Edifícios atuais exigem uma nova geração de componentes de campo

Num contexto de descarbonização, a transformação da performance energética da edificação deixou de ser uma necessidade futura para se afirmar como realidade incontornável.

Regulamentação mais exigente, metas de descarbonização ambiciosas e novas expectativas dos utilizadores alteraram profundamente a forma de projetar, modernizar e manter instalações AVAC. Neste contexto, o Grupo Contimetra/Sistimetra, em parceria com a Belimo, promoveu a manhã técnica “Tendências transformadoras no setor AVAC – Uma nova geração de componentes de campo”, iniciativa que reuniu profissionais do setor AVAC para refletir sobre os desafios e oportunidades que marcam esta nova fase.

A sessão evidenciou que a revisão da Diretiva Europeia para o Desempenho Energético dos Edifícios (EPBD) representa uma mudança estrutural no mercado. Juntamente com a recomendação Eurovent 6/20, o panorama regulamentar desloca-se da eficiência individual de cada equipamento para o desempenho global do edifício enquanto sistema integrado. Monitorização contínua, automação, controlo inteligente e interoperabilidade passam, assim, a ocupar um lugar de destaque nas estratégias de projeto e modernização ou Retrofit.

Entre os temas em destaque esteve a adaptação climática. A crescente pressão provocada pelo aumento das temperaturas exteriores e pela maior frequência de fenómenos extremos obriga a repensar soluções de engenharia ao nível da construção dos edifícios e dos sistemas AVAC. A integração harmoniosa de sistemas de refrigeração ativos (chillers, bombas de calor, etc…), passivos e outros sistemas de automação (iluminação, segurança, etc…) é fundamental para a redução do consumo energético, ao mesmo tempo que se garante a otimização dos espaços e conforto dos ocupantes. Assim, para aproximar os edifícios das metas net zero, a automação assume um papel determinante ao otimizar cargas térmicas, horários de funcionamento e resposta à ocupação real dos espaços.

Particular destaque mereceu a recomendação Eurovent 6/20, apresentada como referência técnica para a transposição nacional da EPBD. A análise trouxe informação concreta sobre a evolução necessária dos sistemas de controlo, sobretudo nas unidades de tratamento de ar, que deverão assegurar medição contínua de temperaturas, caudais, pressões diferenciais, consumos energéticos e parâmetros de qualidade do ar interior. A monitorização contínua dos diferentes parâmetros ganha maior relevância neste âmbito.

A componente prática do encontro incluiu a apresentação de um caso real de digital twin desenvolvido pela Belimo no edifício Sede CESIM House, em Mumbai. O exemplo demonstrou de forma objetiva como a simulação dinâmica e a análise de dados operacionais permitem identificar medidas de melhoria sem investimento significativo, traduzindo-se em reduções efetivas do consumo energético.

Também a reabilitação do parque edificado existente mereceu atenção especial. Num mercado onde reside grande parte do potencial de eficiência, as soluções de Retrofit com a substituição de componentes obsoletos, a introdução de sensores inteligentes e a modernização dos sistemas de controlo revelam-se intervenções de retorno rápido, modular e escalável com impacto mensurável. Nestes processos, simplicidade de instalação e soluções preparadas para retrofit tornam-se fatores decisivos.

A principal conclusão da manhã técnica foi inequívoca: sensores, válvulas, atuadores e software deixaram de ser meros acessórios funcionais. São hoje ativos estratégicos para edifícios mais eficientes, conectados e preparados para responder às exigências regulamentares, ambientais e operacionais da próxima década.

Artigo da autoria do Grupo Contimetra Sistimetra



O texto acima é da inteira responsabilidade das empresas/entidades em causa.
Fonte: Press Release

PARTILHAR

PUBLICIDADE

REVISTA

AGENDA

SOBRE O AUTOR