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	<title>Arquivo de refrigerantes naturais - Edificios e Energia</title>
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	<description>A Revista especializada de referência nos sectores de AVAC, eficiência energética, materiais de construção e edifícios.</description>
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		<title>&#8220;Refrigerantes naturais estão mais bem preparados para os futuros desafios&#8221;, diz Roberto Aguilò</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sónia Sul]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 May 2023 08:45:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[refrigerantes naturais]]></category>
		<category><![CDATA[Roberto Aguilò]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Roberto Aguilò, presidente da Associação Argentina do Frio (AAF) desde 1994 e especialista da ASHRAE, veio a Portugal, na semana passada, para abordar o papel dos refrigerantes naturais na protecção do ambiente numa sessão técnica promovida pela ...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Roberto Aguilò, presidente</span><span style="font-weight: 400;"> da <a href="https://aafrio.org.ar/">Associação Argentina do Frio</a> desde 1994 e </span><span style="font-weight: 400;">especialista da ASHRAE, veio a Portugal, na semana passada, para abordar o papel dos refrigerantes naturais na protecção do ambiente numa sessão técnica promovida pela Ordem dos Engenheiros, através da Comissão de Especialização em Engenharia de Climatização, e pelo ASHRAE Portugal Chapter. Em entrevista à </span><i><span style="font-weight: 400;">Edifícios e Energia</span></i><span style="font-weight: 400;">, o responsável perspectivou uma expansão no uso destes refrigerantes e argumentou que estes são aqueles que estão &#8220;mais bem preparados para os futuros desafios&#8221;.</span></p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-22503 alignright" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/05/IMG-20230504-WA0005-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/05/IMG-20230504-WA0005-300x225.jpg 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/05/IMG-20230504-WA0005-768x576.jpg 768w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/05/IMG-20230504-WA0005-610x458.jpg 610w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/05/IMG-20230504-WA0005.jpg 1024w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">&#8220;</span><span style="font-weight: 400;">Do ponto de vista ambiental, não há refrigerantes tão bons como os refrigerantes naturais&#8221;, sublinha o especialista da ASHRAE. Com potenciais de aquecimento global muito próximos do zero, os refrigerantes naturais, que já são utilizados &#8220;há mais de 180 anos&#8221;, continuam a ser, e cada vez mais, uma escolha para uma boa parte da indústria da refrigeração – o amoníaco na refrigeração industrial, os hidrocarbonetos em sistemas de refrigeração mais pequenos, em equipamentos de refrigeração domésticos (como é o caso do isobutano) e em alguns equipamentos comerciais (como é o caso do propano), e o CO2 nas novas instalações novas, especialmente em supermercados e pequenas plantas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E a tendência, refere, é que a indústria se encaminhe para este <a href="https://edificioseenergia.pt/empresas/0903-industria-avacr-mudar-determinados-tipos-gases-refrigerantes-the-chemours-company/">tipo de refrigerantes</a>. No caso do amoníaco, por exemplo, Roberto Aguilò afirma que &#8220;tem um lugar no sector da refrigeração e que sempre terá um lugar, talvez até maior agora porque há novas aplicações no caso dos chillers para o ar condicionado&#8221;. Ainda assim, há ainda lugar na indústria aos refrigerantes sintéticos, cujo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/3103-parlamento-europeu-gases-fluorados-ehpa-eliminar-mercado-europeu-2050-controversia/">impacto ambiental</a> embora não tão elevado como noutros tipos de refrigerantes é superior ao dos refrigerantes naturais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">&#8220;Os CFC, inicialmente, tinham sido idealizados como uma solução final, mas 50 anos mais tarde descobriu-se que destruíam a camada do ozono. Mais tarde, afirmou-se que os HFC eram muito bons e [depois soube-se que] eles aumentavam o potencial de aquecimento global. E, agora, fala-se nos HFOs – não sei o que irá acontecer nos anos futuros. Portanto, a grande vantagem dos refrigerantes naturais é que eles não serão banidos por nenhum regulamento. Quanto aos sintéticos, não sabemos&#8221;, realça o orador, acrescentando que &#8220;os refrigerantes estão mais bem preparados para os desafios futuros&#8221;.</span></p>
<p><img decoding="async" class="size-medium wp-image-22504 aligncenter" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/05/image_2b80f8dd-4062-40df-8b5d-bef099b8813b20230508_191838-300x170.jpg" alt="" width="300" height="170" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/05/image_2b80f8dd-4062-40df-8b5d-bef099b8813b20230508_191838-300x170.jpg 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/05/image_2b80f8dd-4062-40df-8b5d-bef099b8813b20230508_191838-1024x581.jpg 1024w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/05/image_2b80f8dd-4062-40df-8b5d-bef099b8813b20230508_191838-768x436.jpg 768w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/05/image_2b80f8dd-4062-40df-8b5d-bef099b8813b20230508_191838-610x346.jpg 610w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/05/image_2b80f8dd-4062-40df-8b5d-bef099b8813b20230508_191838-1080x613.jpg 1080w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2023/05/image_2b80f8dd-4062-40df-8b5d-bef099b8813b20230508_191838-scaled.jpg 1200w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<h4><b>O desafio da operação</b></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">A refrigeração é essencial para a sociedade, uma sociedade que &#8220;carece de alimentos frescos a todo o momento&#8221; e que desperdiça cerca de &#8220;um terço da comida perecível porque esta se estraga antes da compra dos consumidores, destaca Roberto Aguilò. A vantagem dos refrig</span><span style="font-weight: 400;">erantes naturais, segundo o especialista, não se esgota no facto de serem mais ecológicos. Também tem a ver com o facto de serem competitivos em termos de eficiência, sobretudo o amoníaco. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em relação a custos, os refrigerantes naturais também são mais baratos, no entanto, o mais baixo preço de refrigerante não se traduz num menor custo final. &#8220;A instalação para o amoníaco ou para o CO2 é mais cara do que a instalação para os refrigerantes sintéticos, e [a instalação dos refrigerantes naturais é] mais elaborada e também necessita de mais manutenção. Portanto, o mais desafiante está na parte da operação.&#8221;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto o amoníaco apresenta um nível de toxicidade, o CO2 exige uma elevada pressão e outros como o propano ou o isobutano têm o desafio de serem inflamáveis. &#8220;Tem de se fazer mais para manter os sistemas. As pessoas que o fazem têm de estar qualificadas para tal&#8221;, explica, ilustrando como no caso da gestão do CO2 é necessário conhecimentos em electrónica. &#8220;Provavelmente, é necessário criar mais certificações quanto a isto.&#8221;</span></p>
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