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	<title>Arquivo de adaptação climática - Edificios e Energia</title>
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	<description>A Revista especializada de referência nos sectores de AVAC, eficiência energética, materiais de construção e edifícios.</description>
	<lastBuildDate>Fri, 22 Mar 2024 00:08:15 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivo de adaptação climática - Edificios e Energia</title>
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	<item>
		<title>Sonae Tech Hub: um edifício minimalista comprometido com a máxima eficiência</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/sonae-tech-hub-um-edificio-minimalista-comprometido-com-a-maxima-eficiencia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Nelson Jerónimo Rodrigues]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Mar 2024 09:00:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[adaptação climática]]></category>
		<category><![CDATA[certificação LEED]]></category>
		<category><![CDATA[certificação WELL]]></category>
		<category><![CDATA[edifícios sustentáveis]]></category>
		<category><![CDATA[eficiência energética]]></category>
		<category><![CDATA[sonae tech hub]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ao receber as certificações internacionais WELL e LEED ao nível platina, o Sonae Tech Hub apresenta-se como “um dos edifícios mais sustentáveis do mundo” e mostra credenciais em várias frentes.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/sonae-tech-hub-um-edificio-minimalista-comprometido-com-a-maxima-eficiencia/">Sonae Tech Hub: um edifício minimalista comprometido com a máxima eficiência</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><em><strong><span class="s1">Artigo publicado originalmente na edição de <a href="https://leitor.medialine.pt/reader.html?p=edificiosenergia&amp;v=principal&amp;e=151"><span class="s2">Janeiro/Fevereiro de 2024</span></a> da Edifícios e Energia.</span></strong></em></p>
<p><strong>Ao receber as certificações internacionais WELL e LEED ao nível platina, o Sonae Tech Hub apresenta-se como “um dos edifícios mais sustentáveis do mundo” e mostra credenciais em várias frentes, nomeadamente ao nível da eficiência energética e hídrica, da qualidade do ar e da utilização de materiais. Embora inspirado no código binário, este edifício é muito mais do que zeros e uns.  </strong></p>
<p><span data-contrast="auto">Juntar eficiência, sustentabilidade e bem-estar é o desígnio de qualquer edifício, mas fazê-lo ao nível dos mais exigentes critérios internacionais tornou-se o compromisso do Sonae Tech Hub. Já depois de concluído, em 2019, o imóvel do Sonae Campus, na Maia, tem acumulado certificações que fizeram dele uma referência em Portugal. </span><span data-ccp-props="{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:259}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Primeiro foi a certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), um dos mais importantes sistemas de avaliação da sustentabilidade do ciclo de vida dos edifícios, cuja metodologia exige que só possam ser considerados eco-eficientes os que conseguirem oferecer um ambiente saudável, confortável e atractivo, sem que isso penalize (mais do que o estritamente necessário) o ambiente exterior.</span><span data-ccp-props="{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:259}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Em todo o mundo, apenas 50 mil edifícios construídos de raiz alcançaram o nível Platinum e o Sonae Tech Hub, mais do que o conseguir, recebeu uma das 100 melhores pontuações (89 pontos em 110 possíveis), algo inédito no nosso país. Entre os pré-requisitos obrigatórios estão, por exemplo, a eficiência hídrica, a energia e atmosfera, os materiais e recursos e a qualidade ambiental interior. </span><span data-ccp-props="{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:259}"> </span></p>
<blockquote>
<p style="text-align: center;"><em><strong>“O Sonae Tech Hub, além de optar por um sistema de isolamento térmico e por vidros com factor solar e coeficiente de transmissão térmica reduzidos, para reduzir consumos de energia para aquecimento/arrefecimento dos espaços, aposta na eficiência dos equipamentos de geração de água quente e das unidades de tratamento de ar (classe A).” </strong></em></p>
</blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<figure id="attachment_26278" aria-describedby="caption-attachment-26278" style="width: 285px" class="wp-caption alignleft"><img fetchpriority="high" decoding="async" class=" wp-image-26278" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/03/foto-2-300x200.jpg" alt="" width="285" height="190" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/03/foto-2-300x200.jpg 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/03/foto-2-1024x683.jpg 1024w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/03/foto-2-768x512.jpg 768w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/03/foto-2-1536x1024.jpg 1536w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/03/foto-2-610x407.jpg 610w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/03/foto-2-1080x720.jpg 1080w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/03/foto-2-scaled.jpg 1200w" sizes="(max-width: 285px) 100vw, 285px" /><figcaption id="caption-attachment-26278" class="wp-caption-text">Com seis pisos (quatro acima do solo e dois abaixo), o Sonae Tech Hub junta eficiência e sustentabilidade num edifício de características únicas no país.</figcaption></figure>
<p>Já neste ano foi a vez de obter a certificação WELL na classificação mais elevada, um estatuto exclusivo de apenas 300 edifícios mundiais. Atribuída pelo International WELL Building Institute e pelo US Green Building Council, é considerada a primeira do mundo focada unicamente em critérios de saúde e bem-estar, como o ar, a água, a iluminação, os materiais e o conforto térmico, mas também a nutrição, a mente, a mobilidade, a acústica e a comunidade. <span data-ccp-props="{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:259}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Com seis pisos e uma área total de 7 673 metros quadrados, este imóvel inspirado nos zeros e uns do código binário (ou não fosse ele ocupado por equipas tecnológicas e de inovação) é, para já, o único edifício de escritórios em Portugal com ambas as certificações. Mas, afinal, o que faz dele um caso singular no país?</span><span data-ccp-props="{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:259}"> </span></p>
<h4></h4>
<h4><span data-contrast="auto">CIRCULARIDADE, EFICIÊNCIA E TECNOLOGIA </span><span data-ccp-props="{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:259}"> </span></h4>
<p><span data-contrast="auto">O foco do Sonae Tech Hub na sustentabilidade começou logo na fase inicial do projecto, com a escolha de materiais de impacto reduzido no meio ambiente, e prolongou-se por todos os momentos do ciclo de vida do edifício. De acordo com Marco Aurélio Nunes, management director da Sonae Sierra (empresa do grupo dedicada ao sector imobiliário), “95% dos resíduos de construção foram reaproveitados ou reciclados, 30% dos materiais utilizados são de origem local e houve também uma incorporação de materiais reciclados em 15%”. </span><span data-ccp-props="{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:259}"> </span></p>
<figure id="attachment_26277" aria-describedby="caption-attachment-26277" style="width: 321px" class="wp-caption alignright"><img decoding="async" class=" wp-image-26277" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/03/soane-campus-300x159.jpg" alt="" width="321" height="170" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/03/soane-campus-300x159.jpg 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/03/soane-campus-1024x544.jpg 1024w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/03/soane-campus-768x408.jpg 768w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/03/soane-campus-610x324.jpg 610w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/03/soane-campus-1080x573.jpg 1080w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/03/soane-campus-scaled.jpg 1200w" sizes="(max-width: 321px) 100vw, 321px" /><figcaption id="caption-attachment-26277" class="wp-caption-text">Sonae Campus</figcaption></figure>
<p><span data-contrast="auto">A eficiência energética é outro dos principais atributos do edifício, expressa numa poupança de 40% no consumo de electricidade e numa igual percentagem na redução de emissões de CO2 (face a um edifício de referência). Para isso contribuem, por exemplo, os 570 metros quadrados de painéis fotovoltaicos, a iluminação 100% LED de baixo consumo, a regulação automática em função da luz exterior e da ocupação dos espaços, a função de </span><i><span data-contrast="auto">automatic shut-off</span></i><span data-contrast="auto"> e um sistema de contagem que permite aferir consumos em cada área. Mas a lista não fica por aqui, diz Marco Aurélio Nunes, que menciona ainda “um sistema de isolamento térmico e a tipologia de vidros utilizados (com factor solar e coeficiente de transmissão térmica reduzidos), que ajudam a reduzir consumos de energia para aquecimento/arrefecimento dos espaços, bem como a eficiência dos equipamentos de geração de água quente e das unidades de tratamento de ar (classe A)”. Também por isso “o edifício é classificado com um </span><i><span data-contrast="auto">nearly zero energy building</span></i><span data-contrast="auto"> [edifício com necessidades quase nulas de energia]”, conclui. </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Já em matéria de eficiência hídrica, destaca-se a utilização de equipamentos sanitários de baixo consumo e de um sistema de recolha de águas pluviais (a partir de um reservatório na cobertura), que são depois reutilizadas para descargas sanitárias e para rega. Com este sistema, é possível assegurar 30% dos consumos totais de água e uma redução em 75% no consumo de água potável usada em descargas sanitárias. Nesta linha, o responsável da Sonae Sierra nota ainda que os sistemas de irrigação por sectores de gota-a-gota possibilitam uma maior eficiência na rega das espécies herbáceas e subarbustivas. “Devido às espécies autóctones e à irrigação exterior eficiente, o edifício apresenta ainda menos 60% de consumo de água para irrigação face a um edifício de referência”, acrescenta. Por fim, todo o sistema de rega automático está ligado a um programador, que tem capacidade de zonamento e de controlo horário. </span><span data-ccp-props="{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:259}"> </span></p>
<blockquote>
<p style="text-align: center;"><em><strong>“A qualidade do ar interior é assegurada através de sensores de velocidade do ar instalados na admissão de ar exterior nas unidades de tratamento de ar e sensores de CO2 nos espaços mais ocupados.”  </strong></em></p>
</blockquote>
<p><span data-contrast="auto">Ao nível de AVAC, o Sonae Tech Hub está equipado com sensores de ocupação em gabinetes, com temporização, controlo horário e ajuste da velocidade em função da temperatura média dos espaços abertos. Há ainda controlo termostático nos </span><i><span data-contrast="auto">open spaces</span></i><span data-contrast="auto"> com regulação de temperatura via GTC (Gestão Técnica Centralizada), com base em sensores de temperatura ambiente. “Todos os sistemas/unidades de zona têm o seu arranque em função da temperatura exterior, mediante programação predefinida na GTC2”, explica Marco Aurélio Nunes. O </span><i><span data-contrast="auto">management director</span></i><span data-contrast="auto"> da Sierra faz ainda questão de sublinhar que “a qualidade do ar interior é assegurada através de sensores de velocidade do ar instalados na admissão de ar exterior nas unidades de tratamento de ar e sensores de CO2 nos espaços mais ocupados”.</span></p>
<h4><span data-contrast="auto">SUSTENTABILIDADE E BEM-ESTAR EM TONS DE BRANCO </span><span data-ccp-props="{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:259}"> </span></h4>
<p><span data-contrast="auto">Com linhas minimalistas, grandes áreas abertas dominadas pelo branco e uma fachada dupla que também teve em consideração os requisitos acústicos, o Sonae Tech Hub cruza a componente construtiva com uma série de espaços e serviços que procuram assegurar o máximo conforto e bem-estar das 600 pessoas que trabalham no edifício. Essa é, de resto, uma das razões que explicam a obtenção da certificação WELL, lembra Marco Aurélio Nunes, ou não fosse ela “a primeira do mundo focada exclusivamente na saúde e no bem-estar humano, considerando as pessoas o centro do projecto, da construção e do uso dos edifícios”.</span></p>
<figure id="attachment_26276" aria-describedby="caption-attachment-26276" style="width: 294px" class="wp-caption alignleft"><img decoding="async" class=" wp-image-26276" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/03/solar-300x200.jpg" alt="" width="294" height="196" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/03/solar-300x200.jpg 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/03/solar-1024x683.jpg 1024w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/03/solar-768x512.jpg 768w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/03/solar-1536x1024.jpg 1536w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/03/solar-610x407.jpg 610w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/03/solar-1080x720.jpg 1080w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/03/solar-scaled.jpg 1200w" sizes="(max-width: 294px) 100vw, 294px" /><figcaption id="caption-attachment-26276" class="wp-caption-text">O Sonae Tech Hub conta com 570 metros quadrados de painéis solares,<br />que fazem parte dos 12 mil painéis existentes em todo o Sonae Campus.</figcaption></figure>
<p><span data-contrast="auto">Para tal, descreve, contribuíram factores como “a grande exposição solar – 95% dos colaboradores estão expostos à luz natural – e a ventilação correcta de todos os espaços, mas também uma oferta alimentar saudável e a existência de balneários para suporte à prática desportiva no Sonae Campus e na sua envolvente”. </span><span data-ccp-props="{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:259}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Com o objectivo de promover a transição para a mobilidade sustentável, o parque do edifício está equipado com vários postos de carregamento eléctrico, existindo também um </span><i><span data-contrast="auto">shuttle </span></i><span data-contrast="auto">que liga o Sonae Campus às principais estações de metro da Maia, além de vários espaços e diversas acções que visam promover a mobilidade suave, nomeadamente a utilização da bicicleta.</span><span data-ccp-props="{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:259}"> </span></p>
<h4></h4>
<h4></h4>
<h4><span data-contrast="auto">UM LABORATÓRIO VIVO DE SUSTENTABILIDADE </span><span data-ccp-props="{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:1,&quot;335551620&quot;:1,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:259}"> </span></h4>
<p><span data-contrast="auto">O Sonae Tech Hub está integrado no Sonae Campus, a sede do grupo, que ocupa mais de 30 hectares distribuídos por edifícios de escritórios, armazéns de logística, uma fábrica de painéis derivados de madeira e diversas áreas verdes no exterior. Aqui, existe mais um edifício com certificação LEED, o Sonae Maia Business Center, que foi o primeiro da Península Ibérica a receber uma classificação de nível Gold, em 2010. Também neste caso a eficiência energética e a hídrica são uma prioridade, uma vez que o projecto alcança uma poupança de 50% no consumo de energia para iluminação (face a um edifício de referência) e uma de 40% no consumo de água potável, com a totalidade das descargas sanitárias a serem asseguradas por água reciclada de lavatórios e chuveiros. </span><span data-ccp-props="{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:1,&quot;335551620&quot;:1,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:259}"> </span></p>
<figure id="attachment_26279" aria-describedby="caption-attachment-26279" style="width: 200px" class="wp-caption alignright"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26279" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/03/exterior-200x300.jpg" alt="" width="200" height="300" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/03/exterior-200x300.jpg 200w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/03/exterior-683x1024.jpg 683w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/03/exterior-768x1152.jpg 768w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/03/exterior-1024x1536.jpg 1024w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/03/exterior-610x915.jpg 610w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/03/exterior-1080x1620.jpg 1080w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/03/exterior-scaled.jpg 800w" sizes="(max-width: 200px) 100vw, 200px" /><figcaption id="caption-attachment-26279" class="wp-caption-text">As áreas de jardim são compostas por espécies vegetais nativas e<br />adaptadas ao local.</figcaption></figure>
<p><span data-contrast="auto">O Sonae Campus integra ainda uma cobertura verde de 20 mil metros quadrados no topo de um dos armazéns de logística, que, além de funcionar como isolamento térmico, possibilita a absorção das águas das chuvas. Em paralelo, foram instalados 12 mil painéis fotovoltaicos que, de acordo com Marco Aurélio Nunes, “permitem-lhe ser auto-suficiente em 32% e evitar anualmente a emissão de mais de 1 600 toneladas de CO2”. No exterior, também foram criadas paredes verdes 100% naturais, charcas, uma zona de compostagem e uma horta, equipada com um reservatório que ajudou a poupar mais de 100 mil litros de água e mais de 1 300 kg de CO2 em pouco mais de ano e meio (de Abril de 2022 até Novembro de 2023). Além deste, existem outros reservatórios para a água captada nas coberturas de edifícios, em poços e num ribeiro, que é utilizada para irrigação de zonas verdes, sistemas de incêndio e refrigeração de equipamentos. </span><span data-ccp-props="{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:1,&quot;335551620&quot;:1,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:259}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Todos estes espaços e edifícios integram a estratégia da Sonae em tornar a sede da empresa num laboratório vivo de inovação e sustentabilidade. Nesse sentido, o grupo integra um projecto europeu, o PROBONO, que junta 47 parceiros de 15 países e é financiado pelo Horizonte 2020 na vertente “Construir e renovar com eficiência em termos de energia e recursos”. Com um investimento total de 25 milhões de euros, destinados à criação de áreas sustentáveis e de referência para o futuro, o projecto prevê que até 2026 sejam realizadas diversas experimentações na área da energia e biodiversidade, bem como exploradas as “mais recentes tecnologias de energia verde e ferramentas de gestão e controlo para redução de emissões”. No caso específico da Maia, um dos quatro laboratórios vivos que integram o projecto, estão a ser testadas soluções em áreas como a biodiversidade, a sustentabilidade e a energia. Neste âmbito, o </span><i><span data-contrast="auto">management director</span></i><span data-contrast="auto"> da Sonae Sierra lembra “os resultados muito positivos da horta, nomeadamente em matéria da poupança de água e do consumo de CO2”, e acrescenta que “ao nível da energia também serão criadas soluções integradas, eficientes e sustentáveis nas áreas de mobilidade eléctrica, solar e armazenamento, promovendo sempre a inovação e a sustentabilidade e facilitando a transição energética e a descarbonização”.</span></p>
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		<item>
		<title>Almada arrefece a cidade para combater ondas de calor</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/almada-arrefece-a-cidade-para-combater-ondas-de-calor/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Nelson Jerónimo Rodrigues]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Mar 2024 10:10:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[adaptação climática]]></category>
		<category><![CDATA[áreas verdes]]></category>
		<category><![CDATA[ondas de calor]]></category>
		<category><![CDATA[programa life]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um corredor verde local, coberturas e fachadas verdes em edifícios e um protótipo de arrefecimento passivo do espaço público através da geotermia são algumas das respostas de Almada para enfrentar os riscos das ondas de calor.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/almada-arrefece-a-cidade-para-combater-ondas-de-calor/">Almada arrefece a cidade para combater ondas de calor</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><em><strong><span class="s1">Artigo publicado originalmente na edição de <a href="https://leitor.medialine.pt/reader.html?p=edificiosenergia&amp;v=principal&amp;e=151"><span class="s2">Janeiro/Fevereiro de 2024</span></a> da Edifícios e Energia.</span></strong></em></p>
<p><strong>Um corredor verde local, coberturas e fachadas verdes em edifícios e um protótipo de arrefecimento passivo do espaço público através da geotermia são algumas das respostas de Almada para enfrentar os riscos das ondas de calor. Juntas, fazem parte do COOLIFE ALMADA, um dos sete projectos portugueses financiados pelo programa LIFE.</strong></p>
<p>Num cenário em que os fenómenos climáticos extremos são cada vez mais recorrentes, Almada prepara-se para enfrentar uma das principais ameaças para as cidades: as ondas de calor urbanas. Para isso, o município desenvolveu o COOLIFE ALMADA, um projecto de demonstração de boas práticas de adaptação climática a eventos de calor extremo, que poderá arrefecer o ar em até 3 °C. Depois de vários estudos da autarquia terem identificado as principais ilhas de calor da cidade, a iniciativa surgiu como resposta, numa procura por um conjunto de possíveis soluções de adaptação, entretanto financiadas pelo programa europeu LIFE para o ambiente e a acção climática.</p>
<p>O projecto abrange, sobretudo, quatro praças principais onde a vegetação é escassa e, de acordo com a presidente da Câmara Municipal de Almada, Inês de Medeiros, “propõe-se a contribuir com soluções de ensombramento e muito especialmente de redução de áreas pavimentadas em favor de novas tipologias de estrutura verde, desde logo muito arvoredo, mas também coberturas e paredes verdes em dois edifícios municipais, respondendo de uma forma consistente à necessidade de baixar a temperatura”. A autarca sublinha que as intervenções acontecem no centro da cidade, “um espaço privilegiado onde decorrem os grandes eventos e onde a comunidade se encontra”, por isso, procura-se “encontrar respostas para baixar a temperatura com bom custo-benefício, capazes de contribuírem para uma maior resiliência dos mais frágeis e de manterem a sua centralidade e a sua função urbanística de ponto de encontro”</p>
<p style="text-align: center;"><strong>“<em>Trata-se de uma conquista muito importante para Almada: o reconhecimento internacional de uma estratégia para o centro da cidade, assente numa ideia de proteger as pessoas contra os efeitos das alterações climáticas em áreas muito construídas, neste caso respondendo ao problema crescente das ondas de calor.</em>” Inês de Medeiros, presidente da Câmara Municipal de Almada</strong></p>
<p>Uma das ideias principais passa por melhorar a ligação entre duas áreas verdes de Almada, o Parque Municipal da Juventude e o Parque Urbano Comandante Júlio Ferraz, através de um corredor verde local, onde arvoredo e pequenas zonas verdes criam em conjunto um contínuo biológico durante a sua extensão (cerca de 0,5 km). Este corredor incorpora várias intervenções “relevantes e inovadoras”, diz o director do departamento de Intervenção Ambiental, Clima e Sustentabilidade da câmara municipal de Almada, Duarte d’Araújo Mata. Entre elas estão, por exemplo, “a despavimentação de uma parte significativa de áreas de circulação pedonal e a sua substituição por espaços verdes, o adensamento da arborização em áreas que o permitam, o uso de soluções de maior reflectância em áreas de circulação rodoviária, e o uso de ensombramento com telas em áreas nas quais o mesmo não possa ser atingido com infraestrutura verde”.</p>
<p>Simultaneamente, está prevista a criação de coberturas e fachadas verdes em dois edifícios municipais do centro da cidade, a Oficina da Cultura e o Fórum Romeu Correia. Destes, o primeiro espaço apresenta-se como prioritário, devido à necessidade de impermeabilizar a cobertura, que sofria de infiltrações. O objectivo final é dar origem ao “que se assemelha a um pequeno jardim, que proporcionará aos utentes da Associação de Reformados adjacente uma melhor estada, mas também, a qualquer visitante, a oferta de uma vista desafogada sobre as Praças da Liberdade e S. João Batista e sobre a baía do Tejo, que dali se oferece como um elemento cénico particularmente aprazível”, refere o responsável da autarquia.</p>
<p><strong><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-26133 alignleft" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/03/destaque-1-2-300x225.jpg" alt="" width="339" height="254" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/03/destaque-1-2-300x225.jpg 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/03/destaque-1-2-1024x768.jpg 1024w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/03/destaque-1-2-768x576.jpg 768w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/03/destaque-1-2-1536x1152.jpg 1536w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/03/destaque-1-2-2048x1536.jpg 2048w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/03/destaque-1-2-610x458.jpg 610w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/03/destaque-1-2-1080x810.jpg 1080w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/03/destaque-1-2-scaled.jpg 1200w" sizes="(max-width: 339px) 100vw, 339px" /></strong></p>
<p><strong>TESTAR PARA REPLICAR O COOLIFE ALMADA:</strong> deverá ser desenvolvido em articulação com a Área Metropolitana de Lisboa de modo a possibilitar a replicação das soluções testadas pelo projecto. Isso irá acontecer assim que as várias soluções estiverem implementadas e houver resultados da sua monitorização, como é prática em todos os projectos financiados pelo programa LIFE.</p>
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<h4>REFRESCAR, PROTEGER, INFORMAR: DO POTENCIAL DA GEOTERMIA AOS REFÚGIOS CLIMÁTICOS</h4>
<p>De todas as soluções estudadas no projecto COOLIFE ALMADA, a mais disruptiva é o desenho de um protótipo de arrefecimento passivo do espaço público através da geotermia (Passive Open-Air Geothermal Open-Air Passive Cooling), assente no conceito dos poços provençais, já utilizados para esse fim, mas destinado a arrefecimento de interiores. O mesmo “baseia-se num conceito muito utilizado para a climatização passiva de edifícios e recorre às diferenças de temperatura sempre existentes entre o subsolo e a superfície para proporcionar passivamente fluxos de ar que amenizem a temperatura do ar”, explica Duarte d’Araújo Mata. “A solução em causa é utilizada tanto para arrefecer o ar do edifício – com ar mais fresco vindo do subsolo no Verão – como para aquecê-lo – com ar mais quente no Inverno”, acrescenta. Neste caso pretende-se avaliar a hipótese de utilizar uma solução de geotermia passiva para gerar fluxos de ar mais fresco em áreas específicas do espaço público, ao ar livre. De qualquer forma, a autarquia está consciente de que as diferenças térmicas nunca serão muito grandes (tendo em conta o volume de ar disponível), daí procurar conciliar esta ideia com outras intervenções, como o ensombramento ou a despavimentação, mas também a instalação de vaporizadores e bebedouros de água.</p>
<p>Complementarmente, está ainda previsto o apoio a estabelecimentos do pequeno comércio local desta área, no sentido de se instalarem toldos e equipamentos de ar condicionado que ajudem a refrescar o ambiente. Já alguns edifícios públicos poderão ser utilizados como refúgios climáticos, a exemplo do que acontece em cidades como Barcelona, de modo a poderem abrigar as populações mais vulneráveis por ocasião das ondas de calor. Como tal, “as intervenções do projecto passam, sobretudo, por identificar quais os melhores refúgios existentes na área de intervenção e disponibilizar informação sobre as condições e soluções que os mesmos oferecem”. Esta acção acaba por ter relação directa com outra enumerada no COOLIFE ALMADA, o desenvolvimento de uma app que forneça informação útil em tempo real, por exemplo, sobre alertas de calor extremo, mas também recomendações à população sobre o que fazer e a onde recorrer nestes casos.</p>
<p>Além das intervenções na “infraestrutura cinzenta” da área de intervenção, Duarte d’Araújo Mata revela que também serão melhoradas algumas áreas verdes pré-existentes, de modo a complementar a adaptação climática da cidade. Por exemplo, em algumas áreas de relvado “irá procurar-se densificar a presença de espécies arbustivas, menos consumidoras de água. Da mesma forma, e replicando o que já está a ser feito noutros espaços verdes do concelho, serão promovidas áreas de microfloresta diversificada, algumas das quais serão na realidade as primeiras intervenções físicas do projecto”, conta.</p>
<figure id="attachment_26134" aria-describedby="caption-attachment-26134" style="width: 254px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26134" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/03/almada2-225x300.jpg" alt="" width="254" height="338" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/03/almada2-225x300.jpg 225w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/03/almada2-768x1024.jpg 768w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/03/almada2-1152x1536.jpg 1152w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/03/almada2-1536x2048.jpg 1536w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/03/almada2-610x813.jpg 610w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/03/almada2-1080x1440.jpg 1080w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/03/almada2-scaled.jpg 900w" sizes="(max-width: 254px) 100vw, 254px" /><figcaption id="caption-attachment-26134" class="wp-caption-text">O projecto COOLIFE ALMADA quer enfrentar as ondas de calor através de acções de arrefecimento nos pontos críticos da cidade</figcaption></figure>
<p><strong>OS SETE ELEITOS:</strong> Além do COOLIFE ALMADA, o programa LIFE para o ambiente e a acção climática seleccionou mais seis projectos portugueses (que assim terão apoio financeiro da União Europeia), distribuídos por quatro categorias. Na mesma área da iniciativa de Almada – “Adaptação às alterações climáticas” – foi escolhido o projecto LIFE ResLand, que pretende introduzir práticas sustentáveis no Parque Natural de Sintra-Cascais, promovendo uma paisagem resiliente e sustentável. Na categoria “Transição energética limpa” foram escolhidos três. O HORIS vai desenvolver um balcão único (one-stop -shop) digital de serviços integrados de renovação de casas. Já a iniciativa RAISE-PT quer promover o debate sobre como melhorar a política de acção e investimento em energia sustentável, enquanto a WENexus se propõe a financiar investigação que ajude a aumentar a inovação energética nas infraestruturas das concessionárias de água. Por sua vez, o projecto SeagrassRIAwild, na categoria “Natureza e biodiversidade”, tem por missão cultivar e conservar a zostera marina (uma das três espécies de ervas marinhas sob ameaça em Portugal) na Ria de Aveiro, enquanto o LIFE Fitting, na categoria “Ambiente e eficiência na utilização dos recursos”, tem como foco o tratamento das águas residuais.</p>
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<h4>PRÓXIMAS ETAPAS</h4>
<p>Com um orçamento de quase três milhões de euros (e financiamento aprovado pelo programa LIFE), o projecto apresenta um horizonte temporal de cinco anos, por isso ainda tem vários passos a dar até à sua concretização, a começar por uma fase de preparação e de consulta junto de diversas entidades e mesmo da sociedade civil. “Esse trabalho de bastidores irá, obviamente, produzir resultados, mas muito provavelmente só serão reconhecidos dentro de dois anos quando as maiores intervenções no terreno começarem”, avança o director do departamento de Intervenção Ambiental, Clima e Sustentabilidade. Ainda assim, o arquitecto garante que há alguns pequenos elementos que terão já execução física ao longo do seu primeiro ano, nomeadamente a instalação de uma primeira microfloresta no Parque Urbano Comandante Júlio Ferraz. O mesmo poderá acontecer com a nova área verde da Oficina da Cultura e, eventualmente, com a cobertura verde do Fórum Romeu Correia, “que contribuirá significativamente para a eficiência energética do edifício, complementando os investimentos que já nele foram feitos ao nível do uso de energias renováveis”. Sendo assim, e “considerando os prazos associados à contratação pública de obras, não esperamos que haja intervenções significativas no espaço público antes de 2025”, admite a autarquia.</p>
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<p>Fotografia de destaque: © Shutterstock</p>
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