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	<title>Pesquisou por neutralidade - Edificios e Energia</title>
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	<description>A Revista especializada de referência nos sectores de AVAC, eficiência energética, materiais de construção e edifícios.</description>
	<lastBuildDate>Fri, 18 Sep 2026 08:52:02 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Pesquisou por neutralidade - Edificios e Energia</title>
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	<item>
		<title>Gases fluorados: fiscalização e transição para alternativas naturais trazem novos desafios para o sector </title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/gases-fluorados-fiscalizacao-e-transicao-para-alternativas-naturais-trazem-novos-desafios-para-o-sector/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rita Galego]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Sep 2026 08:51:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[apirac]]></category>
		<category><![CDATA[climatização]]></category>
		<category><![CDATA[gases fluorados]]></category>
		<category><![CDATA[HFC]]></category>
		<category><![CDATA[ZERO]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Dez anos após a adopção da Emenda de Kigali, a ZERO alerta para falhas na fiscalização dos gases fluorados e defende que os apoios públicos privilegiem refrigerantes naturais. Em declarações à Edifícios e Energia, a APIRAC reconhece problemas no controlo do mercado, mas sublinha o trabalho que o sector tem vindo a desenvolver na certificação e formação de profissionais. </p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/gases-fluorados-fiscalizacao-e-transicao-para-alternativas-naturais-trazem-novos-desafios-para-o-sector/">Gases fluorados: fiscalização e transição para alternativas naturais trazem novos desafios para o sector </a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><b><span data-contrast="auto">Dez anos após a adopção da Emenda de Kigali, a ZERO alerta para falhas na fiscalização dos gases fluorados e defende que os apoios públicos privilegiem refrigerantes naturais. Em declarações à </span></b><b><i><span data-contrast="auto">Edifícios e Energia</span></i></b><b><span data-contrast="auto">, a APIRAC reconhece problemas no controlo do mercado, mas sublinha o trabalho que o sector tem vindo a desenvolver na certificação e formação de profissionais.</span></b><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Portugal esteve entre os primeiros países a ratificar a Emenda de Kigali ao Protocolo de Montreal, mas a implementação das medidas para reduzir os hidrofluorocarbonetos (HFC) continua a colocar desafios ao sector da refrigeração e climatização. No Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozono, assinalado a 16 de Setembro, a ZERO aponta falhas na fiscalização e defende uma aceleração da transição para refrigerantes naturais, enquanto a APIRAC chama a atenção para problemas nos processos de comercialização e instalação e para a necessidade de preparar empresas e profissionais.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Adoptada em 2016, a Emenda de Kigali estabeleceu uma redução progressiva da utilização de HFC, gases que não destroem a camada de ozono, mas que apresentam um elevado Potencial de Aquecimento Global (PAG). Para os países desenvolvidos, incluindo Portugal, a meta é reduzir o consumo destes gases em pelo menos 85% até 2036.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Na União Europeia, a transição é actualmente enquadrada pelo Regulamento (UE) 2024/573, que prevê uma eliminação progressiva dos HFC colocados no mercado europeu até 2050 e estabelece restrições à utilização de determinados gases e equipamentos.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<h5 aria-level="2"><b><span data-contrast="auto">Fiscalização é uma das principais preocupações</span></b><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;134245418&quot;:true,&quot;134245529&quot;:true,&quot;335559738&quot;:299,&quot;335559739&quot;:299}"> </span></h5>
<p><span data-contrast="auto">Para a ZERO, o problema está sobretudo na forma como as diferentes entidades responsáveis pelo controlo actuam. A principal falha é, segundo a associação, “a falta de cooperação e articulação entre as várias entidades competentes”, que continuam a trabalhar de forma fragmentada em vez de constituírem “um sistema integrado de detecção e resposta ao incumprimento”.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A associação considera que esta situação é particularmente preocupante porque o artigo 28.º do Regulamento (UE) 2024/573 exige a cooperação entre autoridades aduaneiras, ambientais e de fiscalização do mercado. A transferência de competências da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) para a recém-criada Agência para o Clima (ApC) constitui, para a ZERO, um factor de risco adicional.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">“Uma transição de competências a meio da implementação de regras mais exigentes constitui um factor de risco adicional para a continuidade da fiscalização”, afirma a associação, que identifica lacunas tanto no controlo aduaneiro à entrada dos gases como na recolha de equipamentos em fim de vida.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A ZERO tem também alertado, em conjunto com a Environmental Investigation Agency (EIA), para a entrada ilegal de HFC no mercado europeu, identificando Portugal como um dos destinos de gases contrabandeados da China através de Espanha. Segundo a estimativa citada pela associação, o mercado paralelo poderá representar entre 20% e 30% do comércio legal de HFC na União Europeia.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Em 2025, a operação europeia “Custos Viridis”, coordenada pela Europol, voltou a colocar o tráfico de gases fluorados entre as áreas de risco investigadas. De acordo com os dados divulgados pela ZERO, em Portugal foram realizadas 317 acções de fiscalização e detectadas 195 infracções ambientais. A operação levou ainda, a nível europeu, à apreensão de 398 toneladas de gases fluorados com efeito de estufa.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">O Regulamento (UE) 2024/573 reforçou, entretanto, os instrumentos de controlo, incluindo a ligação do Portal F-Gas ao sistema aduaneiro europeu e coimas que podem chegar a cinco vezes o valor dos bens apreendidos. A ZERO defende que é necessário reforçar a articulação entre a ApC, as autoridades aduaneiras e a GNR.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<h5 aria-level="2"><b><span data-contrast="auto">APIRAC propõe maior controlo das vendas</span></b><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;134245418&quot;:true,&quot;134245529&quot;:true,&quot;335559738&quot;:299,&quot;335559739&quot;:299}"> </span></h5>
<p><span data-contrast="auto">A APIRAC também identifica problemas no acompanhamento do mercado. Nuno Roque, director-geral da associação, afirma, em declarações à </span><i><span data-contrast="auto">Edifícios e Energia</span></i><span data-contrast="auto">, ter alertado o Ministério do Ambiente e da Energia, as Secretarias de Estado, a APA e a ApC para “problemas que persistem sobre os registos obrigatórios dos intervenientes nas transacções de F-Gases e equipamentos que utilizam substâncias regulamentadas”, bem como para a instalação de equipamentos por empresas não certificadas.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Entre as medidas propostas está uma maior fiscalização dos operadores que vendem equipamentos de refrigeração, ar condicionado e bombas de calor com gases fluorados. Nuno Roque sugere que sejam solicitadas amostras aleatórias de vendas e a identificação da empresa responsável pela instalação.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">O responsável da APIRAC defende igualmente que a ficha de intervenção possa ser utilizada como prova da instalação certificada e propõe que vendedores e adquirentes disponham de seis meses para completar essa informação. No caso da aquisição de fluidos frigorigéneos, sugere que a dedutibilidade do IVA fique “apenas ao alcance de empresas certificadas e que demonstrem cumprimento dos procedimentos legais”.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Para a APIRAC, estas medidas podem avançar enquanto se aguarda a revisão do Decreto-Lei n.º 145/2017. A associação considera que o problema exige uma intervenção sobre toda a cadeia: “Nada se resolverá sem a correcção de processos”, defende, apontando a necessidade de controlar empresas instaladoras, profissionais e canais de comercialização.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<h5 aria-level="2"><b><span data-contrast="auto">ZERO quer apoios orientados para refrigerantes naturais</span></b><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;134245418&quot;:true,&quot;134245529&quot;:true,&quot;335559738&quot;:299,&quot;335559739&quot;:299}"> </span></h5>
<p><span data-contrast="auto">Para a ZERO, a fiscalização não é a única preocupação. A associação considera que os apoios públicos à substituição de equipamentos continuam a não incentivar suficientemente a mudança para refrigerantes naturais, como o propano, o CO₂ ou o amoníaco.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Segundo a ZERO, os programas actuais são “insuficientes, intermitentes e demasiado complexos no acesso” e deveriam começar por medidas que reduzam as necessidades energéticas dos edifícios. “Primeiro o isolamento do edifício, só depois a climatização, e apenas nesta segunda fase se coloca a questão dos fluidos de refrigeração”, defende a associação, em declarações à </span><i><span data-contrast="auto">Edifícios e Energia</span></i><span data-contrast="auto">.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A ZERO critica ainda a neutralidade tecnológica de alguns programas de apoio. “Os programas actuais financiam a instalação de equipamentos, nomeadamente bombas de calor, de forma tecnologicamente neutra”, afirma, sem estabelecer critérios relacionados com o tipo de fluido ou o seu PAG.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Para a associação ambientalista, esta abordagem coloca no mesmo plano equipamentos com HFC de elevado PAG e soluções que utilizam refrigerantes naturais. A ZERO defende, por isso, que os incentivos do Fundo Ambiental e o IVA reduzido sejam “explicitamente direccionados para as alternativas naturais”.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:1,&quot;335551620&quot;:1,&quot;335559685&quot;:0,&quot;335559737&quot;:0,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240,&quot;335559740&quot;:279}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Segundo a ZERO, existem actualmente mais de 60 modelos de bombas de calor a propano, de 12 marcas diferentes, demonstrando que estas tecnologias já estão disponíveis.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<h5 aria-level="2"><b><span data-contrast="auto">Sector prepara profissionais para a mudança</span></b><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;134245418&quot;:true,&quot;134245529&quot;:true,&quot;335559738&quot;:299,&quot;335559739&quot;:299}"> </span></h5>
<p><span data-contrast="auto">A APIRAC considera igualmente que as bombas de calor e os refrigerantes alternativos serão uma componente central da evolução do sector. “As bombas de calor e os fluidos alternativos são preponderantes da ‘nova realidade’, à qual as empresas terão de atender e adaptar”, afirma.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A associação diz estar a preparar esta transição há cerca de quatro anos, acompanhando a evolução regulamentar e desenvolvendo formação e certificação. Entre as iniciativas está a extensão da acreditação do IPAC ao CENTERM para a certificação de profissionais em hidrocarbonetos, CO₂ e amoníaco, em Lisboa e Matosinhos.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A APIRAC destaca ainda a formação disponibilizada através da APIEF e o trabalho de produção e tradução de normas técnicas enquanto Organismo de Normalização Sectorial.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A transição dos HFC para refrigerantes de menor impacte climático implica, assim, mudanças em diferentes pontos da cadeia — da entrada e comercialização dos gases à instalação, manutenção e fim de vida dos equipamentos. Para a ZERO, o desafio passa por reforçar a fiscalização e orientar os apoios para as alternativas naturais. Para a APIRAC, será igualmente necessário corrigir os processos de controlo e assegurar que empresas e profissionais estão preparados para trabalhar com as novas tecnologias.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p>Fotografia de destaque: © Magnific</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Renovação energética: projecto envolve famílias vulneráveis para não deixar ninguém para trás</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/renovacao-energetica-projecto-envolve-familias-vulneraveis-para-nao-deixar-ninguem-para-tras/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ines Malhado]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Sep 2026 08:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[pobreza energética]]></category>
		<category><![CDATA[Transição energética]]></category>
		<category><![CDATA[união europeia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quatro cidades europeias estão a testar uma abordagem participativa na renovação energética de edifícios multifamiliares onde residem famílias vulneráveis, com o objectivo de combater a pobreza energética sem provocar a deslocação das populações locais. O projecto europeu IRENE quer tornar os processos de transição mais inclusivos, envolvendo os próprios moradores para garantir que a melhoria da eficiência dos edifícios não deixa ninguém para trás, sobretudo quem tem menos capacidade para suportar os custos da transição. </p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/renovacao-energetica-projecto-envolve-familias-vulneraveis-para-nao-deixar-ninguem-para-tras/">Renovação energética: projecto envolve famílias vulneráveis para não deixar ninguém para trás</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><b><span data-contrast="auto">Quatro cidades europeias estão a testar uma abordagem participativa na renovação energética de edifícios multifamiliares onde residem famílias vulneráveis, com o objectivo de combater a pobreza energética sem provocar a deslocação das populações locais. O projecto europeu IRENE quer tornar os processos de transição mais inclusivos, envolvendo os próprios moradores para garantir que a melhoria da eficiência dos edifícios não deixa ninguém para trás. Sobretudo quem tem menos capacidade para suportar os custos da transição.</span></b><span data-ccp-props="{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559740&quot;:360}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Mais de 47 milhões de famílias europeias vivem em situação de pobreza energética, isto é, não têm capacidade financeira para manter a casa adequadamente aquecida, mas também não conseguem pagar o arrefecimento ou electricidade essenciais, segundo a União Europeia (UE), enfrentando múltiplos impactos na saúde, inclusão social e qualidade de vida. Para combater este problema, o projecto europeu <a href="https://helpeu.eu/irene/" target="_blank" rel="noopener">IRENE &#8211; <em>Catalysing Inclusive, Representative, Equitable Energy reNovation wavE</em></a> está a testar uma abordagem participativa na renovação energética de habitações multifamiliares que coloca famílias em situações economicamente vulneráveis no centro da transição energética. </span></p>
<p>A iniciativa não se limita apenas à intervenção física nos edifícios ao procurar também identificar as barreiras que impedem ou dificultam o acesso das populações à renovação energética. O objectivo é garantir que a melhoria da eficiência energética dos edifícios não deixa ninguém para trás, sobretudo quem tem menos capacidade para suportar os custos desta transição, explica, <a href="https://helpeu.eu/news/the-eu-funded-project-irene-helps-vulnerable-households-access-fair-and-affordable-energy-renovations/" target="_blank" rel="noopener">em comunicado</a>, a Global Factor Consulting SL, entidade coordenadora do projecto.</p>
<p>&#8220;O IRENE coloca as pessoas no centro da transição energética. Ao combinar a renovação dos edifícios com a capacitação das comunidades, pretende garantir que os agregados familiares vulneráveis possam beneficiar activamente de um futuro mais verde, mais saudável e mais inclusivo&#8221;, pode ler-se.</p>
<p>Espera-se que o projecto impacte 17 358 pessoas ao renovar, no total, 227 edifícios multifamiliares e ao beneficiar 7 440 agregados famíliares em<span class="Y2IQFc" lang="pt"> situação de vulnerabilidade. Em termos de poupanças energéticas, estima-se que o IRENE irá reduzir o consumo energético em 72 GWh por ano e reduza emissões com efeito de estufa em 68,6 tCO2e anuais. </span></p>
<h6><b><span data-contrast="auto">Uma renovação pensada com as comunidades </span></b><span data-ccp-props="{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559740&quot;:360}"> </span></h6>
<p><span data-contrast="auto">A metodologia participativa do IRENE começa pelo mapeamento de indicadores de pobreza energética. A partir daí são co-criadas estratégias de renovação do edificado adaptados às necessidades de cada território, com o propósito de reduzir consumos de energia e, simultaneamente, melhorar as condições de vida das populações residentes. </span><span data-ccp-props="{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559740&quot;:360}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Este diagnóstico local servirá também de base para procurar soluções de financiamento, elaborar recomendações de política pública e ao desenvolver acções de capacitação dirigidas às populações residentes e autoridades locais, sublinha a Global Factor. Neste momento, esta abordagem está a ser testada em quatro cidades-piloto: Vilnius, na Lituânia, Vilvoorde e Leuven, na Bélgica, e Madrid, em Espanha. </span><span data-ccp-props="{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559740&quot;:360}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Em todas estas cidades &#8211; que apresentam diferentes contextos socioeconómicos e níveis de exposição aos riscos associados às mudanças climáticas &#8211; estão a ser mapeados indicadores de pobreza energética e realizadas entrevistas aos residentes dos edifícios que, no futuro, serão alvo de intervenção. </span><span data-contrast="auto">O projecto prevê ainda a criação de </span><i><span data-contrast="auto">Energy Justice Hubs</span></i><span data-contrast="auto">, espaços destinados a reunir comunidades, investigadores, autoridades públicas, organizações da sociedade civil e representantes da indústria, promovendo a troca de conhecimento e de boas práticas. </span><span data-ccp-props="{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559740&quot;:360}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Segundo a entidade coordenadora do IRENE, em Vilnius (Lituânia) e Vilvoorde (Bélgica), o projecto pretende reforçar a capacidade dos serviços de apoio à renovação energética, como as chamadas </span><i><span data-contrast="auto">One-Stop Shops</span></i><span data-contrast="auto">, para chegar às famílias mais vulneráveis. Nesta última, mais de 200 residentes já foram abrangidos por sessões de informação e visitas domiciliárias, tendo mais de 50 famílias recebido orientação personalizada. </span><span data-ccp-props="{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559740&quot;:360}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Já em Leuven (Bélgica) e em Madrid (Espanha) estão a ser desenvolvidas novas abordagem destinadas a disponibilizar aos residentes apoio técnico, financeiro e jurídico ao longo do processo de renovação. Na capital espanhola, o bairro de Puerto Chico mobilizou também cerca de duas centenas de residentes através de workshops e iniciativas comunitárias. Em Espanha, as famílias podem, actualmente, candidatar-se a apoios à renovação através de programas como o </span><i><span data-contrast="auto">Plan Rehabilita 2026</span></i><span data-contrast="auto">, o <em>Plan Transforma tu Barrio</em> 2026 e o Plano Nacional de Habitação 2026-2030. </span></p>
<p>Nesse bairro espanhol, que está a ser alvo de um processo de regeneração urbana, o Conselho Superior de Investigações Cientícias (CSIC) &#8211; principal instituição pública de investigação de Espanha -, está a realizar, no âmbito do IRENE, análises ambientais e de propriedades térmicas. A investigação inclue ainda a utilização de sensores de conforto térmico e a caracterização dos materiais urbanos, com o objectivo de avaliar os efeitos das futuras intervenções de renovação energética dos edifícios do bairro.</p>
<p><span data-contrast="auto">Co-fundado pela UE e financiado pelo programa europeu LIFE, o IRENE envolve dez organizações da Bélgica, Lituânia, Países Baixos e Espanha, entre municípios, universidades, centros de investigação, organizações de defesa dos consumidores e especialistas em eficiência energética. O projecto, que se enquadra no subprograma de apoio à transição para as energias limpas, tem duração prevista até Agosto de 2028. </span><span data-ccp-props="{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559740&quot;:360}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Entre os resultados esperados do projecto estão a redução do consumo de energia e das emissões de carbono, a melhoria das condições de habitação das famílias vulneráveis, o reforço da governação local na área da transição energética e a mobilização de investimento para a renovação dos edifícios. </span><span data-ccp-props="{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559740&quot;:360}"> A iniciativa enquadra-se nas políticas europeias do Pacto Ecológico Europeu, nas metas climáticas e energéticas da UE para 2030, nomeadamente o objectivo de neutralidade climática até 2050, e ainda na estratégia <em>Renovation Wave,</em> que visa melhorar 35 milhões de edifícios na UE até 2030.</span></p>
<p>Fotografia de destaque: © Help EU / Projecto IRENE</p>
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		<title>SaveEnergyTogether em Braga: Transição Energética de Proximidade e Impacto Social</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/conteudos-patrocinados/saveenergytogether-em-braga-transicao-energetica-de-proximidade-e-impacto-social/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sílvia Remédios]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Sep 2026 08:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Conteúdos Patrocinados]]></category>
		<category><![CDATA[ADENE]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Braga destaca-se como um dos municípios portugueses mais ativos na ação climática, assumindo a transição energética como uma prioridade estratégica para o desenvolvimento sustentável do território. ...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-1 wp-block-paragraph" style="font-size:14px;font-style:italic;font-weight:500;letter-spacing:0px"><br></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Braga destaca-se como um dos municípios portugueses mais ativos na ação climática, assumindo a transição energética como uma prioridade estratégica para o desenvolvimento sustentável do território. </strong><br><br>Integrada na Missão Europeia das Cidades Inteligentes e com Impacto Climático Neutro, a cidade tem vindo a promover uma abordagem abrangente à descarbonização, combinando eficiência energética, energias renováveis, mobilidade sustentável e envolvimento dos cidadãos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A concretização destes objetivos depende não apenas da adoção de soluções tecnológicas e da implementação de infraestruturas mais eficientes, mas também da capacidade de mobilizar a população para comportamentos energeticamente mais sustentáveis. A participação ativa dos cidadãos assume, por isso, um papel central na construção de uma cidade mais resiliente, inclusiva e sustentável, contribuindo para os objetivos de neutralidade carbónica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É neste contexto que Braga foi selecionada como território piloto do projeto europeu <em><strong><a href="https://saveenergytogether.adene.pt/" data-type="link" data-id="https://saveenergytogether.adene.pt/" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">LIFE SaveEnergyTogether</a></strong>,</em> desenvolvido em Portugal pela <strong><a href="https://www.adene.pt/" data-type="link" data-id="https://www.adene.pt/" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">ADENE – Agência para a Energia</a></strong>. O projeto tem como objetivo apoiar a implementação de medidas de poupança de energia de curto e médio prazo, reforçando o princípio da “Prioridade à Eficiência Energética” e contribuindo para a mitigação da pobreza energética junto dos grupos mais vulneráveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A campanha de sensibilização teve início nos bairros municipais das Andorinhas e Parretas, tendo sido posteriormente estendida a outros segmentos da população. Assente numa lógica de proximidade e capacitação, procurou evidenciar o potencial de pequenas alterações comportamentais e de soluções de baixo custo para reduzir consumos energéticos, melhorar o conforto da habitação e reforçar o bem-estar das famílias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em articulação com o <strong><a href="https://www.cm-braga.pt/pt" data-type="link" data-id="https://www.cm-braga.pt/pt" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">Município de Braga</a></strong>, a <strong>BragaHabit</strong> e diversos parceiros locais, foram dinamizadas ações junto de moradores de bairros municipais, crianças e jovens, população sénior e técnicos municipais da área social. As iniciativas incluíram sessões de literacia energética nas escolas, no âmbito da <a href="https://rotadaenergia.adene.pt/" data-type="link" data-id="https://rotadaenergia.adene.pt/" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow"><strong>Rota da Energia</strong> da <strong>ADENE</strong></a>, ações de sensibilização para a população sénior, visitas porta a porta, distribuição de equipamentos eficientes e capacitação de técnicos sociais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estas iniciativas permitiram aumentar o conhecimento sobre eficiência energética e reforçar a capacidade dos cidadãos para adotarem práticas de consumo mais eficientes. Paralelamente, contribuíram para capacitar profissionais do setor social na identificação de situações de pobreza energética e no apoio a famílias vulneráveis, fortalecendo a resposta local a este desafio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o projeto <em><strong>SaveEnergyTogether</strong></em>, <strong>Braga</strong> demonstra que a transição energética constrói-se, sobretudo, através da proximidade às pessoas, da capacitação das comunidades e da criação de soluções que respondam às suas necessidades. É este o compromisso que a <strong>ADENE</strong> continuará a promover: colocar a eficiência energética ao serviço dos cidadãos e apoiar uma transição energética que seja, simultaneamente, ambientalmente ambiciosa e socialmente justa.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<div style="height:66px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<div style="height:66px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1068" height="1418" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/09/Silvia_Remedios-edited-1.jpg" alt="" class="wp-image-37979" style="aspect-ratio:0.7177503013990524;width:241px;height:auto" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/09/Silvia_Remedios-edited-1.jpg 1068w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/09/Silvia_Remedios-edited-1-226x300.jpg 226w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/09/Silvia_Remedios-edited-1-771x1024.jpg 771w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/09/Silvia_Remedios-edited-1-768x1020.jpg 768w" sizes="(max-width: 1068px) 100vw, 1068px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em>Sílvia Remédios</em><br><em><em>Técnica Especialista na Direção de Estratégia, Políticas e Projetos da ADENE</em></em></figcaption></figure>



<p class="has-text-align-center has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-2 wp-block-paragraph"><strong><em><strong><em>Este artigo conta com</em></strong></em></strong> <strong><em><strong><em>o apoio da <a href="https://www.adene.pt/" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">ADENE</a></em></strong></em></strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full is-resized"><img decoding="async" width="1777" height="637" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/07/Logo_Positivo_CMYK.png" alt="" class="wp-image-37250" style="aspect-ratio:2.790356394129979;width:170px;height:auto" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/07/Logo_Positivo_CMYK.png 1777w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/07/Logo_Positivo_CMYK-300x108.png 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/07/Logo_Positivo_CMYK-1024x367.png 1024w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/07/Logo_Positivo_CMYK-768x275.png 768w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/07/Logo_Positivo_CMYK-1536x551.png 1536w" sizes="(max-width: 1777px) 100vw, 1777px" /></figure>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-alpha-channel-opacity has-background is-style-wide" style="background-color:#07a1a6;color:#07a1a6"/>



<p class="has-text-align-center has-black-color has-text-color has-link-color has-small-font-size wp-elements-3 wp-block-paragraph"><strong><em>As opiniões expressas são da responsabilidade dos autores e<br>não reflectem necessariamente as ideias da revista Edifícios e Energia.</em></strong></p>
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		<title>Nova edição Setembro/Outubro &#124; Descarbonizar os edifícios nas cidades: Como Braga quer acelerar a descarbonização do parque edificado</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/nova-edicao-setembro-outubro-descarbonizar-os-edificios-nas-cidades-como-braga-quer-acelerar-a-descarbonizacao-do-parque-edificado/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Edifícios e Energia]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Sep 2026 08:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Braga]]></category>
		<category><![CDATA[cidades]]></category>
		<category><![CDATA[descarbonização]]></category>
		<category><![CDATA[neutralidade carbónica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A renovação energética do parque edifícado assume-se como uma prioridade para Braga, numa estratégia que procura reduzir emissões, combater a pobreza energética e reforçar a resiliência às alterações climáticas. Entre projectos em curso e novos desafios, o município procura transformar as metas climáticas em intervenções concretas no território.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A renovação energética do parque edifícado assume-se como uma prioridade para Braga, numa estratégia que procura reduzir emissões, combater a pobreza energética e reforçar a resiliência às alterações climáticas. Entre projectos em curso e novos desafios, o município procura transformar as metas climáticas em intervenções concretas no território.</p>
<p>Ainda na <a href="https://leitor.medialine.pt/reader.html?p=edificiosenergia&amp;v=principal&amp;e=167" target="_blank" rel="noopener">edição nº 167</a> da <em>Edifícios e Energia</em>:</p>
<h6><b>OPINIÃO</b></h6>
<p>Eduardo Maldonado: “Quando as políticas se confrontam com a realidade&#8221;;</p>
<p>Ernesto Peixeiro Ramos: “A tecnologia não substitui a boa engenharia”;</p>
<h6><strong>À CONVERSA</strong></h6>
<p>Ernesto Peixeiro Ramos e Jorge Manuel Carvalho: “O mesmo erro, duas vezes: Da potência Eurovent aos &#8216;consumos&#8217; do SCE&#8221;;</p>
<h6><strong>ACTUALIDADE</strong></h6>
<p>&#8220;Atraso na transposição da EPBD: As reacções do sector da energia e construção&#8221;;</p>
<h6><strong>DESTAQUE</strong></h6>
<p>&#8220;Como o SC Braga e a Greenvolt estão a transformar o paradigma energético&#8221;;</p>
<h6><strong>CIDADES</strong></h6>
<p>“Edifício La Garriga: Um exemplo de industrialização, energia positiva e digitalização”;</p>
<h6><strong>CONSTRUÇÃO SUSTENTÁVEL</strong></h6>
<p>“Da eficiência energética à gestão circular dos materiais: A informação digital na trajetória de Guimarães rumo à neutralidade climática”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><strong>Não perca estes e outros temas na edição de Setembro/Outubro de 2026.<br /></strong><strong>Saiba mais <a href="http://loja.medialine.pt/Loja/?p=edificiosenergia" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>.</strong></em></p>


<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<item>
		<title>Bairro C: Guimarães na primeira linha da regeneração urbana, descarbonização e inovação territorial</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/bairro-c-guimaraes-na-primeira-linha-da-regeneracao-urbana-descarbonizacao-e-inovacao-territorial-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Margarida Fialho]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Sep 2026 08:42:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[descarbonização]]></category>
		<category><![CDATA[guimarães]]></category>
		<category><![CDATA[neutralidade carbónica]]></category>
		<category><![CDATA[reabilitação urbana]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://edificioseenergia.pt/?p=37885</guid>

					<description><![CDATA[<p>A descarbonização deixou de ser apenas uma expressão associada às políticas ambientais para se tornar num dos maiores desafios económicos, sociais e urbanos deste século. Enquanto a generalidade dos países europeus aponta para a neutralidade carbónica em 2050, Guimarães decidiu antecipar a meta em duas décadas. A cidade quer tornar-se climaticamente neutra até 2030 ao transformar um objectivo que muitos ainda encaram como uma ambição distante num<br />
compromisso político de execução a curto prazo. A renovação dos edifícios surge no topo das prioridades.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong><em>Este artigo foi originalmente publicado na <a href="https://leitor.medialine.pt/reader.html?p=edificiosenergia&amp;v=principal&amp;e=166" target="_blank" rel="noopener">edição nº 166 da Edifícios e Energia</a> (Julho/Agosto 2026).</em></strong></p>
<p><strong><span style="font-weight: 400;"><strong>O Bairro C constitui uma das mais relevantes experiências contemporâneas de regeneração urbana e transição climática em Portugal. Localizado na zona de Couros, em Guimarães, o projecto resulta da transformação de uma antiga área industrial associada aos curtumes num território de experimentação urbana centrado na ciência, na cultura, no conhecimento e na descarbonização. A evolução do conceito Bairro C acompanha a estratégia municipal de desenvolvimento sustentável e a afirmação de Guimarães como referência europeia na neutralidade carbónica.</strong> </span></strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As cidades europeias têm vindo a enfrentar desafios complexos relacionados com as alterações climáticas, a reabilitação urbana, a eficiência energética e a coesão social. Há necessidade de se adaptar e inovar. Neste contexto, emergem projectos territoriais capazes de integrar diferentes políticas públicas e de criar soluções inovadoras para problemas estruturais. O Bairro C, em Guimarães, representa um desses casos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mais do que uma simples designação territorial, o projecto Bairro C &#8211; Caminhos de Cultura e Criatividade &#8211; corresponde a uma visão integrada de desenvolvimento urbano sustentável. A sua evolução demonstra como uma antiga área industrial pode ser convertida num laboratório urbano dedicado à produção de conhecimento, à valorização cultural e à redução das emissões de gases com efeito de estufa. </span></p>
<h5><b>De zona industrial a zona de inovação e conhecimento</b></h5>
<p><span style="font-weight: 400;">O Bairro C encontra-se inserido na zona de Couros, uma área historicamente associada à indústria dos curtumes. Durante décadas, esta actividade marcou profundamente a economia local, a paisagem urbana e a identidade da cidade. Com o declínio progressivo da actividade industrial tradicional, desde o início da década de 90, sobretudo a têxtil e do vestuário, tornou-se necessário encontrar novos usos para os edifícios e espaços existentes. “Nos últimos anos, a área tem sido alvo de requalificação de um conjunto de edifícios industriais”, explica o director municipal da Câmara Municipal de Guimarães, Joaquim Carvalho. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A estratégia adoptada procurou preservar a memória industrial do território ao mesmo tempo que introduziu novas funções urbanas. Este processo de regeneração permitiu recuperar património edificado, revitalizar espaços degradados e criar dinâmicas económicas e culturais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos aspectos curiosos do projecto reside na construção progressiva da sua identidade conceptual. A designação ‘C’ adquiriu diferentes significados ao longo do tempo, acompanhando a evolução estratégica do território.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Joaquim Carvalho explica que a requalificação da área tinha como finalidade, maioritariamente, criar polos ligados à Universidade do Minho, por isso “adoptou-se uma identidade ligada à ciência, e que progrediu também para o ‘C’ de Cultura, e, finalmente, para o ‘C’ relativo ao carbono, neste caso, à des carbonização”. Actualmente, o projecto conta com quatro áreas principais: ‘C’ Cultura (Programação Cultural), ‘C’ Conhecimento (Conferências e Publicações), ‘C’ Criatividade (Arte Pública e Arte Urbana) e ‘C’ Comunidade (Mediação Cultural e Projectos de Comunidade). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esta evolução semântica não constitui apenas um exercício de comunicação institucional. Pelo contrário, traduz diferentes fases de maturação do projecto. Numa primeira etapa, a ligação à ciência decorreu da proximidade e colaboração com a Universidade do Minho. Posteriormente, a valorização cultural tornou-se um elemento estruturante da regeneração urbana. E, por fim, a emergência da agenda climática conduziu à incorporação da descarbonização como objectivo central. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O modelo estratégico adoptado é de “cultural-led urban regeneration”: interpretar várias zonas do território, como a Zona de Couros e o Centro Internacional das Artes José de Guimarães; conservar património material e imaterial da cidade; promover o desenvolvimento do sector terciário e das indústrias culturais e criativas, apostando na criação de emprego qualificado; apostar na arte urbana no espaço público para promover o contacto dos artistas locais com as comunidades; fomentar a participação cívica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A relação com a Universidade do Minho desempenha um papel fundamental na configuração do Bairro C. Diversos edifícios industriais recuperados passaram a acolher actividades ligadas à investigação, formação, experimentação tecnológica e transferência de conhecimento. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A cooperação entre o município e a universidade permitiu criar um ecossistema de inovação relevante para a cidade. Esta articulação reforça a capacidade de atracção de talento, estimula o empreendedorismo e favorece a criação de projectos de investigação aplicada com impacto territorial. O modelo adoptado demonstra que a regeneração urbana contemporânea não deve limitar-se à reabilitação física dos edifícios. É igualmente necessário promover novas funções económicas e sociais que assegurem a vitalidade do território a longo prazo.</span></p>
<h5><b>União Europeia reconhece projecto como boa prática</b></h5>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma das dimensões mais significativas do Bairro C está associada ao reconhecimento europeu obtido no âmbito da Missão Cidades. O projecto integra a es tratégia de neutralidade carbónica desenvolvida por Guimarães, enquadrando-se numa agenda de transformação urbana alinhada com os objectivos climáticos da União Europeia. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“O projecto-piloto é reconhecido pela União Europeia como um dos projectos europeus mais consistentes para se atingir as metas da neutralidade carbónica no âmbito da Missão Cidades, onde se inserem em Portugal as cidades de Guimarães, Porto e Lisboa”, refere o director municipal. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Este reconhecimento constitui um importante factor de legitimação externa e demonstra a capacidade do município para desenvolver soluções inovadoras de elevada qualidade técnica. O apoio financeiro atribuído, no valor de um milhão de euros, reforçou a possibilidade de implementação de projectos-piloto. </span></p>
<h5><strong>Comunidade de energia renovável como &#8220;projecto bandeira&#8221;</strong></h5>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma das iniciativas que se destaca no projecto é a Comunidade de Energia Renovável. Esta intervenção representa uma mudança de paradigma na forma como a energia é produzida, distribuída e consumida em contexto urbano. Aliás, Joaquim Carvalho descreve-a como “um dos projectos bandeira”, cujo objectivo principal consiste em produzir energia eléctrica, através de fontes renováveis, e distribuí-la pelos edifícios municipais localizados num raio de quatro quilómetros. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A solução proposta baseia-se na instalação de painéis solares fotovoltaicos numa área, actualmente, associada à feira semanal. Para além da produção energética, a infraestrutura desempenha funções complementares de cobertura e qualificação do espaço público. “Todos os edifícios municipais, num raio de quatro quilómetros contados a partir do local da actual feira semanal, serão abastecidos por energia produzida nesse local, através da instalação de painéis solares. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Simultaneamente, a estrutura para suporte desses painéis, tal como a cobertura a instalar constituída por painéis solares de cor ‘terracota’, permitirão ainda cobrir o estacionamento que ocorre durante a semana, permitindo aos feirantes melhores condições para a actividade relativa à feira.” </span><span style="font-weight: 400;">A abordagem integrada evidencia a preocupação em maximizar os benefícios da intervenção. O mesmo investimento produz tanto resultados energéticos, como ambientais, funcionais e urbanísticos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A estratégia do Bairro C insere-se num quadro mais amplo de descarbonização urbana. O objectivo consiste em reduzir, progressivamente, as emissões associadas à actividade humana através de múltiplas medidas complementares. </span><span style="font-weight: 400;">Entre as iniciativas identificadas destacam-se a produção de energia renovável, a redução do tráfego automóvel baseado em combustíveis fósseis, a modernização da iluminação pública e o aumento da eficiência energética dos edifícios. </span></p>
<h5><strong>Os desafios de aliar património e sustentabilidade </strong></h5>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos maiores desafios identificados no Bairro C relaciona-se com a coexistência entre conservação patrimonial e eficiência energética. </span><span style="font-weight: 400;">Guimarães possui um importante património histórico, incluindo áreas classificadas pela UNESCO, como o Centro Histórico de Guimarães, que foi inscrito como Património Mundial em 2001, e a extensão à Zona de Couros que foi aprovada em 19 de Setembro de 2023, passando a designação oficial a ser “Centro Histórico de Guimarães e Zona de Couros.” </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Devido à salvaguarda do património histórico/cultural, a implementação de determinadas soluções técnicas pode revelar-se complexa. “Os edifícios classificados ou protegidos do ponto de vista patrimonial encerram desafios e soluções complexas, da das as limitações de soluções comuns, no caminho para a alta eficiência energética que se pretende para Guimarães. Muitas vezes, as políticas de protecção ao centro histórico não são compatíveis com as soluções técnicas que o mercado dispõe para atingir esses objectivos, um dos desafios que se tem lançado à investigação e inovação é exatamente nesse sentido.”</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda assim, é necessário que as entidades locais demonstrem a importância de coexistir património com soluções mais sustentáveis e que irão beneficiar toda a comunidade. Guimarães é um exemplo disso: “O Município continua a acompanhar os desenvolvimentos nessa área e tem contribuído com medidas, que diminuíram as emissões, nomeadamente, através da produção de energia ‘limpa’, como as que resultaram da Comunidade de Energia Renovável, da diminuição de tráfego automóvel a combustão nessas áreas ou a substituição integral da iluminação pública por luminárias 100% LED.” </span></p>
<h5><strong>Alterações climáticas e adaptação urbana </strong></h5>
<p><span style="font-weight: 400;">O projecto incorpora igualmente preocupações relacionadas com a adaptação às alterações climáticas. A crescente frequência de fenómenos extremos e o aumento das temperaturas urbanas exigem respostas específicas por parte das cidades. “Também é reconhecido o aumento geral da temperatura no mundo e nas cidades, em particular. Guimarães, à semelhança de outras cidades, ‘sofre’ de aparecimento das chamadas ‘ilhas de calor’. As políticas de descarbonização, o aumento das áreas verdes, o aumento da reciclagem aos vários níveis, são medidas a implementar no Bairro C”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro desafio é a Ribeira da Costa/Couros, um dos elementos mais sensíveis do território. Regista problemas de qualidade da água, cheias no centro da cidade, erosão de margens e assoreamento do leito. O Projecto Revitalização e Valorização deste local inclui simulações hidrodinâmicas e a criação de um centro de educação ambiental no edifício Ciência Viva.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Este projecto nasceu também de uma parceria entre a Câmara Municipal e a Universidade do Minho, neste caso, a Escola de Engenharia. A integração de múltiplos factores para preparar a cidade para eventos extremos é relevante para aumentar a resiliência do território face aos impactos já observáveis das alterações climáticas. </span></p>
<h5><b>Impactos territoriais e potencial de replicação</b></h5>
<p><span style="font-weight: 400;">O carácter experimental do Bairro C permite encará-lo como um caso de estudo relevante para outras cidades portuguesas e europeias. </span><span style="font-weight: 400;">A combinação entre regeneração urbana, valorização patrimonial, inovação científica, produção energética renovável e neutralidade carbónica cria um modelo potencialmente replicável. Cada território possui características próprias, mas os princípios fundamentais podem inspirar intervenções semelhantes noutros contextos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A neutralidade carbónica exige transformações profundas nos sistemas de mobilidade, energia, construção e consumo. A compatibilização entre preservação patrimonial e eficiência energética continuará a exigir investigação e inovação. Da mesma forma, a manutenção do envolvimento dos diferentes actores institucionais e da população será determinante para assegurar a sustentabilidade do projecto. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Bairro C constitui uma das experiências significativas de regeneração urbana sustentável, actualmente, desenvolvidas em Portugal. A transformação de uma antiga zona industrial num território orientado para a ciência, cultura, conhecimento e descarbonização demonstra a capacidade de reinvenção das cidades contemporâneas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A sua relevância ultrapassa a escala local. O reconhecimento europeu, a integração na Missão Cidades e a implementação de projectos inovadores como a Comunidade de Energia Renovável conferem-lhe um valor estratégico significativo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao olhar para o futuro, Joaquim pretende “que o Bairro C seja um exemplo de cidade, de Cultura, Ciência, Conhecimento e com zero emissões de gases com efeito de estufa”. Esta frase define a ambição central do projecto e traduz uma visão integrada de desenvolvimento urbano sustentável. </span></p>


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<p class="wp-block-paragraph">Fotografia de destaque: © Câmara Municipal de Guimarães </p>
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		<item>
		<title>Descarbonizar os edifícios nas cidades: A estratégia de Guimarães para atingir a neutralidade carbónica</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/descarbonizar-os-edificios-nas-cidades-a-estrategia-de-guimaraes-para-atingir-a-neutralidade-carbonica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rita Galego]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Sep 2026 08:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[descarbonização]]></category>
		<category><![CDATA[guimarães]]></category>
		<category><![CDATA[neutralidade carbónica]]></category>
		<category><![CDATA[PMAC]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A descarbonização deixou de ser apenas uma expressão associada às políticas ambientais para se tornar num dos maiores desafios económicos, sociais e urbanos deste século. Enquanto a generalidade dos países europeus aponta para a neutralidade carbónica em 2050, Guimarães decidiu antecipar a meta em duas décadas. A cidade quer tornar-se climaticamente neutra até 2030 ao transformar um objectivo que muitos ainda encaram como uma ambição distante num<br />
compromisso político de execução a curto prazo. A renovação dos edifícios surge no topo das prioridades.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong><em>Este artigo foi originalmente publicado na <a href="https://leitor.medialine.pt/reader.html?p=edificiosenergia&amp;v=principal&amp;e=166" target="_blank" rel="noopener">edição nº 166 da Edifícios e Energia</a> (Julho/Agosto 2026).</em></strong></p>
<p><strong>A descarbonização deixou de ser apenas uma expressão associada às políticas ambientais para se tornar num dos maiores desafios económicos, sociais e urbanos deste século. Enquanto a generalidade dos países europeus aponta para a neutralidade carbónica em 2050, Guimarães decidiu antecipar a meta em duas décadas. A cidade quer tornar-se climaticamente neutra até 2030 ao transformar um objectivo que muitos ainda encaram como uma ambição distante num compromisso político de execução a curto prazo. A renovação dos edifícios surge no topo das prioridades.</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A estratégia de Guimarães assenta numa visão integrada: através do Plano Municipal de Acção Climática e da participação na Missão Europeia das 100 Cidades Inteligentes e Climaticamente Neutras, o município procura posicionar-se como um “laboratório de inovação urbana” capaz de mostrar que a transição ecológica pode ser, simultaneamente, uma resposta às alterações climáticas e uma oportunidade de desenvolvimento económico e melhoria da qualidade de vida dos munícipes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma coisa é certa: o caminho a ser traçado é exigente, dependente da mobilização de recursos financeiros, da capacidade técnica das instituições e, sobretudo, do envolvimento da comunidade.</span></p>
<h6><b>Um modelo de desenvolvimento do território</b></h6>
<p><span style="font-weight: 400;">A ambição de tornar Guimarães climaticamente neutra até 2030 não surgiu de forma repentina nem resulta apenas da necessidade de cumprir metas ambientais europeias. A estratégia é o reflexo de uma transformação mais profunda que o município tem vindo a construir ao longo da última década. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com um forte tecido industrial e empresarial, grande parte da actividade económica de Guimarães provém de sectores como o têxtil, o vestuário, o calçado e a metalomecânica. Este dinamismo económico foi determinante para o crescimento do concelho, mas também contribuiu para aumentar as necessidades energéticas do território e a sua dependência de modelos de produção e consumo intensivos em recursos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Foi assim que a descarbonização começou a ser encarada pelo município não como uma política ambiental isolada, mas como uma estratégia de desenvolvimento territorial. Esta visão é assumida pela autarquia como um dos pilares da transformação do concelho. Segundo Alberto Martins, vereador do Ambiente na Câmara Municipal de Guimarães, a transição energética deve ser entendida de forma integrada, articulando objectivos climáticos, económicos e sociais: “Em Guimarães, a reabilitação energética dos edifícios está além da exigência regulatória europeia ou nacional. É uma prioridade estratégica que converge em objectivos indissociáveis, como a descarbonização, a qualidade de vida e a competitividade territorial.”</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A aposta passou, assim, a centrar-se na transformação gradual da forma como a cidade produz e consome energia, gere os seus recursos e prepara o território para responder aos impactos das alterações climáticas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Este percurso começou a ganhar forma em 2013, com a adesão de Guimarães ao Pacto de Autarcas para o Clima e Energia. A partir daí, foram sendo desenvolvidos vários instrumentos de planeamento e modelos de governação colaborativa que envolveram a autarquia, universidades, empresas, associações e cidadãos na definição de objectivos para a próxima década.</span></p>
<h6><b>Da estratégia climática aos compromissos para 2030</b></h6>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto a estratégia nacional aponta para a neu tralidade carbónica em 2050, Guimarães pretende alcançar esse objectivo vinte anos mais cedo, até ao final da presente década. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A ambição está formalizada no Plano Municipal de Acção Climática (PMAC), aprovado em 2024, o principal instrumento que orienta a estratégia local de mitigação e adaptação às alterações climáticas. O documento es tabelece um conjunto alargado de medidas dirigidas a sectores vistos como prioritários, como os edifícios, os transportes, a produção de energia, entre outros. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Resumindo, o PMAC pretende funcionar como um instrumento transversal de transformação do território, alcançando a neutralidade carbónica através de uma abordagem que seja capaz de articular políticas públicas, investimento privado e a participação activa da comunidade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2023, Guimarães foi uma das cidades seleccionadas para integrar a Missão das 100 Cidades Inteli gentes e Climaticamente Neutras da União Europeia. A iniciativa reúne cidades-piloto de vários países europeus com o objectivo de acelerar a transição climática e desenvolver soluções com capacidade de serem replicadas noutros territórios. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No âmbito desta participação, o município desenvolveu o seu Contrato Climático da Cidade, um com promisso colectivo que envolve a autarquia, empresas, associações, instituições de ensino e cidadãos na concretização das metas estabelecidas. Paralelamente, foi criado o Pacto Climático de Guimarães, um mecanismo através do qual diferentes entidades alinham as suas próprias estratégias de descarbonização com os objectivos definidos pelo município.</span></p>
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<p><img decoding="async" class="wp-image-37845 " src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/09/shutterstock_2045334512-1-1024x576.jpg" alt="" width="653" height="368" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/09/shutterstock_2045334512-1-1024x576.jpg 1024w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/09/shutterstock_2045334512-1-300x169.jpg 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/09/shutterstock_2045334512-1-768x432.jpg 768w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/09/shutterstock_2045334512-1.jpg 1200w" sizes="(max-width: 653px) 100vw, 653px" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">A dimensão do desafio é significativa. A descarbonização implica intervir em praticamente todos os sectores de actividade e concretizar, num curto espaço de tempo, mudanças estruturais que noutros contextos estão projectadas para as próximas duas ou três décadas. A questão deixa de ser apenas a definição de metas ambiciosas e passa a centrar-se na capacidade de as transformar em resultados concretos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É precisamente nessa fase de implementação que os edifícios assumem um papel determinante. Num território com mais de 45 mil edifícios &#8211; segundo os Censos 2021 -, a renovação do parque edificado surge como uma das peças centrais da estratégia de descarbonização do concelho. </span></p>
<h5><b>A descarbonização do edificado como prioridade </b></h5>
<p><span style="font-weight: 400;">Em Guimarães, a descarbonização dos edifícios assume um papel estratégico, não apenas pelo impacto que o sector tem no consumo energético do concelho, mas também pela sua relação directa com a qualidade de vida da população. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De acordo com o Plano Municipal de Acção Climática, os sectores doméstico e dos serviços repre sentam cerca de 18% da energia final consumida no município, tornando evidente a necessidade de intervir num parque edificado que apresenta desafios significativos em matéria de eficiência energética e conservação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora nove em cada dez edifícios tenham sido construídos depois de 1946 e mais de metade após 1980, quase um terço necessita actualmente de obras de reparação, evidencia a segunda revisão do Plano Director Municipal. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As diferenças territoriais são particularmente evidentes. Moreira de Cónegos concentra o maior número absoluto de edifícios a necessitar de intervenções ligeiras ou médias, enquanto Selho (São Cristóvão) apresenta a maior proporção deste tipo de construções. Nos casos de degradação mais acentuada, destacam-se Lordelo, a União de Freguesias de San de Vila Nova e Sande São Clemente e Candoso (São Martinho), esta última com a maior percentagem de edifícios em avançado estado de degradação do concelho.</span></p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-37847" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/09/shutterstock_2792489399-1-1024x576.jpg" alt="" width="659" height="371" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/09/shutterstock_2792489399-1-1024x576.jpg 1024w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/09/shutterstock_2792489399-1-300x169.jpg 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/09/shutterstock_2792489399-1-768x432.jpg 768w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/09/shutterstock_2792489399-1.jpg 1200w" sizes="(max-width: 659px) 100vw, 659px" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Perante este cenário, a estratégia municipal aposta numa abordagem integrada que combina a reabilita ção energética dos edifícios, a redução dos consumos e a promoção da produção local de energia renovável.  As intervenções previstas incluem o reforço do isolamento térmico de paredes e coberturas, a substituição de janelas e caixilharias, a modernização dos sistemas de aquecimento e arrefecimento e a melhoria da eficiência associada à produção de águas quentes sanitárias. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo as estimativas do PMAC, a reabilitação energética dos edifícios residenciais poderá reduzir o consumo anual de energia em 152 969 MWh e evitar a emissão de 24 138 toneladas de CO2 equivalente. Nos edifícios de serviços, o potencial de redução ascende a 63 739 MWh por ano e a 13 764 toneladas de CO2 equivalente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para o município, a transformação do parque edificado será decisiva para cumprir as metas de neutralidade climática. “A neutralidade climática não se alcança apenas com grandes infraestruturas; constrói-se edifício a edifício, residência a residência e comunidade a comunidade, transformando o parque edificado num activo de sustentabilidade, resiliência e qualidade de vida”, afirma Alberto Martins. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O município procura também combater situações de pobreza energética e incentivar a adopção de novos hábitos de consumo, através de acções de sensibilização e da criação de mecanismos de apoio aos proprietários e promotores imobiliários. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A aposta passa igualmente por promover novos padrões construtivos. Guimarães pretende incentivar a construção de edifícios com necessidades quase nulas de energia e estimular a adopção de sistemas voluntários de certificação ambiental, numa lógica que procura antecipar as exigências futuras da construção sustentável. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No fundo, mais do que reduzir consumos energéticos, o objectivo passa por criar habitações mais confortáveis, diminuir a vulnerabilidade das famílias perante os custos da energia e tornar o território mais resiliente às alterações climáticas. </span></p>
<h6><b>Alguns projectos no terreno</b></h6>
<p><span style="font-weight: 400;">A estratégia de descarbonização de Guimarães está a traduzir-se num conjunto de projectos concretos nas áreas da energia, dos edifícios e da eficiência energética. Segundo o vereador do Ambiente, Alber to Martins, o município tem vindo a “operacionalizar um conjunto de intervenções com vista à obtenção das metas de neutralidade climática estabelecidas no Plano Municipal de Acção Climática”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre as iniciativas em curso, destacam-se os novos edifícios de consumo quase nulo de energia (NZEB), como a Escola Hotel e as Residências AvePark, que, segundo o autarca, representam “um novo paradigma de construção pública”. A autarquia está também a promover a reabilitação energética de es colas e unidades de saúde, através de intervenções destinadas a melhorar o desempenho energético e o conforto dos utilizadores. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na área da produção de energia renovável, está prevista a instalação de um sistema de autoconsumo colectivo que permitirá abastecer 42 edifícios municipais. “A energia gerada localmente alimentará, de forma optimizada, uma rede de 42 edifícios municipais, reduzindo a dependência da rede eléctrica convencional”, explica Alberto Martins. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Paralelamente, Guimarães participa no projecto europeu LIFE Plan4Cold, que prevê a elaboração de um plano dedicado ao aquecimento e arrefecimento urbano. </span></p>
<h6><b>Da dependência energética à produção local de energia</b></h6>
<p><span style="font-weight: 400;">A estratégia de descarbonização de Guimarães não passa apenas por consumir menos energia. Passa também por alterar a forma como essa energia é produzida e distribuída, reduzindo a dependência de fontes externas e aproximando a produção dos locais onde a energia é consumida. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Neste domínio, o concelho ocupa já uma posição de destaque a nível nacional. Segundo dados da E-Redes, divulgados pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">Expresso</span></i><span style="font-weight: 400;">, Guimarães era, no final do segundo trimestre de 2025, o município português com o maior número de instalações de autoconsumo solar, contabilizando 6061 unidades e mais de 57 me gawatts de potência instalada. Em termos relativos, a energia de fonte solar está presente em cerca de 8% dos consumidores do concelho, confirmando a forte adesão a este modelo descentralizado de produção energética. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esta dinâmica acompanha a estratégia definida pelo Plano Municipal de Acção Climática, que identifica o autoconsumo e as Comunidades de Energia Renovável (CER) como instrumentos essenciais para acelerar a transição energética local. Segundo as estimativas do município, a produção local de electricidade po derá evitar, anualmente, a emissão de cerca de 25 mil toneladas de dióxido de carbono equivalente no sector residencial e de mais de 18 mil toneladas no sector dos serviços. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para o município, o autoconsumo e as CER representam mais do que uma solução tecnológica ou uma forma de reduzir emissões: “A visão para a energia em Guimarães é clara e coloca os cidadãos e as insti tuições como protagonistas da transição energética”, afirma o vereador do Ambiente, Alberto Martins. O responsável defende uma lógica de democratização da energia, na qual cidadãos e empresas deixam de ser apenas consumidores para assumirem um papel mais activo na produção e gestão dos recursos energéticos. </span></p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-37849" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/09/shutterstock_1477392128-1-1024x576.jpg" alt="" width="657" height="370" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/09/shutterstock_1477392128-1-1024x576.jpg 1024w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/09/shutterstock_1477392128-1-300x169.jpg 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/09/shutterstock_1477392128-1-768x432.jpg 768w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/09/shutterstock_1477392128-1.jpg 1200w" sizes="(max-width: 657px) 100vw, 657px" /></p>
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<p><span style="font-weight: 400;">Para o município, o autoconsumo e as CER representam mais do que uma solução tecnológica ou uma forma de reduzir emissões: “A visão para a energia em Guimarães é clara e coloca os cidadãos e as instituições como protagonistas da transição energética”, afirma o vereador do Ambiente, Alberto Martins. O responsável defende uma lógica de democratização da energia, na qual cidadãos e empresas deixam de ser apenas consumidores para assumirem um papel mais activo na produção e gestão dos recursos energéticos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A própria autarquia procura assumir um papel de monstrativo neste processo. Entre os projectos previs tos está a implementação de um sistema de autoconsumo colectivo destinado a abastecer 42 edifícios municipais, incluindo equipamentos públicos e infraes truturas sob gestão do município. O objectivo passa por reduzir a dependência da rede eléctrica convencional e criar um modelo que possa, posteriormente, ser replicado por outras entidades do território. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda assim, a concretização deste modelo depende da capacidade de ultrapassar vários obstáculos, desde a complexidade administrativa associada à implementação dos projectos até à necessidade de mobilizar investimento privado e garantir que a transição energética permanece acessível a todos os sectores da população. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A ambição está definida. O desafio passa agora por transformar estes projectos-piloto em soluções estruturais e assegurar que a produção local de energia se torna uma prática consolidada. </span></p>
<h6><b>Os obstáculos no caminho</b></h6>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar do reconhecimento europeu e das metas traçadas para o final da década, a concretização da neutralidade climática continua a colocar desafios significativos ao município. A dificuldade reside agora na capacidade de transformar estratégias e compromissos em resultados concretos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos principais obstáculos passa pela mobiliza ção do investimento necessário para acelerar a tran sição energética. Muitas das intervenções previstas, sobretudo ao nível da reabilitação dos edifícios e da produção local de energia, dependem não apenas da capacidade financeira da autarquia, mas também do envolvimento dos proprietários, das empresas e de outros agentes privados. Como refere Alberto Martins, o desafio consiste em criar condições para que “a eficiência energética seja vista pelo mercado como um activo estratégico e rentável, e não apenas como um custo”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A volatilidade dos mercados constitui outro factor de incerteza. As oscilações nos preços da energia, dos materiais de construção e dos equipamentos tecnológicos obrigam a uma adaptação permanente dos projectos e podem comprometer os calendários inicialmente previstos. A rapidez com que as soluções energéticas evoluem acrescenta igualmente complexidade ao processo, exigindo uma actualização constante das estratégias municipais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A implementação de modelos inovadores, como as Comunidades de Energia Renovável, enfrenta ainda desafios administrativos e legais. A articulação entre os mecanismos de contratação pública e os novos modelos de gestão energética continua a represen tar um constrangimento, obrigando os municípios a conciliar a inovação com procedimentos burocráticos frequentemente morosos. Segundo o vereador do Ambiente, o objectivo passa por garantir que “a lei funcione como um facilitador e não como um entrave à estratégia”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas os desafios ultrapassam a dimensão técnica e financeira. A neutralidade carbónica pressupõe uma transformação profunda dos hábitos quotidianos e das formas de utilização do território. A redução do consumo energético, a adesão ao autoconsumo, a reabilitação das habitações ou a alteração dos padrões de mobilidade exigem uma participação activa da população. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A próxima meia década será, por isso, decisiva. Mais do que cumprir indicadores ambientais, Guimarães procura demonstrar que a neutralidade climática pode ser construída à escala municipal e transformar-se num novo modelo de desenvolvimento territorial. O sucesso desta estratégia dependerá, em última análise, da capacidade de converter uma visão ambiciosa numa transformação concreta do território. </span></p>


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<p class="wp-block-paragraph">Fotografia de destaque e restantes: © Shutterstock</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Serão os edifícios flutuantes o futuro do crescimento urbano?</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/serao-os-edificios-flutuantes-o-futuro-do-crescimento-urbano/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Margarida Fialho]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Jul 2026 09:23:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[edifícios]]></category>
		<category><![CDATA[edifícios flutuantes]]></category>
		<category><![CDATA[pegada carbónica]]></category>
		<category><![CDATA[schoonschip]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://edificioseenergia.pt/?p=37432</guid>

					<description><![CDATA[<p>Já se imaginou a viver por cima de água num edifício flutuante? Que benefícios traz? Quais os desafios? A abordagem tem vindo a ser desenvolvida, tendo já casos práticos úteis, como o de Schoonschip, em Amesterdão, onde existe a comunidade flutuante mais sustentável da Europa, e que podem ser replicados em países como Portugal.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-4 wp-block-paragraph" style="font-size:14px;font-style:italic;font-weight:500;letter-spacing:0px"></p>


<p style="text-align: center;"><strong><em>Este artigo foi originalmente publicado na <a href="https://leitor.medialine.pt/reader.html?p=edificiosenergia&amp;v=principal&amp;e=164" target="_blank" rel="noopener">edição nº 164 da Edifícios e Energia</a> (Março/Abril 2026).</em></strong></p>
<p><strong>Já se imaginou a viver por cima de água num edifício flutuante? Que benefícios traz? Quais os desafios?</strong></p>
<p>Num contexto de subida do nível da água do mar, de pressão sobre o solo urbano e a necessidade de reduzir as emissões de carbono e os custos operacionais dos edifícios, os projectos de urbanismo aquático têm vindo a ganhar expressão como alternativa técnica e estratégica. Ao deslocar parte da densidade urbana para plataformas flutuantes ou estruturas anfíbias, cria-se a oportunidade de repensar fundações, envolventes térmicas, redes energéticas e modelos de manutenção, não como adaptações provisórias, mas sim como sistemas concebidos desde a origem para o desempenho, a durabilidade e poupança energética.</p>
<p>A abordagem tem vindo a ser desenvolvida, tendo já casos práticos úteis, como o de Schoonschip, em Amesterdão, onde existe a comunidade flutuante mais sustentável da Europa, e que podem ser replicados em países como Portugal.</p>
<h5><strong>Da arquitectura ao HCPE: a cidade como um &#8220;sistema vivo&#8221;</strong></h5>
<p>A evolução conceptual é bem expressa por Koen Olthuis, fundador da Waterstudio, uma empresa de arquitectura que vê na água uma solução para enfrentar os desafios do presente e do futuro das cidades. “Sou arquitecto e urbanista, mas o meu trabalho evoluiu para aquilo a que chamo HCPE (Hydro-City Performance Engineering), um método e uma mentalidade que encaram a cidade como um sistema vivo, passível de ser medido, diagnosticado e melhorado”, define. “É também por isso que costumo dizer: sou um médico da cidade e utilizo a água como medicamento.”</p>
<p>A água deixou, assim, de ser apenas paisagem ou um factor de risco ou ameaça. É também um factor essencial para tornar as cidades mais “seguras, confortáveis e eficientes na utilização de recursos”. Desta forma é também possível prevenir cenários de tempestades, cheias ou ondas de calor, já que a vulnerabilidade das cidades também está relacionada com a falta de planeamento e este planeamento pode agora sair de terra firme e ser explorado no meio aquático.</p>
<p>A constante análise do desempenho do edifício contribui para que se passe de uma “solução de contingências para uma infraestrutura urbana programável”, com registo de “risco de inundação, stress térmico, procura energética, qualidade da água e vida útil dos materiais.”</p>
<p>A resiliência face às inundações é uma das vantagens imediatas deste tipo de construção sobre a água. E porquê? Koen Olthuis explica que, com a falta de solo, tem aumentado a construção sobre zonas propensas a inundações, já que se constrói em solos “fracos ou com elevados custos ecológicos e financeiros”. Esta lacuna permite expandir, de forma faseada, as cidades para a água.</p>
<p>Outra vantagem é a resiliência face às alterações climáticas e a adaptabilidade às mesmas, uma vez que se<br />“reduz as falhas e a disrupção futura ao projectar para a realidade da variabilidade da água. O HCPE é particularmente útil neste contexto porque obriga a colocar, desde cedo, uma questão clara: que solução oferece o melhor desempenho a longo prazo para a cidade, e não apenas a resposta mais rápida no curto prazo?”</p>
<p>Uma estrutura flutuante acompanha a variação do nível da água e mantém a funcionalidade durante eventos extremos, eliminando a necessidade de medidas de emergência que são dispendiosas e, muitas vezes, apenas temporárias.</p>
<p>Um exemplo prático é Schoonschip, em Amesterdão, que iremos abordar mais à frente, onde “as bases flutuantes em betão permitem que as habitações acompanhem a variação do nível da água, garantindo resiliência às inundações num território de baixa densidade, como o dos Países Baixos. As casas estão ancoradas através de grandes pilares de amarração e todas as habitações flutuam, no mínimo,<br />50 centímetros acima do fundo do canal”, explica Marteen Remmers, uma das fundadoras e actual porta-voz.</p>
<p>Além disso, a construção sobre a água pode reduzir a necessidade de aterros, dragagens extensas e fundações profundas, actividades que elevam tanto o custo económico como a pegada carbónica incorporada da obra. Como observa Olthuis, “a construção flutuante pode evitar a reconquista de terrenos, reduzir grandes movimentações de solo e ser concebida como um sistema reversível”. Essa reversibilidade é uma vantagem estratégica, já que fundações robustas e duradouras podem permanecer enquanto as superestruturas são actualizáveis, permitindo melhorias energéticas sem recriar as fundações.</p>
<h5><strong>Resiliência, resistência, autonomia e longevidade</strong></h5>
<p>Em ambiente aquático, a durabilidade depende tanto da selecção de materiais como, e sobretudo, do pormenor construtivo. “No caso das fundações flutuantes, soluções em betão de longa vida útil são frequentemente a base mais robusta, desde que concebidas para baixa permeabilidade e exposição marinha, com especial cuidado nas juntas e atravessamentos. Para a superestrutura, diversos sistemas funcionam bem, incluindo híbridos de madeira e aço, desde que as ligações e interfaces sejam projectadas para resistir à humidade, aos sais e à radiação UV”. Neste contexto, esta abordagem permite projectar infraestruturas com vida útil de referência mínima de 50 anos, conforme previsto para edifícios correntes pelo Eurocódigo 2.</p>
<p>Assim, a sustentabilidade e uma construção que permita uma longa vida útil ao edifício demonstra não só preocupação com o meio ambiente, como com os residentes que têm a garantia de viver ou trabalhar num local confortável e duradouro. “Se uma fundação flutuante durar várias décadas e puder receber múltiplos ciclos de actualização das habitações acima, a pegada ao longo do ciclo de vida melhora de forma significativa”. Olthuis acrescenta que “isto é o HCPE em prática: projectar para o desempenho ao longo do tempo.”</p>
<p>O comportamento térmico e higrotérmico de uma habitação flutuante tem dois vectores críticos: o desempenho da envolvente e as propriedades térmicas do meio aquático adjacente. A água tende a atenuar picos térmicos porque “varia a sua temperatura mais lentamente do que o solo”, o que pode reduzir a necessidade de condicionamento activo quando a envolvente é projectada com isolamento, estanquidade e controlo de pontes térmicas rigorosas.</p>
<p>Quanto à humidade, a prioridade técnica é a ventilação controlada com recuperação de calor e camadas de controlo de vapor posicionadas de forma a impedir migração de ar quente e húmido para cavidades frias. Como explica o arquitecto, “a base é a ventilação controlada, normalmente ventilação mecânica equilibrada com recuperação de calor, que mantém a humidade estável enquanto minimiza as perdas energéticas. Quando estes princípios são bem aplicados, uma casa flutuante pode ser tão seca e estável como qualquer habitação terrestre de elevado desempenho.”</p>
<p>No domínio energético, o argumento central é que a tipologia flutuante facilita soluções de partilha e de acoplamento térmico com o meio hídrico, mas a poupança real depende de um pacote técnico integrado: envolventes de alto desempenho, bombas de calor (idealmente com fonte aquática), sistemas de ventilação com recuperação e gestão de energia distribuída através de micro-redes, armazenamento comum e, por vezes, sistemas térmicos partilhados permitem reduzir o consumo total e aumentar a resiliência. “O objectivo mais escalável é aquilo a que chamo ‘autonomia ligada à rede’. Isso significa uma procura líquida muito baixa, gestão eficaz de picos e resiliência através de armazenamento e controlo inteligente, em vez de uma desconexão total da rede”, explica Olthuis.</p>
<h5><strong>Schoonschip: o caso prático da comunidade flutuante mais sustentável da Europa</strong></h5>
<p>Passando da teoria à prática, falemos da comunidade flutuante de Schoonschip, em Amesterdão. Este bairro, no canal Johan van Hasseltkanaal, foi desenvolvido por uma iniciativa colectiva que agrupa 46 agregados em 30 habitações flutuantes e que foi desenhado para alcançar a máxima eficiência e partilha de recursos.</p>
<p>A ideia surgiu em 2008 com o objectivo de “criar uma comunidade flutuante coesa e ecologicamente sustentável, em resposta à densidade urbana e aos desafios climáticos. A motivação inicial centrou-se na transformação de uma zona industrial de canal num bairro vibrante e de baixo impacte ambiental. O projecto enfatiza a circularidade, a partilha de energia e a coesão social através de um modelo de promoção colectiva privada”, explica Marteen Remmers.</p>
<p>O projecto integra uma micro-rede que, em termos agregados, inclui 516 painéis solares, 30 bombas de calor e 60 painéis solares térmicos, “conectados por uma única ligação à rede eléctrica nacional, permitindo trocas entre vizinhos, o que minimiza a dependência externa e utiliza apenas uma fracção da capacidade de rede que um distrito todo eléctrico típico exigiria”. A abordagem é holística, uma vez que o sistema coordena o armazenamento de excedentes em baterias e acumuladores térmicos, e equilibra a produção e o consumo no bairro.</p>
<p>A sustentabilidade esteve em cima da mesa desde o início do projecto com a utilização de materiais de origem local ou reciclados, “de forma a reduzir emissões associadas ao transporte e alinhar-se com os princípios da economia circular. A maioria dos materiais de isolamento é de origem renovável”, confirma.</p>
<p>Foram também implementadas soluções com o objectivo de alcançar a eficiência energética nas habitações, “como painéis solares associados a baterias domésticas, bombas de calor, sistemas solares térmicos e recuperação de calor das águas dos duches. A micro-rede inteligente optimiza o autoconsumo e o controlo dos equipamentos eléctricos, permitindo uma utilização mais eficiente da energia disponível”. Além disto, ainda foi desenvolvido um sistema GridFriends, que “coordena a energia através de contadores inteligentes que armazenam excedentes em baterias e acumuladores térmicos, enquanto equilibram a produção e o consumo entre as habitações. Os excedentes são armazenados ou comercializados, com o objectivo de alcançar a neutralidade energética ao nível do bairro. A electricidade pode fluir directamente de uma casa para outra, por exemplo dos painéis solares de um residente para a máquina de lavar de um vizinho.”</p>
<p>Os benefícios foram sentidos rapidamente pelos moradores, confirma Marteen: maior independência energética, menor dependência de serviços externos, mobilidade partilhada. “Utilizamos menos água graças ao sistema de saneamento a vácuo e usamos também menos capacidade da rede eléctrica, o que é particularmente relevante nos Países Baixos, onde a escassez de capacidade da rede é actualmente um problema significativo. Criámos ainda jardins flutuantes, procurando gerar mais espaços favoráveis à biodiversidade”.</p>
<p>O ambiente que se vive é também de confraternização, entreajuda e de um verdadeiro espírito comunitário, até porque partilham uma sala comum e espaços exteriores. “Nadamos juntos, convivemos no pontão e tomamos decisões de forma contínua. É um bairro coeso, dinâmico e muito próximo.”</p>
<p>Marteen acredita que além do retorno financeiro, uma vez que se verifica uma “redução de custos resultante da eficiência e da partilha”, também é visível uma “melhoria da qualidade de vida, através de uma rede social forte e uma diminuição da pegada ambiental graças a práticas colectivas sustentáveis.”</p>
<h5><strong>Limitações, riscos e exigências de operação</strong></h5>
<p>Uma construção aquática tem também as suas limitações e riscos. Koen Olthuis identifica alguns, como<br />a “exposição ao vento, o envelhecimento acelerado de componentes em ambientes salinos e restrições de área útil para instalação de painéis solares por habitação”. Estes são factores que condicionam desempenho e custos.</p>
<p>Olthuis alerta para estes parâmetros, afirmando que “o vento pode aumentar as perdas térmicas e afectar o conforto percepcionado, os sais e a humidade podem reduzir a vida útil dos componentes se o detalhe for  inadequado”. Por isso, um projecto flutuante de sucesso requer definições rigorosas de especificação de materiais, medidas de protecção anti-corrosão, estratégias de massa e orientação urbanística para reduzir exposição, e planos de manutenção preventiva com inspecções programadas das fundações e amarrações.</p>
<p>A componente normativa e o processo de licenciamento podem alongar prazos, como foi o caso do Schoonschip. Marteen Remmers revela que “os principais obstáculos incluíram um processo burocrático prolongado ao longo de cerca de uma década, nomeadamente, a obtenção de um concurso público em 2013, as aprovações regulamentares para as licenças de construção e para a micro-rede eléctrica experimental, bem como desafios logísticos na construção, como a navegação sob pontes.”</p>
<h5><strong>Replicabilidade em Portugal: oportunidades e condicionantes</strong></h5>
<p>Portugal enfrentou, com as tempestades consecutivas, mais um período crítico de cheias. Alguns locais foram inundados como há muito não tinham memória, pessoas perderam a sua casa, o seu carro, muitas zonas foram evacuadas por precaução e muitas pessoas ficaram sem saber o que vão encontrar quando conseguirem voltar.</p>
<p>O país mostra-se pouco preparado para enfrentar as consequências do agravamento das alterações climáticas, que demonstra cada vez mais extremos, no Inverno e no Verão. Habitações flutuantes podem ser uma solução para conviver com a água e não deixar que ela se torne num inimigo.</p>
<p>Koen Olthuis considera que Portugal é um país onde podem ser implementadas comunidades aquáticas, “especialmente em águas abrigadas como zonas ribeirinhas, estuários, lagoas e frentes costeiras protegidas”. Deve-se ter em conta vários factores, como as condições de ondulação, correntes e uma escolha de sistemas de amarração e infraestruturas adequadas, “com prioridades climáticas em que o conforto de Verão e o controlo do sobreaquecimento, o sombreamento, a ventilação e o arrefecimento eficiente se tornam centrais.”</p>
<p>É relevante pensar, planear e adaptar as políticas públicas para a replicação destes projectos. Alguns pontos cruciais são os regimes de licenciamento, instrumentos de financiamento e modelos de incentivo que internalizem poupanças operacionais e benefícios de resiliência, salvaguardando sempre o meio ambiente e a zona onde se implementa este tipo de construção. “A lógica subjacente mantém-se: utilizar o urbanismo baseado na água para melhorar o desempenho e a habitabilidade a longo prazo, tendo o HCPE como método para medir, comprovar e escalar esse desempenho de forma responsável.”</p>
<h5><strong>A água como um aliado no futuro das cidades</strong></h5>
<p>Os edifícios flutuantes envolvem várias características específicas, materiais, ambiente envolvente e condicionantes climáticos, mas representam um conjunto de soluções para problemas concretos, como a escassez de solo, necessidade de resiliência a eventos extremos e oportunidade de redesenhar o consumo energético na comunidade.</p>
<p>A conceção deve partir de metas de desempenho mensuráveis (HCPE), combinação de soluções térmicas acopladas à água e gestão energética partilhada, que podem contribuir para poupanças operacionais relevantes e que beneficiam também os habitantes destas casas a curto e longo prazo.</p>
<p>O caminho para a replicação exige atenção técnica rigorosa, detalhe e adaptação regulatória, mas, quando esses requisitos são cumpridos, a água deixa de ser apenas uma ameaça à construção e passa a integrar-se como uma componente activa de uma cidade mais eficiente, menos invasiva e menos intensiva na utilização de recursos.</p>
<p>Fique também a par de projectos inovadores, onde a construção por cima de água é encarada como o novo passo a dar pela sustentabilidade, diminuição da pegada carbónica, melhoria da qualidade de vida e uma gestão mais inteligente dos recursos.</p>
<h5><strong>L&#8217;Île Ô &#8211; Teatro flutuante em Lyon (França)</strong></h5>
<p>O L’Île Ô é um teatro flutuante permanente localizado no rio Rhône, em Lyon. Considerado um dos primeiros grandes espaços culturais flutuantes da Europa, une inovação arquitectónica e vida urbana junto à água.</p>
<p>• Sustentabilidade e materiais: a estrutura usa madeira laminada cruzada (CLT) e outros materiais com menor impacte ambiental para reduzir emissões e integrar estética e funcionalidade;</p>
<p>• Benefícios: revitalização cultural às margens do rio e inclusão social através de programação educativa e artística.</p>
<h5><strong>Cidade flutuante das Maldivas</strong></h5>
<p>A Cidade Flutuante das Maldivas (Maldives Floating City) é um projecto urbano pioneiro no país, destinado a criar uma cidade habitável (para 10 mil pessoas) sobre água para combater desafios como a subida do nível do mar e falta de espaço em terra. Numa lagoa com 200 hectares a 10 minutos de barco de Malé, capital das Maldivas, o plano prevê uma malha de estruturas flutuantes inspirada em corais que une habitação, comércio e serviços.</p>
<p>• Sustentabilidade e materiais: o conceito inclui design modular e urbano que favorece integração com o ambiente marinho, sistemas de energia renovável, gestão inteligente de água e resíduos e estruturas que promovem crescimento de corais sob as plataformas para apoiar a biodiversidade;</p>
<p>• Benefícios esperados: resposta inovadora às alterações climáticas, criação de habitações resilientes à subida do nível do mar e desenvolvimento urbano sustentável com baixa pegada carbónica.</p>
<h5><strong>SeaPod &#8211; Casas flutuantes inteligentes</strong></h5>
<p>O SeaPod é um conceito de casa flutuante modular desenvolvido para oferecer habitação inteligente directamente sobre o mar. Uma das prioridades foram as frequências electromagnéticas (EMF), emitidas por telemóveis e torres de telecomunicações: “Viver sobre a água reduz naturalmente a exposição à radiação electromagnética típica de zonas urbanas densas, e fomos ainda mais longe ao criar um sistema de casa inteligente de baixa emissão de EMF, para maior tranquilidade”, refere a Ocean Builders.</p>
<p>• Sustentabilidade e materiais: utiliza uma estrutura modular leve, grandes janelas panorâmicas e sistemas inteligentes que optimizam o consumo de água e energia, incluindo tecnologias de reciclagem e gestão inteligente do lar;</p>
<p>• Benefícios esperados: permitir uma vida flutuante mais sustentável e integrada com o ambiente marinho, com câmaras debaixo de água, que permitem uma experiência imersiva.</p>
<p>Fotografia de destaque: © Schoonschip</p><p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/serao-os-edificios-flutuantes-o-futuro-do-crescimento-urbano/">Serão os edifícios flutuantes o futuro do crescimento urbano?</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
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		<title>Plano de Electrificação da UE: Solar Heat Europe avisa que só electricidade não chega para descarbonizar o aquecimento</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/plano-de-electrificacao-da-ue-solar-heat-europe-avisa-que-so-electricidade-nao-chega-para-descarbonizar-o-aquecimento/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rita Galego]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jul 2026 09:03:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[energia solar térmica]]></category>
		<category><![CDATA[indústria]]></category>
		<category><![CDATA[sector solar térmico]]></category>
		<category><![CDATA[Solar Heat Europe]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Depois da apresentação do Plano de Acção para a Electrificação pela Comissão Europeia, chegou mais uma reacção do sector das energias renováveis. A Solar Heat Europe, associação que representa a indústria da energia solar térmica, reconhece o valor da proposta, mas alerta que a electrificação, por si só, não será suficiente para atingir a neutralidade climática. </p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><b><span data-contrast="auto">Depois da apresentação do Plano de Acção para a Electrificação pela Comissão Europeia, chegou mais uma reacção do sector das energias renováveis. A Solar Heat Europe, associação que representa a indústria da energia solar térmica, reconhece o valor da proposta, mas alerta que a electrificação, por si só, não será suficiente para atingir a neutralidade climática.</span></b><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:0,&quot;335551620&quot;:0,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A associação começa por assinalar uma ausência: embora reconheça que o Plano de Acção para a Electrificação faz referência a um futuro &#8220;Plano de Acção para o Aquecimento e Refrigeração&#8221;, lamenta que este continue a ser adiado. Na sua perspectiva, a publicação simultânea dos dois documentos teria garantido &#8220;o sistema energético integrado e inclusivo necessário&#8221; para que todas as fontes de energia sem recurso a combustíveis fósseis pudessem ser implementadas em larga escala.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:1,&quot;335551620&quot;:1,&quot;335559685&quot;:0,&quot;335559737&quot;:0,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240,&quot;335559740&quot;:279}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">O argumento central da Solar Heat Europe é que o aquecimento representa metade das necessidades energéticas da Europa, e que a electrificação, isoladamente, não tem capacidade para sustentar a sua descarbonização. Por isso, defende que esta deve ser acompanhada pela implementação de tecnologias de aquecimento renovável directo como a energia solar térmica, que, ao reduzir a carga sobre as redes eléctricas, torna a própria electrificação mais sustentável e segura.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:0,&quot;335551620&quot;:0,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A associação apela à publicação célere do prometido Plano de Acção para o Aquecimento e Refrigeração, argumentando que as necessidades nesta área &#8220;vão muito além do que o Plano de Acção Europeu abrange&#8221;, exigindo uma combinação de soluções em que a energia solar térmica tem um papel central. Entre os pedidos concretos da Solar Heat Europe estão a introdução de um indicador-chave de desempenho (KPI) para a implementação da energia solar térmica e o apoio a tecnologias solares térmicas </span><i><span data-contrast="auto">made in Europe</span></i><span data-contrast="auto">.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:0,&quot;335551620&quot;:0,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A associação recorda ainda que estas tecnologias já desempenham um papel reconhecido na descarbonização industrial, sendo particularmente relevantes em sectores com necessidades de temperaturas baixas a médias, como a alimentação e bebidas, a celulose e papel, os têxteis e os produtos químicos. Por isso, defende que o seu papel deve ser ainda mais incentivado no âmbito do Banco de Descarbonização Industrial.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:0,&quot;335551620&quot;:0,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<h5 aria-level="2"><b><span data-contrast="auto">Os aspectos elogiados no plano</span></b><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;134245418&quot;:true,&quot;134245529&quot;:true,&quot;335551550&quot;:0,&quot;335551620&quot;:0,&quot;335559738&quot;:299,&quot;335559739&quot;:299}"> </span></h5>
<p><span data-contrast="auto">Apesar destes pontos salientados, a Solar Heat Europe elogia vários pontos do plano da Comissão: o reconhecimento dos benefícios da energia solar térmica (incluindo em combinação com bombas de calor) para a segurança da matriz energética europeia, bem como as orientações sobre arrendamento social, que a associação considera abertas a diferentes fontes de aquecimento renovável. Ainda assim, sublinha que essa abertura a todas as tecnologias limpas deveria ser uma abordagem consistente ao longo de todo o documento, e não apenas pontual.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:1,&quot;335551620&quot;:1,&quot;335559685&quot;:0,&quot;335559737&quot;:0,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240,&quot;335559740&quot;:279}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A associação saúda também o Mecanismo do Mercado de Calor Limpo, embora peça que este apoie a transição de forma abrangente, garantindo que benefícios como reduções do IVA verde se aplicam a todas as fontes de calor limpas — e não apenas a algumas. Do lado positivo, destaca ainda o reconhecimento dos benefícios do aquecimento urbano eficiente, apoiado através do Acelerador de Financiamento da Eficiência Energética, e a implementação do Mecanismo Europeu para as Cidades (European City Facility), que considera ter potencial significativo para descarbonizar o aquecimento a nível local.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:0,&quot;335551620&quot;:0,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<h5 aria-level="2"><b><span data-contrast="auto">&#8220;Uma meta de electrificação é apenas parte da resposta&#8221;</span></b><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;134245418&quot;:true,&quot;134245529&quot;:true,&quot;335551550&quot;:0,&quot;335551620&quot;:0,&quot;335559738&quot;:299,&quot;335559739&quot;:299}"> </span></h5>
<p><span data-contrast="auto">Citada em comunicado, Valérie Séjourné, directora-geral da Solar Heat Europe, resumiu a posição da associação: &#8220;Uma meta de electrificação representa um sinal forte, mas é apenas parte da resposta para a neutralidade climática; não deve comprometer metas ambiciosas para as energias renováveis.&#8221; Séjourné insiste que a Europa deve explorar o potencial de &#8220;todas as tecnologias limpas, especialmente a solar térmica, que já estão prontas para serem implementadas&#8221;, e garante que o sector está pronto para contribuir para o próximo Plano de Acção para o Aquecimento e o Arrefecimento.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:0,&quot;335551620&quot;:0,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Também Guglielmo Cioni, presidente da Solar Heat Europe, reforçou o alerta da associação: &#8220;A energia solar térmica é uma das tecnologias essenciais para a descarbonização do aquecimento e os nossos fabricantes europeus estão prontos para fornecer a quantidade necessária.&#8221; Para Cioni, o que é preciso é &#8220;um quadro político que promova todas as soluções de aquecimento renováveis&#8221;, sem deixar de lado &#8220;uma tecnologia comprovada de aquecimento limpo&#8221; como a solar térmica, produzida na Europa.</span></p>
<p>Fotografia de destaque: © Shutterstock</p>
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			</item>
		<item>
		<title>EHPA considera Plano de Acção para a Electrificação um &#8220;ponto de viragem&#8221; para as bombas de calor </title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/ehpa-considera-plano-de-accao-para-a-electrificacao-um-ponto-de-viragem-para-as-bombas-de-calor/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rita Galego]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jul 2026 08:00:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Associação Europeia de Bombas de Calor]]></category>
		<category><![CDATA[bombas de calor]]></category>
		<category><![CDATA[descarbonização]]></category>
		<category><![CDATA[EHPA]]></category>
		<category><![CDATA[electricidade]]></category>
		<category><![CDATA[sector das bombas de calor]]></category>
		<category><![CDATA[UE]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Associação Europeia de Bombas de Calor (EHPA) considera que o Plano de Acção para a Electrificação da União Europeia representa um "ponto de viragem" para a descarbonização do aquecimento e arrefecimento, ao colocar as bombas de calor no centro da estratégia europeia de electrificação. </p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/ehpa-considera-plano-de-accao-para-a-electrificacao-um-ponto-de-viragem-para-as-bombas-de-calor/">EHPA considera Plano de Acção para a Electrificação um &#8220;ponto de viragem&#8221; para as bombas de calor </a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><b><span data-contrast="auto">A Associação Europeia de Bombas de Calor (EHPA) considera que o Plano de Acção para a Electrificação da União Europeia representa um &#8220;ponto de viragem&#8221; para a descarbonização do aquecimento e arrefecimento, ao colocar as bombas de calor no centro da estratégia europeia de electrificação.</span></b><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Em reacção ao plano apresentado pela Comissão Europeia, a associação destaca que muitas das medidas agora propostas correspondem a recomendações que tem vindo a defender há vários anos, desde a revisão da relação entre os preços da electricidade e do gás até ao reforço da flexibilidade energética e ao apoio à electrificação da indústria.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">&#8220;Este Plano de Acção para a Electrificação é um ponto de viragem. Pela primeira vez, centra-se em impulsionar a electrificação da procura – e fá-lo através de um excelente conjunto de medidas, desde o combate à tributação da energia e aos preços da electricidade e o aproveitamento da flexibilidade das bombas de calor, até ao apoio à electrificação industrial e à recuperação de calor residual&#8221;, afirma Jozefien Vanbecelaere, directora de Políticas da EHPA.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A responsável sublinha, no entanto, que o impacto do plano dependerá da rapidez com que as medidas sejam traduzidas em legislação europeia e implementadas pelos Estados-Membros.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">&#8220;Para garantir que é eficaz, a Comissão Europeia deve convertê-lo rapidamente em legislação e medidas a implementar a nível nacional. Os governos da UE devem então unir esforços na implementação, a fim de alcançar uma maior segurança energética, electrificação e facturas de energia mais baixas&#8221;, acrescenta.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Entre os aspectos mais relevantes, a EHPA destaca a intenção da Comissão de corrigir a diferença entre os preços da electricidade e do gás, defendendo que a electricidade deixe de ser tributada a níveis superiores aos do gás. Na perspectiva da associação, esta medida, aliada à reforma das tarifas de rede e à eliminação gradual dos subsídios aos combustíveis fósseis, poderá melhorar a competitividade económica das bombas de calor e acelerar a electrificação dos edifícios.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A associação saúda igualmente as propostas para reduzir os custos de investimento inicial, através da expansão dos programas de financiamento e de </span><i><span data-contrast="auto">leasing </span></i><span data-contrast="auto">social, bem como da utilização das compras públicas para estimular a adopção destes equipamentos.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Outro dos aspectos valorizados pela EHPA é o reforço da flexibilidade do sistema eléctrico. A organização considera positivas as medidas destinadas à reforma das tarifas de rede, à aceleração da instalação de contadores inteligentes e à integração das bombas de calor nos mercados de resposta à procura, permitindo reduzir os custos para os consumidores e contribuir para a estabilidade da rede.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">No sector industrial, a associação destaca o reconhecimento, por parte da Comissão Europeia, do potencial das bombas de calor para substituir processos actualmente dependentes de combustíveis fósseis. Segundo a EHPA, cerca de 60% da procura energética industrial baseada em combustíveis pode ser electrificada através desta tecnologia, sendo por isso importantes os apoios previstos no âmbito do Banco de Descarbonização Industrial, dos novos leilões para aquecimento industrial e dos investimentos em redes, armazenamento térmico e sistemas de gestão de energia.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:1,&quot;335551620&quot;:1,&quot;335559685&quot;:0,&quot;335559737&quot;:0,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240,&quot;335559740&quot;:279}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A EHPA saúda ainda o lançamento da Iniciativa Europeia para a Reutilização do Calor Residual, considerando que poderá contribuir para aproveitar um dos maiores recursos energéticos inexplorados da Europa, bem como o reforço do apoio às redes urbanas de aquecimento e arrefecimento.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A associação destaca igualmente as medidas dirigidas ao fortalecimento da cadeia de valor das bombas de calor na Europa, incluindo o apoio ao fabrico, à formação de instaladores e ao desenvolvimento de competências, bem como a criação de uma Aliança para o Plano de Acção para a Electrificação, destinada a reunir decisores políticos, indústria e restantes intervenientes do sector.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Por fim, a EHPA considera que o plano reforça a necessidade de uma implementação célere da Directiva sobre o Desempenho Energético dos Edifícios pelos Estados-Membros, nomeadamente através da promoção das bombas de calor nos edifícios públicos como instrumento para atingir a neutralidade carbónica.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:1,&quot;335551620&quot;:1,&quot;335559685&quot;:0,&quot;335559737&quot;:0,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240,&quot;335559740&quot;:279}"> </span></p>
<p>Fotografia de destaque: © <em>Shutterstock</em></p>
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		<title>Nova edição Julho/Agosto &#124; Descarbonizar os edifícios nas cidades: a estratégia de Guimarães para a neutralidade carbónica</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/nova-edicao-julho-agosto-descarbonizar-os-edificios-nas-cidades-a-estrategia-de-guimaraes-para-a-neutralidade-carbonica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Edifícios e Energia]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 08:00:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[cidades]]></category>
		<category><![CDATA[descarbonização]]></category>
		<category><![CDATA[guimarães]]></category>
		<category><![CDATA[neutralidade carbónica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A descarbonização é um dos maiores desafios económicos, sociais e urbanos deste século. 2050 é a grande meta europeia para a neutralidade carbónica, mas Guimarães decidiu antecipar este objectivo em duas décadas (2030). Um compromisso político de execução a curto prazo, no qual a renovação dos edifícios surge no topo das prioridades.</p>
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<p>Ainda nesta edição:</p>
<h5><b><br />ENTREVISTA</b></h5>
<p>Bill McQuade: &#8220;As regras/regulamentação têm de ser simples e muito práticas&#8221;;</p>
<h5><b>OPINIÃO</b></h5>
<p>Ernesto Peixeiro Ramos: “Inspecções aos sistemas técnicos: caminho para a eficiência energética ou uma mera obrigação administrativa?&#8221;;</p>
<p>Carlos Oliveira: “O ajuste do SCE à nova diretiva não exigirá mudanças significativas”;</p>
<h5><strong>PROJECTOS</strong></h5>
<p>EVERY1: Capacitar pessoas para a transição energética digital europeia;</p>
<h5><strong>A CONVERSA</strong></h5>
<p>“Telas finais nos sistemas de AVAC: O mapa da eficiência ou uma bomba-relógio documental?”;</p>
<h5>ANÁLISE</h5>
<p>“Mitigação, adaptação e qualidade do ambiente interior favorável à aprendizagem”;</p>
<h5><strong>CONSTRUÇÃO SUSTENTÁVEL</strong></h5>
<p>“Reabilitação sustentável de edifícios: Diretrizes de projeto baseadas no carbono e na energia incorporados nos materiais”.</p>
<p style="text-align: center;"><em><strong>Não perca estes e outros temas na edição de Julho/Agosto de 2026.<br /></strong><strong>Saiba mais <a href="http://loja.medialine.pt/Loja/?p=edificiosenergia" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>.</strong></em></p>


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