<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Pesquisou por biomassa - Edificios e Energia</title>
	<atom:link href="https://edificioseenergia.pt/search/biomassa/feed/rss2/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://edificioseenergia.pt/</link>
	<description>A Revista especializada de referência nos sectores de AVAC, eficiência energética, materiais de construção e edifícios.</description>
	<lastBuildDate>Tue, 10 Mar 2026 18:58:18 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-PT</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.0</generator>

<image>
	<url>https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2019/02/cropped-icon_001-32x32.png</url>
	<title>Pesquisou por biomassa - Edificios e Energia</title>
	<link>https://edificioseenergia.pt/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>APIRAC sobre PNRE: “Todas as tecnologias disponíveis são necessárias” </title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/apirac-sobre-pnre-todas-as-tecnologias-disponiveis-sao-necessarias/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rita Galego]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Mar 2026 17:37:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[apirac]]></category>
		<category><![CDATA[bombas de calor]]></category>
		<category><![CDATA[edifícios]]></category>
		<category><![CDATA[epbd]]></category>
		<category><![CDATA[PNRE]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://edificioseenergia.pt/?p=35046</guid>

					<description><![CDATA[<p>A Edifícios e Energia está a recolher opiniões sobre a estratégia portuguesa para dar resposta aos edifícios carbono zero. A APIRAC - Associação Portuguesa das Empresas dos Setores Térmico, Energético, Eletrónico e do Ambiente, que representa grande parte do sector, deixa-nos aqui vários alertas: “todas as tecnologias disponíveis são necessárias e as bombas de calor são essenciais para a transição da UE para a energia limpa”. Para esta associação, “o apoio financeiro é crucial”. </p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/apirac-sobre-pnre-todas-as-tecnologias-disponiveis-sao-necessarias/">APIRAC sobre PNRE: “Todas as tecnologias disponíveis são necessárias” </a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A proposta do Plano Nacional de Renovação de Edifícios (PNRE) esteve em consulta pública até meados de Fevereiro. O documento, coordenado pela ADENE – Agência para a Energia no âmbito da transposição da Directiva sobre o Desempenho Energético dos Edifícios (EPBD), visa alinhar Portugal com as metas europeias de descarbonização, estabelecendo metas, necessidades de investimento e medidas para promover a renovação do parque edificado e alcançar as zero emissões até 2050. </strong></p>
<p><span data-contrast="none">A </span><i><span data-contrast="none">Edifícios e Energia</span></i><span data-contrast="none"> está a recolher opiniões sobre a estratégia portuguesa para dar resposta aos edifícios carbono zero. A APIRAC &#8211; Associação Portuguesa das Empresas dos Setores Térmico, Energético, Eletrónico e do Ambiente, que representa grande parte do sector, deixa-nos aqui vários alertas: “todas as tecnologias disponíveis são necessárias e as bombas de calor são essenciais para a transição da UE para a energia limpa”. Para esta associação, “o apoio financeiro é crucial”.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:0,&quot;335551620&quot;:0,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="none">Hoje, apresentamos na íntegra a posição da APIRAC sobre a proposta do PNRE:</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:0,&quot;335551620&quot;:0,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="none">“No âmbito da transposição da diretiva relativa ao desempenho energético dos edifícios (EPBD), a qual deverá ser transposta até 29 de maio de 2026, os Estados-Membros devem implementar o Plano Nacional de Renovação de Edifícios (PNRE), com o objetivo de descarbonizar os edifícios residenciais e não residenciais até 2050.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:0,&quot;335551620&quot;:0,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="none">No PNRE deve ser dada prioridade à renovação dos edifícios com pior desempenho energético e ter em consideração os mais vulneráveis, assegurando que a renovação dos edifícios contribui para redução de desigualdades e a mitigação da pobreza energética. Simultaneamente, a qualidade do ambiente interior nos edifícios (QAI) não deverá ser sacrificada a bem da saúde e do bem-estar coletivo.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="none">Todos os Estados-Membros da União Europeia (UE) comprometeram-se a: reduzir o consumo de energia primária (eficiência energética), aumentar a quota de energias renováveis e reduzir as emissões de CO2. Um objetivo tão complexo só pode ser alcançado com uma gama mais ampla de tecnologias. Todas as tecnologias disponíveis são necessárias.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="none">As bombas de calor são essenciais para a transição da UE para a energia limpa, contribuindo para a neutralidade carbónica, a segurança energética e a competitividade, tal como descrito no Pacto Ecológico Europeu, no Pacto Industrial Limpo e no Plano REPowerEU. Oferecem aquecimento e refrigeração eficientes, são três a cinco vezes mais eficientes do que os sistemas de aquecimento convencionais alimentados por combustíveis fósseis, permitindo simultaneamente uma maior utilização de energias renováveis e calor residual. Desempenham um papel importante na descarbonização do setor do aquecimento e da refrigeração, que ainda representa mais de 50% do consumo total de energia na UE e do qual 70% ainda provém de combustíveis fósseis.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="none">Segundo os últimos balanços energéticos (BE) publicados pelo Eurostat, a EU-27 tinha produzido com bombas de calor (BC) um total de calor renovável de 16 528 ktep. O total de consumo de gás natural (GN) para todos os fins foi 294 191 ktep. O consumo de GN na EU-27 no aquecimento do setor residencial e serviços foi de 111 119 ktep. O rácio do calor renovável das BC face ao consumo total de GN nestes 2 setores é cerca de 16%. Ou seja, há ainda uma grande margem de progressão para as BC na Europa.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="none">Um dos argumentos mais comuns contra as bombas de calor elétricas é que, de qualquer forma, temos de produzir eletricidade a partir de combustíveis fósseis. Isto é válido quando a eletricidade é fornecida a um eletrodoméstico ou a aquecedores de efeito joule, como radiadores elétricos ou caldeiras. Em comparação com as caldeiras a biomassa, as bombas de calor elétricas podem:</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<ul>
<li aria-setsize="-1" data-leveltext="" data-font="Symbol" data-listid="1" data-list-defn-props="{&quot;335552541&quot;:1,&quot;335559685&quot;:720,&quot;335559991&quot;:360,&quot;469769226&quot;:&quot;Symbol&quot;,&quot;469769242&quot;:[8226],&quot;469777803&quot;:&quot;left&quot;,&quot;469777804&quot;:&quot;&quot;,&quot;469777815&quot;:&quot;hybridMultilevel&quot;}" data-aria-posinset="1" data-aria-level="1"><span data-contrast="none">Reduzir em 55% a procura de energia primária;</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></li>
</ul>
<ul>
<li aria-setsize="-1" data-leveltext="" data-font="Symbol" data-listid="1" data-list-defn-props="{&quot;335552541&quot;:1,&quot;335559685&quot;:720,&quot;335559991&quot;:360,&quot;469769226&quot;:&quot;Symbol&quot;,&quot;469769242&quot;:[8226],&quot;469777803&quot;:&quot;left&quot;,&quot;469777804&quot;:&quot;&quot;,&quot;469777815&quot;:&quot;hybridMultilevel&quot;}" data-aria-posinset="2" data-aria-level="1"><span data-contrast="none">Quando alimentadas diretamente com eletricidade renovável, podem aumentar a sua quota renovável de 68% para 100%;</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></li>
</ul>
<ul>
<li aria-setsize="-1" data-leveltext="" data-font="Symbol" data-listid="1" data-list-defn-props="{&quot;335552541&quot;:1,&quot;335559685&quot;:720,&quot;335559991&quot;:360,&quot;469769226&quot;:&quot;Symbol&quot;,&quot;469769242&quot;:[8226],&quot;469777803&quot;:&quot;left&quot;,&quot;469777804&quot;:&quot;&quot;,&quot;469777815&quot;:&quot;hybridMultilevel&quot;}" data-aria-posinset="3" data-aria-level="1"><span data-contrast="none">São capazes de fornecer aquecimento e refrigeração, ao contrário das caldeiras a biomassa.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></li>
</ul>
<p><span data-contrast="none">Qualquer política que apoie a combinação de energia fotovoltaica com bombas de calor elétricas reduzirá a procura da rede, resultando numa procura adicional de energia primária (gás, carvão, nuclear).</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="none">A redução dos custos iniciais requer uma série de ações coordenadas. Até que essas ações sejam tomadas, o apoio financeiro, como subsídios, empréstimos a juros baixos e esquemas de garantia, continuará a ser necessário, mesmo que o financiamento público não seja uma forma eficiente de sustentar a procura. O apoio financeiro continuará a ser essencial.”</span></p>
<p>Fotografia de destaque: © Shutterstock</p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/apirac-sobre-pnre-todas-as-tecnologias-disponiveis-sao-necessarias/">APIRAC sobre PNRE: “Todas as tecnologias disponíveis são necessárias” </a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Quota de energias renováveis no aquecimento e arrefecimento da União Europeia cresceu em 2024</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/quota-de-energias-renovaveis-no-aquecimento-e-arrefecimento-da-uniao-europeia-cresceu-em-2024/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rita Galego]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Jan 2026 09:44:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento]]></category>
		<category><![CDATA[arrefecimento]]></category>
		<category><![CDATA[bombas de calor]]></category>
		<category><![CDATA[energia]]></category>
		<category><![CDATA[energias renováveis]]></category>
		<category><![CDATA[Eurostat]]></category>
		<category><![CDATA[UE]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://edificioseenergia.pt/?p=34362</guid>

					<description><![CDATA[<p>A utilização de fontes de energia renováveis para aquecimento e arrefecimento na União Europeia continuou a crescer em 2024, atingindo uma quota de 26,7%. Trata-se do valor mais elevado desde 2004, quando esta participação se situava nos 11,7%, segundo os dados mais recentes do Eurostat. </p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/quota-de-energias-renovaveis-no-aquecimento-e-arrefecimento-da-uniao-europeia-cresceu-em-2024/">Quota de energias renováveis no aquecimento e arrefecimento da União Europeia cresceu em 2024</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A utilização de fontes de energia renováveis para aquecimento e arrefecimento na União Europeia continuou a crescer em 2024, atingindo uma quota de 26,7%. Trata-se do valor mais elevado desde 2004, quando esta participação se situava nos 11,7%, segundo os dados mais recentes do Eurostat. </strong></p>
<p><span data-contrast="auto">Apesar do progresso, o aumento registado em 2024 (0,5 pontos percentuais face a 2023) ficou aquém da média anual observada nas últimas duas décadas, que se situa nos 0,75 pontos percentuais entre 2004 e 2024. Ainda assim, a tendência de crescimento mantém-se consistente, sustentada sobretudo pela expansão do uso de biomassa e pela maior disseminação de bombas de calor.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A evolução registada enquadra-se nos objectivos definidos pela Directiva (UE) 2023/2413, adoptada em Outubro de 2023, que exige que os Estados-Membros aumentem a quota média anual de energias renováveis no aquecimento e arrefecimento em pelo menos 0,8 pontos percentuais entre 2021 e 2025 e em 1,1 pontos percentuais, no mínimo, entre 2026 e 2030. A nível europeu, a média anual de crescimento entre 2021 e 2024 foi de 0,93 pontos percentuais.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:1,&quot;335551620&quot;:1,&quot;335559685&quot;:0,&quot;335559737&quot;:0,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240,&quot;335559740&quot;:279}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">As diferenças entre países permanecem, ainda assim, acentuadas. Em 2024, a Suécia liderava o </span><em>ranking </em><span data-contrast="auto">europeu, com 67,8% do aquecimento e arrefecimento assegurado por fontes renováveis, seguida da Finlândia (62,6%) e da Letónia (61,8%). No extremo oposto, a Irlanda apresentou a quota mais baixa (7,9%), enquanto os Países Baixos e a Bélgica registaram valores idênticos de 11,3%.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Comparativamente a 2023, 16 Estados-Membros conseguiram aumentar a sua quota de energias renováveis neste sector. Os maiores avanços foram observados em Malta, com um crescimento de 6,0 pontos percentuais, no Luxemburgo (+3,7 pp) e na Dinamarca (+1,9 pp). Em contrapartida, alguns países registaram recuos significativos, destacando-se a Estónia (-11,1 pp), a Grécia (-2,9 pp) e a Bulgária (-1,9 pp).</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Os dados têm por base o consumo final bruto de energia renovável para aquecimento e arrefecimento e incluem fontes como a energia solar térmica, a geotérmica, o calor ambiente captado por bombas de calor, os biocombustíveis e os biorresíduos.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p>Fotografia de destaque: © Shutterstock</p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/quota-de-energias-renovaveis-no-aquecimento-e-arrefecimento-da-uniao-europeia-cresceu-em-2024/">Quota de energias renováveis no aquecimento e arrefecimento da União Europeia cresceu em 2024</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>DECO PROteste: 5 perguntas e respostas sobre a segunda fase do programa E-Lar</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/empresas/deco-proteste-5-perguntas-e-respostas-sobre-a-segunda-fase-do-programa-e-lar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Edifícios e Energia]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Dec 2025 10:44:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[candidaturas]]></category>
		<category><![CDATA[DECO PROteste]]></category>
		<category><![CDATA[electrificação]]></category>
		<category><![CDATA[equipamentos a gás]]></category>
		<category><![CDATA[programa e-lar]]></category>
		<category><![CDATA[segunda fase programa e-lar]]></category>
		<category><![CDATA[selagem de tubagens a gás]]></category>
		<category><![CDATA[tarifa social]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://edificioseenergia.pt/?p=33916</guid>

					<description><![CDATA[<p>Abriram ontem, 11 de dezembro, as candidaturas à 2ª fase do programa E-Lar, com reforço do orçamento para 60,8 milhões de euros. ...</p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/empresas/deco-proteste-5-perguntas-e-respostas-sobre-a-segunda-fase-do-programa-e-lar/">DECO PROteste: 5 perguntas e respostas sobre a segunda fase do programa E-Lar</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<ul class="wp-block-list">
<li class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-620f23f0b1ebd5658c6a1451822a6126"><strong>Governo acolhe alertas da DECO PROteste e passa a comparticipar a remoção de equipamentos e a selagem da tubagem de gás, passo crucial para a segurança das famílias</strong></li>



<li class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-b4004ec3d1d8a8f19cde72c4568a0b1e"><strong>Apesar das melhorias significativas, o programa continua a excluir as bombas de calor, uma das tecnologias mais eficientes para o aquecimento de águas</strong></li>
</ul>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-9ac00cf961d1ea846fe5a532228b76c6 wp-block-paragraph"></p>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-475f1ca3aac76d71844177b9539f8484 wp-block-paragraph">Abriram ontem, 11 de dezembro, as candidaturas à 2ª fase do <strong><a href="https://www.fundoambiental.pt/apoios-prr/c13-eficiencia-energetica-em-edificios/10c13-i012025-programa-e-lar.aspx" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">programa E-Lar</a></strong>, com reforço do orçamento para 60,8 milhões de euros.</p>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-f350bf5c116c90f42efeb2f7a2cffa24 wp-block-paragraph">Face às alterações efetuadas pelo Governo face à primeira edição, estas respondem a várias das preocupações e recomendações que a <strong><a href="https://www.deco.proteste.pt/" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">DECO PROteste</a></strong> tinha alertado desde o início do programa, tornando-o mais ajustado às necessidades das famílias. No entanto, o E-lar pode não compensar para todos os consumidores. As contas da <strong>DECO PROteste</strong> revelam que nem todas as substituições de equipamentos a gás por elétricos valem a pena e que em alguns casos, a fatura elétrica pode mesmo aumentar, devendo o consumidor fazer as contas antes de submeter candidatura.</p>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-5882633f037e05b305669b39fb00e17e wp-block-paragraph">Como medida positiva para a segurança dos consumidores, a <strong>DECO PROteste</strong> regista a inclusão de uma comparticipação para as famílias com tarifa social de eletricidade destinada à selagem das tubagens de gás, um risco que a organização havia denunciado na primeira fase do programa. Outro ponto positivo que se vê contemplado é o apoio à remoção dos equipamentos a substituir, que passa a estar disponível para os beneficiários de tarifa social de eletricidade também. Adicionalmente, é visto com agrado pela <strong>DECO PROteste</strong>, a revisão do regulamento, agora mais claro em vários pontos, como a elegibilidade de termoacumuladores elétricos com capacidade superior a 30 Litros e classe B ou superior, ou a explicitação de que um conjunto placa e forno a gás corresponde a um único aparelho.</p>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-29c60eb327ac662775cd16da32c23dd3 wp-block-paragraph">Apesar dos progressos, a <strong>DECO PROteste</strong> reitera uma antiga preocupação: <strong>a exclusão das bombas de calor para o aquecimento de águas</strong>. Segundo as contas da organização, esta tecnologia permitiria uma poupança anual de cerca de 350 euros face a um esquentador a gás butano, o mais comum nos lares portugueses. Por outro lado, a organização de defesa do consumidor lembra que o regulamento do programa E-lar prevê que o voucher seja de utilização única e os consumidores são obrigados a adquirir todos os equipamentos ao mesmo fornecedor, limitando a escolha do consumidor. Destaca ainda os eventuais problemas que podem surgir ao nível da instalação elétrica das habitações e do próprio país, assim como da potência contratada, que poderá ter de ser aumentada com a eletrificação de equipamentos, aumentando também os gastos com a fatura de eletricidade.</p>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-5b5deaba9d9e37d90f8285a9a3f021e6 wp-block-paragraph"><em>&#8220;Apesar de não podermos deixar de lamentar a contínua impossibilidade de adquirir bombas de calor para aquecimento de águas através do Programa E-lar, há vários pontos positivos nesta nova fase &#8211; pontos esses que a DECO PROteste tinha vindo a alertar desde o início. A clarificação de regras e a primazia da segurança na mudança de aparelhos a gás para elétricos é, sem dúvida, um avanço assinalável. É importante que os consumidores interessados em integrar esta 2ª fase se informem bem sobre as várias vertentes do programa para que este lhes seja benéfico”</em>, considera Mariana Ludovino, porta-voz da <strong>DECO PROteste</strong>.</p>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-d9eeaed2cf01beedbcf49f9d88b86b4b wp-block-paragraph">Para ajudar as famílias a compreenderem melhor este apoio, a <strong>DECO PROteste</strong> deixa <strong>5 perguntas e respostas</strong>:</p>



<ol class="wp-block-list">
<li class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-38ec46673834d5a68a67c73768ae3efc"><strong>Como funciona este apoio?</strong><br>Podem candidatar-se à segunda fase do E-lar todos os consumidores, mesmo aqueles que receberam um voucher anteriormente, desde que não concorram para os mesmos equipamentos apoiados na primeira fase do programa. Ou seja, quem já recebeu um voucher para um dos eletrodomésticos abrangidos não pode candidatar-se para a atribuição de voucher para o mesmo equipamento.<br>As candidaturas terminam a 30 de junho de 2026 ou assim que esteja esgotado o orçamento previsto para este programa &#8211; na primeira fase deste programa, o orçamento disponível esgotou em apenas seis dias.<br>Após o registo no Fundo Ambiental, a candidatura é analisada. Se a candidatura for considerada não elegível, o consumidor será notificado por email. Caso seja elegível, receberá uma notificação por email para aceitar o Termo de Aceitação num prazo máximo de 5 dias úteis. Depois de aceite, recebe o voucher a utilizar.<br></li>



<li class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-f0ad97935ed5d51f499e11c6a84c7145"><strong>Qual o valor do apoio?</strong><br>Os apoios atribuídos variam consoante o grupo a que pertence o candidato. Os consumidores são divididos entre Grupo II e Grupo III, respetivamente, famílias com e sem tarifa social de energia elétrica.<br><strong>Grupo II – valores (IVA incluído) dos vouchers:</strong><br>• 369 euros para placa elétrica de indução;<br>• 179,60 euros para placa elétrica convencional;<br>• 738 euros para conjunto de placa e forno elétrico num só equipamento;<br>• 369 euros para forno elétrico;<br>• 615 euros para termoacumulador elétrico.<br>Além do voucher para eletrodomésticos, os beneficiários do Grupo II, que são famílias com acesso a tarifas sociais de energia elétrica, têm ainda direito a apoio para serviços complementares como 50 euros para transporte, 100 euros para instalação de placas, fornos ou combinados, 180 euros para instalação de termoacumulador elétrico e 50 euros para remoção do equipamento a gás e respetiva selagem do sistema de gás.<br><strong>Grupo III &#8211; valores dos vouchers (sem IVA):</strong><br>• 300 euros para placa elétrica de indução;<br>• 146 euros para placa elétrica convencional;<br>• 600 euros para conjunto de placa elétrica e forno elétrico;<br>• 300 euros para forno elétrico;<br>• 500 euros para termoacumulador elétrico.<br>Neste grupo, o vale não inclui o IVA dos equipamentos, que terá de ser suportado pelo consumidor. Além disso, também não há qualquer comparticipação prevista para os serviços de transporte, instalação, remoção e selagem de gás. No entanto, este serviço tem de ser assegurado pelo fornecedor dos equipamentos e o seu custo é suportado pelo consumidor.<br></li>



<li class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-d9f421830df7970b09f8347e931c8762"><strong>Onde se podem comprar os eletrodomésticos?</strong><br>Os consumidores podem comprar os eletrodomésticos numa rede de fornecedores aderentes que pode ser consultada no site do Fundo Ambiental. A lista de fornecedores já validados pelo Fundo Ambiental permite fazer pesquisas por distrito e disponibiliza os contactos das empresas que aderiram a esta medida de apoio.<br>De acordo com as regras do programa E-lar, o voucher deve ser usado uma única vez e depois ser bloqueado pelos comercializadores na plataforma do Fundo Ambiental. Isto significa que, se pretende substituir todos os equipamentos possíveis com este programa, ou seja, o forno, o fogão ou o esquentador a gás, terá de fazer a compra de todos os eletrodomésticos na mesma loja e numa única compra.<br>Os equipamentos devem ser de classe energética A ou superior, quando aplicável (por exemplo, para as placas elétricas não existe etiquetagem energética), ou de classe energética B ou superior, no caso dos termoacumuladores com mais de 30 litros. Se o valor do vale não for suficiente para pagar a totalidade do equipamento que escolheu, terá de pagar o excedente diretamente à loja escolhida.<br></li>



<li class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-bf614db89fa4f3c5914003ba895dacfc"><strong> O que acontece aos eletrodomésticos antigos?</strong><br>Os fornecedores dos equipamentos a quem escolha comprar os eletrodomésticos estão obrigados a recolher os equipamentos antigos. Além disso, devem assegurar o seu encaminhamento para as entidades responsáveis pela gestão deste tipo de resíduos. Caso o consumidor queira ficar com o equipamento substituído, o fornecedor está obrigado a rejeitar a venda e instalação dos eletrodomésticos comprados através do programa E-lar.<br></li>



<li class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-bb2274826b3b9c7c854f7a2ad68c3def"><strong>Equipamentos que não podem ser trocados</strong><br>Só são admitidas trocas de equipamentos a gás, pelo que o voucher não pode ser utilizado para trocar, por exemplo, um forno que já seja elétrico. Também não é possível trocar caldeiras a biomassa por um termoacumulador, uma vez que o objetivo do programa é substituir combustíveis fósseis (gás) por alternativas elétricas.<br></li>
</ol>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-bc5118580829263055485a8590ab432d wp-block-paragraph">Saiba mais sobre o <strong>Programa E-lar</strong>:<br><a href="https://www.deco.proteste.pt/casa-energia/eletricidade-gas/noticias/programa-elar-apoio-compra-eletrodomesticos" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow"><strong>https://www.deco.proteste.pt/casa-energia/eletricidade-gas/noticias/programa-elar-apoio-compra-eletrodomesticos</strong></a></p>



<ol class="wp-block-list"></ol>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-18b2359e75527fc763c3fbd765656152 wp-block-paragraph">Foto: © iStock</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-alpha-channel-opacity has-background is-style-wide" style="background-color:#07a1a6;color:#07a1a6"/>



<p class="has-text-align-center has-black-color has-text-color has-link-color has-small-font-size wp-elements-c07eb39323055b354de8f25c2caf0d83 wp-block-paragraph"><strong><em>O texto acima é da inteira responsabilidade das empresas/entidades em causa<br>Fonte: Press Release</em></strong></p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/empresas/deco-proteste-5-perguntas-e-respostas-sobre-a-segunda-fase-do-programa-e-lar/">DECO PROteste: 5 perguntas e respostas sobre a segunda fase do programa E-Lar</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Eficiência energética avança, mas AIE aponta risco de incumprimento das metas globais</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/eficiencia-energetica-avanca-mas-aie-aponta-risco-de-incumprimento-das-metas-globais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rita Galego]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Nov 2025 09:40:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[aie]]></category>
		<category><![CDATA[edifícios]]></category>
		<category><![CDATA[eficiência energética]]></category>
		<category><![CDATA[electrificação]]></category>
		<category><![CDATA[energias renováveis]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://edificioseenergia.pt/?p=33754</guid>

					<description><![CDATA[<p>O relatório Eficiência Energética 2025 da Agência Internacional de Energia revela progressos modestos, mas insuficientes, para alcançar o compromisso da COP28. O sector dos edifícios é apontado como decisivo para recuperar o atraso. </p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/eficiencia-energetica-avanca-mas-aie-aponta-risco-de-incumprimento-das-metas-globais/">Eficiência energética avança, mas AIE aponta risco de incumprimento das metas globais</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>O relatório <a href="https://www.iea.org/reports/energy-efficiency-2025" target="_blank" rel="noopener"><i>Eficiência Energética 2025</i></a> da Agência Internacional de Energia revela progressos modestos, mas insuficientes, para alcançar o compromisso da COP28. O sector dos edifícios é apontado como decisivo para recuperar o atraso. </strong></p>
<p><span data-contrast="auto">A Agência Internacional de Energia (AIE) publicou o relatório </span><i><span data-contrast="auto">Eficiência Energética 2025</span></i><span data-contrast="auto">, uma avaliação abrangente sobre o estado global da eficiência energética. As conclusões são claras: apesar de haver melhorias no progresso mundial da eficiência energética em 2025, o mundo continua aquém do objectivo assumido por quase 200 países aquando da COP28 — duplicar a taxa média anual global de melhorias na eficiência energética até 2030.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Segundo a AIE, a intensidade energética global está a caminho de melhorar 1,8% este ano, acima do modesto 1% de 2024. A China e a Índia surgem como destaques positivos, com melhorias estimadas acima de 3% e 4%, respectivamente, ao conseguirem alcançar ritmos significativamente superiores às médias desde 2019. Mas nos Estados Unidos e na União Europeia, o impulso dos anos recentes esmorece, e o progresso deverá ficar abaixo de 1%.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Globalmente, desde 2019 a taxa média de melhoria da intensidade energética situa-se em apenas 1,3% ao ano, pouco mais de metade da média observada entre 2010 e 2019. Muito abaixo, portanto, dos 4% anuais necessários para cumprir a meta da COP28.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<h4 aria-level="2"><b><span data-contrast="auto">O desafio estrutural dos edifícios</span></b><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;134245418&quot;:true,&quot;134245529&quot;:true,&quot;335559738&quot;:299,&quot;335559739&quot;:299}"> </span></h4>
<p><span data-contrast="auto">No relatório, o sector dos edifícios voltou a destacar-se pela sua relevância e complexidade. Em 2024, o consumo final total ultrapassou 450 exajoules (EJ) e cresceu cerca de 25 EJ desde 2019. Os edifícios representam cerca de 30% da procura global de energia e, desde 2019, contribuíram com aproximadamente 20% do crescimento da procura mundial de energia. O sector residencial domina este consumo, representando 70% da energia utilizada em edifícios, enquanto os edifícios comerciais e públicos absorvem os restantes 30%.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Nas denominadas “economias avançadas”, o retrato é bem conhecido: o aquecimento de ambientes e de água representa cerca de 70% da energia usada nas habitações. A combinação de edifícios antigos e mal isolados com tecnologias de aquecimento baseadas em combustíveis fósseis mantém a procura num patamar elevado. “Abordar as tecnologias de aquecimento ineficientes e os edifícios com isolamento deficiente é fundamental na maioria das economias avançadas para acelerar o progresso em termos de eficiência energética”, salienta o documento. O arrefecimento de ambientes representa ainda uma pequena parte da procura total, mas prevê-se que cresça nos próximos anos.  </span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A AIE identifica um conjunto de prioridades destinadas a travar o elevado consumo energético dos edifícios e a acelerar a transição para tecnologias mais limpas nas economias desenvolvidas. Destaca-se a necessidade de acelerar a renovação energética de edifícios envelhecidos, substituindo sistemas antigos e reforçando o isolamento. A electrificação do aquecimento, sobretudo através da instalação de bombas de calor, complementada pelo reforço de instrumentos regulatórios, como certificados de desempenho energético. A AIE defende ainda a necessidade de corrigir desequilíbrios nos preços da energia, nomeadamente reduzindo a diferença entre gás e electricidade, e de regular a instalação de novas tecnologias de aquecimento baseadas em combustíveis fósseis.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Nas “economias emergentes e em desenvolvimento”, o consumo </span><i><span data-contrast="auto">per capita</span></i><span data-contrast="auto"> de energia para aquecimento de ambiente e águas é inferior a um quarto do das economias avançadas. Este dado reflecte climas mais quentes e acesso limitado a serviços energéticos acessíveis. Ainda assim, o cenário está a mudar rapidamente: o crescimento populacional, o aumento de rendimentos, a urbanização e a intensificação das temperaturas estão a alimentar um aumento acelerado da procura de energia, sobretudo para refrigeração. O relatório indica que “abordar tecnologias de refrigeração ineficientes, garantir que os novos edifícios são concebidos e construídos de forma eficiente e promover a utilização de fogões livres de combustíveis fósseis podem ajudar as economias emergentes e em desenvolvimento a acelerar o progresso em termos de eficiência energética”.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Nestas economias emergentes e em desenvolvimento, onde o parque edificado cresce a um ritmo muito mais rápido, as prioridades são orientadas para garantir eficiência desde a raiz. A AIE sublinha a importância de integrar códigos energéticos na construção para assegurar que os novos edifícios são concebidos de forma eficiente. Destaca ainda a necessidade de melhorar significativamente a eficiência dos aparelhos de ar condicionado, cuja procura aumenta ano após ano. Por fim, a substituição da biomassa tradicional por soluções de cocção limpa é considerada crítica, tanto para reduzir emissões como para evitar milhões de mortes prematuras associadas à poluição doméstica.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<h4 aria-level="2"><b><span data-contrast="auto">Combater a inércia dos governos</span></b><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;134245418&quot;:true,&quot;134245529&quot;:true,&quot;335559738&quot;:299,&quot;335559739&quot;:299}"> </span></h4>
<p><span data-contrast="auto">O relatório apresenta um quadro inequívoco: sem intervenções políticas mais robustas e coordenadas, o mundo ficará longe das metas estabelecidas para 2030. Os edifícios surgem como um sector paradoxal &#8211; simultaneamente um dos mais difíceis de transformar e um dos que oferece maiores oportunidades de impacto.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A renovação de edifícios existentes, o reforço de normas, a electrificação do aquecimento e o avanço de tecnologias de refrigeração eficientes são entendidas como peças essenciais de uma estratégia global que ainda avança a um ritmo mais lento do que o desejável.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p>Fotografia de destaque: © Shutterstock</p><p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/eficiencia-energetica-avanca-mas-aie-aponta-risco-de-incumprimento-das-metas-globais/">Eficiência energética avança, mas AIE aponta risco de incumprimento das metas globais</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Fundos de Coesão abaixo do necessário para a acção climática, alerta ZERO</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/fundos-de-coesao-abaixo-do-necessario-para-a-accao-climatica-alerta-zero/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Edifícios e Energia]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Sep 2025 08:34:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[acção climática]]></category>
		<category><![CDATA[descarbonização]]></category>
		<category><![CDATA[edifícios]]></category>
		<category><![CDATA[eficiência energética]]></category>
		<category><![CDATA[Fundos de Coesão]]></category>
		<category><![CDATA[Investimento]]></category>
		<category><![CDATA[transição ecológica]]></category>
		<category><![CDATA[Transição energética]]></category>
		<category><![CDATA[ZERO]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://edificioseenergia.pt/?p=32652</guid>

					<description><![CDATA[<p>Segundo um estudo publicado pela associação ambientalista ZERO, realizado no âmbito do projecto LIFE TogetherFor1.5, Portugal está a canalizar uma “parcela insuficiente” dos fundos da política de coesão à acção climática: estão previstos 7611 milhões de euros para o país dedicar à transição ecológica, ficando abaixo do limiar de 30% (cerca de 9383 milhões de euros) que deveria ser aplicado apenas em acção climática. </p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/fundos-de-coesao-abaixo-do-necessario-para-a-accao-climatica-alerta-zero/">Fundos de Coesão abaixo do necessário para a acção climática, alerta ZERO</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Segundo um estudo publicado pela associação ambientalista ZERO, realizado no âmbito do projecto LIFE TogetherFor1.5, Portugal está a canalizar uma “parcela insuficiente” dos fundos da política de coesão à acção climática: estão previstos 7611 milhões de euros para o país dedicar à transição ecológica, ficando abaixo do limiar de 30% (cerca de 9383 milhões de euros) que deveria ser aplicado apenas em acção climática. </strong></p>
<p><span data-contrast="auto">Apesar de reconhecer avanços, como a exclusão de investimentos em combustíveis fósseis, a ZERO considera que os fundos insuficientes comprometem o cumprimento das metas ambientais para 2030 e exige uma revisão profunda das prioridades de financiamento, com maior foco em eficiência energética, energias renováveis e transportes sustentáveis.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Para cumprir os compromissos climáticos, as necessidades de investimento em Portugal até 2030 estão estimadas em cerca de 175 mil milhões de euros, um valor que deixa à vista um “défice de financiamento climático a suprir por capitais públicos e, sobretudo, privados”.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Portugal integra o grupo dos nove Estados-Membros da União Europeia (UE) que não financiam projectos ligados a combustíveis fósseis com fundos de coesão, um aspecto que, segundo a associação, sinaliza “coerência no sentido dos investimentos com as metas climáticas, embora incoerência do ponto de vista do seu volume”.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A eficiência energética representa 21,3% dos fundos verdes, em linha com a média europeia. Ainda assim, é salientado um desequilíbrio: o financiamento para empresas é 25 vezes superior ao atribuído a habitações. Estima-se que o sector residencial precise de 72 mil milhões de euros para renovações profundas (até 120 mil milhões com equipamentos), mas os fundos actuais rondam apenas 42 mil milhões.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A ZERO recomenda um reforço do apoio ao parque habitacional, priorizando medidas passivas e soluções com melhor relação custo-benefício social.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559685&quot;:0,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Já as energias renováveis absorvem uma fatia de 6,6% dos fundos, abaixo da média da UE (13,7%). A ZERO interpreta este valor como reflexo da maturidade do sector em Portugal, mas defende o reforço do investimento em armazenamento e redes, &#8220;factores-chave para viabilizar economicamente o solar”. O apoio público a solar descentralizado em áreas artificiais — como autoestradas, zonas industriais, canais de rega ou reservatórios — revela “maior interesse público” enquanto a biomassa para electricidade “quase não é financiada, o que é positivo face a aplicações mais nobres dos resíduos florestais”, nomeadamente combustíveis para aviação e transporte marítimo.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559685&quot;:0,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A ZERO apresenta ainda três prioridades estratégicas para a reestruturação dos investimentos:</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<ul>
<li aria-setsize="-1" data-leveltext="-" data-font="Aptos" data-listid="6" data-list-defn-props="{&quot;335552541&quot;:1,&quot;335559685&quot;:720,&quot;335559991&quot;:360,&quot;469769226&quot;:&quot;Aptos&quot;,&quot;469769242&quot;:[8226],&quot;469777803&quot;:&quot;left&quot;,&quot;469777804&quot;:&quot;-&quot;,&quot;469777815&quot;:&quot;hybridMultilevel&quot;}" data-aria-posinset="1" data-aria-level="1"><span data-contrast="auto">Governação baseada em evidência, com publicação sistemática de análises custo-benefício climáticas ao nível de projecto e metas intermédias até 2030, “para permitir correcções de rota atempadas”;</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></li>
</ul>
<ul>
<li aria-setsize="-1" data-leveltext="-" data-font="Aptos" data-listid="7" data-list-defn-props="{&quot;335552541&quot;:1,&quot;335559685&quot;:720,&quot;335559991&quot;:360,&quot;469769226&quot;:&quot;Aptos&quot;,&quot;469769242&quot;:[8226],&quot;469777803&quot;:&quot;left&quot;,&quot;469777804&quot;:&quot;-&quot;,&quot;469777815&quot;:&quot;hybridMultilevel&quot;}" data-aria-posinset="1" data-aria-level="1"><span data-contrast="auto">Sequenciação e coerência – investimentos em infraestrutura de rede e armazenamento devem preceder ou acompanhar a expansão de renováveis, e medidas de gestão da procura devem caminhar com a oferta, sob pena de se dispersarem recursos;</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></li>
</ul>
<ul>
<li aria-setsize="-1" data-leveltext="-" data-font="Aptos" data-listid="8" data-list-defn-props="{&quot;335552541&quot;:1,&quot;335559685&quot;:720,&quot;335559991&quot;:360,&quot;469769226&quot;:&quot;Aptos&quot;,&quot;469769242&quot;:[8226],&quot;469777803&quot;:&quot;left&quot;,&quot;469777804&quot;:&quot;-&quot;,&quot;469777815&quot;:&quot;hybridMultilevel&quot;}" data-aria-posinset="1" data-aria-level="1"><span data-contrast="auto">Equidade social e impacto real – “a eficiência energética no sector residencial tem co-benefícios em saúde, conforto térmico e pobreza energética, e requer desenho de programas que facilitem o acesso de famílias vulneráveis, canalizando verbas de forma mais equilibrada”, assegura a associação.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></li>
</ul>
<p><span data-contrast="auto">A ZERO apela à reavaliação da distribuição interna dos fundos, à reorientação de verbas de baixa custo-eficácia para áreas com maior impacto líquido na redução de emissões e à integração de critérios DNSH (“Do No Significant Harm”, em português “Não Causar Danos Significativos”) e climáticos em todas as fases do ciclo do projecto. Em paralelo, recomenda-se reforçar instrumentos de monitorização pública – com relatórios regulares sobre emissões evitadas, utilização de infraestruturas e execução financeira – e promover participação cidadã e consultas públicas que melhorem a qualidade e a legitimidade dos investimentos.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559685&quot;:0,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A associação propõe ainda que a próxima revisão da política de coesão da UE no próximo Quadro Financeiro Plurianual (2028-2034) estabeleça uma meta de 50% para integração ecológica e metodologias robustas para distinguir os investimentos verdadeiramente verdes e justos.</span></p>
<p>Fotografia de destaque: © <span data-contrast="auto">Unsplash</span></p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/fundos-de-coesao-abaixo-do-necessario-para-a-accao-climatica-alerta-zero/">Fundos de Coesão abaixo do necessário para a acção climática, alerta ZERO</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>&#8220;A palavra-chave na transição energética é a flexibilidade&#8221;</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/a-palavra-chave-na-transicao-energetica-e-a-flexibilidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rita Ascenso]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 Aug 2025 08:00:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[apagão]]></category>
		<category><![CDATA[autossuficiência energética]]></category>
		<category><![CDATA[edifícios]]></category>
		<category><![CDATA[energia]]></category>
		<category><![CDATA[Transição energética]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://edificioseenergia.pt/?p=32623</guid>

					<description><![CDATA[<p>Em conversa com António Ferreira dos Santos, Doutorado em Sistemas Sustentáveis de Energia, ficamos a conhecer mais detalhes relativos ao apagão que ocorreu em 28 de Abril passado, os desafios para a rede eléctrica e as políticas energéticas e confirmámos a centralidade dos edifícios neste puzzle.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/a-palavra-chave-na-transicao-energetica-e-a-flexibilidade/">&#8220;A palavra-chave na transição energética é a flexibilidade&#8221;</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong><em>Este artigo foi originalmente publicado na <a href="https://leitor.medialine.pt/reader.html?p=edificiosenergia&amp;v=principal&amp;e=160" target="_blank" rel="noopener">edição nº 160 da Edifícios e Energia</a> (Julho/Agosto 2025).</em></strong></p>
<p>Em conversa com António Ferreira dos Santos, Doutorado em Sistemas Sustentáveis de Energia, ficamos a conhecer mais detalhes relativos ao apagão que ocorreu em 28 de Abril passado, os desafios para a rede eléctrica e as políticas energéticas e confirmámos a centralidade dos edifícios neste puzzle. “Os edifícios são peças centrais no novo modelo energético — flexível, equilibrado e descentralizado. A racionalização do consumo será, sem dúvida, uma das grandes alavancas da transição energética. E é precisamente nos edifícios — sejam eles residenciais, comerciais ou públicos — que essa racionalização pode ganhar escala”.</p>
<p><strong>O recente apagão criou várias dúvidas. Questionou-se a descentralização ou a fiabilidade da rede eléctrica. Consegue explicar-nos o que está em causa?</strong></p>
<p>A certeza que temos é de que os Sistemas Eléctricos são as “máquinas mais complexas do mundo” e onde tem de haver um equilíbrio constante no tempo entre a geração e o consumo. Agora, imagine manter este equilíbrio total na Rede Eléctrica Europeia (REE), que se prolonga de Portugal até à Estónia, onde um incidente num ponto da rede se pode propagar a países diferentes.</p>
<p>Por exemplo, de recordar o evento de 1 de Dezembro de 2016 aquando do disparo de uma linha de transporte na interligação de 400 kV (Quilovolt) entre Espanha e França e que provocou oscilações entre Espanha e a Turquia. Ou, então, o evento ocorrido a 24 de Julho de 2021, onde um grande incêndio no sul de França originou um evento cascata e que afectou as respectivas interligações com Espanha e, consequentemente, a rede eléctrica da Ibéria ficou separada (em ilha) da Rede Eléctrica Europeia.</p>
<p>O evento ocorrido a 28 de Abril de 2025 tratou-se de um incidente de grande impacto, estando, portanto, a sua análise abrangida pelo regulamento Europeu (EU) 2017/1485. Como ainda decorre a investigação, quaisquer conclusões podem ser, de momento, prematuras e incorrectas. Mais, de acordo com a Escala de Classificações de Incidentes da ENTSO-E (European Network of Transmission System Operators for Electricity), o apagão ibérico foi classificado como sendo do nível mais grave da escala internacional de incidentes (IC 3 – Blackout).</p>
<p><strong>Do ponto de vista técnico, o que aconteceu?</strong></p>
<p>A rede eléctrica deve garantir continuamente o equilíbrio entre a geração e o consumo, tendo como referência a frequência da rede e que, na Europa, é de 50 Hz (Hertz). Para enquadramento, no momento prévio ao evento, e segundo dados operacionais divulgados pela REN (Redes Energéticas Nacionais) e pela REE (Rede Eléctrica de España), Espanha estava com um consumo total de aproximadamente 33 GW (Gigawatts), exportando electricidade para Portugal, França e Marrocos. A geração consistia em cerca de 23 GW de Solar Fotovoltaico, 3 GW de Energia Eólica, 3.5 GW de Energia Nuclear, 1.5 GW de Centrais a Gás Natural de Ciclo Combinado, 1 GW de Biomassa e 1 GW de Solar Térmico. Em Portugal, o consumo era de 5.8 GW mais 2.1 GW de bombagem e importava cerca de 2.5 GW de Espanha (maioritariamente para consumo na bombagem reversível). A geração síncrona, à semelhança do que acontecia em Espanha, também era reduzida, 185 MW (Megawatt) fio-de-água, 270 MW de Centrais a Gás Natural de Ciclo Combinado, 90 MW Biomassa e 20 MW de Cogeração.</p>
<p>De acordo com a ENTSO-E, aproximadamente 30 minutos antes do blackout, foram sentidas oscilações na frequência da Rede Europeia (a primeira entre as 11:03 e as 11:07 e a segunda entre as 11:16 e as 11:22). Após a segunda oscilação, a tensão da Rede de Muito Alta Tensão (400 kV) situou-se entre os 390 &#8211; 420 kV, ou seja, ainda dentro dos limites de tensão operacional da Rede Eléctrica de Transporte de Muito Alta Tensão. De sublinhar que, neste momento, as trocas internacionais programadas de Espanha – todas no sentido da exportação – eram de 1.000 MW para França, 2.000 MW para Portugal e 800 MW para Marrocos. No entanto, às 11:32:57, 11:33:16 e 11:33:17 ocorreram perdas de geração no sul de Espanha (estimados cerca de 2.2 GW), o que resultou num aumento de tensão, levando consequentemente a uma perda de geração em cascata dos restantes geradores por actuação dos sistemas de protecção elétrica dos respectivos geradores.</p>
<p>Num espaço de apenas 30 segundos, verificou-se uma sequência rara de três perdas de geração que ultrapassaram os critérios de segurança do sistema (n-1 e n-2), desencadeando uma falha em cascata que levou ao colapso da rede.</p>
<p>A combinação destes factores, apesar de todas as medidas de mitigação existentes, teve impacto na qualidade de serviço e na fiabilidade da rede eléctrica. No entanto, de referir que as redes interligadas teoricamente são mais fiáveis do que as redes isoladas (ilhas, por exemplo), pois podem ser “socorridas” pelas respectivas interligações.</p>
<p><strong>O que significa estar a funcionar em ilha? Significa sermos autossuficientes do ponto de vista energético?</strong></p>
<p>Um sistema eléctrico em funcionamento em ilha é aquele que consegue satisfazer autonomamente as suas necessidades de consumo, recorrendo apenas à produção interna de Energia, sem qualquer ligação à rede eléctrica principal. Este tipo de operação exige um equilíbrio constante entre geração e consumo, o que implica controlo rigoroso de frequência e de tensão.</p>
<p>Por exemplo, a ilha do Porto Santo opera de forma isolada, tal como várias ilhas do arquipélago dos Açores, sendo estas consideradas living labs (laboratórios vivos) da transição energética, uma vez que funcionam completamente desligadas da rede continental. Nestes contextos, utilizam-se recursos endógenos (como eólica, solar, hídrica ou geotérmica) e sistemas avançados de gestão de Energia para garantir a estabilidade e resiliência da rede.</p>
<blockquote><p><strong>Comunidades de Energia Renovável</strong><br />
&#8220;Se tornar a acontecer um evento como este último, as CER estarão preparadas se tiverem armazenamento e um sistema de gestão de rede para operar em modo ilha.&#8221;</p></blockquote>
<p>Além dos sistemas insulares, existem também micro-redes (industriais, hospitalares, militares, etc.) capazes de operar em modo ilha temporariamente, assegurando continuidade de serviço durante interrupções no fornecimento externo.</p>
<p>As Comunidades de Energia Renovável (CERs) também podem, tecnicamente, operar em modo ilha. No entanto, para isso é necessário que disponham não só de capacidade de produção local (geralmente solar fotovoltaica), mas também de sistemas de armazenamento de Energia, como baterias electroquímicas, de modo a assegurar a estabilidade e o fornecimento contínuo. Em Portugal, a adopção de sistemas de armazenamento ainda é reduzida, sobretudo devido ao elevado custo inicial e à ausência de incentivos claros para esse tipo de investimento.</p>
<p><strong>Por razões de preço?</strong></p>
<p>Em Portugal, a adopção de sistemas de armazenamento de Energia — especialmente baterias electroquímicas — ainda é limitada. Embora existam tecnologias e soluções disponíveis, a implementação em larga escala tem sido retardada pelo elevado custo inicial e pela falta de um quadro regulamentar claro e incentivos financeiros adequados.</p>
<p><strong>Poderá haver alguma confusão entre aquilo que é a estratégia da descentralização e a autossuficiência energética. Aquilo que me está a dizer é que, por mais descentralizada que seja energia, não conseguimos ser autossuficientes tão cedo?</strong></p>
<p>A Dependência Energética de Portugal tem vindo a diminuir ao longo dos últimos anos e este facto deve-se à incorporação na produção de electricidade de Energia Renovável. Em 2024, este valor foi aproximadamente de 80%. Ou seja, ter renováveis é sinal de ter independência energética. Quando falamos de descentralização, estamos a referir a produção local e junto do consumo.</p>
<p><strong>Falo do solar fotovoltaico junto ao consumo.</strong></p>
<p>Exactamente e quando vemos grandes parque solares fotovoltaicos estamos a falar de produção centralizada, o que significa que temos a produção, mas depois temos de fazer “chegar” a Energia ao consumo, a casa das pessoas ou aos edifícios, através das redes de transporte e de distribuição. E, neste processo, há sempre perdas. Se produzimos uma unidade, não é essa unidade que nos chega a casa. O melhor modelo é ter a produção junto do consumo, que é o caso do conceito das CER.</p>
<p><strong>Mas, insisto, sem armazenamento não há segurança a 100%?</strong></p>
<p>Estes eventos são muito raros. O último que aconteceu com alguma dimensão em Portugal foi em 2000, o famoso apagão da cegonha no qual a maioria das regiões do sul de Portugal ficaram sem Energia Eléctrica.</p>
<p>Se tornar a acontecer um evento como este último, as CER estarão preparadas se tiverem armazenamento e um sistema de gestão de rede para operar em modo ilha.</p>
<p><strong>Antes de entrarmos nas CER, esclareça-nos sobre o tema da fiabilidade ou não da rede eléctrica. Ou seja, estes eventos podem ser minimizados, mas podemos afirmar que existem sempre riscos?</strong></p>
<p>A rede é muito fiável, agora, estes eventos desta magnitude são extremamente raros. Mas podem acontecer. O risco zero não existe.</p>
<p><strong>Desse ponto de vista, o que é que ainda falta fazer para minimizar os riscos?</strong></p>
<p>A Estabilidade dos Sistemas Eléctricos é uma matéria complexa. A análise detalhada do incidente ocorrido exigirá uma abordagem rigorosa por parte do painel de peritos, que permitirá, numa fase posterior, dispor de uma descrição cronológica exacta das condições do sistema antes, durante e após o evento. Esse relatório técnico identificará o comportamento dos diferentes elementos da rede e permitirá compreender as causas subjacentes ao incidente, bem como as medidas correctivas e recomendações adequadas.</p>
<p>Uma das formas de mitigar riscos semelhantes no futuro passa pela instalação alargada de unidades de medição fasorial (Phasor Measurement Units – PMUs), capazes de detectar em tempo real perturbações dinâmicas e de emitir alertas automáticos aos Operadores de Rede. A implementação massiva destes equipamentos permitirá uma análise mais granular das variáveis críticas do sistema (frequência, tensão, ângulos de fase, entre outras), contribuindo para uma actuação mais célere e eficaz.</p>
<p>Complementarmente, a utilização de algoritmos de Inteligência Artificial (IA) e modelos de Aprendizagem Automática (Machine Learning) pode representar uma solução inovadora e eficaz para antecipar eventos críticos. Estas ferramentas permitirão realizar análises preditivas sobre a estabilidade do sistema, apoiando uma actuação proactiva por parte dos operadores.</p>
<p>No plano das infraestruturas físicas, é essencial reforçar as interligações eléctricas entre a Península Ibérica e o resto da Europa. A ligação com França assume aqui um papel estratégico. O Relatório de Monitorização de Segurança de Abastecimento, publicado pela DGEG em Fevereiro de 2025, destaca, em diversos cenários, a necessidade de reforçar a capacidade de interligação entre Portugal e Espanha. Estes reforços não só facilitam uma maior exportação de Energia (minimizando episódios de curtailment em momentos de elevada produção renovável) como também reforçam a capacidade de resposta em situações de necessidade, aumentando a resiliência da rede ibérica. Ao nível das redes de distribuição, a sua modernização e digitalização é igualmente determinante. Estas acções permitirão uma maior flexibilidade do sistema, possibilitando a participação activa de novos intervenientes, os chamados prosumers, que assumem simultaneamente papéis de produtores e consumidores de Energia.</p>
<p>Do ponto de vista técnico, importa também garantir que a geração renovável incorporada utilize inversores com capacidade grid-forming, aptos a emular inércia sintética e assegurar o controlo da tensão e da frequência da rede &#8211; funcionalidades cruciais num sistema com elevada penetração de fontes variáveis no tempo.</p>
<p>Por fim, a adopção de mercados de serviços de sistema mais rápidos, com tempos de resposta da ordem de segundos, será crucial para conter variações abruptas de frequência e assegurar a estabilidade do sistema. Neste contexto, destaca-se o projecto-piloto da REN para prestação de serviços de Reserva de Contenção da Frequência (FCR) e o projecto da E-REDES de Flexibilidade Integrada em Regime de Mercado, ambos assentes em modelos de remuneração e prestação de serviços complementares. Estes projectos, enquanto incentivam o investimento em tecnologias de suporte à rede, reforçam a sua fiabilidade e capacidade de resposta em cenários de perturbação.</p>
<p><strong>As pessoas individualmente podem candidatar-se enquanto consumidores?</strong></p>
<p>Não. Julgo que os programas e os quadros legal e regulatório ainda não estão adaptados para permitir o acesso directo de consumidores individuais. Será importante a expansão dos projectos-piloto para zonas urbanas e residenciais, com o envolvimento de Comunidades de Energia e de outros agentes de mercado (agregadores de flexibilidade). É um conceito onde pequenos consumidores e/ou produtores (como casas com painéis solares, baterias ou veículos eléctricos) podem ser remunerados por flexibilizarem o seu consumo (por exemplo, reduzindo a carga numa hora de ponta ou numa eventual necessidade de apoio à estabilidade da rede).</p>
<p><strong>O que está em cima da mesa é a criação de um equilíbrio entre aquilo que é o desígnio da descentralização, as energias renováveis e a fiabilidade da rede. E para isso é fundamental haver um investimento na rede?</strong></p>
<p>Sim, é necessário haver um investimento nas redes. Também é preciso um reforço das políticas externas e da diplomacia económica e energética. Até porque todas estas medidas serão catalisadoras para se atingirem as metas definidas para a descarbonização e electrificação da economia.</p>
<p><strong>O modelo energético francês assenta no nuclear e a concorrência das nossas renováveis não é interessante para a França.</strong></p>
<p>Sim, de facto, a elevada penetração de energias renováveis a partir de Portugal e Espanha pode ser percebida como um desafio para o modelo energético francês, fortemente assente na Energia nuclear.</p>
<p>As centrais nucleares operam de forma mais eficiente num regime de produção contínua e estável (base-load), com pouca margem para modulação rápida. Ora, num mercado europeu onde a integração de renováveis variáveis (solar e eólica) está a crescer, a necessidade de flexibilidade torna-se cada vez mais central.</p>
<p>A lógica dos mercados de electricidade, especialmente os de tipo marginalista, dita que a produção com menor custo marginal entra primeiro no sistema. Como as renováveis têm custo marginal nulo, estas têm prioridade no despacho. Quando há excesso de produção renovável, especialmente em horas de elevado sol ou vento, as fontes menos flexíveis (como o nuclear) podem ter de reduzir a produção ou mesmo desligar, o que é tecnicamente e economicamente indesejável para o operador francês.</p>
<p>Por isso, a palavra-chave na transição energética é a flexibilidade — e esta deve ser promovida em várias dimensões:</p>
<p>• Do lado da oferta, com centrais capazes de modular a produção ou armazenamento integrado nas redes;</p>
<p>• Do lado da procura, incentivando consumidores, edifícios e indústrias a adaptarem os seus perfis de consumo;</p>
<p>• Ao nível do mercado, com o redesenho de mecanismos como as tarifas dinâmicas e a valorização da flexibilidade como serviço, permitindo arbitragem e resposta a sinais de preço;</p>
<p>• Ao nível das CER, através da incorporação de armazenamento e gestão inteligente da Energia.</p>
<p>Assim, a concorrência renovável pode não ser interessante para um modelo inflexível como o nuclear francês, especialmente se este não estiver articulado com mecanismos de compensação de excedentes e de equilíbrio de rede. A resposta está, por isso, no desenvolvimento de um sistema elétrico europeu interligado, resiliente e flexível, capaz de acomodar os diferentes modelos nacionais em prol da neutralidade carbónica.</p>
<p><strong>A tecnologia já está preparada para fazer essa gestão e reorganização? O que falta?</strong></p>
<p>Mais do que uma limitação tecnológica, o verdadeiro entrave ao redesenho e à gestão inteligente dos sistemas energéticos é de natureza política, regulatória e institucional. A tecnologia para suportar esta transformação já existe, desde sistemas avançados de gestão de rede, armazenamento de Energia, contadores inteligentes, até à aplicação de inteligência artificial e algoritmos preditivos no equilíbrio entre oferta e procura.</p>
<p><strong>Estamos em plena campanha europeia rumo à descentralização e com metas bem definidas. Isso pode acelerar a tomada de decisões?</strong></p>
<p>Sim, o contexto europeu actual pode ser um acelerador decisivo para a descentralização energética, mas os avanços efectivos ainda dependem, em grande parte, de decisões de política interna. A nível europeu, há de facto um forte impulso em direcção à descentralização e à democratização do sistema energético, com metas bem definidas ao abrigo do Green Deal (Pacto Ecológico Europeu), do pacote Fit for 55 e da estratégia REPowerEU. Estes programas reforçam o papel das CER e incentivam a participação ativa dos cidadãos, autarquias e pequenas empresas na produção, gestão e consumo de Energia limpa. Em muitos países da UE, este modelo já está a funcionar de forma dinâmica há vários anos.</p>
<p>Contudo, o ritmo de implementação varia significativamente entre Estados-Membros, em grande parte devido a factores de política interna e de regulação nacional. Veja-se o exemplo da Alemanha: após o acidente de Fukushima, em 2011, o governo alemão decidiu acelerar o phase-out do nuclear e substituí-lo por gás natural, especialmente proveniente da Rússia.</p>
<p>No entanto, a guerra na Ucrânia alterou drasticamente este cenário e o carvão tem-se mantido na matriz energética da Alemanha e foi reaberto o debate sobre o nuclear. Este exemplo mostra que as decisões energéticas são fortemente influenciadas por conjunturas geopolíticas e por necessidades de segurança energética, o que pode atrasar ou mesmo inverter tendências de transição.</p>
<p>Por isso, não há respostas fechadas ou soluções únicas. Os sistemas energéticos devem ser abordados de forma holística e integrada, desde as fontes de Energia primária, passando pelas formas de produção, transporte e armazenamento, até à Energia útil consumida. No meio deste ecossistema energético complexo, há cada vez mais espaço para novos atores: o mercado, os produtores descentralizados, os consumidores ativos e, claro, os agregadores de flexibilidade.</p>
<p><strong>E será que existe financiamento para todas estas mudanças?</strong></p>
<p>A resposta é: não inteiramente. Faltam apoios em várias áreas. A verdade é que a transição energética e a descentralização exigem investimentos significativos, e os apoios nem sempre acompanham o ritmo da ambição política. Embora existam fundos europeus como o PRR ou o Fundo de Transição Justa, na prática, muitos destes apoios não estão acessíveis a todos os actores, em particular às famílias, pequenas empresas e comunidades locais.</p>
<p>Quando falamos de Comunidades de Energia Renovável, por exemplo, que são um pilar da descentralização, o financiamento inicial para estudos, licenciamento, instalação de equipamentos e sistemas de gestão é um dos principais entraves. Em Portugal, apesar de haver algum enquadramento legal, falta uma linha de financiamento clara, estável e com regras simplificadas que permita aos cidadãos avançar com projectos locais, especialmente em zonas rurais ou menos capacitadas. Além disso, o armazenamento de Energia ainda tem custos elevados e não tem incentivos dedicados ou tarifas atrativas que justifiquem o investimento privado. A ausência de um modelo de remuneração justo e de tarifas dinâmicas transparentes torna difícil viabilizar estes sistemas com retorno garantido.</p>
<p>Do lado das autarquias, muitos municípios querem avançar com projectos de eficiência energética e renováveis, mas esbarram em processos administrativos complexos e falta de capacidade técnica e financeira. E, muitas vezes, os apoios que existem não são suficientemente flexíveis para responder às necessidades locais reais. É preciso, por isso, criar mecanismos de financiamento mais descentralizados, estáveis e direccionados: linhas específicas para CERs, incentivos ao armazenamento distribuído, apoio técnico e formação para municípios, financiamento para digitalização e gestão inteligente de edifícios e redes locais, entre outros.</p>
<p>A literacia energética também é um investimento porque só com cidadãos informados, ferramentas acessíveis e benefícios visíveis é que a descentralização energética pode ganhar escala.</p>
<p><strong>Há pouco falávamos das CER e da maturidade destes modelos na Europa. Qual a razão para que Portugal não acompanhe esse crescimento?</strong></p>
<p>As CER estão previstas na Directiva Europeia 2018/2001 e já foram transpostas para a legislação nacional. Em Portugal, o enquadramento legal existe, e há casos de sucesso e empresas especializadas que já operam com este modelo. No entanto, o crescimento tem sido tímido comparado com outros países europeus.</p>
<p>Uma das principais razões prende-se com a falta de dinamização ao nível das autarquias. Muitos municípios ainda não estão capacitados tecnicamente nem financeiramente para lançar ou apoiar projectos de CER. O exemplo deveria partir do próprio Estado: edifícios públicos, escolas, centros de saúde ou serviços administrativos deviam ser os primeiros a integrar Comunidades de Energia, mostrando o caminho e dando o sinal político de que este é o novo modelo a seguir.</p>
<blockquote><p>É nos edifícios — sejam eles residenciais, comerciais ou públicos — que a racionalização energética pode ganhar escala. Não apenas pelo consumo que representam, mas também pelo potencial de produção e de armazenamento local.&#8221;</p></blockquote>
<p>Além disso, existem limitações operacionais e de rentabilidade que inibem o avanço. Um dos principais obstáculos actuais é a impossibilidade prática de as CERs poderem decidir dinamicamente entre consumir ou vender o seu excedente de Energia, em função das condições de mercado. Adicionalmente, há ainda uma forte necessidade de simplificação administrativa, desde o licenciamento até à ligação à rede. Muitas comunidades esbarram em processos complexos ou em falta de informação clara, o que desmotiva cidadãos e promotores locais. Finalmente, o acesso a financiamento específico e direccionado para estas comunidades é escasso, o que contrasta com o apoio robusto que outros países europeus têm disponibilizado para democratizar a produção e o consumo de Energia.</p>
<p>Portugal tem todas as condições, sol, tecnologia, capacidade técnica para liderar neste campo. Falta agora maior dinamização, simplificação regulatória, incentivos certos e um verdadeiro compromisso com a descentralização energética.</p>
<p><strong>Vê outras razões para a falta de desenvolvimento deste modelo? A falta de cultura de mobilização das pessoas vê-se na dificuldade em estarem de acordo nos condomínios e em comunidade. Isso poderá ser um problema?</strong></p>
<p>Sim, essa questão da falta de cultura de participação e mobilização colectiva é, de facto, uma das barreiras socioculturais mais relevantes ao desenvolvimento das CER em Portugal — e não deve ser subestimada.</p>
<p><strong>É muito difícil juntar interesses e tomar decisões em conjunto.</strong></p>
<p>É um desafio. E essa desconfiança inicial é um dos maiores entraves invisíveis ao sucesso de modelos colaborativos como as Comunidades de Energia Renovável. Mesmo quando a ideia é boa e traz benefícios evidentes, muitos cidadãos sentem que há “outros interesses”.</p>
<p>Esta falta de confiança, tanto entre cidadãos como nas instituições, é alimentada por anos de más experiências com projectos comunitários, falta de transparência, ou simplesmente por ausência de cultura cooperativa.</p>
<p><strong>Do lado do armazenamento identifica os constrangimentos como tecnológicos ou de investimento?</strong></p>
<p>Hoje, a maturidade tecnológica do armazenamento de Energia não é, por si só, uma limitação. As soluções existem — o que falta é torná-las financeiramente viáveis à escala necessária. Em Portugal, por exemplo, já temos uma forma de armazenamento mecânico muito relevante, que são as barragens com bombagem. Estas continuam a ser fundamentais para a estabilidade do sistema.</p>
<p><figure id="attachment_32627" aria-describedby="caption-attachment-32627" style="width: 205px" class="wp-caption alignleft"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-32627" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/08/foto_AFS1-227x300.jpg" alt="" width="205" height="271" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/08/foto_AFS1-227x300.jpg 227w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/08/foto_AFS1.jpg 484w" sizes="(max-width: 205px) 100vw, 205px" /><figcaption id="caption-attachment-32627" class="wp-caption-text">António Ferreira dos Santos</figcaption></figure></p>
<p>Por outro lado, o armazenamento electroquímico, como as baterias, ainda não está suficientemente disseminado. E o principal entrave aqui é o custo do investimento inicial. Mesmo que os preços tenham vindo a baixar, os modelos de negócio e os incentivos ainda não compensam suficientemente a sua adopção em larga escala, especialmente ao nível das Comunidades de Energia ou de pequenos produtores.</p>
<p>No entanto, eventos como falhas de rede ou grandes variações de frequência podem acelerar a aposta em formas emergentes de armazenamento, como o armazenamento eletromagnético. Neste caso, falamos de soluções como os supercondensadores ou máquinas síncronas com inércia síncrona que, ao estarem constantemente a girar, conseguem responder em milissegundos a variações de frequência, contribuindo decisivamente para a estabilidade da rede.</p>
<p>Além disso, há também o armazenamento químico, nomeadamente o hidrogénio verde, que é cada vez mais visto como um vector energético promissor. Não sendo uma fonte de Energia, mas permite armazenar Energia Eléctrica renovável (em momentos de excesso) sob a forma de uma molécula, que depois pode ser utilizada diretamente ou reconvertida em electricidade.</p>
<p>Por fim, também é importante considerar o papel do armazenamento na mobilidade eléctrica, nomeadamente nos transportes públicos, que funcionam como consumidores flexíveis e armazenadores móveis de Energia.</p>
<p>Em suma, o que está em causa não é tanto a tecnologia, mas sim o modelo de financiamento, a regulamentação e os incentivos certos. E a variável-chave que deve guiar todas estas decisões é sempre a flexibilidade — a capacidade de o sistema se ajustar dinamicamente à variabilidade das fontes renováveis.</p>
<p><strong>Falou na mobilidade, e os edifícios? Como vê o papel dos edifícios neste mix que se quer flexível, equilibrado e descentralizado?</strong></p>
<p>Os edifícios são peças centrais no novo modelo energético — flexível, equilibrado e descentralizado. A racionalização do consumo será, sem dúvida, uma das grandes alavancas da transição energética. E é precisamente nos edifícios — sejam eles residenciais, comerciais ou públicos — que essa racionalização pode ganhar escala. Não apenas pelo consumo que representam, mas também pelo potencial de produção e de armazenamento local.</p>
<p>Hoje, os edifícios podem deixar de ser apenas pontos de consumo e passar a ser elementos activos da rede, através de painéis fotovoltaicos, baterias, bombas de calor, sistemas de gestão de Energia e veículos eléctricos ligados à rede. É aqui que entra o conceito de prosumer — o consumidor que também produz Energia. Estes consumidores da “cúpula” têm a capacidade de autoconsumir, armazenar e até vender excedentes à rede, ajudando assim a suavizar picos de procura e a melhorar o equilíbrio entre produção e consumo.</p>
<p>Mas não basta apenas instalar tecnologia: é fundamental que os edifícios sejam inteligentes, ou seja, que integrem sistemas de gestão energética capazes de responder a sinais do mercado ou da rede. Por exemplo, se houver excesso de produção renovável a meio do dia, esses sistemas podem antecipar consumos (como carregar veículos eléctricos ou activar climatização) e, com isso, contribuir activamente para a estabilização do sistema eléctrico.</p>
<p>Também não se pode ignorar o enorme potencial da renovação do parque edificado, sobretudo em termos de eficiência térmica. Em Portugal, grande parte dos edifícios ainda tem baixos níveis de eficiência energética, o que representa tanto um desafio como uma oportunidade para reduzir consumos, melhorar conforto e contribuir para a transição energética. Por isso, os edifícios são hoje infraestruturas energéticas em si mesmos. E se forem pensados de forma integrada — com produção, armazenamento, gestão inteligente e participação em mercados de flexibilidade — tornam-se um elemento-chave para uma transição energética mais resiliente, sustentável e participada.</p>
<p>Fotografia de destaque: © Shutterstock</p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/a-palavra-chave-na-transicao-energetica-e-a-flexibilidade/">&#8220;A palavra-chave na transição energética é a flexibilidade&#8221;</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A Ecoforest celebra 30 anos de inovação na climatização sustentável</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/empresas/a-ecoforest-celebra-30-anos-de-inovacao-na-climatizacao-sustentavel/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Edifícios e Energia]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Jul 2025 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[30 Anos]]></category>
		<category><![CDATA[biomassa]]></category>
		<category><![CDATA[bomba de calor geotérmica]]></category>
		<category><![CDATA[bombas de calor]]></category>
		<category><![CDATA[caldeiras a pellets]]></category>
		<category><![CDATA[climatização sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[descarbonização]]></category>
		<category><![CDATA[Ecoforest]]></category>
		<category><![CDATA[José Carlos Alonso]]></category>
		<category><![CDATA[salamandras]]></category>
		<category><![CDATA[Transição energética]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://edificioseenergia.pt/?p=32220</guid>

					<description><![CDATA[<p>Em 2025, a empresa Ecoforest assinala três décadas de dedicação à inovação no setor da climatização sustentável. Fundada em 1995 por José Carlos Alonso, a marca nasceu com o objetivo de desenvolver soluções tecnológicas como salamandras e caldeiras a pellets, assim como bombas de calor de última geração. ...</p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/empresas/a-ecoforest-celebra-30-anos-de-inovacao-na-climatizacao-sustentavel/">A Ecoforest celebra 30 anos de inovação na climatização sustentável</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-49cc1aa54f7d0e3515843c0d3e11d067 wp-block-paragraph" style="font-size:14px;font-style:italic;font-weight:500;letter-spacing:0px"><br></p>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-ab5fc2b49ad6d5278466f2c42b779d27 wp-block-paragraph"><br>Em 2025, a empresa <strong><a href="https://ecoforest.com/pt-pt/" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">Ecoforest</a></strong> assinala três décadas de dedicação à inovação no setor da climatização sustentável. Fundada em 1995 por José Carlos Alonso, a marca nasceu com o objetivo de desenvolver soluções tecnológicas como salamandras e caldeiras a <em>pellets</em>, assim como bombas de calor de última geração.</p>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-4bec9d36c8236e4f365071d441893853 wp-block-paragraph">Desde a sua criação, a <strong>Ecoforest</strong> consolidou uma posição de liderança graças a avanços constantes na área da biomassa e da climatização renovável. Actualmente, é reconhecida internacionalmente como referência em sistemas de climatização 100% renováveis, reforçando o seu compromisso com a transição energética e a preservação ambiental.</p>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-9ac00cf961d1ea846fe5a532228b76c6 wp-block-paragraph"></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img decoding="async" width="640" height="340" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/07/DJI_0816.png" alt="" class="wp-image-32223" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/07/DJI_0816.png 640w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/07/DJI_0816-300x159.png 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/07/DJI_0816-610x324.png 610w" sizes="(max-width: 640px) 100vw, 640px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-e0ffea3ac4111683e3a68c025c309159 wp-block-paragraph">A criação da <strong>Ecoforest</strong> marcou o início de uma visão empresarial mais ampla, com a consolidação de um grupo industrial que integra as divisões de biomassa e bombas de calor com a empresa <a href="https://vapormatra.com/" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">Vapormatra</a>. Ao longo dos últimos 30 anos, o grupo expandiu-se para além das fronteiras nacionais, diversificou o seu portefólio e liderou a inovação tecnológica, com destaque para a aposta no refrigerante natural R290.</p>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-1ba37d051faef41de9ee93b84d580fa3 wp-block-paragraph">Em junho, a empresa familiar celebrou os 30 Anos com toda a equipa, recordando o percurso iniciado em 1995 e projetando com entusiasmo os desafios futuros. A história da <strong>Ecoforest</strong> está intimamente ligada ao espírito empreendedor de José Carlos Alonso, que em 1959 fundou a Vapormatra, dedicada a fornecimentos de canalização e climatização. Foi a partir desta base que nasceu a <strong>Ecoforest</strong>, centrada na produção de equipamentos a <em>pellets</em>. Em 2012, reforçou a aposta nas energias renováveis com o início da produção de bombas de calor.</p>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-8ed9b4608989bc77ec4f01d5550b4723 wp-block-paragraph">A presença internacional da marca estende-se hoje à Europa, Austrália, América do Norte e América do Sul. Mas o percurso começou ainda antes: em 1955, Alonso viajou numa Lambretta de 75 cc até à feira de Barcelona, onde escolheu os primeiros acessórios de vapor para caldeiras. Essa viagem marcou o início de uma intensa atividade de exploração tecnológica que o levou a feiras internacionais em busca de inovação — incluindo a descoberta da tecnologia de <em>pellets</em>, que permitiu à Vapormatra tornar-se a primeira empresa europeia a importar salamandras de <em>pellets</em> do Canadá.</p>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-f279e398173fe1ea6a8883b7619048f6 wp-block-paragraph">A inovação tem sido constante. Em 1993, Alonso impulsionou o desenvolvimento da primeira hidroestufa de <em>pellets</em>, capaz de aquecer circuitos hidráulicos com radiadores. Em 2020, a Ecoforest tornou-se o primeiro fabricante mundial a lançar uma bomba de calor geotérmica com refrigerante natural R290 para instalação interior: a <strong><a href="https://ecoforest.com/es/productos/bombas-de-calor/geotermia/bomba-de-calor-ecogeo-pro-1-6/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">ecoGEO+ 1-6 PRO</a></strong>. Em 2024, apresentou os modelos <strong><a href="https://ecoforest.com/es/productos/bombas-de-calor/geotermia/ecogeo-lite-1-6-pro/" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">ecoGEO+ LITE 1-6 PRO</a></strong> e <strong><a href="https://ecoforest.com/es/productos/bombas-de-calor/aerotermia/ecoair-6-24-pro/" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">ecoAIR+ 6-24 PRO</a></strong>, reforçando a aposta na descarbonização da climatização.</p>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-bc0f18de26d6b5a552b2f0ed55007716 wp-block-paragraph">A divisão de bombas de calor tem registado um crescimento acelerado, reconhecido com os prémios Gacela do Consórcio da Zona Franca de Vigo em 2017, 2019 e 2022. </p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img decoding="async" width="640" height="340" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/07/DW3B0151.png" alt="" class="wp-image-32224" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/07/DW3B0151.png 640w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/07/DW3B0151-300x159.png 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/07/DW3B0151-610x324.png 610w" sizes="(max-width: 640px) 100vw, 640px" /></figure>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"></blockquote>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-4322e5ffa0baa5c40bf9e5024eafcc1b wp-block-paragraph">“Durante seis anos fomos a única marca com hidroestufas no mercado. Sempre procurámos criar um produto o mais perfeito possível e inovar. Essa tem sido a nossa filosofia desde o início.”</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Documental 30 Aniversario Ecoforest | El viaje de José Carlos Alonso" width="800" height="450" src="https://www.youtube.com/embed/y3Tt0A3-B7A?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-883cbbae2c39ba85c12c3388277c1ab8 wp-block-paragraph"><strong>Presença Global</strong></p>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-18a9dafc45bbba111e38363526a7cf5c wp-block-paragraph">Com três décadas de experiência no desenvolvimento de soluções de climatização sustentável, o grupo <strong>Ecoforest</strong> conta atualmente com modernas instalações industriais que reforçam a sua presença global. A sede central situa-se em Nigrán (Pontevedra), com uma área de 13.500 m², complementada por uma segunda unidade em Vincios e uma fábrica de pellets em Villacañas (Toledo).</p>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-e6a64f18e5ad9e580fc7a512fd7caa27 wp-block-paragraph">Com mais de 200 colaboradores, a <strong>Ecoforest</strong> continua a investir de forma estratégica em tecnologia, formação e práticas sustentáveis, consolidando a sua posição como fabricante exclusivo de sistemas de climatização 100% renováveis.</p>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-b5fae7a75ba4812a31b6aefaa93e4b69 wp-block-paragraph">Ao comemorar 30 anos de atividade, a marca reafirma o seu compromisso com um futuro onde a climatização represente eficiência energética, respeito pelo ambiente e inovação tecnológica.</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-alpha-channel-opacity has-background is-style-wide" style="background-color:#07a1a6;color:#07a1a6"/>



<p class="has-text-align-center has-black-color has-text-color has-link-color has-small-font-size wp-elements-c07eb39323055b354de8f25c2caf0d83 wp-block-paragraph"><strong><em>O texto acima é da inteira responsabilidade das empresas/entidades em causa<br>Fonte: Press Release</em></strong></p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/empresas/a-ecoforest-celebra-30-anos-de-inovacao-na-climatizacao-sustentavel/">A Ecoforest celebra 30 anos de inovação na climatização sustentável</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>AVAC e Solar Térmico: Como estão as indústrias a reagir?</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/avac-e-solar-termico-como-estao-as-industrias-a-reagir/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rita Ascenso]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Jun 2025 08:54:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[AVAC]]></category>
		<category><![CDATA[descarbonização]]></category>
		<category><![CDATA[EHPA]]></category>
		<category><![CDATA[indústria]]></category>
		<category><![CDATA[mercado]]></category>
		<category><![CDATA[REHVA]]></category>
		<category><![CDATA[Solar Heat Europe]]></category>
		<category><![CDATA[solar térmico]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://edificioseenergia.pt/?p=31929</guid>

					<description><![CDATA[<p>Preços da energia altos, taxas do IVA desfasadas e políticas pouco assertivas são alguns dos problemas com que se debatem estes sectores. Fomos falar com a REHVA, EHPA e Solar Heat Europe e conhecer a realidade destes mercados. Entre várias conclusões, ressalta a necessidade de investimento, inovação e capacidade produtiva. Os agentes de mercado têm de se manter na vanguarda para liderarem esta transformação. Sem eles não chegamos aos edifícios zero emissões.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/avac-e-solar-termico-como-estao-as-industrias-a-reagir/">AVAC e Solar Térmico: Como estão as indústrias a reagir?</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong><em>Este artigo foi originalmente publicado na <a href="https://leitor.medialine.pt/reader.html?p=edificiosenergia&amp;v=principal&amp;e=159" target="_blank" rel="noopener">edição nº 159 da Edifícios e Energia</a> (Maio/Junho 2025).</em></strong></p>
<p>Preços da energia altos, taxas do IVA desfasadas e políticas pouco assertivas são alguns dos problemas com que se debatem estes sectores. Fomos falar com a REHVA, EHPA e Solar Heat Europe e conhecer a realidade destes mercados. Entre várias conclusões, ressalta a necessidade de investimento, inovação e capacidade produtiva. Os agentes de mercado têm de se manter na vanguarda para liderarem esta transformação. Sem eles não chegamos aos edifícios zero emissões.</p>
<p>A s indústrias do AVAC (aquecimento, ventilação e ar condicionado) e do solar já viveram muitos momentos conturbados e de adaptação a vários contextos económicos. As estratégias ambientais e a promoção da eficiência energética têm orientado estes sectores tecnológicos no caminho da redução dos consumos energéticos, do conforto térmico ou da qualidade do ambiente interior. O mercado tem estado sempre à altura dos desafios e sido um aliado imprescindível. Sucede que esta cruzada ganha agora novos contornos. A fasquia está mais alta, as metas de Bruxelas são muito exigentes para os edifícios e estes sectores já poderiam estar com a vitalidade que seria desejada para dar resposta aos desafios da descarbonização. E porquê? Porque de um lado temos uma Europa que quer avançar para a dependência energética, incentivar a electrificação renovável e descarbonizar o parque edificado até 2050. E do outro lado, a ausência de políticas assertivas que resolvam os problemas energéticos de base. Bruxelas continua a promover indirectamente os usos de energia que não são endógenos ao manter uma fiscalidade elevada sobre os equipamentos renováveis. Os valores da energia na Europa continuam a ser incompatíveis com a promoção e aposta na electrificação. Um paradoxo que afecta um mercado decisivo e central na estratégia europeia.</p>
<p>Com a nova Directiva sobre o Desempenho Energético dos Edifícios (EPBD), os edifícios zero emissões vão marcar o ritmo dos projectos e a actividade do AVAC e solar já a partir de 2026. Com a transposição da EPBD para o domínio nacional, as estratégias para a descarbonização dos edifícios vão passar a ser obrigatórias. Mesmo que ainda não se conheçam as metodologias, as exigências vão aumentar em todos os sectores de actividade. Mas há uma coisa que sabemos à partida: sem as indústrias do AVAC e do solar térmico, Bruxelas não chega lá e a descarbonização do parque edificado europeu não se faz.</p>
<p>Tal como nos recorda Serafin Graña no seu habitual artigo de opinião (pág. 44), “a Agência Internacional de Energia (AIE) prevê que o número de sistemas de AVAC em todo o planeta aumente dos cerca de 2 mil milhões actuais para mais de 6 mil milhões em 2050”. Na Europa, estima-se que a procura vai disparar.</p>
<p>O apoio à indústria e a capacidade produtiva e inovadora destes sectores vão ser factores decisivos, mas já lá vamos. Antes, é preciso entender que a tecnologia não pode, por si só, resolver todos os problemas dos edifícios e, para que o caminho se faça, é preciso atacar as outras áreas, nomeadamente aspectos que devem ser acautelados para que cada um cumpra a sua missão e faça a sua parte sem comprometer um sector em toda a linha. A descarbonização dos edifícios, como sabemos, toca em muitas áreas que vão desde a circularidade de todos os elementos construtivos, ao fabrico e produção dos materiais e componentes, ao transporte, etc. É preciso minimizar as necessidades energéticas dos edifícios a nível conceptual e construtivo, logo num primeiro momento. Este é um ponto prévio, muito falado, mas obrigatório, antes de começarmos a falar em soluções activas ou da “corrida à tecnologia” como nos explica João Sousa, projectista, nesta edição (pág. 32).</p>
<p>Nada de novo, já que a principal novidade poderá estar naquilo que é exigido à indústria. Nesse sentido, fomos tentar perceber, junto das principais associações do sector, aquilo que está em cima da mesa. Para esta edição da revista <em>Edifícios e Energia</em>, a Federação Europeia das Associações de Aquecimento, Ventilação e Ar Condicionado (REHVA), a Associação Europeia de Bombas de Calor (EHPA) e a Associação Europeia da Indústria do Solar Térmico (Solar Heat Europe – SHE) confirmam que estão alinhadas e, de uma forma muito activa, a reivindicar um conjunto de questões indispensáveis ao desenvolvimento e crescimento destes sectores. Também do lado português, a Associação Portuguesa das Empresas dos Sectores Térmico, Energético, Electrónico e do Ambiente (APIRAC) e a Associação Portuguesa dos Engenheiros de Frio Industrial e Ar Condicionado partilham o posicionamento do sector em Portugal (EFRIARC) na pág. 18.</p>
<h4><strong>AVAC E SOLAR NO CENTRO DA DESCARBONIZAÇÃO</strong></h4>
<p>Investimento, inovação ou capacidade de produção são áreas determinantes nesta fase. Para a REHVA, o sector deixa de ser “periférico” com a reformulação da EPBD em 2024. Este diploma “coloca os profissionais do AVAC no centro da jornada da descarbonização da Europa&#8221;. Para os especialistas da REHVA, fundada em 1963 e que representa mais de 120 mil projectistas de AVAC, engenheiros, técnicos e especialistas em 26 países europeus, “os sistemas de aquecimento, ventilação e ar condicionado são agora fundamentais para alcançar edifícios com emissões zero, melhorar a qualidade do ambiente interior (IEQ &#8211; <em>Indoor Environmental Quality</em>) e garantir a resiliência energética”. Para responderem às ambições da directiva, “os agentes do mercado devem manter-se na vanguarda” e, por isso, a mensagem da REHVA é clara: “Aqueles que se adaptarem cedo irão liderar a transformação. Os que não o fizerem, arriscam-se a ficar para trás”. Mais, “a EPBD reformulada em 2024 marca uma mudança do desempenho energético no papel para o desempenho em funcionamento nos edifícios”.</p>
<blockquote><p>ELIMINAÇÃO PROGRESSIVA DOS COMBUSTÍVEIS FÓSSEIS<br />
Uma das preocupações mais prementes é a eliminação progressiva das caldeiras alimentadas por combustíveis fósseis. Associações como a REHVA sublinharam a necessidade de uma abordagem que inclua a indústria tecnológica e seja sensível ao contexto, permitindo sistemas híbridos ou adaptações faseadas nos casos em que a electrificação total ainda não é viável. Em resposta, muitos fabricantes estão a acelerar os portfólios de bombas de calor, sistemas híbridos e programas de formação para projectistas e instaladores.<br />
REHVA</p></blockquote>
<p>Para além das estratégias de descarbonização, é preciso ainda olhar para a maior abrangência da directiva. Como sublinha a REHVA, “a reformulação de 2024 da EPBD é mais do que uma actualização técnica”. Trata-se de uma “resposta da UE a uma cascata de crises que se sobrepõem. Desde as alterações climáticas, a segurança energética até à saúde em recintos fechados e à equidade social, a revisão da directiva reflecte um entendimento mais amplo e urgente naquilo que os edifícios devem proporcionar”. E no centro dessa transformação está “o desempenho dos sistemas de aquecimento, ventilação e ar condicionado”.</p>
<p>Proteger a saúde dos ocupantes dos edifícios, melhorar a qualidade de vida das pessoas e acelerar as taxas de reabilitação energética são, por isso, factores que a REHVA elege como prioritários neste processo. E alerta: “Esta mudança coloca novas responsabilidades e oportunidades aos profissionais de AVAC. Os projectistas, instaladores ou especialistas na actividade da manutenção já não estão a trabalhar nos bastidores. As suas decisões influenciam o cumprimento das metas das emissões zero, o conforto térmico e contribuem para a flexibilidade e digitalização da rede”.</p>
<p>Uma maior rapidez na resposta e produção, soluções flexíveis e facilmente adaptáveis às características dos edifícios, a facilidade na instalação ou as soluções modulares, são as respostas que o mercado tem de dar, confirmam estas instituições. A REHVA elege a “flexibilidade, a rapidez e o custo-eficácia” dos sistemas de AVAC como os motores que definem “a próxima geração de projectos e construção. O sucesso da EPDB depende desta capacidade do sector do AVAC”. A flexibilidade não pode estar apenas ao nível da conceção dos sistemas, defende a REHVA. “Os modelos de negócio também precisam de ser flexíveis”. Do ponto de vista comercial, “o <em>leasing</em>, os contratos de desempenho e as ofertas baseadas em serviços (<em>AVAC-as-a-Service</em>) estão a tornar-se opções atractivas, especialmente para os clientes do sector público que enfrentam restrições orçamentais, mas que estão sujeitos a prazos apertados”.</p>
<blockquote><p>QUALIDADE DO AMBIENTE INTERIOR (IEQ)</p>
<p>A tendência aponta para soluções integradas e com desempenho verificado, como a ventilação controlada por procura com monitorização de CO2, ou o aquecimento/arrefecimento por zonas com sensores de qualidade do ambiente interior (QAmI). Alguns fabricantes começam a incluir a QAmI como parte das suas ofertas de sistemas, enquanto associações como a REHVA estão a actualizar as orientações para apoiar os profissionais neste modelo de dupla abordagem: poupança de energia + bem-estar dos ocupantes.</p>
<p>REHVA</p></blockquote>
<p>Para estas indústrias, para as PME´s, para os projectistas e para os instaladores existem outros problemas de base que precisam de solução urgente. “No entanto, a par destas preocupações, há sinais de adaptação pragmática e de alinhamento estratégico com as ambições da directiva”, explica-nos a REHVA. Uma boa notícia, tendo em conta o caminho que está por fazer.</p>
<h4><strong>AS BOMBAS DE CALOR – PRECISAM-SE MEDIDAS URGENTES!</strong></h4>
<p>As bombas de calor estão a passar por grandes dificuldades com o mercado a cair para níveis que não eram esperados. A razão estará nos preços da energia e na manutenção elevada da taxa do IVA na maioria do espaço europeu. A electricidade continua cara e torna-se pouco vantajoso investir numa bomba de calor quando as pessoas ainda pagam menos pelo aquecimento com recurso a combustíveis fósseis. Uma reivindicação da EHPA que sublinha a previsibilidade da procura a longo prazo e denuncia a falta de atenção a estes temas, tanto no Acordo para a Indústria Limpa como no Plano de Acção para a Energia Acessível.</p>
<p>As vendas caíram em média 21% (em comparação com o ano de 2023) em 14 grandes mercados europeus, representando cerca de 90% do total do mercado europeu. Quem o avança é a EHPA. “O mercado passou de 2,8 milhões para 2,2 milhões de unidades vendidas”. No topo da lista, a associação europeia identifica três razões principais: o apoio governamental instável &#8211; as alterações nos regimes de subsídios enfraqueceram a confiança dos consumidores, tornando as bombas de calor menos atractivas; a recessão económica &#8211; a crise do custo de vida fez com que os consumidores hesitassem em investir em novos sistemas de aquecimento; o gás barato e subsidiado &#8211; os baixos preços do gás tornam as caldeiras a combustíveis fósseis uma opção mais acessível a curto prazo.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-31935  alignleft" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/06/shutterstock_2012493668-1-1-1024x679.jpg" alt="" width="366" height="243" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/06/shutterstock_2012493668-1-1-1024x679.jpg 1024w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/06/shutterstock_2012493668-1-1-300x199.jpg 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/06/shutterstock_2012493668-1-1-768x510.jpg 768w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/06/shutterstock_2012493668-1-1-1536x1019.jpg 1536w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/06/shutterstock_2012493668-1-1-2048x1359.jpg 2048w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/06/shutterstock_2012493668-1-1-610x405.jpg 610w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/06/shutterstock_2012493668-1-1-1080x717.jpg 1080w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/06/shutterstock_2012493668-1-1-scaled.jpg 1200w" sizes="(max-width: 366px) 100vw, 366px" /></p>
<p>Numa altura em que a dinamização das soluções renováveis é essencial para a Europa, a EHPA considera que, “em vez de acelerar a transição para um aquecimento limpo, as políticas estão inadvertidamente a empurrar os consumidores para caldeiras alimentadas a combustíveis fósseis, comprometendo os objectivos climáticos”. Para além de “limitar o abandono dos combustíveis fósseis”, a EHPA chama a atenção para “o aumento das instalações de caldeiras a combustíveis fósseis”, que resulta numa “inversão ao progresso” que Bruxelas promove.</p>
<p>Como consequência desta ausência de políticas eficazes, a associação explica à <em>Edifícios e Energia</em> que o sector das bombas de calor está com “grandes dificuldades”. Trata-se de uma indústria que “fabrica 60-73% dos seus produtos na Europa” e que se debate com “a perda de postos de trabalho” e a diminuição do investimento na sua capacidade de produção. Globalmente, e segundo dados fornecidos pela associação europeia, o sector das bombas de calor gera cerca de 416 mil empregos directos e indirectos. “O declínio da procura de bombas de calor também teve impacto no emprego, com pelo menos quatro mil postos de trabalho cortados e mais de seis mil afectados. “Estes contratempos estão, não só a prejudicar a indústria, mas também a enfraquecer a competitividade e a segurança energética da Europa”, reforçam os responsáveis pela EHPA.</p>
<p>Para dar resposta a estes problemas, a associação europeia pede medidas urgentes. A redução do IVA sobre as bombas de calor para 5% é uma medida possível “ao abrigo da legislação da UE desde 2022”. No entanto, a EHPA vai mais longe e pretende que esta redução seja ainda maior, apoia os 0% de IVA e incentiva os Estados-Membros a adoptá-la como estratégia.</p>
<p>“O sector das bombas de calor precisa de políticas estáveis e previsíveis”, no entanto, e numa altura em que os trabalhos de transposição da EPBD já começaram, existe a possibilidade de “este diploma ser aberto à legislação conexa”. Para a EHPA, esta realidade vai criar “incerteza regulamentar” que pode “minar a confiança dos investidores e atrasar projectos fundamentais”. Uma incerteza que poderá “resultar em mais perdas de postos de trabalho e atrasar significativamente os progressos e os objectivos climáticos e energéticos da Europa”, alerta a associação.</p>
<p>Ultrapassadas estas questões, é previsível que o sector esteja mais bem preparado para dar resposta àquilo que lhe é exigido. A EHPA relembra que, mesmo neste contexto, “as empresas já estão a alinhar as suas estratégias com os objectivos da EPBD”, com mais investimento na capacidade de fabrico, desenvolvimento de programas de formação e inovação. Nos últimos três anos, “os fabricantes de bombas de calor na Europa investiram quase sete mil milhões de euros em cerca de 300 locais de produção no espaço europeu. A indústria das bombas de calor está empenhada em melhorar ainda mais a eficiência, a acessibilidade e a flexibilidade, satisfazendo as exigências dos novos projectos de construção e renovação”. Mas para o efeito, e para “garantir o crescimento e a estabilidade a longo prazo, segundo a EHPA, “o sector precisa de clareza e continuidade no quadro regulamentar”.</p>
<blockquote><p>TORNAR A QAI (QUALIDADE DO AMBIENTE INTERIOR) VISÍVEL</p>
<p>A IEQ, ou Qualidade do Ambiente Interior, já não é opcional. À medida que os sensores se tornam obrigatórios em muitos edifícios novos e renovados, espera-se que os profissionais de AVAC especifiquem, instalem e interpretem os dados. Em vez de tratar esta actividade como trabalho extra, é importante olhar para esta oportunidade como a demonstração de um valor acrescentado: fornecer sistemas que não se limitam a reduzir o consumo de energia, mas que melhoram activamente o conforto, a produtividade e a saúde.</p>
<p>REHVA</p></blockquote>
<p>Com preços da electricidade e um IVA mais justos, os Sistemas de Automatização e Controlo de Edifícios (SACE) e a inteligência dos edifícios “permitem que as bombas de calor funcionem quando a electricidade é mais barata, ao mesmo tempo que a integração perfeita com painéis solares e outras fontes renováveis vai reduzir a dependência dos combustíveis fósseis e optimizar o consumo de energia”. A integração é um caminho inevitável e garante maior flexibilidade para as soluções, o que torna “as bombas de calor mais adaptáveis a diferentes tipos de edifícios&#8221;, explica esta associação europeia.</p>
<h4><strong>SOLAR TÉRMICO &#8211; SISTEMAS HÍBRIDOS SÃO A TENDÊNCIA</strong></h4>
<p>“Sem arrependimentos” é como a indústria do solar térmico se define no actual contexto. A razão, segundo Pedro Dias, Deputy Managing Director na Solar Heat Europe, é o facto de o solar térmico se destacar como uma solução híbrida no que toca a custos baixos e flexibilidade. “O solar térmico beneficia de uma vasta experiência em combinação com outras tecnologias, como o gás e a biomassa, e integra-se perfeitamente com sistemas existentes ou novos, como as bombas de calor”. Recorde-se de que, depois de vários incentivos no início deste século, o solar térmico foi sendo preterido por soluções que davam respostas directas à dinâmica da electrificação e com as quais foi concorrendo, nomeadamente as bombas de calor e o solar fotovoltaico. A produção de calor renovável para aquecimento de água e ambiente através dos colectores solares térmicos é obrigatória em Portugal para os edifícios novos residenciais e está a posicionar-se como um complemento importante para as metas da descarbonização, também para os edifícios comerciais e serviços. A seu favor está ainda o facto de a indústria estar maioritariamente concentrada na Europa e num mercado dominado por PME´s, “posicionados desde a Finlândia ao Chipre, incluindo Portugal”.</p>
<blockquote><p>SOLAR TÉRMICO: UMA TECNOLOGIA IMPRESCINDÍVEL</p>
<p>Actualmente, o sector solar térmico tem sido sujeito a muitos desenvolvimentos de I&amp;D, é uma tecnologia moderna e fiável que fornece calor renovável até 400 °C e é adequada para muitas aplicações diferentes. O sector tem uma forte base de produção europeia, capaz de satisfazer 90% da procura interna de sistemas solares térmicos e de exportar para todo o mundo. A Solar Heat Europe representa diferentes partes da cadeia de valor, sendo os seus membros constituídos por fornecedores, fabricantes, promotores de projectos, institutos de investigação e associações nacionais de 16 países europeus.</p>
<p>Solar Heat Europe</p></blockquote>
<p>O trabalho da SHE em promover o solar térmico tem sido muito activo e os argumentos técnicos são vários. “Para acelerar a sua implementação face às metas de renovação da EPBD, e mais especificamente tendo em conta os requisitos do ‘Artigo 10. Energia solar nos edifícios’, o sector está a concentrar-se na densidade energética superior do solar térmico em comparação com o fotovoltaico. Um sistema solar térmico (ST) gera 600-1000 kWh/m²/ano de energia térmica, essencial para diversas aplicações de calor, enquanto um painel solar fotovoltaico (PV) convencional produz 150-250 kWh/m²/ano de electricidade. Esta eficiência, resultante da capacidade do ST de converter até 80% da radiação solar em calor útil, torna-o prioritário para a descarbonização do consumo de calor, especialmente em espaços urbanos limitados”, explica Pedro Dias.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-31936  alignright" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/06/shutterstock_2212908737-1-1024x683.jpg" alt="" width="408" height="272" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/06/shutterstock_2212908737-1-1024x683.jpg 1024w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/06/shutterstock_2212908737-1-300x200.jpg 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/06/shutterstock_2212908737-1-768x512.jpg 768w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/06/shutterstock_2212908737-1-1536x1024.jpg 1536w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/06/shutterstock_2212908737-1-2048x1365.jpg 2048w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/06/shutterstock_2212908737-1-610x407.jpg 610w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/06/shutterstock_2212908737-1-1080x720.jpg 1080w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/06/shutterstock_2212908737-1-scaled.jpg 1200w" sizes="(max-width: 408px) 100vw, 408px" /></p>
<p>Os sistemas híbridos são a tendência para este mercado que se quer reafirmar. “O desenvolvimento de tecnologias híbridas, tanto a nível de painéis PVT (fotovoltaico-térmico) como de sistemas híbridos como solar térmico/bomba de calor é uma prioridade, maximizando a densidade energética e a eficiência, particularmente em reabilitações com restrições de espaço”. Neste sentido, a SHE espera que a EPBD seja “justa e eficaz”. Para Pedro Dias, “é crucial estabelecer um´<em>level playing field</em>`entre as diferentes tecnologias de energia renovável, nomeadamente o solar térmico e o fotovoltaico. O uso do solar térmico nos edifícios não pode ser ignorado!”. Segundo a SHE, os enquadramentos legais não fazem a necessária referência concreta nem promovem esta solução “como previsto no artigo 10º da EPBD. É essencial criar condições equitativas, o que implica considerar a densidade energética de cada tecnologia, definindo critérios com base na capacidade instalada e não na área ocupada. Dessa forma, possibilita-se a valorização do contributo específico de cada tecnologia para a descarbonização do parque edificado, evitando um favorecimento implícito de uma tecnologia em detrimento de outra, e permitindo que os decisores e os consumidores escolham a solução mais adequada às suas necessidades e condições locais, maximizando assim o potencial de ambas as tecnologias na transição energética”.</p>
<blockquote><p>SISTEMAS DE AUTOMATIZAÇÃO E CONTROLO DE EDIFÍCIOS (SACE)</p>
<p>Os SACE já não são opcionais (mesmo para os novos edifícios residenciais até 2026). Em resposta, o sector está a investir na melhoria das competências, desde a formação a iniciativas financiadas pela UE no âmbito dos programas LIFE e Horizonte Europa. Os fabricantes estão também a simplificar as interfaces e a oferecer soluções pré-configuradas para reduzir as dificuldades de entrada no mercado. A interoperabilidade e os protocolos abertos estão a tornar&#8211;se pontos de venda, especialmente à medida que os <em>digital building logbooks</em> e o Indicador de Aptidão para Tecnologias Inteligentes (SRI) começam a ser associados a quadros de conformidade mais amplos.</p>
<p>REHVA</p></blockquote>
<p>Na base destas dificuldades poderá estar a fragmentação entre políticas nacionais e a implementação local, o que, para Pedro Dias, “dificulta a eficácia da EPBD”. A SHE aponta para a harmonização dos diferentes diplomas (com metas claras e adaptação local), a partilha do financiamento europeu entre os governos locais e os municípios e a promoção de plataformas colaborativas, como o Pacto de Autarcas para o Clima e a Energia. “A Solar Heat Europe defende uma cooperação multinível, onde os governos estabelecem normas, a UE apoia com recursos e os municípios implementam acções práticas. Esta sinergia, aliada a incentivos e capacitação, acelera a descarbonização, transformando a EPBD num motor da transição energética nos edifícios”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>ESTE ARTIGO CONTOU COM A COLABORAÇÃO DE:</strong></p>
<p><strong>REHVA:</strong> Andrei Vladimir Litiu (EPB Center Executive Director), Johann Zirngibl (REHVA Vice-president), Jarek Kurnitski (REHVA expert, TRC Chair Person), Jaap Hogeling (REHVA Journal Editor-in-chief, EPB Expert and Co-founder of EPB Center), Pablo Carnero Melero (REHVA Technical and EU project Officer Consultant) e Francesco Robimarga (REHVA Policy and Advocacy Officer)</p>
<p><strong>SOLAR HEAT EUROPE:</strong> Pedro Dias, Deputy Managing Director na Solar Heat Europe</p>
<p><strong>EHPA:</strong> especialistas e técnicos da Associação Europeia de Bombas de Calor</p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/avac-e-solar-termico-como-estao-as-industrias-a-reagir/">AVAC e Solar Térmico: Como estão as indústrias a reagir?</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O caminho para a descarbonização do sector do aquecimento e arrefecimento</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/empresas/o-caminho-para-a-descarbonizacao-do-sector-do-aquecimento-e-arrefecimento/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 May 2025 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[ADENE]]></category>
		<category><![CDATA[AQS]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento]]></category>
		<category><![CDATA[arrefecimento]]></category>
		<category><![CDATA[biomassa]]></category>
		<category><![CDATA[Biometano]]></category>
		<category><![CDATA[bombas de calor]]></category>
		<category><![CDATA[Caldeiras]]></category>
		<category><![CDATA[descarbonização]]></category>
		<category><![CDATA[ecodesign]]></category>
		<category><![CDATA[edifícios]]></category>
		<category><![CDATA[eficiência energética]]></category>
		<category><![CDATA[energias renováveis]]></category>
		<category><![CDATA[epbd]]></category>
		<category><![CDATA[Green Deal]]></category>
		<category><![CDATA[hidrogénio]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[REDI4HEAT]]></category>
		<category><![CDATA[sistemas solares térmicos]]></category>
		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Transição energética]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://edificioseenergia.pt/?p=31264</guid>

					<description><![CDATA[<p>O sector do aquecimento e arrefecimento é responsável por 50% do consumo de energia na União Europeia, e ainda muito dependente dos combustíveis fósseis. ...</p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/empresas/o-caminho-para-a-descarbonizacao-do-sector-do-aquecimento-e-arrefecimento/">O caminho para a descarbonização do sector do aquecimento e arrefecimento</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><br></p>



<p class="has-text-align-center has-black-color has-text-color has-link-color has-small-font-size wp-elements-da6af3784984af259fef9c6bfcc482a8 wp-block-paragraph"></p>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-8a7ce028cbdcc90a153b37303ad3bb4b wp-block-paragraph">O sector do aquecimento e arrefecimento é responsável por 50% do consumo de energia na União Europeia, e ainda muito dependente dos combustíveis fósseis. Em 2023, e de acordo com o Eurostat, apenas 26,2% do consumo final de energia deste sector teve origem renovável. &nbsp;</p>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-f083d56b58f6b4ced4690e19e7457f5a wp-block-paragraph">No contexto do <em>Green Deal</em>, que define objetivos para a descarbonização da economia europeia até 2050, este sector é abordado em várias políticas com destaque para as Diretivas de Energias Renováveis, Eficiência Energética, Desempenho Energético dos Edifícios e <em>Ecodesign</em>. Os requisitos impactam direta e indiretamente o sector e definem metas específicas para a integração de renováveis, obrigações de planeamento e aumento do desempenho dos sistemas.</p>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-eee530f0439ccb69cf648531428ef083 wp-block-paragraph">A oferta de soluções eficientes e com recurso a energias renováveis já está amplamente disponível. Os sistemas solares térmicos são uma excelente aposta para a preparação de água quente e aquecimento ambiente, com o apoio de sistemas elétricos, nomeadamente bombas de calor. Para este segmento é esperado um plano de ação nacional que apoie a eliminação de algumas barreiras como os custos de aquisição e instalação. De referir também a importância de acelerar a transição das bombas de calor para gases naturais, bem como, explorar o potencial de aproveitamento geotérmico. Também o mercado das soluções a biomassa está mais dinâmico, com a oferta de soluções mais eficientes e integradas ao contexto residencial.</p>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-5ec54b5f817cb1b03f5994d906609332 wp-block-paragraph">Na área das caldeiras, a indústria tem respondido com soluções híbridas, que exploram a utilização parcial de gases renováveis como o hidrogénio e o biometano em complemento ao gás natural. As regras de conceção e desempenho destes equipamentos ainda está em discussão e espera-se para breve a aprovação dos novos regulamentos de <em>ecodesign</em> e etiquetagem energética.</p>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-15d972bdd626b8da87a053cd356fb3bc wp-block-paragraph">Em Portugal o sector representa 36% do consumo de energia final, uma parcela inferior comparativamente à média europeia, face ao clima mais ameno, ao nível do aquecimento e ao ainda reduzido consumo para colmatar as necessidades de arrefecimento. O Plano Nacional de Energia e Clima 2030, recentemente aprovado, identifica várias medidas, desde a reabilitação de edifícios, à promoção da eficiência energética e integração de renováveis nos sistemas de aquecimento e arrefecimento.</p>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-64a339f121803e7fe4af9cc6f4f74228 wp-block-paragraph">É essencial operacionalizar as diretrizes preconizadas, apoiando os vários sectores da economia com políticas, incentivos e iniciativas de capacitação, para a descarbonização do aquecimento e arrefecimento.<br><br></p>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color has-small-font-size wp-elements-b48d1a7f6b7b06e3d42abeef918494d6 wp-block-paragraph"><strong>Nota:</strong> Esta análise foi desenvolvida com o apoio do <strong><a href="https://redi4heat.ehpa.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">REDI4HEAT</a></strong>, um projeto cofinanciado pelo programa LIFE, que conta com a <strong><a href="https://www.adene.pt/" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">ADENE &#8211; Agência para a Energia</a></strong> como parceira, e que visa apoiar os Estados-Membros na utilização de energias renováveis no sector do aquecimento e arrefecimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="has-text-align-center has-black-color has-text-color has-link-color has-small-font-size wp-elements-cc0c7d5b0a8aabc2bedc6212a741f4c0 wp-block-paragraph">Opinião/Análise por Joana Fernandes, Coordenadora da área de Projetos Técnicos da ADENE</p>



<div style="height:70px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<hr class="wp-block-separator aligncenter has-text-color has-alpha-channel-opacity has-background is-style-wide" style="background-color:#19a2a2;color:#19a2a2"/>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="582" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/05/AF_LOGO-BASE-ADENE-CMYK-02-1024x582.jpg" alt="" class="wp-image-31266" style="width:109px;height:auto" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/05/AF_LOGO-BASE-ADENE-CMYK-02-1024x582.jpg 1024w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/05/AF_LOGO-BASE-ADENE-CMYK-02-300x171.jpg 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/05/AF_LOGO-BASE-ADENE-CMYK-02-768x437.jpg 768w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/05/AF_LOGO-BASE-ADENE-CMYK-02-1536x874.jpg 1536w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/05/AF_LOGO-BASE-ADENE-CMYK-02-2048x1165.jpg 2048w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/05/AF_LOGO-BASE-ADENE-CMYK-02-610x347.jpg 610w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/05/AF_LOGO-BASE-ADENE-CMYK-02-1080x614.jpg 1080w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/05/AF_LOGO-BASE-ADENE-CMYK-02-scaled.jpg 1200w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="has-text-align-center has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-b2cd7f68e21445a2c65e530a746dacb7 wp-block-paragraph" style="font-size:14px">Conteúdo com o apoio <br></p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/empresas/o-caminho-para-a-descarbonizacao-do-sector-do-aquecimento-e-arrefecimento/">O caminho para a descarbonização do sector do aquecimento e arrefecimento</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Uso de energia renovável para aquecimento e arrefecimento atinge 26 %, segundo dados do Eurostat</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/uso-de-energia-renovavel-para-aquecimento-e-arrefecimento-atinge-26-segundo-dados-do-eurostat/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Edifícios e Energia]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Mar 2025 09:40:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento]]></category>
		<category><![CDATA[arrefecimento]]></category>
		<category><![CDATA[eficiência energética]]></category>
		<category><![CDATA[Eurostat]]></category>
		<category><![CDATA[união europeia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://edificioseenergia.pt/?p=30370</guid>

					<description><![CDATA[<p>Os dados do Serviço de Estatísticas da Comissão Europeia demonstram que continua a aumentar a utilização de fontes de energia renováveis para aquecimento e arrefecimento na União Europeia (UE). A quota de energia proveniente de fontes renováveis nestas áreas atingiu 26,2 % em 2023, o valor mais elevado desde que foi iniciado o processo de monitorização em 2004 (11,7 %).</p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/uso-de-energia-renovavel-para-aquecimento-e-arrefecimento-atinge-26-segundo-dados-do-eurostat/">Uso de energia renovável para aquecimento e arrefecimento atinge 26 %, segundo dados do Eurostat</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Os dados do Serviço de Estatísticas da Comissão Europeia demonstram que continua a aumentar a utilização de fontes de energia renováveis para aquecimento e arrefecimento na União Europeia (UE).  </strong></p>
<p><span data-contrast="auto">A quota de energia proveniente de fontes renováveis nestas áreas atingiu 26,2 % em 2023, o valor mais elevado desde que foi iniciado o processo de monitorização em 2004 (11,7 %). Em comparação com o ano anterior, 2022, a quota aumentou 1,2 pontos percentuais (p.p). </span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">De acordo com o Eurostat, a biomassa e as bombas de calor têm sido os principais impulsionadores do aumento gradual do consumo final bruto de energia renovável para aquecimento e arrefecimento na Europa, em termos absolutos.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Portugal encontra-se acima da média europeia nesta área, com 47,1% em 2023, um aumento de 1,6 pontos percentuais face a 2022 (45,5 %).</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A Suécia voltou a liderar em 2023 no que diz respeito às energias renováveis no aquecimento e arrefecimento, com uma quota de 67,1 %, seguida da Estónia (66,7 %). O Eurostat indica que ambos os países utilizam sobretudo biomassa e bombas de calor. Seguiu-se-lhes a Letónia (61,4 %), que utiliza principalmente biomassa.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Em contrapartida, as quotas mais baixas de fontes renováveis no aquecimento e arrefecimento foram registadas na Irlanda (7,9 %), nos Países Baixos (10,2 %) e na Bélgica (11,3 %).</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Comparativamente com 2022, 21 países da UE registaram um aumento nas percentagens de energias renováveis utilizadas no aquecimento e arrefecimento. A Áustria (+8,1 p.p.), Malta (+7,5 p.p.) e a Grécia (+4,9 p.p.) foram os que apresentaram um maior aumento entre 2022 e 2023. Em sentido inverso, foram registadas diminuições na Suécia (-2,7 pp), Polónia (-2,2 pp), Eslováquia (-1,1 pp), Croácia (-1,0 pp), Alemanha (-0,5 pp) e Luxemburgo (-0,1 pp).</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A Directiva relativa à promoção da utilização de energia proveniente de fontes renováveis exige que os países da UE aumentem a sua quota média anual de energias renováveis no aquecimento e arrefecimento em, pelo menos, 0,8 pontos percentuais de 2021 a 2025 e em, pelo menos, 1,1 pontos percentuais de 2026 a 2030.</span></p>
<p>Fotografia de destaque: ©<em> Freepik</em></p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/uso-de-energia-renovavel-para-aquecimento-e-arrefecimento-atinge-26-segundo-dados-do-eurostat/">Uso de energia renovável para aquecimento e arrefecimento atinge 26 %, segundo dados do Eurostat</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
