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	<title>Arquivo de Valladolid - Edificios e Energia</title>
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	<description>A Revista especializada de referência nos sectores de AVAC, eficiência energética, materiais de construção e edifícios.</description>
	<lastBuildDate>Mon, 24 Feb 2025 10:19:37 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivo de Valladolid - Edificios e Energia</title>
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		<title>Valladolid, uma cidade em busca da neutralidade carbónica</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Edifícios e Energia]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Feb 2025 09:59:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[cidades]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A bordo da Missão Cidades da União Europeia, Valladolid tem vindo a construir o seu caminho rumo à neutralidade carbónica. O parque edificado é uma das principais preocupações da cidade espanhola pelo facto de, em 2019, os edifícios e o aquecimento terem representado um total de 22 % das suas emissões de GEE. Valladolid definiu, assim, que um dos principais focos da sua estratégia seria a renovação energética dos edifícios e o desenvolvimento de redes de aquecimento urbano.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><em>Este artigo foi originalmente publicado na <a href="https://leitor.medialine.pt/reader.html?p=edificiosenergia&amp;v=principal&amp;e=157" target="_blank" rel="noopener">edição nº 157 da Edifícios e Energia</a> (Janeiro/Fevereiro 2025).</em></p>
<p><strong>A bordo da Missão Cidades da União Europeia, Valladolid tem vindo a construir o seu caminho rumo à neutralidade carbónica. O parque edificado é uma das principais preocupações da cidade espanhola pelo facto de, em 2019, os edifícios e o aquecimento terem representado um total de 22 % das suas emissões de GEE. Valladolid definiu, assim, que um dos principais focos da sua estratégia seria a renovação energética dos edifícios e o desenvolvimento de redes de aquecimento urbano.</strong></p>
<p>Segundo dados do município de Valladolid referentes a 2020, os edifícios residenciais são responsáveis por 23,4 % das emissões de dióxido de carbono (CO2) da cidade e os edifícios municipais, juntamente com a iluminação pública, contribuem com 1,58 %. Já a indústria e o sector terciário representam 35,75 % das emissões. No total, uma contribuição de 60,73 % do CO2, a que se soma 39,27 % proveniente dos transportes.</p>
<p>Recentemente, a 28 de Novembro, Valladolid reafirmou o seu compromisso com a neutralidade climática no âmbito da II Conferência Internacional Sevilla City One, um evento que tem como objectivo fomentar o intercâmbio de ideias e promover projectos inovadores para alcançar cidades mais sustentáveis. Alejandro García Pellitero, vereador do Ambiente de Valladolid, sublinhou que o sector dos edifícios será uma área de intervenção fundamental para Valladolid alcançar a neutralidade climática em 2030. Entre as iniciativas destacadas, mencionou a reabilitação energética, a criação de bairros de energia positiva (aqueles que produzem mais energia do que consomem) e o desenvolvimento de comunidades energéticas. Além disso, salientou o “projecto emblemático da cidade”: uma rede de calor para toda a cidade de Valladolid.</p>
<p>Estas acções irão envolver um investimento de cerca de 1,5 mil milhões de euros, dos quais 15 % serão assegurados pelo sector público e 85 % pelo sector privado. É esperado que estas iniciativas permitam poupanças operacionais estimadas em 1,6 mil milhões de euros e co benefícios avaliados em 590 milhões de euros, através da criação de empregos verdes, melhoria da saúde pública e valorização do ambiente urbano.</p>
<h4>A ENTRADA NA MISSÃO CIDADES</h4>
<figure id="attachment_29966" aria-describedby="caption-attachment-29966" style="width: 342px" class="wp-caption alignleft"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-29966" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/02/Projecto_Remourban_Creditos_Margherita-Sforza1-1-1-1024x768.jpg" alt="" width="342" height="257" /><figcaption id="caption-attachment-29966" class="wp-caption-text">Edifício intervencionado no âmbito do projecto REMOURBAN.<br />© Margherita Sforza</figcaption></figure>
<p>Valladolid foi uma das primeiras cidades a aderir à Missão Cidades e a receber o Selo da Missão da UE, em Outubro de 2023, após a apresentação do seu Contrato Climático, o documento que dá a conhecer detalhadamente a forma como a cidade tenciona atingir o seu objectivo de neutralidade carbónica para 2030. Já o Selo da Missão é um reconhecimento da Comissão Europeia pela estratégia para alcançar esse objectivo. A Agência para a Inovação e o Desenvolvimento Económico (IdeVa), sob a alçada da Câmara Municipal de Valladolid, é a entidade que lidera este projecto da Missão Cidades, com a participação de áreas-chave da edilidade, como o Ambiente, a Mobilidade e o Planeamento Urbano.</p>
<h4>EDIFÍCIOS ZERO EMISSÕES: “DEMONSTRAR O QUE DEVE SER FEITO”</h4>
<p>De acordo com o relatório A Economia Circular em Valladolid, Espanha, publicado em Março de 2020 pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), a cidade espanhola comprometeu-se, desde 2014, a efectuar renovações com vista à eficiência energética em, pelo menos, 3 % dos edifícios municipais, na sequência da Directiva da Eficiência Energética (2012/27/UE).</p>
<p>O município estabeleceu como prioridade melhorar o desempenho energético do parque imobiliário público, minimizar os edifícios públicos subutilizados e gerar informações sobre os consumos de energia, no sentido de optimizar a sua utilização em cada edifício. A título de exemplo, o relatório acrescenta que, “no âmbito do projecto comunitário REMOURBAN, o município avançou com a reabilitação energética de 398 habitações, com 1 000 habitantes numa área de 24 000 metros quadrados” (ver caixa). A electricidade é fornecida por painéis fotovoltaicos instalados nas fachadas dos edifícios e para o aquecimento urbano e a água quente a opção passa pela biomassa, nomeadamente em alguns edifícios públicos, tais como o Conselho Regional e o campus da Universidade de Valladolid.</p>
<p>Em Dezembro de 2019, a Câmara Municipal de Valladolid aderiu ao Compromisso para Edifícios Carbono Líquido Zero do World Green Building Council. No seguimento da adesão a este compromisso – a primeira cidade espanhola a fazê-lo -, o então presidente da câmara, Óscar Puente Santiago, referiu que “o desafio climático é enorme e Valladolid demonstrou a sua ambição de melhorar a vida dos cidadãos através da melhoria dos edifícios. Estamos a trabalhar em projectos inovadores de eficiência energética em edifícios públicos e privados, a reabilitar os nossos edifícios e a utilizar energia solar. Ser a primeira cidade em Espanha a assinar o Compromisso para Edifícios Carbono Líquido Zero é uma grande oportunidade para demonstrar o que deve ser feito”.</p>
<p>Ao assinarem este compromisso, as cidades e empresas propõem-se a atingir emissões líquidas nulas nos seus próprios edifícios até 2030, e as cidades comprometem-se a que todos os edifícios das suas cidades cumpram o objectivo até 2050. Todo o ciclo de vida dos edifícios é tido em conta e o documento exige que, até 2030:</p>
<p>• Os edifícios existentes reduzam o seu consumo de energia e eliminem as emissões de energia, de fluidos refrigerantes e a utilização de combustíveis fósseis o mais rapidamente possível;</p>
<p>• Os novos empreendimentos e as grandes renovações sejam construídos de modo a serem altamente eficientes, alimentados por energias renováveis, com reduções máximas no carbono incorporado e compensação de todas as emissões iniciais residuais.</p>
<h4>O FUTURO DOS EDIFÍCIOS EM VALLADOLID</h4>
<p>O Contrato Climático de Valladolid, apresentado em 2023, define prioridades ambiciosas através da implementação de cinco mudanças fundamentais, sendo uma delas a “reabilitação sustentável e medidas abrangentes de eficiência energética”. Neste âmbito, uma das ideias principais é implementar bairros neutros para o clima, “encorajando pelo menos um bairro da cidade a tornar-se energeticamente positivo”. A descarbonização do aquecimento na cidade é vista como uma das principais vias de impacto a desenvolver no âmbito da Missão Cidades em Valladolid. “A experiência anterior no desenvolvimento de redes de aquecimento urbano será a base para promover soluções em grande escala na cidade, incluindo a participação dos bairros, e com projectos de demonstração que consigam fazer avançar bairros energéticos positivos. Espera-se que, com a implementação do aquecimento urbano em colaboração com o governo regional, seja possível atingir 65 % de descarbonização do aquecimento urbano”.</p>
<p>O documento acrescenta o incentivo, “a todos os níveis”, à renovação do parque imobiliário privado para atingir uma taxa de renovação anual de 2 %, actuando também na nova construção para atingir 40 % dos novos edifícios com um consumo de energia quase nulo. Relativamente aos edifícios públicos, a intenção é intervencionar os edifícios municipais existentes para alcançar a designação “carbono zero”, bem como os futuros edifícios sob supervisão municipal. Serão também criadas Comunidades Locais de Energia, juntamente com um pacote de medidas destinadas a promover a eficiência energética em edifícios privados.</p>
<blockquote><p><strong>Conquistar o apoio dos residentes</strong></p>
<p>Nos subúrbios de Valladolid, um bairro composto por 19 edifícios residenciais e uma torre construídos nos anos 60 é o centro de um ambicioso plano de renovação apoiado pelo projecto comunitário REMOURBAN. Valladolid espera reduzir para metade o consumo de energia do bairro e diminuir em 80 % as emissões de CO2.</p>
<p>No início, os moradores mostraram-se reticentes e, inclusivamente, lutaram contra o projecto. Num comunicado de imprensa divulgado pelo REMOURBAN, Miguel García-Fuentes, coordenador da iniciativa, afirmou o seguinte: “Foi muito difícil estabelecer contacto com os residentes e discutir as soluções. Muitos deles eram idosos, não estavam familiarizados com os métodos de comunicação que estávamos a utilizar e tinham pouca confiança nos benefícios derivados das acções que estávamos a propor. Além disso, tinham de pagar parcialmente as obras”.</p>
<p>Foram precisos quase dois anos para conseguir a adesão de todos os 1 180 residentes de 398 habitações. Uma alteração na estratégia da equipa do projecto, que passou por um maior envolvimento dos cidadãos nas tomadas de decisão, foi a chave para ganhar a aprovação dos residentes. “O plano de sensibilização e as mensagens-chave do projecto foram revistos para melhor atingir os corações e as mentes dos residentes. Trata-se de ganhar a confiança com mensagens claras e de conseguir que os residentes convençam os outros no seu bairro. Os residentes não querem dar ouvidos a especialistas ou a grandes empresas. Eles confiam mais noutros moradores”, acrescentou García-Fuentes.</p>
<p>As principais intervenções incluíram a instalação de uma envolvente exterior no edifício e um sistema de revestimento de isolamento térmico exterior nas fachadas e coberturas. A instalação de uma nova caldeira de biomassa de 850 kW e a substituição da rede de aquecimento reduziram o consumo de energia do bairro em 45 %, de acordo com o município.</p>
<p>Antes do projecto, cada apartamento possuía a sua própria caldeira de água quente, paga separadamente. Agora, para reduzir os custos de energia, o fornecimento foi centralizado, com uma ligação à rede de aquecimento central através de tubos externos. O consumo de energia passou a ser monitorizado através de uma plataforma digital.</p>
<p>A fachada sul da torre foi coberta com 458 metros quadrados de painéis fotovoltaicos, fornecendo energia ao edifício e às 56 famílias que nele vivem.</p>
<p>Cada família teve de pagar perto de três mil euros para a renovação do bairro, mas tudo indica que este montante será atenuado por facturas de energia mais baixas. A poupança no consumo de energia acabará, portanto, por pagar as obras de renovação.</p>
<p>Fonte: CORDIS-EU</p></blockquote>
<h4>PROJECTOS EM VALLADOLID NO PARQUE EDIFICADO</h4>
<figure id="attachment_29967" aria-describedby="caption-attachment-29967" style="width: 352px" class="wp-caption alignright"><img decoding="async" class="wp-image-29967 " src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/02/Presidente-da-Camara-Valladolid_Creditos_IdeVa-1-1-1024x682.jpg" alt="" width="352" height="234" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/02/Presidente-da-Camara-Valladolid_Creditos_IdeVa-1-1-1024x682.jpg 1024w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/02/Presidente-da-Camara-Valladolid_Creditos_IdeVa-1-1-300x200.jpg 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/02/Presidente-da-Camara-Valladolid_Creditos_IdeVa-1-1-768x512.jpg 768w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/02/Presidente-da-Camara-Valladolid_Creditos_IdeVa-1-1-1536x1024.jpg 1536w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/02/Presidente-da-Camara-Valladolid_Creditos_IdeVa-1-1-2048x1365.jpg 2048w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/02/Presidente-da-Camara-Valladolid_Creditos_IdeVa-1-1-610x407.jpg 610w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/02/Presidente-da-Camara-Valladolid_Creditos_IdeVa-1-1-1080x720.jpg 1080w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/02/Presidente-da-Camara-Valladolid_Creditos_IdeVa-1-1-scaled.jpg 1200w" sizes="(max-width: 352px) 100vw, 352px" /><figcaption id="caption-attachment-29967" class="wp-caption-text">Jesús Julio Carnero, presidente da Câmara Municipal de Valladolid. © IdeVa</figcaption></figure>
<p>A renovação e reabilitação energética do parque imobiliário é, como se viu, uma das prioridades para alcançar a descarbonização do sector. Neste sentido, a cidade de Valladolid está a colaborar com projectos como o LEGOFIT. O objectivo é demonstrar a viabilidade dos edifícios de energia positiva. Assim, ao abrigo desta iniciativa, Valladolid lança a reabilitação integral de um edifício para maximizar a sua eficiência energética. Um total de 126 habitações do Parque Arturo León será remodelado com elevados padrões de eficiência energética, de modo a aproximar-se do modelo de edifício de energia positiva. Isto implica a renovação integral de fachadas e coberturas e a produção de energia com fontes renováveis (geotérmica e fotovoltaica: bombas de calor com dissipação geotérmica e uma fachada fotovoltaica ventilada nas quatro fachadas viradas a sul).</p>
<p>O projecto URBANEW é um outro exemplo. O modelo piloto em Valladolid irá estudar mecanismos e ferramentas para o desenvolvimento de soluções de regeneração urbana, algo que vai implicar a intervenção de várias entidades &#8211; associações de proprietários, administradores de imóveis, sector da construção, sector financeiro e sector energético -, com o objectivo de promover uma transformação dos edifícios na cidade. Para atingir as metas do projecto, Valladolid terá de levar a cabo diferentes acções, tais como o desenvolvimento de um projecto de formação e workshops no contexto da reabilitação energética e dos mecanismos de financiamento.</p>
<h4>OS DESAFIOS DO FINANCIAMENTO</h4>
<p>Para fazer face às ambições da cidade no que toca aos edifícios e acelerar a descarbonização, o Plano de Investimento do Acordo Climático de Valladolid identifica as acções prioritárias a implementar nos diferentes sectores. Para além disso, identifica também os actores públicos e privados fundamentais para a implementação de investimentos. De acordo com o documento, para reduzir os níveis de emissões em 85 %, a cidade precisaria de um investimento de cerca de 1 540 milhões de euros até 2030. Deste valor, 87 % deverá provir de investimento privado e 13 % de investimento público. Os restantes 15 % de emissões seriam conseguidos através de acções de compensação, como os sumidouros de carbono em ambiente urbano.</p>
<figure id="attachment_29968" aria-describedby="caption-attachment-29968" style="width: 370px" class="wp-caption alignleft"><img decoding="async" class="wp-image-29968 " src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/02/Embaixadores-Missao-Cidaes_Creditos_IdeVa-1-1024x682.jpg" alt="" width="370" height="246" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/02/Embaixadores-Missao-Cidaes_Creditos_IdeVa-1-1024x682.jpg 1024w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/02/Embaixadores-Missao-Cidaes_Creditos_IdeVa-1-300x200.jpg 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/02/Embaixadores-Missao-Cidaes_Creditos_IdeVa-1-768x512.jpg 768w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/02/Embaixadores-Missao-Cidaes_Creditos_IdeVa-1-1536x1024.jpg 1536w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/02/Embaixadores-Missao-Cidaes_Creditos_IdeVa-1-2048x1365.jpg 2048w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/02/Embaixadores-Missao-Cidaes_Creditos_IdeVa-1-610x407.jpg 610w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/02/Embaixadores-Missao-Cidaes_Creditos_IdeVa-1-1080x720.jpg 1080w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/02/Embaixadores-Missao-Cidaes_Creditos_IdeVa-1-scaled.jpg 1200w" sizes="(max-width: 370px) 100vw, 370px" /><figcaption id="caption-attachment-29968" class="wp-caption-text">Presidente da Câmara de Valladolid juntamente com embaixadores da Missão Valladolid. © IdeVa</figcaption></figure>
<p>Apesar do trabalho que tem vindo a ser desenvolvido por Valladolid no que diz respeito ao financiamento, subsistem alguns desafios. Em termos de acumulação de investimento e financiamento privado, estes desafios centram-se nos seus Planos de Acção do Contrato de Cidade Climática, divididos em quatro áreas-chave: a renovação energética de edifícios, o desenvolvimento de redes de aquecimento urbano, a promoção de comunidades energéticas locais e a adaptação da mobilidade sustentável.</p>
<p>Os principais desafios são a viabilidade financeira dos planos de acção, uma vez que os responsáveis consideram que o investimento local não é suficiente para atingir o investimento total, e a necessidade de formas mais inovadoras de envolver as principais partes interessadas, como empresas privadas, cidadãos, proprietários de casas e edifícios, para que se comprometam a investir na neutralidade climática.</p>
<p>Certo é que o feito de reduzir a pegada de carbono da cidade “só pode ser alcançado se for partilhado por toda a cidade”. Quem o disse foi Jesús Julio Carnero, presidente da Câmara Municipal de Valladolid, quando recentemente reuniu na Câmara Municipal, pela primeira vez, quase 150 entidades que aderiram à Missão Valladolid. “É uma conquista, e um orgulho como cidade, que este programa já inclua cerca de 150 entidades dos sectores produtivo, associativo, académico e institucional de Valladolid como base para a plataforma da cidade da Missão Valladolid”.</p>
<p>Fotografia de destaque: © Shutterstock</p>
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