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	<title>Pedro Amaral Jorge, autor em Edificios e Energia</title>
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	<description>A Revista especializada de referência nos sectores de AVAC, eficiência energética, materiais de construção e edifícios.</description>
	<lastBuildDate>Thu, 08 Jul 2021 17:46:56 +0000</lastBuildDate>
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		<title>APREN: &#8220;A eficiência energética enquanto ferramenta de descarbonização&#8221;</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/opiniao-analise/apren-eficiencia-energetica-descarbonizacao0907/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Pedro Amaral Jorge]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Jul 2021 07:30:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião/Análise]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A eficiência energética constitui um dos grandes pilares da transição energética. É uma das principais dimensões a ter em conta no desenho de uma estratégia de descarbonização, embora represente, ao mesmo tempo, um dos maiores desafios ...</p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/opiniao-analise/apren-eficiencia-energetica-descarbonizacao0907/">APREN: &#8220;A eficiência energética enquanto ferramenta de descarbonização&#8221;</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A eficiência energética constitui um dos grandes pilares da transição energética. É uma das principais dimensões a ter em conta no desenho de uma estratégia de descarbonização, embora represente, ao mesmo tempo, um dos maiores desafios.</p>
<p>Não é por acaso que este tema está há décadas em cima da mesa, como sublinhou o professor António Costa Silva, num dos últimos “Debates Renováveis” organizados pela APREN. Isto acontece porque não está estabelecido um modelo de negócio que estimule uma verdadeira aposta na eficiência energética.</p>
<p>Vivemos numa “civilização bulímica em termos de recursos”, que gasta muito acima daquilo que é necessário, descreveu António Costa Silva. Precisamos de consumir menos energia. Tal como uma empresa que gere um sistema de abastecimento de água pode promover a eficiência hídrica, sem canibalizar o seu modelo de negócio, também as empresas de energia devem promover o uso da energia com racionalidade.</p>
<p>Todos os recursos têm de ser utilizados com parcimónia numa ótica de sustentabilidade, não só financeira, mas ambiental. A dimensão ESG (acrónimo em inglês para <em>Environmental, Social and Governance</em>) &#8211; que corresponde a fatores de natureza ambiental, social e de governo das sociedades &#8211; é cada vez mais valorizada pelas empresas, à semelhança do que acontece com a pegada carbónica.</p>
<p>Na interação com o consumidor, a eficiência energética também pode ser potenciada com as redes elétricas inteligentes. A digitalização possibilita uma gestão muito mais eficaz do consumo e produção da eletricidade, tornando palpáveis os ganhos associados e associando a todo o processo fontes de energia renovável.</p>
<blockquote>
<p>Os MW de eletricidade evitados deverão criar um modelo financeiro, de modo a poderem ser monetizados e, dessa forma, criar as necessárias condições económicas, financeiras e contratuais que permitam desenvolver um modelo de negócio para a eficiência energética (passiva e ativa) que atraia as empresas e as pessoas, bem como o sistema financeiro e investidores, ou seja, que leve o setor privado a investir massivamente em eficiência energética.</p>
</blockquote>
<p>Já este ano, em fevereiro, o Conselho de Ministros aprovou a <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/elpre-0502-prioridade/" target="_blank" rel="noopener">Estratégia de Longo Prazo para a Renovação dos Edifícios</a> (ELPRE), que prevê a reabilitação do edificado nacional ao abrigo dos objetivos, nacionais e da União Europeia, de neutralidade carbónica e da promoção da eficiência energética em edifícios, públicos e privados. O investimento total estimado ascende a 143 492 milhões de euros até 2050, cerca de 4 783 milhões de euros por ano.</p>
<p>Do lado da indústria, existem, igualmente, múltiplas oportunidades para evoluir no sentido de uma maior eficiência na gestão dos consumos de energia e da utilização dos recursos naturais de forma a descarbonizar os processos industriais e a adotar modelos de economia circular, estabelecendo simbioses industriais que permitam tornar a indústria nacional mais competitiva e integralmente sustentável.</p>
<p>A criação de incentivos ao aumento da eficiência energética, à eletrificação, à incorporação de hidrogénio renovável e à incorporação de modelos de economia circular podem fazer a diferença nas indústrias mais poluentes.</p>
<p>Com a recente aprovação da <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/lei-europeia-clima-0507/" target="_blank" rel="noopener">Lei Europeia do Clima</a>, no âmbito da Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia, a meta de redução de emissões de gases com efeito de estufa, até 2030, aumentou de 40 para pelo menos 55 %, em relação a 1990. Esta ambição deverá agora ser traduzida em vários instrumentos europeus, incluindo o Comércio Europeu de Licenças de Emissão (CELE).</p>
<p>Maior eficiência energética é sinónimo de menor volume de emissões de CO2 e GEE (Gases com Efeito de Estufa) e este desempenho tem de ser valorizado e reconhecido no mercado através de um mecanismo a desenhar e um modelo de negócio a desenvolver.</p>
<p>Os MW de eletricidade evitados deverão criar um modelo financeiro, de modo a poderem ser monetizados e, dessa forma, criar as necessárias condições económicas, financeiras e contratuais que permitam desenvolver um modelo de negócio para a eficiência energética (passiva e ativa) que atraia as empresas e as pessoas, bem como o sistema financeiro e investidores, ou seja, que leve o setor privado a investir massivamente em eficiência energética.</p>
<p>A fileira da eficiência energética pode atrair muitos investidores que têm aqui uma oportunidade de futuro alinhada com os objetivos da descarbonização. A eficiência energética tem, mais do que nunca, um papel fulcral a desempenhar. Portugal assumiu o compromisso de atingir a neutralidade carbónica até 2050 estabelecendo uma trajetória de redução de emissões entre 45 e 55 % até 2030, entre 65 e 75 % até 2040 e entre 85 e 90 % até 2050, face aos valores registados em 2005. Apostar na eficiência energética também é descarbonizar.</p>
<p style="text-align: center;"><strong><em>As conclusões expressas são da responsabilidade dos autores.</em></strong></p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/opiniao-analise/apren-eficiencia-energetica-descarbonizacao0907/">APREN: &#8220;A eficiência energética enquanto ferramenta de descarbonização&#8221;</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
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