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	<title>António Lopes do Rego, autor em Edificios e Energia</title>
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	<description>A Revista especializada de referência nos sectores de AVAC, eficiência energética, materiais de construção e edifícios.</description>
	<lastBuildDate>Fri, 12 Apr 2019 16:12:10 +0000</lastBuildDate>
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	<title>António Lopes do Rego, autor em Edificios e Energia</title>
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		<title>Engenharia sem Engenheiros? Engenharia e sustentabilidade</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/forum/engenharia-sem-engenheiros-engenharia-e-sustentabilidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[António Lopes do Rego]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Nov 2018 10:00:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[#FORUM]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O termo “Engenharia Financeira” é dos mais perversos que surgiu no vocabulário corrente no mundo dos negócios, porque a sua prática baseia-se no oposto do que é a engenharia.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">O termo “Engenharia Financeira” é dos mais perversos que surgiu no vocabulário corrente no mundo dos negócios, porque a sua prática baseia-se no oposto do que é a engenharia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A engenharia é o campo de atividade que transpõe os conhecimentos científicos para a utilização corrente do ser humano, e, para isso, tem de ser fiável, segura e perene.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A “Engenharia Financeira” é a forma de “construir” sem ter as garantias da solidez e perenidade das estruturas que a sustentam. Daí o risco de colapso e de implosão dos sistemas que concebe. Risco que a prática tem demonstrado ser incontrolável.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esta última “Engenharia” tem tido o protagonismo quase exclusivo em termos de gestão, sendo disso reflexo a fraca participação de profissionais de Engenharia nos órgãos decisores ou mesmo na sua assessoria, seja na atividade privada, seja na pública. (1)</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esta forma estrutural, para além da falta de conhecimento e de apoio técnico nas decisões, conduz principalmente a uma deformação cultural no corpo decisor, tendo como consequência a avaliação de resultados no imediato e no que é estrito ao seu “quintal”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esta realidade produz a antítese do que se pretende quando pensamos em sustentabilidade. Julgo que a fraca adesão no nosso país às certificações de sustentabilidade, como, por exemplo, o LEED, se deve às exigências de uma visão alargada do objeto a construir, com intervenção multidisciplinar das engenharias e das arquiteturas, de modo a relacionar de forma harmoniosa e sustentável, com as atividades que nele se desenvolverão e com tudo o que o envolve, no sentido mais lato (clima, mobilidade, conforto, economia, urbanismo, etc.).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ora, isto só se consegue com uma participação forte dos profissionais das engenharias e arquiteturas (o plural na arquitetura é a pensar especialmente no paisagismo como especialidade globalizante e imprescindível ao bem-estar humano), e não se ficar confinado aos financeiros, economistas, e juristas, nos órgãos de decisão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esta deformação faz-se sentir tanto na atividade privada, como na pública, e também em grande escala na da política. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É nossa obrigação – das Ordens, associações profissionais e de atividades na área de Engenharia – denunciar a grave lacuna na omissão da cultura do saber tecnológico nos órgãos de gestão e lutar pelo seu preenchimento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Hoje em dia, fala-se muito em quotas de género na constituição dos órgãos de gestão e até nos de soberania. Seria interessante começarmos a analisar as cotas exageradamente altas naqueles órgãos de profissionais com total ausência de conhecimentos técnicos e de mentalidade, que não sejam subservientes a aspetos do imediatismo económico e financeiro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As novas universidades são um reflexo disso, ao priorizarem a formação nas áreas de economia e finanças (publicitando nestas áreas 100 % de empregabilidade) e não integrando currículos com forte componente das Engenharias. (2)</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Aprofundar a transversalidade das diversas especialidades nas equipas de projeto e consultoria é uma necessidade. Mas, sem uma correção nos profundos desequilíbrios das especialidades envolvidas nos órgãos de gestão, não se consegue atingir os objetivos pretendidos em termos de sustentabilidade.</span></p>
<p><em><span style="font-weight: 400;">(1) É curioso verificar que, no órgão de soberania mais representativo da Democracia, que é o Parlamento (no nosso caso, Assembleia da República), os nossos representantes sejam cidadãos cuja representatividade do espetro profissional e de formação nada tem a ver com o conjunto da população, nem com ligações às necessidades mais prementes da nossa sociedade. </span></em></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><em>(2) Por curiosidade, fui ver a constituição dos currículos da nova universidade, apontada como modelo, recentemente inaugurada em Carcavelos, NOVA School of Business &amp; Economics. A ausência de matérias ligadas a uma cultura de sustentabilidade é total.</em> </span></p>
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<div class="et_pb_text_inner">
<p style="text-align: center;"><strong><em>As opiniões expressas são da responsabilidade dos autores e não reflectem necessariamente as ideias da revista Edifícios e Energia.</em></strong></p>
</div>
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		<title>Quando o Estado não cumpre</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/forum/quando-o-estado-nao-cumpre/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[António Lopes do Rego]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 01 Sep 2018 10:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[#FORUM]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Seguindo o sempre sábio pensamento pessoano, o comportamento do Governo da República, ao fazer o contrário do que determina, está no caminho da verdade, pois envolve a contradição. E esta é a essência do Universo…</p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/forum/quando-o-estado-nao-cumpre/">Quando o Estado não cumpre</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><span style="font-weight: 400;">“A suprema verdade que se pode dizer de uma coisa é que ela é e não é ao mesmo tempo. Por isso, pois, que a essência do Universo é a contradição […],uma afirmação é tanto mais verdadeira quanto maior contradição envolve.”</span></em></p>
<p><em><span style="font-weight: 400;">Fernando Pessoa, «A Nova poesia Portuguesa», in “A Águia”, 1912.</span></em></p>
<p> </p>
<p><span style="font-weight: 400;">Seguindo o sempre sábio pensamento pessoano, o comportamento do Governo da República, ao fazer o contrário do que determina, está no caminho da verdade, pois envolve a contradição. E esta é a essência do Universo…</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Posto isto, ficaríamos por aqui, e resignando-nos, se acolhermos o último parágrafo do texto do meu velho amigo, companheiro de luta e colega Carlos Oliveira, no último número desta revista:</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Ficamos à espera (&#8230;) quando o Estado quiser”… </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ora, podemos ficar à espera eternamente, porque o Governo da República nunca vai querer. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A República é impessoal. É representada por uma figura de mulher, com o tronco desnudo, oferecendo-nos, com a pujança dos seus seios, uma fertilidade infinita. Mas, tocando-a, não passa de uma peça frígida de pedra, que nada dá do que parece oferecer.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A República, na sua génese, é autoritária e contraditória. Exige que a sirvam sem se comprometer com o servir.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Observemos o que culturalmente nos distingue dos povos que rejeitam a obsessão republicana, para privilegiarem o poder democrático dos parlamentos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um português, só porque o é, é um republicano português. Assim, está inscrito no seu documento de identificação. Não “Portugal”, mas “República Portuguesa”. Um cidadão é obrigado a ser qualquer coisa…para além de “Português”. Um sueco, um dinamarquês um japonês , é simplesmente, um sueco, um dinamarquês, um japonês.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ora, esta diferença, que parece ser nada, é muito, pois marca uma diferença abissal na relação entre o poder e os cidadãos. Estes, no primeiro caso, têm de servir uma entidade com marca, impessoal e de difícil definição, logo, de responsabilidade duvidosa. No segundo, o cidadão sabe que pertence a uma sociedade organizada, sem ser obrigado a ter adjetivações que imponham uma carga ideológica. Serve um país que tem apenas o nome e nada mais. Pode ser o que o povo quiser, governado por si, através de um parlamento livre de atributos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vamos, pois, regressar ao tema que nos traz aqui:  Imaginemos que o Estado sueco ou dinamarquês não cumpria o SCE lá do sítio. O que aconteceria?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A situação seria fortemente denunciada pelas associações profissionais do setor e pelos agentes económicos envolvidos. E, como é uma sociedade livre, não ficava à espera de que o Estado fizesse isto e aquilo, mas obrigava a que ele o fizesse com marcação de metas temporais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E se não o fizesse, estavam reunidas as condições para que todos os técnicos envolvidos no processo através das suas associações o suspendessem e se negociassem procedimentos. Ou todos cumprem ou não cumpre ninguém.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se é admissível reduzirem-se cuidados de saúde, privarem-se os cidadãos de mobilidade, parar a atividade económica, por razões de carácter corporativo, porque não os Peritos Qualificados suspenderem temporariamente um processo que está a ser viciado pelo Estado com prejuízos para toda a sociedade?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Deste modo, passar-se-ia a responsabilidade pelo não cumprimento da legislação europeia, perante os seus órgãos, para o Governo da dita República.</span></p>
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<p style="text-align: center;"><strong><em>As opiniões expressas são da responsabilidade dos autores e não reflectem necessariamente as ideias da revista Edifícios e Energia.</em></strong></p>
</div>
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<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/forum/quando-o-estado-nao-cumpre/">Quando o Estado não cumpre</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
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