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	<title>Arquivo de solar - Edificios e Energia</title>
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	<description>A Revista especializada de referência nos sectores de AVAC, eficiência energética, materiais de construção e edifícios.</description>
	<lastBuildDate>Tue, 21 Apr 2026 08:53:35 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivo de solar - Edificios e Energia</title>
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		<title>Science Gateway: Inovação em arquitectura sustentável no CERN</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/science-gateway-inovacao-em-arquitectura-sustentavel-no-cern/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Margarida Fialho]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Apr 2026 08:53:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[edifícios]]></category>
		<category><![CDATA[energia]]></category>
		<category><![CDATA[fotovoltaico]]></category>
		<category><![CDATA[pegada carbónica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Science Gateway do CERN é um novo centro educativo e de divulgação científica, projectado pelo arquitecto italiano Renzo Piano, que combina design arrojado e alta eficiência energética. Dividido em cinco módulos interligados, o Science Gateway usa recursos como energia solar e florestação para atingir a neutralidade de carbono, enquanto oferece laboratórios e exposições interactivas para visitantes de todas as idades.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/science-gateway-inovacao-em-arquitectura-sustentavel-no-cern/">Science Gateway: Inovação em arquitectura sustentável no CERN</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
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<p class="has-text-align-center has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-7bfc14c38ba493147f9a6e3e0b1125b6 wp-block-paragraph" style="font-size:14px;font-style:italic;font-weight:500;letter-spacing:0px"></p>


<p style="text-align: center;"><strong><em>Este artigo foi originalmente publicado na <a href="https://leitor.medialine.pt/reader.html?p=edificiosenergia&amp;v=principal&amp;e=163" target="_blank" rel="noopener">edição nº 163 da Edifícios e Energia</a> (Janeiro/Fevereiro 2026).</em></strong></p>
<p><strong>O Science Gateway do CERN é um novo centro educativo e de divulgação científica, projectado pelo arquitecto italiano Renzo Piano, que combina design arrojado e alta eficiência energética. Dividido em cinco módulos interligados, o Science Gateway usa recursos como energia solar e florestação para atingir a neutralidade de carbono, enquanto oferece laboratórios e exposições interactivas para visitantes de todas as idades.</strong></p>
<p>Situado em Genebra e construído inteiramente por donativos privados (cerca de 107 milhões de euros), este projecto pretende ser uma verdadeira “ponte” entre a ciência e o público em geral. “As exposições imersivas, actividades educativas práticas e os eventos públicos permitem que pessoas de todas as idades e origens entrem em contacto com as descobertas, a ciência e as tecnologias do CERN. O Science Gateway pretende ser um farol que inspire os jovens a seguir carreiras na área da ciência e da tecnologia”, referem Pauline Emery, engenheira e supervisora de construção, e François Briard, director de operações do Science Gateway.</p>
<p>Tudo começou em Janeiro de 2017, com a apresentação da visão do que seria o Science Gateway pela directora geral, Fabiola Gianotti: um novo centro de educação e divulgação.</p>
<p>As obras do centro iniciaram-se em Dezembro de 2020 com atenção ao “impacte ambiental”, até porque o projecto é descrito como um “manifesto ambiental e cultural”. Patrick Geeraert, líder do projecto do Science Gateway, explica-nos este manifesto: “É um local de intercâmbio cultural e científico, oferecendo exposições permanentes, peças de arte contemporânea e eventos públicos”, além de ter “uma central térmica que produz o aquecimento e o arrefecimento e painéis solares que geram a electricidade necessária para o funcionamento das instalações”. Foram ainda plantadas “cerca de 400 árvores, assim como mais de 13 mil pequenas plantas e arbustos.”</p>
<h5><strong>“A CONSTRUÇÃO PARECE FLUTUAR ACIMA DE UMA FLORESTA RECÉM-PLANTADA”</strong></h5>
<p>O CERN Science Gateway é composto por cinco blocos funcionais: espaços de exposição, laboratórios interactivos, um auditório de grandes dimensões, loja e restaurante. Todos estes módulos ficam unidos por uma ponte suspensa, elevando-se seis metros acima do solo. Esta ponte atravessa a via pública (Route de Meyrin) e faz a ligação entre diferentes espaços de exposição e salas de aula.</p>
<p>“O conceito arquitectónico foi desenvolvido harmonizando os seguintes elementos estruturais: betão, aço e vidro. Todos os elementos em contacto com o solo são feitos de betão claro, moldado no local. As lajes, terraços e paredes moldam a paisagem e o terreno, tirando partido dos níveis naturais existentes para criar um espaço e servir de base aos objectos de aço e vidro que compõem o Science Gateway”, referem Pauline e François.</p>
<p>Existem três pavilhões. No pavilhão norte localiza-se um auditório modular de 800 lugares, que dá espaço a conferências e eventos científicos, podendo ser dividido em três salas mais pequenas, além da área de recepção, loja e restaurante; no piso superior desse pavilhão estão dois grandes laboratórios totalmente equipados para receber grupos escolares para actividades experimentais. Esses laboratórios, com mobiliário flexível e instrumentos científicos de demonstração, estimulam a curiosidade dos alunos, incentivando a que estes possam ser os cientistas de amanhã. Este espaço é relevante para o centro, já que um dos objectivos é despertar o interesse dos mais jovens para os estudos STEM (ciência, tecnologia, engenharia e matemática). Esta é uma forma de aproximar a ciência do público em geral, desconstruindo-a e tornando-a mais apelativa.</p>
<p>Entre o restaurante e o auditório há um anfiteatro natural ao ar livre, usado em eventos. O pavilhão central, com salas de aula e circulação vertical, conecta a ponte ao chão. O pavilhão sul é dedicado a exposições interactivas, promovendo a aprendizagem prática. Complementando esses recursos estão os ‘túneis’ — espaços elevados de exposição que evocam a experiência dos túneis aceleradores subterrâneos do CERN.</p>
<p>As galerias de exposição (que se encontram nos dois tubos) pretendem tornar tangíveis fenómenos complexos. Um dos tubos narra a história do CERN e pretende envolver os visitantes com aceleradores, detectores, aquisição de dados, entre outros; o outro divide-se numa viagem até às origens do universo (o Big Bang) e em questões abertas da física, que dão que pensar, como a matéria escura, energia escura e dimensões extras numa experiência imersiva. Estes espaços, com painéis informativos e experimentos de demonstração, exemplificam como um edifício pode abrigar ciência viva, tornando visíveis conceitos abstratos para o público em geral.</p>
<p>Estes tubos evocam os túneis aceleradores de partículas subterrâneos do CERN. “O aço, o vidro e o betão, juntamente com a leveza e a topografia existentes no local, combinam-se e são sustentados por uma grande cobertura de vidro solar. A ponte de vidro, suspensa por duas vigas de aço, funciona como ligação física e metafórica do projecto”. Esta ponte coberta de 220 metros liga transversalmente os pavilhões e tubos, permitindo uma circulação contínua pelo complexo. “A construção parece flutuar acima de uma floresta recém-plantada”, descreve Patrick.</p>
<p>“O aço forma a ‘pele’ dos edifícios. Os três pavilhões e os dois tubos são revestidos com painéis de aço, evocando a materialidade de muitas das máquinas utilizadas no CERN. Esta fachada confere aos edifícios uma certa pureza, com uma estética industrial. O aço constitui também toda a estrutura exterior. Perfis típicos (HEA, IPE) formam o esqueleto dos edifícios, totalmente expresso no exterior. Uma hierarquia entre os perfis ajuda a transmitir o sistema estrutural deste espaço-laboratório.”</p>
<h5><strong>PANDEMIA, GUERRA E GEOLOGIA: OS DESAFIOS</strong></h5>
<p>Além de a geologia do local não permitir que a energia geotérmica seja uma mais-valia para o projecto, outros desafios foram enfrentados.</p>
<p>Patrick Geeraert disse ao CERN que o primeiro problema com que se depararam foi que “o lado norte do Science Gateway, anteriormente um estacionamento temporário, ficava em terras agrícolas. Tivemos de reclassificar esse terreno para que pudesse ser autorizado a construir, o que é extremamente complicado em Genebra. O processo geralmente leva pelo menos 10 anos, se é que tem sucesso, e conseguimos fazer em um só. Obtivemos a licença de construção em Setembro de 2019 e iniciámos um processo de aquisição para a construção e para os cenógrafos relacionadas às exposições. Em Novembro de 2020, assinámos o contrato com as construtoras e elas começaram a erguer os edifícios no local no final de 2020”. Importa reforçar que 2020 foi um ano marcado pela pandemia, o que também afectou a construção. Além disso, “a invasão da Ucrânia contribuiu para um aumento adicional dos custos. O esforço contínuo de angariação de fundos revelou-se, por isso, determinante”, acrescenta Patrick.</p>
<h5><strong>SUSTENTABILIDADE ENERGÉTICA NUM ABRIR DE JANELAS E NÃO SÓ</strong></h5>
<p>Desde o início que a sustentabilidade é um factor crucial no Science Gateway. O edifício foi concebido para ter pegada de carbono zero e consegue atingi-lo devido à “utilização de painéis solares fotovoltaicos e bombas de calor (ar-água), em conjunto com a redução do aquecimento na ponte”. Além disso, “no Verão, a ponte é arrefecida sem recurso a sistemas técnicos, (neste caso ao ar condicionado), com a simples estratégia de abertura de janelas que permite a ventilação natural cruzada e a floresta recém-plantada ajuda a reduzir o efeito de ‘ilha de calor’. Por cima da ponte estão painéis fotovoltaicos, verdadeiros ´campos solares amplos`”, reforçando o compromisso do projecto com a sustentabilidade energética.</p>
<p>“Os painéis solares fotovoltaicos foram integrados no projecto do edifício desde as fases iniciais, proporcionando alguma sombra na praça entre o restaurante e o auditório”. Os três principais pavilhões contam com cerca de 3900 metros quadrados de painéis fotovoltaicos semitransparentes nos seus telhados, totalizando 500 kWp (quilowatt-pico) de capacidade instalada. Ao não serem opacos, permitem a passagem de luz natural. Esta área solar está projectada para produzir à volta de 500 MWh (megawatt-hora) de energia eléctrica por ano, energia suficiente para abastecer o Science Gateway, em especial as suas bombas de calor para aquecimento e refrigeração. Estima-se ainda que cerca de 40% da electricidade produzida ultrapasse o consumo interno e seja devolvida à rede geral do CERN. Assim, o excesso de energia eléctrica renovável apoia outras instalações do campus, reduzindo indirectamente as emissões de carbono.</p>
<p>Quanto à climatização, foram feitos alguns testes geológicos, uma vez que no plano inicial a energia geotérmica estava contemplada, mas devido à complexidade geológica do local (existência de bolsas de gás no subsolo), esta solução tornou-se inviável e obrigou a uma mudança de estratégia. Patrick explica que tanto o aquecimento quanto o arrefecimento são realizados por bombas de calor alimentadas pela rede eléctrica renovável do próprio edifício. Além disso, existem medidas operacionais que reduzem o consumo. Por exemplo, as luzes principais serão diminuídas ou desligadas durante a noite e a climatização segue critérios de eficiência.</p>
<p>Já no restaurante, irá minimizar-se o uso de materiais descartáveis (evitando plásticos de uso único). Estas estratégias de baixo consumo, combinadas com a energia renovável gerada no local, reforçam a neutralidade de carbono do novo centro científico.</p>
<h5><strong>“UMA FLORESTA SELVAGEM” NO CERN</strong></h5>
<p>Para ajudar a atenuar impactes ambientais, o Science Gateway está rodeado por uma autêntica floresta urbana. Foram plantadas mais de 400 árvores diversas, além de arbustos, perenes e prados de flores silvestres. Segundo Frédéric Magnin, responsável pela construção do Science Gateway, a plantação foi feita de forma gradual, garantindo que as árvores se adaptam bem ao novo solo. São onze espécies diferentes (de carvalhos e olmos a cerejeiras e pinheiros), escolhidas para “parecer uma floresta selvagem.”</p>
<p>A floresta trará benefícios concretos ao meio ambiente local. Espécies variadas criam diferentes nichos ecológicos, promovendo a biodiversidade – morcegos, pássaros e pequenos mamíferos poderão usar as copas e arbustos como habitat. As árvores ajudam a mitigar ilhas de calor urbano ao aumentar a evapotranspiração, refrescam o microclima, e o aumento do albedo (maior reflexão da luz solar) e reduz o aquecimento do solo. A longo prazo, a vegetação captura dióxido de carbono, contribuindo para compensar emissões globais. Desta forma, a floresta do Science Gateway não é apenas ornamental, ela faz parte da estratégia ambiental do projecto, integrando ciência e natureza em harmonia.</p>
<h5><strong>PROJECTOS FUTUROS: O EDIFÍCIO 777</strong></h5>
<p>De acordo com o Masterplan 2040 do CERN (publicado em 2021), há vários projectos pensados para o futuro, não esquecendo os edifícios já existentes. Por exemplo, o edifício principal (o Edifício 66) do CERN foi recentemente renovado.</p>
<p>Um novo edifício (o Edifício 777) está a nascer em Prévessin, França, e a sua conclusão está prevista para o quarto trimestre de 2027. Este edifício foi concebido para substituir instalações obsoletas e responder às necessidades crescentes do sector de Aceleradores, reunindo, num único volume, funções administrativas, laboratoriais e colaborativas.</p>
<p>Com uma área bruta interna aproximada de 14 200 metros quadrados, o 777 acolherá cerca de 530 postos de trabalho, 10 laboratórios técnicos, salas de reunião, espaços informais de colaboração e um restaurante central. O edifício destina-se maioritariamente ao sector de Aceleradores e Tecnologias, funcionando como um polo de interacção entre engenheiros, físicos e técnicos, num modelo de trabalho transversal e integrado.</p>
<p>Do ponto de vista construtivo, o Edifício 777 distingue-se pela utilização extensiva de madeira estrutural, assumida como elemento central da solução arquitectónica e estrutural. Esta opção visa reduzir a pegada de carbono associada aos materiais de construção, recorrendo a materiais biogénicos e a uma abordagem baseada na análise do ciclo de vida. A estrutura é complementada por soluções mistas que asseguram desempenho estrutural, flexibilidade espacial e durabilidade.</p>
<p>O edifício integra ainda sistemas técnicos de elevada eficiência energética, incluindo cerca de 650 metros<br />quadrados de painéis fotovoltaicos na cobertura, soluções de iluminação natural através de grandes vãos e um átrio central de pé-direito elevado, que favorece a distribuição de luz e a ventilação. O projecto ambiciona obter certificação ambiental BREEAM (Building Research Establishment Environmental Assessment Method), reflectindo o compromisso do CERN com edifícios de baixo consumo energético e operação sustentável.</p>
<p>O Edifício 777 constitui, assim, um exemplo de como a infraestrutura científica pode alinhar exigências técnicas rigorosas com soluções construtivas inovadoras e objectivos ambientais claros, reforçando o papel dos edifícios como instrumentos activos da transição energética e da sustentabilidade institucional.</p>
<h5><strong>MAIS DO QUE UM EDIFÍCIO</strong></h5>
<p>O Science Gateway surge como uma infraestrutura científica do CERN que consegue combinar com sucesso o rigor técnico e preocupação ambiental. O edifício é ao mesmo tempo inovador e funcional: integra laboratórios e áreas públicas de forma harmoniosa, enquanto tem a sustentabilidade ambiental e pegada ecológica neutra como foco. A vasta floresta é a prova de que as construções de grande escala podem ser sustentáveis e envolver-se com o meio que a rodeia.</p>
<p>Aliás, “o Masterplan 2040 estabelece um enquadramento para as infraestruturas, a mobilidade, a protecção ambiental e o desenvolvimento paisagístico. Muitos dos seus resultados já são visíveis no campus: novos edifícios e espaços exteriores, a renovação de marcos emblemáticos e melhorias que beneficiam colaboradores e visitantes”, referem Pauline Emery e François Briard. “O plano demonstra que não são apenas os edifícios que contribuem para a sustentabilidade, mas também as iniciativas de mobilidade, os corredores de biodiversidade, as bacias de retenção de águas pluviais e um planeamento paisagístico cuidadoso.”</p>
<p>O novo centro do CERN exemplifica, assim, como a arquitectura moderna pode educar e inspirar, servindo de montra para práticas construtivas energeticamente eficientes e sensibilizando o público para a intersecção entre ciência e meio ambiente.</p>
<p>Fotografia de destaque: © <strong>CERN</strong></p><p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/science-gateway-inovacao-em-arquitectura-sustentavel-no-cern/">Science Gateway: Inovação em arquitectura sustentável no CERN</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Benidorm como um laboratório de reabilitação energética</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/benidorm-como-um-laboratorio-de-reabilitacao-energetica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Margarida Fialho]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Feb 2026 08:00:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Benidorm]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Benidorm, conhecida pela sua marcante verticalidade urbana e pela intensa exposição solar, transformou-se num terreno fértil para implementar estratégias de reabilitação.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/benidorm-como-um-laboratorio-de-reabilitacao-energetica/">Benidorm como um laboratório de reabilitação energética</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
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<p style="text-align: center;"><strong><em>Este artigo foi originalmente publicado na <a href="https://leitor.medialine.pt/reader.html?p=edificiosenergia&amp;v=principal&amp;e=162" target="_blank" rel="noopener">edição nº 162 da Edifícios e Energia</a> (Novembro/Dezembro 2025).</em></strong></p>
<p><strong>Benidorm, conhecida pela sua marcante verticalidade urbana e pela intensa exposição solar, transformou-se num terreno fértil para implementar estratégias de reabilitação.</strong></p>
<p>Duas torres, com vista privilegiada e a dois quilómetros da praia, foram o local escolhido para um projecto inovador: reabilitar através de sistemas solares fotovoltaicos. José Carlos Antón, director da Solar Earth Innovación y Tecnología SES, S.L., explica que a empresa “impulsiona soluções fotovoltaicas integradas à construção (BIPV), hidrogénio verde e gestão energética inteligente (Synaptia)” e acrescenta que “o objectivo principal é converter a envolvente arquitectónica num activo que produz energia eléctrica, reduz custos e melhora as métricas ESG (Ambiental, Social, Governação, em português) do edifício.”</p>
<p>O projecto insere-se no Plano Benidorm Visão 360, cujos eixos de actuação são a sustentabilidade, digitalização e competitividade. Em 2025, Benidorm venceu o prémio “Pioneiro Europeu Verde de Turismo Inteligente”, equivalente ao prémio “Capital Europeia do Turismo Inteligente”, mas para destinos mais pequenos e sustentáveis.</p>
<h4><strong>BENIDORM COMO “A 2.ª ÁREA URBANA MAIS DENSA EM ARRANHA-CÉUS DO MUNDO”</strong></h4>
<p>A escolha de Benidorm não foi por acaso. A cidade destaca-se por ter uma elevada concentração de edifícios em altura raramente vista na Europa, o que se traduz num perfil urbano com ainda mais área de fachada disponível por habitante. Mais fachada significa, portanto, mais exposição solar. Benidorm “é a segunda área urbana mais densa em arranha-céus do mundo, apenas atrás de Nova Iorque. Era o local ideal para demonstrar que a envolvente pode gerar energia limpa, melhorar o conforto e projectar uma imagem de cidade inovadora e sustentável”. Esta observação de José Carlos Antón justifica a escolha de um local onde a multiplicidade de superfície de fachada e a intensidade de radiação solar criam um saldo potencialmente favorável entre investimento e rendimento energético.</p>
<p>A selecção das torres Club Médico VI e VII, de 17 andares, com 100 habitações cada, obedeceu a critérios técnicos e de oportunidade. Foram escolhidas por três razões, tal como explica o director da Solar Earth: “viabilidade técnica (duas torres gémeas com orientações favoráveis e superfícies contínuas), vontade de reabilitação por parte da comunidade (momento perfeito para integrar BIPV) e potencial de replicação (mesma tipologia e gestão coordenada para escalar com rapidez).”</p>
<h4><strong>INOVAR SEM DEMOLIR</strong></h4>
<p>Tecnicamente, a intervenção consiste na colocação, sobre a envolvente existente, de “uma segunda `pele´ de vidro fotovoltaico arquitectónico, integrada num sistema de fachada ventilada e ancorada a uma subestrutura certificada e patenteada”. Além disso, “a intervenção é não invasiva: não se demolem nem se substituem os acabamentos e executa-se superfície a superfície, mantendo a operacionalidade do edifício”. Isto evidencia o enfoque de mínima intrusão, ou seja, a obra realiza-se por painéis, permitindo a continuidade de ocupação e reduzindo o impacto sobre os moradores durante a execução.</p>
<p>Os vidros fotovoltaicos utilizam a mesma tecnologia das tradicionais placas fotovoltaicas, no entanto, conferem uma estética mais agradável ao edifício, já que são transparentes ou semitransparentes. Assim, é possível cruzar design, funcionalidade e inovação. Os vidros utilizados neste projecto são “vidros temperados ou laminados, com células de silício cristalino encapsuladas entre lâminas de segurança, acabamento antirreflexo e, quando necessário, serigrafias cerâmicas” que respondem a exigências estéticas, como explica José. “A energia ´conduz-se` por canalizações protegidas até aos equipamentos de conversão e monitorização para o seu autoconsumo no edifício. Seleccionamos o tipo de célula e o grau de transparência superfície a superfície para equilibrar o desempenho e a homogeneidade estética. O sistema está certificado para uso em fachada e desenhado com critérios de durabilidade”. Desta forma, verifica-se a preocupação simultânea com o desempenho fotovoltaico, requisito construtivo e homogeneidade estética, elementos críticos em BIPV.</p>
<h4><strong>VIDROS FOTOVOLTAICOS COMO APOSTA GANHA</strong></h4>
<p>Comparada com painéis solares tradicionais, a solução BIPV em vidro traz vantagens claras, tanto funcionais como normativas. José Carlos Antón destaca que a abordagem “aproveita grandes superfícies de fachada, gera de forma mais estável ao longo do ano e reduz a procura de climatização. Além disso, não é um `painel´ adaptado, mas sim um material de fachada homologado: vidro temperado/ laminado com ensaios de resistência, impacto e durabilidade”. Segundo o director da Solar Earth, este produto está em conformidade com as normas europeias (marcação CE) como produto de construção (CPR &#8211; Regulamento de Produtos para a Construção, em português) e reacção ao fogo conforme a EN 13501-1. Quanto à parte fotovoltaica, cumpre a IEC 61215/61730, que se focam, respectivamente, na qualificação do design e performance, e na segurança eléctrica e mecânica da construção. Cumpre também a normativa específica IEC 63092 para BIPV, com documentação técnica e manutenção previstas para as envolventes do edifício. Além da produção energética, o vidro BIPV integra requisitos de segurança e certificação típicos de materiais de fachada, o que o distingue de um módulo fotovoltaico convencional fixado em cobertura.</p>
<p>As torres Club Médico VI e VII terão fachadas ventiladas de vidro fotovoltaico no total de cerca de 1200 metros quadrados integrados, além de pequenas instalações solares em coberturas e marquises. Serão ainda instaladas 688 unidades de vidro fotovoltaico, perfazendo cerca de 203 kWp (quilowatt-pico) de potência.</p>
<h4><strong>DESAFIOS EM ALTURA</strong></h4>
<p>Num projecto desta dimensão, a trabalhar em arranha-céus, há desafios técnicos inerentes ao trabalho, como a altura e o vento. José Carlos Antón ainda acrescenta a “integração eléctrica segura e estética de conjunto”, como outro desafio. “Resolveu-se com cálculo estrutural específico, rotas protegidas e uma engenharia por superfícies que cuida de alinhamentos e acabamentos”. Assim, verifica-se que o projecto acaba por trabalhar em três frentes: redimensionamento estrutural face às cargas de vento em altura, rotas seguras para a cablagem e uma engenharia por painéis que assegura alinhamentos e acabamentos, medidas essenciais para fiabilizar intervenções em fachadas expostas a condições marítimas e dinâmicas de pressão aerodinâmica”, o que é o caso destes edifícios que se encontram junto à orla costeira.</p>
<p>O director da Solar Earth, com anos de experiência na área, recorda que é importante analisar caso a caso. “Cada edifício é único, por isso, desenhamos soluções personalizadas e à medida, acautelando o detalhe estético, construtivo e operacional de cada secção ou superfície.”</p>
<h4><strong>“RENDIMENTOS PASSIVOS PARA A COMUNIDADE DURANTE 35 ANOS”</strong></h4>
<p>Os benefícios a curto e longo prazo são claros. Comparando com os painéis tradicionais, estes não necessitam de espaço adicional para serem colocados e confundem-se até com a estética do edifício, reduzem o consumo energético dos edifícios, melhoram o conforto térmico e acústico e, apesar do investimento inicial, a factura energética a pagar no final do mês pode trazer poupanças bem-vindas. “Este é considerado o único material de construção que é autossustentável, graças à poupança energética que vai alcançando ao longo dos anos. Consegue-se ter rendimentos passivos para a comunidade durante mais de 35 anos”, refere. O investimento em envolvente BIPV é aqui posicionado não apenas como custo de reabilitação, mas como activo gerador de rendimento ao longo de décadas.</p>
<p>O isolamento térmico e acústico das fachadas ventiladas reforça o conforto interior e protege contra intempéries. Como se trata de 100% de opacidade, as fachadas funcionam como `pele´ geradora de energia limpa, reduzindo ganhos de calor no verão e perdas térmicas no inverno. Este isolamento natural diminui cargas de ar condicionado e contribui para economia adicional de energia.</p>
<p>As estimativas de produção e de poupança colocam o projecto em patamares relevantes para a escala de um condomínio vertical. “Estimamos uma produção anual em torno dos 190 000 kWh (quilowatt-hora) e uma diminuição de 10 a 20% da procura de climatização nas fachadas tratadas. Estes números combinados traduzem reduções significativas na factura energética e na pegada carbónica do edifício”.</p>
<p>Quanto ao impacte energético e ambiental global, o projecto aponta para reduções substanciais: “A combinação de geração própria e menor necessidade de climatização reduz de forma directa o consumo eléctrico do edifício. Em termos de pegada ambiental, falamos da ordem das 45 a 60 toneladas de dióxido de carbono evitadas por ano, e quanto a consumos poder-se-iam atingir reduções de até 35% da procura energética das habitações.”</p>
<p>A energia gerada será orientada para o autoconsumo do próprio edifício, como zonas comuns, elevadores, climatização/ventilação e sistemas de aquecimento de águas. E acrescenta que, “quando aplicável, procede-se ao repartimento entre os vizinhos e à compensação de excedentes segundo a normativa em vigor”. Este é também um ponto crucial, que contribuiu para a aceitação comunitária do projecto. Os moradores veem, assim, mais benefícios directos.</p>
<h4><strong>POSSIBILIDADE DE REPLICAR O MODELO EM OUTROS EDIFÍCIOS</strong></h4>
<p>No plano regulamentar e de alinhamento com políticas energéticas, a intervenção enquadra-se nas directivas e metas europeias: “Alinha-se com o activo com a EPBD/ CTE (Directiva sobre o Desempenho Energético dos Edifícios/Código Técnico de Edificação Espanhol) e os objectivos ‘Fit for 55’, facilitando a elegibilidade na Taxonomia da União Europeia (UE) e abre a porta a certificações como LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) ou BREEAM (Building Research Establishment Environmental Assessment Method)”. O Objectivo 55 (Fit for 55, em inglês) integra um conjunto de leis destinadas a reduzir as emissões de gases com efeito de estufa da UE em, pelo menos, 55% até 2030. O objectivo final é fazer com que a UE alcance a neutralidade carbónica em 2050. Quando questionado sobre a replicabilidade deste projecto inovador na Europa, a resposta é perentória: “Sim, claro. A metodologia por secções permite adaptar densidade, transparência e acabamentos a cada tipologia (residencial, hoteleira, escritórios) e orientar a produção para as horas de maior consumo e requisitos específicos.”</p>
<p>Do ponto de vista urbano, a aplicação de fachadas solares em contextos densos tem efeitos positivos que ultrapassam o edifício em si, uma vez que contribui para a redução da carga térmica urbana e contribui para mitigar ilhas de calor (pode chegar a diminuir 2 a 3 °C), diminui picos de procura na rede eléctrica local, potenciando, desta forma, a resiliência energética da cidade. A ambição de transformar fachadas em activos produtivos articula-se com estratégias municipais e regionais de descarbonização, e a experiência de Benidorm pode servir como referência para programas de reabilitação integrados que combinem eficiência, produção renovável e qualidade urbana. A modernização destas torres ilustra um passo concreto na meta de reabilitar energeticamente 1,2 milhões de habitações em Espanha até 2030, conforme a directiva 2018/844/EU.</p>
<p>Para que o projecto atinja os resultados prometidos, a monitorização e a validação operativa serão decisivas. José admite que as magnitudes são estimativas de engenharia “sujeitas a verificação final e monitorização”, e a recolha de dados em serviço permitirá validar os modelos, optimizar estratégias de operação e calibrar os modelos financeiros que sustentem a replicabilidade. A conjugação com armazenamento local, bombas de calor e gestão inteligente potencia o aproveitamento de excedentes e a redução de consumo em horas críticas, cenários que fazem parte do horizonte de desenvolvimento de soluções integradas.</p>
<p>A intervenção nas torres Club Médico VI e VII cristaliza uma visão clara: a envolvente deixa de ser apenas elemento passivo de protecção e passa a “ser um activo” que gera energia, reduz custos e melhora o conforto. Como resume o director da Solar Earth, “a envolvente deixa de ser um custo para se converter num activo: gera energia, melhora o conforto e comunica compromisso ambiental. Essa é a nova arquitectura: eficiente, bela e produtiva”.</p>
<p>O projecto recebeu apoio público institucional, com contribuições do Ministério espanhol de Habitação e da Generalitat Valenciana, através de fundos Next Generation EU, com um subsídio de cerca de dois milhões de euros para reabilitação energética. Esse financiamento cobre até 80% do investimento em tecnologias BIPV no âmbito do plano de recuperação europeu. Prevê-se que o projecto esteja concluído em Junho de 2026.</p>
<p>Benidorm poderá servir de exemplo para outras cidades mediterrânicas com tipologias semelhantes, demonstrando que a arquitectura tecnológica é um vector tangível para a construção sustentável do futuro.</p>
<p>Fotografia de destaque: © Solar Earth Innovación y Tecnología SES, S.L.</p><p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/benidorm-como-um-laboratorio-de-reabilitacao-energetica/">Benidorm como um laboratório de reabilitação energética</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
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		<title>Energia solar nos telhados poderá suprir 40% da procura de electricidade da UE até 2050</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/energia-solar-nos-telhados-podera-suprir-40-da-procura-de-electricidade-da-ue-ate-2050/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rita Galego]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Jan 2026 09:50:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[edifícios]]></category>
		<category><![CDATA[energia descentralizada]]></category>
		<category><![CDATA[Nature Energy]]></category>
		<category><![CDATA[paineis fotovoltaicos]]></category>
		<category><![CDATA[solar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A energia solar fotovoltaica instalada nos telhados dos edifícios poderá satisfazer cerca de 40% da procura de electricidade da União Europeia até 2050. A conclusão resulta de uma nova análise à escala europeia publicada na revista científica Nature Energy. </p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>A energia solar fotovoltaica instalada nos telhados dos edifícios poderá satisfazer cerca de 40% da procura de electricidade da União Europeia até 2050. A conclusão resulta de uma nova análise à escala europeia publicada na revista científica <i>Nature Energy.</i> </strong></p>
<p><span data-contrast="auto">De acordo com o estudo, os telhados dos cerca de 271 milhões de edifícios existentes na União Europeia poderiam acolher aproximadamente 2,3 terawatts-pico (TWp) de capacidade solar fotovoltaica, permitindo gerar cerca de 2750 terawatts-hora (TWh) de electricidade por ano com a tecnologia actualmente disponível. Este volume de produção seria suficiente para cobrir quase 40% das necessidades de electricidade num sistema energético europeu com emissões líquidas nulas.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A investigação, publicada na revista científica </span><i><span data-contrast="auto">Nature Energy</span></i><span data-contrast="auto">, apresenta pela primeira vez estimativas do potencial da energia solar em telhados edifício a edifício, distinguindo entre construções residenciais e não residenciais, em toda a UE. O trabalho baseia-se na versão mais recente do Modelo Digital Europeu de Edifícios (DBSM R2025), um conjunto de dados geoespaciais de alta resolução que integra informação administrativa nacional.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">O estudo tem ainda em conta os progressos tecnológicos recentes no sector fotovoltaico. A eficiência média de conversão dos painéis solares aumentou de cerca de 18% em 2018 para 22% em 2025, bem como a maior densidade de potência possível em telhados planos, característicos de grandes edifícios comerciais e industriais.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<h4 aria-level="3"><b><span data-contrast="auto">Potencial técnico dos telhados europeus</span></b><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;134245418&quot;:true,&quot;134245529&quot;:true,&quot;335559738&quot;:281,&quot;335559739&quot;:281}"> </span></h4>
<p><span data-contrast="auto">Segundo os investigadores, o potencial técnico total da energia solar fotovoltaica em telhados na UE distribui-se da seguinte forma: edifícios residenciais com cerca de 1800 GWp e edifícios não residenciais com cerca de 500 GWp.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Caso esta capacidade fosse totalmente aproveitada, a produção anual poderia atingir os 2750 TWh, o equivalente a cerca de 40% da procura de electricidade num sistema energético 100% renovável na UE até 2050.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<h4 aria-level="3"><b><span data-contrast="auto">Contributo para as metas de 2030 e 2050</span></b><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;134245418&quot;:true,&quot;134245529&quot;:true,&quot;335559738&quot;:281,&quot;335559739&quot;:281}"> </span></h4>
<p><span data-contrast="auto">O estudo indica que, já até 2030, mais de metade da meta europeia de 700 GW de capacidade fotovoltaica instalada poderia ser alcançada recorrendo apenas a telhados de edifícios não residenciais. Edifícios de grande dimensão, com áreas de cobertura superiores a 2000 metros quadrados, poderiam acolher cerca de 355 GW de capacidade.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:1,&quot;335551620&quot;:1,&quot;335559685&quot;:0,&quot;335559737&quot;:0,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240,&quot;335559740&quot;:279}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Em países como Chipre, Finlândia e Dinamarca, os telhados não residenciais teriam potencial para cobrir 95% ou mais das metas nacionais de energia solar definidas nos Planos Nacionais de Energia e Clima (PNEC) para o período 2021-2030, actualizados em 2024. A análise sugere ainda que o aproveitamento integral do potencial solar em telhados ultrapassaria a capacidade necessária em cenários de emissões líquidas zero para 2050.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<h4 aria-level="3"><b><span data-contrast="auto">Uma oportunidade ainda pouco explorada</span></b><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;134245418&quot;:true,&quot;134245529&quot;:true,&quot;335559738&quot;:281,&quot;335559739&quot;:281}"> </span></h4>
<p><span data-contrast="auto">Apesar deste potencial, apenas cerca de 10% dos telhados dos edifícios europeus estão actualmente equipados com painéis solares. Ainda assim, os sistemas instalados em coberturas já representam 61% da capacidade fotovoltaica total da UE, que atingiu 339 GWp em 2024.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Os edifícios são responsáveis por cerca de 42% do consumo de energia e 36% das emissões de gases com efeito de estufa relacionadas com a energia na União Europeia, o que os torna um elemento central da estratégia climática. No entanto, a taxa de electrificação das habitações permanece baixa, situando-se nos 26%, segundo dados do Eurostat.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Com a maioria do parque imobiliário actual prevista para continuar em uso até 2050, o estudo indica que a integração de painéis solares em telhados durante processos de renovação surge como uma solução-chave para reduzir emissões, baixar facturas energéticas e apoiar a electrificação do aquecimento através de bombas de calor e da mobilidade eléctrica.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p>Fotografia de destaque: © Shutterstock</p><p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/energia-solar-nos-telhados-podera-suprir-40-da-procura-de-electricidade-da-ue-ate-2050/">Energia solar nos telhados poderá suprir 40% da procura de electricidade da UE até 2050</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
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		<item>
		<title>Nova edição Novembro/Dezembro 2025 &#124; Fotovoltaico descentralizado: Uma aposta necessária!</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/nova-edicao-novembro-dezembro-2025-fotovoltaico-descentralizado-uma-aposta-necessaria/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Edifícios e Energia]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Nov 2025 08:00:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[BIPV]]></category>
		<category><![CDATA[descentralização]]></category>
		<category><![CDATA[desempenho energético]]></category>
		<category><![CDATA[edifícios]]></category>
		<category><![CDATA[eficiência energética]]></category>
		<category><![CDATA[fotovoltaico]]></category>
		<category><![CDATA[solar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com a nova regulamentação sobre o desempenho energético dos edifícios a chegar e o mercado europeu a contrair, Portugal precisa de dar um novo impulso ao fotovoltaico. Mais apoios e maior integração arquitectónica são fundamentais para que a descarbonização dos nossos edifícios deixe de ser uma miragem em 2050.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h4 class="p1"><span class="s1"><b><a href="https://leitor.medialine.pt/"><img fetchpriority="high" decoding="async" class=" wp-image-33600 aligncenter" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/11/CapaEE162Website-225x300.png" alt="" width="433" height="577" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/11/CapaEE162Website-225x300.png 225w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/11/CapaEE162Website.png 600w" sizes="(max-width: 433px) 100vw, 433px" /></a></b></span></h4>
<h3>Fotovoltaico descentralizado: Uma aposta necessária!</h3>
<p class="p2">Com a nova regulamentação sobre o desempenho energético dos edifícios a chegar e o mercado europeu a contrair, Portugal precisa de dar um novo impulso ao fotovoltaico. Mais apoios e maior integração arquitectónica são fundamentais para que a descarbonização dos nossos edifícios deixe de ser uma miragem em 2050.</p>
<p>Ainda nesta edição:</p>
<h4 class="p2"><span class="s1"><b>OPINIÃO</b></span></h4>
<p>Eduardo Maldonado: &#8220;A Região Europa da ASHRAE adotou o lema &#8216;Engineering Global Net Zero'&#8221;;</p>
<p class="p2">Serafin Graña: ““Contextualização da diretiva sobre o desempenho energético dos edifícios (EPBD)&#8221;;</p>
<p class="p2">Carlos Oliveira: &#8220;Energia solar integrada&#8221;.</p>
<h4><strong>DESTAQUE</strong></h4>
<p>Jornadas de Climatização: “Estratégias para os edifícios zero emissões com elevada qualidade do ambiente interior”.</p>
<h4><strong>A CONVERSA</strong></h4>
<p>Entre o sensor e o algoritmo: &#8220;O futuro digital do sector do AVAC&amp;R&#8221;.</p>
<h4>CIDADES</h4>
<p>Fachadas solares em altura: Benidorm como um laboratório de reabilitação energética.</p>
<h4><strong>CONSTRUÇÃO SUSTENTÁVEL</strong></h4>
<p>Passaportes Digitais: “Da informação disponível à implementação para edifícios inteligentes e circulares”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p class="p6" style="text-align: center;"><em><span class="s1"><strong>Não perca estes e outros temas na edição de Novembro/Dezembro de 2025.<br />
</strong><strong>Saiba mais <a href="http://loja.medialine.pt/Loja/?p=edificiosenergia" target="_blank" rel="noopener"><span class="s5">aqui</span></a>.</strong></span></em></p>
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		<item>
		<title>Solução completa da OBO para sistemas fotovoltaicos seguros</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/empresas/solucao-completa-da-obo-para-sistemas-fotovoltaicos-seguros/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Edifícios e Energia]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jul 2024 07:30:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[energia solar]]></category>
		<category><![CDATA[Estruturas fotovoltaico]]></category>
		<category><![CDATA[fotovoltaico]]></category>
		<category><![CDATA[Instalações de segurança e proteção]]></category>
		<category><![CDATA[Instalações elétricas]]></category>
		<category><![CDATA[Instalações em edifícios]]></category>
		<category><![CDATA[Instalações industriais]]></category>
		<category><![CDATA[Material para instalações eléctricas]]></category>
		<category><![CDATA[OBO]]></category>
		<category><![CDATA[obo bettermann]]></category>
		<category><![CDATA[OBO Bettermann Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[OBO Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[sistemas fotovoltaicos]]></category>
		<category><![CDATA[solar]]></category>
		<category><![CDATA[Suportes fotovoltaico]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A OBO Bettermann Portugal, fabricante de material elétrico especialista em soluções para instaladores, está empenhada em oferecer soluções de sistemas abrangentes para moldar a transição energética e trazer sustentabilidade às cidades e para isso ...</p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/empresas/solucao-completa-da-obo-para-sistemas-fotovoltaicos-seguros/">Solução completa da OBO para sistemas fotovoltaicos seguros</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<section class="elementor-section elementor-inner-section elementor-element elementor-element-daaf713 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default" data-id="daaf713" data-element_type="section" data-settings="{&quot;background_background&quot;:&quot;classic&quot;}"></section>
<p>A <a href="https://www.obo.pt/" target="_blank" rel="noopener"><strong>OBO Bettermann Portugal</strong></a>, fabricante de material elétrico especialista em soluções para instaladores, está empenhada em oferecer soluções de sistemas abrangentes para moldar a transição energética e trazer sustentabilidade às cidades e para isso disponibiliza opções específicas, completas e abrangentes que protegem o sistema fotovoltaico contra descargas atmosféricas e danos causados por sobretensões.</p>
<p>A aquisição de um sistema fotovoltaico está associada a um investimento elevado que deve ser amortizado o mais rápido possível, por isso é importante que a sua disponibilidade contínua seja assegurada.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img decoding="async" class="wp-image-27250 aligncenter" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/07/OBO_fotovoltaico-300x157.png" alt="" width="503" height="263" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/07/OBO_fotovoltaico-300x157.png 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/07/OBO_fotovoltaico-610x319.png 610w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/07/OBO_fotovoltaico.png 650w" sizes="(max-width: 503px) 100vw, 503px" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Instalações rápidas e seguras</strong></p>
<p>As soluções dos sistemas <strong>OBO</strong> são projetadas para instalações rápidas, flexíveis, eficientes e permanentemente seguras, garantindo uma operacionalização estável e confiável do sistema fotovoltaico mesmo em condições climatéricas adversas.</p>
<p>Os sistemas fotovoltaicos são instalados sobre o telhado ou em espaço aberto, o que os torna particularmente expostos a descargas atmosféricas e sobretensões. Em caso de danificação do sistema, o rendimento durante o período de reparação perde-se e existirão custos adicionais, por exemplo com a substituição do inversor.</p>
<p><iframe title="Energia solar: a solução completa da OBO para sistemas fotovoltaicos seguros (EN) - OBO Bettermann" width="800" height="450" src="https://www.youtube.com/embed/AWWWnn__Yvs?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Conhecimento técnico para instaladores</strong></p>
<p>Os guias de instalação e planeamento bem fundamentados são documentos que permitem uma instalação segura e conforme com os padrões técnicos e legais. As formações abrangentes e práticas em sistemas fotovoltaicos fornecidas pela <strong>OBO Bettermann</strong> capacitam os profissionais para instalar, operacionalizar e efetuar a manutenção dos sistemas com conhecimento especializado. A disponibilidade para um apoio personalizado durante a instalação e funcionamento das soluções para sistemas fotovoltaicos auxiliam na otimização do desempenho e na resolução de eventuais problemas de forma rápida e eficaz.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div class="elementor-container elementor-column-gap-default"></div>
<section class="elementor-section elementor-inner-section elementor-element elementor-element-daaf713 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default" data-id="daaf713" data-element_type="section" data-settings="{&quot;background_background&quot;:&quot;classic&quot;}">
<div class="elementor-container elementor-column-gap-default"></div>
</section>
<div style="text-align: center;"><em><strong>O texto acima é da inteira responsabilidade das empresas/entidades em causa.</strong></em><br />
<em><strong>Fonte: Press Release</strong></em></div>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/empresas/solucao-completa-da-obo-para-sistemas-fotovoltaicos-seguros/">Solução completa da OBO para sistemas fotovoltaicos seguros</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Cleanwatts lança CER com Metalusa e procura membros entre negócios e famílias da região</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/empresas/cleanwatts-lanca-cer-com-metalusa-e-procura-membros-entre-negocios-e-famiiias-da-regiao-140224-1-1/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Edifícios e Energia]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Feb 2024 12:55:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[albergaria-a-velha]]></category>
		<category><![CDATA[autoconsumo]]></category>
		<category><![CDATA[cer]]></category>
		<category><![CDATA[Cleanwatts]]></category>
		<category><![CDATA[comunidade de energia renovável]]></category>
		<category><![CDATA[metalusa]]></category>
		<category><![CDATA[paineis fotovoltaicos]]></category>
		<category><![CDATA[solar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Cleanwatts, empresa pioneira em Comunidades de Energia Renovável (CER) em Portugal, vai lançar uma CER em Albergaria-a-Velha, Aveiro, com a Metalusa, indústria de renome no fabrico e comercialização de equipamentos para empresas de construção e infraestruturas.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/empresas/cleanwatts-lanca-cer-com-metalusa-e-procura-membros-entre-negocios-e-famiiias-da-regiao-140224-1-1/">Cleanwatts lança CER com Metalusa e procura membros entre negócios e famílias da região</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="p1"><strong>A <a href="https://cleanwatts.energy/" target="_blank" rel="noopener"><span class="s1">Cleanwatts</span></a>, empresa pioneira em Comunidades de Energia Renovável (CER) em Portugal, vai lançar uma CER em Albergaria-a-Velha, Aveiro, com a <a href="https://www.metalusa.pt/" target="_blank" rel="noopener">Metalusa</a>, indústria de renome no fabrico e comercialização de equipamentos para empresas de construção e infraestruturas.</strong></p>
<p>Esta comunidade tem capacidade para apoiar várias empresas e negócios locais, bem como famílias da região, como é o caso dos trabalhadores da Metalusa. E é disso que a Cleanwatts está à procura: famílias, empresas e negócios que se queiram juntar e consumir energia limpa a uma tarifa mais baixa que a do mercado.</p>
<p>A nova CER servirá várias famílias e negócios na zona de Albergaria-a-Velha, na proximidade da instalação fotovoltaica. Até ao momento, a comunidade conta já com alguns membros, mas há ainda espaço para acolher mais interessados em participar nesta partilha comunitária de energia.</p>
<p>“Esta Comunidade de Energia, já instalada e em pleno funcionamento, pronta para receber novos membros, para além de permitir à Metalusa apoiar as famílias e negócios da comunidade, terá ainda um forte impacto ambiental, aumentando a neutralidade carbónica da empresa e contribuirá para a sua independência energética”, explica Maria João Benquerença, Diretora das Comunidade de Energia da Cleanwatts em Portugal.</p>
<p>A responsável destaca ainda que “a energia é um dos grandes desafios das empresas em geral e da indústria em particular, não só pelos custos que acarreta, como também pelo impacto que tem na pegada ecológica”. “A sustentabilidade energética e ambiental são uma preocupação louvável de todos, e a Cleanwatts está empenhada em ajudar o tecido empresarial e industrial a ser mais sustentável e competitivo. Para além disso, as empresas têm hoje um forte papel social que não pode, nem deve, ser descurado.”</p>
<p>Este projeto, que vem no seguimento de outros que a Cleanwatts tem vindo a desenvolver, nacional e internacionalmente, com empresas do setor industrial, tem como objetivo “a sustentabilidade, a redução de custos relacionados com a energia e o combate à pobreza energética das famílias carenciadas da região”. A central fotovoltaica, com uma potência instalada de 630 kWp, instalada nas coberturas da Metalusa, não teve qualquer custo para o cliente, tendo a Cleanwatts assumido a totalidade do investimento.</p>
<p>A CER da Metalusa, com 1340 painéis e uma produção de 773 MWh/ano, possibilita que a empresa tenha uma poupança média na sua tarifa de eletricidade de 40%, bem como uma maior independência energética. Para além disso, é evitada a emissão de 203 toneladas equivalentes de CO2 por ano.</p>
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<p><img decoding="async" class="wp-image-25852 aligncenter" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/02/metalusa.png" alt="" width="362" height="189" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/02/metalusa.png 650w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/02/metalusa-300x157.png 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/02/metalusa-610x319.png 610w" sizes="(max-width: 362px) 100vw, 362px" /></p>
<p>“Foi um projeto de elevada importância”, destaca José Amorim, Administrador de Operações da Metalusa, em particular pelo papel fundamental que teve ao permitir à empresa a “redução dos seus custos de produção, nomeadamente nas horas de maior consumo e simultaneamente com o custo mais elevado da energia, com a consequente melhoria na competitividade geral da empresa”. Na sua visão, o objetivo da criação de uma CER é “claramente a melhoria da eficiência dos processos, de forma a ter produtos competitivos e em simultâneo a diminuição da pegada ecológica inserida na cultura da sustentabilidade”.</p>
<p>Para a Metalusa, a “redução dos custos de produção (via custo da energia), a satisfação dos colaboradores, a adoção de políticas sustentáveis com a utilização de fontes de energia renováveis, que serve como um exemplo para a mudança necessária das atividades humanas, com impacto nas alterações climáticas” seriam, sem dúvida, os principais benefícios a destacar.<br />
Quanto à satisfação dos colaboradores, José Amorim elabora: “Todas as medidas que contribuem para a ajuda aos colaboradores são bem-vindas e ajudam no processo de satisfação e retenção dos mesmos. Nesse sentido esta iniciativa, com a redução do custo da energia aos colaboradores justifica claramente a criação da Comunidade da Energia”.</p>
<p>A adesão à CER é totalmente grátis e não implica cancelamento de contrato com o fornecedor atual. Os membros manterão o seu fornecedor para a compra da energia que a CER não puder fornecer (por exemplo, a energia consumida durante a noite). A Cleanwatts trata de todo o processo burocrático e os membros continuarão a receber uma fatura do atual comercializador, com a quantidade de energia consumida exclusivamente dele. Adicionalmente, os membros receberão uma fatura da sua CER local, relativa ao seu consumo de energia limpa. O consumo não será faturado duas vezes, será apenas dividido em função da origem da energia.</p>
<p><em>Quem estiver interessado em fazer parte desta comunidade pode pedir informações através do email csm@cleanwatts.energy.</em></p>
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<p style="text-align: center;"><strong><em>O texto acima é da inteira responsabilidade da empresa/entidade em causa.</em></strong><br />
<strong>FONTE: <em>Press Release</em></strong></p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/empresas/cleanwatts-lanca-cer-com-metalusa-e-procura-membros-entre-negocios-e-famiiias-da-regiao-140224-1-1/">Cleanwatts lança CER com Metalusa e procura membros entre negócios e famílias da região</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
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		<title>GENERA 2024: começa hoje o principal evento em energias renováveis e eficiência energética</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/empresas/genera2024-comeca-hoje-o-principal-evento-em-energias-renovaveis-e-eficiencia-energetica-060224-1/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Edifícios e Energia]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Feb 2024 11:08:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[eficiência energética]]></category>
		<category><![CDATA[fotovoltaico]]></category>
		<category><![CDATA[genera2024]]></category>
		<category><![CDATA[ifema madrid]]></category>
		<category><![CDATA[renováveis]]></category>
		<category><![CDATA[solar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Feira Internacional de Energia e Meio Ambiente decorre de 6 a 8 de Fevereiro, com um número recorde de empresas e espaços de exposição. O evento conta com 500 expositores, mostrando a crescente importância do setor de energias renováveis.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A Feira Internacional de Energia e Meio Ambiente decorre de 6 a 8 de Fevereiro, com um número recorde de empresas e espaços de exposição. O evento conta com 500 expositores, mostrando a crescente importância do setor de energias renováveis.</strong></p>
<p>Na <a href="https://www.ifema.es/en/genera" target="_blank" rel="noopener">GENERA 2024</a> estarão presentes os últimos avanços em eficiência energética, tecnologia adaptada ao sector e ao meio ambiente, juntamente com um programa de atividades incluídas em dois fóruns: o Fórum Genera 2024 e o Fórum Genera Solar.</p>
<p>Este evento promete uma participação impressionante, com um aumento de 25% no número de empresas participantes, totalizando 500 expositores. Estas empresas apresentarão as suas inovações numa área de exposição de 24.000 m2 localizada nos pavilhões 9 e 10 da IFEMA MADRID, juntamente com conferências técnicas realizadas no Centro de Convenciones Norte.</p>
<p>A importância do evento está na presença de empresas internacionais, tornando-o numa montra de referência para o setor energético. Os dados demonstram que a Feira Internacional de Energia e Meio Ambiente contará com 208 empresas de 23 países, representando 41% da participação global. Destacam-se empresas da Alemanha, China e Turquia. A lista está completa e inclui Áustria, Bélgica, Bósnia-Herzegovina, Bulgária, Chipre, República Checa, França, Israel, Itália, Lituânia, Luxemburgo, Países Baixos, Polónia, Portugal, Singapura, Espanha, Suécia, Suíça e EUA.</p>
<p>A feira GENERA 2024 contará com a presença não só com uma lista completa de empresas participantes, mas também de associações e instituições líderes do setor. Estes incluem a Associação de Empresas de Eficiência Energética (A3E), a Associação Nacional de Empresas de Serviços Energéticos (ANESE), a Associação Empresarial para o Desenvolvimento e Promoção da Mobilidade Elétrica (AEDIVE), Solartys, o cluster espanhol de energia solar e transição energética, e a União Fotovoltaica Espanhola (UNEF). Estarão presentes também diversas organizações, incluindo ACOGEN, AEE, ADHAC, AeH2, AELEC, AEPIBAL, AMI, APPA, ASEALEN, ASEME, ASIT, ATECYR, ATEG.ES, CENER, CIDE, Ciemat, COGEN España, ENTRA, FENIE , ICOG, IMDEA Energia, entre outros.</p>
<p>Consulte o calendário completo de atividades neste <a href="https://www.ifema.es/genera/horario-actividades">link</a>.</p>
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<p style="text-align: center;"><strong><em>O texto acima é da inteira responsabilidade da empresa/entidade em causa.</em></strong><br />
<strong>FONTE: <em>Press Release</em></strong></p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/empresas/genera2024-comeca-hoje-o-principal-evento-em-energias-renovaveis-e-eficiencia-energetica-060224-1/">GENERA 2024: começa hoje o principal evento em energias renováveis e eficiência energética</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
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		<item>
		<title>Compatibilidade de inversores SMA STP-X em dispositivos Victron GX com a Suministros Orduña</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/empresas/compatibilidade-de-inversores-sma-stpx-em-dispositivos-victron-gx-com-a-suministros-orduna/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Edifícios e Energia]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Feb 2024 16:00:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[fotovoltaico]]></category>
		<category><![CDATA[inversor solar]]></category>
		<category><![CDATA[inversores fotovoltaicos]]></category>
		<category><![CDATA[renováveis]]></category>
		<category><![CDATA[solar]]></category>
		<category><![CDATA[suministros orduna]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Suministros Orduña, mais concretamente o seu departamento técnico, dedicou os seus esforços na deteção do problema de compatibilidade e à sua posterior solução. Tudo isto em colaboração com os fabricantes SMA e Victron Energy.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A <a href="https://tienda.suministrosorduna.com/pt/" target="_blank" rel="noopener">Suministros Orduña</a>, mais concretamente o seu departamento técnico, dedicou os seus esforços na deteção do problema de compatibilidade e à sua posterior solução. Tudo isto em colaboração com os fabricantes SMA e Victron Energy.</strong></p>
<p>Os novos modelos da gama de inversores Sunny Tripower X permitem a sua monitorização nos dispositivos GX da Victron Energy GX.</p>
<p>Este acoplamento CA refere-se a instalações que têm um inversor de bateria Victron Energy (multiplus, multiplus II ou Quattro) e instalam um inversor de rede no barramento AC do equipamento Victron Energy.</p>
<p>Por sua vez, a SMA, principal fabricante de inversores de ligação à rede e de instalações isoladas, disponibiliza  nos seus equipamentos de string Sunny Boy e nos trifásicos Sunny Tripower, a compatibilidade necessária para a monitorização.</p>
<p>Esta última gama tem como exceção os novos modelos de inversores Sunny tripower X, que incluem protocolos de comunicação modbus e requerem a implementação do mapeamento pela <a href="https://www.victronenergy.com" target="_blank" rel="noopener">Victron Energy</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong>O texto acima é da inteira responsabilidade da empresa/entidade em causa.</strong><br />
<strong>FONTE: <em>Press Release</em></strong></p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/empresas/compatibilidade-de-inversores-sma-stpx-em-dispositivos-victron-gx-com-a-suministros-orduna/">Compatibilidade de inversores SMA STP-X em dispositivos Victron GX com a Suministros Orduña</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
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		<item>
		<title>Pedro Dias: “O futuro da energia nos edifícios é multi-tecnológico”</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/entrevista/pedro-dias-o-futuro-da-energia-nos-edificios-e-multi-tecnologico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sónia Sul]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jan 2024 08:28:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Pedro Dias]]></category>
		<category><![CDATA[pobreza energética]]></category>
		<category><![CDATA[solar]]></category>
		<category><![CDATA[Solar Heat Europe]]></category>
		<category><![CDATA[solar térmico]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pedro Dias, Policy Director da associação europeia Solar Heat Europe, deixa-nos uma reflexão sobre o contributo do solar térmico para a transição energética. Num mercado com forte cunho europeu, novas soluções e potencial inexplorado, a perspectiva é de crescimento.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/entrevista/pedro-dias-o-futuro-da-energia-nos-edificios-e-multi-tecnologico/">Pedro Dias: “O futuro da energia nos edifícios é multi-tecnológico”</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Pedro Dias, <em>Policy Director</em> da associação europeia <a href="https://solarheateurope.eu/" target="_blank" rel="noopener">Solar Heat Europe</a>, deixa-nos uma reflexão sobre o contributo do solar térmico para a transição energética. Num mercado com forte cunho europeu, novas soluções e potencial inexplorado, a perspectiva é de crescimento.<br /></strong></p>
<p><strong>Como é que o sector do aquecimento e arrefecimento com base no solar térmico pode ajudar a acelerar a descarbonização dos edifícios e da indústria, bem como contribuir para cidades mais sustentáveis?</strong></p>
<p>Pode contribuir de inúmeras formas e já tem vindo a fazê-lo durante muitas décadas. Temos mais de dez milhões de instalações solares térmicas em edifícios residenciais por toda a Europa que são importantes para o processo de descarbonização porque 80 % do consumo de energia nestes edifícios é para aquecimento, aquecimento ambiente ou águas quentes sanitárias (AQS). [A parcela para] AQS, por si só, representa 14,5 % do consumo dos edifícios e é mais do que [a parcela para] o consumo de electricidade para electrodomésticos, por exemplo. Para conseguirmos descarbonizar os edifícios precisamos de diferentes opções [tecnológicas], precisamos de ter mais produção nos próprios edifícios e o solar térmico tem provas dadas. Continua a apresentar novas soluções no mercado, para o fazer de forma fiável e competitiva em termos de custos. O mesmo para a indústria. A aplicação solar térmica na indústria em maior escala é relativamente recente, mas tem um potencial enorme e há um número crescente de indústrias a usarem o solar térmico. Há quatro anos, o maior sistema para a indústria na Europa era na Grécia, com 2 MW de capacidade. Neste momento, estamos a construir sistemas de 20 MW na Croácia e de 30 MW em Espanha. Os sistemas estão a ficar cada vez maiores e a crescer em número. É um potencial subexplorado. Estamos a falar de muitos milhares de sítios industriais que podem adoptar o solar térmico para conseguirem uma fonte de energia sustentável, previsível e com custos estáveis.</p>
<p><strong>Um potencial técnico ou de novas geografias?</strong></p>
<p>Ambas as coisas. Na indústria, um dos desafios da aplicação do solar térmico é que cada sector tem necessidades específicas, o que quer dizer que cada um quer ver exemplos da aplicação do solar térmico no próprio sector [industrial]. A demonstração é feita quase sector a sector. Não é só uma questão do solar térmico; é uma questão mais geral [idêntica ao que acontece com outras tecnologias renováveis de aquecimento], mas afecta uma introdução mais rápida da tecnologia e a consciencialização sobre o seu potencial, mesmo que existam já casos de sucesso noutros sectores industriais. Há também, em termos geográficos, países que estão claramente a demorar mais tempo nesta transição, e Portugal é um deles. Em Portugal, há ainda muito pouco solar térmico em aplicações industriais, embora seja um dos países com melhores condições para isso. Em países mais a Norte da Europa, há uma maior desconfiança quanto a este potencial, mas, por exemplo, o país com a maior utilização do solar térmico para redes de aquecimento urbano é a Dinamarca. A maior central solar térmica na Europa, com 110 MW, está na Dinamarca. Portanto, existe um potencial enorme, mas para acelerar a introdução destas soluções na indústria é preciso lidar com o desconhecimento, a desconfiança e a falta de exemplos de aplicações específicas. Depois há outras questões. O solar térmico é uma solução muito interessante para pequenas e médias empresas (PME), mas muitas PME têm, internamente, capacidade técnica limitada para lidarem com novas soluções energéticas. Normalmente, têm contratos de fornecimento de electricidade ou de gás e ainda não introduziram outras soluções de geração de energia. Muitas vezes, necessitam de algum apoio, não só financeiro, mas também técnico e logístico, para poderem considerar outras opções para as suas fábricas.</p>
<p><strong>O solar térmico remete-nos para AQS e aquecimento ambiente. Com apoio de outra tecnologia, também é possível utilizá-lo para arrefecimento?</strong></p>
<p>Também é possível usando chillers, que usam energia térmica, neste caso, calor, para gerar frio. Essas soluções existem, mas as empresas europeias com bastante conhecimento na área têm trabalhado mais para o Médio Oriente. Na Europa estas opções têm sido menos promovidas. É um tipo de solução que se aplica a edifícios maiores, comerciais ou de serviços, como hospitais ou<br />hotéis. Para grandes instalações já é competitiva e, com o tempo, começa também a sê-lo em edifícios mais pequenos.</p>
<p><strong>O mercado do solar térmico tem vindo a crescer. Que balanço faz desta realidade?</strong></p>
<p>Sim, desde 2018, excepto em 2020 com a pandemia, que o mercado tem crescido. No ano passado, cresceu 12 % e houve países como Itália a crescerem 40 %. Isto também tem a ver com uma maior consciencialização sobre a importância do aquecimento. Durante muitos anos, o foco das políticas energéticas foi a electrificação, as renováveis eléctricas. Com novas directivas comunitárias que estabeleceram objectivos em relação às renováveis de aquecimento, vários países começaram a prestar muito mais atenção ao aquecimento. Havia uma lacuna enorme porque as políticas energéticas normalmente lidam com questões geridas a nível nacional, como electricidade ou gás, e as questões do aquecimento são, sobretudo, locais, o que afectava o conhecimento e os dados disponíveis. Isso está a mudar, mais devagar do que aquilo que gostaríamos, mas vemos mais países a darem atenção às questões do aquecimento e das renováveis de aquecimento, e isso reflecte-se no solar térmico. Alguns países estão a apostar mais em soluções de redes de aquecimento urbano, outros em aplicações industriais, outros em edifícios, mas o conjunto dessas diferentes situações tem levado a um maior desenvolvimento geral do mercado do solar térmico a nível europeu.</p>
<p><strong>Têm aparecido empresas novas no mercado?</strong></p>
<p>Sim. Há empresas que aparecem no mercado com novas soluções tecnológicas, novos tipos de colectores e de painéis, seja de concentração, sejam até planos, mas com vácuo como forma de isolamento, numa perspectiva de torná-los mais competitivos. Os tubos de vácuo são a tecnologia mais usada a nível mundial; é a que a China mais usa. Na Europa, usamos muito os colectores planos e também temos bastantes de vácuo. Os colectores planos de vácuo é que são menos comuns e, embora não seja um conceito novo, há soluções relativamente novas, e que têm estado a crescer, para chegarem a temperaturas mais altas, o que faz a diferença em grandes instalações, em aplicações industriais e em redes de aquecimento urbano. A Alemanha está com um número recorde de novas instalações de solar térmico para aquecimento urbano – vinte e tal a serem construídas. Os Países Baixos estão agora a construir uma de 30 MW com colectores planos de vácuo. Na Grécia, algumas empresas têm mostrado casos de fábricas inovadoras, mas grande parte da inovação na aplicação industrial ou em larga escala do solar térmico tem acontecido no Norte da Europa, curiosamente, através de empresas na Dinamarca, Suécia, Finlândia, Inglaterra. Mas tem havido novas soluções tecnológicas, como os painéis solares híbridos ou PVTs, que são fotovoltaicos e térmicos e que, se forem cobertos, podem chegar a ter uma eficiência de 90 %, e, nesse caso, as empresas mais inovadoras estão em França, Espanha e Países Baixos. Depois, há empresas que surgem a especializarem- se mais no desenvolvimento de projectos, na parte de financiamento ou no desenho técnico de configurações. Há ainda um número maior de start-ups no sector e de empresas a inovarem bastante. É uma dinâmica interessante e é relativamente recente – quatro, cinco anos. É importante notar também que, no mercado do solar térmico, mais de 90 % do que é vendido na Europa é produzido na Europa. Tanto temos fabricantes em Portugal, como temos fabricantes na Finlândia, no Chipre, na Suécia. E estes não estão dependentes do fornecimento de materiais críticos na medida em que o fornecimento de componentes e materiais é, na maior parte, baseado na Europa e que, quando não é, há bastantes opções. Além disso, a indústria do solar térmico na Europa é exportadora. Países como a Grécia e a Áustria estão entre os maiores produtores europeus de solar térmico e são exportadores.</p>
<p><strong>Uma vez comentou que a Europa não está a enfrentar uma crise de gás, mas uma crise de calor. O que quer dizer com isto?</strong></p>
<p>O aquecimento representa 50 % do consumo de energia a nível europeu. Portanto, quando falamos de gás e fornecimento de gás, a questão coloca-se, sobretudo, em relação ao Inverno porque é quando temos maior necessidade de aquecimento. Na Europa, 80 % do consumo nas habitações está ligado ao aquecimento ambiente e ao de AQS. O que é dramático não é o aspecto da produção eléctrica; é o aquecer as casas e manter o fornecimento à indústria, cujas necessidades de aquecimento também são relevantes. Apesar de haver uma tendência para a electrificação, estamos muito longe de ter capacidade para cobrir as necessidades brutais que temos de aquecimento com recurso à rede eléctrica. Basta comparar as exigências de aquecimento e as de consumo de electricidade para ver a discrepância. Estamos a falar de algo muito mais dramático, muito mais exigente e com um grande impacto no conforto, no bem-estar, na saúde dos cidadãos, e ainda na competitividade das indústrias.</p>
<p><strong>Nessa via da electrificação, o fotovoltaico é uma forte aposta e está muito presente, por exemplo, em comunidades de energia renovável (CER). Como equacionar osolar térmico nestas iniciativas?</strong></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-25390 size-medium alignright" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/01/Pedro-Picture-Edited-Website_edited-235x300.jpg" alt="" width="235" height="300" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/01/Pedro-Picture-Edited-Website_edited-235x300.jpg 235w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/01/Pedro-Picture-Edited-Website_edited-802x1024.jpg 802w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/01/Pedro-Picture-Edited-Website_edited-768x980.jpg 768w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/01/Pedro-Picture-Edited-Website_edited-1203x1536.jpg 1203w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/01/Pedro-Picture-Edited-Website_edited-1604x2048.jpg 1604w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/01/Pedro-Picture-Edited-Website_edited-610x779.jpg 610w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/01/Pedro-Picture-Edited-Website_edited-1080x1379.jpg 1080w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/01/Pedro-Picture-Edited-Website_edited-scaled.jpg 940w" sizes="(max-width: 235px) 100vw, 235px" /></p>
<p>O modelo de negócio das CER facilita a aposta na produção de electricidade através do fotovoltaico ou das eólicas. Há contratos de fornecimento, há previsibilidade em relação à produção expectável durante os vários anos [de contrato] e ao potencial rendimento das soluções. Os investimentos, normalmente, estão muito focados nessas soluções, mas já vemos algumas CER, num processo ainda embrionário, a olharem para opções em termos de calor. Recentemente, estive na inauguração de uma central solar térmica para uma indústria química, na Bélgica, em que 20 % do investimento era feito por uma CER belga, mas, nesse caso, o modelo de negócio era mais parecido com o habitual, em que há um contrato de fornecimento de energia e uma maior clareza na percepção do risco do investimento e dos potenciais ganhos. Quando falamos em habitações, por exemplo, há mais dificuldade pelo número muito maior de sistemas, que resulta em mais trabalho contratual. É uma questão de facilitar ou criar novas soluções para contratos de fornecimento de calor – para as indústrias, o que já se faz, e também a nível residencial, em grandes edifícios, etc. Quando isso estiver mais desenvolvido, tenho a certeza de que teremos muitas mais CER a adoptarem ou a investirem em soluções de aquecimento renovável.</p>
<p><strong>Como funcionaria o solar térmico nessas CER? Haveria partilha de excedente, como pode acontecer com o fotovoltaico?</strong></p>
<p>Quando estamos a falar de edifícios que têm uma área disponível para instalação de renováveis limitada, normalmente telhados, a questão essencial é a do armazenamento. Lá está, na Europa, o consumo eléctrico para electrodomésticos [e iluminação] é, em média, 15 % do consumo de um edifício e as necessidades de calor, sendo uma parte tão grande do consumo, muitas vezes não estão a ser supridas completamente por causa das limitações em termos de área. Num edifício com dez andares, produzir AQS para todos já é, por si só, um desafio, pelo que os edifícios, para produzirem a própria energia, terão que fazer uma gestão das variações entre produção e consumo. Portanto, o armazenamento é uma questão importante para os edifícios, e para a indústria também, mas quando falamos nele falamos muito em baterias e esquece-se o armazenamento térmico. Todos os sistemas solares térmicos têm armazenamento incluído. Em Portugal, um sistema típico tem 22 kWh de capacidade de armazenamento. Quanto é que isso ia custar se estivéssemos a falar de baterias, que até são mais sensíveis do ponto de vista ambiental? Para armazenar o mesmo, seriam largos milhares de euros. Injectar electricidade na rede faz sentido porque, hoje, as baterias são muito caras. Mas e se armazenarmos a energia na forma de calor? O armazenamento térmico é muito mais barato, muito mais disseminado e subaproveitado. Temos mais de dez milhões de sistemas solares térmicos na Europa, cada um com armazenamento integrado. O que acontece é que o armazenamento térmico ainda não é considerado como uma solução integral de cada edifício. Quando os edifícios forem capazes de ter esse armazenamento, soluções para armazenar a curto prazo, de um dia para o outro, e também a mais longo prazo, entre estações do ano, então terão muito mais flexibilidade e capacidade de suprir as próprias necessidades.</p>
<p><strong>As necessidades de autoconsumo?</strong></p>
<p>Sim, porque o nosso maior consumo é de calor e faz mais sentido guardar a energia do que vendê-la à rede se o custo de armazenamento compensar o diferencial de preço entre o valor a que vendemos e aquele a que vamos comprar mais tarde. E o custo do armazenamento térmico é 15 vezes mais barato do que o armazenamento em baterias. Obviamente que se estivermos a falar de uma duração de meses o preço será mais caro, até porque para o armazenamento sazonal temos de calcular o número de ciclos de carga e descarga e amortizar o custo do equipamento por esse número. Ainda assim, temosarmazenamento térmico sazonal a ser usado em redes de aquecimento urbano, na Dinamarca, por exemplo.</p>
<p><strong>Nos planos europeus, também se tem apostado muito nas bombas de calor. Como é que o solar térmico se posiciona relativamente a esta tecnologia?</strong></p>
<p>Primeiro, temos de considerar que há uma variedade enorme de bombas de calor. Às vezes, simplifica-se e parece tudo igual, muito simples, e é mais complexo do que isso. As bombas de calor são uma tecnologia de eficiência energética e são renováveis consoante a fonte energética. Há as que recolhem calor ambiente, mais comuns, ou calor residual, as geotérmicas, que são as mais eficientes, mas também existem bombas de calor para AQS. Estamos a falar de produtos relativamente diferentes, em que a fonte de calor é importante. O solar térmico pode ser uma fonte de calor para as bombas de calor. Podem funcionar em conjunto e há vários exemplos no mercado, embora não sejam a solução mais comum. Há soluções no mercado que combinam até os PVTs com as bombas de calor. É uma solução bastante promissora, que não tem muitos exemplos, mas existe. A bomba de calor, basicamente, é uma tecnologia que multiplica uma fonte térmica original. É excelente, mas é preciso conhecer as diferenças e não colocar tudo no mesmo saco. Todas as opções – bombas de calor, fotovoltaico, solar térmico, biomassa – são necessárias. A nossa visão é de que a autoprodução e o autoconsumo nos edifícios passam por uma solução multi-tecnologia. Os consumidores estarão mais bem servidos quantas mais opções tiverem, porque vão ter mais garantias de que têm soluções que se adaptam ao seu caso, de que vai haver competição no mercado para haver produtos de melhor qualidade, a melhorpreço, com prazos de entrega razoáveis. E competição não é apenas entre o mesmo equipamento, mas entre soluções renováveis diferentes. Choca-me ver em opções políticas uma aposta numa única solução, porque acho que isso não serve os consumidores. Além disso, quando falamos de electrificação, ao mesmo tempo, temos que garantir a eficiência e que temos condições para uma maior electrificação, de forma sustentável, para não sobrecarregar a rede. Não temos capacidade suficiente para todas as casas terem bombas de calor e carros eléctricos, nem temos capacidade de investimento, e o tempo que isso demoraria e o que isso significaria para as casas leva-nos à questão de ser necessário ter edifícios mais auto-suficientes. A electrificação será mais sustentável se também houver uma gestão com soluções independentes ou off-grid, como o solar térmico com armazenamento. Estas soluções, muitas vezes esquecidas, são importantes e fazem parte da mesma discussão.</p>
<p><strong>O solar térmico está bem enquadrado na Directiva europeia para o Desempenho Energético dos Edifícios?</strong></p>
<p>A directiva é clara, porque se baseia também na directiva das renováveis, que, quando fala em energia solar, põe entre parêntesis solar térmico e solar fotovoltaico. Portanto, os documentos europeus, quando falam em solar, estão a falar das duas tecnologias. Agora, como o fotovoltaico tem muito mais projecção, muitas vezes, há quem interprete só como fotovoltaico. Temos discutido isso com a Comissão Europeia para se referirem mais vezes as duas tecnologias e para se tentar ter linguagem mais clara, até para evitar problemas de tradução porque “painel solar” poderá não ser traduzido para português nas duas formas pois dizemos mais colector quando nos referimos ao solar térmico. Temos tido problemas até com o IVA nalguns países porque a tradução cria essa confusão. Isso também acontece, por exemplo, na iniciativa europeia para a produção de energia solar nas coberturas dos edifícios [inserida no <em>REPowerEU</em>], que vai trazer essa obrigação nos próximos tempos. Este mandato é, muitas vezes, mal entendido como sendo um mandato para o fotovoltaico. Não é; é para o solar, fotovoltaico e térmico. Depois, há outras questões na directiva. No cálculo das poupanças de energia, quando se considera o fotovoltaico, substitui-se o consumo eléctrico e aplica-se um bónus que tem a ver com o factor de energia primária [devido à perda de energia por ineficiências]. As renováveis de aquecimento não têm esse bónus porque se considera que substituem gás. Mas, no fundo, estamos a falar de energia. Como é que uns ganham um bónus porque substituem electricidade e outros não porque substituem gás quando estamos a tentar substituir o gás com electricidade? Há algumas incongruências, algumas limitações nestas argumentações e alguns conceitos ambíguos ou amplos, porque os próprios Estados-Membros não querem directivas muito prescritivas. De certa forma, essa flexibilidade na implementação também é importante porque estamos a falar de realidades diferentes. Em Portugal, cada apartamento tem o seu esquentador ou a sua caldeira, e será muito difícil mudar. Isso faz muita confusão a alguém da Europa Central.</p>
<p><strong>A Solar Heat Europe lançou um roteiro para a energia solar térmica na Europa. Que impacto tem tido?</strong></p>
<p>A reacção ao roteiro foi muito interessante. No roteiro, identificámos algumas questões essenciais para serem trabalhadas, dando sugestões do lado da procura e do consumo de energia, algumas de nível europeu e muitas viradas para o nível nacional. Algumas vemos reflectidas no pacote <em>Fit for 55</em>. Mas não só. Tentámos, em termos de consciencialização, exemplificar algumas questões e isso teve uma repercussão muito interessante. Abordámos, por exemplo, a questão da densidade energética, explicando que, na mesma área de um edifício, o solar térmico produz três vezes mais do que um fotovoltaico, ou a de que, na Grécia, instalar um termossifão poupa mais emissões do que um carro eléctrico e custa 30 ou 40 vezes menos. Tentámos ainda comunicar de forma diferente para mostrar que o solar térmico é a tecnologia que oferece a energia a preços mais baixos, considerando os custos nivelados, ou, usando a ideia de COP [coeficiente de desempenho], que, se uma bomba de calor tem um COP de três, o solar térmico tem um de 60. Iremos trabalhar mais agora em sugestões para facilitar a fase de transposição das novas directivas europeias, das renováveis e da eficiência energética dos edifícios, que é essencial. Os países estarem a acordar para o aquecimento é muito importante e, sendo o aquecimento uma questão local, vai ser preciso haver comunicação entre políticas nacionais ou governo e municípios, que não têm competências de energia. A nível europeu, o trabalho que está a ser feito para tratar o aquecimento não é tão bom como deveria ser, mas a situação está a mudar. Queremos é que mude de forma mais rápida e com mais qualidade.<br />“Na mesma área de um edifício, o solar térmico produz três vezes mais do que um fotovoltaico.”</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><em style="text-align: center;">Este artigo foi originalmente publicado na <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/nova-edicao-novembro-dezembro-o-dominio-do-fotovoltaico/" target="_blank" rel="noopener">edição nº 150</a> da Edifícios e Energia (Novembro/Dezembro 2023).</em></strong></p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/entrevista/pedro-dias-o-futuro-da-energia-nos-edificios-e-multi-tecnologico/">Pedro Dias: “O futuro da energia nos edifícios é multi-tecnológico”</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
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		<title>Projecto português de reabilitação sustentável recebe distinção no âmbito do Novo Bauhaus Europeu</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/2806-projecto-portugues-de-reabilitacao-sustentavel-recebe-distincao-no-ambito-do-novo-bauhaus-europeu/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sónia Sul]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Jun 2023 08:40:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[construção sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[economia circular]]></category>
		<category><![CDATA[European Urban Initiative]]></category>
		<category><![CDATA[hidrogénio]]></category>
		<category><![CDATA[Novo Bauhaus Europeu]]></category>
		<category><![CDATA[solar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nesta edição dos Prémios Novo Bauhaus Europeu, cujos vencedores já foram dados a conhecer pela European Urban Initiative na quinta-feira, estreou-se também uma chamada paralela a acções inovadoras, na qual a iniciativa portuguesa ...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Nesta edição dos Prémios Novo Bauhaus Europeu, cujos vencedores já foram dados a conhecer pela European Urban Initiative na quinta-feira, estreou-se também uma chamada paralela a acções inovadoras, na qual a iniciativa portuguesa </span><em><span style="font-weight: 400;">Centro Viana S+T+ARTS</span></em><span style="font-weight: 400;"> se destacou como vencedora na área prioritária &#8220;Construção e renovação no espírito da circularidade e da neutralidade carbónica&#8221;.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No âmbito do<em> Novo Bauhaus Europeu</em>, a </span><a href="https://ec.europa.eu/commission/presscorner/detail/en/ip_23_3451"><span style="font-weight: 400;">European Urban Initiative promoveu</span></a><span style="font-weight: 400;">, neste ano, a par dos Prémios Novo Bauhaus Europeu, a primeira chamada a </span><i><span style="font-weight: 400;">Innovative Actions</span></i><span style="font-weight: 400;">. Com quatro categorias – construir e renovar no espírito da circularidade e da neutralidade climática, preservar e transformar o património cultural, adaptar e transformar os edifícios para soluções de habitação acessível, regenerar espaços urbanos –, este aviso seleccionou, entre 100 candidaturas, 14 acções, uma delas portuguesa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Trata-se do projecto </span><em><span style="font-weight: 400;">Centro Viana S+T+ARTS</span></em><span style="font-weight: 400;">, que, enquadrado na primeira categoria, consiste na reabilitação do edifício do antigo matadouro municipal da cidade de Viana de Castelo e na sua ampliação e transformação num centro de criação de tecnologia e arte.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Neste processo de renovação, o edifício irá “demonstrar um conjunto de soluções inovadoras de eficiência energética, hipocarbónicas e circulares”, incluindo o teste de novas tecnologias e novos componentes no terreno, além do alinhamento com os princípios de sustentabilidade, estética e inclusão do <em>Novo Bauhaus Europeu</em>,  <a href="https://www.urban-initiative.eu/calls-proposals/first-call-proposals-innovative-actions/selected-projects">refere a página da European Urban Initiative</a>.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A título de exemplo, o </span><span style="font-weight: 400;"><em>Centro Viana S+T+ARTS</em> </span><span style="font-weight: 400;">vai integrar, a nível de construção, práticas experimentais relacionadas com a utilização de resíduos naturais locais como materiais de construção. Já no que diz respeito à energia, vai fomentar um piloto para maximizar a produção de energia solar e um sistema inovador de armazenamento de excedente de energia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vai ser “o primeiro edifício a integrar uma divisão rotativa controlável digitalmente para maximizar a captação de energia solar”, explica a associação europeia. Além disso, vai incluir um sistema que não só armazena o excedente de energia eléctrica renovável do edifício na forma de hidrogénio verde como volta a transformar esse hidrogénio em electricidade quando há défice de produção de energia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O projecto </span><span style="font-weight: 400;"><em>Centro Viana S+T+ARTS</em> </span><span style="font-weight: 400;">é uma iniciativa conjunta da câmara municipal de Viana de Castelo, do Itecons, do Instituto Politécnico de Viana do Castelo, da INOVA+, da Associação Juvenil de Deão, da Associação Empresarial de Viana do Castelo, e do </span><em><span style="font-weight: 400;">hub</span></em><span style="font-weight: 400;"> DINAMO10.</span><span style="font-weight: 400;"> Agora com um apoio de quase cinco milhões de euros pelo FEDER, a obra do centro deverá estar concluída no prazo de dois anos.</span></p>
<p>Também os <a href="https://prizes.new-european-bauhaus.eu/">vencedores dos Prémios Novo Bauhaus Europeu</a> foram conhecidos na quinta-feira passada. Destes, destaca-se o <a href="https://prizes.new-european-bauhaus.eu/application/9773">projecto <em>TOVA</em></a>, distinguido na vertente &#8220;criando um ecossistema industrial circular e apoiando um pensamento de ciclo de vida&#8221; por ser o primeiro edifício espanhol concebido por impressão 3D utilizando materiais locais da arquitectura vernacular. Também a <a href="https://prizes.new-european-bauhaus.eu/application/1211">iniciativa francesa <em>Roofscapes</em></a>, na vertente de &#8220;reconexão da natureza&#8221;, aproveita o potencial dos telhados dos edifícios para criar, com módulos de madeira pré-fabricados, espaços verdes e acessíveis, de modo a mitigar o efeito ilha de calor e a potenciar a biodiversidade e o aproveitamento de águas pluviais.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/2806-projecto-portugues-de-reabilitacao-sustentavel-recebe-distincao-no-ambito-do-novo-bauhaus-europeu/">Projecto português de reabilitação sustentável recebe distinção no âmbito do Novo Bauhaus Europeu</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
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