibilitar uma maior divulgação junto do mercado nacional das soluções tecnológicas deste fabricante, em sistemas SACE mais otimizados e flexíveis para par resposta às obrigações legais em edifícios novos e existentes.</p>
<p>Junte-se a este evento!<br />
Mais informação <strong><a href="https://www.ordemdosengenheiros.pt/pt/eventos/24-as-jornadas-de-climatizacao/" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>.</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><em>Este artigo tem o apoio da Geoterme.</em></strong></p>
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		<title>24ª edição das Jornadas de Climatização regressa dia 16 de Janeiro com o tema:  &#8220;A Neutralidade Carbónica nos Edifícios e na Indústria&#8221;</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/empresas/24a-edicao-das-jornadas-de-climatizacao-regressa-dia-16-de-janeiro-com-o-tema-a-neutralidade-carbonica-nos-edificios-e-na-industria-060224/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Edifícios e Energia]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jan 2025 11:12:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[24ªs Jornadas de Climatização]]></category>
		<category><![CDATA[ashrae]]></category>
		<category><![CDATA[Climatização e Refrigeração nos Edifícios e na Indústria]]></category>
		<category><![CDATA[Comissão de Especialização em Climatização e Refrigeração da Ordem dos Engenheiros]]></category>
		<category><![CDATA[equidade social]]></category>
		<category><![CDATA[Neutralidade Carbónica nos Edifícios e na Indústria]]></category>
		<category><![CDATA[ordem dos engenheiros]]></category>
		<category><![CDATA[proteção ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[REHVA]]></category>
		<category><![CDATA[viabilidade económica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Comissão de Especialização em Climatização e Refrigeração da Ordem dos Engenheiros, em colaboração com a secção nacional da REHVA e o capítulo português da ASHRAE, vai promover no próximo dia 16 de janeiro de 2025, as 24ªs Jornadas de Climatização. ...</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Comissão de Especialização em Climatização e Refrigeração da <a href="https://www.ordemdosengenheiros.pt/pt/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Ordem dos Engenheiros</strong></a>, em colaboração com a secção nacional da <strong>REHVA</strong> e o capítulo português da <strong>ASHRAE</strong>, vai promover no próximo dia 16 de janeiro de 2025, as <strong>24ªs Jornadas de Climatização</strong>.</p>
<p>A &#8220;<em><strong>Neutralidade Carbónica nos Edifícios e na Indústria&#8221;</strong></em> é um tema presente e que nos vai acompanhar nas próximas décadas, na medida em que é um objetivo estratégico do país e da Europa, como suporte aos 3 pilares da Sustentabilidade: a proteção ambiental, a equidade social e a viabilidade económica.</p>
<p>Os sistemas de Climatização e Refrigeração nos Edifícios e na Indústria não estão isentos daquele desígnio e muitas questões se levantam, quer estratégicas, quer de implementação, num constante atualizar de objetivos.</p>
<p>As Jornadas contam com um conjunto de oradores, que irão abordar alguns dos desafios que enfrentamos, mas também dar a conhecer os bons exemplos de implementação.</p>
<p>A publicação da versão em língua portuguesa do <strong>Manual da CIBSE AM17: 2022 <em>Heat pump installations for large non-domestic buildings</em></strong>, a par da presença do atual Presidente da Associação Europeia de Bombas de Calor (<em>European Heat Pump Association, EHPA</em>), Patrick Crombez, com uma visão estratégica do setor, são 2 dos destaques destas <strong>24.as Jornadas de Climatização</strong>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>PROGRAMA</strong></p>
<ul>
<li class="programs-item programa-7683"><strong><span class="time">09:30 &#8211; </span>Receção dos participantes</strong></li>
<li class="programs-item programa-7683"><strong>10:00 &#8211; Sessão de Abertura</strong><br />
Jorge Liça, Vice-presidente da Ordem da Engenheiros<br />
Isabel Sarmento, Coordenadora da Especialização em Climatização e Refrigeração<br />
Adélio Gaspar, Representante português REHVA<br />
Serafin Graña, ASHRAE Portugal Chapter President</li>
<li class="programs-item programa-7683"><strong>10:30 &#8211; Sessão da Manhã<br />
</strong>Moderador: Celeste Campinho, Presidente da AIPOR</li>
<li class="programs-item programa-7683"><strong>10:40 &#8211; Os desafios da neutralidade carbónica às redes energéticas<br />
</strong>Pedro Ávila, Operational Sustainability Director na REN</li>
<li class="programs-item programa-7683"><strong>11:00 &#8211; Eletricidade &#8211; a estratégia para a transição energética<br />
</strong>Manuel Luís Martins, Solar DG Product Development Deputy Director na EDP</li>
<li class="programs-item programa-7683"><strong>11:20 &#8211; Coffee break</strong></li>
<li class="programs-item programa-7683"><strong>11:50 &#8211; Transposição da nova Diretiva EPBD e os Desafios e Oportunidades para os Edifícios em Portugal<br />
</strong>Hélder Gonçalves, Engenheiro Mecânico Sénior &#8211; Investidor no LNEG</li>
<li class="programs-item programa-7683"><strong>12:10 &#8211; Apresentação do Livro da CIBSE AM17:2022 &#8211; <em>Heat pump installations for large non-domestic buildings<br />
</em></strong>Eduardo Maldonado, Professor Catedrático da FEUP, revisor da tradução portuguesa</li>
<li class="programs-item programa-7683"><strong>12:30 &#8211; Debate</strong></li>
<li class="programs-item programa-7683"><strong>13:00 &#8211; Almoço</strong></li>
<li class="programs-item programa-7683"><strong>14:30 &#8211; Sessão da Tarde<br />
</strong>Moderador: Alexandra Costa, Diretora de revistas técnicas da Induglobal</li>
<li class="programs-item programa-7683"><strong>14:40 &#8211; <em>Evolution of Refrigerant options for Heatpumps<br />
</em></strong>Patrick Crombez, President of the European Heat Pump Association (EHPA)</li>
<li class="programs-item programa-7683"><strong>15:00 &#8211; Caldeiras: que futuro na descarbonização?<br />
</strong>Daniel Malveiro, Delegado Solutions Portugal BAXI</li>
<li class="programs-item programa-7683"><strong>15:20 &#8211; SACE e SRI: que papel na descarbonização<br />
</strong>António de Pina, Diretor da Deltacontrols Germany</li>
<li class="programs-item programa-7683"><strong>15:40 &#8211; Coffee break</strong></li>
<li class="programs-item programa-7683"><strong>16:00 &#8211; A descarbonização na indústria: (Caso de estudo)</strong><br />
Ricardo Barbosa, Coordenador da Unidade de Energia do INEGI</li>
<li class="programs-item programa-7683"><strong>16:20 &#8211; A sustentabilidade de um GES: Hotel Renaissance Porto (Caso de estudo)</strong><br />
Ricardo Sá, CEO da Edifícios Saudáveis</li>
<li class="programs-item programa-7683"><strong>16:40 &#8211; Debate</strong></li>
<li class="programs-item programa-7683"><strong>17:00 &#8211; Sessão de Encerramento</strong><br />
Jorge Liça, Vice-presidente OE<br />
Isabel Sarmento, Coordenadora da Especialização em Climatização e Refrigeração</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p>Para mais informações consulte a página do evento:<br />
<a href="https://www.ordemdosengenheiros.pt/pt/eventos/24-as-jornadas-de-climatizacao/" target="_blank" rel="noopener">https://www.ordemdosengenheiros.pt/pt/eventos/24-as-jornadas-de-climatizacao/</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><strong><span class="break-words tvm-parent-container"><span dir="ltr">O texto acima é da inteira responsabilidade das empresas/entidades em causa.<br />
</span></span></strong></em><em><strong><span class="break-words tvm-parent-container"><span dir="ltr">Fonte: Press Release </span></span></strong></em></p>
<div>
<p style="text-align: center;"><em><strong> </strong></em></p>
</div>
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		<title>Avaliando o impacto de futuros cenários climáticos no desempenho dos sistemas de AVAC</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/opiniao-analise/avaliando-o-impacto-de-futuros-cenarios-climaticos-no-desempenho-dos-sistemas-de-avac/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[REHVA]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jan 2025 08:00:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião/Análise]]></category>
		<category><![CDATA[alterações climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento]]></category>
		<category><![CDATA[arrefecimento]]></category>
		<category><![CDATA[AVAC]]></category>
		<category><![CDATA[GEE]]></category>
		<category><![CDATA[ilha de calor urbana]]></category>
		<category><![CDATA[REHVA]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Este estudo investiga e analisa o impacte negativo das alterações climáticas nos sistemas de AVAC, com o objectivo de sensibilizar para esta questão crítica. As alterações climáticas, um problema global desta era, irão afectar negativamente todos os sistemas em graus variados se não forem tomadas precauções.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong><em>Este artigo foi originalmente publicado na <a href="https://leitor.medialine.pt/reader.html?p=edificiosenergia&amp;v=principal&amp;e=156" target="_blank" rel="noopener">edição nº 156 da Edifícios e Energia</a> (Novembro/Dezembro 2024).</em></strong></p>
<p><strong>*Artigo cedido pelo REHVA <a href="https://www.rehva.eu/rehva-journal/chapter/evaluating-the-impact-of-future-climate-scenarios-on-hvac-system-performance" target="_blank" rel="noopener">Journal de Abril</a></strong></p>
<p><strong>Autores do artigo:</strong></p>
<p><strong>Gökçe Tomrukçu</strong>, Faculdade de Arquitectura e Design, Departamento de Arquitectura, Universidade Ozyegin, Istambul, Turquia</p>
<p><strong>Touraj Ashrafian</strong>, Faculdade de Engenharia e Meio Ambiente, Departamento de Arquitectura e Ambiente Construído, Universidade de Northumbria, Newcastle upon Tyne, Reino Unido</p>
<p>O clima mudou naturalmente ao longo da história. No entanto, particularmente desde a Revolução Industrial, as actividades humanas têm influenciado cada vez mais essa mudança lado a lado com os processos naturais [1]. Durante este período, quantidades significativas de gases com efeito de estufa foram libertados para a atmosfera, principalmente devido à utilização de combustíveis fósseis para aquecimento, arrefecimento de edifícios e produção de outras fontes de energia. Os principais gases antropogénicos com efeito de estufa incluem o dióxido de carbono (CO2), o metano (CH2), o protóxido de azoto (N2O), o ozono (O3) e os gases fluorados. A acumulação destes gases intensificou o efeito de estufa natural, contribuindo para um aumento da temperatura da superfície da Terra, exacerbada pela urbanização.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-28863 aligncenter" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/12/Captura-de-ecra-2024-12-27-183523-1024x474.png" alt="" width="612" height="284" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/12/Captura-de-ecra-2024-12-27-183523-1024x474.png 1024w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/12/Captura-de-ecra-2024-12-27-183523-300x139.png 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/12/Captura-de-ecra-2024-12-27-183523-768x355.png 768w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/12/Captura-de-ecra-2024-12-27-183523-610x282.png 610w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/12/Captura-de-ecra-2024-12-27-183523-1080x500.png 1080w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/12/Captura-de-ecra-2024-12-27-183523.png 1200w" sizes="(max-width: 612px) 100vw, 612px" /></p>
<p>No Quinto Relatório de Avaliação, o IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) classificou os cenários futuros pela sua gravidade. O RCP 2.6 representa um cenário de mitigação caracterizado por esforços significativos de redução de emissões, enquanto o RCP 8.5 retrata um cenário extremo, com altas emissões e esforços mínimos de mitigação, resultando no rápido aquecimento e em impactes severos das alterações climáticas. O recém-lançado Sexto Relatório de Avaliação refinou estes cenários, integrando factores socioeconómicos, agora referidos como SSP 1-1,9 (emissões mais baixas) e SSP 5-8,5 (emissões mais altas) [2].</p>
<p>De acordo com estes cenários climáticos, prevê-se que, em média, haverá um aumento crítico da temperatura nos próximos 20 anos se não forem tomadas as precauções adequadas [1]. A Agência Internacional de Energia (AIE) relata que o sector da construção é um dos principais contribuintes para o consumo global de energia, 40 % do total e 30 % das emissões dos gases com efeito de estufa [3]. Consequentemente, as alterações climáticas previstas irão ter certamente impacto nos sistemas de ar condicionado dos edifícios.</p>
<h4><strong>2. MÉTODOS</strong></h4>
<p>Este estudo investiga e analisa o impacte negativo das alterações climáticas nos sistemas de AVAC, com o objectivo de sensibilizar para esta questão crítica. As alterações climáticas, um problema global desta era, irão afectar negativamente todos os sistemas em graus variados se não forem tomadas precauções. Inicialmente, o estudo descreve os efeitos negativos das alterações climáticas nos sistemas de AVAC, examinando como as mudanças futuras de temperatura e eventos climáticos extremos impactam significativamente os sistemas dos edifícios. Isto leva a um aumento da confiança no ar condicionado para manter o conforto térmico. Nesta fase, o estudo identifica problemas críticos que podem surgir, incluindo sobrecargas dos sistemas, aumento do consumo de energia e custos operacionais mais altos.</p>
<p>Posteriormente, o estudo avalia potenciais soluções e apresenta alternativas para dar resposta aos desafios, fornecendo exemplos comparativos para ilustrar a eficácia das diferentes estratégias. Estas alternativas incluem a optimização do projecto dos sistemas de AVAC, o aumento da eficiência energética, incorporando fontes de energia renováveis, e a implementação de tecnologias inteligentes para monitoração em tempo real e controlo adaptativo. Ao destacar os desafios e as estratégias potenciais, este estudo visa fornecer uma compreensão abrangente das questões. Enfatiza a necessidade de medidas proactivas para mitigar os efeitos adversos das alterações climáticas nos sistemas de AVAC, incentivando as partes interessadas a adoptar essas estratégias para garantir o funcionamento sustentável e eficiente dos edifícios.</p>
<h4><strong>3. TENDÊNCIA DAS NECESSIDADES DE AQUECIMENTO</strong></h4>
<p>Uma das consequências mais marcantes das alterações climáticas é o aumento constante das temperaturas globais. Com o aumento das temperaturas, espera-se que as necessidades de aquecimento diminuam significativamente. Esta mudança terá um impacto directo nas capacidades térmicas e nas taxas de utilização dos sistemas de AVAC dos edifícios, levando a requisitos de aquecimento reduzidos e alterando os padrões de funcionamento para esses sistemas. Numerosos estudos foram realizados para entender e quantificar esses efeitos.</p>
<p>Para investigar os efeitos das alterações climáticas na procura de energia de aquecimento e arrefecimento de edifícios no Canadá, foram criados futuros arquivos meteorológicos usando métodos estatísticos e dinâmicos de downscaling. Os resultados revelam que se prevê que os Heating Degree Days (HDD) (Graus-dia de Aquecimento) diminuam 30 % em Toronto até 2070. Esta redução significativa dos HDD indica invernos mais amenos, conduzindo a uma diminuição correspondente da intensidade de utilização de energia de aquecimento. Consequentemente, prevê-se que esta intensidade diminua entre 18 % e 33 %, dependendo da tipologia de edifício e da baseline dos dados climáticos utilizados. Esta redução da procura de aquecimento sublinha a necessidade de adaptar os projectos dos edifícios e sistemas de AVAC às alterações climáticas, garantindo a eficiência energética e a resiliência dos edifícios futuros [4].</p>
<p>Outro estudo utilizou o cenário A2 (IPCC) para investigar o impacto na procura de energia de aquecimento e arrefecimento em edifícios residenciais no Brasil. Os resultados mostraram um aumento constante no consumo de energia por mais de 60 anos. Em contrapartida, o consumo de energia para aquecimento para superar as horas de frio será significativamente reduzido nas cidades de Curitiba e Florianópolis. Também foi comprovado que, em cidades frias, a procura de energia para o aquecimento anual diminuirá 94 % até 2080 devido ao aumento das temperaturas médias e aumento da radiação solar global [5].</p>
<p>Num estudo realizado na China, investigaram o impacto de cenários climáticos futuros no consumo de energia em edifícios de escritórios. Os resultados indicaram uma redução no consumo de aquecimento em 22,3 % em Harbin, 26,6 % em Pequim, 55,7 % em Xangai, 13,8 % em Kunming e 23,6 % em Hong Kong. Observou-se que o aquecimento ambiente é predominantemente obtido a partir de caldeiras a gasóleo ou gás, enquanto o arrefecimento do ambiente depende principalmente de electricidade. Isto destaca uma mudança em direcção ao aumento da procura da energia eléctrica. O estudo também enfatizou que o maior consumo de energia em edifícios conduzirá a um aumento das emissões, agravando assim as alterações climáticas e o aquecimento global [6].</p>
<p>Num outro estudo, a Grécia foi avaliada após serem estimados os dados do modelo climático, tendo em conta as previsões das alterações climáticas para o período 2010-2100. Os resultados evidenciaram que a procura de energia para aquecimento do sector da construção na Grécia poderia ser reduzida em cerca de 50 % com este efeito, sendo mais pronunciado na parte sul do país [7]. Outro estudo avaliou as necessidades de energia de uma casa isolada típica na Finlândia. De acordo com os resultados obtidos, verificou-se que a procura anual de energia para aquecimento do ambiente e fornecimento de ar diminuirá entre 20 a 40 % até 2100 [8].</p>
<p>Outro estudo focou-se na investigação dos impactes das alterações climáticas nos edifícios residenciais em Istambul e Izmir, Turquia. Os resultados revelam uma redução nos graus-dia de aquecimento juntamente com um aumento nos graus-dia de arrefecimento. Especificamente, simulações no âmbito do cenário RCP 8.5 projectam um aumento de temperatura de 4,3 °C em Istambul e 5 °C em Izmir. Consequentemente, o estudo sublinha uma diminuição notável no consumo de aquecimento, particularmente pronunciado em Izmir em comparação com Istambul [9].</p>
<p>Os resultados de todos estes estudos sublinham a influência substancial das alterações climáticas nos padrões de consumo de aquecimento em diversas regiões do mundo, afectando directamente os sistemas de AVAC e construindo estratégias de gestão de energia. Com o aumento global da temperatura, há uma diminuição acentuada nas necessidades de aquecimento observada em várias áreas geográficas, resultando em reduções dos graus-dia e consequentes mudanças na dinâmica operacional dos sistemas de AVAC. Tais transformações exigem adaptações estratégicas nas tecnologias dos sistemas de AVAC e práticas de arquitectura no sentido de optimizar a eficiência energética e aumentar a resiliência geral dos edifícios face à evolução das condições climáticas.</p>
<p>Além disso, as consequências negativas das alterações climáticas não se limitam ao aumento das temperaturas. O Quinto Relatório de Avaliação do IPCC destaca um aumento antecipado na frequência e gravidade de eventos climáticos extremos. Estas mudanças afectam directamente os sistemas de AVAC, levando a interrupções operacionais e danos às unidades de ar condicionado. Por exemplo, as projecções sugerem que serão necessários sistemas de AVAC mais robustos para controlar a elevada humidade e o aumento da transferência de calor do ar exterior durante os verões mais quentes, exacerbados pelas elevadas temperaturas de bulbo húmido e bulbo seco do ar exterior [10]. Estas descobertas salientam o imperativo de implementar medidas adicionais para mitigar a vulnerabilidade dos sistemas de AVAC aos eventos climáticos extremos.</p>
<h4><strong>3.1 ILHA DE CALOR URBANA</strong></h4>
<p>Espera-se que os aumentos de temperatura devido às alterações climáticas sejam particularmente pronunciados nas áreas urbanas, em grande parte devido ao efeito de ilha de calor. Este efeito ocorre quando a temperatura média do ar numa cidade é maior do que nas áreas rurais vizinhas. Para as pessoas que vivem em climas quentes, isto pode resultar em temperaturas que excedam o limite para se viver confortavelmente em determinadas épocas do ano. Prevê-se que 75 % da população mundial estará em risco de exposição ao calor potencialmente letal na forma de ondas de calor, particularmente em áreas urbanas [11]. Consequentemente, as necessidades de arrefecimento das cidades devem aumentar significativamente para manter o conforto térmico. As actuais projecções da procura de energia indicam um aumento substancial a curto prazo da utilização de ar condicionado (AC).</p>
<blockquote><p>É crucial adoptar práticas sustentáveis dos sistemas de AVAC, melhorar a eficiência energética e implementar tecnologias inovadoras de arrefecimento. Isto inclui a integração de estratégias de arrefecimento passivo, o desenvolvimento de tecnologias de redes inteligentes e a utilização de fontes de energias renováveis para fins de arrefecimento.</p></blockquote>
<p>Um estudo realizado no centro de Paris descobriu que, em condições climáticas futuras, as temperaturas urbanas podem ser significativamente maiores do que nas áreas rurais devido ao efeito de ilha de calor. Outro estudo prevê que o consumo de energia do AC em França duplicará. [12]. Além disso, os aparelhos de AC exacerbam directamente o efeito de ilha de calor urbana. Liu et al. descobriram que, num conjunto típico de edifícios de escritórios, os sistemas de AC podem aumentar a intensidade da ilha de calor até 0,7 °C ao meio-dia, com um aumento médio diário de 0,53 °C [13]. No Verão, a diferença de temperatura entre o centro das áreas urbanas e áreas rurais circundantes pode atingir 2,5 °C, resultando em 5-10 % de consumo adicional de electricidade e desafios operacionais para os sistemas de AVAC [14].</p>
<p>O estudo sustenta que a subida das temperaturas nas cidades, causadas pelas alterações climáticas e pelo efeito de ilha de calor, aumenta significativamente as necessidades de ar condicionado, levando a um maior consumo de energia e agravamento das alterações climáticas. Este fenómeno salienta a necessidade de sistemas de ar condicionado diferentes e mais eficientes para garantir o conforto térmico. O aumento do uso de ar condicionado não só aumentará o consumo de energia, mas também contribuirá para uma maior poluição ambiental. Se não forem tomadas precauções, os efeitos negativos das alterações climáticas irão piorar. Para mitigar esses impactes, é crucial adoptar práticas sustentáveis dos sistemas de AVAC, melhorar a eficiência energética e implementar tecnologias inovadoras de arrefecimento. Isto inclui a integração de estratégias de arrefecimento passivo, o desenvolvimento de tecnologias de redes inteligentes e a utilização de fontes de energias renováveis para fins de arrefecimento.</p>
<h4><strong>4. TENDÊNCIA DA PROCURA DE ARREFECIMENTO</strong></h4>
<p>Como uma consequência inevitável das alterações climáticas, o aumento da temperatura do ar irá resultar na diminuição da procura por aquecimento e no aumento da procura por arrefecimento. A este respeito, o relatório da AIE demonstrou que, de 2016 a 2050, os graus-dia de arrefecimento irão aumentar, em média, 25,4 % em todo o mundo [11]. De acordo com a pesquisa realizada pela Central do Clima para observar o impacte das alterações climáticas, foram analisadas 242 cidades nos EUA e os graus-dia de aquecimento mostraram um aumento crítico em 96 % das cidades examinadas, desde a década de 1970 até ao presente [15]. Noutro estudo realizado em edifícios comerciais da Austrália, observou-se que a energia para arrefecimento vai aumentar entre 28 % e 59 % até 2070 [16]. Num outro estudo sobre este assunto, foram tomados como base edifícios residenciais e comerciais na Suíça. De acordo com os resultados obtidos, afirma-se que a energia de arrefecimento aumentará a uma taxa crítica de 223 % para 1050 % até 2100 [17].</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-28865 alignleft" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/12/young-woman-using-home-technology-1-683x1024.jpg" alt="" width="265" height="398" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/12/young-woman-using-home-technology-1-683x1024.jpg 683w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/12/young-woman-using-home-technology-1-200x300.jpg 200w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/12/young-woman-using-home-technology-1-768x1152.jpg 768w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/12/young-woman-using-home-technology-1-1024x1536.jpg 1024w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/12/young-woman-using-home-technology-1-1365x2048.jpg 1365w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/12/young-woman-using-home-technology-1-610x915.jpg 610w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/12/young-woman-using-home-technology-1-1080x1620.jpg 1080w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/12/young-woman-using-home-technology-1-scaled.jpg 800w" sizes="(max-width: 265px) 100vw, 265px" /></p>
<p>No estudo realizado na Grécia, observou-se que a necessidade de arrefecimento em edifícios residenciais aumentará significativamente em 248 % até 2100 [7]. Os resultados obtidos na pesquisa conduzida na China indicam que haverá um aumento nas necessidades de arrefecimento. Estes aumentos foram calculados em aproximadamente 20,4 % em Pequim, 11,4 % em Xangai, 14,1 % em Hong Kong e 24,2 % em Kunming [6]. O estudo realizado no Canadá sustentou que a procura de energia para arrefecimento aumentará de 15 – 126 %, usando o cenário de dados climáticos futuros [4]. Um estudo realizado na Bélgica centrou-se na potencial mudança na procura de energia. De acordo com os resultados, prevê-se que a procura de energia para arrefecimento no parque edificado aumente de 39 % a 65 % na década de 2050 e 61 % a 123 % na década de 2090, em comparação com a década de 2010 [18]. De acordo com a pesquisa realizada em edifícios residenciais e cidades com diferentes características climáticas na Nova Zelândia, até 2090 as cargas de arrefecimento irão sofrer um aumento de 40 – 79 %. Entre as cidades estudadas (Auckland, Hamilton, Wellington, Rotorua, Christchurch e Queenstown), é esperado que Wellington experiencie o aumento mais significativo, com um aumento de 79 % na carga de arrefecimento [19].</p>
<p>Um outro estudo revelou um aumento substancial na procura por energia para arrefecimento, atingindo 255,1 %, e um aumento notável na probabilidade de sobreaquecimento, até 155 %, em edifícios residenciais típicos de Milão, a cidade mais populosa da zona climática italiana [20]. Em pesquisas realizadas em edifícios residenciais em quatro cidades diferentes do Japão, espera-se que a carga de arrefecimento anual aumente aproximadamente 12 % em Tóquio, 9 % em Toyohashi, 8 % em Osaka e 7 % em Nagoya [21]. Num estudo realizado numa moradia unifamiliar típica de Istambul, foi sustentado que, de acordo com o cenário climático A2, o consumo de energia para arrefecimento praticamente duplicou entre 2020 e 2080, atingindo 106,95 kWh/m² comparativamente aos 53,14 kWh/m² medidos em 2020 [22].</p>
<blockquote><p>As pesquisas demonstram consistentemente que as alterações climáticas levarão a um aumento substancial na procura global de arrefecimento, embora com impactos variados entre as regiões. A vulnerabilidade dos sistemas de AVAC a estas mudanças continua a ser uma preocupação persistente.</p></blockquote>
<p>Num estudo realizado num edifício residencial de vários andares na Suécia, foi sustentado que a procura anual para arrefecimento aumentou de 31 % para 63 % no cenário RCP4.5 e de 45 % para 73 % no cenário RCP8.5. Sublinha-se que, no final do século, serão observadas mudanças significativamente mais pronunciadas na procura anual para aquecimento e arrefecimento dos edifícios de acordo com o cenário RCP8.5 [23]. Num estudo realizado em edifícios residenciais de Taiwan, a utilização anual de energia para arrefecimento foi simulada para as décadas de 2020, 2050 e 2080. Os resultados indicaram aumentos de 31 %, 59 % e 82 % na energia para arrefecimento nesses três períodos de tempo, respectivamente. No entanto, foi sublinhado que essas taxas poderiam ser reduzidas, combinando várias estratégias passivas [24]. Num estudo realizado em Al-Ain, Emirados Árabes Unidos, que tem um clima quente, concluiu-se que num cenário de aquecimento da cidade de 5,9 °C, provavelmente aumentaria a energia para arrefecimento dos edifícios em aproximadamente 23,5 % [25].</p>
<p>As pesquisas demonstram consistentemente que as alterações climáticas levarão a um aumento substancial na procura global de arrefecimento, embora com impactos variados entre as regiões. A vulnerabilidade dos sistemas de AVAC a estas mudanças continua a ser uma preocupação persistente. À medida que as temperaturas globais aumentam e os eventos de calor extremo se tornam mais frequentes, os sistemas de AVAC ficam sujeitos a desafios, como o aumento da carga de trabalho, a diminuição da eficiência e o aumento dos custos operacionais. A crescente procura por arrefecimento não apenas sobrecarrega as reservas de energia, mas também amplifica as repercussões ambientais, incluindo o aumento das emissões de carbono e efeitos exacerbados das ilhas de calor urbanas. A abordagem a estes desafios exige estratégias de adaptação proactivas, abrangendo a adopção de tecnologias energeticamente eficientes, aprimoramento do projecto e do isolamento dos edifícios, e implementação de iniciativas de planeamento urbano destinadas a mitigar os efeitos da ilha de calor.</p>
<h4><strong>4.1 INFLUÊNCIAS DAS ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS NOS REQUISITOS DE ENERGIA E UTILIZAÇÃO DO AC E EMISSÕES DE GASES COM EFEITO DE ESTUFA</strong></h4>
<p>A crescente procura por arrefecimento devido às alterações climáticas exige uma exploração mais profunda das suas repercussões ambientais. O ar condicionado, fundamental para manter o conforto no interior dos edifícios, opera numa escala que afecta significativamente o aquecimento global. Os fluidos frigorigéneos utilizados nos sistemas, como os hidrofluorocarbonetos (HFCs), possuem uma capacidade de reter calor na atmosfera em comparação com o CO2, amplificando o efeito de estufa. Além disso, a electricidade necessária para alimentar os aparelhos de ar condicionado é predominantemente gerada a partir de combustíveis fósseis, o que não só aumenta as emissões de carbono, mas também contribui para a poluição do ar e outras preocupações ambientais. Este duplo impacto sublinha a necessidade urgente de tecnologias de refrigeração sustentáveis, incluindo a adopção de sistemas energeticamente eficientes e avanços na gestão de fluidos frigorigéneos para mitigar as emissões de gases com efeito estufa e ainda a promoção de fontes de energia renováveis. Enfrentar estes desafios é essencial, não apenas para reduzir a pegada ambiental dos sistemas de refrigeração, mas também para mitigar a sua contribuição para a mudança climática global.</p>
<p>Actualmente, os aparelhos de ar condicionado e os ventiladores eléctricos consomem cerca de 20 % da energia total utilizada em edifícios a nível mundial. O consumo de energia para arrefecimento ambiente tem aumentado constantemente ao longo dos anos e a AIE prevê que a necessidade de energia para arrefecimento de espaços interiores quadruplicará até 2050 [11]. Em meados do século, o arrefecimento de espaços interiores irá representar 30 % a 50 % da carga eléctrica de pico em muitos países, potencialmente levando a falhas significativas na rede [11]. Globalmente, o consumo anual de energia para ar condicionado é de aproximadamente 1 milhão de milhões de quilowatts-hora (1012 kWh), o que excede o dobro do uso total de energia de todo o continente africano [26]. Estima-se também que, num futuro próximo, a energia necessária para o arrefecimento superará a do aquecimento em mais de dez vezes [26].</p>
<p>Estas tendências destacam a necessidade crítica de soluções de arrefecimento sustentáveis. A crescente dependência do ar condicionado não só coloca imensa pressão sobre os recursos energéticos, mas também exacerba impactes ambientais, incluindo maiores emissões de carbono e intensificação do efeito de ilha de calor. Para abordar estes desafios são necessárias estratégias de adaptação proactivas, as quais devem incluir a adopção de tecnologias eficientes do ponto de vista energético, melhorias no isolamento e concepção dos edifícios, e medidas de planeamento urbano que mitiguem o efeito das ilhas de calor. Tais medidas são cruciais não só para manter o conforto e a produtividade nos edifícios, mas também para reduzir a pegada ambiental global associada ao aumento da procura por arrefecimento num clima cada vez mais quente.</p>
<h4><strong>5. ABORDAGEM PREVENTIVA E POSSÍVEIS SOLUÇÕES</strong></h4>
<p>Uma vez que a procura de energia em edifícios é directamente influenciada por flutuações nas condições climáticas externas, estão a ser desenvolvidos esforços abrangentes de mitigação e adaptação para lidar com os profundos e significativos impactes das alterações climáticas. O grau em que esses efeitos são sentidos varia de acordo com os tipos de construção e zonas climáticas. Uma das principais áreas em foco é a implementação de estratégias passivas. Invidiata e Ghisi descobriram que as necessidades de arrefecimento em edifícios residenciais no Brasil podem ser reduzidas em 50 % com o uso de estratégias passivas, como isolamento térmico e sombreamento [5]. Da mesma forma, estudos sobre edifícios residenciais nos Emirados Árabes Unidos sugerem que as estratégias de isolamento térmico e massa térmica podem reduzir significativamente as necessidades de arrefecimento. Em Hong Kong, estratégias passivas eficazes levaram a uma redução na carga de arrefecimento em 56,7 &#8211; 64,5 % [27]. Estas estratégias são essenciais para diminuir o consumo de energia e melhorar a eficiência energética dos edifícios. As medidas passivas, como melhor isolamento, sombreamento optimizado, ventilação natural e materiais de cobertura reflexivos, desempenham um papel crucial na redução da dependência de sistemas de refrigeração mecânicos.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-28864 alignright" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/12/shutterstock_1529845430-1-1024x684.jpg" alt="" width="351" height="234" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/12/shutterstock_1529845430-1-1024x684.jpg 1024w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/12/shutterstock_1529845430-1-300x200.jpg 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/12/shutterstock_1529845430-1-768x513.jpg 768w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/12/shutterstock_1529845430-1-1536x1025.jpg 1536w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/12/shutterstock_1529845430-1-2048x1367.jpg 2048w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/12/shutterstock_1529845430-1-610x407.jpg 610w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/12/shutterstock_1529845430-1-1080x721.jpg 1080w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/12/shutterstock_1529845430-1-scaled.jpg 1200w" sizes="(max-width: 351px) 100vw, 351px" /></p>
<p>Além das estratégias passivas, a potencialização da eficiência das tecnologias existentes e o desenvolvimento de dispositivos amigos do ambiente também são vitais. De acordo com a AIE, as necessidades de arrefecimento podem ser reduzidas para metade se as unidades de ar condicionado forem substituídas por modelos de alto desempenho [11]. As tecnologias de arrefecimento a partir de fontes renováveis, particularmente aquelas que utilizam energia solar térmica e energia solar fotovoltaica, são soluções promissoras para regiões com arrefecimento em rápido crescimento. Os sistemas de arrefecimento urbano podem fornecer uma económica flexibilidade à rede eléctrica em áreas densamente povoadas e quentes [11]. A integração de sistemas para armazenar e utilizar energia solar nos edifícios pode reduzir significativamente o consumo global de energia.</p>
<p>Em Itália, a combinação de unidades de tratamento de ar com caldeiras de condensação a gás tem mostrado benefícios energéticos substanciais, particularmente em climas temperados. A integração de um gerador de calor de biomassa com uma eficiente caldeira de condensação a gás levou a uma economia de energia de até 30 %. No entanto, usar um sistema de bomba de calor ar-água em vez de biomassa resultou num aumento do consumo de energia, destacando a importância de se seleccionar a tecnologia adequada para condições climáticas específicas [28]. No Reino Unido, os estudos têm identificado os sistemas de bomba de calor solo-água como os mais adequados como solução primária de ar condicionado. Estes sistemas oferecem alta eficiência e podem reduzir significativamente o consumo de energia e as emissões em comparação com os sistemas tradicionais [29]. Além disso, integrando fontes de energia renováveis nos projectos dos edifícios, como energia solar e geotérmica, podem fornecer soluções sustentáveis de arrefecimento.</p>
<p>A combinação destas estratégias – medidas passivas, tecnologias eficientes e integração de energias renováveis &#8211; pode criar sistemas de edifícios resilientes e sustentáveis. Para responder à procura crescente de arrefecimento é necessária uma abordagem holística que considere os avanços tecnológicos e os princípios de concepção ambientalmente conscientes. Estas medidas são cruciais não só para manter o conforto e a produtividade nos edifícios, mas também para reduzir a pegada ambiental global associada ao aumento da procura de arrefecimento num clima cada vez mais quente. No entanto, as alterações climáticas afectam cada região em diferentes graus, de modo que uma profunda análise da vulnerabilidade climática por região é necessária antes de desenvolver estratégias de adaptação climática [30].</p>
<h4><strong>6. RESULTADO</strong></h4>
<p>Este estudo destaca o profundo impacte das alterações climáticas nos sistemas de AVAC e no desempenho energético dos edifícios. Com as temperaturas globais crescentes e os eventos climáticos extremos mais frequentes, a procura por arrefecimento de espaços interiores deve aumentar significativamente em várias regiões climáticas. Esta tendência não apenas sobrecarrega os recursos energéticos, mas também agrava os desafios ambientais, incluindo o aumento das emissões de carbono e o efeito de ilha de calor urbana. Para mitigar os impactos de forma eficaz, as medidas proactivas são essenciais. Estratégias passivas, como isolamento térmico, sombreamento, ventilação natural e materiais de cobertura reflexivos mostraram potencial substancial na redução das necessidades de arrefecimento. Além disso, o melhoramento da eficiência tecnológica dos sistemas de AVAC e a integração de fontes de energia renováveis emergem como soluções críticas. A substituição de unidades de ar condicionado por unidades de alto desempenho, utilizando sistemas solares térmicos e fotovoltaicos para arrefecimento, e a implementação de redes de arrefecimento urbano, oferecem caminhos promissores para reduzir o consumo de energia e aumentar a resiliência dos edifícios.</p>
<p>A integração destas estratégias – medidas passivas, tecnologias eficientes e energias renováveis – apresenta uma abordagem holística para construir resiliência contra os impactes das alterações climáticas. Ao adoptar estas medidas, as partes interessadas podem mitigar a procura de energia, promover a gestão ambiental e aumentar o conforto e bem-estar dos ocupantes diante de um clima em mudança. Em conclusão, os desafios colocados pelas alterações climáticas exigem colaboração entre formuladores de políticas, projectistas, engenheiros e operadores de edifícios. Priorizar a resiliência climática dos sistemas de AVAC e adoptar estratégias adaptativas irá contribuir para um ambiente construído capaz de navegar pelas complexidades de um mundo em efectivo aquecimento.</p>
<p><strong>Bibliografia:</strong></p>
<p>[1] IPCC, «Climate Change 2014: Synthesis Report. Contribution of Working Groups I, II and III to the Fifth Assessment Report of the Intergovernmental Panel on Climate Change,Core Writing Team, R.K. Pachauri and L.A. Meyer (eds.),» IPCC, Geneva, Switzerland, 2014.</p>
<p>[2] IPCC, «Climate Change 2022: Impacts, Adaptation and Vulnerability. Working Group II Contribution to the IPCC Sixth Assessment Report, [H.-O. Pörtner, D.C. Roberts, M. Tignor, E.S. Poloczanska, K. Mintenbeck, A. Alegría, M. Craig, S. Langsdorf, S. Löschke, V. Mö,» Cambridge University Press, Cambridge, UK and New York, NY, USA, 2022.</p>
<p>[3] IEA, «International Energy Agency: IEA, The Critical Role of Buildings,Perspectives for the Clean Energy Transition,» CC BY 4.0, Paris, 2019. [31] U. N. E. Programme, «Global Status Report for Buildings and Construction: Beyond foundations: Mainstreaming sustainable solutions to cut emissions from the buildings sector,» United Nations Environment Programme (UNEP), Nairobi, 2022.</p>
<p>[4] Umberto Berardi ve Pouriya Jafarpur, «Assessing the impact of climate change on building heating and cooling energy demand in Canada,» Renewable and Sustainable Energy Reviews, cilt 121, no. 109681, 2020.</p>
<p>[5] Andrea Invidiata ve Enedir Ghisi, «Impact of climate change on heating and cooling energy demand in houses in Brazil,» Energy and Buildings, cilt 130, pp. 20-32, 2016.</p>
<p>[6] Kevin K.W. Wan, Danny H.W. Li, Wenyan Pan ve Joseph C. Lam, «Impact of climate change on building energy use in different climate zones and mitigation and adaptation implications,» Applied Energy, cilt 97, pp. 274-282, 2012.</p>
<p>[7] D.A. Asimakopoulos, M. Santamouris , I. Farrou, M. Laskari, M. Saliari, G. Zanis, G. Giannakidis , K. Tigas, J. Kapsomenakis, C. Douvis, S.C. Zerefos , T. Antonakaki ve C. Giannakopoulos , «Modelling the energy demand projection of the building sector in Greece in the 21st century,» Energy and Buildings, cilt 49, pp. 488-498, 2012.</p>
<p>[8] Kirsti Jylhä, Juha Jokisalo, Kimmo Ruosteenoja, Karoliina Pilli-Sihvola, Targo Kalamees, Teija Seitola, Hanna M. Mäkelä, Reijo Hyvönen , Mikko Laapas ve Achim Drebs, «Energy demand for the heating and cooling of residential houses in Finland in a changing climate,» Energy and Buildings, cilt 99, pp. 104-116, 2015.</p>
<p>[9] Gokce Tomrukcu ve Touraj Ashrafian, «Climate-resilient building energy efficiency retrofit: Evaluating climate change impacts on residential buildings,» Energy and Buildings, cilt 316, no. 114315, 2024.</p>
<p>[10] Hassan Bazazzadeh, Adam Nadolny ve Seyedeh sara Hashemi Safaei, «Climate Change and Building Energy Consumption: A Review of the Impact of Weather Parameters Influenced by Climate Change on Household Heating and Cooling Demands of Buildings,» European Journal of Sustainable Development, cilt 10, no. 2, 2021.</p>
<p>[11] IEA, «The Future of Cooling, Opportunities for energyefficient air conditioning,» International Energy Agency, Licence: CC BY 4.0, Paris, 2018.</p>
<p>[12] Cécile Sylvie De Munck, G. Pigeon, Valéry Masson ve Colette Marchadier, «How much air conditioning can increase air temperatures for a city like Paris (France)?,» International Journal of Climatology, cilt 33, no. 1, pp. 210-227, 2013.</p>
<p>[13] Y Wang, Y Li, S Di Sabatino, A Martilli ve P W Chan, «Effects of anthropogenic heat due to air-conditioning systems on an extreme high temperature event in Hong Kong,» Environmental Research Letters, cilt 13, no. 3, 2018.</p>
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<p>[15] Climate Central, «American Warming: The Fastest-Warming Cities and States in the U.S.,» Climate Central, New Jersey, 2019.</p>
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<p>[17] Th. Frank, «Climate change impacts on building heating and cooling energy demand in Switzerland,» Energy and Buildings, cilt 37, no. 11, pp. 1175-1185, 2005.</p>
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<p>[20] Mamak P. Tootkaboni, Ilaria Ballarini ve Vincenzo Corrado, «Analysing the future energy performance of residential buildings in the most populated Italian climatic zone: A study of climate change impacts,» Energy Reports, cilt 7, pp. 8548-8560, 2021.</p>
<p>[21] Jihui Yuan, Zhichao Jiao, Xiong Xiao, Kazuo Emura ve Craig Farnham, «Impact of future climate change on energy consumption in residential buildings: A case study for representative cities in Japan,» Energy Reports, cilt 11, pp. 1675- 1692, 2024.</p>
<p>[22] Gökçe Tomrukçu ve Touraj Ashrafian, «Energy-efficient building design under climate change adaptation process: a case study of a single-family house,» International Journal of Building Pathology and Adaptation, 2022.</p>
<p>[23] Ambrose Dodoo ve Leif Gustavsson, «Energy use and overheating risk of Swedish multi-storey residential buildings under different climate scenarios,» Energy, cilt 97, pp. 534-548, 2016.</p>
<p>[24] Kuo-Tsang Huang ve Ruey-Lung Hwang, «Future trends of residential building cooling energy and passive adaptation measures to counteract climate change: The case of Taiwan,» Applied Energy, cilt 184, pp. 1230-1240, 2016.</p>
<p>[25] Radhi Hassan, «Evaluating the potential impact of global warming on the UAE residential buildings &#8211; A contribution to reduce the CO2 emissions,» Building and Environment, cilt 44, no. 12, pp. 2451 &#8211; 2462, 2009.</p>
<p>[26] Richard Dahl, «Cooling Concepts: Alternatives to Air Conditioning for a Warm World,» Environmental Health Perspectives, cilt 121, no. 1, pp. 18-25, 2013.</p>
<p>[27] Sheng Liu, Yu Ting Kwok, Kevin Ka-Lun Lau, Wanlu Ouyang ve Edward Ng, «Effectiveness of passive design strategies in responding to future climate change for residential buildings in hot and humid Hong Kong,» Energy and Buildings, cilt 228, no. 110469, 2020.</p>
<p>[28] Tullio de Rubeis, Serena Falasca, Gabriele Curci , Domenica Paoletti ve Dario Ambrosini, «Sensitivity of heating performance of an energy self-sufficient building to climate zone, climate change and HVAC system solutions,» Sustainable Cities and Society, cilt 61, no. 102300, 2020.</p>
<p>[29] Mehdi Shahrestani, Runming Yao ve Geoffrey K. Cook, «A fuzzy multiple attribute decision making tool for HVAC&amp;R systems selection with considering the future probabilistic climate changes and electricity decarbonisation plans in the UK,» Energy and Buildings, cilt 159, pp. 398-418, 2018.</p>
<p>[30] Touraj Ashrafian, «Enhancing school buildings energy efficiency under climate change: A comprehensive analysis of energy, cost, and comfort factors,» Journal of Building Engineering, cilt 80, no. 107969, 2023.</p>
<p>Fotografia de destaque: © Shutterstock</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
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		<title>Pacto &#8220;Edifícios preparados para 2050&#8221; (2050 Ready Building Pact)</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/pacto-edificios-preparados-para-2050-2050-ready-building-pact/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Serafín Graña]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Dec 2024 08:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião/Análise]]></category>
		<category><![CDATA[AVAC]]></category>
		<category><![CDATA[construção]]></category>
		<category><![CDATA[edifícios]]></category>
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		<guid isPermaLink="false">https://edificioseenergia.pt/?p=28803</guid>

					<description><![CDATA[<p>É imperioso olharmos para o que pensam e dizem os nossos parceiros. Todos aprendemos sempre muito com outros que possam estar mais avançados nos seus estudos e reflexões e que, ao mesmo tempo, se manifestem como defensores de mudança. O MANIFESTO REHVA é, do nosso ponto de vista, muito assertivo e será indispensável levar em linha de conta para a compreensão do futuro do setor de AVAC a nível europeu.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/pacto-edificios-preparados-para-2050-2050-ready-building-pact/">Pacto &#8220;Edifícios preparados para 2050&#8221; (2050 Ready Building Pact)</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><em><strong><span class="s1">Artigo publicado originalmente na edição de <a href="https://leitor.medialine.pt/reader.html?p=edificiosenergia&amp;v=principal&amp;e=156" target="_blank" rel="noopener"><span class="s2">Novembro/Dezembro de 2024</span></a> da Edifícios e Energia.</span></strong></em></p>
<p>Serafin Graña, na qualidade de <em>REHVA Fellow</em> [1], título que lhe foi atribuído no ano 2019, e também por se manter desde há vários anos a acompanhar o <em>Technical Research Committee</em> (TRC)(2), enquanto membro da Ordem dos Engenheiros de Portugal (OEP), ora na qualidade de representante, de membro efetivo ou mais recentemente na de membro correspondente, disponibiliza adiante o texto completo do MANIFESTO REHVA, bem como outras reflexões complementares e subsequentes.</p>
<p>É imperioso olharmos para o que pensam e dizem os nossos parceiros. Todos aprendemos sempre muito com outros que possam estar mais avançados nos seus estudos e reflexões e que, ao mesmo tempo, se manifestem como defensores de mudança. O MANIFESTO REHVA é, do nosso ponto de vista, muito assertivo e será indispensável levar em linha de conta para a compreensão do futuro do setor de AVAC a nível europeu.</p>
<p><em>No dia 28 de maio, a Diretiva sobre o Desempenho Energético dos Edifícios (EPBD) entrou finalmente em vigor. No mesmo dia em que a REHVA (Federação Europeia das Associações de Aquecimento, Ventilação e Ar Condicionado) concluiu a redação do seu novo manifesto — MANIFESTO da REHVA para edifícios sustentáveis, saudáveis e acessíveis, o Pacto “Edifícios preparados para 2050”. O documento em questão sublinhava, desde logo, o papel crucial dos edifícios na prossecução dos objetivos de neutralidade carbónica da UE para 2050.</em></p>
<h4>A MISSÃO DA REHVA … E COMO A UNIÃO FAZ A FORÇA!</h4>
<p>A REHVA é uma organização que representa, a uma só voz, mais de 120.000 engenheiros de projeto de AVAC, engenheiros e técnicos de serviços de construção em 24 países europeus. A missão da REHVA é contribuir de forma consistente para o desenvolvimento de um ambiente construído económico, sustentável, seguro e saudável.</p>
<p>A REHVA apoia o desenvolvimento da qualidade ambiental interior (QAmbInt) e do desempenho energético dos edifícios (EPB) na UE. Relacionadas com as políticas da UE (EPBD, RED, EED, ESPR, etc.) e a sua implementação a nível nacional em cada país, as associações membros da REHVA desejam encorajar as forças políticas europeias a subscreverem os princípios técnicos propostos pelos peritos da REHVA para atingir os objetivos da UE para 2050 no setor da construção. Este é o objetivo do pacto <em>Edifícios preparados para 2050</em>.</p>
<blockquote><p>O manifesto salienta a necessidade de uma abordagem holística, considerando os edifícios como produtores ativos de energia equipados com tecnologias inteligentes e sistemas de armazenamento de energia, contribuindo para a descarbonização do setor energético. Apela a uma “linguagem comum” europeia unificada, baseada em indicadores partilhados de desempenho energético e do ambiente interior.</p></blockquote>
<p>De seguida, são resumidos vários tópicos cruciais que permitem ao setor da construção desempenhar o seu papel na prossecução dos objetivos da UE para 2050.</p>
<p>No mesmo dia, 28 de maio de 2024, a REHVA concluiu a redação do seu <em>MANIFESTO REHVA</em> para edifícios sustentáveis, saudáveis e acessíveis — o pacto Edifícios preparados para 2050. O documento em questão sublinhava o papel crucial dos edifícios na prossecução dos objetivos de neutralidade carbónica da UE para 2050.</p>
<p>O documento contém princípios-chave que se enaltecem e enumeram pela sua importância e abrangência:</p>
<p>1. Eficiência energética e energias renováveis: Dar prioridade à eficiência energética e à utilização de fontes de energia renováveis.</p>
<p>2. Sistemas descarbonizados: Implementar sistemas de aquecimento e arrefecimento descarbonizados e utilizar materiais de construção com baixo teor de carbono.</p>
<p>3. Qualidade do ambiente interior: Assegurar uma elevada qualidade ambiental e do ar interior.</p>
<p>4. Edifícios inteligentes: Promover a digitalização dos edifícios para melhorar a eficiência energética e o conforto dos ocupantes.</p>
<p>5. Soluções rentáveis: Defender soluções técnicas otimizadas em termos ambientais e rentáveis.</p>
<p>O manifesto salienta a necessidade de uma abordagem holística, considerando os edifícios como produtores ativos de energia equipados com tecnologias inteligentes e sistemas de armazenamento de energia, contribuindo para a descarbonização do setor energético. Apela a uma “linguagem comum” europeia unificada, baseada em indicadores partilhados de desempenho energético e do ambiente interior.</p>
<h4>SAÚDE E QUALIDADE DO AR INTERIOR</h4>
<p>Em consonância com o apelo do manifesto a uma abordagem holística da sustentabilidade dos edifícios, dando prioridade aos edifícios como contribuintes ativos para a eficiência energética, torna-se fundamental melhorar a qualidade do ar interior (QAI). Através da aplicação de medidas regulamentares ambiciosas e da atualização dos requisitos de conceção ecológica, a UE pode garantir ambientes interiores mais saudáveis.</p>
<h4>HABITAÇÃO A PREÇOS ACESSÍVEIS E INCENTIVOS</h4>
<p>À medida que os edifícios se transformam em produtores ativos de energia, a criação de um futuro sustentável exige uma renovação a preços acessíveis e um incentivo a práticas energeticamente eficientes. Ao fornecer aos proprietários apoio técnico e incentivos financeiros, a transição para edifícios mais ecológicos pode ser adotada por todos, garantindo um ambiente de vida mais saudável e sustentável.</p>
<h4>O PAPEL DOS PROFISSIONAIS DE AVAC</h4>
<p>Com os edifícios na vanguarda da transição energética, os profissionais de AVAC desempenham um papel crucial. Através do desenvolvimento profissional contínuo e da adesão a normas comuns da UE, podem liderar o processo de eficiência energética e sustentabilidade, garantindo que os edifícios cumprem os critérios de desempenho energético e de ambiente interior.</p>
<p>O Manifesto foi então enviado aos principais candidatos dos principais partidos que concorreram às eleições para o Parlamento Europeu, a fim de obter a sua aprovação e avaliar quais os partidos que estão dispostos a apoiar os esforços da REHVA em prol de uma UE mais saudável e mais eficiente.</p>
<h4>O TEOR DO MANIFESTO [3]</h4>
<p>Seguidamente, estão resumidos vários tópicos cruciais que permitem ao setor da construção desempenhar o seu papel na prossecução dos objetivos da UE para 2050.</p>
<p><strong>Princípios do Pacto &#8211; Para edifícios sustentáveis, saudáveis e acessíveis</strong></p>
<p>Os edifícios devem proporcionar proteção, por um lado. Devem garantir um ambiente interior saudável, confortável e seguro. Por outro, o setor dos edifícios deve desempenhar um papel fundamental para alcançar a neutralidade carbónica da UE até 2050. É por isso que a REHVA defende o pacto <em>Edifícios preparados para 2050</em>, assente nos seguintes princípios fundamentais, tanto para as novas construções como para as renovações em curso:</p>
<p>• Eficiência energética em primeiro lugar;</p>
<p>• Utilização prioritária de fontes de energia renováveis;</p>
<p>• Sistemas de aquecimento e arrefecimento descarbonizados (incluindo a incorporação de materiais de construção com baixo teor de carbono);</p>
<p>• Obtenção de uma elevada qualidade ambiental interior (QAmbInt) e qualidade do ar interior (QAI);</p>
<p>• Digitalização dos edifícios (edifícios inteligentes);</p>
<p>• Soluções técnicas rentáveis e otimizadas do ponto de vista ambiental.</p>
<p>Estes princípios devem ser aplicados de forma holística aos edifícios, contribuindo para o bem-estar dos ocupantes e salvaguardando o seu conforto, enquanto reduzem significativamente o impacte ambiental durante todo o ciclo de vida do edifício. Os edifícios já não são apenas consumidores de energia, mas também produtores ativos de energia. Equipados com tecnologias inteligentes e sistemas de armazenamento de energia para calor e eletricidade, estes edifícios proporcionarão flexibilidade às redes de distribuição de energia, contribuindo para a transição e descarbonização do setor da energia.</p>
<p>A REHVA defende e trabalha especificamente para definir uma “linguagem comum” europeia, baseada em indicadores comuns, para o desempenho energético e sanitário do ambiente interior dos edifícios. Devido à crescente complexidade do setor da construção, é necessário encontrar uma compreensão mútua e proporcionar uma educação intensiva a todos os grupos-alvo e partes interessadas.</p>
<p><strong>Neutralidade de carbono para o setor da construção em 2050</strong></p>
<p>O setor da construção é responsável por 37 % das emissões de carbono da UE. Atingir a neutralidade carbónica em 2050 é um objetivo ambicioso para o setor da construção. A descarbonização dos sistemas de aquecimento e arrefecimento é fundamental.</p>
<p>A neutralidade carbónica inclui todas as fases do ciclo de vida de um edifício (produção de elementos de construção, o seu transporte, construção do edifício, utilização, substituição, desconstrução, gestão de resíduos, reutilização, reciclagem e eliminação final) e todas as emissões de gases com efeito de estufa no local de construção, no estaleiro, nas proximidades e à distância.</p>
<p>As diretivas e regulamentos europeus, bem como a sua transposição a nível nacional e regional, devem ser “baseadas no desempenho”. Devem ser tecnologicamente neutras, permitindo a otimização das soluções técnicas pelos profissionais da construção e criar condições equitativas para o equipamento técnico e para os fornecedores de energia.</p>
<p><strong>Edifícios saudáveis &#8211; melhor ambiente interior e qualidade do ar interior (QAmbInt) / (QAI)</strong></p>
<p>A necessidade de uma qualidade do ar adequada não se limita à nossa porta, mas inclui também o ar que respiramos dentro de casa &#8211; onde passamos até 90 % da nossa vida quotidiana. O ar no interior dos edifícios está ainda mais seriamente poluído do que o ar exterior[4]. De acordo com a OMS[5], 150 000 mortes prematuras na Europa são causadas anualmente pela má qualidade do ar interior, gerando custos adicionais de mais de 260 mil milhões de euros por ano.</p>
<p>Esta questão deve ser abordada com urgência, assumindo o desafio que representa para a saúde e permitindo assim grandes poupanças e a otimização da despesa pública.</p>
<p>As políticas da UE devem salvaguardar a melhoria da saúde nos edifícios, associada a uma melhor QAmbInt/QAI, através de evoluções regulamentares que assegurem uma transposição tão ambiciosa quanto possível da EPBD, em especial no que respeita à ventilação. Melhorar a monitorização, a visualização e a regulação da QAI nos edifícios residenciais e o alargamento da inspeção dos sistemas de ventilação a todos os edifícios, devem fazer parte destas políticas.</p>
<blockquote><p>A informação sobre os benefícios da renovação, em termos de bem-estar e de retorno económico, deve ser a chave para motivar os proprietários e/ou investidores privados. Os profissionais da construção devem propor e explicar a melhor solução aos proprietários e ocupantes dos edifícios.</p></blockquote>
<p>Os requisitos para que os edifícios garantam a qualidade do ar interior devem ser integrados na taxonomia e na legislação relativa aos contratos públicos ecológicos.</p>
<p>Os requisitos de conceção ecológica devem ser atualizados para garantir a colocação no mercado de produtos de ventilação energeticamente eficientes.</p>
<p>Para obter uma melhor informação e <em>feedback,</em> o observatório do parque imobiliário deve também integrar dados sobre a qualidade do ar interior e de ventilação.</p>
<p><strong>Habitações a preços acessíveis e incentivos</strong></p>
<p>A renovação, exploração e manutenção de edifícios a preços acessíveis, a compreensão e o acordo sobre as soluções propostas desempenham um papel crucial na aceitação social da transição energética. Não existe uma solução única para todos os edifícios novos e existentes. A informação sobre os benefícios da renovação, em termos de bem-estar e de retorno económico, deve ser a chave para motivar os proprietários e/ou investidores privados. Os profissionais da construção devem propor e explicar a melhor solução aos proprietários e ocupantes dos edifícios.</p>
<p>A pobreza energética deve ser abordada através de incentivos/medidas financeiras específicas que permitam às famílias com baixos rendimentos melhorarem as suas casas. Isto não só reduz o consumo de energia e os custos, mas também melhora as condições gerais de vida, a saúde e o bem-estar dos residentes e promove a aceitação social e o apoio a práticas de vida sustentáveis.</p>
<p>As seguintes ações devem ser implementadas:</p>
<p>• os proprietários de imóveis devem receber assistência técnica financiada, também através de balcões únicos (tais como auditorias energéticas ou passaportes de renovação) para facilitar a tomada de decisões informadas;</p>
<p>• o acesso ao capital deve ser facilitado, através de medidas como as hipotecas ecológicas, tal como solicitado no Artigo 17 da EPBD;</p>
<p>• os incentivos financeiros devem basear-se no desempenho, não favorecendo ou excluindo nenhuma solução técnica se os requisitos de desempenho forem cumpridos.</p>
<p>A combinação de iniciativas de habitação a preços acessíveis com incentivos é uma estratégia crucial para promover simultaneamente a igualdade social e a responsabilidade ambiental, preservando os fundos públicos que, dada a sua escassez, devem ser otimizados e cuidadosamente geridos para combater eficazmente a pobreza energética e apoiar a transição energética.</p>
<p><strong>O papel dos profissionais do setor do AVAC na transição energética &#8211; competências adquiridas e dimensão europeia no âmbito da UE</strong></p>
<p>O papel dos profissionais do setor do AVAC na transição energética é fundamental. Os novos desafios exigem o desenvolvimento de novas competências técnicas e uma compreensão das políticas energéticas abrangentes da UE.</p>
<p>O desenvolvimento profissional contínuo é essencial, uma vez que mantém os profissionais atualizados com os últimos avanços tecnológicos e alterações regulamentares. Entre as numerosas referências à formação e melhoria de competências e à requalificação, o artigo 17.º da EPBD exige que os Estados-Membros promovam a educação e a formação para garantir uma mão de obra suficiente e competente, especialmente dirigida às PME e às microempresas. O papel dos profissionais do setor do AVAC na transição energética é fundamental. Os novos desafios exigem o desenvolvimento de novas competências técnicas e uma compreensão das políticas energéticas globais da UE.</p>
<p>As colaborações de investigação entre o meio académico e a indústria do AVAC devem ser incentivadas através de centros de inovação, centros de investigação e projetos de colaboração para definir novos programas educativos que abordem os principais desafios, impulsionem a inovação e atraiam novos estudantes.</p>
<p>As normas para os sistemas AVAC desempenham um papel fundamental para facilitar a mobilidade e o reconhecimento das qualificações nos Estados-Membros. As normas garantem que os profissionais de AVAC em toda a UE têm conhecimentos e um conjunto de competências coerentes. Ao aderir a normas comuns da UE, os profissionais do setor do AVAC podem contribuir eficazmente para a transição energética, otimizando os sistemas em termos de desempenho e sustentabilidade.</p>
<p>A partilha de metodologias para avaliar o edifício, baseadas em normas comuns da UE, promove a transparência, a tomada de decisões informadas e a coerência na aplicação da transição energética. A partilha de conhecimentos e o desenvolvimento de metodologias e ferramentas partilhadas podem conciliar as diferenças entre os Estados-Membros devido a fatores económicos, tecnológicos e sociais, respeitando simultaneamente a diversidade cultural e a equidade social.</p>
<p>Embora sejam utilizados métodos comuns, os níveis de exigência nacionais devem refletir as necessidades climáticas e regulamentares específicas de cada país. Esta abordagem harmonizada apoia um esforço unificado em toda a Europa, impulsionando a transição energética e promovendo simultaneamente uma mão de obra qualificada e motivada dedicada à gestão ambiental.</p>
<p><strong>Bibliografia:</strong></p>
<p>[1] https://www.rehva.eu/about-us/fellows</p>
<p>(2) https://www.rehva.eu/about-us/committees/technology-and-research-committee-trc</p>
<p>[3] https://www.rehva.eu/news/article/rehva-manifesto-for-sustainable-healthy-and-affordable-buildings</p>
<p>[4] https://sustainenvironres.biomedcentral.com/articles/10.1186/s42834-020-0047-y</p>
<p>[5] https://unece.org/DAM/Photos_Info_Unit/Economic-cost-health-impact-air&#8211;pollution-en_1_.pdf</p>
<p>Fotografia de destaque: © Pexels</p>
<p style="text-align: center;"><strong><em>As conclusões expressas são da responsabilidade do autor.</em></strong></p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/pacto-edificios-preparados-para-2050-2050-ready-building-pact/">Pacto &#8220;Edifícios preparados para 2050&#8221; (2050 Ready Building Pact)</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
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