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	<title>Arquivo de refrigerantes - Edificios e Energia</title>
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	<description>A Revista especializada de referência nos sectores de AVAC, eficiência energética, materiais de construção e edifícios.</description>
	<lastBuildDate>Wed, 17 Jun 2026 07:27:50 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivo de refrigerantes - Edificios e Energia</title>
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		<title>Relatório da BSRIA revela um mercado AVAC cada vez mais dividido entre eficiência e pressão nos preços </title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rita Galego]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2026 07:27:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[AVAC]]></category>
		<category><![CDATA[bsria]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A procura global por sistemas de ar condicionado e bombas de calor aumentou 245% desde 2010, mas o mercado mundial de AVAC atravessa uma fase marcada por dinâmicas distintas entre os segmentos residencial e comercial. A conclusão surge nos novos relatórios da BSRIA, que analisam 18 mercados de ar condicionado e 15 mercados de bombas de calor. </p>
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<p class="has-text-align-center has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-607f0078ea6bfe9353b04d8ddfb1d1ca wp-block-paragraph" style="font-size:14px;font-style:italic;font-weight:500;letter-spacing:0px"></p>


<p><b><span data-contrast="auto">A procura global por sistemas de ar condicionado e bombas de calor aumentou 245% desde 2010, mas o mercado mundial de AVAC atravessa uma fase marcada por dinâmicas distintas entre os segmentos residencial e comercial. A conclusão surge nos novos relatórios da BSRIA, que analisam 18 mercados de ar condicionado e 15 mercados de bombas de calor.</span></b><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">O estudo identifica uma crescente polarização do sector: por um lado, um mercado comercial de elevado valor acrescentado, impulsionado pela procura de soluções especializadas; por outro, um segmento residencial dominado por grandes volumes de vendas e por uma concorrência cada vez mais intensa, que está a pressionar os preços.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Segundo a BSRIA, esta evolução está a ser moldada por vários factores, entre os quais se destacam a melhoria tecnológica dos equipamentos, o reforço das exigências regulamentares e a rápida expansão dos centros de dados associados ao desenvolvimento da inteligência artificial (IA).</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A análise mostra uma divergência na evolução dos preços médios de venda. Em 2025, os </span><i><span data-contrast="auto">chillers </span></i><span data-contrast="auto">registaram um aumento de 3,6%, enquanto as unidades de tratamento de ar cresceram 4,5%.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">No segmento residencial, o cenário é diferente. O preço médio dos sistemas </span><i><span data-contrast="auto">split </span></i><span data-contrast="auto">sem condutas diminuiu, numa tendência atribuída ao aumento da concorrência global. Actualmente, os dez maiores fabricantes representam mais de 85% das vendas mundiais nesta categoria.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<h5 aria-level="2"><b><span data-contrast="auto">Inteligência artificial impulsiona a procura por novas soluções de refrigeração</span></b><span data-ccp-props="{&quot;134245418&quot;:true,&quot;134245529&quot;:true,&quot;335559738&quot;:160,&quot;335559739&quot;:80}"> </span></h5>
<p><span data-contrast="auto">Os centros de dados surgem como um dos principais motores de crescimento do mercado. A expansão acelerada da inteligência artificial está a aumentar significativamente as necessidades de refrigeração, impulsionando a adopção de tecnologias mais avançadas, nomeadamente sistemas de refrigeração líquida.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">De acordo com o estudo, este fenómeno está a beneficiar particularmente o mercado dos </span><i><span data-contrast="auto">chillers</span></i><span data-contrast="auto">. Em países como a Indonésia, México, Turquia, Emirados Árabes Unidos e Estados Unidos, os </span><i><span data-contrast="auto">chillers </span></i><span data-contrast="auto">centrífugos isentos de óleo já representam mais de metade do mercado.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">ABSRIA considera que o crescimento não resulta apenas do aumento do número de centros de dados, mas também da crescente densidade de potência instalada. As cargas de trabalho associadas à inteligência artificial estão a ultrapassar a capacidade dos sistemas tradicionais de arrefecimento a ar, acelerando a transição para soluções de refrigeração líquida.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<h5 aria-level="2"><b><span data-contrast="auto">Eficiência energética e baixo carbono ganham peso nas decisões de investimento</span></b><span data-ccp-props="{&quot;134245418&quot;:true,&quot;134245529&quot;:true,&quot;335559738&quot;:160,&quot;335559739&quot;:80}"> </span></h5>
<p><span data-contrast="auto">O relatório destaca ainda uma mudança na forma como proprietários e investidores avaliam os sistemas de climatização. O foco está cada vez mais centrado no desempenho energético ao longo da vida útil dos equipamentos e na redução da pegada carbónica, em detrimento do custo inicial de aquisição.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A investigação confirma também uma rápida transição para equipamentos baseados em tecnologia </span><i><span data-contrast="auto">inverter</span></i><span data-contrast="auto">, sobretudo nos mercados emergentes. A Índia deverá atingir uma taxa de penetração de 100% dos sistemas </span><i><span data-contrast="auto">split </span></i><span data-contrast="auto">com inversor até 2029, enquanto o Brasil e a Arábia Saudita apresentam igualmente um forte crescimento.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Em paralelo, a legislação internacional continua a acelerar a eliminação progressiva dos equipamentos menos eficientes e dos hidrofluorocarbonetos, favorecendo a adopção de refrigerantes de baixo potencial de aquecimento global e de refrigerantes naturais.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<h5 aria-level="2"><b><span data-contrast="auto">Bombas de calor recuperam em 2025</span></b><span data-ccp-props="{&quot;134245418&quot;:true,&quot;134245529&quot;:true,&quot;335559738&quot;:160,&quot;335559739&quot;:80}"> </span></h5>
<p><span data-contrast="auto">A BSRIA assinala ainda que 2025 marcou o início da recuperação do mercado global das bombas de calor.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Embora tradicionalmente associados à refrigeração, os sistemas de ar condicionado estão a assumir um papel cada vez mais relevante no aquecimento dos edifícios. Os sistemas </span><i><span data-contrast="auto">split </span></i><span data-contrast="auto">reversíveis cresceram 3,3% em volume à escala mundial.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Para Aline Breslauer, responsável de investigação da BSRIA para as áreas de ar condicionado, refrigeração e ventilação, o sector atravessa uma fase de elevada incerteza, marcada pelo aumento da concorrência e pela consolidação empresarial.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">“2025 foi um ano de incertezas e, no mercado de ar condicionado, assistimos a uma concorrência crescente, com o aumento das fusões e aquisições a impulsionar a consolidação. No entanto, a nível global, a necessidade de tecnologias de refrigeração continua elevada, com a procura a aumentar 245% nos últimos 15 anos”, afirma.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A responsável antecipa a continuação do crescimento, embora num contexto de uma volatilidade económica e geopolítica que persiste: “A próxima fase do AVAC não será vencida apenas pela tecnologia. Será vencida pelas organizações preparadas para operar neste novo ambiente. A vantagem competitiva virá da capacidade de adaptação, e não apenas da optimização”, conclui.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">As conclusões integram as actualizações anuais dos estudos </span><i><span data-contrast="auto">World Air Conditioning 2026</span></i><span data-contrast="auto"> e </span><i><span data-contrast="auto">Worldwide Heat Pump Market 2026</span></i><span data-contrast="auto">, desenvolvidos pela BSRIA, que analisam as tendências globais dos mercados de climatização e bombas de calor.</span></p>
<p>Fotografia de destaque: © Shutterstock</p><p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/relatorio-da-bsria-revela-um-mercado-avac-cada-vez-mais-dividido-entre-eficiencia-e-pressao-nos-precos/">Relatório da BSRIA revela um mercado AVAC cada vez mais dividido entre eficiência e pressão nos preços </a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
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		<item>
		<title>Sector global de ar condicionado cresce em 2025, com variação entre regiões, aponta BSRIA</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/sector-global-de-ar-condicionado-cresce-em-2025-com-variacao-entre-regioes-aponta-bsria/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rita Galego]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Dec 2025 08:00:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ar condicionado]]></category>
		<category><![CDATA[arrefecimento]]></category>
		<category><![CDATA[AVAC]]></category>
		<category><![CDATA[bsria]]></category>
		<category><![CDATA[energias renováveis]]></category>
		<category><![CDATA[refrigerantes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>É esperado que o mercado global de ar condicionado encerre o ano de 2025 com um crescimento de 3,7% face ao ano anterior, impulsionado por ondas de calor cada vez mais frequentes, novas dinâmicas na construção civil e avanços tecnológicos. A conclusão é da BSRIA, entidade internacional de análise de mercado para os sectores de aquecimento, ventilação e ar condicionado (AVAC).</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>É esperado que o mercado global de ar condicionado encerre o ano de 2025 com um crescimento de 3,7% face ao ano anterior, impulsionado por ondas de calor cada vez mais frequentes, novas dinâmicas na construção civil e avanços tecnológicos. A conclusão é da BSRIA, entidade internacional de análise de mercado para os sectores de aquecimento, ventilação e ar condicionado (AVAC).</strong></p>
<p><span data-contrast="auto">Apesar do avanço global, o comportamento regional continua marcado por contrastes. Segundo a instituição, registaram-se picos de procura em alguns países e arrefecimento noutros: “As perspectivas globais para o mercado de AC continuam amplamente positivas, com previsão de crescimento adicional à medida que 2025 se aproxima do fim. No entanto, tem sido um ano misto, com o mercado a registar uma procura contrastante em diferentes partes do mundo”, afirmou Lisa Wiltshire, directora comercial de Inteligência de Mercado da BSRIA.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:0,&quot;335551620&quot;:0,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Wiltshire destacou que o próprio sector se encontra em transformação acelerada, impulsionado por fenómenos climáticos extremos, investimentos em infraestruturas e a multiplicação de centros de dados a nível global. Olhando para o futuro, é esperado que três tendências venham a moldar o mercado: a crescente procura de soluções de arrefecimento para centros de dados, a migração para refrigerantes de baixo potencial de aquecimento global e a intensificação da concorrência internacional, especialmente devido ao avanço de fabricantes chineses.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:0,&quot;335551620&quot;:0,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<h4><b><span data-contrast="auto">Crescimento regional impulsionado pelo clima e pelo desenvolvimento</span></b><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:0,&quot;335551620&quot;:0,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:276}"> </span></h4>
<p><span data-contrast="auto">As dinâmicas regionais mostram como o clima e a política moldam o mercado. No Médio Oriente, os megaprojectos, a urbanização acelerada e os recordes de temperatura fizeram da região um dos motores globais do crescimento. Nos Emirados Árabes Unidos, o mercado de sistemas de arrefecimento expandiu-se consideravelmente: 15% nos modelos de parafuso, 14% nas unidades </span><i><span data-contrast="auto">scroll </span></i><span data-contrast="auto">e 9% nos centrífugos, impulsionados pelo turismo, pela construção imobiliária e pela expansão de redes distritais de arrefecimento.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:0,&quot;335551620&quot;:0,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Na Ásia, o Japão registou volumes de vendas recorde após sucessivas ondas de calor e pela necessidade de actualizar sistemas antigos em edifícios residenciais. Já na América do Sul, o Brasil viveu o segundo Verão mais quente da sua história, o que elevou rapidamente a procura por climatização. De forma semelhante, países africanos observaram um forte crescimento nas vendas no primeiro semestre, à medida que o arrefecimento se torna infraestrutura essencial.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:0,&quot;335551620&quot;:0,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Nem todas as regiões, porém, mantiveram o ritmo. A Índia — que viveu um ano extraordinário em 2024 — iniciou 2025 com </span><i><span data-contrast="auto">stocks </span></i><span data-contrast="auto">elevados e temperaturas mais amenas, o que reduziu temporariamente as vendas. Mesmo assim, a BSRIA considera que este mercado permanece extremamente promissor, isto porque 90% dos compradores de aparelhos </span><i><span data-contrast="auto">split </span></i><span data-contrast="auto">são consumidores de primeira viagem, e 60% dos novos equipamentos já utilizam tecnologia </span><i><span data-contrast="auto">inverter</span></i><span data-contrast="auto">, considerada mais eficiente e económica.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:0,&quot;335551620&quot;:0,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Na Europa, Alemanha e Espanha destacam-se positivamente. Os alemães registaram </span><span data-contrast="auto">um aumento de 20% nas vendas de sistemas </span><i><span data-contrast="auto">split</span></i><span data-contrast="auto">, apoiados por incentivos governamentais e pela adopção residencial crescente de bombas de calor. A Espanha avançou 14% no mercado de sistemas de arrefecimento, alimentada pelo turismo, pelo investimento em saúde e pelo </span><i><span data-contrast="auto">boom </span></i><span data-contrast="auto">dos centros de dados.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:0,&quot;335551620&quot;:0,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<h4 aria-level="3"><b><span data-contrast="auto">Centros de dados: o principal motor mundial</span></b><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;134245418&quot;:true,&quot;134245529&quot;:true,&quot;335551550&quot;:0,&quot;335551620&quot;:0,&quot;335559738&quot;:281,&quot;335559739&quot;:281}"> </span></h4>
<p><span data-contrast="auto">A explosão de novos centros de dados consolidou-se como o factor de crescimento mais influente para o mercado global de equipamentos de arrefecimento. De acordo com a BSRIA, as vendas devem chegar a 11,6 mil milhões de dólares em 2025, um avanço de 4,3% em relação a 2024.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:0,&quot;335551620&quot;:0,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">O Japão lidera parte dessa expansão, com cerca de dez grandes projectos em curso e capacidade total estimada de até 600 MW (megawatts). Nos Emirados Árabes Unidos, um centro de dados optimizado para inteligência artificial de 100 MW está a impulsionar o mercado local. Nos Estados Unidos, estados como Texas e Virgínia do Norte seguem como epicentros de novos investimentos, impulsionados pelo crescimento da computação em nuvem, da indústria de semicondutores e da fabricação de veículos eléctricos.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:0,&quot;335551620&quot;:0,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<h4 aria-level="3"><b><span data-contrast="auto">China altera o equilíbrio da concorrência</span></b><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;134245418&quot;:true,&quot;134245529&quot;:true,&quot;335551550&quot;:0,&quot;335551620&quot;:0,&quot;335559738&quot;:281,&quot;335559739&quot;:281}"> </span></h4>
<p><span data-contrast="auto">Embora o mercado interno chinês enfrente retracção, com o sector imobiliário em crise e quedas superiores a 5% nos segmentos de VRF (fluxo de refrigerante variável) e refrigeradores, os fabricantes do país aceleram a expansão global. Combinando escala industrial, preços competitivos e produção localizada, as empresas chinesas têm pressionado os concorrentes tradicionais em praticamente todas as regiões.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:0,&quot;335551620&quot;:0,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">O impacto já é evidente no Brasil, onde a entrada massiva de equipamentos chineses reduziu em até 20% o preço dos aparelhos </span><i><span data-contrast="auto">split</span></i><span data-contrast="auto">. Esta tendência está a obrigar fabricantes estabelecidos na América do Sul e no resto do mundo a rever estruturas de preços e redes de distribuição.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:0,&quot;335551620&quot;:0,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<h4 aria-level="3"><b><span data-contrast="auto">Perspectivas para o futuro</span></b><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;134245418&quot;:true,&quot;134245529&quot;:true,&quot;335551550&quot;:0,&quot;335551620&quot;:0,&quot;335559738&quot;:281,&quot;335559739&quot;:281}"> </span></h4>
<p><span data-contrast="auto">A BSRIA observa que, apesar de oscilações conjunturais ligadas a regulações e condições macroeconómicas, os factores estruturais, como a urbanização, a digitalização e as exigências de sustentabilidade, mantêm o horizonte do sector positivo. A necessidade crescente de arrefecimento para uso residencial, comercial e industrial deverá continuar a impulsionar inovações e investimentos nos próximos anos.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:0,&quot;335551620&quot;:0,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">O relatório completo da BSRIA, com análises detalhadas por segmento e região, pode ser consultado </span><a href="https://www.bsria.com/uk/market-intelligence/reports/upcoming_reports/" target="_blank" rel="noopener"><span data-contrast="none">aqui</span></a><span data-contrast="auto">.</span></p>
<p>Fotografia de destaque: © Unsplash</p><p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/sector-global-de-ar-condicionado-cresce-em-2025-com-variacao-entre-regioes-aponta-bsria/">Sector global de ar condicionado cresce em 2025, com variação entre regiões, aponta BSRIA</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Arrefecimento: Eurovent exige acção da União Europeia</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/arrefecimento-eurovent-exige-accao-da-uniao-europeia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Edifícios e Energia]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Sep 2025 09:15:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[arrefecimento]]></category>
		<category><![CDATA[AVAC]]></category>
		<category><![CDATA[eficiência energética]]></category>
		<category><![CDATA[eurovent]]></category>
		<category><![CDATA[refrigerantes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Eurovent, Associação Europeia para a Indústria AVAC, apela a uma acção urgente da União Europeia para apoiar a transição para um arrefecimento sustentável. Um documento lançado pela organização descreve as prioridades para garantir uma Europa preparada para um futuro marcado pelo aumento das temperaturas. </p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/arrefecimento-eurovent-exige-accao-da-uniao-europeia/">Arrefecimento: Eurovent exige acção da União Europeia</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A Eurovent, Associação Europeia para a Indústria AVAC, apela a uma acção urgente da União Europeia para apoiar a transição para um arrefecimento sustentável. Um documento lançado pela organização descreve as prioridades para garantir uma Europa preparada para um futuro marcado pelo aumento das temperaturas.</strong></p>
<p><span data-contrast="auto">Com a procura global de arrefecimento prevista para triplicar até 2050 e o aquecimento da Europa a atingir o dobro da taxa média global, a Eurovent posiciona o arrefecimento sustentável como “um pilar central da transição ecológica”.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">O documento enfatiza a eficiência energética, a gestão de refrigerantes e o acesso a electricidade de baixo carbono como os três pilares do arrefecimento sustentável. Também sublinha como o arrefecimento moderno e eficiente pode aliviar a pressão sobre as redes eléctricas, melhorar a acessibilidade e até contribuir para a descarbonização através da recuperação de calor e de controlos inteligentes.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">No que diz respeito à política europeia, a Eurovent considera que deve ser concebida uma nova Estratégia de Aquecimento e Arrefecimento da União Europeia, que reconheça “os desafios e contribuições únicos do sector do arrefecimento”. O quadro de conceção ecológica e rotulagem energética deve ser mantido actualizado “para reflectir as melhores tecnologias disponíveis e complementá-lo com uma vigilância mais forte do mercado para evitar que produtos não conformes prejudiquem a poupança de energia”.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Além disso, a organização defende que os incentivos financeiros que sejam direccionados para soluções sustentáveis de arrefecimento podem tornar as tecnologias de alta eficiência mais acessíveis: “Os incentivos devem priorizar soluções que aumentem a eficiência, especialmente entre famílias vulneráveis, aquelas que vivem em situação de pobreza energética e pessoas que enfrentam eventos de calor extremo”, acrescenta a Eurovent.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A integração das necessidades de arrefecimento nos Planos Nacionais de Renovação a Longo Prazo também é mencionada, garantindo que as renovações tornem os edifícios à “prova de calor”, por meio de medidas que reduzam o ganho de calor, como sombreamento solar inteligente, e forneçam refrigeração de espaços altamente eficiente.</span></p>
<p><span data-contrast="auto">Ao abrigo da Directiva de Eficiência Energética, as Avaliações Abrangentes de Aquecimento e Arrefecimento “devem ter plenamente em conta os desafios únicos da refrigeração”. Para a Eurovent, isto inclui abordar a procura crescente, o papel das tecnologias energeticamente eficientes, o potencial do armazenamento térmico para reduzir os picos de carga e a recuperação de calor para transformar a refrigeração num recurso de descarbonização.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559685&quot;:0,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:0}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Por último, a organização faz referência à aplicação do Regulamento F-Gas, que estabelece regras para o manuseamento de refrigerantes e visa a eliminação total dos hidrofluorocarbonetos (HFC) até 2050, e pede o reconhecimento da contribuição da indústria de AVACR para a estratégia industrial da UE.</span></p>
<p><span data-contrast="auto">Stijn Renneboog, secretário-geral adjunto da Eurovent, afirmou que, “após mais um Verão quente, a consciência da importância do arrefecimento sustentável está a aumentar na esfera política de Bruxelas. Mas ainda existem grandes equívocos sobre a natureza do desafio. A refrigeração é muito mais do que conforto. É de importância crítica numa ampla gama de aplicações essenciais”. Acrescentou que a Eurovent e a indústria estão prontos para dialogar, “não só sobre como garantir que o arrefecimento possa ser sustentável, mas também sobre como garantir que estas tecnologias estratégicas continuem a ser desenvolvidas e fabricadas aqui na Europa”.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p>Fotografia de destaque: © <span data-contrast="auto">Shutterstock</span></p>
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		<title>Alfredo Oliveira: nos refrigerantes naturais &#8220;a questão é segurança vs. consumos vs. pegada ecológica&#8221;</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/0606-alfredo-oliveira-nos-refrigerantes-naturais-a-questao-que-se-coloca-e-seguranca-vs-consumos-vs-pegada-ecologica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sónia Sul]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Jun 2023 09:57:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião/Análise]]></category>
		<category><![CDATA[Alfredo Oliveira]]></category>
		<category><![CDATA[ashrae]]></category>
		<category><![CDATA[ASHRAE Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[climatização]]></category>
		<category><![CDATA[epbd]]></category>
		<category><![CDATA[refrigeração]]></category>
		<category><![CDATA[refrigerantes]]></category>
		<category><![CDATA[segurança]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No dia 1 de Junho, a sede nacional da Ordem dos Engenheiros acolheu Alfredo Oliveira, responsável pela área de refrigeração do ASHRAE Portugal Chapter, para abordar, numa sessão técnica, o tema da refrigeração e da regulamentação. Com a nova directiva ...</p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/0606-alfredo-oliveira-nos-refrigerantes-naturais-a-questao-que-se-coloca-e-seguranca-vs-consumos-vs-pegada-ecologica/">Alfredo Oliveira: nos refrigerantes naturais &#8220;a questão é segurança vs. consumos vs. pegada ecológica&#8221;</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>No dia 1 de Junho, a <a href="https://www.ordemengenheiros.pt/pt/agenda/sessao-tecnica-com-o-refrigeration-chair-do-ashrae-portugal-chapter-alfredo-oliveira/">sede nacional da Ordem dos Engenheiros acolheu</a> Alfredo Oliveira, responsável pela área de refrigeração do <a href="https://www.ashrae-portugal.org/pt/">ASHRAE Portugal</a> Chapter, para abordar, numa sessão técnica, o tema da refrigeração e da regulamentação. </strong><strong>Com a nova directiva para o desempenho dos edifício em vista, a <em>Edifícios e Energia</em> quis perceber que cenário é possível perspectivar para os gases refrigerantes e <a href="https://www.linkedin.com/in/alfredo-oliveira-9607781b3/">o </a></strong><strong>engenheiro mecânico, ligado também aos </strong><strong>Grupos de trabalho da CTE 224 &#8211; Cidades e Comunidades Sustentáveis e às  ISO/TC 268 e CEN/TC 465 &#8220;Sustainable cities and communities&#8221;, deixou claro que, em grande parte, nos <a href="https://edificioseenergia.pt/entrevista/refrigerantes-naturais-estao-mais-bem-preparados-para-os-futuros-desafios-diz-roberto-aguilo/">refrigerantes naturais</a>, &#8220;a questão que se coloca é segurança <em>vs. </em>consumos <em>vs.</em> pegada ecológica&#8221;.</strong></p>
<p><strong>Perspectivando a nova directiva para o desempenho dos edifícios, que balanço faz dos <a href="https://edificioseenergia.pt/empresas/0903-industria-avacr-mudar-determinados-tipos-gases-refrigerantes-the-chemours-company/">gases refrigerantes</a> que estão ou vão ser utilizados?</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Teremos vários cenários alinhados com a variada tipologia de equipamento utilizado na atualidade. Em suma, se falarmos de AVAC, a aposta, nos últimos anos, tem sido no HFC-410, mas este é uma PFAS [substância perfluoroalquiada, um composto sintéctico associado, por exemplo, à contaminação da água e do solo por não se degradar e que deverá ser banida na União Europeia]. Além disso, tal como vai acontecer em 2025 nos Estados Unidos, e em paralelo com o novo regulamento F-gas, deverá tornar-se proibido potenciais de aquecimento global (GWP) acima de 150, permitindo-se até 750 caso as medidas de segurança não sejam cumpridas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isto quer dizer que o HFC-410 [com um GWP superior a 2 000] vai deixar de ser uma alternativa viável e vai ser sequencialmente eliminado em todo o equipamento de refrigeração e aquecimento, como bombas de calor e afins ondem tem sido amplamente usado. Iremos ter, seguramente, o fortalecimento do gás R-32, um gás sintético inflamável da família dos HFC que tem um GWP abaixo dos 750.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tenho reparado em alternativas – o R-513A (GWP de 573), o R-454X (GWP de 148) e o R-455A (GWP de 146) –, mas são fluidos com problemas de flamabilidade equivalentes aos do R-32 e, em paralelo, por terem na sua composição componentes PFAS ou TFAS, se as intenções da Agência Europeia dos Produtos Químicos se concretizarem, terão problemas de continuidade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mudar por mudar fica em vantagem o R-32, já maduro no mercado. Aquilo de que todos estão convictos é que teremos a continuidade dos problemas de flamabilidade e de cargas máximas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora seja prematuro, há quem esteja a desenvolver bombas de calor que utilizam R-290 (propano), argumentando que as bombas de calor, por exemplo, serão mais competitivas e terão um melhor desempenho (eficiência energética). Pessoalmente, sou céptico em relação ao R-290, essencialmente devido ao facto de os constrangimentos em termos de segurança (flamabilidade) não estarem definidos em normas de segurança específicas do sector, estando somente na norma EN 378, que é muito genérica e que foi muito adoptada para o frio industrial e não vocacionada para sistemas multi-</span><span style="font-weight: 400;">split</span><span style="font-weight: 400;">, que compõem uma grande parte da climatização.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Também há quem esteja a trabalhar em CO2 como alternativa, mas, com o nível de segurança que têm actualmente, ainda é um pouco prematuro. Têm que ser definidas as condições de segurança. Por outro lado, apesar de se dizer que o CO2 é mais eficiente em termos de consumo energético do que um HFC normal, a verdade é que este é fluido, por não condensar acima de 32 ºC, requer medidas paralelas para poder arrefecer  em países com condições climatéricas médias de 30 ºC numa grande parte do ano, logo, será mais custoso em termos de investimento e de consumo. No total, com todos os acessórios e componentes para facilitar a condensação e baixar as pressões de serviço, que são muito altas, os consumos vão ser muito mais elevados do que os dos sistemas actuais ainda estão em vigor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vai haver alternativas entre os naturais, orgânicos e inorgânicos. A questão que se coloca é segurança </span><em><span style="font-weight: 400;">vs</span></em><i><span style="font-weight: 400;">.</span></i><span style="font-weight: 400;"> consumos </span><em><span style="font-weight: 400;">vs</span></em><i><span style="font-weight: 400;">. </span></i><span style="font-weight: 400;">pegada ecológica.</span></p>
<p><strong>Quais são os principais desafios que o sector enfrenta nos próximos anos?</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essencialmente, ter equipamento preparado para os novos fluidos, que não existe na actualidade, ainda que, por exemplo, fabricantes de bombas de calor já tenham começado a trabalhar nalgumas equivalências. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O outro grande desafio, como referido, é o da segurança. A única coisa que está regulamentada diz respeito às seguranças-base que estão na parte do Decreto Lei n.º 145/2017 relativamente a gases fluorados. Quanto às condições de segurança nos edifícios, não há nada a falar de fluidos, porque até à data usavam-se HFC e no caso do R-32 as condições de segurança, com a carga máxima de fluido, vêm já garantidas do fabricante.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É preciso definir bem os máximos admissíveis do fluido para garantir que não se ultrapassa o limite de flamabilidade, por exemplo, na questão dos fluidos com alta flamabilidade, como o propano. E, no caso dos fluidos, que têm o problema da pressão, como o CO2, é preciso garantir que as condutas de todo o equipamento e que os equipamentos de segurança formam um sistema comutável, que resolva qualquer problema que surja se houver excesso de pressão. Isto não está escrito em lado nenhum. Não há nada – nenhum regulamento, nenhuma lei de fiscalização – a assegurar que isso está a ser feito. A única coisa que temos é a fiscalização das instalações para garantir, por exemplo, que a pressão cumpre determinados limites da pressão do serviço, da pressão do ensaio, que podem ser atestadas pelos laboratórios que estão habilitados para isto.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Portanto, temos o problema não legislado da Segurança para Ambientes ATEX </span><span style="font-weight: 400;">[equipamentos em ambientes explosivos]</span><span style="font-weight: 400;">, nas áreas do frio residencial, comercial e industrial, porque estes estão somente regulamentados na EN378 e/ou na ISO 5149.</span> <span style="font-weight: 400;">Sabemos, no entanto, que a ISO 5149 quer reactivar o termo Pessoa Competente, um tema muito antigo – e que daí advenha categoria profissional, tal como existe hoje o TRM </span><span style="font-weight: 400;">[Técnico responsável pela instalação e manutenção de sistemas técnicos</span><span style="font-weight: 400;">] (Antigo TIM III) –, por forma a garantir o cumprimento das seguranças ou pela 378 ou pela 5149. Sabemos que, em termos deste tipo de saberes, mais ou menos 10 % dos técnicos que trabalham com HFC é que estão familiarizados com este tipo de situações e formados a este nível.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isto está muito prematuro</span><span style="font-weight: 400;">, ou seja, está tudo um pouco no conceito. É preciso passar para a prática estas questões, mas primeiro tem de aparecer um regulamento, depois ser publicado no jornal da União Europeia e só depois irá haver pressão para ser legislado. </span></p>
<p><strong>Como é que isto se interliga com as cidades sustentáveis? O que é que está em causa?</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Hoje em dia, estão a ser definidos os parâmetros de sustentabilidade das sociedades de modo a que estas sejam autossustentáveis em termos de consumo e que tenham controlada ou minimizada a sua pegada ecológica. O que são cidades sustentáveis? O que são edifícios sustentáveis? [Para responder, é preciso saber] Onde estão correlacionadas estas questões com problemas ocultos de toxicidade, explosividade e flamabilidade dos gases naturais orgânicos ou inorgânicos, que serão solução imediata aos problemas ecológicos actuais. Se</span><span style="font-weight: 400;"> queremos atingir a neutralidade carbónica em 2050, o caminho será este ou será outro consoante os problemas que aparecerem. Uma coisa sabemos: o regulamento vai ficar alinhado na União Europeia até ao final de 2023 e entrará em 1 de Janeiro de 2024.</span></p>
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