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	<title>Arquivo de transição ecológica - Edificios e Energia</title>
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	<description>A Revista especializada de referência nos sectores de AVAC, eficiência energética, materiais de construção e edifícios.</description>
	<lastBuildDate>Tue, 02 Sep 2025 08:34:35 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivo de transição ecológica - Edificios e Energia</title>
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		<title>Fundos de Coesão abaixo do necessário para a acção climática, alerta ZERO</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/fundos-de-coesao-abaixo-do-necessario-para-a-accao-climatica-alerta-zero/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Edifícios e Energia]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Sep 2025 08:34:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[acção climática]]></category>
		<category><![CDATA[descarbonização]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Segundo um estudo publicado pela associação ambientalista ZERO, realizado no âmbito do projecto LIFE TogetherFor1.5, Portugal está a canalizar uma “parcela insuficiente” dos fundos da política de coesão à acção climática: estão previstos 7611 milhões de euros para o país dedicar à transição ecológica, ficando abaixo do limiar de 30% (cerca de 9383 milhões de euros) que deveria ser aplicado apenas em acção climática. </p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Segundo um estudo publicado pela associação ambientalista ZERO, realizado no âmbito do projecto LIFE TogetherFor1.5, Portugal está a canalizar uma “parcela insuficiente” dos fundos da política de coesão à acção climática: estão previstos 7611 milhões de euros para o país dedicar à transição ecológica, ficando abaixo do limiar de 30% (cerca de 9383 milhões de euros) que deveria ser aplicado apenas em acção climática. </strong></p>
<p><span data-contrast="auto">Apesar de reconhecer avanços, como a exclusão de investimentos em combustíveis fósseis, a ZERO considera que os fundos insuficientes comprometem o cumprimento das metas ambientais para 2030 e exige uma revisão profunda das prioridades de financiamento, com maior foco em eficiência energética, energias renováveis e transportes sustentáveis.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Para cumprir os compromissos climáticos, as necessidades de investimento em Portugal até 2030 estão estimadas em cerca de 175 mil milhões de euros, um valor que deixa à vista um “défice de financiamento climático a suprir por capitais públicos e, sobretudo, privados”.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Portugal integra o grupo dos nove Estados-Membros da União Europeia (UE) que não financiam projectos ligados a combustíveis fósseis com fundos de coesão, um aspecto que, segundo a associação, sinaliza “coerência no sentido dos investimentos com as metas climáticas, embora incoerência do ponto de vista do seu volume”.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A eficiência energética representa 21,3% dos fundos verdes, em linha com a média europeia. Ainda assim, é salientado um desequilíbrio: o financiamento para empresas é 25 vezes superior ao atribuído a habitações. Estima-se que o sector residencial precise de 72 mil milhões de euros para renovações profundas (até 120 mil milhões com equipamentos), mas os fundos actuais rondam apenas 42 mil milhões.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A ZERO recomenda um reforço do apoio ao parque habitacional, priorizando medidas passivas e soluções com melhor relação custo-benefício social.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559685&quot;:0,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Já as energias renováveis absorvem uma fatia de 6,6% dos fundos, abaixo da média da UE (13,7%). A ZERO interpreta este valor como reflexo da maturidade do sector em Portugal, mas defende o reforço do investimento em armazenamento e redes, &#8220;factores-chave para viabilizar economicamente o solar”. O apoio público a solar descentralizado em áreas artificiais — como autoestradas, zonas industriais, canais de rega ou reservatórios — revela “maior interesse público” enquanto a biomassa para electricidade “quase não é financiada, o que é positivo face a aplicações mais nobres dos resíduos florestais”, nomeadamente combustíveis para aviação e transporte marítimo.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559685&quot;:0,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A ZERO apresenta ainda três prioridades estratégicas para a reestruturação dos investimentos:</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<ul>
<li aria-setsize="-1" data-leveltext="-" data-font="Aptos" data-listid="6" data-list-defn-props="{&quot;335552541&quot;:1,&quot;335559685&quot;:720,&quot;335559991&quot;:360,&quot;469769226&quot;:&quot;Aptos&quot;,&quot;469769242&quot;:[8226],&quot;469777803&quot;:&quot;left&quot;,&quot;469777804&quot;:&quot;-&quot;,&quot;469777815&quot;:&quot;hybridMultilevel&quot;}" data-aria-posinset="1" data-aria-level="1"><span data-contrast="auto">Governação baseada em evidência, com publicação sistemática de análises custo-benefício climáticas ao nível de projecto e metas intermédias até 2030, “para permitir correcções de rota atempadas”;</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></li>
</ul>
<ul>
<li aria-setsize="-1" data-leveltext="-" data-font="Aptos" data-listid="7" data-list-defn-props="{&quot;335552541&quot;:1,&quot;335559685&quot;:720,&quot;335559991&quot;:360,&quot;469769226&quot;:&quot;Aptos&quot;,&quot;469769242&quot;:[8226],&quot;469777803&quot;:&quot;left&quot;,&quot;469777804&quot;:&quot;-&quot;,&quot;469777815&quot;:&quot;hybridMultilevel&quot;}" data-aria-posinset="1" data-aria-level="1"><span data-contrast="auto">Sequenciação e coerência – investimentos em infraestrutura de rede e armazenamento devem preceder ou acompanhar a expansão de renováveis, e medidas de gestão da procura devem caminhar com a oferta, sob pena de se dispersarem recursos;</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></li>
</ul>
<ul>
<li aria-setsize="-1" data-leveltext="-" data-font="Aptos" data-listid="8" data-list-defn-props="{&quot;335552541&quot;:1,&quot;335559685&quot;:720,&quot;335559991&quot;:360,&quot;469769226&quot;:&quot;Aptos&quot;,&quot;469769242&quot;:[8226],&quot;469777803&quot;:&quot;left&quot;,&quot;469777804&quot;:&quot;-&quot;,&quot;469777815&quot;:&quot;hybridMultilevel&quot;}" data-aria-posinset="1" data-aria-level="1"><span data-contrast="auto">Equidade social e impacto real – “a eficiência energética no sector residencial tem co-benefícios em saúde, conforto térmico e pobreza energética, e requer desenho de programas que facilitem o acesso de famílias vulneráveis, canalizando verbas de forma mais equilibrada”, assegura a associação.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></li>
</ul>
<p><span data-contrast="auto">A ZERO apela à reavaliação da distribuição interna dos fundos, à reorientação de verbas de baixa custo-eficácia para áreas com maior impacto líquido na redução de emissões e à integração de critérios DNSH (“Do No Significant Harm”, em português “Não Causar Danos Significativos”) e climáticos em todas as fases do ciclo do projecto. Em paralelo, recomenda-se reforçar instrumentos de monitorização pública – com relatórios regulares sobre emissões evitadas, utilização de infraestruturas e execução financeira – e promover participação cidadã e consultas públicas que melhorem a qualidade e a legitimidade dos investimentos.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335559685&quot;:0,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A associação propõe ainda que a próxima revisão da política de coesão da UE no próximo Quadro Financeiro Plurianual (2028-2034) estabeleça uma meta de 50% para integração ecológica e metodologias robustas para distinguir os investimentos verdadeiramente verdes e justos.</span></p>
<p>Fotografia de destaque: © <span data-contrast="auto">Unsplash</span></p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/fundos-de-coesao-abaixo-do-necessario-para-a-accao-climatica-alerta-zero/">Fundos de Coesão abaixo do necessário para a acção climática, alerta ZERO</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
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