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	<title>Pesquisou por hospitais - Edificios e Energia</title>
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	<description>A Revista especializada de referência nos sectores de AVAC, eficiência energética, materiais de construção e edifícios.</description>
	<lastBuildDate>Thu, 22 Oct 2026 08:52:53 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Pesquisou por hospitais - Edificios e Energia</title>
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	<item>
		<title>Chandra Sekhar: “A QAI não se deve dissociar da energia”</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/chandra-sekhar-a-qai-nao-se-deve-dissociar-da-energia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ines Malhado]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Oct 2026 09:12:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Chandra Sekhar esteve em Portugal para as Jornadas de Climatização e Refrigeração, onde defendeu uma abordagem integrada à qualidade do ar interior (QAI) entre os sistemas de ventilação e os espaços ocupados que servem, baseada numa monitorização contínua. O professor da Universidade Nacional de Singapura trouxe a sua experiência internacional até Lisboa para  demonstrar o impacto de diferentes estratégias, incluindo uma solução capaz de reduzir significativamente a concentração de partículas finas no interior de um edifício durante um episódio de poluição atmosférica.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/chandra-sekhar-a-qai-nao-se-deve-dissociar-da-energia/">Chandra Sekhar: “A QAI não se deve dissociar da energia”</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><b>Chandra Sekhar esteve em Portugal para as Jornadas de Climatização e Refrigeração, onde defendeu uma abordagem integrada à qualidade do ar interior (QAI) entre os sistemas de ventilação e os espaços ocupados que servem, baseada numa monitorização contínua. O professor da Universidade Nacional de Singapura trouxe a sua experiência internacional até Lisboa para  demonstrar o impacto de diferentes estratégias, incluindo uma solução capaz de reduzir significativamente a concentração de partículas finas no interior de um edifício durante um episódio de poluição atmosférica.</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A forma como o ar circula, a localização dos sistemas de extracção e ventilação e a capacidade de fazer chegar ar limpo à chamada </span><i><span style="font-weight: 400;">breathing zone</span></i><span style="font-weight: 400;">, ou zona de respiração dos ocupantes, são determinantes para garantir a QAI. Foi esta a principal mensagem deixada por Chandra Sekhar, professor do Departamento de Ambiente Construído da </span><span style="font-weight: 400;">Faculdade de Projeto e Engenharia da </span><span style="font-weight: 400;">Universidade Nacional de Singapura (NUS, na sigla em inglês), num painel dedicado à QAI dos edifícios, no âmbito das 26.as Jornadas de Climatização e Refrigeração, da Ordem dos Engenheiros, que decorreu na passada quinta-feira, em Lisboa. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O investigador apresentou uma metodologia de verificação da QAI que o departamento tem vindo a desenvolver e testar de</span><span style="font-weight: 400;">sde o início da década de 90. O processo passa por observar o edifício e caracterizar o ambiente interior, recolher dados sobre temperatura, humidade, partículas, compostos químicos e ventilação, bem como consultar os ocupantes e comparar os resultados com as normas aplicáveis. A partir dessa avaliação, são identificadas medidas correctivas e elaborados planos de gestão da QAI.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O elemento central desta abordagem é o conceito de </span><i><span style="font-weight: 400;">system zone</span></i><span style="font-weight: 400;">, que procura relacionar o funcionamento dos sistemas de climatização e de istribuição do ar com as condições efectivamente encontradas nos espaços ocupados. Sekhar sublinhou que medir a QAI sem compreender o que a condiciona pode dificultar a identificação das causas dos problemas e a escolha das soluções mais adequadas. “Passamos mais de 90% do tempo em edifícios. Devemos medir a QAI onde é mais importante: no local onde vamos estar. Para nós, ocupantes dos edifícios, a zona de respiração, é a mais importante”, explicou.</span></p>
<h6><b>O que acontece ao ar num quarto durante a noite?</b></h6>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos exemplos apresentados pelo professor resultou de um estudo realizado na Dinamarca, em 2019, que analisou a concentração de dióxido de carbono num quarto durante o período da noite. Numa das situações observadas, os níveis chegaram a cerca de 3000 ppm enquanto uma pessoa dormia, um valor muito elevado que revelou a acumulação de CO2 num espaço com renovação de ar insuficiente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O estudo comparou o efeito de diferentes condições de ventilação. A abertura de uma porta interior aumentou ligeiramente a renovação do ar, mas a alteração tornou-se muito mais significativa quando entraram em funcionamento os sistemas de extracção da casa, neste caso da banho ou da cozinha. Ao remover o ar do apartamento, estes sistemas favoreceram a entrada de ar exterior e a diluição do CO2 no quarto.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Noutro cenário, com um sistema de ventilação mecânica (VMC), a concentração de CO2 manteve-se próxima de 1000ppm durante o período de sono, sem a mesma acumulação observada no exemplo anterior. Segundo o especialista, a comparação mostra que a abertura para entrar novo ar não garante, por si só, uma renovação eficaz. É necessário compreender como a entrada e a saída do ar funcionam em conjunto e de que forma influenciam a QAI.</span></p>
<h6><b>Filtrar o ar exterior durante episódios de poluição</b></h6>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro caso de estudo foi apresentado a partir da experiência de Singapura durante episódios de poluição atmosférica elevada, provocados, entre outros factores, por incêndios florestais em países vizinhos, como a Indonésia. Actualmente, o país enfrenta o pior surto já registado desde 2015, com o período contínuo mais longo de poluição diária. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante um desses episódios, as concentrações exteriores de partículas finas (as designadas PM2.5) situavam-se entre 200 e 250 microgramas por m3, o que é considerado um nível de alerta. Num edifício de referência, sem qualquer intervenção adicional, a concentração no interior rondava os 150 microgramas por m3. A equipa de especialistas testou uma solução de filtragem instalada junto à fachada da janela &#8211; uma unidade com ventilador e filtro, destinada a tratar o ar introduzido no espaço -, e, segundo os resultados, a concentração interior de PM2.5 desceu para cerca de 30 </span><span style="font-weight: 400;">a 35 microgramas por m3.</span></p>
<h6><b>Monitorização contínua é o caminho para o futuro</b></h6>
<p><span style="font-weight: 400;">A monitorização contínua é outra das prioridades apontadas por Sekhar. “Na qualidade do ar interior, os dados contínuos são o caminho a seguir”, afirmou, apontando para o uso de  sensores IoT, que permitem acompanhar parâmetros como o CO2, a temperatura, a humidade e a existência de partículas finas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O professor da NUS defendeu ainda que a informação recolhida deve ser relacionada com o funcionamento dos sistemas de climatização e , sempre que possível, nos sistemas de gestão técnica dos edifícios. A análise em tempo real poderá, assim, apoiar o controlo dinâmico dos sistemas e permitir respostas mais ajustadas às condições efectivamente observadas. “Quando se trata da qualidade do ar interior, não é uma questão de escolher entre qualidade do ar e energia. As duas coisas caminham juntas. A QAI não se deve dissociar da energia”, adverteu.</span></p>
<div class="mceTemp"></div>
<figure id="attachment_38522" aria-describedby="caption-attachment-38522" style="width: 800px" class="wp-caption alignleft"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-38522 size-large" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/10/Resumo_0048-1024x683.jpg" alt="" width="800" height="534" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/10/Resumo_0048-1024x683.jpg 1024w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/10/Resumo_0048-300x200.jpg 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/10/Resumo_0048-768x512.jpg 768w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/10/Resumo_0048-1536x1024.jpg 1536w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/10/Resumo_0048-2048x1365.jpg 2048w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption id="caption-attachment-38522" class="wp-caption-text">Chandra Sekhar, professor do Departamento de Ambiente Construído da Faculdade<br />de Projeto e Engenharia da NUS</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><i><span style="font-weight: 400;">Edifícios e Energia</span></i><span style="font-weight: 400;"> conversou com o orador de referência da  </span><span style="font-weight: 400;">Associação Americana de Engenheiros de Aquecimento, Refrigeração e Ar Condicionado (ASHRAE)</span><span style="font-weight: 400;"> sobre alguns dos desafios que se colocam à aplicação destas soluções na prática, desde a adaptação dos edifícios a futuras situações de risco, até às dificuldades de monitorização da QAI, com base na experiência de Singapura na resposta a episódios de poluição atmosférica e à pandemia.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>A Europa está a avançar para um enquadramento regulamentar mais exigente em matéria de edifícios. Como são estas evoluções acompanhadas na Ásia e, em particular, no vosso departamento?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Estamos a falar de políticas e normas. Estou envolvido na normalização da ASHRAE há quase 20 anos, em diferentes normas, e também temos um sistema de normalização em Singapura. Temos as normas de Singapura, as normas da ASHRAE e, na Europa, instrumentos como a Directiva relativa ao Desempenho Energético dos Edifícios (EPBD).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Conheço, em certa medida, a orientação da EPBD e a forma como os diferentes países estabelecem os seus próprios valores de referência, a partir dos quais podem evoluir. Em Singapura, sendo um único país, procuramos que as nossas normas acompanhem as iniciativas e os desenvolvimentos internacionais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No que diz respeito à QAI, publicámos a nossa primeira norma em 2009. Revimo-la em 2016, em resposta a um problema muito específico: os episódios periódicos de </span><i><span style="font-weight: 400;">haze</span></i><span style="font-weight: 400;">, em que a poluição atmosférica proveniente de países vizinhos, associada à queima de florestas, chega a Singapura.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2015, tivemos um episódio particularmente significativo e percebemos que era necessário fazer alguma coisa relativamente ao ar exterior quando este se encontra poluído. Por isso, reforçámos os requisitos de filtragem, sobretudo nos edifícios comerciais, para assegurar um melhor tratamento do ar exterior.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois veio a pandemia da covid-19. Em 2023, a ASHRAE publicou a norma 241, dedicada ao controlo de aerossóis infecciosos. Esta norma prevê um modo de gestão do risco de infecção, o </span><i><span style="font-weight: 400;">Infection Risk Management Mode</span></i><span style="font-weight: 400;"> (IRMM), que pode ser activado quando existe uma situação de risco.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em Singapura, decidimos também integrar a resiliência a pandemias nas nossas normas. A revisão lançada em Março de 2026 incorporou disposições relativas à resiliência perante episódios de poluição atmosférica, pandemias e situações em que os dois fenómenos ocorrem simultaneamente. Esta abordagem está reflectida nas normas [nacionais] SS 553 e SS 554. A ideia é que os edifícios sejam concebidos e equipados para responder a estas situações. Se as funcionalidades necessárias não tiverem sido previstas e instaladas, será muito difícil implementá-las quando o problema já estiver a acontecer.</span></p>
<p><b>Isso significa que os edifícios ficam preparados para responder a futuras situações de emergência?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Exactamente. Se essas funcionalidades estiverem integradas nos sistemas do edifício, o gestor poderá activá-las rapidamente perante uma pandemia ou outra situação de risco.Na nossa norma, temos aquilo a que chamamos um </span><i><span style="font-weight: 400;">building readiness plan</span></i><span style="font-weight: 400;">, ou plano de preparação do edifício. Trata-se de avaliar até que ponto um edifício está preparado para responder a um problema que possa surgir no futuro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A eficiência energética continua a ser igualmente importante. Não pretendemos que os sistemas funcionem permanentemente em modo de emergência. Queremos que possam fornecer a quantidade adequada de ar limpo quando necessário, mantendo os requisitos mínimos de ventilação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se houver uma pandemia, por exemplo, podemos aumentar a quantidade de ar limpo disponível através de uma combinação entre a ventilação e a quantidad de ar limpo interior. Chamamos-lhe </span><i><span style="font-weight: 400;">equivalent clean air</span></i><span style="font-weight: 400;">, ou ar limpo equivalente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Num edifício de escritórios, a quantidade de ar limpo necessária poderá corresponder, aproximadamente, a duas a duas vezes e meia o requisito normal de ventilação. Mas isso não significa que todo esse ar tenha de ser ar exterior.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Introduzir apenas mais ar exterior pode ser muito exigente do ponto de vista energético, sobretudo num clima quente e húmido como o de Singapura. A ventilação mínima exigida não pode ser comprometida, mas o ar limpo adicional pode ser obtido através do tratamento e da filtragem do ar interior.</span></p>
<p><b>A experiência de Singapura poderá servir de exemplo para outros países europeus?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Penso que sim. Tenho estado bastante envolvido na norma 241 da ASHRAE e temos discutido estas questões no contexto de Singapura, incluindo com as entidades responsáveis pelas normas, pelo projecto dos edifícios e pelos sistemas de certificação ambiental dos edifícios, como o nosso sistema </span><i><span style="font-weight: 400;">Green Mark</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Havia interesse em incorporar características de resiliência nos edifícios. Não tenho conhecimento suficiente para afirmar se outros países já integraram estas disposições nas respectivas normas, mas Singapura poderá estar entre os primeiros a fazê-lo. A versão revista foi lançada apenas em Março deste ano. </span><b>O importante é que estas funcionalidades sejam previstas na concepção dos edifícios. Se forem necessárias no futuro, os sistemas já estarão preparados para responder</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><b>Quais são os principais desafios para passar dos resultados dos estudos, como os que apresentou, e das normas à sua aplicação efectiva nos edifícios?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O grande desafio é a implementação. As normas existem, as orientações estão definidas e sabemos quais são os valores e as medidas a adoptar. Mas isso é efectivamente feito? Os edifícios dispõem das soluções necessárias?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Trabalhamos em estreita colaboração com as entidades que poderão implementar estas medidas, mas não é um processo simples. No caso dos edifícios comerciais, por exemplo, é necessário que os sistemas de tratamento de ar exterior estejam preparados para funcionar quando os níveis de poluição são elevados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Agência Nacional do Ambiente de Singapura divulga actualizações de hora em hora sobre os níveis de poluição. No entanto, os responsáveis pelos edifícios e pela manutenção dos sistemas de tratamento de ar têm de garantir que as medidas necessárias são efectivamente aplicadas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É difícil acompanhar todos os edifícios. Algumas empresas realizam auditorias à QAI, mas nem sempre fazem uma avaliação abrangente. Podem recolher algumas medições sem analisar de forma integrada o funcionamento dos sistemas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É aqui que os sensores IoT podem desempenhar um papel importante. Muitos edifícios já dispõem de sensores e conseguem recolher dados de forma contínua. </span><b>Na minha perspectiva, a monitorização contínua é o caminho a seguir, porque permite conhecer o comportamento do edifício ao longo de um ciclo completo de 24 horas. Isto é especialmente importante em edifícios como hotéis e hospitais, onde há ocupação permanente e precisamos de compreender continuamente as condições ambientais.</b></p>
<p><b>A pandemia contribuiu para uma mudança de mentalidade relativamente à preparação dos edifícios?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sim. As pessoas perceberam o que acontece quando os edifícios são encerrados e a actividade deixa de poder prosseguir como acontece normalmente. Há perdas económicas e, quando chega o momento de reabrir, é necessário voltar a colocar os sistemas em funcionamento, num processo que pode ser complexo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se, em vez de encerrar os edifícios, tivermos normas e sistemas que permitam mantê-los operacionais em condições de segurança, isso será positivo. Penso que esta mudança de mentalidade está a acontecer gradualmente, embora só o tempo permita avaliar a eficácia das novas medidas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os episódios de poluição atmosférica são outro exemplo. Em Singapura, os edifícios comerciais não foram obrigados a encerrar durante os episódios de </span><i><span style="font-weight: 400;">haze</span></i><span style="font-weight: 400;">. Já existiam sistemas de filtragem e os requisitos foram reforçados para assegurar uma maior eficiência quando a poluição exterior atingue níveis elevados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Neste contexto, recorremos a filtros com classificação MERV [</span><i><span style="font-weight: 400;">Minimum Efficiency Reporting Value</span></i><span style="font-weight: 400;">]. Quanto mais elevado for o valor, maior é a eficiência de filtragem considerada pelo sistema de classificação. Estes filtros devem estar disponíveis e ser utilizados quando os níveis de poluição atmosférica o justificam. O objectivo é perceber como podemos manter os edifícios em funcionamento, mesmo perante situações excepcionais. É isso que entendemos por resiliência.</span></p>
<p><b>E no caso dos edifícios residenciais? Que medidas podem ser adoptadas pelas famílias durante episódios de poluição atmosférica?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos edifícios residenciais, a situação é diferente, porque as pessoas são, em grande medida, responsáveis pela qualidade do ar nas suas próprias casas. Quando o ar exterior está poluído, recomendamos que se fechem as janelas e as portas para reduzir a entrada de poluentes. No entanto, isso levanta outras questões. Será suficiente fechar as janelas? É possível ligar o ar condicionado? O que acontece à QAI?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O ar condicionado, por exemplo, arrefece o espaço, mas não assegura, por si só, a renovação do ar. Se o espaço estiver fechado e ocupado, a concentração de CO2 pode aumentar. Fechar as janelas ajuda a limitar a entrada da poluição exterior, mas poderá não ser suficiente para resolver todos os problemas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um purificador de ar pode ajudar, desde que seja correctamente dimensionado. Não basta escolher um equipamento qualquer. É necessário considerar a dimensão da divisão e a capacidade do aparelho para fornecer ar limpo. Um dos indicadores utilizados é a taxa de fornecimento de ar limpo, conhecida como CADR (</span><i><span style="font-weight: 400;">Clean Air Delivery Rate</span></i><span style="font-weight: 400;">). A capacidade do equipamento deve ser adequada ao volume do espaço. Um aparelho pequeno não será suficiente para uma divisão grande.</span></p>
<p><b>Em Portugal, os custos associados são uma das maiores barreiras à adopção destas soluções. O que acontece às habitações que não têm estes equipamentos?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa é uma dificuldade real. Em Singapura, muitas habitações foram concebidas para funcionar com ventilação natural. Há pessoas que não têm ar condicionado ou não podem suportar o custo de adquirir um purificador de ar. Outras preferem não viver num espaço com ar condicionado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante um episódio de </span><i><span style="font-weight: 400;">haze</span></i><span style="font-weight: 400;">, fechar todas as janelas e portas pode tornar o interior termicamente desconfortável. Se não existir outra solução, as pessoas terão de gerir essa situação com os meios de que dispõem. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Foi por isso que estudámos uma alternativa para espaços com ventilação natural, um sistema que designamos </span><i><span style="font-weight: 400;">fan filter</span></i><span style="font-weight: 400;">. Trata-se de colocar um ventilador e um filtro de elevada eficiência, do tipo HEPA, num painel de janela. O ar exterior entra e chega ao interior depois de filtrado. A solução não exige arrefecimento mecânico, permitindo manter a ventilação natural.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Realizámos esse projecto em 2015, mas a solução não está actualmente instalada de forma generalizada nos edifícios. Quando surge um episódio de poluição, é difícil começar a adaptar todas as janelas.</span><b> Nessa altura, pode já ser demasiado tarde para implementar uma solução deste tipo em grande escala.</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O painel poderia incluir um compartimento para o ventilador e o filtro, que só seriam utilizados quando necessário. Não é necessário manter o filtro instalado e em funcionamento permanentemente. Quando existe um problema de poluição, pode colocar-se o filtro no compartimento previsto para esse efeito. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O desafio é pensar nisso antecipadamente. Se a solução não estiver prevista, como se adapta uma janela quando o problema já está a acontecer? Não é assim tão simples. </span><b>É por isso que defendemos que estas possibilidades sejam consideradas desde a fase de projecto, como parte da própria infra-estrutura do edifício.</b><span style="font-weight: 400;"> Isso exige também a participação dos arquitectos, para que estas funcionalidades possam ser incorporadas desde o início.</span></p>
<p>Fotografias: © Ordem dos Engenheiros</p>
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			</item>
		<item>
		<title>IDEAL: cluster europeu quer colocar a qualidade do ar interior no centro da saúde pública e dos edifícios </title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/ideal-cluster-europeu-quer-colocar-a-qualidade-do-ar-interior-no-centro-da-saude-publica-e-dos-edificios/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ines Malhado]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Sep 2026 09:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[edifícios]]></category>
		<category><![CDATA[epbd]]></category>
		<category><![CDATA[IDEAL Cluster]]></category>
		<category><![CDATA[Investigação]]></category>
		<category><![CDATA[QAI]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os europeus passam a maior parte do tempo em espaços fechados, mas a qualidade do ar que respiram dentro das suas casas, escolas, locais de trabalho e transportes públicos continua a ser menos visível do que a poluição do ar exterior. É precisamente para investigar o que está presente no ar interior e os seus efeitos na saúde que surgiu o IDEAL - Cluster on Indoor Air and Health, uma iniciativa europeia que reúne sete projectos por toda a Europa. As descobertas estão agora a ser transformadas em ferramentas e recomendações que colocam a QAI no centro da saúde pública e do desempenho dos edifícios.  </p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/ideal-cluster-europeu-quer-colocar-a-qualidade-do-ar-interior-no-centro-da-saude-publica-e-dos-edificios/">IDEAL: cluster europeu quer colocar a qualidade do ar interior no centro da saúde pública e dos edifícios </a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><b><span data-contrast="auto">Os europeus passam a maior parte do tempo em espaços fechados, mas a qualidade do ar que respiram dentro das suas casas, escolas, locais de trabalho e transportes públicos continua a ser menos visível do que a poluição do ar exterior. É precisamente para investigar o que está presente no ar interior e os seus efeitos na saúde que surgiu o IDEAL &#8211; Cluster on Indoor Air and Health, uma iniciativa europeia que reúne sete projectos por toda a Europa. As descobertas estão agora a ser transformadas em ferramentas e recomendações que colocam a QAI no centro da saúde pública e do desempenho dos edifícios. </span></b><span data-ccp-props="{&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">É no interior dos edifícios que a maioria da população europeia respira diariamente: estima-se que os europeus passam cerca de 90% do seu tempo em ambientes interiores, desde as suas casas, escritórios, escolas, hospitais, a meios de transporte, de acordo com a Associação Europeia da Indústria de Ventilação (EVIA, na sigla em inglês). Porém, a qualidade do ar interior (QAI) continua a ficar em segundo plano quando se fala de saúde pública e do desempenho dos edifícios. </span><span data-ccp-props="{&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Foi precisamente para preencher esta lacuna que surgiu, em 2022, <a href="https://www.idealcluster.eu/" target="_blank" rel="noopener">o IDEAL &#8211; Cluster on Indoor Air and Health</a>. Financiado pelo programa Horizon Europe, esta rede europeia de investigação tem como objectivo aprofundar o conhecimento sobre os factores que determinam a QAI e os seus efeitos na saúde, bem como procurar soluções para melhorar o ar em ambientes fechados. </span><span data-ccp-props="{&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">O </span><i><span data-contrast="auto">cluster</span></i><span data-contrast="auto"> junta sete projectos por toda a Europa &#8211; o INCHILDHEALTH, INQUIRE, K-HEALTHinAIR, LEARN, SynAir-G, TwinAIR e o EDIAQ -, e oito grupos de trabalho, cujas investigações incidem sobre diferentes ambientes interiores, desde habitações e escolas a locais de trabalho e transportes públicos, e procuram analisar tanto poluentes químicos como factores microbiológicos, bem como as suas fontes e efeitos. Actualmente, o IDEAL conta ainda com mais de 120 organizações e parceiro. </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Durante os primeiros anos de actividade do <em>cluster,</em> os investigadores dedicaram-se a identificar no interior dos edifícios fontes de poluição específicas, que muitas vezes são invisíveis, nomeadamente materiais de construção, produtos de limpeza utilizados nos espaços, sistemas de ventilação inadequados, combustão, humidade, partículas, compostos orgânicos voláteis (COV) e microrganismos, bem como certas actividades dos próprios ocupantes. Entre os grupos considerados mais vulneráveis encontram-se crianças, idosos, grávidas e pessoas com doenças respiratórias ou cardiovasculares.</span><span data-ccp-props="{&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<h6><b><span data-contrast="auto">Da investigação à criação de tecnologias de monitorização</span></b></h6>
<p><span data-contrast="auto">Já este ano, os investigadores começaram a transformar as descobertas e as boas práticas testadas nos projectos em ferramentas e recomendações destinadas a profissionais dos vários sectores e decisores políticos para apoiar a gestão da QAI. Em todos os projetos estão a ser desenvolvidas e testadas tecnologias de monitorização do ar, incluindo sensores de baixo custo e sistemas multissensoriais.  </span><span data-ccp-props="{&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">No caso do projecto <a href="https://k-healthinair.eu/" target="_blank" rel="noopener">K-HEALTHinAIR</a>, os investigadores desenvolveram uma ferramenta para monitorizar a qualidade do ar que utiliza um sistema de semáforo. Já o <a href="https://ediaqi.eu/" target="_blank" rel="noopener">EDIAQI</a> resultou na criação de um <a href="https://iaqsim.ascalia.io/" target="_blank" rel="noopener">simulador </a></span><i><span data-contrast="auto">online</span></i><span data-contrast="auto"> que tem como objetivo estimar a QAI em diferentes edifícios com base na localização e outros fatores. No âmbito do <a href="https://synairg.eu/" target="_blank" rel="noopener">SynAir-G</a>, foi testado um sistema de filtragem do ar que utiliza plantas vivas, cujos dados preliminares sugerem um impacto positivo na saúde.  </span><span data-ccp-props="{&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">No seu primeiro </span><i><span data-contrast="auto">policy brief</span></i><span data-contrast="auto">, o IDEAL defendeu uma definição comum de QAI, uma estratégia europeia &#8220;coerente&#8221; e uma maior articulação entre políticas de construção, renovação, eficiência energética e saúde.</span><span data-ccp-props="{&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A</span> <span data-contrast="auto">saúde das crianças é uma das áreas que tem ganho particular destaque nas investigações levadas a cabo pelo <em>cluster.</em> Num <a href="https://www.idealcluster.eu/ideal-cluster-publishes-second-joint-policy-brief-on-childrens-health-and-indoor-air-quality/?utm" target="_blank" rel="noopener">segundo </a></span><i><span data-contrast="auto">policy brief</span></i><span data-contrast="auto">, publicado em Março passado, o IDEAL</span><span data-contrast="auto"> alertou para o facto de as crianças passarem entre 80 e 90% do seu tempo em espaços interiores, nomeadamente em casa, creches e escolas. Os projectos de investigação identificaram desafios recorrentes relacionados com a presença de CO2, partículas finas, COV e microrganismos no ar interior. Com base nos resultados, os investigadores recomendam uma maior monitorização e a definição de padrões mínimos de QAI baseados na saúde para novos edifícios escolares.</span><span data-ccp-props="{&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<h6><b><span data-contrast="auto">Uma nova dimensão na política europeia para os edifícios</span></b><span data-ccp-props="{&quot;134245418&quot;:false,&quot;134245529&quot;:false,&quot;335559738&quot;:280}"> </span></h6>
<p><span data-contrast="auto">A QAI está também a ganhar espaço na legislação europeia através da<a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/qualidade-do-ar-interior-a-nova-centralidade-da-qai/" target="_blank" rel="noopener"> revisão da Directiva do Desempenho Energético dos Edifícios (EPBD)</a>. A Directiva (UE) 2024/1275, em vigor desde Maio de 2024, veio estabelecer uma visão mais integrada do desempenho dos edifícios, associando a eficiência energética à qualidade do ambiente interior. Assim, a EPBD introduziu o conceito de QAI no enquadramento europeu dos edifícios, abrangendo as condições interiores que afectam a saúde e o bem-estar dos ocupantes, mas também parâmetros como a temperatura, a humidade, a taxa de ventilação e presença de contaminantes. </span><span data-ccp-props="{&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A legislação prevê ainda mudanças ao nível da monitorização. Nos edifícios não residenciais com emissões nulas vai passar a ser obrigatório o uso de  dispositivos de medição e de controlo da QAI. Já nos edifícios não residenciais istentes sujeitos a grandes renovações a instalação destes sistemas deve também ser considerada, mas se for uma opção técnica e economicamente viável.</span></p>
<p>Fotografia de destaque: © Shutterstock</p>
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		<title>Lançada cidade virtual para explorar soluções para diferentes tipologias de edifícios </title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/empresas/lancada-cidade-virtual-para-explorar-solucoes-para-diferentes-tipologias-de-edificios/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Edifícios e Energia]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Aug 2026 08:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[saint-gobain]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://edificioseenergia.pt/?p=37718</guid>

					<description><![CDATA[<p>Há uma nova plataforma digital interactiva, pensada para o mercado português, que permite explorar a aplicação de soluções construtivas em diferentes tipologias de edifícios. A Cidade Saint-Gobain, lançada esta semana, pretende simplificar o acesso à informação técnica e apoiar a tomada de decisão dos profissionais da construção. </p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Há uma nova plataforma digital interactiva, pensada para o mercado português, que permite explorar a aplicação de soluções construtivas em diferentes tipologias de edifícios. A Cidade Saint-Gobain, lançada esta semana, pretende simplificar o acesso à informação técnica e apoiar a tomada de decisão dos profissionais da construção.&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Saint-Gobain Portugal acabou de lançar a <a href="https://cidade.saint-gobain.pt/?utm_source=site_saint_gobain&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=homepage" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Cidade Saint-Gobain</a>, uma plataforma digital interactiva que reúne, num único ambiente virtual, soluções construtivas<em>,</em> aplicadas a nove tipologias de edifícios. O lançamento surge num momento em que a digitalização é apontada como um dos desafios do sector da construção, ainda marcado por um nível de adopção de tecnologias digitais inferior ao de outras áreas da indústria, como tem alertado a Comissão Europeia (CE). </p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Bruxelas, o ecossistema industrial da construção, que engloba toda a cadeia de valor do sector, continua a ser o menos digitalizado da União Europeia: apenas 55% das empresas utilizam tecnologias digitais avançadas, abaixo da média de 76% dos restantes sectores industriais. A CE considera que acelerar a adopção de ferramentas digitais será determinante para aumentar a produtividade, a competitividade e a eficiência do sector.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É neste contexto que a Cidade Saint-Gobain pretende actuar.&#8221;A transformação digital está a mudar a forma como os profissionais projectam, especificam e executam edifícios. A Cidade Saint-Gobain aproxima a informação técnica da realidade da obra, permitindo visualizar soluções completas em contexto e tornando o processo de especificação mais simples, intuitivo e eficiente&#8221;, sublinha Rui Oliveira, director da Saint-Gobain Solutions Portugal. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A nova ferramenta <em>online</em> &#8211; de livre acesso &#8211; foi desenvolvida para apoiar arquitectos, engenheiros, projectistas e aplicadores ao simplificar a consulta de informação técnica e na especificação de sistemas para diferentes contextos de construção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em vez de consultar documentação dispersa por diferentes catálogos, o utilizador pode navegar por diferentes tipologias de edifícios, identificar as soluções construtivas mais adequadas para cada aplicação e aceder, num único espaço digital, às respectivas características técnicas e sistemas associados. </p>



<p class="wp-block-paragraph">“A intenção é, precisamente, eliminar alguma da complexidade associada à pesquisa de informação técnica, concentrando num único ambiente digital soluções que, tradicionalmente, poderiam exigir a consulta de diferentes catálogos, documentos ou fontes &#8211; Queremos que seja uma ferramenta útil tanto na fase de inspiração e pesquisa, como numa fase mais avançada de análise e especificação”, explica, à <em>Edifícios e Energia</em>, Rui Oliveira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O objectivo “foi criar uma experiência simples e visual, que permitisse passar da lógica de consultar produtos isoladamente para uma lógica de sistemas e soluções completas, tendo em conta a tipologia e as necessidades específicas de cada edifício”, reforça o porta-voz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Rui Oliveira explica também que a ferramenta foi desenvolvida para o mercado nacional e responde às necessidades dos profissionais que trabalham em Portugal. “É uma iniciativa da Saint-Gobain Portugal, construída a partir das soluções e marcas disponíveis no nosso mercado e da realidade dos projectos que aqui são desenvolvidos”, afirma. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Plataforma reúne sistemas construtivos completos</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A plataforma reúne nove tipologias edifícios, entre as quais habitação, edifícios industriais, escolas, hospitais, hotéis, edifícios de serviços e centros comerciais, permitindo explorar diferentes soluções para fachadas, isolamento, pavimentos, impermeabilização, divisórias, tectos, vidro e climatização. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta nova cidade virtual integra soluções das diferentes marcas do grupo Saint-Gobain, incluindo Isover, Placo®, Weber, Climalit®, Saint-Gobain Glass, Ecophon e Gabelex, o que permite uma abordagem baseada em sistemas construtivos completos. Ao longo da navegação, os utilizadores podem consultar informação técnica, compreender a interacção entre diferentes soluções e identificar os sistemas mais adequados para cada tipologia de edifício.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A Cidade Saint-Gobain não se trata apenas de apresentar produtos. A plataforma procura mostrar sistemas construtivos completos, o que permite compreender a forma como diferentes soluções se relacionam e respondem a necessidades como eficiência energética, sustentabilidade e conforto térmico e acústico”, sublinha o responsável.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na selecção das soluções disponíveis a testar na plataforma foram tidos em conta critérios a nível da eficiência energética e sustentabilidade, embora a Cidade Saint-Gobain não substitua ferramentas específicas de cálculo, de orçamento ou de avaliação do desempenho.  </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Evoluir em linha com o sector</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O futuro da plataforma passa por acompanhar a própria evolução do sector. “Mais do que estabelecer um número fechado de soluções, a lógica da plataforma é precisamente a de criar um ambiente que possa evoluir. A construção está em permanente transformação, surgem novas soluções, novas exigências regulamentares e novas necessidades dos projectistas e donos de obra. Por isso, queremos que a Cidade Saint-Gobain seja uma ferramenta viva, que possa incorporar novas soluções e conteúdos e, no futuro, eventualmente novas tipologias de edifícios”, aponta Rui Oliveira. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A Cidade Saint-Gobain surge numa estratégia mais abrangente do grupo industrial francês “que tem vindo a reforçar a utilização de ferramentas digitais para facilitar o trabalho dos profissionais e promover uma abordagem baseada em soluções integradas”, explica Rui Oliveira, acrescentando que a empresa tem “vindo a investir de forma consistente” nas áreas da digitalização e da disponibilização de informação técnica em formatos mais acessíveis. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a Saint-Gobain Portugal, este lançamento representa mais um passo na estratégia de digitalização da relação com os profissionais da construção, ao responder à crescente necessidade de acesso rápido, integrado e contextualizado à informação técnica.</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<hr class="wp-block-separator aligncenter has-text-color has-alpha-channel-opacity has-background is-style-wide" style="margin-top:2px;margin-bottom:2px;background-color:#27a5b8;color:#27a5b8"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>O texto acima é da inteira responsabilidade das empresas/entidades em causa.<br>Fonte: Press Release</em></strong><br><strong><em>Fotografia de destaque</em></strong>: <strong><em>© Saint-Gobain Portugal</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Que ar respiramos dentro dos edifícios? O desafio da QAI na Europa</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/que-ar-respiramos-dentro-dos-edificios-o-desafio-da-qai-na-europa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rita Galego]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Aug 2026 08:57:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[edifícios]]></category>
		<category><![CDATA[epbd]]></category>
		<category><![CDATA[eurovent]]></category>
		<category><![CDATA[qualidade do ar interior]]></category>
		<category><![CDATA[REHVA]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Passamos grande parte do tempo em espaços fechados, mas raramente pensamos na qualidade do ar que respiramos dentro de portas. Muito se fala sobre a poluição atmosférica, mas a verdade é que o ar no interior dos edifícios pode estar significativamente mais poluído do que o ar exterior, com impactos na saúde, no conforto e até na produtividade. A qualidade do ar interior surge, assim, como um dos grandes desafios a nível europeu.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong><em>Este artigo foi originalmente publicado na <a href="https://leitor.medialine.pt/reader.html?p=edificiosenergia&amp;v=principal&amp;e=165" target="_blank" rel="noopener">edição nº 165 da Edifícios e Energia</a> (Maio/Junho 2026).</em></strong></p>
<p>Passamos grande parte do tempo em espaços fechados, mas raramente pensamos na qualidade do ar que respiramos dentro de portas. Muito se fala sobre a poluição atmosférica, mas a verdade é que o ar no interior dos edifícios pode estar significativamente mais poluído do que o ar exterior, com impactos na saúde, no conforto e até na produtividade. A qualidade do ar interior surge, assim, como um dos grandes desafios a nível europeu.</p>
<p>A qualidade do ar interior (QAI) tem vindo a afirmar-se como um aspecto relevante de saúde pública na Europa. Os europeus passam cerca de 90% do seu tempo em ambientes interiores como casas, escritórios, escolas, hospitais ou meios de transporte, de acordo com a Associação Europeia da Indústria de Ventilação (EVIA). É no interior dos edifícios que a maioria da população vive, trabalha e respira diariamente.</p>
<p>Paradoxalmente, é também nesses espaços que o ar pode apresentar níveis de poluição significativamente superiores aos do exterior. Estudos citados pela EVIA indicam que o ar interior pode ser duas a cinco vezes mais poluído do que o ar ambiente, podendo, em casos extremos, atingir concentrações até cem vezes superiores. Esta realidade resulta sobretudo da acumulação de poluentes gerados por actividades quotidianas e materiais comuns. As fontes de contaminação são múltiplas e, muitas vezes, invisíveis: desde revestimentos de pavimentos, tintas e vernizes, até ao acto de cozinhar, limpar ou simplesmente respirar. A estas juntam-se ainda contribuições do exterior, como emissões de tráfego rodoviário, actividades industriais, pólen e partículas finas. A exposição prolongada a estes contaminantes torna-se um factor determinante no desenvolvimento de doenças respiratórias, como a asma, bem como na propagação de infecções e alergias.</p>
<p>A QAI refere-se, assim, à qualidade do ar dentro e ao redor dos edifícios, tendo em conta os impactos que o mesmo tem na saúde, conforto e bem-estar dos ocupantes. Este conceito abrange não apenas o sector residencial, mas também um vasto conjunto de espaços não residenciais, incluindo escolas, unidades de saúde, estabelecimentos comerciais, fábricas e até transportes. Para além de influenciar a saúde pública, a produtividade, o desempenho cognitivo e a qualidade de vida dos cidadãos também são parâmetros a ter em consideração.</p>
<h5><strong>Resposta política é necessária</strong></h5>
<p>Diversos factores contribuem para uma má qualidade do ar interior. Entre eles destacam-se a presença de compostos orgânicos voláteis (emitidos por materiais de construção, mobiliário e produtos de limpeza), partículas em suspensão, humidade excessiva, mofo, fumo de tabaco e níveis elevados de dióxido de carbono, sendo que este último, embora não seja um poluente em si, funciona como indicador da falta de renovação do ar. A própria evolução dos edifícios nas últimas décadas, com maior estanquidade para ganhos de eficiência energética, veio reduzir a ventilação natural e dificultar a dissipação de poluentes.</p>
<p>Neste contexto, um manifesto publicado em Junho de 2024 pela EVIA reforça a urgência política do tema, defendendo que “a boa qualidade do ar interior deve tornar-se um direito humano fundamental”. O documento sublinha que, apesar de muitos países europeus já reconhecerem o direito a um ambiente saudável, “esquece-se frequentemente que a necessidade de boa qualidade do ar não se limita ao ar exterior, mas inclui também o ar que respiramos em espaços interiores”.</p>
<p>Os signatários do manifesto alertam ainda que “a qualidade do ar interior reveste-se de importância crítica e merece a elevada atenção política que lhe é devida a nível europeu”, apelando a uma acção mais ambiciosa. Entre as principais recomendações está a necessidade de “atribuir igual (elevada) importância à ‘qualidade do ar interior’ e à ‘qualidade do ar ambiente’ na adopção de políticas da UE” e de proceder a uma revisão abrangente das políticas europeias para integrar medidas mais eficazes neste domínio.<br />
Apesar de alguns avanços, como a revisão da Directiva sobre o Desempenho Energético dos Edifícios (EPBD), que reconhece o papel da ventilação na saúde e no conforto, a regulamentação da QAI parece continuar fragmentada e maioritariamente dependente dos Estados-Membros. Assim, à medida que a União Europeia procura reforçar as suas políticas ambientais e de saúde pública, a integração da qualidade do ar interior surge não apenas como uma necessidade técnica, mas como uma questão de direitos fundamentais e de qualidade de vida para milhões de europeus.</p>
<p>É neste ponto — entre a ambição política e a aplicação prática — que ganham relevância instrumentos técnicos capazes de traduzir objectivos em soluções concretas no terreno. A melhoria da QAI depende também da forma como os edifícios são concebidos, equipados e operados, incluindo a selecção e avaliação dos seus componentes.</p>
<h5><strong>Entre a saúde e o desempenho ambiental</strong></h5>
<p>A crescente atenção à qualidade do ar interior (QAI) tem vindo a alargar o debate para além da saúde, com a integração das dimensões ambientais e de sustentabilidade. Recentemente, a Eurovent (Associação Europeia da Indústria do Aquecimento, Ventilação, Frio e Refrigeração) publicou um novo guia dedicado às Declarações Ambientais de Produto (DAPs) para filtros de ar, propondo uma abordagem estruturada para avaliar e comunicar o desempenho ambiental destes componentes essenciais dos sistemas AVAC (Aquecimento, Ventilação e Ar Condicionado).</p>
<p>O documento surge, segundo a associação, para responder à “crescente procura por dados ambientais fiáveis” e para ajudar os diferentes intervenientes do sector a compreender melhor os impactos ao longo do ciclo de vida das soluções de filtragem. Desenvolvido pelo Grupo de Produtos de Filtros de Ar (PG-FIL), o guia procura garantir “uma abordagem prática e baseada no consenso”, alinhada com normas existentes e com as necessidades do mercado, promovendo maior transparência e comparabilidade entre produtos.</p>
<p>Os filtros desempenham um papel directo na qualidade do ar que se respira dentro dos edifícios. Sabendo que os europeus passam cerca de 90% do tempo em espaços interiores, a capacidade de remover partículas nocivas (como as partículas finas PM2,5) é determinante para proteger a saúde dos ocupantes.</p>
<p>Como refere o guia, trata-se de “melhorar a qualidade do ar interior (QAI) para proteger as pessoas no edifício de poluentes nocivos”, sublinhando a ligação directa entre eficiência de filtragem e os benefícios para a saúde.</p>
<p>No entanto, a filtragem do ar apresenta também uma dimensão energética frequentemente subestimada. Apesar de serem componentes passivos, os filtros influenciam o desempenho global dos sistemas de ventilação: “a sua resistência ao fluxo de ar tem geralmente um impacto significativo no consumo total de energia e na pegada de carbono de um sistema”.</p>
<p>Esta relação cria um equilíbrio delicado entre eficiência de remoção de partículas, consumo energético e custos operacionais. Para apoiar decisões mais informadas, a Eurovent disponibiliza ferramentas como os modelos 4/21 e 4/24, que permitem estimar o consumo energético da operação dos filtros e avaliar o seu impacto ao nível do edifício. Estas metodologias contribuem para uma análise mais rigorosa e comparável, essencial num sector cada vez mais orientado por critérios de desempenho ambiental.</p>
<p>É neste ponto que as DAPs assumem um papel central. Baseadas na Avaliação do Ciclo de Vida (ACV), estas declarações fornecem “informações detalhadas sobre o impacte ambiental” dos produtos — desde as matérias-primas e fabrico até à utilização e fim de vida — incluindo indicadores como o Potencial de Aquecimento Global. Funcionando como uma espécie de “rótulo nutricional” ambiental, as DAPs permitem uma leitura transparente e padronizada do desempenho ambiental dos filtros de ar.</p>
<p>Ainda assim, o guia alerta para a necessidade de uma interpretação cuidadosa. “As DAP são ferramentas valiosas […], mas podem ser mal utilizadas ou mal interpretadas”, não devendo ser confundidas com um selo de sustentabilidade. Pelo contrário, são instrumentos que “fornecem dados ambientais neutros e quantitativos”, cuja utilidade depende da comparação rigorosa entre produtos com base nas mesmas regras e da análise de múltiplos indicadores, e não apenas de métricas isoladas como a pegada de carbono.</p>
<p>Num contexto em que os edifícios representam mais de 30% da pegada ambiental da União Europeia, e em que os filtros de ar têm ciclos de vida curtos e aplicações variáveis, a necessidade de metodologias específicas torna-se evidente. A Eurovent sublinha: “a abordagem para a avaliação do impacte ambiental dos filtros necessita de ser diferente da utilizada para os produtos de construção ‘típicos’”.</p>
<blockquote>
<h5><strong>A abordagem da REHVA à qualidade do ar interior</strong></h5>
<p>A REHVA (Federação Europeia do Aquecimento, Ventilação e Ar Condicionado) posiciona a QAI como uma questão de saúde pública, defendendo que os edifícios devem ser concebidos e operados com base em critérios que vão além do conforto. A federação destaca a complexidade do ar interior e a presença de múltiplos poluentes com impacto directo na saúde.</p>
<p>A ventilação é apontada como um elemento-chave, mas apenas quando correctamente dimensionada, adaptada à ocupação real e assegurada ao longo de todo o ciclo de vida do edifício. Ainda assim, a REHVA sublinha que não é suficiente por si só, defendendo uma abordagem que começa no controlo das fontes de poluição, complementada por ventilação, e, quando necessário, filtragem.</p>
<p>A REHVA alerta também para os riscos de edifícios mais estanques no contexto da eficiência energética, defendendo a integração da QAI na regulamentação europeia. Para a federação, garantir ar interior saudável beneficia não só a qualidade do projecto, mas também operação e manutenção contínuas, num processo permanente de monitorização e adaptação.</p>
<h5><strong>Eurovent: sustentabilidade e saúde aliadas</strong></h5>
<p>A Eurovent defende uma abordagem regulatória mais forte para a QAI na Europa, alertando para falhas de mercado e para a ausência de um enquadramento legislativo abrangente nesta área. A associação considera a QAI uma necessidade básica e um direito fundamental, defendendo maior intervenção política ao nível europeu.</p>
<p>Neste contexto, a Eurovent tem apelado à integração de requisitos de qualidade do ar em instrumentos como a Directiva sobre o Desempenho Energético dos Edifícios (EPBD), promovendo uma ligação mais directa entre energia, saúde e bem-estar. Do ponto de vista técnico, esta associação destaca o papel dos sistemas de AVAC, nomeadamente a ventilação e a filtragem na garantia de ambientes interiores saudáveis, sublinhando também a importância da manutenção e da monitorização contínua.</p>
<p>A associação alerta ainda que a transição energética, ao tornar os edifícios mais eficientes e estanques, pode agravar riscos de poluição interior, defendendo, por isso, que sustentabilidade e a saúde sejam tratadas de forma integrada nas políticas europeias de construção.</p></blockquote>
<p>Fotografia de destaque: © Shutterstock</p>
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		<title>BAXI reforça a sua aposta na Climatização Comercial com a aquisição da italiana G.I. Holding pela BDR Thermea</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/empresas/baxi-reforca-a-sua-aposta-na-climatizacao-comercial-com-a-aquisicao-da-italiana-g-i-holding-pela-bdr-thermea/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Edifícios e Energia]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Jul 2026 10:53:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[BAXI]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O grupo BDR Thermea, um dos principais fabricantes internacionais de soluções inteligentes de climatização, ao qual pertence a BAXI, anunciou a aquisição de 100% da empresa italiana G.I. Holding, líder em soluções de aquecimento, ventilação e ar condicionado para aplicações comerciais e industriais. ...</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"></p>



<div style="height:45px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph">O grupo <strong><a href="https://www.bdrthermeagroup.com" type="link" id="www.bdrthermeagroup.com" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">BDR Thermea</a></strong>, um dos principais fabricantes internacionais de soluções inteligentes de climatização, ao qual pertence a <strong><a href="https://www.baxi.pt/" type="link" id="https://www.baxi.pt/">BAXI</a></strong>, anunciou a <strong>aquisição de 100% da empresa italiana <a href="https://giholding.it/it/" type="link" id="https://giholding.it/it/" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">G.I. Holding</a></strong>, líder em soluções de aquecimento, ventilação e ar condicionado para aplicações comerciais e industriais. A <strong>G.I. Holding</strong> tem um portefólio empresarial sólido e vasta experiência em engenharia, integração de sistemas e serviços. As suas marcas incluem <strong>CLINT (bombas de calor e chillers)</strong>, <strong>KTK KLIMATECHNIK (climatização de processos)</strong>, <strong>NOVAIR (soluções de qualidade do ar)</strong> e <strong>MONTAIR (climatização de centros de dados)</strong>. Esta integração irá repercutir de forma direta no catálogo de Climatização Comercial que a <strong>BAXI</strong> irá disponibilizar aos seus clientes, em Espanha e Portugal, permitindo-lhe apresentar novas soluções de bombas de calor para a descarbonização de edifícios, entre outras novidades assinaláveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A evolução do negócio da <strong>BDR Thermea</strong> e de todo o seu grupo de empresas para os sistemas de climatização centralizados em edifícios comerciais e industriais tem como antecedentes a aquisição que a <strong>BAXI</strong> fez em 2021, quando incorporou a <strong>Hitecsa</strong>, com o objetivo de complementar a sua oferta tradicional e poder oferecer mais soluções adaptadas a todos os tipos de edifícios terciários e industriais, como aeroportos,  hospitais, hotéis, supermercados, lojas. <strong>Joan Blanch,</strong> <strong>Diretor-Geral</strong> da <strong>BDR Thermea </strong>em Espanha e Portugal, destaca que &#8220;<strong>com a aquisição hoje efetuada pelo Grupo, o alinhamento estratégico e operacional da BDR Thermea com o plano de crescimento definido para 2030 é reforçado. Hoje expandimos significativamente a nossa capacidade para oferecer soluções para todas as necessidades de climatização comercial que os nossos clientes possam necessitar, desde complexos residenciais e hotéis até centros educativos ou comerciais.&#8221;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A aquisição de 100% da empresa italiana G.I. Holding, líder em soluções de aquecimento, ventilação e ar condicionado para aplicações comerciais e industriais, pela BDR Thermea, culmina uma relação iniciada em 2023, quando adquiriu uma participação minoritária de 25% na G.I. Holding.</p>



<div style="height:23px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h6 class="wp-block-heading"><strong>Três anos de relação</strong></h6>



<p class="wp-block-paragraph">Comentando a transação de hoje, Tjarko Bouman, CEO da BDR Thermea, afirmou: <strong>&#8220;Este é um momento decisivo para a BDR Thermea. A G.I. Holding traz um portefólio de produtos de alta capacidade, a experiência em engenharia e as competências comerciais de que precisamos para oferecer soluções de descarbonização totalmente integradas.&#8221;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Paolo Baldissin, anterior CEO da G.I. Holding, afirmou: <strong>&#8220;A nossa colaboração começou há mais de cinco anos com o objetivo de apoiar a evolução do negócio da BDR Thermea rumo aos sistemas de climatização centralizados para edifícios comerciais e industriais. O passo dado hoje abre agora novas oportunidades para a G.I. Holding e para os seus valiosos clientes num mercado cada vez mais competitivo, dominado por grandes grupos industriais. A visão de longo prazo da BDR Thermea, combinada com o seu foco industrial, permitirá à G.I. Holding continuar a crescer fortemente. Expressa também o claro compromisso de longo prazo da BDR Thermea com Itália como mercado-chave e como um polo de inovação na Europa.&#8221;</strong></p>



<div style="height:23px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h6 class="wp-block-heading"><strong>Um acelerador para a estratégia 2030</strong></h6>



<p class="wp-block-paragraph">A aquisição de hoje é um passo fundamental para impulsionar a estratégia 2030 da <strong>BDR Thermea</strong>: Foco, Transformação e Ação, principais fatores que definem a orientação da empresa a longo prazo. A estratégia baseia-se no fortalecimento da posição da <strong>BDR Thermea</strong> no mercado residencial e comercial, no incremento das soluções de aquecimento e arrefecimento conectados e no reforço dos serviços pós-venda.  É fundamental passar de um foco centrado no produto para uma oferta de soluções que ofereça sistemas de climatização integrados, adaptados às necessidades dos nossos clientes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A <strong>G.I. Holding </strong>reforça estas capacidades e acrescenta uma sólida carteira comercial e vasta experiência em engenharia, integração de sistemas e serviços. Esta aquisição traz também valor adicional na engenharia, gestão de produto, formação e suporte pós-venda, dando um claro impulso à oferta de soluções integrais.</p>



<div style="height:23px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h6 class="wp-block-heading"><strong>Uma oferta completa de climatização comercial</strong></h6>



<p class="wp-block-paragraph">Juntas, a <strong>BDR Thermea</strong> e a <strong>G.I. Holding</strong> passam agora a disponibilizar aos seus clientes um portefólio completo e integrado de climatização, posicionando a empresa como um &#8220;balcão único&#8221; para soluções comerciais de aquecimento e arrefecimento. Com uma presença local mais forte em toda a Europa, capacidades de serviço reforçadas e uma estreita colaboração com os nossos clientes, o negócio combinado pode oferecer soluções personalizadas para vários mercados e aplicações. As marcas da <strong>G.I. Holding</strong> continuarão a diferenciar-se com o apoio de investimentos contínuos em I+D, desenvolvimento de produtos e crescimento previsível do mercado.</p>



<div style="height:23px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h6 class="wp-block-heading"><strong>Fortalecimento da produção e alcance global</strong></h6>



<p class="wp-block-paragraph">A aquisição anunciada hoje reforça o compromisso da <strong>BDR Thermea</strong> com a excelência no setor. Os locais de produção da <strong>G.I. Holding</strong> em Latisana, Ronchis e Rivignano (Friuli-Venezia Giulia, Itália) juntam-se à presença da <strong>BAXI</strong> em Bassano di Grappa (Véneto, Itália) e Castellbisbal (Barcelona, Espanha), criando uma plataforma industrial reforçada dentro da rede de 14 fábricas da BDR Thermea em toda a Europa. Aproximadamente 300 funcionários da <strong>G.I. Holding </strong>em Itália, Hungria, Malásia e Emirados Árabes Unidos juntam-se à <strong>BDR Thermea,</strong> uma organização com mais de 6.500 pessoas a operar em mais de 50 países.</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<hr class="wp-block-separator aligncenter has-text-color has-alpha-channel-opacity has-background is-style-wide" style="margin-top:2px;margin-bottom:2px;background-color:#27a5b8;color:#27a5b8"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>O texto acima é da inteira responsabilidade das empresas/entidades em causa.<br>Fonte: Press Release</em></strong></p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/empresas/baxi-reforca-a-sua-aposta-na-climatizacao-comercial-com-a-aquisicao-da-italiana-g-i-holding-pela-bdr-thermea/">BAXI reforça a sua aposta na Climatização Comercial com a aquisição da italiana G.I. Holding pela BDR Thermea</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
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		<title>O Ar que Respiramos: O Coração da Nova Diretiva Europeia e o Papel dos Sistemas Gyptec e Volcalis</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/empresas/o-ar-que-respiramos-o-coracao-da-nova-diretiva-europeia-e-o-papel-dos-sistemas-gyptec-e-volcalis/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Edifícios e Energia]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[grupo preceram]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A recente revisão da Diretiva para o Desempenho Energético dos Edifícios (EPBD 2024) marca um ponto de viragem histórico no setor da construção. Pela primeira vez, a legislação europeia coloca a Qualidade do Ar Interior ...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
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<div style="height:45px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph">A recente revisão da <strong>Diretiva para o Desempenho Energético dos Edifícios (EPBD 2024</strong>) marca um ponto de viragem histórico no setor da construção. Pela primeira vez, a legislação europeia coloca a Qualidade do Ar Interior (QAI) no mesmo patamar de relevância que a eficiência energética. No <strong><a href="https://preceram.pt/" type="link" id="https://preceram.pt/" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">Grupo Preceram</a></strong>, vemos esta mudança não como um obstáculo, mas como uma evolução necessária: o edifício moderno deve deixar de ser apenas uma caixa isolada para se tornar um ecossistema que protege e promove a saúde dos seus ocupantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste novo paradigma, a ventilação e a renovação do ar são fundamentais, mas a sua eficácia depende diretamente da natureza dos materiais que compõem a envolvente e as divisórias internas. É aqui que os sistemas de construção a seco, combinando as <strong><a href="https://gyptec.eu/placas-gesso/" type="link" id="https://gyptec.eu/placas-gesso/" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">placas de gesso Gyptec</a></strong> e a <strong><a href="https://volcalis.pt/la-mineral-volcalis/" type="link" id="https://volcalis.pt/la-mineral-volcalis/" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">lã mineral Volcalis</a></strong>, assumem um papel determinante na criação de espaços seguros, saudáveis e tecnicamente avançados.</p>



<div style="height:23px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img decoding="async" width="1024" height="576" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/07/volcalisobra2-1024x576.png" alt="" class="wp-image-37349" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/07/volcalisobra2-1024x576.png 1024w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/07/volcalisobra2-300x169.png 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/07/volcalisobra2-768x432.png 768w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/07/volcalisobra2.png 1200w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<div style="height:23px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h6 class="wp-block-heading"><strong><strong>A Salubridade começa na Escolha dos Materiais</strong></strong></h6>



<p class="wp-block-paragraph">A <strong>QAI</strong> é influenciada pela presença de Compostos Orgânicos Voláteis (COV). A <strong>lã mineral Volcalis</strong> destaca-se neste campo por possuir o <a href="https://edificioseenergia.pt/empresas/cuida-de-quem-vive-e-de-quem-instala/" type="link" id="https://edificioseenergia.pt/empresas/cuida-de-quem-vive-e-de-quem-instala/" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">selo <em>Indoor Air Comfort GOLD</em> da Eurofins</a>, a certificação mais rigorosa da Europa. Este rótulo garante que o isolamento não liberta substâncias nocivas para o ambiente interior, contribuindo para um ar mais limpo em habitações, escolas e hospitais. Quando associada às <strong>placas Gyptec</strong>, obtemos um sistema de compartimentação que não só é neutro em termos de emissões, como ajuda a regular a humidade ambiente, um fator crítico para evitar a proliferação de fungos e bolores.</p>



<div style="height:23px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h6 class="wp-block-heading"><strong><strong>A &#8220;Respiração&#8221; das Paredes e a Física do Edifício</strong> inteligente: sistemas que se adaptam ao projeto e ao consumidor</strong></h6>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos desafios da <strong>EPBD 2024</strong> é garantir que a estanquidade necessária para a eficiência energética não gere condensações. A <strong>lã mineral Volcalis</strong> é um material hidrorrepelente, mas permeável ao vapor. Esta propriedade permite que os sistemas &#8220;respirem&#8221;, facilitando a difusão do vapor de água e impedindo que a humidade fique retida no interior das paredes. Este equilíbrio é essencial para manter a integridade estrutural e para assegurar que a filtragem e a renovação do ar previstas nos projetos de ventilação não sejam anuladas por patologias biológicas nas paredes.</p>



<div style="height:23px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h6 class="wp-block-heading"><strong><strong>Segurança Passiva e Conforto Multidimensional</strong></strong></h6>



<p class="wp-block-paragraph">Para além da saúde respiratória, o bem-estar num edifício é indissociável da segurança e do silêncio. A <strong>lã mineral Volcalis</strong>, classificada como Euroclasse A1 (incombustível), atua como uma barreira eficaz contra o fogo, não emitindo gases tóxicos nem fumo em caso de incêndio – aspetos vitais para a evacuação segura. Simultaneamente, a estrutura filamentar da lã mineral confere-lhe uma capacidade de absorção sonora excecional, que, integrada nos sistemas de <strong>placas Gyptec</strong>, permite uma compartimentação acústica superior entre divisões, reduzindo o stress auditivo.</p>



<div style="height:23px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h6 class="wp-block-heading"><strong>Conclusão</strong></h6>



<p class="wp-block-paragraph">Reabilitar ou construir à luz da <strong>EPBD 2024</strong> exige uma visão holística. Não basta isolar; é preciso saber com que materiais o fazemos. Ao optarmos por soluções integradas de gesso e lã mineral, estamos a responder às exigências de qualidade do ar interior e eficiência energética com um compromisso inabalável com a saúde. A engenharia de excelência é aquela que, sendo invisível por trás das paredes, garante que cada lufada de ar dentro de casa seja tão pura e segura quanto a tecnologia atual permite.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Artigo da Autoria do <strong><a href="https://preceram.pt/" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">Grupo Preceram</a></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



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<hr class="wp-block-separator aligncenter has-text-color has-alpha-channel-opacity has-background is-style-wide" style="margin-top:2px;margin-bottom:2px;background-color:#27a5b8;color:#27a5b8"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>O texto acima é da inteira responsabilidade das empresas/entidades em causa.<br>Fonte: Press Release</em></strong></p>
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		<title>FERSIL lança novo sistema de tubagem de drenagem insonorizado para aplicações de elevada exigência técnica</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/empresas/fersil-lanca-novo-sistema-de-tubagem-de-drenagem-insonorizado-para-aplicacoes-de-elevada-exigencia-tecnica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Edifícios e Energia]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[FERSIL]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A FERSIL acaba de lançar o novo sistema de tubagem Avantgarde Premium 3KKK insonorizado, um sistema de drenagem multicamada desenvolvido e produzido em Portugal que combina desempenho acústico, comportamento ao fogo classificado B-s1,d0 e elevada resistência térmica ...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Solução de tubagem desenvolvida e produzida em Portugal combina desempenho acústico, segurança ao fogo e durabilidade para responder aos requisitos dos edifícios modernos</strong></p>



<div style="height:45px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



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<p class="wp-block-paragraph">A <strong><a href="https://fersil.com/" type="link" id="https://fersil.com/" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">FERSIL</a></strong> acaba de lançar o novo sistema de tubagem <strong>Avantgarde Premium 3KKK insonorizado</strong>, um sistema de drenagem multicamada desenvolvido e produzido em Portugal que combina desempenho acústico, comportamento ao fogo classificado B-s1,d0 e elevada resistência térmica, destinado a aplicações onde estes requisitos assumem particular relevância.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A crescente exigência dos projetos de construção ao nível do conforto acústico, da segurança ao fogo e da durabilidade está a impulsionar o desenvolvimento de soluções técnicas cada vez mais especializadas para infraestruturas prediais. Neste contexto, o novo sistema foi concebido para responder às necessidades de edifícios onde o desempenho das redes de drenagem constitui um fator crítico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Destinado a aplicações como hotéis, hospitais, residências seniores, laboratórios, cozinhas industriais, spas, teatros, bibliotecas e empreendimentos residenciais premium, o sistema de tubagem Avantgarde Premium 3KKK insonorizado integra uma estrutura multicamada em PP-ML com cargas minerais, desenvolvida para otimizar o comportamento acústico e o desempenho técnico da solução. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos principais diferenciadores do sistema é o seu comportamento acústico. Nos ensaios realizados, registou níveis de ruído de 13 dB(A) aos 2,0 l/s e 16 dB(A) aos 4,0 l/s, características particularmente relevantes em edifícios onde o conforto dos utilizadores constitui um requisito de projeto. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao nível da segurança contra incêndio, apresenta classificação B-s1,d0 em comportamento ao fogo, distinguindo-se pela reduzida emissão de fumos e pelas suas propriedades autoextinguíveis. Estas características resultam da incorporação de aditivos retardadores de chama na camada exterior do tubo e contribuem para responder aos requisitos de segurança exigidos, conforme EN 13501-1 e regulamento SCIE decreto lei 220/2008 na portaria 1532/2008, em diferentes tipos de edifícios. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre as restantes características técnicas destacam-se a elevada resistência química, a capacidade de suportar águas residuais a temperaturas superiores a 95ºC e a rigidez circunferencial SN6, fatores que contribuem para a robustez e longevidade do sistema. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O sistema tubagem <strong>Avantgarde Premium 3KKK insonorizado</strong> é igualmente 100% reciclável, refletindo a preocupação da empresa em incorporar princípios de sustentabilidade no desenvolvimento de produto. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O lançamento desta solução integra a estratégia de investimento da <strong>FERSIL</strong> em inovação, engenharia aplicada e desenvolvimento de produto. Produzido em Portugal, o sistema reforça a capacidade da indústria nacional para conceber e fabricar soluções técnicas orientadas para requisitos cada vez mais exigentes nos mercados da construção e das infraestruturas. </p>



<p class="wp-block-paragraph">⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠&#8221;Os projetos de construção exigem hoje soluções capazes de responder simultaneamente a requisitos de desempenho acústico, segurança, durabilidade e sustentabilidade. O desenvolvimento deste sistema reflete o investimento contínuo da FERSIL em engenharia aplicada e inovação industrial, reforçando a capacidade de produção e desenvolvimento tecnológico realizada em Portugal&#8221;, afirma <strong>Cristiana Sousa</strong>, gestora de produto da <strong>FERSIL</strong>. </p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="576" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/06/fersiltubos-1024x576.png" alt="" class="wp-image-36950" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/06/fersiltubos-1024x576.png 1024w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/06/fersiltubos-300x169.png 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/06/fersiltubos-768x432.png 768w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/06/fersiltubos.png 1200w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



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<hr class="wp-block-separator aligncenter has-text-color has-alpha-channel-opacity has-background is-style-wide" style="margin-top:2px;margin-bottom:2px;background-color:#27a5b8;color:#27a5b8"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>O texto acima é da inteira responsabilidade das empresas/entidades em causa.<br>Fonte: Press Release</em></strong></p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/empresas/fersil-lanca-novo-sistema-de-tubagem-de-drenagem-insonorizado-para-aplicacoes-de-elevada-exigencia-tecnica/">FERSIL lança novo sistema de tubagem de drenagem insonorizado para aplicações de elevada exigência técnica</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Cuida de Quem Vive e de Quem Instala</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/empresas/cuida-de-quem-vive-e-de-quem-instala/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Edifícios e Energia]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 May 2026 14:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[volcalis]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A lã mineral Volcalis é um exemplo de como a ciência dos materiais evoluiu. ...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<div style="height:45px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h6 class="wp-block-heading"><strong><strong>Volcalis: INOVAÇÃO AO SERVIÇO DA SAÚDE E DO BEM ESTAR</strong></strong></h6>



<p class="wp-block-paragraph">A lã mineral <strong>Volcalis</strong> é um exemplo de como a ciência dos materiais evoluiu.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além da certificação ACERMI, que atesta o rigor das suas prestações térmicas e reação ao fogo, orgulhamo-nos de deter o selo <strong>Indoor Air Comfort GOLD</strong> da Eurofins, garantindo as mais baixas emissões de compostos orgânicos voláteis (COV). Esta distinção coloca a lã mineral portuguesa no patamar mais elevado do mercado europeu. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A inovação também olha para quem executa a obra. A lã mineral Volcalis cumpre com distinção todos os parâmetros do teste <strong>Epiderm Skin Irritation Test (SIT)</strong>, que atesta que o material não é irritante para a pele. Esta característica “amiga do instalador” elimina um dos grandes estigmas das lãs minerais tradicionais, facilitando o manuseamento e a aplicação, o que se traduz diretamente numa maior qualidade de execução em obra. </p>



<div style="height:22px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-7387b849 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:33.33%">
<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="300" height="250" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/05/iconemao.png" alt="" class="wp-image-36693" style="width:146px;height:auto"/></figure>
</div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:66.66%">
<p class="wp-block-paragraph"><strong>SEM IRRITAÇÕES</strong><br>A lã mineral Volcalis cumpre com distinção&nbsp;<br>todos os parâmetros do teste&nbsp;<strong>Epiderm Skin&nbsp;</strong><br><strong>Irritation Test</strong>&nbsp;(SIT), atestando que o material&nbsp;<br>não é irritante para a pele.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Mais conforto no manuseamento.&nbsp;</strong><br><strong>Mais segurança no dia a dia.&nbsp;</strong><br><strong>Maior qualidade na execução.</strong></p>
</div>
</div>



<div style="height:22px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-7387b849 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:33.33%">
<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="300" height="250" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/05/iconeA.png" alt="" class="wp-image-36692"/></figure>
</div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:66.66%">
<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>AR INTERIOR MAIS SAUDÁVEL</strong><br>Certificação <strong>INDOOR AIR COMFORT GOLD</strong> <br>da Eurofins: as mais baixas emissões de COV para um ar mais limpo e seguro. <br><strong>Ideal para escolas, hospitais e habitações.</strong></p>
</div>
</div>



<div style="height:22px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



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<p class="wp-block-paragraph"><br><strong>ESCOLHAS QUE CONSTROEM O FUTURO</strong><br>Em conformidade com os requisitos mais <br>exigentes de certificações como LEED, <br>BREEAM, WELL e SKA. <br><strong>Contribui para a construção sustentável e </strong><br><strong>para o bem-estar das pessoas e do planeta.</strong></p>
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<figure class="wp-block-image aligncenter size-large is-resized"><a href="https://volcalis.pt/la-mineral-volcalis/" target="_blank" rel=" noreferrer noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/05/rodapevolcalis-1024x576.png" alt="" class="wp-image-36695" style="width:618px;height:auto" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/05/rodapevolcalis-1024x576.png 1024w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/05/rodapevolcalis-300x169.png 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/05/rodapevolcalis-768x432.png 768w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/05/rodapevolcalis.png 1200w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>



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<hr class="wp-block-separator aligncenter has-text-color has-alpha-channel-opacity has-background is-style-wide" style="margin-top:2px;margin-bottom:2px;background-color:#27a5b8;color:#27a5b8"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>O texto acima é da inteira responsabilidade das empresas/entidades em causa.<br>Fonte: Press Release</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Sessão técnica destaca caso de descarbonização no IPO de Lisboa </title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/sessao-tecnica-destaca-caso-de-descarbonizacao-no-ipo-de-lisboa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rita Galego]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 08:00:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[carrier]]></category>
		<category><![CDATA[descarbonização]]></category>
		<category><![CDATA[geoterme]]></category>
		<category><![CDATA[IPO]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Carrier, a Geoterme e a Grundfos promovem hoje uma sessão técnica dedicada à descarbonização e eficiência energética no sector da saúde, centrada no projecto de modernização da central de frio e calor do Instituto Português de Oncologia de Lisboa. </p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><b><span data-contrast="auto">A Carrier, a Geoterme e a Grundfos promovem hoje uma sessão técnica dedicada à descarbonização e eficiência energética no sector da saúde, centrada no projecto de modernização da central de frio e calor do Instituto Português de Oncologia de Lisboa.</span></b><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">O encontro realiza-se no SANA Malhoa Hotel, a partir das 14h30, reunindo profissionais ligados à engenharia, instalações técnicas e gestão de infraestruturas hospitalares para uma tarde de partilha de conhecimento e contacto directo com uma recente intervenção no sector hospitalar português.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:1,&quot;335551620&quot;:1,&quot;335559685&quot;:0,&quot;335559737&quot;:0,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240,&quot;335559740&quot;:279}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A sessão arranca com a apresentação do projecto da nova central de frio e calor do IPO de Lisboa, conduzida pelo engenheiro João Cardoso, da ACET, que irá abordar os principais desafios técnicos da intervenção, as soluções implementadas e os resultados alcançados em matéria de eficiência energética e redução da pegada carbónica. Segue-se a intervenção do engenheiro Duarte Pinto, da Electrocabos, dedicada à perspectiva do instalador e às aprendizagens retiradas da execução da obra em contexto hospitalar.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Um dos momentos centrais da iniciativa será a visita técnica à central de frio e calor do IPO, actualmente em funcionamento contínuo e responsável pela produção de água a 7 °C e 65 °C, essencial ao funcionamento da unidade hospitalar. A visita permitirá aos participantes observar, em contexto real, as soluções implementadas e o desempenho operacional do sistema.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">O programa termina às 17h45, novamente no SANA Malhoa Hotel, com um momento de homenagem e um momento de </span><i><span data-contrast="auto">networking </span></i><span data-contrast="auto">entre os participantes e empresas do sector.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">À </span><i><span data-contrast="auto">Edifícios e Energia</span></i><span data-contrast="auto">, António Vieira, director-geral da Geoterme, afirmou que esta iniciativa surge “num momento particularmente relevante, em que a descarbonização e a eficiência energética assumem um papel central nas estratégias nacionais e europeias, especialmente em sectores críticos como o da saúde”. O responsável sublinha que a crescente exigência regulamentar, aliada à necessidade de reduzir custos operacionais e emissões, torna fundamental a partilha de conhecimento e experiências capazes de impulsionar projectos mais ambiciosos.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">António Vieira destaca ainda a importância do formato colaborativo do evento, que reúne empresas com competências complementares nas áreas de projecto, fabrico de equipamentos, instalação, controlo e automação. “Mais do que uma abordagem teórica, pretende-se demonstrar, através de um caso concreto, como a articulação entre diferentes intervenientes é determinante para o sucesso de projectos desta natureza”, refere.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Os desafios da descarbonização no sector da saúde serão outro dos temas em destaque. De acordo com António Vieira, os hospitais e unidades de saúde apresentam exigências muito específicas, funcionando de forma contínua, 24 horas por dia, e exigindo elevados níveis de fiabilidade, redundância e controlo ambiental. Estas características tornam mais complexa a implementação de soluções </span><i><span data-contrast="auto">standard </span></i><span data-contrast="auto">e exigem abordagens integradas e altamente especializadas.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">“A necessidade de garantir condições ambientais rigorosas implica consumos energéticos elevados e uma forte dependência de sistemas térmicos”, explica, acrescentando que a transição para soluções mais eficientes “exige uma abordagem integrada que combine inovação tecnológica, engenharia especializada e uma implementação e comissionamento cuidados, sem comprometer a operação hospitalar”.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">O projecto de modernização da central do IPO de Lisboa é apontado como um exemplo concreto dessa abordagem. A intervenção permitiu substituir e optimizar sistemas, introduzindo soluções mais eficientes e ajustadas às necessidades reais da infraestrutura, assegurando simultaneamente a continuidade operacional do hospital.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Para António Vieira, este caso demonstra “o potencial de modernização do parque hospitalar existente” e evidencia o impacto positivo que este tipo de intervenções pode ter na redução da pegada carbónica do sector da saúde, sem comprometer a qualidade e a segurança da operação hospitalar.</span></p>
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		<title>Transposição da EPBD: A posição das associações europeias</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/transposicao-da-epbd-a-posicao-das-associacoes-europeias/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rita Galego]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Apr 2026 07:57:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[desempenho energético]]></category>
		<category><![CDATA[edifícios]]></category>
		<category><![CDATA[EHPA]]></category>
		<category><![CDATA[epbd]]></category>
		<category><![CDATA[Solar Heat Europe]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>À medida que a nova Directiva sobre o Desempenho Energético dos Edifícios (EPBD) se aproxima da fase da transposição nacional, as associações europeias do sector da construção, da energia e das tecnologias de climatização assumem um papel cada vez mais activo. Para estas organizações, que representam milhares de empresas, profissionais e cadeias de valor, a EPBD revista pode marcar um ponto de viragem decisivo na descarbonização do parque edificado europeu.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong><em>Este artigo foi originalmente publicado na <a href="https://leitor.medialine.pt/reader.html?p=edificiosenergia&amp;v=principal&amp;e=163" target="_blank" rel="noopener">edição nº 163 da Edifícios e Energia</a> (Janeiro/Fevereiro 2026).</em></strong></p>
<p>À medida que a nova Directiva sobre o Desempenho Energético dos Edifícios (EPBD) se aproxima da fase da transposição nacional, as associações europeias do sector da construção, da energia e das tecnologias de climatização assumem um papel cada vez mais activo. Para estas organizações, que representam milhares de empresas, profissionais e cadeias de valor, a EPBD revista pode marcar um ponto de viragem decisivo na descarbonização do parque edificado europeu.</p>
<p>A revisão da Directiva sobre o Desempenho Energético dos Edifícios (EPBD), prestes a ser transposta para o nosso país, chega num momento decisivo para o futuro climático da Europa. Apesar de algumas das suas disposições terem perdido ambição ao longo das negociações, a EPBD permanece a peça central da estratégia legislativa da União Europeia (UE) para transformar o sector da construção, uma área responsável por cerca de 36% das emissões de gases com efeito de estufa e por 40% do consumo energético europeu.</p>
<p>Os dados mais recentes do EU Buildings Climate Tracker, do Buildings Performance Institute Europe (BPIE), confirmam a urgência: o parque imobiliário europeu está longe da trajectória necessária para alcançar a neutralidade climática até 2050. A revisão da EPBD aprovada em Março de 2024 procura inverter este atraso, ao introduzir novas normas para os edifícios novos e existentes, reforçar o planeamento estratégico dos Estados-Membros e criar melhores condições de informação, consultoria e financiamento para cidadãos e empresas. A transição, contudo, só ganhará o ritmo desejado se a legislação for aplicada de forma eficaz a nível nacional, transformando objectivos em acções reais e políticas em renovação energética concreta.</p>
<p>Com a definição dos edifícios com emissões zero como novo padrão para as construções novas a partir de 2030, a introdução de Requisitos Mínimos de Desempenho Energético para acelerar a renovação de edifícios existentes e o reforço dos Planos Nacionais de Renovação de Edifícios, a EPBD revista apresenta-se como um conjunto de oportunidades capaz de reorientar a UE rumo às metas de 2030 e 2050. Ao mesmo tempo, a directiva traz uma estrutura de apoio mais robusta para ajudar cidadãos e municípios a navegar a transição energética, desde o acesso a informação acessível, como a mecanismos de financiamento reforçados. Num continente onde a maioria dos edifícios é antiga, ineficiente e difícil de aquecer, a implementação desta directiva tem a ambição de definir o ritmo da descarbonização nas próximas décadas.</p>
<p>Mas o que têm as associações europeias a dizer sobre as principais questões da EPBD? Quais as preocupações e receios?</p>
<p>Entre as organizações que saudaram a aprovação da nova EPBD contam-se a Associação Europeia de Bombas de Calor (EHPA), a Associação Europeia para a Indústria AVAC (Eurovent) e a Solar Heat Europe, que representa a indústria de aquecimento e arrefecimento solar térmico, entre muitas outras associações. Numa declaração conjunta, publicada em Março de 2024, estas entidades agradeceram ao Parlamento Europeu a adopção da nova directiva e sublinharam o seu apoio ao texto final, que consideraram essencial para alinhar o parque imobiliário europeu com as metas climáticas e energéticas para 2050. Para estas associações, o sector da construção precisa de um quadro legislativo “ambicioso, mas prático e inequívoco”, capaz de responder às necessidades dos proprietários e ocupantes, sem comprometer a competitividade de pequenas e médias empresas e dos profissionais que operam no terreno.</p>
<h5><strong>A EPBD E AS REDES DE AQUECIMENTO URBANO</strong></h5>
<p>A Euroheat &amp; Power, uma associação que representa e promove o sector de energia térmica urbana, encara a revisão da Directiva sobre o Desempenho Energético dos Edifícios como um instrumento decisivo para acelerar a descarbonização do parque edificado europeu. A directiva estabelece que todos os edifícios novos deverão ser de emissões zero a partir de 2030 e que os edifícios existentes terão de cumprir normas mínimas nacionais de desempenho energético, evoluindo progressivamente para edifícios de emissão zero até 2050. “Estes objectivos estão em consonância com a transformação dos sistemas de aquecimento e arrefecimento urbanos e apoiam-na&#8221;, salientou a entidade num comunicado em Abril do ano passado.</p>
<p>Esta associação explica ainda que os edifícios são responsáveis por cerca de 42% do consumo energético total na União Europeia, sendo que aproximadamente 80% dessa procura está associada ao aquecimento e arrefecimento. Neste contexto, a Euroheat &amp; Power defende que apenas uma abordagem integrada, que combine “renovações ambiciosas de edifícios com a implementação de soluções de aquecimento limpas”, permitirá reduzir emissões, melhorar o conforto das habitações e colocar a UE numa trajectória credível rumo à neutralidade carbónica.</p>
<p>A nova EPBD é vista pela Euroheat &amp; Power como uma “legislação marcante que reconhece o papel do aquecimento e arrefecimento urbano eficiente (EDHC) na descarbonização de edifícios com emissões zero”. E acrescenta que a directiva ajudará proprietários e inquilinos a compreender melhor as oportunidades oferecidas pelas redes DHC eficientes nos seus bairros, “para maximizar o impacto das renovações das suas casas no clima e na segurança energética”.</p>
<p>András Takács, consultor político da Euroheat &amp; Power, reforça que “esta directiva abre caminho para que os futuros edifícios e habitações sejam descarbonizados até 2050. Esta transição será um desafio para as famílias, no entanto, a EPBD garantirá que estarão disponíveis sistemas eficientes de aquecimento e arrefecimento urbanos para contribuir para uma transição suave”.</p>
<p>Na mesma linha, Pauline Lucas, directora da Euroheat &amp; Power, destacou a urgência de actuar sobre o consumo de energia térmica dos edifícios: “80% do consumo energético de um edifício destina-se ao aquecimento e ao arrefecimento. Isto realça a necessidade urgente de adoptar amplamente soluções de aquecimento limpo acessíveis e económicas, como o aquecimento e arrefecimento urbanos (DHC). A nova EPBD abre caminho para redes DHC eficientes que abastecem edifícios com emissões zero. Isto simplificará a transição para proprietários e inquilinos, permitindo-lhes alcançar eficiência energética e adoptar fontes de aquecimento limpas”.</p>
<h5><strong>BOMBAS DE CALOR NO CENTRO DA NOVA EPBD</strong></h5>
<p>A Associação Europeia de Bombas de Calor (EHPA) considera que a revisão da EPBD, em vigor em todos os Estados-Membros desde Maio do ano passado, constitui um passo decisivo para acelerar a taxa de renovação do parque edificado europeu. Uma das medidas introduzidas pela directiva – e que mais importância tem para esta associação – é a eliminação progressiva das caldeiras a combustíveis fósseis até 2040.</p>
<p>A EHPA destaca ainda a pertinência da introdução de normas mínimas de desempenho energético, que visam em primeiro lugar os edifícios menos eficientes, &#8220;para garantir que estão preparados para as bombas de calor”. Esta abordagem permite alinhar as políticas de eficiência energética com a electrificação dos sistemas de aquecimento, o que cria as condições técnicas necessárias para uma adopção rápida e eficaz de soluções de aquecimento limpas e altamente eficientes.</p>
<p>A associação sublinha que a priorização dos edifícios mal isolados trará benefícios sociais claros, proporcionando “casas mais saudáveis e confortáveis para famílias vulneráveis”. Paralelamente, a criação de balcões únicos permitirá aos consumidores aceder a soluções com aconselhamento personalizado e “instalações de qualidade”. Neste contexto, a Associação Europeia de Bombas de Calor congratula-se e diz apoiar a EPBD, considerando-a “um passo importante para a descarbonização dos edifícios”.</p>
<p>No que respeita à fase de implementação, a EHPA salienta que a Estratégia Europeia para o Aquecimento e Arrefecimento oferece uma “oportunidade para compilar uma visão unificada e estratégica para o sector”. Em vez de se criarem iniciativas políticas, a associação defende que a prioridade deve ser a implementação completa, coerente e atempada das medidas já adoptadas no âmbito da EPBD, da Directiva da Eficiência Energética (EED) e da Directiva das Energias Renováveis (RED).</p>
<p>Por fim, a EHPA atribui particular importância ao papel dos balcões únicos, cuja criação é exigida pela directiva: “Estes serviços, quando dotados de recursos adequados e integrados localmente, desempenham um papel crucial na implementação de estratégias de descarbonização no terreno, ligando os cidadãos às tecnologias, aos incentivos e a orientações personalizadas”.</p>
<h5><strong>ARTIGO 10.º DA EPBD: A VISÃO DA SOLAR HEAT EUROPE</strong></h5>
<p>A Solar Heat Europe, a entidade que congrega empresas e associações do sector solar térmico na Europa, considera que os Estados-Membros devem assegurar que todos os novos edifícios sejam concebidos de modo a optimizar o seu potencial de geração de energia solar, “com base na irradiação solar do local, permitindo a instalação subsequente e economicamente viável de tecnologias solares”. Neste contexto, o artigo 10.º da directiva é encarado como uma “oportunidade fundamental”, tanto para o sector da energia solar, como para a transição energética do parque edificado europeu.</p>
<p>A associação sublinha que esta oportunidade é particularmente relevante à luz do perfil de consumo energético dos edifícios: o aquecimento dos espaços representa cerca de 65% das necessidades energéticas das famílias e o aquecimento de água corresponde a cerca de 15%. Perante estes valores, o calor proveniente de fonte solar é, para a Solar Heat Europe, “uma escolha óbvia para realizar a transição energética em muitos edifícios, satisfazendo as suas necessidades energéticas”.</p>
<p>Por essa razão, a associação defende que o artigo 10.º da EPBD deve ser implementado de forma justa, colocando as tecnologias solares em pé de igualdade &#8211; energia solar térmica, híbrida (PVT) e fotovoltaica.<br />
Em conjunto com os seus especialistas, a Solar Heat Europe desenvolveu um guia dedicado à implementação do artigo 10.º. O documento defende uma transposição que reconheça as características específicas das diferentes tecnologias solares, assegurando que as mesmas sejam tratadas de forma equitativa, em função da energia que fornecem aos edifícios e das necessidades que ajudam a satisfazer.<br />
A associação chama ainda a atenção para diferenças técnicas relevantes: a energia solar térmica necessita de cerca de três vezes menos área para produzir a mesma quantidade de energia solar do que a energia fotovoltaica. Por este motivo, a Solar Heat Europe considera ser essencial que as transposições nacionais tenham em conta esta diferença, evitando critérios baseados exclusivamente na ocupação de área ou em métricas que não reflitam a produtividade energética real das tecnologias.</p>
<p>A Solar Heat Europe destaca também a importância de considerar as necessidades energéticas específicas dos diferentes tipos de edifícios: “O aquecimento representa metade das nossas necessidades energéticas e 80% das necessidades energéticas das famílias. Alguns tipos de edifícios têm necessidades de electricidade muito baixas, mas necessidades de aquecimento muito elevadas (por exemplo, hospitais, lares de idosos, edifícios residenciais, centros desportivos, etc.)”.</p>
<p>Por último, a associação realça que o sector da energia solar térmica “está empenhado na reindustrialização do continente europeu”, uma vez que cerca de 90% da procura europeia é satisfeita por produtos fabricados na Europa. Consolidar esta forte base industrial passa por uma implementação ambiciosa e bem concebida do artigo 10.º da EPBD, capaz de reforçar simultaneamente a transição energética, a competitividade industrial e a autonomia estratégica da União Europeia.</p>
<p><em><strong>World Green Building Council lança orientações</strong></em></p>
<p><em>Em 2024, o World Green Building Council (WorldGBC) lançou fichas informativas para fornecer orientações e acções sobre duas medidas-chave introduzidas na Directiva sobre o Desempenho Energético dos Edifícios (EPBD): normas mínimas de desempenho energético e potencial de aquecimento global do ciclo de vida.</em></p>
<p><em>As normas mínimas de desempenho energético são medidas que visam impulsionar a renovação dos edifícios existentes na Europa, para os quais a EPBD introduziu diferentes abordagens para edifícios não residenciais e residenciais, conforme estabelecido nas fichas informativas. O potencial de aquecimento global do ciclo de vida, por vezes referido como carbono ao longo da vida útil, é um indicador que quantifica as contribuições para o potencial de aquecimento global de um edifício causadas pelas emissões de carbono ao longo de todo o seu ciclo de vida, incluindo as emissões operacionais e incorporadas.</em></p>
<p><em>As fichas informativas apresentam uma visão geral das medidas e definem como estas podem ser implementadas num calendário de acções. Incluem também uma lista de verificação simples que mostra as condições que devem ser cumpridas a nível nacional para estar pronto a cumprir as medidas da EPBD, juntamente com recomendações para os governos nacionais sobre regulamentos, informações e incentivos necessários para a implementação.</em></p>
<p>Fotografia de destaque: © Shutterstock</p>
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