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	<title>Pesquisou por formação - Edificios e Energia</title>
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	<description>A Revista especializada de referência nos sectores de AVAC, eficiência energética, materiais de construção e edifícios.</description>
	<lastBuildDate>Wed, 21 Oct 2026 09:50:11 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Pesquisou por formação - Edificios e Energia</title>
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	<item>
		<title>Chandra Sekhar: “A QAI não se deve dissociar da energia”</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/chandra-sekhar-a-qai-nao-se-deve-dissociar-da-energia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ines Malhado]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Oct 2026 09:12:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Chandra Sekhar esteve em Portugal para as Jornadas de Climatização e Refrigeração, onde defendeu uma abordagem integrada à qualidade do ar interior (QAI) entre os sistemas de ventilação e os espaços ocupados que servem, baseada numa monitorização contínua. O professor da Universidade Nacional de Singapura trouxe a sua experiência internacional até Lisboa para  demonstrar o impacto de diferentes estratégias, incluindo uma solução capaz de reduzir significativamente a concentração de partículas finas no interior de um edifício durante um episódio de poluição atmosférica.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/chandra-sekhar-a-qai-nao-se-deve-dissociar-da-energia/">Chandra Sekhar: “A QAI não se deve dissociar da energia”</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><b>Chandra Sekhar esteve em Portugal para as Jornadas de Climatização e Refrigeração, onde defendeu uma abordagem integrada à qualidade do ar interior (QAI) entre os sistemas de ventilação e os espaços ocupados que servem, baseada numa monitorização contínua. O professor da Universidade Nacional de Singapura trouxe a sua experiência internacional até Lisboa para  demonstrar o impacto de diferentes estratégias, incluindo uma solução capaz de reduzir significativamente a concentração de partículas finas no interior de um edifício durante um episódio de poluição atmosférica.</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A forma como o ar circula, a localização dos sistemas de extracção e ventilação e a capacidade de fazer chegar ar limpo à chamada </span><i><span style="font-weight: 400;">breathing zone</span></i><span style="font-weight: 400;">, ou zona de respiração dos ocupantes, são determinantes para garantir a QAI. Foi esta a principal mensagem deixada por Chandra Sekhar, professor do Departamento de Ambiente Construído da </span><span style="font-weight: 400;">Faculdade de Projeto e Engenharia da </span><span style="font-weight: 400;">Universidade Nacional de Singapura (NUS, na sigla em inglês), num painel dedicado à QAI dos edifícios, no âmbito das 26.as Jornadas de Climatização e Refrigeração, da Ordem dos Engenheiros, que decorreu na passada quinta-feira, em Lisboa. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O investigador apresentou uma metodologia de verificação da QAI que o departamento tem vindo a desenvolver e testar desde o início da década de 90. O processo passa por observar o edifício e caracterizar o ambiente interior, recolher dados sobre temperatura, humidade, partículas, compostos químicos e ventilação, bem como consultar os ocupantes e comparar os resultados com as normas aplicáveis. A partir dessa avaliação, são identificadas medidas correctivas e elaborados planos de gestão da QAI.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O elemento central desta abordagem é o conceito de </span><i><span style="font-weight: 400;">system zone</span></i><span style="font-weight: 400;">, que procura relacionar o funcionamento dos sistemas de climatização e de istribuição do ar com as condições efectivamente encontradas nos espaços ocupados. Sekhar sublinhou que medir a QAI sem compreender o que a condiciona pode dificultar a identificação das causas dos problemas e a escolha das soluções mais adequadas. “Passamos mais de 90% do tempo em edifícios. Devemos medir a QAI onde é mais importante: no local onde vamos estar. Para nós, ocupantes dos edifícios, a zona de respiração, é a mais importante”, explicou.</span></p>
<h6><b>O que acontece ao ar num quarto durante a noite?</b></h6>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos exemplos apresentados pelo professor resultou de um estudo realizado na Dinamarca, em 2019, que analisou a concentração de dióxido de carbono num quarto durante o período da noite. Numa das situações observadas, os níveis chegaram a cerca de 3000 ppm enquanto uma pessoa dormia, um valor muito elevado que revelou a acumulação de CO2 num espaço com renovação de ar insuficiente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O estudo comparou o efeito de diferentes condições de ventilação. A abertura de uma porta interior aumentou ligeiramente a renovação do ar, mas a alteração tornou-se muito mais significativa quando entraram em funcionamento os sistemas de extracção da casa, neste caso da banho ou da cozinha. Ao remover o ar do apartamento, estes sistemas favoreceram a entrada de ar exterior e a diluição do CO2 no quarto.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Noutro cenário, com um sistema de ventilação mecânica (VMC), a concentração de CO2 manteve-se próxima de 1000ppm durante o período de sono, sem a mesma acumulação observada no exemplo anterior. Segundo o especialista, a comparação mostra que a abertura para entrar novo ar não garante, por si só, uma renovação eficaz. É necessário compreender como a entrada e a saída do ar funcionam em conjunto e de que forma influenciam a QAI.</span></p>
<h6><b>Filtrar o ar exterior durante episódios de poluição</b></h6>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro caso de estudo foi apresentado a partir da experiência de Singapura durante episódios de poluição atmosférica elevada, provocados, entre outros factores, por incêndios florestais em países vizinhos, como a Indonésia. Actualmente, o país enfrenta o pior surto já registado desde 2015, com o período contínuo mais longo de poluição diária. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante um desses episódios, as concentrações exteriores de partículas finas (as designadas PM2.5) situavam-se entre 200 e 250 microgramas por m3, o que é considerado um nível de alerta. Num edifício de referência, sem qualquer intervenção adicional, a concentração no interior rondava os 150 microgramas por m3. A equipa de especialistas testou uma solução de filtragem instalada junto à fachada da janela &#8211; uma unidade com ventilador e filtro, destinada a tratar o ar introduzido no espaço -, e, segundo os resultados, a concentração interior de PM2.5 desceu para cerca de 30 </span><span style="font-weight: 400;">a 35 microgramas por m3.</span></p>
<h6><b>Monitorização contínua é o caminho para o futuro</b></h6>
<p><span style="font-weight: 400;">A monitorização contínua é outra das prioridades apontadas por Sekhar. “Na qualidade do ar interior, os dados contínuos são o caminho a seguir”, afirmou, apontando para o uso de  sensores IoT, que permitem acompanhar parâmetros como o CO2, a temperatura, a humidade e a existência de partículas finas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O professor da NUS defendeu ainda que a informação recolhida deve ser relacionada com o funcionamento dos sistemas de climatização e , sempre que possível, nos sistemas de gestão técnica dos edifícios. A análise em tempo real poderá, assim, apoiar o controlo dinâmico dos sistemas e permitir respostas mais ajustadas às condições efectivamente observadas. “Quando se trata da qualidade do ar interior, não é uma questão de escolher entre qualidade do ar e energia. As duas coisas caminham juntas. A QAI não se deve dissociar da energia”, adverteu.</span></p>
<figure id="attachment_38507" aria-describedby="caption-attachment-38507" style="width: 464px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-38507 size-full" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/10/1792418305347.jpg" alt="" width="464" height="435" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/10/1792418305347.jpg 464w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/10/1792418305347-300x281.jpg 300w" sizes="(max-width: 464px) 100vw, 464px" /><figcaption id="caption-attachment-38507" class="wp-caption-text">Chandra Sekhar (à esquerda), com Eduardo Maldonado, DRC da Região Europa XIV da ASHRAE</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><i><span style="font-weight: 400;">Edifícios e Energia</span></i><span style="font-weight: 400;"> conversou com o orador de referência da  </span><span style="font-weight: 400;">Associação Americana de Engenheiros de Aquecimento, Refrigeração e Ar Condicionado (ASHRAE)</span><span style="font-weight: 400;"> sobre alguns dos desafios que se colocam à aplicação destas soluções na prática, desde a adaptação dos edifícios a futuras situações de risco, até às dificuldades de monitorização da QAI, com base na experiência de Singapura na resposta a episódios de poluição atmosférica e à pandemia.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>A Europa está a avançar para um enquadramento regulamentar mais exigente em matéria de edifícios. Como são estas evoluções acompanhadas na Ásia e, em particular, no vosso departamento?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Estamos a falar de políticas e normas. Estou envolvido na normalização da ASHRAE há quase 20 anos, em diferentes normas, e também temos um sistema de normalização em Singapura. Temos as normas de Singapura, as normas da ASHRAE e, na Europa, instrumentos como a Directiva relativa ao Desempenho Energético dos Edifícios (EPBD).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Conheço, em certa medida, a orientação da EPBD e a forma como os diferentes países estabelecem os seus próprios valores de referência, a partir dos quais podem evoluir. Em Singapura, sendo um único país, procuramos que as nossas normas acompanhem as iniciativas e os desenvolvimentos internacionais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No que diz respeito à QAI, publicámos a nossa primeira norma em 2009. Revimo-la em 2016, em resposta a um problema muito específico: os episódios periódicos de </span><i><span style="font-weight: 400;">haze</span></i><span style="font-weight: 400;">, em que a poluição atmosférica proveniente de países vizinhos, associada à queima de florestas, chega a Singapura.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2015, tivemos um episódio particularmente significativo e percebemos que era necessário fazer alguma coisa relativamente ao ar exterior quando este se encontra poluído. Por isso, reforçámos os requisitos de filtragem, sobretudo nos edifícios comerciais, para assegurar um melhor tratamento do ar exterior.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois veio a pandemia da covid-19. Em 2023, a ASHRAE publicou a norma 241, dedicada ao controlo de aerossóis infecciosos. Esta norma prevê um modo de gestão do risco de infecção, o </span><i><span style="font-weight: 400;">Infection Risk Management Mode</span></i><span style="font-weight: 400;"> (IRMM), que pode ser activado quando existe uma situação de risco.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em Singapura, decidimos também integrar a resiliência a pandemias nas nossas normas. A revisão lançada em Março de 2026 incorporou disposições relativas à resiliência perante episódios de poluição atmosférica, pandemias e situações em que os dois fenómenos ocorrem simultaneamente. Esta abordagem está reflectida nas normas [nacionais] SS 553 e SS 554. A ideia é que os edifícios sejam concebidos e equipados para responder a estas situações. Se as funcionalidades necessárias não tiverem sido previstas e instaladas, será muito difícil implementá-las quando o problema já estiver a acontecer.</span></p>
<p><b>Isso significa que os edifícios ficam preparados para responder a futuras situações de emergência?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Exactamente. Se essas funcionalidades estiverem integradas nos sistemas do edifício, o gestor poderá activá-las rapidamente perante uma pandemia ou outra situação de risco.Na nossa norma, temos aquilo a que chamamos um </span><i><span style="font-weight: 400;">building readiness plan</span></i><span style="font-weight: 400;">, ou plano de preparação do edifício. Trata-se de avaliar até que ponto um edifício está preparado para responder a um problema que possa surgir no futuro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A eficiência energética continua a ser igualmente importante. Não pretendemos que os sistemas funcionem permanentemente em modo de emergência. Queremos que possam fornecer a quantidade adequada de ar limpo quando necessário, mantendo os requisitos mínimos de ventilação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se houver uma pandemia, por exemplo, podemos aumentar a quantidade de ar limpo disponível através de uma combinação entre a ventilação e a quantidad de ar limpo interior. Chamamos-lhe </span><i><span style="font-weight: 400;">equivalent clean air</span></i><span style="font-weight: 400;">, ou ar limpo equivalente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Num edifício de escritórios, a quantidade de ar limpo necessária poderá corresponder, aproximadamente, a duas a duas vezes e meia o requisito normal de ventilação. Mas isso não significa que todo esse ar tenha de ser ar exterior.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Introduzir apenas mais ar exterior pode ser muito exigente do ponto de vista energético, sobretudo num clima quente e húmido como o de Singapura. A ventilação mínima exigida não pode ser comprometida, mas o ar limpo adicional pode ser obtido através do tratamento e da filtragem do ar interior.</span></p>
<p><b>A experiência de Singapura poderá servir de exemplo para outros países europeus?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Penso que sim. Tenho estado bastante envolvido na norma 241 da ASHRAE e temos discutido estas questões no contexto de Singapura, incluindo com as entidades responsáveis pelas normas, pelo projecto dos edifícios e pelos sistemas de certificação ambiental dos edifícios, como o nosso sistema </span><i><span style="font-weight: 400;">Green Mark</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Havia interesse em incorporar características de resiliência nos edifícios. Não tenho conhecimento suficiente para afirmar se outros países já integraram estas disposições nas respectivas normas, mas Singapura poderá estar entre os primeiros a fazê-lo. A versão revista foi lançada apenas em Março deste ano. </span><b>O importante é que estas funcionalidades sejam previstas na concepção dos edifícios. Se forem necessárias no futuro, os sistemas já estarão preparados para responder</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><b>Quais são os principais desafios para passar dos resultados dos estudos, como os que apresentou, e das normas à sua aplicação efectiva nos edifícios?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O grande desafio é a implementação. As normas existem, as orientações estão definidas e sabemos quais são os valores e as medidas a adoptar. Mas isso é efectivamente feito? Os edifícios dispõem das soluções necessárias?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Trabalhamos em estreita colaboração com as entidades que poderão implementar estas medidas, mas não é um processo simples. No caso dos edifícios comerciais, por exemplo, é necessário que os sistemas de tratamento de ar exterior estejam preparados para funcionar quando os níveis de poluição são elevados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Agência Nacional do Ambiente de Singapura divulga actualizações de hora em hora sobre os níveis de poluição. No entanto, os responsáveis pelos edifícios e pela manutenção dos sistemas de tratamento de ar têm de garantir que as medidas necessárias são efectivamente aplicadas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É difícil acompanhar todos os edifícios. Algumas empresas realizam auditorias à QAI, mas nem sempre fazem uma avaliação abrangente. Podem recolher algumas medições sem analisar de forma integrada o funcionamento dos sistemas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É aqui que os sensores IoT podem desempenhar um papel importante. Muitos edifícios já dispõem de sensores e conseguem recolher dados de forma contínua. </span><b>Na minha perspectiva, a monitorização contínua é o caminho a seguir, porque permite conhecer o comportamento do edifício ao longo de um ciclo completo de 24 horas. Isto é especialmente importante em edifícios como hotéis e hospitais, onde há ocupação permanente e precisamos de compreender continuamente as condições ambientais.</b></p>
<p><b>A pandemia contribuiu para uma mudança de mentalidade relativamente à preparação dos edifícios?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sim. As pessoas perceberam o que acontece quando os edifícios são encerrados e a actividade deixa de poder prosseguir como acontece normalmente. Há perdas económicas e, quando chega o momento de reabrir, é necessário voltar a colocar os sistemas em funcionamento, num processo que pode ser complexo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se, em vez de encerrar os edifícios, tivermos normas e sistemas que permitam mantê-los operacionais em condições de segurança, isso será positivo. Penso que esta mudança de mentalidade está a acontecer gradualmente, embora só o tempo permita avaliar a eficácia das novas medidas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os episódios de poluição atmosférica são outro exemplo. Em Singapura, os edifícios comerciais não foram obrigados a encerrar durante os episódios de </span><i><span style="font-weight: 400;">haze</span></i><span style="font-weight: 400;">. Já existiam sistemas de filtragem e os requisitos foram reforçados para assegurar uma maior eficiência quando a poluição exterior atingue níveis elevados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Neste contexto, recorremos a filtros com classificação MERV [</span><i><span style="font-weight: 400;">Minimum Efficiency Reporting Value</span></i><span style="font-weight: 400;">]. Quanto mais elevado for o valor, maior é a eficiência de filtragem considerada pelo sistema de classificação. Estes filtros devem estar disponíveis e ser utilizados quando os níveis de poluição atmosférica o justificam. O objectivo é perceber como podemos manter os edifícios em funcionamento, mesmo perante situações excepcionais. É isso que entendemos por resiliência.</span></p>
<p><b>E no caso dos edifícios residenciais? Que medidas podem ser adoptadas pelas famílias durante episódios de poluição atmosférica?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos edifícios residenciais, a situação é diferente, porque as pessoas são, em grande medida, responsáveis pela qualidade do ar nas suas próprias casas. Quando o ar exterior está poluído, recomendamos que se fechem as janelas e as portas para reduzir a entrada de poluentes. No entanto, isso levanta outras questões. Será suficiente fechar as janelas? É possível ligar o ar condicionado? O que acontece à QAI?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O ar condicionado, por exemplo, arrefece o espaço, mas não assegura, por si só, a renovação do ar. Se o espaço estiver fechado e ocupado, a concentração de CO2 pode aumentar. Fechar as janelas ajuda a limitar a entrada da poluição exterior, mas poderá não ser suficiente para resolver todos os problemas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um purificador de ar pode ajudar, desde que seja correctamente dimensionado. Não basta escolher um equipamento qualquer. É necessário considerar a dimensão da divisão e a capacidade do aparelho para fornecer ar limpo. Um dos indicadores utilizados é a taxa de fornecimento de ar limpo, conhecida como CADR (</span><i><span style="font-weight: 400;">Clean Air Delivery Rate</span></i><span style="font-weight: 400;">). A capacidade do equipamento deve ser adequada ao volume do espaço. Um aparelho pequeno não será suficiente para uma divisão grande.</span></p>
<p><b>Em Portugal, os custos associados são uma das maiores barreiras à adopção destas soluções. O que acontece às habitações que não têm estes equipamentos?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa é uma dificuldade real. Em Singapura, muitas habitações foram concebidas para funcionar com ventilação natural. Há pessoas que não têm ar condicionado ou não podem suportar o custo de adquirir um purificador de ar. Outras preferem não viver num espaço com ar condicionado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante um episódio de </span><i><span style="font-weight: 400;">haze</span></i><span style="font-weight: 400;">, fechar todas as janelas e portas pode tornar o interior termicamente desconfortável. Se não existir outra solução, as pessoas terão de gerir essa situação com os meios de que dispõem. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Foi por isso que estudámos uma alternativa para espaços com ventilação natural, um sistema que designamos </span><i><span style="font-weight: 400;">fan filter</span></i><span style="font-weight: 400;">. Trata-se de colocar um ventilador e um filtro de elevada eficiência, do tipo HEPA, num painel de janela. O ar exterior entra e chega ao interior depois de filtrado. A solução não exige arrefecimento mecânico, permitindo manter a ventilação natural.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Realizámos esse projecto em 2015, mas a solução não está actualmente instalada de forma generalizada nos edifícios. Quando surge um episódio de poluição, é difícil começar a adaptar todas as janelas.</span><b> Nessa altura, pode já ser demasiado tarde para implementar uma solução deste tipo em grande escala.</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O painel poderia incluir um compartimento para o ventilador e o filtro, que só seriam utilizados quando necessário. Não é necessário manter o filtro instalado e em funcionamento permanentemente. Quando existe um problema de poluição, pode colocar-se o filtro no compartimento previsto para esse efeito. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O desafio é pensar nisso antecipadamente. Se a solução não estiver prevista, como se adapta uma janela quando o problema já está a acontecer? Não é assim tão simples. </span><b>É por isso que defendemos que estas possibilidades sejam consideradas desde a fase de projecto, como parte da própria infra-estrutura do edifício.</b><span style="font-weight: 400;"> Isso exige também a participação dos arquitectos, para que estas funcionalidades possam ser incorporadas desde o início.</span></p>
<p>Fotografia de destaque: © Shutterstock</p>
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			</item>
		<item>
		<title>O calor dos centros de dados é um recurso ainda por aproveitar em Portugal</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/o-calor-dos-centros-de-dados-e-um-recurso-ainda-por-aproveitar-em-portugal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ines Malhado]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Oct 2026 10:44:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A expansão dos centros de dados em Portugal está a colocar novas exigências aos sistemas de climatização e refrigeração. Para além de melhorar a eficiência dos equipamentos, o sector procura soluções para aproveitar o calor residual destas instalações, uma possibilidade que começa a dar os primeiros passos no país. Mas o crescimento destas infra-estruturas levanta também questões sobre o consumo de energia, o uso de água e os impactes ambientais. Esta foi uma das questões abordadas nas 26.as Jornadas de Climatização e Refrigeração, que decorreram, a semana passada, em Lisboa.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><b>A expansão dos centros de dados em Portugal está a colocar novas exigências aos sistemas de climatização e refrigeração. Para além de melhorar a eficiência dos equipamentos, o sector procura soluções para aproveitar o calor residual destas instalações, uma possibilidade que começa a dar os primeiros passos no país. Mas o crescimento destas infra-estruturas levanta também questões sobre o consumo de energia, o uso de água e os impactes ambientais. Esta foi uma das questões abordadas nas 26.as Jornadas de Climatização e Refrigeração, que decorreram, a semana passada, em Lisboa.</b><b></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O desenvolvimento de centros de dados, impulsionado pela digitalização e pela procura crescente de capacidade de computação para a inteligência artificial (IA), está a reforçar a importância dos sistemas de climatização e refrigeração. Aquela que é uma necessidade técnica pode também constituir uma oportunidade para aproveitar energia que, de outra forma, seria desperdiçada. </span><b></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Luís Pedro Duarte chama a atenção para a relação entre o consumo eléctrico destas instalações e as necessidades de arrefecimento. Nas instalações mais eficientes, explica, por cada megawatt de electricidade entregue à instalação, é gerado cerca de um megawatt de calor que é necessário rejeitar. “É aqui que entra o <em>cooling</em>, isto é, a climatização e o arrefecimento. O calor pode ser uma perda, mas pode acabar por ser um bom modelo de negócio”, afirma o presidente da Associação Portuguesa de Centros de Dados &#8211; Portugal DC, apontando para o potencial de recuperação e utilização deste calor noutras actividades.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span>líder da Portugal DC <span style="font-weight: 400;">participava num painel dedicado ao papel dos centros de dados, no âmbito das<a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/descarbonizacao-dos-edificios-e-qualidade-do-ar-interio-em-debate-nas-jornadas-de-climatizacao-e-refrigeracao/" target="_blank" rel="noopener"> 26.as Jornadas de Climatização e Refrigeração</a>, organizadas pela Comissão de Especialização em Climatização e Refrigeração da Ordem dos Engenheiros, em colaboração com a secção nacional da Federação Europeia das Associações de Aquecimento, Ventilação e Ar Condicionado (REHVA, na sigla em inglês) e o capítulo português da Associação Americana de Engenheiros de Aquecimento, Refrigeração e Ar Condicionado (ASHRAE). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com o tema “Climatização e Refrigeração na Transição Energética: Qualidade Ambiental Interior e Sustentabilidade”, o evento, que decorreu, na passada quinta-feira, no Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), em Lisboa, juntou cerca de uma centena de especialistas, investigadores, projetistas, fabricantes, instaladores, gestores de edifícios, e representantes da indústria em torno dos desafios e das oportunidades da transição energética.  </span></p>
<h6><b>Recuperar o calor ainda é um desafio</b><span style="font-weight: 400;"> </span></h6>
<p><span style="font-weight: 400;">A viabilidade de soluções para recuperar o calor residual depende, contudo, de vários factores, sobretudo da tecnologia necessária para o aproveitar e, sobretudo, da existência de consumidores próximos com necessidades térmicas que sejam compatíveis. Em Portugal, este aproveitamento ainda está numa fase inicial, reconhece, em declarações à </span><i><span style="font-weight: 400;">Edifícios e Energia,</span></i><span style="font-weight: 400;"> Luís Pedro Duarte. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O responsável identifica dificuldades na compreensão do potencial destas soluções, nomeadamente por parte dos municípios, embora alguns promotores já estão a desenvolver trabalho nesta área. Acredita, por isso, que existe potencial para seguir os passos de </span><span style="font-weight: 400;">Frankfurt, Londres, Amsterdão, Paris e Dublin, “geografias onde já vão uns anos à frente neste sector”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Luís Pedro Duarte considera que os parques industriais podem constituir contextos particularmente favoráveis. </span><span style="font-weight: 400;">“</span><span style="font-weight: 400;">Pode existir muito mais reaproveitamento. Por um lado, podemos ter um </span><i><span style="font-weight: 400;">data center</span></i><span style="font-weight: 400;"> que está a dissipar calor, e, por outro lado, uma indústria que precisa de calor e liberta frio. As duas [infra-estruturas] podem complementar-se, ao passo que, se  estivessem instaladas de forma isolada, pode ser mais difícil. Essa complementariedade é algo que deve ser explorado”, sublinha. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O exemplo de outros mercados europeus mostra que esta possibilidade pode passar da teoria à prática. Luís Pedro Duarte refere o caso de Paris, onde o calor de centros de dados próximos foi utilizado para aquecer água durante os Jogos Olímpicos de Verão, em 2024. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A recuperação do calor exige, porém, que se tenha em conta a procura térmica ao longo do ano, as distâncias envolvidas entre estas infra-estruturas e industriais existentes, os custos associados e a eventual necessidade de outros equipamentos, como bombas de calor para elevar a temperatura disponível.</span></p>
<h6><b>A eficiência começa na escolha dos equipamentos</b></h6>
<p><span style="font-weight: 400;">A redução dos consumos energéticos dos centro de dados passa também pela escolha dos equipamentos e pela forma como são dimensionados e utilizados. Luís Pedro Duarte salienta que, num sector caracterizado por consumos elevados e períodos de vida útil longos, a eficiência tem um peso determinante nas decisões de investimento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><span style="font-weight: 400;">Este é um sector que aposta muito em investigação e desenvolvimento porque toda a poupança conta muito quando estamos a falar de consumos [energéticos] grandes”, sublinha. </span><span style="font-weight: 400;">A aquisição de equipamentos como </span><i><span style="font-weight: 400;">chillers</span></i><span style="font-weight: 400;"> e sistemas de alimentação ininterrupta de energia (os chamados UPS) implica comparar o respectivo desempenho energético e ponderar os custos ao longo do ciclo de vida. Um equipamento mais caro à partida poderá revelar-se a opção mais vantajosa se permitir poupanças significativas durante os anos de funcionamento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><span style="font-weight: 400;">Um </span><i><span style="font-weight: 400;">chiller</span></i><span style="font-weight: 400;"> podem ter um período de vida útil de 20 anos. Ou seja, são 20 anos em que não vai ser necessário trocar o equipamento, por isso, interessa ter o equipamento o mais eficiente possível. O equipamento até pode ser mais caro na fase de investimento, mas se houver esse retorno, é uma melhor aposta optar por um que consuma menos”, explica. </span></p>
<h6><b><em>Free-cooling:</em> reduzir a energia necessária para o arrefecimento</b></h6>
<p><span style="font-weight: 400;">O responsável destaca ainda a utilização de </span><i><span style="font-weight: 400;">free-cooling</span></i><span style="font-weight: 400;">, uma solução que aproveita as condições exteriores para dissipar o calor e reduzir a necessidade de recorrer a arrefecimento mecânico. “</span><span style="font-weight: 400;">A exploração que se faz numa infraestrutura destas é dinâmica ao longo das horas do dia. É uma operação muito dinâmica, onde é possível balancear cargas e perceber quando aproveitar o </span><i><span style="font-weight: 400;">free-cooling</span></i><span style="font-weight: 400;">. No fundo, é preciso procurar todas as peças para que, no fim, o resultado seja o mais eficiente possível”, sintetiza. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Guilherme Matias </span><span style="font-weight: 400;">salientou que esta solução tem um alto benefício natural no Norte da Europa. “O clima é sem dúvida uma grande vantagem é o clima. </span><span style="font-weight: 400;">Cerca de 90% das horas são de <em>free-cooling</em>, não total, mas parcial. Em centros de dados que estamos a construir em países nórdicos, conseguimos temperaturas [exteriores] a rondar, por exemplo, os -1.5ºC”, explicou o consultor da Navitas Portugal, que também participou no painel das jornadas dedicado aos centros de dados. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O consultor refere também que outras das vantagens dos países no Norte da Europa é uma maior facilidade nos processos de licenciamento, que faz com que “tudo comece a funcionar muito rápido”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A escolha de soluções que garantam uma maior eficiência energética dos centros de dados depende, por isso, da localização e do clima local. “</span><span style="font-weight: 400;">É impossível instalar um </span><i><span style="font-weight: 400;">data center</span></i><span style="font-weight: 400;"> com um sistema com arrefecimento com recurso à água do mar no Interior do país. Se calhar no Alentejo também vamos ter acesso a menos horas de </span><i><span style="font-weight: 400;">free-cooling</span></i><span style="font-weight: 400;"> do que numa região mais a Norte, embora também seja possível usar, mesmo nos dias de calor ou primaveris, se a temperatura exterior estiver a um nível mais baixo do que aquela que está no interior. Na região de Lisboa, conseguimos ter horas de </span><i><span style="font-weight: 400;">free-cooling</span></i><span style="font-weight: 400;"> praticamente todos os dias do ano”, exemplifica Luís Pedro Duarte. </span></p>
<h6><strong>Modelação energética deve continuar na operação</strong></h6>
<p><span style="font-weight: 400;">A importância da modelação energética foi outro dos temas abordados no painel. Guilherme Matias defende que os modelos energéticos não devem ficar limitados à fase de projecto. Quando utilizados durante a exploração, permitem comparar os consumos reais com os valores esperados para as mesmas condições de funcionamento e identificar eventuais desvios.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><span style="font-weight: 400;">Até agora estamos a falar como calcular o consumo de energia. Mas isto é só o princípio. O verdadeiro valor de um modelo energético começa depois de os centros [de dados] já estarem em funcionamento, o modelo deve passar a fazer parte da caixa de ferramentas diária das equipas de operação. Todos os dias, os operadores sabem quanta energia a instalação consome”, explica o consultor da Navitas Portugal.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esta comparação pode ajudar as equipas técnicas a perceber, por exemplo, se um </span><i><span style="font-weight: 400;">chiller</span></i><span style="font-weight: 400;"> está a consumir mais energia do que seria expectável e a investigar as causas. </span><span style="font-weight: 400;">“Se os dois valores baterem certo, ótimo. Se não baterem, tem de simplificar a porquê. Talvez o </span><i><span style="font-weight: 400;">chiller</span></i><span style="font-weight: 400;"> não esteja a ter a eficiência que seria de esperar. Em vez de perguntarmos quanta energia estamos a gastar, passamos a perguntar o que é que estamos a gastar mais do que devíamos. E é aí que um modelo energético se torna uma ferramenta de diagnóstico. Se um modelo energético só é usado na fase de projeto, estamos a perder a maior parte do seu valor”, adverte Guilherme Matias, salientando que</span><span style="font-weight: 400;"> a eficiência depende não só das soluções adoptadas inicialmente, mas também da capacidade de acompanhar e melhorar o seu desempenho ao longo do tempo.</span></p>
<h6><b>Portugal prepara-se para expandir centros de dados</b></h6>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante a apresentação, o presidente da Portugal DC apresentou dados preliminares que a associação prevê tornar públicos até ao final do ano. As estimativas dizem respeito à potência instalada, ao investimento necessário e à criação de milhares de postos de trabalho até 2032. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por agora, sabe-se que o potencial de investimento ajuda a explicar a crescente atenção dada a estas infraestruturas. Já o ano passado, a <a href="https://www.startcampus.pt/sines" target="_blank" rel="noopener">Start Campus</a> inaugurou em Sines o SIN01, um centro de dados com 26 MW de capacidade, sendo este apenas o primeiro edifício de um campus que prevê atingir os 1,2 GW de IT. A instalação de centros de dados está a contecer em zonas com infra-estruturas eléctricas existentes. Além de Sines, o mesmo pode acontecer com a antiga Central Termoeléctrica do Pego, em Abrantes,  a última central a carvão a encerrar em Portugal, em 2021.   </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A expansão do sector também ganhou impulso com a aprovação, em Abril deste ano, do <a href="https://digital.gov.pt/pt/documentos/plano-nacional-de-centros-de-dados" target="_blank" rel="noopener">Plano Nacional de Centros de Dados</a>, que estabelece iniciativas para 2026 e 2027 com o objectivo de posicionar Portugal como um pólo europeu de infraestruturas digitais. O Governo identifica a procura crescente associada à inteligência artificial e as condições energéticas do país como factores de oportunidade, defendendo, simultaneamente, a sustentabilidade ambiental, a eficiência energética e o equilíbrio territorial.</span></p>
<h6><b>O crescimento exige garantias ambientais</b></h6>
<p><span style="font-weight: 400;">A disponibilidade de electricidade de origem renovável é uma vantagem para Portugal, mas não elimina outros impactes ambientais associados, como tem alertado a ZERO. A associação ambientalista tem salientado que dimensão ambiental não se esgotana origem da electricidade que é utilizada, e, recentemente, <a href="https://zero.ong/noticias/centros-de-dados-podem-ser-aliados-da-transicao-verde-mas-arriscam-ser-predadores-de-recursos-sem-retorno-social/" target="_blank" rel="noopener">num parecer divulgado em Agosto</a>, contestou a necessidade de critérios mais exigentes quanto ao consumo de água, à utilização do território e ao contributo efectivo dos projectos para a transição climática. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A questão é particularmente relevante em zonas como Sines, onde se concentram projectos de grande dimensão e onde a disponibilidade de infraestruturas energéticas e industriais constitui uma vantagem, mas não dispensa a avaliação destes impactes ao longo do tempo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A utilização de água do mar, por exemplo, pode reduzir a dependência de água potável em determinados sistemas de arrefecimento, mas exige uma análise dos efeitos da captação e devolução de água nos ecossistemas. </span><span style="font-weight: 400;">Questionado no final do painel precisamente sobre os impactos nos ecossistemas, Luís Pedro Duarte referiu a existência de parâmetros para controlar a diferença de temperatura da água devolvida ao meio, através de medições e auditorias. A eficácia destas medidas terá, contudo, de ser aferida à luz das condições concretas do projecto e da respectiva avaliação ambiental, aponta.</span></p>
<h6><b>Acesso à rede entre os desafios da expansão</b></h6>
<p><span style="font-weight: 400;">A expansão dos </span><i><span style="font-weight: 400;">data centers </span></i><span style="font-weight: 400;">coloca também questões sobre a capacidade de resposta da rede eléctrica. Questionado sobre isso, Luís Pedro Duarte apontou que os pedidos de ligação à rede eléctrica nacional terão passado de cerca de 40 GW para menos de 4 GW, após um procedimento de filtragem. Para o responsável, os valores mostram a importância de distinguir a procura inicialmente manifestada pelos promotores dos projectos e os que conseguem reunir condições para avançar. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Do lado da oferta, o presidente da Portugal DC considera que o país dispõe de margem para reforçar a produção de energia renovável, nomeadamente através da produção solar fotovoltaica e eólica, mas identifica entraves à sua concretização. Luís Pedro Duarte disse ainda que não acreditar que os centros de dados em Portugal venham a depender de energia nuclear, embora esta surja no &#8220;<em>mix</em>&#8221; da electricidade consumida em Portugal, sendo importada de Espanha. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O responsável da associação também rejeitou a ideia de que serão necessárias </span>centrais de produção de energia elétrica isoladas para cada centro de dados, à semelhança do que acontece nos Estados Unidos da América. <span style="font-weight: 400;">“</span><span style="font-weight: 400;">Não estamos, claramente, numa situação em que se trate do <em>bring your own power</em>”, defendeu.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Luís Pedro Duarte terminou ao partilhar que, actualmente, um dos grandes desafios que Portugal enfrenta é o armazenamento </span><span style="font-weight: 400;">de energia. “Toda esta transformação tem que ser acompanhada pela criação das licenças para a implementação dos bancos de baterias, que, no fundo, permitam armazenar o resto da energia [renovável que não foi utilizada] para depois ser usada [durante outros períodos do dia]”, resume. </span></p>
<p>Fotografia de destaque: © Start Campus</p>
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		<title>Sector da construção debate como a IA pode tornar edifícios mais eficientes e melhorar o conforto</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/sector-da-construcao-debate-como-a-ia-pode-tornar-edificios-mais-eficientes-e-melhorar-o-conforto/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ines Malhado]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Oct 2026 09:26:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Como pode a inteligência artifícial (IA) tornar os edifícios mais eficientes e melhorar o conforto térmico? O impacto desta tecnologia e outras questões emergentes nos sectores da construção e da climatização vão estar em debate no V Congresso Internacional Giacomini. A iniciativa, que irá decorrer a  23 de Outubro, em Mortágua, coloca também em evidência os desafios técnicos e profissionais associados à transformação do parque edificado.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><b>Como pode a inteligência artifícial (IA) tornar os edifícios mais eficientes e melhorar o conforto térmico? O impacto desta tecnologia e outras questões emergentes nos sectores da construção e da climatização vão estar em debate no V Congresso Internacional Giacomini. A iniciativa, que irá decorrer a  23 de Outubro, em Mortágua, coloca também em evidência os desafios técnicos e profissionais associados à transformação do parque edificado.</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A forma como os edifícios podem assegurar melhores condições de conforto com menores consumos de energia vai estar no centro do <a href="https://inscricoes.climatizacaoradiante.pt/" target="_blank" rel="noopener">V Congresso Internacional Giacomini</a>, que decorre esta sexta-feira, 23 de Outubro, em Mortágua, Viseu. Num contexto em que a eficiência energética e a sustentabilidade exigem uma transformação dos edifícios e dos sistemas energéticos, o encontro propõe uma reflexão sobre o papel das novas tecnologias, os limites das soluções disponíveis e as competências necessárias para responder às exigências do sector.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos principais temas será o uso da IA em sistemas de aquecimento, ventilação e ar condicionado (AVAC). A utilização destas ferramentas na gestão dos edifícios levanta questões sobre a capacidade de optimizar o funcionamento dos equipamentos, reduzir os consumos energéticos e melhorar o conforto dos ocupantes. Entre as aplicações em análise está a utilização da IA na gestão e optimização da produção de águas quentes sanitárias (AQS) e do aquecimento dos edifícios.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Numa altura em que muito se fala de inteligência artificial e do seu impacto no setor AVAC, quisemos trazer este assunto para ordem do dia, desafiando os profissionais a pensar e a refletir sobre o tema”, explica, em comunicado, Vasco Silva, director geral da Giacomini Portugal. </span><span style="font-weight: 400;">A iniciativa destina-se a arquitectos, engenheiros, projectistas, empreiteiros, construtores, docentes e estudantes ligados ao sector AVAC. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A sessão dedicada a este tema estará a cargo de João Simões, da ADENE &#8211; Agência para a Energia, que abordará a aplicação da inteligência artificial nos sistemas AVAC. A discussão insere-se num debate mais amplo sobre a forma como a digitalização pode tornar a operação dos edifícios mais eficiente, sem perder de vista as condições reais do uso dos espaços e as necessidades dos ocupantes.</span></p>
<p><img decoding="async" class="alignleft wp-image-38472 size-full" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/10/Imagem-Giacomini-Portugal-V-Congresso-Internacional-25092026.jpg" alt="" width="2520" height="1000" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/10/Imagem-Giacomini-Portugal-V-Congresso-Internacional-25092026.jpg 2520w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/10/Imagem-Giacomini-Portugal-V-Congresso-Internacional-25092026-300x119.jpg 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/10/Imagem-Giacomini-Portugal-V-Congresso-Internacional-25092026-1024x406.jpg 1024w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/10/Imagem-Giacomini-Portugal-V-Congresso-Internacional-25092026-768x305.jpg 768w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/10/Imagem-Giacomini-Portugal-V-Congresso-Internacional-25092026-1536x610.jpg 1536w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/10/Imagem-Giacomini-Portugal-V-Congresso-Internacional-25092026-2048x813.jpg 2048w" sizes="(max-width: 2520px) 100vw, 2520px" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas o debate não ficará apenas por esta temática: “Vamos também falar de hidrogénio na produção de energia térmica, de uma nova geração de bombas de calor, da climatização radiante e da ventilação mecânica controlada. No fundo, vamos falar de um conjunto de equipamentos absolutamente fundamentais”, resume o responsável.</span></p>
<h6><strong>Soluções para produzir energia térmica</strong></h6>
<p><span style="font-weight: 400;">A escolha de tecnologias de produção de energia térmica será outro dos eixos do congresso. O programa conta com uma sessão sobre papel do hidrogénio na produção de energia térmica e na sua utilização em sistemas de piso radiante, que será conduzida por Luís Ramos, do departamento de engenharia e formação da Giacomini Portugal. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Também a crescente procura por bombas de calor, a evolução dos fluidos frigorigéneos e a integração de diferentes equipamentos colocam questões sobre a eficiência e a sustentabilidade das soluções adoptadas nos edifícios.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Está prevista uma sessão sobre bombas de calor aerotérmicas, que utilizam o fluido frigorigéneo R290, conduzida por Carlos Teixeira, do departamento de engenharia da Giacomini Portugal. A apresentação abordará também o equilíbrio dinâmico na climatização radiante, uma questão relevante para o funcionamento articulado dos sistemas e para a gestão das necessidades térmicas dos espaços.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A integração de tectos radiantes, bombas de calor e ventilação mecânica controlada (VMC) será igualmente analisada por Sergio Espiñera, director técnico da Giacomini Espanha. Mais do que olhar para cada equipamento isoladamente, a sessão quer colocar em evidência a importância da articulação entre os diferentes sistemas na procura de melhores condições de conforto e eficiência.</span></p>
<h6><b>Reabilitação e materiais mais sustentáveis</b></h6>
<p><span style="font-weight: 400;">A transformação do parque edificado não depende apenas da instalação destes equipamentos. As opções tomadas na fase de projecto, a escolha dos materiais e a forma como os sistemas de climatização são integrados na arquitectura também condicionam o desempenho dos edifícios. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Neste âmbito, o congresso inclui uma apresentação sobre o projecto de edifícios sustentáveis em madeira e a sua integração na natureza, por Fernando Coelho, do Atelier FFC Arquitectos. A</span><span style="font-weight: 400;"> reabilitação dos edifícios será também abordada através do contributo da climatização radiante, numa sessão conduzida por Rui Correia, do Atelier LoftSpace. </span></p>
<h6><b>Desafios actuais do sector </b></h6>
<p><span style="font-weight: 400;">A capacidade de concretizar soluções mais eficientes depende também das condições de funcionamento do sector da construção e da qualificação de profissionais responsáveis pela instalação e manutenção dos sistemas. Por isso, o congresso deverá começar com uma análise do estado da construção em Portugal, a cargo de José de Matos, consultor e antigo secretário-geral da Associação Portuguesa dos Comerciantes de Materiais de Construção (APCMC).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A componente profissional terá continuidade numa sessão sobre as competências de gestão que os instaladores devem dominar, com Alexandre Gomes da Silva, presidente da Coimbra Business School, e Georgina Morais, especialista em auditoria interna. Segue-se uma intervenção de Nuno Ferreira, da DFS AVAC, dedicada aos desafios enfrentados pelos instaladores de sistemas eléctricos e mecânicos no parque edificado português.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O programa termina com uma sessão sobre inteligência emocional nas empresas, na vida e no futuro sustentável, conduzida por Ana Rodrigues, psicóloga e professora convidada da Universidade do Minho, alargando o debate à dimensão humana e organizacional das mudanças no sector.</span></p>
<p>Fotografia de destaque: © Shutterstock</p>
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		<title>O futuro da construção: três tendências que estão a transformar os edifícios</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/empresas/o-futuro-da-construcao-tres-tendencias-que-estao-a-transformar-os-edificios/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Edifícios e Energia]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Oct 2026 13:41:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Rockwool]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://edificioseenergia.pt/?p=38463</guid>

					<description><![CDATA[<p>Passive House, descarbonização e arquitetura sustentável são três tendências que estão a transformar o setor. A ROCKWOOL defende uma abordagem integrada à construção, em que o desempenho da envolvente assume um papel central na eficiência, no conforto, na segurança e na durabilidade dos edifícios. ...</p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/empresas/o-futuro-da-construcao-tres-tendencias-que-estao-a-transformar-os-edificios/">O futuro da construção: três tendências que estão a transformar os edifícios</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<ul class="wp-block-list">
<li>A transição para uma construção mais eficiente e sustentável está a transformar a forma como os edifícios são projetados e construídos.</li>



<li>Passive House, descarbonização e arquitetura sustentável são algumas das tendências que deverão marcar o futuro do setor.</li>



<li>Da eficiência energética ao conforto e à durabilidade, a envolvente dos edifícios assume um papel central na construção preparada para os desafios do futuro.</li>
</ul>



<div style="height:45px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph">O setor da construção está a atravessar uma transformação profunda, impulsionada pela necessidade de reduzir o consumo energético e as emissões dos edifícios, mas também de criar espaços mais confortáveis, duráveis e preparados para responder aos desafios ambientais das próximas décadas. Neste contexto, conceitos como Passive House, descarbonização e arquitetura sustentável estão a ganhar uma importância crescente e a redefinir a forma como pensamos os edifícios.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta evolução exige uma abordagem integrada à construção, em que a eficiência e o desempenho dos edifícios sejam considerados desde a fase de projeto. A escolha dos materiais e a qualidade da envolvente assumem, neste contexto, um papel determinante para garantir edifícios mais eficientes, seguros e confortáveis ao longo do seu ciclo de vida.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h6 class="wp-block-heading"><strong>Passive House: construir para consumir menos</strong></h6>



<p class="wp-block-paragraph">O conceito Passive House representa uma das abordagens mais exigentes à eficiência energética dos edifícios, assente numa envolvente altamente eficiente e numa redução significativa das necessidades de energia para aquecimento e arrefecimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais do que reduzir o consumo energético, este modelo procura assegurar elevados níveis de conforto interior através de uma combinação de isolamento adequado, controlo das perdas de calor e uma construção cuidadosamente pensada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A evolução deste conceito demonstra uma mudança de paradigma no setor: a eficiência energética deixa de ser uma característica adicional do edifício para passar a estar integrada na sua própria conceção.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h6 class="wp-block-heading"><strong>Descarbonizar os edifícios começa na forma como construímos</strong></h6>



<p class="wp-block-paragraph">A redução das emissões associadas ao setor da construção é outro dos grandes desafios para as próximas décadas. Para além do consumo energético durante a utilização dos edifícios, torna-se cada vez mais relevante considerar o impacto dos materiais e das diferentes etapas do ciclo de vida de uma construção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste contexto, a seleção de materiais duráveis e com elevado desempenho pode contribuir para uma abordagem mais eficiente aos recursos, ajudando a prolongar a vida útil dos edifícios e a reduzir a necessidade de intervenções futuras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A descarbonização implica, assim, uma visão mais abrangente sobre o desempenho dos edifícios, que considere não apenas a energia que consomem, mas também a forma como são projetados, construídos e utilizados ao longo do tempo.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h6 class="wp-block-heading"><strong>Arquitetura sustentável: pensar além da eficiência energética</strong></h6>



<p class="wp-block-paragraph">O futuro da construção passa também por uma visão mais ampla de sustentabilidade. Um edifício sustentável deve responder às necessidades energéticas e ambientais, mas também proporcionar conforto, segurança, qualidade acústica e durabilidade aos seus ocupantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É neste equilíbrio que a arquitetura assume um papel fundamental, procurar integrar soluções que permitam criar edifícios adaptados às necessidades atuais sem comprometer a capacidade de responder aos desafios futuros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a <strong><a href="https://www.rockwool.com/pt/" data-type="link" data-id="https://www.rockwool.com/pt/" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">ROCKWOOL</a></strong>, esta transformação reforça importância de olhar para o edifício como um sistema integrado, onde cada elemento da envolvente pode contribuir para o desempenho global da construção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O futuro da construção não passa apenas por construir edifícios que consumam menos, mas por reduzir a procura energética através de uma envolvente eficiente, criando espaços que sejam mais confortáveis, seguros e preparados para as próximas décadas. A transformação do setor exige uma visão integrada, em que a escolha dos materiais e odesempenho da envolvente assumem um papel fundamental” <strong>Miguel Ángel Gallardo, Business Unit ROCKWOOL Peninsular</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">À medida que o setor evolui para modelos de construção mais eficientes e sustentáveis, conceitos como Passive House, descarbonização e arquitetura sustentável deixam de ser tendências isoladas para passar a integrar uma mesma visão: a de edifícios pensados para responder aos desafios ambientais e às necessidades das pessoas, hoje e no futuro.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img decoding="async" width="1024" height="576" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/10/RockwoolPassiveHouse-1024x576.png" alt="" class="wp-image-38466" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/10/RockwoolPassiveHouse-1024x576.png 1024w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/10/RockwoolPassiveHouse-300x169.png 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/10/RockwoolPassiveHouse-768x432.png 768w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/10/RockwoolPassiveHouse.png 1200w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



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<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<hr class="wp-block-separator aligncenter has-text-color has-alpha-channel-opacity has-background is-style-wide" style="margin-top:2px;margin-bottom:2px;background-color:#27a5b8;color:#27a5b8"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>O texto acima é da inteira responsabilidade das empresas/entidades em causa.<br>Fonte: Press Release</em></strong></p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/empresas/o-futuro-da-construcao-tres-tendencias-que-estao-a-transformar-os-edificios/">O futuro da construção: três tendências que estão a transformar os edifícios</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Alto Alentejo ensaia planeamento energético com o auxílio dos cidadãos </title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/alto-alentejo-ensaia-planeamento-energetico-com-o-auxilio-dos-cidadaos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rita Galego]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Oct 2026 08:19:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Ordem dos Arquitectos]]></category>
		<category><![CDATA[parque edificado]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O projecto europeu LIFE ENTRACK, que termina este mês, testou em municípios rurais de quatro países uma metodologia para desenhar planos de transição energética com quem vive no território. O kit de ferramentas fica agora disponível a quem apoia as autarquias.  </p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/alto-alentejo-ensaia-planeamento-energetico-com-o-auxilio-dos-cidadaos/">Alto Alentejo ensaia planeamento energético com o auxílio dos cidadãos </a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><b><span data-contrast="auto">O projecto europeu </span></b><a href="https://entrack-project.eu/home/" target="_blank" rel="noopener"><b><span data-contrast="none">LIFE ENTRACK</span></b></a><b><span data-contrast="auto">, que termina este mês, testou em municípios rurais de quatro países uma metodologia para desenhar planos de transição energética com quem vive no território. O </span></b><a href="https://www.areanatejo.pt/recursos-gratuitos-e-apoio-a-concecao-conjunta-de-planos-para-a-transicao-energetica-em-municipios-rurais/" target="_blank" rel="noopener"><b><span data-contrast="none">kit de ferramentas</span></b></a><b><span data-contrast="auto"> fica agora disponível a quem apoia as autarquias. </span></b><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:1,&quot;335551620&quot;:1,&quot;335559685&quot;:0,&quot;335559737&quot;:0,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240,&quot;335559740&quot;:279}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">De que forma pode um município rural integrar melhor as necessidades dos cidadãos e do território no planeamento energético? Esta foi a pergunta que guiou, durante três anos, o projecto LIFE ENTRACK. Trabalhou com oito municípios de Espanha, Portugal, Itália e Grécia. Em Portugal, o ensaio decorreu no Alto Alentejo, mais precisamente nos municípios de Gavião e Ponte de Sor.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Nos territórios de baixa densidade, o conforto das casas e o custo da energia para as famílias cruzam-se com o envelhecimento da população e com a pobreza energética. Um plano desenhado sem ouvir quem lá vive arrisca-se a falhar as necessidades reais. O ENTRACK parte dessa premissa e propõe que os planos de energia nasçam de um processo participado.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<h5><b><span data-contrast="auto">Uma metodologia testada no terreno</span></b><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></h5>
<p><span data-contrast="auto">Aprovado na call LIFE22-CET (Clean Energy Transition) do Programa LIFE, o projecto é coordenado pela italiana AISFOR. Em Portugal, conta com a AREANATejo e a Universidade Nova de Lisboa. O objectivo é dar às autoridades locais e regionais do Mediterrâneo conhecimento e uma abordagem metodológica para desenhar políticas e planos de transição energética com a participação activa de todas as partes envolvidas. Visa, em concreto, acelerar a neutralidade carbónica através do reforço das capacidades de política energética dos municípios rurais de pequena e média dimensão.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">O trabalho assenta nas Parcerias Município-Região (MRP), colaborações entre governos locais e regionais que juntam autarcas, empresas, sobretudo do sector energético, cidadãos (incluindo grupos vulneráveis), organizações da sociedade civil e associações ambientais. Em Portugal, a MRP é coordenada pela NOVA FCT em parceria com a AREANATejo.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A lista de participantes é vasta: além dos municípios de Gavião e Ponte de Sor, integram também a parceria a Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo, a CCDR Alentejo, a Sociedade Portuguesa de Inovação, o centro de investigação CENSE e a Rede Europeia Antipobreza (EAPN). Participam também entidades de proximidade: a Comissão de Protecção de Crianças e Jovens e a Universidade Sénior de Gavião, o Centro de Reabilitação e Inclusão de Ponte de Sor, o Centro Interpretativo de Molinologia Foros de Arrão, o Centro Distrital da Segurança Social de Portalegre e o Arquivo Digital e Imaterial da Comenda. Este último trata-se de uma iniciativa filantrópica sem fins lucrativos dedicada ao desenvolvimento sustentável de comunidades rurais, nomeadamente em Gavião, onde se tem vindo a criar uma Comunidade de Energias Renováveis para reforçar a coesão social e combater a pobreza energética.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:1,&quot;335551620&quot;:1,&quot;335559685&quot;:0,&quot;335559737&quot;:0,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240,&quot;335559740&quot;:279}"> </span></p>
<h5><b><span data-contrast="auto">Cinco passos, do inquérito ao plano</span></b><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></h5>
<p><span data-contrast="auto">Em cada região, dois municípios piloto percorreram o mesmo caminho. Primeiro, criou-se um grupo misto de </span><i><span data-contrast="auto">stakeholders</span></i><span data-contrast="auto">, públicos e privados, para apoiar o desenvolvimento da metodologia, depois alargado a um grupo maior. Seguiu-se um inquérito quali-quantitativo a cidadãos e </span><i><span data-contrast="auto">stakeholders </span></i><span data-contrast="auto">para recolher o conhecimento e a perspectiva sobre as políticas de transição energética. Os resultados foram analisados pelos municípios, com o apoio dos parceiros, para aferir se a aplicação das políticas está alinhada com os impactos e objectivos esperados. A partir dessa autoanálise, avançou-se para a conceção de novos Planos de Energia ou a revisão dos que estão em execução. Os planos são depois ajustados com base nas opiniões</span> <span data-contrast="auto">da comunidade.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<h5><b><span data-contrast="auto">Do piloto à replicação</span></b><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></h5>
<p><span data-contrast="auto">O legado do projecto fica no Kit de Exploração do ENTRACK, um recurso digital gratuito. Inclui metodologias, ferramentas e modelos para apoiar a conceção conjunta, recursos de formação e exemplos práticos, um calendário orientador para a implementação e materiais para divulgar e replicar a experiência noutros territórios.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">O kit destina-se a autoridades supramunicipais, agências de energia, grupos de acção local, redes de municípios e outras organizações que apoiam as autarquias.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<h5><b><span data-contrast="auto">Bruxelas fecha o ciclo</span></b><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></h5>
<p><span data-contrast="auto">A Conferência Final do ENTRACK realizou-se a 30 de Setembro, em Bruxelas. Reuniu parceiros do projecto, decisores políticos, investigadores, profissionais e outras partes interessadas de toda a Europa. Serviu para apresentar as principais conquistas e reflectir sobre o conhecimento, as experiências e as perspectivas geradas ao longo da execução. Os participantes trocaram experiências, debateram as implicações políticas e exploraram abordagens que apoiem transições energéticas socialmente justas e inclusivas em zonas rurais. Estiveram representadas instituições europeias, autoridades regionais e locais, a academia, a sociedade civil e as comunidades energéticas.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Depois de Bruxelas, a equipa continua a promover, durante este mês, reuniões bilaterais </span><i><span data-contrast="auto">online </span></i><span data-contrast="auto">para apresentar os recursos e explorar em conjunto como cada organização os pode utilizar, adaptar ou transferir para os municípios com os quais trabalha.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fotografia de destaque: © Projecto Life ENTRACK</p>
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		<title>Miguel Margarido: “A tecnologia já existe. O desafio é saber aplicá-la a novas soluções”</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/empresas/miguel-margarido-a-tecnologia-ja-existe-o-desafio-e-saber-aplica-la-a-novas-solucoes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Edifícios e Energia]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Oct 2026 07:45:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[mitsubishi electric]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Num momento em que a descarbonização, a digitalização e a eletrificação estão a redefinir o setor AVAC, Miguel Margarido, o novo presidente da Mitsubishi Electric Portugal, partilha a sua visão sobre os principais desafios da indústria. Nesta entrevista, defende que a tecnologia já não constitui a principal barreira à transição energética e sublinha que o sucesso dependerá, cada vez mais, da qualificação dos profissionais e da capacidade de todo o setor acompanhar o ritmo da inovação. ...</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-left wp-block-paragraph"></p>



<div style="height:45px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph">Num momento em que a descarbonização, a digitalização e a eletrificação estão a redefinir o setor AVAC, <strong>Miguel Margarido</strong>, o <strong>novo presidente da <a href="https://mitsubishielectric.pt/" data-type="link" data-id="https://mitsubishielectric.pt/" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">Mitsubishi Electric Portugal</a></strong>, partilha a sua visão sobre os principais desafios da indústria. Nesta entrevista, defende que a tecnologia já não constitui a principal barreira à transição energética e sublinha que o sucesso dependerá, cada vez mais, da qualificação dos profissionais e da capacidade de todo o setor acompanhar o ritmo da inovação.<br></p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Assumiu recentemente a presidência da Mitsubishi Electric Portugal numa fase de profunda transformação do mercado AVAC. Como encara este desafio?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Assumo esta responsabilidade com entusiasmo e com um profundo reconhecimento pelo trabalho desenvolvido ao longo dos últimos anos. A <strong>Mitsubishi Electric</strong> construiu uma posição sólida em Portugal e a minha prioridade é dar continuidade a esse percurso, preparando simultaneamente a empresa para os desafios que o setor enfrenta. Queremos continuar a crescer de forma sustentada, reforçando a proximidade aos clientes e parceiros e mantendo aquilo que sempre nos distinguiu: qualidade, inovação tecnológica e uma visão de longo prazo.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Como caracteriza o momento que o setor AVAC vive atualmente em Portugal?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O setor AVAC está a viver uma mudança de paradigma. Durante muito tempo foi visto essencialmente como um conjunto de tecnologias de conforto; hoje é um elemento central da eficiência energética dos edifícios e da descarbonização da economia. Essa transformação está a alterar as prioridades dos investidores, dos projetistas e dos utilizadores finais, que procuram soluções cada vez mais eficientes, inteligentes e conectadas. Portugal tem acompanhado esta evolução e continua a apresentar um elevado potencial de crescimento.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Que impacto terão a descarbonização, a digitalização e a Inteligência Artificial na evolução do setor?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Estamos perante uma transformação estrutural. O desafio deixou de ser apenas desenvolver equipamentos mais eficientes; passa agora por reduzir o consumo energético dos edifícios ao longo de todo o seu ciclo de vida. Os fluidos frigorígenos de baixo impacto ambiental e os sistemas inteligentes de gestão energética terão um papel determinante.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante muitos anos, a inovação no AVAC mediu-se sobretudo pela eficiência dos equipamentos. Nos próximos anos será, cada vez mais, medida pela inteligência dos sistemas. A integração entre equipamentos, sensores e Inteligência Artificial permitirá otimizar consumos, antecipar necessidades de manutenção e melhorar continuamente o desempenho das instalações. Vejo estas tecnologias como ferramentas que reforçam a capacidade de decisão dos profissionais e tornam os edifícios mais eficientes, resilientes e sustentáveis.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>É comum afirmar-se que o maior desafio do setor está na tecnologia. Partilha dessa visão?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na minha opinião, é uma visão demasiado redutora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hoje o setor dispõe de tecnologias muito evoluídas para responder às exigências da eficiência energética e da descarbonização. O verdadeiro desafio já não é apenas desenvolver melhores soluções, mas garantir que são corretamente projetadas, instaladas, colocadas em funcionamento e mantidas ao longo do seu ciclo de vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É aqui que a qualificação dos profissionais assume um papel decisivo. A evolução tecnológica, a digitalização e a nova regulamentação europeia exigem competências cada vez mais especializadas e uma atualização permanente dos conhecimentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os fabricantes têm, por isso, uma responsabilidade que vai além da inovação. Devem disponibilizar tecnologia, mas também conhecimento, formação e apoio técnico, contribuindo para que todo o mercado evolua de forma consistente.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quais são hoje as principais prioridades estratégicas da Mitsubishi Electric Portugal?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A nossa estratégia assenta num crescimento sustentado e na criação de valor para os clientes e parceiros. Queremos continuar a liderar pela tecnologia, pela fiabilidade, mas também pela confiança. Num mercado em constante evolução, a capacidade de construir relações duradouras e de apoiar tecnicamente os profissionais é tão importante como a qualidade das soluções que desenvolvemos. É essa combinação que continuará a diferenciar a <strong>Mitsubishi Electric</strong>.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Podemos esperar novidades ao nível da organização e da estratégia da empresa nos próximos anos?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">As organizações não se transformam por tendência; transformam-se para responder melhor ao mercado. É esse princípio que continuará a orientar a nossa evolução. Continuaremos a investir na transformação digital, na modernização dos processos e no reforço da proximidade aos diferentes segmentos de clientes, preservando a agilidade necessária para responder a um setor em permanente mudança.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Como imagina a Mitsubishi Electric Portugal e o mercado AVAC nacional daqui a cinco anos?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Vejo um mercado mais digital, mais eletrificado e orientado para a descarbonização, totalmente integrado na gestão energética dos edifícios. Daqui a cinco anos será natural que os sistemas AVAC aprendam continuamente a forma como um edifício é utilizado e ajustem automaticamente o seu funcionamento para maximizar a eficiência e o conforto. A inovação deixará de estar apenas nos equipamentos e passará cada vez mais pela inteligência com que todo o sistema funciona. Seguramente, a <strong>Mitsubishi Electric</strong> continuará a ter um papel determinante nesse novo contexto.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Que mensagem gostaria de deixar aos profissionais do setor AVAC?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Vivemos um momento decisivo para o setor AVAC. A transição energética exigirá inovação, conhecimento técnico e uma colaboração cada vez mais estreita entre todos os intervenientes da cadeia de valor. A tecnologia continuará a evoluir rapidamente, mas o verdadeiro fator diferenciador será a capacidade das pessoas para a transformar em valor acrescentado.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/10/MiguelMargarido2-1024x576.png" alt="" class="wp-image-38433" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/10/MiguelMargarido2-1024x576.png 1024w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/10/MiguelMargarido2-300x169.png 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/10/MiguelMargarido2-768x432.png 768w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/10/MiguelMargarido2.png 1200w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



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<p class="wp-block-paragraph"></p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<hr class="wp-block-separator aligncenter has-text-color has-alpha-channel-opacity has-background is-style-wide" style="margin-top:2px;margin-bottom:2px;background-color:#27a5b8;color:#27a5b8"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>O texto acima é da inteira responsabilidade das empresas/entidades em causa.<br>Fonte: Press Release</em></strong></p>
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		<title>Um em cada cinco portugueses vive em pobreza energética e nem sempre os apoios chegam às famílias mais vulneráveis</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/um-em-cada-cinco-portugueses-vive-em-pobreza-energetica-e-nem-sempre-os-apoios-chegam-as-familias-mais-vulneraveis/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ines Malhado]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Oct 2026 09:03:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://edificioseenergia.pt/?p=38423</guid>

					<description><![CDATA[<p>Em Portugal, uma em cada cinco pessoas não consegue pagar a energia necessária para satisfazer as necessidades em sua casa. A ineficiência do parque habitacional, os obstáculos no acesso aos apoios públicos e a dificuldade em chegar às famílias mais vulneráveis continuam a dificultar o combate à pobreza energética, alertam a DECO e os investigadores do CENSE, da NOVA FCT. Os especialistas, ouvidos pela Edifícios e Energia, defendem respostas que vão além do apoio às despesas e passam pela reabilitação energética das habitações. </p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/um-em-cada-cinco-portugueses-vive-em-pobreza-energetica-e-nem-sempre-os-apoios-chegam-as-familias-mais-vulneraveis/">Um em cada cinco portugueses vive em pobreza energética e nem sempre os apoios chegam às famílias mais vulneráveis</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><b>Em </b><b>Portugal, uma em cada cinco pessoas não consegue pagar a energia necessária para satisfazer as necessidades em sua casa. A ineficiência do parque habitacional, os obstáculos no acesso aos apoios públicos e a dificuldade em chegar às famílias mais vulneráveis continuam a dificultar o combate à pobreza energética, alertam a DECO e os investigadores do CENSE, da NOVA FCT. Os especialistas, ouvidos pela </b><b><i>Edifícios e Energia</i></b><b>, defendem respostas que vão além do apoio às despesas e passam pela reabilitação energética das habitações. </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma em cada cinco pessoas em Portugal (19%) não consegue pagar os recursos energéticos necessários para satisfazer as necessidades em casa. Este é um dos resultados do estudo “</span><span style="font-weight: 400;">Pobreza energética na Europa &#8211; Quem são os perdedores no nosso sistema energético?”</span><span style="font-weight: 400;">, divulgado, o mês passado, pela Fundação Friedrich Ebert Stiftung Portugal (FES), com base num inquérito à população, realizado no âmbito do <a href="https://genesys-project.eu/" target="_blank" rel="noopener">projeto europeu gEneSys</a>.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Miguel Macias Sequeira, parceiro científico neste projeto, envolvido no enquadramento para o contexto português, considera que o estudo permite aprofundar o conhecimento sobre as desigualdades associadas à pobreza energética.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Este estudo tem uma parte muito interessante que nos permite ter dados para comprovar o que já sabíamos pela experiência prática e pela investigação de outros países: pessoas mais idosas, com problemas de saúde ou portadoras de deficiência, e com níveis de educação mais baixos, acabam por estar mais expostas a estes factores de vulnerabilidade que levam à pobreza energética. Muitas vezes, estes grupos são os mais difíceis de alcançar pelas políticas [públicas], explica, à Edifícios e Energia, o investigador do Centro de Investigação em Ambiente e Sustentabilidade &#8211; CENSE, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (NOVA FCT). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No caso português, os resultados mostram que as mulheres com problemas de saúde mental que vivem em zonas rurais ou cidades de média dimensão constituem o grupo mais vulnerável, com uma incidência de 33%. Em contrapartida, o valor desce para 7% entre pessoas sem problemas de saúde mental, com níveis de escolaridade elevados e residentes em grandes cidades.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O estudo da FES comparou a situação em Portugal, França, Alemanha, Itália, Polónia e Suécia. Entre os países analisados, Portugal encontra-se entre aqueles onde a pobreza energética tem maior incidência. De forma geral, os resultados eram expectáveis, tendo em conta a recolha de dados destes indicadores por parte do Instituto Nacional de Estatística (INE). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante o Inverno, 15,7% da população não consegue manter a casa adequadamente aquecida, face a uma média da União Europeia próxima dos 8%. Na estação quente, 29,9% vive em habitações que não são confortavelmente frescas. Segundo o Observatório Nacional da Pobreza Energética, estes números traduzem-se numa estimativa entre 699 mil e 1,7 milhões de pessoas vivam em situação de pobreza energética.</span></p>
<h6><b>Situações de pobreza energética escondida</b></h6>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos últimos anos, a subida dos preços da energia e o aumento do custo de vida agravam as dificuldades, sobretudo entre as famílias com menores rendimentos. “Cada vez mais os consumidores procuram a DECO e pedem ajuda para analisarmos a sua fatura de energia, de forma a reduzir o valor total pago, por ter já um peso considerável nas despesas mensais”, refere Ingride Pereira, jurista da associação de defesa dos consumidores.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A pobreza energética não se mede apenas pela capacidade de pagar a factura da electricidade ou do gás. Há famílias que, apesar de conseguirem suportar as despesas energéticas, são obrigadas a reduzir o consumo para evitar encargos incomportáveis, abdicando, assim, de condições adequadas de conforto térmico. “Frequentemente, ouvimos testemunhos de consumidores que evitam ligar equipamentos de aquecimento no Inverno para não receberem uma conta de eletricidade elevada”, revela. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pedro Palma salienta também situações escapam aos indicadores tradicionais. “Portugal tem uma percentagem da população em pobreza energética que, na literatura, se chama pobreza energética escondida”, explica. O investigador do CENSE/NOVA FCT refere-se aos agregados familiares que consomem menos energia do que aquela de que necessitam, não por serem mais eficientes, mas porque não conseguem suportar os custos associados ao conforto térmico.</span></p>
<h6><b>Um problema também habitacional</b></h6>
<p><span style="font-weight: 400;">A ineficiência energética dos edifícios é uma das dimensões estruturais desta problemática. Pedro Palma salienta que “quase 70% dos edifícios foram construídos antes de regulamentação térmica”, que estabeleceu os requisitos térmicos na construção, em 1990. “Nas décadas de 60 e 70, há uma grande variabilidade de qualidade de construção. A prioridade claramente não era construir casas eficientes energeticamente, mas sim dar casas às pessoas. Especialmente nos centros urbanos, onde se verificou muita construção rápida”, explica. </span></p>
<p>Segundo os dados do último Inquérito às Condições de Vida e Rendimentos do INE, referentes a 2023, 29% da população portuguesa vive em habitações com problemas de infiltrações, humidade ou elementos apodrecidos.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">O investigador observa ainda que os certificados energéticos são sinal da ineficiência do parque habitacional português: entre 65% e 70% dos alojamentos têm classe energética C ou inferior, sendo que em edifícios existentes a classe C é a mínima exigida. Já os edifícios novos, isto é, construídos agora, tem de ter, pelo menos, a classe B-. “Grande parte das casas portuguesas estão abaixo dos requerimentos, do considerado </span><i><span style="font-weight: 400;">standard</span></i><span style="font-weight: 400;"> ideal para uma habitação”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Miguel Macias Sequeira identifica igualmente a qualidade do edificado como um dos factores determinantes para esta problemática, a par dos rendimentos e da eficiência dos equipamentos. “Não há como escapar. Se as pessoas têm pouco rendimento disponível, cortam nos custos e um dos que podem cortar é na energia. Mas é algo aplicável a todos os tipos de pobreza, quer seja pobreza económica, pobreza habitacional, pobreza energética. A qualidade do edificado e da falta de eficiência energética são duas peças importantes, e sabemos que em Portugal mais de dois terços dos edifícios não são eficientes”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A falta de equipamentos adequados de aquecimento e arrefecimento agrava as dificuldades, observa o investigador, acrescentando que a realidade em Portugal contrasta com a presença generalizada de aquecimento central em habitações e outros edifícios em países do Norte da Europa.</span></p>
<h6><b>Necessário renovar o parque habitacional </b></h6>
<p><span style="font-weight: 400;">A renovação do parque habitacional surge, assim, como uma medidas prioritárias. O isolamento térmico, a melhoria das coberturas e a substituição de janelas podem aumentar a eficiência energética das habitações, reduzindo as necessidades energéticas e a exposição das famílias às oscilações dos preços da energia. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“A combinação de baixos rendimentos, habitações com baixo desempenho energético e os custos elevados na energia constituem um fator de agravamento da situação de pobreza energética, por isso é urgente agir e intervir nas habitações sociais para melhorar o seu desempenho energético”, defende Ingride Pereira. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A jurista da DECO nota que as famílias portuguesas têm procurado apoios para melhorar a eficiência energética das suas habitações, nomeadamente substituir eletrodomésticos e janelas, “mas são confrontadas com burocracia e obstáculos”. Actualmente, não existe, nem se encontra anunciado, qualquer programa que permita ao consumidor aceder a apoio para a renovação e reabilitação energética da sua habitação, sublinha. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pedro Palma acredita que, embora seja difícil de implementar, a renovação do edificado é das soluções maior impacto a longo prazo. “É uma medida que nos dá resultados duradouros porque permite reduzir as necessidades energéticas, ao mesmo tempo que se reduz também a dependência dos preços de energia”, explica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Todavia, estas intervenções no edificado devem ser acompanhada por financiamento público e capacidade de execução no terreno. O investigador concluíu, no âmbito da sua investigação de douturamento, que a renovação do parque habitacional de famílias em situação de pobreza energética exigiria cerca de 10 mil milhões de euros, mesmo num cenário de menor custo para o conjunto dos edifícios considerados.</span></p>
<h6><b>Apoios nem sempre chegam a quem precisa</b></h6>
<p><span style="font-weight: 400;">No último processamento automático da tarifa social de energia o número de beneficiários ultrapassou os 800 mil, sendo que a maioria beneficia da tarifa de energia elétrica, revelou, em Agosto, a Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para Ingride Pereira, a adesão crescente a este instrumento de proteção social e de apoio às famílias com menores rendimentos “é reveladora da dimensão das dificuldades económicas que afetam muitos consumidores e da necessidade de manter e reforçar mecanismos de apoio à população mais vulnerável”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora a tarifa social de energia permita reduzir o peso da factura para as famílias elegíveis, não resolve, por si só, o problema da pobreza energética, alerta a jurista da DECO. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“A pobreza energética não afeta apenas os consumidores economicamente vulneráveis, mas também muitos outros que, atendendo a distintos fatores, não têm ainda mecanismos para participar na transição energética”, sublinha. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por outro lado, apesar da existência de instrumentos de apoio, persistem obstáculos à sua utilização pelas famílias mais vulneráveis. A DECO tem acompanhado, ao longo dos últimos anos, programas como o Programa de Apoio Edifícios Mais Sustentáveis e o Vale Eficiência, geridos pelo Fundo Ambiental. Do contacto com os consumidores, a associação identifica dificuldades relacionadas com a burocracia, os atrasos na análise das candidaturas e a necessidade de adiantar dinheiro para realizar as intervenções.</span></p>
<h6><b>Famílias não conseguem suportar os custos iniciais </b></h6>
<p><span style="font-weight: 400;">Pedro Palma identifica as barreiras semelhantes. Os agregados familiares em situação de pobreza energética não dispõem de poupanças que lhes permitam suportar o investimento inicial, mesmo quando existe a possibilidade de serem reembolsadas posteriormente. “</span><span style="font-weight: 400;">Há uma boa prática que já tem vindo a ser adoptada noutros países que são os </span><i><span style="font-weight: 400;">vouchers</span></i><span style="font-weight: 400;"> de fundo de perdido, ou seja, a 100%. Caro que depois pode haver uma diferenciação, e as pessoas em maior vulnerabilidade têm um apoio maior, a nível percentual e do valor absoluto”</span><span style="font-weight: 400;">, afirma.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Miguel Macias Sequeira chama a atenção para a diferença entre os resultados dos programas dirigidos à população em geral com vista à transição energética e os que procuram apoiar especificamente as famílias em pobreza energética. &#8220;O Vale Eficiência, especificamente dirigido a famílias em pobreza energética, com a tarifa social da eletricidade, tinha disponíveis, na última fase, 100 milhões de euros, mas só foram gastos cerca de 30 milhões”, nota o investigador. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de ter admitido a existência de falhas e a introdução de alterações ao programa, o Governo acabou por cancelar a atribuição dos vales de apoio para mudar janelas, colocar bombas de calor ou instalar dispositivos de eficiência hídrica, deixando 28 mil candidaturas consideradas elegíveis sem resposta. Tal como foi noticiado em Fevereiro,o Ministério do Ambiente e Energia justificou a decisão com fraca execução do programa e o prazo limitado para cumprir a meta prevista no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), até 30 de Junho de 2026.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já o programa E-Lar distribuiu mais de 66 milhões de euros para apoiar a compra de equipamentos elétricos, mas apenas um terço destas verbas chegou às mãos de beneficiários da tarifa social de energia, revelou, recentemente, o</span><i><span style="font-weight: 400;"> Jornal de Notícias. </span></i><span style="font-weight: 400;"> Mas afinal, o que é que pode explicar este desfasamento? </span></p>
<h6><b>Falta de apoio e processos complexos afastam candidatos</b></h6>
<p><span style="font-weight: 400;">Miguel Macias Sequeira considera que os procedimentos demasiado complexos, a falta de informação e a insuficiência de apoio durante o processo ajudam a explicar a reduzida execução dos programas. “Sabemos que não é por falta de necessidade das pessoas, nem por falta de interesse. Mas é realmente por causa destas barreiras que tornam o acesso mais difícil. É preciso que as pessoas saibam o que é que podem usufruir e que consigam ter o apoio necessário para fazer a candidatura”, acrescenta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A questão é também social. Idosos, pessoas com problemas de saúde ou portadoras de deficiência, pessoas com baixos níveis de escolaridade e que residem em zonas rurais podem enfrentar maiores dificuldades no acesso. Isto porque a baixa literacia digital e energética, a distância aos serviços e a falta de recursos financeiros tornam mais difícil iniciar e acompanhar uma candidatura.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Este grupo de pessoas vulneráveis que a FES identificou no estudo não serão os primeiros a ir a um portal </span><i><span style="font-weight: 400;">online</span></i><span style="font-weight: 400;">, fazer uma candidatura complexa e a coordenar toda uma instalação na sua casa”, observa o investigador do CENSE/NOVA FCT.</span></p>
<h6><b>A importância de chegar às pessoas no terreno</b></h6>
<p><span style="font-weight: 400;">A intervenção de proximidade é, por isso, um dos pontos centrais da resposta defendida pelo investigador do CENSE. Mais do que disponibilizar financiamento, é necessário identificar as famílias, explicar-lhes as possibilidades de apoio e acompanhá-las durante todo o processo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“É preciso recursos no terreno que saibam quem é que são as pessoas que podem beneficiar deste apoio”, defende Miguel Macias Sequeira, apontando as instituições particulares de solidariedade social (IPSS), as associações de moradores, as juntas de freguesia e as agências de energia como potenciais parceiros. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O CENCE tem desenvolvido iniciativas nesse sentido &#8211; tal como o <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/locatee-cruzar-dados-para-descobrir-em-que-habitacoes-se-esconde-a-pobreza-energetica/" target="_blank" rel="noopener">LOCATEE</a>. Anteriormente, criou um projecto na Baixa da Banheira e no Vale da Amoreira, na Moita, em Setúbal, em colaboração com a Unidade de Saúde Familiar  Querer Mais e uma agência de energia local. A iniciativa procurou identificar pessoas com necessidades energéticas através de profissionais de saúde, num contexto em que já existia uma relação de confiança com a população.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Realizámos essa tentativa de identificar as pessoas [em vulnerabilidade energética] num sítio onde elas já vão normalmente e onde existe pessoas em quem confiam, neste caso os profissionais de saúde que lhes prestam apoio. Na altura, conseguímos identificar 70 pessoas”, relata. Nem todas, porém, conseguiram obter uma resposta suficiente para as suas necessidades, devido à falta de financiamento adequado ou à inexistência de soluções que pudessem ser implementadas naquele momento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A intenção é aproximar o conhecimento sobre as necessidades concretas das populações dos processos de decisão. Já Pedro Palma alerta ainda para a necessidade de melhorar a comunicação das estruturas de apoio já existentes. «</span><span style="font-weight: 400;">Existem mais de 120 espaços de energia pelo país, mas muitos deles estão ainda inactivos. É preciso investir em recursos humanos e formar intermediários. Este é todo um processo que vai desde os fundos que existem à escala nacional, até à distribuição desses fundos a nível local. Para isso é necessário existir um ecossistema de partilha, e activar as infraestruturas que já existem”. </span></p>
<h6><b>Reduzir o IVA e apostar no autoconsumo e nas comunidades energéticas </b></h6>
<p><span style="font-weight: 400;">A DECO defende, entre outras medidas, a aplicação da taxa reduzida de IVA. Por agora essa redução existe com limitações, nota Ingride Pereira. Desde janeiro de 2025, passou a aplicar-se a taxa mínima de IVA (6%) para os consumidores cuja potência contratada não exceda 6,9 kVa, apenas nos primeiros 200 kWh consumidos e 300 kWh no caso de famílias numerosas. “Continuaremos a reivindicar a aplicação da taxa mínima de IVA em todas as componentes da factura de energia e sem limitações de consumo, o que representará um alívio significativo para os consumidores portugueses, tornando a eletricidade mais acessível e impulsionando a transição energética para fontes mais limpas”, adverte.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por outro lado, a associação defende a implementação de programas, apoios e facilidades de financiamento, os chamados “créditos verdes”, com condições suficientemente acessíveis, para todos aqueles que pretendam melhorar a eficiência energética das suas casas, resume a jurista. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Miguel Macias Sequeira acrescenta a importância de diversificar as respostas energéticas, através do autoconsumo de energia solar, das comunidades de energia renovável (CER) e da mudança de comercializador, sem perder de vista a necessidade de renovar o edificado e de garantir capacidade técnica para executar as medidas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A<em> Edifícios e Energia</em> solicitou uma entrevista </span><span style="font-weight: 400;">à Equipa para os Consumidores de Energia Vulneráveis da DGEG,</span><span style="font-weight: 400;"> para contextualizar a problemática da pobreza energética em Portugal, incluindo o enquadramento das políticas públicas e medidas actualmente em vigor. No entanto, o pedido foi recusado. </span></p>
<p>Fotografia de destaque: © Shutterstock</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
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		<title>75 anos de TROX: o futuro continua no ar</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/conteudos-patrocinados/75-anos-de-trox-o-futuro-continua-no-ar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Edifícios e Energia]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Oct 2026 16:27:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Conteúdos Patrocinados]]></category>
		<category><![CDATA[GRUPO CONTIMETRA | SISTIMETRA]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Há aniversários que assinalam uma data. Outros permitem olhar para trás, reconhecer quem fez o caminho e perceber por que razão uma ideia continua atual 75 anos depois. ...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Uma história de engenharia, pessoas e gerações que a <strong>CONTIMETRA SISTIMETR</strong>A acompanha, em Portugal, desde 1966.</em></p>



<div style="height:46px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Há aniversários que assinalam uma data. Outros permitem olhar para trás, reconhecer quem fez o caminho e perceber por que razão uma ideia continua atual 75 anos depois.</strong></p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h6 class="wp-block-heading"><strong>1951 — Quando o ar começou a ganhar forma</strong></h6>



<p class="wp-block-paragraph">A <strong>TROX</strong> nasceu em 1951, em Neukirchen-Vluyn, na Alemanha, pelas mãos dos irmãos Heinrich e Friedrich Trox. Eram sete pessoas a trabalhar num espaço de cerca de 110 m², instalado no terreno da família, dedicadas à produção de grelhas de ventilação. Num tempo em que a qualidade do ar interior estava longe de ocupar o lugar que hoje tem na engenharia dos edifícios, começava ali uma especialização que acabaria por acompanhar — e muitas vezes antecipar — a evolução do setor.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="663" height="1024" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/10/edificiotrox-663x1024.jpg" alt="" class="wp-image-38413" style="aspect-ratio:0.6474697846051786;width:327px;height:auto" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/10/edificiotrox-663x1024.jpg 663w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/10/edificiotrox-194x300.jpg 194w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/10/edificiotrox-768x1187.jpg 768w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/10/edificiotrox-994x1536.jpg 994w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/10/edificiotrox.jpg 1008w" sizes="(max-width: 663px) 100vw, 663px" /></figure>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h6 class="wp-block-heading">Uma história que atravessa gerações</h6>



<p class="wp-block-paragraph">O crescimento da <strong>TROX</strong> não se explica apenas por novos produtos ou pela expansão internacional. Explica-se também pela continuidade de uma visão. O legado familiar passou para as gerações seguintes, incluindo Karl e Heinz Trox, e, mais tarde, encontrou na Heinz Trox Foundation uma forma de preservar a independência, os valores e a orientação de longo prazo da empresa. Ao longo desse percurso houve crescimento, transformação e também períodos mais exigentes. Uma história que enfrentou desafios, dificuldades e obstáculos mas que valorizou sempre as pessoas e a sua capacidade de evoluir sem perder o propósito.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h6 class="wp-block-heading"><strong>1966 — duas histórias que passaram a caminhar juntas</strong></h6>



<p class="wp-block-paragraph">Em Portugal, a história da <strong>TROX</strong> cruza-se com a do <strong>Grupo CONTIMETRA / SISTIMETRA</strong>, pelas mãos do seu fundador Eng. Gama Caldas.  Em  Março1966, iniciou-se uma parceria que se mantém até hoje e que atravessou gerações. Duas empresas com raízes familiares, unidas por uma relação que não ficou presa às pessoas que a iniciaram, mas foi sendo renovada por quem lhes sucedeu.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h6 class="wp-block-heading"><strong>O que permaneceu foi a confiança; o que evoluiu foi a engenharia.</strong></h6>



<p class="wp-block-paragraph">Ao longo de seis décadas de colaboração, a relação entre a <strong>TROX</strong> e a <strong>CONTIMETRA SISTIMETRA</strong> foi construída sobre conhecimento técnico,  proximidade ao mercado e procura das melhores soluções para cada projeto. Projetistas, instaladores, engenheiros e donos de obra conhecem bem essa evolução: do domínio da difusão e distribuição do ar para uma abordagem cada vez mais integrada, onde conforto, eficiência energética, acústica, controlo e qualidade do ar interior fazem parte do mesmo problema de engenharia.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="307" height="230" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/10/familiaContimetra.jpg" alt="" class="wp-image-38415" style="width:369px;height:auto" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/10/familiaContimetra.jpg 307w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/10/familiaContimetra-300x225.jpg 300w" sizes="(max-width: 307px) 100vw, 307px" /></figure>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h6 class="wp-block-heading"><strong>Do domínio do ar à qualidade dos ambientes</strong></h6>



<p class="wp-block-paragraph">Se no início a <strong>TROX</strong> começou por dar forma e direção ao ar através de grelhas de ventilação, hoje o desafio é muito mais vasto. Os edifícios são chamados a consumir menos energia, a responder de forma inteligente à ocupação e, simultaneamente, a proporcionar ambientes interiores mais saudáveis, confortáveis e seguros. Isso exige componentes, sistemas, controlo e conhecimento aplicado ao projeto como um todo. A evolução tecnológica muda a escala da resposta, mas mantém uma ideia essencial: o ar não é apenas uma variável técnica. É uma condição de bem-estar para as pessoas que habitam os espaços.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h6 class="wp-block-heading"><strong>75 anos celebrados com os olhos postos no futuro</strong></h6>



<p class="wp-block-paragraph">A 18 de setembro de 2026, a <strong>TROX</strong> reuniu cerca de 200 clientes, parceiros, fornecedores e representantes internacionais numa celebração institucional a bordo de um navio no Reno, na região de Düsseldorf. Nos discursos, passado, presente e futuro surgiram ligados pela mesma linha: reconhecer a origem, compreender a dimensão alcançada e continuar a preparar a empresa para os desafios que vêm a seguir. No dia seguinte, a celebração regressou à casa da <strong>TROX</strong>, em Neukirchen-Vluyn, desta vez dedicada aos colaboradores e às suas famílias — outra forma de colocar as pessoas no centro do aniversário.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/10/Contimetra75anos1-1-1024x576.png" alt="" class="wp-image-38418" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/10/Contimetra75anos1-1-1024x576.png 1024w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/10/Contimetra75anos1-1-300x169.png 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/10/Contimetra75anos1-1-768x432.png 768w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/10/Contimetra75anos1-1.png 1200w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">António Sampaio (esquerda), Udo Yung  e <br>Thomas Mosbacher (ao centro) Executive Board of Trox SE, Cristina Caldas (direita)</figcaption></figure>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h6 class="wp-block-heading">Um balão para tornar visível aquilo que não se vê</h6>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os símbolos escolhidos para os 75 anos, nenhum traduz melhor a história da <strong>TROX</strong> do que o balão de ar quente criado para a ocasião. O ar é, por natureza, invisível; o balão transforma-o em presença, movimento e direção. Ao elevar-se, associa ainda esse elemento à visão de futuro, à inovação, à capacidade de ultrapassar fronteiras e à ambição de chegar mais longe. Não é apenas uma imagem comemorativa: é uma metáfora particularmente feliz para uma empresa cuja atividade sempre viveu de estudar, controlar e melhorar algo que não vemos, mas sentimos todos os dias.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h6 class="wp-block-heading"><strong>O futuro continua a passar pelo ar — e pelas pessoas</strong></h6>



<p class="wp-block-paragraph">É difícil antecipar como serão os edifícios daqui a 25 ou 50 anos. Mas é muito mais fácil identificar os princípios que deverão orientar essa evolução: melhor qualidade do ambiente interior, utilização mais eficiente da energia, sistemas capazes de se adaptar às necessidades reais e uma engenharia cada vez mais integrada. A tecnologia continuará a mudar; a responsabilidade de criar melhores ambientes para as pessoas permanecerá.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>É com esse sentido de continuidade que o Grupo CONTIMETRA / SISTIMETRA assinala os 75 anos da TROX e, em 2026, 60 anos de parceria entre as duas empresas. Às gerações que agora recebem este legado cabe algo igualmente importante: preservá-lo, fazê-lo evoluir e continuar a colocar a engenharia ao serviço das pessoas.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-center has-black-color has-text-color has-link-color has-small-font-size wp-elements-1 wp-block-paragraph"><strong><em>Conteúdo com o apoio </em></strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="979" height="551" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/03/GrupoContimetraSistimetraLogo.png" alt="" class="wp-image-35102" style="width:159px;height:auto" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/03/GrupoContimetraSistimetraLogo.png 979w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/03/GrupoContimetraSistimetraLogo-300x169.png 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/03/GrupoContimetraSistimetraLogo-768x432.png 768w" sizes="(max-width: 979px) 100vw, 979px" /></figure>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-alpha-channel-opacity has-background is-style-wide" style="background-color:#07a1a6;color:#07a1a6"/>



<p class="has-text-align-center has-black-color has-text-color has-link-color has-small-font-size wp-elements-2 wp-block-paragraph"><strong><em>O texto acima é da inteira responsabilidade das empresas/entidades em causa</em></strong></p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/conteudos-patrocinados/75-anos-de-trox-o-futuro-continua-no-ar/">75 anos de TROX: o futuro continua no ar</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
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		<title>Geoterme lança novo episódio do podcast “Edifícios Prá Vida” dedicado à visão do Engenheiro</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/conteudos-patrocinados/geoterme-lanca-novo-episodio-do-podcast-edificios-pra-vida-dedicado-a-visao-do-engenheiro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Edifícios e Energia]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Oct 2026 11:59:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Conteúdos Patrocinados]]></category>
		<category><![CDATA[geoterme]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O quarto episódio da série analisa o papel da engenharia na transformação dos edifícios em espaços mais inteligentes, eficientes, sustentáveis e centrados nas pessoas. ...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>O quarto episódio da série analisa o papel da engenharia na transformação dos edifícios em espaços mais inteligentes, eficientes, sustentáveis e centrados nas pessoas</strong>.</p>



<div style="height:46px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph">A <strong><a href="https://www.geoterme.com/" data-type="link" data-id="https://www.geoterme.com/" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">Geoterme</a></strong> acaba de lançar o quarto episódio do <a href="https://www.geoterme.com/infosharepoint/podcast/" data-type="link" data-id="https://www.geoterme.com/infosharepoint/podcast/" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">podcast <strong>“Edifícios Prá Vida”</strong></a>, uma série dedicada ao futuro dos edifícios de serviços e à forma como a tecnologia, a eficiência energética e a gestão dos recursos podem contribuir para espaços mais sustentáveis, eficientes e preparados para responder às necessidades dos seus utilizadores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Intitulado<strong>“A Visão do Engenheiro”</strong>, o novo episódio coloca a engenharia no centro da reflexão sobre o desempenho dos edifícios e sobre a necessidade de integrar sistemas, equipamentos e dados numa estratégia coerente, capaz de melhorar a eficiência operacional, o conforto e a qualidade dos espaços.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Depois de abordar as perspectivas do legislador, do fabricante e do promotor, o podcast passa agora para a visão de quem tem a responsabilidade de transformar objectivos de sustentabilidade e desempenho em soluções técnicas concretas. Os episódios anteriores contaram com a participação de <strong>Rui Fragoso, responsável pela Direção de Edifícios e Eficiência de Recursos da ADENE; Miguel Rangel, director da área de Smart Infrastructure – Buildings da Siemens Portugal</strong>; e <strong>Mathias Bresson, da equipa de ESG da CBRE</strong>. </p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h6 class="wp-block-heading">Da concepção à operação dos edifícios</h6>



<p class="wp-block-paragraph">Neste episódio, a conversa centra-se na importância da engenharia para assegurar que as diferentes componentes de um edifício funcionam de forma integrada. Mais do que instalar tecnologia, o desafio passa por garantir que os sistemas comunicam entre si, respondem às necessidades reais do edifício e contribuem para uma utilização mais racional da energia e da água.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A monitorização, a automação e a análise de dados assumem, neste contexto, uma importância crescente. Ao permitirem conhecer o funcionamento dos equipamentos e identificar consumos, desvios ou oportunidades de optimização, estas ferramentas ajudam a apoiar decisões técnicas mais informadas e uma gestão mais eficiente ao longo do ciclo de vida do edifício.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O episódio reflecte ainda sobre o papel do engenheiro na articulação entre as exigências regulamentares, os objectivos de descarbonização, a viabilidade técnica das soluções e as necessidades concretas dos proprietários, gestores e utilizadores.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/10/Episodio3LuisMalheiro-2-1024x576.png" alt="" class="wp-image-38407" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/10/Episodio3LuisMalheiro-2-1024x576.png 1024w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/10/Episodio3LuisMalheiro-2-300x169.png 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/10/Episodio3LuisMalheiro-2-768x432.png 768w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2026/10/Episodio3LuisMalheiro-2.png 1200w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h6 class="wp-block-heading">Edifícios que contribuem para uma vida melhor</h6>



<p class="wp-block-paragraph">Com o podcast <strong>“Edifícios Prá Vida”</strong>, a <strong>Geoterme</strong> pretende promover uma reflexão alargada sobre a evolução dos edifícios de serviços e o impacto que estes têm na sociedade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A série parte da ideia de que um edifício deve ser entendido como um organismo vivo, capaz de adaptar o seu funcionamento às condições reais de utilização e de conciliar o uso eficiente da energia e da água com a saúde, o conforto e a produtividade dos ocupantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao reunir diferentes intervenientes do sector, desde a regulamentação e a indústria até à promoção imobiliária e à engenharia, o podcast procura mostrar que a transformação dos edifícios depende de uma abordagem integrada e da colaboração entre diversas áreas de conhecimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>“Edifícios Prá Vida”</strong> é um podcast para quem acredita que os edifícios devem ser pensados, geridos e otimizados em função das pessoas e do planeta<strong>.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O quarto episódio já se já está disponível em <a href="http://www.geoterme.com/" target="_blank" rel="noopener"><strong>www.geoterme.com</strong></a> e nas <a href="https://open.spotify.com/show/033dciqvLMG5vdZkm8w8gd?si=8225b211d15b427b" data-type="link" data-id="https://open.spotify.com/show/033dciqvLMG5vdZkm8w8gd?si=8225b211d15b427b" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">plataformas de streaming Spotify</a> e <a href="https://www.youtube.com/@Edif%C3%ADciosPr%C3%A1Vida" data-type="link" data-id="https://www.youtube.com/@Edif%C3%ADciosPr%C3%A1Vida" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">Youtube Podcasts</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-center has-black-color has-text-color has-link-color has-small-font-size wp-elements-3 wp-block-paragraph"><strong><em>Conteúdo com o apoio </em></strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="717" height="113" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/03/logogeoterme.png" alt="" class="wp-image-26303" style="width:159px;height:auto" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/03/logogeoterme.png 717w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/03/logogeoterme-300x47.png 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/03/logogeoterme-610x96.png 610w" sizes="(max-width: 717px) 100vw, 717px" /></figure>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-alpha-channel-opacity has-background is-style-wide" style="background-color:#07a1a6;color:#07a1a6"/>



<p class="has-text-align-center has-black-color has-text-color has-link-color has-small-font-size wp-elements-4 wp-block-paragraph"><strong><em>O texto acima é da inteira responsabilidade das empresas/entidades em causa</em></strong></p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/conteudos-patrocinados/geoterme-lanca-novo-episodio-do-podcast-edificios-pra-vida-dedicado-a-visao-do-engenheiro/">Geoterme lança novo episódio do podcast “Edifícios Prá Vida” dedicado à visão do Engenheiro</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
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		<title>ENEFIRST+ testa como tornar a eficiência energética uma prioridade nos edifícios, redes elétricas e planos municipais</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/enefirst-testa-como-tornar-a-eficiencia-energetica-uma-prioridade-nos-edificios-redes-eletricas-e-planos-municipais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ines Malhado]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Oct 2026 09:28:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://edificioseenergia.pt/?p=38397</guid>

					<description><![CDATA[<p>A redução dos consumos de energia nem sempre ocupa um lugar central no planeamento das infra-estruturas e outras decisões de investimento. O projecto europeu ENEFIRST+ está a testar como alterar esta lógica, com oito casos-piloto em quatro países para demonstrar como o princípio da prioridade à eficiência energética pode ser aplicado aos edifícios, às redes eléctricas, ao aquecimento e arrefecimento e à gestão da procura.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><b>A redução dos consumos de energia nem sempre ocupa um lugar central no planeamento das infra-estruturas e outras decisões de investimento. O projecto europeu ENEFIRST+ está a testar como alterar esta lógica, com oito casos-piloto em quatro países para demonstrar como o princípio da prioridade à eficiência energética pode ser aplicado aos edifícios, às redes eléctricas, ao aquecimento e arrefecimento e à gestão da procura.</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Descarbonizar os sistemas energéticos europeus não depende, apenas, da substituição de combustíveis fósseis por fontes renováveis ou da modernização das infra-estruturas que já existem. Esta transição exige também uma mudança na forma como se identificam as necessidades energéticas e se decidem os investimentos necessários para lhes dar resposta. É neste contexto que ganha relevância o princípio de <em>e</em></span><em><span style="font-weight: 400;">nergy efficiency first</span></em><span style="font-weight: 400;"> (EE1st, na sigla em inglês), ou princípio da prioridade à eficiência energética. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Este princípio &#8211; consagrado na legislação europeia &#8211; pressupõe que a redução da procura de energia e as soluções de eficiência energética sejam consideradas </span>desde as fases iniciais do planeamento, <b>antes de se decidir investir em novas capacidades de produção, redes ou outras infra-estruturas. </b><span style="font-weight: 400;">A sua aplicação tem vindo a ser testada pelo <a href="https://ee1st.eu/" target="_blank" rel="noopener">ENEFIRST+</a>, projecto europeu que procura então aproximar o enquadramento legislativo das decisões tomadas por entidades públicas, operadores energéticos e outros intervenientes do sector. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde Novembro de 2023 que o ENEFIRST+ testou metodologias e instrumentos para aplicar este princípio em <a href="https://ee1st.eu/resources/the-8-enefirst-pilot-cases-at-a-glance/" target="_blank" rel="noopener">oito casos-piloto</a> na Croácia, Grécia, Itália e Polónia. O objectivo é garantir que a eficiência energética é avaliada em condições que são comparáveis com outras alternativas a investimentos do lado da oferta. Para determinar se essa opção é preferível, é necessário comparar os custos, benefícios e efeitos a longo prazo. Por outras palavras, o projecto está a testar, na prática, que metodologias podem permitir perceber se, por exemplo, uma medida de redução do consumo vai adiar ou redimensionar um investimento, diminuir os custos ou os riscos associados à evolução da procura. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A iniciativa &#8211; coordenada pelo Instituto para a Política Europeia de Energia e Clima (IEECP) &#8211; partiu de desafios identificados pelo próprio sector, nomeadamente o facto de as decisões de investimento serem frequentemente tomadas por entidades diferentes, com responsabilidades e critérios de avaliação próprios. Além disso, os benefícios da eficiência energética podem distribuir-se por vários intervenientes, enquanto os custos iniciais recaem sobre uma entidade específica.</span></p>
<h6><b>Como é que surgiu o EE1st? </b></h6>
<p><span style="font-weight: 400;">O princípio da prioridade à eficiência energética não é novo no quadro legislativo europeu, uma vez que já estava contemplado no Regulamento (UE) 2018/1999, criado para garantir que a União Europeia cumpre com os objetivos energéticos e climáticos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Foi reforçado, em 2023, com a reformulação da directiva da eficiência energética, cujo artigo 3.º estabelece que os Estados-Membros devem assegurar que o princípio EE1st é considerado nas decisões de planeamento, de política e de investimento nos sectores energético e não energético. Na prática, isto significa que, antes de decidir construir ou ampliar uma infra-estrutura, importa avaliar se existem alternativas capazes de garantir uma utilização mais eficiente da energia. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já </span><span style="font-weight: 400;">em Março deste ano, a Comissão Europeia adoptou uma nova recomendação  com orientações para criar metodologias de análise custo-benefício. Num momento em que urge cumprir as políticas de eficiência energética por toda a Europa, o desafio passa, agora, por assegurar que estas metodologias são utilizadas nos processos de decisão e não permanecem apenas como instrumentos de orientação.</span></p>
<h6><b>Oito casos-piloto para integrar a eficiência energética </b></h6>
<p><span style="font-weight: 400;">Em <a href="https://ee1st.eu/resources/embedding-the-ee1st-principle-into-secaps-findings-from-the-enefirst-plus-italian-pilot-case/" target="_blank" rel="noopener">Itália</a>, um dos casos-piloto focou-se na integração do princípio EE1st nos planos locais de energia e clima (conhecidos como SECAP). Segundo o IEECP, a análise procurou perceber até que ponto o princípio já se reflectia nos planos municipais, neste caso da cidade de Nápoles, e de que forma podia passar de referências genéricas para critérios explícitos na selecção e priorização das medidas de mitigação e adaptação às alterações climáticas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A experiência italiana mostrou que muitos destes planos locais já incluem medidas favoráveis, nomeadamente no que toca aos edifícios e à mobilidade, mas nem sempre resultam na aplicação concreta do princípio EE1st. Os resultados evidenciaram que a existência de um plano climático não garante, por si só, que a eficiência energética seja utilizada como um critério transversal de decisão. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já na <a href="https://ee1st.eu/resources/applying-energy-efficiency-first-in-transmission-grid-planning-and-cost-benefit-analysis-findings-from-the-enefirst-plus-croatian-pilot-case/" target="_blank" rel="noopener">Croácia</a>, o projecto avaliou a aplicação do princípio ao planeamento da rede de transporte de electricidade. A análise de um projecto de revitalização de uma linha de 220 kV permitiu testar uma metodologia de análise custo-benefício usada pelo operador croata HOPS. A experiência mostrou que a aplicação do EE1st não exclui a expansão ou modernização das redes, mas procura assegurar que as decisões são tomadas após a avaliação das alternativas relevantes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na <a href="https://ee1st.eu/resources/implementing-ee1st-in-heating-and-cooling-plans-findings-from-the-enefirst-plus-greek-pilot-case/" target="_blank" rel="noopener">Grécia</a>, o foco esteve nos planos de aquecimento e arrefecimento do edificado. A metodologia usada comparou soluções tecnológicas e medidas de eficiência energética, tendo em conta os respectivos custos e benefícios. Mais uma vez, os resultados apontaram para um desempenho favorável de várias soluções de eficiência energética, com destaque para as bombas de calor aerotérmicas, bem como outros soluções que integram sistemas fotovoltaicos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A abordagem desenvolvida na Grécia reforçou, assim, ser preciso avaliar as necessidades térmicas dos edifícios e as diferentes combinações tecnológicas possíveis antes de definir as opções de fornecimento de energia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por sua vez, um dos casos-piloto na <a href="https://ee1st.eu/resources/getting-small-end-users-part-of-demand-side-response-findings-from-the-enefirst-plus-polish-pilot-case/" target="_blank" rel="noopener">Polónia</a> centrou-se na participação dos pequenos consumidores em mecanismos de resposta da procura. Estes permitem ajustar o consumo às necessidades do sistema e podem constituir um recurso adicional para a gestão energética. A experiência polaca procurou identificar formas de ultrapassar barreiras à participação dos consumidores, sobretudo agregados familiares e outros pequenos utilizadores, para demonstrar que a flexibilidade do lado da procura também deve ser considerada no planeamento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O ENEFIRST+ deverá terminar no final deste mês. O IEECP espera que o projecto sirva para replicar as metodologias utilizadas nos casos-piloto noutros países europeus. Todavia, apesar de fornecerem uma base comum, a sua aplicação irá sempre depender dos enquadramentos regulatórios locais, das características dos sistemas energéticos, da capacidade das entidades públicas e dos mecanismos de financiamento disponíveis. </span></p>
<h6><b>O que está a impedir a aplicação do princípio?</b></h6>
<p><span style="font-weight: 400;">As experiências dos casos-piloto apontam para barreiras que ultrapassam a dimensão tecnológica, aponta o IEECP. Uma das dificuldades na aplicação do EE1st consiste na disponibilidade de informação, uma vez que comparar alternativas exige dados sobre consumos, custos, desempenho energético, evolução da procura e impactes ambientais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por outro lado, os diferentes benefícios nem sempre são considerados pela mesma entidade. Isto é, apesar dos benefícios para os consumidores, estas medidas de eficiência energética nem sempre são aprovadas se o seu valor global for superior ao benefício financeiro recebido por quem suporta o investimento inicial.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A fase final do ENEFIRST+ foi assinalada <a href="https://ieecp.org/2026/10/08/energy-efficiency-first-seeding-change-and-maximising-multiple-impacts-after-event-materials-enefirst-plus-and-seed-micat/" target="_blank" rel="noopener">num encontro</a>, em Bruxelas, no início deste mês, em que foram discutidos resultados e a importância de avaliar os múltiplos benefícios da eficiência energética. Para avaliar o impacto do projecto, o próximo passo será acompanhar a incorporação das metodologias nos procedimentos das entidades responsáveis, a revisão dos planos, a aprovação de medidas e os resultados obtidos com a sua execução. </span></p>
<p>Fotografia de destaque: © Pexels</p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/enefirst-testa-como-tornar-a-eficiencia-energetica-uma-prioridade-nos-edificios-redes-eletricas-e-planos-municipais/">ENEFIRST+ testa como tornar a eficiência energética uma prioridade nos edifícios, redes elétricas e planos municipais</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
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