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	<title>Arquivo de neutralidade carbónica - Edificios e Energia</title>
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	<description>A Revista especializada de referência nos sectores de AVAC, eficiência energética, materiais de construção e edifícios.</description>
	<lastBuildDate>Mon, 27 Apr 2026 09:02:36 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivo de neutralidade carbónica - Edificios e Energia</title>
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		<title>Sustentabilidade no projeto e nas intervenções de reabilitação de estabelecimentos públicos do pré-escolar e do 1.º ciclo do ensino básico de Lisboa</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/sustentabilidade-no-projeto-e-nas-intervencoes-de-reabilitacao-de-estabelecimentos-publicos-do-pre-escolar-do-1-o-ciclo-do-pre-escolar-e-do-1-o-ciclo-do-ensino-basico-de-lisboa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Edifícios e Energia]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Apr 2026 08:44:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[circularidade]]></category>
		<category><![CDATA[edifícios]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A transição para a neutralidade carbónica tem reforçado o papel do setor dos edifícios na mitigação das alterações climáticas, uma vez que este representa uma parcela significativa do consumo energético e das emissões de gases com efeito de estufa. Neste contexto, a reabilitação do edificado público surge como uma estratégia prioritária, permitindo melhorar o desempenho ambiental dos edifícios existentes, reduzir o carbono incorporado e operacional e prolongar a sua vida útil.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/sustentabilidade-no-projeto-e-nas-intervencoes-de-reabilitacao-de-estabelecimentos-publicos-do-pre-escolar-do-1-o-ciclo-do-pre-escolar-e-do-1-o-ciclo-do-ensino-basico-de-lisboa/">Sustentabilidade no projeto e nas intervenções de reabilitação de estabelecimentos públicos do pré-escolar e do 1.º ciclo do ensino básico de Lisboa</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong><em>Este artigo foi originalmente publicado na <a href="https://leitor.medialine.pt/reader.html?p=edificiosenergia&amp;v=principal&amp;e=163" target="_blank" rel="noopener">edição nº 163 da Edifícios e Energia</a> (Janeiro/Fevereiro 2026).</em></strong></p>
<p><strong>OS AUTORES</strong><br />
Thalyta Vieira Fernandes, Mestre em Engenharia Civil,<br />
José Dinis Silvestre, Professor Catedrático (CERIS, Instituto Superior Técnico, Universidade de Lisboa)</p>
<p><strong>A transição para a neutralidade carbónica tem reforçado o papel do setor dos edifícios na mitigação das alterações climáticas, uma vez que este representa uma parcela significativa do consumo energético e das emissões de gases com efeito de estufa. Neste contexto, a reabilitação do edificado público surge como uma estratégia prioritária, permitindo melhorar o desempenho ambiental dos edifícios existentes, reduzir o carbono incorporado e operacional e prolongar a sua vida útil.</strong></p>
<p>Os edifícios escolares assumem particular relevância, não só pela sua função educativa e social, mas também pelo seu potencial enquanto espaços demonstrativos de boas práticas ambientais. A integração de critérios de sustentabilidade em intervenções de manutenção e reabilitação, como a eficiência energética, a durabilidade dos materiais e a facilidade de manutenção, contribui para a criação de ambientes mais confortáveis e saudáveis, bem como para a redução dos custos de exploração ao longo do tempo.</p>
<p>No município de Lisboa, estas intervenções enquadram‑se no Plano de Ação Climática Lisboa 2030 [1] e são orientadas por documentos técnicos de referência: as Especificações Técnicas para a Elaboração de Projetos de Edifícios Escolares (ETAPEE) [2] e o Caderno Técnico JIEB (CT‑JIEB) [3].</p>
<h5><strong>CRITÉRIOS DE SUSTENTABILIDADE APLICÁVEIS ÀS INTERVENÇÕES ANALISADAS</strong></h5>
<p>A avaliação das intervenções de manutenção e reabilitação baseou‑se na aplicação de critérios de sustentabilidade definidos no Guia do Fundo Nacional para a Reabilitação do Edificado (FNRE) [4], complementados pelas orientações técnicas municipais em vigor atrás referidas. Estes critérios abrangem diferentes dimensões do desempenho dos edifícios escolares, nomeadamente a eficiência energética, com a integração de energias renováveis, as soluções de ventilação natural e a garantia da qualidade do ar interior, a reutilização de materiais e elementos construtivos, a incorporação de materiais com conteúdo reciclado, a gestão de resíduos de construção e demolição, o aproveitamento de águas pluviais, a durabilidade dos componentes e a facilidade de manutenção ao longo do ciclo de vida dos edifícios.</p>
<p>Foram analisados seis estabelecimentos públicos de educação pré‑escolar e do 1.º ciclo do ensino básico localizados no concelho de Lisboa, correspondendo a intervenções concluídas, em curso, e ainda em fase de projeto. A análise incidiu sobre a documentação técnica disponível, permitindo identificar o grau de incorporação efetiva dos critérios de sustentabilidade e a coerência das soluções adotadas com os objetivos de descarbonização e eficiência energética definidos pelos documentos técnicos já referidos. A Figura 1 indica a localização dos projetos estudados.</p>
<p>As Figuras 2 a 4 ilustram os seis estabelecimentos públicos de educação pré‑escolar e do 1.º ciclo do ensino básico considerados neste estudo.</p>
<h5><strong>PRÁTICAS DE SUSTENTABILIDADE OBSERVADAS NAS ESCOLAS PÚBLICAS DE LISBOA</strong></h5>
<p>A análise dos casos de estudo evidencia que a incorporação de práticas de sustentabilidade nas escolas públicas de Lisboa tem vindo a evoluir de forma progressiva, ainda que desigual, refletindo tanto o enquadramento normativo vigente como a fase de desenvolvimento de cada intervenção. De modo geral, observa-se que os projetos mais recentes revelam uma maior integração dos princípios da sustentabilidade ambiental, económica e social, em consonância com o Roteiro para a Neutralidade Carbónica 2050 [5] e com as orientações técnicas da Câmara Municipal de Lisboa.</p>
<figure id="attachment_36223" aria-describedby="caption-attachment-36223" style="width: 800px" class="wp-caption alignleft"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-large wp-image-36223" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/04/Fig1-1-1024x780.jpg" alt="" width="800" height="609" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/04/Fig1-1-1024x780.jpg 1024w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/04/Fig1-1-300x228.jpg 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/04/Fig1-1-768x585.jpg 768w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/04/Fig1-1-1536x1170.jpg 1536w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/04/Fig1-1.jpg 1829w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption id="caption-attachment-36223" class="wp-caption-text">Figura 1 – Mapa de Lisboa com a localização dos 6 projetos estudados (Google Maps, 2025)</figcaption></figure>
<p>No domínio da eficiência energética, destaca-se a adoção crescente de soluções ativas, nomeadamente a instalação de sistemas de produção de energia a partir de fontes renováveis. A incorporação de painéis fotovoltaicos para autoconsumo, bem como de sistemas solares térmicos para apoio à produção de águas quentes sanitárias, constitui uma das práticas mais consistentes identificadas nos projetos analisados. Estas soluções contribuem não apenas para a redução da dependência da rede elétrica convencional, mas também para a diminuição das emissões de gases com efeito de estufa associadas à exploração dos edifícios escolares, alinhando-se com as metas municipais e nacionais de descarbonização.</p>
<p>Paralelamente, verifica-se uma atenção crescente às estratégias passivas de projeto, com especial enfoque na valorização da iluminação natural e da ventilação natural ou híbrida. A adequada orientação solar dos edifícios, o dimensionamento criterioso das aberturas e a utilização de dispositivos de proteção solar permitem melhorar o conforto visual e térmico dos espaços letivos, reduzindo o consumo energético associado à iluminação artificial e aos sistemas de climatização. No entanto, a aplicação destas estratégias revela-se condicionada em edifícios com valor patrimonial, onde as limitações impostas pela preservação dos alçados e das características arquitetónicas originais conduzem, em alguns casos, à adoção preferencial de sistemas mecânicos de ventilação, devidamente justificados do ponto de vista regulamentar.</p>
<p>No que respeita à qualidade do ar interior, observam-se boas práticas sobretudo nos projetos mais recentes, através da introdução de sistemas de ventilação que asseguram a renovação adequada do ar, a filtragem de poluentes e, em alguns casos, a instalação de sensores de dióxido de carbono para monitorização contínua das condições interiores. Estas soluções assumem particular relevância no contexto dos edifícios escolares, onde a salubridade dos espaços tem impacto direto na saúde, no bem-estar e no desempenho dos utilizadores.</p>
<p><img decoding="async" class="alignleft size-large wp-image-36226" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/04/Captura-de-ecra-2026-04-27-091647-1024x471.png" alt="" width="800" height="368" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/04/Captura-de-ecra-2026-04-27-091647-1024x471.png 1024w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/04/Captura-de-ecra-2026-04-27-091647-300x138.png 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/04/Captura-de-ecra-2026-04-27-091647-768x353.png 768w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/04/Captura-de-ecra-2026-04-27-091647.png 1148w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /></p>
<p>Tabela 1 &#8211; Resumo das características das escolas em estudo.</p>
<p>A reutilização de elementos construtivos existentes surge como outra prática relevante identificada nos casos de estudo, sobretudo nas intervenções de reabilitação. A manutenção de estruturas, fachadas ou coberturas permite reduzir o consumo de recursos, minimizar a produção de resíduos e preservar a identidade arquitetónica dos edifícios, traduzindo uma abordagem alinhada com os princípios da economia circular. Complementarmente, a gestão de resíduos de construção e demolição (RCD) é, na maioria dos projetos, tratada de forma sistematizada, através da implementação de planos de prevenção e gestão de RCD, promovendo a triagem em obra, a reutilização de solos provenientes de escavações e o encaminhamento adequado dos resíduos para operadores licenciados.</p>
<p>Apesar destes avanços, a análise evidencia igualmente fragilidades recorrentes, nomeadamente no que diz respeito à incorporação de materiais com maior conteúdo reciclado, à avaliação da durabilidade dos materiais e à implementação de sistemas de aproveitamento de águas pluviais. Em vários projetos, a ausência de informação técnica detalhada nas peças escritas dificulta a verificação do cumprimento destas exigências, revelando uma lacuna na articulação entre os objetivos de sustentabilidade definidos nos documentos orientadores e a sua tradução efetiva nos projetos.</p>
<figure id="attachment_36225" aria-describedby="caption-attachment-36225" style="width: 800px" class="wp-caption alignleft"><img decoding="async" class="size-large wp-image-36225" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/04/Fig2-1024x675.jpg" alt="" width="800" height="527" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/04/Fig2-1024x675.jpg 1024w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/04/Fig2-300x198.jpg 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/04/Fig2-768x506.jpg 768w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/04/Fig2-1536x1012.jpg 1536w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/04/Fig2-2048x1349.jpg 2048w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption id="caption-attachment-36225" class="wp-caption-text">Figura 2 &#8211; Intervenções concluídas</figcaption></figure>
<figure id="attachment_36229" aria-describedby="caption-attachment-36229" style="width: 800px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-36229" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/04/Fig3-1024x675.jpg" alt="" width="800" height="527" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/04/Fig3-1024x675.jpg 1024w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/04/Fig3-300x198.jpg 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/04/Fig3-768x506.jpg 768w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/04/Fig3-1536x1012.jpg 1536w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/04/Fig3-2048x1349.jpg 2048w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption id="caption-attachment-36229" class="wp-caption-text">Figura 3 – Intervenções em curso</figcaption></figure>
<figure id="attachment_36230" aria-describedby="caption-attachment-36230" style="width: 800px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-36230" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/04/Fig4-1024x664.jpg" alt="" width="800" height="519" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/04/Fig4-1024x664.jpg 1024w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/04/Fig4-300x194.jpg 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/04/Fig4-768x498.jpg 768w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/04/Fig4-1536x996.jpg 1536w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/04/Fig4-2048x1328.jpg 2048w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption id="caption-attachment-36230" class="wp-caption-text">Figura 4 &#8211; Intervenções por iniciar</figcaption></figure>
<p>A facilidade de inspeção e manutenção constitui outra dimensão crítica observada nos casos de estudo. Embora algumas soluções de projeto contemplem acessos às coberturas, casas de máquinas e sistemas técnicos, estas opções nem sempre se encontram devidamente descritas na documentação, comprometendo a avaliação do desempenho a longo prazo. A integração sistemática deste critério assume particular importância para garantir a durabilidade dos edifícios, a eficiência operacional e a redução dos custos de exploração ao longo do seu ciclo de vida.</p>
<p>De modo geral, com base na Tabela 2 de resumo da aplicação das exigências de sustentabilidade, verifica-se que o grau de cumprimento dos critérios analisados varia significativamente em função da fase de execução dos projetos. As intervenções concluídas apresentam, em regra, menor incorporação de soluções alinhadas com os atuais referenciais de sustentabilidade, enquanto os projetos em curso e, sobretudo, os ainda por iniciar, demonstram uma abordagem mais integrada e consistente. Esta evolução evidencia o impacto positivo da consolidação das políticas públicas e dos instrumentos técnicos municipais, mas também reforça a necessidade de uma aplicação mais sistemática e verificável das exigências de sustentabilidade ao longo de todas as fases do ciclo de vida destas intervenções.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft size-large wp-image-36231" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/04/Captura-de-ecra-2026-04-27-093438-1024x672.png" alt="" width="800" height="525" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/04/Captura-de-ecra-2026-04-27-093438-1024x672.png 1024w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/04/Captura-de-ecra-2026-04-27-093438-300x197.png 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/04/Captura-de-ecra-2026-04-27-093438-768x504.png 768w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/04/Captura-de-ecra-2026-04-27-093438.png 1141w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /></p>
<h5><strong>LIMITAÇÕES RECORRENTES NA APLICAÇÃO DOS CRITÉRIOS DE SUSTENTABILIDADE</strong></h5>
<p>Apesar das boas práticas identificadas, a análise revelou limitações persistentes que condicionam a plena integração da sustentabilidade nas intervenções estudadas. A ausência de sistemas de aproveitamento de águas pluviais é uma das lacunas mais frequentes, mesmo quando esta solução é recomendada nos documentos técnicos de referência, representando uma oportunidade perdida para a melhoria da eficiência hídrica.</p>
<p>A utilização de materiais reciclados, certificados ou de origem local, revelou‑se igualmente reduzida, indicando uma fraca incorporação de critérios de circularidade nas fases de especificação e contratação. Em edifícios com restrições patrimoniais, verificaram‑se ainda dificuldades na implementação de soluções eficazes de ventilação natural, nem sempre compensadas por alternativas mecânicas adequadas à garantia da qualidade do ar interior.</p>
<p>Um dos aspetos mais críticos identificados prende‑se com a insuficiente sistematização da documentação relativa ao planeamento da manutenção e à monitorização do desempenho pós‑ocupação, comprometendo a avaliação do comportamento ambiental e funcional dos edifícios ao longo do seu ciclo de vida.</p>
<h5><strong>CONCLUSÃO</strong></h5>
<p>A análise realizada demonstra que a sustentabilidade está progressivamente presente nas intervenções de manutenção e reabilitação de escolas públicas em Lisboa, embora a sua aplicação continue a ser parcial e pouco uniforme. As práticas positivas observadas contrastam com lacunas significativas ao nível da gestão da água, da circularidade dos materiais e da monitorização do desempenho a longo prazo.</p>
<p>Conclui‑se que a adoção de uma abordagem mais integrada e sistemática, baseada na aplicação efetiva dos critérios definidos no Guia FNRE e nos documentos técnicos municipais, é fundamental para reforçar o contributo do parque escolar público para os objetivos de neutralidade carbónica. O reforço destas práticas permitirá posicionar as escolas públicas como referências em sustentabilidade, qualidade do ambiente construído e resiliência face aos desafios das alterações climáticas.</p>
<p><strong>Bibliografia</strong><br />
[1] Câmara Municipal de Lisboa. Plano de Ação Climática Lisboa 2030 – Rumo à Neutralidade Carbónica. Lisboa: CML, 2021. Disponível em: https://www.cm-lisboa.pt.<br />
[2] PARQUE ESCOLAR, E.P.E. Especificações técnicas de arquitetura para projeto do edifício escolar. Lisboa: Parque Escolar, [s.d.]. Disponível em: https://www.parque-escolar.pt/fotos/editor2/especificacoes_tecnicas_arq.pdf.<br />
[3] LISBOA OCIDENTAL SRU – SOCIEDADE DE REABILITAÇÃO URBANA, E.M., S.A. Caderno Técnico JIEB1 – Jardim de Infância e Escola Básica do 1.º Ciclo. Lisboa: SRU, 2022. Disponível em: https://www.lisboaocidentalsru.pt/equipamentos-educativos.<br />
[4] FUNDO NACIONAL DE REABILITAÇÃO DO EDIFICADO (FNRE). Guia FNRE: fundo nacional de reabilitação do edificado. Lisboa: Fundiestamo, 2020. Disponível em: https://fundiestamo.com/wp-content/uploads/2020/07/Guia-FNRE-Fundo-Nacional-de-Reabilitacao-do-Edificado.pdf.<br />
[5] PORTUGAL. Agência Portuguesa do Ambiente. Roteiro para a Neutralidade Carbónica 2050 (RNC2050): Estratégia de Longo Prazo para a Neutralidade Carbónica da Economia Portuguesa em 2050. Lisboa: APA, 2019. Disponível em: https://apambiente.pt</p>
<p><strong>Agradecimentos</strong><br />
Os autores agradecem à Câmara Municipal de Lisboa e à Lisboa Ocidental SRU a disponibilização dos projetos analisados e o apoio técnico prestado ao longo do desenvolvimento deste estudo.</p>
<p style="text-align: center;"><em><strong>As conclusões expressas são da responsabilidade dos autores.</strong></em></p>
<p>Fotografia de destaque: © Unsplash</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Passaportes Digitais: Da informação disponível à implementação para edifícios inteligentes e circulares</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/passaportes-digitais-da-informacao-disponivel-a-implementacao-para-edificios-inteligentes-e-circulares/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Edifícios e Energia]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Feb 2026 08:00:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[circularidade]]></category>
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		<category><![CDATA[passaportes digitais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os passaportes digitais estão a revolucionar a construção, tornando cada edifício um repositório vivo de informação e recursos. Mais do que meros registos, são instrumentos de transparência e inovação que abrem caminho para a circularidade, prolongam o valor dos materiais e aproximam o setor da neutralidade carbónica.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong><em>Este artigo foi originalmente publicado na <a href="https://leitor.medialine.pt/reader.html?p=edificiosenergia&amp;v=principal&amp;e=162" target="_blank" rel="noopener">edição nº 162 da Edifícios e Energia</a> (Novembro/Dezembro 2025).</em></strong></p>
<p><strong>OS AUTORES</strong><br />
Camila Cervantes e Luís Bragança,<br />
Universidade do Minho, ISISE, ARISE, Departamento de Engenharia Civil, Guimarães, Portugal</p>
<p><strong>Os passaportes digitais estão a revolucionar a construção, tornando cada edifício um repositório vivo de informação e recursos. Mais do que meros registos, são instrumentos de transparência e inovação que abrem caminho para a circularidade, prolongam o valor dos materiais e aproximam o setor da neutralidade carbónica.</strong></p>
<h4><strong>INTRODUÇÃO</strong></h4>
<p>Impulsionados por metas globais de sustentabilidade, novas normas europeias e a procura crescente pela eficiência na utilização de recursos naturais, os passaportes digitais de materiais e produtos de construção surgem como tecnologia com enorme potencial de transformação. No centro dessa mudança está o compromisso de integrar os princípios da economia circular no ambiente construído, transformando a forma como projetamos, gerimos e reutilizamos o património. Iniciativas colaborativas, como a Ação COST CircularB (https://circularb.eu/) e a Rede Ibero-Americana ECoEICo (https://www.cyted.org/ECOEICO), promovem a ligação entre investigação e prática, acelerando a integração dos passaportes digitais na economia circular do setor da construção.</p>
<h4><strong>O QUE É UM PASSAPORTE DIGITAL PARA EDIFÍCIOS?</strong></h4>
<p>Um passaporte digital é uma estrutura informatizada que armazena informações técnicas e ambientais sobre todos os componentes de um edifício. Inclui dados sobre a composição dos materiais, eficiência energética, carbono incorporado, uso de água, potencial de reutilização e reciclagem, orientações para desmontagem e registos de manutenção.</p>
<p>Baseia-se na rastreabilidade, atribuindo a cada item uma identidade digital exclusiva desde a produção até à eliminação. Assim, mesmo décadas após a construção, é possível identificar com precisão a armadura de uma viga ou o tratamento aplicado a um revestimento, simplificando manutenção, substituições e reutilização de materiais.</p>
<p>Em Portugal, onde muitos edifícios necessitam de registos completos dos materiais usados, os passaportes digitais oferecem um registo detalhado e acessível em tempo real, apoiando tomadas de decisão para a reabilitação, reduzindo custos operacionais e aumentando a durabilidade dos recursos disponíveis.</p>
<h4><strong>ENQUADRAMENTO REGULATÓRIO E CONTEXTO EUROPEU</strong></h4>
<p>A União Europeia tem trabalhado ativamente na implementação dos passaportes digitais de materiais e produtos de construção. A revisão do Regulamento sobre Produtos de Construção propõe requisitos obrigatórios de transparência, rastreabilidade e acesso digital às informações técnicas, em linha com o Pacto Ecológico Europeu e as metas de neutralidade carbónica até 2050.</p>
<p>Alinhada com a Estratégia Europeia para a Economia Circular, a Comissão Europeia prevê que, até 2030, os passaportes digitais serão obrigatórios para determinados materiais e produtos, inicialmente em edifícios públicos, grandes obras e projetos com financiamento europeu.</p>
<p>Além de fomentar a circularidade, estes instrumentos melhoram a qualidade e a comparabilidade dos dados ao longo do ciclo de vida, simplificando inspeções, manutenção e desmontagem seletiva. Para Portugal, antecipar estas exigências é uma vantagem estratégica, evitando adaptações tardias e posicionando o país como referência em soluções digitais sustentáveis.</p>
<p>A relevância é ainda maior perante a forte dependência europeia de matérias-primas críticas: cerca de 90% são importadas. A meta para 2030 é que 25% provenham de reciclagem (atualmente 12%), tornando os passaportes digitais essenciais para rastreabilidade, valorização de recursos e redução da dependência de matérias-primas virgens.</p>
<h4><strong>FINALIDADES E BENEFÍCIOS DOS PASSAPORTES DIGITAIS</strong></h4>
<p>A implementação dos passaportes digitais pretende alcançar três objetivos principais: transparência, circularidade e eficiência.</p>
<p>A transparência decorre do acesso centralizado a dados técnicos e ambientais, permitindo decisões mais informadas, evitando duplicações e reduzindo erros em todas as fases do ciclo de vida. Com informação acessível, projetistas, gestores e autoridades podem tomar decisões com base em evidências.</p>
<p>A circularidade resulta do potencial de recuperação e reciclagem. No fim da vida útil, o passaporte indica não apenas o que pode ser reutilizado, mas também como fazê-lo de forma económica e segura. Desta forma, os edifícios deixam de ser apenas património físico e passam a ser entendidos como verdadeiros bancos de materiais, preparados para fornecer recursos a novas construções.</p>
<p>A eficiência resulta da monitorização de indicadores como carbono incorporado, energia e água, alinhando projetos e operações com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Quando integrados em ferramentas digitais como BIM (Building Information Modeling) ou Gémeos Digitais (Digital Twins), os passaportes digitais permitem prever falhas, otimizar manutenções, reduzir custos e apoiar estratégias de descarbonização de longo prazo.</p>
<p>Os trabalhos da Ação COST CircularB demonstram que a combinação de dados normalizados, metodologias de avaliação comuns e tecnologias avançadas aumenta significativamente o potencial dos passaportes digitais, assegurando rastreabilidade e viabilizando a circularidade dos materiais e sistemas construtivos.</p>
<p>Em síntese, esta ferramenta digital ultrapassa a visão de um ciclo de vida único, permitindo planear múltiplas utilizações e desmontagens futuras, prolongando o valor dos recursos e consolidando a ligação entre sustentabilidade, inovação e competitividade no setor da construção.</p>
<h4><strong>COMO É ESTRUTURADO UM PASSAPORTE DIGITAL?</strong></h4>
<p>A estrutura de um passaporte digital assenta em quatro dimensões interligadas:</p>
<p>• Técnica: identificação e caracterização dos materiais, incluindo composição, propriedades e cumprimento de normas e certificações;</p>
<p>• Ambiental: indicadores como pegada de carbono, consumo de energia e água, efeitos da poluição e nível de circularidade;</p>
<p>• Operacional: registos de utilização, manutenção preventiva e corretiva, instruções de desmontagem e orientações para reciclagem ou reutilização;</p>
<p>• Digital: formato padronizado e interoperável, compatível com BIM e sistemas de gestão de ativos, permitindo atualizações em tempo real e autenticação de registos.</p>
<p>Em conjunto, estas dimensões convertem o passaporte digital num instrumento estratégico para aumentar a transparência, melhorar a gestão do ciclo de vida e promover práticas construtivas mais sustentáveis e circulares.</p>
<h4><strong>DA INFORMAÇÃO À AÇÃO – COMO TRANSFORMAR DADOS EM ESTRATÉGIA</strong></h4>
<p>O grande potencial dos passaportes digitais está em transformar dados em ferramentas de gestão e apoio à decisão. Para isso, é essencial garantir padronização e interoperabilidade, permitindo integrar e partilhar informação entre projetistas, construtoras, autoridades e utilizadores.</p>
<p>Normas como a ISO 19650 e o Building SMART Data Dictionary são fundamentais para evitar duplicações e facilitar a colaboração entre atores. As experiências da Ação COST CircularB mostram que interoperabilidade e clareza na comunicação de dados são fatores decisivos para a adoção desta tecnologia.</p>
<p>O apoio institucional também é crucial: políticas públicas, incentivos fiscais e mecanismos de financiamento podem acelerar a implementação, sobretudo em pequenas e médias empresas. Projetos-piloto em edifícios públicos e infraestruturas essenciais validam metodologias, testam soluções digitais e geram confiança no mercado.</p>
<p>Num cenário ideal, os passaportes digitais deixam de ser apenas uma exigência regulatória e tornam-se uma ferramenta estratégica para a sustentabilidade, prolongamento da vida útil, redução de custos de manutenção e integração efetiva da economia circular no setor da construção.</p>
<h4><strong>EXEMPLOS E INICIATIVAS DE REFERÊNCIA</strong></h4>
<p>A nível europeu, a Ação COST CircularB destaca-se como rede internacional que reúne investigação, indústria e setor público para acelerar a transição para um ambiente construído mais circular. Atua como “laboratório vivo”, desenvolvendo metodologias, promovendo projetos-piloto e harmonizando formatos, indicadores e protocolos.</p>
<p>Nos Países Baixos, o “Madaster” funciona como cadastro de materiais, atribuindo identidade digital a cada componente ao longo do ciclo de vida, simplificando a reutilização e reduzindo desperdícios.</p>
<p>O projeto europeu “Circularise” garante imutabilidade e rastreabilidade da informação, permitindo que fabricantes e gestores partilhem dados de forma segura e em conformidade com requisitos ambientais.</p>
<p>Outros exemplos, como a recolha e recondicionamento de equipamentos eletrónicos, utilização de inteligência artificial para separar metais preciosos, incluindo terras raras, na Bélgica, ou sobre a desmontagem seletiva e a geração de novos produtos de construção, na Dinamarca, mostram como é possível recuperar valor de materiais, minimizar a extração de recursos naturais e reduzir drasticamente o impacte ambiental.</p>
<p>Apesar da diversidade de abordagens, todas estas iniciativas demonstram a importância de ferramentas digitais harmonizadas que assegurem transparência, comparabilidade e fiabilidade ao longo do ciclo de vida dos edifícios.</p>
<h4><strong>PRINCIPAIS DESAFIOS PARA A IMPLEMENTAÇÃO</strong></h4>
<p>O setor da construção gera cerca de 40% dos resíduos da União Europeia, reforçando a urgência de soluções digitais que transformem resíduos em recursos. Sem rastreabilidade, a desmontagem seletiva continuará limitada e o potencial de recuperação será desperdiçado.</p>
<p>Contudo, os passaportes digitais enfrentam barreiras técnicas, económicas e regulatórias. A ausência de padrões internacionais coerentes dificulta a interoperabilidade, enquanto os custos de implementação (software, integração com BIM/GIS e formação) podem excluir pequenas e médias empresas.</p>
<p>No plano regulatório, a sobreposição de normas (CPR, EPBD, REACH) gera complexidade e linguagem pouco acessível para utilizadores não especializados. Questões de cibersegurança e governança são igualmente críticas, já que os passaportes armazenam dados sensíveis que exigem proteção e autenticação eficaz.</p>
<p>Outros desafios incluem múltiplas definições de circularidade, que favorecem o greenwashing, e a necessidade de integrar o princípio da suficiência, evitando que ganhos circulares sejam anulados por maior consumo de materiais ou por construções desnecessárias.</p>
<p>Por fim, a credibilidade depende de fiscalização eficaz por autoridades competentes. Sem superar estas barreiras, a adoção poderá ser lenta e desigual, reduzindo o impacto esperado na sustentabilidade e na transição verde e digital.</p>
<h4><strong>O FUTURO – EDIFÍCIOS COMO BANCOS DE MATERIAIS</strong></h4>
<p>Num cenário ideal, os edifícios deixam de ser apenas conjuntos de elementos e passam a ser reservas estratégicas de recursos. Os passaportes digitais tornam este conceito viável ao disponibilizar inventários atualizados de materiais, componentes e registos de uso.</p>
<p>No fim da vida útil, a desmontagem seletiva substitui processos destrutivos, possibilitando a reutilização direta ou reciclagem de alta qualidade. Esta lógica abre espaço a novos modelos de negócio, como serviços especializados de inventário, plataformas digitais de certificação e mercados online para comercialização de materiais recuperados.</p>
<p>O impacte é duplo: ambiental, ao reduzir matérias-primas virgens e emissões de dióxido de carbono (CO2); económico, ao criar cadeias de valor, empregos especializados e maior resiliência do setor face à volatilidade dos preços.</p>
<p>A transição exige também uma mudança de mentalidade na arquitetura e engenharia, integrando princípios de urban mining e projetando edifícios preparados para desmontagem futura. Tecnologias como BIM, IoT e Gémeos Digitais permitem atualizar automaticamente o “valor material” de cada edifício, consolidando-os como bancos de materiais estratégicos para a neutralidade carbónica até 2050.</p>
<h4><strong>COLABORAÇÃO COM A AÇÃO COST CIRCULARB E A REDE IBERO-AMERICANA ECOEICO</strong></h4>
<p>A concretização da visão dos passaportes digitais requer, além de avanços tecnológicos, cooperação entre setores e iniciativas internacionais. Parte deste trabalho é desenvolvida em colaboração com a Ação COST CircularB e a Rede Ibero-Americana ECoEICo, que integram investigadores, indústria e entidades públicas para acelerar a transição para um ambiente construído mais circular e sustentável.</p>
<p>Esta colaboração permite integrar metodologias e resultados validados em diversos países, promovendo a harmonização de formatos, indicadores e protocolos. As redes funcionam também como espaços de partilha de experiências sobre regulamentação, demonstração de práticas inovadoras através de casos de estudo e articulação entre investigação académica e aplicação prática no setor.</p>
<p>Ao trazer para Portugal e para o espaço Ibero-Americano boas práticas consolidadas, esta colaboração fortalece a capacidade de antecipar tendências, preparar o mercado para as atuais e futuras exigências regulamentares da União Europeia e posicionar a indústria da construção como referência na adoção de soluções digitais e circulares.</p>
<p style="text-align: center;"><em><strong>As conclusões expressas são da responsabilidade dos autores.</strong></em></p>
<p>Fotografia de destaque: © Shutterstock</p>
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		<title>Aquecimento solar urbano e colectores híbridos ganham destaque a nível global</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/aquecimento-solar-urbano-e-colectores-hibridos-ganham-destaque-a-nivel-global/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Edifícios e Energia]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Oct 2025 08:43:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Agência Internacional de Energia]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento urbano]]></category>
		<category><![CDATA[colectores híbridos]]></category>
		<category><![CDATA[eficiência energética]]></category>
		<category><![CDATA[energias renováveis]]></category>
		<category><![CDATA[neutralidade carbónica]]></category>
		<category><![CDATA[PVT]]></category>
		<category><![CDATA[sector solar térmico]]></category>
		<category><![CDATA[Solar Heat Worldwide]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O aquecimento solar urbano e as tecnologias híbridas fotovoltaico-térmicas (PVT) estão a ganhar terreno num contexto de transição energética. O relatório “Solar Heat Worldwide 2025”, publicado pelo Programa de Aquecimento e Arrefecimento Solar da Agência Internacional de Energia (AIE SHC), revela um crescimento significativo destes dois segmentos. </p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>O aquecimento solar urbano e as tecnologias híbridas fotovoltaico-térmicas (PVT) estão a ganhar terreno num contexto de transição energética. O relatório “Solar Heat Worldwide 2025”, publicado pelo Programa de Aquecimento e Arrefecimento Solar da Agência Internacional de Energia (AIE SHC), revela um crescimento significativo destes dois segmentos. </strong></p>
<p><span data-contrast="auto">De acordo com o relatório, actualmente 346 cidades em todo o mundo beneficiam de energia solar integrada nas suas redes urbanas de calor, com dez novos sistemas de grande escala instalados em 2024, com uma capacidade total de 74 MW (Megawatts). </span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:0,&quot;335551620&quot;:0,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Os Países Baixos destacaram-se ao inaugurar uma das maiores centrais de aquecimento urbano solar do mundo, com 34 MW de potência instalada. Esta tendência avança também no Sudeste da Europa, onde projectos de larga escala estão em marcha no Kosovo (44 MW) e na Sérvia (27 MW), ambos com armazenamento sazonal de energia térmica.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:0,&quot;335551620&quot;:0,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Segundo o relatório, as redes urbanas solares estão a expandir-se para novas regiões e a atrair investimento público e privado. “Estamos a assistir a um crescimento dinâmico em aplicações de grande escala, como o calor de processos industriais e o aquecimento solar de redes urbanas de calor. Estas tendências sublinham a contribuição vital do solar térmico para um futuro descarbonizado, especialmente em sectores onde a electrificação por si só é difícil de concretizar”, destacou Christoph Brunner, CEO da AEE INTEC, entidade responsável pela elaboração do relatório.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:0,&quot;335551620&quot;:0,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<h4><b><span data-contrast="auto">O fenómeno dos colectores híbridos</span></b><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:0,&quot;335551620&quot;:0,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></h4>
<p><span data-contrast="auto">Outro destaque do “</span><span data-contrast="auto">Solar Heat Worldwide 2025” é o crescimento </span><span data-contrast="auto">significativo dos colectores fotovoltaico-térmicos (PVT), também conhecidos por colectores híbridos, que combinam a produção de electricidade e calor num único módulo. &#8220;Esta funcionalidade de dupla saída faz dos colectores PVT uma fonte de energia ideal e flexível para utilização em edifícios, particularmente para o abastecimento de água quente ou para apoiar bombas de calor”, menciona o relatório.  </span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:0,&quot;335551620&quot;:0,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Em 2024, 46 fabricantes reportaram vendas, com 37,5 MW térmicos e 18,6 MW eléctricos instalados — um aumento de 13% na capacidade térmica em relação ao ano anterior. Alemanha, Holanda e Espanha lideram o mercado em termos de novas instalações de PVT.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:0,&quot;335551620&quot;:0,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p>Fotografia de destaque: © Freepik</p>
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		<title>Jornadas de Climatização: “um contributo decisivo para a construção de um sector mais colaborativo, informado e sustentável&#8221;</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/jornadas-de-climatizacao-um-contributo-decisivo-para-a-construcao-de-um-sector-mais-colaborativo-informado-e-sustentavel/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Edifícios e Energia]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Sep 2025 10:14:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento]]></category>
		<category><![CDATA[edifícios]]></category>
		<category><![CDATA[indústria]]></category>
		<category><![CDATA[jornadas da climatizacao]]></category>
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		<category><![CDATA[ordem dos engenheiros]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No seguimento da 25.ª edição das Jornadas de Climatização e Refrigeração, Odete Almeida, da Comissão de Especialização em Engenharia de Climatização e Refrigeração da Ordem dos Engenheiros, considera que o evento é “um marco de particular relevância para o sector” e sublinha a partilha de conhecimento e o alinhamento estratégico com os desafios da sustentabilidade. </p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>No seguimento da 25.ª edição das Jornadas de Climatização e Refrigeração, Odete Almeida, da Comissão de Especialização em Engenharia de Climatização e Refrigeração da Ordem dos Engenheiros, considera que o evento é “um marco de particular relevância para o sector” e sublinha a partilha de conhecimento e o alinhamento estratégico com os desafios da sustentabilidade. </strong></p>
<p><span data-contrast="auto">&#8220;Num contexto em que as questões da eficiência energética, da descarbonização e da qualidade do ar interior se afirmam como prioridades incontornáveis, este encontro voltou a demonstrar a sua pertinência enquanto fórum privilegiado de reflexão técnica e estratégica&#8221;, destacou Odete Almeida à </span><i><span data-contrast="auto">Edifícios e Energia</span></i><span data-contrast="auto">.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Duas décadas e meia se passaram desde o início desta iniciativa e a ambição continua a ser </span><span data-contrast="auto">acompanhar a evolução do sector, adaptando-se às exigências tecnológicas, regulamentares e ambientais: “A edição deste ano reforçou essa trajectória, oferecendo uma visão abrangente dos desafios actuais e das oportunidades que se abrem para profissionais, empresas e instituições de ensino e investigação”, acrescentou a coordenadora da</span><span data-contrast="auto"> Comissão de Especialização em Engenharia de Climatização e Refrigeração da Ordem dos Engenheiros.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Com a presença de oradores nacionais e internacionais, intervenções técnicas especializadas e mesas-redondas, no Auditório da Sede Nacional da Ordem dos Engenheiros cruzaram-se perspectivas complementares desde a inovação em equipamentos e sistemas até à implementação de políticas públicas alinhadas com as metas climáticas europeias. &#8220;O balanço é, por isso, muito positivo. Para além da qualidade científica e técnica das apresentações, destacou-se o envolvimento dos participantes, revelador da vitalidade e do dinamismo do sector&#8221;, salienta Odete Almeida.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<h4 aria-level="3"><b><span data-contrast="auto">Um programa centrado no futuro dos edifícios</span></b><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;134245418&quot;:true,&quot;134245529&quot;:true,&quot;335559738&quot;:281,&quot;335559739&quot;:281}"> </span></h4>
<p><span data-contrast="auto">Com o tema “Estratégias para Edifícios de Zero Emissões com Elevada Qualidade do Ambiente Interior”, a edição deste ano ocorreu em torno de três eixos para o futuro da climatização e da refrigeração: descarbonização do ambiente construído, inovação tecnológica e integração com políticas urbanas e europeias, em particular no quadro do Pacto Ecológico Europeu e da revisão da Directiva da Eficiência Energética dos Edifícios.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">&#8220;O grande ponto alto desta edição residiu na articulação entre ciência, investigação, regulamentação e prática industrial, que convergiram para criar um espaço de debate capaz de afirmar os sectores da Climatização e Refrigeração como protagonistas da transição energética, da garantia da qualidade do ar interior e da construção de um futuro verdadeiramente sustentável&#8221;, conclui a engenheira.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p>Fotografia de destaque: © Ordem dos Engenheiros</p>
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		<title>25.ªs Jornadas de Climatização: edifícios sem emissões e ambientes mais saudáveis</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/25-as-jornadas-de-climatizacao-edificios-sem-emissoes-e-ambientes-mais-saudaveis/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Edifícios e Energia]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Sep 2025 10:46:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento]]></category>
		<category><![CDATA[edifícios]]></category>
		<category><![CDATA[indústria]]></category>
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		<category><![CDATA[refrigeração]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Auditório da Sede Nacional da Ordem dos Engenheiros (OE) foi novamente o palco das Jornadas de Climatização, desta vez para a sua 25ª edição, no dia 25 de Setembro. As estratégias para edifícios sem emissões e a boa qualidade do ambiente interior foram os temas centrais do encontro. </p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/25-as-jornadas-de-climatizacao-edificios-sem-emissoes-e-ambientes-mais-saudaveis/">25.ªs Jornadas de Climatização: edifícios sem emissões e ambientes mais saudáveis</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>O Auditório da Sede Nacional da Ordem dos Engenheiros (OE) foi novamente o palco das Jornadas de Climatização, desta vez para a sua 25ª edição, no dia 25 de Setembro. As estratégias para edifícios sem emissões e a boa qualidade do ambiente interior foram os temas centrais do encontro. </strong></p>
<p><span data-contrast="auto">O evento, organizado pela Comissão de Especialização em Climatização e Refrigeração da Ordem dos Engenheiros, em colaboração com a secção portuguesa da REHVA e o capítulo português da ASHRAE, foi realizado em conjunto com a Conferência Regional da Região XIV da ASHRAE (CRC). Por este motivo, todas as sessões foram conduzidas em inglês. </span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:1,&quot;335551620&quot;:1,&quot;335557856&quot;:16777215,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:384,&quot;335559740&quot;:276}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">As 25.ªs Jornadas de Climatização reuniram oradores nacionais e internacionais, incluindo palestrantes da ASHRAE, os presidentes cessantes da REHVA e da ASHRAE, professores e diversos convidados de empresas que partilharam casos práticos e perspectivas do sector.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:1,&quot;335551620&quot;:1,&quot;335557856&quot;:16777215,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:384,&quot;335559740&quot;:276}"> </span></p>
<h4><b><span data-contrast="auto">Descarbonizar o ambiente construído</span></b><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:1,&quot;335551620&quot;:1,&quot;335557856&quot;:16777215,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:384,&quot;335559740&quot;:276}"> </span></h4>
<p><span data-contrast="auto">A sessão da manhã arrancou com a apresentação de Thomas Lawrence, professor na Universidade da Geórgia e palestrante (</span><em>distinguished lecturer</em><span data-contrast="auto">) da ASHRAE, que se centrou no conceito de descarbonização do ambiente construído. O</span><span data-contrast="auto"> especialista destacou a importância dos padrões de desempenho dos edifícios, que obrigam os proprietários a melhorar continuamente o desempenho energético dos seus edifícios. Os padrões podem incluir consumos máximos de energia ou limites de emissões, visando a mitigação dos impactes ambientais e climáticos. </span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:1,&quot;335551620&quot;:1,&quot;335557856&quot;:16777215,&quot;335559685&quot;:0,&quot;335559737&quot;:0,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:0,&quot;335559740&quot;:276}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Com muitos países a estabelecerem objectivos de neutralidade carbónica para 2030 e 2050, a necessidade de agir é cada vez mais urgente. Thomas Lawrence fez referência à norma ASHRAE 240P, que define uma metodologia padronizada para quantificar as emissões de gases com efeito de estufa </span><span data-contrast="auto">incorporadas e operacionais ao longo de todo o ciclo de vida dos edifícios</span><span data-contrast="auto">, com requisitos mínimos para a documentação dessas emissões.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:1,&quot;335551620&quot;:1,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240,&quot;335559740&quot;:276}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Lawrence sublinhou ainda que aumentar a eficiência energética continua a ser uma das formas mais eficazes de alcançar os objectivos climáticos. O papel da inteligência artificial na operação de edifícios também foi abordado como uma tendência transformadora.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:1,&quot;335551620&quot;:1,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240,&quot;335559740&quot;:276}"> </span></p>
<h4><b><span data-contrast="auto">Certificação energética inteligente</span></b><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:1,&quot;335551620&quot;:1,&quot;335557856&quot;:16777215,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:384,&quot;335559740&quot;:276}"> </span></h4>
<p><span data-contrast="auto">Seguiu-se </span><span data-contrast="auto">Catalin Lungu, presidente cessante da REHVA, que apresentou as linhas gerais do projecto SmartLivingEPC, financiado pela Comissão Europeia e concluído em Junho deste ano. A iniciativa tem como objectivo desenvolver uma nova geração de certificados de desempenho energético inteligentes, capazes de integrar dados em tempo real, fontes renováveis e tecnologias digitais.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:1,&quot;335551620&quot;:1,&quot;335557856&quot;:16777215,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:384,&quot;335559740&quot;:276}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Através de casos-piloto em países como Grécia, Chipre, Estónia e Espanha, o projecto demonstrou como é possível combinar eficiência energética com soluções tecnológicas para criar edifícios mais sustentáveis, acessíveis e confortáveis. A plataforma </span><em>web</em> <span data-contrast="auto">do SmartLivingEPC foi apresentada como uma ferramenta estratégica que permite recolher dados e usá-los para desenvolver políticas públicas mais eficazes. “Com base na leitura de dados, podemos oferecer ambientes mais saudáveis, eficientes e confortáveis para viver”, concluiu Lungu.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:1,&quot;335551620&quot;:1,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240,&quot;335559740&quot;:276}"> </span></p>
<h4><b><span data-contrast="auto">A procura por edifícios saudáveis</span></b><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:1,&quot;335551620&quot;:1,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240,&quot;335559740&quot;:276}"> </span></h4>
<p><span data-contrast="auto">Ainda durante a manhã, </span><span data-contrast="auto">Dennis Knight, presidente cessante da ASHRAE, abordou a saúde e o bem-estar no ambiente construído. Knight discutiu as crescentes exigências dos consumidores por espaços que promovam o conforto, a qualidade do ar, a iluminação adequada e o controlo da humidade.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:1,&quot;335551620&quot;:1,&quot;335557856&quot;:16777215,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:384,&quot;335559740&quot;:276}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Foi dado destaque à qualidade do ambiente interior, incluindo questões como a presença de poluentes nos materiais de construção – muitos dos quais ainda carecem de dados sobre os seus efeitos na saúde humana.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:1,&quot;335551620&quot;:1,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240,&quot;335559740&quot;:276}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Além disso, temas como ventilação, qualidade do ar, iluminação circadiana (que respeita os ritmos biológicos humanos) e conforto térmico foram discutidos como factores que influenciam directamente a produtividade e o bem-estar.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:1,&quot;335551620&quot;:1,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240,&quot;335559740&quot;:276}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Após uma breve pausa nas sessões, foram aprofundadas </span><span data-contrast="auto">as soluções tecnológicas e as estratégias para a descarbonização dos edifícios, com enfoque em refrigeração, climatização, eficiência energética e planeamento urbano sustentável.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:1,&quot;335551620&quot;:1,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240,&quot;335559740&quot;:276}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">William Doll, da Carrier, apresentou o roteiro da empresa para a descarbonização, destacando o papel das bombas de calor como fonte renovável em Portugal e o uso crescente de fluidos refrigerantes naturais na Europa.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:1,&quot;335551620&quot;:1,&quot;335559685&quot;:0,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240,&quot;335559740&quot;:276}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Já Stefano Salvagnin, da Vertiv, abordou a transição da refrigeração de </span><em>data centers</em><span data-contrast="auto"> por ar para soluções líquidas híbridas, com o intuito de alcançar uma maior eficiência térmica em ambientes de alta computação.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:1,&quot;335551620&quot;:1,&quot;335559685&quot;:0,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240,&quot;335559740&quot;:276}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Nas sessões da tarde,</span><span data-contrast="auto"> Paolo Falcioni, director geral da APPLIA – Home Apppliance Europe, alertou para o crescimento global da procura por sistemas de climatização, estimando que dois terços das habitações mundiais terão ar condicionado até 2050, o que implicará grandes desafios em termos de demanda energética.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:1,&quot;335551620&quot;:1,&quot;335559685&quot;:0,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240,&quot;335559740&quot;:276}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">António Grangeia, engenheiro e consultor externo do Grupo Centauro, reforçou que novas tecnologias de refrigeração estão a ser desenvolvidas para dar resposta às exigências ambientais e Ljubomir Jankovic, professor na Universidade de Salford, apresentou metodologias para conceber edifícios verdadeiramente zero carbono, considerando tanto as emissões incorporadas como as operacionais.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:1,&quot;335551620&quot;:1,&quot;335559685&quot;:0,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240,&quot;335559740&quot;:276}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Kelly Jenkins, directora de desenvolvimento de negócios na Delta Controls/Geoterme, falou sobre soluções tecnológicas para melhorar a qualidade do ar em espaços comerciais, promovendo ambientes mais saudáveis e eficientes.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:1,&quot;335551620&quot;:1,&quot;335559685&quot;:0,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240,&quot;335559740&quot;:276}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Antes do encerramento das 25.ªs Jornadas de Climatização, </span><span data-contrast="auto">Daniel Malveiro, da BAXI, destacou as soluções da empresa para edifícios de energia quase nula (ZEB) com baixo impacto carbónico e Paulo Ferrão, do Instituto Superior Técnico e presidente do Conselho da Missão da UE para Cidades Climaticamente Neutras e Inteligentes, encerrou as intervenções técnicas com uma análise ao papel dos edifícios na transição para cidades climaticamente neutras, no âmbito da Missão da UE, destacando desafios como financiamento, governação multinível e barreiras culturais.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:1,&quot;335551620&quot;:1,&quot;335559685&quot;:0,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240,&quot;335559740&quot;:276}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A sessão de encerramento contou com intervenções da c</span><span data-contrast="auto">oordenadora da Comissão de Especialização em Climatização e Refrigeração,</span><span data-contrast="auto"> Odete Almeida, e do bastonário da Ordem dos Engenheiros, Fernando Santos, reforçando o compromisso com a sustentabilidade e inovação no sector da climatização e refrigeração.</span></p>
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		<item>
		<title>ADENE celebra 25 anos de energia para o futuro com conferência</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/empresas/adene-celebra-25-anos-de-energia-para-o-futuro-com-conferencia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Edifícios e Energia]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Aug 2025 09:52:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[25 Anos]]></category>
		<category><![CDATA[ADENE]]></category>
		<category><![CDATA[alterações climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Conferência “25 anos de Energia para o Futuro”]]></category>
		<category><![CDATA[construção]]></category>
		<category><![CDATA[eficiência energética]]></category>
		<category><![CDATA[energias limpas e sustentáveis]]></category>
		<category><![CDATA[neutralidade carbónica]]></category>
		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[transformação energética em Portugal.]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A ADENE realiza a 29 de setembro, na Nova School of Business and Economics, em Carcavelos, a Conferência “25 anos de Energia para o Futuro”, que assinala as duas décadas e meia da Agência para a Energia a liderar a transformação energética em Portugal. ...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-left has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-b4ec132f014d17015fb8c30b992c072f" style="font-size:13px;font-style:italic;font-weight:500;letter-spacing:0px"><strong>A conferência comemorativa do 25.º aniversário da ADENE será uma celebração de duas décadas e meia de conquistas e do impacto da Agência para a Energia no setor energético nacional. Com o objetivo de homenagear esta trajetória, a conferência destacará as realizações da ADENE, abordando os principais avanços nas áreas da eficiência energética e da sustentabilidade, e salientando as oportunidades e desafios na construção de um futuro energético sustentável em Portugal.</strong></p>



<p></p>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-447d85c87ccd2405537510f951fea1a5">A <strong><a href="https://www.adene.pt/" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">ADENE</a></strong> realiza a 29 de setembro, na Nova School of Business and Economics, em Carcavelos, a <strong>Conferência “25 anos de Energia para o Futuro”</strong>, que assinala as duas décadas e meia da Agência para a Energia a liderar a transformação energética em Portugal.  </p>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-22cf11ee0d70bb404651a54eea1ded1a">Este evento assinala 25 anos de ação da <strong>ADENE</strong> ao serviço da eficiência e transição energéticas e sustentabilidade, reunindo líderes nacionais e internacionais para debater os caminhos e as soluções rumo à neutralidade carbónica. </p>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-5da517f4ca3e15956a05fbb2fae8dcb4">Fatih Birol, Diretor Executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), junta-se à conferência como <em>Keynote Speaker</em>. Economista de renome e líder global na transição energética, tem sido o motor da modernização da AIE, reforçando parcerias com economias emergentes e impulsionando o caminho para energias limpas e sustentáveis. </p>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-77bd147dffa77ef2e5abb0ab49e0d951">Jorge Moreira da Silva, Subsecretário-geral Adjunto da ONU e Diretor Executivo da UNOPS, será também <em>Keynote Speaker</em> e, com a sua visão global e uma carreira dedicada à sustentabilidade, trará uma perspetiva única sobre o papel da energia no combate às alterações climáticas. </p>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-a503e7f1a460a4f153a5b456237a6216">Assunção Cristas, ex-Ministra da Agricultura e do Mar, Artur Trindade, ex-Secretário de Estado da Energia, João Pedro Matos Fernandes, ex-Ministro do Ambiente e da Transição Energética, participam na mesa-redonda de alto nível <strong>“25 Anos de Energia – Política, Poder e Futuro”</strong>, com moderação de José Pedro Frazão da Rádio Renascença, onde irão destacar as oportunidades e desafios na construção de um futuro energético sustentável em Portugal. </p>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-e171024d9493bfdb2d7bdea924447840">A abertura estará a cargo de Nelson Lage, Presidente da <strong>ADENE</strong> e Carlos Carreiras, Presidente da Câmara Municipal de Cascais e a sessão de encerramento conta com a presença de Maria da Graça Carvalho, Ministra do Ambiente e Energia.  </p>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-16bb4fc525c17f856cc6131ae9a5a51e">Inscreva-se neste evento <strong><a href="https://conferencia25anos.adene.pt/" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">AQUI</a> </strong>e inspire-se com quem está a mudar o futuro da energia! </p>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-ab28ef111f2ad6d27519674c35a435e1"><strong>Programa</strong>:</p>



<figure class="wp-block-table is-style-stripes"><table class="has-black-color has-text-color has-background has-link-color" style="background-color:#f2a1a1"><tbody><tr><td><strong>9h15</strong></td><td><strong>Sessão de Abertura:</strong><br><strong>Carlos Carreiras</strong>, Presidente da Câmara Municipal de Cascais<br><strong>Nelson Lage</strong>, Presidente da ADENE – Agência para a Energia<br><strong>Representante do Governo</strong></td></tr><tr><td><strong>9h45</strong></td><td> <strong>Keynote Speakers</strong>:<br><strong>Jorge Moreira da Silva</strong>, Subsecretário-geral da ONU e Diretor Executivo da UNOPS<br>Tema: <strong>O papel da energia na transformação climática global e na justiça social </strong><br><strong>Fatih Birol</strong>, Diretor Executivo da AIE – Agência Internacional de Energia<br>Tema: <strong>Desafios e oportunidades da transição energética global</strong></td></tr><tr><td><strong>10h35</strong></td><td><strong>Mesa-redonda de Alto Nível: “25 Anos de Energia – Política, Poder e Futuro”</strong><br><strong>Assunção Cristas</strong>, Ministra nos XIX e XX Governos Constitucionais<br><strong>Artur Trindade</strong>, Secretário de Estado nos XIX e XX Governos Constitucionais<br><strong>João Pedro Matos Fernandes</strong>, Ministro nos XXI e XXII Governos Constitucionais<br>Moderador: <strong>José Pedro Frazão</strong>, Rádio Renascença </td></tr><tr><td><strong>11h45</strong></td><td><strong>Prémios “Carreira Energia”  / “Energy Lifetime Achievement” Awards</strong></td></tr><tr><td><strong>12h05</strong></td><td><strong>Sessão de Encerramento</strong><br><strong>Maria da Graça Carvalho</strong>, Ministra do Ambiente e Energia<br><strong>Representante da Comissão Europeia</strong></td></tr></tbody></table></figure>



<p></p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-alpha-channel-opacity has-background is-style-wide" style="background-color:#07a1a6;color:#07a1a6"/>



<p class="has-text-align-center has-black-color has-text-color has-link-color has-small-font-size wp-elements-c07eb39323055b354de8f25c2caf0d83"><strong><em>O texto acima é da inteira responsabilidade das empresas/entidades em causa<br>Fonte: Press Release</em></strong></p>
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		<item>
		<title>Rumo à neutralidade carbónica: Inteligência Artificial como motor de eficiência e flexibilidade nos sistemas energéticos de edifícios</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/empresas/rumo-a-neutralidade-carbonica-inteligencia-artificial-como-motor-de-eficiencia-e-flexibilidade-nos-sistemas-energeticos-de-edificios/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Carlos Simões]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Jul 2025 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[abordagens preditivas]]></category>
		<category><![CDATA[ADENE]]></category>
		<category><![CDATA[ADENE – Agência para a Energia]]></category>
		<category><![CDATA[automatização e controlo nos edifícios]]></category>
		<category><![CDATA[deep learning]]></category>
		<category><![CDATA[descarbonização]]></category>
		<category><![CDATA[digitalização]]></category>
		<category><![CDATA[eficiência energética]]></category>
		<category><![CDATA[epbd]]></category>
		<category><![CDATA[Gestão de Energia]]></category>
		<category><![CDATA[IA]]></category>
		<category><![CDATA[neutralidade carbónica]]></category>
		<category><![CDATA[Reinforcement Learning]]></category>
		<category><![CDATA[SACE]]></category>
		<category><![CDATA[sistemas de AVAC]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Vaga de Renovação da União Europeia tem como objetivo reduzir a procura energética e as emissões de carbono do setor dos edifícios, promovendo a renovação energética de um parque edificado maioritariamente antigo e ineficiente.. ...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-49cc1aa54f7d0e3515843c0d3e11d067" style="font-size:14px;font-style:italic;font-weight:500;letter-spacing:0px"><br></p>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-bfc48396da44d453b2bbcea4e9c928aa"><br></p>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-73e8ce5b9f68fbefdd389a83585b3bcd">A Vaga de Renovação da União Europeia tem como objetivo reduzir a procura energética e as emissões de carbono do setor dos edifícios, promovendo a renovação energética de um parque edificado maioritariamente antigo e ineficiente. Paralelamente, a Diretiva para o Desempenho Energético dos Edifícios<em>&nbsp;</em>(EPBD) dá especial ênfase à digitalização do setor dos edifícios, levando os estados-membros a implementar medidas para que os edifícios sejam dotados de sistemas de automatização e controlo nos edifícios (SACE). No entanto, os SACE tradicionais limitam-se, em geral, ao controlo básico dos sistemas de AVAC, descurando aspetos críticos como a otimização energética e a deteção de anomalias.</p>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-8f41a4e9f478348b0875e92c6c1a6369">A implementação destes sistemas resulta num crescimento exponencial de dados disponíveis, abrindo portas para a integração de inteligência artificial (IA) nos sistemas de gestão de energia, permitindo análises em tempo real, decisões autónomas e um controlo mais preciso.</p>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-530e74d768ecdfc539c18fd1fd00105f">Os edifícios não residenciais, pela dimensão e complexidade dos seus sistemas técnicos, tendem a consumir mais energia e, por esse motivo, o desempenho adaptado às necessidades e em boas condições de funcionamento é essencial para garantir um elevado nível de eficiência energética.&nbsp;&nbsp;Em paralelo, a anomalia ou a falha de um componente do sistema técnico, pode resultar num impacto significativo do desempenho global do sistema e por conseguinte resultar no aumento do consumo energético.</p>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-804903aa6b52f7b172771e0844215f3f">Apesar da grande maioria destes equipamentos estar sujeito aos regimes de inspeções e manutenções, pelas periodicidades em que estas ações ocorrem, tais ações podem não ser suficientes, prolongando no tempo o funcionamento de sistemas potencialmente comprometidos. As metodologias de deteção e diagnóstico de falhas (DDF) baseadas em IA surgem neste campo como uma solução inovadora, permitindo inspeções digitais e mais frequentes. As abordagens DDF utilizam algoritmos de aprendizagem automática, para detetar e diagnosticar falhas com precisão em sistemas AVAC complexos, garantindo o desempenho ideal de forma contínua. Estas soluções têm demonstrado reduções de consumo energético até 20%, com consequente diminuição dos custos operacionais e prolongamento da vida útil dos equipamentos.</p>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-c0669b59cef6c5b59e1db77162190fa7">Métodos de aprendizagem automática integrados nos sistemas de gestão técnica como redes neuronais e arquiteturas de <em>deep learning</em>, têm também demonstrado elevada precisão em previsões de curto prazo (ex.: energia, temperatura, pressão, etc.). Estas capacidades preditivas são fundamentais para o desenvolvimento do gémeo digital de um edifício<em> </em>(GD), maquetes detalhadas representativas do desempenho do edifício, que servem de base para o treino de algoritmos de <em>Reinforcement Learning </em>(RL), um tipo de inteligência artificial que aprende com a experiência, e que ao contrário das abordagens preditivas, aprende estratégias ótimas através da interação dinâmica com o ambiente, explorando o resultado imediato e futuro de cada ação de controlo, sendo possível atingir reduções de consumo de até 30%. </p>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-16a2e1e3ed57891a685e2aa633db0f5f">Também a adaptação do consumo do edifício aos sinais da rede, baseada em algoritmos de IA é uma realidade futura. Estes algoritmos permitem ajustar dinamicamente o funcionamento dos sistemas, modulando as cargas internas de acordo com a disponibilidade de geração renovável e sinais de preço dinâmico da rede.&nbsp;</p>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-55ce183b2ce39762f6aaa9f39c0c5f8b">Apesar dos avanços promissores, a adoção generalizada da IA na gestão de energia dos edifícios enfrenta ainda diversos desafios. Generalização, interoperabilidade, integração com sistemas existentes e cibersegurança continuam a ser barreiras significativas. No entanto, a integração da IA na gestão técnica de edifícios representa uma oportunidade transformadora, criando infraestruturas energéticas mais inteligentes, eficientes e adaptativas.</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-alpha-channel-opacity has-background is-style-wide" style="background-color:#07a1a6;color:#07a1a6"/>



<p class="has-text-align-center has-black-color has-text-color has-link-color has-small-font-size wp-elements-7e3a6d7f4d58f9d5c9069f4ab184748e"><strong><em>As opiniões expressas são da responsabilidade dos autores e<br>não reflectem necessariamente as ideias da revista Edifícios e Energia.</em></strong></p>



<p class="has-text-align-center has-black-color has-text-color has-link-color has-small-font-size wp-elements-bd15e439815467cae088e4c827bac809"><strong><em>ESTE ARTIGO CONTA COM O APOIO DA <a href="https://www.adene.pt/" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">ADENE</a></em></strong></p>
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		<title>Passaportes de Renovação: a nova ferramenta para planear intervenções energéticas faseadas</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/passaportes-de-renovacao-a-nova-ferramenta-para-planear-intervencoes-energeticas-faseadas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Edifícios e Energia]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Jul 2025 08:00:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[edifícios]]></category>
		<category><![CDATA[neutralidade carbónica]]></category>
		<category><![CDATA[Passaportes de Renovação]]></category>
		<category><![CDATA[renovação energética]]></category>
		<category><![CDATA[Renovation Wave]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Como garantir que a renovação energética dos edifícios seja faseada, eficaz e acessível? Os Passaportes de Renovação oferecem uma resposta estruturada, alinhada com os objetivos climáticos da União Europeia e centrada nas necessidades reais dos edifícios e dos seus proprietários.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong><em>Este artigo foi originalmente publicado na <a href="https://leitor.medialine.pt/reader.html?p=edificiosenergia&amp;v=principal&amp;e=159" target="_blank" rel="noopener">edição nº 159 da Edifícios e Energia</a> (Maio/Junho 2025).</em></strong></p>
<p><strong>As autoras: Gabriela Barbosa e Manuela Almeida (Universidade do Minho)</strong></p>
<p>Como garantir que a renovação energética dos edifícios seja faseada, eficaz e acessível? Os Passaportes de Renovação oferecem uma resposta estruturada, alinhada com os objetivos climáticos da União Europeia e centrada nas necessidades reais dos edifícios e dos seus proprietários.</p>
<h4><strong>PASSAPORTES DE RENOVAÇÃO DE EDIFÍCIOS: ESTRATÉGIA A LONGO PRAZO PARA A RENOVAÇÃO DO EDIFICADO</strong></h4>
<p>As metas climáticas ambiciosas da União Europeia, incluindo a estratégia <em>Renovation Wave</em> e o objetivo de alcançar a neutralidade carbónica até 2050, colocam a renovação dos edifícios no centro dos esforços de descarbonização. No entanto, apesar de um enquadramento político robusto, o ritmo das renovações energéticas continua a ser insatisfatório.</p>
<p>Os Passaportes de Renovação (PR) de edifícios surgem como uma ferramenta promissora para ultrapassar estas barreiras, ao oferecerem uma abordagem estruturada e faseada, ajustada às necessidades específicas de cada edifício.</p>
<p>A renovação energética tem ganho crescente relevo nas políticas climáticas da União Europeia (UE). Contudo, a sua concretização continua a depender de instrumentos eficazes que traduzam os objetivos estratégicos em soluções aplicáveis, acessíveis e faseadas. Os PR respondem a essa necessidade ao permitir um planeamento progressivo das intervenções, com base em diagnósticos energéticos rigorosos e orientações técnicas claras.</p>
<h4><strong>O QUE SÃO OS PASSAPORTES DE RENOVAÇÃO?</strong></h4>
<p>Os PR são roteiros detalhados de longo prazo, concebidos para orientar os proprietários na implementação faseada de melhorias energéticas. Baseiam-se em auditorias energéticas presenciais e fornecem etapas concretas para aumentar o desempenho energético, evitar efeitos de <em>lock-in</em> e aplicar boas práticas de renovação. Complementam os Certificados Energéticos ao transformar uma avaliação estática numa estratégia dinâmica e orientada para o futuro.</p>
<blockquote><p>Os Passaportes de Renovação (PR) de edifícios surgem como uma ferramenta promissora para ultrapassar estas barreiras, ao oferecerem uma abordagem estruturada e faseada, ajustada às necessidades específicas de cada edifício.</p></blockquote>
<p>Este conceito tem sido testado em vários Estados-Membros da UE. Na Flandres, o Woningpas fornece aconselhamento digital integrado com os certificados energéticos. Em França, o Passeport Efficacité Énergétique (P2E) conecta proprietários a profissionais através de uma plataforma <em>online</em>. Na Alemanha, o Individueller Sanierungsfahrplan (iSFP) permite um planeamento simples e a longo prazo, reduzindo riscos de intervenções ineficazes (1).</p>
<p>O projeto iBRoad2EPC procurou integrar os PR nos Sistemas de Certificação Energética (SCE) em diversos países europeus, promovendo uma abordagem mais estratégica à renovação. Em Portugal, contou com a participação da ADENE, que contribuiu para adaptar as ferramentas ao contexto nacional. Embora já concluído, o projeto continua a influenciar a evolução do SCE e das políticas de renovação na Europa.</p>
<h4><strong>A IMPORTÂNCIA DOS PASSAPORTES DE RENOVAÇÃO</strong></h4>
<p>Os edifícios representam 37 % das emissões de carbono associadas à energia na UE, sendo que cerca de 75 % do parque edificado é energeticamente ineficiente. A renovação profunda é essencial, mas enfrenta diversos desafios como custos iniciais elevados, mecanismos de financiamento fragmentados, falta de confiança nos serviços de renovação e regulamentação complexa.</p>
<p>Sem uma orientação clara, muitos optam por soluções incrementais que comprometem ganhos energéticos significativos. Entre 2015 e 2022, as emissões do setor diminuíram apenas 14,7 %, quando seria necessário atingir uma redução de 27,9 %. O consumo final de energia caiu apenas 2,8 % no mesmo período, segundo o Buildings Performance Institute Europe (BPIE).</p>
<p>Acresce que a renovação faseada, comum em vários países europeus, pode resultar em bloqueios (<em>lock-in</em>), em que escolhas iniciais limitam melhorias futuras. A diversidade de tipologias construtivas, perfis de utilização e capacidades financeiras reforça a necessidade de abordagens personalizadas, como as que os Passaportes de Renovação proporcionam.</p>
<h4><strong>BENEFÍCIOS DOS PASSAPORTES DE RENOVAÇÃO</strong></h4>
<p><figure id="attachment_32116" aria-describedby="caption-attachment-32116" style="width: 188px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-32116 " src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/07/Figura-1-1-1-1-642x1024.jpg" alt="" width="188" height="300" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/07/Figura-1-1-1-1-642x1024.jpg 642w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/07/Figura-1-1-1-1-188x300.jpg 188w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/07/Figura-1-1-1-1-768x1225.jpg 768w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/07/Figura-1-1-1-1-963x1536.jpg 963w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/07/Figura-1-1-1-1-1284x2048.jpg 1284w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/07/Figura-1-1-1-1-610x973.jpg 610w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/07/Figura-1-1-1-1-1080x1723.jpg 1080w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/07/Figura-1-1-1-1-scaled.jpg 752w" sizes="(max-width: 188px) 100vw, 188px" /><figcaption id="caption-attachment-32116" class="wp-caption-text">Figura 1 – Etapas e benefícios dos Passaportes de Renovação: uma abordagem faseada para a melhoria energética.</figcaption></figure></p>
<p>São vários os benefícios proporcionados pelos PR. Eles garantem uma sequência lógica e tecnicamente fundamentada de intervenção, prevenindo os efeitos de <em>lock-in</em> (efeito de bloqueio), evitando erros dispendiosos que possam comprometer futuras melhorias. Ao oferecerem estimativas de custos realistas e informações sobre fontes de financiamento acessíveis, os PR contribuem para um planeamento financeiro mais eficiente.</p>
<p>Para além disso, a existência de roteiros claros e padronizados reforça a confiança no mercado de renovação, facilitando o envolvimento de instituições financeiras e investidores. A experiência do utilizador é também melhorada através da integração com ferramentas digitais, como os <em>Digital Building Logbooks</em> (DBLs) e as <em>One-Stop Shops</em> (OSS), que tornam o processo mais simples e acessível.</p>
<p>Por fim, os PR alinham-se com a Diretiva do Desempenho Energético dos Edifícios (EPBD), contribuindo diretamente para os objetivos de sustentabilidade estabelecidos pela União Europeia.</p>
<h4><strong>OBSTÁCULOS À IMPLEMENTAÇÃO DOS PASSAPORTES DE RENOVAÇÃO</strong></h4>
<p>Apesar do seu potencial, os PR enfrentam vários obstáculos à sua adoção generalizada. A complexidade técnica é um dos principais, uma vez que a sua integração com ferramentas digitais avançadas, como modelos BIM, gémeos digitais (<em>digital twins</em>) e <em>logbooks</em> digitais, requer infraestruturas tecnológicas robustas e interoperáveis.</p>
<p><figure id="attachment_32106" aria-describedby="caption-attachment-32106" style="width: 200px" class="wp-caption alignright"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-32106" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/07/Figura-2-1-1-683x1024.jpg" alt="" width="200" height="300" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/07/Figura-2-1-1-683x1024.jpg 683w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/07/Figura-2-1-1-200x300.jpg 200w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/07/Figura-2-1-1-768x1152.jpg 768w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/07/Figura-2-1-1-1024x1536.jpg 1024w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/07/Figura-2-1-1-1365x2048.jpg 1365w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/07/Figura-2-1-1-610x915.jpg 610w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/07/Figura-2-1-1-1080x1620.jpg 1080w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/07/Figura-2-1-1-scaled.jpg 800w" sizes="(max-width: 200px) 100vw, 200px" /><figcaption id="caption-attachment-32106" class="wp-caption-text">Figura 2 –Benefícios e renovação passo a passo</figcaption></figure></p>
<p>Do ponto de vista financeiro, os custos iniciais associados ao desenvolvimento e aplicação dos PR, incluindo auditorias energéticas detalhadas e levantamentos técnicos rigorosos, constituem um obstáculo significativo, especialmente em contextos com recursos limitados.</p>
<p>A resistência comportamental também se revela uma barreira, já que muitos proprietários tendem a priorizar intervenções de natureza estética ou de conforto imediato, em vez de apostarem em melhorias energéticas estruturais com impacto a longo prazo.</p>
<p>Acresce ainda a existência de disparidades regulamentares, como a ausência de um enquadramento normativo comum entre os diferentes Estados-Membros a gerar inconsistências na adoção e aplicação dos PR a nível europeu.</p>
<p>Estas barreiras são particularmente significativas em regiões com edifícios envelhecidos, onde os desafios técnicos, sociais e financeiros da renovação são mais pronunciados.</p>
<blockquote><p>A inovação digital surge como um fator potenciador da eficácia dos PR, através da aplicação de tecnologias emergentes como auditorias energéticas assistidas por inteligência artificial, <em>logbooks</em> digitais protegidos por <em>blockchain</em> e gémeos digitais, que permitem reduzir custos, simplificar processos e melhorar a monitorização contínua do desempenho energético dos edifícios.</p></blockquote>
<p>Estudos mostram que os proprietários tendem a agir quando lhes são fornecidos incentivos financeiros claros, orientações sobre poupanças energéticas e apoio técnico fiável. O projeto Opengela (2), no País Basco, é um exemplo relevante: através da criação de <em>One-Stop Shops</em> locais, conseguiu superar entraves financeiros e comportamentais, promovendo uma renovação mais acessível e eficaz.</p>
<h4><strong>COMO PROMOVER A ADOÇÃO DOS PASSAPORTES DE RENOVAÇÃO</strong></h4>
<p>Para que os PR sejam amplamente adotados, é necessário conjugar apoio político, incentivos financeiros, inovação digital e envolvimento comunitário. No plano político, a revisão da Diretiva do Desempenho Energético dos Edifícios (EPBD), aprovada em 2024, introduz a obrigatoriedade de utilização de PR em grandes intervenções de renovação, reforçando o alinhamento regulamentar entre os Estados-Membros e criando uma base comum para a sua implementação.</p>
<p>Do ponto de vista financeiro, mecanismos como subsídios, benefícios fiscais, empréstimos verdes e contratos de desempenho energético desempenham um papel fundamental ao tornarem os PR mais acessíveis e economicamente viáveis para os proprietários.</p>
<p>A inovação digital surge como um fator potenciador da eficácia dos PR, através da aplicação de tecnologias emergentes como auditorias energéticas assistidas por inteligência artificial, <em>logbooks</em> digitais protegidos por <em>blockchain</em> e gémeos digitais, que permitem reduzir custos, simplificar processos e melhorar a monitorização contínua do desempenho energético dos edifícios.</p>
<p>Por fim, o envolvimento da comunidade assume um papel determinante. Estruturas de apoio locais, como as <em>One-Stop Shops</em>, e campanhas de sensibilização bem direcionadas, são fundamentais para mobilizar os proprietários e aumentar a taxa de adesão às estratégias de renovação energética.</p>
<p>A nível europeu, o projeto Renocally — <em>Municipal Renovation Action Plans</em> (3), financiado pelo programa LIFE — está a apoiar municípios da Bulgária, Roménia e Eslováquia no desenvolvimento de PR e estratégias financeiras locais. Esta abordagem demonstra como os PR podem ser instrumentos estratégicos para a descarbonização do edificado e o combate à pobreza energética, com impacto direto a nível municipal.</p>
<p>Os ensinamentos do Renocally são particularmente relevantes para Portugal, onde os municípios poderão adotar estratégias semelhantes, adaptadas à realidade nacional.</p>
<h4><strong>PERSPETIVAS FUTURAS</strong></h4>
<p>Os Passaportes de Renovação estão a consolidar-se como um instrumento estratégico para transformar o parque edificado europeu de forma faseada, eficiente e orientada para o futuro. Ao facilitarem decisões informadas, evitarem intervenções sub-ótimas e promoverem o alinhamento com as políticas nacionais e europeias, os PR constituem uma solução robusta para acelerar a transição energética.</p>
<p>A sua aplicação eficaz exige não apenas soluções técnicas e digitais avançadas, mas também um enquadramento político consistente, mecanismos de financiamento inovadores e capacitação institucional e local.</p>
<p>Alguns projetos europeus já demonstraram o valor da implementação descentralizada e do envolvimento dos municípios. A articulação entre entidades públicas, setor privado e cidadãos será determinante para assegurar que os PR cumpram o seu potencial.</p>
<p>Com uma abordagem colaborativa e bem estruturada, os Passaportes de Renovação poderão desempenhar um papel central na concretização da ambição europeia de um edificado neutro em carbono, resiliente e centrado nas pessoas.</p>
<p><strong>Referências bibliográficas</strong></p>
<p>(1) Fabbri, M. Understanding building renovation passports: customised solutions to boost deep renovation and increase comfort in a decarbonised Europe. https://www.eceee.org/library/conference_proceedings/eceee_Summer_Studies/2017/6-buildings-policies-directives-and-programmes/understanding-building-renovation-passports-customised-solutions-to-boost-deep-renovation-and-increase-comfort-in-a-decarbonised-europe/ (accessed 2023-11-16)</p>
<p>(2) Opengela | Regeneración Urbana en Euskadi. Opengela. https://opengela.eus/what-is-opengela-2 (accessed 2025-01-26).</p>
<p>(3) Renocally – Municipal Renovation Action Plans. EUKI. https://www.euki.de/en/euki-projects/renocally-municipal-renovation-action-plans/ (accessed 2025-04-16).</p>
<p>Fotografia de destaque: © Shutterstock</p>
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		<title>Solar Heat Worldwide 2025: energia solar térmica em expansão</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/solar-heat-worldwide-2025-energia-solar-termica-em-expansao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Edifícios e Energia]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Jul 2025 08:46:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Agência Internacional de Energia]]></category>
		<category><![CDATA[Comissão Europeia]]></category>
		<category><![CDATA[eficiência energética]]></category>
		<category><![CDATA[energias renováveis]]></category>
		<category><![CDATA[neutralidade carbónica]]></category>
		<category><![CDATA[sector solar térmico]]></category>
		<category><![CDATA[Solar Heat Europe]]></category>
		<category><![CDATA[Solar Heat Worldwide]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O recém-lançado relatório Solar Heat Worldwide 2025 apresenta os dados mais recentes sobre as principais aplicações de aquecimento e arrefecimento solar, incluindo a preparação de água quente sanitária e aquecimento ambiente, aquecimento de redes urbanas de calor e arrefecimento através de energia solar.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>O recém-lançado relatório <i>Solar Heat Worldwide 2025</i> apresenta os dados mais recentes sobre as principais aplicações de aquecimento e arrefecimento solar, incluindo a preparação de água quente sanitária e aquecimento ambiente, aquecimento de redes urbanas de calor e arrefecimento através de energia solar.</strong></p>
<p><span data-contrast="auto">Em 2024, a China liderou o mercado global de sistemas solares térmicos para aquecimento industrial, enquanto os Países Baixos registaram o maior aumento da capacidade na Europa de aquecimento solar por intermédio de redes urbanas de calor. A Alemanha foi o país que liderou a cota de colectores híbridos fotovoltaicos-térmicos (PVT).</span></p>
<p><span data-contrast="auto">&#8220;Os 17,8 GW (gigawatt) de nova capacidade de aquecimento solar instalados no ano passado demonstram, mais uma vez, a grande atracção desta tecnologia &#8211; ao serviço de proprietários de edifícios, empresas agrícolas, hotéis e utilizadores industriais. A sua versatilidade e adaptabilidade sublinham o seu papel vital no avanço da neutralidade climática&#8221;, referiu Lucio Mesquita, presidente do Programa de Aquecimento e Arrefecimento Solar da Agência Internacional de Energia (IEA SHC), que publica anualmente o </span><i><span data-contrast="auto">Solar Heat Worldwide</span></i><span data-contrast="auto">.</span></p>
<p><span data-contrast="auto">Foram recolhidos dados de mercado de mais de 70 países para fornecer uma visão abrangente dos desenvolvimentos nos mercados globais. O estudo tornou-se uma fonte de dados sobre energia solar térmica e uma referência para organizações internacionais como a REN21 e a Agência Internacional para as Energias Renováveis (IRENA).</span></p>
<p><span data-contrast="auto">As aplicações para a preparação de água quente sanitária e o aquecimento de espaços em edifícios continuam a ser as aplicações predominantes na maioria das regiões do mundo. No entanto, este segmento está sob pressão das bombas de calor e das políticas de electrificação. Consequentemente, o mercado global de aquecimento através de energia solar registou um declínio de 14% em 2024. Contra esta tendência, as vendas anuais cresceram a taxas de dois dígitos em vários grandes mercados solares térmicos, incluindo o México, o Brasil e a Turquia. As razões para o aumento das vendas incluem um sector de construção em crescimento e estratégias de </span><i><span data-contrast="auto">marketing </span></i><span data-contrast="auto">intensificadas por parte dos fornecedores de sistemas.</span></p>
<p><span data-contrast="auto">As empresas industriais e de aquecimento urbano em todo o mundo estão a recorrer cada vez mais a soluções isentas de emissões de CO₂. &#8220;Apesar de um ambiente de mercado desafiador no sector residencial, estamos a assistir a um crescimento dinâmico em aplicações de grande escala, como o calor de processos industriais e o aquecimento solar de redes urbanas de calor. Estas tendências sublinham a contribuição vital do solar térmico para um futuro descarbonizado, especialmente em</span><span data-contrast="auto"> sectores onde a electrificação, por si só, é difícil de concretizar,&#8221; disse Christoph Brunner, CEO da AEE INTEC (Instituto para Tecnologias Sustentáveis) e um dos principais autores do relatório.</span></p>
<h4><b><span data-contrast="auto">Perspectivas positivas para o aquecimento solar industrial</span></b></h4>
<p><span data-contrast="auto">O ano de 2024 foi particularmente positivo para o calor solar industrial. Pelo menos 106 centrais de aquecimento solar industrial (SHIP) com uma capacidade de 120 MW (megawatt) foram colocadas em funcionamento em todo o mundo, um aumento de 28% em comparação com o ano anterior. As perspectivas continuam fortes, com mais 125 MW de capacidade de SHIP em construção até ao final de 2024.</span></p>
<h4><b><span data-contrast="auto">Aumenta o número de grandes sistemas solares de aquecimento urbano</span></b></h4>
<p><span data-contrast="auto">Actualmente, 346 cidades em todo o mundo beneficiam de energia solar integrada nas suas redes urbanas de calor. Em 2024, foram colocados em funcionamento dez novos sistemas com uma capacidade total de 74 MW. O mercado global de aquecimento urbano solar está a expandir-se de forma constante para novas regiões. Um dos destaques do ano passado foi a entrada em funcionamento de uma das maiores centrais de aquecimento urbano solar do mundo &#8211; um sistema de 34 MW nos Países Baixos.</span></p>
<p><span data-contrast="auto">A dinâmica também está a crescer no sudeste da Europa. Dois grandes projectos estão a avançar nos Balcãs: em Pristina, no Kosovo, o concurso de pré-qualificação para um campo de colectores de 44 MW com armazenamento sazonal terminou a 11 de Abril deste ano. Entretanto, em Novi Sad, na Sérvia, estão em curso planos para um campo de colectores solares de 27 MW, também emparelhado com armazenamento sazonal de energia térmica.</span></p>
<h4><b><span data-contrast="auto">Duas novas fábricas de grande dimensão entre os líderes mundiais</span></b></h4>
<p><span data-contrast="auto">O </span><i><span data-contrast="auto">Solar Heat Worldwide</span></i><span data-contrast="auto"> também monitoriza as maiores instalações solares térmicas do mundo utilizadas no aquecimento urbano e no aquecimento de processos industriais. Estas instalações estão localizadas em todos os cinco continentes, reflectindo a relevância global e a adaptabilidade da tecnologia solar térmica para satisfazer diversas necessidades energéticas. Servem uma vasta gama de grupos de clientes, desde serviços públicos municipais a instalações industriais e até </span><i><span data-contrast="auto">resorts </span></i><span data-contrast="auto">turísticos.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:0,&quot;335551620&quot;:0,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:0}"> </span></p>
<h4><b><span data-contrast="auto">Colectores PVT ganham tracção nos sistemas energéticos de edifícios</span></b><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:257}"> </span></h4>
<p><span data-contrast="auto">Impulsionada pela crescente popularidade das bombas de calor, a procura de colectores fotovoltaicos-térmicos (PVT) &#8211; também conhecidos como colectores híbridos &#8211; aumentou significativamente em 2024. Estes sistemas combinam um módulo fotovoltaico com um absorvedor térmico por baixo, permitindo a produção simultânea de electricidade e calor. Esta funcionalidade de dupla saída faz dos colectores PVT uma fonte de energia flexível para utilização em edifícios, particularmente para o abastecimento de água quente ou para apoiar bombas de calor.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:257}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Os autores do </span><i><span data-contrast="auto">Solar Heat Worldwide</span></i><span data-contrast="auto"> observaram um número crescente de entradas no mercado, com um recorde de 46 fabricantes a comunicarem vendas em 2024. No total, foram instalados 37,5 MWth (megawatt térmico) de capacidade térmica e 18,6 MWp (megawatt-pico) de capacidade eléctrica &#8211; o que representa um aumento de 13% na produção térmica em relação ao ano anterior. A Alemanha, juntamente com a Holanda e a Espanha, liderou o mercado global em termos de novas instalações de PVT.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:257}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">O relatório completo e as infografias estão disponíveis </span><a href="https://www.iea-shc.org/solar-heat-worldwide" target="_blank" rel="noopener"><span data-contrast="none">aqui</span></a><span data-contrast="auto">.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:257}"> </span></p>
<p>Fotografia de destaque: © Shutterstock</p>
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		<title>DAIKIN Portugal celebra excelência e colaboração com clientes</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/empresas/daikin-portugal-celebra-excelencia-e-colaboracao-com-clientes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Edifícios e Energia]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Jun 2025 10:55:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[AVAC-R]]></category>
		<category><![CDATA[Convento do Beato]]></category>
		<category><![CDATA[daikin portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Gala Daikin 2025]]></category>
		<category><![CDATA[inovação]]></category>
		<category><![CDATA[liderança tecnológica]]></category>
		<category><![CDATA[neutralidade carbónica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Gala Anual da Daikin Portugal juntou mais de 200 colaboradores e parceiros, numa noite dedicada à celebração das conquistas e ao reforço do compromisso com o futuro. ...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center has-black-color has-text-color has-link-color has-small-font-size wp-elements-da6af3784984af259fef9c6bfcc482a8"></p>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-e5875e0759d21158203a085eb91265b0">A Gala Anual da <strong><a href="https://www.daikin.pt/pt_pt/particular.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">Daikin Portugal</a></strong> juntou mais de 200 colaboradores e parceiros, numa noite dedicada à celebração das conquistas e ao reforço do compromisso com o futuro.</p>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-dc6160bb9d3d3ec40275220894fc89da">O evento que este ano decorreu no Convento do Beato, em Lisboa, contou com Koen Matthys, General Manager of Direct Sales &amp; Marketing da Daikin Europe, como convidado especial.</p>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-7d1cf6fbaf14cc43b86034bb727e94cf">Durante a Gala, a Daikin comemorou, junto dos seus parceiros, mais um ano de inovações e liderança tecnológica. Nesse evento exclusivo, foi divulgada a estratégia para o futuro, destacando a ambição de crescimento e evolução alinhada com as expectativas da empresa de continuar a redefinir os padrões do setor, com ênfase nos objetivos de sustentabilidade.</p>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-00627a903655ad45074316be4024fc6d">Yvonne Brierley, Administradora da Daikin Portugal, Rodrigo D’Ávila e António Nunes, Diretores Comerciais – Sul e Norte, respetivamente, foram os apresentadores da Gala, que teve o comediante Hugo Sousa como mestre de cerimónia. Na ocasião houve ainda um espetáculo dos Irmãos Feist.</p>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-888702652fe2041e74af3e8b669ae23b">A Daikin celebrou o seu legado de inovações, liderança tecnológica e envolvimento com a comunidade, reforçando o seu compromisso com a sustentabilidade. Durante a noite, num ambiente descontraído que permitiu à empresa estreitar laços com os seus parceiros, foram ainda apresentadas algumas das novidades, soluções e estratégias para o futuro próximo, com destaque para as práticas e soluções sustentáveis para reduzir o impacto ambiental.</p>



<p></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="640" height="340" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/06/Daikin_Gala2025_2.png" alt="" class="wp-image-31703" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/06/Daikin_Gala2025_2.png 640w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/06/Daikin_Gala2025_2-300x159.png 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/06/Daikin_Gala2025_2-610x324.png 610w" sizes="(max-width: 640px) 100vw, 640px" /></figure>



<p></p>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-11140cb3db461c77970e742fedf65d72">Refletindo sobre as perspetivas de evolução no futuro, Yvonne Brierley, Administradora da Daikin Portugal, sublinhou o imperativo da sustentabilidade. A empresa pretende alcançar a neutralidade carbónica até 2050, o que requer uma abordagem equilibrada para reduzir as emissões e reforçar o investimento em tecnologias mais limpas.</p>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-1944d53ecfa0cceb70ff9d78b7dc76bf">Destacando ainda a colaboração dos parceiros e os esforços conjuntos para o sucesso da empresa, Yvonne Brierley mantém o desafio em liderar a vanguarda da indústria de AVAC-R, tendo como prioridade um futuro mais sustentável para todos.</p>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-af76e6fa716f97c3b2446b287db15cd4">A noite culminou com a entrega de prémios que distinguiram os parceiros que mais se destacaram ao longo do último ano, num momento de grande emoção e orgulho partilhado.</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<hr class="wp-block-separator aligncenter has-text-color has-alpha-channel-opacity has-background is-style-wide" style="background-color:#0897a2;color:#0897a2"/>



<p class="has-text-align-center has-black-color has-text-color has-link-color has-small-font-size wp-elements-88d78f5958ea9d08f42d665669f89234"><strong><em><strong><em>O texto acima é da inteira responsabilidade das empresas/entidades em causa</em><br><em>Fonte: Press Release</em></strong></em></strong></p>
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