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	<title>Arquivo de SRU - Edificios e Energia</title>
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	<description>A Revista especializada de referência nos sectores de AVAC, eficiência energética, materiais de construção e edifícios.</description>
	<lastBuildDate>Tue, 09 Dec 2025 17:39:35 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivo de SRU - Edificios e Energia</title>
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		<title>LISBON ALLIANCE: O novo impulso da Lisboa E-Nova para a eficiência energética e a descarbonização urbana</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Edifícios e Energia]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Dec 2025 10:54:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Agência de Energia e Ambiente de Lisboa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Lisboa definiu uma meta ambiciosa: tornar-se uma cidade neutra em carbono até 2030. Para atingir esse objetivo, é essencial agir em várias frentes, edifícios, iluminação pública, mobilidade, energia e planeamento urbano, e garantir que todos os players caminham na mesma direção. A Lisboa E-Nova, enquanto Agência de Energia e Ambiente de Lisboa, tem um papel importante neste processo. ...</p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/empresas/lisbon-alliance-o-novo-impulso-da-lisboa-e-nova-para-a-eficiencia-energetica-e-a-descarbonizacao-urbana/">LISBON ALLIANCE: O novo impulso da Lisboa E-Nova para a eficiência energética e a descarbonização urbana</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-9ac00cf961d1ea846fe5a532228b76c6 wp-block-paragraph"></p>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-e1bd6f057cbbbca6e5ccdbf8091957a5 wp-block-paragraph"><strong>Lisboa definiu uma meta ambiciosa: tornar-se uma cidade neutra em carbono até 2030. Para atingir esse objetivo, é essencial agir em várias frentes, edifícios, iluminação pública, mobilidade, energia e planeamento urbano, e garantir que todos os <em>players </em>caminham na mesma direção. A Lisboa E-Nova, enquanto Agência de Energia e Ambiente de Lisboa, tem um papel importante neste processo.</strong><br></p>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-708a4b014000adc91af415c1a8997e1c wp-block-paragraph">Criada para promover o desenvolvimento sustentável da cidade e da sua área metropolitana, a <a href="https://lisboaenova.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow"><strong>Lisboa E-Nova</strong></a> trabalha em estreita colaboração com o Município na definição e execução de estratégias energético-ambientais. O seu foco é claro: melhorar a eficiência energética, valorizar os recursos endógenos e promover uma gestão ambiental responsável.</p>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-abcb9c7d08a026bebc86532441b02796 wp-block-paragraph">Um dos projetos mais relevantes neste percurso é o “<em><strong><a href="https://lisboaenova.org/en/portfolio/lisbon-alliance/" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">Lisbon Alliance – Accelerate pubLic buiLding renovatIon And public lighting eNergy effiCiEncy</a></strong></em>”, financiado pela Comissão Europeia através do programa <a href="https://www.eib.org/en/products/advisory-services/elena/index">ELENA (<em>European Local ENergy Assistance</em>)</a>, gerido pelo Banco Europeu de Investimento. Este programa foi criado para apoiar a preparação de investimentos em eficiência energética e energias renováveis, oferecendo assistência técnica especializada a projetos de larga escala, normalmente acima dos 30 milhões de euros.</p>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-414c11c14ccfe46daeaf7d11013eb3aa wp-block-paragraph">A candidatura apresentada pela <strong>Lisboa E-Nova</strong> foi aprovada em 2024 e deu origem a um projeto de três anos (de abril de 2025 a março de 2028), que pretende mobilizar 44,6 milhões de euros em investimento em eficiência energética, com um apoio financeiro de 1,44 milhões de euros a fundo perdido para reforço da capacidade técnica da agência e contratação de especialistas externos.</p>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-b3ea3eff42891c0130e52935a4ecc4a3 wp-block-paragraph">O <strong>Lisbon Alliance</strong> é mais do que um projeto de eficiência energética: é um instrumento de articulação entre diferentes entidades municipais, criado para melhorar a qualidade técnica das intervenções e acelerar a concretização de investimentos alinhados com a estratégia de descarbonização da cidade.</p>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-b054b6901fce5228a230081361d49ef3 wp-block-paragraph">A <strong>Lisboa E-Nova</strong> é responsável pela coordenação técnica e pela assistência aos principais beneficiários — o Município de Lisboa e as empresas municipais SRU, EGEAC/Lisboa Cultura e GEBALIS, assegurando que os projetos cumprem padrões elevados de desempenho energético e sustentabilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-a4b0850c45ac2493f3d7193f8c8219cc wp-block-paragraph"><strong>INTERVENÇÕES COM IMPACTO EM TODA A CIDADE</strong></p>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-82208a6b9041e13fbb4d2320b534e187 wp-block-paragraph">As intervenções previstas abrangem edifícios, infraestruturas e iluminação pública, refletindo uma abordagem diversificada e integrada. No âmbito da GEBALIS, estão em curso processos de certificação energética de frações habitacionais nos bairros da Quinta das Salgadas e dos Alfinetes, bem como a realização de um estudo sobre boas práticas de reabilitação, a adjudicar em breve. Na Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU) está a ser analisada a possibilidade de reabilitação de cinco escolas, com o apoio de consultoria especializada prestada pela Lisboa E-Nova em eficiência térmica e na aplicação de ferramentas digitais BIM para otimização dos projetos. Com a Câmara Municipal de Lisboa, através de diferentes serviços, está em análise o desenvolvimento de projetos de iluminação pública, em várias zonas da cidade, nos túneis e, ainda, o apoio técnico em eficiência energética na reabilitação de escolas e de diversos edifícios patrimoniais dispersos pela cidade. Já na EGEAC, estão neste momento a ser finalizadas as auditorias energéticas ao Cinema São Jorge e ao Teatro São Luiz, complementadas por assessoria técnica ao sistema de climatização (AVAC) deste último.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



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</div>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-bcc43706645bb59eeecb24015c8a06ef wp-block-paragraph">Todas as aquisições e contratações efetuadas pela <strong>Lisboa E-Nova</strong> seguem o Código da Contratação Pública, assegurando transparência, concorrência e qualidade nos serviços prestados.</p>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-453b37f644b9d5c6bc399da39498c24a wp-block-paragraph">O impacto esperado vai além das poupanças energéticas. Ao melhorar o desempenho térmico dos edifícios e a eficiência das infraestruturas urbanas, Lisboa reduz as suas necessidades energéticas e as emissões de CO<sub>2</sub>, melhorando também o conforto e a saúde ambiental dos espaços públicos e de trabalho.</p>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-2126d6c68a74a2e7d561e7f4889a46ba wp-block-paragraph">O programa ELENA tem precisamente essa missão: ajudar as cidades europeias a transformar planos em investimentos concretos, criando um efeito multiplicador na transição energética local. Através do Lisbon Alliance, Lisboa posiciona-se entre as cidades que estão a usar este instrumento europeu de forma estratégica, integrando os princípios da Missão Cidades Inteligentes e Climaticamente Neutras, garantindo um menor consumo energético, menor dependência de combustíveis fósseis e maior qualidade ambiental.</p>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-3f8f12a1126271283d6195696c482a39 wp-block-paragraph">Para a <strong>Lisboa E-Nova</strong>, o projeto representa também uma oportunidade de se afirmar, uma vez mais, como o principal instrumento de suporte técnico e estratégico às políticas municipais. A agência não se limita a prestar assistência, atuando também como mediadora entre a visão política, o conhecimento técnico e a execução prática, garantindo que os investimentos públicos contribuem para resultados mensuráveis e duradouros.</p>



<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-eb91bd28d57440812595375dfeb963f1 wp-block-paragraph">Ao longo dos próximos anos, a implementação do <strong>Lisbon Alliance</strong> deverá demonstrar que investir em eficiência energética é também investir em qualidade de vida, competitividade urbana e resiliência climática. Lisboa está a transformar o seu compromisso climático em ação concreta, e a <strong>Lisboa E-Nova</strong> é o motor técnico e estratégico que torna possível essa transição.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-7387b849 wp-block-columns-is-layout-flex">
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</div>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="has-text-align-center has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-d804924151611bd4de8257796a481bff wp-block-paragraph"><strong><em>Artigo com apoio</em></strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="470" height="230" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/12/LisboaENova.png" alt="" class="wp-image-33847" style="width:163px;height:auto" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/12/LisboaENova.png 470w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2025/12/LisboaENova-300x147.png 300w" sizes="(max-width: 470px) 100vw, 470px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="has-text-align-center has-black-color has-text-color has-link-color has-small-font-size wp-elements-276e612096d77481e8a0dfef464af9ed wp-block-paragraph"><br><strong>© EGEAC – Teatro São Luiz, Estelle Valente</strong><br><br></p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-alpha-channel-opacity has-background is-style-wide" style="background-color:#07a1a6;color:#07a1a6"/>



<p class="has-text-align-center has-black-color has-text-color has-link-color has-small-font-size wp-elements-692344d1b0da7cf2b738b3e0dfd1c6c8 wp-block-paragraph"><strong><em>O texto acima é da inteira responsabilidade das empresas/entidades em causa</em></strong></p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/empresas/lisbon-alliance-o-novo-impulso-da-lisboa-e-nova-para-a-eficiencia-energetica-e-a-descarbonizacao-urbana/">LISBON ALLIANCE: O novo impulso da Lisboa E-Nova para a eficiência energética e a descarbonização urbana</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Estratégia de Lisboa para a Neutralidade Carbónica: eficiência energética cresce em Entrecampos</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/estrategia-de-lisboa-para-a-neutralidade-carbonica-eficiencia-energetica-cresce-em-entrecampos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Edifícios e Energia]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Aug 2024 08:00:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[CML]]></category>
		<category><![CDATA[eficiência energética]]></category>
		<category><![CDATA[Entrecampos]]></category>
		<category><![CDATA[Estratégia de Lisboa para a Neutralidade Carbónica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A câmara municipal de Lisboa uniu esforços com a Gebalis, empresa municipal responsável pela gestão dos bairros municipais da capital, e a Lisboa Ocidental SRU – Sociedade de Reabilitação Urbana para fazer erguer um projecto em Entrecampos que pretende ser um ponto de viragem quanto ao conceito de habitação municipal em Lisboa.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><em>Este artigo foi originalmente publicado na <a href="https://leitor.medialine.pt/reader.html?p=edificiosenergia&amp;v=principal&amp;e=153" target="_blank" rel="noopener">edição nº 153 da Edifícios e Energia</a> (Maio/Junho 2024).</em></p>
<p><strong>A câmara municipal de Lisboa uniu esforços com a Gebalis, empresa municipal responsável pela gestão dos bairros municipais da capital, e a Lisboa Ocidental SRU – Sociedade de Reabilitação Urbana para fazer erguer um projecto em Entrecampos que pretende ser um ponto de viragem quanto ao conceito de habitação municipal em Lisboa.</strong></p>
<p>A empreitada, totalmente financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), insere-se na Operação de Loteamento das Forças Armadas e prevê a construção de 476 habitações, bem como a criação de espaços verdes, zonas de comércio e equipamentos de apoio às famílias, como uma creche.</p>
<p>O projecto está enquadrado no Programa de Renda Acessível, um programa ao qual as pessoas se candidatam para obterem habitação numa das freguesias da cidade. “Nesta intervenção, a sustentabilidade energética actua como eixo de uma solução exequível, actual e durável que oferece aos residentes condições adequadas de conforto com elevado desempenho energético”, começa por dizer Susana Rato, arquitecta da SRU. Actualmente, já foram entregues 256 apartamentos nos lotes 4, 5 e 9 e encontram-se ainda em obra os restantes 220 apartamentos que terão lugar nos lotes 7 e 10.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-27640 alignleft" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/08/Fonte_Betar2-1-200x300.jpg" alt="" width="246" height="369" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/08/Fonte_Betar2-1-200x300.jpg 200w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/08/Fonte_Betar2-1-682x1024.jpg 682w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/08/Fonte_Betar2-1-768x1152.jpg 768w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/08/Fonte_Betar2-1-1024x1536.jpg 1024w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/08/Fonte_Betar2-1-610x915.jpg 610w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/08/Fonte_Betar2-1-1080x1620.jpg 1080w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/08/Fonte_Betar2-1-scaled.jpg 800w" sizes="(max-width: 246px) 100vw, 246px" /></p>
<p>Para esta intervenção foram traçados vários objectivos no que diz respeito à eficiência energética. Entre eles, Susana Rato destaca a utilização de energias renováveis – nomeadamente sistema fotovoltaico nas coberturas dos edifícios para produção de energia (águas quentes sanitárias e aquecimento ambiente) –, a utilização de bombas de calor eficientes, a implementação de soluções que promovem o bom desempenho passivo (isolamento, orientação, sombreamento, vidros duplos), a garantia de que todas as habitações recebem pelo menos uma hora de radiação solar directa no período do ano mais desfavorável e a selecção de materiais sustentáveis.</p>
<p>O reforço do enquadramento legislativo para o cumprimento das exigências para a classificação nZEB (<em>nearly zero energy buildings</em>), em concordância com o Regulamento de Desempenho Energético dos Edifícios da Habitação, resultou, no caso do edifício-piloto, na obtenção de classificação nível A+ no sistema LiderA. Não estão instalados quaisquer equipamentos de combustão e “os sistemas técnicos dos edifícios de habitação funcionam com recurso a sistemas centralizados e de produção de energia eléctrica para autoconsumo”.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: left;">A cobertura dos edifícios é composta por sistemas fotovoltaicos instalados em canópias, o que, em dias de chuva ou sol intensos, também funciona como protecção para os equipamentos instalados nas coberturas.</p>
</blockquote>
<h4>OS SISTEMAS CENTRALIZADOS</h4>
<p>Os sistemas de aquecimento centralizado não são novidade nos edifícios municipais para habitação pública. Para o coordenador do departamento de Manutenção da Gebalis, Pedro Cardoso, os critérios de desempenho energético e os investimentos em construção de habitação pública trazem consigo “uma aposta ainda maior na neutralidade carbónica das construções, sendo para isso indispensável a implementação de soluções activas como os sistemas de climatização e de aquecimento de águas quentes sanitárias”. E recorda que o primeiro sistema de aquecimento centralizado instalado remonta a 2017. Uma solução “composta por uma bateria de sete colectores solares, destinada exclusivamente à produção de águas quentes sanitárias das sete fracções que integram o edifício”. Até então, as soluções para os sistemas de águas quentes sanitárias tinham recaído, maioritariamente, em sistemas individuais (colectores solares) dos tipos termossifão (em que o depósito do painel solar fica instalado por cima deste no telhado) ou de circulação forçada (o depósito fica inserido dentro da habitação).</p>
<p>Em Entrecampos, a situação é diferente e a escolha passou por um sistema centralizado de produção de energia térmica. Ao contrário dos colectores solares térmicos, “estas instalações e [estes] equipamentos não tiram proveito directo da fonte solar; são formados por um conjunto de bombas de calor e de circulação, por depósitos de inércia e por uma rede de tubagens e equipamentos acessórios que distribui o calor produzido a partir de energia eléctrica aos diferentes apartamentos. Por complemento ao aquecimento de águas quentes sanitárias, esta solução permite o aquecimento ambiente através de radiadores hidráulicos integrados no circuito”, explica Pedro Cardoso.</p>
<p>O responsável acrescenta ainda que estes edifícios “estão também equipados com unidades de produção para autoconsumo, que minimizam o consumo de energia eléctrica da rede para o funcionamento de instalações e serviços comuns, como é o caso da iluminação, dos elevadores e dos sistemas de climatização e de aquecimento de águas quentes sanitárias”.</p>
<h4>A APOSTA NO FOTOVOLTAICO</h4>
<p>A cobertura dos edifícios é composta por sistemas fotovoltaicos instalados em canópias, o que, em dias de chuva ou sol intensos, também funciona como protecção para os equipamentos instalados nas coberturas. Estes sistemas produzem energia eléctrica para o aquecimento de águas e para o aquecimento ambiente.</p>
<p>De acordo com o caderno técnico do projecto, “a energia excedente gerada pelos painéis fotovoltaicos, nomeadamente no Verão, é utilizada no edifício para outros usos comuns – como iluminação interior ou elevadores – ou injectada na rede”, sendo que é referida a possibilidade de, no futuro, este projecto vir a integrar uma comunidade de energia renovável.</p>
<blockquote><p><strong>128 HABITAÇÕES CONCLUÍDAS</strong><br />
Neste momento, já se encontra concluído o edifício-piloto (lote 4). Tem 128 habitações distribuídas por oito pisos, e um piso térreo, num total de 13 500 m2. A par do edifício-piloto, também os lotes 5 e 9 estão concluídos, com 64 unidades de habitação cada um e uma área bruta total de 5 640 m2.</p>
<p>Em curso encontram-se ainda as obras do lote 7, do lote 10 e das zonas de estacionamento e de jardim. Ao contrário dos outros edifícios, estes terão mais um piso acima do solo, sendo que o lote 7 será composto por 152 habitações. Terá igualmente uma creche, uma lavandaria e um espaço para comércio. A obra deste edifício deverá estar concluída em 2025. O lote 10 terá um total de 68 habitações.</p></blockquote>
<h4>AS DIFICULDADES ATRAVESSADAS</h4>
<p>Existem várias dificuldades na gestão de um empreendimento como este. A dimensão, a novidade de algumas soluções e os entraves que ainda existem do ponto de vista técnico são algumas delas. A habitação pública tem características diferentes da habitação privada. Desde logo, não gera lucro, o que muda todo o balanço. No entanto, Pedro Cardoso recorda que é importante “encontrar um equilíbrio entre os benefícios de desempenhos energéticos excepcionais e os encargos da manutenção dessas instalações e [desses] equipamentos por forma a não desequilibrar a balança entre a receita e a despesa. O impacto económico das soluções definidas em projecto deve, por isso, considerar os encargos futuros associados à manutenção e à gestão dessas instalações”.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-27639 alignright" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/08/Fonte_Betar-1-200x300.jpg" alt="" width="266" height="399" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/08/Fonte_Betar-1-200x300.jpg 200w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/08/Fonte_Betar-1-683x1024.jpg 683w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/08/Fonte_Betar-1-768x1151.jpg 768w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/08/Fonte_Betar-1-1025x1536.jpg 1025w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/08/Fonte_Betar-1-610x915.jpg 610w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/08/Fonte_Betar-1-1080x1619.jpg 1080w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/08/Fonte_Betar-1-scaled.jpg 800w" sizes="(max-width: 266px) 100vw, 266px" /></p>
<p>Pedro Cardoso indica que gerir edifícios nZEB e os seus sistemas individuais e centralizados de produção de energia térmica não é uma tarefa livre de dificuldades. Ainda assim, prefere ver o copo meio cheio quando diz que essas mesmas dificuldades “são também os desafios e as oportunidades da Gebalis”. O desenvolvimento profissional e a aposta na formação, o trabalho junto das comunidades e o desenvolvimento de estratégias de gestão sustentáveis e rentáveis são os maiores desafios associados à coordenação destes edifícios.</p>
<p>“Existem dificuldades associadas à gestão técnica e permanente das instalações e [dos] equipamentos e ao rigoroso cumprimento dos planos de manutenção preventiva, essenciais à segurança, à longevidade e ao bom funcionamento dos sistemas”, refere. A transição energética é um processo complexo e que implica conhecimento especializado. Tendo isto em conta, a escassez de mão-de-obra qualificada é um factor que, segundo o coordenador do departamento de Manutenção da Gebalis, “contribui para procedimentos de concurso pouco participados e níveis de serviço desadequados, sobretudo no que respeita aos tempos de resposta”.</p>
<p>Pedro Cardoso considera que a gestão de energia é uma dificuldade e, simultaneamente, uma oportunidade para a sensibilização de comunidades com vista à alteração de comportamentos. Afinal de contas, “de pouco serve a elevada eficiência energética dos equipamentos<br />
se a utilização não for cuidada e ambientalmente sustentável”. Um outro desafio para a Gebalis, no que diz respeito à gestão das instalações, tem a ver com os perfis de consumo dos moradores: “é necessária uma atenção permanente e uma adequação dos princípios de funcionamento do sistema para que se produza na medida adequada e no tempo certo, antecipando as necessidades e compatibilizando-as com a produção em períodos com menor encargo energético na perspectiva ambiental e financeira”, explica.</p>
<p>Outro aspecto que Pedro Cardoso faz questão de salientar é a ausência de regulamentação, orientações e incentivos à criação de comunidades de energia renovável, algo que, no seu ponto de vista, incrementaria os benefícios ambientais e económicos associados à actividade de produção de energia.</p>
<p>Fotografia de destaque: © Shutterstock</p>
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