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	<title>Arquivo de BIPV - Edificios e Energia</title>
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	<description>A Revista especializada de referência nos sectores de AVAC, eficiência energética, materiais de construção e edifícios.</description>
	<lastBuildDate>Mon, 23 Feb 2026 18:45:34 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivo de BIPV - Edificios e Energia</title>
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	<item>
		<title>Energia Solar Integrada</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/energia-solar-integrada/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carlos Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Feb 2026 08:00:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião/Análise]]></category>
		<category><![CDATA[BIPV]]></category>
		<category><![CDATA[edifícios]]></category>
		<category><![CDATA[eficiência energética]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os sistemas de energia integrada chamados BIPV – Building Integrated Photovoltaics - estão a desenvolver-se rapidamente porque vão muito além da colocação de painéis sobrepostos em coberturas ou fachadas, que, por si só, desvirtuam a estética urbana e paisagem local. Com estes sistemas de energia solar integrada, os módulos solares são parte integrante da estrutura do edifício, sobrepondo-se a materiais convencionais como vidro, telha ou revestimentos. O resultado é duplo: produção de eletricidade limpa e integração arquitetónica harmoniosa.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><em><strong><span class="s1">Artigo publicado originalmente na edição 162 (<a href="https://leitor.medialine.pt/reader.html?p=edificiosenergia&amp;v=principal&amp;e=162" target="_blank" rel="noopener"><span class="s2">Novembro/Dezembro de 2025)</span></a> da Edifícios e Energia.</span></strong></em></p>
<p>A União Europeia definiu um roteiro claro: edifícios mais eficientes, inteligentes e sustentáveis. O Pacto Ecológico Europeu, a Estratégia Renovation Wave e a Diretiva de Desempenho Energético dos Edifícios (EPBD) traçam metas exigentes para um setor responsável por cerca de 40% do consumo energético e 36% das emissões de CO2 no continente.</p>
<p>Em Portugal, a ambição é clara. Segundo a versão final da revisão do Plano Nacional de Energia e Clima 2030 (PNEC 2030), o país quer atingir 5,7 GW (gigawatt) de capacidade instalada em sistemas descentralizados até ao final da década. Este número inclui as Unidades de Produção para Autoconsumo (UPAC) e as Unidades de Pequena Produção (UPP), somando-se à micro e mini produção.</p>
<p>As instalações de sistemas fotovoltaicos continuam a disparar, impulsionadas pela descida dos custos, pela pressão climática e pelas metas ambiciosas da União Europeia para a construção sustentável. Cada vez mais famílias em Portugal instalam painéis fotovoltaicos nas suas habitações. A ideia é simples e muito apelativa: aproveitar a energia gratuita do sol para reduzir a fatura elétrica. O caminho parece traçado: cidades inteligentes, edifícios autossuficientes e energia produzida onde é consumida. A revolução já começou, e está a acontecer nas nossas paredes, telhados e janelas.</p>
<p>Os sistemas de energia integrada chamados BIPV – Building Integrated Photovoltaics &#8211; estão a desenvolver-se rapidamente porque vão muito além da colocação de painéis sobrepostos em coberturas ou fachadas, que, por si só, desvirtuam a estética urbana e paisagem local. Com estes sistemas de energia solar integrada, os módulos solares são parte integrante da estrutura do edifício, sobrepondo-se a materiais convencionais como vidro, telha ou revestimentos. O resultado é duplo: produção de eletricidade limpa e integração arquitetónica harmoniosa.</p>
<p>Esta convergência entre tecnologia e design responde a uma tendência mais ampla — a democratização da energia. Cada vez mais consumidores tornam-se produtores e consumidores, gerando e consumindo a sua própria eletricidade. A descentralização do sistema elétrico está a ganhar forma, edifício a edifício, telhado a telhado.</p>
<p>Neste contexto, o BIPV surge como solução-chave e de enorme potencial. Além de gerar energia no ponto de consumo, reduz perdas de transporte, melhora a eficiência térmica e contribui para a autonomia energética dos edifícios. A integração estética, antes vista como um desafio, é hoje uma oportunidade: fachadas solares coloridas, vidros fotovoltaicos semitransparentes e curvos, e telhas solares já fazem parte do novo léxico da arquitetura europeia, permitindo adaptar o sistema ao projeto arquitetónico, sem comprometer o desempenho energético.</p>
<p>Mas há obstáculos a ultrapassar: o custo inicial ainda superior face aos sistemas tradicionais continua a travar alguns projetos. Faltam também normas técnicas claras, incentivos específicos e formação especializada para arquitetos e instaladores. A ausência de políticas consistentes de certificação e financiamento ainda limita a adoção em larga escala.</p>
<p>Apesar disso, o setor está a amadurecer rapidamente. A indústria já oferece soluções modulares e personalizáveis e os arquitetos começam a encarar o BIPV não como um acessório, mas como um elemento construtivo natural. À medida que os custos caem e as exigências ambientais aumentam, a integração solar nos edifícios tende a tornar-se uma norma — não uma exceção.</p>
<p>A energia solar integrada é hoje uma realidade em expansão, sustentada por avanços tecnológicos e políticas públicas de descarbonização. No entanto, persistem questões por resolver: como acelerar a certificação de produtos? Como garantir a compatibilidade com códigos de construção nacionais? E, sobretudo, como envolver o setor financeiro na escalada desta transição?</p>
<p>Outra vertente, a implementação fotovoltaica para aproveitar a energia gratuita do sol para carregar o carro elétrico sem depender da rede é bastante apelativa. Afinal, se temos sol durante o dia e um veículo elétrico na garagem, não faria sentido aproveitar ao máximo essa energia limpa e gratuita e reduzir a dependência energética?</p>
<p>Na teoria, sim.</p>
<p>Na prática, as contas têm de ser feitas porque nem sempre são simples e vantajosas para o consumidor. E a razão está na forma como funcionam os tarifários de eletricidade em Portugal, nas características técnicas dos veículos elétricos e na própria produção dos painéis fotovoltaicos.</p>
<p>Vejamos algumas contas:</p>
<p><strong>a) O papel dos tarifários</strong></p>
<p>Grande parte dos consumidores que instalam painéis solares mantém ou adere a um tarifário bi-horário. Nestes tarifários, a eletricidade consumida durante a noite (período chamado de “vazio”) é cerca de três vezes mais barata do que a eletricidade consumida durante o dia (período “fora de vazio”).</p>
<p>Um exemplo típico:</p>
<p>• Vazio (noite): 0,07 €/kWh (quilowatt-hora)</p>
<p>• Fora de vazio (dia): 0,21 €/kWh (valores indicativos, sem IVA)</p>
<p>Esta diferença faz com que, muitas vezes, carregar o carro à noite seja muito mais económico do que tentar aproveitar para carregar durante o dia com recurso ao sol.</p>
<p><strong>b) O exemplo de uma instalação típica</strong></p>
<p>Imaginemos uma habitação com 6 painéis solares de 450 W (watt) cada.</p>
<p>Na prática, esta instalação pode produzir:</p>
<p>• Cerca de 2,3 kW de pico em dias de verão, entre as 13h e as 15h.</p>
<p>• Valores mais modestos de produção, como 1 kW antes das 11h e após as 17h.</p>
<p>Vejamos alguns cenários reais de carregamento de um veículo elétrico:</p>
<p><strong>b1) Carregar à noite</strong></p>
<p>Um carregamento de 5 kWh durante a noite (vazio) custa:</p>
<p>• 5 kWh × 0,07 €/kWh = 0,35 €</p>
<p>Ou seja, carregar o equivalente a cerca de 25 km de autonomia pode custar menos de 40 cêntimos.</p>
<p><strong>b2) Carregar durante o dia, com excedente solar</strong></p>
<p>Se existir excedente solar de 1,4 kW durante 3h30, o carregamento é praticamente gratuito, já que não há consumo da rede.<br />
Mas raramente isso acontece. O consumo normal da casa (frigorífico, computador, box de TV, alarme, etc.) ronda 200 a 500 W. Logo, o excedente disponível para o carro pode ser inferior a 1,4 kW.</p>
<p><strong>Caso 1:</strong> excedente de 1 kW</p>
<p>• O carro precisa de 1,4 kW.</p>
<p>• 1 kW vem do sol, 0,4 kW vêm da rede.</p>
<p>• Em 3h30, o carro consome 5 kWh, mas 1,4 kWh vêm da rede.</p>
<p>• Custo: 1,4 kWh × 0,21 €/kWh = 0,30 €</p>
<p>Comparando:</p>
<p>• Noite → 0,35 €</p>
<p>• Dia (com excedente de 1 kW) → 0,30 €</p>
<p>Ou seja, a poupança é mínima: apenas 0,05 €.</p>
<p><strong>Caso 2:</strong> excedente de apenas 500 W</p>
<p>• O carro precisa de 1,4 kW.</p>
<p>• 0,5 kW vêm do sol, 0,9 kW vêm da rede.</p>
<p>• Em 3h30, 3,15 kWh vêm da rede.</p>
<p>• Custo: 3,15 × 0,21 € = 0,66 €</p>
<p>Comparando:</p>
<p>• Noite → 0,35 €</p>
<p>• Dia (com 500 W de excedente) → 0,66 €</p>
<p>Neste caso, carregar durante o dia é quase o dobro do preço de carregar durante a noite!</p>
<p><strong>c) O impacto da venda de excedentes</strong></p>
<p>Existe ainda um fator adicional a considerar: muitos contratos permitem vender o excedente solar à rede, recebendo em média cerca de 0,05 €/kWh.</p>
<p>Ou seja:</p>
<p>• Se, em vez de carregar o carro durante o dia, o consumidor optasse por vender 5 kWh de excedente à rede, receberia cerca de 0,25 €.</p>
<p>• Se depois carregasse o carro à noite, gastaria 0,35 €.</p>
<p>• No saldo final, o carregamento ficaria por 0,10 € (0,35 € – 0,25 €).</p>
<p>Aqui, paradoxalmente, usar o sol diretamente para carregar o carro pode ser menos vantajoso do que vendê-lo à rede e carregar durante a noite!</p>
<h4><strong>O QUE APRENDEMOS COM ESTAS CONTAS?</strong></h4>
<p>Estes exemplos mostram que a relação entre energia solar e veículos elétricos é mais complexa do que pode parecer à primeira vista.</p>
<p>Três pontos principais ficam claros:</p>
<p>1. O tarifário conta muito. Com preços noturnos três vezes mais baixos, o carregamento em vazio pode ser mais económico que usar o sol.</p>
<p>2. O mínimo de carregamento limita a flexibilidade. Se o carro pudesse carregar com 300 W ou 500 W, aproveitaria melhor o excedente solar. Mas, como precisa de 1,4 kW, acaba por puxar energia da rede.</p>
<p>3. A venda de excedentes pode inverter a lógica.</p>
<p><strong>d) Caminhos possíveis para o futuro</strong></p>
<p>Há várias formas de melhorar esta situação:</p>
<p>• Dimensionar bem o sistema fotovoltaico: mais painéis significam mais excedente disponível para atingir o limiar de 1,4 kW</p>
<p>• Carregadores inteligentes: alguns equipamentos já permitem ajustar o carregamento em função da produção solar, embora a limitação do mínimo de potência continue a existir;</p>
<p>• Baterias domésticas: são ainda caras, mas permitem armazenar o excedente do dia e usá-lo à noite, quando o preço da rede é mais baixo;</p>
<p>• Tarifários mais flexíveis: no futuro, poderemos ter preços diferenciados consoante a disponibilidade da rede, permitindo uma maior valorização da energia solar.</p>
<div class="post-wrap">
<div class="post-content entry-content">
<p style="text-align: center;"><em><strong>As conclusões expressas são da responsabilidade dos autores.</strong></em></p>
</div>
</div>
<p><span class="TextRun SCXW88395394 BCX0" lang="PT-PT" xml:lang="PT-PT" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW88395394 BCX0">Fotografia de destaque: © </span></span><span class="TextRun SCXW88395394 BCX0" lang="PT-PT" xml:lang="PT-PT" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SpellingErrorV2Themed SCXW88395394 BCX0">Freepik</span></span></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Contextualização da Diretiva sobre o Desempenho Energético dos Edifícios (EPBD)</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/contextualizacao-da-diretiva-sobre-o-desempenho-energetico-dos-edificios-epbd/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Serafín Graña]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Feb 2026 08:00:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião/Análise]]></category>
		<category><![CDATA[BIPV]]></category>
		<category><![CDATA[edifícios]]></category>
		<category><![CDATA[energia]]></category>
		<category><![CDATA[energia fotovoltaica]]></category>
		<category><![CDATA[epbd]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Depois de o Conselho Europeu ter adotado a EPBD, este é o último passo que faltava para que o documento entrasse em vigor. A diretiva estabelece as linhas orientadoras para que os Estados-Membros reduzam as emissões de gases com efeito de estufa (GEE) e a utilização de energia nos edifícios – abrangendo edifícios destinados a habitação, de tipo unifamiliar ou multifamiliar, escritórios, escolas, hospitais e outros edifícios públicos. O impulso à independência energética da Europa é outro dos aspetos destacados.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong><em>Este artigo foi originalmente publicado na <a href="https://leitor.medialine.pt/reader.html?p=edificiosenergia&amp;v=principal&amp;e=162" target="_blank" rel="noopener">edição nº 162 da Edifícios e Energia</a> (Novembro/Dezembro 2025).</em></strong></p>
<p>A EPBD – Energy Performance of Buildings Directive é uma diretiva europeia que estabelece requisitos para melhorar o desempenho energético dos edifícios na União Europeia. Desde a sua criação, a EPBD tem sido alvo de sucessivas revisões, adaptando-se às necessidades emergentes do setor:</p>
<p>• Diretiva 2002/91/CE: Publicada em 16 de dezembro de 2002, foi a primeira versão da EPBD;</p>
<p>• Diretiva 2010/31/UE: Publicada em 19 de maio de 2010, substituiu a versão de 2002 e introduziu o conceito de edifícios com necessidades quase nulas de energia (NZEB);</p>
<p>• Diretiva (UE) 2018/844: Publicada em 30 de maio de 2018, trouxe atualizações para apoiar a digitalização e a renovação do parque edificado;</p>
<p>• Diretiva (UE) 2024/1275: Proposta do Parlamento Europeu e do Conselho Europeu, aprovada e assinada em 24 de abril e publicada oficialmente no Jornal Oficial da União Europeia (UE) no dia 8 de maio de 2024.</p>
<p>Esta última versão reforça os compromissos climáticos e energéticos, incluindo:</p>
<p>• Definição de edifícios de emissões nulas;</p>
<p>• Estabelecimento de padrões mínimos de desempenho energético;</p>
<p>• Obrigatoriedade de instalação de sistemas solares;</p>
<p>• Criação de Planos Nacionais de Renovação dos Edifícios.</p>
<p>Como nota relevante refere-se que os Estados-Membros têm de transpor o documento para a sua legislação até maio de 2026.</p>
<p>Depois de o Conselho Europeu ter adotado a EPBD, este é o último passo que faltava para que o documento entrasse em vigor. A diretiva estabelece as linhas orientadoras para que os Estados-Membros reduzam as emissões de gases com efeito de estufa (GEE) e a utilização de energia nos edifícios – abrangendo edifícios destinados a habitação, de tipo unifamiliar ou multifamiliar, escritórios, escolas, hospitais e outros edifícios públicos. O impulso à independência energética da Europa é outro dos aspetos destacados.</p>
<p>O principal foco são os edifícios com pior desempenho energético em cada um dos países, sendo que o aumento da taxa de renovação do parque edificado europeu é um dos objetivos traçados pelo documento, relevando as principais disposições regulamentares e instrumentos de financiamento da UE para cumprir as metas de eficiência energética da UE para 2030, incluindo o objetivo da Onda de Renovação (1) para renovar 35 milhões de edifícios.</p>
<p>Pretende apoiar igualmente a melhoria da qualidade do ar interior, potenciar a modernização e digitalização dos sistemas energéticos dos edifícios e a implantação de infraestruturas para a mobilidade sustentável.</p>
<h4><strong>PONTOS-CHAVE DA FLEXIBILIDADE NA REVISÃO DA EPBD</strong></h4>
<p>•<strong> Adaptação Tecnológica:</strong><br />
Incentivo à adoção de tecnologias inovadoras e inteligentes, promovendo flexibilidade face ao avanço tecnológico;</p>
<p>• <strong>Desempenho Energético Avançado:</strong><br />
Foco na redução das emissões de gases com efeito de estufa e na meta de emissões zero até 2050;</p>
<p><strong>• Sustentabilidade e Qualidade de Vida:</strong><br />
Promoção de um modelo sustentável, conciliando qualidade de vida com responsabilidade ambiental;</p>
<p><strong>• Reabilitação Energética:</strong><br />
Aceleração da renovação de edifícios, visando cortes de 50% a 80% no consumo energético em edifícios novos e renovados;</p>
<p><strong>• Produção de Energia:</strong><br />
Valorização dos edifícios como produtores de energia limpa, com potencial para injetar excedentes na rede elétrica.</p>
<h4><strong>A INTEGRAÇÃO DE ENERGIA FOTOVOLTAICA EM EDIFÍCIOS – BIPV</strong></h4>
<p>A integração de Energia Fotovoltaica em Edifícios (BIPV – Building Integrated PhotoVoltaics) emerge como uma tendência inovadora. Ao contrário das soluções convencionais, os BIPVs são incorporados desde o início no projeto arquitetónico, integrando-se de forma discreta em fachadas, coberturas, janelas e superfícies, aliando estética e funcionalidade.</p>
<p>Além de gerar energia limpa, os BIPVs contribuem para a redução da pegada de carbono dos edifícios e promovem a sustentabilidade ambiental. O funcionamento baseia-se em células fotovoltaicas que convertem a radiação solar em eletricidade, utilizada localmente no edifício.</p>
<p>Com a crescente procura por soluções sustentáveis, os BIPVs tornam-se uma tendência marcante. A transição energética, inadiável, representa um desafio para a arquitetura e engenharias. Nesse contexto, destaca-se o portal europeu BUILD UP (2), dedicado à eficiência energética e energias renováveis em edifícios, servindo de referência para a partilha de ideias e informações sobre energia solar no contexto da EPBD.</p>
<p>A equipa editorial do portal foca-se em tópicos como Normas Mínimas de Desempenho Energético (MEPS) e o papel dos balcões únicos no apoio ao consumidor, além de promover eventos práticos para a implementação da diretiva.</p>
<h4><strong>DESAFIOS E REFLEXÃO SOBRE A IMPLEMENTAÇÃO DA ENERGIA FOTOVOLTAICA</strong></h4>
<p>A implementação de soluções fotovoltaicas exige uma visão holística, privilegiando a eficiência energética e a produção descentralizada, aproveitando telhados, coberturas e instalações empresariais. Esta produção local é mais eficiente, reduz perdas e estimula práticas comunitárias de transição energética.</p>
<p>O crescimento das energias renováveis deve ser sustentável; não se trata de cobrir tudo com painéis solares, mas sim de estudar e avaliar os impactes ambientais, diretos e indiretos, das instalações fotovoltaicas. A decisão deve ser suportada por estudos e pela participação pública, assegurando legitimidade e transparência nas decisões.</p>
<h4><strong>FOTOVOLTAICAS SIM, MAS NÃO A QUALQUER PREÇO</strong></h4>
<p>Implementar soluções fotovoltaicas exige visão integrada e aposta na eficiência energética. A produção descentralizada, aproveitando edifícios e coberturas, é eficiente, reduz perdas e promove valores socioambientais através de práticas comunitárias. O crescimento das renováveis deve ser sustentável, evitando a massificação indiscriminada de painéis solares. Antes da sua implantação é indispensável avaliar impactes ambientais e envolver a população nas decisões, consolidando uma democracia participativa e transparente, com legitimidade social e garantia de direitos.</p>
<h4><strong>A IMPORTÂNCIA DA SEGURANÇA NO ABASTECIMENTO ENERGÉTICO</strong></h4>
<p>A segurança do abastecimento energético é fundamental para reduzir a dependência da UE de energia importada. Recentemente, foram observados comportamentos anómalos na rede elétrica em Espanha, como variações súbitas de tensão, que podem causar falhas em cadeia e apagões. Embora desmentida oficialmente, a imprevisibilidade persiste, tornando essencial prever sistemas robustos de acumulação de energia, como baterias, para garantir a fiabilidade do fornecimento.</p>
<h4><strong>O PAPEL DOS INCENTIVOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS</strong></h4>
<p>A implementação da EPBD requer a tradução dos seus princípios em soluções práticas para todos os intervenientes: proprietários, profissionais, decisores políticos, comunidades energéticas e entidades financeiras. É crucial divulgar e explorar os instrumentos financeiros e iniciativas locais, desde quadros regulamentares a regimes de incentivos.</p>
<p>A utilização estratégica destes mecanismos pode acelerar a renovação do parque edificado, apoiar a inovação e promover ambientes mais inclusivos e resilientes. O quadro político europeu orienta o financiamento de projetos de renovação, complementado, frequentemente, por subvenções não reembolsáveis.</p>
<p>As principais disposições regulamentares e instrumentos de financiamento da UE destinam-se a cumprir as metas de eficiência energética da UE para 2030, incluindo o objetivo de renovar 35 milhões de edifícios, suportado por legislação, regulamentação e incentivos, bem como assistência técnica e regimes de subvenções, em conformidade com a estratégia proposta no plano de ação definido na Onda de Renovação. (1) A análise destes instrumentos é enriquecida por exemplos práticos.</p>
<h4><strong>IMPORTÂNCIA DOS INSTRUMENTOS DE FINANCIAMENTO NA RENOVAÇÃO DE EDIFÍCIOS</strong></h4>
<p>Os instrumentos de financiamento, sob a forma de empréstimos, garantias ou capital próprio, são fundamentais para apoiar projetos de renovação. O papel destes mecanismos deverá crescer com a transposição da diretiva para a legislação nacional e a implementação dos Planos Nacionais de Renovação de Edifícios, que clarificam necessidades de investimento e libertam fluxos financeiros públicos e privados.</p>
<h4><strong>PANORAMA POLÍTICO DA UE E INSTRUMENTOS DE FINANCIAMENTO</strong></h4>
<p>Diversas diretivas europeias recentes reformulam o panorama de financiamento para a eficiência energética, com destaque para a revisão da EPBD (2024), que incentiva o investimento em renovações profundas e tecnologias sustentáveis.</p>
<p>Os Estados-Membros devem avaliar necessidades de investimento, criar incentivos, subsídios e mecanismos inovadores como contratos de desempenho energético, hipotecas ecológicas e parcerias público-privadas.</p>
<p>A diretiva sublinha ainda a importância de proteger agregados familiares vulneráveis e de criar balcões únicos para apoiar projetos de renovação. O artigo 30.º da Diretiva de Eficiência Energética (2023) reforça a necessidade de quadros políticos que promovam a agregação de projetos e a redução de riscos de investimento, assegurando o fluxo de capital para renovações de elevado impacto.</p>
<p>A taxonomia da UE, pelo Regulamento Delegado (UE) 2021/2178 (3), define critérios técnicos para determinar atividades económicas sustentáveis, incluindo construção e renovação de edifícios, reconhecendo o impacto destes no consumo energético e nas emissões de carbono.</p>
<p>Além das diretivas e regulamentos, programas e fundos como o Fundo de Modernização, Fundo de Inovação e Fundo Social para o Clima, oferecem financiamento adicional, facilitando o acesso ao capital, sobretudo para pequenas e médias empresas e proprietários residenciais, ampliando o impacto das políticas de renovação.</p>
<h4><strong>O ELO ENTRE ARQUITETURA E ENGENHARIAS</strong></h4>
<p>Por fim, todo este quadro legislativo e regulamentar só será efetivamente eficaz com a existência de um elo forte e permanente entre arquitetura e engenharias. Este desafio, mais do que um desejo, é um imperativo para tornar realidade os objetivos delineados para a transição energética e renovação do parque edificado europeu.</p>
<p><strong>Referências:</strong><br />
(1) energy.ec.europa.eu/topics/energy-efficiency/energy-performance-buildings/renovation-wave_en<br />
(2) build-up.ec.europa.eu<br />
(3) Regulamento Delegado (UE) 2021/2178</p>
<p style="text-align: center;"><em><strong>As conclusões expressas são da responsabilidade dos autores.</strong></em></p>
<p>Fotografia de destaque: © Freepik</p>
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		<item>
		<title>Nova edição Novembro/Dezembro 2025 &#124; Fotovoltaico descentralizado: Uma aposta necessária!</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/nova-edicao-novembro-dezembro-2025-fotovoltaico-descentralizado-uma-aposta-necessaria/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Edifícios e Energia]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Nov 2025 08:00:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[BIPV]]></category>
		<category><![CDATA[descentralização]]></category>
		<category><![CDATA[desempenho energético]]></category>
		<category><![CDATA[edifícios]]></category>
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		<category><![CDATA[fotovoltaico]]></category>
		<category><![CDATA[solar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com a nova regulamentação sobre o desempenho energético dos edifícios a chegar e o mercado europeu a contrair, Portugal precisa de dar um novo impulso ao fotovoltaico. Mais apoios e maior integração arquitectónica são fundamentais para que a descarbonização dos nossos edifícios deixe de ser uma miragem em 2050.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/nova-edicao-novembro-dezembro-2025-fotovoltaico-descentralizado-uma-aposta-necessaria/">Nova edição Novembro/Dezembro 2025 | Fotovoltaico descentralizado: Uma aposta necessária!</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h4 class="p1"><span class="s1"><b><a href="https://leitor.medialine.pt/"><img fetchpriority="high" decoding="async" class=" wp-image-33600 aligncenter" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/11/CapaEE162Website-225x300.png" alt="" width="433" height="577" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/11/CapaEE162Website-225x300.png 225w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/11/CapaEE162Website.png 600w" sizes="(max-width: 433px) 100vw, 433px" /></a></b></span></h4>
<h3>Fotovoltaico descentralizado: Uma aposta necessária!</h3>
<p class="p2">Com a nova regulamentação sobre o desempenho energético dos edifícios a chegar e o mercado europeu a contrair, Portugal precisa de dar um novo impulso ao fotovoltaico. Mais apoios e maior integração arquitectónica são fundamentais para que a descarbonização dos nossos edifícios deixe de ser uma miragem em 2050.</p>
<p>Ainda nesta edição:</p>
<h4 class="p2"><span class="s1"><b>OPINIÃO</b></span></h4>
<p>Eduardo Maldonado: &#8220;A Região Europa da ASHRAE adotou o lema &#8216;Engineering Global Net Zero'&#8221;;</p>
<p class="p2">Serafin Graña: ““Contextualização da diretiva sobre o desempenho energético dos edifícios (EPBD)&#8221;;</p>
<p class="p2">Carlos Oliveira: &#8220;Energia solar integrada&#8221;.</p>
<h4><strong>DESTAQUE</strong></h4>
<p>Jornadas de Climatização: “Estratégias para os edifícios zero emissões com elevada qualidade do ambiente interior”.</p>
<h4><strong>A CONVERSA</strong></h4>
<p>Entre o sensor e o algoritmo: &#8220;O futuro digital do sector do AVAC&amp;R&#8221;.</p>
<h4>CIDADES</h4>
<p>Fachadas solares em altura: Benidorm como um laboratório de reabilitação energética.</p>
<h4><strong>CONSTRUÇÃO SUSTENTÁVEL</strong></h4>
<p>Passaportes Digitais: “Da informação disponível à implementação para edifícios inteligentes e circulares”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p class="p6" style="text-align: center;"><em><span class="s1"><strong>Não perca estes e outros temas na edição de Novembro/Dezembro de 2025.<br />
</strong><strong>Saiba mais <a href="http://loja.medialine.pt/Loja/?p=edificiosenergia" target="_blank" rel="noopener"><span class="s5">aqui</span></a>.</strong></span></em></p>
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		<title>Mercado de energia fotovoltaica em edifícios deverá crescer 145% até 2029</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/mercado-de-energia-fotovoltaica-em-edificios-devera-crescer-145-ate-2029/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Edifícios e Energia]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Jul 2025 08:00:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[BIPV]]></category>
		<category><![CDATA[edifícios]]></category>
		<category><![CDATA[energia fotovoltaica]]></category>
		<category><![CDATA[indústria]]></category>
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		<category><![CDATA[união europeia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O mercado global de energia fotovoltaica integrada em edifícios (BIPV) deverá crescer 19,7% ao ano até 2029, à medida que os arquitectos e construtores incorporam cada vez mais esta tecnologia na estrutura dos edifícios. </p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>O mercado global de energia fotovoltaica integrada em edifícios (BIPV) deverá crescer 19,7% ao ano até 2029, à medida que os arquitectos e construtores incorporam cada vez mais esta tecnologia na estrutura dos edifícios. </strong></p>
<p><span data-contrast="auto">De acordo com o mais recente estudo da BCC Research, o </span><a href="https://www.bccresearch.com/market-research/energy-and-resources/building-integrated-photovoltaics-markets-report.html?utm_source=PRGNEGY072F&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=prgnw" target="_blank" rel="noopener"><span data-contrast="none">relatório</span></a><span data-contrast="auto"> &#8220;Building-Integrated Photovoltaics (BIPV): Technologies and Global Markets&#8221; (Fotovoltaica Integrada em Edifícios (BIPV): Tecnologias e Mercados Globais) indica que o mercado deverá aumentar de 17,1 mil milhões de dólares em 2024 para 42 mil milhões de dólares até ao final de 2029, a uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) de 19,7% entre 2024 e 2029.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">O relatório demonstra que o aumento da adopção de BIPV está a ser impulsionado por um conjunto de factores. O aumento da procura de energia de fonte solar é um deles, associado a crescentes preocupações ambientais, avanços tecnológicos e políticas governamentais que incentivam a sua adopção. </span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:0,&quot;335551620&quot;:0,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Além disso, a necessidade de reduzir a pegada de carbono leva consumidores, empresas e governos a investirem em soluções sustentáveis para cumprir as metas ambientais. Um outro factor mencionado é a crescente procura global por energia, resultante do aumento populacional, do desenvolvimento económico e da electrificação dos transportes. “As tecnologias BIPV oferecem uma solução sustentável para satisfazer estas crescentes necessidades energéticas”, refere o documento.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">O estudo apurou ainda que, em 2024, o mercado solar europeu desacelerou – a taxa de crescimento caiu de mais de 40% em 2023 para 4%. Apesar da queda, a União Europeia instalou um recorde de 66 GW (Gigawatt) de energia solar em 2024, acima dos 63 GW registados em 2023.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">O estudo explora ainda o panorama tecnológico em evolução e a dinâmica competitiva que molda o sector. Realça o papel da inovação e do apoio regulamentar na aceleração da penetração no mercado, especialmente nos empreendimentos urbanos. À medida que as cidades se esforçam para atingir as metas de descarbonização, o fotovoltaico integrado nos edifícios surge como uma componente relevante na transição para uma infraestrutura mais verde e inovadora.</span></p>
<p>Fotografia de destaque: © Unsplash</p>
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